Manejo de pragas MARÇO, 2014
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- Luana Barata de Carvalho
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1 Manejo de pragas MARÇO, 2014
2 COMO OCORREM OS ATAQUES DE PRAGAS???? A planta ou parte da planta cultivada só será atacada por um inseto, ácaro, nematóide ou microorganismo (fungos ou bactérias), quando tiver na sua seiva, exatamente o alimento que eles precisam. Este alimento é constituído, principalmente, por aminoácidos, que são substâncias simples e se desmancham facilmente (solúveis). Para que a planta tenha uma quantidade maior de aminoácidos, basta tratá-la de maneira errada.
3 FATORES QUE INTERFEREM NO METABOLISMO DA PLANTA PROTEOSSÍNTESE PROTEÓLISE
4 COMO OCORRE O ATAQUE..
5 PLANTAS INDICADORAS
6 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS
7 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS Reconhecimento de inimigos naturais, predadores
8 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS E DOENÇAS Reconhecimento de inimigos naturais, predadores
9 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS PREDADOR Vida livre durante todo o ciclo de vida Maior Indivíduo mata e consome um grande número de presas PARASITA Usualmente menor Muitas gerações de parasitos podem ocorrer dentro do hospedeiro, o qual também se reproduz Ectoparasita x endoparasita
10 Características principais dos predadores artrópodes - Adultos e juvenis são frequentemente generalistas, e não especialistas; - São geralmente maiores do que as suas presas; - Matam ou consomem muitas presas; - Machos, fêmeas, juvenis e adultos podem ser predadores; - Atacam presas juvenis e adultas; - Necessitam de pólen, néctar e recursos alimentares adicionais.
11 Características principais dos parasitas artrópodes São especializados na sua escolha do hospedeiro; Ovos ou larvas geralmente são depositados dentro, sobre ou próximo ao hospedeiro; São menores do que o hospedeiro; Apenas a fêmea busca um hospedeiro; Espécies parasitoides podem atacar o hospedeiro em diferentes estágios de vida; Juvenis permanecem sobre ou dentro do hospedeiro; Adultos vivem livremente, são móveis e podem ser predadores; Juvenis quase sempre matam o hospedeiro; Adultos necessitam de pólen e néctar.
12 Categorias de parasitismo Parasitoide primário- É aquele que se desenvolve sobre hospedeiros não parasitados. Hiperparasitoide (ou parasitioide secundário)- Desenvolve-se em outro parasitoide (é um parasitoide de parasitoide). Podem existir vários níveis de hiperparasitismo. Endoparasitoide -Desenvolve-se internamente no corpo do hospedeiro. Solitário Gregário Poliembrionia 1 ovo/hospedeiro divide em células diversos embriões
13 Categorias de parasitismo Ectoparasitoide- Desenvolve-se externamente (a larva alimenta-se inserindo as peças bucais através do tegumento da vítima). Pode ser solitário ou gregário. Multiparasitismo (ou parasitismo múltiplo)- Mais de uma espécie de parasitoide ocorre dentro ou sobre um único hospedeiro. Em muitos casos, somente um indivíduo sobrevive.
14 Categorias de parasitismo Superparasitismo -Vários indivíduos de uma espécie de parasitoide podem se desenvolver num hospedeiro. Adelfoparasitismo ou autoparasitismo -Parasitoides parasitam indivíduos da própria espécie. Ex.: em Coccophagus scutellaris, o macho é parasitoide obrigatório da fêmea. Cleptoparasitismo - Parasitoide ataca preferencialmente hospedeiros que já estejam parasitados por outras espécies.
15 Formas de exploração do hospedeiro Coinobiontes - Parasitoides que permitem que o hospedeiro cresça e continue a se alimentar após o parasitismo. Idiobiontes - Ecto ou endoparasitoides de ovos e pupas, que matam seus hospedeiros antes da emergência e, portanto, se desenvolvem em hospedeiros mortos ou paralisados.
