Revendo as recomendações brasileiras;

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Revendo as recomendações brasileiras;"

Transcrição

1 Revendo as recomendações brasileiras; Profª. Filomena Aste Silveira IG-UFRJ Faculdade de Medicina de Valença Doutoranda patologia cervical biologia molecular

2 Lesão intraepitelial de baixo grau? É a manifestação da replicação do HPV e a expressão de suas proteinas. Adolescente. É o grande grupo de risco para a infecção pelo HPV. comportamento sexual vulnerabilidade biológica Novos parceiros Não utilização do condom 60 a 70%

3 Colo uterino normal Partículas virais infecciosas Infecção pelo HPV Novas partículas virais Episso infecciosas mo Liberaçã o perinucle ar (coilocito se) DNA viral integrado a NIC= neoplasia intra-epitelial cervical Adaptado de Goodman A, Wilbur DC. N Engl J Med 2003;349:

4 Risco de Aquisição do HPV Após a Primeira Relação Sexual Risco cumulativo de infecção pelo HPV no colo do útero em adolescentes do sexo feminino com apenas um parceiro sexual 1 Reino unido anos Recrutadas nos 6 Primeiros meses após RS nos 3 anos 46% HPV Risco cumulativo de infecção pelo HPV (%) N= Meses desde a primeira relação sexual Adaptado de Collins e cols Collins S, Mazloomzadeh S, Winter H et al. BJOG 2002;109: Winer RL, Lee S-K, Hughes JP, Adam DE, Kiviat NB, Koutsky LA. Genital human papillomavirus infection: Incidence and risk factors in a cohort of female university students. Am J Epidemiol 2003;157: , com permissão da Oxford University Press.

5 Prevalência de HPV (%) Taxas de Infecção por HPV e Câncer do Colo do Útero Específicas por Idade +, HPV de Alto Risco Câncer do Colo do Útero (n= 3752) Taxa de Incidência de Câncer ( 10 5 ) Grupos etários (anos) 0 + Duas diferentes coortes (estudo transversal) acompanhadas durante o mesmo período para medir a taxa de infecção por HPV de alto risco em um e a taxa de câncer do colo do útero em outro. 1. Adaptado de Bosch FX, Lorincz A, Muñoz N, Meijer CJLM, Shah KV. J Clin Pathol. 2002;55: , sob permissão de BMJ Publishing Group.

6 Prevalência de SIL e Câncer do Colo do Útero por Idade 1,a 6,0% Prevalência de neoplasia cervical (%) 5,0% 4,0% 3,0% 2,0% 1,0% LSIL HSIL Câncer 0,0% < Idade (anos) a Estudo conduzido em zona rural da Costa Rica (N= 9.175) 1. Adaptado de Herrero R, Hildesheim A, Bratti C et al. J Natl Cancer Inst 2000;92:

7 % de HPV POSITIVO 25 anos 25 a a 44 anos 44 a 54 anos 55 anos anos PREVALÊNCIA de HPV idade específica CUSCHIERI, 2004

8 Lesão intra epitelial de baixo grau 15% dessas lesões persistem 20 a 30% - revelar lesão de alto grau na histopatologia

9 História natural do câncer do colo do útero INFECÇÃO PERSISTÊNCIA (1 A 10 ANOS) INVASÃO CLEARENCE REGRESSÃO Moscicki et cols,2006 Uptading the natural history and anogenital cancer

10 Definição de persistência fatores envolvidos Infecção persistente: detecção do mesmo tipo de HPV duas vezes ou mais em um período de alguns meses até 1 ano 1 A persistência de tipos de HPV de alto risco é fundamental para o desenvolvimento das doenças precursoras e câncer do colo do útero.. alguns fatores associados Infecção com múltiplos tipos de HPV³ Imunossupressão Nota: a idade tem sido descrita como um fator para a persistência, no entanto isto não pode ser confundido com aumento da prevalência cumulativa de infecções persistentes em função da idade. 1. Schiffman M, Kjaer SK. J Natl Cancer Inst Monogr 2003;31: Woodman CBJ, Collins S, Winter H et al. Lancet 2001;357: Ho GYF, Burk RD, Klein S et al. J Natl Cancer Inst 1995;87: Kobayashi A, Greenblatt RM, Anastos K et al. Cancer Res 2004;64:

11 HPV +ve HPV +ve Test 1 Test 2 Test 1 Test 2 HPV +ve HPV +ve Test 1 Test 2 Test 1 Test 2 Test3 Teste4 Período de tempo no qual o teste DNA-HPV poderia ser positivo. Woodman, 2007

12 Definição de persistência Severas criticas em relação a situação anterior. Infecção transiente? Será que há uma latência viral? Re- infecção ou persistência viral? Um ano de persistência citológica. Dois anos de persistência citológica

13 Outros fatores associados a persistência Tabagismo Vírus oncogênico 16 e 18 Inicio precoce do relacionamento sexual Estados imunodepressivos Idade superior a 30 anos A persistência é um fator determinante para desenvolver câncer do colo uterino Shiffman & Castle,2003

14 Cigarette somoking is an independent risk factor for cervical intraepithelial neoplasia in young women ;a longitudinal study Collins et cols, mulheres 3 ANOS Citologia normal HPV Não existem evidências que; O risco de se adquirir HPV aumenta com o hábito de fumar. Após a primeira relação sexual, fumantes habituais tem duas vezes mais chance de ter um alto grau em relação as não fumantes. Não existem evidências que tabagistas habituais tem mais chance de aumentar a duração da infecção pelo HPV, TABACO induz alteraçãoes epigenéticas, mutações, A nicotina presente no muco cervical é muito importante PODE ALTERAR O PROCESSO DE MATURAÇÃO.. É necessário aconselhar a paciente que ainda não possui essas alterações, para que não fume...

