Diversidade nas técnicas de esterilização
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- Nathan Pinho Carrilho
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1 Esterilização Diversidade nas técnicas de esterilização Métodos físicos, físico-químicos e químicos compõem os mecanismos utilizados para a esterilização, que visa eliminar micro-organismos capazes de levar à contaminação e deterioração de produtos ou provocar infecções em seres vivos. Dada a variedade de técnicas disponíveis, deve-se buscar a mais apropriada a cada tipo de aplicação e material Marcelo Couto 10 Embora o uso do calor seja a forma mais difundida de esterilização, há atualmente uma diversidade de técnicas eficazes para promover a eliminação de micro-organismos (fungos, bactérias e seus esporos) e até vírus, que, caso não sejam destruídos, podem se desenvolver de forma indesejada e provocar problemas como deterioração, falhas nas etapas de conservação, comprometimento na utilização de certos produtos ou utensílios e ainda causar graves contaminações e infeccções. As técnicas de esterilização são comumente utilizadas com o objetivo de garantir níveis adequados de segurança em alimentos e medicamentos, além de instrumentos e dispositivos utilizados no ambiente médico-hospitalar, mas a sua aplicação também se estende a diversas outras áreas. Gradativamente, algumas das técnicas passaram a ser empregadas em diversos segmentos industriais, cujos produtos são suscetíveis à biodeterioração, como é o caso de cosméticos, resinas, embalagens, tintas e matérias-primas variadas, comenta Silvia Eguchi, coordenadora do Grupo de Trabalho de Microbiologia (GT2) da SBCC. A escolha da técnica de esterilização mais adequada para cada caso depende do tipo de material que deverá passar pelo processo, da carga microbiana envolvida e de outras condições para o emprego do método, pois cada alternativa apresenta um conjunto de vantagens e desvantagens a serem consideradas nos critérios de avaliação de custos, eficiência, agilidade, disponibilidade de espaço e segurança. Evolução Desde longa data, o homem busca formas de realizar o que hoje conhecemos como esterilização. Achados de 1450 a.c registram o que seria a esterilização pelo fogo. Mas foi a partir do século XIX, com os avanços da microbiologia, que se estabeleceram princípios e foram obtidos os mais significativos avanços que levaram ao desenvolvimento dos métodos modernos, incluindo a técnica de esterilização por calor, a descoberta do peróxido de hidrogênio e do óxido de etileno, o estabelecimento de processos de alta pressão e temperatura, a construção do primeiro autoclave e a realização de experiências com vários agentes esterilizantes. A área de alimentos foi a pioneira na busca de métodos de esterilização, lembra Silvia Eguchi. De fato, no século XVIII, o cozinheiro francês Nicolas Appert ( ), considerado o Pai das Conservas, criou uma técnica inovadora que consistia em cozinhar por um certo tempo alimentos acondicionados em recipientes herméticos de vidro, selados com rolhas, em água fervente, de forma a preservá-los para o consumo por muito mais tempo, o que representou um importante avanço na área e ajudou a combater doenças de
2 Fotos Divulgação / Marcello Vitorino / Fullpress / IPEN Irradiador multipropósito do IPEN (acima). Na página ao lado, as fontes de cobalto, emissoras de radiação origem alimentar. A esterilização de alimentos enlatados formou inclusive a base da ciência da autoclavação, que é uma das formas mais utilizadas ainda hoje de esterilização por calor úmido e que se estendeu para várias outras aplicações, notadamente nos segmentos médico-cirúrgico e na indústria farmacêutica. Deve-se ao químico francês Charles Chamberland ( ), um dos colaboradores do cientista Louis Pasteur, a concepção e construção do primeiro equipamento de autoclave. A evolução do conhecimento técnico-científico levou ao desenvolvimento de diversas técnicas de esterilização baseadas em meios físicos, físico-químicos e químicos. Os físicos incluem o próprio calor (seco ou úmido), a filtração e a radiação; enquanto os físico-químicos dizem respeito aos processos que utilizam principalmente óxido de etileno (EtO) e peróxido de hidrogênio. Essas são as técnicas mais empregadas em larga escala. Além delas, há as que usam agentes químicos como formaldeído, glutaraldeído e ácido peracético, entre outras substâncias. Existem diversas normas internacionais que tratam das técnicas de esterilização e suas aplicações. Algumas A ABNT registra atualmente 41 documentos relacionados à esterilização, sendo 25 no âmbito do CB-26 serviram de base também para a normalização do tema no Brasil. Somente a ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas registra atualmente 41 documentos relacionados à esterilização, sendo 25 no âmbito do CB-26, dedicado ao segmento odonto-médico-hospitalar. Há ainda portarias e regulamentações específicas do Ministério da Saúde e da Anvisa Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o que mostra o grau de preocupação com o tema. Calor Seco O calor é considerado o agente físico mais prático e eficiente para esterilização. Pode ser utilizado seco ou 11
