Resumo A solicitação rotineira e sem critérios de exames complementares em pacientes
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- Amélia Vilalobos Rico
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1 REVISÃO SISTEMATIZADA Exames pré-operatórios nas cirurgias ginecológicas eletivas Preoperative exams in elective gynecological surgeries Luiz Augusto Giordano 1 Mário Vicente Giordano 1 Eduardo Bruno Giordano 2 Ricardo Oliveira e Silva 3 Palavras-chave Testes diagnósticos de rotina Testes laboratoriais Procedimentos cirúrgicos em ginecologia Procedimentos cirúrgicos eletivos Keywords Diagnostic tests, routine Laboratory tests Gynecologic surgical procedures Surgical procedures, elective Resumo A solicitação rotineira e sem critérios de exames complementares em pacientes no período pré-operatório não deve ser realizada. A avaliação médica completa com abrangente anamnese e exame clínico permitem ao médico o julgamento dos exames realmente necessários. Quanto mais exames forem solicitados, maior a chance de serem encontradas alterações nos resultados. Novas consultas, novos exames, atraso no procedimento cirúrgico e aumento do custo são as principais consequências de exame anormal sem indicação de realização. Algumas entidades médicas formularam guidelines baseados no porte da cirurgia e no estado clínico da paciente, que servem de apoio para decisão de quais exames são fundamentais. Porém, cada instituição deve possuir seu próprio modelo de avaliação destes pacientes, otimizando o pré-operatório e, indiretamente, reduzindo os custos cada vez maiores dos sistemas de saúde. Abstract The routine and criterionless solicitation of exams for patients in the preoperative period should not be done. The complete clinical examination with anamnesis and physical examination allows to the physician the judgment of the real necessary exams. The chances of finding alterations in tests are higher as numerous exams are solicited. New medical consultations, new laboratory tests, delay in the surgical procedure and increase in the costs are the main consequences of an abnormal exam without medical indication. Some medical associations established guidelines according to the grade of the surgery and conditions of the patient in order to support the decision of which exams are fundamental. However, each institution should establish a model of assessment of these patients, which could optimize the preoperative period and, indirectly, reduce the increasing costs of health insurances. 1 Hospital Universitário Gaffrée e Guinle da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) Rio de Janeiro (RJ), Brasil 2 Hospital dos Servidores do Estado (HSE) Rio de Janeiro (RJ), Brasil 3 Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Rio de Janeiro (RJ), Brasil
2 Giordano LA, Giordano MV, Giordano EB, Silva RO Introdução O sucesso de um procedimento cirúrgico tem origem, inegavelmente, na avaliação completa e eficaz do paciente no período pré-operatório. Anamnese, exame físico geral e específico devem ser os mais amplos possíveis. Os preceitos da boa semiologia serão rotineiramente empregados. Com os avanços tecnológicos crescentes dos exames complementares, os diagnósticos são mais prontamente realizados. Procedimentos cirúrgicos também apresentam evoluções importantes no caminho da diminuição da morbidade. Inúmeras patologias ginecológicas podem ser abordadas mediante cirurgias ditas minimamente invasivas. Há alguns anos, a avaliação pré-operatória era basicamente lastreada no exame médico. Os exames complementares eram solicitados apenas para confirmação dos achados clínicos. O avanço tecnológico impôs outro tipo de conduta médica. Hoje, há uma maior preocupação em diagnósticos precoces, durante fase assintomática, o que melhora os cuidados médicos e, em alguns casos, reduz custos. Em pacientes no pré-operatório, a solicitação desenfreada de exames complementares nos coloca frente a algumas situações: são exames realmente necessários? Os achados anormais alteram a conduta médica e cirúrgica? Quais os custos da bateria de exames? Quais os custos de novas consultas médicas e de novos exames complementares para avaliação dos achados anormais identificados anteriormente? (D) 1. Diante do