15 O HPV-16 tem mais probabilidade de persistir do que outros tipos 1 Estudo (país) n Acompanhamento médio (anos) Tipo 16 Duração mediana da infecção, em meses Tipo 18 Tipo 6 Ho, 1998 (EUA) , Muñoz, ,1 a (Colômbia) 3 Richardson, , (Canadá) 4 Woodman, ,4 a b (Reino Unido) 5 a Duração mediana do acompanhamento b Tipos 6 e Londesborough P, Ho L, Terry G, Cuzick J, Wheeler C, Singer A. Int J Cancer (Pred Oncol) 1996;69: Ho GY, Bierman R, Beardsley L, Chang CJ, Burk RD. N Engl J Med 1998;338: Muñoz N, Méndez F, Posso H et al. J Infect Dis 2004;190: Richardson H, Kelsall G, Tellier P et al. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev 2003;12: Woodman CB, Collins S, Winter H et al. Lancet 2001;357:

16 Taxas de persistência verificadas na literatura ( 15 a 30%) autores regressão persistência progressão Nassiel, % 22% 16% Ostor, % 30% 11% Falls, % 19% 4,5% Cardial, % 26% 5.1% Chuery, % 15% 2.2% Silveira 67% 19% 13%

17 Situações especiais que devem ser contempladas Adolescentes Imunossuprimidas Menopausadas gestantes

18 Negativa Repetir citologia em 6 meses Positiva Repetir citologia em 6 meses Colposcopia Negativa Positiva Sem lesão Com lesão Rotina Repetir citologia em 6 meses Biopsia Rotina após 2 citologias consecutivas negativas Recomendação específica

19 RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS DE ACORDO COM O LAUDO HISTOPATOLÓGICO RESULTADO DA BIÓPSIA METAPLASIA ESCAMOSA CERVICITE CRÔNICA ALTERAÇÕES COMPATÍVEIS COM HPV NIC I NIC II NIC III Carcinomas Adenocarcinomas Outras Neoplasias Malignas REPETIR CITOLOGIA EM 6 MESES ACOMPANHAMENTO CITOLÓGICO E/OU COLPOSCÓPICO SEMESTRAL POR 2 ANOS* Métodos Terapêuticos Excisionais Encaminhar ao Centro Especializado de Alta Complexidade * Caso haja persistência das alterações citológicas e/ou colposcópicas, está indicado exérese da zona de Transformação.

20 RECOMENDAÇÕES EM SITUAÇÕES ESPECIAIS MENOPAUSADA NIC I associada a atrofia uso de estrogênio oral ou tópico (observar contra indicações) tempo curto 7 dias Repetir citologia ( entre o 3 e 7 dia após o término) ADOLESCENTE (12 e 18 anos). Histopatológico NIC I conduta conservadora não cabe métodos excisionais, MESMO NA PERSISTÊNCIA citológica e colposcópica. SE ocorrer piora da lesão colposcópica ou citológica conduta nova biópsia, se resultado maior que NIC I Seguir recomendação específicas de acordo com o

21 RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS DE ACORDO COM O LAUDO HISTOPATOLÓGICO RESULTADO DA BIÓPSIA METAPLASIA ESCAMOSA CERVICITE CRÔNICA ALTERAÇÕES COMPATÍVEIS COM HPV NIC I NIC II NIC III Carcinomas Adenocarcinomas Outras Neoplasias Malignas REPETIR CITOLOGIA EM 6 MESES ACOMPANHAMENTO CITOLÓGICO E/OU COLPOSCÓPICO SEMESTRAL POR 2 ANOS* Métodos Terapêuticos Excisionais Encaminhar ao Centro Especializado de Alta Complexidade *

22 CONDUTA EM GESTANTES COM LESÃO INTRAEPITELIAL DE BAIXO GRAU GESTANTE COM LSIL COLPOSCOPIA OU ADIAR P/ 6 SEMANAS PÓS PARTO sinais menores sinais maiores PÓS-PARTO Follow-up Só biopsiar na suspeita de invasão

23 Seguir LSIL durante 2 anos Após 2 anos Pode ser tratada É aceitável conduta expectante ACOG Pratice Bulletin,december,2008

24 Tratar sempre Impossibilidade de seguimento Presença de imunossupressão Lesão que adentra canal Colposcopia insatisfatória Discordância cito patológica Falls, 2000

25 COMO TRATAR CRIO LASER ELETRO CAUTÉRIO CIRURGIA DE ALTA FREQUENCIA EZTA

26 CONDUTA INACEITÁVEL IMIQUIMOD PODOFILINA OU PODOFILOTOXINA INDICAR HISTERECTOMIA PARA TRATAMENTO DE CIN I

27 ACOG PRACTICE BULLETIN CLINICAL MANAGEMENT GUIDELINES FOR OBSTETRICIAN GYNECOLOGISTS NUMBER 99, DECEMBER 2008 Adolescente com baixo grau Repetir a citologia < HSIL 12 meses HSIL REPETIR CITO 12 MESES COLPOSCOPIA

28 Update Guidelines for Papanicolaou Tests, Colposcopy, and Human Papillomavirus Testing in Adolescents Lea E. Widdicem M.D. a*, and Anna-Barbara Moscicki, M.D. b 2008 Adolescentes e Adultas jovens com LSIL (13 a 22 anos) 61%, apresentaram regressão para citologia normal, em 1 ano. em 3 anos a taxa de regressão observada foi de 91%. Adolescente com LIEBG- acompanhar com citologia de 12/12 meses por 2 anos, só depois em caso de persistencia, deverá ser referenciada para colposcopia. mesmo com colposcopia INSATISFATÓRIA não se recomenda o tratamento. Seguimento por citologia

29 Resposta Imune Celular contra a Infecção pelo HPV Necessária para eliminar infecções pelo HPV estabelecidas 1 Proteínas precoces (p.ex., E6 e E7) manifestamse em todas as células infectadas 2 e induzem respostas imunes mediadas pelas células 3 Na paciente imussuprimida há deficiência no clearance. (medicamentos,transplantadas,colagenose,quimioterapia) 10 a 15% das mulheres imunológicamente competentes não tem sucesso na resposta imune celular.(stanley,2010) 1. Roden R, Wu T-C. Expert Rev Vaccines 2003;2: Jansen KU, Shaw AR. Annu Rev Med 2004;55: World Health Organization. Genebra, Suíça: World Health Organization; 2003:1 74.

