Parnasianismo. Introdução

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1 SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE GOIÁS COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR SARGENTO NADER ALVES DOS SANTOS SÉRIE/ANO: 2º ano TURMA(S): A B DISCIPLINA: Literatura PROFESSOR (A): Fernando Alves Pires ALUNO (A): Nº A T I V I D A D E S DATA: / / 2016 Introdução Parnasianismo O Parnasianismo foi um movimento essencialmente poético que reagiu contra os abusos sentimentais dos românticos. Alguns críticos chegam a considerá-lo uma espécie de Realismo na poesia. Tal aproximação é relativa, pois apesar de algumas identidades (objetivismo, perfeição formal) as duas correntes apresentam visões de mundo distintas. O autor realista percebe a crise da autoimagem elogiosa da burguesia europeia, já não acredita em nenhum dos valores da classe dominante e a fustiga social e moralmente. Em compensação, o autor parnasiano mantém uma soberba indiferença frente aos dramas do cotidiano, isolando-se na sua "torre de marfim"*, onde elabora teorias formalistas de acordo com a inconsequência e a superficialidade vitoriosas em vários setores artísticos, no final do século XIX. Neste sentido, o Parnasianismo pode ser associado à Belle Époque - época dourada das elites europeias, que se divertem com os lucros do espólio imperialista. O can-can, os cabarés e cafés parisienses, os janotas que bebem licor e as prostitutas de alta classe formam a imagem frenética de um mundo enriquecido e alegre. Uma certeza inabalável preside esse mundo: a de que ele é eterno e superior. Assim, o Parnasianismo será a tradução poética de um período de euforia e de relativa tranquilidade social, no qual a forma se sobreporá às ideias. SURGIMENTO DO PARNASIANISMO Seu surgimento deu-se na década de 1860, através da revista Parnase contemporain, dirigida por Théophile Gautier. O poeta mais expressivo do grupo colaborador, Charles Baudelaire, mais tarde romperia com a pesada estética parnasiana. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO PARNASIANISMO 1) OBJETIVISMO E IMPESSOALIDADE O poeta deve ser neutro diante da realidade, esconder seus sentimentos, sua vida pessoal. A confissão íntima e o extravasamento subjetivo, tão caros aos românticos, são vistos como inimigos da poesia. O Eu precisa se apagar frente do mundo objetivo, eclipsar-se. O espetáculo humano, cenas da natureza ou simples objetos são registrados, sem que haja interferências da interioridade do artista. A exemplo do que ocorrera no Realismo e no Naturalismo, o escritor é aquele que observa e reproduz as coisas concretas. Tal postura iria se tornar muito complicada num gênero literário que, desde a sua fundação, centrara-se na revelação da alma. 2) ARTE PELA ARTE Os parnasianos ressuscitam o preceito latino de que a arte é gratuita, que só vale por si própria. Ela não tem nenhum sentido utilitário, nenhum tipo de compromisso. É auto-suficiente e justifica-se apenas por sua beleza formal. Qualquer tipo de investigação do social, referência ao prosaico, interesse pelas coisas comuns a todos os homens seria "matéria impura" a comprometer o texto. Restabelecem, portanto, um esteticismo de fundo conservador que já vigora na arte da decadência romana. A literatura passa a ser apenas um jogo frívolo de espíritos elegantes. 3) CULTO DA FORMA O resultado da visão descompromissada é a celebração dos processos formais do poema. A verdade de uma obra de arte passa a residir apenas em sua beleza. E a beleza é evidenciada pela elaboração formal. Logo:

2 VERDADE = BELEZA = FORMA POESIA A mitologia da perfeição formal constitui o alvo e a angústia básica dos parnasianos. A beleza deve ser alcançada a qualquer custo e o artista sente-se, muitas vezes, impotente para a realização desta tarefa. Olavo Bilac versa sobre o dilaceramento entre o ideal poético e a construção do poema em Perfeição, mostrando-a como uma cidadela inconquistável: Nunca entrarei jamais no teu recinto; na sedução e no fulgor que exalas, ficas vedada, num radiante cinto de riquezas, de gozos e de galas*. Torre de marfim - * Galas - pompas, enfeites luxuosos. Em Inania verba (Fúteis palavras), Bilac vai mais longe, atribuindo o fracasso expressivo do escritor a impossibilidade das ideias serem corretamente traduzidas pelas palavras, o pensamento se deformando na forma fria: 4) IMPASSIBILIDADE Ah! quem há-de exprimir, alma impotente e escrava, O que a boca não diz, o que a mão não escreve -- Ardes, sangras, pregada à tua cruz e, em breve, Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava... O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava: A forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve... E a Palavra pesada abafa a Ideia leve, Que, perfume e clarão, refulgia e voava. Quem o molde achará para a expressão de tudo Ai! quem há-de dizer as ânsias infinitas Do sonho e o céu que foge à mão que se levanta E a ira muda e o asco mudo e o desespero mudo E as palavras de fé que nunca foram ditas E as confissões de amor que morrem na garganta A impassibilidade é a negação do sentimentalismo exagerado presente no Romantismo. Os parnasianos negavam qualquer expressão de subjetividade em favor da objetividade temática. O sentido da forma Mas, afinal, o que é forma para os parnasianos? Eles consideram como forma a maneira do poema ser apresentado, seus aspectos exteriores. Forma seria assim a técnica de construção do poema. Isso representava uma simplificação primária do fazer poético e do próprio conceito de forma que passava a ser apenas uma fórmula. Uma fórmula resumida em alguns itens básicos: a) Metrificação rigorosa: os versos devem ter o mesmo número de sílabas poéticas, preferencialmente doze sílabas (versos alexandrinos), os preferidos na época, como neste fragmento de Bilac: Pátria, latejo em ti, no teu lenho*, por onde Circulo! e sou perfume, e sombra, e sol, e orvalho! E, em seiva, ao teu clamor a minha voz responde, E subo do teu cerne* ao céu de galho em galho!

3 Ou apresentar uma simetria constante, do tipo: primeiro verso de oito sílabas, segundo de quatro sílabas, terceiro de oito sílabas, quarto com quatro sílabas, etc. O exemplo ainda é de Bilac: Porque o escrever -- tanta perícia, Tanta requer Que ofício tal... nem há notícia De outro qualquer. b) Rimas ricas: os poetas devem evitar as rimas pobres, isto é, aquelas estabelecidas por palavras da mesma classe gramatical, como substantivo com substantivo, adjetivo com adjetivo, etc. No período há uma ênfase no tipo de rima ABAB para as estrofes de quatro versos, isto é o primeiro verso rima com o terceiro, o segundo com o quarto. Não é incomum, contudo, o uso de rimas ABBA, isto é o primeiro verso rima com o quarto e o segundo com o terceiro. Sonha Porém de súbito a violento Abalo acorda. Em torno as folhas bolem É o vento! E o ninho lhe arrebata o vento. c) Preferência pelo soneto: os parnasianos reivindicam a tradição clássica do soneto, composição poética de quatorze versos - articulada obrigatoriamente em dois quartetos e dois tercetos - e que se encerra com uma "chave de ouro", espécie de síntese do poema, manifesta tão somente no último verso. d) Descritivismo: eliminando o Eu, a participação pessoal e social, só resta ao parnasiano uma poética baseada no mundo dos objetos, objetos mortos: vasos, colares, muros, etc. São pequenos quadros, fortemente plásticos (visuais), fechados em si mesmos, com grande precisão vocabular e frequente superficialidade. O trecho abaixo pertence ao conhecido Vaso chinês, de Alberto de Oliveira: 5) TEMÁTICA GRECO-ROMANA Estranho mimo aquele vaso! Vi-o Casualmente, uma vez, de um perfumado Contador sobre o mármore luzidio, Entre um leque e o começo de um bordado. Apesar de todo o esforço, os parnasianos não conseguem articular poemas sem conteúdo e são obrigados a encontrar um assunto desvinculado no mundo concreto para motivo de suas criações. Escolhem a Antiguidade Clássica, aspectos de sua história e de sua mitologia. Esta matéria poderia render excepcionais reflexões filosóficas e existenciais, pois integramos o Ocidente, e o nosso jeito de ser, agir e pensar é profundamente marcado pela civilização grega, e mesmo pela romana. Mas os poetas do período optam por quadros estáticos. Nos deparamos então com centenas de textos que falam de deuses, heróis, personagens históricos, cortesãs, fatos lendários e até mesmo objetos. A sesta de Nero, de Olavo Bilac, foi considerado na época um grande poema: Fulge de luz banhado, esplêndido e suntuoso, O palácio imperial de pórfiro luzente* É marmor da Lacônia*. O teto caprichoso Mostra em prata incrustrado, o nácar* de Oriente. Nero no toro ebúrneo* estende-se indolente Gemas em profusão no estrágulo* custoso De ouro bordado vêem-se. O olhar deslumbra, ardente Da púrpura da Trácia* o brilho esplendoroso. Formosa ancila* canta. A aurilavrada lira Em suas mãos soluça. Os ares perfumando, Arde a mirra da Arábia em recendente pira.

