ACOMPANHAMENTO DA AÇÃO EDUCATIVA
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- Lúcia Peixoto Lima
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1 PROGRAMA ACOMPANHAMENTO ACOMPANHAMENTO DA AÇÃO EDUCATIVA Relatório Agrupamento de Escolas de Cascais novembro 2018
2 Introdução A Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), no âmbito das atividades que desenvolve, tem vindo a implementar metodologias de trabalho que fomentam a intervenção dos elementos da comunidade escolar na conceção e implementação de medidas que visam a melhoria do desempenho da escola e o consequente sucesso educativo das crianças e jovens que a frequentam. A atividade Acompanhamento da Ação Educativa, inscrita nos sucessivos Planos de Atividades da IGEC, desde 2013, decorre das suas atribuições, especialmente as consignadas na alínea c) do n.º 2 do artigo 2.º do Decreto Regulamentar n.º 15/2012 de 27 de janeiro e desenvolvese no respeito pela autonomia das escolas consignada no n.º 1 do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril. Tem como objetivo promover nas escolas uma atuação estratégica para a resolução das suas dificuldades, a reflexão sobre as práticas pedagógicas e o trabalho colaborativo entre os docentes, tendo em vista o alcance de soluções pedagógicas e didáticas que contribuam para a qualidade das aprendizagens. A atividade toma por referência algumas das ações/medidas de melhoria concebidas pelas escolas na sequência da avaliação externa e dos seus processos de autoavaliação (planos de melhoria), bem como as medidas contempladas noutros documentos orientadores, tais como os planos de ação estratégica, concebidos no âmbito do Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, ou os planos plurianuais de melhoria, no caso das escolas que integram o Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária. Consagra, como metodologia de trabalho com as escolas, um acompanhamento regular, em momentos diferentes, ao longo do ano letivo, relativamente às estratégias por estas implementadas, com especial enfoque nos mecanismos internos de coordenação e supervisão pedagógica do trabalho docente. Com esta atividade pretende-se: 1) Conhecer as áreas de intervenção que a escola elegeu como prioritárias; 2) Acompanhar e aprofundar ações/medidas de melhoria identificadas pela escola e explicitadas nos seus documentos orientadores, tendo em vista a superação das fragilidades diagnosticadas; 3) Suscitar a reflexão sobre o rigor objetividade, pertinência, adequação, credibilidade, exequibilidade e a eficácia das ações/medidas de melhoria privilegiadas; 4) Induzir a monitorização da execução e dos resultados das ações/medidas de melhoria implementadas; 1
3 5) Conhecer e questionar as práticas de coordenação e supervisão implementadas, promovendo o trabalho colaborativo, no âmbito da gestão do currículo; 6) Incentivar a implementação de estratégias sustentadas na regular supervisão do trabalho dos docentes por parte dos coordenadores de departamento. Este relatório deve ser objeto de debate por toda a comunidade escolar. Código DGAE: Identificação das escolas/agrupamentos ATI: Designação: Escola-Sede: Localidade: Concelho: Distrito Área Territorial de Inspeção do Sul Agrupamento de Escolas de Cascais Escola Secundária de Cascais Cascais Cascais Lisboa Telefone: institucional: [email protected] [email protected] Intervenções Início Fim 1.ª ª ª
4 1 Identificação das principais fragilidades da escola: - Fragilidades na identificação dos fatores explicativos do insucesso e dos comportamentos perturbadores em sala de aula, de forma a permitir a implementação, de forma partilhada e consistente, de ações mais consequentes e eficazes. - Reduzido envolvimento e participação dos alunos nos processos de decisão que lhes dizem respeito, em moldes efetivos e sistemáticos, que valorizem os seus contributos e fomentem o exercício da cidadania responsável. - Insuficiente articulação curricular, que se reflita num planeamento estruturante e orientador, no sentido de garantir a sequencialidade das aprendizagens ao longo dos níveis de educação e ensino. - Práticas de diferenciação pedagógica pouco generalizadas, em sala de atividades/aula, com ligação à diversificação de estratégias, às metodologias ativas e à avaliação formativa, de modo a proporcionar aprendizagens significativas e a aumentar a eficácia educativa. - Reflexão pouco consistente sobre os processos de ensino e de aprendizagem, bem como monitorização pouco sistemática do impacto dos projetos e das medidas de promoção do sucesso escolar implementados. - Inexistência de uma estratégia de observação da prática letiva em sala de atividades/aula, numa linha de supervisão colaborativa entre pares, como forma de promover a reflexão sobre as dinâmicas e a partilha de experiências e dos saberes profissionais. - Dificuldades na implementação de procedimentos autoavaliativos agregadores, integrados num planeamento estratégico, de modo a alicerçar, com coerência, a tomada de decisões, com efeitos na conceção de planos de melhoria e no incremento de uma cultura de autorregulação. 