16 MICRO HYMENÓPTEROS
17 CICLO DE VIDA
18 MICRO HYMENÓPTEROS
19 CICLO DE VIDA
20 MICRO HYMENÓPTEROS
21 MICRO HYMENÓPTEROS
22 CICLO DE VIDA
23 MICRO HYMENÓPTEROS
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25 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS E DOENÇAS PRÁTICAS CONSERVACIONISTAS CONSERVAÇÃO DE SOLOS AUMENTO DA BIODIVERSIDADE
26 Relacionamentos entre vários tipos de biodiversidade e seu papel na função do Agroecossistema.
27 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS E DOENÇAS 5 Pop percevejo Pop lagartas Pop besouros Janeiro Abril Agosto Dezembro
28 MANEJO AMBIENTAL PRESERVAÇÃO DA VEGETAÇÃO NATURAL QUEBRA VENTOS E FAIXAS DE VEGETAÇÃO DIVIDIR A PROPRIEDADE EM TALHÕES DE CULTIVO; ISOLAR OS TALHÕES DE CULTIVO COM UMA OU MAIS ESPÉCIES PERENES SUBDIVIDIR O TALHÃO COM ESPÉCES ANUAIS DE PORTE MÉDIO
29 MANEJO AMBIENTAL SUBDIVIDIR O TALHÃO EM FAIXAS DE CULTIVO OU PARCELAS SORGO, MILHETO, ADUBO VERDE, PLANTAS AROMÁTICAS, COENTRO E OU ESPÉCIES QUE FORNEÇAM FLORES COMO ATRATIVO PARA INIMIGOS ANUAIS. ROTAÇÃO DE CULTURAS UTILIZAR MUDAS SADIAS USAR CULTIVARES DE CICLO CURTO E ADEQUAR A ÉPOCA DE PLANTIO PARA A REGIÃO.
30 MANEJO AMBIENTAL USAR HÍBRIDOS/VARIEDADES COM RUSTICIDADE E COM RESISTÊNCIA. ADOTAR O SISTEMA DE PLANTIO DIRETO. ELIMINAÇÃO DE PLANTAS ESPONTÂNEAS: Especial atenção deve ser dada para o controle de plantas como joá-de-capote (Nicandra physaloides), leiteiro ou amendoim-bravo (Euphorbia heterophylla), guanxuma (Sida sp.), corda-de-viola (Ipomoea sp.), mentrasto (Ageratum conyzoides), picão-preto (Bidens pilosa) e falsa-serralha (Emilia sonchifolia), as quais são hospedeiras de diversos insetos sugadores e de vírus que causam grande impacto negativo na produção de solanáceas (tomate, batata, pimentão e berinjela) e cucurbitáceas (abóboras, melancia, melão e pepino);
31 MANEJO AMBIENTAL Eliminação de plantas espontâneas (tigueras); Utilizar adubos verdes dentro das áreas de cultivo na entressafra das hortaliças; Irrigação; Adubação; Fazer cobertura do solo com superfície refletora de raios ultravioletas (casca de arroz ou palha), para dificultar a colonização de insetos sugadores; Usar painéis ou faixas adesivas, de coloração amarela, preferencialmente, nas bordaduras do canteiro.
32 MANEJO AMBIENTAL Evitar a entrada de pessoas não autorizadas, carros e caixas nas áreas de cultivo; Adotar o vazio sanitário, de modo que a área de cultivo da hortaliça e todas as outras áreas que lhe são próximas fiquem simultaneamente livres daquela mesma cultura e de plantas que compartilhem as mesmas pragas e viroses por, pelo menos, 30 dias e Destruir os restos culturais imediatamente após o término da fase de colheita, não abandonando os cultivos ao final do ciclo.