3 Esterilização 12 úmido e sua eficácia depende basicamente de dois fatores: o tempo e a temperatura a que o produto fica exposto durante o processo. Para o processo envolvendo calor seco podem ser utilizadas estufas (também conhecidas como forno de Pasteur) ou túneis de esterilização. A morte dos micro-organismos neste caso decorre da oxidação e desidratação das células. As estufas, em particular, são frequentemente empregadas em consultórios médicos e odontológicos em virtude tanto da facilidade de operação quanto do seu baixo custo. Como regra geral, recomenda-se o calor seco para esterilizar vidros, metais, óleos e substâncias em pó, ou seja, produtos resistentes à variação de temperatura ou que podem se oxidar com o vapor. Um exemplo desta alternativa é para o caso de instrumentos de corte, pois não danifica a função cortante e não provoca ferrugem. Em contrapartida, não é uma solução para esterilizar líquidos nem materiais termossensíveis, como os que contêm componentes têxteis, plásticos ou de borracha. Pelo fato de não ser tão penetrante quanto o calor úmido, o processo envolvendo calor seco requer o uso de temperaturas mais elevadas, por isso, não é indicado para produtos termossensíveis, embora devamos lembrar que alguns produtos não suportam nem mesmo a temperatura do calor úmido, considera Yves Léon Marie Gayard, analista de Validação da ABL Antibióticos do Brasil. Além das restrições quanto ao tipo de material, outra desvantagem do processo envolvendo calor seco é que ele atua mais lentamente que o calor úmido, o que exige temperaturas mais elevadas ou maior tempo de exposi- Foto Divulgação / Marcello Vitorino / Fullpress / IPEN Assim como no caso do calor seco, o calor úmido (vapor saturado sob pressão) atua desnaturando e coagulando as proteínas das células microbianas, mas com a vantagem de que a água presente neste caso contribui para a destruição das membranas e enzimas e induz à eliminação das ligações de hidrogênio, tornando assim o método mais eficaz e reduzindo o tempo de exposição dos materiais. Por ser um processo eficiente, de fácil utilização, custo acessível e bem conhecido, o vapor saturado sob pressão tornou-se o método mais utilizado de esterilização para a maioria dos casos, destaca Maria Silva de Oliveira, supervisora de Controle da Qualidade da Fresenius Kabi, empre- Alguns alimentos que podem ser tratados pela irradiação ção. Para instrumentos cirúrgicos, por sa que oferece soluções para terapia exemplo, o tempo de exposição é de de infusão e nutricional com produtos 120 minutos à temperatura de 170ºC, farmacêuticos, dispositivos médicos e mas se a temperatura for reduzida a descartáveis. Ela enfatiza, no entanto, 140ºC é necessário dobrar o tempo. que apesar das suas muitas vantagens, a utilização de calor úmido apresenta Calor úmido como principal limitação o fato de não servir para esterilizar pós, líquidos e produtos que não resistem a temperaturas elevadas. A forma mais usual de realizar a esterilização pelo calor úmido é com autoclaves. Nesse tipo de equipamento, o material fica exposto ao vapor d água sob pressão a 121 C durante 15 minutos. Os itens devem ser embalados de forma a permitir o contato com o vapor e o processo deve se dar no vácuo, para que a temperatura desejada seja alcançada com mais eficiência, além de permitir a penetração do vapor nos poros do material e também evitar a formação de bolsões de ar frio. A elevada temperatura e a pressão que formam as bases da técnica de autoclavação são suficientes para obter a esterilização, levando os micro-organismos à morte. Uma vez finalizado
