RUÍDOS OCUPACIONAIS: SEUS EFEITOS E SUAS LEIS
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- Ana Luísa de Paiva Lombardi
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1 CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA AUDIOLOGIA CLÍNICA RUÍDOS OCUPACIONAIS: SEUS EFEITOS E SUAS LEIS ELISABET DE AZEVEDO BARROS RIO DE JANEIRO 1998
2 CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA AUDIOLOGIA CLÍNICA RUÍDOS OCUPACIONAIS OU NÃO, SEUS EFEITOS E SUAS LEIS Monografia de conclusão do curso de especialização em audiologia clínica. Orientadora: Mírian Goldenberg ELISABET DE AZEVEDO BARROS RIO DE JANEIRO 1998
3 RESUMO O objetivo deste trabalho é provar não só aos trabalhadores, mas a elite encarregada da supervisão nesta área, a necessidade de uma transformação de mentalidade, de uma modernização no que até o momento é visto pelas pessoas que dão pouca importância a esta perda que ocorre lentamente e nem sempre notada no devido tempo. É abrir as portas para a pesquisa que anule, que substitui esses ruídos danosos que maltratam tanto a audição da população em geral, por outros menos intensos, mais filtrados, que a pesquisa continue, sempre e cada vez mais, pois esta é uma área grande, com poucos pesquisadores, diante da devastação que atinge o ser humano e muitas vezes, sem o seu conhecimento. Estamos ainda engatinhando, temos muito o que aprender. Mostrarei suas novas leis, anexos, CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho) como ficam as obrigações do INSS, o que pode ainda ser feito, as controvérsias, as dúvidas, as opiniões tanto do empregador, quanto do empregado, demonstrando com isso a consciência cada vez maior ante o problema da perda auditiva induzida por ruído (PAIR).
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5 Dedico este trabalho a meu pai, que não se encontra mais entre nós, o qual sempre acreditou em mim; e que se sentiria muito envaidecido se aqui estivesse.
6 AGRADECIMENTOS Agradeço com alegria ao meu marido, aos meus filhos queridos e genro: André, Patrícia, José Daniel e a minha mãe, que me proporcionaram um ambiente tranqüilo, repleto de amor, apoio, compreensão, pelas horas que não pude estar junto, pesquisando este trabalho. Aos queridos amigos Feijão e Elka que me presentearam com uma impressora e foram incansáveis vindo me ajudar na impressão deste trabalho. A Mírian Goldengerg, por me nutrir com sua sabedoria e inteligência no processo desta monografia. E a todos os revisores, críticos e colegas de sala, que tanto me ensinaram, perguntando, dando sugestões e colocando novos valores e achados, colaborando muitas vezes, sem saber que estavam me ajudando, ou com trabalhos, experiências e dúvidas.
7 O meu muito, muito obrigado a todos. Creio que sou sempre Divinamente guiada, creio que encontrarei sempre á curva certa da estrada, creio que Deus sempre abrirá um caminho, onde não houver caminho, creio que sempre escutarei sua Voz, distinguirei no âmago do meu ser e sentirei Sua presença, independente da saúde dos meus cinco sentidos. Teruko Taniguchi
8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 01 RUÍDO OCUPACIONAL:SEUS EFEITOS E SUAS LEIS 03 HANDICAP 05 CARACTERÍSTICAS DA PAIR 11 COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO 13 AVALIAÇÃO DA DESVANTAGEM SOCIAL E FUNCIONAL 18 PESQUISA DA APLICAÇÃO DO SCREENING EM MEDIDAS PREVENTIVAS 36 CONCLUSÃO 46 CONSIDERAÇÕES FINAIS 51 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 53
9 INTRODUÇÃO A audição envolve um rico entrelaçamento de fatores que poderiam ou não, ser a causa das perdas de audição e estas são classificadas segundo à sua localização topográfica (condutivas, sensorioneurais, mistas, centrais e funcionais) ou conforme sua expressão clínica (hipoacusia, disacusia, surdez e anacusia). A avaliação da função auditiva pode ser feita através de vários testes que nos informam sobre a sua origem, localização, qualidade, evolução, prognóstico, entre outros. Escutar a fala e falar são os modos mais comuns da comunicação humana. Uma perda auditiva induzida por ruído obviamente causa graves problemas na comunicação auditivo-oral e é justamente pensando na solução destes problemas tento buscar soluções para efeitos devastadores sobre a perda da capacidade auditiva por ruídos e suas conseqüências. Através das leituras de diferentes autores, ficaram estas dúvidas: 1- pode-se pensar que o diagnóstico final de uma incapacidade auditiva causada pela PAIR não deva ser julgado apenas pelos valores de seus limiares audiométricos, suas conseqüências para 1
10 a vida dos indivíduos podem variar muito de pessoa para pessoa e nem sempre há uma relação direta entre a PAIR e as incapacidades auditivas e handicaps conseqüentes. 2- foi visto os efeitos causados por diferentes fontes de ruído, tais como em fábricas, ruído do tráfego de automóveis, ruído em incubadoras, entretanto os ruídos do cotidiano podem causar incômodo às pessoas, tais como: os vizinhos que escutam música em volume intenso, vendedores ambulantes, cultos religiosos, animais, construções, eletrodomésticos, entre eles: liquidificador, enceradeira, aspirador de pó etc. A questão do ruído abrange uma série de fatores e deveria ser tema de novas pesquisas e discussão para uma constante e melhor solução, antes de acusarmos um determinado fator, como sendo o único responsável por esta perda auditiva detectada. 2
11 RUÍDO OCUPACIONAL (PAIR) : SEUS EFEITOS, E SUAS LEIS. A perda ocupacional ou perda auditiva induzida por ruído (PAIR) é um distúrbio auditivo que afeta muitos trabalhadores expostos a ambientes de trabalho ruidosos e pessoas na sua vida diária e diante disso, nós, fonoaudiólogos preocupados com a prevenção, buscamos soluções para amenizar o indivíduo com PAIR. O indivíduo portador desta lesão irreversível e insidiosa, muitas vezes não percebe de imediato quando sua comunicação é prejudicada. Contudo o seu portador adquire uma série de incapacidades auditivas ou distúrbio auditivo (perda ou anormalidade de estrutura ou função, podendo ser anatômico-fisiológica ou psicológica. Implica em dano, prejuízo, piora ou debilita a função auditiva, tanto no sentido orgânico como funcional WHO-1980) e handicap (pessoas cujas possibilidades de conservar suas atividades profissionais estão reduzidas, após insuficiência e diminuição de sua capacidade auditiva) que podem interferir em sua vida profissional, familiar e social. Essas incapacidades (referem-se à restrição ou impedimento, 3
12 resultante da perda auditiva, na habilidade ou performance considerada normal para aquele indivíduo WHO,1980) auditivas podem também prejudicar o trabalhador em relação a sua segurança e ascensão profissional, além dos riscos com acidentes de trabalho serem bem maiores (Magni, 1988). 4
13 O handicap O handicap é descrito como: resultante de uma perda ou incapacidade que limitam ou impedem o desempenho das funções normais do indivíduo, de acordo com o sexo, idade, fatores sociais e culturais. O handicap também pode estar envolvido com a interação e adaptação do indivíduo e seu meio-ambiente. Surge conforme as expectativas ou normas do universo individual resultante da perda auditiva e das incapacidades auditivas foi definido em 1980 pela Organização Mundial de Saúde (Stéphens e Hétu, 1991) como uma limitação ou impossibilidade de desempenhar o papel que é normal para o indivíduo (dependendo da idade, sexo e fatores sociais e culturais). Este handicap vem traduzir toda e qualquer desvantagem psicossocial, decorrente da perda auditiva que é compartilhada com a esposa e filhos. No ambiente familiar, onde o trabalhador apresenta uma relação estreita com a esposa e filhos, o handicap é fortemente percebido principalmente pela esposa que mantém um relacionamento mais íntimo, muitas vezes não compreendendo a natureza do problema 5
