PROGRAMA INTEGRADO DE INVESTIMENTOS (REVISTO, JULHO 2014)

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1 REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA PLANIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROGRAMA INTEGRADO DE INVESTIMENTOS (REVISTO, JULHO 2014) (Infra-Estruturas Prioritárias para ) (APROVADO PELA 32 a SESSAO DO CONSELHO DE MINISTROS DE ) Maputo, 22 Julho 2014

2 ÍNDICE SUMÁRIO EXECUTIVO... 3 I. INTRODUÇÃO Racionalidade do Programa Integrado de Investimentos Critério para a Selecção dos Projectos do Programa Integrado de Investimentos Metodologia de Elaboração do Programa Integrado de Investimentos Programa Integrado de Investimento (Revisto) II. DESENVOLVIMENTO DE INFRA-ESTRUTURAS ECONOMICAS E SOCIAIS Infra-estrutura de Suporte a Produção Agrária, Agro-processamento, e Comercialização Infra-estrutura Ferroviária e Portuária Aeroportos Infra-estrutura de estradas e pontes Produção e Distribuição de Energia Infra-Estrutura de Suporte as Pescas Infra Estruturas para o Desenvolvimento do Capital Humano Abastecimento de Água e Saneamento Urbano e Rural Juventude e Habitação III. MECANISMOS DE IMPLEMENTAÇÃO Operacionalização Mecanismos de Financiamento Programa Integrado de Investimento e Analise de Sustentabilidade da Dívida Monitoria e Avaliação ANEXOS

3 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1: Principais Barragens/Regadios por Construir ou Reabilitar Tabela 2: Infra- estruturas de Portos e Linhas Férreas Tabela 3: Aeroportos Internacionais Tabela 4: Rede de estradas e classificação Tabela 5: Principais projectos área de energia Tabela 6: Projectos do sector de pescas Tabela 7: Promoção de habitação Tabela 8:Projectos com Acordos Assinados ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1: Corredor de Desenvolvimento de Nacala... 8 Figura 2: Barragem de Mphanda Nkuwa Figura 3: Mapa da Rota da Linha de Transmissão Caia Nacala Figura 4: Localização da Albufeira de Cahora Bassa ANEXOS Anexo 1: Rede Ferroviária e Rodoviária Anexo 2: Tabela 11: Tabela - Modelo

4 SUMÁRIO EXECUTIVO Em Setembro de 2013 o Governo da Republica de Moçambique aprovou o Programa Integrado de Investimentos (PII), um documento de caracter rolante de planificação e priorização de investimentos públicos. A presente revisão do PII amplia a informação do documento anterior com a inclusão de informação e análise detalhada dos projectos com financiamento assegurado. A economia de Moçambique tem registado um crescimento assinalável nas últimas décadas, destacando-se positivamente face aos seus pares africanos. Desde o ano 2000, a economia moçambicana tem estado a registar uma taxa de crescimento de 7.2% ao ano, e, progressos ao nível do desenvolvimento humano, no atinente ao acesso a água potável, cuidados de saúde e educação, redução da pobreza extrema, e a melhoria do ambiente de negócios, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das populações e consequentemente para a redução dos níveis de pobreza. O ano de 2012 constituiu um ponto de viragem importante para o país como resultado de grandes projectos de investimento no sector mineiro e se ter iniciado as actividades de exportação do carvão de Tete. Paralelamente, o País registou a descoberta de reservas de gás natural na Bacia do Rovuma, passando para o centro de atenções de grandes empresas internacionais na área de energia. Em face do início de exportações do carvão e olhando para o potencial dos recursos minerais, energéticos e agro ecológico, urge reduzir o deficit em termos de infraestruturas de transporte, energéticas e hidroagrícolas para responder aos desafios da integração da economia nacional. Outrossim, e em reconhecimento dos factores acima mencionados, o Governo de Moçambique continua comprometido com as reformas económicas e com a implementação do Plano de Acção para a Redução da Pobreza (PARP, com o objectivo de: (i) remover as barreiras administrativas ao investimento; (ii) criar um ambiente económico favorável de forma a atrair mais investimento para o país; e (iii) promover o desenvolvimento económico e social da economia. O desafio do Governo é continuar a dotar o país de uma rede de infra-estrutura que crie uma comunicação integrada, em todo o País, sendo, desta forma, imprescindível e fundamental o desenvolvimento e implementação de projectos integrados e coordenados com o fim de:! Harmonizar e sistematizar os planos estratégicos sectoriais, com particular enfoque para o alcance dos objectivos preconizados no PARP;! Garantir o crescimento coordenado do País com impacto no desenvolvimento económico e social da economia nacional e, Que os projectos de investimentos integrados abram espaço para uma visão partilhada com horizonte de longo 3

5 prazo na transformação da economia e consensos sobre prioridades de Programas e ou Projectos a financiar;! Garantir que com o Programa Integrado de Investimento se elenque os projectos passíveis de financiamento através de Parcerias Público Privadas. Constata-se necessário a melhoria e o aumento de infra-estruturas sócio económicas do país para que respondam a crescente procura de bens e serviços exigidos pelo mercado interno e regional. Mostra-se evidente, a necessidade de garantir que as infraestruturas ferro portuárias não sirvam só para estabelecer a comunicação com os países do hinterland, senão também para garantir a comunicação férrea interna (entre o norte, centro e sul) do País. Existe igualmente a necessidade de garantir que as infra-estruturas energéticas se expandam para o país de forma homogénea, havendo necessidade de se recorrer a recursos alternativos para a produção de energia, tendo, esta área como desafio, o aumento da disponibilidade de energia em quantidade e qualidade através do aproveitamento das potencialidades existentes e disponíveis, sendo que as características físicas geográficas do rio Zambeze que permitem a construção de barragem, a existência de carvão, e do gás natural, e de outras fontes alternativas de produção podem tornar, o País, um grande produtor de energia. O investimento em infra-estruturas de irrigação, também constitui um desafio na luta contra a pobreza, havendo necessidade de se reparar os regadios degradados e ou implantar novos sistemas de regadios que permitam a gestão sustentável dos recursos hídricos, para o aumento da produção e da produtividade no país. 4

6 I. INTRODUÇÃO 1. A economia de Moçambique tem registado um crescimento assinalável nas últimas décadas, dado ao forte desempenho dos principais sectores da economia como a agricultura, serviços financeiros e sector de indústria extractivas, onde desde o ano 2000 a taxa de crescimento da economia tem crescido ao nível de 7.2% ao ano. No, entanto o País estado a registar progressos ao nível do desenvolvimento humano, com maior destaque para acesso a água, cuidados de saúde, redução da pobreza bem como na melhoria do ambiente de negócios. Entretanto o País ainda mantém um grau de dependência elevado dos donativos internacionais tornando os progressos de redução de pobreza e melhoria de qualidade de vida da população mais lentos. 2. O Pais dispõe de um elevado potencial económico para o desenvolvimento dos sectores agrário, indústria e serviços. O desafio assenta na transformação estrutural do sector agrário que é dominado pelos pequenos produtores passando para médios e grandes produtores comerciais (agro-negócio), bem como o desenvolvimento de indústrias alimentar e transformadora com base nos recursos naturais (particularmente a exploração mineira) e o turismo. 3. O ano de 2012 constitui um ponto de viragem importante para o País pelo facto de os grandes projectos de investimento no sector mineiro terem iniciado com exportação de carvão. Paralelamente a esta actividade registou-se a descoberta de importantes reservas de gás natural na bacia do Rovuma, colocando o País no centro das atenções de grandes empresas internacionais na área de energia. Contudo, as limitações impostas pela baixa disponibilidade de infra-estruturas para que o Pais tire máximo benefício destas oportunidades merecem uma atenção especial. 4. Por outro lado, o processo de desenvolvimento económico e integração regional necessita do desenvolvimento de infra-estruturas de apoio, nomeadamente, infraestruturas hidroagrícolas, energéticas, de transporte e comunicações. Assim, revestese a necessidade de o Governo melhorar as referidas infra-estruturas para servirem o desenvolvimento de cadeia de valores no processo de capitalização dos diferentes recursos naturais. 5. O Programa de Investimento Integrado (PII) é fundamental na medida em que:! Harmoniza projectos integrados de infra-estruturas de transporte, energia e hidroagrícolas que asseguram uma produção viável de bens e serviços, garante a circulação de mercadorias no território nacional e na região de forma eficaz e eficiente; 5

7 ! Sistematiza uma visão de médio e longo prazo sobre os projectos prioritários para o financiamento público e privado;! Sistematiza projectos de infra-estrutura, de responsabilidade pública, bem como projectos que possam incentivar o sector privado, quer seja na perspectiva de financiadores, investidor privado e das agências financeiras;! Orienta os planos de investimento sectoriais, tomando em consideração as prioridades estabelecidas e em face da disponibilidade de recursos. 1.1 Racionalidade do Programa Integrado de Investimentos 6. O Programa Integrado de Investimento define a relação dos projectos públicos prioritários de infra-estrutura, em consonância com a visão e a orientação do Programa Quinquenal do Governo Nestes termos, o Programa Integrado de Investimento deverá:! Contribuir para a priorização de projectos públicos, em face das limitações de financiamento;! Reforçar a visão integrada dos projectos públicos, enfatizando as sinergias entre os projectos de diferentes sectores;! Garantir a informação relevante para o sector privado interessado no investimento em modalidade de Parcerias Público e Privado; 8. O PII concentra a sua atenção nas infra-estruturas que visam criar as condições ambientais propícias para a atracção de investimento directo nacional e estrangeiro. Como resultado, de forma a enquadrar estes projectos estabeleceram-se três grandes eixos de intervenção:! Estimular a competitividade da economia nacional, o crescimento do PIB e aumentar as oportunidades de emprego e de criação de riqueza, determinantes para melhorar as condições de vida da população;! Criar condições logísticas e ambientais para o desenvolvimento económico e social do País, com relevância para a promoção e expansão do investimento nacional e estrangeiro, bem como melhorar as condições de transitabilidade das infra-estruturas ferroviárias e de circulação de bens e mercadorias no território; 6

8 ! Aumentar a capacidade de gestão dos recursos hídricos;! Alargar a cobertura geográfica de infra-estruturas e serviços de fornecimento de energia a menor custo possível e ambientalmente amigáveis. 9. São objectivos fundamentais do Programa Integrado de Investimento, contribuir para: (a) (b) (c) (d) (e) Melhorar a Integração Económica do país; Aumentar a Produtividade Agrícola; Reduzir os Custos Logísticos e Acesso a Mercados; Aumentar o valor acrescentado e a diversificação da economia nacional; Melhorar a Qualidade de Infra-estruturas para o Desenvolvimento do Capital Humano; 10. O Governo reconhece o potencial de investimentos em determinadas partes do País, Pólos de Crescimento, e o papel que este potencial pode desempenhar no crescimento económico e na melhoria das condições de vidas dos cidadãos. Os Pólos de Crescimento que a seguir se apresentam deverão continuar a merecer atenção especial dentro da estratégia de desenvolvimento:! Vale do Zambeze que compreende as Províncias de Tete (todos os Distritos), da Zambézia (Distritos de Morrumbala, Nicoadala, Milange, Mocuba, Mopeia, Chinde, Inhassunge, Namacurra, Quelimane e Maganja da Costa); de Sofala (Distritos de Gorongosa, Maringue, Chemba, Caia, Marromeu, Cheringoma e Muanza); e a de Manica (Distritos de Barué, Macossa, Guro e Tambara);! Corredor de Nacala, que em função das dinâmicas económicas recentes na economia da região norte do País amplia a área de referência para toda a Província de Nampula, Província de Cabo Delgado, Província de Niassa, e os Distritos do Norte da Província de Zambézia, nomeadamente, Alto Molocué, Gilé, Gurué, Ile, Lugela e Namarroi. A exploração do carvão na Província de Tete, e particularmente a logística associada a esta actividade, tem contribuído para uma maior integração da província de Tete com as províncias costeiras do País, nomeadamente Nampula e Sofala, aumentando, deste modo, as externalidades dos investimentos feitos em cada uma destas regiões para o resto da região e do País. 7

9 Figura 1: Corredor de Desenvolvimento de Nacala 11. Para dinamizar os Pólos de Crescimento, a prioridade assenta na criação de infraestruturas económicas, com destaque para:! Energia: Responder com a demanda de energia eléctrica e/ou hidroeléctrica e criar mais interconexões;! Transportes: estabelecer ligações, modernizar os corredores, portos e caminhos-de-ferro, os transportes aéreos e construir portagens rodoviárias;! Corredores multimodais: Reabilitar reconstruir ligações ferroviárias e rodoviárias, incluindo postos alfandegários de paragem única ao longo dos Corredores de Nacala, Beira e Maputo. Melhorar a capacidade dos portos, incluindo dragagem. Desenvolver os recursos naturais, incluindo a bacia carbonífera de Moatize, no Vale do Zambeze e utilizar os Portos como portas de exportação;! Água: Construir Barragens multiuso, reforçar as capacidades de irrigação e aproveitar para o efeito da irrigação as Bacias fluviais nos rios Chire, Zambeze, Limpopo e Lúrio e as águas transfronteiriças; 8

10 ! Tecnologias de Comunicação e Informação: Reforçar as capacidades, de interconexão das infra-estruturas de ligação terrestres, pontos de intercâmbio de Internet e serviços de Banda Larga; 12. A Zona Económica Especial de Nacala foi criada como projecto-piloto, porém, a avaliar pelo investimento até aqui realizado, assim como do impacto social e económico daí resultantes, no atinente a geração de novos postos de trabalho, transferência da tecnologia e gestão empresarial, a inclusão social e a redistribuição do rendimento, a Zona Económica Especial de Nacala abre espaço, para que o modelo seja replicado noutros pontos do país. 13. Para o efeito, o Governo dispõe em carteira, no médio e longo prazos, planos de expansão que permitirão a criação de mais Zonas Económicas Especiais (ZEE s) e Zonas Francas Industriais (ZFI s). Os planos incluem estudos das potencialidades existentes nos corredores de desenvolvimento, no vale do Zambeze e nas regiões junto a costa, sendo que actualmente existem planos de criação de novas ZEE s à medida que forem efectuados estudos pormenorizados. 14. Com a criação de mais ZEE s e ZFI s, pretende-se criar mais aglomerados industriais regionais que incentivem maior adição do valor aos produtos nacionais, aproveitando-se das vantagens comparativas nos sectores de alimento, energia recursos minerais, hídricos, entre outros. 15. Os estudos incluem a identificação e definição de tipos de Zonas Económicas Especiais a adoptar em Moçambique; a sua ligação com os recursos locais. A sua ligação com as infra-estruturas, logística e serviços industriais; A sua ligação com os recursos humanos e observância dos planos de uso e aproveitamento de terra, especialmente para o caso das Zonas Francas Industriais, e os mecanismos de atracção de investimentos para estas zonas. 16. No quadro da planificação e finanças públicas, o PII deverá dar um contributo na concretização parte das acções prioritárias estabelecidas no Programa Quinquenal do Governo, nomeadamente na identificação e hierarquização de projectos e programas prioritários para o desenvolvimento económico e social e na garantia de afectação de recursos através da mobilização de recursos concessionais e não concessionais para o financiamento destas acções prioritárias e na promoção através de parcerias público - privadas. 9

11 1.2 Critério para a Selecção dos Projectos do Programa Integrado de Investimentos 17. Na priorização dos projectos para o Programa Integrado de Investimentos, foram tomados em consideração elementos adicionais, que avaliam o grau em que o Projecto satisfaz diversos critérios, nomeadamente: (a) Equilíbrio da balança de pagamento; (b) Reforço de infra-estrutura económica e social; (c) Aumento da actividade económica; (d) Integração e ligação dos projectos; (e) Uso racional e aproveitamento de recursos nacionais; (f) Redução de assimetrias territoriais; (g) Sustentabilidade económica e financeira do projecto. 1.3 Metodologia de Elaboração do Programa Integrado de Investimentos 18. O Programa Integrado de Investimento é um instrumento que procura agregar a curto e médio prazo os principais projectos de infra-estruturas a serem implementados a nível nacional. Com vista a garantir que o documento comunique a ideia de integração e complementaridade entre os projectos, os principais documentos de referência usados são os que integram o Sistema Nacional de Planificação com destaque para o Programa Quinquenal do Governo (PQG) , onde estão plasmados as intenções do Governo e Plano de Acção para a Redução da Pobreza (PARP) que operacionaliza os objectivos constantes do Programa do Governo. As Políticas e Estratégicas Provinciais e Sectoriais bem como a Estratégia Nacional de Desenvolvimento e o Plano Estratégico para a Promoção do Investimento Privado , documentos ainda em elaboração e que forneceram subsídios valiosos para a elaboração do PII. 1.4 Programa Integrado de Investimento (Revisto) 19. Em Setembro de 2013 o Governo da Republica de Moçambique aprovou o Programa Integrado de Investimentos, um documento de caracter rolante de planificação e priorização de investimentos públicos. A presente revisão do PII amplia a informação do documento anterior ao: (i) Incluir informação e análise detalhada dos projectos com financiamento assegurado; 10

12 (ii) Incorporar de tabelas sumário com informação financeira e de impactos económicos e sociais dos projectos com financiamento assegurado; (iii) Incorporar informação sobre as necessidade de financiamento anual ( ), dos projectos, incluindo informação quantitativa relevante para suportar os exercícios de Analise de Sustentabilidade da Divida e do Cenário Fiscal de Médio Prazo. 20. No âmbito da melhoria da capacidade de análise de projectos públicos, podem-se sistematizar as principais áreas de atenção do Governo, que poderão beneficiar de assistência técnica do Banco Mundial, FMI e outros parceiros. Um dos desafios é garantir um programa de treinamento sistemático das unidades relevantes do Ministério da Planificação e Desenvolvimento e das Finanças do Secretariado do Comité Técnico do Comité de Coordenação e Selecção de Projectos Públicos. 21. Desde finais de 2013 que o MPD iniciou com a implementação do Projecto Pólos de Crescimento Integrados, que contem uma componente de capacitação na área de investimento publico. Esta ira contribuir na consolidação dos processos iniciados na componente de fortalecimento da capacidade de preparação, analise e selecção de projectos públicos. Deverá igualmente suportar as propostas de reformas na componente de investimento público, no âmbito das reformas em curso no Sistema Nacional de Planificação. 11

13 II. DESENVOLVIMENTO DE INFRA-ESTRUTURAS ECONOMICAS E SOCIAIS 22. O desenvolvimento de infra-estruturas constitui grande desafio para a integração da economia nacional na região. O Programa Quinquenal do Governo e o Plano de Acção para a Redução da Pobreza (PARP) priorizam investimentos públicos em infraestruturas socioeconómicas, com maior orientação para o potencial económico e para a melhoria das condições de vida, incluindo a melhor utilização dos recursos naturais, bem como o acesso ao mercado nacional e internacional de modo a garantir a competitividade empresarial. Principalmente para , nas Tabelas 1 destaca os projectos com financiamento garantido. 23. As infra-estruturas dos transportes constituem um factor determinante da coesão social e territorial e da competitividade económica do País. Em função da crescente globalização da economia e da consequente reorganização e relocalização dos sistemas produtivos, assiste-se hoje a uma crescente exigência de mobilidade por parte das sociedades e a uma procura, cada vez mais importante, de serviços integrados de logística e transporte. 24. As infra-estruturas de transporte são, não só uma necessidade para a circulação normal e regular de pessoas e bens entre regiões e países, mas, também um meio de garantir e desenvolver a unificação do território e do seu povo. São uma componente vital do processo de consolidação, do desenvolvimento socioeconómico e da atracção económica para as rotas de trânsito e para o desenvolvimento do turismo. 25. Concretamente, uma rede de infra-estruturas integradas (portos, ferroviárias, rodoviárias) em bom estado operacional e eficientes no seu funcionamento, criam novas oportunidades de investimentos no potencial económico existente nos recursos minerais e no desenvolvimento do agro-negócio para induzir o desenvolvimento social e económico, quer pelas sinergias decorrentes da integração regional (nos países da SADC, COMESA e EAC) quer por oferecer um acesso mais rentável aos portos (mar e seco), quer ainda por interligar mercados regionais, com as cidades, vilas e aldeias dentro do território nacional. 26. No que concerne a este sector de infra-estruturas de transporte, o País não dispõe ainda de uma rede ferroviária Sul-Norte que integre os 3 corredores ferroviários que servem o hinterland e as estradas nacionais que ligam norte-sul, não dispõe de um serviço de transporte de cabotagem eficiente e regular que ligue os diversos portos ao longo da sua extensa linha de costa, o transporte aéreo regular, apesar de ligar quase todas as principais cidades é oneroso e pelas suas características, não corresponde às necessidades de transporte de carga e passageiros. 12

