PLANO DE ACÇÃO

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1 Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo Agrupamento de Centros de Saúde Lisboa Ocidental e Oeiras UNIDADE DE SAÚDE FAMILIAR CONDE DE OEIRAS PLANO DE ACÇÃO Oeiras, 29 de maio de 2015

2 ÍNDICE I. INTRODUÇÃO... 8 II. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DA UNIDADE FUNCIONAL... 9 a. Área global de influência... 9 b. Freguesias de influência... 9 c. População... 9 d. Geografia e Clima e. História f. Acessibilidade e meios de transporte g. Economia h. Recursos de saúde i. Recursos sociais j. Recursos desportivos e de lazer k. Recursos culturais III. CARACTERIZAÇÃO DA EQUIPA E DA POPULAÇÃO INSCRITA IV. CARTEIRA BÁSICA DE SERVIÇOS A. CONSULTA GERAL a. Responsáveis pelo programa b. Introdução c. População-alvo d. Objetivos e. Atividades e estratégias f. Indicadores de execução g. Metas h. Carga horária anual i. Serviços mínimos B. PLANEAMENTO FAMILIAR a. Responsáveis pelo programa b. Introdução c. População-alvo d. Objetivos e. Atividades e estratégias f. Indicadores de execução g. Metas h. Carga horária anual i. Serviços mínimos ii

3 C. RASTREIO ONCOLÓGICO a. Responsáveis pelo programa b. Introdução c. População-alvo d. Objetivos e. Atividades e estratégias f. Indicadores de execução g. Metas h. Carga horária anual i. Serviços mínimos D. SAÚDE MATERNA a. Responsáveis pelo programa b. Introdução c. População-alvo d. Objetivos e. Atividades e estratégias f. Indicadores de execução g. Metas h. Carga horária anual i. Serviços mínimos E. SAÚDE INFANTIL E JUVENIL a. Responsáveis pelo programa b. Introdução c. População-alvo d. Objetivos e. Atividades e estratégias f. Indicadores de execução g. Metas h. Carga horária anual i. Serviços mínimos F. DIABETES a. Responsáveis pelo programa b. Introdução c. População-alvo d. Objetivos e. Atividades e estratégias f. Indicadores de execução g. Metas h. Carga horária anual i. Serviços mínimos G. HIPERTENSÃO ARTERIAL a. Responsáveis pelo programa iii

4 b. Introdução c. População-alvo d. Objetivos e. Atividades e estratégias f. Indicadores de execução g. Metas h. Carga horária i. Serviços mínimos H. CUIDADOS DE ENFERMAGEM a. Responsáveis pelo programa b. Introdução c. População-alvo d. Objetivos e. Atividades f. Indicadores de execução g. Metas h. Carga horária anual i. Serviços mínimos I. VACINAÇÃO a. Responsáveis pelo programa b. Introdução c. População-alvo d. Objetivos e. Atividades e estratégias f. Indicadores de execução g. Metas h. Carga horária anual i. Serviços mínimos J. CUIDADOS DOMICILIÁRIOS a. Responsáveis pelo programa b. Introdução c. População-alvo d. Objetivos e. Atividades f. Indicadores de execução g. Metas h. Carga horária anual i. Serviços mínimos V. PROGRAMA DE GARANTIA DE QUALIDADE a. Responsáveis do programa b. Introdução iv

5 c. População-alvo d. Objetivos e. Atividades e estratégias f. Indicadores de execução g. Metas VI. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL E FORMAÇÃO CONTÍNUA a. Responsáveis do programa b. Introdução c. População-alvo d. Objetivos e. Atividades e estratégias f. Indicadores de execução g. Metas ANEXO I: PLANO DE ACOMPANHAMENTO INTERNO ANEXO II: PLANO INTEGRADO DE FORMAÇÃO v

6 ACRÓNIMOS ACES: Agrupamento de Centros de Saúde ACSS: Administração Central do Sistema de Saúde, I.P. ARS: Administração Regional de Saúde ARSLVT: Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, I.P. DCI: Denominação Comum Internacional DGS: Direção-Geral da Saúde EPE: Entidade Pública Empresarial ERA: Equipa Regional de Apoio e Acompanhamento HSFX: Hospital São Francisco Xavier HTA: Hipertensão Arterial IAC: Interno do Ano Comum IMC: Índice de Massa Corporal IST: Infeções Sexualmente Transmissíveis MCDT: Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica MGF: Medicina Geral e Familiar MIF: Mulheres em Idade Fértil PF: Planeamento Familiar PNV: Programa Nacional de Vacinação PNS: Plano Nacional de Saúde vi

7 RN: Recém-Nascido RNCCI: rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados SAM: Sistema de Apoio ao Médico SAPE: Sistema de Apoio à Prática de Enfermagem SIADAP: Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública SM: Saúde Materna UAG: Unidade de Apoio à Gestão UCC: Unidade de Cuidados Continuados URAP: Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados USF: Unidade de Saúde Familiar USFCO: Unidade de Saúde Familiar Conde de Oeiras USP: Unidade de Saúde Pública VAT: Vacina Antitetânica VD: Visita Domiciliária vii

8 I. INTRODUÇÃO Iniciamos este documento com a Caracterização da Área Geográfica e da População Inscrita seguida da Carteira Básica de Serviços. Expomos ainda o nosso compromisso na área do Desenvolvimento da Qualidade e na área do Desenvolvimento Profissional e Formação Contínua. As informações relativas ao concelho foram retiradas do documento Oeiras-Factos e Números da Câmara Municipal de Oeiras (disponível em exceto onde estiver indicada outra fonte. Este Plano de Ação para o triénio contempla metas para os diversos objetivos, baseadas nas necessidades de saúde identificadas e nos dados históricos disponíveis. Consideramos que se mantêm fatores externos que podem prejudicar o atingimento das metas propostas, como o contexto social e económico desfavorável que o país atravessa. Este irá influenciar provavelmente a procura de cuidados de saúde e a adesão a programas de vigilância, devido a taxas moderadoras mais elevadas e à falta de recursos económicos. A diminuição dos rendimentos pode afetar a acessibilidade a transportes, exames e medicamentos. Internamente, a equipa mantém-se coesa e empenhada, embora desgastada pelo trabalho desenvolvido com a candidatura a modelo B do ano de 2014 e o atendimento aos utentes da lista da Dra. Isabel Santos, médica que não chegou a ser substituída. A não progressão a modelo B e, em particular, os argumentos apresentados no relatório de auditoria, abalaram a motivação dos profissionais que consideram ter demonstrado estar aptos para aquela evolução organizacional. Este documento foi revisto e aprovado em Conselho Geral de 29 de maio de

9 II. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DA UNIDADE FUNCIONAL a. Área global de influência O concelho de Oeiras ocupa uma área total de 45,8Km². Situa-se na margem norte do rio Tejo, sendo delimitado a Norte e Poente pelos concelhos de Sintra e Cascais, a nascente pelos concelhos de Lisboa e Amadora e a Sul pela barra do rio Tejo, perfazendo uma frente ribeirinha com cerca de 9 Km de extensão. Em cumprimento da Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro, o Município de Oeiras passou a ser constituído por 5 freguesias: União das Freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada/Dafundo, União das Freguesias de Carnaxide e Queijas, União das Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias, Barcarena e Porto Salvo. A área de influência da USFCO estende-se por 2 das antigas freguesias do concelho: Oeiras e São Julião da Barra e Porto Salvo, que ocupam 30.8% da área total do concelho (CMO 2008). b. Freguesias de influência Como ficou dito, a intervenção da USFCO exerce-se sobre as antigas freguesias de Oeiras e São Julião da Barra e Porto Salvo e abrange ainda utentes que, não sendo residentes naquelas freguesias, estavam previamente inscritos nos ficheiros médicos. c. População O concelho de Oeiras tem habitantes e uma densidade populacional de 3752 habitantes/km² (INE 2011). Entre 2001 e 2011, evidenciou-se uma redução acentuada da população jovem em idade ativa (15-24 anos), com uma taxa de variação de cerca de um quarto da população residente neste concelho. Em contrapartida aumentou a população mais idosa e a classe etária entre os 25 e 64 anos, com uma taxa de variação para ambas as classes de 37%. 9

10 Em 2011, os idosos com 65 ou mais anos constituíam 19,2% da população. d. Geografia e Clima Do ponto de vista geomorfológico, o concelho caracteriza-se por um ondulado suave de baixas altitudes. A localização do Concelho de Oeiras no extremo sudoeste da península de Lisboa confere-lhe uma posição de transição entre o clima temperado mediterrânico, caracterizado por um verão quente e seco e um inverno ameno e pluvioso de caráter irregular e o clima temperado mediterrânico de feição atlântica, com verão moderado e inverno suave e húmido. e. História A partir do século XVIII, com a atribuição do foral e a criação do concelho de Oeiras, iniciou-se um período de profundas transformações económicas e sociais. A partir deste momento, a história do concelho de Oeiras fica ligada à figura do Marquês de Pombal, primeiro Conde de Oeiras. No século XIX ocorre o declínio da atividade agrícola e o surgimento de novas indústrias. De especial relevância, neste século, é a inauguração em 1889 da linha de caminho-de-ferro de Cascais, com o comboio a vapor. Como consequência da construção e expansão desta linha, instalam-se no concelho um conjunto de unidades industriais, nomeadamente a Fábrica do Papel, a Fundição de Oeiras, a Lusalite e os Fermentos Holandeses. Já no século XX, a construção da estrada marginal entre Lisboa e Cascais, associada à dinâmica balnear e turística instalada na Costa do Sol, leva a um período caracterizado pela concentração das atividades económicas, em termos de mercado de trabalho, na cidade de Lisboa e pela expansão demográfica do concelho que teve como principais repercussões um aumento da procura e, consequentemente, um crescimento do ritmo de construção de zonas habitacionais. 10

