Fiscalidade IVA. Manual do Formador

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1 Fiscalidade IVA Manual do Formador

2 ÍNDICE INTRODUÇÃO 3 1º MÓDULO - IVA - IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO 4 2º MÓDULO - RITI - REGIME DO IVA NAS TRANSAÇÕES INTRACOMUNITÁRIAS 7 3º MÓDULO - O REGIME DE TRIBUTAÇÃO DAS AQUISIÇÕES INTRACOMUNITÁRIAS DE BENS 8 4º MÓDULO - TRANSFERÊNCIAS DE BENS 9 5º MÓDULO - BENS EM SEGUNDA MÃO, OBJECTOS DE ARTE, DE COLECÇÃO E ANTIGUIDADES 10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 11 FICHA TÉCNICA 12 2 MANUAL DO FORMADOR

3 INTRODUÇÃO O presente manual está concebido de forma a constituir um Guia Básico de Apoio para ajudar os formadores a preparar e a realizar acções de formação subordinadas ao tema da Fiscalidade IVA. Tendo em conta a complexidade do assunto bem como a possibilidade de flexibilização programática e metodológica, recomenda-se a sua adaptação ao público-alvo e à estrutura formativa que estiver em causa. Os conteúdos gerais propostos para a realização da formação baseiam-se nos conteúdos abordados no Manual do Formando de "Fiscalidade IVA". A metodologia de abordagem aplicada a este Guia prevê a apresentação de um plano global da acção ajustável às sessões definidas, organizado por módulos, definindo-se em relação a cada módulo os seguintes aspectos: Objectivos Específicos: Conteúdos Programáticos; Auxiliares Pedagógicos. Refira-se que, os auxiliares pedagógicos concebidos disponibilizam, desde logo, uma apresentação do programa de formação, a que os formadores poderão recorrer no início da formação para a definição dos objectivos e apresentação dos conteúdos programáticos a ministrar. Encontra-se, ainda disponível do presente CDROM um conjunto de exercícios de aplicação com as respectivas soluções, susceptíveis de serem utilizados ao longo da formação. Os referidos exercícios poderão, também, servir como instrumento de avaliação da aquisição de conhecimentos por parte dos formandos. MANUAL DO FORMADOR 3

4 1º MÓDULO IVA - IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO OBJECTIVOS No final do módulo os formandos deverão ser capazes de: Definir o conceito de IVA; Identificar os sujeitos passivos de IVA; Definir o conceito de operações assimiladas; Definir o conceito de prestações de serviços; Caracterizar a importação de bens; Definir operações intracomunitárias; Caracterizar as isenções de imposto nas operações internas; Identificar as diversas categorias das isenções internas; Identificar as diversas operações de isenção nas importações; Identificar as diversas operações de isenção nas exportações; Identificar as situações em que poderá existir renuncia a isenção de imposto; Enumerar as diversas bases sobre as quais incide o imposto; Conhecer as taxas do IVA; Conhecer os prazos e limitações do direito às deduções; Definir e distinguir as obrigações dos sujeitos passivos do regime normal do IVA. 4 MANUAL DO FORMADOR

5 CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS IVA - IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO Conceito Incidência Transmissão de bens Operações assimiladas Prestações de serviços Importação de bens Operações intracomunitárias Isenções Nas operações internas Nas importações Nas exportações Renúncia à isenção Apuramento de IVA Valor tributável Taxas Deduções Operações que conferem direito à dedução Condições para exercer o direito à dedução MANUAL DO FORMADOR 5

6 Prazos e limitações do direito à dedução Obrigações dos sujeitos passivos do regime normal do IVA Regimes especiais REI (Regime Especial de Isenção) REPR (Regime Especial dos Pequenos Retalhistas) RITI (REGIME DO IVA NAS TRANSAÇÕES INTRACOMUNITÁRIAS) AUXILIARES PEDAGÓGICOS Para o desenvolvimento deste módulo aconselha-se o recurso aos diapositivos 9 a 26 da apresentação powerpoint contida neste CDROM. 6 MANUAL DO FORMADOR