14 27. O desenvolvimento de uma rede de infra-estruturas ferroviárias e rodoviárias e as suas ligações intermodais (rede ferroviária, portos internacionais e de cabotagem marítima, fluvial e lacustre) são fundamentais para o desenvolvimento territorial e regional. Os actuais corredores de desenvolvimento no sentido Leste - Oeste (Maputo, Beira e Nacala) servem mais ao hinterland e não são uma forma eficiente de alavancar a economia nacional, bem como não são suficientes para dinamizar a integração regional pois há necessidade de os mesmos se interligarem também no sentido Norte- Sul, contribuindo ainda para a activação do mercado interno. 28. O Governo continuará a direccionar os seus esforços na reconstrução e construção de infra-estruturas de Transportes, bem como em serviços de transportes que impulsionem a economia no País. 29. Os objectivos estratégicos estabelecidos no PQG, são:! Desenvolver sistemas de transportes interligados e/ou combinados, seguros que sejam suficientemente competitivos, atractivos e sustentáveis para facilitar o investimento;! Melhorar a transitabilidade das estradas, priorizando as que apresentam um grande impacto no desenvolvimento socioeconómico do País;! Fortalecer a existência de uma competição sã entre os operadores de transporte aéreo e ampliar as possibilidades de escolha aos consumidores;! Catalisar o desenvolvimento económico do País e estimular a integração económica regional através da criação de condições de acessibilidade ao mar dos países do interior. 30. Nestes termos, são as seguintes as infra-estruturas chave no período: (a) Linha de Transporte de Energia Tete Maputo, que deverá contribuir para o aumento da disponibilidade de energia para a rede eléctrica nacional, viabilizando deste modo vários projectos de investimento em diversas partes dos pais; (b) Construção da Central Hidro Eléctrica Mphanda Nkuwa, para aumentar a disponibilidade de energia para a rede eléctrica nacional, bem como para a região da SADC, onde o País tem um papel central na satisfação das necessidades dos Países vizinhos; 13

15 (c) Construção da Barragem Moamba Major, cujo investimento total é de 350 Milhões de Dólares Americanos, e deverá reforçar a capacidade de fornecimento de água potável ao Grande Maputo, assegurar o abastecimento de água com fins de irrigação para o incremento da produção e produtividade de alimentos na província de Maputo, produção de energia eléctrica, controlo de cheias, turismo e lazer, transporte, caudal ambiental mínimo e conservação do ambiente do estuário. (d) Construção da Linha de Transmissão de Energia Caia Nacala, que deverá viabilizar vários projectos de investimento privado, através do aumento da quantidade e qualidade de energia eléctrica para a região norte do País, incluindo para a Zona Económica Especial de Nacala, onde estão em perspectiva investimentos consideráveis e que apenas podem ser viabilizados através da disponibilidade de melhor qualidade de energia; (e) Conclusão dos Troços da Estrada Nacional N1, por forma a garantir a ligação integral do sul ao norte do país, facilitando deste modo a integração económica do país e reduzindo os custos de logística e transporte de mercadorias; (f) Reabilitação da Estrada Beira Machipanda, para reduzir os custos de manuseamento de carga do Porto da Beira para o hinterland, com destaque para os Países vizinhos, nomeadamente Zimbabwe, Zâmbia e Malawi. A melhoria deste troço deverá igualmente dinamizar a actividades económicas nas províncias de Manica, Sofala e Tete; (g) Construção de Ponte da Catembe e Estrada para a Ponta de Ouro, que irá aproximar ao resto do país das regiões com elevado potencial agro-pecuáriaindustrial, de Matutuine, para além do desenvolvimento do turismo na Ponta de Ouro. 14

16 Tabela 1: Projectos com Financiamento Garantido (Anexo 1) Pilar Infra-estruturas de Suporte a Produção Agrária, AgroProcessamento e Comercialização Infra-estruturas Ferroviárias, Portuárias e Aeroportos Produção e Distribuição de Energia Projecto Custo USD (10^6) Financiador Inicio-Fim ( ) Construção da Barragem Moamba Major 320,00 AFD (Franca) 2015 Reabilitação do Regadio de Chokwe 78,76 China Reabilitação da Barragem de Chipembe 49,32 China Reabilitação do Regadio do Baixo Limpopo 43,14 BAD Linha Férrea: Moatize Nacala (Fase 1) 4.895,0 Vale Expansão do Porto de Nacala (Cidade) 112,67 BAD, JICA Central Térmica a Gás de Maputo 172,00 JICA 2014 Hospital Central de Quelimane 57,00 Coreia Infra Estrutura para o Desenvolvimento do Capital Humano Estradas e Pontes Abastecimento de Água ao Grande Maputo 178,00 Construção de 1200 Casas (Cabo Delgado, Zambézia e Tete) Construção do Aterro Sanitário para as Cidades de Maputo e Matola 47,00 60,83 Banco Mundial, Holanda EXIM Bank Índia EXIM Bank Coreia Ponte Maputo-Katembe e Estrada para Ponta de Ouro 725,8 China 2014 Reabilitação da Estrada N6 entre Machipanda e Beira nas Províncias de Manica e Sofala 433,00 China Circular de Maputo (inclui a Ponte da Macaneta) 298,94 China 2014 Estrada N13: Cuamba-Mandimba-Lichinga 291,60 BAD, JICA 2014 Estrada N104-Nampula Namitil 75.4 Coreia 2014 Estrada Corredor Nacala III: Muita-Mandimba- Lichinga 150,19 BAD, JICA Reabilitação da Estrada do Tica-Buzi-Nova Sofala 149,72 Índia Infra-estrutura de Suporte a Produção Agrária, Agro-processamento, e Comercialização 31. A oferta desigual de infra-estrutura, além de ser factor de exclusão social, constitui-se, quando não ocorre sua normalização, num factor de contínua ampliação da desigualdade. Enquanto as poucas grandes empresas têm capacidade técnica financeira para prover soluções para as suas actividades, os demais, a ausência dessas condições impõe custos de produção e de comercialização elevados, que contribuem para a deterioração dos termos de troca. Os constrangimentos de infraestrutura causados pelo custo do capital, a carência de estradas, portos e linhas férreas são em grande medida o impedimento ao crescimento económico. 15

17 32. Os investimentos em infra-estrutura (transporte e comunicação, energia e água), a capacitações técnicas, o desenvolvimento de projectos, linhas de créditos rurais e financiamentos exclusivos, para além de serem fundamentais para o crescimento da economia de uma forma geral, as mesmas acções podem ser soluções aos principais constrangimentos do sector Agrário e Pesqueiro em Moçambique duma forma particular. 2. Os recursos previstos no PNISA - Plano Nacional de Investimento do Sector Agrário - PNISA , para o sector da agricultura, representa uma intervenção importante, já que objectiva a aumentar a eficiência produtiva em áreas consolidadas e induzir o desenvolvimento em áreas de grande potencial agro-ecológico. Os projectos relacionados com PNISA estão integrados em regiões identificadas nos projectos do desenvolvimento de Infra-Estrutura Ferroviária, Sistema dos Transportes e Sistema Ferro portuário prioritário no âmbito da Logística do Carvão. 33. Grande parte do território Moçambicano é ocupado somente pelas actividades extractivas e de agricultura familiar, com o PNISA, o Governo procura intensificar o financiamento de culturas alimentares e de rendimento de modo a gerar maior produção e produtividade, com todos os seus efeitos directos e indirectos. 34. Os subsectores de culturas alimentares e de rendimento com o subsector de pesca e pecuária constituem a maioria dos programas do PNISA. Este é um reconhecimento tácito de que o actual fraco desempenho do sector agrário é um dos motivos para o progresso moderado nos esforços tendentes à redução da pobreza e do fortalecimento da segurança alimentar e nutricional em Moçambique. 35. Entre as principais necessidades para o desenvolvimento sustentável da agricultura no país destacam-se: a implantação de uma infra-estrutura económica capaz de facilitar o armazenamento, o escoamento e a comercialização da produção; a introdução de novos empreendimentos baseados em conhecimento técnico-científico avançado, em especial com relação ao uso sustentável da floresta, e outras acções que permitam a agregação de valor aos produtos nacionais. 36. A nível nacional foram desenhadas vários projectos de desenvolvimento de escopo nacional, desde iniciativas que procuram estimular o aumento da renda do agricultor, iniciativas de apoio ao sector privado que procuram liderar o crescimento, algum programa de suporte da floresta, aquacultura de camarão, extensão da agricultura e desenvolvimento económico local. 37. No norte do país foram estimulados projectos que visavam o aumento e melhoria dos sistemas de produção sustentáveis, desenvolvimento da agricultura familiar, melhorias de segurança alimentar e nutricional. Iniciativas comunitárias de terras e 16

18 programas de promoção do mercado rural foram desenhadas como importantes alternativas para manter o crescimento agrícola. 38. Na região centro, foram perspectivadas desenvolvimento socioeconómicos dos distritos, melhorias de técnicas de cultivo de arroz, desenvolvimento de irrigação sustentáveis, promoção de produção dos cereais e sementes para óleos. 39. Na região sul, aumentam as apostas para que se incrementem, iniciativas relacionadas com o treinamento do zootécnico multinível, segurança alimentar e nutricional, construção de infra-estrutura de água, aumento da produção de cajú, desenvolvimento rural e iniciativas de uso de fundo de terras comunitárias. 40. Um factor crítico na produção agrícola é o acesso e distribuição da água ao longo do ciclo vegetativo das culturas. Em Moçambique, a agricultura depende ainda quase exclusivamente da precipitação, em pelo menos 95% das suas áreas cultivadas, pois apenas 115 mil explorações têm acesso a sistemas de irrigação, ou seja 4% do total de explorações existentes que exploram 3% do total de área irrigada. 41. A contribuição da irrigação é fundamental na estabilização da produção agrícola e no aumento de produtividade, em particular nas culturas alimentares, tais como: arroz, milho, hortícolas e frutas tropicais de importante valor nutritivo e económico. Se irrigadas e sujeitas a boas práticas culturais, podem registar de imediato acréscimos de produtividade de pelo menos 200% em relação à sua prática em regime de sequeiro. 42. As principais bacias hidrográficas que temos são Rovuma, Messalo, Monapo, Meluli, e Lúrio, no norte; Ligonha, Licungo, Púnguè, Búzi, Gorongosa e Zambeze e Save, no Centro; Limpopo, Incomáti, Umbeluzi e Maputo, no sul. Nesses rios, desde suas nascentes até sua foz, encontramos uma produção diversificada na agricultura, pecuária e aquacultura. No anexo 1 é apresentado o mapa com as principais bacias hidrográficas de Moçambique. 43. O potencial de irrigação no país é estimado em 3,0 milhões de hectares, contudo, dos 118,0 mil hectares equipados para a irrigação, apenas aproximadamente 40,0 mil hectares são actualmente irrigados. Dessa água captada, uma parte é efectivamente utilizada nas culturas e as restantes são perdidas na captação, armazenamento, distribuição e aplicação da água na irrigação. Existindo assim grande desperdício no uso da água na agricultura irrigada. 44. O desafio que se estabelece, então, é o de se programar acções e investimentos que busquem, um incremento significativo na ocupação de novas áreas com irrigação, seja através de um processo de inclusão e de habilitação de agricultores onde já exista 17

19 agricultura irrigada e também avançar-se mais rapidamente na questão do manejo da irrigação, para que se propicie o uso racional da água nessa actividade. 45. Para tal foram já avançados alguns passos de modo a colmatar os problemas identificados, sendo de destacar:! Projecto de Desenvolvimento de Irrigação sustentável (PROIRRI);! Projecto de Desenvolvimento da Cadeia Valor pró-pobres nos Corredores de Maputo e Limpopo (PROSUL);! Projecto de melhoria de extensão agrícola/rural (PROSAVANA- PE);! Projectos de agricultura que ocorrem no vale do Zambeze;! Cadeia de valor de algodão programa de revitalização da cadeia de valor do algodão;! Produção e comercialização de hortícolas. 46. O Projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (PROIRRI) contribuirá para o aumento da produção agrícola de culturas alimentares e de rendimento, assim como para o aumento da renda dos pequenos produtores nas províncias de Sofala, Manica e Zambézia, focalizando-se na cultura do arroz, assim como na estratégia nacional para o desenvolvimento da horticultura e com a iniciativa de crescimento agrícola do corredor da Beira. 47. O Projecto envolve sistemas de produção baseados em três modelos de negócios nomeadamente: i) linha de negócios baseada em esquemas de irrigação de média escala para a cultura do arroz, ii) linha de negócios baseada em esquemas de irrigação de hortifruticultura e iii) linha de negócios baseada em esquemas de irrigação de produtores por contrato. 48. Pretende aumentar num período de 6 anos, a produção agrícola em perímetro irrigado de cerca de 5,500 ha, sendo 3,000 ha para a linha de negócios do arroz, 1,300 ha para a linha de negócios de hortifruticultura e 1,200 ha para os produtores por contrato. Prevê a capacitação de instituições de ensino do sector de irrigação, assim como provedores de serviços a nível das 3 províncias beneficiárias do projecto (Vale do Zambeze), tem como horizonte temporal de seis anos ( ) e um orçamento de 90,0 milhões de dólares americanos. 49. O Projecto de Desenvolvimento nos corredores de Maputo e Limpopo (PROSUL) deverá estabelecer meios de resistência ao clima e de subsistência melhorados de pequenos produtores nos distritos seleccionados dos corredores de Maputo e Limpopo. Aproveitando especificidades geográficas próprias e uma significativa experiência familiar, o PROSUL tem enfoque nas áreas de sistemas de irrigação e cadeias de valor de: Mandioca, Horticultura, e Carnes vermelhas. Abrange 18

20 os Corredores de Maputo e Limpopo, concretamente em três províncias do Sul do País e 19 Distritos, nomeadamente:! Província de Maputo: Distritos de Boane, Manhiça (cadeia de valor de gado), Magude, Marracuene, Moamba e Namaacha (cadeia de valor de hortícolas).! Província de Gaza: Chibuto, Chokwe, Guijá e Xai-Xai (cadeia de valor de horticultura), Chicualacuala, Mabalane e Massingir e Xai-Xai (cadeia de valor de carne vermelha), Manjacaze (cadeia de valor da mandioca). Os Distritos de Chókwe, Guijá, Mabalane e Massingir vão também participar na cadeia de valor de carnes vermelhas.! Província de Inhambane: Inharrime, Jangamo, Massinga, Morrumbene, e Zavala (cadeia de valor da mandioca). 50. O custo total do projecto PROSUL para os sete anos ( ) é estimado em cerca de USD 44,95 milhões de dólares americanos. O IFAD vai financiar 87% dos custos do projecto ou aproximadamente 39,02 milhões de dólares americanos. 51. Projecto de Melhoria de Extensão Agrícola/Rural (PROSAVANA-PE), e de dimensão regional, idealizado para um horizonte de 20 anos, que abrange o crescimento da produção agrícola por meio do incremento da capacidade de pesquisa e extensão rural e a realização de investimentos em energia, armazéns e transportes. É formado por três componentes:! Melhoria da Capacidade de Pesquisa e Transferência de Tecnologia para o Desenvolvimento Agrícola do Corredor de Nacala;! Assistência para a Elaboração do Plano Director Integrado de Desenvolvimento Agrícola do Corredor de Nacala;! Projecto de Melhoria da Extensão Agrária. 52. O PROSAVANA opera na Região do Corredor de Nacala abrangendo uma área total de Km 2, população total de 3,728,511 habitantes e uma densidade populacional de 56.2 hab/km 2 ), o Porto de Nacala e as Províncias de: (i) Niassa (Cuamba, Mandimba, Nguama, Lichinga, Simboliza, (Lichinga); (ii) Nampula (Monapo, Meconta, Mogovolas, Nampula Cidade, Rapale (Nampula), Murrupula, Ribaué e Malema), e (iii) Zambézia (Gurué e Alto Molocué). 53. Com a materialização do projecto PROSAVA que assenta nas parcerias Público- Privado e financiamento do Orçamento do Estado, varias actividades económicas podem ser viabilizadas, sendo de destacar a promoção da Agro-indústria, viradas a 19

21 produção e processamento de: Variedades de rações animais, Vegetais, Frutas, Madeiras, Algodão e Bifões. 54. Projectos de Agricultura no Vale do Zambeze - Produção de Arroz. O Governo de Moçambique, também está promovendo a cultura do arroz, como uma das culturas estratégicas e prioritárias em termos da segurança alimentar, geração de renda e equilíbrio da balança de pagamentos do país. 55. A produção será intensificada no corredor de Nacala (Províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula), corredor de Sofala (Províncias de Manica e Sofala), Províncias de Inhambane, corredor de Limpopo (Província de Gaza), corredor Maputo (Província de Maputo), Tete e Zambézia, para além de ser um projecto de âmbito nacional, o mesmo tem ligações com países vizinhos (Malawi, Zâmbia, Tanzânia e Zimbabwe), e nas baixas das Províncias da Zambézia e Sofala é onde actualmente localiza-se cerca de 90% da área total cultivada com arroz e nas Províncias de Nampula e Cabo Delgado é donde provêm 7% da área cultivada e os restantes 3% no Sul do país, particularmente nos Corredores do Limpopo e de Incomáti, nas províncias de Gaza e Maputo. 56. Com a materialização deste projecto será viabilizado a construção/reabilitação do sistema pluvial para abastecimento de água especialmente a partir do Rio Limpopo, sendo de destacar a instalação de sistemas de irrigação, através do PROIRRI, Projecto para o Melhoramento da Produtividade de Arroz no sistema de regadio de Chókwè, Reabilitação de estradas e pontes; o Mapeamento de terras, Centro Regional de Liderança e Investigação de Arroz em Moçambique. 57. O projecto vai ser implementado no âmbito de parceria público privado, através de financiamento do orçamento do Estado, financiamento externo concessional e Investimento Privado, como horizonte temporal de três anos ( ). 58. Programa de Revitalização da Cadeia de Valor do Algodão enquadra-se no Plano Estratégico para o Desenvolvimento Agrário (PEDSA), de aumentar a produção orientada para o mercado bem como na Estratégia para o Desenvolvimento do Sector Têxtil e de Confecções, que tem o aumento da produção do algodão como um dos três pilares, entre outros instrumentos definidos pelo Governo de Moçambique. Abrange os Corredor de Nacala (Cabo Delgado, Niassa e Nampula) e o vale do Zambeze (Zambézia, Manica, Sofala e Tete). O programa está inserido na abordagem de cooperação sub-regional Moçambique, Zâmbia, Zimbabwe e Malawi (MOZAZIMA). 59. Com a implementação deste projecto o país terá condições para a promoção do algodão em moldes competitivos. Recuperar a produção do algodão para os níveis médios recentes de cerca de 85 mil toneladas/ano, seu posterior desenvolvimento até 20