30 European guidelines lesão intraepitelial de baixo grau NIC I persistência acima de 1 ano é igual a tratamento. Excisão da zona de transformação. LLETZ SWETZ COLD KNIFE LASER EXCISION

31 European guidelines recomendações Realizar sob controle colposcópico Marcar o espécime as 12 horas Informar o patologista acerca dos achados da cito e da colposcopia Não fragmentar a peça. Se lesão envolver o canal, considerar abordagem no canal.

32 Não existe até o momento um marcador biológico para predizer se a lesão de baixo grau irá ou não persistir ou progredir VACINAÇÃO

33 considerações O rastreio citológico é indispensável. A lesão de baixo grau que persiste deve ser tratada. obedecendo os critérios já estabelecidos. Informar e esclarecer todo e qualquer procedimento a ser realizado Ser mais pacientes com as nossas adolescentes.

34

Lesão de baixo grau conduta. Profª.Filomena Aste Silveira IG UFRJ Faculdade de Medicina de Valença

Lesão de baixo grau conduta. Profª.Filomena Aste Silveira IG UFRJ Faculdade de Medicina de Valença Lesão de baixo grau conduta Profª.Filomena Aste Silveira IG UFRJ Faculdade de Medicina de Valença Lesão Intra Epitelial de Baixo Grau REGREDIR PERSISTIR PROGREDIR Taxas de regressão espontânea verificadas

Leia mais

LESÃO INTRAEPITELIAL ESCAMOSA DE BAIXO GRAU: ABORDAGEM NAS MULHERES ATÉ 25 ANOS

LESÃO INTRAEPITELIAL ESCAMOSA DE BAIXO GRAU: ABORDAGEM NAS MULHERES ATÉ 25 ANOS LESÃO INTRAEPITELIAL ESCAMOSA DE BAIXO GRAU: ABORDAGEM NAS MULHERES ATÉ 25 ANOS Clique para editar o estilo do subtítulo mestre Yara Furtado Professora Adjunta da UFRJ/UNIRIO Chefe do Ambulatório de Patologia

Leia mais

Profa. Dra. Margarida S. Matos

Profa. Dra. Margarida S. Matos Profa. Dra. Margarida S. Matos Objetivo da gestão NIC I Evitar uma possível progressão para câncer invasivo, considerando a possibilidade de evitar super tratamento de lesões que são susceptíveis de regressão.

Leia mais

Diagnóstico e Conduta nas Lesões Intraepiteliais Cervicais de Alto Grau

Diagnóstico e Conduta nas Lesões Intraepiteliais Cervicais de Alto Grau Diagnóstico e Conduta nas Lesões Intraepiteliais Cervicais de Alto Grau Curso de Atualização em PTGI 20/06/09 Instituto de Ginecologia - UFRJ Susana Aidé História natural da NIC Progressão Progressão Regressão

Leia mais

Patrícia Savio de A. Souza

Patrícia Savio de A. Souza BIOMARCADORES EM PATOLOGIA CERVICAL Patrícia Savio de A. Souza Departamento de Imunobiologia/ UFF Programa de Biologia Celular/ INCA Câncer Colo Uterino (CCU) Consequência da evolução de lesões precursoras

Leia mais

Rastreamento com teste de HPV conduta nos casos positivos

Rastreamento com teste de HPV conduta nos casos positivos Rastreamento com teste de HPV conduta nos casos positivos Yara Furtado Professora Adjunta UFRJ/UNIRIO Chefe do Ambulatório de Patologia Cervical IG/UFRJ e HUGG Presidente ABPTGIC Capítulo RJ Secretária

Leia mais

NIC II mesma abordagem da NIC III

NIC II mesma abordagem da NIC III UNICAMP NIC II mesma abordagem da NIC III Luiz Carlos Zeferino Professor Titular em Ginecologia Departamento de Tocoginecologia Faculdade de Ciências Médicas CAISM - UNICAMP Click to edit Master subtitle

Leia mais

Yara Furtado Professora Adjunta UFRJ/UNIRIO Chefe do Ambulatório de Patologia Cervical IG/UFRJ e HUGG Presidente ABPTGIC Capítulo RJ Secretária

Yara Furtado Professora Adjunta UFRJ/UNIRIO Chefe do Ambulatório de Patologia Cervical IG/UFRJ e HUGG Presidente ABPTGIC Capítulo RJ Secretária Yara Furtado Professora Adjunta UFRJ/UNIRIO Chefe do Ambulatório de Patologia Cervical IG/UFRJ e HUGG Presidente ABPTGIC Capítulo RJ Secretária Adjunta ABPTGIC ASC-US e ASC-H Significado clínico Sistema

Leia mais

Aplicação do teste do HPV na citologia LSIL/ASC. Flávia de Miranda Corrêa

Aplicação do teste do HPV na citologia LSIL/ASC. Flávia de Miranda Corrêa Aplicação do teste do HPV na citologia LSIL/ASC Flávia de Miranda Corrêa Evolução da terminologia citológica Schiffman M et al. Human papillomavirus and cervical cancer. Lancet 2007; ; 370 (9590): 890-907.

Leia mais

Evidências científicas da efetividade da detecção e tratamento das lesões precursoras para a prevenção do câncer do colo do útero

Evidências científicas da efetividade da detecção e tratamento das lesões precursoras para a prevenção do câncer do colo do útero Evidências científicas da efetividade da detecção e tratamento das lesões precursoras para a prevenção do câncer do colo do útero Fábio Russomano Instituto Fernandes Figueira FIOCRUZ 25 A 28 DE ABRIL DE

Leia mais

RASTREIO DO CANCRO DO COLO DO ÚTERO E VACINAÇÃO CONTRA O HPV. Pedro Vieira Baptista

RASTREIO DO CANCRO DO COLO DO ÚTERO E VACINAÇÃO CONTRA O HPV. Pedro Vieira Baptista 2012 Norte 24 de Outubro Quinta-feira RASTREIO DO CANCRO DO COLO DO ÚTERO E VACINAÇÃO CONTRA O HPV Pedro Vieira Baptista Para começar... Referência a condilomatose anogenital por autores gregos e romanos.

