Lei Complementar Nº 24/2009
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- Betty Álvares Arruda
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1 Lei Complementar Nº 24/2009 Altera as Leis Complementares n. 11/2006, que dispõe sobre o Plano Diretor Municipal; nº. 12/2006, que dispõe sobre o Código de Obras e Edificações; nº. 13/2006, que dispõe sobre o Perímetro Urbano; nº. 14/2006, que dispõe sobre o Zoneamento e Uso do Solo Urbano; nº. 15/2006, que dispõe sobre Parcelamento do Solo Urbano; e nº. 16/2006, que dispõe sobre o Sistema Viário. A CÂMARA MUNICIPAL DE ROLÂNDIA, ESTADO DO PARANÁ, aprovou e eu, PREFEITO MUNICIPAL, sanciono a seguinte Lei: Art. 1. A alínea b do inciso IV e o inciso XII, do art. 19, da Lei Complementar n. 12/2006, passam a vigorar com os seguintes teores: IV,b A finalidade de cada um dos compartimentos. XII Outras informações ou documentos necessários à compreensão do projeto, a critério do Poder Executivo Municipal. Art. 2. Os incisos III e V, do art. 21, da Lei Complementar n. 12/2006, passam a vigorar com os seguintes teores: III - Certidão da Matrícula do Imóvel, expedida pelo Cartório de Registro de Imóveis competente podendo ser acompanhada por escritura pública ou outro instrumento de transferência de propriedade. V - Outras informações ou documentos necessários à compreensão do projeto, a critério do Poder Executivo Municipal. Art. 3. O inciso II, do art. 34, da Lei Complementar n. 12/2006, passa a vigorar com o II - Certidão da Matrícula do Imóvel, expedida pelo Cartório de Registro de Imóveis competente, podendo ser acompanhada por escritura pública ou outro instrumento de transferência de propriedade. Art. 4. O inciso II, do art. 35, da Lei Complementar n. 12/2006, passa a vigorar com o II - Certidão atualizada da Matrícula do Imóvel, expedida pelo Cartório de Registro de Imóveis competente, podendo ser acompanhada por escritura pública ou outro instrumento de transferência de propriedade. Art. 5. Ficam acrescentados os 1, 2 e 3 ao art. 63, da Lei Complementar n. 12/2006, com os seguintes teores: 1º - A abertura de janela em parede a 90º da divisa do lote, não poderá localizar-se a
2 menos de 0,75 m (setenta e cinco centímetros) desta; 2º - A abertura de janela em parede a mais de 90º da divisa do lote, não poderá localizar-se a menos de 0,75 m (setenta e cinco centímetros) desta; 3º - A abertura de janela em parede a menos de 90º da divisa do lote, não poderá localizar-se a menos de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) desta. Art. 6. O art. 106, da Lei Complementar n. 12/2006, passa a vigorar com o seguinte Art É vedada a construção de rampas e desníveis no passeio público que constituam obstáculos e risco de acidentes aos transeuntes e cadeirantes. Art. 7. O art. 108, da Lei Complementar n. 12/2006, passa a vigorar com o seguinte teor Art Os proprietários de imóveis que tenham frente para ruas pavimentadas são obrigados a manter os passeios à frente de seus lotes, em plenas condições de trafegabilidade, higiene e segurança aos transeuntes. Art. 8. Fica inserido o art. 112-A à Seção II, do Capítulo II, da Lei Complementar n. 12/2006, com o Art. 112-A - A implantação das unidades residenciais transversais ao alinhamento predial será permitida somente em lotes urbanizados, com área máxima de 5.000,00 m2 (cinco mil metros quadrados), ou quando área superior, consultado o Conselho do Plano Diretor Municipal. Art. 9. Fica inserido o art. 115-A à Seção III, Subseção I, do Capítulo II, da Lei Complementar n. 12/2006, com o Art. 115-A - Para aprovação do projeto, deverá ser apresentado a minuta do regimento interno do condomínio, além dos demais documentos exigidos por lei. Art. 10. Fica inserido o inciso I ao art. 116, da Lei Complementar n. 12/2006, com o I - O acesso far-se-á por um corredor com largura indicada no projeto e que proporcione fácil acesso de veículos e transeuntes a cada uma das unidades residenciais previstas no lote, com distância mínima de 