I Seminário Nacional do GEM
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- Diogo Coimbra Belo
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1 I Seminário Nacional do GEM Políticas e Programas para Empreendedores no Brasil Reflexões sobre as ações voltadas ao empreendedorismo 08 de Novembro de Curitiba José Alberto Sampaio Aranha
2 Cultura empreendedora como base do movimento Sistema de Promoção da Cultura do Empreendedorismo Inovador Sistema/Atividades/ Mecanismos de Promoção de Empreendimentos Inovadores orientados para o Desenvolvimento Local e Setorial Sistema de Promoção de Empreendimentos Inovadores orientados para o uso intensivo de tecnologia Sistema de Promoção de Habitats de Inovação Sustentáveis De promoção de empreendimentos inovadores - Anprotec
3 Dados do GEM 2005 O Brasil é o 7 país mais empreendedor do mundo. O foco central da pesquisa é a TAE - taxa de atividade empreendedora total, medida pela percentagem de pessoas de um determinado país com idade entre 18 e 64 anos, que estão iniciando um negócio ou já abriram há no máximo 42 meses. Quanto à motivação, o GEM tradicionalmente faz análises com base em dois grupos: os que empreendem por oportunidade (pessoas que têm vocação ou acham nichos pouco explorados), e as que empreendem por necessidade, por não encontrarem outra forma de gerar renda. Marcos Muller Schlemm - diretor-geral do GEM Brasil
4 Análise de empreendedorismo e renda Características Motivação para empreender Educação Tecnologia e Inovação Renda Nacional e TEA (Total Entrepreneurial Activity) Baixa Renda e alta TEA Alta proporção de empreendedores por necessidade Grande concentração de empreendedores com baixo nível educacional Utilização de tecnologia antiga e baixa inovação Alta Renda e alta TEA Empreendem principalmente por oportunidade Empreendedores com os melhores níveis educacionais no mundo Melhores políticas de transferência de tecnologias Capitalistas de Risco Políticas de suporte ao empreendedorismo Não se sentem atraídos por investir Formuladores não se mostram interessados em dirigir programas para empreendimentos de baixo valor agregado A saúde da economia atrai capitalista de risco Mais propensas a apoiar o empreendedorismo dada a característica dos empreendimentos FONTE GEM Relatório Executivo
5 Empreendedorismo por necessidade Ranking 2005 Dificuldade de trabalho os jovens são os mais atingidos Alto índice de empreendedorismo feminino no Brasil Oportunidade 15º Necessidade - 4º Relação oportunidade / necessidade - 34º Taxa de empreendedores estabelecidos / iniciais. Chances de sobrevivência por mais de 42 meses - 14º Altas taxas de oportunidade tem menos fracasso no início dos negócios. Maior motivação pode resultar em menor fracasso. Mais oportunidade tem maior procura por nichos e tecnologias. Empreender, um desafio ainda não compreendido no Brasil Marcos Schlemm
6 Fatores de Sucesso O a,e i,o,u do empreendedor A E I O U - Amar o que faz - Experiência ou Estratégia - Inovação - Oportunidade - União Criar, Modificar, Quebrar Paradigmas Equipe, Relações, Parcerias, Pacto, Aliança II conferencia de investigacíon entrepreneurship em América Latina Chile 2003
7 Empreendimento e Inovação O percentual de empreendedores inovadores é pequeno e localizado aleatoriamente entre a população. Apenas 10% dos empreendedores no estágio inicial atendem aos critérios de negócios de alta expectativa de crescimento do GEM (contratar um mínimo de 20 empregados dentro de um prazo de cinco anos) A grande maioria dos empreendedores oferece produtos ou serviços que não são novos aos seus clientes ou mercado. No Brasil, 82,3% dos empreendedores afirmam que seus consumidores não consideram seus produtos novos. 97,4% afirmam utilizar tecnologias ou processos que tem mais de um ano. Empreender, um desafio ainda não compreendido no Brasil Marcos Schlemm
8 Propostas para a Situação no Brasil Características Renda Nacional e TEA (Total Entrepreneurial Activity) Motivação para empreender Educação Tecnologia e Inovação Capitalistas de Risco Políticas de suporte ao empreendedorismo Baixa Renda e alta TEA Alta proporção de empreendedores por necessidade Grande concentração de empreendedores com baixo nível educacional Utilização de tecnologia antiga e baixa inovação Não se sentem atraídos por investir Formuladores não se mostram interessados em dirigir programas para empreendimentos de baixo valor agregado Nova visão da Triple Helix Transformar necessidade em motivação Encontrar nichos para habilidades naturais Utilizar tecnologia social Responsabilidade Social Propor Políticas Públicas de geração de trabalho e renda Local Socio-economic Development Micro Cluster Genesis Social Incubator 5th Triple Helix Conference May, Torino
9 Motivação Motivação para empreender Alta proporção de empreendedores por necessidade Transformar necessidade em motivação Utilizar a necessidade como fator positivo de estímulo. Procurar as motivações e empreender dentro destas motivações. Nature ou Nurture? CNN 17/08/06 Estudo da Tanaka Business School, London University s Imperial College, Case Western em Cleveland e unidade de genética do St Thomas Hospital em Londres dizem que 48% do ser um empreendedor vem do gene e 52% dos fatores ambientais.