Leia mais

Microcarcinoma cervical-questões: Seguimento: igual ao da NIC III?

Microcarcinoma cervical-questões: Seguimento: igual ao da NIC III? Microcarcinoma cervical-questões: : igual ao da NIC III? Yara Furtado Professora assistente da UNIRIO Médica do Ambulatório de Patologia Cervical do Instituto de Ginecologia da UFRJ FIGO Committee on Ginecologic

Leia mais

Vacinação no homem. Prof Dr Luiz Carlos Zeferino Professor Titular em Ginecologia UNICAMP. Rio de Janeiro Junho 2016 UNICAMP

Vacinação no homem. Prof Dr Luiz Carlos Zeferino Professor Titular em Ginecologia UNICAMP. Rio de Janeiro Junho 2016 UNICAMP Vacinação no homem Prof Dr Luiz Carlos Zeferino Professor Titular em Ginecologia UNICAMP Clique para editar o estilo do subtítulo mestre Rio de Janeiro Junho 2016 UNICAMP Número médio annual de novos casos

Leia mais

ROTINAS DE PATOLOGIA CERVICAL

ROTINAS DE PATOLOGIA CERVICAL ROTINAS DE PATOLOGIA CERVICAL INTRODUÇÃO O câncer de colo uterino é o 2º mais incidente entre as mulheres no mundo e no Brasil, tornandose um grave problema de saúde pública. Os fatores de risco incluem

Leia mais

Colpocitologia Oncótica Anormal na Gestação. O exame citopatológico da cérvice é ainda o método de rastreio por excelência

Colpocitologia Oncótica Anormal na Gestação. O exame citopatológico da cérvice é ainda o método de rastreio por excelência Colpocitologia Oncótica Anormal na Gestação José Eleutério Junior O exame citopatológico da cérvice é ainda o método de rastreio por excelência para detecção de lesões pré-malignas e malignas iniciais

Leia mais

Relação entre a carga viral de HPV oncogênico determinada pelo método de captura híbrida e o diagnóstico citológico de lesões de alto grau

Relação entre a carga viral de HPV oncogênico determinada pelo método de captura híbrida e o diagnóstico citológico de lesões de alto grau J Bras Patol Med Lab v. 3 n. 1 p. 31-35 ARTIGO ORIGINAL ORIGINAL PAPER Relação entre a carga viral de HPV oncogênico determinada pelo método de captura híbrida e o diagnóstico citológico de lesões de alto

Leia mais

Vacina contra Papilomavírus. humano (HPV): Promessas e Desafios. Edson D. Moreira Jr., MD, PhD. Centro de Pesquisas Gonçalo. Moniz FIOCRUZ - Bahia

Vacina contra Papilomavírus. humano (HPV): Promessas e Desafios. Edson D. Moreira Jr., MD, PhD. Centro de Pesquisas Gonçalo. Moniz FIOCRUZ - Bahia Vacina contra Papilomavírus humano (HPV): Promessas e Desafios Edson D. Moreira Jr., MD, PhD Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz FIOCRUZ - Bahia Sumário Biologia do HPV Epidemiologia e Impacto das Doenças

Leia mais

Aula 10 Propedêutica Ginecológica IV: diagnósticos. Prof. Ricardo Mattos UNIG,

Aula 10 Propedêutica Ginecológica IV: diagnósticos. Prof. Ricardo Mattos UNIG, Saúde Integral da Mulher Aula 10 Propedêutica Ginecológica IV: diagnósticos colpocitológicos alterados Prof. Ricardo Mattos UNIG, 2009.1 Tríade Diagnóstica Colpocitologia (*Screening) Colposcopia Anatomopatologia

Leia mais

Interpretação da colpocitologia

Interpretação da colpocitologia DEPARTAMENTO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO -USP- Interpretação da colpocitologia 22ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia da Maternidade Sinhá Junqueira PATRICIA

Leia mais

Microcarcinoma do colo uterino Como seguir com segurança?

Microcarcinoma do colo uterino Como seguir com segurança? Como seguir com segurança? Yara Furtado Professora assistente da UNIRIO Médica dos Ambulatórios de Patologia Cervical e Vulvar do Instituto de Ginecologia da UFRJ Conceito Identificar um grupo de mulheres

Leia mais

Ana Paula do Prado 1 (Apresentadora), Fernanda Rafaela Mansour. Palavras-chave: Vírus, câncer, cervical. Introdução

Ana Paula do Prado 1 (Apresentadora), Fernanda Rafaela Mansour. Palavras-chave: Vírus, câncer, cervical. Introdução ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO PARA CARACTERIZAÇÃO DE PORTADORAS DE PAPILOMAVIRUS HUMANO (HPV) ADOLESCENTES DO SEXO FEMININO ATENDIDAS EM UM AMBULATÓRIO DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS DE UM MUNICÍPIO DE

Leia mais

ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER. Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 9. Profª. Lívia Bahia

ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER. Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 9. Profª. Lívia Bahia ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 9 Profª. Lívia Bahia Rastreio de Câncer Cérvico-uterino em mulheres que têm ou tiveram DST Mulheres com história ou portadoras de DST

Leia mais

HPV Fatores relacionados à persistência da infecção

HPV Fatores relacionados à persistência da infecção HPV Fatores relacionados à persistência da infecção Papilomavírus humano(hpv) Agente etiológico do câncer cervical e lesões precursoras. DNA-HPV pode ser detectado com prevalência de 90 a 100% nas amostras

Leia mais

LSIL: Conduta na Pós-Menopausa

LSIL: Conduta na Pós-Menopausa LSIL: Conduta na Pós-Menopausa TROCANDO IDÉIAS XVIII 14 agosto 2014 Caroline Oliveira LESÃO ESCAMOSA INTRAEPITELIAL DE BAIXO GRAU Infecção aguda e transitória pelo HPV Altamente prevalente antes dos 30