7 2º MÓDULO RITI - REGIME DO IVA NAS TRANSAÇÕES INTRACOMUNITÁRIAS OBJECTIVOS No final do módulo os formandos deverão ser capazes de: Identificar a tributação das diferentes prestações de serviços; Reconhecer a incidência do imposto no caso da entrega de bens imóveis corpóreos montados sob encomenda em outro Estado membro; Reconhecer a incidência do imposto no caso da entrega de bens imóveis corpóreos montados sob encomenda em território nacional. CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS RITI A tributação das prestações de serviços Prestações de serviços de transporte intracomunitário de bens Prestações de serviços acessórias de um transporte intracomunitário de bens Intermediação, em nome e por conta de outrem, numa prestação de serviços de transporte intracomunitário de bens ou em prestações de serviços acessórias desse transporte Intermediação em nome e por conta de outrem em operações que não sejam as referidas nos n 8, 9, 15 e 16 do art. 6 do CIVA Regras de localização Entrega de bens móveis corpóreos produzidos ou montados sob encomenda Trabalho a feitio efectuado em outro Estado membro Trabalho a feitio executado no território nacional AUXILIARES PEDAGÓGICOS Para desenvolvimento deste módulo aconselha-se o recurso aos diapositivos 27 a 32 da apresentação powerpoint contida neste CDROM. MANUAL DO FORMADOR 7

8 3º MÓDULO O REGIME DE TRIBUTAÇÃO DAS AQUISIÇÕES INTRACOMUNITÁRIAS DE BENS OBJECTIVOS No final do módulo os formandos deverão ser capazes de: Caracterizar o regime de tributação das aquisições intracomunitárias de bens; Enumerar as isenções nas aquisições intracomunitárias; Determinar o facto gerador do Imposto nas aquisições intracomunitárias. CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS O REGIME DE TRIBUTAÇÃO DAS AQUISIÇÕES INTRACOMUNITÁRIAS DE BENS Sua caracterização AUXILIARES PEDAGÓGICOS Para o desenvolvimento deste módulo aconselha-se o recurso aos diapositivos 33 e 34 da apresentação powerpoint contida neste CDROM. 8 MANUAL DO FORMADOR

9 4º MÓDULO TRANSFERÊNCIA DE BENS OBJECTIVOS No final do módulo os formandos deverão ser capazes de: Definir a transferência de bens e seu enquadramento no RITI; Definir a transferência de bens para serem objecto de instalação ou montagem em outro Estado membro. CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS TRANSFERÊNCIAS DE BENS Seu enquadramento no RITI Transferência de bens para serem objecto de instalação ou montagem em outro Estado membro AUXILIARES PEDAGÓGICOS Para o desenvolvimento deste módulo aconselha-se o recurso aos diapositivos 35 e 36 da apresentação powerpoint contida neste CDROM. MANUAL DO FORMADOR 9

10 5º MÓDULO BENS EM SEGUNDA MÃO, OBJECTOS DE ARTE, DE COLECÇÃO E ANTIGUIDADES OBJECTIVOS No final do módulo os formandos deverão ser capazes de: Identificar a legislação relativa a bens em segunda mão, objectos de arte, de colecção e antiguidades; Enumerar casos não sujeitos ao imposto; Enumerar casos sujeitos a liquidação do imposto. CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS BENS EM SEGUNDA MÃO, OBJECTOS DE ARTE, DE COLECÇÃO E ANTIGUIDADES O novo regime aprovado pelo Decreto-Lei 199/96, de 18 de Outubro AUXILIARES PEDAGÓGICOS Para o desenvolvimento deste módulo aconselha-se o recurso ao diapositivo 37 da apresentação powerpoint contida neste CDROM. 10 MANUAL DO FORMADOR

11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Código do I.V.A., Editora Rei dos Livros, Lisboa, 19.ª edição, 2002 Informador Fiscal, Código do IVA, GinoinFormações, Publicações, Lda, Porto, Agosto 2002 PEREIRA, J.F. Lemos et al., Teoria e Técnica dos Impostos, Editora Rei dos Livros, Lisboa, 23.ª edição, 2000 PINTO, Miguel Silva et al., I.V.A., Áreas Editora, Lisboa, 7.ª edição, 2002 SILVA, Carlos et al, I.V.A. & R.I.T.I., Lidel Edições Técnicas, Lisboa, 2.ª edição, 2003 CD do Sistema de Informação do Técnico Oficial de Contas, DigiLex, Produtos Informáticos, Lda., 2004 MANUAL DO FORMADOR 11

