Fluxo de Calor em Soldagem
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- Eliana Gusmão Escobar
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1 Fluxo de Calor em Soldagem Significado de alguns termos (obtido do livro do prof. Almir M Quites): -Calor: é um termo que designa a energia da vibração atômica de qualquer substância. Essa energia térmica pode ser transferida de um corpo a outro através de contato (condução), radiação (transferência de fótons envolvendo emissão e captura deles), ou por convecção (fluxo de massa). Essa energia pode ser transformada em outras formas de energia; -Temperatura: é a intensidade da energia térmica que existe em uma substância e indica a amplitude da vibração atômica. Não indica, por si só, a quantidade total de energia mantida dentro de um certo volume de uma substância; -Fluxo térmico: é a transferência de calor que ocorre entre duas regiões de um material ou entre duas substâncias em contato, sempre que houver uma diferença de temperatura. -Gradiente de temperatura: é a diferença de temperatura existente entre dois pontos situados a uma unidade de distância estabelecida. Condução, convecção e radiação são os três modos de fluxo térmico. Introdução Na soldagem por fusão trabalha-se com fontes de calor (o arco elétrico ou uma chama, por exemplo) de elevada temperatura (1.000 a oC), concentradas (superfície de contato com a junta de poucos milímetros quadrados) e, portanto, de elevada intensidade, as quais, ao serem deslocadas ao longo da junta, resultam na formação da solda pela fusão e solidificação localizadas da junta. 1
2 As variações de temperatura causam, além da fusão e solidificação do cordão de solda, variações dimensionais e alterações microestruturais localizadas que podem resultar em efeitos indesejáveis, tais como:! Tensões residuais e distorção;! Deterioração de propriedades mecânicas (dutilidade, tenacidade, resistência mecânica, etc);! Formação de trincas devido a (a) e (b);! Deterioração de propriedades físicas, químicas, etc. Em condições práticas, a intensidade de uma fonte de calor em soldagem não pode ser facilmente medida. Um parâmetro alternativo, de uso mais comum, é a Energia de Soldagem (H), que é a quantidade de energia gerada pela fonte de calor por unidade de comprimento da junta: onde q é a calor gerado pela fonte, L é o comprimento da junta, t é o tempo de soldagem, P é a potência (energia/tempo) gerada e v é a velocidade de soldagem. H é expressa, em geral, em kj/mm ou kj/cm. Na soldagem a arco, H é dada por: onde V é a tensão do arco e I é a corrente de soldagem. Somente uma parte desta energia é transferida para a peça sendo soldada. Considerando este aspecto, pode-se definir a Energia Líquida de Soldagem (HL) como: onde η é o rendimento térmico do processo (η < 1). O restante da energia, (1 - η)h, é a quantidade de energia por comprimento de solda que não foi transferida para a peça e representa as perdas do processo. O valor do rendimento térmico depende do processo e das condições de soldagem. A tabela 2 mostra as faixas usuais de η para diferentes processos de soldagem. O rendimento térmico é, em geral, medido através de métodos calorimétricos. 2
3 Nem sempre existe uma relação direta entre a energia de soldagem e seus efeitos na peça, pois os parâmetros de soldagem (corrente, tensão e velocidade de deslocamento) afetam de modo diferente a intensidade do arco e o rendimento térmico do processo. Assim, embora utilizando o mesmo processo e energia de soldagem, é possível obter soldas de formatos completamente diferentes pela variação individual dos parâmetros de soldagem, figura 1. -Balanço Térmico na Soldagem por Fusão: Correndo o risco de simplificar demasiadamente o problema, pode-se considerar que os seguintes processos são os mais relevantes para a análise do escoamento de calor em soldagem: Entradas de calor:! Fonte de calor utilizada (chama, arco, resistência de contato, etc);! Reações metalúrgicas exotérmicas. Saídas de calor:! Condução através da peça;! Condução através do eletrodo;! Perdas por radiação e convecção e! Reações endotérmicas. 3