Leia mais

Seguimento após tratamento das Neoplasias Intraepiteliais Cervicais. Fábio Russomano --IFF/Fiocruz Maio de de 2014

Seguimento após tratamento das Neoplasias Intraepiteliais Cervicais. Fábio Russomano --IFF/Fiocruz Maio de de 2014 Seguimento após tratamento das Neoplasias Intraepiteliais Cervicais Fábio Russomano --IFF/Fiocruz Maio de de 2014 Possíveis conflitos de interesses Responsável por serviço público de Patologia Cervical

Leia mais

Lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL)- em que situações está indicado o tratamento

Lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL)- em que situações está indicado o tratamento Lesão intraepitelial escamosa de baixo grau ()- em que situações está indicado o tratamento TROCANDO IDÉIAS XX 16 e 17 de junho de 2016 Windsor Flórida Hotel - Rio de Janeiro - RJ Susana Aidé Profª Adjunto

Leia mais

Vacina anti HPV. Dra. Maristela Vargas Peixoto

Vacina anti HPV. Dra. Maristela Vargas Peixoto Vacina anti HPV Dra. Maristela Vargas Peixoto Segundo o CDC, ocorrem cerca de 300 milhões de casos de infecção cervical pelo HPV por ano, e cerca de 400.000 casos de carcinomas invasivos 0,13% das pacientes

Leia mais

RASTREIO COLOPOCITOLÓGICO: NOVAS RECOMENDAÇÕES

RASTREIO COLOPOCITOLÓGICO: NOVAS RECOMENDAÇÕES Fórum Unimed-Rio de Ginecologia RASTREIO COLOPOCITOLÓGICO: NOVAS RECOMENDAÇÕES VERA FONSECA Diretora Administrativa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) Presidente

Leia mais

Edison Natal Fedrizzi. Declaração de conflito de interesse

Edison Natal Fedrizzi. Declaração de conflito de interesse Edison Natal Fedrizzi Declaração de conflito de interesse Não recebi qualquer forma de pagamento ou auxílio financeiro de entidade pública ou privada para pesquisa ou desenvolvimento de método diagnóstico

Leia mais

NEWS artigos CETRUS Ano 2 - Edição 16 - Dezembro/2010

NEWS artigos CETRUS Ano 2 - Edição 16 - Dezembro/2010 NEWS artigos CETRUS Ano 2 - Edição 16 - Dezembro/2010 Atualização em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia - Capítulo II - Infecção por HPV e Lesões HHV-Induzidas Prof. Dr. Flávio Zucchi -

Leia mais

CORRELAÇÃO ENTRE A CITOPATOLOGIA E ANATONOPATOLOGIA NO EXAME DE PAPANICOLAOU NO RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO UTERINO EM PONTA GROSSA

CORRELAÇÃO ENTRE A CITOPATOLOGIA E ANATONOPATOLOGIA NO EXAME DE PAPANICOLAOU NO RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO UTERINO EM PONTA GROSSA 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TECNOLOGIA E PRODUÇÃO ( ) TRABALHO CORRELAÇÃO ENTRE A CITOPATOLOGIA

Leia mais

TROCANDO IDÉIAS XX. MICROCARCINOMA: Quando indicar histerectomia?

TROCANDO IDÉIAS XX. MICROCARCINOMA: Quando indicar histerectomia? TROCANDO IDÉIAS XX MICROCARCINOMA: Quando indicar histerectomia? Gutemberg Almeida ISSVD UFRJ ABPTGIC Carcinoma Microinvasor IA1 - Invasão do estroma < 3 mm em profundidade e < 7 mm em extensão IA2 - Invasão

Leia mais

MÉTODOS MOLECULARES PARA IDENTIFICAÇÃO DO HPV COLO UTERINO. Dra Rejane Santana R3 Orientadora: Dra Vera Fonseca

MÉTODOS MOLECULARES PARA IDENTIFICAÇÃO DO HPV COLO UTERINO. Dra Rejane Santana R3 Orientadora: Dra Vera Fonseca UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO SERVIÇO DE GINECOLOGIA MÉTODOS MOLECULARES PARA IDENTIFICAÇÃO DO HPV NO RASTREIO DO CÂNCER DE COLO UTERINO Dra Rejane

Leia mais

XVI TROCANDO IDÉIAS CÂNCER DO COLO UTERINO

XVI TROCANDO IDÉIAS CÂNCER DO COLO UTERINO XVI TROCANDO IDÉIAS CÂNCER DO COLO UTERINO ESTRATÉGIAS DE RASTREIO Gutemberg Almeida Instituto de Ginecologia da UFRJ OBJETIVO DO RASTREAMENTO Além de detectar o câncer cervical em um estágio inicial,

Leia mais

Patologia - orientações

Patologia - orientações Patologia - orientações Padronização para Patologistas e Ginecologistas Elaborado pelas Sociedades Brasileiras de Citopatologia, de Patologia, de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia, FEBRASGO,

Leia mais

O teste do HPV contribui na triagem para a colposcopia?

O teste do HPV contribui na triagem para a colposcopia? Trocando Ideias XIX 06 de agosto de 2015 Lesão de Baixo Grau O teste do HPV contribui na triagem para a Clique para editar o estilo do subtítulo mestre colposcopia? Flávia de Miranda Corrêa Epidemiologia

Leia mais

HPV em mulheres infectadas pelo HIV Goldman ARNP, MPH

HPV em mulheres infectadas pelo HIV Goldman ARNP, MPH Welcome to I-TECH HIV/AIDS Clinical Seminar Series 30 de Agosto de 2012 HPV em mulheres infectadas pelo HIV Goldman ARNP, MPH Objectivos 1. Discutir a epidemiologia do HPV entre mulheres infectadas pelo

Leia mais

PREVALÊNCIA CITOPATOLÓGICA DE ALTERAÇÕES COLO UTERINAS EM RESIDENTES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, ENTRE 2006 A