12 FICHA TÉCNICA Título: Fiscalidade IVA Autoria: Leandro Gustavo Ribeiro Edição: CECOA Coordenação: Cristina Dimas Design e Composição: Altura Data Publishing Produção apoiada pelo Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS), cofinanciado pelo Estado Português e pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu. Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social União Europeia Fundo Social Europeu 12 MANUAL DO FORMADOR

13 Fiscalidade IVA Exercícios de Aplicação

14 EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 1 1. Na Prestação de Serviços de Transporte Intracomunitário de Bens em que o prestador dos serviços (transportador, transitário,) está estabelecido no território nacional. Indique para as diversas operações apresentadas a sua tributação para efeito do imposto: 1.1. O início do transporte no território nacional O adquirente está estabelecido no território nacional e fornece o seu número de identificação fiscal O adquirente está estabelecido noutro Estado membro e fornece o seu número de identificação fiscal O adquirente não fornece o número de identificação fiscal, porque é um particular ou um residente num país terceiro Início do transporte noutro Estado membro O adquirente é um sujeito passivo estabelecido no território nacional e fornece o seu número de identificação fiscal O adquirente dos serviços é um sujeito passivo estabelecido noutro Estado membro e fornece o seu número de identificação fiscal O adquirente não fornece o seu número de identificação fiscal, por ser particular ou residente em país terceiro. 2 EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

15 EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 2 2. Na Prestação de Serviços de Transporte Intracomunitário de Bens em que o prestador dos serviços (transportador, transitário,) está estabelecido noutro Estado membro. Indique para as diversas operações apresentadas a sua tributação para efeito do imposto Início do transporte no território nacional Início do transporte noutro Estado membro. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 3

16 EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº3 Relativamente às regras de localização das prestações de serviços efectuadas por intermediários agindo em nome e por conta de outrem em operações intracomunitárias (n.º17 e n.º18 do art. 6.º do CIVA), indique nas seguintes situações a tributação para efeitos de imposto: 3. O Prestador de Serviços (comissionista) está estabelecido em território nacional O adquirente dos serviços é um sujeito passivo estabelecido no território nacional, devidamente identificado para feitos de IVA e fornece o respectivo número de identificação fiscal A comissão está associada a uma aquisição intracomunitária A comissão está relacionada com uma transmissão intracomunitária O adquirente dos serviços de intermediação é um sujeito passivo estabelecido noutro Estado membro e fornece o seu número de identificação O adquirente dos serviços não fornece o seu número de identificação fiscal, ou porque é particular ou residente num país terceiro. 4 EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

17 EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 4 Relativamente às regras de localização das prestações de serviços efectuadas por intermediários agindo em nome e por conta de outrem em operações intracomunitárias (n.º17 e n.º18 do art. 6.º do CIVA), indique nas seguintes situações a tributação para efeitos de imposto: 4. O comissionista é um sujeito passivo estabelecido noutro Estado membro, onde está devidamente registado para efeitos de IVA O adquirente dos serviços é um sujeito passivo estabelecido no território nacional, devidamente identificado como tal A comissão está associada a uma aquisição intracomunitária A comissão está associada a uma transmissão intracomunitária O adquirente dos serviços não fornece o seu número de identificação fiscal, porque é um particular ou residente num país terceiro. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 5

18 EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 5 Relativamente às regras de localização das prestações de serviço efectuadas por intermediários agindo em nome e por conta de outrem em operações intracomunitárias (n.º17 e n.º18 do art. 6.º do CIVA), indique nas seguintes situações a tributação para efeitos de imposto: 5. O comissionista está estabelecido num país terceiro O adquirente dos serviços é um sujeito passivo estabelecido no território nacional, devidamente identificado para feitos de IVA A comissão está relacionada com uma aquisição intracomunitária A comissão está relacionada com uma transmissão intracomunitária O adquirente dos serviços não fornece o número de identificação fiscal, porque é particular ou residente num país terceiro. 6 EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

