AGRONEGÓCIO CEARENSE
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- Elias Bentes Zagalo
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1 AGRONEGÓCIO CEARENSE Estratégias para o
2 DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO COM SUSTENTABILIDADE COMPETE À ADECE Executar a política de desenvolvimento econômico do Ceará Atrair e incentivar novos negócios e investimentos Criar condições para competitividade dos setores econômicos do Estado Promover desenvolvimento econômico com equidade e sustentabilidade
3 DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO COM SUSTENTABILIDADE SEGMENTOS ECONÔMICOS Indústria Comércio Serviços Agronegócio empresarial Mineração Energia
4 CÂMARAS SETORIAIS DO CEARÁ INSTRUMENTOS DE INTEGRAÇÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DEFINIÇÃO Um foro de interlocução da sociedade, de caráter consultivo, composto por representantes da cadeia produtiva: Lideranças de classe Entidades do governo Instituições financeiras Fornecedores Segmentos a montante e jusante da produção
5 CÂMARAS SETORIAIS DO CEARÁ INSTRUMENTOS DE INTEGRAÇÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS OBJETIVO Identificar oportunidades e entraves impeditivos do setor Apresentar propostas de ações e soluções para o desenvolvimento da cadeia produtiva Integrar agentes públicos e privados, para implantação e acompanhamento de projetos prioritários, de interesse comum Induzir a organização dos elos faltantes Facilitar mecanismos de governança da cadeia produtiva
6 CÂMARAS SETORIAIS DO CEARÁ TOTAL: 18 CÂMARAS FORMADAS, 17 CÂMARAS SETORIAIS E 01 CÂMARA TEMÁTICA Câmara setorial mineral Câmara setorial eventos Câmara setorial eólica Câmara setorial da Saúde Câmara setorial de reciclagem Câmara Temática de logística Câmara setorial de tecnologia da informação Câmara setorial do comércio e serviços Câmara setorial de metalurgia, metal-mecânica e eletro-eletrônico Câmara setorial do Trigo 9 CÂMARAS DO AGRONEGÓCIO Carnaúba, leite, frutas, flores, camarão, mel, caju, tilápia e trigo
7 AGRONEGÓCIOS SEMIÁRIDO O clima semiárido é um tipo de clima caracterizado pela baixa umidade e poucovolume pluviométrico. Na classificação mundial do clima, o clima semiárido é aquele que apresenta precipitação de chuvas média entre 200 mm e 400 mm. Semiárido brasileiro abrange uma área de ,4 km² e compreende municípios de nove estados do Brasil: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
8 ÁREA DO SEMIÁRIDO
9 INFRAESTRUTURA GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS NO CEARÁ Experiência de 19 anos da COGERH Perenização de rios (2.600 km) Bacia do Coreaú Bacia do Litoral Fortaleza Integração de bacias hidrográficas Gestão compartilhada (Comitê de Bacias) Estrutura hídrica: 18 bilhões m3 11 bacias hidrográficas 500 açudes (133 estratégicos) Eficiência econômica na irrigação Bacia do Acaraú Bacia do Parnaíba Bacia do Curu Bacia do Banabuiú Bacia Metropolitana Bacia do Baixo Jaguaribe Eficiência hidráulica e maior renda Planejamento no Ceará até 2020 Bacia do Alto Jaguaribe Bacia do Salgado Bacia do Médio Jaguaribe