4 ESTUDO TEÓRICO DO FLUXO DE CALOR O problema de fluxo de calor na peça é geralmente tratado desprezando as perdas por radiação e convecção na superfície da peça e a existência de outras entradas de calor além daquela associada a fonte de energia utilizada na soldagem. O problema pode ser tratado da seguinte forma: onde ρ é a densidade do material, c é o calor específico, T é a temperatura, t é o tempo, v é a velocidade, k é a condutividade térmica e s é o calor gerado. Soluções desta equação para a soldagem de topo e para algumas outras condições foram obtida por Rosenthal, na década de 30. Para isto, algumas simplificações tiveram de ser feitas: 1 - A solução é válida para um estado quasi-estacionário. Neste, supõe-se que a distribuição de temperaturas se mantém inalterada para um sistema de coordenadas que se move junto com a fonte de calor. Com esta simplificação, o problema torna-se independente do tempo. Teoricamente, o estado quasi-estacionário ocorre após um tempo suficientemente longo (isto é, infinito) de soldagem. Em várias situações reais, condições em que o este estado pode ser uma suposição razoável são obtidas para soldas relativamente curtas. Em particular, esta suposição é razoável para soldas realizadas a uma velocidade aproximadamente constante, sem movimento de tecimento, em peças relativamente grandes e de baixa difusidade térmica desde que o instante inicial (quando as temperaturas em torno do eletrodo aumentam) e final (após a extinção do arco) da soldagem sejam desprezados. 2 - A forma da fonte de calor é simplificada para um ponto na superfície da chapa ou uma linha que atravessa a chapa de um lado a outro. A primeira suposição é aplicável na deposição de um cordão de solda na superfície de uma chapa relativamente espessa e a segunda na soldagem de uma chapa fina com penetração total. 4
5 3 - O formato da peça é simplificado para uma chapa de comprimento, largura e, em alguns casos, espessura infinitos. Elimina-se, desta forma, a necessidade de se especificar condições de contorno nas bordas, o que dificultaria a solução do problema. 4 Não é considerado a perda de calor na superfície da chapa. 5 As mudanças de fases e as correspondentes absorção ou desprendimento de calor latente são desprezadas. 6 - A variação das propriedades físicas com a temperatura é desprezada, adotando-se valores médios. Obviamente, diversas propriedades físicas do material, como a sua condutibilidade térmica, variam com a temperatura. Levar em conta esta variação, contudo, tornaria o problema muito complexo e de solução analítica, na maioria dos casos, impossível. A tabela abaixo mostra valores médios de propriedades físicas de alguns metais e ligas de interesse. Devido a simplificações que são adotadas, as soluções obtidas fornecem somente uma representação aproximada da distribuição de temperatura em uma solda. Estas soluções permitem, entretanto, obter uma idéia geral das características do fluxo de calor em soldagem. A solução da equação diferencial para cada aplicação é dada por: 1 - Para a soldagem com uma fonte de calor pontual deslocando-se com uma velocidade v na superfície de uma placa de espessura infinita (situação aproximada da deposição de um cordão na superfície de uma placa grande e espessa), o eixo x paralelo à direção de soldagem, é dada por: onde P= ηvi (para a soldagem a arco), k e α são, respectivamente, a condutividade e a difusividade térmicas da peça, v é a velocidade de soldagem, R = (x 2 + y 2 + z 2 ) 1/2 e T 0 é a temperatura inicial da peça. 5
6 2 - Para caso de uma fonte de calor linear, distribuída ao longo da espessura da chapa (chapa fina), a distribuição de temperatura é dada por (esta equação se aplica a uma chapa em um único passe com penetração total): Onde, P = ηvi, h é a espessura da chapa, r = (x 2 + y 2 ) 1/2 e K 0 é a função de Bessel modificada de segundo tipo e ordem zero (figura 5). Neste modelo, a temperatura varia apenas nas direções x e y, permanecendo constante ao longo da espessura da peça. 3 - Para o caso de uma fonte de calor pontual atuando na superfície de uma chapa de espessura finita (h), supondo que não ocorre transferência de calor através das superfícies da chapa. Esta situação é representada considerando-se fontes de calor imaginárias colocadas acima e abaixo da superfície em que se localiza a fonte de calor e a distâncias (2kh) desta. A equação resultante toma a forma de uma série: 6
