2.1- Ciclo Orçamentário
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- Matheus Castro Andrade
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2 2.1- Ciclo Orçamentário 1- INTRODUÇÃO Nesta cartilha, a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), através da Assessoria Técnica e de Desenvolvimento Organizacional (ASPLAN), apresenta à comunidade acadêmica e a sociedade, noções básicas de Orçamento Público que esclarecerão alguns termos técnicos e servirão de base para compreensão do orçamento desta instituição. A elaboração desta cartilha buscou socializar de forma clara, didática e acessível, a importância do tema, com o objetivo de ampliar a participação da comunidade na elaboração, acompanhamento e execução do orçamento desta instituição. Segundo o manual O orçamento público a seu alcance publicado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), o ciclo orçamentário corresponde a um período de quatro anos, que tem início com a elaboração do Plano Plurianual (PPA) e se encerra com o julgamento da última prestação de contas do Poder Executivo pelo Poder Legislativo. É um processo dinâmico e contínuo, com várias etapas articuladas entre si, por meio das quais sucessivos orçamentos são discutidos, elaborados, aprovados, executados, avaliados e julgados. O ciclo orçamentário é regido por três instrumentos legais, delineados pela Constituição Federal de 1988, estreitamente ligados entre si, compatíveis e harmônicos que buscam integrar as atividades de planejamento e orçamento para assegurar o sucesso das ações governamentais. São eles: Plano Plurianual (PPA) 2 ORÇAMENTO PÚBLICO O Orçamento Público, em sentido amplo, é um conjunto de documentos legais (aprovado por lei) contendo a previsão de receitas a serem arrecadadas (impostos, contribuições sociais e outras) e a estimativa de despesas (gastos públicos) a serem realizadas por um Governo (federal, estadual e municipal) em um determinado exercício, geralmente compreendido por um ano. A elaboração dessa peça legal é subsidiada por estudos e documentos técnicos cuidadosamente analisados e tratados durante o processo de elaboração orçamentária do governo. É o planejamento de médio prazo, onde são definidas as estratégias, diretrizes e metas do governo por um período de quatro anos. Elaborado no primeiro ano de mandato do líder do poder executivo; vigora do ano seguinte até o primeiro ano de mandato do próximo governante, de forma a garantir a continuidade administrativa. É durante a elaboração do PPA que são estabelecidas os compromissos, iniciativas e metas da administração pública para o próximo quadriênio. Para elaboração do PPA o Governo do Estado da Bahia tem utilizado a mesma perspectiva estabelecida nas diretrizes do PPA federal, onde o PPA é construído de forma participativa, buscando avanços em relação a peça vigente ( ). 1 2
3 Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) Define as metas e prioridades do governo, ou seja, as obras e os serviços mais importantes a serem realizados no ano seguinte. A LDO estabelece as regras que deverão ser observadas na formulação do Projeto de Lei Orçamentária Anual pelo Poder Executivo e na sua discussão, votação e aprovação pelo Legislativo. A LDO orienta a elaboração do orçamento, incluindo as prioridades e metas da Administração Pública para o exercício financeiro seguinte, a partir do que foi estabelecido no PPA Lei Orçamentária Anual (LOA) É nessa lei que o governo demonstra todas as receitas e despesas para o ano seguinte. A LOA contém a discriminação da receita (prevista) e despesa (fixada) para um determinado exercício, de forma a materializar as políticas definidas no PPA e priorizadas na LDO, em função dos recursos públicos disponíveis. entre o governo (ou ente público) e sociedade sobre a gestão pública. A UEFS é uma das Instituições de Ensino Superior (IES) pioneiras na utilização do Orçamento Participativo, tendo implantado o referido instrumento ainda no ano de É através das discussões do Orçamento Participativo, que a Universidade estabelece as prioridades de gastos do seu orçamento. Seguindo esta metodologia, primeiramente é preparada uma matriz de Proposta de Ações Orçamentárias com a participação da comunidade interna (segmentos universitários e administração superior) e externa (representantes da sociedade civil organizada, empresariado local e instituições públicas). A proposta resultante do orçamento participativo obedece a critérios de priorização de investimentos, limitados à cota orçamentária anual a ser liberada pela SEPLAN. Atualmente a ASPLAN vem discutindo a reformulação da metodologia utilizada, visando ampliar a participação das esferas acadêmicas e sociais na construção desse importante instrumento de gestão e transparência pública. 3 - ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 4 - CLASSIFICAÇÃO ORÇAMENTÁRIA O orçamento participativo é um importante instrumento de 4.1- RECEITAS complementação da democracia representativa, pois permite que o cidadão debata, opine e acompanhe a execução do orçamento público. As receitas correspondem a todos os recursos que entram nos cofres Nele, a sociedade discute as prioridades de investimentos em obras públicos por meio de contribuições, impostos pagos pela sociedade, e serviços a serem realizados com os recursos orçamentários do ente empréstimos e outras fontes de recursos. público. Além disso, ele estimula o exercício da cidadania, o compromisso Entende-se por fonte de recursos, a identificação da origem e da comunidade/sociedade com o bem público e a co-responsabilização natureza dos recursos orçamentários através do código e descrição. 3 4