33 MANEJO AMBIENTAL Retirar folhas infestadas ou efetuar a catação manual e esmagamento de ovos e lagartas. Também remover das plantas as flores e frutos atacados por pragas; Coletar e destruir folhas e frutos caídos no solo; Eliminar plantas com viroses; Destruir ninhos de formigas cortadeiras, por escavação e eliminação da rainha, quando esses forem superficiais;
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35 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS E DOENÇAS CONTROLE BIOLÓGICO
36 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS E DOENÇAS CONTROLE BIOLÓGICO
37 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS E DOENÇAS RECOMENDAÇÃO Planta repelente cultivo permanente de batata-doce (Ipomoea batatas) ao redor da horta ou entre canteiros. A batata-doce é pouco preferida pelas formigas cortadeiras, pois o látex que escorre da rama quando a mesma é atacada pela formiga cortadeira causa repelência a esta praga. Cinzas as cinzas de madeira, obtidas peneirando-se o fundo da churrasqueira ou do fogão a lenha, atuam como repelente destes insetos; devem ser misturadas com água e aplicadas sobre as plantas ao final da tarde. Planta com ação inseticida cultivo de gergelim (Sesamum indicum) ao redor da horta. Embora o gergelim seja atacado pelas formigas cortadeiras, substâncias químicas presentes neste vegetal afetam negativamente a vida das saúvas e reduzem o tamanho do formigueiro.
38 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS E DOENÇAS RECOMENDAÇÃO Plantas repelentes cultivo em volta da horta ou dentro do canteiro, em fileiras ou em covas alternadas de coentro (C. sativum), tagetes ou cravo-de-defunto (Tagetes sp.), hortelã (Mentha spp.), calêndula (Calendula officinalis), mastruz (Chenopodium ambrosioides), artemisia (Artemisia sp.) e arruda (Ruta graveolens). Estas plantas liberam voláteis que repelem os insetos sugadores adultos, mantendo-os afastados das hortaliças. Catação manual retirada de folhas infestadas, seguida de esmagamento.
39 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS E DOENÇAS RECOMENDAÇÃO Inseticidas alternativos pulverização de extrato de pimenta, alho e sabão neutro (ação repelente); uso de óleo vegetal de soja ou algodão para cozinha, misturado em água e sabão dissolvido ou detergente neutro; pulverização de produtos comerciais à base de óleo de sementes de nim (Azadirachta indica). Calda de farinha de trigo e água quando pulverizada sobre as plantas mata os insetos por asfixia. Com o passar do tempo a calda seca ao sol, formando uma camada branca de pó que cobrirá os insetos e pela ação do vento esta película é gradativamente removida das folhas junto com os insetos.
40 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS E DOENÇAS RECOMENDAÇÃO
41 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS E DOENÇAS RECOMENDAÇÃO
42 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS E DOENÇAS RECOMENDAÇÃO
43 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS E DOENÇAS RECOMENDAÇÃO
44 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS E DOENÇAS RECOMENDAÇÃO CALDA BORDALESA - É um excelente fungicida utilizado no controle de várias doenças fúngicas (míldio, ferrugem, requeima, pinta preta, cercosporiose, antracnose, manchas foliares, podridões, entre outras) em diversas culturas com efeito secundário contra bacterioses. Tem também efeito repelente contra alguns insetos, tais como: cigarrinha verde, cochonilhas, tripes e pulgões.
45 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS E DOENÇAS RECOMENDAÇÃO CALDA SULFOCÁLCICA - É um excelente fungicida à base de enxofre em pó e cal virgem, utilizada para o controle de ferrugens em alho e cebola, oídios e antracnoses Para controlar a ferrugem do alho e da cebola e oídio em quiabo, utiliza-se 1,0 litro de calda pronta em 50 litros de água. A pulverização pode ser realizada em intervalos de 10 a 15 dias após o plantio. Não se recomenda a aplicação da sulfocálcica em curcubitáceas (abóbora, pepino, melancia e melão), pois são muito sensíveis ao enxofre.
46 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS RECOMENDAÇÃO Urina de vaca: Tem sido usado como fungicida. A urina de vaca prenhe é coletada, armazenada em local fresco por 7 a 10 dias e, então, pulverizada sobre plantas diluída em água a 1 % (1 litro de urina para 100 litros de água).
47 MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS RECOMENDAÇÃO O leite tem efeito positivo sobre o desenvolvimento das plantas, de redução de doenças e eliminação de ácaros. Misturar em água na proporção de 1 litro de leite para 10 litros de água. Já o soro deve ser sem a presença de sal e pode ser usado desde puro até misturado com água a 50 %.
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