11 f. Acessibilidade e meios de transporte A USF Conde de Oeiras está localizada numa zona bem servida por transportes públicos, havendo autocarros a um intervalo máximo de 20 minutos. Para além disso, existem, na proximidade, uma praça de táxis e uma estação ferroviária. O acesso de carro individual é facilitado pois o edifício dispõe de um parque de estacionamento gratuito destinado aos utentes. Existe, ainda, uma rampa de acesso e elevadores para utentes com necessidades especiais. g. Economia O concelho de Oeiras representa um polo de atividade económica e de consumo. A estrutura produtiva do concelho revela uma grande capacidade de atrair não só as empresas de maior dimensão a nível nacional, mas também as maiores empresas de serviços avançados e tecnológicos. Encontram-se localizados em Oeiras um conjunto alargado de infraestruturas de investigação e tecnologia afetas a uma grande diversidade de áreas do conhecimento, como são os casos: do Centro de Transferência de Tecnologia Instituto de Soldadura e Qualidade; do Centro de Transferência de Tecnologia de Universidades UMIC Agência para a Sociedade do Conhecimento I.P.; de instituições de investigação Instituto de Biologia Experimental e Tecnologia e Instituto Gulbenkian de Ciência; do Instituto de Novas Tecnologias Instituto de Biologia Experimental e Tecnologia; de laboratório associado Instituto de Tecnologia Química e Biológica; de laboratório do Estado Direção Geral de Proteção das Culturas; 11

12 de unidades de investigação Centro de Biologia do Desenvolvimento, Genética e Desenvolvimento da Tolerância Natural, Instituto de Tecnologia Biomédica e Unidade de I&D em Análise de Ciclo de Vida de Produtos e Componentes Industriais Soldados. O Concelho de Oeiras caracteriza-se por ser um concelho altamente terciarizado, apresentando o setor terciário económico (atividades de serviço de apoio às empresas, financeiras, imobiliárias, entre outras) um peso superior ao do terciário social (atividades relacionadas com o comércio, transportes, educação, saúde, entre outras). Por sua vez o setor primário é praticamente inexistente e o secundário é pouco representativo. Quanto às habilitações dos trabalhadores por conta de outrem verifica-se que 35 % possui estudos acima do ensino secundário: Bacharelato, Licenciatura, Mestrado e Doutoramento, ocupando a primeira posição entre os concelhos da Grande Lisboa. Quanto ao ganho médio mensal dos trabalhadores verifica-se que é superior ao valor registado nos outros concelhos da Grande Lisboa e mesmo de Portugal. Por outro lado, os elementos fornecidos pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional mostram que, no final de 2012, o desemprego registado no Centro de Emprego de Cascais atingia 8161 indivíduos residentes, abaixo da média nacional. h. Recursos de saúde Apresentam-se, em seguida, alguns dos indicadores de saúde (INE) do concelho. Em termos de equipamentos de saúde e, para além do conjunto do ACES de Lisboa Ocidental e Oeiras, existem o Hospital de São Francisco Xavier, o Hospital de Egas Moniz e o Hospital de Santa Cruz (constituindo o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, E.P.E.), serviços de saúde da Santa Casa da Misericórdia de Oeiras, Hospital 12

13 Sant Ana (convenção com ARSLVT), clínicas privadas, farmácias, laboratórios de análises, serviços de apoio a dependentes de álcool e drogas (nomeadamente grupos de autoajuda), entre outros. A USFCO tem também o apoio dos serviços do ACES transversais a todas as unidades: UCC, URAP, UAG e USP. i. Recursos sociais Em 2012 estavam em funcionamento 172 equipamentos sociais pertencentes às redes solidária e lucrativa. Destes 59% disponibilizavam respostas dirigidas à infância e 41% respostas de apoio aos mais idosos. A estes junta-se um conjunto de equipamentos específicos com múltiplas respostas: A crianças e jovens em risco Centro de Alojamento Temporário de Tercena, Casa do Parque, Casa da Fonte e Centro Educativo Padre António Oliveira. A portadores de deficiência CERCIOEIRAS, Centro Nuno Belmar da Costa, Casa de Betânia, Associação de Surdos da Linha de Cascais (delegação de Oeiras) e Associação Quantum Satis. De apoio na doença mental Unidade Sócio-Ocupacional de Oeiras Farol do Bugio e ARIA - Associação de Reabilitação e Integração de Ajuda. Para os sem abrigo Centros Projeto Mãos dadas para a Vida e Casa dos Corações. Para a família e comunidade em geral Casa João Paulo II Associação Ajuda de Mãe, Centro Comunitário Alto da Loba, Centro Comunitário dos Navegadores, Espaço Comunitário do Moinho das Rolas e Casa das Culturas. De apoio a pessoas com problemas de álcool e outras dependências 13

14 Apartamento Terapêutico de Reinserção Social da Associação Ares do Pinhal, IDEQ Instituto de Prevenção e Tratamento da Dependência Química e Comportamentos Compulsivos, Unidade de Tratamento de Oeiras, Área 7 Associação de Serviços de Grupos de Alcoólicos Anónimos e Associação Arisco. Para idosos Universidade Sénior, Coração Amarelo, Centro de apoio Social de Oeiras e Unidade Residencial Madre Maria Clara. Apoio em situação de dependência Centro de Recursos e Ajudas Técnicas e Centro de Apoio a Dependentes. j. Recursos desportivos e de lazer Existem vários espaços no concelho que combinam lazer e atividade física, nomeadamente o passeio marítimo de Oeiras, equipamentos de fitness na praia de Paço de Arcos, o Parque Urbano de Miraflores, a Fábrica da Pólvora, o Parque dos Poetas e o Complexo Desportivo do Jamor. k. Recursos culturais Entre os espaços de cultura destacam-se as bibliotecas municipais, a Fábrica da Pólvora de Barcarena, o Museu da Pólvora Negra, o Centro de Experimentação Artística, o Centro de Estudos Arqueológicos do Concelho de Oeiras com a exposição permanente sobre o Povoado Pré-Histórico de Leceia, os teatros e auditórios municipais, o Palácio do Marquês de Pombal, com os Jardins e outras dependências na Quinta do Marquês, como a Casa da Pesca, o Palácio dos Arciprestes de Linda-a-Velha, o Palácio Ribamar, o Palácio dos Anjos, o Centro de Arte Manuel de Brito, a Livraria- Galeria Municipal Verney, o Lagar de Azeite, o Palácio do Egipto, a Quinta Real de Caxias, o Aquário Vasco da Gama e os Jardins Municipais, entre muitos outros. 14

15 III. CARACTERIZAÇÃO DA EQUIPA E DA POPULAÇÃO INSCRITA A equipa é, atualmente, constituída por 6 médicos, 7 enfermeiros e 4 secretários clínicos. Uma das médicas assumiu funções na Coordenação do Internato de Medicina Geral e Familiar desde março de 2014 e não foi substituída, sendo que os seus utentes transitaram recentemente para a situação de utentes sem médico de família, conforme acordado com a Direção do ACES. Outra médica saiu este mês após pedido de exoneração de funções públicas, ficando a sua lista de utentes provisoriamente assegurada por um recém especialista. Um dos enfermeiros encontra-se requisitado para outra unidade de saúde do ACES. Uma das assistentes técnicas mantém-se ausente por doença prolongada e o ACES disponibilizou, em sua substituição, um assistente operacional que aguarda mobilidade intercarreiras. A USF decidiu recandidatar-se a progressão para modelo B para o que pretende a integração de mais dois médicos. Assim, a existem utentes inscritos na USF (MIM@uf) com a seguinte distribuição por género e grupo etário, representando-se, ainda, a respetiva pirâmide etária e as listas ponderadas por médico de família. 15

16 LISTA DE UTENTES INSCRITOS ) Grupo Etário Masculino Feminino Total 0-4 anos anos anos anos anos anos anos anos anos anos anos anos anos anos anos anos anos anos anos anos TOTAL

17 PIRÂMIDE ETÁRIA ) LISTAS DE UTENTES POR MÉDICO DE FAMÍLIA Médico Lista de Utentes Lista Ponderada M F M F M F M F Ana Campos Ana Isabel Dias Ana Lorena Ana Ribeiro Cristina Bastos Margarida Lobão Mª João Martins TOTAL

18 IV. CARTEIRA BÁSICA DE SERVIÇOS A equipa multiprofissional da unidade pretende ser proativa no processo de vigilância, promoção da saúde e prevenção da doença nas diversas fases da vida, de acordo com as orientações estratégicas do PNS, as normas e orientações da DGS ou a melhor evidência científica disponível. Os objetivos da unidade vão ao encontro das reais necessidades em saúde dos seus utentes e famílias, alinhados com os objetivos do ACES e do PNS Procurámos, ainda, integrar as indicações da ACSS e da ERA. Em todos os programas foram contabilizadas as cargas horárias previstas para os diferentes grupos profissionais com base na população-alvo e nas metas propostas para cada atividade. Os valores dos indicadores no histórico da USF dizem, por vezes, respeito a indicadores diferentes cuja construção mudou recentemente. 18

