Porque é importante aprender os primeiros socorros?

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1 CAPÍTULO 15 Primeiros socorros O que são primeiros socorros? Os primeiros socorros são um conjuno de medidas que deem ser omadas rapidamene, em caso de acidenes ou de ouras emergências. São, porano, a primeira ajuda a presar a uma pessoa, para impedir o agraameno do seu esado de saúde, anes de poder receber cuidados especialiados. Porque é imporane aprender os primeiros socorros? Para saber presar cuidados imediaos a uma pessoa acidenada ou noura siuação de emergência, de modo a: Salar a ida Preenir complicações Saber quando pedir ajuda Prioridade da assisência de emergência Perane um acidene ou uma siuação de emergência, é preciso examinar o doene e erificar os seguines aspecos: Esá consciene? Respira? Esá a perder muio sangue? Poderá er sido enenenado? Quando se esá perane um acidene enolendo árias pessoas, é preciso definir prioridades. A assisência aos acidenados dee seguir a seguine ordem de prioridade: Se a pessoa esá inconsciene e/ou não respira, dee ser assisida em primeiro lugar Se a pessoa esá a perder muio sangue dee ser assisida em segundo lugar Pessoas inconscienes, que não respiram, ou que esão a perder muio sangue requerem uma inerenção rápida!! 242 PRIMEIROS SOCORROS

2 HIV e SIDA e primeiros socorros Hoje em dia, as pessoas preocupam-se com a possibilidade de conrair uma doença enquano esierem a proidenciar primeiros socorros. Iso é imporane por causa da epidemia do SIDA. Embora esa preocupação seja compreensíel, o risco real de conrair uma infecção nesas circunsâncias, é muio pequeno. Aé à daa não foi noificado nenhum caso de infecção por HIV deido à adminisração de primeiros socorros. A práica de higiene em odos os momenos e siuações é a melhor coisa a faer. Eiar conaco desnecessário com sangue, especialmene se o socorrisa em feridas nas mãos. Seguir as recomendações das precauções padrão na pág Esa preocupação sobre higiene e proecção das infecções aplica-se em ambas as direcções; o socorrisa não dee considerar apenas o seu risco pessoal, mas ambém o risco de práicas não higiénicas para a pessoa que recebe assisência. Poderá haer casos em que o/a socorrisa é a pessoa infecada pelo HIV, mas desde o momeno que ele/a oma as medidas de precauções padrão, poderá dar assisência da mesma forma que qualquer ouro socorrisa. As precauções padrão recomendadas na pág. 138 para reduir o risco de ransmissão de micróbios no ambiene hospialar são ambém álidas nos primeiros socorros. Quando o socorrisa não esá seguro de que possa er sido infecado, deem seguir-se as normas referidas na pág. 150 sobre acidenes pós-exposição ao HIV. Choque O choque é uma condição que pode pôr em perigo a ida duma pessoa. Ele pode resular de perda de muio sangue; desidraação grae; queimadura grae; reacção alérgica grae; ou oura doença grae. Uma grande hemorragia inerna, embora não seja isíel, ambém pode causar choque. Sinais de choque: suores frios, pele fria e húmida palide das palmas das mãos e da pare inerior das pálpebras pulso fraco e rápido (mais de 100 por minuo) ensão arerial baixa (sisólica menor que 80 mm Hg) confusão menal, fraquea, ou perda de consciência PRIMEIROS SOCORROS 243

3 O que faer para preenir ou raar o choque: Ao primeiro sinal de choque ou se há risco de choque, dee-se: Deiar a pessoa com os pés a um níel mais alo que a cabeça; Se a pessoa em um raumaismo grae da cabeça, ela dee ser colocada na posição semi-senada (er pág. 258). Conrolar a hemorragia (sangrameno, er pág. 252). Traar os ferimenos, se houer (er pág. 252). Se a pessoa esá consciene e consegue beber, dar água ou ouros líquidos. Se for possíel, adminisrar soro fisiológico (er pág. 729) ou lacao de Ringer (er pág. 728) por ia E.V., com um rimo rápido. Se o doene sene frio, cobrir com uma mana. Aliiar as dores. Acalmar e ranquiliar o doene. Transferir o mais rapidamene possíel para uma unidade saniária com mais recursos. Se a pessoa esá inconsciene: Deiar a pessoa de lado com a cabeça a um níel mais baixo, inclinada para rás e para um lado Posição Laeral de Segurança. Se parece que a pessoa se esá a engasgar: puxar, com os dedos, a língua para fora. Se omiou, limpar imediaamene o inerior da boca. Não esquecer que a cabeça dee esar baixa, inclinada para rás e irada de lado, de modo a impedir que o ómio seja aspirado para denro dos pulmões. Não dar nada por ia oral anes do doene olar a esar consciene. 244 PRIMEIROS SOCORROS

4 Perda de consciência Na perda de consciência (coma), o doene não acorda e não responde aos esímulos (picar, beliscar). As causas mais frequenes da perda de consciência são: malária cerebral (er pág. 334) raumaismo da cabeça meningie (er pág. 376) hipoglicemia (er pág. 89) choque (er pág. 243) diabees (er pág. 490) aaque cardíaco (er pág. 487) embriague rombose (acidene ascular cerebral, AVC, er pág. 482) enenenameno Se a pessoa esá inconsciene e não se sabe qual é a causa, é preciso erificar imediaamene o seguine: 1. Esá a respirar bem? Se não esier, dee-se inclinar a cabeça para rás e puxar o queixo e a língua para a frene. Se alguma coisa esier a obsruir a gargana, em que ser reirada. Se a pessoa não esier a respirar, é preciso faer respiração boca-a-boca (er pág. 249), imediaamene. 2. Esá a perder muio sangue? Se sim, conrolar a hemorragia. 3. Esá em choque? (er pág. 243). Se a pessoa esá em choque dee ser deiada, com a cabeça mais baixa que os pés. 4. Como posicionar uma pessoa inconsciene Deiá-la de lado, com a cabeça a um níel mais baixo, inclinada para rás e irada de lado (Posição Laeral de Segurança ou, abreiadamene, PLS). Esa posição permie que as ias aéreas da íima se manenham desobsruídas (a passagem do ar esá mais abera), impede que a língua caia para a pare de rás da gargana impedindo a enrada de ar e fa com que qualquer ómio ou ouro fluido saia liremene pela boca. As ilusrações seguines mosram a sequência que dee ser seguida pelo socorrisa, para irar um sinisrado que esá deiado de cosas. Nem odos eses passos serão necessários se o sinisrado já esier deiado de lado ou de barriga para baixo. Se a íima usar óculos, eses deem ser remoidos anes de lhe irar a cabeça, para eiar lesões nos olhos. PRIMEIROS SOCORROS 245

5 PARA COLOCAR A VITIMA EM PLS O SOCORRISTA DEVE: 1. Ajoelhar-se, na erical, ao lado da íima, disanciado dela cerca de 20 cm. Virar a cabeça do sinisrado para o lado do socorrisa, inclinando-a para rás e puxar a mandíbula para a frene e para cima, na posição da ia aérea desobsruída. 3. Colocar a oura mão do sinisrado sobre a frene do peio. 4. Segurar a perna mais afasada, dobrada pelo joelho, puxando-a para si e cruando-a sobre a oura perna. 2. Colocar o braço do sinisrado (o mais próximo do socorrisa), ao longo do corpo, com a mão debaixo das nádegas, se possíel com a palma irada para baixo. 5. Proeger e segurar a cabeça da íima com uma das mãos. Com a oura, agarrar as roupas na região das nádegas e puxar a íima, para a irar. Manê-la de lado, apoiada conra os joelhos do socorrisa. 246 PRIMEIROS SOCORROS