4 Formas quebram, dançando, escravas em coréia*. E Nero dorme e sonha, a fronte reclinando Nos alvos seios nus da lúbrica* Pompéia. Pórfiro luzente: mármore luminoso Lacônia: Grécia. Nácar: substância brilhante que se encontra no interior das conchas. Estrágulo: tapete, tapeçaria. Trácia: região da Europa oriental. Ancila: escrava Coréia: bailado Lúbrica: sensual Exemplos de poesia parnasiana Vaso Chinês Estranho mimo, aquele vaso! Vi-o Casualmente, uma vez, de um perfumado Contador sobre o mármor luzidio, Entre um leque e o começo de um bordado. Fino artista chinês, enamorado Nele pusera o coração doentio Em rubras flores de um sutil lavrado, Na tinta ardente, de um calor sombrio. Mas, talvez por contraste à desventura - Quem o sabe? de um velho mandarim Também lá estava a singular figura: Que arte, em pintá-la! A gente acaso vendo-a Sentia um não sei quê com aquele chim De olhos cortados à feição de amêndoa. Alberto de Oliveira A Cavalgada A lua banha a solitária estrada. Silêncio! Mais além, confuso e brando, O som longínquo vem se aproximando Do galopar de estranha cavalgada. São fidalgos que voltam da calçada; Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando, E as tropas a soar vão agitando O remanso da noite embalsamada E o bosque estala, move-se, estremece Da cavalgada o estrépito que aumenta Perde-se após no centro da montanha. E o silêncio outra vez soturno desce E límpida, sem mácula, alvacenta, A lua a estrada solitária banha Raimundo Correia O PARNASIANISMO NO BRASIL ORIGENS No Brasil, a adoção do Parnasianismo tem um múltiplo significado: - Representa um desligamento da realidade local no que essa tinha de pobre, feia e suja. Na adoção de valores europeus, os poetas fecham suas obras para um mundo grosseiro, feito de horrores, pestes e exploração, trocando o país concreto pela antigüidade, pelo sonho com a cidade-luz, Paris, e pelo nacionalismo ufanista. Nem todos os parnasianos são conservadores do ponto de vista político, mas sua arte o é. - Assinala o triunfo de uma estética rígida que corresponde a uma sociedade imobilizada. Os princípios da escola tornam-se cânones e quem os desobedece, não ingressa no reino da poesia. Surgem vários tratados, ensinando os leitores os preceitos e os truques da nova poética que acaba caindo no gosto do público. Um público pequeno: a elite leitora de fins do século XIX chega no máximo a cinco por cento da população. - Apresenta uma arte centrada em obviedades escritas com ênfase retórica. Além das fórmulas fixas de agrado popular, como o soneto, do refinamento verbal - que distinguia o letrado do semi-analfabeto - e das regras autoritárias de poesia, os parnasianos produzem mensagens convencionais, insípidas e, até mesmo, certas reflexões filosóficas muito próximas da banalidade. Esta tendência ao convencional e ao lugar-comum

5 consolida-se socialmente porque não ameaça, não questiona, não põe em xeque as concepções que as classes dirigentes tinham de si mesmas e do Brasil. - Domina intelectualmente o país por quarenta anos. De maneira inesperada, os poetas do período acabam ganhando adeptos não somente nas elites, mas também nos círculos intelectuais das nascentes classes médias urbanas. Assim, o Parnasianismo espalha-se por todo o país, alcançando um número monumental de seguidores. Seu domínio foi de tal ordem que os organizadores da Semana de Arte Moderna tiveram como um dos objetivos básicos a destruição desses modelos parnasianos de poesia e de cultura. - Coloca a criação literária como resultante do esforço e não da inspiração. Os românticos expressaram uma crença tão apaixonada na espontaneidade, no "borbulhar do gênio", no instinto criativo, que todo o trabalho