19 SOLUÇÕES DO EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 1 1. Na Prestação de Serviços de Transporte Intracomunitário de Bens em que o prestador dos serviços (transportador, transitário,) está estabelecido no território nacional. Indique para as diversas operações apresentadas a sua tributação para efeito do imposto: O início do transporte no território nacional O adquirente está estabelecido no território nacional e fornece o seu número de identificação fiscal. SOLUÇÃO: A operação está isenta de IVA, nos termos da alínea q) do n.º1 do art. 14º do CIVA O adquirente está estabelecido noutro Estado membro e fornece o seu número de identificação fiscal. SOLUÇÃO: A operação não é tributada no território nacional, mas sim no Estado membro do adquirente (n.º12 do art. 6º do CIVA). O prestador terá de fazer constar da factura o motivo da não liquidação do IVA O adquirente não fornece o número de identificação fiscal, porque é um particular ou um residente num país terceiro. SOLUÇÃO: A operação é tributada no território nacional, cabendo ao prestador a liquidação do imposto Início do transporte noutro Estado membro O adquirente é um sujeito passivo estabelecido no território nacional e fornece o seu número de identificação fiscal. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 7

20 SOLUÇÃO: A operação é tributada no território nacional, cabendo ao prestador a liquidação do imposto O adquirente dos serviços é um sujeito passivo estabelecido noutro Estado membro e fornece o seu número de identificação fiscal. SOLUÇÃO: A operação não é tributada em Portugal, nos termos do n.º12 do art. 6º do CIVA, devendo o prestador fazer constar da factura o motivo da não liquidação O adquirente não fornece o seu número de identificação fiscal, por ser particular ou residente em país terceiro. SOLUÇÃO: A operação é tributada no estado membro da partida, o que implica a obrigação de registo nesse Estado membro ou nomeação de um representante. 8 EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

21 SOLUÇÕES DO EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 2 2. Na Prestação de Serviços de Transporte Intracomunitário de Bens em que o prestador dos serviços (transportador, transitário,) está estabelecido noutro Estado membro. Indique para as diversas operações apresentadas a sua tributação para efeito do imposto Início do transporte no território nacional. SOLUÇÃO: A operação é considerada localizada no território nacional pelo n.º 11 do artigo 6.º do IVA. No entanto, está isenta, nos termos da alínea q) do n.º 1 do artigo 14.º do CIVA Início do transporte noutro Estado membro. SOLUÇÃO: A operação é localizada e tributada no território nacional pelo n.º 11 do artigo 6.º do CIVA, cabendo a liquidação do IVA ao adquirente do serviço. O IVA liquidado é dedutível nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 19 do CIVA. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 9

22 SOLUÇÕES DO EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº3 Relativamente às regras de localização das prestações de serviço efectuadas por intermediários agindo em nome e por conta de outrem em operações intracomunitárias (n.º17 e n.º18 do art. 6.º do CIVA). Indique nas seguintes situações a tributação para efeitos de imposto: 3. O prestador de serviços (comissionista) está estabelecido em território nacional O adquirente dos serviços é um sujeito passivo estabelecido no território nacional, devidamente identificado para feitos de IVA e fornece o respectivo número de identificação fiscal A comissão está associada a uma aquisição intracomunitária. SOLUÇÃO: Essa comissão é tributada no território nacional, nos termos da alínea b) do n.º 17 do art. 6º do CIVA, sendo a liquidação do IVA da competência do comissionista A comissão está relacionada com uma transmissão intracomunitária SOLUÇÃO: A comissão beneficia da isenção da alínea q) do n.º1 do art. 14º do CIVA O adquirente dos serviços de intermediação é um sujeito passivo estabelecido noutro Estado membro e fornece o seu número de identificação. SOLUÇÃO: A operação não será tributada no território nacional, mas sim no Estado membro do adquirente, cabendo a este a liquidação do IVA, em conformidade com o n.º 18 do art 6.º do CIVA O adquirente dos serviços não fornece o seu número de identificação fiscal, ou porque é particular ou residente num país terceiro. 10 EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

23 SOLUÇÃO: Neste caso, a comissão será tributada no Estado membro onde se localizar a operação a que diz respeito a intermediação. E assim, se tal operação for localizada no território nacional, a comissão será aqui tributada, cabendo ao comissionista a liquidação do IVA. Se for localizada noutro Estado membro, o comissionista terá de registar-se ou nomear representante fiscal nesse Estado membro, para aí proceder à liquidação e entrega do IVA em causa. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 11