22 aos níveis de recorde e para além destes, cerca de 200 mil toneladas, aumentando a renda dos produtores desta cultura e do país, proveniente da exportação da fibra, com enfoque na Investigação, Formação e Capacitação, Melhoria da Comercialização, Industrialização do algodão e Reforço Institucional. 60. O projecto vai ser implementado no âmbito de parceria público privado, através de financiamento do orçamento do Estado, financiamento externo concessional e Investimento Privado, com horizonte temporal de dez anos, devendo contar com apoios de parceiros internacionais para dar assistência técnica pelos países tais como: Zâmbia, Egipto, Turquia, Índia e China, e incluir a identificação, caracterização, orçamentação e implementação do apoio programático. 61. Produção e Comercialização de Hortícolas no Vale do Zambeze visa intensificar a produção de tomate, cebola, couves, feijão-verde, e a batata-reno. As hortícolas contribuem para a segurança alimentar. Com o desenvolvimento integrado da cadeia de valor de hortícolas, os comerciantes tradicionais maioritariamente do meio rural, vão ser os actores fundamentais no desenvolvimento dos fluxos interprovinciais de hortícolas. Serão viabilizados com a materialização deste projecto, a criação da capacidade de conservação sob frio para dispor de stocks de hortícolas, produção de qualidade de sementes de modo a se ter uma produção de hortícolas de qualidade e sustentável. O financiamento determinante para a materialização do Projecto, será o orçamento Externo e OE, sendo que a modalidades de implementação dos projectos será a parceria Público Privado. 62. Nestes termos, cinco infra-estruturas hidráulicas de retenção e regulação de caudais dos rios deverão merecer atenção especial, durante o período, como fundamentais para suportar a produção agrícola, nomeadamente: (a) Construção da Barragem Moamba Manjor, na Província de Maputo; (b) Estudo de Viabilidade para a Construção das Barragem de Mapai, na Província de Gaza; (c) Construção da Barragem de Nhacangara na Província de Manica; (d) Reabilitação da Barragem de Chipembe na Província de Cabo Delgado; (e) Estudo de viabilidade para a Construção da Barragem de Lúrio na Província de Nampula. 63. A nível do sector privado outras iniciativas de investimento na produção agrícola, estão em consideração, incluindo o Fundo Nacala, que visa investir na produção agrícola mecanizada, produção de sementes, e cereais para exportação. 21

23 Tabela 1: Principais Barragens/Regadios por Construir ou Reabilitar Cronograma Infra-estruturas Custo USD10^3 Inicio Fim Construção da Barragem Moamba Major Reabilitação do regadio de N guri Reabilitação do regadio do Sabié Incomáti 8, Reabilitação o regadio de M Ziva Reabilitação do regadio de Morire Reabilitação do regadio de Moamba 3, Reabilitação do regadio de Macassane 3, Reabilitação do regadio de Macia Reabilitação do regadio de Sombo Reabilitação do regadio de Chimunda Reabilitação do regadio de Intabo Infra-estrutura Ferroviária e Portuária 64. O sistema dos caminhos-de-ferro de Moçambique está dividido em três sub-redes substancialmente independentes, nomeadamente, o corredor Sul, Centro e Norte. Cada um destes corredores possui pontos onde se realizam operações de carga e descarga, atrelagem e desatrelagem de vagões e muitas outras actividades ferroviárias. 65. A Rede Ferroviária Sul é composta pelas seguintes linhas, linha de Limpopo, uma linha férrea de 522-km de comprimento ligando o porto de Maputo à rede Nacional dos Caminhos de Ferro do Zimbabwe; Linha de Goba, uma linha de 74-km de comprimento que liga o porto de Maputo à rede dos Caminhos de Ferro da Suazilândia, linha de Ressano Garcia, uma linha de 88-km de comprimento que liga o porto de Maputo à rede Sul-africana dos Caminhos-de-ferro, duas outras linhas menores: o ramal de Salamanga (que liga a pedreira de pedra calcária) e a linha da Machava - Matola, respectivamente 61 e 10 km, totalizando 1,062 km de linha ferroviária sul excluindo a parte comum das diferentes linhas; e Quatro linhas, que actualmente estão inoperacionais: Moamba-Xinavane (93 km), Xai- Xai Chicome (90 km, com espaço intercalar menor), Manjacaze-Marão (50 km, com espaço intercalar mais estreito) e Inhambane-Inharrime (90 km). 3. A Rede Ferroviária Centro é composta pelas seguintes linhas: linha de Machipanda, uma linha férrea de 317-km de comprimento que liga o porto da Beira à rede Nacional do Zimbabwe, linha de Sena, uma linha de 331-km, que liga o porto da 22

24 Beira à fronteira do Malawi na Vila Nova de Fronteira e a linha de 247-km de comprimento, ramal da linha de Sena para as minas de carvão de Moatize. As linhas, Dona Ana -Vila Nova Fronteira (39 km) e a linha de Quelimane-Mocuba, de 145 km de comprimento se encontram ainda inoperacionais, totalizando 1,139 km de linha ferroviária centro excluindo a parte comum das diferentes linhas. 66. A Rede Ferroviária Norte é composta pelas seguintes linhas: o complexo ferroportuário de Nacala, linha de Nacala, uma linha férrea de 610-km que liga o porto de Nacala à rede do Malawi em Nayuci, linha de Lichinga, uma linha férrea de 262-km de comprimento, a partir de Cuamba à Lichinga e a linha do Rio Monapo-Lumbo (42 km), totalizando 914 km de linha ferroviária norte. 67. Este sistema ferroviário está desenhado para permitir a ligação de Moçambique com os outros países da região, no entanto, só estão operacionais 83,8% das linhas existentes. As transacções internas eram até o início do transporte do carvão de Moatize, responsáveis por cerca de 27% do tráfego, ou seja 20,4% da capacidade disponível. 68. A economia interna pouco se servia da rede ferroviária. O principal modo de transporte de pessoas e mercadorias é o transporte rodoviário, que em alguns casos é menos eficiente e induz a distorções que se repercutam sobre o desenvolvimento económico e muitas das vezes contribuem para a perpetuação dos desequilíbrios regionais, tendo em conta o estado das vias e o custo insustentável para mercadorias de baixo valor, bem como a ineficácia de gestão quando a distância percorrida ultrapassa os 500kms. 69. A interligação do sistema ferroviário aos corredores actualmente em funcionamento tem como objectivo principal servir as áreas económicas prioritárias com o maior potencial para contribuir para o crescimento económico áreas agrícolas, locais turísticas e áreas para o desenvolvimento de recursos naturais e industriais. 70. A principal ênfase do investimento na interligação do sistema ferroviário nacional está em duas vertentes: primeiro, dar prioridade à ligação norte-sul que percorre o comprimento do país e, segundo, para garantir uma ligação entre capitais provinciais, os principais portos e zonas de exploração de recursos naturais. Isso representará uma mudança dos tradicionais corredores que ligam os países vizinhos aos portos. 71. O Ministério dos Transportes e Comunicações, com base nas necessidades do País e de logística do carvão, desenhou uma Estratégia para o Desenvolvimento Integrado do Sistema dos Transportes, cujo objectivo geral é o de desenvolver sistemas de transportes interligados e ou combinados que seja suficientemente competitivos, cativantes e sustentável para facilitar o investimento, liderar a integração 23

25 regional económica e ampliar as oportunidades de desenvolvimento, ao mesmo tempo que responde as vicissitudes da natureza e que se adapte a utilização de formas mais eficientes de energia. 72. Com base nos interesses públicos e do sector privado, foram ou estão em execução os perfis das linhas e os respectivos estudos. Os traçados dos perfis das linhas obedecem os seguintes critérios: (i) a distância mais curta entre o centro de produção e o porto (potencial) mais próximo, (ii) o percurso das zonas de maior potencial Agrícola, Mineiro e Florestal, (iii) a topografia do terreno, (iv) bacia hidrográfica. (a) Corredor de Desenvolvimento de Techobanine, que compreende a construção da Linha Férrea Boane Techobanine ligando ao projectado Porto de Techobanine no Distrito de Matutuine. Deverá permitir a ligação do extremo sul do país ao corredor de desenvolvimento de Limpopo constituindo uma via fundamental para a ligação aos países do hinterland, nomeadamente Zimbabwe e Botswana, aumentando as opções para a exportação e importações de bens para aqueles países. Deverá igualmente contribuir para a dinamização da actividade económica ao longo das regiões por onde passa, por exemplo a zona agrícola do Limpopo, as zonas pecuárias de Mabalane e outras áreas da província de Gaza e Maputo. Para a maximização dos benefícios e impactos com a economia nacional, alguns projectos em curso poderão jogar um papel importante, incluindo as estradas Maputo a Ponta de Ouro, via Catembe ou via Boane, já em curso. (b) Corredor de Desenvolvimento de Massangena, que compreende a Linha Férrea Mapai Massangene, devera permitir a ligação interior entre o Corredor de Desenvolvimento de Limpopo e o Corredor de Desenvolvimento da Beira, tendo em perspectiva a dinamização da actividade económica no interior das províncias de Gaza, Inhambane, Manica e Sofala, e com a visão de estabelecer a ligação ferroviária Norte Sul. A Linha Férrea deverá desempenhar um papel catalisador na região com a concretização dos projectos de reabilitação das estradas interiores, nomeadamente Chibuto Chigubo Machaila, Massagena Funhalouro Machaila (outra vez Machaila), e Mapinhane Massangena, todas elas ainda sem garantia de financiamento. (c) Corredor de Desenvolvimento de Dondo, que compreende a Linha Férrea Massangena - Dondo, como parte da interligação Norte Sul do Pais. Deverá desempenhar o papel de catalisador do desenvolvimento na região tendo em vista a reabilitação das estradas alimentadoras, nomeadamente, trocos Mavue Massangena, Espungabera Chitobe, Machanga Save Muxúngué, Machanga Estaquinha Búzi que garantirão maior integração com a economia dos Distritos sul de Sofala e Manica. 24

26 (d) Corredor de Desenvolvimento de Mutuali, baseado na Linha Férreas Nhamayabwe Mutuali, estabelecendo a ligação entre o Corredor de Desenvolvimento do Sena e o Corredor de Desenvolvimento de Nacala e com ligação a Cidade de Cuamba, contribuindo para a ligação ferroviária Norte Sul e aumentado as oportunidades e facilidades para o escoamento da produção do Vale do Zambeze e da Província de Niassa, através dos portos de Nacala. Para este efeito, deverão merecer prioridades intervenções em várias estradas, de modo a garantir uma maior integração económica, com destaque para: Estradas: Milange Megaza Inhangoma, Mopeia Morrumbala, Milange Nhamanjavira Nicoadala; Mocuba Lugela Tacuane Muabanama; Ile Namarroi; e Ile Gurué Lioma Mutuali. (e) Corredor de Desenvolvimento de Mueda, que assenta nas Linhas férreas Ribaué Mocímboa da Praia, constituindo o último troço do projecto de interligação ferroviária Norte Sul do País. Os recentes desenvolvimentos económicos na região de Palma colocam maior prioridade a este troço. A priorização de reabilitação e melhoria de vários trocos rodoviários irá maximizar os impactos e sinergias deste projecto. São os seguintes os principais troços rodoviários que visam maximizar as sinergias: Estradas (i) Maiaca Papai Namapa; Namapa Chiúre Metoro, (ii) Montepuez Balama Impiri Marrupa, (iii) Pemba Bilibiza Moaguide Meluco Nairoto, (iv) Macomia Muedumbe Mueda, (v) e Mocimboa da Praia Palma. (f) Linha Férrea Moatize - Macuse na província de Zambeze. Moatize Macuse, que partindo de Moatize corre paralelo a linha de Sena até Nhamayabwe bifurcando aqui em direcção ao Mar na zona costeira da província da Zambézia. O estudo de pré-viabilidade foi concluído em Maio de 2012, que para além da Linha Ferroviária inclui o respectivo Terminal Portuário de Carvão, para garantir a logística de 25Mtpa. (g) Linha Férrea: Chiúta - Nacala (Contornando Malawi), que partindo de Chiuta corre paralelo a linha de Sena até Nhamayabwe de Nhamayabwe, atravessa os distritos de Morrumbala, Milange, Lugela, Namarroi e Gurué, para se ligar a linha férrea de Nacala em Mutuali. O projecto inclui o Terminal de Carvão de Nacala. (h) Linha Férrea Moatize Nacala (Via Malawi) e o Terminal Portuário de Carvão de Nacala-à- Velha. 25

27 Tabela 2: Infra- estruturas de Portos e Linhas Férreas Infra-estrutura Linha Férrea Moatize Macuse. Porto de Macuse Linha Férrea Moatize- Nacala (Fase 1) Terminal de Carvão de Nacala Financiamento Custo (USD 10^6) Cronograma Inicio Fim Privado Privado Privado Privado Aeroportos 73. A estratégia do Governo nesta área tem em atenção o desenvolvimento da indústria de turismo e os pólos de desenvolvimento do país e da região, o que requer a identificação das fontes principais de turistas e os destinos principais ao nível nacional e regional, e é priorizada a construção de terminais aeroportuários com características internacionais em Tete, Nacala e Pemba. Aponta ainda a necessidade de se iniciar o estudo da possibilidade de estabelecer o Aeroporto Internacional de Maputo fora da cidade capital. É referida a importância da abordagem intermodal dos transportes promovendo a construção de terminais neste sentido. Tabela 3: Aeroportos Internacionais Cronograma Infra-estrutura Financiamento Custo (USD 10^6) Inicio Fim Aeroporto de Nacala PPP Aeroporto de Pemba PPP Infra-estrutura de estradas e pontes 74. No conjunto dos países da África Austral, Moçambique é o que possui uma das menos desenvolvidas infra-estruturas de transportes da região. A sua rede rodoviária, que é de vital importância para o País, não satisfaz a crescente procura não só pela sua fraca densidade mas também pelo estado geral das vias. Com uma superfície total de quase 800 mil km2, a densidade de estradas estima-se em 0,05 quilómetros por quilómetro quadrado. A rede viária classificada (cerca de km) possui menos de 20% de estradas asfaltadas (5.649 km), estando em condições boas e equitativas somente em cerca de 67% do seu comprimento total, oferecendo acesso a unicamente 32% da população. 75. Modernizar as infra-estruturas (em particular, concluir a reabilitação da rede viária que, após 25 anos de guerra e de deficiente manutenção, ficou em muito mau estado) continua a ser uma prioridade nacional. Só com uma rede viária adequada e eficiente é 26

28 possível reduzir de forma efectiva a pobreza e contribuir para a melhoria das condições de vida da população, aumentando o acesso físico a oportunidades de emprego, criando condições para o auto-emprego, o acesso as escolas, a instalações de cuidados de saúde e a outros serviços sociais. 76. O sector rodoviário constitui, sem dúvida, a espinha dorsal dos transportes em Moçambique. O país não dispõe ainda de uma rede ferroviária Sul-Norte que integre os 3 corredores ferroviários que servem o hinterland, não dispõe de um serviço de transporte de cabotagem eficiente e regular que ligue os diversos portos ao longo da sua extensa linha de costa, o transporte aéreo regular, apesar de ligar quase todas as principais cidades é oneroso e, pelas suas características, não corresponde às necessidades de transporte de carga e passageiros. 77. As rodovias são, não só uma necessidade para a circulação normal e regular de pessoas e bens entre regiões e países, mas, também um meio de garantir e desenvolver a unificação do território e do seu povo. São uma componente vital do processo de consolidação, do desenvolvimento socioeconómico e da atracção económica para as rotas de trânsito e, mais recentemente, para o desenvolvimento do turismo. 78. Especificamente, uma estrada ou melhor, uma rede de infra-estruturas rodoviárias em perfeito estado de funcionamento - oferece novas oportunidades de crescimento e desenvolvimento social e económico, quer pelas sinergias decorrentes da integração regional (nos países da SADC, COMESA e EAC) quer por oferecer um acesso mais rentável aos portos de mar, quer ainda por interligar regiões, cidades, vilas e aldeias dentro do território nacional. 79. A existência de uma rede de infra-estruturas rodoviária e as suas ligações intermodais (rede ferroviária, portos internacionais e de cabotagem marítima, fluvial e lacustre) são fundamentais para o desenvolvimento territorial e regional. A funcionalidade dos corredores no sentido Leste - Oeste (Maputo, Beira e Nacala) que servem o hinterland não são de forma alguma suficientes para alavancar a economia nacional e são insuficientes para dinamizar a integração regional pois há necessidade de os mesmos se interligarem também no sentido Norte-Sul, ou seja desde a Tanzânia até à África do Sul, contribuindo ainda para a activação do mercado interno. 80. Em termos de classificação a rede de estradas do país subdivide-se em: Primária, Secundária, Terciária e Vicinal conforme indicado na tabela abaixo. 27

29 Tabela 4: Rede de estradas e classificação Classificação Revestidas (kms) Não Revestidas (kms) Total (kms) Primária Secundária Terciária Vicinal Total Geral O sistema de transporte rodoviário em Moçambique funciona a três níveis:! Nos três corredores leste-oeste (Maputo, Beira e Nacala) e o principal Corredor Norte - Sul que, percorre do sul a norte;! Nas principais zonas urbanas e particularmente nas proximidades dos portos;! Nas zonas rurais que alimentam os principais corredores. 82. A rede viária serve os corredores de desenvolvimento, no entanto as vias internas de acesso continuam a ser barreira para o exercício de actividades económicas em vários pontos do país. 83. A rede viária a ser asfaltada tem um papel de ligar os corredores de desenvolvimento no âmbito do Plano de Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário, com o objectivo geral de contribuir para a segurança alimentar e da renda dos produtores agrários de maneira competitiva e sustentável garantindo a equidade social e de género. 84. Apenas 68% das estradas se encontravam em 2011 em boas e razoáveis condições. As estradas e pontes são fundamentais no sentido de que permitem o fluxo de mercadorias dentro do país e na região. 85. Os agricultores de Moçambique enfrentam graves problemas de acesso ao mercado. Os elevados custos de transacção desencorajam a participação dos agricultores no mercado. Para reduzir estes custos é necessário melhorar a rede rodoviária e as infra-estruturas de mercado. O melhoramento das infra-estruturas e da rede de transportes e comunicação, particularmente nas zonas mais produtivas, constitui outro desafio importante para o aumento da produção agrária. 86. As estradas têm o mérito de ligar as zonas de maior potencial produtivo aos corredores de transporte previstos no plano estratégico dos transportes. Assim, o melhoramento das infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias é um pré-requisito importante para o crescimento acelerado da economia e para o melhoramento da competitividade ao longo de todas as cadeias de valor. 28

30 87. Neste sentido, no âmbito da integração regional (sul, centro e norte) os projectos de estradas em fase de execução são apresentados na tabela abaixo: Tabela 7: Projectos de Estradas (Com intervenções em curso) Projecto/Estrada Província Classificação Extensão (Km) Intervenção Circular de Maputo (inclui a Ponte de Macaneta) Maputo 74 Construção/ Reabilitação N200, R403: Katembe - Ponta de Ouro Boane - Bela Vista Maputo Secundária/ Terciária 120 Construção N221: Caniçado - Combomune Gaza Secundária 135 Construção N221: Combomune - Mapai Gaza Secundária 100 Construção N221: Mapai - Chicualacuala Gaza Secundária 87 Construção N260: Chimoio - Espungabeira Manica Secundaria 147 Construção N260: Lucite - Espungabeira Manica Secundária 87 Construção N1: Rio Ligonha - Nampula Nampula Primária 103 Reabilitação N1: Rio Mecutuchi - Rio Lúrio Nampula Primária 74.7 Reabilitação N1: Namialo Rio Mecutuchi Nampula Primária 75 Reabilitação N11: Mocuba - Milange Zambézia Primária 192 Construção N13: Nampula - Ribaué Nampula Primária 131 Construção N13: Ribaué - Malema Nampula Primária 103 Construção N13: Malema - Cuamba Nampula /Niassa Primária 114 Construção N14: Lichinga - Litunde Niassa Primária 66 Reabilitação N14: Marrupa - Ruaça Niassa Primária 68 Construção N14: Ruaça Montepuez Niassa/CD Primária 135 Construção N380: Macomia Oasse Cabo Delgado Secundária 103 Reabilitação N380,R762, R775,R1260: Mueda - Oasse - Mocímboa - Palma Namoto Cabo Delgado Secundária/Ter ciária/vicinal 181 Construção R602: Magoe Mucumbura e N/C: Estima - Maloeira Tete Terciária e Não Classificada 57 Construção 88. Estas intervenções deverão contribuir para melhorar a transitabilidade ao longo das principais vias rodoviárias no território nacional. O impacto das intervenções em 29