6 6. Apoiando sempre o corpo do sinisrado conra os seus joelhos, reajusar a posição da cabeça para assegurar a desobsrução da ia aérea. 7. Puxar o braço mais próximo para cima e colocá-lo numa posição adequada para suporar a pare superior do corpo. Se possíel, a mão do sinisrado dee apoiar o queixo. 8. Dobrar a perna de cima da íima pelo joelho, puxando a coxa bem para a frene, para suporar a pare inferior do corpo. 9. Tirar o ouro braço debaixo da íima, com odo o cuidado, começando do ombro para baixo, deixando-o esendido, paralelo ao corpo, para eiar que a íima se ole de cosas e que haja inerferência com a sua circulação. 10.Verificar a esabilidade da posição final e assegurar que o sinisrado não se consegue irar para nenhum dos lados. Cerificar-se que somene meade do peio da íima esá em conaco com o chão, que a sua cabeça esá em exensão e com o queixo puxado para diane, de modo a maner a ia aérea desobsruída. 11.Se omiou, limpar imediaamene o inerior da boca. Dee-se inclinar a cabeça para rás e puxar o queixo e a língua para a frene, de modo a impedir que o ómio seja aspirado para denro dos pulmões. Todas as pessoas inconscienes deem ser ransferidas com urgência. Se a pessoa inconsciene esá graemene ferida: O ranspore dee ser feio com muio cuidado, porque se o pescoço ou a coluna esierem fracurados, qualquer mudança de posição pode causar uma lesão maior. Moer a pessoa o mínimo possíel. PRIMEIROS SOCORROS 247

7 COMO TRANSPORTAR UMA PESSOA GRAVEMENTE FERIDA Leanar a pessoa ferida, com muio cuidado, sem dobrar nenhuma pare do corpo. Dee-se er um cuidado especial para que a cabeça e o pescoço não dobrem. Pedir a ajuda de oura pessoa, para colocar a maca no lugar. Com a ajuda de odos e com muio cuidado, colocar a pessoa ferida na maca. sacos de areia Se o pescoço esá ferido ou fracurado, colocar sacos de areia ou panos dobrados de cada lado da cabeça, para a maner imobiliada. Durane o ranspore, enar maner os pés do doene mais alos do que a cabeça, mesmo nas subidas. Nunca ransporar o doene assim: Nunca dar de comer ou beber a uma pessoa que esá inconsciene. 248 PRIMEIROS SOCORROS

8 Paragem respiraória Uma pessoa que pára de respirar só em 4 minuos de ida! É preciso agir com rapide! Em geral, a paragem respiraória pode ser causada por: alguma coisa encraada na gargana; a língua, ou muco espesso, obsruindo a gargana de uma pessoa inconsciene; afogameno; sufocação por fumo; enenenameno; fore pancada na cabeça ou no peio; aaque cardíaco. Se a pessoa pára de respirar: Começar IMEDIATAMENTE a respiração boca-a-boca!! Faer o seguine o mais rapidamene possíel: 1: Reirar depressa o que esier encraado na boca ou na gargana. Puxar a língua para fora. Se houer muco na gargana, enar reirar de imediao. 2: Deiar rapidamene a pessoa, mas com cuidado, com o roso para cima, inclinando a cabeça para rás e puxando o queixo para a frene. 3: Aperar as narinas da pessoa com os dedos e abrir bem a boca da pessoa. O socorrisa em que colocar a boca sobre a boca do doene e soprar com oda a força, aé er o órax a moimenar-se. Logo a seguir, faer uma pausa para o ar sair e soprar de noo. Repeir esa manobra de 5 em 5 segundos, aproximadamene. Traando-se de bebés e crianças pequenas, cobre-se o nari e a boca da criança e sopra-se muio delicadamene, de 3 em 3 segundos, aproximadamene. É necessário coninuar a respiração boca-a-boca aé que a pessoa ole a respirar por si mesma, ou aé não haer dúidas de que ela já esá mora. Por ees é preciso faê-lo coninuamene por uma hora ou mais. PRIMEIROS SOCORROS 249

9 Quando um corpo esranho esá encraado na gargana Quando um corpo esranho (alimenos ou qualquer oura coisa) fica encraado na gargana e a pessoa não consegue respirar, dee-se faer rapidamene o seguine: ficar de pé por rás da pessoa e abraçá-la pela cinura; colocar o punho conra a barriga, acima do umbigo e abaixo das coselas, aperar a barriga, dando uma fore sacudidela brusca para cima. Iso força a saída do ar dos pulmões e deerá solar o que esá encraado na gargana. Repeir árias ees, se necessário. Se a pessoa for muio ala, ou se esier inconsciene Ajoelhar por cima das suas pernas, como se ê na figura; Colocar a pare inerna do punho na barriga da pessoa, enre o umbigo e as coselas; Dar um fore empurrão para cima; Repeir árias ees, se necessário. 250 PRIMEIROS SOCORROS

10 Quando um corpo esranho ou comida fica encraada na gargana duma criança com menos de 1 ano, dee-se faer, rapidamene, o seguine: Segurar a criança pelas pernas de modo a que a cabeça fique irada para baixo (pernas para o ar). Dar 5 palmadinhas fores nas cosas da criança. Repeir iso, árias ees, se necessário, e aé que a criança comece a respirar normalmene. Se não funciona, erifique se há um objeco na boca e reirar se houer. Na criança maior de 1 ano, posicione como ilusrado: Dar 5 palmadinhas fores nas cosas da criança. Se não funciona, faça a manobra ilusrada na página anerior para os adulos, com a criança de pé numa cadeira. Se não funciona, erifique se há um objeco na boca e reirar se houer. Afogameno Em caso de afogameno, se a pessoa esá a respirar, coloque-a na Posição Laeral de Segurança. Se a pessoa não respira, inicie a respiracão boca-a-boca imediaamene. Golpe de calor Sinais: A pessoa que rabalha e ranspira muio por causa do calor, pode ficar muio fraca e ale se sina a desmaiar. A pele fica fria e húmida. A pulsação orna-se rápida e fraca. Geralmene a emperaura do corpo permanece normal. Traameno: maner a pessoa deiada num local fresco, leanar os pés. Dar muio água. Se esier inconsciene, não dar nada pela boca. PRIMEIROS SOCORROS 251