14 auditivo do marido, vivencia todas as conseqüências do mesmo, sem saber a causa do problema. O conhecimento das reais incapacidades auditivas dos trabalhadores portadores de PAIR e do handicap vivenciado por eles e por suas esposas poderá futuramente fornecer subsídios para a atuação do fonoaudiólogo em uma possível estruturação de um processo de reabilitação para estes indivíduos, já que ele é o profissional competente para desenvolver estratégias de comunicação que auxiliem estes trabalhadores e suas esposas. Os aspectos da Incapacidade Auditiva e Handicap na Pair, teve início por volta da década de 70, nos trabalhos de Atheerley, Noble (1970) e Noble (1978). A maioria desses estudos procurou medir o handicap em indivíduos com PAIR e correlacionar seus fatores aos limiares auditivos tonais. A partir desses trabalhos, muitos autores dedicaram-se ao estudo da incapacidade auditiva e ao handicap, por questionários e entrevistas, relacionando uma série de fatores da incapacidade auditiva e handicap em trabalhadores com PAIR. Hétu, Lalonde e Getty (1987), e Hétu, Getty (1991) relacionaram as seguintes dificuldades dentro dos aspectos da incapacidade auditiva, experienciados por seus pacientes com PAIR: quanto à incapacidade auditiva: 6
15 percepção ambiental-sons de alarme, sons domésticos, dificuldade de compreender fala em grandes salas (igrejas, festas), alto volume da televisão e rádio; problemas de comunicação, em grupos, lugares ruidosos, no carro, ônibus, telefone e qualquer situação desfavorável para o ouvinte. Quanto ao handicap: esforços e fadiga - atenção e concentração excessivas durante a conversação e dificuldade para compreender leitura oral; stress e ansiedade-irritação e aborrecimento causados pelo zumbido, irritação e intolerância a lugares ruidosos, intolerância em interações sociais, cansaço pelos efeitos do trabalho em local ruidoso e aborrecimento pela consciência da deterioração da audição; dificuldades nas relações: familiares confusões pelas dificuldades de comunicação, confusões pelo alto volume da televisão, impaciência para atividades ruidosas e impaciência com relação à reação das pessoas pela sua dificuldade auditiva; isolamento, recusa a encontros, grupos de conversação, festas, deixando de freqüentar esses lugares; 7
16 auto-imagem negativa, incômodo por não compreender as pessoas, por estas terem de repetir freqüentemente a mensagem, com o indivíduo sentindo-se surdo, velho ou incapaz. Os valores de referência para avaliação das lesões auditivas, quanto a critério de notificação e indenização, segundo Santos 1997é o seguinte: são bem controversos para fins de diagnóstico, medidas providenciarias e preventivas. Os critérios da AA (Americana Acedam of Ophthalmology and Otolaningology), sugeria o uso da média das freqüências de 500,1000 e 2000 Hz, considerando dentro da normalidade alterações até 25 db,outros têm sido utilizados, entre eles o de Rossi que incorporaram a frequência de 3000Hz. Atualmente verifica-se que incluem progressivamente as freqüências agudas 3,4 e 6 KHz na avaliação. Considerando a perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR), como um distúrbio auditivo que acomete grande parte da população de trabalhadores expostos a ruído intenso, estudos para melhor conceituála e compreendê-la têm sido conduzidos por fonoaudiólogos. Seria necessário, entretanto, que esses estudos não estivessem restritos apenas ao caráter orgânico do distúrbio, pois a PAIR, como qualquer outra doença da audição, acarreta abrangentes e sérias conseqüências para a vida dos indivíduos. As manifestações da PAIR são ainda pouco 8
17 conhecidas e, além disso, é grande a dificuldade dos profissionais da área para avaliar esse tipo de prejuízo. No Brasil, excetuando-se a anamnese clínica, não existia nenhum procedimento padronizado para avaliação de tais manifestações da PAIR., antes desta lei atual. Algumas manifestações, a partir da perda auditiva, foram denominadas de incapacidade auditiva e handicap. As definições de distúrbio auditivo e incapacidade auditiva referem-se aos termos traduzidos do inglês impairment e disability, respectivamente. O termo handicap foi mantido sem tradução do inglês para o português, como sugerido em Stephens; Hétu (1991) e conforme utilizado por profissionais da área. Estas questões vêm sendo discutidas há vários anos em outros países, entretanto, no Brasil, este estudo é recente, não apenas para o trabalhador com PAIR, mas dentro da audiologia como um todo. Considerando-se o pouco conhecimento destes aspectos na PAIR e a dificuldade encontrada pelos profissionais da área a respeito de alguma forma de avaliação dessas manifestações, foi de grande importância a elaboração de um instrumento de fácil acesso e aplicabilidade na clínica diária, que possa avaliar as manifestações de incapacidade auditiva e do handicap nos pacientes com PAIR. Além disso, o conhecimento exato das manifestações na PAIR muito poderia auxiliar em situações 9
18 práticas, no tratamento do indivíduo dentro da indústria, assim como para fins de indenizações. As deduções de alterações decorrentes de idade (presbiacusia) e da exposição ao meio ambiente habitual de vida (socioacusia) dos valores encontrados nos testes de audiometria tonal, para fins de cálculo da alteração do limiar, não estão mais sendo usadas com regularidade, como antes; estão em desuso, ou são levadas apenas para indivíduos com idade mais avançada, acima de 55 anos. Com a Norma Regulamentadora 7 (NR-7) e o atual critério previdênciário reinterado na regulamentação dos benefícios da Previdência de , considera apenas as freqüências 500, 1000 e 2000 Hz, em resumo: não foi concedido para surdez profissional induzida por ruído. A manutenção do mesmo critério para avaliar indenizações mantido no novo regulamento de Benefícios da Previdência, sugere que o Ministério elaborou-a sem cuidado, isso, na época de sua elaboração. O trabalho de Salomon e Parving (1985) considera a correlação entre dados audiológicos e questionários de auto-avaliação; os autores propõem o uso de todos esses procedimentos para cálculo de indenizações e procedimentos de ordem legal. Nesta mesma linha, ou seja, utilizando procedimentos de avaliação para concessão de indenizações, por meio de dados audiológicos e aspectos referentes à incapacidade auditiva e handicap, encontramos o 10
19 trabalho de Albera; Beatrice; Romana (1993). A posição dos autores é a de que o estudo das manifestações de incapacidade auditiva e do handicap devem fazer parte da avaliação para concessão de benefícios aos trabalhadores. Sugerem, os autores, um modelo experimental a partir do diagnóstico orgânico da PAIR e a avaliação da presença de incapacidade e handicap para indicação de benefícios. (Silva-1998). Características da PAIR Segundo Diário Oficial de 19/08/98, as características da PAIR, de acordo com o Comitê de Ruído e Conservação da Audição da American College Of Occupational Médicine, e segundo o Comitê Nacional de Ruído e Conservação Auditiva, são: ser sempre neurossensorial, por comprometer as células do órgão de Córti; ser quase sempre bilateral (ouvidos direito e esquerdo com perdas similares) e, uma vez instalada, irreversível; muito raramente provocar perdas profundas não ultrapassando geralmente os 40 db(na) nas altas; a perda tem seu início, e predomina, nas freqüências de 6.000, e/ou Hz progredindo lentamente às freqüências 8.000, 2.000, 1.000, 500 e 250 Hz para atingir 11
20 seu nível máximo, nas freqüências mais altas, nos primeiros 10 a 15 anos de exposição estável a níveis elevados de pressão sonora; por atingir a cóclea, o trabalhador portador de PAIR pode desenvolver intolerância a sons mais intensos (recrutamento), perda da capacidade de reconhecer palavras, zumbidos, que somando-se ao déficit auditivo propriamente dito prejudicarão o processo de comunicação; cessada a exposição ao nível elevado de pressão sonora, não há progressão da PAIR. Exposições pregressas não tornam o ouvido mais sensível e exposições futuras, ao contrário, a progressão da perda se dá mais lentamente à medida que aumentam os limiares auditivos; os seguintes fatores influenciam nas perdas, características físicas do agente causal (tipo, espectro, nível de pressão sonora), tempo e dose de exposição e susceptibilidade individual. 12