19 A. CONSULTA GERAL a. Responsáveis pelo programa Dr.ª Ana Isabel Dias, Dra. Ana Ribeiro, Enf.ª Sofia Alves, Assistente Técnico Luís Pedro Reis. b. Introdução A USFCO compromete-se a responder às necessidades de cuidados de saúde, quer na vertente curativa, quer na vertente da prevenção da doença e na promoção da saúde e, também, na reabilitação ou minimização da incapacidade. Este programa destina-se a todos os utentes com necessidade de avaliação, acompanhamento e tratamento das suas complicações, aos utentes com risco acrescido de adoecer, para vigilância e diagnóstico precoce, e aos indivíduos saudáveis com preocupação com o seu estado de saúde, ou necessidades temporárias de cuidados de saúde, evitando intervenções que não promovam ganhos em saúde. Nesta consulta confundem-se, por vezes, os programas pela imprevisibilidade das situações que motivam as marcações de consulta por iniciativa do utente. Nesta consulta surgem, ainda, as situações de doença aguda de todas as faixas etárias e de todos os grupos de risco e vulneráveis. A acessibilidade do utente é assegurada pela possibilidade de programação de consultas de vigilância gerais e através de uma resposta no próprio dia às situações de doença aguda. Esta atividade é, preferencialmente, realizada pelo médico e pelo enfermeiro de família do utente, mas poderá ocorrer intersubstituição por outro profissional. Nela se incluem múltiplas atividades de diagnóstico, terapêutica, prevenção, educação, acompanhamento e os contactos indiretos. Os cuidados domiciliários são tratados em capítulo próprio, assim como o rastreio oncológico. 19

20 c. População-alvo Total de utentes inscritos: Total de utentes com idade superior a 18 anos: Utentes dos 18 aos 64 anos : Utentes com 65 ou mais anos: d. Objetivos Garantir cuidados acessíveis e de qualidade a todos os utentes durante todo o período de funcionamento da USFCO. Apostar em metodologias de marcação de consultas à distância, nomeadamente por telefone e e-agenda. Disponibilizar o contacto indireto por telefone ou correio eletrónico dos utentes com os profissionais da equipa. Promover a adoção de estilos de vida saudável. Assegurar o cumprimento do PNV. Prestar cuidados de saúde adequados a adultos e idosos. Tratar ou referenciar as situações clínicas que necessitem de outros cuidados especializados. 20

21 e. Atividades e estratégias O QUÊ? QUEM? COMO? QUANDO? ONDE? DURAÇÃO UTILIZAÇÃO AVALIAÇÃO Consulta programada de saúde do adulto e do idoso Médicos e secretários clínicos; os enfermeiros poderão ser chamados a intervir por solicitação do médico ou do secretário clínico Marcação por iniciativa do utente, do médico ou do enfermeiro Todo o ano, preferencialmente no horário disponível para programação Gabinete médico Consulta: 20 minutos para médicos, 3 minutos para secretários clínicos Contacto indireto: 5 minutos para médicos, 3 minutos para secretários clínicos 2 consultas/utente/ano 1 contacto indireto/utente/ano Semestral O QUÊ? QUEM? COMO? QUANDO? ONDE? DURAÇÃO UTILIZAÇÃO AVALIAÇÃO Consulta por doença aguda Médicos e secretários clínicos; os enfermeiros poderão ser chamados a intervir por solicitação do médico ou do secretário clínico Marcação por iniciativa do utente Todo o ano, dando resposta no próprio dia a todas as situações Gabinete médico 15 minutos para médicos, 3 minutos para secretário clínicos 1 consulta/utente/ano Semestral A equipa propõe-se usar, entre outras, as seguintes estratégias: Convocar utentes não utilizadores há mais de 3 anos; Divulgar de forma clara e consistente a diferença entre uma consulta programada e uma consulta por doença aguda de forma a melhorar a adequação da procura pelos utentes; Manter registos clínicos atualizados e completos; Reduzir a prescrição por nome comercial; Assegurar uma referenciação oportuna e adequada aos cuidados hospitalares e à UCC; Incentivar a participação dos utentes nos rastreio oncológicos. 21

22 f. Indicadores de execução Indicador Descrição Taxa de utilização global de consultas médicas nos últimos 3 anos Proporção de consultas realizadas pelo respetivo médico de família Percentagem de utilizadores satisfeitos e muito satisfeitos Despesa média de medicamentos prescritos por utente utilizador Despesa média de MCDT prescritos por utente utilizador Proporção de consultas médicas presenciais que deram origem a pelo menos uma codificação ICPC Proporção de utentes com idade igual ou superior a 65 anos a quem não foram prescritos ansiolíticos, nem sedativos, nem hipnóticos no período em análise Proporção de utentes com 25 ou mais anos que têm a vacina antitetânica atualizada Proporção de idosos ou doença crónica com vacina da gripe Proporção de doentes hipocoagulados que são controlados na unidade de saúde g. Metas Indicadores Histórico Metas Contratualizado ,3 85, ,91 84, , ,4/100 96,2/97, ,3 98, ,4 141, ,8 51,04 45, ,5 45, ,2 96, , ,2 66,89 73, ,5 73, ,4 66,36 62, , , ,

23 Tipo de atividade h. Carga horária anual Nº consultas Médicos Minutos Total horas Carga horária Nº atendimentos Secretários Clínicos Minutos Total horas Consulta programada Consulta por doença aguda Contacto indireto Considerou-se que por cada consulta programada ou de doença aguda há 1,5 atendimentos administrativos e que por cada contacto indireto há 2 atendimentos administrativos. i. Serviços mínimos Renovação de receituário crónico. Emissão de certificados de incapacidade temporária para o trabalho. Situações de doença aguda. Atendimento/referenciação de utente com resultados sugestivos de doença oncológica. 23

24 B. PLANEAMENTO FAMILIAR a. Responsáveis pelo programa Dr.ª Margarida Lobão, Enf.ª Ana Sofia Alves, Assistente Operacional Pedro Pereira. b. Introdução Os cuidados em Planeamento Familiar permitem aos utentes acesso a informação sobre a vivência segura e saudável da sexualidade, a meios contracetivos eficazes e seguros e a uma maternidade e paternidade planeadas e responsáveis, assegurando as melhores oportunidades de construção de famílias funcionais com crianças saudáveis. c. População-alvo Mulheres entre os 15 e os 49 anos elegíveis para consulta de PF: d. Objetivos Promover uma vivência saudável e segura da sexualidade. Regular a fecundidade segundo o desejo do casal. Preparar para uma maternidade e paternidade responsáveis. Promover a construção de famílias saudáveis. Reduzir a mortalidade e a morbilidade materna, perinatal e infantil. Reduzir a incidência das IST. 24

25 e. Atividades e estratégias O QUÊ? QUEM? COMO? QUANDO? ONDE? DURAÇÃO UTILIZAÇÃO AVALIAÇÃO Consulta de planeamento familiar Médicos, enfermeiros e secretários clínicos Marcação por iniciativa do utente, do médico ou do enfermeiro Todo o ano, preferencialmente no horário disponível para programação, mas também oportunisticamente Gabinete médico e de enfermagem 30 minutos para médicos e enfermeiros, 5 minutos para secretários clínicos Pelo menos 1 consulta/utente/12 meses Trimestral A equipa propõe-se utilizar, nomeadamente, as seguintes estratégias: Realizar consultas de planeamento familiar oportunisticamente; Fazer registos médicos e de enfermagem oportunisticamente; Incentivar a realização de consulta preconcecional; Incentivar a participação das utentes nos rastreio do cancro da mama e do colo do útero; Atuar conforme o Manual de Boas Práticas Clínicas ou a melhor evidência científica disponível. Indicador f. Indicadores de execução Descrição Taxa de utilização de consultas de planeamento familiar (médicas ou de enfermagem) Índice de acompanhamento adequado em planeamento familiar nas mulheres em idade fértil 25

26 g. Metas Indicadores Histórico Metas Contratualizado ,1 48,46 65, ,2 49, ,5 55 0,725 h. Carga horária anual Tipo de atividade Nº consultas Carga horária Médicos Enfermeiros Secretários clínicos Minutos Total horas Nº consultas Minutos Total horas Nº atendimentos Minutos Total horas Consulta de PF i. Serviços mínimos Fornecimento de contracetivos, incluindo os de emergência. Resposta ao pedido de referenciação para interrupção voluntária da gravidez. Consulta de planeamento familiar após interrupção voluntária da gravidez. 26

27 C. RASTREIO ONCOLÓGICO a. Responsáveis pelo programa Cancro da mama e do colo do útero: Dr.ª Margarida Lobão, Enf.ª Ana Sofia Alves, Assistente Operacional Pedro Pereira. Cancro do cólon e reto: Dr.ª Ana Isabel Dias, Dr.ª Ana Ribeiro, Enf.ª Sofia Alves, Assistente Técnico Luís Pedro Reis. b. Introdução As doenças oncológicas constituem a segunda causa de morte em Portugal e têm um profundo impacto no doente, nos que lhe estão próximos e na população em geral. O cancro da mama e o do colo do útero são os mais prevalentes no sexo feminino. O cancro do cólon e reto é o terceiro em termos de incidência em Portugal. O combate à doenças oncológicas é uma das prioridades do Plano Nacional de Saúde e a aposta deverá ser no diagnóstico precoce. c. População-alvo Mulheres entre os 50 e os 69 anos elegíveis para rastreio do cancro da mama: Mulheres entre os 25 e os 59 anos elegíveis para rastreio do cancro do colo do útero: Utentes dos 50 aos 74 anos elegíveis para rastreio do cancro do cólon e reto: d. Objetivos Identificar indivíduos e famílias de risco acrescido. 27