11 Feridas COMO CONTROLAR A HEMORRAGIA DE UMA FERIDA 1. Leanar a pare do corpo que esá ferida 2. Com um pano limpo, comprimir direcamene a ferida. Coninuar a comprimir aé que a ferida deixe de sangrar. Iso pode demorar alguns minuos. Ese ipo de penso compressio fa parar quase odas as hemorragias de ferimenos. Eiar a conaminação da pele com sangue da pessoa socorrida, usando um pano grande, lua ou plásico limpo para proeger a mão. Enrolar com firmea uma ligadura à ola do membro e manê-lo eleado. A própria pessoa pode aplicar pressão direca sobre o ferimeno. Se a hemorragia ou o ferimeno forem graes, leanar os pés e baixar a cabeça, para eiar o choque (er pág. 243). Traameno das feridas A limpea é fundamenal para preenir a infecção e ajudar as feridas a cicariar. Primeiro, laar bem as mãos com água e sabão. Depois, laar a ferida com basane água correne e sabão, endo a cuidado de reirar oda a sujidade. Pode-se usar uma seringa ou uma pêra de borracha para irrigar a ferida, assim ajudando a sua limpea. Qualquer reso de sujidade que fique na ferida pode causar infecção. 252 PRIMEIROS SOCORROS

12 Depois do ferimeno esar limpo, secar bem e cobrir com uma compressa (faer um penso). O penso dee ser suficienemene grande e espesso para cobrir a ferida. Quando se esá a raar de feridas, é preciso pensar sempre no risco do éano e omar as medidas necessárias (er pág. 262). NUNCA colocar fees ou lama na ferida, isso pode causar infecções perigosas como o éano. NUNCA colocar álcool ou inura de iodo, direcamene numa ferida; isso danifica os ecidos e arasa a cura. Usar água e sabão. Pensos e ligaduras Os pensos são usados para cobrir a ferida e são normalmene de gae ou compressa eseriliada. As ligaduras são usadas para maner a gae posicionada sobre a ferida e eiar que se suje. Por isso, as ligaduras ou pedaços de pano uiliados como ligaduras ambém deem esar sempre muio limpos. Panos usados como ligaduras deem ser laados e passados a ferro ou secos ao sol, em lugar limpo e lire de poeira, anes de serem uiliados de noo. Nas mãos, não se dee aplicar muias ligaduras, para permiir a sua moimenação o mais cedo possíel. Dee mudar-se o penso a cada 2-3 dias e igiar a presença de sinais de infecção. Se a ligadura esá molhada e suja, dee ser reirada e a ferida dee ser laada de noo. Depois, olar a colocar uma ligadura limpa. Exemplos de ligaduras: ATENÇÃO: Quando se enrola uma ligadura num membro, dee-se er cuidado para eiar que esa fique muio aperada e compromea a circulação do sangue. PRIMEIROS SOCORROS 253

13 Feridas infecadas: como reconhecer e raar Uma ferida esá infecada se: esá inchada, quene e dolorosa, em pus, em mau cheiro. A infecção esá a espalhar-se para ouras pares do corpo se: causa febre, há uma ona de inchaço à ola da ferida, e os gânglios linfáicos aumenam de olume e se ornam dolorosos. Os gânglios linfáicos consiuem pequenas armadilhas para os micróbios e formam pequenos caroços debaixo da pele, quando se infecam. Gânglios aumenados (adenopaias) arás do ouido indicam geralmene uma infecção na cabeça ou no couro cabeludo, muias ees causada por feridas. Gânglios aumenados abaixo do ouido e no pescoço são sinal de infecção do ouido, roso ou cabeça (ou uberculose). Gânglios aumenados por baixo do queixo indicam infecção dos denes ou gargana. Gânglios aumenados nas axilas (soacos) são sinal de infecção no braço, cabeça, ou mamas. Gânglios aumenados na irilha indicam uma infecção na perna, no pé, nos geniais ou no ânus. 254 PRIMEIROS SOCORROS

14 Traameno das feridas infecadas: Remoer suuras que eenualmene enham sido colocadas. Laar a ferida com água e sabão. Desinfecar a ferida com cerimida e clorexidina (er pág. 637). Colocar um penso. Maner a ona infecada em repouso e em posição eleada (mais ala que o coração). Se a infecção é grae, dar penicilina oral (er pág. 694) ou injecáel (er pág. 695). Se for possíel ober mel puro, aplicar na ferida, para ajudar a sarar. O mel diminui o edema (inchaço) e ajuda a limpar a ferida. Se, passados 2 dias, a ferida não melhorar ou se o doene ier febre, ese dee ser eniado para uma unidade saniária com mais recursos. Gangrena gasosa Infecção grae duma ferida, com muio mau cheiro, deiando um líquido cineno ou casanho. A pele à ola da ferida esá escura (prea) e formam-se bolhas de ar. A infecção começa enre 6 horas a 3 dias depois da pessoa se ferir. A infecção piora e alasra rapidamene. Sem raameno, a gangrena causa a more em poucos dias. Traameno: Abrir o ferimeno, o máximo que for possíel. Laar muio bem com água e sabão. Remoer odos os ecidos danificados e moros. Dar penicilina, de preferência penicilina G, em doses alas por ia E.V. (er pág. 695). Cobrir com uma compressa. Transferir o doene imediaamene para uma unidade saniária com mais recursos. PRIMEIROS SOCORROS 255

15 Feridas com alo risco de infecção grae As feridas que se seguem êm um alo risco de infecção grae: feridas sujas, ou causadas por objecos sujos; feridas perfuranes e ouras feridas profundas; feridas produidas em locais onde se guardam animais currais, pocilgas, ec.; feridas grandes com laceração dos ecidos; mordeduras, especialmene de cães, raos, macacos ou pessoas; feridas por bala. Cuidados especiais no raameno das feridas de alo risco : 1. Laar bem a ferida com água limpa e sabão. Reirar oda a sujidade, coágulos, e ecidos moros ou muio lacerados. Para irar bem a sujidade, é melhor derramar água sobre a ferida, com uma seringa ou pêra de borracha. 2. Qualquer ferimeno profundo corre um alo risco de infecar. Por esa raão, um anibióico, de preferência penicilina (pág. 695), dee ser adminisrado imediaamene. Se a ferida for muio profunda, ou se houer a possibilidade de ainda er sujidade, dee-se ransferir o doene. 3. Nunca se dee fechar ese ipo de ferida com suuras ou com adesio em borbolea. Deixar a ferida abera. O doene em que ser ransferido para uma unidade saniária com mais recursos. A ferida poderá ser suurada mais arde. 4. O risco de conrair éano é muio grande em pessoas que nunca foram acinadas conra esa doença moral. Para diminuir o risco, deem omar-se as medidas descrias na pág No caso de mordedura de animal, é preciso pensar ambém no perigo do doene conrair raia. Nese caso, dee-se seguir as normas esabelecidas para o raameno desas feridas (er pág. 460). Fechar as feridas grandes Uma ferida grande recene que esá muio limpa cicaria mais depressa se os seus bordos forem unidos, de modo a que a ferida fique bem fechada. Mas, só se dee fechar uma ferida, quando: ocorreu há menos de 12 horas, esá muio limpa. 256 PRIMEIROS SOCORROS

16 Anes de se fechar a ferida, dee-se laá-la com água e sabão. Se possíel, derramar água por cima, com uma seringa. Não pode ficar nenhuma sujidade escondida na ferida. Há duas maneiras de fechar uma ferida: adesio em forma de borbolea ou suura. Em geral, é melhor não suurar, deendo-se ransferir o doene para uma unidade saniária com mais recursos. Mas, se há endões ou neros exposos, dee-se aplicar apenas alguns ponos de aproximação, para os recobrir, anes de ransferir o doene. As ees, é necessário suurar as feridas do couro cabeludo, pois é a única maneira de esancar a hemorragia. CURATIVO DE ADESIVO EM FORMA DE BORBOLETA PRIMEIROS SOCORROS 257