24 SOLUÇÕES DO EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 4 Relativamente às regras de localização das prestações de serviço efectuadas por intermediários agindo em nome e por conta de outrem em operações intracomunitárias (n.º17 e n.º18 do art. 6.º do CIVA), indique nas seguintes situações a tributação para efeitos de imposto: 4. O comissionista é um sujeito passivo estabelecido noutro Estado membro, onde está devidamente registado para efeitos de IVA O adquirente dos serviços é um sujeito passivo estabelecido no território nacional, devidamente identificado como tal A comissão está associada a uma aquisição intracomunitária. SOLUÇÃO: A comissão é tributada no território nacional, nos termos da alínea b) do n.º 17 do art. 6.º CIVA, cabendo a liquidação do imposto ao próprio adquirente do serviço, que, por força da alínea c) do n.º 1 do artigo 19.º do mesmo código, terá direito à dedução do mesmo A comissão está associada a uma transmissão intracomunitária. SOLUÇÃO: Neste caso, beneficia da isenção consignada na alínea q) do n.º 1 do artigo 14.º do CIVA O adquirente dos serviços não fornece o seu número de identificação fiscal, porque é um particular ou residente num país terceiro. SOLUÇÃO: Neste caso, a comissão será tributada no estado membro onde se localizar a operação a que se refere a intermediação. Consequentemente, se a operação a que diz respeito a intermediação se localizar no território nacional, o comissionista terá de registar-se ou nomear representante fiscal, no território nacional, para proceder à liquidação e entrega do respectivo imposto. 12 EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

25 SOLUÇÕES DO EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 5 Relativamente às regras de localização das prestações de serviço efectuadas por intermediários agindo em nome e por conta de outrem em operações intracomunitárias (n.º17 e n.º18 do art. 6.º do CIVA), indique nas seguintes situações a tributação para efeitos de imposto: 5. O comissionista está estabelecido num país terceiro O adquirente dos serviços é um sujeito passivo estabelecido no território nacional, devidamente identificado para feitos de IVA A comissão está relacionada com uma aquisição intracomunitária. SOLUÇÃO: A operação é tributada em território nacional, cabendo ao adquirente dos serviços proceder à respectiva liquidação do imposto A comissão está relacionada com uma transmissão intracomunitária. SOLUÇÃO: A operação está isenta ao abrigo da alínea q) do n.º1 do art. 14º do CIVA O adquirente dos serviços não fornece o número de identificação fiscal, porque é particular ou residente num país terceiro. SOLUÇÃO: Se a operação a que se refere a intermediação se localizar no território nacional, a comissão será aqui tributada. Neste caso o comissionista terá de registar-se ou nomear representante fiscal no território nacional, para proceder a liquidação e entrega do imposto. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 13

26 FICHA TÉCNICA Título: Fiscalidade IVA Autoria: Leandro Gustavo Ribeiro Edição: CECOA Coordenação: Cristina Dimas Design e Composição: Altura Data Publishing Produção apoiada pelo Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS), cofinanciado pelo Estado Português e pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu. Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social União Europeia Fundo Social Europeu 14 EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

27 IVA - IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO Slide 1

28 APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA IVA INCIDÊNCIA ISENÇÃO APURAMENTO DE IVA OBRIGAÇÕES DOS SUJEITOS PASSIVOS DO REGIME NORMAL DO IVA Slide 2

29 APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA REGIMES ESPECIAIS RITI (REGIME DO IVA NAS TRANSAÇÕES INTRACOMUNITÁRIAS RIAS ) Slide 3

30 APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA RITI A TRIBUTAÇÃO DAS PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS INTERMEDIAÇÃO EM NOME E POR CONTA DE OUTREM EM OPERAÇÕES QUE NÃO SEJAM AS REFERIDAS NOS N N 8, 9, 15 E 16 DO ART. 6 6 DO CIVA Slide 4

31 APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA ENTREGA DE BENS MÓVEIS M CORPÓREOS REOS PRODUZIDOS OU MONTADOS SOB ENCOMENDA ISENÇÃO APURAMENTO DE IVA Slide 5

32 APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA O REGIME DE TRIBUTAÇÃO DAS AQUISIÇÕES INTRACOMUNITÁRIAS RIAS DE BENS SUA CARACTERIZAÇÃO Slide 6

33 APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA TRANSFERÊNCIAS DE BENS SEU ENQUADRAMENTO NO RITI TRANSFERÊNCIA DE BENS PARA SEREM OBJECTO DE INSTALAÇÃO OU MONTAGEM EM OUTRO ESTADO MEMBRO Slide 7

