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1 GOIÂNIA, / / 2015 PROFESSOR: Daniel DISCIPLINA: LITERATURA SÉRIE: 2º ano ALUNO(a): NOTA: No Anhanguera você é + Enem LISTA DE EXERCÍCIOS P1 3º BIMESTRE Texto I O poema seguinte foi escrito em 1843, em Coimbra, onde o poeta brasileiro Gonçalves Dias estudava Direito. É, sem dúvida, um dos poemas mais populares de toda a literatura brasileira. Vale a pena estudá-lo com atenção, pois apresenta características básicas do estilo romântico, que estava se iniciando no Brasil. Canção do exílio Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas tem mais flores, Nossos bosques tem mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá.

2 Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar sozinho, à noite Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá. 01. Explique o título do poema. 02. O local do exílio e o Brasil são expressos por meio de advérbios. Identifique-os. 03. No poema, a exaltação da pátria se dá por meio de elementos naturais ou culturais? Justifique sua resposta transcrevendo substantivos do texto. 04. Que sentimentos expressa o eu-lírico, em relação a sua terra natal? 05. Um trecho desse poema foi utilizado na letra do Hino Nacional Brasileiro. Transcreva esse fragmento, justificando a sua inclusão em nosso hino. 06. Esse poema é famoso pelo ritmo e pela simplicidade. Identifique duas características formais que podem contribuir para isso. Texto II Soneto Pálida, a luz da lâmpada sombria,

3 Sobre o leito de flores reclinada, Como a lua por noite embalsamada, Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuma fria Pela maré das água embalada... Era um anjo entre nuvens d alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando... Negros olhos as pálpebras abrindo... Formas nuas no leito resvalando... Não te rias de mim, meu anjo lindo! Por ti as noites eu velei chorando Por ti nos sonhos morrerei sorrindo! Álvares de Azevedo 07. Por ser fruto de um sonho, a mulher representada nesse soneto possui imagens cambiantes, isto é, sua descrição muda ao longo do texto. Identifique algumas dessas imagens nas duas primeiras estrofes. 08. Há alguma contradição entre essas imagens que caracterizam a mulher? 09. Que verso do poema exprime a timidez do eu-lírico diante da mulher, mesmo sendo ela apenas um sonho? 10. O soneto expressa o sofrimento, a frustração amorosa e a atitude escapista ultra-romântica. Explique essa atitude, comentando os dois últimos versos do texto. Texto III

4 O navio negreiro (fragmento) Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade Tanto horror perante os céus?! Ó mar, por que não apagas Co'a esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?... Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão!... Quem são estes desgraçados Que não encontram em vós Mais que o rir calmo da turba Que excita a fúria do algoz? Quem são? Se a estrela se cala, Se a vaga à pressa resvala Como um cúmplice fugaz, Perante a noite confusa... Dize-o tu, severa Musa, Musa libérrima, audaz!... São os filhos do deserto, Onde a terra esposa a luz. Onde vive em campo aberto A tribo dos homens nus...

5 São os guerreiros ousados Que com os tigres mosqueados Combatem na solidão. Ontem simples, fortes, bravos. Hoje míseros escravos, Sem luz, sem ar, sem razão... São mulheres desgraçadas, Como Agar o foi também. Que sedentas, alquebradas, De longe... bem longe vêm... Trazendo com tíbios passos, Filhos e algemas nos braços, N'alma lágrimas e fel... Como Agar sofrendo tanto, Que nem o leite de pranto Têm que dar para Ismael. Lá nas areias infindas, Das palmeiras no país, Nasceram crianças lindas, Viveram moças gentis... Passa um dia a caravana, Quando a virgem na cabana Cisma da noite nos véus Adeus, ó choça do monte,... Adeus, palmeiras da fonte! Adeus, amores... adeus!...

6 Depois, o areal extenso... Depois, o oceano de pó. Depois no horizonte imenso Desertos... desertos só... E a fome, o cansaço, a sede... Ai! quanto infeliz que cede, E cai p'ra não mais s'erguer!... Vaga um lugar na cadeia, Mas o chacal sobre a areia Acha um corpo que roer. Ontem a Serra Leoa, A guerra, a caça ao leão, O sono dormido à toa Sob as tendas d'amplidão! Hoje... o porão negro, fundo, Infecto, apertado, imundo, Tendo a peste por jaguar... E o sono sempre cortado Pelo arranco de um finado, E o baque de um corpo ao mar... Ontem plena liberdade, A vontade por poder... Hoje... cúm'lo de maldade, Nem são livres p'ra morrer.. Prende-os a mesma corrente

7 Férrea, lúgubre serpente Nas roscas da escravidão. E assim zombando da morte, Dança a lúgubre coorte Ao som do açoute... Irrisão!... Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus, Se eu deliro... ou se é verdade Tanto horror perante os céus?!... Ó mar, por que não apagas Co'a esponja de tuas vagas Do teu manto este borrão? Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão!... Castro Alves 11. Uma característica que chama atenção no poema é o tom de exaltada indignação. Tudo nele auxilia na obtenção desse efeito. A pontuação excessiva, por exemplo - exclamações, interrogações, reticências - reforça a dramaticidade. Alguns procedimentos típicos da poesia de Castro Alves podem ser observados nos fragmentos. Localize e transcreva um exemplo de cada figura de linguagem ou recurso retórico : a) metáfora b) antítese c) comparação d) apóstrofe 12. Dê a sua interpretação às seguintes passagens do texto:

8 a) "Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade Tanto horror perante os céus?!" b) "São os filhos do deserto, Onde a terra esposa a luz. Onde vive em campo aberto A tribo dos homens nus..." c) "Ontem a Serra Leoa, A guerra, a caça ao leão, O sono dormido à toa Sob as tendas d'amplidão! Hoje... o porão negro, fundo, Infecto, apertado, imundo, Tendo a peste por jaguar..." 13. (UFG - GO ) Considerando o Romantismo brasileiro, assinale verdadeira (V) ou falsa (F) em cada afirmativa a seguir: I. Suas propostas temáticas contemplam questões relativas à identidade brasileira. II. Suspiros poéticos e saudades, de Gonçalves de Magalhães, é a obra que assinala o final do movimento. III. A vertente indianista compôs-se de traços passadistas, buscando ressaltar tanto o nativo quanto o europeu. A sequência correta é: a) F - V - F b) V - F - F

9 c) F - F - V d) V - F - V e) V - V - V 14. (UNIFESP - SP) Gonçalves Dias consolidou o Romantismo no Brasil. Sua "Canção do exílio" pode ser considerada tipicamente romântica porque: a) apóia-se nos cânones formais da poesia clássica greco-romana, usa figuras de ornamento, até com certo exagero. b) exalta a terra natal; é nostálgica e saudosista; o tema é tratado de modo sentimental, emotivo. c) utiliza-se do verso livre, como ideal de liberdade criativa; sua linguagem é fechada, erudita; glorifica o canto dos pássaros e a vida selvagem. d) poesia e música se confundem, como artifício simbólico; a natureza e o tema bucólico são tratados com objetividade. e) refere-se à vida com descrença e tristeza; expõe o tema na ordem sucessiva, cronológica; utiliza-se do exílio como o meio adequado de referir-se à evasão da realidade. 15.Considere as afirmações abaixo sobre o Romantismo no Brasil: I - A primeira geração de poetas românticos no Brasil caracterizou-se pela ênfase no sentimento nacionalista, tematizando o índio, a natureza e o amor à pátria. II - Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Fagundes Varela, representantes da segunda geração da poesia romântica, expressam, sobretudo, um forte intimismo. III - A poesia de Castro Alves, cronologicamente inserida na terceira geração romântica, apresenta importantes ligações com a estética barroca, pela religiosidade e pelo tom místico da maioria dos poemas. Quais estão corretas? a) Apenas I b) Apenas II c) Apenas I e II d) Apenas II e III e) I, II e III 16.O indianismo de nossos poetas românticos é:

10 a) forma de apresentar o índio em toda a sua realidade objetiva. O índio como elemento étnico da futura raça brasileira. b) meio de reconstituir o grave perigo que o índio representava durante a instalação da capitania de São Vicente. c) modelo francês seguido no Brasil. Uma necessidade de exotismo que em nada difere do modelo europeu. d) meio de eternizar liricamente a aceitação, pelo índio, da nova civilização que se instalava. e) forma de apresentar o índio como motivo estético. Idealização com simpatia e piedade. Exaltação da bravura, do heroísmo e de todas as qualidades morais superiores. 17. "A poesia deixa de ser apenas um lamento sentimental murmurado em voz baixa para ser também um grito de protesto político ou reivindicação social." O fragmento acima se refere a dois momentos da poesia romântica brasileira que podem ser definidos, respectivamente, como: a) 1ª geração romântica - 2ª geração romântica b) ultra-romantismo - condoreirismo c) indianismo - poesia social d) geração byroniana - indianismo e) geração condoreira - geração "mal-do-século" 18. (UFMS) As memórias de uma infância mítica e a figura sublimada da mulher são temas freqüentes da poesia romântica, quase que invariavelmente cantados: a) na forma fixa do soneto, em versos de sintaxe intrincada e vocabulário exótico. b) no tom grandiloqüente próprio aos grandes temas universais, consagrados na tradição da literatura clássica. c) em tom ressentido, que tende à depreciação de tudo que está fora do alcance do sujeito. d) em versos livres e coloquiais, para bem figurar a intimidade desejada. e) dentro de um processo de idealização, que valoriza a distância ou a inatingibilidade do objeto poético.

11 19. (PUC-SP) Aponte o fragmento de texto que se enquadre nas propostas da estética romântica: a) "Invejo o ourives quando escrevo: Imito o amor Com que ele, em ouro, o alto relevo Faz de uma flor." b) "Que o pólen de ouro dos mais finos astros fecunde e inflame a rima clara e ardente... Que brilhe a correção dos alabastros sonoramente, luminosamente." c) "Estou farto do lirismo comedido Do lirismo bem comportado (...) Não quero mais saber do lirismo que não é libertação." d) "Saiba que é o coração quem fala e suspira Quando a mão escreve - é o coração quem manda." e) "Pegue um jornal Pegue a tesoura Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema..." 20. Justifique sua resposta à questão anterior.

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