2 Áreas de intervenção objeto de acompanhamento por parte da IGEC, conforme estipulado no Programa de Acompanhamento: - Reflexão sobre os resultados escolares dos alunos: Insucesso - identificação dos fatores explicativos do insucesso ; - Atuação pedagógica ao nível dos comportamentos dos alunos e acompanhamento do trabalho dos docentes: Comportamentos perturbadores - identificação dos fatores explicativos dos comportamentos perturbadores ; - Planeamento da ação educativa e planeamento do ensino e das aprendizagens: Impacto dos projetos nos processos de ensino-aprendizagem: consolidar mecanismos de monitorização dos projetos; promover a visibilidade dos projetos e sua comunicação.. 3
5 A APRECIAÇÃO FINAL DAS AÇÕES Área de intervenção: Reflexão sobre os resultados escolares dos alunos Ação n.1 Insucesso - identificação dos fatores explicativos do insucesso Melhorias conseguidas: - Discussão alargada acerca dos documentos utilizados para sistematizar o diagnóstico das aprendizagens e das necessidades dos alunos, o que permitiu uniformizar os instrumentos de trabalho dos docentes. - Utilização da avaliação das necessidades dos alunos e da análise dos resultados destes, para fundamentar e ajustar a implementação de medidas de suporte à aprendizagem mais adequadas a todos e a cada aluno, privilegiando as medidas universais. - Tomada de consciência da pertinência das ações de melhoria do Agrupamento, face às novas orientações curriculares, decorrentes da implementação do projeto de autonomia e flexibilidade curricular. - Recolha, tratamento e divulgação de dados relativos aos resultados escolares, por parte do Observatório, que permite suportar e fundamentar as opções tomadas no Agrupamento. Oportunidades de melhoria: - Continuar a discussão centrada nos fatores intrinsecamente ligados às estratégias e métodos de ensino, que podem facilitar as aprendizagens dos alunos em sala de aula, com reflexos nos instrumentos de trabalho, que devem ser facilitadores de uma intervenção educativa/pedagógica intencional, incisiva e eficaz. - Aprofundar e tornar mais consistente o trabalho de análise das necessidades de todos e de cada aluno, de adequação e diferenciação das respostas educativas, de diversificação de procedimentos e instrumentos de avaliação, de valorização da gestão e lecionação interdisciplinar e articulada do currículo, numa perspetiva de melhorar a qualidade das aprendizagens e o sucesso educativo de todos os alunos. Área de intervenção: Atuação pedagógica ao nível dos comportamentos dos alunos e acompanhamento do trabalho dos docentes Ação n.2 Comportamentos perturbadores - identificação dos fatores explicativos dos comportamentos perturbadores Melhorias conseguidas: - Recolha de evidências que fundamentaram a desconstrução da perceção, por parte de alguns docentes, de que os comportamentos perturbadores ocorridos em sala de aula advinham maioritariamente dos alunos abrangidos pelo Decreto-lei n.º 3/2008 de 07/01, em vigor à data da construção do Plano de Melhoria do Agrupamento. - Restruturação do GAP (Gabinete de Apoio Personalizado): após reflexão dos docentes e reformulação do respetivo regulamento, o GAP é no presente ano letivo um espaço de 4
6 acolhimento de alunos com ocorrências disciplinares em sala de aula, a que acresce também uma vertente de integração, de reflexão e de responsabilização, indutora da melhoria dos comportamentos perturbadores. - Redução do número de ocorrências de natureza disciplinar, em sala de aula, com encaminhamento para o GAP. - Implementação de um processo de observação da prática letiva, como forma de potenciar o trabalho colaborativo e a partilha de experiências e de conhecimento, tendo em vista o desenvolvimento profissional dos docentes, a inclusão e permanência em sala de aula de todos os alunos, e a melhoria dos processos de ensino e de aprendizagem. Oportunidades de melhoria: - Desenvolver em continuidade encontros/sessões de sensibilização dinamizados pelos docentes de educação especial/psicóloga/convidados que garantam a implementação de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão de todos e de cada um, crianças e alunos. - Dar continuidade a procedimentos de auscultação sistemática de crianças e alunos, particularmente no que respeita aos aspetos que estes consideram essenciais para melhorar as suas condições de aprendizagem. - Continuar a sensibilização dos docentes no sentido de partilharem estratégias pedagógicas conducentes à permanência efetiva dos alunos em sala de aula, desenvolvendo a observação da prática letiva alargada todos os docentes e com focos diferenciados. - Reflexão e discussão das conclusões decorrentes das observações da prática letiva efetuadas, nas jornadas agendadas para o final do 2.