Programa Nacional de Eliminação do Sarampo
|
|
|
- Danilo Castilhos Neves
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Direção-Geral da Saúde Programa Nacional de Eliminação do Sarampo Agosto
2 2
3 1. Sarampo: situação epidemiológica atual O sarampo é uma das infeções virais mais contagiosas, transmitindo-se pessoa-a-pessoa, por via aérea, através de gotículas ou aerossóis. Habitualmente a doença é benigna mas, em alguns casos, pode ser grave ou mesmo fatal. As pessoas não vacinadas e que nunca tiveram sarampo têm uma elevada probabilidade de contrair a doença se forem expostas ao vírus. O sarampo é uma doença com possibilidade de eliminação dada a sua transmissão exclusivamente inter-humana e a existência de uma vacina eficaz e segura. O continente americano eliminou o sarampo em O sarampo é endémico em vários países asiáticos e africanos, nomeadamente em países que possuem relações estreitas com Portugal, como Angola. Na Europa, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1998, definiu o ano de 2007 como meta para a eliminação do sarampo. Em 2005 esta meta foi alterada para o ano de 2010 e foi emitido o Programa Europeu de Eliminação do Sarampo e Rubéola e Prevenção da Rubéola Congénita. Apesar das estratégias implementadas pela Região Europeia da OMS, a situação epidemiológica do sarampo agravou-se nos últimos anos, ocorrendo surtos na maioria dos 29 países europeus sob vigilância, que somaram, em 2011, mais de casos 1, incluindo oito mortes e 27 casos de encefalite, notificados ao Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) 2 (Figura 1). A grande maioria dos casos ocorreu em pessoas não vacinadas. Figura 1 Distribuição de casos de sarampo nos países da União Europeia, Islândia, Lichtenstein e Noruega, de julho 2011 a junho2012, registados no Sistema Europeu de Vigilância (TESSy) do ECDC e cobertura vacinal para duas doses da vacina contra o sarampo em 2010, reportada à OMS pelos mesmos países. 1 ECDC. European Monthly Measles Monitoring, Issue 11: May ECDC. European Monthly Measles Monitoring, Issue 8: Feb 2012 ( 3
4 Em 2010, uma nova estratégia foi aprovada pelos países membros da Região Europeia da OMS, impondo-se uma nova meta: a eliminação do sarampo e da rubéola até A atual situação epidemiológica do sarampo na Europa aumenta a probabilidade de importação de casos de doença e de, a partir desses casos, poderem surgir surtos em Portugal, à semelhança do que aconteceu nos últimos anos (em 2005, 2009, 2010 e Tabela I). Tabela I Casos notificados de sarampo em Portugal, anos de 2004 a 2012 Anos Total de Casos Casos Observações (possíveis+prováveis+confirmados) confirmados Surto de 6 casos: 1 importado da Roménia + 5 secundários (em comunidade migrante) caso isolado importado do Reino Unido Surto de 2 casos: 1 importado da Etiópia + 1 secundário - 1 caso isolado importado de França Surto de 4 casos: 1 importado da África do Sul + 3 secundários (em profissionais de saúde) - 1 caso isolado importado do Reino Unido caso isolado importado de França - 1 caso isolado importado de Angola 2012* Surto de 4 casos: 1 importado da China + 2 secundários + 1 terciário (inclui 1 caso provável) - 1 caso isolado importado do Reino Unido * Dados preliminares para o ano de 2012 (em /08/2012) O reforço da vigilância laboratorial permitiu confirmar (Tabela I): - a ausência de circulação endémica do vírus do sarampo em Portugal, pelo menos, desde o ano de 2004; - uma incidência <1 caso/milhão de habitantes/ano; - a ocorrência de pequenos surtos (<10 casos por surto). 4
5 Nº casos Programa Nacional de Eliminação do Sarampo O controlo do sarampo em Portugal De 1973 a 1977 decorreu a primeira campanha de vacinação contra o sarampo. Em 1974 a vacina foi incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). Em 1987 a vacina passou a ser administrada, aos 15 meses de idade, na forma combinada (sarampo, parotidite epidémica e rubéola - VASPR). Inicialmente, as coberturas vacinais não foram suficientes para impedir a epidemia de , com cerca de casos (figura 2) e 30 mortos notificados. Em 1990 foi introduzida no PNV uma segunda dose da vacina VASPR aos anos de idade, no sentido de ultrapassar as falências vacinais primárias (cerca de 5% dos vacinados), atingindo-se boas coberturas vacinais a nível nacional. No entanto, assimetrias nas coberturas vacinais permitiram a acumulação de suscetíveis e a ocorrência da epidemia de 1993/1994, com cerca de casos (figura 2) Introdução da vacina no PNV Figura 2. Casos declarados de sarampo em Portugal, Ano Fonte: DGS, Doenças de Declaração Obrigatória Em 1998, para evitar um novo surto (estimativa por modelação matemática) foi implementada uma estratégia complementar de vacinação, que decorreu em , com repescagem/vacinação de cerca de suscetíveis. Em 2000 (PNV 2000) a segunda dose da vacina foi antecipada para os 5-6 anos de idade. Todas estas medidas têm tido como resultado o controlo sustentado do sarampo em Portugal (figura 2), decorrente de coberturas vacinais na ordem dos 95% a nível nacional para a primeira dose da vacina VASPR, pelo menos desde As coberturas vacinais com 1 e 2 doses da vacina VASPR, a nível nacional, são de cerca de 95%, pelo menos, desde No entanto, este valor não é uniforme, verificando-se assimetrias regionais e locais, que aumentam o risco de existência de bolsas de população suscetível, mesmo em áreas geográficas com cobertura vacinal elevada. A ação das estruturas locais de saúde com intervenção junto das comunidades é fundamental para a correção dessas assimetrias, como forma de prevenir a disseminação da doença a partir de casos importados. Em 2008 e 2011, face à situação europeia, reativaram-se as medidas complementares de vacinação e reforçou-se a vigilância epidemiológica do sarampo. 5
6 O PNV determina a antecipação da primeira dose da vacina contra o sarampo, a parotidite epidémica e a rubéola (VASPR) dos 15 meses para os 12 meses de idade. Com esta alteração obtém-se imunidade individual e de grupo mais precocemente. Em consequência desta alteração têm surgido dúvidas sobre a administração da vacina VASPR a crianças sem prévia exposição alimentar ao ovo, que determinaram a emissão de uma Orientação da DGS 4 (Anexo I), com o objetivo de evitar adiamentos e oportunidades perdidas de vacinação. 3 Norma da Direção-Geral da Saúde nº 040/2011, atualização de 26/01/2012 (disponível em 4 Orientação nº6/2012 de (disponível em 6