31 curso sobre a actividade económica será maior num cenário em que troços complementares, de âmbito regional ou provincial são igualmente considerados. É neste sentido que nas prioridades de intervenção na componente de estradas, merece prioridades as estradas seguintes: Tabela 8: Estradas Prioritárias para Financiamento Projecto/Estrada Província Custo (USD 10^3) Extensão (Km) Intervenção N380 Sonate Macomia Cabo Delgado Reabilitação N1;Rio Lúrio- Metoro Cabo Delgado Reabilitação Negomano Mueda Cabo Delgado Mueda Montepuez Cabo Delgado N360,Cuamba Marrupa Niassa N1, Chimuara Namacura Zambézia R641,R1101,R640 Zero-Mopeia-Luabo Zambézia Asfaltagem Asfaltagem Asfaltagem Reabilitação Asfaltagem N320, Quelimane-Chinde Zambézia Asfaltagem N10: Quelimane - Nicoadala Zambézia N1: Inchope Caia Sofala N1: Rio Save Muchungue Sofala N282: Dondo - Inhamitanga - Matondo Sofala N2: Matola-Boane Namaacha Maputo N101, R445,Macia-Chókwe-Massingir Gaza R441, Massagena-Espungabera Gaza Reabilitação Reabilitação Reabilitação Asfaltagem Reabilitação/ Alargamento Reabilitação Asfaltagem R443,R482, Mandlakazi-Panda-Homoine Maxixe Gaza Asfaltagem R442,R851,R441, Chibuto-Nalazi-Machaila-Massagena Gaza Asfaltagem N1: Pambara Rio Save Inhambane Reabilitação N222, Pafuri-Mapinhane Inhambane Asfaltagem N5: Lindela Inhambane - Tofo Inhambane Reabilitação R402,R412,R856, Moamba-Magude-Motaze-Chokwe Maputo Asfaltagem R400: Boane - Goba Maputo Reabilitação R401: Boane Moamba Maputo Reabilitação N104, R683,R680.N324 e N320 Nampula-Namitil- Asfaltagem Nampula Chalaua-Moma R689, Monapo-Angoche Nampula Asfaltagem Madamba Mutarara Tete Asfaltagem N303, Bene Figoe Zumbo Tete Asfaltagem N261, Nhampassa Subwe Manica Asfaltagem R520: Goonda (Cr. N1) - Dombe Manica Asfaltagem 30

32 2.5 Produção e Distribuição de Energia 89. Pela peculiaridade do sector da energia, os projectos de investimento na área de geração de energia dependem muito do potencial existente em determinado local. Neste sentido, boa parte do potencial para geração de electricidade está localizado na zona centro do País, particularmente na Província de Tete. O potencial existente para a produção de electricidade é avaliado em cerca de MW, o que corresponde a GWh/ano. No entanto, um dos principais desafios para a devida exploração do potencial energético do País, é a implantação de infra-estruturas de geração, transmissão e distribuição de electricidade. 90. Em resultado da dinâmica que caracteriza a economia nacional a demanda de energia no País regista o maior índice ao nível da região da SADC. A curto prazo a necessidade do fornecimento de energia para atender os projectos económicos e sociais actualmente em curso no País, com destaque o consumo na região sul e na Zona de desenvolvimento económico de Nacala. O crescimento médio do consumo de energia nos últimos 4 anos correspondeu a 14% / 82 MW (sem incluir a demanda retraída estimada em 200 MW), enquanto que o crescimento médio na região sul nos últimos 4 anos corresponde a 12,3%/ (55MW); 91. Em 2011 o crescimento médio da região centro e norte correspondeu a 23% (aos quais deve-se adicionar os projectos no âmbito da zona económica especial de Nacala). O crescimento anual em 2011 foi de 82 MW entre 2010 e O défice só poderá ser colmatado com a construção de novas centrais eléctricas sendo de destacar as acções em curso conforme se segue: (a) Central Térmica a Gás Natural de Ressano Garcia, a ser instalado Ressano Garcia, distrito de Boane com uma capacidade 175MW e é um projecto de parceria público-privada (EDM-Sasol). A Central está orçada em cerca de 200 milhões de dólares americanos vão permitir suprir o défice de energia na região sul do País. Prevê-se que a central esteja operacional em (b) A Linha de Transporte de Energia Tete Maputo (Espinha Dorsal), terá na sua fase 1 uma capacidade de transmissão de 3.000MW, esta capacidade é o equivalente ao dobro da demanda actual. A Linha de Transportes de Energia é um projecto de parceria público-privada, com um custo de investimento na ordem dos 1,89 Mil milhões de USD e prevê-se que esteja operacional até A Linha de Transporte de Energia corresponde a duas distintas:! A linha de 500 kv (cerca de 1.276Km) em corrente contínua com duas subestações (Matambo e Maputo), irá garantir a exportação de electricidade 31

33 para os Países da região e a linha de 400 kv (cerca de 1341Km) em corrente alternada incluindo 5 subestações (Matambo, Inchope, Vilanculos, Chibuto e Moamba), para permitir o fornecimento de electricidade às diferentes unidades económicas e sociais ao longo da linha, que abrangem as províncias de Tete, Gaza, Inhambane, Manica e Sofala, visto que, a demanda por electricidade é cada vez mais crescente, prevendo-se que até 2018 seja de MW comparados aos 616 MW em 2011;! Na segunda fase, a linha de transporte terá a capacidade de transmissão de cerca de 9.000MW, com esta capacidade, abre-se a possibilidade de construção de indústria pesada com consumo intensivo de energia à semelhança por exemplo, da Mozal cujo consumo é de 900MW. (c) A Central Hidroeléctrica de Mpanda Nkuwa está prevista ser construída no rio Zambeze, a cerca de 70 km a Nordeste da cidade de Tete e 61 km a Sudeste da barragem de Cahora Bassa, é o projecto de parceria público-privado. Esta central terá uma capacidade de 1.500MW, contribuindo de forma significativa para a disponibilidade energética de Moçambique e da região da África Austral com um investimento na ordem dos 4,2 Mil milhões USD. O principal objectivo desta central é produzir electricidade, de modo, a incrementar a capacidade de geração do País. Prevê-se que até 2017 esteja operacional. Figura 2: Barragem de Mphanda Nkuwa (d) Central Hidroeléctrica de Lúrio - terá uma capacidade de 180 MW, com um custo de investimento na ordem dos 480 Milhões de USD. O principal objectivo desta central é a geração de electricidade para responder à crescente demanda da zona norte do País. A zona norte do País tem um importante potencial industrial, no entanto, a qualidade de electricidade que se fornece a esta 32

34 zona tem sido um constrangimento ao desenvolvimento de unidades económicas, como é no caso da criação da Zona Económica Especial de Nacala que têm em carteira projectos de consumo intensivo de energia, e a solução para a Zona Norte, passa pela instalação a curto prazo de novas fontes de geração como é o caso da Hidroeléctrica de Lúrio, enquanto se equaciona a médio prazo por Mphanda Nkuwa e a Central Térmica a Gás do Rovuma. (e) Linha de Transmissão Caia Nacala, este projecto consiste na construção de uma linha de transporte de energia de 400, 220 e 110 kv incluindo, as respectivas subestações (Chimuara, Namialo e Nacala) entre Chimuara no distrito de Mopeia na Província da Zambézia e Nacala Porto em Nampula cujo objectivo principal é, o reforço do fornecimento de energia às províncias da Zambézia e Nampula para facilitar o arranque de grandes projectos de consumo intensivo de energia, principalmente na área de Monapo e da Zona Económica Especial (ZEE) de Nacala. O valor do investimento é estimado em US$410 milhões. Figura 3: Mapa da Rota da Linha de Transmissão Caia Nacala (f) Central Hidroeléctrica Cahora Bassa Norte (CBN), esta Barragem estará localizada no distrito de Cahora Bassa na Província de Tete, imediatamente ao norte da Barragem de Cahora Bassa existente (2075MW), a CBN terá uma capacidade de 1245 MW, com um custo de investimento na ordem dos USD700 milhões. O principal objectivo desta central responder a crescente demanda por energia na região norte do País bem como nos países da SADC. 33

35 (g) Melhoramento da Energia na Cidade de Maputo e Matola.. Figura 4: Localização da Albufeira de Cahora Bassa (h) Refinaria de Produtos Petrolíferos pretende-se com este projecto a construção de uma refinaria de produtos petrolíferos com a capacidade de 300,000 bl/dia, a ser instalada no distrito de Nacala-a-Velha, na Província de Nampula, com um custo estimado em 5,0 Mil milhões USD, o objectivo principal da refinaria é a redução da importação de produtos petrolíferos. Tabela 5: Principais projectos área de energia Projecto Cronograma Custo Financ. (USD 10^6) Promotor Inicio Fim Central Térmica a Gás de Ressano Garcia 200 PPP EDM Central Térmica de Gás- Maputo 172 JICA EDM 2014 Central Térmica de Carvão de Moatize 900 PPP VALE Central Térmica à Carvão de Benga RIO TINTO Central Hidroeléctrica de Mpanda Nkuwa PPP SOC HIDRO MNK 2017 Linha de Transporte de Energia Tete PPP 2017 Central Hidroeléctrica de Lúrio 480 PPP EDM Linha de Transmissão Caia Nacala 410 OE Central Hidroeléctrica Cahora Bassa Norte 700 PPP HCB/CEZA Refinaria de Produtos Petrolíferos PPP 2.6 Infra-Estrutura de Suporte as Pescas 92. Os Portos de Pesca são instituições públicas de natureza empresarial tuteladas pelo Ministério das Pescas. No quadro da Política Pesqueira, a propriedade dos Portos de Pesca pertence ao Estado. No entanto, a gestão e exploração dos diversos serviços ai oferecidos poderá ser objecto de Concessão a operadores privados. 34

36 93. Dada a natureza empresarial das suas actividades, os Portos de Pesca possuem autonomia financeira. Prestam serviços e em contrapartida cobram taxas. A receita resultante é usada para cobertura das despesas de funcionamento. O orçamento do Estado intervém para a cobertura das despesas de investimento (construção, reabilitação e equipamento de infra-estruturas). 94. O objectivo principal dos Portos de Pesca é a prestação de serviços de apoio às empresas pesqueiras, directamente ou concessionados, abrangendo actividades como: (i) Processamento, conservação e armazenamento de pescado; (ii) Fornecimento de gelo, água, combustível e energia eléctrica às embarcações de pesca; (iii) Coordenação e fiscalização de operações portuárias (atracação e estadia de embarcações, carga, descarga e baldeação de mercadorias); (iv) Operação de equipamento de manuseamento de carga (camião grua, máquinas empilhadoras e outros). 95. A aquacultura como criação de organismos aquáticos em condições controladas é uma actividade economicamente rentável desde que feita com base em projectos tecnicamente viáveis porém, ainda existem desafios, no acesso a um mercado favorável receptividade das populações para aceitar as mudanças trazidas pela implantação de uma nova indústria, disponibilidade de equipamento, materiais e serviços de extensão e controle sanitário. 96. O País possui uma área de aproximadamente 120 mil hectares com potencial para aquacultura marinha, dos quais cerca de hectares estão disponíveis para aquacultura em tanques de terra, para aquacultura em gaiolas e para aquacultura de algas marinhas. Neste momento esta na face inicial a criação do Aquaparque na província da Zambézia (distritos de Morrumbala e Inhassunge) e a expansão para a província de Maputo (região baixa do Incomáti distrito de Marracuene). 97. São os seguintes as prioridades de intervenção: a. Porto de Pesca de Maputo: Reabilitação do Cais Industrial, de 3 câmaras frigoríficas, reconstrução do armazém e aquisição de um gerador com a potência de 568Kva s. O investimento está estimado em cerca de 15,0 milhões de dólares americanos; b. Porto de Pesca da Beira: Reconstrução do Cais Industrial e aquisição de equipamento de manuseamento de carga. O investimento está orçado em cerca de 10,0 milhões de dólares americanos. 35

37 c. Construção de Aquaparques: Construção de 3 Aquaparques em (Inhassunge, Chonguene e Marracuene). No âmbito do desenvolvimento da infraestrutura de suporte a pesca, prioridade devera merecer também a instalação de tanques para o desenvolvimento da aquacultura. Inicialmente esta prevista a construção de tanques com dimensões de 50x20 m2 correspondente a uma área de 2000 m2 cada para alevins, na proporção de 7 alevins/m Outras intervenções importantes irão ocorrer nos portos de pesca de Quelimane e Angoche, com investimentos na ordem de 670 mil e USD1,4 milhões, respectivamente. Tabela 6: Projectos do sector de pescas Projecto Reabilitação do Porto de Pesca de Maputo Reabilitação do Porto de Pesca da Beira Reabilitação do Porto de Quelimane Reabilitação do Porto de Angoche Construção de 3 Aquaparques: Inhassunge, Chonguene, Marracuene Custo (USD10^) Fonte Financiamento 15 OE 10 OE 670 OE 1.4 OE OE Inicio Cronograma Fim 2.7 Infra Estruturas para o Desenvolvimento do Capital Humano 99. A apropriação e condução do processo de desenvolvimento económico e social do Pais exigem uma elevada qualidade da mão-de-obra. Os desafios impostos pelas demandas dos investimentos recentes no País em diversas áreas de especialidade obrigam a uma rápida intervenção no processo de desenvolvimento de recursos humanos capazes de tomar a liderança do processo de desenvolvimento; 100. Nestes termos, o investimento no desenvolvimento de infra-estruturas sociais terá um efeito directo na melhoria dos níveis de produção e produtividade, constituindo assim um veículo indirecto para se alcançar maiores níveis de produtividade servindo desde modo de complemento ao investimento produtivo através de economias de escala que geram. O grande papel das infra-estruturas sociais é que elas ajudam a superar situações de pobreza extrema contribuindo para um maior nível de bem - estar e no fornecimento de uma mão-de-obra saudável e qualificada ao sector produtivo Neste sentido, há necessidade da prossecução de investimentos públicos e privado que concorram para o desenvolvimento do capital humano, por forma a melhorar a qualidade de vida e da mão-de-obra dos moçambicanos. Assim, o 36

38 investimento na formação técnica profissional é na expansão e melhoria da qualidade dos serviços de saúde O país está a conhecer um processo rápido de urbanização, com elevada concentração de uma população urbana. Esta tendência coloca desafios em termos de provisão de infra-estrutura de saúde, educacionais, e que se assegure o fornecimento de água às populações e saneamento do meio consistente com a demanda dos serviços Nestes termos, são as seguintes infra-estruturas prioritárias: Escolas Técnico Profissionais e Institutos Politécnicos (a) (b) (c) Reabilitação de Escolas Secundárias na Cidade de Maputo; Construção e Apetrechamento de 7 Institutos Superiores Politécnicos (Província de Maputo, Inhambane, Sofala, Zambezia, Nampula, Niassa e Cabo Delgado); Apetrechamento de Universidades e Institutos Superiores: UniLúrio, UniZambeze e Instituto Superior de Gaza Unidades Hospitalares (a) Construção do Novo Hospital Geral da Cidade da Beira; (b) Construção do Hospital Geral de Nampula; (c) Construção e Apetrechamento de Hospital de Tete; (d) Construção e Apetrechamento de Hospital de Pemba; (e) Conclusão da construção e Equipamento do Hospital Distrital de Jangamo; (f) Conclusão da construção do Hospital Provincial da Zambézia Em ambos os casos, a para a construção e apetrechamento de escolas e hospitais, o Governo deverá estudar a possibilidade de maximizar as oportunidades criadas pela Lei das Parcerias Pública e Privada e Projectos de Grande Dimensão. A participação do sector na provisão de serviços públicos na área de educação e saúde poderá processar-se de diversas formas, incluindo a gestão e o apetrechamento. Deverão em todo o caso tomar se em consideração o compromisso do Governo de provisão de serviços a população no âmbito das políticas do Serviço Nacional de Saúde e de Educação Universal Primária. 37

39 2.8 Abastecimento de Água e Saneamento Urbano e Rural 105. Os desafios na provisão de água a população continuarão a merecer atenção especial. A crescente urbanização coloca pressão elevada aos sistemas existente em diversas cidades e vilas ao longo do Pais. Nestes termos, o Programa Integrado de Investimentos deverá, para além das obras já em cursos, priorizar as seguintes: (a) Abastecimento de Água e Saneamento à Cidade de Maputo e Arredores, 178 Milhões USD; (b) Sistema de Saneamento e Drenagem de Águas Pluviais para Cidade de Pemba 26,2 Milhões USD; (c) Sistema de Saneamento para a Cidade de Nampula, 30,1 M. USD; (d) Sistema de Saneamento para a Cidade de Quelimane, 15,6 M. USD; (e) Sistema de Abastecimento para Cidade de Mocuba, 23,38 M USD; (f) Sistema de Saneamento e Drenagem de águas pluviais para a Cidade de Mocuba, 34,2 M. USD; (g) Sistema de Abastecimento de Água e Saneamento a Cidade de Gurué, 58,0 M. USD; (h) Projecto de abastecimento de Agua a Cidade de Monapo, 24,57 M. USD; (i) Construção do Aterro Sanitário para as Cidades de Maputo e Matola, 60,83 M. USD Na componente do Abastecimento de Água e Saneamento Rural, esforços deverão ser concentrados na implementação do Programa Nacional de Abastecimento de Agua e Saneamento Rural (PRONASAR), este programa prevê assegurar até 2025 o acesso universal aos serviços de Abastecimento de Água e Saneamento Rural. O investimento anual médio previsto é de 50 milhões de dólares Americanos num financiamento conjunto do Governo de Moçambique, Parceiros do Fundo Comum, financiamento através de projectos, comunidades utentes, Organizações Não Governamentais nacionais e internacionais e linhas de crédito As principais componentes de intervenção do PRONASAR são: (i) Apoio ao aumento sustentável da cobertura do Abastecimento de Água e saneamento rural; (ii) Desenvolvimento de tecnologias apropriadas e opções de gestão para o subsector do Abastecimento de Água e saneamento rural; (iii) Capacitação institucional e desenvolvimento dos recursos humanos no subsector; (iv) Apoio a planificação, gestão, monitoria e financiamento descentralizado das actividades. 38

40 108. A principal meta do PRONASAR é de assegurar um progresso significativo em relação aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, reduzir as falhas e desequilíbrios na cobertura do Abastecimento de Água e Saneamento Rural entre e dentro das Províncias e Distritos, o plano é servir a 7.4 Milhões de pessoas através de: (i) Construção/reabilitação de fontes dispersas (furos & poços equipados com bombas manuais e nascentes protegidas); (ii) Construção/reabilitação e expansão de 151 Sistemas de Abastecimento de Água e de nível I 1, II 2 e III 3.; (iii) Construção de latrinas melhoradas No que diz respeito ao saneamento, está em implementação o Projecto Cidades e Mudanças Climáticas, financiado pelo Banco Mundial num montante global de 100 Milhões de Dólares Americanos. As cidades abrangidas são Beira, Nacala e Maputo. As principais acções compreendem elaboração de projectos de engenharia e obras de drenagem de águas pluviais Com vista a fazer face ao crescimento urbano prevê-se a implementação do Projecto de Abastecimento de Água a Área Metropolitana do Grande Maputo que compreende intervenções que irão beneficiar as zonas de Moamba (vila sede, Pessene e Tenga), Norte do Município da Matola, Norte do Município de Maputo, Parte do Distrito de Marracuene e reforço ao Distrito Municipal de KaTembe. O investimento total é de 178 Milhões de Dólares Americanos para servir a novos beneficiários. 2.9 Juventude e Habitação 111. A promoção da Construção de Habitação em todo o país devera continuar a merecer, através de diversos modelos, onde o sector privado devera tomar a liderança. Ao Governo cabe a responsabilidade de provisão de terras infra-estruturais para o desenvolvimento do investimento imobiliário. A Estratégia para o Desenvolvimento do Sistema Financeiro deverá contribuir para reduzir os custos de financiamento para este segmento da economia. O Governo prosseguirá com o investimento na construção de infra-estrutura sociais, para segmentos específicos e identificados da sociedade. 1 Sistema de nível I Sistema com um furo/poço, transporte, armazenamento, distribuição através de fontanários e um número reduzido de ligações domiciliárias/torneira no quintal (inferior a 50). 2 Sistema de nível II Sistema com um furo/poço, transporte, armazenamento, distribuição através de fontanários e um número reduzido de ligações domiciliárias/torneira no quintal (superior a 50 e inferior a 150). 3 Sistema de nível III Sistema com um furo/poço, transporte, armazenamento, distribuição através de fontanários e um número reduzido de ligações domiciliárias/torneira no quintal (superior a 150 podendo mesmo ser superior a 500). 39