21 Comunicação de acidente do trabalho Vejamos agora a Emissão de CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho) por perda auditiva, atual. Este é um procedimento que, sob vários aspectos, está causando apreensão para médicos e empresas e até mesmo originando um certo mal-estar entre ambos. Pela NR-7 (Diretrizes e Parâmetros Mínimos para Controle da Audição dos Trabalhadores Expostos a Níveis de Pressão Sonora Elevados) 4.8-(a) cabe aos médicos a obrigação de indicar os casos que necessitam receber a comunicação e eles sabem que se não cumprirem com estas normas estão sujeitos a diversas penalidades. Às empresas não interessa a emissão, entre outros motivos porque na realidade 13
22 estão assumindo uma confissão de culpa pela doença do empregado, mesmo sabendo que muitas vezes elas (a culpa e a doença) são procedentes. A idéia de que a CAT protege a empresa ou a desobriga de responsabilidades não resiste a uma análise do que é a função seguradora do INSS. O INSS tem seus próprios critérios para fornecer ou não auxílio acidentário para perdas auditivas. Esses critérios consideram médias de limiares audiométricos em 0.5, 1.0, 2.0 e 3.0 KHZ. Como alterações auditivas ocupacionais caracterizam-se por afetar de uma forma bastante significativa as altas freqüências (3.0, 4.0 e 6.0 KHZ) e pouco ou quase nada as baixas, observa-se que os critérios do INSS não avaliam perdas ocupacionais. Isso significa que 99.2% das possíveis perdas que pudessem ser encaminhadas ao INSS para estabelecimento de nexo causal retornariam com uma informação desse tipo: existe nexo causal entre a perda e a exposição ao ruído, mas o segurado não receberá qualquer auxílio porque sua perda não se enquadra nos critérios. A maioria dos raros casos em que o segurado receberá o auxílio, corresponderão a perdas não ocupacionais, cujo nexo causal não foi bem estabelecido (Kwitko -1998).- Em qualquer situação a empresa que emitiu uma CAT está às voltas com um problema maior do que antes: o médico, que não tem responsabilidade pela perda e muito menos pelo nexo causal 14
23 estabelecido, cumpriu com suas obrigações; o empregado teve reconhecido o nexo causal entre sua patologia e o agente nocivo (mas nem por isso na maioria das vezes recebeu qualquer auxílio pecuniário); à empresa restou a óbvia responsabilidade de assumir toda culpa pela doença comunicada, quer esteja o empregado recebendo auxílio ou não. Neste momento da história isso ainda não está causando grande comoção na empresa porque o pior ainda está por vir. Não diante da recusa do INSS em fornecer o auxílio acidentário, mas pelo fato de ter reconhecido o nexo causal, muitos empregados estão ingressando com ações indenizatórias contra a seguradora oficial exigindo os seus direitos(bernardi ). As ações acidentárias são embasadas pela Súmula 44, que diz textualmente (essa seria outra cláusula importante): A definição, em ato regulamentar, de grau mínimo de desacusia, não exclui, por si só, a concessão do benefício previdenciário. Essa súmula confunde o sinal disacusia com a doença, ignora outros agentes causais e nem mesmo considera a idade, pois o que poderá ser perda auditiva para um indivíduo de 30 anos poderá ser audição normal para outro de 60 anos. Ao equacionar a questão desta forma é o perfeito retrato da simplificação: existe perda auditiva e exposição ao ruído ocupacional? Então existe nexo causal e direito a 15
24 concessão de benefícios. Conforme os ensinamentos, num artigo do Dr. José Luiz Dias Campos, mestre em ciências jurídicas,1998 como a ação é contra o INSS as empresas não se envolvem e estando o órgão participando de tantas ações, assoberbado de trabalho, a defesa geralmente é deficiente e o empregado ganha a causa. Conforme este jurista, muitas vezes o empregado está trabalhando na empresa enquanto move a ação contra o INSS e tem ganho de causa por incapacidade para o trabalho. Depois disso a ação civil contra a empresa é quase inevitável. Isso significa que a empresa não deve emitir CAT por perdas auditivas. Isso sugere consistentemente que a empresa necessita com urgência repensar três procedimentos: 1-Somente emitir CATS que tiverem passado por uma análise interna que estabeleça o nexo causal. A sigla CAT como já foi dito, significa comunicação de acidente do trabalho e acidente do trabalho para o INSS é a mesma coisa que doença ocupacional. Conseqüêntemente não tem sentido, emitir um documento para perdas auditivas que não sejam ocupacionais, para as que são compatíveis com a idade ou para as que já estavam presentes por ocasião da admissão. Para isso, é preciso adotar a seguinte sistemática: Nunca emitir CAT baseado em audiometria de screening, útil apenas para estabelecer o público-alvo para análise de emissão da 16
25 CAT. (análise de emissão da CAT não é a mesma coisa que emissão da CAT). Dada a importância do assunto, é preciso documentar a audição do empregado ao menos através da audiometria tonal aérea e óssea, discriminação vocal, SRT e imitânciometria. 2-Estabelecer o público-alvo para análise de provável emissão da CAT, atendendo tanto as exigências da NR-7 como do INSS: Segundo a NR-7 são indivíduos com ocorrência ou agravamento da perda auditiva, segundo o INSS os que se enquadram nos seus critérios matemáticos. Analisar as comprovadas perdas auditivas considerando as nosoacusias, as sociacusias, as presbiacusias e a real exposição ao ruído ocupacional. Também são importantes outras variáveis como idade, sexo, raça, tempo de trabalho, tabagismo e índice de massa corporal. Quantificar a importância de cada agente causal para que nos casos em que a CAT for emitida a empresa seja responsável apenas pelo que causou. Por exemplo, num indivíduo com 50 anos de idade e uma perda auditiva neuro-sensorial bilateral assimétrica, avaliar em termos percentuais para cada ouvido a importância do ruído ocupacional, da presbiacusia e de outras causas (ruído não ocupacional?) 17
26 Avaliação da desvantagem social e funcional Avaliar a desvantagem social e a funcional, que não são a mesma coisa. A estimativa da desvantagem e/ou incapacidade não é fornecida apenas pelos resultados audiométricos. Por isso, é preciso caracterizar adequadamente o que é perda auditiva, desvantagem e incapacidade. Pode-se adotar os critérios e métodos de quantificação da AAO-HNS (American Academy of Otolaryngology-Head and Neck 18
27 Sugery) que assim define esse três níveis: Perda auditiva = é a função fora dos limites da normalidade. Desvantagem = é uma dificuldade causada por uma perda suficiente para afetar a eficiência do indivíduo nas atividades diárias (sociais e/ou laborais) Incapacidade = uma real ou presumida inabilidade para manter salário integral. Emitir conclusões claras e concisas quanto à emissão ou não da CAT, justificando a decisão e também aproveitando os achados para sugerir outras condutas, tais como rever as condições coletivas e/ou individuais da proteção auditiva se ocorreram agravamentos num certo período, aprofundar pesquisas em eventuais socioacusias no caso de perdas auditivas unilaterais ou assimétricas, ou ainda rever os reais níveis de exposição ao ruído (através da audiodosimetria) se ocorreram agravamentos incompatíveis com o tempo e a intensidade dos níveis de ruído informados. Realizar uma auditoria dos procedimentos médico-legais: se a empresa não tem ainda uma auditoria da efetiva adequação dos procedimentos médico-legais hoje realizados, seria prudente que pensasse nessa possibilidade. Essa auditoria, tarefa executada por um auditor externo, poderá integrar todos os dados que estão em poder dos diversos profissionais das áreas de segurança, administrativa e 19