arsenal de exames complementares disponíveis, a solicitação criteriosa e ética deve ser imposta. Além disso, o custo-efetividade de cada exame merece questionamento. A medicina baseada em evidência deve fazer parte do raciocínio do cirurgião ginecológico na solicitação de exames rotineiros. É notória a difícil condução do sistema de saúde de nosso país. Os gastos se avolumam e as verbas caminham no sentido contrário. A participação médica na solicitação de exames realmente necessários no período pré-operatório pode pelo menos amenizar esta triste realidade. Aproximadamente 2/3 dos exames complementares solicitados de modo rotineiro antes da cirurgia não apresentam real benefício Quadro 1 - Importância do período pré-operatório. 1. Diminuição da morbidade cirúrgica 2. Minimização de custos e suspensões de cirurgias 3. Avaliação e otimização da saúde do paciente 4. Planejamento da anestesia e cuidados per-operatórios 5. Diminuição da ansiedade do paciente 6. Consentimento informado Fonte: Fischer 3 (D). para prevenção de complicações. Menos de 1% deles demonstram patologias que necessitem de cuidados especiais (D). 2 A importância da avaliação pré-operatória engloba diversos aspectos e é resumida no Quadro 1. 3 O objetivo deste trabalho é demonstrar quais exames complementares devem ser realmente solicitados e valorizados na abordagem de pacientes com indicação de cirurgia ginecológica eletiva. Para a presente pesquisa, utilizamos as bases de dados da Biblioteca Cochrane, Pubmed, Medline e LILACS. Para a pesquisa, os seguintes termos foram utilizados: cuidados pré-operatórios, cirurgia, testes diagnósticos de rotina, testes laboratoriais, procedimentos cirúrgicos eletivos e procedimentos cirúrgicos ginecológicos. A busca foi limitada a trabalhos realizados em humanos adultos, entre 1997 e 2009, publicados na língua inglesa, com nível de evidência preferencialmente A e B. Trabalhos relevantes publicados antes deste período e que eram citados nos estudos mais atuais também foram eventualmente utilizados. Fez parte da pesquisa, também, guidelines de sociedades médicas com reconhecimento internacional. Trabalhos que estudaram os exames médicos mais comuns no período préoperatório de cirurgias ginecológicas ou abdominais também foram considerados. Exames laboratoriais É comum a solicitação de exames de rotina na avaliação pré-operatória. Hemograma completo, tipagem sanguínea, coagulograma, análise bioquímica extensa, exames de urina, radiografia de tórax e eletrocardiograma são os mais frequentemente pedidos, independentemente da idade da paciente e da cirurgia a ser realizada. Com base nos conhecimentos médicos atuais, surge a questão: seria esta conduta realmente necessária? Muitas publicações abordando a avaliação do paciente cirúrgico enfocam a importância da anamnese na escolha dos exames complementares. Há, inclusive, tentativas de aplicação de questionário eletrônico ao próprio paciente no intuito de colaborar com menor solicitação de exames e para maior uniformização desta abordagem (B). 4 É notória a escassez de publicações de metanálises sobre o tema. Em 1997, foi realizada a maior pesquisa sobre a solicitação de exames rotineiros no pré-operatório de pacientes assintomáticos (A). 5 Na Tabela 1, encontramos alguns achados da pesquisa. Os autores concluíram que os exames pré-operatórios em pacientes saudáveis raramente implicam alterações nas condutas médicas, e tampouco conseguem predizer complicações no período per e pós-operatório. A Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA) 6 possui uma escala para categorizar os riscos dos pacientes cirúrgicos (Quadro 2). 620 FEMINA Novembro 2009 vol 37 nº 11