41 112. No âmbito da Estratégia de Investimento Integrado 2014/2-17, o Governo de Moçambicano avança com um conjunto de projectos de promoção de emprego e habitação para jovens, inseridos em sectores específicos ao nível dos sectores que compõem o Comité Intersectorial de Apoio ao Desenvolvimento de Adolescentes e Jovens (CIADAJ): (1) Sector da Educação: infra-estruturas de ensino e formação técnica; (2) Sector do trabalho: Infra-estruturas de formação técnico-profissional; e (3) Sector das Obras Públicas e Habitação: projectos de habitação acessíveis aos jovens A habitação é uma das necessidades básicas que toda a população procura satisfazer e é considerada uma necessidade social elementar e de importância vital para a melhoria das condições de vida e reforço do desenvolvimento do capital humano. Por isso o Governo continuará a contribuir para a melhoria da qualidade de vida do cidadão, através da promoção do acesso de todos os cidadãos a uma habitação condigna, e muito em particular a população jovem. No capítulo da habitação para jovem, o Governo deve garantir a demarcação de talhões para a habitação e disponibilizá-los para a construção de habitação, em quase todo território nacional. Esta iniciativa é assegurada através de:! Promoção de Acesso à Terra Infra-estruturada e Apoio à Autoconstrução, através de: de planeamento e ordenamento territorial do espaço das zonas rurais, das cidades e vilas do país com vista a promover a construção habitacional dos solos urbanos e periurbanos;! Estimular a implantação de indústrias de materiais de construção e definir parâmetros de qualidade de construção que contribuam para a redução dos custos;! Promover a divulgação de novas tecnologias de construção de habitação, mais baratas e acessíveis ao cidadão sobretudo aos jovens, promovendo a autoconstrução;! Adoptar medidas de políticas que promovam a instalação de indústrias de materiais de construção de produção local;! Encorajar a participação dos jovens nas actividades de assistência técnica, supervisão e gestão da autoconstrução, como forma de enquadramento técnico profissional São as seguintes as principais intervenções nesta componente: (a) Construção de Casas para Jovem nas províncias de Cabo Delgado, Zambézia e Tete 47,0 Milhões de USD, sendo 400 casas para cada província. (b) Infra-estruturação de 150 mil Talhões em todo País serão desenvolvidos em todo País até ao nível de Distritos, para responder a crescente 40

42 urbanização das cidades e vilas, dando oportunidade aos cidadãos de construírem a sua própria casa, em locais acessíveis, seguros e com posse legal do Direito de Uso e Aproveitamento da Terra. (c) Construção e Apetrechamento de 3 Centros de Formação Profissional 7,7 Milhões de USD. Este projecto está assegurado pelo sector do Trabalho nos projectos do Governo até Tabela 7: Promoção de habitação Projectos Construção de Casas para Jovens nas províncias de Cabo Delgado, Zambezia e Tete Criação de 57 Centros de Recursos Juvenis Distritais Construção e Apetrechamento de 3 Centros de Formação Profissional Custo (USD 10^6) Financiamento Inicio-Fim ( ) 47 OE ,9 OE ,7 OE

43 III. MECANISMOS DE IMPLEMENTAÇÃO 3.1 Operacionalização 115. O Plano Integrado de Investimento (PII) é o instrumento de gestão de médio prazo do Governo que inspira a elaboração do Programa Quinquenal do Governo e de planos de acção de nível sectorial e territorial O PII estabelece a orientação estratégica que se operacionaliza nos outros níveis através da elaboração de programas e de planos de acção que concorrem para a operacionalização dos vários objectivos estratégicos O PII apresenta os principais resultados estratégicos que são explicitados por um conjunto de resultados intermédios de acordo com os programas e pacotes de investimento estabelecidos pelo Governo para cada período O PII estabelece uma relação horizontal com o PQG que por sua vez tem a ele subordinados os planos de acção de nível sectorial e territorial para um horizonte de 5 anos Após a aprovação do PQG, nos seis meses seguintes devem ser aprovados os planos de acção de nível sectorial e territorial para cinco anos que garantam a operacionalização do PQG O PQG para além de um plano de acção orçamentado apresenta um pacote de investimento público que se prevêem realizar no período em análise, como parte integrante do pacote de instrumentos do Governo para o intervalo de cinco anos No que concerne aos mecanismos de implementação, o Programa Integrado de Investimento será materializado através dos instrumentos de planificação vigentes no país. E uma vez inscritos dentro dos programas sectoriais, deverão ser programados os primeiros Cenário Fiscal de Médio Prazo, (CFMP) para a previsão de recursos necessários para a sua implantação, num período de três anos, e posteriormente a nível do Plano Económico Social (PES) e do Orçamento do Estado, instrumentos operacionais anuais Consolidadas as reformas previstas no sistema actual de planificação, os projectos de investimento público irão constar nos programas a serem definidos e operacionalizados a nível do PQG, CFMP e posteriormente inscritos no Plano Económico e Social e no Orçamento do Estado. 42

44 123. O PII define quais são os critérios e indicadores que serão usados para a análise dos projectos públicos a serem submetidos para financiamento externo em termos concessionais e não concessionais. 3.2 Financiamento 124. O PII pretende sumarizar as linhas estratégicas de investimento em infraestruturas nos próximos anos e o financiamento dos projectos e actividades do programa devem ser harmonizadas e coordenadas com a Estratégia de Médio Prazo para Gestão da Dívida Pública (documento que define quais são as opções de financiamento a priorizar neste período) Nesta perspectiva, os financiamentos para o PII deverão ser o menos oneroso possível para o País com vista a garantir a manutenção da dívida pública a níveis sustentáveis no curto, médio e longo prazos e deste modo contribuir para a redução da dependência externa As modalidades de financiamento a priorizar são: (a) Endividamento Concessional de Fontes Multilaterais - Créditos Concessionais Multilaterais, tem característico padrão dos créditos da IDA e são denominados em SDR, com taxas de juro fixas de 0,75%, maturidade acima de 40 anos e 10 anos de período de graça. Devido ao elevado grau de concessionalidade deste tipo de créditos, a sua maturidade e baixas taxas de juro e por conseguinte apresentarem indicadores de custo e risco razoavelmente baixos relativamente as outras opções acabam contribuindo para a manutenção da sustentabilidade da dívida pública, dai a primazia dada a este tipo de financiamento pelo Governo. (b) Endividamento de Fontes Bilaterais - inclui (i) Créditos concessionais de taxas de juro fixas (ii) Créditos concessionais de taxas de juro variáveis; e (iii) Créditos de taxas fixas e em diferentes moedas. Os créditos concessionais com taxas de juro variáveis, com taxas de juro fixas e de taxas de juro fixas e em diferentes moedas, tem no geral maturidades compreendidas entre 20 a 30 anos, períodos de graça de 7 a 10 anos e as taxas de juro variam de 1,5% a 7%. E representam a segunda opção no financiamento a projectos pois apresentam menor risco de refinanciamento. (c) Endividamento Comercial Externo - São considerados na eventualidade de Moçambique contrair créditos não-concessionais pela via de emissão de títulos no 43

45 mercado internacional e os disponíveis em instituições multilaterais ou ainda nos bancos comerciais privados. Para o período de vigência da estratégia ( ), assumiu-se os termos e condições dos títulos internacionais, cuja maturidade é de 10 anos e taxas de juro fixas de 7%, em USD. Para esta modalidade de financiamento foi definido um limite de milhões de dólares (como tecto máximo a médio prazo) e este financiamento deve ser alocado para aqueles projectos de infra-estrutura com capacidade de se pagarem a si próprios pois contribuirão na amortização do serviço da dívida. Este financiamento representa a terceira opção porque acarreta um rácio stock da dívida sobre o PIB maior que nos créditos concessionais multilaterais e bilaterais e menor que no endividamento interno, acontecendo o mesmo com a taxa de juro média ponderada. (d) Endividamento Interno - Os Instrumentos de Dívida Pública Interna a considerar são os Bilhetes de Tesouro (BT s) com maturidade de 1 ano e as OT s, com maturidades de 5 e 10 anos, respectivamente. Estes instrumentos têm taxas de juros variáveis entre 15 a 17%. Foi ainda definido um novo instrumento de endividamento interno designado MZN_10, cuja maturidade é de 3 anos, a uma taxa de juro fixa de 16%, para avaliar o impacto da mudança de instrumentos de dívida interna a taxas de juro variável para instrumento de taxas de juro fixa o que vai ajudar a desenhar estratégias que possam ajudar no desenvolvimento do mercado de capitais. Este instrumento representa a última opção para o financiamento de projectos pelo Governo pois eleva o indicador stock da dívida sobre o PIB e a taxa de juro média ponderada para níveis superiores que nas três primeiras opções de financiamento e apresenta também em relação aos outros cenários, menor tempo médio de maturidade e consequentemente menor previsibilidade de recursos na programação orçamental. (e) Emissão de Garantias Soberanas. Com vista a viabilizar a implementação de projectos de natureza privada e/ou públicos, o Governo deverá, após análise fundamentada, proceder a emissão de garantias necessárias, com destaque para contribuir para avalizar iniciativas de investimentos de empresas públicas. A participação. 3.3 Programa Integrado de Investimento e Analise de Sustentabilidade da Dívida 127. O Governo considera a Análise de Sustentabilidade da Dívida como uma ferramenta chave para a tomada de decisões relacionadas com o processo de 44

46 contratação da dívida, para responder as necessidades de financiamento, e perspectivar a capacidade de pagamento do serviço da dívida Assim sendo, a inclusão dos projectos no PII tomou como base os resultados positivos da análise de sustentabilidade da dívida, ou seja, todos os projectos constantes do PII mereceram avaliação com base em critérios e respeitando os limites de sustentabilidade da dívida, exceptuando os projectos em carteira, em processo negocial e sem garantia de financiamento A Análise de Sustentabilidade da Dívida Pública, baseia-se numa avaliação pormenorizada da carteira da dívida pública, considerando o panorama macroeconómico nacional e o impacto de novos financiamentos no contexto da sustentabilidade da dívida pública a médio e longo prazos Sendo o PII é um instrumento de programação do investimento público que sistematiza e harmoniza projectos integrados de infra-estruturas públicas e orienta os planos de investimento sectoriais, tomando em consideração as prioridades estabelecidas e em face da disponibilidade de recursos, a análise dos impactos de novos projectos será feita periodicamente Neste contexto, para assegurar que os projectos previstos no PII garantam a manutenção da dívida pública a nível sustentável, é importante que mesmos sejam considerados na Análise de Sustentabilidade da Dívida. Todavia, tanto o PII como o Análise de Sustentabilidade da Dívida são instrumentos rolantes numa base anual, permitindo que todos os projectos constantes do PII sejam reflectidos na Análise de Sustentabilidade da Dívida Os projectos de financiamento externo assinados em 2014, são apresentados na Tabela 8. No entanto, dado o carácter anual do PII, para os próximos anos, os projectos serão actualizados a medida que os mesmos forem aprovados. Tabela 8:Novos Projectos com Acordos Assinados (2014) Sector Infra-estruturas de Suporte a Produção Agraria, Agroprocessamento e Comercialização Infra-estruturas Ferroviárias, Portuárias e Aeroportos Projectos Construção da Barragem Moamba Major Restauração da Pista do Aeroporto de Maputo Custo USD (10^6) 320,00 44,00 Financiador Agência Francesa AFD, Agência Francesa Fonte N/ Concessional Ano Concessional

47 Sector Produção e Distribuição de Energia Infra Estrutura para o Desenvolvimento do Capital Humano Estradas e Pontes Infra-estrutura de Pescas Projectos Custo USD (10^6) Financiador Fonte Ano 2014 Electrificação Rural da Província de Banco 15,0 Nissa Islâmico Concessional 2014 Ciclo Combinado de Energia 170,3 Japão Concessional Central Térmica a Gás de Maputo 172,00 JICA N/ Concessional 2014 Abastecimento de água ao Grande Maputo 178,00 BW Concessional 2014 Construção do Instituto Politécnico em Inhambane Construção do Aterro Sanitário para as Cidades de Maputo e Matola Reabilitação da Estrada N6 entre Machipanda e Beira nas Províncias de Manica e Sofala 9,9 BADEA Concessional ,6 433,00 Estrada N104-Nampula Namitil 75,4 Desenvolvimento de Aquacultura e Pesca Artesanal 15,0 EXIM Bank Coreia EXIM Bank China EXIM-Bank Coreia Banco Islâmico Concessional 2014 Concessional 2014 Concessional 2014 Concessional Monitoria e Avaliação 133. A monitoria e avaliação são parte integrante do Sistema Nacional de Planificação e os seus processos ocorrem de forma contínua e sistemática durante todo o ciclo a todos os níveis, estratégico, táctico e operacional, numa abordagem vertical e horizontal A implementação e monitoria do Programa do Governo realizam-se, através do sistema de planeamento vigente: o Plano Económico e Social (PES) e o Orçamento do Estado (OE), dois instrumentos anuais chave nesse processo. O Plano Económico e Social operacionaliza para cada ano, as metas e acções em consistência com o Programa do Governo. O Orçamento do Estado constitui expressão financeira do Plano Económico e Social. Ambos geram os relatórios sub-anuais de balanço, base para o sistema de monitoria do programa Na estratégia subjacente ao presente Programa, a postura do Governo e de outras instituições públicas é consistente com o reconhecimento claro do papel vital de outros actores sociais. São assim vitais os processos de consulta e envolvimento dos diversos parceiros, internos e externos, principalmente aos níveis locais, provinciais e sectoriais, tanto na planificação, como na monitoria e avaliação. 46

48 ANEXOS 47

49 Anexo 1: Rede Ferroviária e Rodoviária Nacional Fonte: Estratégia para o Desenvolvimento Integrado de Transporte 48

50 Anexo 2: Tabela 11: Tabela - Modelo Tabela Sumário para Avaliação do Projecto 1. Agência/Ministério: 2. Contacto e Número de Telefone da Agência/Ministério: 3. Nome da Proposta: 4. Tipo de Investimento (Novo Produto, Alienação de Activos, Manutenção do Produto): 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: 6. Resumo da Justificação Estratégica: 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: 9. Resumo dos Impactos Sociais: 10. Estimativa do Total do Custo de Capital: 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes: 12. Planificação dos Fundos Necessários por Ano (Indicar o montante, ano e o total): 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento do Sector Privado (incluindo leasing): Valor Anualizado Líquido (Financeiro) Venda de Activos: Taxa Interna de Retorno (Financeiro) Agência Empréstimo: Valor Anualizado Líquido (Económico) Financiamento do Governo: Taxa Interna de Retorno (Económico) i) Directo/orçamento: Ano 1: Ano 2: ii) Garantias Financiamento Externo: i) Concessional: Ano 1: Ano 2: ii) Não concessional Doação Fundos e Saldos Internos Programa de Obras de Fundo de Capital (se existe) Outros: Ratio Beneficio/Custo (Económico) Taxa de Desconto: Outros Pressupostos Chave: Fonte: Manual de Avaliação e Selecção de Projectos de Investimento Público, MPD 49

51 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto Barragem de Moamba- Major, Construção 1. Agência/Ministério: Ministério das Obras Públicas e 2. Contacto e Número de Telefone da Habitação, Direcção Nacional da Águas Agência/Ministério: 3. Nome da Proposta: Estudo de Viabilidade da 4. Tipo de Investimento: Nova construção duma Barragem de Moamba- Major (Novembro 2003). barragem, com uma componente hidroeléctrica. 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: Obra: Construção da barragem de Moamba Major no rio Incomáti e instalação duma componente hidroeléctrica. Objectivos: Aumentar a capacidade de armazenagem de água na bacia deste rio para consumo das famílias, para irrigação e para o consumo industrial; Abastecer a cidade de Maputo e arredores; Aumentar a capacidade de oferta de energia eléctrica. (p.27, 73) / 1 6. Resumo da Justificação Estratégica: Proporcionar armazenamento da água para caudais regularizados de modo a corresponder à procura actual e futura de água na bacia deste rio. Transferir água da albufeira de Moamba para abastecimento doméstico e industrial da cidade Maputo e arredores e aumentar a capacidade de oferta de energia eléctrica. (p.27) 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: Não disponível. 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: Não disponível. 9. Resumo dos Impactos Sociais: Os impactos são avaliados através da Matriz de Avaliação Rápida dos Impactos (p.121). Impacto socioeconómico ligado à deslocação e reinstalação da população e perda de terra para produção agrícola. Programa de reinstalação e compensação ligado a medidas para benefício da comunidade terá que minimizar os impactos negativos. Referência aos benefícios (p.145) e prejuízos (p.161). 10. Estimativa do 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes 12. Planificação dos Fundos Total do Custo de Capital: Necessários por Ano: USD 350,0 Milhões 2014a) Não disponível (N.D.). 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento do Governo Outros Pressupostos Chave: i) Directo/orçamento: USD 32,9 Milhões Meticais. 1.1) Início da construção: 2015 (DIC 2014a), 1.2) Conclusão da construção: ii) Garantias 2) O valor total do investimento previsto: USD 476,0 Milhões Financiamento Externo: USD 350,0 Milhões. i) Concessional: Outros: Fontes: Ministério das Obras Públicas e Habitação (MOPH), (2003). Primeiro Projecto Nacional para o Aproveitamento Hídrico; Estudo de Viabilidade da Barragem de Moamba- Major; Relatório Final, Volume Principal, Maputo: Norconsult, Novembro. / 1 As páginas indicadas referem- se às do ficheiro em pdf, e não às registadas no documento. Informação do documento: MOPH 2003 Fonte: Ministério das Obras Públicas e Habitação (MOPH), (2003). Primeiro Projecto Nacional para o Aproveitamento Hídrico; Estudo de Viabilidade da Barragem de Moamba- Major; Relatório Final, Volume Principal, Maputo: Norconsult, Novembro. Financiamento: A construção da barragem requer financiamento através de fontes concessionais 60%, sendo o resto coberto por donativos 25% e orçamento do Estado 15%. A viabilidade financeira do projecto vai depender do preço a ser aplicado para o uso da água (p.168). Análise económica: Para o Nível de Pleno Armazenamento (NPA) de 112 manm, no cenário do caso base, calcula- se a EIRR (taxa interna de rentabilidade económica) em 12% e para NPV (valor presente líquido) em $52 milhões a uma taxa de desconto de 10% (p.32). Valor total do investimento, Fases 1-3: USD 266,7 Milhões (p.141,151,153). Fluxo de caixa dos investimentos, por ano (p.142): Ano 1º: 10% Ano 2º: 30% Ano 3º: 45% Ano 4º: 15%. Período de construção: 4 anos (p.153). Período de avaliação do projecto: 50 anos (p.153). Valor Anualizado Líquido (Económico): USD 52 Milhões (p ). Taxa Interna de Retorno (Económico): 12% (p ). Ratio Beneficio/Custo (Económico): 1,25 (p.164). Taxa de Desconto: 10% (p.154). Outros Pressupostos Chave (p.34). 1) Período de construção: 4 anos. 2) Potencia instalada: 10 MW. 3) Geração média anual: 38GWh. 50