28 jurídica para originar eficientes check-list que atendam às necessidades gerais. Dessa forma será possível contar e fornecer quando necessário, de forma rápida e completa, todas informações relevantes a respeito dos cuidados referentes à saúde e segurança de cada empregado. É de interesse da empresa investir nesta área com os testes, os EPIs, (equipamento de proteção individual) dispondo de profissionais competentes, mas existe convicção de que tudo que necessita ser feito está sendo bem feito e, principalmente documentado. A auditoria legal mostrará como melhor organizar uma sólida defesa e a auditoria médica como saber se os procedimentos adotados são satisfatórios. Algumas perguntas terão que ser respondidas como por exemplo: Será que os testes audiométricos estão sendo adequadamente realizados ou somente sendo realizados? A cabina oferece boa atenuação ou somente tem um visual bonito? O audiômetro está calibrado? Os testes mantém coerência entre um ano e outro ou mostram resultados discrepantes que mais servem para comprovar perdas auditivas muitas vezes inexistentes? A audiometria dos empregados está sendo analisada através de métodos epidemiológicos ou apenas os testes são realizados e é utilizado o método do acho : acho que está tudo bem ou acho que está havendo piora em alguns casos. A tendência da audição dos empregados é de estabilidade, o que 20
29 sugere medidas de segurança adequadas ou há uma tendência de agravamento, donde se conclui que algo está deixando a desejar. Ao mesmo tempo, a empresa necessita acompanhar como terceira interessada as ações acidentárias movidas contra o INSS para certificar-se de que a defesa será bem feita.( a maioria das vezes, conforme o médico otorrinolaringologista Dr. Airton Kwitko, iniciam-se as causas legais contra as empresas começam a partir daí.) 3- Implantar um bom Programa de Conservação Auditiva (PCA). A atividade de análise das perdas auditivas para eventual emissão da CAT é um trabalho de bombeiro para evitar que a casa queime imediatamente, já que as brasas permanecem. Apenas o PCA realmente evita o incêndio. É preciso que providências sejam tomadas sob pena da empresa ficar apenas analisando perdas. A análise sistematizada de cada caso para eventual emissão ou não da CAT e a auditoria médico-legal já foram adotadas por diversas empresas do país e observamos imediatamente os excelentes resultados. Em relação a emissão da CAT há um perfeito controle da situação, por um lado porque a empresa tem certeza de que está emitindo documentos para os casos realmente com doença ocupacional e ainda assim, muitas vezes, tendo sua responsabilidade minimizada pela concomitância de outros agentes causais (sendo o 21
30 mais comum a presbiacusia), por outro, porque os documentos emitidos não mais se sujeitam à análises apressadas através do INSS, recebendo nexos causais muitas vezes equivocados. Nos casos em que não há indicação de emissão da CAT a análise e o subsequente parecer constitui-se num respaldo para o médico coordenador e para a empresa, pois existe uma justificativa técnica esclarecendo o porquê da não-emissão, eximindo a ambos da responsabilidade. Também é importante documentação para o futuro, caso haja alguma ação (acidentária ou civil). Interessante como empresas tão cuidadosas com a qualidade de seus produtos, com sua publicidade e imagem, com os investimentos que realiza em equipamentos e na qualificação de mãode-obra especializada, de tudo avaliando em detalhes os custos e benefícios, ignora essas ações contra a indústria adotando uma política de avestruz, enfiando a cabeça na areia para não ver o perigo. Os psicólogos organizacionais têm uma explicação para isso? (Airton Kwitko). Existem, muitas dúvidas e controvérsias, omissões, que deverão ser solucionadas para o crescimento integral não só dos trabalhadores, mas de todos os setores que afetem a saúde auditiva. Só assim atingiremos uma meta para o bem estar comum da população geral. 22
31 Pesquisa da aplicação do Screening em 1986 Vejamos agora, um trabalho, realizado em 1986, sobre a aplicação do Screening audiométrico (atualmente em desuso), numa 23
32 indústria têxtil da cidade de São Paulo, visando um programa de conservação auditiva por: Capuzzo; Carvalho; Domingueti; Fernandes Foganholo; Godoy; Pacheco, onde esse método foi aplicado em alguns de seus funcionários (50), dos quais 39 falharam no procedimento e foram encaminhados para posterior avaliação audiológica. Os autores concluíram que tanto o nível de ruído, quanto o tempo de exposição a ele são fatores determinantes no estabelecimento de perdas auditivas ocupacionais, enfatizando a importância do uso de equipamento de proteção individual para evitá-la. Nesta pesquisa foi observado que a preocupação com os efeitos que os ruídos produzem na audição já era tema de trabalho entre os antigos. Com alguns documentos encontram-se relatos de pessoas com aversão ao ruído, entre os gregos,produzido pelo martelo. Já os siberianos, em 600 ac., afastavam dos limites de sua cidade o ruído produzido pelo trabalho com metais. O advento da Revolução Industrial, em 1789, trouxe ao mundo a mecanização e o conseqüente aumento do nível de ruído gerado pelas máquinas. Se por um lado isto proporcionou maior comodidade ao homem, por outro interferiu sobremaneira no equilíbrio e no funcionamento do seu organismo, principalmente no que diz respeito à função auditiva. O termo ruído expressa uma sensação auditiva desagradável, e perturbadora, tanto pela inesperabilidade, quanto pela 24
33 inoportunidade. O ruído se caracteriza pela aperiodicidade, ou seja, é uma mistura de freqüências que não possuem uma relação harmônica entre si. O reconhecimento dos riscos do ruído industrial para a audição baseia-se em pesquisas que visam identificar os fatores de exposição que levam a perdas auditivas temporárias ou permanentes. Como fatores principais, os autores classificaram: 1. a intensidade acima de 85 db; 2. faixa de freqüência A Hz; 3. tempo de exposição; 4. suscepetibilidade individual: idade, condições piscofisiológicas; 5. tipo de ruído: contínuo ou intermitente e inesperado. Esse reconhecimento levou a necessidade de criar e implementar programas de conservação auditiva em indústrias, nos países desenvolvidos. Apesar da legislação vigente em nosso país determinar normas de segurança que prevêm, entre outros aspectos, a realização de exames otológicos-audiológicos em industriários, observa-se que, na prática, ela não é rigorosamente aplicada. Desta maneira, foram propostos programas de screening audiométrico em indivíduos, visando a conscientização de empregados e empregadores sobre a importância da preservação da audição tanto 25
34 individual como socialmente. Isso tudo acompanhando o trabalho das autoras na fábrica têxtil. O screening não tenta definir o tipo de problema e nem a severidade dele, mas visa, identificar os indivíduos que necessitam de avaliação audiológica mais detalhada. Sendo o screening um procedimento simples, de comprovada eficácia e rapidez, o objetivo dos autores, aplicá-lo numa população de industriários da cidade de São Paulo para determinar o número e o percentual de falhas, visando o encaminhamento e a orientação quanto ao uso de equipamento de proteção individual e avaliação audiológica completa. Os procedimentos usados foram que todos esses trabalhadores desta indústria têxtil, em diferentes seções como: tecelagem, cerzimento, tingimento, expedição, escritório e serviços gerais, fossem testados durante seu período de trabalho. No começo foi feito um mapeamento de ruído, a serem determinado os valores médios nos vários setores da indústria com o uso de um decibelímetro para medir os vários ruídos, numa tabela pré-estabelecida para cada setor. Em seguida, os trabalhadores eram retirados do seu local de trabalho e conduzidos ao local de testagem constituída do seguinte: 1. Otoscopia somente para observar a presença de rolha de cerumem obstrutivo no conduto auditivo externo, pois a mesma impediria a realização do exame. 2. Questionário composto das seguintes perguntas: 26