7 A figura mostra, mesmas condições usadas na figura 6, a variação de temperatura prevista pelos três modelos para dois pontos, um localizado na superfície superior e o outro na superfície inferior da chapa. Esta figura indica que as equações 2b e 2c tendem a apresentar resultados similares para menores temperaturas, quando a fonte de calor já se afastou do ponto. Enquanto a fonte de calor está próxima do ponto e, particularmente, para o ponto localizado na superfície superior da chapa, as equações 2a e 2c tendem a apresentar resultados próximos. A escolha do modelo mais adequado para uma dada aplicação depende de vários fatores, em particular, as condições de soldagem, a forma da peça e as propriedades físicas do material. Em termos mais práticos, condições que levem a uma solda de penetração total em um único passe devem ser melhor descritas pela equação 2b. Por outro lado, a deposição de um cordão na superfície de uma chapa que não cause um aquecimento sensível da face oposta da chapa deve ser melhor descrita pela equação 2a. Casos intermediários seriam melhor tratados pela equação 2c. Devido as hipóteses simplificadora adotada para o equacionamento, tem-se: 1 Temperaturas infinitas para pontos próximo a fonte de calor. Uma forma de evitar é limitar a temperatura máxima à temperatura de fusão do material. 2 A hipótese de não considerar perdas de calor na superfície da chapa resulta em previsões de temperaturas mais alta que as reais. As discrepâncias resultantes desta hipótese são pequenas e mais sensíveis para pontos afastados da fonte de calor. 3 A adoção das propriedades físicas independentes da temperatura resulta em discrepância nas previsões de temperatura, principalmente nas proximidades da fonte de calor. Métodos Experimentais: 1 - Medida da temperatura através de termopares: Termopares podem ser implantados na peça ou inseridos na poça de fusão de forma a fornecer a variação de temperatura no seu ponto de implante durante a operação de soldagem. O termopar deve ser adequado para a faixa de temperatura atingida na região da solda (utilizase, em geral, termopar de Pt-PtRh para aços) e ter pequeno diâmetro (da ordem de 0,1mm), para acompanhar adequadamente as rápidas variações de temperatura. As técnicas de implantação de termopares são bastante trabalhosas, exigindo um procedimento experimental cuidadoso e bem planejado. 7
8 2 - Análise Metalográfica: A identificação metalográfica das regiões onde ocorrem transformações de fase (fusão, austenitização, etc) permite determinar as regiões que foram submetidas a temperaturas superiores à temperatura de transformação considerada. 3 - Simulação: Ciclos térmicos de soldagem podem ser simulados de maneira controlada em um corpo de prova com o uso de equipamentos especiais. Um exemplo deste tipo de equipamento é a máquina "Gleeble" (figura abaixo), preso por garras de cobre refrigeradas a água, é aquecido pela passagem de corrente elétrica. A temperatura no centro do corpo de prova é medida por um termopar e controlada pelo equipamento, de forma a reproduzir um ciclo térmico qualquer. Esforços mecânicos podem ser aplicados simultaneamente. A simulação de ciclos térmicos é utilizada, por exemplo, em estudos de soldabilidade, embora existam evidências de que esta técnica não reproduz perfeitamente a microestrutura das regiões da solda, havendo uma tendência para um maior tamanho de grão nos corpos de prova obtidos por simulação. 4 - Calorimetria: Medidas calorimétricas permitem obter informações como, por exemplo, a quantidade de calor absorvida pela peça. Estas medidas são feitas em corpos de prova especiais, refrigerados em água. A quantidade de energia absorvida pela peça é obtida pela medida da variação de temperatura na água. 8