52 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto - Regadio do Chókwè, Reabilitação 1. Agência/Ministério: Ministério da Agricultura. 2. Contacto e Número de Telefone da Agência/Ministério: 3. Nome da Proposta: Reabilitação do Regadio do 4. Tipo de Investimento: Reabilitação de Regadio. Chókwè. 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: O Escopo do Projecto é: (i) reabilitar do sistema de irrigação existente para 8500 ha; (ii) configurar um serviço de manutenção e centro de irrigação; e (iii) configurar um centro de serviço de mecanização agrícola e uma fazenda de gado. O objetivo da Fase I do Projecto é recuperar a competitividade da rede de rega pela recuperação intensiva do sistema de irrigação de 8500 ha e a criação de um centro de serviços agrícolas. O investimento da Fase I do Projecto pode ter impacto positivo directo na HICEP e para os agricultores locais, melhorando a condição de cultivo, aumentando a eficiência de utilização dos recursos naturais e aumentando o acesso ao mercado para o produto (p. 2). 6. Resumo da Justificação Estratégica: O distrito do Chókwè está localizado em terras férteis em torno do rio Limpopo e está situado a apenas 220 km do grande centro urbano de Maputo, o que constitui um grande mercado para a produção do Chókwè. Actualmente, a produção Sul- africana domina o mercado moçambicano, quando há um potencial significativo para aumentar a competitividade da produção do Chókwè e para a sua penetração neste mercado. Após 50 anos de operação, a infra- estrutura na área de irrigação se tornou em ruínas. Presentemente, a fim de proporcionar o pleno potencial da terra fértil e de recursos hídricos, e, portanto, para aumentar a produtividade agrícola das principais culturas, como arroz, milho e legumes, é necessária a reabilitação urgente dos canais secundários e terciários de irrigação. Além disso, para garantir a viabilidade económica e a sustentabilidade do desenvolvimento agrícola no Chókwè, uma abordagem operacional de negócios da cadeia de valor inteira precisa ser levada a cabo em relação à redução do custo unitário de produção, aumentando a produtividade e gerando renda constante (p. 3). 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: Não disponível. 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: De acordo com o resultado do cálculo, após a conclusão do projeto, a área arável da área do projeto será de 7320ha de 4456ha. Considerando que se pode cultivar diferentes tipos de culturas na época das chuvas e estação seca, a área de cultivo da área do projecto será adicionada para 14640ha de 8912ha. E o rendimento por unidade de colheita pode ser aumentado dramaticamente; a produção total da safra pode chegar a t de t, e o valor total da produção será de 61,10 milhões de dólares 14.32million USD, o que significa que o benefício económico e social de o projeto é USD 46,780 milhões (p. 15). 9. Resumo dos Impactos Sociais: A agricultura é a base da economia nacional, e a irrigação é a força vital da agricultura. O Projecto irá melhorar a condição de irrigação, aumentar a área irrigada, melhorar o nível de irrigação de campos agrícolas, a taxa de utilização dos recursos hídricos, a estrutura do solo, o rendimento da terra e qualidade das colheitas e liderar o desenvolvimento de indústrias relacionadas. A manutenção de equipamentos avançados e máquinas agrícolas vai promover o nível de mecanização, a eficiência da agricultura, também. A conclusão do projeto vai aumentar a renda e melhorar o padrão de vida dos agricultores locais e desempenha um papel importante para garantir a segurança alimentar e a estabilidade social da cidade de Maputo. Com a expansão da área cultivável e desenvolvimento das indústrias conexas, haverá mais oportunidade de trabalho para a população local. (p. 15). 10. Estimativa do Total do Custo de Capital: 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes: Não disponível (N.D.). 12. Planificação dos Fundos Necessários por Ano: N.D. USD 78,76 Milhões (p. 2) 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: ii) Garantias: Outros Pressupostos Chave: Financiamento Externo: 1.1) Início da construção: 2013, 1.2) Conclusão da construção: i) Concessional: Chinese Concessional Loan (p. 2) 2) O benefício económico e social do projeto é de USD 46,780 milhões (p. 15). Outros: Fontes: Ministério da Agricultura (MINAG), (2013). Technical proposal on Chókwè irrigation mechanization and farm modernization project - South sector in Republic of Mozambique, May. Ministério da Agricultura (MINAG), (2014). Environmental Impact Assessment of Chókwè Irrigation Mechanization and Farm Modernization Project - South Sector in Republic of Mozambique, Gaza Province, February. 51

53 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto Regadio de Chipembe, Reabilitação 1. Agência/Ministério: Ministério da Agricultura. 2. Contacto e Número de Telefone da Agência/Ministério: 3. Nome da Proposta: Reabilitação do Regadio de Chipembe, em Cabo Delgado, junto ao rio Montepuez (p.1,5,6,10). 4. Tipo de Investimento (Novo Produto, Alienação de Activos, Manutenção do Produto): Reabilitação. 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: A principal actividade deste projecto é estabelecer uma área de terra arável de hm 2 com um sistema completo de canais de irrigação e drenagem de água assegurando duas campanhas agrícolas por ano. Inclui a montagem de uma estação de bombagem (p.8, 85). 6. Resumo da Justificação Estratégica: Este projecto visa aumentar a área de terra arável com acesso a água de irrigação, o que permitirá expandir a produção do arroz, milho e outras culturas (p.11, 20, 23). A produção desta área pode servir a cidade de Balama, a 20 km, bem como a estrada nacional N Resumo Descritivo da Justificação Financeira: O projecto é financeiramente viável com uma taxa interna de retorno de 7,97% e um valor presente líquido antes do imposto sobre os rendimentos de USD 30,17 milhões (p.97). O projecto recupera o valor do investimento em 12,5 anos. 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: O projecto é economicamente viável com uma taxa interna de retorno de 11,4% (p.97). 9. Resumo dos Impactos Sociais: A construção pode ter um impacto na qualidade da água, do solo bem como vai provocar poluição sonora, o que obriga à tomada de medidas de precaução e controlo (p.75,76). As condições de habitação dos trabalhadores durante a construção requerem atenção para evitar riscos de infecções. Também será necessário implementar um plano de protecção ambiental. Após a construção espera- se que o projecto traga benefícios sociais e ambientais para a zona (p.78). 10. Estimativa do Total do Custo de Capital: 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes: Não disponível (N.D.). 12. Planificação dos Fundos Necessários por Ano: N.D. USD 49,32 Milhões (p.15,85,94). 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento Externo: China Valor Anualizado Líquido (Financeiro): USD 30,17 milhões, antes do imposto sobre o rendimento (p.94). Outros: Taxa Interna de Retorno (Financeiro): 7,97% (p.94). Taxa Interna de Retorno (Económico): 11,4% (p.16). Ratio Beneficio/Custo (Económico): 1,12 (p.16). Outros Pressupostos Chave: 1.1) Início da construção: 2015, 1.2) Conclusão da construção: ) Período de recuperação do investimento: 12,51 anos (p.94). 3) Taxa de juro anual do empréstimo para a construção é 2% (p.94). 4) Período para o reembolso do empréstimo para a construção: 14,11 anos, incluindo os 3 anos da construção (p.94). 5) Taxa de desconto social: 3% (p.16). 6) Valor Presente Líquido Económico: USD 15,21 milhões (p.16). Fontes: Ministério da Agricultura (MINAG), (2013). Feasibility Report for Rehabilitation of Chipembe Dam (Cabo Delgado) ha Project: Irrigation System Component, Governo de Moçambique, Setembro. 52

54 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto - Irrigação e Resiliência Climática do Baixo Limpopo, Reabilitação 1. Agência/Ministério: Ministério da Agricultura 2. Contacto e Número de Telefone da Agência/Ministério: 3. Nome da Proposta: Projecto de Irrigação, Clima e 4. Tipo de Investimento: Manutenção do Produto. Resiliência do Baixo Limpopo (PIRCBL). 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: O objetivo do projecto é contribuir para a redução da pobreza através do aumento da agregação de valor e prestação de infra- estrutura de clima resiliente (CR) para aumentar a produtividade agrícola através do apoio para o desenvolvimento de ha para as culturas de rendimento e prestação de marketing e instalações de agro- processamento. O projecto também irá reforçar a resiliência das comunidades para lidar com a mudança de eventos relacionados ao clima. 6. Resumo da Justificação Estratégica: O projecto é consistente com o Plano de Acção para a Redução da Pobreza (PARP ) em Moçambique. Em linha com a estratégia do Banco para a Agricultura ( ), a Estratégia Nacional de Irrigação, Estratégia Nacional Agrária (PEDSA) e o CAADP 1, este projecto vai investir em irrigação, transporte e infra- estrutura de marketing para aumentar o rendimento das terras aráveis e culturas de regadio e garantir o seu acesso ao mercado. O projecto é financiado em conjunto com o Programa Piloto para a Resiliência Climática (PPCR), e, portanto, contribuirá para a implementação do Programa Nacional de Adaptação para a Acção (NAPA) no sector agrícola. 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: Os agricultores emergentes na área de expansão do Magula também irão aumentar os seus rendimentos médios até 150% para o arroz e legumes. A análise de sensibilidade realizada indica que o projecto permanecerá viável com as alterações de custo e receita até 10%. A análise foi realizada com base em suposições sobre a adoção da tecnologia, padrões de cultivo e as colheitas. 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: Os custos e benefícios do projecto foram estimados para um período de 20 anos. Com a melhoria da infra- estrutura que resultará num melhor controlo da água, e maior participação nas cadeias de valor agrícolas, os pequenos agricultores mais do que dobrarão o seu rendimento. Também vai permitir proteger as terras de inundações e testar novas sementes adaptadas às mudanças climáticas. 9. Resumo dos Impactos Sociais: Cerca de 8200 famílias de agricultores composta de pequenos proprietários e agricultores emergentes no Esquema de Irrigação do Baixo Limpopo (BLIS) serão direta e indiretamente beneficiadas pelo projecto. Impactos sociais positivos são esperados com o projeto que irá melhorar a produção agrícola e diversificação de sustento das famílias. O projecto visa a aumentar a resiliência social, para lidar com os efeitos das mudanças climáticas. Complementar às medidas de adaptação às alterações climáticas, PIRCBL irá implementar as melhores práticas que abordam questões sociais relacionadas com o género, igualdade, emprego (em particular para as mulheres, que formam 52% dos agricultores), educação e saúde, pois o projeto também vai fornecer financiamento para reabilitar uma escola e uma clínica que foram danificados durante as últimas enchentes. 10. Estimativa do Total do Custo de Capital: USD 43,14 Milhões (UA 28,26 Milhões) 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes Infra- estrutura para a Segurança Alimentar: UA Capacitação e Diversificação Agrícola: UA Project Management: UA Planificação dos Fundos Necessários por Ano: 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento do Governo: Valor Anualizado Líquido (Financeiro): USD 14,6 milhões (p. 6). i) Directo/orçamento: USD 2,14 Milhões (UA 1,48 Milh.) Taxa Interna de Retorno (Financeiro): 14,2% (p. 6). Ano 1:... ii) Garantias: Taxa Interna de Retorno (Económico): 20,07% (p. 6). Financiamento Externo: (BAD) Outros Pressupostos Chave: i) Concessional: (FAD) USD 25 Milhões (UA16,5Milhões) 1.1) Início da construção: 2013, (FMC) USD 16 Milhões (UA Milhões) 1.2) Conclusão da construção: Outros: 15. Estado da Aprovação: Director Executivo da Comissão: Ministério das Data: 8 Novembro Finanças, Governo de Moçambique. Fontes: Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), (2012). Baixo Limpopo Irrigation and Climate Resilience Project (BLICRP), Appraisal Report: Mozambique, Abril. Tabela Sumário para Avaliação do Projecto - Linha férrea entre a região de Moatize e o Novo Terminal Portuário de Nacala- a- Velha, Construção 1. Agência/Ministério: Ministério dos Transportes e 2. Contacto e Número de Telefone da Comunicações. Agência/Ministério: 3. Nome da Proposta: Linha férrea entre a região de 4. Tipo de Investimento: Novo Produto, Moatize e o Novo Terminal Portuário de Nacala- a- Velha. 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: O objetivo do projecto é a implementação de uma linha férrea entre a região de Moatize e o Novo Terminal Portuário de Nacala- a- Velha como corredor para transportar carvão, carga geral e passageiros, sendo o transporte do carvão, o principal motivo para a realização dos investimentos necessários. O Projecto Ferroviário do corredor de Nacala foi executado em paralelo com o projecto de Expansão da

55 Mina de Moatize da Vale Moçambique e com o projecto do Novo Terminal Portuário de Nacala- a- Velha. O volume de carvão a ser transportado da Mina da Vale Moçambique em Moatize, até o Novo Terminal Portuáro de Nacala- a- Velha. está projetado para atingir 18 Mtpa em três anos. 6. Resumo da Justificação Estratégica: Não Disponível (N.D.). 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: N.D. 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: N.D. 9. Resumo dos Impactos Sociais: O livre acesso de pessoas para a ferrovia representa um risco grave para a segurança, especialmente na abordagem dos principais centros. Provisão também terá que ser feita para travessias de pedestres ao longo do cumprimento total da linha. 10. Estimativa do Total do Custo de Capital: USD 4,895 Mil Milhões 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes: N.D. 12. Planificação dos Fundos Necessários por Ano: N.D. 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento do Sector Privado (incluindo leasing): Outros Pressupostos Chave Outros: 1.1) Início da construção: 2013, 1.2) Conclusão da construção: Estado da Aprovação: Director Executivo da Comissão: N.D. Data: N.D. Fontes: Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), (sem data) Sumário Executivo (1) e (2) Padrão de Construção e Directrizes Técnicas das Linhas Ferroviárias Moatize Malawi e o Ramal Ferroviário entre Morussil e Nacala a Velha, CLIN. 54

56 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto - Projecto de Desenvolvimento do Porto de Nacala, Expansão. 1. Agência/Ministério: Ministério dos Transportes e 2. Contacto e Número de Telefone da Comunicações. Agência/Ministério: 3. Nome da Proposta: Projecto de Desenvolvimento do 4. Tipo de Investimento (Novo Produto, Alienação de Porto de Nacala Fase I e Fase II. Activos, Manutenção do Produto): Expansão. 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: Aumentar a capacidade de operação do Porto de Nacala, através da reabilitação / expansão dos seus terminais, proporcionando novas instalações de manejo no Porto, com o objetivo maior de facilitar o comércio eo desenvolvimento econômico da área do Corredor de Nacala 6. Resumo da Justificação Estratégica: Moçambique tem três portos comerciais principais. Maputo, Beira e Nacala. O Porto de Nacala é, dentre os três, o que não requer constantes dragagens, pois é um Porto natural, com profundidade suficiente para acomodar grandes navios. Por forma a responder ao aumento rápido do volume de tráfego do corredor de Nacala, que se encontra em reabilitação, espera- se que o Porto seja a porta de entrada para a prestação de serviços de logística eficiente, para os países sem acesso ao mar, tanto em seu interior, bem como para as províncias do norte de Moçambique. Adicionalmente, o porto tem potencial para se tornar um porto central, que serve para áreas maiores no sudeste da África, tendo em conta a sua bacia de águas profundas. O porto desempenhará um papel crucial como a força motriz do desenvolvimento da região norte de Moçambique, que é a região menos desenvolvida do País. 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: considera- se que Moçambique continua a enfrentar um baixo risco de sobreendividamento, e que seus níveis de dívida externa deverão manter- se abaixo dos limiares indicativos de sobreendividamento. Espera- se que o aumento da dívida externa, através da implementação urgente do Projecto de reabilitação do Porto de Nacala permaneça dentro da margem dos limiares indicativos. Espera- se que com o aumento das exportações e do PIB, se minimize os impactos negativos da sustentabilidade da dívida do país, principalmente através: da promoção de exportação de Zona Economica Especial de Nacala; Promoção dos produtos agrícolas das províncias do Norte; e promoção da indústria de logística relacionada com o Porto e o Corredor. 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: Aumento da productividade do Porto, reduzindo significativamente o tempo de carga e descarga dos navios. Reduzirá o valor dos juros pagos, tanto para os exportadores como para os importadores, aumentado a competitividade dos produtos no mercado. Com o Porto reabilitado, haverá uma capacidade maior para carga, tanto em contentores como a granel. Com este aumento de capacidade, reduzir- se- ão os custos que seriam pagos pelo transporte por via terrestre, de um porto para outro. Ainda, a reabilitação do Porto trará mais lucro para a TOC, com o transbordo de contentores adicionais. O Porto irá atrair mais carga de e para Malawi w Zambia que atualmente pagam um custo maior pelo uso do Porto de Durban. Permitira melhor alocação dos recursos da África Austral, evitando buscar produtos em regioes distantes. 9. Resumo dos Impactos Sociais: Um pequeno número de pescadores faz pesca como arrasto de praia e draga ao longo da costa adjacente ao Porto. Alguns pescadores também estacionam seus barcos de pesca ao longo das praias adjacentes. Devido à construção da nova estrada de acesso, desvio e curral, a costa e as praias imediatamente adjacentes ao Porto não estarão mais disponíveis para o estacionamento de barcos de pesca. Há outras áreas de estacionamento alternativas, de pesca e de passeios de barco nas proximidades. Poderá haver também uma redução temporária do volume de pesca devido à poluição causada pela construção da marina, porque poderá causar alguma poluição ao ambiente. Embora não seja possível prever com exactidão a extensão deste impacto negativo no ambiente pesqueiro, sabe- se que o construtor deverá tomar medidas que visem a redução dos mesmos. Relativamente à saúde pública, consiste preocupação o facto de estarem envolvidos nas obras de construção, cerca de 100 construtores. Esta afluência destes operários pode disseminar algumas doenças como o HIV/Sida no seio da comunidade local. Assim sendo, o construtor deverá tomar medidas para reduzir este risco, como programas educacionais e testes regulares ao pessoal. 10. Estimativa do Total do Custo de Capital: (*) USD 112,67 Milhões (reabilitação urgente e fase 1) 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes: Não disponível (N.D.) Planificação dos Fundos Necessários por Ano: 2013: USD 28,67 Milhões, 2014: USD 42,0 Milhões, 2015: USD 42,0 Milhões, : (Fase 2). 13. Proposta de Método de Financiamento: PMB Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: GOM, Bilateral financial institutes including JICA, and multilateral financial institutes including AfDB. TOC commercial Banks. Financiamento do Governo: USD 44,087 Milhões (pg. 4- Valor Anualizado Líquido (Financeiro): USD 667 Milhões 110) (p ). i) Directo/orçamento: Taxa Interna de Retorno (Financeiro): Base Case: 12,8%. Case A 11,7%, Case B 11,9%, Case C 10,8%. (p ). ii) Garantias Valor Anualizado Líquido (Económico): USD 268,579 Milhões (VAL dos benefícios) p Financiamento Externo: USD 84,0 Milhões (Fase 1). Taxa Interna de Retorno (Económico): 13,50% (p ). USD 194,66 Milhões (Fase 2, por assinar) Doação: USD 28,67 Milhões (Reabilitação urgente Taxa de Desconto: 10% 2013). Outros: Outros Pressupostos Chave:

57 1) Calendário: Reabilitação Urgente Grant Aid : (p. 1-4 do Relatório Inicial Fase I/II). Projecto de Desenvolvimento Fase I: Projecto de Desenvolvimento Fase II: (p. 2-3 do Relatório Inicial Fase I/II). Avaliação até: 2030 (p. 1-2). 2) USD 98,40 Milhões (equivalente a 7,889 Milhões de Ienes), (p. 1, Schedule 2 Loan Agreement JICA GdM). 15. Estado da Aprovação: Director Executivo da Comissão: Ministério das Data: Reabilitação urgente (10 Dez. 2012); Fase 1 (2013); Finanças do Governo de Moçambique. Fase 2 (previsto para Junho 2014) Fonte: Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), (2011). Draft Final Report for Preparatory Survey on Nacala Port Development Project in The Republic of Mozambique, com a contribuição do Japão, April. Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), (2014). Projecto de Desenvolvimento do Porto de Nacala Fase I/II Relatório Inicial, com a contribuição do Japão, Maio. (*) USD 259,335 Milhões +USD 63,888 Milhões+ USD 44,087 Milhões (p ) do Draft Final Report for Preparatory Survey on Nacala Port Development Project in The Republic of Mozambique. April