35 nome; idade; profissão; há quanto tempo trabalha em ambiente ruidoso? Já teve algum problema de ouvido? Na família há alguém com problema de audição? A finalidade deste questionário era obter dados quanto ao passado ontológico do indivíduo, bem como o tempo em que ele trabalha em ambiente ruidoso. 3- Screening audiométrico que utilizou as freqüências de e Hz e 20 db e 3.000, e Hz a 25 db (ANSI-1969). Como não foi possível a utilização da sala menos ruidosa da indústria, o teste foi realizado no interior de um automóvel com vidros e portas fechadas, que possibilitou o nível máximo de ruído de 50 dbnps. 4- Critério para falha: os indivíduos que deixaram de perceber o estímulo sonoro em uma ou mais freqüências em um ou em ambos os ouvidos, falharam no teste e, por esta razão, foram orientados no sentido de se submeterem a uma avaliação audiológica completa. As conclusões, após a realização deste trabalho,, foi que fatores, como o tempo de exposição, a intensidade e a faixa de freqüência do ruído, são relevantes no estabelecimento de danos auditivos ocupacionais. 27
36 Tendo em vista o grande número de falhas encontradas neste estudo, ficou evidente a necessidade do uso de protetores auriculares como um dos meios para a preservação da acuidade auditiva e conseqüente preservação da saúde do indivíduo como um todo. Concluíram, ainda, que o screening, sendo menos oneroso do que os procedimentos convencionais, de rápida aplicação e comprovada eficácia, constitui um método prático e de grande validade em programas que visam a identificação e posterior encaminhamento dos indivíduos com prováveis perdas auditivas. Pode ser que esta não seja a melhor maneira de se estabelecer as bases de um programa de conservação auditiva em indústrias, mas na época deste trabalho (1986) o grupo acreditou ser o início de um trabalho de suma importância para a realidade da época, uma vez que o ruído industrial em intensidade crescente tende a aumentar de modo considerável o número de suas vítimas. O sucesso do programa de controle de ruído industrial depende da colaboração de todos os departamentos envolvidos, tais como: manutenção, operação, projeto, entre outros. A manutenção das máquinas e equipamentos industriais contribui significativamente para a redução de ruído e vibrações. Um exemplo que se vê, constantemente em fábricas de primeiro porte é a medição do espectro de vibrações na faixa de freqüências de 0 a 12,5 KHs. Os espectros de vibrações com 28
37 rolamentos novos e rolamentos com defeitos na pista externa são mostrados e avaliados e o resultado é gritante. Aparece um aumento significativo na amplitude de vibrações na freqüência de ressonância de 6,4KHs, entretanto, os aumentos dos níveis de vibrações nas freqüências de defeito são em geral pequenos e mascarados por outras vibrações. Daí a necessidade constante de um técnico no local para observar as possíveis variações que possam ocorrer diariamente. As conclusões que se chega são que os sinais de vibrações medidos nos locais dos rolamentos são complexos, devido a defeitos e outras fontes de vibrações tais como: turbulências, cavitação, desbalanceamento e desalinhamento, além da contribuição da trajetória entre o ponto de medição e o local da falha. A vibração do rolamento tem forma de pulsos, portanto seu espectro é de banda larga que pode excitar modos de ressonância mecânica da estrutura e mancais.(samir & Martins.1988) O ruído de banda larga, também chamado de ruído branco é aquele que contém energia na faixa de freqüências de 100 a l0.000 Hz, sendo a área mais efetiva até Hz. É uma forma de onda aperiódica com igual energia dentro de qualquer banda de freqüência de 1 Hz de; largura, e com todas as fases presentes em uma distribuição ao acaso. É denominado de ruído branco, por ser análogo à luz branca, a qual caracteriza igual energia em todos os comprimentos de onda luminosa. Seu espectro de 29
38 amplitude é contínuo e o envelope de espectro é uma linha paralela à linha de base. Em audiologia é usado para mascarar os sons de fala usados na logoaudiometria (Santos & Russo, 1993). Existem ainda o ruído rosa, o ruído de fala e o ruído de banda estreita, só que neste caso, deve-se usar o de banda larga. Neste exemplo esta fábrica apresenta estes caracteres; existem vários outros tipos de ruído nocivo que danificam a audição. Em cada local deveriam existir pessoas especializadas para desenvolver um trabalho capaz da absorção do ruído nocivo, evitaria além desta perda auditiva nos trabalhadores os prejuízos que advém, com médicos com indenizações e processos tanto às fábricas como INSS. Nível de vibração medido depende do defeito no rolamento, defeitos de outros componentes e trajetória de transmissão entre o defeito e o ponto de medição. Componentes de vibrações de baixas freqüências propagam-se na transmissão sem atenuação, o que intensifica os níveis de vibrações de fundo. Como conseqüência o espectro das falhas é mascarado por altos níveis de vibrações de fundo. Uma das técnicas mais utilizadas, do presente trabalho é a verificação para a análise acústica da espectrografia acústica, pela qual é possível analisar a onda sonora em seus componentes básicos. Alguns autores têm procurado determinar os parâmetros da análise 30
39 espectrográfica mais significativos para esse estudo e a identificação de um indivíduo no local em que esteja trabalhando ou que conviva em sua vida diária. Os primeiros parâmetros acústicos investigados pela espectrografia foram a freqüência e a amplitude fundamentais e as características temporais da onda sonora (Potter, Kopp e Green,1947; Lisker e Abramson 1964). Além dos parâmetros básicos, outros têm sido propostos e, desses, a proporção harmônico-ruído (harmonic-tonoise ratio - HNR) é considerada a mais promissora. A proporção harmônico-ruído (PHR) baseia-se no pressuposto de que uma onda acústica de uma vogal sustentada consiste de dois componentes: um componente periódico, que é o mesmo de ciclo a ciclo, e um componente de ruído adicional, que é variável. Desde a sua criação, a PHR foi considerada um dos melhores parâmetros de aplicação (Baken, 1987), na quantificação de desvios ruidosos. Assim a PHR representa a relação entre o componente harmônico e o componente ruído, para cada amostra detectada. Pelo fato do componente de ruído representar uma variação casual da pressão sonora ao redor de zero, somando-se os valores instantâneos das amplitudes de ruído, por um intervalo de tempo relativamente longo, obtém-se uma amplitude de ruído resultante mensurável. Por outro lado, somando-se de modo semelhante as ondas 31
40 consecutivas do componente periódico, obtêm-se uma onda somatória resultante ainda maior. Do momento em que o envelope total da onda sonora representa uma fração de período livre de ruído, pode-se subtrair seu valor de cada ponto no tempo de um período vocal real, ou seja, contaminado por ruído. Assim, a PHR, expressa em decibels, é apenas a amplitude da onda média dividida pela amplitude do componente ruído isolado para cada série de ciclos analisados (Baken, 1987); Segundo Ladefoged (1963), seria esperado que a energia acústica gerada por fatores aperiódicos acústicos da onda tivesse uma ampla representação espectral, ou seja, fosse vista como um ruído de espectro amplo, enquanto aquela devida à aperiodicidade da onda seria restrita às freqüências harmonicamente relacionadas à freqüência fundamental. Deste modo verifica-se os valores da proporção harmônico-ruído em relação a possível perda auditiva, detectada pela qualificação da análise do local, proveniente dos registros obtidos (Titze-1995). A análise de envelope, isto é, a de modulação das freqüências de defeito na alta freqüência de ressonância, fornece os picos de defeito sem mascaramento em faixa dinâmica larga. A vantagem de eliminar possíveis mascaramentos torna a técnica de envelope a mais poderosa na detecção e diagnóstico de falhas em rolamentos, até o 32
41 momento. As medições sonoras, de um modo geral, não só em determinado setor de uma fábrica, mas todo ruído prejudicial, permitem análise precisas dos componentes de freqüência, intensidade e duração, atributos físicos indispensáveis para o processo de determinação nocividade de um ruído. É muito importante saber a dosagem de pressão sonora que um indivíduo acumula durante sua jornada de trabalho em ambientes ruidosos (Akkerman,1976). Na medição do ruído são empregados, basicamente, dois tipos de medidores de nível de pressão sonora, conhecidos como decibelímetros e dosímetros. Tais medidores são constituídos por um sistema onde o microfone é a peça vital, aliado a um amplificador e um indicador de nível. O circuito de medição desses instrumentos pode ter respostas lentas ou rápidas. As lentas são empregadas em medições de ruído, contínuos e intermitentes são determinados com o uso deste tipo de medidor. A resposta rápida é empregada para ruído contínuo de nível constante ou para determinar valores externos de ruído intermitente. Quando o ruído é de impacto ou impulsivo o circuito de medição deve ser específico, não devendo ser usados circuitos comuns para respostas lentas e rápidas. Os dosímetros são recomendáveis quando é necessário 33