4 o processo, os materiais são naturalmente resfriados e não necessitam de quarentena para eliminar resíduos, diferentemente da esterilização por óxido de etileno, o que representa uma importante vantagem da técnica baseada no calor úmido, considera a especialista da Fresenius. Apesar de eliminar os tipos mais comuns de vírus, fungos e bactérias, a técnica de esterilização por calor úmido pode não destruir completamente os príons. Existem no mercado autoclaves de parede simples e de parede dupla, estes mais sofisticados e que permitem melhores extração do ar e secagem. O monitoramento do processo é importante para garantir que a esterilização tenha sido bem-sucedida. A maioria das autoclaves possui sistemas que O calor é considerado o agente físico mais prático e eficiente para esterilização. Ele pode ser utilizado seco ou úmido registram a temperatura e pressão em função do tempo, permitindo acompanhar o desempenho do equipamento. Uma fita indicadora também pode ser colocada em embalagens de produtos antes de iniciar o processo, para identificar que o material (ou o lote) foi submetido ao calor. A fita não garante que a esterilização tenha sido eficaz, apenas que o material passou pelo processo. Para demonstrar que a esterilização foi eficaz, costuma-se utilizar um indicador biológico, porém o seu uso é um pouco complicado e encarece a operação. O bioindicador, no entanto, costuma ser um grande aliado para monitorar ocasionalmente o processo e avaliar a sua eficácia. Fora a autoclavação há ainda outro método comum de esterilização por calor úmido, chamado tindalização. Neste caso, o material é submetido a três sessões de exposição a vapor d água a 100 C, durante um intervalo de 20 a 45 minutos, 45 minutos e, por fim, por mais um período de 20 a 45 minutos, com um repouso de 24h entre cada uma dessas sessões. Mesmo havendo germinação dos esporos entre duas sessões a esterilização fica garantida com a sua
5 Esterilização Fotos: Arquivo SBCC Autoclaves instaladas em unidades de produção em indústria de medicamentos veterinários e em farmacêutica: uso do vapor sob pressão 14 posterior destruição ao fim de todas as etapas. É normalmente usada para soluções açucaradas ou com gelatina. Filtração estéril No caso de líquidos e gases sensíveis a temperatura ou que tenham restrição ao uso de processos químicos, pode ser necessário lançar mão da filtração estéril, que consiste na remoção mecânica de micro-organismos. Neste processo, a solução ou o gás atravessam um filtro com membranas de diâmetros bastante diminutos. Um exemplo da utilização dessa técnica é na produção de vitaminas e antibióticos. A filtração pode ser considerada um processo relativamente rápido e econômico de se obter a esterilização, mas somente é possível utilizá-la em fluidos. Além disso, obviamente, esse método também não pode ser empregado nos casos em que os sólidos em suspensão nos fluidos são o próprio princípio ativo. Os meios filtrantes (velas porosas, discos de amianto e filtros de vidro poroso, por exemplo) podem ser feitos de diversos materiais, como acetato de celulose, policarbonato e outros sintéticos e devem, eles próprios, também ser esterilizados, geralmente em autoclaves, a uma temperatura que não danifique suas frágeis membranas. Para garantir a esterilidade, as membranas filtrantes necessitam ser verificadas quanto a perfurações durante ou antes do uso. Mesmo com esses cuidados, é recomendável que a filtração seja realizada em ambiente controlado. Irradiação A radiação ionizante é uma das alternativas para casos que requerem esterilização a frio, podendo ser empregada em sólidos e fluidos. A radioesterilização consiste na redução dos micro-organismos, impedindo que se reproduzam, pela quebra de suas cadeias moleculares (DNA) e induzindo reações dos fragmentos com o oxigênio atmosférico ou compostos oxigenados. Tecnicamente, duas fontes podem ser utilizadas no processo de radiação ionizante: raios gama de fontes seladas de Cobalto-60 ou feixe de elétrons de aceleradores industriais de média e alta energias. As vantagens incluem o fato de que os produtos são esterilizados na embalagem final e a penetração da radiação assegura esterilização de todo o volume. Além disso, o processo é contínuo, seu único controle é o tempo de exposição dos produtos à radiação, e não requer tratamento posterior, destaca Wilson Calvo, gerente do Centro de Tecnologia das Radiações do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), autarquia gerida pela CNEN Comissão Nacional de Energia Nuclear, ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Segundo ele, outro aspecto a destacar é que o emprego de embalagem impermeável a gases assegura esterilização por tempo ilimitado. A probabilidade de encontrarmos um único micro-organismo no produto radioesterilizado é de 1 em , enfatiza. A lista de materiais compatíveis com a radiação inclui termoplásticos, borrachas, têxteis, metais, pigmentos, vidros, pedras preciosas, papéis, adesivos e tintas, entre outros. Na área médica, pode ser utilizada em seringas descartáveis, agulhas, catéteres, luvas, kits cirúrgicos, suturas, implantes, proteínas, unidades para hemodiálise, pinças e reagentes. A lista inclui ainda próteses, cosméticos, aditivos e componentes farmacêuticos, meios de cultura, solu-