34 APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA BENS EM SEGUNDA MÃO, OBJECTOS DE ARTE, DE COLECÇÃO E ANTIGUIDADES O NOVO REGIME APROVADO PELO DECRETO- LEI 199/96, DE 18 DE OUTUBRO Slide 8

35 IVA IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO DEFINIÇÃO ÉUM É IMPOSTO GERAL É UM IMPOSTO PLURIFÁSICO É UM IMPOSTO NÃO CUMULATIVO Slide 9

36 INCIDÊNCIA TRANSMISSÃO DE BENS OPERAÇÕES ASSIMILADAS PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS IMPORTAÇÃO DE BENS OPERAÇÕES INTRACOMUNITÁRIAS RIAS Slide 10

37 ISENÇÃO NAS OPERAÇÕES INTERNAS NAS IMPORTAÇÕES NAS EXPORTAÇÕES RENÚNCIA NCIA À ISENÇÃO Slide 11

38 ISENÇÃO - NAS OPERAÇÕES INTERNAS Assistência e segurança a sociais; Saúde e assistência médica e hospitalar; Educação; Formação profissional; Desporto; Cultura; Operações bancárias; Slide 12 Operações de seguro e resseguro.

39 ISENÇÃO - NAS IMPORTAÇÕES Estão isentas as seguintes operações: As importações definitivas de bens cuja transmissão em território rio nacional seja isenta de IVA; As importações de embarcações afectas à actividade de navegação marítima no alto mar, ao transporte de passageiros ou exercício cio de uma actividade comercial, industrial ou de pesca assim como embarcações com a finalidade de salvamentos ou assistência marítima; Slide 13

40 ISENÇÃO - NAS EXPORTAÇÕES Estão isentas as seguintes operações (cont): Exportações de bens efectuadas pelo vendedor ou por sua conta; Exportações de bens precedidos de reparações ou transformação; Transmissão de bens realizadas no âmbito do direito internacional; Slide 14 Transmissões para o Banco de Portugal de ouro em barra ou em outras formas não trabalhadas.

41 ISENÇÃO - RENUNCIA À ISENÇÃO A renúncia ncia poderá acontecer nos seguintes casos: Os sujeitos passivos que realizem prestações de serviços que tenham por objecto a formação profissional; Os sujeitos passivos que forneçam aos seus empregados serviço o de alimentação e bebidas; Os estabelecimentos hospitalares, clínicas, dispensários e similares que prestem serviços médicos. Slide 15

42 APURAMENTO DE IVA VALOR TRIBUTÁVEL TAXAS DEDUÇÕES OPERAÇÕES QUE CONFEREM DIREITO À DEDUÇÃO CONDIÇÕES PARA EXERCER O DIREITO À DEDUÇÃO PRAZOS E LIMITAÇÕES DO DIREITO À DEDUÇÃO Slide 16

43 APURAMENTO DO IVA - VALOR TRIBUTÁVEL O valor tributável incidirá sobre: Os impostos, direitos e taxas; As despesas acessórias debitadas ao cliente tais como, as comissões, seguros, transportes, publicidade; Os subsídios directamente relacionados com o preço o de cada operação. Slide 17

44 APURAMENTO DO IVA TAXAS Uma taxa reduzida de 5%, aplicável aos bens e serviços constantes da lista I anexa ao CIVA. Uma taxa intermédia de 12%, que se aplica aos bens e serviços previstos na lista II anexa ao CIVA. Uma taxa de 19%, aplicável a todos os bens na sua transmissão e aos serviços prestados não abrangidos pela taxa reduzida ou intermédias. Slide 18

45 APURAMENTO DO IVA DEDUÇÕES Algumas das operações são: O imposto devido pelas importações; O imposto pago pela aquisição de alguns serviços indicados no art. 6.º do CIVA; O imposto que lhe foi facturado na aquisição de bens e serviços por outros sujeitos passivos. Slide 19

46 APURAMENTO DO IVA OP. QUE CONFEREM DIREITO À DEDUÇÃO OPERAÇÕES DEDUTÍVEIS: O imposto suportado na aquisição de bens O imposto suportado na aquisição de bens O imposto suportado na importação de bens Slide 20

47 APURAMENTO DO IVA CONDIÇÕES PARA EXERCER O DIREITO À DEDUÇÃO Direito à dedução do valor constante nas facturas. O imposto suportado nas importações, só poderá ser deduzido com base no recibo de pagamento do IVA. Slide 21