58 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto - Central Térmica a Gás de Maputo, Construção. 1. Agência/Ministério: Electricidade de 2. Contacto e Número de Telefone da Moçambique, Ministério de Energia. Agência/Ministério: Electricidade de Moçambique. 3. Nome da Proposta: Construção de uma Central 4. Tipo de Investimento: Novo Produto. Térmica a Gás em Maputo. 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: O projecto pretende responder a crescente procura de energia eléctrica na zona sul de Moçambique. 6.Resumo da Justificação Estratégica: Embora a electricidade de Moçambique tenha vindo a fazer esforços de aumentar a capacidade de oferta de energia, incluindo a reabilitação de estações hidroeléctricas e compra de energia em produtores privados, a médio e longo prazo torna- se necessário criar novas condições de oferta de energia eléctrica para a cidade e província de Maputo. O projecto de central a gás, enquadra- se no âmbito de um programa que inclui a reabilitação do sistema de transporte de energia eléctrica, com vista a: Aumento de energia disponível para fornecer aos clientes actuais e futuros; Redução do número de interrupções de fornecimento da energia; e Maior rapidez na reposição do fornecimento de energia em caso de avaria 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: O custo do projecto é de USD 172 Milhões. O governo de Moçambique não possui o valor corresponde disponível, tendo por isso solicitado financiamento à Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA). 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: O custo do projecto de central a gás é de USD 172 Milhões (DIC 2014). Espera- se que o mesmo, na sua fase de operação, responda a previsível limitação de oferta de energia eléctrica a médio e longo prazo entre os fornecedores existentes. Mantendo- se as condições económicas actuais, o excedente da hidroeléctrica de Cahora Bassa, o maior fornecedor, será insuficiente para satisfazer as necessidades da EDM. Assim, o projecto surge como solução para tornar a oferta de energia eléctrica na cidade e província de Maputo regular e fiável. Além de responder a crescente procura de energia para o consumo doméstico, o projecto vem contribuir para melhorar as condições de operação do sector produtivo 9. Resumo dos Impactos Sociais: O projecto vai criar empregos directos e indirectos. Haverá alguma imigração de força de trabalho especializado e semiespecializado. Espera- se que o projecto contribua para o crescimento do sector de serviços. Haverá pressão sobre a infra- estrutura pública a nível local. O projecto respeita os parâmetros relevantes para a protecção do ambiente. 10. Estimativa do Total do Custo de Capital: USD 172 Milhões 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes: 12. Planificação dos Fundos Necessários por Ano: N.D. Não disponível (N.D.). 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento Externo: Outros Pressupostos Chave: i) Concessional: USD 172 Milhões 1.1) Início da construção: ) Conclusão da construção: Outros: 15. Estado da Aprovação: Director Executivo da Comissão: Ministério das Finanças, Governo de Moçambique. Fonte: Data: N.D. Japan International Cooperation Agency (JICA), (2012). Preparatory Study on Gas- Fired Power Plant Development in Southern Mozambique Final Report. 57

59 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto - Hospital Central de Quelimane, Construção. 1. Agência/Ministério: Ministério da Saúde (MISAU) 2. Contacto e Número de Telefone da de Moçambique; Export Import (EXIM) Bank of Korea. Agência/Ministério: Directora Nacional da Planificação e Cooperação, MISAU, Tel.: (258) /2/4; Mr. Chang Younsoo, Export Import Bank of Korea Tel.: (822) , Nome da Proposta: Projecto de Construção do 4. Tipo de Investimento: Novo hospital. Hospital Central de Quelimane. 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: Fornecer serviços médicos de melhor qualidade à província da Zambézia e províncias vizinhas. Construir um hospital com 600 camas; melhorar o nível da saúde pública; aliviar as desigualdades no acesso aos serviços de saúde entre as regiões, servindo os mais necessitados em particular as mulheres e crianças; formar pessoal médico de elevada qualidade. (p.4) 6. Resumo da Justificação Estratégica: O investimento em infra- estruturas médicas vai permitir melhorar o acesso aos serviços médicos por parte da população mais carente na Zambézia e províncias vizinhas. A Zambézia vai passar a ter um hospital central (nível 4), para além do hospital provincial de nível 3, já existente. 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: O Governo de Moçambique (GdM) não tem correntemente fundos para financiar a construção do Hospital Central de Quelimane. Por isso, procurou um crédito do EXIM Bank of Korea de $45 milhões. O GdM vai financiar com fundos próprios no valor de $12 milhões. (p.22) 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: Não disponível (N.D.). 9. Resumo dos Impactos Sociais: Taxa de mortalidade infantil para menos de 5 anos de idade para de 178/1000 para 150/1000. Taxa de mortalidade causada pelas maiores doenças: Tuberculose 8,6% para 4,4%; HIV/SIDA 14,7% para 12%; Conjunto de doenças tropicais de 9% para 2,1%. Grau de satisfação do pessoal médico e dos doentes: alvo 65% (respondentes escolhem entre muito satisfeitos a satisfeitos de um total de 5 opções). 10. Estimativa do 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes: Total do Custo de Capital: 12. Planificação dos Fundos Necessários por Ano: (N.D.) 1º ano: USD 52,62 Milhões, USD 57 Milhões. 2º ano: USD 4,38 Milhões. 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento do Governo: Taxa de Desconto: 10% (pressuposto) i) Directo/orçamento: USD 12 milhões (p.22). Outros Pressupostos Chave: Ano 1: ii) Garantias 1.1) Início da construção: 2013, 1.2) Conclusão da construção: Financiamento Externo: 2) Mutuário: GdM - Ministério das Finanças. i) Concessional: USD 45 milhões, EXIM Bank Coreia 3) Valor do empréstimo: $ 45 milhões. (p.22) Outros: 4) Taxa de juros: 0,01% /ano. Serviços de consultoria fornecidos pelos Coreanos não rendem juros. 5) Maturidade: 40 anos para o reembolso incluindo o período de graça de 15 anos. 6) Método de re- pagamento: Desembolsos iguais semi- anuais depois do período da graça. 15. Estado da Aprovação: Assinatura do acordo de empréstimo prevista para antes de Dezembro 2014 (p.8) Fontes: Government of the Republic of Mozambique and Export- Import Bank of Korea (2014). Minutes of Discussion on the Construction of Quelimane Central Hospital Project (supplementary Loan), Maputo: Economic Development Cooperation Fund (EDCF), 2 April. 58

60 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto - Projecto de Expansão de Abastecimento de Água da Grande Maputo 1. Agência/Ministério: Ministério das Obras Públicas e 2. Contacto e Número de Telefone da Habitação (MOPH); Município da Cidade de Maputo Agência/Ministério: 3. Nome da Proposta: Moçambique, Grande Maputo, 4. Tipo de Investimento: Novo Produto, Projecto de Expansão de Abastecimento de Água da Grande Maputo. 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: O desenvolvimento do projecto tem com o objectivo aumentar o acesso à água potável aos residentes da área da Grande Maputo. 6. Resumo da Justificação Estratégica: O Plano de Acção para Redução da Pobreza Absoluta (PARPAIII) do Governo ( ) é a estratégia operacional para o Programa de cinco anos de governo, e é construído sobre três pilares: (i) aumento da agricultura e produção pesqueira e sua produtividade, (ii) a promoção do emprego, e (iii) o Desenvolvimento humano e social. Neste terceiro pilar, um objectivo fundamental é o de aumentar o acesso e uso da água e saneamento seguro, para o qual o projecto contribuirá directamente. 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: No Cenário 1, a análise indica como investimento autônomo, 170 milhões de dólares americanos e fornece retornos financeiros adequados para FIPAG (agência implementadora do projecto) e uma taxa interna de retorno de 7,5 %, o que está acima do custo do financiamento para o projeto. Neste Cenário 1, a uma taxa de desconto de 10%, o Valor Atual Líquido é negativo em 20 milhões de USD. Dada a demanda por água nas áreas peri- urbanas de Maputo e a baixa taxa de cobertura existente, é altamente provável que a capacidade de água adicional seja necessária num futuro próximo. O Cenário 2, que pressupõe o investimento em capacidade adicional e em novas conexões, projecta uma Taxa Interna de Retorno (IRR) ligeiramente superior de 8,1%. O Valor Presente Líquido a uma taxa de desconto de 10 % é ainda negativo, em 19,8 milhões dólares americanos. O desempenho financeiro melhora devido ao menor custo de investimentos marginais da capacidade de tratamento adicional, relativamente aos investimentos iniciais feitos no Cenário Resumo Descritivo da Avaliação Económica: A análise indica que o projecto deve ter retornos económicos positivos substanciais: à taxa de desconto de 10%, os benefícios económicos líquidos são calculados em 69 milhões de dólares americanos. A taxa interna de retorno foi calculada em 20 por cento. Os benefícios do projecto incluem: (i) o aumento das receitas de água canalizada; e (ii) o excedente do consumidor. O aumento das receitas de água canalizada é calculado usando o consumo actual multiplicado pela tarifa média atual. O excedente do consumidor é a diferença entre o preço máximo que os consumidores estão dispostos a pagar e o preço real que eles vão pagar, uma vez que mudam para a água canalizada. 9. Resumo dos Impactos Sociais: A água canalizada tem um impacto positivo, especialmente em engajar as meninas em actividades educacionais que fornecem benefícios, a longo prazo, em termos de renda e saúde, uma vez que o custo de oportunidade do absentismo na escola pode ser muito elevado. A melhoria da saúde também gera benefícios. Outro benefício pode ser a redução dos danos em casos de controlo de enchentes, pois o projeto cria uma linha de transmissão totalmente independente da transmissão de abastecimento de água existente linhas das obras de tratamento de Umbeluzi. As duas linhas previstas de transmissão e abastecimento de água em Maputo fornecem uma diversificação no abastecimento, e, por conseguinte, uma redução do risco de um completo colapso no abastecimento de água, em caso de inundações. O projecto pode também reduzir o custo com alagamentos e, em resultado disso, reduzir o custo dos danos causados pela interrupção no abastecimento de água e o risco de epidemias. 10. Estimativa do 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes: 12. Planificação dos Fundos Total do Custo de Capital: Necessários por Ano: Não Disponível (N.D.). N.D. USD 178 milhões (Capa do Estudo). 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento do Governo: Valor Anualizado Líquido (Financeiro): Cenário 1 (- 20,000,000); Cenário 2 ( ,00). (p. 14). Financiamento Externo: O custo estimado do Cenário 1 Taxa Interna de Retorno (Financeiro): Cenário 1 7,5%; é de aproximadamente USD 195 milhões. i) Concessional: Agência Empréstimo : (International Development Association IDA), crédito equivalente a USD170,00 milhões. Doação: USD 25 milhões doados pelo Governo dos Países Baixos. Outros: Cenário 2 8,1% (p. 14) Valor Anualizado Líquido (Económico): ,00 (p. 13) Taxa Interna de Retorno (Económico): 20% (pg. 13) Ratio Beneficio/Custo (Económico): 218/149 = 1,5 (pg. 13) Taxa de Desconto: 10% (pg.14). Outros Pressupostos Chave: 1.1) Início da construção: 2014, 1.2) Conclusão da construção: Fontes: Banco Mundial, (2013). Project Appraisal Document On A Proposed Credit In the Amount of SDR Million (Us$178M Equivalent) To The Republic Of Mozambique For a Greater Maputo Water Supply Expansion Project. 59

61 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto - Construção de Casas nas Províncias de Cabo Delgado, Tete e Zambézia 1. Agência/Ministério: Fundo de Fomento da 2. Contacto e Número de Telefone da Habitação, Ministério das Obras Públicas e Agência/Ministério: Fundo de Fomento da Habitação, MOPH Habitação (MOPH) 3. Nome da Proposta: Construção de 1200 casas 4. Tipo de Investimento: Novo Produto. nas províncias de Cabo Delgado, Tete e Zambézia. 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: Com vista a aumentar o acesso a habitação, o fundo do fomento da habitação pretende construir 1200 casas nas províncias de Cabo Delgado, Tete e Zambézia. Serão construídas 400 casas em Pemba, Tete, e Nicoadala, respectivamente. Os objectivos específicos do projecto são: (i) Promoção da posse a uma habitação segura a 1200 famílias (cerca de 6000 pessoas), num modelo de amortização acessível e a longo prazo; (ii) Arrecadação de receitas para o sector de habitação; (iii) Criação de postos de emprego e capacitação da população local no domínio de novas tecnologias de construção; (iv) Promoção da arrecadação de receitas pelos municípios através da colecta de impostos prediais; (v) Criação de postos de emprego após a conclusão do projecto de construção (DIC 2014b). 6.Resumo da Justificação Estratégica: O projecto tem em vista responder a crescente procura de habitação e aos desafios impostos pelo crescimento populacional nas zonas urbanas. O programa quinquenal do governo e a política nacional da juventude colocam a questão do acesso a habitação condigna como uma das preocupações fundamentais da juventude. Até ao momento, o acesso a habitação é limitado devido aos altos custos de acesso ao crédito no mercado financeiro doméstico. Devido ao seu carácter de emprego de massa, a construção de casas tem também o potencial de responder a dois objectivos complementares: promoção do empresariado local e do emprego. 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: O custo do projecto de construção de 1200 casas nas províncias de Cabo Delgado, Tete e Zambézia é estimado em 47 milhões de dólares. Prevê- se que estes sejam realizados na forma de crédito pelo EXIM Bank da Índia, por falta de capacidade financeira local para o efeito (DIC 2014b). 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: O projecto justifica- se pelos potenciais impactos positivos na urbanização, desenvolvimento do capital humano, promoção do empresariado nacional e do emprego de massa que normalmente surge com o boom na indústria de construção. 9. Resumo dos Impactos Sociais: Espera- se que o projecto de construção de 1200 casas em Cabo Delgado, Tete e Zambézia contribua para o desenvolvimento urbano, promoção do empresariado nacional e para o aumento do emprego nas fases iniciais de construção e implementação. Espera- se também que o projecto contribua para um dos objectivos fundamentais do plano quinquenal do governo: a protecção dos grupos sociais vulneráveis, como a juventude e por essa via contribuir para a coesão nacional. 10. Estimativa do Total do Custo de Capital: 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes: 12. Planificação dos Fundos Necessários por Ano: USD 47 Milhões 2014a) Não disponível (N.D.). 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento Externo: Outros Pressupostos Chave i) Concessional: USD 47 Milhões 1.1) Início da construção: 2014 (DIC 2014b), 1.2) Conclusão da construção: Outros: 15. Estado da Aprovação:. Data: 4 Julho Fontes: Fundo de Fomento da Habitação (FFH), (sem data). Project report on Construction of 400 numbers of houses in Nampula and Sofala, Ministério das Obras Públicas e Habitação (MOPH). 60

62 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto - Aterro Sanitário de Maputo e Matola, Construção. 1. Agência/Ministério: Município de Maputo e Matola 2. Contacto e Número de Telefone da Agência/Ministério: Município de Maputo e Matola 3. Nome da Proposta: Projecto de Aterro Sanitário de 4. Tipo de Investimento: Novo Produto. Maputo e Matola 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: Os municípios de Maputo e Matola pretendem estabelecer em conjunto o aterro sanitário para responder as necessidades de depósito e tratamento de resíduos sólidos nas cidades de Maputo. O projecto tem em vista alcançar dois objectivos específicos, nomeadamente: (i) Minimizar a poluição ambiental por via do tratamento sanitário e seguro dos resíduos sólidos gerados nas cidades de Maputo e Matola; (ii) Assegurar a existência de um ambiente saudável em ambos os municípios por forma a melhorar a qualidade da saúde pública. 6. Resumo da Justificação Estratégica: As cidades de Maputo e Matola assistiram nos tempos mais recentes a dois fenómenos: o aumento populacional e a expansão da actividade económica. Com isso, cresceu o nível de geração de resíduos sólidos, tendo- se esgotado a capacidade de manuseamentos dos depósitos de resíduos actualmente existentes. O nível de poluição das regiões circunvizinhas dos depósitos é alta, comprometendo os esforços em curso para a melhoria da saúde pública. O projecto de estabelecimento do aterro sanitário tem em vista responder as exigências do crescimento populacional e económico do município, minimizar a poluição ambiental e elevar a qualidade da saúde pública nas cidades de Maputo e Matola. 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: O crescimento da população e das actividades económicas aumentou de maneira significativa a geração de resíduos sólidos nas cidades de Maputo e Matola. A actual capacidade dos aterros existentes encontra- se esgotada. Não havendo disponibilidade a nível local para responder ao problema, o governo de Moçambique procurou financiamento da Correia. Os custos são de 60,825 Mil US$. 48,621 Mil US$, tendo o governo de Moçambique se comprometido em realizar 12,204 Milhões de USD (p. 5 e 6). 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: Espera- se que a melhoria das condições ambientais gerais potencie o surgimento e desenvolvimento de novas actividades nas zonas que actualmente servem de depósitos de resíduos sólidos, com impacto positivo sobre o emprego e o rendimento das famílias. 9. Resumo dos Impactos Sociais: O projecto de aterro sanitário constitui uma resposta aos níveis crescentes de geração de resíduos sólidos nos municípios de Maputo e Matola. O seu estabelecimento vai minimizar a poluição ambiental, e reduzir os riscos para a saúde pública actualmente associada aos depósitos de resíduos nas duas cidades. 10. Estimativa do 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes 12. Planificação dos Fundos Total do Custo de Capital: Necessários por Ano: Não disponível (N.D.). USD 60,825 Milhões, (p. 5 e 6). 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento do Governo Outros Pressupostos Chave: i) Directo/o orçamento: USD 12,204 Milhões. 1.1) Início da construção: ) Conclusão da construção:... Financiamento Externo: 2) Mutuário: GdM- Ministério das Finanças i) Concessional: USD 48,621 Milhões. 3) Valor do Empréstimo: 48,621 Milhões de USD Outros: 4) Taxa de Juro: 0,01%. Serviços de Consultoria não rendem juros. 5) Pagamento de juros: Cada 6 meses. 15. Estado da Aprovação: Data: 10 de Maio de Fonte: Government of the Republic of Mozambique and Export- Import Bank of Korea (GdM e EXIM Bank Korea), (2013). Minutes of Discussion on the Construction of Waste Treatment Facility (Sanitary Landfill) for Maputo and Matola cities, Maputo: EDCF Appraisal Mission, 10 May. 61

63 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto- Ponte de Maputo- Katembe e Estrada para a Ponta do Ouro, Construção. 1. Agência/Ministério: Ministério das Obras 2. Contacto e Número de Telefone da Públicas e Habitação (MOPH); Empresa de Agência/Ministério: Empresa de Desenvolvimento de Maputo Desenvolvimento de Maputo. 3. Nome da Proposta: Projecto de Ligação e Ponte 4. Tipo de Investimento: Novo Produto. de Maputo. 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: O objectivo do projecto é construir a ponte e estabelecer a ligação da baia de Maputo. O projecto é composto por três partes, nomeadamente, construção da ligação norte para a ponte sobre a baia; estabelecimento da ponte; e a construção da estrada de ligação ao sul da ponte. 6. Resumo da Justificação Estratégica: O Projecto de ponte e ligação de Maputo visa alcançar os seguintes objectivos estratégicos: (i) Promoção do Desenvolvimento e do Crescimento económico da região a sul da Baia de Maputo; (ii) Desenvolvimento do transporte de passageiros e de carga entre Maputo e África do Sul, via Bela Vista; (iii) Promoção do turismo ecológico. 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: O custo do projecto é estimado em 900 milhões de dólares, o que requer o recurso a empréstimo. 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: O impacto económico do projecto é positivo. O Valor actual líquido é de USD 88,6 Milhões (p. 83). A taxa interna de retorno é de 16.2%. Espera- se que o projecto estimule o turismo ecológico e contribua para a redução de custos de transporte entre o município de Maputo, os distritos de Matutuine e Boane, na província de Maputo e a região fronteiriça da Ponta de Ouro. 9. Resumo dos Impactos Sociais: O impacto social do projecto inclui: (i) O melhoramento da circulação de pessoas e demais mercadorias na baia de Maputo; (ii) Elevação do nível de vida da população da zona de influência do projecto, aliviando a pobreza, promovendo a auto- suficiência das famílias, através: (1) da dinamização do turismo e pesca; (2) da criação de planos urbanísticos para habitação, comércio, serviços e infra- estrutura; (3) de contribuições para a implantar infra- estrutura urbana e redes de serviços públicos nos espaços a serem urbanizados; (4) do desenvolvimento de programas de investimento social para inclusão das comunidades da área de influência. Há riscos associados a pressão que será exercida pela demanda de serviços turísticos no ecossistema da reserva de Maputo. 10. Estimativa do 11. Valor Presente dos Custos 12. Planificação dos Fundos Total do Custo de Capital: Recorrentes Necessários por Ano: USD 725,8 Milhões Não disponível (N.D.). 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento do Sector Privado (incluindo Valor Anualizado Líquido (Financeiro): USD 885,97 Milhões (p. leasing): PPP. 83). Financiamento do Governo Taxa Interna de Retorno (Económico): 16,02% (p. 83) i) Directo/orçamento: 174,7 Milhões MT (DNO) Taxa de Desconto: 10% (p. 83) ii) Garantias Outros Pressupostos Chave: ii) Não concessional: China 1.1) Início da construção: 2014, 1.2) Conclusão da construção:... Outros: 2) Período de análise: Até Estado da Aprovação: Data: N.D. Fontes: China Road & Bridge Corporation (CRBC), (2011). Maputo Bridge and Link Project Feasibility Study Volume 1 of 2 Final Report, preparado para a ANE- MOPH, May. /* O documento da CRBC indica um valor do investimento total de USD 900 milhões (p.76). 62

