4. Crescimento e Desenvolvimento
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- Luzia Pinho Bonilha
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1 CULTURA DO ARROZ
2 4. Crescimento e Desenvolvimento
3 Existem três fases importantes no ciclo do arroz: Fase vegetativa Fase reprodutiva Fase de maturação A duração de cada fase depende do ciclo do cultivar e dos fatores climáticos.
4 Fase vegetativa Compreende o período entre a GERMINAÇÃO e o PRIMÓRDIO da panícula sendo caracterizado por: -Ativo perfilhamento; -Aumento gradual na altura das plantas; -Emergência de folhas em intervalos regulares. Os cultivares utilizados no Brasil mostram-se insensíveis ao fotoperíodo.
5 - Germinação A semente absorve ¼ do seu peso em água, a LEMA fende-se na base deixando passar o coleoptilo e em seguida a radícula. Requisitos para boa germinação: -Água -Temperatura -Oxigênio Condições normais Germinação em 48 h e emergência em 5 dias
6 Figura 1. Estádios de germinação da semente de arroz (VERGARA, 1979)
7 Figura 2. Germinação de semente de arroz (Chang e Bardenas, 1965).
8 - Emergência e desenvolvimento inicial -Abrange o período entre a emergência e o aparecimento do primeiro perfilho; -As reservas do endosperma permitem o desenvolvimento da plântula até a emergência da quarta folha; - 7 a 8 dias após a emergência inicia a absorção de nutrientes e a produção de fotoassimilados; -Planta com 4 folhas Nó da primeira folha Raízes adventícias e o primeiro perfilho
9 -Perfilhamento Inicia entre 10 e 15 dias após a emergência Alongamento da 4 a folha surge o 1 o perfilho nó da 1ª folha Alongamento da 5 a folha surge o 2º perfilho nó da 2ª folha No perfilho 4ª folha formada No primeiro nó do perfilho primário surge o perfilho secundário.
10 Figura 3. Contagem das folhas da planta de arroz (Yoshida, 1981).
11 Existe sincronismo entre o desenvolvimento de folhas, perfilhos e raízes nodais Teoria do desenvolvimento sincronizado de Katayama (1955): Quando a folha n está se alongando, raízes nodais e perfilhos emergem do nó da folha n - 3
12 Em arroz transplantado o afilhamento inicia-se a partir do nó da terceira ou quarta folha; O teor de nitrogênio éimportante para o perfilhamento > 3,5 % - perfilhos normais 2,5 % - processo cessa < 1,5 % - morte dos perfilhos Fonte: Murata e Matsushima (1978).
13 Cerca de 10 dias após o número máximo de perfilhos, os mesmos podem ser agrupados em: - Perfilhos normais: Mais de 4 folhas verdes e comprimento superior a 2/3 do colmo principal. - Perfilhos anormais: Baixa emergência foliar e incapacidade em competir por luz podendo morrer. O número máximo de perfilhos pode atingir 1000 por m 2 dos quais cerca de 500 mostram-se produtivos.
14 O período total de perfilhamento pode variar de 45 dias nos cultivares precoces até 90 dias nos de ciclo longo. De acordo com Ferraz (1987): - Perfilhos primários Primeiro ao sexto nó do colmo principal - Perfilhos secundários Primeiro ao terceiro nó do perfilho primário - Perfilhos terciários Primeiro nó do perfilho secundário.
15 O perfilhamento depende: -Cultivar; -Densidade de semeadura; -Profundidade de semeadura; -Fertilidade do solo; -Modalidade de cultivo: Sementes Tranplante a partir do 1 º nó a partir do 4º nó
16 60 plantas/m Planta isolada Ano Agrícola 2007/08
17 Fase reprodutiva Compreende o período entre a iniciação do primórdio da panícula e o florescimento; Morfologicamente é caracterizada por: -Alongação do colmo -Desenvolvimento da panícula Possui duração média de 32 dias podendo variar de 27 a 46 dias (cultivar e fatores ambientais).
18 Alongação dos colmos Com o desenvolvimento da panícula ocorre simultaneamente a alongação do colmo: - 60% dos fotoassimilados são utilizados na alongação dos entrenós superiores e o restante direcionado ao crescimento de folhas e da panícula (Murata e Matsushima, 1978). Florescimento Emergência da panícula da bainha da folha bandeira e floração iniciando pelas espiguetas do terço superior.
19 Florescimento -A maior % de flores abre entre o quarto e quinto dia no horário das 10:00 às 14:00 h; -40 a 60 minutos após a abertura a espigueta se fecha; -Baixas temperaturas (15 20 C) causam esterilidade; -Altas temperaturas (+40 C) causam esterelidade; -Quanto à umidade: Desordens funcionais nos estames Período crítico entre 10 e 3 dias antes do florescimento.