7 II. Objetivos e estratégias 1. Objetivos Objetivos gerais Manter a ausência de circulação do vírus do sarampo em Portugal Obter o estatuto nacional de eliminação do sarampo segundo os critérios da OMS Objetivos específicos Aumentar as coberturas vacinais com a vacina VASPR aos níveis regional e local, onde aplicável Aumentar a cobertura vacinal com a vacina VASPR nos profissionais de saúde Proteger os viajantes para países endémicos ou com surtos Melhorar a deteção, notificação e investigação de casos clínicos de sarampo Melhorar a resposta a casos de sarampo Divulgar/comunicar o Programa 2. Estratégias As estratégias principais para consolidar a eliminação do sarampo em Portugal são: 1. Vacinação 2. Vigilância clínica, laboratorial e epidemiológica 3. Gestão de casos e de surtos 4. Comunicação Vacinação de rotina com a VASPR no âmbito do PNV. Vacinação em circunstâncias especiais (profissionais de saúde, viajantes, adultos) Atividades adicionais de vacinação Qualquer caso possível ou provável de sarampo implica investigação laboratorial e alerta imediato para a Autoridade de Saúde Regional A Autoridade de Saúde Regional coordena: - investigação epidemiológica, imediata, dos casos - informação, caso a caso, à DGS - resumos mensais dos casos investigados, a enviar à DGS Isolamento de casos e identificação de contactos Vacinação pósexposição dos contactos suscetíveis Seguimento dos contactos Eventuais atividades adicionais de vacinação Ações de formação/divulgação do Programa, adequadas aos vários públicos-alvo 7
8 3. Operacionalização 3.1. Estrutura organizacional: prevenção, vigilância e resposta A operacionalização do Programa implica uma cadeia de atuação desde o nível das unidades locais do sistema de saúde (cuidados de saúde primários e hospitais) até à Direção Geral da Saúde. O Programa é coordenado, ao nível nacional, pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), ao nível regional, pelos departamentos de saúde pública das Administrações Regionais de Saúde (ARS) e Direções Regionais de Saúde (DRS) dos Açores e da Madeira e ao nível local pelas unidades de saúde pública/delegados de saúde. O Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) é o laboratório nacional de referência para o sarampo, responsável pela vigilância laboratorial do sarampo e parceiro da DGS na monitorização e avaliação do Programa Plano de Comunicação O Plano de Comunicação do Programa Nacional de Eliminação do Sarampo tem como objetivos: - Melhorar a divulgação das recomendações da DGS constantes do Programa, para vários públicos-alvo; - Melhorar a aceitação e compreensão das medidas preconizadas no Programa pelos vários públicos-alvo, nomeadamente, profissionais de saúde, público, comunicação social, outros parceiros Profissionais de Saúde - Divulgação, na página da DGS, do Programa Nacional de Eliminação do Sarampo (Norma); - Formação descentralizada dos profissionais que operacionalizam o Programa aos níveis regional e local; - Divulgação oportunista do Programa em congressos e ações de formação das especialidades afins; - Envio para os parceiros (ARS, Responsáveis Regionais pela Vacinação, outros), de informações sobre surtos ou eventos internacionais que impliquem um risco aumentado. - Publicação regular, na página da DGS, do Boletim Vacinação onde se incluem temas relacionados com o Programa de Eliminação do Sarampo; - Publicação oportunista de artigos científicos sobre vacinação, vigilância ou gestão de casos e surtos. - Divulgação nas consultas do viajante e de vacinação internacional Outros profissionais 8
9 - Envio, para outros parceiros, de informação sobre o Programa, e sobre surtos ou eventos internacionais que impliquem um risco aumentado Público - Divulgação de informação sobre o sarampo em centros de saúde, hospitais e farmácias; - Divulgação de informação sobre riscos inerentes a viagens e eventos internacionais à Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), às consultas de saúde do viajante, aos centros de vacinação internacional, centros de saúde, hospitais e farmácias; - Divulgação, na página da DGS, de comunicados e informações aos viajantes sobre a doença, a vacinação e surtos ou eventos internacionais que impliquem um risco aumentado Comunicação social - Divulgação dos comunicados sobre surtos ou eventos internacionais que impliquem um risco aumentado para os editores das agências noticiosas e outros meios de comunicação social; - Participação oportunista em entrevistas televisivas ou radiofónicas nacionais. 9
10 III. Sarampo: conceitos e definições 1. Conceitos epidemiológicos Transmissão Período de incubação Período de contágio Pessoa-a-pessoa (gotículas) Via aérea (aerossóis) Contacto direto com secreções nasais ou faríngeas de pessoas infestadas Cerca de 10 dias (7-18 dias) A doença inicia-se, normalmente, com febre (sinal prodrómico) O exantema surge 3 a 7 dias após início da febre 4 dias antes até 4 dias após o início do exantema O período de contágio pode ser mais prolongado nos doentes imunodeprimidos 2. Definição de caso 5 Tabela II Definição de caso de sarampo Critérios Definição de caso Clínicos Laboratoriais 6 Epidemiológicos Caso possível preenche os critérios clínicos Febre ( 38ºC) e exantema máculopapular e, pelo menos, um dos 3 critérios seguintes: - Tosse - Rinite - Conjuntivite Pelo menos um dos 4 critérios seguintes: - Isolamento do vírus num produto biológico - Deteção do ácido nucleico do vírus num produto biológico - Deteção, no soro ou na saliva, de anticorpos IgM específicos, característicos da infeção aguda - Deteção de seroconversão num par de soros (agudo e convalescente) Ligação epidemiológica (link) a um caso confirmado Caso provável preenche os critérios clínicos e epidemiológicos Caso confirmado preenche os critérios clínicos e laboratoriais 5 Com base na Decisão da Comissão Europeia nº 2008/426/CE de 28/04/2008 (Jornal Oficial da União Europeia, série L, nº 159 de 18/06/2008) 6 Exames laboratoriais a realizar, obrigatoriamente, no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) mesmo que já haja resultados de outro laboratório 10