17 Feridas por bala Laar apenas a superfície exerior com água limpa e sabão e colocar um penso limpo. Em geral, é melhor não inroduir qualquer insrumeno ou gae no orifício causado pela bala. Se o ferimeno sangra muio, conrolar a hemorragia como descrio na pág Se a bala aingiu um osso, ese pode esar fracurado. Imobiliar como recomendado na pág Adminisrar penicilina I.M. (er pág. 696) e profilaxia conra o éano, se necessário, conforme as normas na pág Adminisrar medicamenos para a dor (AAS ou paraceamol). Transferir o doene com urgência para uma unidade saniária com mais recursos. Feridas profundas do órax Os ferimenos do órax podem ser muio perigosos. Nese caso, o doene em que ser ransferido com urgência para uma unidade saniária com capacidade cirúrgica. Se a ferida aingiu os pulmões e o ar esá a enrar pelo orifício, quando a pessoa respira, dee cobrir-se o ferimeno imediaamene, de modo a que não enre mais ar, aplicando um penso espesso e firme sobre o orifício. Colocar a pessoa ferida na posição em que ela se sene melhor. Se há sinais de choque, faer o raameno adequado (er pág. 243). Dar penicilina I.M. (er pág. 696) e medicamenos para a dor (AAS ou paraceamol). Feridas na cabeça, incluindo couro cabeludo Limpar a ferida com água e sabão. Suurar as feridas do couro cabeludo para conrolar a hemorragia. Cobrir a ferida com um penso. Colocar o ferido em posição semi-senada. 258 PRIMEIROS SOCORROS

18 Feridas profundas do abdómen Qualquer ferimeno que ocorra no abdómen é perigoso. Transferir o doene, urgenemene, para uma unidade saniária com capacidade cirúrgica. Mas anes: Limpar à ola dos bordos da ferida com água e sabão. Cobrir a ferida com um penso limpo e uma ligadura firme. Se pare do inesino saiu para fora do ferimeno, dee-se cobri-lo com um pano ou compressas limpos. Não se dee enar empurrar o inesino para denro. Maner o pano sempre humedecido com água limpa com um pouco de sal. Se a pessoa ferida esá em choque, colocar os pés mais alos do que a cabeça. Não dar absoluamene nada pela boca: nem alimenos, nem bebidas, nem mesmo água. Se for possíel, dar líquidos E.V. Se o ferido em muia sede, dar a chupar um pedaço de pano humedecido em água. Nunca faer cliser, mesmo que o abdómen eseja disendido, ou a pessoa ferida não eacue há dias. Se o inesino esá rasgado, um cliser ou um purgane pode maar o doene. Injecar anibióicos (er insruções nas páginas a seguir). LEVAR A PESSOA FERIDA IMEDIATAMENTE PARA O HOSPITAL OU UNIDADE SANITÁRIA MAIS PRÓXIMA. A pessoa precisa de ser operada com urgência! PRIMEIROS SOCORROS 259

19 ANTIBIÓTICOS A UTILIZAR NOS FERIMENTOS DO INTESTINO (Também para perionie) Aé se conseguir ajuda médica, faer o seguine: Injecar Ampicilina (er pág. 698) Genamicina (er pág. 701) Meronidaol (er pág. 702) Se não houer ampicilina: Injecar penicilina (er pág. 695): crisalina (de preferência), E.V., ou procaína (er pág. 696) como alernaia à crisalina, I.M. Junamene com a penicilina, injecar: genamicina (er pág. 701) e meronidaol (er pág. 702) ou cloranfenicol (er pág. 700) Aenção: Se não esier disponíel nenhum deses anibióicos injecáeis, dar amoxicilina (er pág. 697), junamene com cloranfenicol (er pág. 700), com pequena quanidade de água. ACIDENTES POR MINAS Para socorrer uma pessoa que foi íima de uma mina: MUITO CUIDADO! PODE HAVER MAIS MINAS NO LOCAL! Aançar com muia calma e cuidado para o local do acidene. Quando não se esá seguro sobre o erreno, soliciar sempre o apoio das equipas de desminagem e/ou miliar que esejam mais próximas, para chegar aé à pessoa que foi íima do acidene. No raameno das feridas por minas dee-se seguir as mesmas normas de primeiros socorros mencionadas nouras pares dese capíulo. Os ferimenos por minas ou explosios não deem ser suurados. Lear o doene, o mais rapidamene possíel, para uma unidade saniária com capacidade cirúrgica. 260 PRIMEIROS SOCORROS

20 Preenção de acidenes por minas Algumas medidas podem ser omadas para se eiar acidenes por minas. Nos países em siuação de guerra ou de pós-guerra recene, os agenes de saúde da comunidade e odos os rabalhadores de saúde deem procurar saber da possíel exisência e localiação de minas na sua ona. Iso, para que possam conribuir para alerar a população sobre os riscos de acidenes por minas e aconselhar algumas medidas imporanes para os preenir. PROCURAR INFORMAÇÕES SOBRE A EXISTÊNCIA E A LOCALIZAÇÃO DE MINAS NA ZONA Saber juno de miliares, de equipas de desminagem e/ou de pessoas que iem na ona desde o empo da guerra, sobre: locais onde já enham ocorrido combaes; locais onde já foram regisados acidenes por minas; e locais já idenificados como onas minadas, ou onas lires de minas. Geralmene, as onas já idenificadas como onas minadas são marcadas com sinais conencionais de alera de perigo de minas. Sinal de perigo de minas É necessário alerar e educar as pessoas para: Caminhar sempre com aenção aos sinais de perigo de minas. Cuidado: eses sinais podem esar paridos ou camuflados pela egeação. Nunca enrar nos locais com sinais de alera. Se afasarem das onas sobre as quais exisem dúidas da exisência de minas. Nunca ocar, puxar ou arrancar arames pois eses podem er sido colocados para funcionar como deonadores de minas ou de ouros engenhos explosios. Não apanhar (principalmene as crianças), objecos esranhos para brincar pois podem ser engenhos explosios. PRIMEIROS SOCORROS 261