10 Conhecimento Educação Grande concentração de empreendedores com baixo nível educacional Encontrar nichos para habilidades naturais Desenvolver a observação, os conhecimentos locais, a cultura familiar (conhecimento de pai para filho), o conhecimento popular. Habilidades Atitude Conhecimento
11 Inovação Tecnologia e Inovação Utilização de tecnologia antiga e baixa inovação Utilizar tecnologia social Ser competitivo conforme Fernandes significa ter competência para colocar no mercado de forma contínua produtos ou processos de aceitação pelos usuários pelas suas características, qualidade, preço, confiabilidade, repetitividade, garantias e serviços. Caso a tecnologia seja de domínio próprio a empresa pode ter vantagem competitiva pois pode modificar, atualizar, criar variantes e as vezes fazer uma inovação radical. R. Fernandes Tecnologia (um guia para pequenas e médias empresas)
12 Apoio as Oficinas Empreendedores Locais Instituições de ensino Institutos de Tecnologia Instituições de Fomento Oficinas de Trabalho Geração de novos postos de trabalho Incremento da renda familiar Profissionalização Criação de modelos de sucesso Aumento da auto-estima Eng. Industrial Artes & Design Serviço Social Psicologia Plano de Negócio Empreendedorism
13 Investimento Capitalistas de Risco Não se sentem atraídos por investir Responsabilidade Social Responsabilidade social empresarial é a forma de gestão que se define pelo estabelecimento de metas empresariais compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais. Instituições de Fomento - Atuam estimulando e disponibilizando recursos financeiros para que as ações possam ser realizadas e possivelmente replicadas. A Universidade Empreendedora tem por objetivo, além do ensino, da pesquisa e da extensão, também o desenvolvimento econômico. Texto da tese de doutorado da Profa Lucia Guaranys
14 Nanoeconomia Economia popular baseada no conhecimento social e informal Resíduos de produção industrial Oportunidades para o desenvolvimento de novas tecnologias na Cadeia Produtiva Novo Ciclo Econômico XVI Seminário da Anprotec Bahia
15 Políticas Políticas de suporte ao empreendedorismo Formuladores não se mostram interessados em dirigir programas para empreendimentos de baixo valor agregado Propor Políticas Públicas de geração de trabalho e renda I Seminário Nacional do GEM Rede de Tecnologia Social RTS Social Entrepreneurship Activity - GEM
16 Empreendedorismo Social Criação de empreendimentos orientados para o social e sem fins lucrativos. Brasil -1,05% da população adulta engajada em atividade que tem objetivos sociais ou comunitários. Reino Unido 6,6% Medido pelo GEM em 2004 SEA (Social Entrepreneurship Activity).
17 Ambientes Integrados A criação de novos negócios e seu sucesso devem considerar o indivíduo, o negócio, o ambiente externo e o contexto social. Neste contexto é que vamos criar o ambiente propício para a inovação. Isto significa a participação conjunta de vários tipos de empreendedores e de diferentes visões do empreendedorismo.
18 O Empreendedorismo Empreender, segundo o dicionário Houaiss, quer dizer decidir realizar (tarefa difícil e trabalhosa); tentar ou por em execução; realizar - Fazer O empreendedorismo tem 800 anos e vem da palavra entreprendre e significa fazer algo.