11 IV. Vacinação O objetivo da vacinação é diminuir o número de indivíduos suscetíveis ao sarampo na população em geral e evitar/reduzir bolsas de população suscetível de modo a impedir a circulação do vírus. No âmbito deste Programa a vacina VASPR (ficha-resumo no Anexo II) é gratuita e não necessita de prescrição médica. 1. Crianças, adolescentes e adultos Cumprindo o disposto no PNV 2012, é necessário reforçar a vacinação de crianças, adolescentes e adultos (tabela III) e desenvolver atividades adicionais de vacinação em agregados populacionais (tabela IV). Tabela III Vacinação de acordo com a idade <18 anos (PNV) População alvo / idade Vacinação contra o sarampo (número de doses) 2 doses, aos 12 meses e 5-6 anos (PNV 2012 esquema recomendado) (convocar ativamente para vacinação todas as crianças e jovens com o esquema em atraso esquemas de recurso do PNV 2012) 18 anos nascidos 1970 nascidos < dose 1 (aproveitar todas as oportunidades de vacinação) 0 doses 1. Se não tiver história credível de sarampo Tabela IV Atividades adicionais de vacinação Bolsas de população suscetível (Todas as idades) Instituições coletivas (nascidos 1970) 1. Identificar agregados populacionais ou unidades funcionais dos ACES 7 com coberturas vacinais <95% (famílias, comunidades, grupos de minorias religiosas, filosóficas ou étnicas, bairros de imigrantes, instituições de refugiados ou outros) 2. Vacinar de acordo com o estado vacinal e a idade (tabela III) A 2ª dose de VASPR pode ser antecipada, respeitando um intervalo mínimo de 4 semanas entre as doses Vacinar de acordo com o estado vacinal e a idade, incluindo os profissionais: População escolarizada (desde o ensino pré-escolar ao universitário) População residente em aglomerados institucionais (ex: IPSS, quartéis de forças militares e militarizadas, prisões) 7 ACES - Agrupamento de Centros de Saúde 11
12 2. Profissionais de saúde O sarampo encontra-se eliminado em Portugal, pelo menos desde 2004, e já desde 1997 que só se verificavam casos esporádicos, o que pode justificar o atraso no diagnóstico de casos importados, facilitando a exposição dos profissionais de saúde ao vírus e a eventual disseminação da doença. O objetivo da vacinação é garantir a proteção adequada dos profissionais de saúde, atendendo ao risco acrescido de contactarem com casos importados de sarampo. De acordo com o PNV 2012, todos os profissionais de saúde sem história credível de sarampo devem estar vacinados com 2 doses de vacina contra o sarampo (Tabela V). Tabela V Vacinação de profissionais de saúde contra o sarampo (VASPR) em função do estado vacinal 0 doses 1 dose Estado vacinal (VAS ou VASPR) Vacinação de profissionais de saúde contra o sarampo (nº doses de VASPR a administrar) 2 doses a (intervalo mínimo de quatro semanas entre as doses) 1 dose a (intervalo mínimo de 4 semanas em relação à dose anterior) 2 doses 0 doses a Se não tiver história credível de sarampo A orientação para situações de pós-exposição é apresentada no capítulo VI. 3. Viajantes O objetivo destas recomendações é garantir a proteção adequada dos cidadãos que se vão deslocar a países ou regiões onde ocorrem surtos de sarampo 8 e, através desta proteção, minimizar a possibilidade de ocorrência de casos importados. Assim: a) Deve ser verificado e atualizado o esquema vacinal dos viajantes de acordo com PNV e de outras vacinas requeridas em função da zona geográfica de destino; b) Em relação à vacinação contra o sarampo (VASPR) nos viajantes para a Europa, Ásia ou África, devem cumprir-se as recomendações da tabela VI. 8 Infomação atualizada em:
13 Tabela VI - Vacinação contra o sarampo (VASPR) de viajantes para a Europa, África ou Ásia, de acordo com a idade Idade / ano de nascimento Vacinação de viajantes contra o sarampo (número recomendado de doses) 6 meses e <12 meses 12 meses e <18 anos (PNV) 1 dose (considerada dose zero, devendo ser administrada a VASPR 1 aos 12 meses de idade, respeitando o intervalo mínimo de 4 semanas entre as doses) 2 doses (antecipar a VASPR 2, se necessário e possível, respeitando o intervalo mínimo de 4 semanas entre as doses) 18 anos Se não vacinado: 1 dose a Se vacinado com 1 dose há mais de 4 semanas: 2ª dose a Se não tiver história credível de sarampo 13
14 V. Vigilância clínica, laboratorial e epidemiológica 1. Objetivos Para uma adequada avaliação do risco e controlo eficaz da transmissão do sarampo (capítulo VI) é fundamental que as atividades de vigilância sejam precoces, rápidas e efetivas, nomeadamente: - a identificação e comunicação de caso(s); - a investigação epidemiológica de casos: Identificação da fonte da infeção Identificação dos contactos do(s) caso(s) em período de contágio Identificação de casos secundários Por ser uma doença alvo de um programa de eliminação a confirmação laboratorial dos casos é fundamental, assim como a caracterização genotípica da estirpe que permite identificar a origem do vírus, pelo que é determinante conseguir-se o isolamento viral. 2. Identificação e comunicação de caso(s) de sarampo O fluxograma que esquematiza a vigilância do sarampo consta do anexo III Confirmação de caso O médico que diagnostique um ou mais casos possíveis ou prováveis de sarampo deve providenciar, imediatamente, a sua confirmação laboratorial no laboratório de referência para o sarampo (INSA-Lisboa). Neste âmbito, os exames laboratoriais são gratuitos para o requerente. Qualquer caso possível ou provável de sarampo é obrigatoriamente investigado no INSA 9, pelas seguintes técnicas: - serologia e - PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) e - isolamento viral e caracterização genotípica da estirpe Instruções e formulário: - Anexo IV-A (Instruções para colheita e envio dos produtos biológicos) - Anexo IV-B (Formulário para requisição de exames laboratoriais) 9 Mesmo que já haja resultados de outro laboratório. 14
15 2.2. Alerta e notificação O médico 10 que diagnostique um caso possível ou provável de sarampo deve, de imediato: - alertar e fornecer informação (Anexo V) ao Delegado de Saúde Regional (DSR) da sua área (contactos dos DSR no anexo VI) a - identificar e registar todos os profissionais e utentes que contactaram com o caso (formulário no Anexo VII em elaboração) - preencher a declaração obrigatória de doenças transmissíveis (DDO, Modelo nº1536 da INCM) a Na impossibilidade de contactar o DSR, deve ligar para a Linha Saúde 24 (número de telefone: ) que facilitará essa comunicação Qualquer profissional de saúde não médico que tome conhecimento de uma situação suspeita de sarampo, deve, de imediato: - alertar um médico que valide o caso (ver ponto anterior) ou - comunicar a situação à Linha Saúde 24 (número de telefone: ), que fará a triagem e, se pertinente, alerta o DSR da área onde se encontra o doente O Delegado de Saúde Regional (DSR) que receber um alerta de sarampo deve, de imediato: - informar o Delegado de Saúde do ACES, que promove a realização urgente da investigação epidemiológica (Anexo VII em elaboração) - informar a Direção-Geral da Saúde (DGS) - Unidade de Apoio à Autoridade de Saúde Nacional e à Gestão de Emergências em Saúde Pública (UESP) (Tel.: Fax: [email protected]) O Delegado de Saúde Regional (DSR) deve enviar à DGS/Divisão de Epidemiologia e Estatística (Tel.: ; Fax: ; [email protected]), os seguintes dados: - até às 72 horas (3 dias) após receber um alerta, os dados sobre a investigação epidemiológica e medidas planeadas e implementadas - até ao dia 23 do mês seguinte, resumos mensais do número de casos possíveis, prováveis, confirmados e excluídos (Anexo VIII) 10 Incluindo Delegados de Saúde que tenham conhecimento de casos. 15