9 O Ciclo Térmico de Soldagem A variação de temperatura durante a soldagem em um ponto da peça é descrita pelo seu Ciclo Térmico de Soldagem. Cada ponto é submetido a um ciclo térmico particular que depende, entre outros fatores, da localização deste ponto em relação à solda. Os principais parâmetros que descrevem o ciclo térmico são: Temperatura de Pico (Tp): é a temperatura máxima atingida em um dado ponto. A temperatura de pico indica a possibilidade de ocorrência de transformações microestruturais neste ponto. Depende das condições de soldagem, da geometria e propriedades térmicas da peça, sua temperatura inicial e da distância do ponto considerado à fonte de calor. chapa grossa: Tp = To + (2/πe).( VI/v cr 2 ), e = 2,718.. Chapa fina: Tp = To + (2/ πe) 1/2.( VI/v c2r) r = (y 2 + z 2 ) 1/2 Tempo de Permanência (tc) acima de uma Temperatura Crítica (Tc): Este parâmetro pode ser de interesse para materiais em que a dissolução de precipitados e/ou crescimento de grãos pode ocorrer Velocidade de Resfriamento (φ): Este parâmetro é importante na determinação da microestrutura em materiais como os aços estruturais comuns, que podem sofrer transformações de fase durante o resfriamento. Em uma dada temperatura, a velocidade de resfriamento é dada pela inclinação da curva de ciclo térmico nesta temperatura. A velocidade de resfriamento ao longo do eixo da solda (para y e z nulos) para uma fonte de calor pontual na superfície de uma chapa grossa é dada por: 9
10 Para chapas finas com penetração total e fluxo de calor bidimensional, tem-se: Os termos chapa grossa e chapa fina não têm um significado absoluto, dependendo das condições de soldagem. Para isto, pode-se definir a espessura relativa (τ) da junta como: A equação acima se aplica para τ > 0,9 e a equação 7b para τ < 0,6. Para valores intermediários, nenhuma das equações se aplicaria (6.13,14). Contudo, Londoño(8), a divisão arbitrária entre chapa grossa e fina em τ = 0,75 não leva a erros superiores a 15%, podendo ser adequada para várias aplicações. Um parâmetro alternativo é o tempo de resfriamento entre duas temperaturas determinadas ( tt1/t2), comumente entre 800 e 500ºC ou 700 e 300ºC ( t8/5 ou t7/3). t é inversamente proporcional à velocidade de resfriamento, isto é, t cresce para menores velocidades de resfriamento. Para chapas grossa (escoamento tridimensional de calor), pode-se mostrar, a partir da equação da velocidade de resfriamento, que t8/5 é dado por: Para chapa fina: t8/5 = (H L 2 /4πk ch 2 ).(1/(500-To) 2 1/(800-To) 2 ) Influência dos parâmetros operacionais As diversas variáveis de uma operação de soldagem podem afetar o fluxo de calor na peça e portanto os ciclos térmicos associados: Condutividade Térmica da Peça: Materiais de menor condutividade térmica dissipam o calor por condução mais lentamente, tendendo a apresentar gradientes térmicos mais abruptos no aquecimento e menores velocidades de resfriamento (figura 14). Nestes materiais, a energia térmica é melhor aproveitada para a fusão localizada necessária à soldagem. Por outro lado, materiais de elevada condutividade térmica, como o cobre e o alumínio, dissipam rapidamente o calor, dificultando a fusão localizada e exigindo, em geral, fontes de calor mais intensas ou, em certos casos, a utilização de pré-aquecimento para a obtenção de uma fusão adequada. 10
11 Espessura da Junta: Para uma mesma condição de soldagem, uma junta de maior espessura permite um escoamento mais fácil do calor por condução. Assim, quanto mais espessa a junta, mais rapidamente esta tenderá a se resfriar durante a soldagem. A figura 15 ilustra o efeito da espessura na distribuição de temperatura. Observe o efeito no tamanho e formato da poça de fusão e nas isotermas no metal base. A figura 16 mostra os ciclos térmicos de pontos no centro do cordão para as condições da figura 15. A variação da velocidade de resfriamento no centro da solda a uma dada temperatura em função da espessura da junta é mostrada esquematicamente na figura ao lado. Para soldagem de penetração total, onde o fluxo de calor é