42 avaliar a exposição individual do trabalhador a níveis elevados de ruído, durante sua jornada de trabalho. Existem várias escalas padronizadas internacionalmente e são chamadas de circuitos de compensação A, B e C designadas para reproduzirem a audibilidade em função da freqüência sonora. Como o ouvido não responde linearmente ao espectro de freqüência, o medidor de nível sonoro procura, através desses circuitos, reproduzir o comportamento auditivo humano em relação a níveis de intensidade, respectivamente de 40,70 e 100 d B a 1000Hz. O circuito A é o mais utilizado na medição de ruídos contínuos e intermitentes em ambientes de trabalho, pois mede o volume percebido pelo ouvido humano, com ênfase nas freqüências altas. Já o circuito C é empregado nas medidas de ruído de impacto, por ser um circuito de resposta mais liniar. O ouvido humano não é igualmente sensível para todas as freqüências da faixa audível, para avaliar a sensação auditiva ao ruído foi realizada uma pesquisa, confrontando-se a audibilidade de um tom de l.000hz, comparada a das demais freqüências, à medida que a intensidade sonora crescia. E desta maneira, foi criada uma curva, formada por todos os sons que emitem igual sensação auditiva, a uma determinada intensidade, tendo como referência a freqüência de l.000hz. 34
43 A zona de maior sensibilidade auditiva foi encontrada entre e 4.000Hz e essas curvas foram denominadas de curvas de igual audibilidade ou curvas isofônicas, (Costa e col, 1989). A norma ISO R-226 apresenta as curvas isofônicas para tons puros. Uma exposição contínua a ruídos superiores a 85 dba pode causar perdas permanentes de audição e acima deste nível, um aumento de apenas 5 db implica na redução do tempo de exposição ao ruído pela metade. Não só os ruídos ocupacionais que fazem mal, mas alguns que fazem parte de atividades de lazer: danceterias, motos, carros de corrida, rock, orquestra, alguns brinquedos infantis, cujos níveis de intensidade podem atingir 128 dba,como revólver, corneta, bombinhas e vários outros que escutamos quase que diariamente sem saber de sua gravidade para o nosso organismo. Quando estamos expostos a esses ruídos em geral, nossos ouvidos são dotados de macanismos protetores que alteram a sensibilidade auditiva durante e após a estimulação acústica. Sofremos a ação de um fenômeno descrito como mascaramento, toda vez que a percepção de um som é diminuída em presença de um ruído de maior intensidade que encubra este som. Se nossa sensibilidade auditiva é reduzida durante a apresentação de um estímulo sonoro intenso e 35
44 duradouro, houve adaptação auditiva, é assim que dizemos. Quando, isso ocorre, após a parada do estímulo, entramos em fadiga auditiva, também chamada de mudança temporária no limiar. A diferença entre adaptação e fadiga auditiva é que a primeira é um fenômeno peri-estimulatório e a segunda é pós-estimulatória. Segundo Melnick (1985)os efeitos do ruído se classificam em três categorias: 1. mudança temporária no limiar 2. trauma acústico 3. mudança permanente no limiar, que é chamada também de Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR). 36
45 Medidas preventivas As medidas preventivas com relação ao meio, nestas empresas, algumas delas, já conscientes de suas responsabilidades com seus funcionários já desenvolveu os chamados Programas de Conservação Auditiva, que incluem, desde a monitorização da exposição ao ruído, controles administrativos e de engenharia, que são controles do ruído na fonte, até a realização de exames audiométricos periódicos, indicação de equipamentos de proteção individual (EPI), educação, treinamento e motivação do pessoal envolvido no programa, isso evita redução no custo com despesas médicas e ações trabalhistas. Essas medidas preventivas, nada mais são que o controle de ruído na fonte, fundamentalmente, medidas de engenharia, as quais são definidas como qualquer modificação ou substituição de equipamentos 37
46 ou relativas a fonte sonora ou no caminho de transmissão do ruído, que reduzam os níveis deste para proteção do trabalhador. Os controles de engenharia mais freqüentes envolvem: Redução ou eliminação do ruído na fonte - enclausurandoa e instalando abafadores. Interrupção do caminho de transmissão do ruído - construindo barreiras. Redução da reverberação - usando materiais absorventes. Redução da vibração estrutural - substituindo engrenagens por correias ou borrachas e lubrificando adequadamente o maquinário. Redução por distanciamento-levando a fonte produtora para local distante do ponto onde o ruído é desejável. Além destas medidas de engenharia, controles administrativos são necessários a fim de alterar as escalas de trabalho dos funcionários, realizando operações ruidosas e horários nos quais poucas pessoas se encontram no local, desde que estas sejam protegidas com o uso de equipamento de proteção individual. Este tipo de medida preventiva constitui o isolamento da fonte protetora de ruído no tempo. Essas medidas são em relação ao meio como já mencionei no começo, existem também medidas preventivas em relação ao homem. 38
47 Dentro de programa de conservação auditiva, as medidas preventivas com relação ao homem desempenham, juntamente com as de engenharia e administrativas, um papel decisivo para o sucesso deste programa. Essas medidas devem envolver os vários profissionais que trabalham na empresa, que são: os diretores, gerentes, funcionários de todos os níveis, engenheiros de segurança, médicos do trabalho, fonoaudiólogos, auxiliares de enfermagem e constam basicamente, de: 1. Avaliações audiométricas periódicas - pré-admissionais, revisões periódicas anuais e pós demissionais, a fim de avaliar a audição dos funcionários, preferencialmente em condições ideais, em cabines acústicas, com o uso de audiômetro calibrado e realizada por fonoaudiólogos, no próprio local de trabalho ou em clínicas especializadas. 2-Fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI). A proteção do ouvido é indispensável para todos que se expõem a ruídos superiores a 85 dba,conforme a legislação trabalhista vigente no país. E assim devem ser oferecidos protetores auriculares, que podem ser, desde circum-aurais (fones), elmos ou capacetes com fones protetores, até intra-aurais (plugs de inserção de vários materiais). O tipo mais adequado de protetor a ser empregado irá variar de acordo com as características do ruído e do ambiente. O importante é que ele 39
48 seja efetivamente utilizado pelo funcionário (Russo). O uso de EPIS auditivos para atenuar o ruído ocupacional é amplamente difundido. Os administradores freqüentemente têm a compreensão errônea de que o controle do ruído através de medidas de engenharia poderia ser de difícil execução e dispendioso e com isso elas são proteladas, em alguns casos. Muitas vezes, toda a prevenção da Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Ocupacional está restrita ao EPI auditivo, dada a crença de que a simples utilização do equipamento é a medida principal e plenamente satisfatória como procedimento de conservação auditiva. Conhecemos as dificuldades que as empresas enfrentam com os empregados para usar o equipamento. A reação do trabalhador ao ruído tende a ser passiva e freqüentemente voltada para o desconforto imediato, estresse e dificuldade de concentração, mais do que no risco da perda auditiva a médio e longo prazo. Desta forma, os esforços baseados nos meios tradicionais (palestras, filmes, controles, cartazes etc) para a utilização do EPI são infrutíferos. Os EPIS não são utilizados com a freqüência necessária e nem com a boa vontade requerida. Além disso, existe outro aspecto que torna esse equipamento menos atraente: eles não proporcionam ao trabalhador no uso do dia a dia a mesma atenuação que o fabricante informa, e sim apenas uma fração dessa. 40