16 3. Investigação epidemiológica A investigação epidemiológica baseia-se na informação do inquérito epidemiológico (Anexo VII em elaboração) efetuado pelo Delegado de Saúde, em colaboração com o médico que fez o diagnóstico. O Delegado de Saúde do ACES que receber informação de um caso de sarampo, possível, provável ou confirmado deve, de imediato: - realizar a investigação epidemiológica detalhada (Anexo VII em elaboração), com prioridade para a identificação dos contactos 11 do caso, comunicando, para tal, com o médico/serviço que fez o diagnóstico - vacinar os contactos, se necessário (capítulo VI) - identificar casos secundários - iniciar o seguimento/auto-vigilância dos contactos (capítulo VI) O Delegado de Saúde do ACES deve enviar, até às 48h, ao respetivo DSR, o Inquérito Epidemiológico (Anexo VII em elaboração) bem como outros dados adicionais sobre a investigação epidemiológica e medidas implementadas e planeadas. A identificação de contactos abrange: coabitantes, profissionais de saúde, utentes do/s serviço/s de saúde que estiveram no mesmo compartimento que o caso (sala de espera, enfermaria, outros), colegas de escola, colegas de trabalho, colegas de viagem, entre outros. A deteção de casos secundários baseia-se na identificação e avaliação laboratorial de contactos com sinais/sintomas compatíveis com sarampo. 11 A identificação de contactos de outra área de residência implica a comunicação e colaboração com outros delegados de saúde. Se a área de residência for no estrangeiro, deve ser comunicado à DGS através do DSR. 16
17 VI. Gestão do risco perante a identificação de casos 1. Objetivos Perante a identificação de um ou mais casos de sarampo possíveis, prováveis ou confirmados pretende-se que as medidas a tomar sejam precoces, rápidas e efetivas, de modo a evitar ou interromper cadeias de transmissão (prevenir a ocorrência de casos secundários ou surtos); 2. Medidas É fundamental que o médico que diagnostica um ou mais casos de sarampo e o delegado de saúde estabeleçam uma ação coordenada de modo a implementar, o mais rapidamente possível, a resposta adequada à gestão do risco, iniciada com a investigação epidemiológica (capítulo V) e que inclui as seguintes medidas: - Vacinação pós-exposição - Seguimento/auto-vigilância dos contactos - Isolamento dos casos - Atividades adicionais de vacinação 12 (capítulo IV) (se aplicável) - Afastamento social dos contactos 2.1. Vacinação pós-exposição A vacinação pós-exposição de todos os contactos não protegidos de um ou mais casos de sarampo é sempre urgente e tem três objetivos: - Proteção individual (se administrada nas 72 horas após início da exposição); - Interrupção de cadeias de transmissão (vacinação em anel - ring vaccination ); - Aproveitar oportunidades de vacinação para diminuir o número de suscetíveis na comunidade No âmbito das medidas de controlo após identificação de um ou mais casos de sarampo, os contactos do(s) o(s) caso(s) devem estar vacinados com, pelo menos, duas doses de vacina contra o sarampo (VASPR ou VAS), segundo as recomendações da tabela VII. É prioritária a vacinação de profissionais de saúde expostos, uma vez que podem gerar cadeias de transmissão em serviços de saúde. Nestes casos os Serviços de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho e as Comissões de Controlo da Infeção deverão participar nestas ações. Os profissionais de saúde e outros contactos que recusem a vacinação deverão preencher uma declaração de recusa. 12 Capítulo III 17
18 Tabela VII Vacinação pós-exposição de contactos, incluindo profissionais de saúde Idade / ano de nascimento 6 meses e <12 meses 12 meses e <18 anos (PNV) 18 anos Nascidos 1970 Nascidos <1970 Pessoas com contraindicação para a VASPR (gravidez 13, imunossupressão, ou outras) Vacinação pós-exposição contra o sarampo (número recomendado de doses) 1 dose (considerada dose zero, devendo ser administrada a VASPR 1 aos 12 meses de idade, respeitando o intervalo mínimo de 4 semanas entre as doses) 2 doses (antecipar a VASPR 2, se necessário, respeitando o intervalo mínimo de 4 semanas entre as doses) 2 doses a (intervalo mínimo de 4 semanas entre as doses) 1 dose a Pode estar indicada, avaliando caso a caso, a imunização passiva pósexposição com imunoglobulina humana normal, até 6 dias após exposição a As pessoas de idade 18 anos, se tiverem história credível de sarampo, não necessitam ser vacinadas Profissionais de saúde Todos os profissionais de saúde em situação de pós-exposição a um caso de sarampo possível, provável ou confirmado, em período de contágio, devem: - ser vacinados, urgentemente, se necessário, de acordo com os critérios da tabela VII; - ser informados sobre a doença e aconselhados a avaliação médica se iniciarem sinais e sintomas sugestivos (capítulo V). 3. Outras atividades de gestão do risco 3.1. Seguimento ou auto-vigilância dos contactos Os contactos, mesmo que considerados protegidos, em situação de pós-exposição a um caso confirmado de sarampo em período de contágio, deverão ser informados sobre a doença, e aconselhados a avaliação médica se iniciarem sinais e sintomas sugestivos (capítulo V). Se possível, o Delegado de Saúde ou os serviços competentes das unidades de saúde poderão estabelecer um programa de seguimento ativo dos contactos Isolamento dos casos O período de contágio do sarampo estende-se desde cerca de 4 dias antes do início do exantema até 4 dias após, podendo ser mais longo nas situações de imunossupresssão. 13 A vacinação inadvertida com VASPR durante a gravidez ou nos 3 meses antes de engravidar não é motivo para interrupção da gravidez. Se esta situação ocorrer deverão ser informados o médico assistente e o responsável pela vacinação e feita a notificação ao Sistema Nacional de Farmacovigilância - INFARMED 18