28 Detetar precocemente o cancro da mama. Detetar precocemente o cancro do colo do útero. Detetar precocemente o cancro do cólon e reto. Reduzir a morbimortalidade por cancro. e. Atividades e estratégias O QUÊ? QUEM? COMO? QUANDO? ONDE? DURAÇÃO UTILIZAÇÃO AVALIAÇÃO Rastreio oncológico Médicos e secretários clínicos; os enfermeiros intervêm no rastreio do cancro do colo do útero realizado no âmbito da consulta de PF Marcação por iniciativa do utente, do médico ou do enfermeiro Todo o ano, preferencialmente no horário disponível para programação, mas também oportunisticamente Gabinete médico 20 minutos para médicos e 5 minutos para secretário clínicos Pelo menos 1 consulta/utente/24 meses para os rastreios dos cancros da mama e do cólon e reto Pelo menos 1 consulta/utente/36 meses para o rastreio do cancro do colo do útero Trimestral A equipa propõe-se utilizar, nomeadamente, as seguintes estratégias: Realizar os rastreios oncológicos oportunisticamente; Propor o rastreio através de carta; Facilitar a entrega de resultados dos rastreios no secretariado, por carta ou por correio eletrónico; Atuar conforme o Manual de Boas Práticas Clínicas ou a melhor evidência científica disponível. 28

29 Indicador f. Indicadores de execução Descrição Proporção de mulheres entre 50; 70 anos com mamografia registada nos últimos 2 anos Proporção de mulheres entre 25; 60 anos com colpocitologia nos últimos 3 anos Proporção de utentes com idade entre 50; 75 anos com rastreio do cancro do cólon e reto efetuado g. Metas Indicadores Histórico Metas Contratualizado ,6 61, , ,4 54, , ,6 62, , ,1 h. Carga horária anual Tipo de atividade Rastreio do cancro da mama Rastreio do cancro do colo útero Rastreio do cancro do cólon e reto Carga horária Médicos Secretários Clínicos Nº consultas Minutos Total horas Nº atendimentos Minutos Total horas i. Serviços mínimos Atendimento e referenciação dos utentes com rastreio positivo. 29

30 D. SAÚDE MATERNA a. Responsáveis pelo programa Dr.ª Maria João Martins, Enf.ª Cristina Dantas, Assistente Técnica Cláudia Oliveira. b. Introdução O Plano Nacional de Saúde prevê como área prioritária de intervenção a prestação de cuidados de saúde à grávida. Assim, e no cumprimento do Programa de Saúde Materna da DGS, os profissionais da USFCO propõem-se promover cuidados de saúde globais e de qualidade a todas as grávidas, assegurando as atividades de vigilância e de promoção de saúde indispensáveis, em articulação com o HSFX, através da Unidade Coordenadora Funcional. c. População-alvo Número total de grávidas estimado na USF = 145. d. Objetivos Promover uma vivência saudável da gravidez. Preparar para uma maternidade e paternidade responsáveis. Promover a construção de famílias saudáveis. Proporcionar uma vigilância adequada da gravidez de baixo risco de acordo com a melhor evidência científica disponível. Identificar e referenciar aos cuidados secundários as grávidas de médio e alto risco. 30

31 Identificar e tratar ou referenciar complicações da gravidez. Reduzir a mortalidade e a morbilidade materna, perinatal e infantil. e. Atividades e estratégias O QUÊ? QUEM? COMO? QUANDO? ONDE? DURAÇÃO UTILIZAÇÃO AVALIAÇÃO Primeira consulta de saúde materna Médicos, enfermeiros e secretários clínicos Marcação por iniciativa do utente, do médico ou do enfermeiro Todo o ano, preferencialmente no horário disponível para programação, mas também oportunisticamente Gabinete médico e de enfermagem 30 minutos para médicos e enfermeiros, 5 minutos para secretários clínicos Pelo menos 1 consulta/utente até aos 90 dias de gestação Trimestral O QUÊ? QUEM? COMO? QUANDO? ONDE? DURAÇÃO UTILIZAÇÃO AVALIAÇÃO Consultas seguintes de saúde materna Médicos, enfermeiros e secretários clínicos Marcação por iniciativa do utente, do médico ou do enfermeiro Todo o ano, preferencialmente no horário disponível para programação, mas também oportunisticamente Gabinete médico e de enfermagem 30 minutos para médicos e enfermeiros, 5 minutos para secretários clínicos Pelo menos 6 consultas/utente/gestação Trimestral As estratégias a adotar por toda a equipa serão, entre outras: Realizar a primeira consulta de saúde materna oportunisticamente; Agendar sempre as consultas de saúde materna seguintes; Promover o aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses; No momento da realização do diagnóstico precoce de doenças metabólicas do RN ou da primeira consulta de vida do RN programar a consulta de revisão de puerpério; Convocar todas as grávidas que faltem às consultas; 31

32 Realizar visitação domiciliária às puérperas de risco; Atuar conforme o Manual de Boas Práticas Clínicas ou a melhor evidência científica disponível. f. Indicadores de execução Indicador Descrição Proporção de grávidas com 1ª consulta médica de vigilância da gravidez realizada no 1º trimestre Proporção de grávidas com 6 ou mais consultas de enfermagem em saúde materna Proporção de grávidas com consulta de revisão do puerpério efetuada Índice de acompanhamento adequado em saúde materna g. Metas Indicadores Histórico Metas Contratualizado ,69 74, , ,37 47,17 40, , ,4 75, , ,9 27, ,5 25 0,671 h. Carga horária anual Tipo de atividade Carga horária Médicos Enfermeiros Secretários Clínicos Nº consultas Minutos Total horas Nº consultas Minutos Total horas Nº atendimentos Minutos Total horas Consulta de SM (7x)

33 i. Serviços mínimos Primeira consulta de gravidez. Avaliação de intercorrências na gravidez em qualquer idade gestacional. Administração de imunoglobulina anti-d às 28 semanas de gestação. Referenciação para a consulta hospitalar às 36 semanas de gestação. Consulta de revisão do puerpério até ao 42º dia após o parto. 33

34 E. SAÚDE INFANTIL E JUVENIL a. Responsáveis pelo programa Dr.ª Ana Lorena, Enf.ª Sandra Silva, Assistente Técnica Ana Paula Vilela. b. Introdução Neste programa a Unidade segue as orientações do PSIJ da DGS de forma a proporcionar aos recém-nascidos, às crianças e aos jovens um acompanhamento adequado. A equipa procura estabelecer com os pais e cuidadores uma relação de cooperação e confiança mútua. c. População-alvo Utentes com idade igual ou inferior a 18 anos: 2 390, distribuídos pelas seguintes faixas etárias: Grupo etário 0-11 M M 2-5 A 6-7 A 8 A 9 A 10 A 11 A A 14 A A Nº de utentes d. Objetivos Promover o papel parental e a paternidade consciente. Incentivar a adoção de estilos de vida saudável. Contribuir para a prevenção de acidentes. Assegurar o cumprimento do PNV. 34

35 Avaliar o desenvolvimento estatoponderal e psicomotor das crianças e jovens. Detetar precocemente situações que possam a afetar o desenvolvimento das crianças e jovens. Prestar cuidados de saúde adequados de forma a garantir a saúde das crianças e jovens. Tratar ou referenciar as situações clínicas ou de risco sociofamiliar que necessitem de cuidados especializados. Reduzir a mortalidade e a morbilidade perinatal, infantil e juvenil. e. Atividades e estratégias O QUÊ? QUEM? COMO? QUANDO? ONDE? DURAÇÃO UTILIZAÇÃO AVALIAÇÃO Primeira consulta de saúde infantil e juvenil Médicos, enfermeiros e secretários clínicos Marcação por iniciativa do utente, do médico ou do enfermeiro Todo o ano, preferencialmente no horário disponível para programação, mas também oportunisticamente Gabinete médico e de enfermagem 30 minutos para médicos e enfermeiros, 5 minutos para secretários clínicos Pelo menos 1 consulta/utente até aos 28 dias de vida Trimestral O QUÊ? QUEM? COMO? QUANDO? ONDE? DURAÇÃO UTILIZAÇÃO AVALIAÇÃO Consultas seguintes de saúde infantil e juvenil Médicos, enfermeiros e secretários clínicos Marcação por iniciativa do utente, do médico ou do enfermeiro Todo o ano, preferencialmente no horário disponível para programação, mas também oportunisticamente Gabinete médico e de enfermagem 30 minutos para médicos e enfermeiros, 5 minutos para secretários clínicos Pelo menos 6 consultas/utente/1º ano de vida Pelo menos 3 consultas/utente/2º ano de vida Pelo menos 1 consulta nas idades-chave preconizadas pelo PSIJ a partir do 3º ano de vida Trimestral 35