49 Como geralmente não é feito um trabalho de escolha individual, há necessidade de inferir alguns parâmetros que possam indicar se há ou não adequação ao indivíduo e ao meio em que ele trabalha (Kwitko-1998). Voltemos agora para a terceira e última medida preventiva, 3- Educação e treinamento do funcionário - não basta controlar a audição e fornecer EPIs para os funcionários; é necessário educá-los a fim de que compreendam a importância de sua participação ativa no programa, para que o objetivo primordial possa ser alcançado, ou seja, proteger a audição do indivíduo exposto ao ruído. Muitas vezes, quando não é dada a devida importância a esta etapa, o programa não é bem sucedido. Todos os envolvidos no programa de conservação devem conhecer a importância da audição e as implicações psico-sociais e de trabalho das perdas auditivas induzidas pelo ruído; devem ser instruídos com relação ao uso do EPI, principalmente quanto à higiene na manipulação de protetores de inserção auricular, a fim de evitarem afecções de ouvido externo; devem conscientizar-se da participação de cada elemento da empresa no cumprimento das normas exigidas para seu perfeito funcionamento (Suter e Franks, 1990). Já o controle do ruído não ocupacional, depende de todos nós em engajarmos numa campanha de redução do controle de volume 41
50 dos equipamentos sonoros coletivos ou individuais, a fim de que o ouvido possa ser respeitado em sua excelência, além de estarmos, assim contribuindo, para melhorar nossa própria qualidade de vida, tão ameaçada pelos vários tipos de poluição ambiental e sonora. Ruído urbano, na cidade de São Paulo, é um problema de saúde pública, pois afeta milhares de pessoas de diferentes faixas etárias, trazendo diversos prejuízos à saúde. A dimensão deste problema ainda não foi devidamente analisada no Brasil, e deveria ter um maior estudo e atenção, especialmente por representar um dos fatores de maior desgaste para os indivíduos que habitam os grandes centros urbanos. Essa interferência do ruído significa na qualidade de vida dos indivíduos, na interação entre fatores ambientais e as necessidades biopsíquicas humanas (Coimbra, 1985). Atualmente, nas grandes cidades, o nível de ruído tem aumentado na proporção alarmante de 2 dbnps por ano (Nepomuceno, 1979). Segundo Fernandes (1990),pesquisas feitas pela Organização Mundial de Saúde apontam São Paulo como uma das cinco cidades mais ruidosas deste planeta, apresentando níveis de ruído entre 95 db a105db. Comprovadamente, São Paulo tem características acústicas desfavoráveis, devido ao alto nível de concentração de veículos 42
51 automotores, de indústrias, de residências, característico de uma megalópole, e são necessários estudos sobre as conseqüências desses ruídos para a saúde das pessoas, tanto no que se refere aos aspectos auditivos quanto aos não auditivos. De acordo com Quick et al. (1981), Costa (1991), Seligman (1993) e. Zamperlini (1998), o problema do ruído deve ser encarado seriamente, não somente no âmbito da saúde do trabalhador, mas também no âmbito da comunidade em geral, pois este afeta a coletividade como um todo, podendo trazer sérios problemas à saúde como: cefaléia, distúrbios gástricos, otalgias, hipertensão arterial, alterações no sono e no comportamento. As pessoas expostas a ruído prolongado mostram mais sensibilidade e podem ficar mais propensas a brigas e discussões devido ao seu nervosismo, irritabilidade e tensão. Para atuar, eficazmente, no controle dos efeitos auditivos e não auditivos relacionados ao ruído urbano, precisamos, identificar os seus efeitos sobre os indivíduos, e se este está representando um problema para a população. Buscando trabalhos na literatura, sobre ruído urbano para poder compreender melhor esta questão, foi observado que a maior parte dos estudos estrangeiros estão voltados para o ruído de tráfego aéreo e o de automóveis. Já na literatura nacional, ocorreu que a maioria das pesquisas como as de Morata (1986), Carnicelli (1988), 43
52 Schochat (1991), Costa (1992), Fiorini (1994), Zampererlini (1998) eram dirigidas à questão do ruído industrial. Como o excesso de ruído está se acentuando em muitas cidades brasileiras, foram criados alguns programas dentro das Prefeituras para ajudar a população. Entre elas estão: Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo. Na cidade de São Paulo, foi criado o Programa de Silêncio Urbano (PSIU) em outubro de 1994, visando controlar o ruído que incomoda a população de São Paulo. As principais fontes de ruído urbano que incomodam as pessoas de acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte (1992) são: o trânsito de veículos, com o ruído dos motores, buzinas, sirenes,apitos dos guardas e até o atrito com a pavimentação; as obras, construção de prédios, a abertura e recuperação de vias e outros espaços públicos onde são utilizados bate-estacas, martelos e serras de vários tipos; tráfego aéreo, ruído de turbinas e motores; as indústrias, com ruídos internos e externos; ruídos em geral como: caminhões de lixo, estacionamentos, áreas de recreação e esportes, e música. 44
53 Axelsson (1991) comenta que atividades de lazer estão surgindo cujos níveis de ruído parecem aumentar com o passar dos anos; sendo assim, tem havido uma preocupação em relação a essas atividades ruidosas, tais como: concerto de rock/pop, onde os níveis de ruído chegam aproximadamente db(a), walkman, estéreos de carro, que podem produzir ruído entre db(a) armas de fogo, que podem exceder de 150 a 160 db(a) e outras atividades (carros de, corrida, motocross, aviões-miniaturas, barcos, tratores motorizados, jogos de fliperama, apitos e barulhos em estádios de futebol). Os adultos jovens é que são mais freqüente expostos a níveis intensos de sons durante estas atividades de lazer. Vários autores relatam que os efeitos do ruído para a saúde advêm de exposições a ruídos urbanos e industriais. Esses efeitos podem ser divididos em não auditivos e auditivos, como já foi comentado anteriormente. De acordo com Merluzzi (1981), efeitos não auditivos são conseqüências da exposição a ruído igual ou superior a 70dB(A). Eles podem ocorrer tanto imediatamente, como podem ser resultado de muitos anos de exposição, sendo que sua ocorrência dependerá de diversos fatores e da suscetibilidade individual. Um exemplo foram os técnicos de audição realizaram quatro medições no Elevado, em São Paulo. Na via superior com o Minhocão, 45
54 aberto, a média chega a 86 dba o limite considerado adequado de 60 dba para as cidades e interditado a média é de 74,2 dba. Na via inferior, praça Marechal Deodoro, o nível de ruído com o Minhocão aberto, apontou que os moradores da região convivem com a média de 84dBA e com o elevado interditado, a média e de 79 dba. No dia da realização dos testes, os técnicos chegaram a medir 91 dba, valor de pico, com o movimento dos automóveis que circulam na pista. Após estes testes um técnico do laboratório de Acústica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas-IPT, realizou a medição num apartamento vizinho do Elevado e constatou que os níveis de ruído caem em 10 dba depois das 21h30, quando está interditado. Esse nível sonoro intenso, pode alterar o sono ou provocar outros efeitos nas pessoas. Essa pesquisa foi realizada em abril de 1996 e provocou entre os moradores, revolta e eles passaram entre a população um abaixo assinado contra a reabertura do Elevado. Até o final de junho de 1996 contavam com mais de 6 mil assinaturas e promoveram um ato público para pressionar e sensibilizar o prefeito da época Sr. Dr. Paulo Maluf, a sancionar o projeto aprovados pelos vereadores. 46
55 Conclusão Deixemos que a conversação entre os indivíduos possa voltar, enfim nos humanizemos diante destes fatos, que afetam um 47