19 No domicílio Os doentes deverão estar isolados e evitar o contacto com pessoas suscetíveis até 4 dias após o início do exantema. No hospital Os doentes deverão estar isolados ou em regime de coorte com outros casos confirmados, pelo menos, até quatro dias após o início do exantema. Os profissionais de saúde deverão tomar as medidas de precaução (equipamento de proteção individual) contra a transmissão por aerossóis, sob a supervisão da Comissão de Controlo da Infecção Apenas profissionais adequadamente vacinados/imunizados deverão cuidar destes doentes 3.3. Afastamento social de contactos Se o caso de sarampo for confirmado, os seguintes contactos deverão ser aconselhados a não contactarem com pessoas suscetíveis, entre o 5º e o 21º dia pós-exposição, nomeadamente no local de trabalho, estabelecimentos de ensino e outras instituições coletivas: Pessoas que recusem a vacinação ou, por qualquer motivo, não tenham sido vacinadas Com contra-indicações à vacinação e aos quais não tenha sido efetuada a imunização passiva Com a 2ª dose de VASPR administrada mais de 72 horas após a exposição Pessoas que possuam apenas 1 dose de VASPR, efetuada há menos de 4 semanas O médico assistente, a autoridade de saúde, os Serviços de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho e as Comissões de Controlo da Infecção deverão vigiar estas situações 3.4. Atividades adicionais de vacinação Em situações de surto pode ser justificável, de acordo com avaliação do risco, garantir a vacinação com 2 doses de vacina contra o sarampo, de acordo com o registo individual de vacinação, em comunidades inteiras, instituições coletivas como escolas, ou outros. 19
20 VII. Avaliação do Programa O Programa será avaliado, anualmente, pela Comissão Nacional de Verificação da Eliminação do Sarampo e da Rubéola (CNVSR), a nomear, que responde perante a correspondente Comissão da Região Europeia da OMS (RVC), para obtenção do estatuto nacional de eliminação do sarampo e da rubéola segundo os requisitos do programa europeu Progressos da eliminação A avaliação dos progressos relativamente ao objetivo eliminação do sarampo de cada país pela OMS será realizada anualmente pelos indicadores e metas apresentados na tabela VIII. Tabela VIII Indicadores e metas da OMS para monitorizar o progresso da eliminação do sarampo ao nível nacional Incidência Vacinação Indicadores Taxa de incidência anual de casos (possíveis, prováveis e confirmados) Cobertura anual com a 1ª dose da vacina contra o sarampo aos 24 meses de idade Cobertura anual com a 2ª dose da vacina contra o sarampo aos 7 anos de idade Metas <1 caso / milhão da população em geral (excluindo casos importados) 95% aos níveis regional e nacional 95% aos níveis regional e nacional 1.2. Vacinação Na tabela IX apresentam-se os indicadores e as metas nacionais para avaliação dos progressos da estratégia de vacinação contra o sarampo. As atividades adicionais de vacinação em bolsas de população suscetível serão descritas resumidamente por cada região de saúde, anualmente, através do modelo do Anexo IX em elaboração). As atividades adicionais de vacinação em instituições coletivas serão descritas resumidamente por cada região de saúde, anualmente, através do modelo do Anexo X em elaboração). A avaliação da vacinação de profissionais de saúde será resumidamente descrita por cada região de saúde, anualmente, através do modelo do Anexo XI em elaboração). Tabela IX Indicadores e metas anuais da vacinação contra o sarampo, ao nível nacional Indicadores Metas PNV (<18 anos de idade) Cobertura vacinal, PNV cumprido, das coortes com 2, 7 e 14 anos de idade Cobertura vacinal, PNV cumprido, das coortes com >7 anos de idade a 95% b (níveis regional e nacional) Atividades adicionais Avaliação anual da cobertura vacinal, de acordo 98% b 20
21 de vacinação com o PNV, em instituições coletivas com população <18 anos de idade (nível nacional) Profissionais de saúde Cobertura vacinal por grupo profissional 95% c a Excluindo coortes com evidência anterior de cobertura 95% para 2 doses de vacina contra o sarampo b Excluindo do denominador os que têm contra-indicação à vacinação com a VASPR c Excluindo do denominador os que têm contra-indicação à vacinação com a VASPR, têm história credível de sarampo ou que recusam a vacina Vigilância Na tabela X encontram-se os indicadores e metas a serem avaliados, pelo menos anualmente, necessários para a verificação do estatuto de eliminação do sarampo. Tabela X Indicadores nacionais e metas da vigilância do sarampo, a avaliar anualmente, obrigatórios no âmbito do Programa Europeu de Eliminação do Sarampo (OMS) Notificações periódicas Diagnóstico laboratorial Investigação epidemiológica Indicadores Percentagem de relatórios mensais recebidos na DGS, por Região Percentagem de relatórios mensais recebidos na DGS até ao dia 23 do mês seguinte, por Região Percentagem de relatórios mensais enviados pela DGS para o ECDC/OMS Percentagem de relatórios mensais enviados pela DGS para o ECDC/OMS, até ao dia 25 do mês seguinte Percentagem de casos confirmados com a estirpe viral caracterizada Percentagem de casos clínicos notificados com investigação laboratorial no Laboratório de Referência (INSA) Percentagem de casos possíveis, prováveis e confirmados com inquérito epidemiológico realizado e enviado à DGS Percentagem de casos prováveis e confirmados de sarampo com fonte da infeção investigada Percentagem de casos de sarampo com inquérito epidemiológico concluído às 48h após notificação do DSR Metas > 80% esperado > 80% esperado > 80% esperado > 80% esperado 80% esperado 100% esperado 80% casos 100% casos > 80% casos 1.4. Gestão de casos ou surtos As atividades de gestão de casos e de surtos (medidas de controlo) serão obrigatoriamente avaliadas em cada ocorrência, como parte do relatório final da investigação epidemiológica, a enviar à DGS/Direção de Serviços de Informação e Análise (capítulo V). Nesta avaliação das medidas de controlo realizadas devem constar os seguintes indicadores: Total de casos Total de casos secundários e terciários Nº casos secundários ou terciários que receberam vacinação pós-exposição/ Total de contactos vacinados pós-exposição Total de contactos identificados e por motivo de contacto 21
22 Total de contactos vacinados pós-exposição/total de contactos elegíveis para vacinação pós-exposição Total de contactos vacinados até 72h pós-exposição/ Total de contactos vacinados pós-exposição Tabela XI Indicadores nacionais e metas da estratégia de gestão de casos e surtos Indicadores Metas Nº anual de surtos 1 Nº médio anual de casos (possíveis, prováveis e confirmados) dos surtos <10 casos / surto Nº de surtos com estirpe viral identificada 100% 22
Em relação à atividade epidémica de sarampo, a Direção-Geral da Saúde esclarece:
COMUNICADO NÚMERO: C132_02_v1 DATA: 19/04/2017 TITULO: Sarampo. Medidas de prevenção em ambiente escolar. Em relação à atividade epidémica de sarampo, a Direção-Geral da Saúde esclarece: 1. Em Portugal,
Departamento de Saúde Pública da ARS Norte, I.P. Área Funcional de Alerta e Resposta em Saúde Pública Investigação laboratorial.