36 As estratégias a adotar por toda a equipa serão, entre outras: Agendar a primeira consulta de vida e as consultas de vigilância seguintes do RN, na sequência da receção da notícia de nascimento, da inscrição na Unidade e/ou da realização do diagnóstico precoce doenças metabólicas; Realizar consultas e registos médicos e de enfermagem oportunisticamente; Promover o aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses; Avaliar regularmente o desenvolvimentos psicomotor através da escala de Mary Sheridan; Convocar as crianças e jovens que faltem às consultas; Convocar as crianças e jovens que tenham o PNV em atraso Realizar visitas domiciliárias a crianças de risco; Atuar conforme o Manual de Boas Práticas Clínicas ou a melhor evidência científica disponível. f. Indicadores de execução Indicador Descrição Proporção de RN com consulta domiciliária de enfermagem realizada até ao 15º dia de vida Proporção de crianças com pelo menos 6 consultas médicas de vigilância de saúde infantil no 1º ano de vida Índice de acompanhamento adequado na área de saúde infantil durante o 1º ano de vida Proporção de crianças com pelo menos 3 consultas médicas de vigilância de saúde infantil no 2º ano de vida Proporção de crianças com 2 anos com PNV totalmente cumprido até ao 2º aniversário Proporção de crianças com 7 anos com consulta médica de vigilância realizada no intervalo 5; 7 anos e PNV totalmente cumprido até ao 7º aniversário Proporção de jovens com 14 anos com consulta médica de vigilância realizada no intervalo 11; 14 e PNV totalmente cumprido até ao 14º aniversário Proporção de utentes com idade igual ou superior a 14 anos com IMC registado nos últimos 3 anos Proporção de utentes com idade igual ou superior a 14 anos com quantificação dos hábitos tabágicos nos últimos 3 anos 36

37 g. Metas Indicadores Histórico Metas Contratualizado ,1 5, , ,6 53, , ,3 43, ,5 43 0, , , , , ,2 60,45 63, , ,4 52, , ,5 72,63 80, ,5 80, ,7 61, , ,1 h. Carga horária anual Atividade por idade-chave Nº utentes Médicos Enfermeiros Secretários Clínicos Nº consultas Total horas Nº utentes Nº consultas Total horas Nº utentes Nº atendimentos 0-11 M (6x) Total horas M (3x) anos (5x) anos (2x) anos (1,5x)

38 i. Serviços mínimos Rastreio metabólico do RN. Primeira consulta de vida do RN. Atualização inadiável do PNV. Cuidados em situação de doença aguda ou inadiável. 38

39 F. DIABETES a. Responsáveis pelo programa Dr.ª Cristina Bastos, Enf.ª Cláudia Miranda, Enf.ª Maria José Vazão, Assistente Técnica Cláudia Oliveira. b. Introdução As doenças cardiovasculares continuam a ser uma das principais causas de morte com fatores de risco modificáveis, entre os quais a diabetes é um dos mais importantes. As unidades de saúde familiar são locais privilegiados para a abordagem deste problema, por permitirem a execução de um conjunto de técnicas e atitudes dirigidas ao indivíduo e à sua família, baseadas em orientações clínicas atuais, através duma abordagem multidisciplinar, em complementaridade. Cada um dos profissionais envolvidos presta cuidados em articulação estreita com outras entidades envolvidas nesta área, de modo a obter ganhos em saúde, muito importantes nesta patologia. As consultas de vigilância são programadas e realizadas em articulação médicoenfermeiro de família. c. População-alvo Utentes diabéticos identificados: 937. Prevalência da diabetes mellitus na população adulta inscrita na USFCO: 9,5%. Prevalência da diabetes mellitus na população inscrita na USFCO com idades entre os 20 e os 79 anos: 10,6%. 39

40 d. Objetivos Identificar diabéticos de novo. Garantir cuidados acessíveis e de qualidade a todos os utentes diabéticos. Promover a adoção de estilos de vida saudável. Tratar ou referenciar as situações clínica que necessitem de cuidados especializados. Reduzir as complicações micro e macrovasculares da diabetes. Reduzir a morbilidade e mortalidade por diabetes. e. Atividades e estratégias O QUÊ? QUEM? COMO? QUANDO? ONDE? DURAÇÃO UTILIZAÇÃO AVALIAÇÃO Consulta de diabetes Médicos, enfermeiros e secretários clínicos Marcação por iniciativa do médico ou do enfermeiro Todo o ano, preferencialmente no horário disponível para programação, mas, também, oportunisticamente Gabinete médico e de enfermagem 20 minutos para médicos, 30 minutos para enfermeiros, 5 minutos para secretários clínicos Pelo menos 2 consultas médicas/utente/ano Pelo menos 1 consulta de enfermagem/utente/ano Trimestral A equipa propõe-se usar, entre outras, as seguintes estratégias: Convocar utentes diabéticos identificados e não utilizadores; Programar sempre as consultas seguintes de vigilância médicas e de enfermagem; Realizar consultas oportunisticamente; Otimizar resultados por cooperação dentro das microequipas médicoenfermeiro; 40

41 Atuar conforme o Manual de Boas Práticas Clínicas ou a melhor evidência científica disponível; Prosseguir na implementação do Plano de Acompanhamento Interno sobre insulinoterapia. f. Indicadores de execução Indicador Descrição Proporção de utentes com diabetes com consulta de enfermagem de vigilância em diabetes no último ano Proporção de utentes com diabetes com pelo menos um exame dos pés registado no último ano Proporção de utentes com diabetes com uma HbA1c por semestre Proporção de utentes com diabetes com o último registo de HbA1c inferior ou igual a 8,0% Proporção de utentes com diabetes tipo 2 em terapêutica com insulina Proporção de utentes com diabetes tipo 2 com terapêutica com metformina g. Metas Indicadores Histórico Metas Contratualizado ,1 78,01 92, , ,5 64, , ,8 58, , ,2 61, , ,2 5,85 6 6,1 6, ,7 52,34 60, ,

42 h. Carga horária anual Tipo de atividade Consulta de Diabetes Nº consultas Carga horária Médicos Enfermeiros Secretários Clínicos Minutos Total horas Nº consultas Minutos Total horas Nº atendimentos Minutos Total horas i. Serviços mínimos Cuidados em situação de descompensação da diabetes; Prestar assistência aos utentes em início de insulinoterapia. 42

43 G. HIPERTENSÃO ARTERIAL a. Responsáveis pelo programa Dr.ª Cristina Bastos, Enf.ª Emília Luz, Assistente Técnica Cláudia Oliveira. b. Introdução As doenças cardio e cerebrovasculares continuam a ser uma das principais causas de morte em Portugal e a HTA é, sem dúvida, o fator de risco que mais contribui para estes elevados números. A hipertensão é uma das doenças crónicas com maior repercussão nos órgãos vitais (coração, cérebro, rins e vasos sanguíneos), exigindo, por isso, um controlo adequado. Para além de continuar a investir no diagnóstico de HTA e no melhor controlo da pressão arterial, é essencial fazer uma abordagem integrada de outros fatores de risco como o tabagismo, a dislipidemia, a diabetes, o aumento do perímetro abdominal, a obesidade, o abuso do álcool, o sedentarismo e o stress. As consultas de vigilância são programadas e realizadas em articulação médicoenfermeiro de família. c. População-alvo Utentes hipertensos identificados: Utentes hipertensos com <65 anos: Prevalência da HTA na população adulta inscrita na USFCO: 31,4%. 43

44 d. Objetivos Identificar hipertensos de novo. Garantir cuidados acessíveis e de qualidade a todos os utentes hipertensos. Promover a adoção de estilos de vida saudável. Tratar ou referenciar as situações clínica que necessitem de cuidados especializados. Reduzir as complicações micro e macrovasculares da hipertensão. Reduzir a morbilidade e mortalidade por hipertensão. e. Atividades e estratégias O QUÊ? QUEM? COMO? QUANDO? ONDE? DURAÇÃO UTILIZAÇÃO AVALIAÇÃO Consulta de hipertensão Médicos, enfermeiros e secretários clínicos Marcação por iniciativa do médico ou do enfermeiro Todo o ano, preferencialmente no horário disponível para programação, mas, também, oportunisticamente Gabinete médico e de enfermagem 20 minutos para médicos, 30 minutos para enfermeiros, 5 minutos para secretários clínicos Pelo menos 2 consultas médicas/utente/ano Pelo menos 1 consulta de enfermagem/utente/ano Trimestral A equipa propõe-se usar, entre outras, as seguintes estratégias: Convocar utentes hipertensos identificados e não utilizadores; Programar sempre as consultas seguintes de vigilância médicas e de enfermagem; Realizar consultas oportunisticamente; Otimizar resultados por cooperação dentro das microequipas médicoenfermeiro; 44

45 Atuar conforme o Manual de Boas Práticas Clínicas ou a melhor evidência científica disponível. f. Indicadores de execução Indicador Descrição Proporção de utentes com hipertensão arterial com registo de pressão arterial em cada semestre Proporção de utentes com hipertensão arterial com idade inferior a 65 anos com pressão arterial inferior a 150/90 mmhg Proporção de utentes com hipertensão com pelo menos um registo de IMC nos últimos 12 meses g. Metas Indicadores Histórico Metas Contratualizado ,8 57, , , , ,9 78, , h. Carga horária Tipo de atividade Consulta de HTA Nº consultas Carga horária Médicos Enfermeiros Secretários Clínicos Minutos Total horas Nº consultas Minutos Total horas Nº atendimentos Minutos Total horas

