Documento de Enquadramento dos Cursos
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- Stefany Pereira Bennert
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1 CORPO NACIONAL DE ESCUTAS ESCUTISMO CATÓLICO PORTUGUÊS Documento de Enquadramento dos Cursos Introdução Os princípios do Escutismo estão todos certos. O êxito da sua aplicação depende do Chefe e do modo como ele os aplica Auxiliar do Chefe-Escuta Os componentes das sete maravilhas do método escutista existe uma, que pela voluntariedade dos dirigentes (muitas vezes falsamente interpretada), nem sempre é devidamente realçada, trata-se da relação educativa. É preciso ter consciência que a ausência de qualquer das setes maravilhas, implica a não existência de Escutismo. Pode parecer Escutismo, mas não é Escutismo. Escutismo só é real com a aplicação e desenvolvimento integral, harmonioso e pleno das setes maravilhas do método escutista, a saber: lei e promessa, aprender fazendo, sistema de patrulhas, sistema de progressão apoiada, mística e simbologia, vida na natureza e relação educativa. Esta evocação das sete maravilhas do método escutista no documento de enquadramento dos cursos, prende-se com um alerta, ou melhor dizendo, um tomar de consciência mais profundo da necessidade dos animadores que temos ao serviço das nossas unidades corresponderem às 3 vertentes referidas pela Conferência Episcopal Portuguesa, no grato documento de 1996 dedicado ao Escutismo que se designa: Escutismo, Escola de Educação, citando: 9. Os Dirigentes, Educadores e Evangelizadores A capacidade de formação e de evangelização do CNE depende, de maneira preponderante, dos dirigentes ou animadores do movimento. São eles que dão forma concreta à pedagogia do Escutismo católico e exercem uma influência marcante no estilo e nos frutos de cada agrupamento. Assim a renovação do CNE passa primeiramente pelo perfil humano e cristão e pela adequada formação dos dirigentes. A formação sólida integra concretamente: a formação cristã de base que fundamenta a identidade cristã; a formação especializada em ordem a conhecer por dentro o projecto educativo do Escutismo; e, ainda, a formação permanente que conduz a um aperfeiçoamento contínuo das capacidades educativas. Como interpretação deste texto podemos assinalar as 3 vertentes principais da formação de um adulto no Escutismo, e no nosso caso específico do CNE, Escutismo Católico Português: Formação cristã de base; Formação especializada no método escutista; Formação contínua;
2 Compete à nossa associação, num dever solidário de todos os níveis, como referenciado no artigo 5º das Normas para a Formação, proporcionar aos dirigentes as oportunidades de se desenvolver nestas 3 vertentes. Neste momento, o CNE vive uma fase de transição. Terminada a fase piloto da experimentação da metodologia RAP, inicia-se o processo de disseminação a todo o CNE, colocando sobre os ombros da formação o desafio de dotar os nossos animadores de conhecimentos, capacidades e atitudes (CCA) que lhe permitam a correcta aplicação desta nova metodologia assumida pela associação. Assim, nesta fase transitória da própria formação, dado que já se iniciou também a Reestruturação do Sistema de Formação do CNE (RSF), urge introduzir pequenas alterações em algumas Unidades de Formação, mantendo a estruturas dos cursos em vigor. É importante que todos os animadores em formação no imediato, possam ter oportunidades de se identificarem com a metodologia RAP, independentemente dos seus agrupamentos terem sido agrupamento-piloto ou de ainda estarem na fase de primeiro contacto com a RAP. Que nada possa obstar para a plena implementação da nova metodologia do CNE. Objectivos + Dotar os diferentes níveis da Associação de instrumentos de difusão das especificidades da metodologia RAP; + Permitir a realização de cursos com a transmissão de mensagem comum a todo o CNE; + Clarificar novos conceitos originários da metodologia RAP; Inserção nos Cursos Como referenciado na introdução, poderemos dizer que o proposto é uma pequena alteração nos conteúdos e objectivos de algumas Unidades de Formação dos cursos, a saber: CI: - O Método Escutista CIP / CAP: - Finalidades Educativas do Escutismo - Mística e Simbologia - Sistema de Progresso Dentro da liberdade permitida ao director do curso previsto no Artigo 25º das Normas para a Formação de Dirigentes ( O tempo dedicado aos conteúdos opcionais não pode ultrapassar 10 % do tempo total da acção; exceptuam-se as acções de formação em cuja concepção se determine explicitamente outros valores. ) é necessário fazer alguns ajustes aos programas dos cursos.