Ministério da Saúde DEPARTAMENTO DE SAÚDE PÚBLICA Agosto 2012 Índice 1. Introdução.. 3 2. Investigação e intervenção. 3 2.1. Investigação laboratorial. 3 2.2. Inquérito epidemiológico 4 2.3. Controlo da
Informe Técnico - SARAMPO nº4 Atualização da Situação Epidemiológica
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA PROF. ALEXANDRE VRANJAC DIVISÃO DE DOENÇAS DE TRANSMISSÃO RESPIRATÓRIA Informe Técnico - SARAMPO nº4
Assunto: Atualização da investigação de caso suspeito de sarampo em João Pessoa/PB - 22 de outubro de 2010
MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE Departamento de Vigilância Epidemiológica Esplanada dos Ministérios, Edifício Sede, 1º andar 70.058-900 Brasília-DF Tel. 3315 2755/2812 NOTA TÉCNICA
boletim editorial PROGRAMA NACIONAL DE VACINAÇÃO ficha técnica nº1 maio 2018
boletim PROGRAMA NACIONAL DE VACINAÇÃO nº1 maio 2018 editorial O Programa Nacional de Vacinação (PNV) foi criado em 1965 e desde essa data está em permanente revisão e melhoria, visando vacinar o maior
NOTA DE ALERTA SARAMPO
NOTA DE ALERTA SARAMPO Atualização em 21/09/2017 A OPAS/Brasil faz o segundo Alerta Epidemiológico referente a um surto de sarampo no estado de Bolívar (Venezuela) que faz fronteira com o Brasil e também
GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ Secretaria da Saúde
Considerando a confirmação de um caso de sarampo e quatro fortemente suspeitos no Ceará; Considerando a confirmação de surto de sarampo em Pernambuco e casos confirmados relacionados à importação, nos
Informe Técnico. Assunto: Informe sobre a situação do sarampo e ações desenvolvidas - Brasil, 2013.
MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DEPARTAMENTO DE VIGILÂNCIA DAS DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS COORDENAÇÃO-GERAL DE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS SCS, Quadra 04, Edifício Principal, 4º andar CEP:
Programa Nacional de Vacinação (PNV) Avaliação 2013
Programa Nacional de Vacinação (PNV) O Programa Nacional de Vacinação (PNV) é um programa universal, gratuito e acessível a todas as pessoas presentes em Portugal que é gerido, a nível nacional, pela Direcção-Geral
Atualização das medidas de controle: Sarampo/Rubéola
Atualização das medidas de controle: Sarampo/Rubéola ESTADO DE SÃO PAULO SÃO PAULO 2011 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS CENTRO DE VIGILÂNCIA
53 o CONSELHO DIRETOR
53 o CONSELHO DIRETOR 66 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL DA OMS PARA AS AMÉRICAS Washington, D.C., EUA, 29 de setembro a 3 de outubro de 2014 Tema 8.6 da Agenda Provisória CD53/INF/6, Rev. 1 12 de setembro
Sarampo. Transmissão Sintomas Tratamento Vacinação e Prevenção
Sarampo Transmissão Sintomas Tratamento Vacinação e Prevenção O que é O Sarampo é uma doença grave, causada por vírus e extremamente contagiosa. Como ocorre a transmissão: De forma direta, de pessoa para
Doença meningocócica pelo serogrupo C e estratégia vacinal
NÚMERO: 004/2012 DATA: 03/02/2012 ATUALIZAÇÃO: 21/02/2012 ASSUNTO: Programa Nacional de Vacinação - PNV 2012 Doença meningocócica pelo serogrupo C e estratégia vacinal PALAVRAS-CHAVE: PARA: CONTACTOS:
séries Informação e análise
séries Informação e análise ano I nº 1 fevereiro 217 ATUALIZAÇÃO DO PROGRAMA NACIONAL DE VACINAÇÃO: PNV 217 editorial ficha técnica Portugal. Direção-Geral da Saúde. Direção de Serviços de Informação e
SARAMPO: Procedimentos em unidades de saúde - Programa Nacional Eliminação Sarampo
NÚMERO: 004/2017 Francisco Henrique Moura George Digitally signed by Francisco Henrique Moura George DN: c=pt, o=direção-geral da Saúde, ou=direção-geral da Saúde, cn=francisco Henrique Moura George Date:
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 821/XIII/2.ª MEDIDAS PARA AUMENTAR A COBERTURA VACINAL EM PORTUGAL
b Grupo Parlamentar PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 821/XIII/2.ª MEDIDAS PARA AUMENTAR A COBERTURA VACINAL EM PORTUGAL O Programa Nacional de Vacinação (PNV) foi implementado em 1965, representando um marco importantíssimo
DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA
DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA 29-212 VOLUME I DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA 29-212 29-212 VOLUME I DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE LISBOA Março de 214 Portugal. Direção-Geral da Saúde. Direção de Serviços
Avaliação do Programa Regional de Vacinação a 31/12/2016
Avaliação do Programa Regional de Vacinação a 31/12/2016 1. Introdução e Metodologia A avaliação do cumprimento do Programa Regional de Vacinação (PRV) realiza-se com uma periodicidade semestral e anual,
Hepatite A. Género Hepatovírus, Família dos Picornaviridae
Hepatite A Género Hepatovírus, Família dos Picornaviridae 160 casos de Hepatite A foram notificados de 1 de janeiro a 7 de abril 50% dos quais foram internados Do total de doentes, 93% eram adultos jovens
RELATÓRIO DA SITUAÇÃO
4BABAY ZIKA VIRUS RELATÓRIO DA SITUAÇÃO FEBRE AMARELA 2 DE SETEMBRO DE 2016 PRINCIPAIS ATUALIZAÇÕES Informação atualizada sobre a situação epidemiológica em Angola (até 25 de Agosto): o Não há novos casos