46 i. Serviços mínimos Cuidados em situação de descompensação da hipertensão. 46

47 H. CUIDADOS DE ENFERMAGEM a. Responsáveis pelo programa Enf.ª Maria José Vazão, Enf.ª Emília Luz, Assistente Técnica Paula Alves. b. Introdução A cada enfermeiro está atribuída uma lista de utentes a quem assegura cuidados em articulação com o médico de família. A atividade de enfermagem inclui consultas para os grupos vulneráveis e de risco, consulta aberta, cuidados curativos, vacinação e visitas domiciliárias. As consultas aos grupos vulneráveis e de risco, a vacinação e as visitas domiciliárias estão descritas em capítulos próprios. Nestes casos o atendimento ao utente é feito, preferencialmente, pelo enfermeiro de família respetivo, mas poderá ocorrer intersubstituição por outro profissional. Este capítulo refere-se ao trabalho em sala de tratamentos. c. População-alvo Todos os utentes inscritos na Unidade: d. Objetivos Garantir cuidados de enfermagem acessíveis e de qualidade a todos os utentes. 47

48 e. Atividades O QUÊ? QUEM? COMO? QUANDO? ONDE? DURAÇÃO UTILIZAÇÃO AVALIAÇÃO Cuidados de enfermagem Enfermeiros e secretários clínicos; o médico pode ser chamado a intervir por solicitação do enfermeiro Marcação por iniciativa dos utentes, do enfermeiro ou do médico Todo o ano, preferencialmente no horário disponível para programação e para consulta aberta Sala de tratamentos 15 minutos para enfermeiros, 5 minutos para secretários clínicos Variável Trimestral f. Indicadores de execução Indicador Descrição Taxa de utilização global de consultas de enfermagem nos últimos 3 anos g. Metas Indicadores Histórico Metas Contratualizado , ,5 - h. Carga horária anual Tipo de atividade Enfermeiros Carga horária Secretários Clínicos Nº Minutos Total Nº Minutos Total consultas horas atendimentos horas Sala de tratamentos

49 i. Serviços mínimos Cuidados em situação de doença aguda. Administração de terapêutica e realização de tratamentos de enfermagem inadiáveis e que careçam de continuidade. 49

50 I. VACINAÇÃO a. Responsáveis pelo programa Enf.ª Ana Filipa Almeida, Dra. Cristina Bastos, Assistente Operacional Pedro Pereira. b. Introdução A vacinação permite salvar mais vidas e prevenir mais casos de doença que qualquer tratamento médico. O PNV é universal e gratuito e os seus resultados refletem-se positivamente na saúde pública. Apenas taxas de cobertura vacinal superiores a 95% garantem imunidade de grupo e, no caso do tétano, em que a imunidade é individual, só uma cobertura vacinal de 100% pode evitar novos casos. Por ser uma atividade transversal a todos os programas está descrita em vários capítulos deste documento. c. População-alvo Todos os utentes inscritos na Unidade: Crianças no 1º ano de vida: 119. Crianças no 2.º ano de vida: 130. Crianças com 7 anos: 119. Jovens com 14 anos: 146. Adultos com idade igual ou superior a 25 anos: Utentes com 65 ou mais anos:

51 d. Objetivos Reduzir a morbilidade e mortalidade por doenças preveníveis através da vacinação. Atingir taxas de vacinação superiores a 95% na população das idades chave (1, 2, 7 e 14 anos) de modo a permitir obter imunidade de grupo e nas raparigas entre os 10 e os 18 anos para a vacina contra o vírus do papiloma humano. Aumentar a taxa de cobertura da vacinação antitetânica, em que a imunidade é individual e apenas a cobertura vacinal de 100% pode evitar novos casos. Aumentar a taxa de cobertura de vacinação antigripal no idosos e doentes crónicos. e. Atividades e estratégias O QUÊ? QUEM? COMO? QUANDO? ONDE? DURAÇÃO UTILIZAÇÃO AVALIAÇÃO Vacinação Médicos, enfermeiros e secretários clínicos Marcação por iniciativa dos utentes, dos cuidadores, do médico ou do enfermeiro Todo o ano, preferencialmente no horário disponível para programação, mas, também, oportunisticamente Sala de tratamentos e sala de vacinação infantil 15 minutos para enfermeiros, 5 minutos para secretários clínicos De acordo com o PNV Trimestral A equipa propõe-se utilizar as seguintes estratégias, entre outras: Vacinar oportunisticamente; Convocar utentes para atualização do PNV; Realizar visitas domiciliárias às crianças e jovens com o PNV em atraso; Consultar regularmente o Registo Centralizado de Vacinas para conhecer o estado vacinal de utentes utilizadores de outros serviços de saúde. 51

52 f. Indicadores de execução Indicador Descrição Proporção de crianças com 2 anos com PNV totalmente cumprido até ao 2º aniversário Proporção de crianças com 7 anos com consulta médica de vigilância realizada no intervalo 5; 7 anos e PNV totalmente cumprido até ao 7º aniversário Proporção de jovens com 14 anos com consulta médica de vigilância realizada no intervalo 11; 14 e PNV totalmente cumprido até ao 14º aniversário Proporção de utentes com 25 ou mais anos que têm a vacina antitetânica atualizada Proporção de idosos ou doença crónica com vacina da gripe g. Metas Indicadores Histórico Metas Contratualizado , , ,2 60,45 63, , ,4 52, , ,4 66,36 62, , ,

53 h. Carga horária anual Enfermeiro Secretário clínico Nº utentes Nº Total horas Nº Total horas Atividade vacinas atendimentos 1º A (3x) º A (2x) A (1x) A1x) A(1x) a (1X) i. Serviços mínimos Atualização inadiável do PNV. 53

54 J. CUIDADOS DOMICILIÁRIOS a. Responsáveis pelo programa Dr.ª Ana Ribeiro, Enf.ª Emília Luz, Assistente Operacional Pedro Pereira. b. Introdução Com o aumento da esperança de vida, da prevalência de doenças crónicas incapacitantes e do número de indivíduos com doença terminal aumenta a importância da prestação de cuidados no domicílio. Neste âmbito a equipa propõe-se realizar, em colaboração com outros recursos de cuidados na comunidade, consultas para promoção de saúde ou prestação de cuidados médicos e de enfermagem aos utentes com perda de autonomia e que não possam deslocar-se à USF. Estes cuidados no domicílio podem ser da iniciativa dos utentes, dos seus cuidadores ou dos profissionais e são prestados em articulação médico-enfermeiro. c. População-alvo Utentes inscritos na Unidade: A equipa assegura este tipo de cuidados a utentes com perda de autonomia temporária ou permanente, com diversos tipos e graus de dependência, a utentes acamados e a utentes em situação de doença aguda cuja situação impossibilite ou contraindique a deslocação à Unidade. A avaliação médica e de enfermagem para referenciação à RNCCI é outro dos motivos para visita domiciliária. Efetuar-se-ão também visitas domiciliárias de promoção de saúde a puérperas e crianças de risco psicossocial e a crianças e jovens com PNV em atraso. 54

55 d. Objetivos Conhecer a situação habitacional e sociofamiliar dos utentes dependentes. Otimizar a utilização dos recursos de saúde e sociais da comunidade para apoio aos utentes dependentes e suas famílias. Garantir cuidados acessíveis e de qualidade a todos os utentes dependentes. Apoiar e capacitar os cuidadores. Referenciar adequada e atempadamente para a RNCCI. Avaliar e referenciar, quando adequado, puérperas e crianças de risco psicossocial. Atualizar o PNV de crianças e jovens. e. Atividades O QUÊ? QUEM? COMO? QUANDO? ONDE? DURAÇÃO UTILIZAÇÃO AVALIAÇÃO Consulta no domicílio Médicos, enfermeiros e secretários clínicos Marcação por iniciativa dos utentes, dos cuidadores, de instituições da comunidade, do médico ou do enfermeiro Todo o ano, preferencialmente no horário disponível para programação, mas, também, oportunisticamente Domicílio 60 minutos para médicos, 30 minutos para enfermeiros, 5 minutos para secretários clínicos Variável Pelo menos 1 consulta médica/semana Trimestral f. Indicadores de execução Indicador Descrição Taxa de consultas médicas no domicílio por inscritos Taxa de consultas de enfermagem no domicílio por inscritos 55

56 g. Metas Indicadores Histórico Metas Contratualizado ,1 15, ,5 105, h. Carga horária anual Tipo de atividade Nº consultas Carga horária Médicos Enfermeiros Secretários Clínicos Minutos Total horas Nº consultas Minutos Total horas Nº atendimentos Minutos Total horas Consulta domiciliária i. Serviços mínimos Cuidados em situação de doença aguda. Administração de terapêutica e realização de tratamentos de enfermagem inadiáveis e que careçam de continuidade. 56

57 V. PROGRAMA DE GARANTIA DE QUALIDADE a. Responsáveis do programa Dr.ª Ana Ribeiro, Enf.ª Cristina Dantas e Conselho Técnico constituído pela Dr.ª Maria João Martins e pela Enf.ª Maria José Vazão. b. Introdução O programa de garantia da qualidade visa contribuir para a melhoria contínua do desempenho das unidades funcionais, através da análise da sua atividade. Este programa abrange o Plano de Acompanhamento Interno, a avaliação do desempenho profissional, a avaliação da satisfação dos profissionais e dos utentes e a análise de sugestões, reclamações e elogios. O Plano de Acompanhamento Interno encontra-se no Anexo I deste Plano de Ação. O desempenho dos profissionais é avaliado de acordo com as determinações legais em vigor (SIADAP). A satisfação e o burnout dos profissionais são avaliados através de questionários aplicados anualmente. A avaliação da satisfação dos utentes é realizada através da aplicação de um questionário semestral e através da análise das reclamações, sugestões e elogios. A USF possui livro de reclamações e é, ainda possível ao utente deixar as suas sugestões na caixa da sala de espera ou no sítio da internet. Como o conteúdo das sugestões é muito variado, após a sua análise algumas não são consideradas sugestões propriamente ditas e passam a integrar o grupo das reclamações e ou o dos elogios. Da análise destas reclamações, sugestões e elogios resulta a deteção e correção de conformidades e a apresentação à equipa de propostas de melhorias a implementar. 57