3,00 metros de largura. Art. 11. O Parágrafo Único, do art. 132, da Lei Complementar n. 12/2006, passa a vigorar com o Parágrafo Único - Além do previsto no caput desse artigo, devem todos os estabelecimentos destinados à produção, manipulação e comercialização de alimentos, atender também aos seguintes requisitos mínimos. Art. 12. O art. 140, da Lei Complementar n. 12/2006, passa a vigorar com o seguinte Art O movimento de terra deverá ser executado com o devido controle tecnológico a fim de assegurar a estabilidade, prevenir erosões e garantir a segurança do trabalhador, dos imóveis e logradouros limítrofes e não impedir a aplicação da legislação no tocante às Áreas de Preservação Permanente, bem como não impedir ou alterar o curso natural de escoamento das águas pluviais e das águas dos córregos
3 limítrofes ou integrantes da Zona urbana do Município. Art. 13. Fica revogado o Parágrafo Único, do art. 140, da Lei Complementar n. 12/2006. Art. 14. Ficam acrescentados os 1 e 2 ao art. 140, da Lei Complementar n. 12/2006, como os seguintes teores: 1º - Antes das escavações ou movimento de terra, deverá o responsável técnico da obra constatar a presença de tubulações, cabos de energia e/ou transmissão telefônica que possam ser comprometidos com os trabalhos a serem executados; 2º - São proibidos as escavações e movimentos de terra no interior das faixas non aedificandi previstas na Lei nº 2855/ Código Ambiental do Município de Rolândia, sem a aprovação de projeto específico pelo órgão de planejamento do poder executivo municipal, após o prévio licenciamento do órgão ambiental competente IAP. Art. 15. Fica acrescentado o inciso IV ao art. 162, da Lei Complementar n. 12/2006, com IV For irregular. Art. 16. O inciso III, do art. 162, da Lei Complementar n. 12/2006, passa a vigorar com o III For realizada em desacordo com os projetos aprovados pelo órgão competente do Poder Executivo Municipal. Art. 17. O art. 3 da Lei Complementar n. 13/2006, passa a vigorar com o seguinte Art. 3 - O Poder Executivo Municipal, no prazo de 90 (noventa) dias contados a partir da aprovação desta Lei, deverá elaborar, de forma detalhada, memorial descritivo da poligonal do perímetro urbano indicado nos mapas anexos, seus respectivos ângulos, rumos ou azimutes e distâncias calculadas, bem como as informações e as coordenadas de cada um dos vértices que deverão estar referenciados à rede de alta precisão do Estado do Paraná SEMA/IBGE, acompanhado de mapa em escala apropriada. Art. 18. A observação n. 5, do Anexo II, da Lei Complementar n. 14/2006, passa a vigorar com o (5) - Recuo frontal de 1,00 metro até o 3º pavimento e recuo frontal de 5,00 metros a partir do 4º pavimento, quando o 1º pavimento for comercial e/ou industrial. Quando o 1º pavimento for residencial, recuo frontal de 5,00 metros. Art. 19. Fica acrescentado o art. 38-A ao Capítulo VIII da Lei Complementar n. 14/2006, com o Art. 38-A - Em loteamentos urbanos onde já existam Vias Perimetrais de Fundos de Vale e Matas, o recuo frontal mínimo das edificações nos lotes defronte a estas vias será o estabelecido por esta Lei, para a zona em que se insere, em detrimento do imposto pelo artigo 32º da Lei Municipal nº 2855/2001 Código Ambiental. Art. 20. O inciso IX do art. 40 da Lei Complementar n. 14/2006 passa a vigorar com o IX - Outras edificações e/ou atividades comerciais ou de serviços serão analisados caso