3 Exames pré-operatórios nas cirurgias ginecológicas eletivas A avaliação do porte cirúrgico também é relevante, pois na dependência da complexidade do procedimento, pode ser necessário um número maior de exames complementares. Assim, as cirurgias podem ser qualificadas em 7 : grau 1 (menor): como drenagem de abscesso mamário grau 2 (intermediário): como cirurgias nos anexos uterinos grau 3 (maior): como histerectomia total abdominal grau 4: como cirurgias oncológicas maiores Em 2003, o National Institute of Health and Clinical Excellence (NICE), publicou uma diretriz 7 (D) sobre os exames complementares solicitados no período pré-operatório dos pacientes com cirurgias eletivas. Associando-se a escala da ASA e a complexidade das cirurgias, a solicitação de exames foi orientada como demonstramos a seguir. Cirurgia de pequeno porte (grau 1) 16 a 39 anos: nenhum exame necessário, apenas exame de urina se houver sintomas; 40 a 59 anos: considerar solicitação de eletrocardiograma (ECG); exame de urina se houver sintomas; 60 a 79 anos: considerar a solicitação de ECG, hemograma, função renal; exame de urina se houver sintomas; 80 anos ou mais: solicitar ECG e considerar hemograma e função renal; exame de urina se houver sintomas. Pacientes ASA2, com doença cardiovascular 16 a 39 anos: solicitar ECG; considerar pedido de hemograma, função renal e exame de urina; 40 anos ou mais: solicitar ECG; considerar pedido de radiografia de tórax, hemograma, função renal e exame de urina. 16 anos ou mais: solicitar ECG e função renal; considerar pedido de radiografia de tórax, gasometria, hemograma e exame de urina. Pacientes ASA 2, com doença respiratória 16 a 39 anos: considerar pedido de hemograma, exame de urina e gasometria; 40 a 59 anos: considerar radiografia de tórax, ECG, hemograma, exame 60 anos ou mais: considerar radiografia de tórax, ECG, hemograma, função renal, 16 anos ou mais: considerar pedido de radiografia de tórax, ECG, hemograma, função renal, Tabela 1 - Frequência de exames anormais e influência na conduta médica Teste Quadro 2 - Escala da Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA). 1. Paciente sem doença 2. Paciente com doença sistêmica leve 3. Paciente com doença sistêmica grave Exames anormais (%) 4. Paciente com doença sistêmica que representa constante risco de vida 5. Paciente moribundo sem expectativa de sobrevivência sem cirurgia 6. Paciente doador de órgãos em morte cerebral Pacientes ASA 2, com doença renal a 16 a 39 anos: solicitar função renal, considerar pedido de hemograma e exame de urina; 40 a 79 anos: solicitar função renal; considerar pedido de hemograma, exame de urina e ECG; 80 anos ou mais: solicitar função renal, considerar pedido de hemograma, exame de urina, ECG e radiografia de tórax. a A radiografia de tórax deve ser considerada nos pacientes com sintomas de doenças associadas, como hipertensão arterial e doença coronariana. O ECG deve ser solicitado dependendo da causa da doença renal (por exemplo, diabetes e hipertensão arterial). Pacientes ASA 3, com doença renal b Mudança na conduta clínica (%) Radiografia do tórax 2,5-37,0 0-2,1 ECG 4,6-31,7 0-2,2 Hemoglobina 5 0,1-2,7 Plaquetas 1,1 * Leucócitos <1 * Tempo de sangramento 3,8 * PTT 4,8 * TAP 15,6 * Glicemia 5,2 * Ureia / creatinina 2,5 * Sódio / potássio 1,4 * Exame de urina 1-34,1 0,1-2,8 * Raramente ECG: eletrocardiograma; PTT: tempo de tromboplastina parcial; TAP: tempo de protrombina ativada. 16 a 39 anos: solicitar função renal e hemograma, considerar pedido de coagulograma, glicemia, exame 40 a 59 anos: solicitar função renal e hemograma, considerar pedido de coagulograma, glicemia, exame de urina, gasometria e ECG; 60 anos ou mais: solicitar função renal e hemograma, considerar pedido de coagulograma, glicemia, exame de urina, gasometria, ECG e radiografia de tórax. FEMINA Novembro 2009 vol 37 nº
4 Giordano LA, Giordano MV, Giordano EB, Silva RO b com sintomas de doenças associadas, como hipertensão arterial e doença coronariana. Cirurgia de médio porte (grau 2) 16 a 39 anos: nenhum exame necessário, apenas o exame de urina se houver sintomas; 40 a 59 anos: considerar ECG, hemograma, glicemia e exame de urina se houver sintomas; 60 a 79 anos: solicitar hemograma, considerar ECG, função renal, glicemia e exame de urina se houver sintomas; 80 anos ou mais: solicitar ECG e hemograma, considerar função renal, glicemia e exame de urina se houver sintomas. Pacientes ASA 2, com doença cardiovascular 16 a 59 anos: ECG, considerar pedido de radiografia de tórax, hemograma, função renal e exame de urina; 60 anos ou mais: ECG e função renal, considerar pedido de radiografia de tórax, hemograma e exame de urina. 