de pesquisa e cuidado formal do artista parecia supérfluo. Já os parnasianos consideram a poesia como um processo artesanal de luta com as palavras, de busca do rigor, de suor e dedicação. Rompem com o amadorismo e a facilidade. Mostram que a arte, normalmente, não aceita os preguiçosos e aproximam-se da visão contemporânea sobre a construção do texto literário e o papel profissional do escritor. O SURGIMENTO DO PARNASIANISMO NO BRASIL O movimento parnasiano teve grande importância no Brasil, não apenas pelo elevado número de poetas, mas também pela extensão de sua influência. Seus princípios doutrinários dominaram por muito tempo a vida literária do país. Na década de 1870, a poesia romântica deu mostras de cansaço, e mesmo em Castro Alves é possível apontar elementos precursores de uma poesia realista. Assim, entre 1870 e 1880 assistiu-se no Brasil à liquidação do romantismo, submetido a uma crítica severa por parte das gerações emergentes, insatisfeitas com sua estética e em busca de novas formas de arte, inspiradas nos ideais positivistas e realistas do momento. Dessa maneira, a década de 1880 abriu-se para a poesia científica, a socialista e a realista, primeiras manifestações da reforma que acabou por se canalizar para o parnasianismo. As influências iniciais foram Gonçalves Crespo e Artur de Oliveira, este o principal propagandista do movimento a partir de 1877, quando chegou de uma estada em Paris. O parnasianismo surgiu timidamente no Brasil nos versos de Luís Guimarães Júnior (1880; Sonetos e rimas) e Teófilo Dias (1882; Fanfarras), e firmou-se definitivamente com Raimundo Correia (1883; Sinfonias), Alberto de Oliveira (Meridionais) e Olavo Bilac (1888; Poesias). O parnasianismo brasileiro, a despeito da grande influência que recebeu do parnasianismo francês, não é uma exata reprodução dele, pois não obedece à mesma preocupação de objetividade, de cientificismo e de descrições realistas. Foge do sentimentalismo romântico, mas não exclui o subjetivismo. Sua preferência dominante é pelo verso alexandrino de tipo francês, com rimas ricas, e pelas formas fixas, em especial o soneto. Quanto ao assunto, caracteriza-se pelo realismo, o universalismo e o esteticismo. Este último exige uma forma perfeita quanto à construção e à sintaxe. Os poetas parnasianos vêem o homem preso à matéria, sem possibilidade de libertar-se do determinismo, e tendem então para o pessimismo ou para o sensualismo. Além de Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Olavo Bilac, que configuraram a trindade parnasiana, o movimento teve outros grandes poetas no Brasil, como Vicente de Carvalho, Machado de Assis, Luís Delfino, Bernardino da Costa Lopes, Francisca Júlia, Guimarães Passos, Carlos Magalhães de Azeredo, Goulart de Andrade, Artur Azevedo, Adelino Fontoura, Emílio de Meneses, Augusto de Lima e Luís Murat. PRINCIPAIS REPRESENTANTES E OBRAS DO PARNASIANISMO NO BRASIL 1) OLAVO BILAC ( ) Tentou estudar medicina e advocacia, porém abandonou as duas carreiras por gostar mais de artes plásticas. Além de poesias, ele também escreveu crônicas e comentários, inicialmente publicados em jornais e revistas. Foi inspetor escolar, secretário da Liga de Defesa Nacional, jornalista, tomou parte na fundação da Academia de Letras e foi sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa. Trabalhou muito pelo ensino cívico e pela defesa do país. Expressou seu mundo interior através de uma poesia lírica, amorosa e sensual, abandonando o tom comedido do Parnasianismo. Olavo Bilac criou uma linguagem pessoal e comunicativa, não ficando limitado às idéias parnasianas. Por causa disso, ele é considerado um dos mais populares escritores de sua época.