4 a caso pelo órgão competente do poder executivo municipal, podendo este solicitar parecer do Conselho do Plano Diretor quando necessário. Art. 21. O inciso II do art. 3 da Lei Complementar n. 15/2006 passa a vigorar com o II - ÁREAS PÚBLICAS DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL - São as áreas de terras a serem doadas ao Município, no ato do parcelamento do solo, para fins de arruamento, instalação de equipamentos urbanos, preservação permanente, áreas non aedificandi e equipamentos comunitários, tais como: em atividades culturais, cívicas, esportivas, de saúde, educação, administração, recreação, praças e jardins. Art. 22. O inciso II do art. 7 da Lei Complementar n. 15/2006 passa a vigorar com o II - As Áreas Institucionais não serão inferiores a 35% (trinta e cinco por cento) da área total a ser parcelada e, em cada caso específico, serão fixadas pelo órgão competente de planejamento do Poder Executivo Municipal, devendo ser obrigatoriamente isoladas por vias públicas das áreas privadas, com área mínima a ser analisado caso a caso. Art. 23. O inciso XIII do art. 7 da Lei Complementar n. 15/2006 passa a vigorar com o XIII - Sempre que a boa técnica recomendar, a critério do órgão competente de planejamento do Poder Executivo Municipal, o sistema de drenagem de águas pluviais deverá ser dotado de bacia de acumulação e amortecimento, devidamente isolada, revestida com vegetação, possuindo sistema de retenção de resíduos e localizada à jusante das áreas de captação, em ponto anterior ao dissipador de energia. A bacia de acumulação e amortecimento poderá localizar-se no interior das áreas de preservação permanente dos fundos de vale dos corpos receptores de águas pluviais, desde que não implique na erradicação de vegetação arbórea nativa. Art. 24. O 2 do art. 7 da Lei Complementar n. 15/2006 passa a vigorar com o 2 - Os cursos d'água não poderão ser modificados ou canalizados sem o consentimento prévio do órgão competente de planejamento do Poder Executivo Municipal e anuência do Instituto Ambiental do Paraná IAP. Art. 25. O Parágrafo Único do art. 8 da Lei Complementar n. 15/2006 passa a vigorar com o Parágrafo Único - Sempre que necessário, o órgão competente do Executivo Municipal poderá exigir a extensão do levantamento topográfico ao longo de uma ou mais divisas da área até o talvegue ou espigão mais próximo, bem como exigir a apresentação de matrículas dos lotes lindeiros para fins de conferência. Art. 26. Fica acrescentada a alínea a ao inciso VI do 1 do art. 12 da Lei Complementar n. 15/2006, com o a) Todo o lote resultante de projeto de parcelamento do solo deverá respeitar dimensões mínimas entre suas divisas correspondentes às de um círculo a ele inscrito, tangente à sua testada e de diâmetro mínimo igual à sua testada, estabelecida na Lei de Zoneamento do Uso e Ocupação do Solo Urbano. Art. 27. As alíneas a, b, c e d do inciso VIII do 1 do art. 12 da Lei Complementar n. 12/2006 passam a vigorar com os seguintes teores:
5 a) Área total do loteamento ou desmembramento; b) Área total do arruamento e respectivo percentual; c) Área e quantidade total dos lotes e respectivo percentual; d) Áreas discriminadas e total das áreas públicas e respectivos percentuais. Art. 28. O art. 23 da Lei Complementar n. 15/2006 passa a vigorar com o seguinte Art Aplicam-se ao parcelamento do solo mediante desmembramento, no que couber, as mesmas disposições e exigências desta lei para o loteamento, em especial quanto a doação de áreas para o município, necessárias à continuidade ou alargamento de vias, à implantação de equipamentos urbanos ou comunitários e/ou à preservação ambiental. Art. 29. Fica acrescentado o art. 48-A ao Capítulo VI Das Disposições Transitórias, da Lei Complementar n. 15/2006, com o Art. 48-A - Somente após a averbação no Serviço Registral de Imóveis, dos lotes resultantes de processo de aprovação do projeto de loteamento, desmembramento, desdobro ou remembramento, o Município concederá licença para construção, reforma, ampliação, regularização ou demolição de edificações nos mesmos. Art. 30. O inciso V do art. 3 da Lei Complementar n. 16/2006 passa a vigorar com o V - VIA PERIMETRAL DE FUNDO DE VALES E MATAS Destina-se a separar as zonas de preservação permanente das demais zonas com usos e funções diferenciadas. Art. 31. O 2 do art. 5 da Lei Complementar n. 16/2006 passa a vigorar com o 2 - Quando aprovadas, nos termos do parágrafo anterior, as vias sem saída não poderão ultrapassar a 100 (cem) metros de comprimento, devendo obrigatoriamente conter em seu final, um