3 Explicitando melhor. Nas estruturas actuais dos cursos citados temos: CI: O Método Escutista 60 minutos parece-nos ser tempo suficiente para a animação desta UF. CIP: - Finalidade Educativas do Escutismo 120 minutos parece-nos ser tempo suficiente para a animação desta UF. - Sistema de Progresso esta maravilha do método está inserida nos conteúdos e objectivos da UF Metodologias Educativas 180 minutos parece-nos claramente insuficiente. Tratando-se da alteração mais profunda na metodologia RAP, pensamos ser necessários 560 minutos para eliminar as dúvidas mais prementes e o adquirir de competências de aplicação. - Mística e Simbologia 60 minutos parece-nos necessários 90 minutos como forma de promover novos conceitos e as alterações nas secções intermédias. CAP: - Finalidade Educativas do Escutismo 120 minutos parece-nos ser tempo suficiente para a animação desta UF. - Sistema de Progresso 120 minutos parece-nos claramente insuficiente. Tratando-se da alteração mais profunda na metodologia RAP, pensamos ser necessários 360 minutos para eliminar as dúvidas mais prementes e o adquirir de competências de aplicação, muito mais num CAP direccionada ao responsável da Unidade, o Chefe de Unidade. - Mística e Simbologia 120 minutos embora pensemos bastar 90 minutos, como num CAP se pretende aprofundar conteúdos e objectivos justifica-se a manutenção do tempo já atribuído. Importa esclarecer que se tratando de uma fase transitória, as Unidades de Formação do CIP e do CAP são iguais, porque nenhum formando frequenta no mesmo ano esses dois cursos distintos, entretanto a continuidade da RSF poderá determinar alterações estruturais aos cursos, optando-se por não realizar diferenciação nesta fase sobre o risco de se estar a trabalhar em vão. Quem animar Naturalmente quando se fala de animar espaços de formação, deve-se privilegiar quem tem a formação específica para tal, neste caso os formadores (CAF, CCF e CDF), no entanto, existe neste momento um património fundamental a aproveitar, referimo-nos aos Chefes de Unidade dos Agrupamentos-Piloto, dado que são os únicos neste momento com a experiência do desempenho nas Unidades, conhecendo as dificuldades, experiências bem sucedidas ou não, além do entusiasmo que podem transmitir.
4 Evidentemente que também existem neste momento os tutores que conhecem as realidades experimentadas, podendo ser igualmente uma mais valia na partilha das diferentes dinâmicas implementadas para a mesma necessidade em agrupamentos diferentes. Um outro recurso que não é de desprezar, bem pelo contrário, são os nossos Assistentes na UF Mística e Simbologia, dado que existe uma maior coerência na proposta educativa aplicada às quatro secções e pelos seus conhecimentos serão pessoas muito habilitadas para nos falarem de Jesus Cristo. Parece-nos ser uma boa opção cada UF ser apresentada conjuntamente por um formador e um Chefe de Unidade de Agrupamento-Piloto sempre que for possível, permitindo assim fazer uma melhor junção entre a teoria e a prática. Mensagens a transmitir A primeira mensagem a transmitir é que ninguém está a inventar nada. A matriz continua por um lado a ser Baden-Powell e o método escutista que ele inventou e, no caso específico do CNE, resolveu-se dar outra tónica à nossa índole confessional reforçando a presença de referenciais (modelos) enquanto católicos e cristãos. Pormenorizando cada uma das 3 UFs alteradas, importa dizer que da mesma forma que às 4 finalidades educativas propostas por BP no Auxiliar do Chefe-Escuta, se intuiu a 5 finalidade educativa, a fé, porque o próprio BP dizia que a religião já lá está, também se pode intuir que a dimensão do emocional como área de desenvolvimento trespassa toda a obra escrita de BP com diversas citações que nos parece ser despropositada estar a reforçar num documento introdutório. Em relação à UF Mística e Simbologia nada de profundo se alterou nas secções dos extremos (lobitos e caminheiros), mas reformulou-se as secções intermédias (exploradores e pioneiros), criando uma coerência e unidade evolutiva nas 4 secções fundamentada na pessoa de Jesus Cristo. Como já supracitado, a oferta de referenciais (modelos) inseridos na nossa fé, mas também outras personagens que pelas suas vidas, feitos e obras podem ajudar a puxar os nossos jovens. A UF Sistema de Progresso apresenta-nos uma nova postura em que a centralidade no jovem é mais evidente agora ele constrói o seu percurso, ele segue os seus trilhos. Por outro lado, faz-nos novamente ir beber à fonte BP que sempre reforçou a necessidade de uma educação individualizada, ainda que enquadrada, e muito bem, entre pares, no Sistema de Patrulhas. Independente das UFs é necessário combater a ignorância que normalmente conduz à construção de mitos que embora sejam inverdades e falíveis podem criar obstáculos à mudança, dado que qualquer mudança custa sempre porque mexe com estruturas mentais construídas ao longo do tempo. Recursos Procurou-se que além do material disponibilizado para animar as UFs referidas, se incluísse nesta pen-disc alguns subsídios que sirvam de consulta (manuais dos cursos), potenciais cartazes de animação do espaço de formação, além de um ou outro ficheiro conceptual.
5 Como sugestão, dado que não existe nas actuais estruturas de cursos, propomos a existência de um imaginário que sirva de linha condutora a todo curso, acreditem que até ajuda na própria concepção dos espaços e momentos de animação espiritual e da fé. Algumas sugestões baseadas em obras literárias: O Feiticeiro de Oz Alice no País das Maravilhas O Gato que ensinou a Gaivota a voar O Principezinho
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