10 INFRAESTRUTURA INFRAESTRUTURA HÍDRICA Porto do Pecém Porto do Mucuripe Fortaleza Canal do trabalhador 105 km Irrigação: 7 mil ha Eixo da Integração 255 km Irrigação: 25 mil ha
11 AGRICULTURA IRRIGADA FATOS NORTEADORES CEARÁ GERAÇÃO DE RENDA (VBP) POR VOLUME DE ÁGUA ( R$/1000m³) CANA ARROZ BANANA FEIJÃO VERDE MANGA MAMÃO ABACAXI MELÃO UVA ROSA META Tornar o Ceará uma referência na agricultura irrigada e colocá-lo no mapa das exportações das frutas e flores do Brasil, em 10 anos Melhorar a estabilidade da renda agrícola nos anos de seca Opção por irrigação de máximo rendimento, principalmente localizada Agricultura Irrigada no Brasil: 7,0% da Área Cultivada = 35,0% da Produção Agricultura Irrigada no Ceará: 4,2% da Área Cultivada = 30,7% da Produção
12 AGRICULTURA IRRIGADA PÓLOS DE AGRICULTURA IRRIGADA Baixo Acaraú Metropolitano 200 mil ha de área irrigáveis 88 mil ha irrigados estão: 38 mil ha com frutas (acerola, banana, coco, melão, melancia, mamão, manga, ata, graviola) 8 mil ha com hortaliças e flores 42 mil hectares de outros produtos: capim, arroz, feijão, cana, etc. 20 mil ha prontos para irrigar nos perímetros irrigados (Baixo Acaraú e Tabuleiros de Russas) Novas Oportunidades para: Citrus, frutas de clima temperado, novas frutas, hortaliças, leite, sementes Ibiapaba Porto do Pecém Porto do Mucuripe Fortaleza Baixo Jaguaribe Centro Sul Cariri Tabela
13 AGRICULTURA IRRIGADA Caracterização dos s de Irrigação do Ceará (2010) Fonte: IBGE, SDA, DNOCS, INST. AGROPOLOS, EMATERCE, SRH Elaboração: ADECE s de Irrigação Baixo Acaraú Baixo Jaguaribe Cariri Centro Sul Ibiapaba Metropolitano Total s Nº Municípios (un.) (%) 14 / 7.6% 15 / 8.2% 8 / 4.3% 4 / 2.2% 9 / 4.9% 14 / 7.6% 64 / 34.8% Área Irrigável (mil ha) (%) 30/ 15.0% 65/ 32.5% 20/ 10.0% 30/ 7.5% 15/ 15.0% 20/ 10.0% 180/ 90.0% Área Irrigada (mil ha) (%) 4/ 4.2% 28/ 32.2% 6/ 6.8% 8/ 9.8% 12/ 13.6% 15/ 16.7% 73/ 83.2% Extra s 120 / 65,2% 20/ 10.0% 15/ 16.8% Ceará 184 / 100.0% 200/100.0% / 88/100.0% / PRINCIPAIS CADEIAS PRODUTIVAS Abacaxi, banana, coco, citros, goiaba, leite, mamão, manga, maracujá, melão, pimenta, uva Abacaxi, ata, banana, citros, figo, goiaba, graviola, leite, mamão, manga, melão, melancia, uva, hortaliças, sementes Banana, goiaba, leite, manga, uva, hortaliças, plantas, flores tropicais Banana nanica, goiaba, leite, spondias Acerola, banana, goiaba, manga, maracujá, hortaliças, plantas ornamentais, flores, rosas, folhagens Bulbos de amarilis, caladium, ata, banana, coco, flores tropicais, graviola, leite, mamão Abacaxi, banana, mamão, manga, melão, melancia, uva, hortaliças, leite, sementes, produtos da floricultura Frutas, flores, hortaliças, arroz, feijão, cana de açúcar e leite A.Irrigada: 44% da área irrigável
14 AGRICULTURA IRRIGADA PERÍMETROS PÚBLICOS - IRRIGADOS DO CEARÁ Perímetros principais: 8 Baixo Acaraú Área Irrigável: 12 mil ha Área disponível: 8 mil ha Curú-Paraipaba Curú-Pentecoste Porto do Pecém Porto do Mucuripe Área total: 40 mil ha (20% do Ceará) Área irrigada: 20 mil ha Área a irrigar: 20 mil ha Araras Norte Tabuleiro de Russas Área Irrigável: 13 mil ha Área Disponível: 9 mil ha Fortaleza Jaguaribe-Apodí Morada Nova Icó-Lima Campos