6 Escreveu: A sesta de Nero, O incêndio de Roma, O Caçador de Esmeraldas Panóplias, Via Láctea, Sarças de fogo, As viagens, Alma inquieta, Tarde (publicada após a sua morte, em 1919), etc. A melhor definição de Olavo Bilac é feita por Antonio Candido: "admirável poeta superficial". Poucos escritores no país merecem um conceito tão surpreendente. Admirável ele é porque soube valorizar a profissão de homem de letras, transformando-a, conforme suas próprias palavras em "um culto e um sacerdócio". Admirável é também a sua habilidade técnica que o leva a versificar com meticulosa precisão: parece que jamais erra métrica ou rima. "Todas as suas emoções eram já metrificadas com exatidão e rimadas com abundância", diz Mário de Andrade. Admirável, por fim, são os inúmeros sonetos que rompem com os mitos da impassibilidade e da objetividade absoluta - indicando uma herança romântica da qual o poeta não pode ou não quer se livrar. Superficial nele são os quadros históricos e mitológicos, o erotismo de salão, as miniaturas descritivas e o nacionalismo ufanista. Os temas, em geral, não estão à altura do domínio técnico e dos recursos de linguagem. Como acentua o próprio Antonio Candido, o poeta transforma tudo, o drama humano e a natureza, em "espetáculo", em coisa, em matéria-prima dos recursos esculturais do verso.com algumas exceções, seus poemas nada aprofundam e ainda passam uma sensação de frieza. Podemos indicar os seguintes assuntos como dominantes em sua poética: a Antiguidade greco-romana (ver Características do Parnasianismo) a temática da perfeição (ver Atividade) o lirismo amoroso a reflexão existencial. o nacionalismo ufanista 2) ALBERTO DE OLIVEIRA ( ) Nasceu no interior do Rio de Janeiro e formou-se em Farmácia. Exerceu várias funções públicas, entre as quais o magistério e tornou-se um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Sua lírica descritivista e convencional lhe garantiu um lugar no gosto médio da época, substituindo Olavo Bilac na condição de "príncipe dos poetas brasileiros", em 1924, quando o Parnasianismo já fora destruído pelas novas elites artísticas do país. Morreu em Niterói, aos oitenta anos. OBRAS PRINCIPAIS: Meridionais (1884); Versos e rimas (1895); O livro de Ema (1900) Entre todos os parnasianos é o que mais permanece atado aos rigorosos padrões do movimento. Manipula os procedimentos técnicos de sua escola com precisão, mas essa técnica ressalta ainda mais a pobreza temática, a frieza e a insipidez de uma poesia hoje ilegível. Alfredo Bosi acentua que o criador de Vaso grego sonha em desfazer-se de todos os compromissos com a realidade. Na década de 1920, Mário de Andrade já havia escrito que o único problema de Alberto de Oliveira era o não ter nada para dizer, e que uma lágrima de qualquer poema de Goethe possuía mais lirismo que a obra completa desse parnasiano menor. Confirmando a justiça desses julgamentos, pouco encontramos em Alberto de Oliveira além de poemas que reproduzem mecanicamente a natureza e objetos decorativos. Enfim, uma poesia de rimas exatas e métrica correta. Uma poesia sobre coisas inanimadas. Uma poesia tão morta como os objetos descritos. Vaso grego é a tradução desta mediocridade: Esta de áureos* relevos, trabalhada De divas* mãos, brilhante copa, um dia, Já de aos deuses servir como cansada, Vinda do Olimpo, a um novo deus servia. Era o poeta de Teos* que a suspendia Então, e, ora repleta ora esvazada, A taça amiga aos dedos seus tinia, Toda de roxas pétalas colmada*. Depois... Mas o lavor da taça admira, Toca-a, e do ouvido aproximando-a, às bordas Finas hás de lhe ouvir, canora e doce, Ignota* voz, qual se da antiga lira Fosse a encantada música das cordas Qual se essa voz de Anacreonte* fosse.