21 O risco de éano Quando se esá a raar de feridas, é preciso pensar sempre no risco do éano (er pág. 455). O risco de desenoler éano é pequeno quando se raa de ferimenos pequenos e superficiais que apresenam uma conaminação mínima. Mas, por ees, mesmo esses ferimenos podem causar éano se não forem bem limpos e raados. Em geral, o risco de éano é grande quando os ferimenos são exensos e profundos e quando esão sujos com erra ou fees de animais. Por isso, as feridas deem ser sempre muio bem limpas, de acordo com as insruções acima descrias. Pode preenir-se o éano com a acina conra o éano (VAT, er pág. 231) e, se for necessário, o soro anieânico (SAT, er pág. 742) ambém. Se o doene nunca recebeu a VAT, ou em uma acinação incomplea (< 3 doses) conra éano, ou se houer dúidas, enão é necessário aaliar o risco de desenoler éano. Se a ferida é superficial, pequena, e sem conaminação, o risco de éano é mínimo: dar 1 dose de VAT. O doene dee faer a segunda dose de VAT após 4 semanas e a erceira dose 6 meses após a primeira dose. Para odas as ouras feridas, dar 1 dose de VAT e começar a adminisrar SAT (er pág. 742). Iniciar, igualmene, o raameno com penicilina. A VAT e o SAT deem ser adminisrados em locais e com seringas diferenes. CUIDADO! É preciso esar aeno às possíeis alergias ao SAT e omar as medidas necessárias para as eiar, anes de o uiliar (er pág. 129). Se o doene já inha sido adequadamene acinado conra o éano anes de ser ferido, ou seja o doene já fe, pelo menos, 3 doses da acina anieânica (VAT), enão o risco de desenoler éano é mínimo. Dar VAT só se decorreram 10 anos ou mais desde a úlima dose. Se o risco é grande, ou se há dúidas, e se decorreram 5 anos ou mais desde a úlima dose: dar 1 dose de VAT (reforço). Iniciar, igualmene, o raameno com penicilina. Emergências relacionadas com problemas do inesino (abdómen agudo) Abdómen agudo é o nome dado a uma série de condições dolorosas, agudas e graes do abdómen, em que a cirurgia de urgência é quase sempre necessária para impedir a more. A apendicie, a perionie e a obsrução inesinal são alguns exemplos (er as páginas seguines). Frequenemene não se descobre a causa exaca do abdómen agudo aé que o cirurgião abra o abdómen e examine o seu inerior. 262 PRIMEIROS SOCORROS

22 Suspeiar de abdómen agudo, quando uma pessoa em uma dor abdominal inensa, acompanhada de ómios, mas sem diarreia. Abdómen agudo: Transferir com urgência pode ser necessário operar dor inensa consane e que coninua a piorar obsipação e ómios abdómen disendido (barriga inchada), duro, e a pessoa proege a barriga com as mãos esado geral grae Se uma pessoa reela sinais de abdómen agudo, dee ser ransferida o mais rapidamene possíel para uma unidade saniária com capacidade cirúrgica. Há ouras causas de dores abdominais que não são ão graes e podem ser raadas em casa ou no cenro de saúde. A dor em e passa, às ees há diarreia, e já não é a primeira e que a pessoa em ese problema. O esado geral não é grae Apendicie, perionie Esas siuações são graes e exigem muias ees cirurgia. Transferir, o mais rápido possíel, para uma unidade saniária com capacidade cirúrgica. A apendicie é uma infecção do apêndice, um pequeno saco em forma de dedo anexo ao inesino grosso na pare inferior direia do abdómen. O apêndice infecado às ees rebena e causa uma perionie. A perionie é uma infecção aguda e grae do ecido que forra o inerior do abdomen e cobre o inesino. Geralmene a perionie aconece quando o apêndice, ou oura pare do inesino, rebena, rasga ou perfura. inesino delgado inesino grosso apêndice esômago PRIMEIROS SOCORROS 263

23 Sinais de apendicie: O sinal principal é uma dor persisene no abdómen que piora cada e mais. Muias ees começa com dor ao redor do umbigo, que depois se localia no lado direio da pare inferior do abdómen. Pode haer perda de apeie, ómios, prisão de enre, ou febre ligeira. Os sinais mais imporanes de apendicie e perionie ao exame clínico são dor, defesa muscular, e rigide. Um dos sinais de perionie é dor à descompressão. Pressionar a parede do abdómen deagar, mas com firmea, aé doer ligeiramene. Depois, reirar a mão rapidamene. Se houer uma dor muio aguda quando se reira a mão (dor à descompressão), é sugesio de apendicie (especialmene se for localiada ao quadrane inferior direio) ou perionie. Se há suspeia de que uma pessoa esá com uma apendicie ou uma perionie: Começar logo a adminisrar anibióicos, como indicado na pág Transferir o doene, o mais rapidamene possíel, para uma unidade saniária onde possa ser operado. Não dar nada pela boca e não faer cliser. Se for possíel, dar líquidos por ia E.V. O doene dee ser colocado em posição semi-senada. NOTA: Quando a perionie já esá num esado aançado, o abdómen fica duro como uma ábua enre em ábua e a pessoa sene dor inensa mesmo quando se lhe oca leemene na barriga. A ida desa pessoa esá em perigo e a sua ransferência é ainda mais urgene. 264 PRIMEIROS SOCORROS

24 Obsrução inesinal A causa do abdómen agudo pode ser algo que obsrói ou bloqueia uma pare do inesino, impedindo a passagem de alimenos e fees. As causas mais frequenes são: inesino que fica encarcerado (aperado) numa hérnia (er pág. 313). porção do inesino que escorrega para denro da porção que se lhe segue (inaginação inesinal). rolhão de ermes (ascaris, pág. 317). aderências: cicaries perioneais como consequência de inflamação anerior. Quase odos os casos de abdómen agudo podem mosrar sinais de obsrução. Como o moimeno do inesino causa dor, ele deixa de se moimenar. Sinais de obsrução inesinal: Dor abdominal inensa, conínua. O abdómen esá disendido, duro e muio sensíel. A palpação é dolorosa. A pessoa adopa uma posição em que ena proeger a barriga, manendo as pernas dobradas. À ausculação, o abdómen esá geralmene silencioso (não se ouem os sons normais do inesino). Ocasionalmene, podem ouir-se ruídos inesinais espaçados. Vómios repeninos e em jaco, que podem coner bílis ou cheirar a fees e er um aspeco de fees. A pessoa esá com prisão de enre (o inesino em pouco ou nenhum moimeno). Se em diarreia, é muio pouca. Às ees só sai muco ensanguenado. Transferir com urgência para uma unidade saniária com capacidade cirúrgica. PRIMEIROS SOCORROS 265

25 Queimaduras Preenção: A maior pare das queimaduras podem ser eiadas. É preciso er cuidado, principalmene com as crianças: Não deixar as crianças aproximarem-se do lume. Maner candeeiros de peróleo, elas e fósforos fora do alcance das crianças. Os candeeiros de peróleo deem ser colocados sobre uma base esáel. Virar os cabos das frigideiras e panelas que esão no fogão, de modo a que as crianças não os possam alcançar. Queimaduras superfi ciais Para aliiar a dor e diminuir o dano causado por uma queimadura superficial, dee-se colocar, imediaamene, a ona queimada em água fria durane minuos. Dar analgésicos para as dores. Não se dee rebenar as bolhas. Se as bolhas já esão rebenadas, deem ser laadas suaemene com água limpa e sabão. Desinfecar com cerimida e clorexidina (pág. 737). Se a queimadura é pequena, pode deixar-se exposa ao ar. Também se pode colocar gae gorda ou uma compressa eseriliada unada com aselina sobre a queimadura, especialmene se esier sobre uma ariculação. Nunca unar com óleo ou com maneiga. É muio imporane maner a queimadura o mais limpa possíel. Proeger a queimadura da sujidade, poeira e moscas. Se aparecem sinais de infecção, ransferir o doene para uma unidade saniária com mais recursos. Não é necessário dar anibióicos em odas as queimaduras. Nas queimaduras exensas, adminisrar amoxicilina (er pág. 695). Se a ferida não curar em 2-4 semanas, eniar o doene a uma unidade saniária com mais recursos. 266 PRIMEIROS SOCORROS