15 PÓLOS DE PRODUÇÃO PRODUÇÃO DE FRUTAS IRRIGADAS Frutas no Ceará (2011) 1º exportador de castanha 3º exportador de Frutas 6º produtor de frutas Produção de frutas total: mil t Frutas Irrigadas: Área38,4 mil ha Vr. da Produção - VBP: R$ 755,5 milhões Empregos diretos: 21,6 mil Exportações: US$ 102,5 milhões 6 pólos em 64 municípios Ibiapaba Baixo Acaraú Metropolitano Porto do Pecém Porto do Mucuripe Fortaleza Baixo Jaguaribe Centro Sul Cariri
16 CAJU PRODUÇÃO DE CAJU (2011) 1º produtor e exportador do Brasil 5 pólos com 67 municípios Área: ha Produção: mil t Valor: R$ ,00 Exportação (2011): US$ 176,0 milhões Camocim Itapipoca Porto do Pecém Porto do Mucuripe Fortaleza Pacajus Aracati Cariri
17 LEITE PRODUÇÃO DE LEITE (2010) Produção em todos os municípios (184) Valor da produção (VBP):R$ 282,9 milhões Produção: 432,5 milhões de litros Captação: 215,9 (50%) Vacas ordenhadas: 524,3 mil 49 agroindústrias de leite em 26 municípios 8 s com 85 municípios Quixeramobim Sobral Vale do Curu Porto do Pecém Fortaleza Porto do Mucuripe Médio Jaguaribe Alto Salgado Inhamuns Cariri
18 FLORES PRODUÇÃO DE FLORES (2011) Metropolitano Oeste 1º exportador de flores tropicais Porto do Pecém Metropolitano Leste 2º exportador de flores do Brasil 3º exportador de rosas Área: 305 hectares Valor VBP: R$ 131,8 milhões Exportações: US$ 5,0 milhões s: 5 com 28 municípios Ibiapaba Porto do Mucuripe Baturité Cariri
19 MEL PRODUÇÃO DE MEL Litoral Oeste 3º exportador do Brasil 1º exportador do Nordeste Valor VBP: R$ 17,5 milhões Sobral Porto do Pecém Porto do Mucuripe Metropolitano Baturité Exportações: US$ 12,8 milhões 77 associações de produtores 5,4 mil toneladas de produção 6 empresas com SIF 8 s com 135 municípios Área xxxx Inhamuns Centro Sul Cariri Sertão Central Litoral Leste Jaguaribe Fonte: IBGE - Pesquisa Pecuária Municipal/2009
20 AGRONEGÓCIO CEARENSE BRASIL: MUNICÍPIOS MAIORES PRODUTORES DE MEL (2009) TONELADAS 600,0 580,0 506,2 Limoeiro do Norte/CE Araripina/PE Apodi/RN 440,0 430,0 421,9 Picos/PI Bom Retiro/SC Içara/SC 420,0 Taboleiro do Norte/CE 409,6 Santana do Cariri/CE 380,0 Modada Nova/CE 350,0 Alto Santo/CE 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º Fonte: IBGE Elaboração: ADECE
21 TILÁPIA PRODUÇÃO DE TILÁPIA (2011) 1º produtor e exportador do Brasil 7 pólos em 55 municípios 60 açudes produtores 25 projetos comunitários 676 Produtores 21,3 mil toneladas Produzidas Potencial de produção: 200 mil toneladas/ano Potencial de exportação: U$ 100 milhões Sobral Anabuiú Porto do Pecém Pentecoste Porto do Mucuripe Fortaleza Castanhão Orós
22 AGRONEGÓCIO CEARENSE PISCICULTURA ORNAMENTAL BRASIL: Exportações de peixe ornamentais (US$ FOB) Pará Amazonas Ceará E. Santo Outros Brasil
23 PRODUÇÃO DE ALGAS Projeto Algas do Ceará Em elaboração (ADECE, BIOMAR, SEBRAE/CE, BB, SPA) Produção de alga hypnea mulciformes 5 pólos em 8 municípios Camocim Acaraú Trairi Pecém Porto do Pecém Porto do Mucuripe Fortaleza Icapuí Produtores: 784 algricultores Área: 176,44 ha Produção: 36,0 mil toneladas de algas/ano Atender 48% da demanda brasileira de carragenana