16 anos ou mais: ECG e função renal, considerar pedido de radiografia de tórax, hemograma, exame de urina e gasometria. Pacientes ASA 2, com doença respiratória c 16 a 39 anos: considerar radiografia de tórax, hemograma, exame 40 anos ou mais: considerar radiografia de tórax, ECG, hemograma, função renal, c com alteração dos sintomas ou que necessitem de suporte ventilatório. 16 a 59 anos: considerar radiografia de tórax, ECG, hemograma, função renal, exame de urina, gasometria e provas de função pulmonar; 60 a 79 anos: ECG, considerar radiografia de tórax, hemograma, função renal, exame de urina, gasometria e provas de função pulmonar; 80 anos ou mais: ECG e hemograma, considerar radiografia de tórax, função renal, exame de urina, gasometria e provas de função pulmonar. Pacientes ASA 2, com doença renal d 16 a 59 anos: solicitar função renal, considerar ECG, hemograma e exame de urina; 60 anos ou mais: solicitar função renal e ECG, considerar radiografia de tórax, hemograma e exame de urina. d com sintomas de doenças associadas, como hipertensão arterial e doença coronariana. O ECG deve ser solicitado dependendo da causa da doença renal (por exemplo, diabetes e hipertensão arterial). Pacientes ASA 3, com doença renal Cirurgia de maior porte (grau 3) 16 a 39 anos: solicitar hemograma, considerar função renal, glicemia e exame de urina se houver sintomas; 40 a 59 anos: solicitar hemograma, considerar ECG, função renal, glicemia e exame de urina se houver sintomas; 60 anos ou mais: solicitar hemograma, ECG e função renal, considerar radiografia de tórax, glicemia e exame de urina se houver sintomas. Pacientes ASA 2, com doença cardiovascular 16 anos ou mais: solicitar ECG, hemograma, função renal, considerar pedido de radiografia de tórax, exame de urina e gasometria. 16 anos ou mais: solicitar ECG, hemograma, função renal, considerar pedido de radiografia de tórax, coagulograma, Pacientes ASA 2, com doença respiratória e 16 a 39 anos: solicitar hemograma, considerar radiografia de tórax, ECG, função renal, exame 40 a 59 anos: solicitar hemograma, considerar radiografia de tórax, ECG, função renal, exame de urina, gasometria e provas de função pulmonar; 622 FEMINA Novembro 2009 vol 37 nº 11
5 Exames pré-operatórios nas cirurgias ginecológicas eletivas 60 a 79 anos: solicitar hemograma e função renal, considerar radiografia de tórax, ECG, exame de urina, gasometria e provas de função pulmonar; 80 anos ou mais: solicitar hemograma, função renal e ECG, considerar radiografia de tórax, exame de urina, gasometria e provas de função pulmonar. e com alteração dos sintomas ou que necessitem de suporte ventilatório. radiografia de tórax, ECG, glicemia, exame de urina, gasometria e provas de função pulmonar; considerar radiografia de tórax, glicemia, exame de urina, gasometria e provas de função pulmonar. Pacientes ASA 2, com doença renal 16 a 59 anos: solicitar hemograma e função renal; considerar radiografia de tórax, ECG f, coagulograma, glicemia, exame 60 anos ou mais: solicitar hemograma, função renal e ECG; f Solicitar dependendo da causa da doença renal (por exemplo, diabetes e hipertensão arterial). Pacientes ASA, com doença renal Cirurgia de grande porte (grau 4) coagulograma, glicemia e exame de urina se presente sintomas; 40 a 59 anos: solicitar hemograma e função renal, considerar ECG, coagulograma, glicemia e exame de urina se presente sintomas; considerar radiografia de tórax, coagulograma, glicemia e exame de urina se presente sintomas. Pacientes ASA 2, com doença cardiovascular 16 anos ou mais: solicitar ECG, hemograma, função renal, considerar pedido de radiografia de tórax, coagulograma, 16 a 59 anos: solicitar ECG, hemograma, função renal, considerar pedido de radiografia de tórax, coagulograma, exame 60 anos ou mais: solicitar radiografia de tórax, ECG, hemograma, função renal, considerar coagulograma, exame de urina e gasometria. Pacientes ASA 2, com doença respiratória g radiografia de tórax, ECG, coagulograma, exame de urina, gasometria e provas de função pulmonar. considerar radiografia de tórax, coagulograma, exame de urina, gasometria e provas de função pulmonar. g com alteração dos sintomas ou que necessitem de suporte ventilatório. de urina, gasometria e provas de função pulmonar; 40 anos ou mais: solicitar hemograma, função renal e ECG, exame de urina, gasometria e provas de função pulmonar. Pacientes ASA 2, com doença renal radiografia de tórax, ECG h, coagulograma, glicemia, exame 40 anos ou mais: solicitar hemograma, função renal e ECG, h Solicitar na dependência da causa da doença renal (por exemplo, diabetes e hipertensão arterial). FEMINA Novembro 2009 vol 37 nº