predominantemente bidimensional, a velocidade de resfriamento no centro da chapa varia com o quadrado da espessura da junta. Quando a espessura da junta torna-se muito maior do que as dimensões da poça, um fluxo tridimensional de calor passa a predominar e a velocidade de resfriamento torna-se praticamente independente da espessura. Geometria da Junta: É outro fator que influencia a velocidade de resfriamento de uma solda de forma importante. Por exemplo, esta velocidade será maior na soldagem de juntas em T do que em juntas de topo, quando as variáveis do processo, inclusive a espessura dos componentes da junta, forem semelhantes. Novamente, uma maior facilidade para o escoamento de calor por condução é a explicação para esta tendência. 11
12 Energia de Soldagem: A velocidade de resfriamento da solda tende a diminuir e a repartição térmica a ficar mais aberta com um aumento na energia de soldagem. Deve-se ter em mente, entretanto, as limitações do parâmetro H L discutidas anteriormente. Temperatura de Pré-aquecimento: Define-se, como temperatura de préaquecimento, a temperatura inicial em que toda a peça ou a parte desta onde a solda será realizada é colocada antes do inicio da operação. Como a energia de soldagem, a utilização de préaquecimento causa uma diminuição na velocidade de resfriamento (principalmente nas temperaturas mais baixas) e nos gradientes térmicos. Métodos Para o Cálculo da Velocidade de Resfriamento A velocidade de resfriamento é muito importante na determinação da microestrutura da solda de ligas que sofrem transformação microestrutural no estado sólido, particularmente os aços. A velocidade de resfriamento pode ser medida diretamente, por exemplo, com termopares ou estimada através de modelos matemáticos. 12
13 Nomogramas do IRSID: Estes nomogramas, desenvolvidos na França, com base em modelos analíticos e complementados experimentalmente, permitem o cálculo do tempo de resfriamento na soldagem de aços C-Mn e microligados. A figura 21 mostra o nomograma para t8/5. Nesta figura, são mostrados dois exemplos de aplicação. Um deles, para a soldagem MIG com energia de 20kJ/cm em uma junta em T (ambos os membros com espessura de 20mm) e um pré-aquecimento de 200ºC, indica um t8/5 entre 7 e 10 segundos. Macroestrutura de Soldas por Fusão Durante a realização de uma solda, esta e as regiões adjacentes do metal base são submetidas a ciclos térmicos cujas temperaturas de pico decrescem à medida que se afasta do eixo central da solda. Nestas condições, pode-se esperar alterações microestruturais, em relação ao material original, ao longo de sua seção transversal. Desta forma, em uma solda por fusão, pode-se arbitrariamente considerar a existência de três regiões básicas (figura 24): Zona Fundida (ZF): região onde o material foi fundido durante a soldagem e caracterizado por temperaturas de pico superiores à sua temperatura de fusão. Zona Termicamente Afetada (ZTA): região não fundida do metal base, mas cuja microestrutura e/ou propriedades foram alteradas pelo ciclo térmico de soldagem. As temperaturas de pico são superiores a uma temperatura crítica (Tc) característica do metal base. Metal Base (MB): Regiões mais afastadas da solda que não foram alteradas pelo ciclo térmico. Suas temperaturas de pico são inferiores a Tc. Na soldagem multipasse, os pontos da junta podem ser submetidos a ciclos térmicos múltiplos devido aos múltiplos passes (figura 25). Assim, a estrutura resultante é mais complexa devido à influência de cada passe sobre as zonas fundidas e termicamente afetadas originadas nos passes anteriores (figuras 26 e 27). 13
14 Exercício Calcular o rendimento térmico e o tempo de resfriamento ( C) nas seguintes condições e discutir o valor encontrado em comparação com a literatura. Material - aço carbono Processo MIG convencional V = 19 volts; I = 60 A; Espessura da chapa = 0,001m; v = 0,0075m/s; Com o valor do rendimento determinado acima construir a curva de tempo de pico com a distância da ZAC, discutir o resultado com base na literatura 14
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