24 CAMARÃO PRODUÇÃO DE CAMARÃO (2011) 2º produtor nacional s: 5 em 24 municípios Produtores: 180 Área: 5,7 mil hectares Produção: 31,7 mil toneladas/ano Área/produtor (média): 36,31 ha Produtividade média: 5,5 t/ha/ano Ciclos: 2,6/ano Coreaú Acaraú Mundaú Curú Porto do Pecém Porto do Mucuripe Fortaleza Aracati Baixo Jaguaribe
25 POSSIBILIDADES PESQUISA NO CEARÁ VALORIZAÇÃO DAS MATÉRIAS-PRIMAS DA BIODIVERSIDADE E DOS RESÍDUOS DA AGROINDÚSTRIA REGIONAL Valorização de matéria-primas da biomassa oriunda da biodiversidade regional com potencial agroindustrial Nanocelulose Bioadesivos Valorização de Resíduos Agroindústria Regional Cactáceas Algaroba Fibras (Carnaúba, Bambu, etc) Celulose bacteriana Biofilme, géis e esponjas Amidos, pectina e fibras dietéticas Energia Corantes naturais Compósitos estruturais Nanocompósitos Caju Caroço de manga Resíduos do café Líquido da CCV Casca do coco Resíduos do Bicombustível (Dendê, cana de açúcar, algodão, mamona, etc.) Pseudocaule e engaço da bananeira FONTE: ADAPTADO DE SOUZA FILHO & FREITAS ROSA (2010)
26 CINTURÃO DAS ÁGUAS Q=6m³/s Características principais do CAC: T1 Trecho km (30 m³/s) T2 Trecho km (30/25 m³/s) T3 Trecho km (20 m³/s) R1 Ramal 1 53 km (5 m²/s) R2 Ramal 2 20 km (10 m²/s) RE Ramal leste 304 km (8 m³/s) RO Ramal oeste 182 km (15/5 m³/s) RL-AC Ramal litoral (Acaraú-Curú) 141 km (6 m³/s) RL-CC Ramal litoral (Curú-CIPP) 43 km (6 m³/s) Comprimento total km Custo total 6,7 bilhões R$ Q=15m³/s Q=20m³/s Q=25m³/s Q=10m³/s Q=5m³/s Cinturão de Águas do Ceará Q=8m³/s
27 CINTURÃO DAS ÁGUAS VISÃO GERAL DO PROJETO CAC
28 DESAFIOS E OPORTUNIDADES AO SETOR DE AGRONEGÓCIO DESAFIOS Pesquisas; Exploração de forma sustentável do setor extrativismo vegetal; Voltar ao debate das políticas regionais; Mudança de comportamento do homem;
29 I -"Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau. II -Não toque fogo no roçado nem na caatinga. III -Não cace mais e deixe os bichos viverem. IV -Não crie o boi nem o bode soltos; faça cercados e deixe o pasto descansar para se refazer. V -Não plante em serra acima, nem faça roçado em ladeira muito em pé: deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza. VI -Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água da chuva. VII -Represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta. VIII _ Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, até que o sertão todo seja uma mata só. IX -Aprenda a tirar proveito das plantas da caatinga, como a maniçoba,a favela e a jurema; elas podem ajudar a você a conviver com a seca. X -Se o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando e o povo ter sempre o que comer. Mas, se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só." Padre Cícero ( )
30 Estratégias para o Estratégias para o agronegócio cearense Créditos Finalizar AGRONEGÓCIO CEARENSE Reginaldo Lobo AGRONEGOCIO- ADECE Av. Barão de Studart, 598 Aldeota Fortaleza Ceará Brasil CEP Fone: (85) Site: [email protected]
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