19 Visões do Empreendedorismo Criar um Empreendimento Joseph Schumpeter (1934) descreve os empreendedores como os agentes de mudança da economia por meio de nova tecnologia ou aprimoramento de uma antiga. Peter Drucker (1979), amplia a definição para focá-la em oportunidade. Empreender não é apenas criar um negócio, mas fazê-lo em função de uma verdadeira oportunidade. Howard Stevenson (2000), da Escola de Administração de Harvard, adicionou uma importante variável ao ressaltar que os empreendedores não devem limitar-se aos seus próprios talentos pessoais e intelectuais para levar a cabo o ato de empreender (comportamento), mas mobilizar recursos externos, valorizando a interdisciplinaridade do conhecimento e da experiência, para alcançar seus objetivos. Ganho de Capital
20 Visões do Empreendedorismo Ser um Empreendimento Em 1961, David McClelland, psicólogo da Universidade de Harvard, identificou nos empreendedores de sucesso um elemento psicológico crítico, denominado por ele de "motivação da realização" ou "impulso para melhorar. Louis Jacques Filion (1986), define o empreendedor como sendo uma pessoa que concebe, desenvolve e realiza visões. Fernando Dolabela (1993), através do programa Softex / Funsoft difunde o empreendedorismo no Brasil como uma forma de ser. São também empreendedores os autônomos e os intraempreendedores. Uma obra, recente (2000), foi organizada pelo sociólogo italiano Domenico de Masi, com ênfase nas organizações criativas. Realização Pessoal
21 Visões do Empreendedorismo A Localidade como Empreendimento A Profª. Sandra Korman (PUC-Rio) acrescenta a essas idéias o conceito de ação, apontado pela filósofa Hannah Arendt, como uma característica a capacidade de intervenção no mundo envolvendo-se com os processos de produção e reprodução da cultura. Ex: Empreendedores de políticas públicas e fomento. O Prof. José Munir Nasser (IPD), fala dos Empreendedores Cívicos, que são pessoas capazes de lidar, com o mundo da vida (qualidade de vida comunitária) e com o mundo do trabalho (qualidade do mundo empresarial). Ele é capaz de tornar a sociedade crescentemente mais próspera e competitiva. Visão Comunitária
22 Cidade Participativa É na cidade que as coisas acontecem. Uma cidade que acredita na força das pessoas para empreender e inovar e que acredita que as pequenas empresas e os negócios inovadores podem criar novos caminhos para o desenvolvimento da região e para a promoção da qualidade de vida e igualdade social. Uma cidade, mesmo sendo pequena, consegue planejar o seu futuro valorizando o potencial local e aproveitando as oportunidades do mercado global. Agenda das Cidades Empreendedoras e Inovadoras - ANPROTEC
23 O empreendedor e a cidade O que podemos notar nas cidades desenvolvidas é que empreendedores cívicos visionários e políticos empreendedores são fatores críticos de sucesso na história destas cidades. Neste caso estão incluídos os prefeitos empreendedores, os líderes políticos e os líderes comunitários que trabalham de uma forma integrada em benefício do todo.
24 Proposta do Instituto Gênesis Considerando o Brasil dividido em dois, um Brasil Desenvolvido e um Brasil sub-desenvolvido, e observando que o primeiro está alinhado ao desenvolvimento e competitividade mundial na visão atual da tríplice hélice onde a sociedade está dentro da hélice, e considerando que no segundo, temos uma população excluída, com a sociedade fora da hélice, Recomendamos o desenvolvimento de Micro Clusters de desenvolvimento Social como uma nova alternativa. Local Socio-Economic Development Micro Cluster. In 5th Triple Helix Congress, na Itália,maio 2005
25 Participação dos Atores Locais Governo Cidadão leis para motivar iniciativas sociais Empresa Cidadã Aumento da cultura que inclui a responsabilidade social e a Consciência da importância de sua vizinhança. Universidade Cidadã idéias, pesquisa e empreendimentos inovadores para a área social Empreendedor Cívico Articulador dos Atores Locais e estimulo o empreendedorismo inovador.
26 Um empreendedorismo de base como nos EUA
27 Visão Futura do Empreendedorismo A Solidariedade como Empreendimento Executar atividades de ação benemérita, como ocorre no empreendedorismo social. O empreendedorismo da economia solidária que conforme Paul Singer (Senaes) é um conjunto de atividades econômicas de forma auto-gestionária. O processo de incubação é necessariamente interdiciplinar. O empreendedorismo da economia de comunhão que conforme Luigino Bruni (Universidade de Pádua) encontra uma forma de conciliar vida econômica e crescimento humano. Ganho Social
28 Parceiros
29 Obrigado José Alberto Sampaio Aranha
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