6 Giordano LA, Giordano MV, Giordano EB, Silva RO Pacientes ASA 3, com doença renal 40 anos ou mais: solicitar hemograma, função renal e ECG, Em todas as categorias de pacientes, o exame de b-hcg deve ser realizado quando pertinente. Utilizando associação dos guidelines da Canadian Anesthesiologists Society(D) 8, Ontario Preoperative Task Force (D) 9 (Tabela 2) e The Ottawa Hospital, foram avaliados os exames de radiografia de tórax, ECG, hemograma completo e eletrólitos séricos de pacientes com cirurgias ambulatoriais ou com internação de um dia. De um total de 534 pacientes, exames alterados foram detectados em 35,4%, havendo influência da faixa etária principalmente nos eletrólitos e hemograma. Em apenas 2,6% dos pacientes, houve necessidade de alteração na conduta médica inicial (B). 10 Revisão sistemática sobre o valor da realização da radiografia de tórax no pré-operatório evidenciou que, dos 513 artigos encontrados, 14 foram utilizados na pesquisa, sendo que apenas seis apresentavam qualidade satisfatória. Houve semelhança nas complicações pulmonares pós-operatórias entre os pacientes que realizaram e não realizaram o exame: 12,8 e 16%, respectivamente. A taxa de avaliação adicional, quando houve alteração em exame, variou de 4 a 47%. Houve necessidade de mudança na conduta clínica em apenas 10% dos pacientes com radiografia anormal. Conclui-se que a solicitação do exame não é necessária em pacientes com menos de 70 anos sem comorbidades clínicas (A). 11 Outra revisão sistemática de 21 estudos, totalizando radiografias de tórax, encontrou exames anormais, sendo que em apenas 14 pacientes (0,1%) houve mudança na conduta do paciente (A). 12 A utilização rotineira da radiografia de tórax em pacientes com mais de 70 anos evidenciou alterações em 84% dos pacientes. Os autores do estudo acreditam que, nestes pacientes, deva-se considerar a realização do exame mesmo sem indicação médica (C). 13 Tabela 2 - Exames pré-operatórios de Ontário Exame Hemograma completo Creatinina e eletrólitos Glicemia TAP/PTT Rastreio anemia falciforme ECG Radiografia de tórax Critério para solicitação >60 anos / suspeita de anemia Uso de diuréticos, doença renal, diabetes Diabetes Uso de anticoagulantes, coagulopatias, doença hepática Origem africana ou Caribenha >45 anos, hipertensão arterial ou doença cardíaca Doença pulmonar, tabagismo intenso TAP: tempo de protrombina ativada; PTT: tempo de tromboplastina parcial; ECG: eletrocardiograma. A Associação Americana do Coração e o Colégio Americano de Cardiologia consideram haver evidências para a nãorecomendação da realização de ECG de rotina em pacientes sem sintomas cardíacos ou que serão submetidas a cirurgias de menor risco (D). 14 A solicitação rotineira da pesquisa da coagulação sanguínea não é necessária no pré-operatório. Pacientes com história familiar de coagulopatias, história de sangramento pós-trauma ou póscirúrgico, uso de anticoagulantes e doenças que influenciam a cascata de coagulação devem ser pesquisados quanto ao tempo de protrombina ativada (TAP) e tempo de tromboplastina parcial (PTT), testes considerados de primeira linha para esta análise (D). 15 É interessante a observação final dos autores de que, mesmo realizando ampla revisão do tema, qualquer responsabilidade legal acerca das informações descritas no artigo são refutadas. Estudo com 991 pacientes com mais de 40 anos, no período pré-operatório de cirurgias não-cardíacas, foi realizado com hemograma, sódio e potássio séricos, ureia, creatinina, protrombina, trombina, tempo de tromboplastina parcial ativada, ECG e radiografia do tórax. Em 52,5% dos pacientes, pelo menos um exame de rotina estava alterado. Não houve necessidade de mudança na conduta clínica para nenhum paciente (B). 