26 Queimaduras profundas ou exensas As queimaduras profundas que desroem oalmene a pele são sempre graes. Também as queimaduras que abrangem áreas exensas mais que 10% da área do corpo, nas crianças, e 15% nos adulos (a área da mão do doene corresponde a 1%) são sempre graes. AS PERCENTAGENS DAS QUEIMADURAS DE ACORDO COM A ÁREA DO CORPO ABRANGIDA Nas crianças Nos adulos Neses casos, ransferir o doene com urgência para uma unidade saniária com capacidade cirúrgica. Enreano, dee faer-se a limpea e o penso da queimadura como descrio arás para as queimaduras superficiais. Se não for possíel ransferir o doene imediaamene, o penso dee ser renoado depois de 2-3 dias. Enreano, adminisrar amoxicilina. Nunca colocar óleo, peles de animais, café, eras, colgae ou fees sobre as queimaduras. Cobrir a queimadura com mel acelera a cura e ajuda a preenir e conrolar a infecção. Remoer o mel de 2-2 dias, com cuidado, e aplicar de noo. PRIMEIROS SOCORROS 267

27 Precauções especiais nas queimaduras muio graes Qualquer pessoa com uma queimadura muio grae pode enrar em choque (er pág. 243), por causa dos líquidos corporais que se perdem araés da pele queimada. É necessário conforar e ranquiliar a pessoa queimada, enquano se procede à sua ransferência para uma unidade saniária com mais recursos, o mais rapidamene possíel. Dar muios líquidos à pessoa queimada. Esa dee beber sempre que puder, principalmene aé começar a urinar com frequência. Se ier mais de 10% da área do corpo queimada, dar lacao de Ringer (er pág. 728) por ia E.V. É imporane, para uma pessoa com uma queimadura grae, comer muios alimenos ricos em proeínas. Queimaduras ao redor das ariculações Quando uma pessoa sofre uma queimadura enre os dedos, nas axilas, cooelos, pescoço ou sobre ouras ariculações, dee faer-se o penso como descrio ao lado. Iso é para eiar que, durane a cura, esas superfícies fiquem coladas umas às ouras. Os dedos, cooelos e joelhos e ouras ariculações em onas queimadas deem ser mobiliados (moimenados) genilmene, a parir do primeiro dia, árias ees ao dia, aé à cura. Iso é doloroso, mas ajuda a preenir a formação de cicaries rígidas que mais arde ão dificular os moimenos. Enquano a mão queimada esá a sarar, os dedos deem ser manidos ligeiramene dobrados. Pensos de gae eseriliada com aselina. A mobiliação das ariculações pode ser feia pelo próprio doene, em casa, depois de o rabalhador de saúde lhe er mosrado como se fa. Fracuras (ossos paridos ) Dee-se suspeiar de fracura, depois duma queda ou acidene, quando o doene não consegue realiar moimenos normais do membro. O doene sene uma dor inensa no local, que aumena quando ena faer moimenos. 268 PRIMEIROS SOCORROS

28 Há 2 ipos de fracura: Fracuras fechadas Fracuras aberas (exposas): quando o osso perfura a pele e há ferida Quando se suspeia de uma fracura: Moimenar o mínimo possíel o membro ferido Verificar se a fracura é abera ou fechada. Se a fracura é abera, raar primeiro a ferida Verificar se o doene em mais fracuras Imobiliar a fracura na posição mais cómoda para o doene Transferir o doene para uma unidade saniária com mais recursos Quando um osso esá parido, o mais imporane é manê-lo numa posição fixa (imobiliação). Isso facilia a consolidação (cura) do osso e eia incapacidade. Como ransporar uma pessoa com fracura Anes de enar moimenar ou ransporar uma pessoa com uma fracura, é preciso enar faer uma imobiliação proisória. Iso pode ser feio com alas, com uma ira de casca de árore, ou com um papelão grosso. Anes de aplicar a ala, a ona da fracura dee ser bem almofadada com algodão. A imobiliação dee começar acima da ariculação mais próxima e ir aé abaixo dela. CUIDADO: Mesmo que a ala não eseja muio aperada quando é colocada, é preciso er em cona que o local da fracura pode inchar mais arde. Se a pessoa se queixa que a ala esá muio aperada, ou se os dedos das mãos ou dos pés ficarem inchados, frios, ou aulados, dee-se reirar a ala imediaamene e colocar uma noa, mais folgada. Mais arde pode-se faer a imobiliação definiia (p. ex., com gesso) na unidade saniária mais próxima. PRIMEIROS SOCORROS 269

29 Fracuras exposas: ossos paridos que perfuram a pele No caso de uma fracura exposa o perigo de infecção é muio grande. É muio imporane limpar bem a ferida e o osso exposo, com água, anes de ransporar o doene. Usar imediaamene um anibióico (penicilina, ampicilina ou cloranfenicol), em doses alas (er págs. 695, 698, 700), para preenir a infecção. Reduir a fracura: alinhar os ossos paridos Se os ossos esão mais ou menos alinhados, é melhor não mexer. Isso poderá causar mais danos do que benefícios. Mas se os ossos esão muio fora da posição normal e a fracura é recene, pode ser necessário enar reduir (endireiar os ossos) emporariamene, anes de imobiliar o membro e ransferir o doene. A redução de uma fracura é uma manobra dolorosa, por isso, dee-se dar analgésicos e diaepam oral ou injecáel para aliiar a dor e relaxar os músculos (er pág. 727). FRACTURAS DO MEMBRO SUPERIOR (BRAÇO E ANTEBRAÇO) Se for no braço, imobiliar a fracura com uma ala e com um lenço riangular suspenso do pescoço (improisar com um lenço ou capulana). Se a fracura for no anebraço, imobiliar com duas alas de madeira ou de papelão grosso que podem ser fixadas com ligaduras. A ona da fracura dee ser sempre bem almofadada. 270 PRIMEIROS SOCORROS

30 Fracura do fémur Uma fracura do fémur exige uma aenção especial. O melhor é colocar uma ala ao longo de odo o corpo, assim e lear a pessoa ferida, imediaamene, para a unidade saniária mais próxima. Fracura da coluna ou do pescoço Quando se suspeia que uma pessoa possa er uma fracura da coluna ou do pescoço, é preciso er muio cuidado ao moimenar o doene. Eiar: flexão do pescoço, irar o doene e moimenos de orção da coluna. Para ransporar, proceder com se descree arás para uma pessoa graemene ferida. Fracura de coselas São muio dolorosas, mas, em geral, consolidam por si próprias. Não é preciso colocar alas ou ligaduras no peio. O melhor raameno é adminisrar um analgésico e faer repouso. Uma cosela parida raramene perfura o pulmão. Mas se a pessoa ao ossir cospe sangue ou em dificuldades para respirar, dar anibióicos: penicilina (er pág. 695) ou ampicilina (er pág. 698) e ransferir com urgência para uma unidade saniária com mais recursos. Quano empo demora a consolidar (curar) uma fracura? Quano mais grae for a fracura e mais elha for a pessoa, mais empo demora a consolidar. Nas crianças, os ossos consolidam mais rapidamene. Em pessoas mais idosas, às ees nunca chegam a consolidar. Um braço parido dee permanecer engessado mais ou menos durane 1 mês e uma perna parida cerca de 2 meses. PRIMEIROS SOCORROS 271