6 ções e ingredientes para laboratórios. Mais recentemente, vem sendo utilizada também na esterilização de tecidos humanos (ossos e peles) para enxerto e pacientes com graves queimaduras. Além dessas e outras aplicações, um dos segmentos na mira da irradiação é o de processamento de alimentos e produtos agrícolas. A técnica é utilizada em especiarias (pimenta do reino), plantas medicinais, frutas (mangas), carne moída (hambúrguer) em países industrializados, como os Estados Unidos, mas ainda busca se expandir no Brasil e em outros países em desenvolvimento, constata Calvo. A propósito, autoridades de vigilância sanitária de 37 países, incluindo o Brasil, aprovaram a irradiação em 40 tipos de alimentos. As decisões foram influenciadas pela publicação de normas nacionais e internacionais sobre o tema. Como em outras aplicações relacionadas à radiação, a técnica enfrenta resistências, mas, segundo Calvo, a informação e o esclarecimento são os melhores meios para ampliar a utilização dessa alternativa. A irradiação de alimentos vem sendo pesquisada há mais de 50 anos e, do ponto de vista técnico, mostra-se bastante eficiente para eliminar ou reduzir microorganismos, parasitas e pragas, sem prejuízo ao alimento e ainda garantindo a segurança alimentar ao consumidor, defende. Nas diversas aplicações há também outra questão prática e econômica a ser superada para maior disseminação dessa técnica, que é a oferta de irradiadores comerciais com fontes seladas de Cobalto-60 e aceleradores industriais de elétrons licenciados pela CNEN para operar. O número de empresas no Brasil que prestam o serviço Autoridades de vigilância sanitária de 37 países, inclusive o Brasil, já aprovaram o uso de irradiação em mais de 40 tipos de alimentos é reduzido, pondera o analista de Validação da ABL, Yves Gayard. As instalações devem seguir rígidas normas de segurança e ter pessoal especializado. Além da radiação ionizante (raios gama e feixe de elétrons), há a não-ionizante (raios ultravioleta), que é menos usual para esterilização, porque tem baixo poder de penetração, não atravessando vidros, filmes sujos e outros materiais espessos. Óxido de Etileno O óxido de etileno (EtO) é um gás utilizado desde a Segunda Guerra como alternativa de esterilização a baixa temperatura, notadamente no caso de produtos e artigos médico-hospitalares com componentes plásticos ou termossensíveis que não resistem a temperaturas superiores a 60 C ou a processos de radiação. Ele apresenta grande eficácia na destruição de microorganismos formadores de esporos. Ganhou espaço na aplicação em instrumentos de uso intravenoso e cardiopulmonar, aparelhos de monitorização invasiva, instrumentos telescópios, materiais elétricos (eletrodos, fios elétricos) e marcapassos, entre diversos outros. O processo de esterilização com o 15 FILTRAX DO BRASIL FABRICANTE DE FILTROS DE AR, FILTROS BOLSA, FILTROS ABSOLUTOS, FILTROS CARTUCHOS, FILTROS DE ÁGUAS, ESTRUTURAS DE FILTROS, SISTEMAS DE FILTRAGEM E SUAS RESPECTIVAS ESTRUTURAS, FAN FILTER E FLUXOS LAMINARES. FILTRAGEM, VENTILAÇÃO, AR CONDICIONADO E ACÚSTICA PABX: (11) FAX: (11) fi ltrax@fi ltraxbrasil.com.br ltraxbrasil.com.br Rua Philomena Vivilechio, 142 Taboão da Serra São Paulo SP
7 Esterilização óxido de etileno é normalmente executado com temperatura na faixa de 40ºC a 60ºC, umidade relativa com ponto ótimo entre 40% e 80% e uma concentração de gás normalmente acima de 400mg/l (ponto ótimo de eficiência) com duração média de ciclo de três a até mais de 10 horas. O EtO penetra em papel, tecido e em alguns filmes plásticos, mas pesa contra ele o fato de ser altamente inflamável, tóxico e cancerígeno, o que 16 exige cuidados. No Brasil, a Portaria Interministerial MS/MET nº 482, em vigor desde abril de 1999, estabelece procedimentos para as instalações de unidades de esterilização com esse tipo de gás e disciplina ainda as suas misturas e seu uso. Nos Estados Unidos, a OSHA Occupational Safety and Health Administration também estabelece limites para a exposição dos operadores ao gás neste tipo de operação. O processo de esterilização com EtO normalmente inclui uma fase de pré-condicionamento ou condicinamento, seguida de vácuo para a retirada do ar do interior da câmara, entrada de gás inerte e agente esterilizante (EtO), exposição (fase de esterilização propriamente dita), lavagens com gás inerte e ar para remover resíduos de EtO e, por fim, uma aeração completa para eliminar o gás da carga. A esterilização com EtO continua sendo o método mais