7 * Áureos: de ouro * Diva: deusa, mulher formosa * Teos: * Colmada: coberta * Ignota: desconhecida * Anacreonte: poeta grego 3) Raimundo Correa ( ) Poeta e diplomata brasileiro, foi considerado um dos inovadores da poesia brasileira. Quando secretário da delegação diplomática brasileira em Portugal, publica aí uma coletânea de seus livros na obra Poesia(1898). De volta ao Brasil, assume a direção do Ginásio Fluminense de Petrópolis. Com a saúde bastante abalada, retorna à Europa, vindo a falecer em Paris. OBRAS PRINCIPAIS: Sinfonias (1883); Aleluias (1891) A exemplo dos demais componentes da tríade parnasiana, Raimundo Correia foi um consumado artesão do verso, dominando com perfeição as técnicas de montagem e construção do poema. Alguns críticos valorizam nele o sentido plástico de suas descrições da natureza. O gelo descritivista da escola seria quebrado por uma emoção genuína - fina melancolia - que humanizava a paisagem, como se pode visualizar no excerto abaixo: Esbraseia o Ocidente na agonia O sol...aves bandos destacadas Por céus de oiro e de púrpura raiados Fogem...Fecha-se a pálpebra do dia... Delineiam-se, além da serraria, Os vértices da chama aureolados. E em tudo, em torno, esbatem derramados Uns tons suaves de melancolia... Características das obras de Raimundo Corrêa Tinha como características pessoais o pessimismo, o predomínio da simulação, percepção aguda da transitoriedade da ilusão humana, profundo se das virtualidades vocabulares. O gelo descritivista da escola seria quebrado por uma emoção genuína que humanizava a paisagem. OUTROS POETAS PARNASIANOS Além do catarinense Luís Delfino, que com Sonetos e rimas evolui do ultra-romantismo para um parnasianismo feito de referências ao mundo da Antiguidade, destaca-se também Francisca Júlia, que com Mármores torna-se o primeiro nome feminino conhecido em nossa literatura. Ela atinge, no dizer de um crítico, a absoluta impassibilidade exigida pelo movimento, sem que isso signifique, é óbvio, equivalente qualidade literária. Fora a tríade, o nome mais significativo do período é o de Vicente de Carvalho, poeta santista que, em suas obras principais (Ardentias, Relicário, Poemas e canções), tematiza preferencialmente o oceano dentro de uma técnica parnasiana. Pelo menos um crítico viu nesta obsessão pelo mar um legado cultural do Romantismo. O certo, entretanto, é que, apesar da beleza de algumas descrições, livres dos rigor formal da escola, o poeta manteve quase sempre a objetividade, fugindo de um registro original ou subjetivo da natureza. Algumas de suas "marinhas" são mais espontâneas: Mar, belo mar selvagem Das nossas praias solitárias. Tigre A que as brisas da terra o sono embalam, A que o vento largo eriça o pêlo! * Recôndito: escondido, âmago.

8 Questões de vestibular sobre o Parnasianismo 1) (MACKENZIE) Não caracteriza a estética parnasiana: a) A oposição aos românticos e distanciamento das preocupações sociais dos realistas. b) A objetividade, advinda do espírito cientificista, e o culto da forma. c) A obsessão pelo adorno e contenção lírica. d) A perfeição formal na rima, no ritmo, no metro e volta aos motivos clássicos. e) A exaltação do eu e fuga da realidade presente. 2) Leia os versos: Esta, de áureos relevos, trabalhada De divas mãos, brilhantes copa, um dia, Já de aos deuses servir como cansada, Vinda do Olimpo, a um novo deus servia. Era o poeta de Teos que a suspendia. Então e, ora repleta ora esvaziada, A taça amiga aos dedos seus tinia Todas de roxas pétalas colmada. (Alberto de Oliveira) Assinale a alternativa que contém características parnasianas presentes no poema: a) busca de inspiração na Grécia Clássica, com nostalgia e subjetivismo; b) versos impecáveis, misturando mitologia clássica com sentimentalismo amoroso; c) revalorização das idéias iluministas e descrição do passado; d) descrição minuciosa de um objeto e busca de um tema ligado à Grécia antiga; e) vocabulário preciosista, de forte ardor sensual. 