PREVALÊNCIA CITOPATOLÓGICA DE ALTERAÇÕES COLO UTERINAS EM RESIDENTES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, ENTRE 2006 A PREVALÊNCIA CITOPATOLÓGICA DE ALTERAÇÕES COLO UTERINAS EM RESIDENTES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, ENTRE 2006 A 2014 1 Douglas Vinícius Pires De Menezes 2, Matias Nunes Frizzo 3, Bruna Lanielle Roratto

Leia mais

Curso básico de Colposcopia

Curso básico de Colposcopia Curso básico de Colposcopia 20 e 21 de outubro de 2017 Universidade do Algarve Campus de Gambelas Imagem: Ad Médic Programa Científico Caros(as) colegas, É com enorme prazer que convidamos todos os interessados

Leia mais

Atualização das Diretrizes Brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero

Atualização das Diretrizes Brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero Atualização das Diretrizes Brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero CERVICOLP 2011 - XXII CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM PTGI E COLPOSCOPIA 29/9 a 01/10/2011 Fábio Russomano Possíveis conflitos

Leia mais

CAPÍTULO 11 INTERPRETAÇÃO DO LAUDO CITOLOGICO CERVICO VAGINAL. José Eleutério Junior Francisco das Chagas Medeiros Raquel Autran Coelho

CAPÍTULO 11 INTERPRETAÇÃO DO LAUDO CITOLOGICO CERVICO VAGINAL. José Eleutério Junior Francisco das Chagas Medeiros Raquel Autran Coelho CAPÍTULO 11 INTERPRETAÇÃO DO LAUDO CITOLOGICO CERVICO VAGINAL José Eleutério Junior Francisco das Chagas Medeiros Raquel Autran Coelho É através do laudo citológico que se sabe se vai haver necessidade

Leia mais

HPV. Câncer do Colo do Útero Verrugas Genitais. G u i a d e P ediatria

HPV. Câncer do Colo do Útero Verrugas Genitais. G u i a d e P ediatria HPV Câncer do Colo do Útero Verrugas Genitais G u i a d e P ediatria Você tenta fazer tudo que é possível para proteger sua filha, para garantir que tudo dê certo hoje e amanhã. Ela confia em você. Essa

Leia mais

Ectopia cervical: relação com CA colo? predisposição para DST?

Ectopia cervical: relação com CA colo? predisposição para DST? Ectopia cervical: relação com CA colo? predisposição para DST? Nilma Antas Neves PHD, MsC, MD Profa. Adjunta Ginecologia Universidade Federal Bahia Presidente Comissão Trato Genital Inferior FEBRASGO Razões

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Neoplasias do colo do útero. Epidemiologia. Patologia

PALAVRAS-CHAVE Neoplasias do colo do útero. Epidemiologia. Patologia 14. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido - ISSN 2238-9113 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE

Leia mais

José Rodrigues Pereira Médico Pneumologista Hospital São José. Rastreamento do Câncer de Pulmão: Como e quando realizar

José Rodrigues Pereira Médico Pneumologista Hospital São José. Rastreamento do Câncer de Pulmão: Como e quando realizar José Rodrigues Pereira Médico Pneumologista Hospital São José Rastreamento do Câncer de Pulmão: Como e quando realizar www.globocan.iarc.fr National Cancer Institute 2016 National Cancer Institute 2016

Leia mais

Rastreio citológico na doença anal

Rastreio citológico na doença anal Clique para editar o estilo do subtítulo mestre Declaro inexistência de conflito de interesse. Medley G. Anal smear test to diagnose occult anorectal infection with human papillomavirus in men. British

Leia mais

Lesão de alto grau: CONE A FRIO X CONE ELETROCIRÚRGICO

Lesão de alto grau: CONE A FRIO X CONE ELETROCIRÚRGICO Lesão de alto grau: CONE A FRIO X CONE ELETROCIRÚRGICO José Humberto Belmino Chaves MD; MSc; PhD; Postdoc UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE ALAGOAS Mulheres

Leia mais

Vacinas contra HPV. Fábio Russomano

Vacinas contra HPV. Fábio Russomano Vacinas contra HPV Curso de Atualização em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia ABG RJ Instituto de Ginecologia da UFRJ 20 de junho de 2009 Fábio Russomano Sumário Cenário do Câncer de Colo

Leia mais

Susana Aidé Profª Adjunta de Ginecologia da Uff

Susana Aidé Profª Adjunta de Ginecologia da Uff Susana Aidé Profª Adjunta de Ginecologia da Uff Câncer % Associada com Alguns Tipos de HPV 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 + Colo do Útero+,1,2 Larínge e Trato OroVaginal/ Peniano 2,4 Anal 2,4 Aerodigestivo

Leia mais

Quando o tratamento destrutivo pode ser uma boa opção?

Quando o tratamento destrutivo pode ser uma boa opção? Lesão de Alto Grau Quando o tratamento destrutivo pode ser uma boa opção? Cliue para editar o estilo do subtítulo mestre Maria José de Camargo 20 min CERVIX www.cervixcolposcopia.com.br Estudos durante

Leia mais

TROCANDO IDÉIAS 2013 INFECÇÃO EXTRAGENITAL POR HPV

TROCANDO IDÉIAS 2013 INFECÇÃO EXTRAGENITAL POR HPV INFECÇÃO EXTRAGENITAL POR HPV Doença Anal Importância e abordagem clinica Clique para editar o estilo do subtítulo mestre José Ricardo Hildebrandt Coutinho Serviço de Coloproctologia do Hospital Federal

Leia mais

Nº 23 HPV NEILA MARIA DE GÓIS SPECK CNE TRATO GENITAL INFERIOR O HPV:

Nº 23 HPV NEILA MARIA DE GÓIS SPECK CNE TRATO GENITAL INFERIOR O HPV: Nº 23 HPV NEILA MARIA DE GÓIS SPECK CNE TRATO GENITAL INFERIOR O HPV: O papilomavirus humano (HPV) é um DNA vírus com forma icosaédrica, de 55 nm de diâmetro e composto por 8000 pares de base. O genoma