utilizado para dispositivos médico-hospitalares descartáveis no mercado brasileiro e mundial, com os processos por irradiação apresentando grande potencial neste segmento, considera Fabiano Andreazza, supervisor de Esterilidade Assegurada da BD Medical, empresa que atua no fornecimento de dispositivos médicohospitalares. Preparo de bolsas para envio a autoclave A esterilização é feita em câmara de gás própria para essa finalidade, preenchida com EtO e gases diluentes, como dióxido de carbono ou nitrogênio (antes usava-se também CFC). A vantagem desse processo é o ganho de escala, dada a quantidade de itens processados de uma vez em um pallet, por exemplo. Mas o ganho de escala obtido implica na utilização de grandes quantidades de agente esterilizante, que gera um elevado volume de resíduos de EtO, com alta inflamabilidade e os problemas de armazenamento daí decorrentes, o que requer cuidados especiais de manuseio e treinamento adequado. Em função de custos e do banimento mundial do CFC, por causa dos impactos na camada de ozônio, os processos tendem a utilizar 100% de óxido de etileno ou misturas de EtO e dióxido de carbono. Plasma de Peróxido de Hidrogênio A utilização de plasma de peróxido de hidrogênio (H 2 O 2 ) é outra tecnologia de esterilização de baixa temperatura (ciclo entre 45 C a 55 C) disponível. Assim como o óxido de etileno, esse método encontra grande aplicação em instrumentos e dispositivos médicohospitalares. As suas propriedades oxidantes são capazes de destruir uma ampla gama de patógenos e apresenta como vantagem a rapidez no processo, já que a liberação do produto ocorre num intervalo de 30 minutos a 1 hora. Conforme descrito em artigo da odontóloga e enfermeira Denise Demarzo, publicado na edição 23 da Revista SBCC ( A evolução dos esterilizadores a baixa temperatura: plasma de peróxido de hidrogênio, veja artigo completo acessando o site com.br), dentro da câmara de esterilização se desenvolvem reações a partir do H 2 O 2 que interagem com moléculas essenciais ao metabolismo e reprodução dos micro-organismos, realizando ligações químicas inespecíficas com membranas citoplasmáticas, enzimas, ácido desoxirribonucleico (DNA) e ácido ribonucleico (RNA), entre outros, Foto: Arquivo SBCC
8 que resulta em ação esporicida, fungicida, bactericida e virucida. Ao fim da esterilização e uma vez terminada a ação das ondas eletromagnéticas, as espécies químicas tendem a se recombinar formando H 2 O e O 2 em pequenas concentrações, dispensando a aeração dos artigos. Os equipamentos também não requerem áreas com rede de vapor ou tubulações e o cassete que carrega o peróxido de hidrogênio não requer condições controladas de temperatura no transporte e armazenamento. Os modernos equipamentos também têm ciclo automatizado e computadorizado, além de permitir o cancelamento do ciclo, caso as condições mínimas para a sua reprodutibilidade não sejam alcançadas. Para o registro desses equipamentos no Brasil são exigidos Anuncio SBCC - HI VAC MX II.pdf 1 6/22/ :45:46 AM As técnicas de esterilização asseguram níveis adequados de segurança em alimentos, medicamentos e em outros produtos o atendimento aos requisitos de eficácia e segurança das regulamentações RDC nº 185/01 e nº 56/01. Existem, por outro lado, restrições inerentes à tecnologia. O sistema é incompatível com líquidos. Por ser um forte oxidante, o peróxido de hidrogênio também pode ser incompatível com certos materiais, o que exige do usuário consulta ao fabricante do artigo a ser esterilizado para garantir que pode ser submetido a esse método. Dispositivos que contenham celulose, por exemplo, podem absorver em excesso o precursor químico. Por isso, as embalagens devem ser diferenciadas. A capacidade de penetração de peróxido de hidrogênio também impõe limitações no comprimento e diâmetro dos lumens (quantidade de luz visível que um sistema emite) que podem ser efetivamente esterilizados. Em relação aos aspectos de segurança para o usuário, mesmo considerando que o peróxido de hidrogênio não seja tóxico na mesma medida que o óxido de etileno, a OSHA também estabelece limites de exposição a determinadas concentrações da substância ao longo do dia. Soluções & Tecnologias para a Saúde Esterilizador a Vapor e Formaldeído HI VAC MX II Display touch screen Processamento redundante e seguro Sistema anti-esmagamento Precisão no controle do processo por sintonia analógica Ergonomia e facilidade de manutenção Processa maior gama de materiais em alta e baixa temperatura Facilidade de certificação do processo do usuário Totalmente GMP Fone: Fax: [email protected]
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