48 APURAMENTO DO IVA PRAZOS E LIMITAÇÕES DO DIREITO À DEDUÇÃO O imposto poderá ser deduzido no período correspondente à data de emissão da factura ou documento equivalente. NÃO DEDUÇÃO DO IMPOSTO SUPORTADO: Aquisição, locação, manutenção e todas as despesas relacionadas com viaturas de turismo; Despesas respeitantes à aquisição de combustível, com excepção do gasóleo, o GPL e do gás g s natural em que se deduz 50%; Slide 22 Será dedutível em 100% o imposto contido na aquisição do gasóleo, o GPL e do gás g s natural se destinado a veículos pesados de passageiros, veículos licenciados para transportes públicos, p com excepção dos rent-a-car.

49 OBRIGAÇÕES DOS SUJEITOS PASSIVOS DO REGIME NORMAL DO IVA Os sujeitos passivos têm quatro tipos de obrigações: Obrigações declarativas Obrigações de pagamento Obrigações de facturação Obrigações de escrituração Slide 23

50 REGIMES ESPECIAIS R.E.I. (REGIME ESPECIAL DE ISENÇÃO) R.E.P.R. (REGIME ESPECIAL DOS PEQUENOS RETALHISTAS) Slide 24

51 REGIMES ESPECIAIS R.E.I. (REGIME ESPECIAL DE ISENÇÃO) É enquadrado neste regime quem cumulativamente reúna as seguintes condições: Sejam retalhistas (aqueles cujo volume de compras de bens destinados a venda sem transformação atinjam pelo menos 90% das compras); Não tenham nem sejam obrigados a ter contabilidade organizada; Não pratiquem exportações ou importações; Não pratiquem operações intracomunitárias; rias; Não tenham atingido no ano civil anterior um volume de compras superior a ,79 ; Slide 25 Se realizarem prestações de serviços não isentas de imposto este não pode ser superior a 249,40 no ano civil em causa.

52 RITI (REGIME DO IVA NAS TRANSAÇÕES INTRACOMUNITÁRIAS) RIAS) Estão sujeitas a este imposto as aquisições intracomunitárias rias de bens efectuadas no território rio nacional a título t tulo oneroso desde que o vendedor: Seja sujeito passivo, devidamente registado para efeitos de imposto em outro Estado membro; Não esteja abrangido por um regime particular de isenção de pequenas empresas no seu Estado membro; Não efectue no território rio nacional a instalação ou montagem dos bens expedidos ou enviados a partir de outro Estado membro; Slide 26 Os bens transmitidos não devam estar sujeitos ao regime das vendas a distância;

53 TRIBUTAÇÃO DAS PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE INTRACOMUNITÁRIO RIO DE BENS Transportes cujos lugares de partida e de chegada se situam em Estados membros diferentes. Conduz à tributação dos mesmos quando o início do transporte se situe no território rio nacional e à não tributação quando o início do transporte se situe noutro Estado membro. Slide 27

54 TRIBUTAÇÃO DAS PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS ACESSÓRIAS DE UM TRANSPORTE INTRACOMUNITÁRIO RIO DE BENS Transportes de aproximação e serviços conexos. Os serviços executados noutro Estado membro serão tributados no território rio nacional, se o adquirente for um sujeito passivo registado em território rio nacional, tenha utilizado o respectivo número de identificação fiscal. Slide 28 Conduz à tributação dos mesmos quando o início do transporte se situe no território rio nacional e à não tributação quando o início do transporte se situe noutro Estado membro.

55 TRIBUTAÇÃO DAS PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS INTERMEDIAÇÃO, EM NOME E POR CONTA DE OUTREM, NUMA PREST. DE SERVIÇOS DE TRANSP. INTR. DE BENS OU EM PREST. DE SERVIÇOS ACESSÓRIAS DESSE TRANSPORTE À tributação dos serviços de intermediação no território rio nacional se aqui se situasse a sede, o estabelecimento estável ou o domicílio do prestador. À sua não tributação se a sede, estabelecimento estável ou domicílio do intermediário rio estivessem situados fora do território rio nacional. Slide 29