31 Luxações (Ossos que saíram do lugar na ariculação ) Uma ariculação é uma ona onde 2 ou mais ossos se junam. Uma luxação é a deslocação de 1 ou mais ossos duma ariculação, deido a raumaismo. Dee-se suspeiar de luxação quando uma ariculação apresena: edema (inchaço); dor; impossibilidade de moimenar a ariculação; deformidade local. Condua a seguir em caso de suspeia de luxação: Diminuir a dor. Dar analgésicos. Faer uma imobiliação proisória. A redução de luxações (recolocar os ossos no lugar) só dee ser feia por pessoas experienes. Os doenes com luxações deem ser ransferidos, com a maior breidade possíel, para uma unidade saniária com mais recursos. Se a luxação não for reduida a empo, o doene corre o risco de ficar com o membro deformado para o reso da ida. Três ponos imporanes no raameno: Redução da luxação. Quano mais cedo melhor! Maner a ariculação imobiliada com ligaduras durane 1 mês, de modo a que não se desloque de noo. Eiar forçar o membro para que a ariculação cure por compleo (2 ou 3 meses). Disensões e enorses (raumaismos dos ecidos moles das ariculações) A disensão é o esirameno dos ligamenos causado por uma orção da ariculação. Se o raumaismo é grae e os ligamenos sofreram uma rupura, enão raa-se de uma enorse. Muias ees é impossíel saber se uma mão ou um pé sofreu uma disensão, uma enorse, ou uma fracura. Tirar uma radiografia do membro raumaiado irá ajudar a saber se há ou não uma fracura óssea. 272 PRIMEIROS SOCORROS

32 Se o membro ainda pode ser usado, por exemplo, se a pessoa com uma lesão no ornoelo consegue andar um pouco e sair do lugar do acidene, enão é pouco proáel que enha um osso fracurado. Se esá inchado e dói, pode ser uma disensão ou uma enorse. Se a pessoa não pode mesmo pôr o pé no chão, enão dee-se suspeiar de fracura e dee-se ransferir para uma unidade saniária com mais recursos. Traameno de enorses: Para aliiar a dor e o inchaço, a ona afecada dee ser manida em posição eleada, durane 3-5 dias. Embrulhar gelo num pano e/ou plásico, ou preparar pachos frios e húmidos e colocar sobre a ariculação inchada, durane minuos, de hora a hora, nos primeiros 2 dias. No primeiro dia, colocar um saco com gelo ou pachos frios sobre a ariculação afecada. Pode-se maner a ariculação com a enorse numa posição correca, uiliando uma ligadura elásica. Ligar o pé e o ornoelo com uma ligadura elásica ambém ajuda a reduir o inchaço. Começar a enrolar a ligadura pero dos dedos e coninuar a enrolar para cima, como se mosra aqui. Ter o cuidado de não aperar muio a ligadura. Dar ambém AAS ou paraceamol. Se o inchaço e a dor não diminuírem depois de 48 horas, ransferir o doene para a unidade saniária mais próxima. PRIMEIROS SOCORROS 273

33 Enenenameno Muias crianças morrem porque ingerem coisas enenosas. Para proeger as crianças deem ser omadas as seguines precauções: Maner produos óxicos e enenosos fora do alcance das crianças. Nunca se dee usar garrafas de refrigeranes para guardar peróleo, gasolina ou ouro produo óxico. As crianças podem querer beber, pensando que é refresco. Não guardar subsâncias perigosas no mesmo lugar das ouras. Por exemplo, não colocar o açúcar no mesmo lugar onde se guarda eneno para maar raos. Fechar o armário onde se guardam medicamenos, ou esconder os medi camenos. ALGUMAS SUBSTÂNCIAS TÓXICAS COMUNS COM QUE SE DEVE TER MUITO CUIDADO: eneno para maar raos pesicidas (er pág. 215) peróleo semenes óxicas (p. ex.: cereais raados com insecicidas e preparados para a semeneira) bebidas alcoólicas medicamenos (qualquer que seja, quando omado em excesso). Ter cuidado especial com: AAS, paraceamol, cloroquina, sal ferroso e pílulas lixíia e deergenes folhas, semenes e fruos enenosos: por exemplo, feijão-macaco, gala-maluco e cogumelos 274 PRIMEIROS SOCORROS

34 Medidas imediaas: Não proocar o ómio, se a inoxicação foi proocada pela ingesão de peróleo, ácidos fores, lixíia ou soda cáusica. Se a pessoa esá consciene, dar a beber muia água e/ou leie. Se a pessoa ingeriu ouro ipo de produo óxico (por exemplo: fruos enenosos, semenes enenenadas, eneno conra raos, pesicidas, medicamenos) e esá consciene, dee-se faer imediaamene o seguine: proocar o ómio, meendo o dedo ou o cabo de uma colher no fundo da gargana, deprimindo a base da língua; dar carão aciado (er pág. 742). Cobrir a pessoa se ela sene frio. Se a inoxicação é grae, ransferir imediaamene o doene para uma unidade saniária com mais recursos. Como é que as pessoas fi cam doenes por causa dos pesicidas? Os pesicidas podem enenenar as pessoas de diferenes formas: araés da pele, araés dos olhos, araés da boca (ingesão), ou araés do ar (respiração). Cada ipo de enenenameno requer um raameno específico. Uma pessoa exposa aos pesicidas pode er mais do que um sinal de enenenameno. Alguns sinais aparecem logo que a pessoa se expõe, mas ouros só aparecem depois de horas, dias, semanas ou enão anos. Por isso, muias pessoas exposas não se apercebem que esão exposas ou enenenadas. Os agriculores não são os únicos que esão em risco. Crianças, as pessoas que laam a roupa, colecores de lixo, e ouros membros da comunidade, ambém podem correr o mesmo risco. PRIMEIROS SOCORROS 275

35 SINAIS DE ENVENENAMENTO POR PESTICIDAS: Nari e boca: Cabeça e olhos: Muio ranho Muia salia Peio e pulmões: Dor Dificuldade respiraória Nari e boca Peio e pulmões Cabeça Olhos Dores de cabeça Problemas de isão Pupilas pequenas Mãos: Esômago: Dor Diarreia Enjoos Vómios Esômago Braços Mãos Unhas danificadas Erupções cuâneas Formigueiros Pernas Pernas e braços: Pele: Prisão de músculos Dores Conracções musculares Queimaduras Muia ranspiração Inchaços Feridas Erupções cuâneas Ouros sinais gerais de enenenameno por pesicida: Confusão menal Fraquea Dificuldade para andar Problemas de concenração Ansiedade, inquieação Maus sonhos Dificuldade em dormir Sinais graes de enenenameno: Perda de consciência (desmaio) A pessoa não consegue conrolar a urina Lábios e unhas aulados Tremores Conulsões (aaques) em crianças 276 PRIMEIROS SOCORROS