INFEÇÕES RESPIRATÓRIAS Plano de Prevenção e Resposta para o Outono/Inverno GRAÇA FREITAS
INFEÇÕES RESPIRATÓRIAS Plano de Prevenção e Resposta para o Outono/Inverno GRAÇA FREITAS Direção-Geral da Saúde 17/12/2014 1 INFEÇÕES RESPIRATÓRIAS Plano de Prevenção e Resposta para o Outono/Inverno Plano:
1. Definição de Caso1: Sarampo
Digitally signed by Francisco Henrique Moura George Francisco DN: c=pt, o=ministério da Saúde, ou=direcção-geral da Henrique Saúde, cn=francisco Henrique Moura George Moura George Date: 2011.06.08 12:41:12
WORKSHOP Prevenção e Controlo da Legionella nos sistemas de água IPQ, Covilhã 11/04/2018
WORKSHOP Prevenção e Controlo da Legionella nos sistemas de água IPQ, Covilhã 11/04/2018 Gestão de surtos em Saúde Pública João Pedro Pimentel Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de
I Dados epidemiológicos e de cobertura vacinal
I Dados epidemiológicos e de cobertura vacinal 1. Imunidade de grupo A imunidade de grupo é aferida pela diminuição progressiva da incidência da doença em todos os grupos etários, incluindo os não vacinados
Inquérito epidemiológico *
Doença pelo novo vírus da gripe A(H1N1) Fase Pandémica 5 - OMS Inquérito epidemiológico * A preencher pelo Delegado de Saúde designado pelo Delegado de Saúde Regional da área do Hospital de Referência
Vigilância de sarampo e rubéola
Vigilância de sarampo e rubéola Períodos na investigação de doenças em eliminação 1. Período de exposição / incubação; 2. Período de transmissibilidade ; 3. Período de aparecimento de casos secundários;
COES Febre Amarela CENTRO DE OPERAÇÕES DE EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA SOBRE FEBRE AMARELA
COES Febre Amarela CENTRO DE OPERAÇÕES DE EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA SOBRE FEBRE AMARELA INFORME Nº 35/2017 MONITORAMENTO DOS CASOS E ÓBITOS DE FEBRE AMARELA NO BRASIL INÍCIO DO EVENTO: Dezembro de 2016
COES Febre Amarela CENTRO DE OPERAÇÕES DE EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA SOBRE FEBRE AMARELA
COES Febre Amarela CENTRO DE OPERAÇÕES DE EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA SOBRE FEBRE AMARELA INFORME Nº 34/2017 MONITORAMENTO DOS CASOS E ÓBITOS DE FEBRE AMARELA NO BRASIL INÍCIO DO EVENTO: Dezembro de 2016
Inquérito epidemiológico *
ETAPA de MITIGAÇÃO Diagnóstico, vigilância e tratamento Inquérito epidemiológico * A preencher pelo Delegado de Saúde da área do hospital ou pelo Delegado de Saúde de residência do doente em colaboração
DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA
DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA 2010-2013 VOLUME I - Portugal DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA 2010-2013 2010-2013 VOLUME I - PORTUGAL DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE LISBOA 2015 Portugal. Direção-Geral da Saúde.
Assunto: BIOTERRORISMO PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA A SAÚDE
Ministério da Saúde Direcção-Geral da Saúde Circular Normativa Assunto: BIOTERRORISMO PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA A SAÚDE Nº 12/DT Data: 02/09/2002 Para: Serviço Nacional de Saúde. Todos os profissionais
1. Introdução. 2. Definição de Caso suspeito durante uma viagem marítima
NÚMERO: 013/2014 DATA: 11/08/2014 ATUALIZAÇÃO 13/11/2015 ASSUNTO: Doença por vírus Ébola. Procedimentos de vigilância de viajantes por via marítima PALAVRAS-CHAVE: Ébola; Portos; Autoridades de Saúde;
Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE) Desmaterialização da notificação obrigatória de doenças transmissíveis
Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE) Desmaterialização da notificação obrigatória de doenças transmissíveis Cátia Sousa Pinto 2014 1 SINAVE Institui um sistema de vigilância em saúde
Informe Técnico Sarampo e Rubéola
Informe Técnico Sarampo e Rubéola I. Introdução: O sarampo e a rubéola possuem vigilância integrada desde 1999, tornando oportuna a detecção de casos e surtos e a efetivação das medidas de controle. A
COES Febre Amarela CENTRO DE OPERAÇÕES DE EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA SOBRE FEBRE AMARELA
COES Febre Amarela CENTRO DE OPERAÇÕES DE EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA SOBRE FEBRE AMARELA INFORME Nº 33/2017 MONITORAMENTO DOS CASOS E ÓBITOS DE FEBRE AMARELA NO BRASIL INÍCIO DO EVENTO: Dezembro de 2016
Medidas de vigilância e controlo no país Plano de Contingência
SÍNDROMA RESPIRATÓRIA AGUDA Forum Nacional no contexto de uma nova estratégia para as Doenças Transmissíveis Medidas de vigilância e controlo no país Plano de Contingência Coimbra, 22 de Setembro de 200
7º Seminário Prevenção e Controlo de Infeção ERPI/Lares/UCCI 8 de Novembro Unidade de Saúde Publica ACES Loures/Odivelas
Prevenção e Controlo de Infeção ERPI/Lares/UCCI 8 de Novembro 2016 Unidade de Saúde Publica ACES Loures/Odivelas ACES Loures/Odivelas Unidade de Saúde Pública Médicos de Saúde Pública / Autoridades de
2.ª ACTUALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO CENTRO, IP. Ministério da Saúde. PROGRAMA VACINAÇÃO - Projecto A excelência na vacinação