56 INTERMEDIAÇÃO EM NOME E POR CONTA DE OUTREM EM OP. QUE NÃO SEJAM AS REFERIDAS NOS N N 8, 9, 15 E 16 DO ART. 6 6 DO CIVA REGRAS DE LOCALIZAÇÃO O local de tributação dos serviços segue a regra de localização das operações a que estejam associados. Não será se o adquirente do serviço o for um sujeito passivo de IVA, devidamente registado em outro Estado membro. Slide 30

57 ENTREGA DE BENS MÓVEIS M CORPÓREOS REOS PRODUZIDOS OU MONTADOS SOB ENCOMENDA TRABALHO A FEITIO EFECTUADO EM OUTRO ESTADO MEMBRO Se a totalidade dos materiais for fornecida pelo empreiteiro, ocorrerá em Portugal uma aquisição intracomunitária ria de bens, sujeita a imposto nos termos gerais. Não será se o adquirente do serviço o for um sujeito passivo de IVA, devidamente registado em outro Estado membro. Slide 31

58 ENTREGA DE BENS MÓVEIS M CORPÓREOS REOS PRODUZIDOS OU MONTADOS SOB ENCOMENDA TRABALHO A FEITIO EXECUTADO NO TERRITÓRIO RIO NACIONAL Se a totalidade dos materiais for fornecida pelo empreiteiro, a entrega dos bens móveis produzidos ou montados sob encomenda é considerada uma transmissão de bens. Adquirente sujeito passivo registado, para efeitos de IVA, em outro Estado membro a transmissão beneficiará da isenção consignada na alínea a) do artigo 14 do RITI. Slide 32

59 O REGIME DE TRIBUTAÇÃO DAS AQUISIÇÕES INTRACOMUNITÁRIAS RIAS DE BENS Nas transacções entre sujeitos passivos na aquisição intracomunitária ria de bens, é feita a aplicação do imposto ao adquirente. Esta operação define-se como a obtenção do poder de dispor exercício cio do direito de propriedade de um bem móvel corpóreo reo cuja expedição ou transporte, com destino ao adquirente, tenha tido início noutro Estado membro. Slide 33 De acordo com os princípios pios do regime transitório rio do IVA, deverão ser isentas de imposto as transmissões de bens expedidos ou transportados para fora do território rio nacional com destino a sujeitos passivos devidamente identificados para efeitos de IVA em outro Estado membro, ficando sujeitas a imposto no país s de destino.

60 O REGIME DE TRIBUTAÇÃO DAS AQUISIÇÕES INTRACOMUNITÁRIAS RIAS DE BENS Serão também m isentas de imposto, no país s de origem, as transmissões de bens expedidos ou transportados a partir de outro Estado membro com destino a sujeitos passivos identificados para efeitos de IVA no território rio nacional, sendo a liquidação do IVA correspondente às s aquisições de bens da responsabilidade dos adquirentes. Slide 34 O facto gerador do imposto é determinado no momento em que se verifica a aquisição intracomunitária ria de bens e a exigibilidade do imposto ocorre na data da emissão da factura.

61 TRANSFERÊNCIA DE BENS SEU ENQUADRAMENTO NO RITI A operação de transferência é,, em princípio, pio, assimilada a uma transmissão de bens efectuada a título t tulo oneroso. Slide 35

62 TRANSFERÊNCIA DE BENS PARA SEREM OBJ. DE INSTAL. OU MONTAGEM EM OUTRO ESTADO MEMBRO A transferência de bens do território rio nacional para um outro Estado membro, para aí serem montados ou instalados, não é tributada. A entrada dos bens no outro Estado membro também m não é tributada. Slide 36

63 BENS EM SEGUNDA MÃO, OBJECTOS DE ARTE, DE COLECÇÃO E ANTIGUIDADES - O NOVO REG. APROV. PELO DECRETO-LEI 199/96, DE 18 DE OUTUBRO Transpôs para a ordem jurídica nacional a Directiva n 94/5/CE, do Conselho, de 14 de Fevereiro, e revogou o Decreto-Lei n 504- G/85, de 30 de Dezembro. As aquisições intracomunitárias rias de bens em segunda mão, objectos de arte, de colecção e antiguidades passaram a ser não sujeitas a IVA. Slide 37 A aquisição por um sujeito passivo nacional, a um particular de outro Estado membro, de um bem usado, não é considerada como aquisição intracomunitária ria sujeita a IVA, salvo se respeitar a meios de transporte novos.

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