Leia mais

ENFERMAGEM NA ANÁLISE DE LAUDOS CITOPATOLÓGICOS CERVICAIS

ENFERMAGEM NA ANÁLISE DE LAUDOS CITOPATOLÓGICOS CERVICAIS U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D O C E A R Á D E P A R T A M E N T O D E E N F E R M A G E M P R O G R A M A D E E D U C A Ç Ã O T U T O R I A L I CURSO DE ATUALIZAÇÕES EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Leia mais

CONDUTA APÓS CITOLOGIA LESÃO INTRA-EPITELIAL DE ALTO GRAU MARIA INES DE MIRANDA LIMA

CONDUTA APÓS CITOLOGIA LESÃO INTRA-EPITELIAL DE ALTO GRAU MARIA INES DE MIRANDA LIMA IVX CONGRESSO PAULISTA DE GINECOLOGIA E OBSTETRICIA CONDUTA APÓS CITOLOGIA LESÃO INTRA-EPITELIAL DE ALTO GRAU MARIA INES DE MIRANDA LIMA Lesão intra-epitelial de alto grau:hsil: Qual o significado? NIC

Leia mais

Rastreio Hoje PAP: PAISES EM DESENVOLVIMENTO PAP + DNA HPV > 30 ANOS: ALGUNS PAISES DESENVOLVIDOS DESAFIO: FUTUROLOGIA CITOLOGIA APÓS DNA HPV

Rastreio Hoje PAP: PAISES EM DESENVOLVIMENTO PAP + DNA HPV > 30 ANOS: ALGUNS PAISES DESENVOLVIDOS DESAFIO: FUTUROLOGIA CITOLOGIA APÓS DNA HPV Rastreio Hoje PAP: PAISES EM DESENVOLVIMENTO PAP + DNA HPV > 30 ANOS: ALGUNS PAISES DESENVOLVIDOS DESAFIO: FUTUROLOGIA CITOLOGIA APÓS DNA HPV SCREENING SCREENING POR POR CITO CITO Miller AB. Screening

Leia mais

Mulheres submetidas à conização de colo uterino: análise dos resultados citológico e histopatológico

Mulheres submetidas à conização de colo uterino: análise dos resultados citológico e histopatológico 13 12 ARTIGO ORIGINAL Mulheres submetidas à conização de colo uterino: análise dos resultados citológico e histopatológico Women undergoing conization of cervix: results of cytological and histopathological

Leia mais

Ectrópio cervical Módulo III Ginecologia Direto ao assunto Condutas Luiz Carlos Zeferino Professor Titular de Ginecologia Unicamp Março de 2013

Ectrópio cervical Módulo III Ginecologia Direto ao assunto Condutas Luiz Carlos Zeferino Professor Titular de Ginecologia Unicamp Março de 2013 Ectrópio cervical Módulo III Ginecologia Direto ao assunto Condutas Luiz Carlos Zeferino Professor Titular de Ginecologia Unicamp Março de 2013 Ectrópio é a exteriorização do epitélio glandular através

Leia mais

Professora Doutora da Universidade Estadual de Campinas UNICAMP Campinas (SP), Brasil. 5

Professora Doutora da Universidade Estadual de Campinas UNICAMP Campinas (SP), Brasil. 5 Cecília Ma r i a Ro t e l i -Ma rt i n s 1 Ad h e m a r Lo n g at t o Fi l h o 2 Lu c i a n o Se r pa Ha m m e s 3 So p h i e Fr a n ç o i s e Mau r i c e t t e De rc h a i n 4 Pa u lo Na u d 5 Je a n

Leia mais

CA Colo uterino PROGRAMA DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE CÂNCER DE COLO DE ÚTERO. Enfa Dayse Amarílio. 3º Tipo de CA mais comum nas Mulheres

CA Colo uterino PROGRAMA DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE CÂNCER DE COLO DE ÚTERO. Enfa Dayse Amarílio. 3º Tipo de CA mais comum nas Mulheres PROGRAMA DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE CÂNCER DE COLO DE ÚTERO Enfa Dayse Amarílio CA Colo uterino 3º Tipo de CA mais comum nas Mulheres Tem início com displasias de leve a acentuada. É classificado como

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS CENTRO DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO DISCIPLINA DE GENÔMICA FUNCIONAL. Ludmila Entiauspe

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS CENTRO DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO DISCIPLINA DE GENÔMICA FUNCIONAL. Ludmila Entiauspe UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS CENTRO DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO DISCIPLINA DE GENÔMICA FUNCIONAL Ludmila Entiauspe O HPV Vírus que apresenta tropismo específico por células epiteliais e da mucosa

Leia mais

HPV. Câncer do Colo do Útero Verrugas Genitais. G u i a d e G i n e c o l o g i a

HPV. Câncer do Colo do Útero Verrugas Genitais. G u i a d e G i n e c o l o g i a HPV Câncer do Colo do Útero Verrugas Genitais G u i a d e G i n e c o l o g i a Para você que é corajosa e tem confiança no futuro. Você tem muitos planos para obter sucesso profissional sem perder a alegria

Leia mais

Vacinas contra HPV: Quando e para quem? Fábio Russomano IFF/Fiocruz Paranacolpo 25 a 27 de julho de 2013

Vacinas contra HPV: Quando e para quem? Fábio Russomano IFF/Fiocruz Paranacolpo 25 a 27 de julho de 2013 Vacinas contra HPV: Quando e para quem? Fábio Russomano IFF/Fiocruz Paranacolpo 25 a 27 de julho de 2013 Fábio Russomano Possíveis conflitos de interesses: Responsável por serviço público de Patologia

Leia mais

Natural History of HPV Infections NIC 1 NIC 2 NIC 3

Natural History of HPV Infections NIC 1 NIC 2 NIC 3 Natural History of HPV Infections NIC 1 NIC 2 NIC 3 Vacina Quadrivalente (GARDASIL ) Eficácia cia na Prevenção de NIC 2/3+ (20 meses) Vacina HPV (n=8.489) Placebo (n=8.460) Eficácia cia da Vacina I. C.