36 Os pesicidas são mais perigosos para crianças porque: Elas são pequenas: quanidades de pesicidas que só causam doença em adulos, podem maar crianças. Elas respiram mais rápido que os adulos: adoecem mais facilmene pelo conaco de pesicidas no ar. Elas esão sempre a mexer em udo e muias ees leam as mãos à boca: êm mais probabilidades de ingerir enenos. Elas são baixinhas: esão mais pero do chão e porano mais facilmene respiram químicos que foram espalhados na machamba. Traameno imediao da inoxicação por pesicida: Se a pessoa não esá a respirar, faer rapidamene respiração boca-a-boca (er pág. 249). Seguir as insruções arás descrias, para faer a pessoa omiar, e dar carão aciado (er pág. 742) ou clara de oo para absorer o eneno denro do inesino. Mas não se dee faer a pessoa omiar se não se sabe que ipo de pesicida a pessoa esee a usar, ou se ingeriu o pesicida com gasolina, peróleo ou com ouros líquidos à base de peróleo. Tirar as peças de roupa encharcadas de pesicida e laar a pele exposa ao pesicida. Mordeduras de cobra Todas as pessoas que são mordidas por cobras ficam muio assusadas e com medo. Deem ser leadas com urgência para a unidade saniária mais próxima. Exisem 2 ipos de cobras: As cobras não enenosas, que não possuem presas (denes grandes que injecam o eneno). As cobras enenosas, que possuem presas: denes grandes com caidades como se fossem agulhas de injecção que a cobra enenosa enerra no corpo da íima para injecar o eneno. PRIMEIROS SOCORROS 277

37 COBRA VENENOSA (íboras, mambas e najas) marcas das presas a mordedura da cobra enenosa deixa a marca das 2 presas ( e, raras ees, deixa pequenas marcas dos ouros denes). Também pode aparecer assim A mordedura de cobras não enenosas não apresena marcas das presas. COBRA NÃO VENENOSA a mordedura da cobra não enenosa deixa pequenas marca de 2filas de denes, sem marcas de presas Também pode aparecer assim Em muios países africanos exisem cerca de 100 ipos de cobras, das quais não mais que 10 são enenosas. Mordeduras por cobras não enenosas Exisem cerca de 50 ipos de cobras não enenosas. Geralmene, esas apresenam uma cabeça oalada e olhos arredondados. A cobra erde africana, é uma cobra não enenosa comum. É de cor erde clara, fina como um dedo e pode medir aé 3 meros. Esas cobras ão para pero das casas à procura de lagaros, raos ou rãs. Elas não são perigosas para as pessoas e quando são isas, não há necessidade de er medo delas ou de as maar. Raramene mordem os humanos e se o faem, os denes não êm eneno. Deem-se procurar as marcas deixadas pelos denes da cobra no local da mordedura. Procurar com cuidado, porque por ees não são fáceis de er. 278 PRIMEIROS SOCORROS

38 Mordeduras por cobras enenosas Esas consiuem, nauralmene, as mordeduras de cobra que podem ser muio perigosas. Em muios casos, a quanidade de eneno é pequena e não há perigo de ida. Esima-se que em 100 pessoas mordidas cerca de 95 sobreiem às mordeduras de cobra, mesmo sem omarem um anieneno. Alguns ipos de cobra possuem presas que só causam dor e inchaço ao redor da mordedura, mas o eneno não se alasra para o reso do corpo e, por isso, não consiuem perigo de ida. O enenenameno geral (alasrameno do eneno por odo o corpo), pode ocorrer em meia hora, ou lear aé alguns dias. Em Moçambique, as cobras enenosas incluem: Naja e mamba o eneno causa fraquea, dificuldade em maner as pálpebras aberas, ou para engolir, e finalmene paralisia. Víbora o eneno causa muia dor e inchaço na ona da mordedura. Raramene, pode causar hemorragia nas gengias e nos locais das marcas dos denes e nouros locais. Cobra das árores e cobra-pássaro as presas são recuadas, pelo que é raro morderem. O eneno pode causar hemorragias exernas e inernas, deido a perurbações no mecanismo de coagulação do sangue. A cobra das árores deixa a marca das presas arás. Em Moçambique, a maior pare das mordeduras são causadas por íboras sopradoras. É uma cobra comum que se moimena lenamene e que não consegue fugir das pessoas. Por isso, morde para se defender. Que faer perane uma mordedura de cobra? Procurar idenificar o ipo de cobra Pergunar às pessoas se iram a cobra e se a apanharam. Se a cobra foi apanhada, pedir aos familiares, ou iinhos, para a raerem. Se não foi apanhada, pedir a descrição e o nome pelo qual a cobra é conhecida localmene (se souberem). As cobras enenosas podem ser conenienemene diididas em amanhos e grupos: a comprida, a gorda e a pequena. PRIMEIROS SOCORROS 279

39 A maior pare das pessoas não êm dificuldade em descreer se a cobra é: comprida 1½ a 2 meros pequena ½ mero gorda como o braço da pessoa ou delgada como o dedo da pessoa Tamanho e ipo de cobra Efeio da mordedura Escala 0 1 mero 2 meros COMPRIDA Najas, mamba negra ou erde, PERIGOSA: Fraquea GORDA PEQUENA Cobra aurora, Cobra cuspideira, Cobra egípcia Víbora sopradora Víbora do Gabão Víbora do apee Víbora nocurna Víbora da oca PERIGOSA: Dor local e inhaço. Raramene, sinais de hemorragia Somene dor local e inchaço Traameno da mordedura por cobra enenosa: Os maiores perigos são a paragem respiraória e o inchaço do membro, que pode ser grande e dificular a circulação do sangue. 1. Aconselhar a íima, para que: fique quiea, não moimenando a ona mordida. Quano mais a pessoa se mexer, mais depressa o eneno se espalha pelo corpo. Se a mordedura for no pé, a pessoa não dee andar. 280 PRIMEIROS SOCORROS

40 2. Transporar a íima para a unidade saniária, moimenando-a o mínimo possíel, e com o membro imobiliado. Sempre que possíel, é imporane lear ambém a cobra. 3. Dar paraceamol, e não AAS, para conrolar a dor. Adminisrar acina conra o éano, se indicado (er pág. 262). Na maior pare dos casos de mordedura de cobra, não é necessário adminisrar anieneno. A decisão dee ser omada pelo médico, ou por ouro rabalhador de saúde qualificado, com base nas indicações presenes. Se for preciso adminisrar um anieneno, é necessário omar odas as precauções para eiar uma reacção alérgica (er pág. 128). A maioria dos remédios caseiros uiliados para as mordeduras de cobra faem pouco ou nenhum efeio. Preenção das mordeduras de cobras: É imporane explicar às pessoas da comunidade local que é possíel eiar as mordeduras por cobras, omando em aenção os seguines aspecos: As pessoas deem caminhar sempre calçadas; Faer barulho e uiliar um pau para assusar as cobras que, eenualmene, se enconrem no caminho; Durane a noie, uiliar uma lanerna quando se deslocam. Ouras medidas que podem ajudar a eiar as mordeduras de cobras, são: Corar as eras alas (capim) e limpar os campos por onde as pessoas caminham; Queimar ou enerrar o lixo que se enconra pero das casas. Picada de escorpião As picadas de escorpião são muio dolorosas, mas normalmene não são perigosas, excepo, ocasionalmene, em crianças. Adminisrar analgésicos e aplicar gelo sobre a picada. Picada de aranhas A maior pare das picadas de aranhas, incluindo a da arânula, são dolorosas mas não são perigosas. Adminisrar analgésicos. PRIMEIROS SOCORROS 281

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