58 c. População-alvo Toda a comunidade da unidade funcional, incluindo profissionais, utentes e parceiros. d. Objetivos Garantir a qualidade dos cuidados prestados. Assegurar um ambiente de trabalho saudável e estimulante para os profissionais. e. Atividades e estratégias A equipa propõe-se, nomeadamente: Continuar a elaboração, discussão e aperfeiçoamento dos Manuais de Procedimentos Organizativos e de Boas Práticas Clínicas; Desenvolver a implementação do Plano de Acompanhamento Interno; Estimular a atualização científica dos profissionais, nomeadamente pela seleção criteriosa dos conteúdos de formação interna; Promover auditoria internas regulares ao cumprimento dos procedimentos; Detetar e corrigir não conformidades; Investir na melhoria da comunicação oral e escrita aos utentes; Assumir, em intersubstituição, cada utente como se pertencesse à lista respetiva do profissional; Ouvir os profissionais e procurar responder às suas necessidades individuais, sem prejuízo dos interesses do grupo. Utilizar as sugestões e reclamações dos utentes para otimizar os cuidados prestados; Usar sistematicamente o consentimento informado para procedimentos invasivos; Analisar trimestralmente e partilhar com a equipa as reclamações, sugestões e elogios com vista à implementação de melhorias. 58

59 f. Indicadores de execução Indicador AVALIAÇÃO SIADAP SATISFAÇÃO DE UTENTES RECLAMAÇÕES ELOGIOS SATISFAÇÃO DE PROFISSIONAIS BURNOUT Descrição Proporção de profissionais com a classificação de, pelo menos, suficiente no SIADAP Proporção de utilizadores satisfeitos ou muito satisfeitos N.º de reclamações por ano N.º de elogios por ano Proporção de profissionais satisfeitos ou muito satisfeitos com o trabalho na equipa Número de profissionais em risco alto ou moderado de despersonalização g. Metas Indicadores Histórico Metas Contratualizado AVALIAÇÃO SIADAP SATISFAÇÃO DE UTENTES 98,4/100 98,3/98, ,2 98,4 - RECLAMAÇÕES ELOGIOS SATISFAÇÃO DE PROFISSIONAIS 2/3-2/3 2/3 3/3 - BURNOUT

60 VI. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL E FORMAÇÃO CONTÍNUA a. Responsáveis do programa Conselho Técnico constituído pela Dr.ª Maria João Martins e pela Enf.ª Maria José Vazão. b. Introdução Tudo muda vertiginosamente: as regras, as normas e orientações clínicas, as condições sociais e económicas, a força conhecida da evidência e a evidência que suporta os procedimentos preventivos e curativos praticados e, por isso, é essencial investir no desenvolvimento dos profissionais e na sua formação contínua. O Plano Integrado de Formação constitui o Anexo II deste Plano de Ação. Dele constam as necessidades formativas apresentadas pelos diferentes grupos profissionais no questionário anual e, posteriormente, selecionadas pelo Conselho Técnico. Em resumo, os secretários clínicos apresentaram necessidades formativas em PowerPoint, Excel e gestão de conflitos, os enfermeiros em gestão de conflitos, Excel e monitorização de indicadores através do MIM@uf e os médicos em Planeamento Familiar, feridas, PowerPoint, Excel e monitorização de indicadores através do MIM@uf. A equipa reúne-se semanalmente para discussão de assuntos diversos do serviço e, nomeadamente incidentes críticos. Ainda, semanalmente, estão previstos 40 minutos para formação interna destinada a todos os grupos profissionais. Trimestralmente a equipa reúne-se para discussão dos indicadores de execução e desenvolvimento de estratégias de melhoria. A USF é, também, lugar de formação pré e pós graduada em Medicina e Enfermagem. Acolhe estágios de estudantes de enfermagem do 3.º e 4.º anos da licenciatura e da especialização, de alunos do 5.º e do 6.º anos da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, de Internos do Ano Comum e de Internos do Internato Complementar de Medicina Geral e Familiar e de Pediatria. 60

61 Finalmente, a USF terminou o projeto de investigação sobre referenciação a Pediatria e a Ginecologia com a criação de novos protocolos de articulação com o Hospital de São Francisco Xavier e planeia apoiar e desenvolver um projeto sobre cuidados de saúde a diabéticos e pretende dar continuidade ao estudo de qualidade sobre o atendimento do secretariado clínico realizado há 2 anos. c. População-alvo Todo os profissionais da equipa. d. Objetivos Melhorar o conhecimento científico e a qualidade técnica dos profissionais da equipa. Assegurar um ambiente de trabalho estimulante para os profissionais. Melhorar a qualidade dos cuidados prestados aos utentes. e. Atividades e estratégias A equipa irá desenvolver diversas atividades neste âmbito, nomeadamente: Revisão sistemática; Relatos de caso; Avaliação da qualidade; Trabalhos de investigação; Journal Club; Normas de Orientação Clínica; Partilha de formações externas. 61

62 f. Indicadores de execução Indicador Descrição APRESENTAÇÕES CLÍNICAS Número de apresentações de caráter clínico por ano FORMAÇÕES EXTERNAS Proporção de formações externas partilhadas com a equipa N.º DE INTERNOS DE MGF Número de internos de MGF por ano Nº DE INTERNOS DE PEDIATRIA Número de internos de pediatria por ano Nº DE IAC Número de IAC por ano N.º DE ALUNOS DE MEDICINA Número de alunos de medicina por ano N.º DE ALUNOS ENFERMAGEM Número de alunos de enfermagem por ano N.º TRABALHOS Número trabalhos de investigação por ano INVESTIGAÇÃO g. Metas Indicadores Histórico Metas Contratualizado APRESENTAÇÕES CLÍNICAS FORMAÇÕES EXTERNAS N.º DE INTERNOS DE MGF Nº DE INTERNOS DE PEDIATRIA Nº DE IAC N.º DE ALUNOS DE MEDICINA N.º DE ALUNOS DE ENFERMAGEM N.º DE TRABALHOS DE INVESTIGAÇÃO

63 ANEXO I: PLANO DE ACOMPANHAMENTO INTERNO PLANO DE ACOMPANHAMENTO INTERNO USF CONDE DE OEIRAS JUNHO

64 RESPONSÁVEIS Conselho Técnico: Maria João Martins, Maria José Vazão Colaboração: Ana Carvalho/Sara Nabais, Ana Lorena/Andreia Castro Ana Ribeiro/Ana Viegas TEMA Insulinoterapia na diabetes mellitus tipo 2 (DM2). FUNDAMENTAÇÃO Em 2012, a prevalência da DM2 diagnosticada na população portuguesa dos 20 aos 79 anos era de 7,3%. Nas Unidades de Saúde Familiares (USF) este valor era de 6,5% e havia 24,4 % de diabéticos com HbA1c registadas com valores superiores a 8% 1. A hiperglicemia crónica que caracteriza a DM2 é um dos fatores responsáveis pelo desenvolvimento de complicações micro e macrovasculares, pela redução da esperança e qualidade de vida e por um aumento dos custos em saúde 2. A insulina deve ser considerada no tratamento: - Dos doentes recém-diagnosticados marcadamente sintomáticos e/ou com glicemias elevadas ( mg/dl) ou HbA1c (10-12%); - Dos doentes em que a terapêutica não farmacológica associada aos antidiabéticos orais (ADO) não foi suficiente para uma adequada compensação metabólica 2. No tratamento farmacológico da DM2, a insulina comparativamente aos restantes fármacos hipoglicemiantes, é o fármaco mais potente 2. 1 Diabetes Factos e Números Relatório Anual do Observatório Nacional da Diabetes. 2 Direção-Geral da Saúde: Norma nº 025/2011 de 29/09/2011 atualizada a 27/01/

65 Recomenda-se que a insulina deva ser obrigatoriamente considerada após terapêutica tripla com ADO. Nos casos de terapêutica dupla ou até de monoterapia com ADO, a insulina deverá ser considerada de acordo com a situação clínica 2. Os doentes com uma HbA1c basal elevada ( 9,0%) têm uma reduzida probabilidade de atingirem o objetivo terapêutico em monoterapia, pelo que pode justificar-se principiar a terapêutica com uma combinação de 2 ADO ou com insulina 3. Apesar da administração de insulina ter o potencial de alcançar as reduções mais significativas no controlo glicémico, o início de insulinoterapia requer mais recursos, mais tempo e mais esforço dos cuidadores e dos doentes do que o tratamento com ADO. Por outro lado, vários estudos demonstraram que os médicos iniciam insulina em menos de metade dos doentes com controlo glicémico desadequado com ADO, um fenómeno designado inércia clínica 4. A SITUAÇÃO NA USF CONDE DE OEIRAS A USF Conde de Oeiras tinha, em 2013, uma prevalência de DM2 diagnosticada de 6,5% 5. Entre os diabéticos 76 tinham HbA1c 9%, mas apenas 21 estavam insulinotratados 6. Desta avaliação, emergiu a necessidade de implementação e avaliação da eficácia de medidas corretivas neste âmbito, pelo que nos propomos à realização do presente Plano de Acompanhamento Interno. A recente mudança na constituição do Conselho Técnico e a necessidade de atender à elaboração do Relatório de Atividades e do Plano de Ação e à atualização do Regulamento Interno, levaram a um atraso na redação do presente documento, pelo que a sua operacionalização se estenderá ao próximo ano. 3 Direção-Geral da Saúde: Norma nº 052/2011 de 27/12/2011 atualizada a 10/12/ USF Conde de Oeiras Relatório de Atividades MIM@UF dezembro