56 determinado local ou vários. Deixemos que a música tocada nas festas e reuniões sociais é, verdadeiramente, de fundo e, como tal, digna de ser apreciada por todos. Deixemos que o abuso da amplificação sonora nos cinemas, teatros, casas de espetáculos, festas infantis, cesse, para que possamos desfrutar do prazer que existe em tudo o que sentimos, vemos e ouvimos. Que o respeito a este sentido tão vital - a audição - e a este órgão tão perfeito - o ouvido humano - seja compromisso mais que momentâneo, mas de todos nós, enquanto vivermos. Além das alterações no sono, na concentração e atenção, irritação e nervosismo, incômodo, cefaléia, problemas cardiovasculares e gástricos. Como vimos as reações são idênticas tanto no ruído ocupacional ou não. Miller (1974) comenta que tem sido estudada, por pesquisas sociais, a relação entre o ruído, incômodo e das reações da comunidade. O incômodo e a resposta da comunidade quanto ao ruído são estudados por meio de uma queixa em particular. Ele apontou dificuldades na realização das pesquisas, tais como: a postura do observador diante da comunidade, método de entrevista e construção de questionário que pode influenciar nos dados coletados. 48
57 Freqüentemente, um profissional qualificado em acústica analisa o problema e este usualmente obtém as informações por meio de um prontuário e de uma pesquisa social. A U. S. s Environmental Protection Agency (1977) publicou um estudo em que observou a reação da comunidade a uma ampla gama de ruídos urbanos. A pesquisa mostrou que moradores em comunidades urbanas não expostas a ruído de aeroportos e vias expressas, ainda assim, podem se sentir incomodados pelo ruído de transporte e ruído de vizinhos, animais de estimação, construções, equipamentos de jardins, rádios e televisões. O incômodo generalizado, em relação ao ruído, foi manifestado pelas pessoas pesquisadas como aquele que degrada a qualidade de vida no ambiente urbano. Borsky (1980) relata que pouco tem sido feito para diminuir o ruído apesar do fato de um grande número de residentes da comunidade sentirem-se incomodados pelo ruído ambiente. Poucas pessoas se queixam a um órgão oficial adequado. Muitas pessoas têm o hábito de dormirem com o rádio ou TV ligados a noite toda, como um mascaramento para a dor de seus problemas cotidianos, e com isso, além de prolongar a não resolução desses problemas, muitas vezes, dependendo do volume destes aparelhos, estão adquirindo uma perda auditiva, por vezes, sem saber sua procedência. 49
58 Como existem também muitas pessoas que já se habituaram ao ruído, e convivem bem com ele no momento que vão se recolher, num local silêncioso ficam tão angustiadas, nervosas, que acabam, voltando ao local anterior, ou buscando outros subterfúgios para mascarar o silêncio. Daí a necessidade de muitas campanhas para alertar sobre o que está por traz desse gosto pelo barulho, também de psicólogos para colocar claro a necessidade de buscar soluções. Outra preocupação, é com a gestante exposta ao ruído - durante o período gestacional a mulher passa por um estado particularizado em sua vida. Essa ligação existente entre mãe e filho faz com que já no útero materno o bebê seja susceptível a uma série de experiências.( Vieira-1998) Considerando o reduzido número de publicações, abordando esses riscos que a gestante e o bebê correm em sua vida diária e em casa, na rua ou muitas vezes no trabalho. A contratação da população feminina com faixa etária acima de 25 anos também sofreu elevação nas últimas décadas, levando a existência de um maior número de gestantes trabalhadoras. Os efeitos não auditivos, considerados foram: a irritabilidade ou nervosismo; a intolerância a ruídos domésticos; os distúrbios do sono; a cefaléia; 50
59 a diminuição da memória; as alterações gastro-intestinais. O propósito deste trabalho é descrever os efeitos auditivos e não auditivos, suas leis, não só referentes ao trabalhador, a gestante, nas incubadoras, nas ruas, enfim os riscos da população em geral em todos os setores diários causadores da perda auditiva e verificar como é ínfima o andamento dentro desta área e quantas barreiras são encontradas, diante muitas vezes de interesses ocasionados por um grupo ou realmente pela falta de pessoas interessadas em buscar soluções definitivas, ou pela falta de verbas, ou de capacidade ou acomodação diante talvez de problemas maiores. São interrogações que vão continuar existindo, até ser encontrado uma solução definitiva. Neste caso, o da gestante, observar se há correlação, entre o tempo de gravidez e o aumento dos desconfortos, relatados pela gestante. Nas incubadoras, em unidades de tratamento intensivo, os níveis observados, foi constatado o malefício produzido pelo ruído em seus componentes fisiológicos e psicológicos também neonatias e berçários. Em incubadoras, geralmente, variam de 70 a 80 db e em alguns momentos podem atingir até 130 a 140 db quando, por exemplo, se fecha abruptamente a porta da incubadora, quando se utilizam 51
60 respiradores, aspiradores, ou mesmo quando a criança chora. Outro fator segundo Almeida,1998 a ser lembrado é o tempo de exposição que estas crianças ficam expostas, quanto maior o tempo, maior os danos causados induzidos pelo ruído. Conforme Rezende,1998 não há órgão, aparelho ou sistema do organismo que não seja vulnerável ao ruído, incluindo o setor psíquico. Crianças em incubadoras são freqüentemente tratadas com drogas potencialmente ototóxicas, e o ruído potencializa o desenvolvimento da disacusia, nestas circunstâncias. Os altos níveis de ruídos em incubadoras por um tempo prolongado podem ser considerados um fator de risco para a audição, podendo causar hipoacusia sensorial, o que é comum em prematuros. Disacusia por trauma acústico em crianças e jovens aparece cada vez mais em decorrência da exposição a sons intensos produzidos também por brinquedos, música eletrônicamente amplificada, ambientes de lazer e outros. Devemos nos lembrar constântemente que o ruído é danoso para todos nós, independente de idade e o cuidado contra a poluição sonora deve existir onde quer que haja vida, contribuindo desta maneira que ela ocorra com a melhor qualidade possível. 52
61 Considerações Finais O preço do progresso é um risco que muitas vezes temos que enfrentar e devemos parar para pensar nas conseqüências e verificar se compensa ou não, colocando o ser humano, acima desse progresso aparente. Os riscos, muitas vezes, são irreversíveis e sem lei, que quantifique a importância de cada agente causal e que compense todos os danos ocorridos. Muitas vezes, verificamos na alegria que determinado ambiente ruidoso proporciona. Ou um eletrodoméstico moderno, novo, anunciado na TV e Jornais e não temos sossego enquanto não o adquirimos. Vamos a festas barulhentas, somos obrigados a conviver com vizinhos que colocam rádio em volume alto e muitas e muitas outras situações que sem perceber vão nos ocasionando perdas auditivas por vezes irreversíveis. Como saber o dano causado por estas fontes geradoras diárias e sem controle e conhecimento da maioria da população, constantes em nossas vidas? 53
62 Chegou a hora da conscientização da população. Nós fonoaudiólogos temos obrigação de alertar nos meios de comunicação geral existentes e buscar soluções em todos os setores, e que garanta a saúde auditiva e todas as conseqüências que isso acarreta. 54
63 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ALMEIDA,E;REZENDE,V.;VIEIRA,J. - O ruído e a criança -. - Rio de Janeiro,Revinter, BERARD,A. Apostila da saúde do trabalhador -São Paulo, BEVILACQUA,C. & COSTA,O. Audiologia atual. São Paulo,Frôntis, BOONE,D.& PLANTE,E. - Comunicação humana e seus distúrbios - Porto Alegre,Artes Médicas, BRUEL & KJAER- Apostila do curso intensivo de audiologia Baurú -São Paulo, Jornal do Conselho Regional de Fonoaudiologia n/27-2/região- São Paulo,( sem nome do autor da matéria). 7 KWILKO,A-.Apostila: O ruído e você - São Paulo, RUSSO,I. Acústica e Psicoacústica Aplicadas à Fonoaudiologia São Paulo,Lovisse,
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