3) Assinale a alternativa que tenha apenas características do Parnasianismo: a) culto da forma; objetivismo; predomínio dos elementos da natureza; b) preocupação com a forma, com a técnica e com a métrica; presença de rimas ricas, raras, preciosas; c) predomínio do sentimentalismo; vocabulário precioso; descrições de objetos; d) teoria da arte pela arte; métrica perfeita; busca do nacionalismo; e) sexualidade; hereditariedade; meio ambiente. 4) (FUND. UNIV. RIO GRANDE) Marque a afirmativa correta: a) O Parnasianismo caracterizou-se, no Brasil, pela busca da perfeição formal na poesia. b) O Parnasianismo determinou o surgimento de obras de tom marcadamente coloquial. c) O Parnasianismo, por seus poetas, preconizava o uso do verso livre. d) O Parnasianismo brasileiro deu ênfase ao experimentalismo formal. e) O Parnasianismo foi o responsável pela afirmação de uma poesia de caráter sugestivo e musical. 5) (Uneb BA) São características parnasianas: a) perfeição formal, preciosismo linguístico, objetivismo e desprezo pela arte útil. b) preocupação excessiva com a forma, análise determinista do homem, subjetivismo e universalismo. c) desprezo pela forma requintada, preocupação político-social, objetivismo e individualismo. d) forma requintada, arte-sugestão, subjetivismo exacerbado e análise psicológica do homem. e) impassibilidade (distanciamento das emoções), poesia científica, pessoalidade e tematização da natureza. 6) (UEL) O Parnasianismo brasileiro foi um movimento. Seção de Recursos Didáticos - Mecanografia

9 a) Poético do final do século XIX e início do século XX. b) Lítero-musical do final do século XVIII e início do século XIX. c) Poético do final do século XVIII e início do século XIX. d) Teatral do final do século XX. e) Lítero-musical do início do século XX. 7) Tendo em vista as características que nortearam a estética parnasianista, leia atentamente o poema que segue e depois o analise, procurando evidenciar tais pressupostos por meio de exemplos extraídos do próprio poema: Vaso Chinês Estranho mimo aquele vaso! Vi-o, Casualmente, uma vez, de um perfumado Contador sobre o mármore luzidio, Entre um leque e o começo de um bordado. Fino artista chinês, enamorado, Nele pusera o coração doentio Em rubras flores de um sutil lavrado, Na tinta ardente, de um calor sombrio. 8) (FESP) Com relação ao Parnasianismo, é correto afirmar: Mas, talvez por contraste à desventura, Quem o sabe?... de um velho mandarim Também lá estava a singular figura. Que arte em pintá-la! A gente acaso vendo-a, Sentia um não sei quê com aquele chim De olhos cortados à feição de amêndoa. a) É sentimentalista; b) Assume uma visão crítica da sociedade; c) Seus autores estiveram sempre atentos às transformações do final do século XIX e início do seguinte; d) O seu traço mais característico é o endeusamento da forma; e) Seu poeta mais expressivo, Olavo Bilac, defendeu um retorno à arte barroca. 9) (PUC-MG) A QUESTÃO ABAIXO REMETE AO POEMA A CAVALGADA, DE RAIMUNDO CORREIA, CITADO EM O ENCONTRO MARCADO: A lua banha a solitária estrada Silêncio! Mais além, confuso e brando, O som longínquo vem-se aproximando Do galopar de estranha cavalgada. São fidalgos que voltam da caçada; Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando. E as trompas a soar vão agitando O remanso da noite embalsamada E o bosque estala, move-se, estremece Da cavalgada o estrépito que aumenta Perde-se após no centro da montanha E o silêncio outra vez soturno desce E límpida, sem mácula, alvacenta A lua a estrada solitária banha Todos os traços são próprios do Parnasianismo e ocorrem no poema acima, EXCETO: a) apreço por poemas de forma fixa, como o soneto. b) atmosfera mística, de contornos indefinidos. c) exaltação da vida, dos jogos, do prazer. d) paisagem exterior, rica de plasticidade. e) riqueza de ritmos e nobreza vocabular. Seção de Recursos Didáticos - Mecanografia

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