Ministério da Saúde DEPARTAMENTO DE SAÚDE PÚBLICA E PLANEAMENTO 2.ª ACTUALIZAÇÃO - 2007 PROGRAMA VACINAÇÃO - Projecto A excelência na vacinação EXCELÊNCIA NA VACINAÇÃO IDENTIFICAÇÃO DO PROJECTO NOTA PRÉVIA
Guia do Prescritor. Versão 1 (novembro 2017)
Versão (novembro 7) CONTEÚDO Introdução sobre MAVENCLAD Regimes de tratamento Monitorização durante o tratamento Contagens de linfócitos Infeções graves Leucoencefalopatia multifocal progressiva Neoplasias
DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA
DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA 2011-2014 VOLUME I - Portugal DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA 2011-2014 2011-2014 VOLUME I - PORTUGAL DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE LISBOA 2015 Portugal. Direção-Geral da Saúde
ATUALIZAÇÃO DO CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO
ATUALIZAÇÃO DO CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO 2017 Seis vacinas terão seu público-alvo ampliado em 2017 Hepatite A: crianças Tetra Viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela): crianças Meningocócica C: crianças
FICHA DE PROGRAMA OU PROJETO DE SAÚDE. ÁREA FUNCIONAL DO DSP: Promoção e Proteção da Saúde
FICHA DE PROGRAMA OU PROJETO DE SAÚDE ÁREA FUNCIONAL DO DSP: Promoção e Proteção da Saúde RESPONSÁVEL DA ÁREA FUNCIONAL: Drª Maria Lurdes Maio Título Programa Regional para a Infeção VIH/Sida Justificação
Informe Técnico Sarampo e Rubéola
Informe Técnico Sarampo e Rubéola I. Introdução: O sarampo e a rubéola possuem vigilância integrada desde 1999, tornando oportuna a detecção de casos e surtos e a efetivação das medidas de controle. A
Sistemas de Vigilância e Informação BRASIL. Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa. Departamento de Saúde Animal
Sistemas de Vigilância e Informação BRASIL Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa Departamento de Saúde Animal Vigilância epidemiológica OIE Investigação contínua de uma população
NOTA TÉCNICA FEBRE AMARELA SESA/ES 02/2017. Assunto: Informações e procedimentos para a vigilância de Febre Amarela no Espírito Santo.
NOTA TÉCNICA FEBRE AMARELA SESA/ES 02/2017 Assunto: Informações e procedimentos para a vigilância de Febre Amarela no Espírito Santo. Considerando a ocorrência de casos e óbitos suspeitos de Febre Amarela
CENTRO ESTADUAL DE VIGILÂNCIA DIVISÃO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO SOBRE A SITUAÇÃO DA INFLUENZA NO RS 24/06/11
BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO SOBRE A SITUAÇÃO DA INFLUENZA NO RS 24/06/11 Em 2009, o mundo enfrentou pandemia de Influenza por um novo subtipo viral, com grande repercussão na saúde das pessoas e sobrecarga
Investigação de Surtos e Epidemias
Investigação de Surtos e Epidemias Introdução O principal objetivo da investigação de uma epidemia ou surto de determinada doença infecciosa é identificar formas de interromper a transmissão e prevenir
COES Febre Amarela CENTRO DE OPERAÇÕES DE EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA SOBRE FEBRE AMARELA
COES Febre Amarela CENTRO DE OPERAÇÕES DE EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA SOBRE FEBRE AMARELA INFORME Nº 39/2017 MONITORAMENTO DOS CASOS E ÓBITOS DE FEBRE AMARELA NO BRASIL INÍCIO DO EVENTO: Dezembro de 2016
Quadro de Avaliação e Responsabilização (QUAR) - SIADAP 1 Ministério da Saúde
MISSÃO DO ORGANISMO: regulamentar, orientar e coordenar as atividades de promoção da saúde e prevenção da doença, definir as condições técnicas para adequada prestação de cuidados de saúde, planear e programar
REDAÇÃO O desafio da Febre Amarela no Brasil
REDAÇÃO O desafio da Febre Amarela no Brasil INSTRUÇÃO A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo
Proposta de DIRETIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO
COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 6.12.2017 COM(2017) 742 final 2017/0329 (COD) Proposta de DIRETIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO que altera a Diretiva 92/66/CEE do Conselho que estabelece medidas comunitárias
Vigilância em Saúde e Vigilância Epidemiológica
Vigilância em Saúde e Vigilância Epidemiológica JACKELINE CHRISTIANE PINTO LOBATO VASCONCELOS Agosto 2018 AULA DE HOJE Objetivos: - Apresentar os principais aspectos relativos à vigilância em saúde e vigilância
NOTA TÉCNICA. Vigilância da Influenza ALERTA PARA A OCORRÊNCIA DA INFLUENZA E ORIENTAÇÃO PARA INTENSIFICAÇÃO DAS AÇÕES DE CONTROLE E PREVENÇÃO
12 de abril de 2016 Página 1/5 VIGILÂNCIA DA INFLUENZA A vigilância da influenza no Ceará é composta pela vigilância sentinela da SG e vigilância universal da SRAG, além da vigilância de surtos de SG.
Vacinação em prematuros, crianças e adolescentes
Vacinação em prematuros, crianças e adolescentes O Centro de Inovação Unimed-BH publica as orientações sobre o Programa de Imunização para Prematuros, Crianças e Adolescentes, atualizado com as últimas
A PREVENÇÃO. faz a diferença CANCRO DO COLO DO ÚTERO. #4 Junho de 2016 Serviços Sociais da CGD
Todas as mulheres que alguma vez tenham tido relações sexuais estão em risco de ter cancro do colo do útero. É causado pelo Papilomavírus Humano (HPV). É mais frequente a partir dos 30 anos O Cancro do