bolsão de retorno, ou praça de retorno, cuja forma e dimensões permitam a inscrição de um círculo de diâmetro mínimo de 30 (trinta) metros, sendo de 3 (três) metros a largura máxima permitida para os seus passeios. Art. 32. O 5 do art. 6 da Lei Complementar n. 16/2006 passa a vigorar com o 5 - As VIAS COLETORAS destinam-se a distribuir ou coletar o tráfego gerado em setores da cidade, sendo sua largura mínima de 22,0 (vinte e dois) metros, de acordo com a Figura I, em anexo. Art. 33. O 8 do art. 6 da Lei Complementar n. 16/2006 passa a vigorar com o 8 - Ao longo das linhas de transmissão de energia elétrica deverá ser construída uma via pública PERIMETRAL DE LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ALTA TENSÃO, de acordo com a Figura I, em anexo, de no mínimo 32,0 (trinta e dois) metros sendo 10,0 (dez) metros de canteiro central, pista de 8,0 (oito) metros de caixa de rolamento para cada lado do canteiro central e 3,0 (três) metros de passeio, construídos
6 apenas dos lados opostos ao canteiro central, salvo maiores exigências da concessionária pública responsável pelo abastecimento de energia elétrica no município. Art. 34. O 10 do art. 6 da Lei Complementar n. 16/2006 passa a vigorar com o 10 - As áreas industriais do perímetro urbano do Município, deverão ser separadas das áreas residenciais e comerciais por via pública PERIMETRAL DE INDÚSTRIAS, de no mínimo 32,0 (trinta e dois) de largura, sendo 10,0 (dez) metros de canteiro central, destinado à arborização pública, 8,0 (oito) metros de caixa de rolamento para cada lado do canteiro central, e 3,0 (três) metros de passeios construídos dos lados opostos do canteiro central, de acordo com a Figura I, em anexo. Art. 35. Fica acrescentado o art. 8 -A à Lei Complementar n. 16/2006, com o seguinte Art. 8 -A - O raio mínimo das vias que circundam o perímetro das áreas de fundos de vales e matas será de 70,0 (setenta) metros, considerada a borda adjacente a estas áreas. Art. 36. O art. 9 da Lei Complementar n. 16/2006 passa a vigorar com o seguinte Art. 9 - A rampa máxima permitida nas vias estruturais e coletoras é de até 12% (doze por cento) e a declividade transversal mínima de 4% (quatro por cento). Art. 37. O inciso II do art. 12 da Lei Complementar n. 16/2006 passa a vigorar com o II - Largura mínima de 8,0 (oito) metros para as pistas de rolamento, para novos empreendimentos. Art. 38. O inciso IV do art. 12 da Lei Complementar n. 16/2006 passa a vigorar com o IV - Raio mínimo de 30,0 (trinta) metros para as saídas. Art. 39. O inciso VI do art. 12 da Lei Complementar n. 16/2006 passa a vigorar com o VI - Declividade transversal mínima de 4,0% (quatro por cento), prevendo superelevação em sua borda externa. Art. 40. Fica revogado o parágrafo único do art. 37, do Capítulo III, da Seção II, da Lei Complementar nº. 15/2006. Art. 41. Ficam acrescentados os 1º, 2º e 3º ao art. 37, do Capítulo III, da Seção II, da Lei Complementar nº. 15/ º - Em ZR 2 Zona Residencial 2, quando do pedido do "habite-se" e do Certificado de Conclusão, após a construção das unidades residenciais, será admitida à sub-divisão em lotes mínimos de 150m² (cento e cinqüenta metros quadrados) e frente mínima de 6m (seis metros). 2º - Em ZR-3 Zona Residencial 3, quando do pedido de habite-se e certificado de conclusão da obra, após a construção das unidades residenciais, será admitida à subdivisão em lotes mínimos de 125m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) e frente
7 mínima de 5m (cinco metros). 3 - Em ZC-2 Zona Comercial 2, quando envolvida por uma ZR-2 e ZR-3, será permitida a subdivisão por desdobro conforme dispõem os 1º e 2º. 4º - A aplicabilidade dos 1º, 2º e 3º acima mencionados expirará em 26 de março de Art. 42. Revogadas as disposições em contrário, esta lei entrará em vigor a partir da sua publicação. Edifício da Prefeitura Municipal de Rolândia, em 10 de Junho de JOÃO ERNESTO JOHNNY LEHMANN Prefeito Municipal
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