64 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto - Estrada N6 Machipanda- Beira, Reabilitação. 1. Agência/Ministério: Administração Nacional de 2. Contacto e Número de Telefone da Estradas (ANE) - Ministério das Obras Públicas e Agência/Ministério: Habitação (MOPH); Anhui Foreign Economic Construction (Group) Co., Ltd (AFECC) 3. Nome da Proposta: Reabilitação da Estrada N6 Entre 4. Tipo de Investimento: Manutenção do Produto Machipanda e Beira nas Províncias de Manica e Sofala (Estrada N6). 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: A melhoria de 287 km da N6 Estrada Nacional não só irá acelerar o desenvolvimento económico das duas províncias, como facilitar o transporte de mercadorias e de viagem dos moradores ao longo da estrada, mas também cria mais oportunidades de emprego e injeta vitalidade para o desenvolvimento local. Enquanto isso, a reconstrução da estrada N6 pode ainda acelerar a exportação de recursos florestais e recursos minerais e desenvolvimento econômico regional ao longo das duas províncias e províncias vizinhas. 6. Resumo da Justificação Estratégica: A Indústria de transportes é muito importante para promover a economia regional e reduzir a pobreza. A falta de infra- estruturas de transporte, não só leva ao aumento do preço de bens importados, mas também reduz a competitividade das exportações moçambicanas. Na África, a estrada é o principal meio de transporte para chegar a áreas mais remotas dos países, e prestar serviços a vários usuários. Portanto, as condições das estradas da rede rodoviária contribuem e muito para o fornecimento de serviços de transporte e desenvolvimento econômico regional. 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: Não disponível. 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: Situada no centro de Moçambique, a N6 leste- oeste, conhecida como o "Corredor Beira" e o seu comprimento total atinge 287 km. Ela atravessa as províncias de Sofala e Manica com o ponto de partida localizado na fronteira ocidental, do distrito de Machipanda, na Província de Manica, atravessa a capital da província de Manica, cidade de Chimoio e passa pela cidade de Gondola, entrando na Província de Sofala, passando por Nhamatanda e cidade do Dondo; chega ao seu ponto final, na segunda maior cidade de Moçambique, a capital da província de Sofala - cidade portuária, Beira. A estrada é um canal internacional que liga Moçambique ao Zimbabwe, Zâmbia e Malawi, todos ligados ao porto da Beira por via da N6. Beira é um dos principais portos de trânsito de comércio exterior desses países do interior. A atualização da N6 vai proporcionar a estes três países, transporte mais conveniente e promover, ainda mais, a capacidade de transporte da N6 de e para locais de enorme potencial econômico, promovendo assim o desenvolvimento e fortalecimento da rede de transportes, que irá impulsionar o desenvolvimento económico nacional. 9. Resumo dos Impactos Sociais: A infra- estrutura de transporte rodoviário de qualidade, não só equilibrar o desenvolvimento econômico rápido, mas também desempenhar um papel positivo no desenvolvimento do bem- estar social e reduzir os custos de transporte, o que resultará na melhoria dos padrões de vida da população regional. Também poderá criar novas oportunidades de emprego e de acesso a serviços sociais. 10. Estimativa do 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes 12. Planificação dos Fundos Total do Custo de Capital: Necessários por Ano (Indicar o Não disponível (N.D.). montante, ano e o total): USD 433,0 Milhões (p. 6-3). 2013: USD 36,1 Milhões 2014: USD 108,3 Milhões 2015: USD 108,3 Milhões 2016: USD 108,3 Milhões 2017: USD 72,2 Milhões (DNT 2014). 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento Externo: Valor Anualizado Líquido (Económico): USD 652,73 Milhões. i) Concessional: Este projeto será financiado a 100% pelo Export- Import Bank of China e o juro do empréstimo é de 2,5% (p. 1-10). Outros: Taxa Interna de Retorno (Económico): 19,39%. o retorno do investimento será em 10,5 anos (p. 1-11). Ratio Beneficio/Custo (Económico): 2,85 Outros Pressupostos Chave: (Nota: Fontes diversas) i) Início da construção: 2013 (DNO e DNT). ii) Conclusão da construção: 2017 (p.1-10). 15. Estado da Aprovação: Data: 15 Novembro 2013 e 13 Janeiro Fonte: ANE (2012). Final Feasibility and Engineering Design Study for the Rehabilitation and Upgrading of N6 Road from Machipanda to Beira in Manica and Sofala Provinces Mozambique, preparado pela Anhui Foreign Economic Construction (Group) Co., Ltd (AFECC). 63

65 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto - Estrada Circular de Maputo, Construção 1. Agência/Ministério: Município de Maputo, 2. Contacto e Número de Telefone da Ministério das Obras Públicas e Habitação. Agência/Ministério: Município de Maputo, Av. Samora Machel, Praça de Independência 3. Nome da Proposta: Estrada Circular de Maputo 4. Tipo de Investimento: Novo Produto, (Hotel Radison- Marracuene- Estadio do Zimpeto- Bairro Tchumene- Porto de Maputo). 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: Em Setembro de 2010 o Fundo de Estradas, a Administração Nacional de Estradas e a China Road and Bridge Corporation (CRBC) assinaram um memorando de entendimento para construir uma estrada circular de elevada eficiência na cidade de Maputo, com 74,0 km. Esta estrada permite a ligação rápida das seguintes áreas: 1. Hotel Radisson - Ponte da Costa do Sol; 2. Ponte da Costa do Sol - Chiango - Marracuene; 3. Chiango Estádio do Zimpeto; 4. Marracuene- Estádio do Zimpeto; 5. Estádio do Zimpeto - Bairro Tchumene; 6. Machava - Praça 16 de Junho. 6. Resumo da Justificação Estratégica: Objectivos estratégicos: (i) Estabelecimento de uma estrada circular externa a cidade de maputo, com vista a reduzir a intensidade do tráfego na cidade e melhorar a integração do sistema de estradas na região metropolitana do Maputo; (ii) Promoção do desenvolvimento económico e melhoria da eficiência do corredor de desenvolvimento de Maputo; (iii) Resposta às necessidades de assegurar a integração das estradas periféricas da região de Maputo, e as exigências do crescimento do volume de tráfego, promovendo a segurança rodoviária; (iv) Promover o desenvolvimento do turismo; (v) Estímulo do desenvolvimento sustentável da região. 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: Com o recente crescimento populacional e do rendimento, o volume de tráfego aumentou de forma significa. Isto impôs ao sector privado custos elevados de transporte e limitou a sua competitividade. O tempo de espera e para aceder os postos de trabalho também aumentou. O sector do turismo e as actividades portuárias e serviços conexos são particularmente afectados com o aumento do tráfego, o que ameaça corroer os ganhos de competitividade mais recentes. O aumento do tráfego teve com consequência o aumento do número de acidentes de viação, com elevados dados materiais e humanos. O Governo de Moçambique não dispõe de fundos para dar resposta a este problema, por isso procurou financiamento e consultoria financeira junto à CRBC. 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: O projecto vai gerar benefícios directos e indirectos que incluem, (i) poupança de tempo dos passageiros; (ii) redução dos custos de transporte; (iii) minimização dos acidentes de viação. Espera- se que haja um incremento das receitas do turismo, aumento do emprego e da competitividade dos serviços do porto de Maputo. O rácio benefício custo é de 1,46 (p. 181). 9. Resumo dos Impactos Sociais: (i) Os impactos sociais incluem a redução das taxas de mortalidade por acidentes, aumento de potencial emprego nos serviços do porto, e em resultado do desenvolvimento do turismo. Prevê- se um incremento da contribuição das áreas e dos sectores directamente afectados no PIB, receitas fiscais e na balança de pagamentos. (ii) Haverá reassentamento da população nas fases de construção mas estão devidamente previstas medidas de mitigação. 10. Estimativa do Total do Custo de Capital: 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes: 12. Planificação dos Fundos Necessários por Ano: USD 298,94 Milhões (p.175) Não disponível (N.D.). 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento do Governo Valor Anualizado Líquido (Económico): USD 72,566 Milhões. i) Directo/orçamento: (FE): 94,9 Milhões MT. Taxa Interna de Retorno (Económico): 12,7% (MOPH): 255,3 Milhões MT. Financiamento externo Taxa de Desconto: 8%. ii) Não concessional: USD 298,94 Milhões. Outros Pressupostos Chave: Outros: 1.1) Início da construção: 2014, 1.2) Conclusão da construção: 2) Valor do Empréstimo: USD , Estado da Aprovação: Data: 08 de Setembro de 2010 (p. 218). Fontes: China Road & Bridge Corporation (CRBC), (2011) Mozambique (Hotel Radisson- Marracuene- Zimpeto Stadium- Bairro Tchumene- Porto de Maputo) Feasibility Study The Total Length of Road Km. Vol 1 of 2 Final Report, January. 64

66 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto Estrada Cuamba- Mandimba- Lichinga, Melhoramento 1. Agência/Ministério: Administração Nacional de 2. Contacto e Número de Telefone da Estradas (ANE), Ministério de Obras Públicas e Agência/Ministério: ANE, Av. de Mozambique, No 1225, Habitação. Caixa Postal 1439, Telefone: /7, Maputo, 3. Nome da Proposta; Melhoramento da estrada no corredor de Desenvolvimento de Nacala, n o 13 Cuamba- Mandimba- Lichinga (estudo de viabilidade, financiado pelo Governo Japonês, Fevereiro 2010). Moçambique. 4. Tipo de Investimento: Melhoramento da estrada. 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: Reabilitação de aproximadamente 302 Km, incluindo a Estrada de Mandimba - Fronteira com Malawi, atravessa 4 distritos com alto potencial agrícola, nomeadamente Cuamba, Mandimba, N gauma e Lichinga (p.11,16). / 1 6. Resumo da Justificação Estratégica: A estrada Cuamba- Mandimba (Fronteira) é uma componente importante no corredor de desenvolvimento de Nacala, uma vez que se liga as províncias de Niassa e Nampula, e além disso permite a ligação dos países do interior, Zambia e Malawi, à costa moçambicana. A estrada de Lichinga- Mandimba é parte do corredor de Pemba (p.11). 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: Prevê- se o financiamento externo para as obras de melhoramento desta estrada. 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: O melhoramento desta estrada, com uma TIRE positiva entre 18,1% e 19,5%, é economicamente viável (p.22,32). 9. Resumo dos Impactos Sociais: A proposta inclui recomendações para mitigação do impacto social negativo com por exemplo reassentamento, transmissão HIV/SIDA e outros (p.105). 10. Estimativa do 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes 12. Planificação dos Fundos Total do Custo de Capital: Necessários por Ano: Não disponível (N.D.). USD 291,6 Milhões (p.20). 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento Externo: Previstos o Banco Africano de Taxa Interna de Retorno (Económico): Cuamba- Mandimba Desenvolvimento e a JICA (p.19). = 19,5% (p.22,73); Mandimba- Lichinga = 18,1% (p.32,101) Outros: Taxa de Desconto : 12% Outros Pressupostos Chave: 1.1) Início da construção: 2014, 1.2) Conclusão da construção: ) Trabalho de construção: 3 anos, (p.19,90). 2) Vida do projecto: 20 anos depois do começo do projecto da estrada (previsto para 2014), (p.22) 3) Data do preço: Outubro ) Taxa de câmbio: 28,00 MT/USD 5) Período de análise: 20 anos. 15. Estado da Aprovação: Director Executivo da Comissão: Não disponível. Data: Não disponível. Fonte: Administração Nacional de Estradas (2010). O Estudo Preparatório sobre Plano de Melhoramento da Estrada no Corredor de Desenvolvimento de Nacala (N13: Cuamba- Mandimba- Lichinga) na República de Moçambique: Relatório Final 1 de 3 Resumo, Agência Japonesa de Cooperação Internacional, Eight Japan Engineering Consultants Inc., Oriental Consultants Co., Ltd., Fevereiro. / 1 As páginas indicadas referem- se às do ficheiro em pdf, e não às registadas no documento. 65

67 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto - Estrada do Corredor de Nacala, Fase III: Muita- Mandimba- Lichinga 1. Agência/Ministério: Administração Nacional de 2. Contacto e Número de Telefone da Estradas, Ministério das Obras Públicas e Agência/Ministério: Administração Nacional de estradas. Habitação Avenida de Moçambique 3. Nome da Proposta; Projecto de Estrada do 4. Tipo de Investimento: Reabilitação de Estrada. Corredor de Nacala, Fase III: Muita- Mandimba- Lichinga (175 Km) 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: A expansão da rede de estradas do país e regional constitui um dos objectivos estratégicos do governo de Moçambique, no âmbito dos esforços em curso para a reduzir a pobreza absoluta e acelerar o crescimento económico. 6.Resumo da Justificação Estratégica: O governo de Moçambique considera o desenvolvimento do corredor de Nacala como um objectivo prioritário. Além de ser crucial para ligar a costa ao interior, o corredor de Nacala é estratégico para o desenvolvimento regional, sendo parte integrante da iniciativa de desenvolvimento espacial de Moçambique, Malawi e Zâmbia. Com a materialização do projecto, haverá melhorias nos serviços de transporte e de ligações entre os três países e o porto de Nacala, contribuindo assim para o crescimento e desenvolvimento a nível doméstico e regional. 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: O custo do projecto é de USD 150,19 milhões de dólares americanos, a ser financiados em regime de empréstimo pelo Banco Africano de Desenvolvimento (38,8%), Agência de Cooperação do Japão (49,5%), Governo de Moçambique (11,9%). Os restantes 0,2% serão canalizados em forma de donativo resultante de projectos anteriores cancelados pelo Banco Africano de Desenvolvimento (p. 6). 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: O projecto vai contribuir para a redução dos custos de operação dos meios automóveis, poupança de tempo de viagem, e do número de acidentes de viação. Outros benefícios indirectos incluem a geração de excedentes agrícolas e a dinamização do comércio regional. A taxa interna de retorno é de 21,7% (p. 9). 9. Resumo dos Impactos Sociais: Na zona de influência do projecto vive uma população estimada em 524,846 habitantes. Os benefícios do projecto incluem melhorias nas ligações de transporte, infra- estruturas públicas, oportunidades de emprego eventuais e permanentes. Os comerciantes e utentes da estrada envolvidos no comércio transfronteiriço ganham com o encurtamento de viagens, reforçando a integração regional e o comércio externo. 10. Estimativa do Total do Custo de Capital: 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes 12. Planificação dos Fundos Necessários por Ano: USD 150,19 Milhões. Não disponível (N.D.). 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento do Governo Valor Anualizado Líquido (Económico): USD 133,8 Milhões (p. 9) i) Directo/orçamento: USD 11,49 Milhões. Taxa Interna de Retorno (Económico): 21,7% (p. 9) ii) Garantias Taxa de Desconto: 12% (p. 9) Financiamento Externo: Outros Pressupostos Chave i) Concessional: USD 138,52 Milhões. 1.1) Início da construção: 2013, 1.2) Conclusão da construção: ii) Não concessional 2) Período da análise do projecto: 50 anos, ou seja, até 2062 (p.4) Doação: USD 0,18 Milhões. 3) Período de graça: 10 anos. Outros: 15. Estado da Aprovação: Data: 05 de Dezembro de Fonte: African Development Fund (2012). Nacala Road Corridor Project- Phase III Mozambique Project Appraisal Report. 66

68 Tabela Sumário para Avaliação do Projecto - Estrada Tica, Búzi, Nova- Sofala, Reabilitação e Melhoria 1. Agência/Ministério: 2. Contacto e Número de Telefone da Administração Nacional de Estradas (ANE), Ministério Agência/Ministério: ANE, Av. de Moçambique, No 1225, das Obras Públicas e Habitação. C.P. 1439, Telefone: /7, Maputo, Moçambique. 3. Nome da Proposta: Reabilitação/melhoria da 4. Tipo de Investimento: Reabilitação e melhoria de estrada Tica, Búzi, Nova- Sofala, na província de Sofala. estrada. 5. Breve Descrição da Proposta e dos Objectivos: Fornecer estradas nao pavimentadas, as áreas habitadas que ainda não tinham sido ligadas à rede de estradas. Pavimentar as actuais estradas não pavimentadas. Aumentar a capacidade das estradas pavimentadas. O total de reabilitação das três componentes e de 134 km. Objectivos: Melhorar o acesso à região do lado sudeste do rio Búzi. Contribuir para redução da pobreza, ao desenvolvimento económico e crescimento através da redução dos custos de transporte. Criação e fornecimento de infra- estruturas de transporte rodoviário suficientes, sustentáveis, fiáveis e economicamente viáveis. Integração económica da região no conjunto do país e do resto do mundo. 6. Resumo da Justificação Estratégica: Posta a hipótese da fábrica de açúcar do Búzi ser relançada em 2014 e de ser construido um novo porto em Sofala, a reabilitação da estrada proposta basea a sua viabilidade económica no tráfego rodoviário que abrange estes dois projectos. 7. Resumo Descritivo da Justificação Financeira: Não disponível (N.D.). 8. Resumo Descritivo da Avaliação Económica: Utilizando HDM IV (ANE, p.8 / 1 ), obteve- se uma taxa interna de retorno económica (TIRE) de 22,7%. A análise de sensibilidade demonstrou que o cenário pessimista corresponde a uma TIRE de 20% com um aumento de 10% nos custos e uma redução de 10% nos benefícios. O estudo recomenda que este projecto seja implementado na base dos pressupostos definidos. 9. Resumo dos Impactos Sociais: A proposta inclui um Plano de Impacto Social o e um Plano de Gestão Ambiental, ambos orçamentados. 10. Estimativa do Total do Custo de Capital: 11. Valor Presente dos Custos Recorrentes: 12. Planificação dos Fundos Valor total dos custos económicos de Necessários por Ano: manutenção das estradas não pavimentadas e USD 149,72 Milhões (DIC pavimentadas: 203,1 milhões Meticais (ANE). 2014). 13. Proposta de Método de Financiamento: 14. Principais Parâmetros e Resultados Financeiros: Financiamento Externo: Valor Anualizado Líquido (Económico): VPL de USD 137,49 milhões, na base do valor de investimento de USD 181,1 milhões (ANE, p.68) i) Concessional: EXIM Bank Índia. Taxa Interna de Retorno (Económico): 22,7% Outros: Taxa de Desconto: 12%(p.68) Outros Pressupostos Chave (p.62) 1.1) Início da construção: 2014, 1.2) Conclusão da construção: ) Período de análise : 20 anos. 3) Valor residual: 15%. 4) Fundos para as fases de construção: 1º ano: 25%, 2º ano: 50%, 3º ano: 25% (ANE). 15. Estado da Aprovação: Data: 4 Julho 2013 Fonte: Administração Nacional de Estradas (ANE), (sem data). Consultancy Services for Design and Construction, Supervision of Rehabilitation of Road N280/281 between Tica, Búzi and Nova- Sofala, Mozambique: Feasibility Report, elaborado por Aarve Associates, WAPCOS, e Companhia de Estradas do Norte, financiado pelo Governo da Índia. / 1 A principal fonte de informação foi o documento da ANE. 67

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