16 A avaliação de prontuários de pacientes submetidos a procedimentos anestésicos e cirúrgicos sem a realização de exames complementares nos 90 dias anteriores revelou que 97% destes pacientes foram considerados sadios. A média de idade foi de 21 anos (0 a 95 anos). Não houve nenhuma morte ou complicação maior neste grupo. Alguns exames complementares foram solicitados nos períodos intra e pós-operatório, porém sem alteração da conduta médica. Os autores acreditam que pacientes bem avaliados clinicamente no pré-operatório e que não apresentem indicação para solicitação de outros exames complementares podem ser seguramente submetidos a procedimento anestésicos e cirúrgicos. Em algumas situações, outros exames podem ser solicitados no período per-operatório com rara alteração no acompanhamento do paciente (C). 17 Em relação a cirurgias ambulatoriais, não há estudos controlados e randomizados sobre a efetividade da solicitação de exames préoperatórios. Estudo piloto com pacientes os alocou em dois grupos: um com solicitação de exames complementares e outro sem. Não foram encontradas diferença nos índices de complicações perioperatórias nem de eventos adversos até o trigésimo dia pósoperatório. Nenhuma das complicações encontradas foi relacionada à ausência de realização de exames pré-operatórios (B). 18 O aspecto financeiro deve ser lembrado nas solicitações de exames laboratoriais. A realização de videolaparoscopia em mulheres determinou necessidade de hemotransfusão intraope- 624 FEMINA Novembro 2009 vol 37 nº 11
7 Exames pré-operatórios nas cirurgias ginecológicas eletivas ratória em apenas 57 casos. Todos foram relacionados à anemia sintomática no pré-operatório ou à gravidez ectópica. Os exames sanguíneos realizados (tipagem, hematócrito, hemoglobina, B-HCG e eletrólitos) no pré-operatório abrangeram 72% das pacientes e não superaram as indicações clínicas de hemotransfusão no peroperatório. A estimativa é de que a economia com a solicitação dos exames sanguíneos apenas nos casos com indicação clínica alcançaria a cifra de 352 mil dólares. Os autores informam, ainda, que a solicitação de exames realmente necessários em cirurgias laparoscópicas determinaria economia de cerca de 1 milhão de dólares por ano nos Estados Unidos (C). 19 Considerações finais Realizar avaliação pré-operatória de modo eficiente, rápida e completa é tarefa difícil. O tempo dispensado com a avaliação clínica do paciente é cada vez menor, o que talvez explique o excesso de exames complementares solicitados. Porém, não foi possível demonstrar efetividade na maioria destes pedidos, uma vez que em pequeno número de casos a conduta inicial é modificada com resultado de exame anormal. Consideram-se exames normais aqueles cujos valores encontram-se entre 2,5 desvios padrões da média. Logo, em 5% dos pacientes sabidamente sadios, encontraremos resultados alterados. Quanto maior a solicitação de exames, maior o risco de pelo menos um deles apresentar resultado falso positivo. Com o resultado do exame, haverá apreensão do paciente, necessidade de novos exames confirmatórios e provável atraso na realização da cirurgia. Considerando-se os resultados dos exames de modo independente e supondo que cada um tenha especificidade de 95%, quando se solicitam 20 exames, a chance de pelo menos um estar anormal é de 64% (D). 20 A solicitação de exames não deve ser rotineira e sim baseada na soberana avaliação médica. Estes dados não podem ser utilizados por profissionais de outras áreas para contenção de custos na administração de saúde. Cabe à equipe de avaliação pré-operatória este julgamento. Cada instituição deveria, idealmente, estipular um modelo de avaliação destes pacientes com a participação de todos os setores e profissionais envolvidos. Com estas condutas, seria possível amenizar, ou até mesmo abolir, o medo relacionado aos aspectos médico-legais da restrição na solicitação dos exames realmente necessários. Leituras suplementares 1. Roizen MF. More preoperative assessment by physicians and less by laboratory tests. N Engl J Med. 2000;342(3): Markham SM, Rock JA. Preoperative care. In: Rock JA, Jones HW III, editors. Te Linde s Operative Gynecology. 10th ed. Philadelphia: Wolters Kluwer/Lippincott Williams & Wilkins; p Fischer SP. Cost-effective preoperative evaluation and testing. Chest. 1999;115 (5 Suppl):96S. 4. Lutner RE, Roizen MF, Stocking CB, Thisted RA, Kim S, Duke PC, et al. 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