4 As receitas podem ser classificadas em receitas correntes e receitas de capital, conforme a seguir: Receitas correntes São aquelas que não alteram o patrimônio (conjunto de bens, direitos e obrigações vinculado a uma pessoa ou a uma entidade; mensurado em moeda corrente e destinado à realização de seus fins) do ente público, pois se esgotam no decorrer da execução orçamentária (são arrecadadas e aplicadas no período de um ano). Ex.: Receitas tributárias; Receitas de contribuições; Receitas patrimoniais; Receitas agropecuárias; Receitas industriais; Receitas de serviços e Transferências correntes Despesas correntes Compreendem os gastos relativos às obrigações ligadas à manutenção da máquina pública, desde que não representem a ampliação dos serviços prestados ou a expansão das atividades governamentais. Ex.: Despesas de custeio e Transferências correntes Despesas de capital Compreendem os gastos de transferências e aplicações diretas, investimentos, inversões financeiras, abatimento da dívida, entre outros. Ex.: Investimentos; Inversões financeiras e Transferências de capital Receitas de capital São aquelas que alteram o patrimônio (conjunto de bens, direitos e obrigações vinculado a uma pessoa ou a uma entidade; mensurado em moeda corrente e destinado à realização de seus fins) do ente público. Ex.: Operações de crédito; Alienação de bens; Transferências de capital DESPESAS As despesas correspondem a todos os gastos do governo autorizados na Lei Orçamentária Anual para cobrir custos com execução de serviços públicos (ex.: despesa com pessoal, aquisição de material de consumo, aquisição de material permanente, construção de obras, entre outros) ESTRUTURA ORÇAMENTÁRIA 5.1- PROGRAMA É uma série de ações articuladas, voltadas para a solução de problemas e para o atendimento das demandas de determinado grupo populacional. O Programa é desenvolvido com propósito específico, que deve estar bem claro no PPA e deve estabelecer pelo menos um indicador que quantifique, em dois momentos, a situação que se deseja modificar: antes da execução do PPA e após seu término AÇÕES São os desdobramentos dos programas, por sua vez, são compostas de atividades, projetos e operações especiais de onde resultam os produtos (bens ou serviços). 6
5 ATIVIDADE São as ações destinadas a fornecer produtos (bens e serviços) para a sociedade de modo contínuo e permanente que irá contribuir para a manutenção das ações de Governo De manutenção São as ações que visam garantir o contínuo e permanente funcionamento da máquina pública. Ex.: Pessoal (servidor técnico-admistrativo); Locação de mão-deobra; Aquisição de materiais e serviços; Manutenção de máquinas e equipamentos, entre outras OPERAÇÕES ESPECIAIS Correspondem a ações que não geram produtos nem representam prestação de serviços, ou seja, são as ações que não contribuem para a manutenção, expansão ou aperfeiçoamento das ações de governo, não resultando em produtos (bens ou serviços). Ex.: PIS/PASEP 6 - EXECUÇÃO DA DESPESA/ORÇAMENTÁRIA Finalísticas UNIDADES DEMANDANTES Solicitação de compra/ contratação São as ações que visam garantir o contínuo e permanente funcionamento da atividade fim do ente público. Ex.: Pessoal (docente); Gestão das atividades de Graduação; Gestão das atividades de Extensão; Gestão das atividades de Pós-graduação; Assistência Estudantil, entre outras PROJETO GERAD ASPLAN PROAD Procedimentos de Compras Pedido de Empenho (PED) Autoriza o PED Empenho* O PED é um procedimento administrativo onde é realizada a reserva orçamentária inicial. Primeiro estágio da despesa orçamentária e cria para o estado a obrigação de pagamento, garantindo a existência de crédito necessário para a liquidação de um compromisso assumido. São ações novas, executadas em períodos definidos, limitados no tempo, das quais resulta um produto que irá contribuir para aperfeiçoar ou expandir a atuação do governo. Ex.: TOPA (Educação de Jovens e Adultos - EJA); UPT; Editais Internos de fomento; Ações artístico-culturais, entre outras. GEFIN Liquidação Pagamento** Segundo estágio da despesa orçamentária e consiste na verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito e tem como objetivos: apurar a origem e o objeto do que se deve pagar; a importância exata a pagar; e a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação. Último estágio da despesa pública. Caracteriza-se pela emissão da ordem bancária em favor do credor e só pode ser efetuado após a regular liquidação da despesa. 7 *Somente realizado após liberação de concessão para empenho por parte da SEFAZ. **Somente realizado após Autorização de Repasse de Recursos (ARR) por parte da SEFAZ. 8
6 7 - SITUAÇÃO ORÇAMENTÁRIA REFERÊNCIAS: 9 Caderno de orientações metodológicas para a construção do PPA Participativo Bahia , Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia (SEPLAN), Salvador, Manual de Orçamento Público - MOP, Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia (SEPLAN), Salvador, Manual de Execução para o FIPLAN, Secretaria da Fazendo do Estado da Bahia (SEFAZ), Salvador, O orçamento público a seu alcance, Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), Brasília, Glossário do Orçamento Público, Controladoria Geral da União - CGU. Disponível em: DetalheGlossario.asp?letra=p 10
7 11 EQUIPE ASPLAN Alessandra Silva Barros Araújo Assessor Chefe Ana Patrícia Santos Souza Assessor Técnico Diego Emanoel Sousa Gonçalves Assessor Técnico Maria Ednalva Pereira Cedraz Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental Aliomar Carneiro Lopes Ayslane Villare Leite Costa Soares João Luiz da Silva Casas Naiana Vasconcelos Silva Cruz Rubislan Oliveira Passos Kele Cristina Santos Barbosa Técnico Universitário Maria Lúcia de Oliveira Técnico Universitário Nina Souza Técnico Universitário Maria Christina Barreto de Macêdo Secretária Maria da Conceição Pereira Sampaio Recepcionista TEXTOS Alessandra Silva Barros Araújo Diego Emanoel Sousa Gonçalves LAYOUT E DESIGNER Justino Celestino de Oliveira Neto 12
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