Leia mais

CURSO BÁSICO DE COLPOSCOPIA

CURSO BÁSICO DE COLPOSCOPIA CURSO BÁSICO DE COLPOSCOPIA 20 e 21 de outubro de 2016 Centro de Formação Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca Amadora PROGRAMA Imagem: Ad Médic Caros(as) Colegas, É com o maior prazer que convidamos

Leia mais

Vale a pena vacinar quem foi tratada para lesão de alto grau? Fábio Russomano IFF/Fiocruz Trocando Idéias 14 a 16 de agosto de 2014

Vale a pena vacinar quem foi tratada para lesão de alto grau? Fábio Russomano IFF/Fiocruz Trocando Idéias 14 a 16 de agosto de 2014 Vale a pena vacinar quem foi tratada para lesão de alto grau? Fábio Russomano IFF/Fiocruz Trocando Idéias 14 a 16 de agosto de 2014 Contexto Vacinas contra HPV tem se mostrado muito eficazes em prevenir

Leia mais

Citologia Oncótica, Colposcopia e Histologia no Diagnóstico de Lesões Epiteliais do Colo Uterino

Citologia Oncótica, Colposcopia e Histologia no Diagnóstico de Lesões Epiteliais do Colo Uterino Artigo Citologia Oncótica, Colposcopia e Histologia no Diagnóstico de Lesões Epiteliais do Colo Uterino José Eleutério Junior 1, José Roosevelt Cavalcante 2, Ricardo Oliveira Santiago 3, Dorieudes Sousa

Leia mais

AGC sem especificação e AGC favorece neoplasia O que fazer? Yara Furtado

AGC sem especificação e AGC favorece neoplasia O que fazer? Yara Furtado AGC sem especificação e AGC favorece neoplasia Yara Furtado Atipias de Células Glandulares Bethesda 1991 Bethesda 2001 Células Glandulares *Células endometriais, benignas, em mulheres na pós-menopausa

Leia mais

Podemos definir NIC II como lesão pré-neoplásica de colo?

Podemos definir NIC II como lesão pré-neoplásica de colo? IX S impós io de Atualização em Ginecologia Oncológica III S impós io de Genitos copia do DF ABPTGIC Capítulo DF 12-14 de Maio de 2011 Podemos definir NIC II como lesão pré-neoplásica de colo? Fábio Russomano

Leia mais

NEOPLASIA INTRAEPITELIAL VULVAR RIO DE JANEIRO 2013

NEOPLASIA INTRAEPITELIAL VULVAR RIO DE JANEIRO 2013 NEOPLASIA INTRAEPITELIAL VULVAR diagnóstico e conduta RIO DE JANEIRO 2013 A NIV aumentou em 4 vezes nos EUA entre 1973 e 2000 A regressão da NIV existe O câncer invasor está presente em 3% das mulheres

Leia mais

ENFERMAGEM ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DA FAMÍLIA. Parte 13. Profª. Lívia Bahia

ENFERMAGEM ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DA FAMÍLIA. Parte 13. Profª. Lívia Bahia ENFERMAGEM ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DA FAMÍLIA Parte 13 Profª. Lívia Bahia Atenção Básica e Saúde da Família Controle do câncer do colo do útero e de mama na Atenção Básica Avaliação dos resultados do exame

Leia mais

Curso Técnico em Enfermagem

Curso Técnico em Enfermagem AULA 07 CÂNCER DE COLO DO ÚTERO Sinônimos: Câncer de Cérvice Uterina, Câncer do colo uterino O câncer de colo uterino é o câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, correspondendo a, aproximadamente,

Leia mais

INTERNATIONAL NURSING CONGRESS

INTERNATIONAL NURSING CONGRESS 1 Alterações citopatológicas do colo uterino em mulheres numa referência estadual Juliana de Almeida Gonçalves (Enfermeira / graduada pela Universidade Tiradentes/Relatora) [email protected] Felipe Mendes

Leia mais

Vacinas contra HPV. Atualização. Fábio Russomano IFF/Fiocruz 29 jun 2012

Vacinas contra HPV. Atualização. Fábio Russomano IFF/Fiocruz 29 jun 2012 Vacinas contra HPV Atualização Fábio Russomano IFF/Fiocruz 29 jun 2012 Fábio Russomano Possíveis conflitos de interesses: Responsável por serviço público de Patologia Cervical (IFF/Fiocruz) Colaborador

Leia mais

Rastreio Citológico: Periodicidade e População-alvo UNICAMP. Agosto 2012. Luiz Carlos Zeferino Faculdade de Ciências Médicas - UNICAMP

Rastreio Citológico: Periodicidade e População-alvo UNICAMP. Agosto 2012. Luiz Carlos Zeferino Faculdade de Ciências Médicas - UNICAMP Rastreio Citológico: UNICAMP Periodicidade e População-alvo Clique para editar o estilo do subtítulo mestre Agosto 2012 Luiz Carlos Zeferino Faculdade de Ciências Médicas - UNICAMP Rastreamento citológico

Leia mais

Interpretação do Laudo Citologico Cervico Vaginal. InTERPRETAÇÃO DO LAUDO CITOLOGICO CERVICO VAGInAL

Interpretação do Laudo Citologico Cervico Vaginal. InTERPRETAÇÃO DO LAUDO CITOLOGICO CERVICO VAGInAL Unidade 3 - Ginecologia Interpretação do Laudo Citologico Cervico Vaginal CAPÍTULO 15 InTERPRETAÇÃO DO LAUDO CITOLOGICO CERVICO VAGInAL É através do laudo citológico que se sabe se vai haver necessidade

Leia mais

Lesões Intraepiteliais de Alto Grau: Diagnóstico, conduta e seguimento.

Lesões Intraepiteliais de Alto Grau: Diagnóstico, conduta e seguimento. Lesões Intraepiteliais de Alto Grau: Diagnóstico, conduta e seguimento. ABG-Cap RJ II Colpovix Vitória ES 16 e 17 de outubro de 2009 Fábio Russomano Linha de cuidado para prevenção do câncer do colo do

Leia mais