66 OBJETIVOS GERAIS Otimizar o tratamento dos utentes com DM Objetivos Gerais Obter ganhos em saúde ao contribuir para a diminuição das complicações micro e macrovasculares da DM Estimular o trabalho em equipa Objetivos Específicos [2014] Objectivos Específicos [2014] Identificar os diabéticos insulinotratados Identificar os diabéticos com mau controlo glicémico * Identificar os diabéticos que potencialmente beneficiariam da introdução de insulinoterapia Atualizar os conceitos teóricos de enfermeiros e médicos Melhorar os conhecimentos práticos de enfermeiros e médicos *Na metodologia é definido o conceito aqui designado como mau controlo glicémico. Objetivos Específicos [2015] Identificar os diabéticos a quem foi introduzida de novo insulinoterapia. Identificar os diabéticos com mau controlo glicémico Capacitar os utentes em insulinoterapia 66

67 METODOLOGIA População-alvo Utentes da USF Conde Oeiras com o diagnóstico de DM2, de ambos os sexos, com idades entre os 20 e os 79 anos, não grávidas. Tempo de estudo De Junho de 2014 a Dezembro de Operacionalização em Ação Destinatário Identificar os utentes com idades entre os 20 e os 79 anos inclusive, não grávidas, com o diagnóstico de DM2. Enfermeiros Método Através de listagens do MIM@UF de Junho de Prazo Em Junho de Ação Destinatário Método Identificar os utentes com o diagnóstico de DM2 insulinotratados Médicos Através de listagens do MIM@UF de Junho de 2014 e/ou consulta dos registos clínicos realizados até 30 de Junho de 2014 Prazo De Julho a Setembro de

68 3. Ação Destinatário Método Identificar os utentes com o diagnóstico de DM2 com mau controlo glicémico, isto é, com HbA1c 9%. Médicos Através de listagens do MIM@UF de Junho de 2014 e/ou consulta dos registos clínicos realizados até 30 de Junho de Considerar a Hb1ac mais recente. Prazo De Julho a Setembro de Ação Destinatário Método Identificar os utentes com o diagnóstico de DM2 com HbA1c 9% e sem elevado risco de hipoglicemia, nomeadamente utentes alcoólicos, com diminuição significativa das funções cognitivas ou incapazes de fazerem autovigilância da glicemia. Médicos Através de consulta dos registos clínicos realizados até 30 de Junho de 2014 Prazo De Julho a Setembro de Ação Destinatário Receber formação específica em insulinoterapia Enfermeiros e médicos Método 1. Através de 4 sessões teóricas e de resolução de casos clínicos, ministradas por formadores internos e/ou externos 2. Através de 2 sessões de treino prático de utilização dos dispositivos de insulinoterapia (canetas, agulhas) e de autovigilância (aparelhos, lancetas e tiras-teste) Prazo De Outubro a Novembro de

69 6. Ação Destinatário Método Receber aconselhamento na introdução de insulinoterapia Enfermeiros e Médicos Realização de discussão em grupo de qualquer caso clínico para início de insulinoterapia, se solicitado Prazo De Outubro a Novembro de Ação Destinatário Método Avaliar a formação específica em insulinoterapia Enfermeiros e Médicos Através da aplicação de questionários prévios às 6 sessões de formação e de questionário aplicado 1 mês após o fim da formação Prazo De Outubro a Dezembro de 2014 Operacionalização em Ação Destinatário Método Identificar os utentes com o diagnóstico de DM2 insulinotratados de novo Médicos Através de listagens do MIM@UF de Junho de 2015 e/ou consulta dos registos clínicos realizados até 30 de Junho de 2015 Prazo De Julho a Setembro de

70 2. Acção Destinatário Método Identificar os utentes com o diagnóstico de DM2 com mau controlo glicémico, isto é, com HbA1c 9%. Médicos Através de listagens do MIM@UF de Junho de 2015 e/ou consulta dos registos clínicos realizados até 30 de Junho de 2015 Prazo De Julho a Setembro Ação Destinatário Capacitar os utentes em insulinoterapia. Secretários clínicos, enfermeiros e médicos Método 1. Convocatória telefónica para 3 sessões de grupo a todos os utentes com DM2 insulinotratados ou aos seus cuidadores 2. Treino de 2 diabéticos como formadores para as sessões de grupo/partilha 3. Dinamização de 3 sessões de grupo/partilha sobre insulinoterapia com os utentes que responderem à convocatória Prazo De Outubro a Dezembro de Ação Destinatário Método Avaliar a eficácia do Plano de Acompanhamento Interno. Enfermeiros e Médicos Através da identificação dos utentes com o diagnóstico de DM2 com mau controlo glicémico nas listagens do MIM@UF de Dezembro de 2015 e/ou consulta dos registos clínicos realizados até 31 de Dezembro de Prazo Em Dezembro de

71 RESULTADOS Os resultados constarão dos Relatórios de Atividades de 2014 e

72 ANEXO II: PLANO INTEGRADO DE FORMAÇÃO 2015 Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo Agrupamento de Centros de Saúde de Lisboa Ocidental e Oeiras PLANO INTEGRADO DE FORMAÇÃO 2015 Unidade de Saúde Familiar Conde de Oeiras Oeiras, 12 de janeiro de

73 INTRODUÇÃO O Conselho Técnico é responsável pela elaboração deste Plano Integrado de Formação e deverá zelar pelo seu cumprimento. Parece-nos insuficiente a estratégia formativa que a equipa tem adotado, reconhecendo que, em parte, isso se deve a circunstâncias organizativas adversas que marcaram os últimos dois anos, nomeadamente ao nível da estabilidade dos grupos profissionais. Outra questão importante, neste âmbito, é o número crescente de formandos na USF, nomeadamente internos de Medicina Geral e Familiar, e a necessidade de atender às suas necessidades formativas. NECESSIDADES FORMATIVAS Em novembro de 2014 foi entregue aos profissionais o questionário anual sobre necessidades formativas. Das respostas conclui-se que: 4 Secretários clínicos apresentaram necessidades formativas coincidindo nas escolhas de apresentações em PowerPoint, trabalho em Excel e gestão de conflitos. 6 Enfermeiros apresentaram necessidades formativas, sendo as mais apontadas a gestão de conflitos, o trabalho em Excel e a monitorização de indicadores através do MIM@uf. 5 Médicos apresentaram necessidades formativas com dispersão pelos temas de Planeamento Familiar, feridas, apresentações em PowerPoint, trabalhos em Excel e monitorização de indicadores através do MIM@uf. Iremos dar prioridade à formação nestas áreas. Para que o Plano de Formação possa ser, realmente, útil, é necessária a participação de todos os profissionais no questionário anual de levantamento das necessidades formativas e maior especificidade nos temas apontados. 73

74 FORMAÇÃO INTERNA Propomo-nos aumentar o tempo para formação interna, distribuindo-o por dois momentos semanais: 10 Minutos para partilha e discussão de formação externa, incidentes críticos, conflitos, questões éticas ou formas de atuação, quinzenalmente, das 13:00 às 13:10, na reunião semanal de quarta-feira, em alternância com; 10 Minutos para uma apresentação do tipo Journal Club, quinzenalmente, das 13:00 às 13:10, na reunião semanal de quarta-feira; 30 minutos, à sexta-feira das 15:00 às 15:30, para apresentação e discussão de NOC da DGS, revisões de tema, casos clínicos ou projetos e trabalhos de investigação. O Conselho Técnico assegurará formação interna em Excel e monitorização de indicadores através do MIM@uf. Aguardamos, ainda, para todos os grupos profissionais, formação em suporte básico de vida e em controlo de infeção, da iniciativa do ACES ou, em alternativa, por patrocínio externo. PARTILHA DE FORMAÇÕES EXTERNAS Como consta do Regulamento Interno da USF, os profissionais que beneficiarem de formações externas deverão partilhar o essencial dessas aprendizagens com o resto da equipa, preferencialmente na quarta-feira disponível mais próxima. Será dada prioridade à formação externa nas áreas apontadas como prioritárias pelos profissionais. TRABALHOS DE INVESTIGAÇÃO E/OU DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE A equipa deverá manter a apresentação de um projeto de investigação e/ou a realização de um trabalho de investigação e/ou de avaliação da qualidade por ano. 74

75 CARGA HORÁRIA A carga horária semanal para formação interna para todos os profissionais será de 40 minutos semanais. A carga horária para formação externa será a solicitada pelos profissionais, respeitando os limites legais, a equidade dentro da equipa e a garantia de continuidade de prestação de cuidados. 75

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