20 Fase de maturação - Compreende o período entre a fertilização do óvulo e o ponto de maturidade fisiológica; - A maior parte dos carboidratos contidos nos grãos são produzidos nessa fase; - Influência da temperatura Maturidade fisiológica aos 30 dias (29 C) e 50 dias (18 C). - Essa fase requer somatória de temperatura = 700 a 800 C.
21 -Crescimento completo da cariopse: Comprimento 6 dias após a fertilização Largura 10 a 12 dias após Espessura 15 dias após - O período de produção de fotoassimilados para enchimento das espiguetas, estende-se de 02 semanas antes do florescimento a 04 semanas após; - A maturidade fisiológica ocorre 30 a 32 dias após a fertilização do óvulo (grãos com 28 a 30% de umidade).
22 Fases da planta de arroz S DF F MF Fase vegetativa Fase reprodutiva Fase de maturação - Emergência -Desenvolvimento inicial -Germinação -Perfilhamento -Diferenciação floral - Iniciação do primórdio -Diferenciação das ramificações da ráquis -Diferenciação das espiguetas -Produção de pólen -Florescimento Enchimento do grão: - grão pastoso -grão leitoso -grão vítreo
23 5 Condições Climáticas
24 Efeito da temperatura no ciclo do arroz (1) Vegetativa Reprodutiva Maturação (2) (1) 33/23 C (dia/noite) (2) 26/16 C (dia/noite) Fonte: Matsuo et al. (1995).
25 Figura 5 Efeito da temperatura do ar durante as fases de pré-floração e floração, sobre a fertilidade de dez genótipos de arroz irrigado (Embrapa, 1984).
26 Temperatura - fases mais críticas: - Diferenciação da panícula - Fase inicial da formação do grão de pólen 8 a 10 dias antes da emergência da panícula T C < 17 o Cou acima de 40 C são prejudiciais nestes estádios.
27 Efeito do fotoperíodo sobre o ciclo de cultivares de arroz A Cultivar com baixa sensibilidade ao fotoperíodo: (1) Vegetativa Reprodutiva Maturação (2) (1) Crescimento com mais de 14 h de escuro (2) Crescimento com mais de 11 h de escuro Fonte: Vergara (1969).
28 Efeito do fotoperíodo sobre o ciclo de cultivares de arroz B Cultivar com alta sensibilidade ao fotoperíodo: (1) Vegetativa Reprodutiva Maturação (2) (1) Crescimento com mais de 14 h de escuro (2) Crescimento com mais de 11 h de escuro Fonte: Vergara (1969).
29 Tabela 2 Número de dias da semeadura ao florescimento de cultivares de arroz de terras altas semeados em diferentes épocas. Cultivares Épocas de semeadura 19/09 20/10 17/11 19/12 18/01 16/02 IAC Carajás Guarani IAC CNA CNA Caiapó Rio Paranaiba Araguaia Fonte: Arf et al. (1998).
30 Radiação solar Maior requerimento nas fases reprodutiva e de maturação Teoricamente: IAF Interceptação de luz e maior a produção de fotoassimilados A captação depende do tipo de planta Cultivares com folhas eretas auto-sombreamento IAF ótimo para o arroz é de 4 a 7 (Yoshida, 1981).
31 Figura 6. Efeito da intensidade da radiação solar sobre a taxa fotossintética de arroz de folhas eretas e decumbentes (Tanaka, 1976).
32 Tabela 3 Efeito do sombreamento na produtividade e seus componentes do cultivar IR 747-B2-6 de arroz irrigado em diferentes fases de desenvolvimento.
33 Água na cultura do arroz De maneira geral o arroz exige as seguintes quantidades: -30% na fase vegetativa -55% na fase reprodutiva -15% na fase de maturação Em média considera-se que 180 a 300 mm de água/mês seja suficiente para uma razoável produtividade de arroz.
34 Figura 7 Evapotranspiração e consumo de água nas diferentes fases de desenvolvimento do arroz de sequeiro (Fagéria, 1980).
35 Tabela 4 Efeitos da deficiência hídrica na produção e nos componentes do rendimento do arroz. O sinal ou + significa o número de dias em relação ao florescimento Fonte: Yoshida (1977).
36 Componentes de produção da cultura do arroz: -Número de panículas por m²; -Número de espiguetas por panícula; -Fertilidade das espiguetas (%); -Massa de 1000 grãos
37 Tabela 7 Períodos de definição dos componentes de produção do arroz.
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