º período do ano letivo em curso, com vista a ajustar e a dar continuidade a este processo. Área de intervenção: Planeamento da ação educativa e planeamento do ensino e das aprendizagens Ação n.º 3 Impacto dos projetos nos processos de ensino-aprendizagem: consolidar mecanismos de monitorização dos projetos; promover a visibilidade dos projetos e sua comunicação. Melhorias conseguidas: - Instituição de procedimentos, comuns a todos os níveis de educação e de ensino, e elaboração de documentos, com suporte no programa Inovarpaa, que permitem sistematizar a recolha de evidências relativas à planificação, realização e avaliação de todos os projetos/atividades do Agrupamento. - Maior sensibilização para a importância da relação entre a atividade/projeto e as componentes do currículo das diferentes disciplinas, com reflexos na respetiva planificação, realização e avaliação. - Elaboração do Relatório da Execução do Plano Anual de Atividades, que suscitou uma reflexão acerca da pertinência e da eficácia dos projetos/atividades, no que respeita ao seu impacto no desenvolvimento de competências e na realização de aprendizagens, tendo fundamentado a reformulação, a continuidade e o surgimento de novas propostas. 5
7 - Reflexão sobre as possibilidades de aperfeiçoamento dos instrumentos utilizados no Agrupamento, que permitiu a inclusão das novas orientações curriculares, nomeadamente o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e as Aprendizagens Essenciais. - Maior consciencialização da relevância das atividades/projetos para a aproximação dos alunos ao currículo e, sobretudo, para os preparar face aos desafios do futuro próximo (oportunidades, empregos, tecnologias, problemas). - Divulgação dos projetos/atividades na página de internet do Agrupamento e no Boletim Informativo do Agrupamento de Escolas de Cascais - Polidestak. Oportunidades de melhoria: - Explicitar e intensificar o desenvolvimento de projetos/atividades promotores da gestão e lecionação interdisciplinar e articulada do currículo. - Ter em consideração, para a tomada de decisões de natureza pedagógica e curricular, as recomendações do Relatório da Execução do Plano Anual de Atividades, nomeadamente as relacionadas com o aperfeiçoamento do Inovarpaa e outras. B- APRECIAÇÃO GLOBAL DO PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO 1. Grau de consecução das ações. Ação n.º 1 Foram alcançadas as metas propostas no Programa de Acompanhamento. Ação n.º 2 Foram alcançadas as metas propostas no Programa de Acompanhamento, com exceção das indicadas para as atividades 7 e 8, que ainda estão em desenvolvimento, tal como previsto. Na atividade 7, o planeamento prevê que sejam ultrapassados os 25% de observações, durante o 1.º período do ano letivo 2018/2019. Ação n.º 3 - Foram alcançadas as metas propostas no Programa de Acompanhamento. Estas ações constituíram um ponto de partida e devem, doravante, ganhar consistência e sistematicidade, de modo a aumentar o impacto na qualidade das aprendizagens de crianças e alunos. 2. Ganhos ao nível das áreas de intervenção objeto de acompanhamento. - Perceção generalizada de mudança nas dinâmicas organizacionais, designadamente ao nível da melhoria do trabalho colaborativo entre os docentes e da partilha, bem como da reflexão sobre as práticas pedagógicas. 6
8 - Maior assunção da cultura de Agrupamento, numa perspetiva de conhecer e garantir melhores aprendizagens ao longo de todo o percurso educativo/escolar das crianças e dos alunos. - Valorização e motivação dos alunos e dos docentes através dos prémios recebidos no âmbito dos diversos projetos em que o Agrupamento participa. - Progressiva tomada de consciência de respostas educativas que levam ao sucesso educativo de todos os alunos, em consonância com as possibilidades previstas no projeto de autonomia e flexibilidade curricular. 3. Práticas pedagógicas inovadoras, em contexto de sala de aula, com impacto nas aprendizagens. Foi percecionado, por alguns dos interlocutores, como um ponto de partida para as práticas pedagógicas inovadoras, por exemplo, a reorganização do espaço sala de aula numa turma de 6.º ano com a finalidade de fomentar dinâmicas de aprendizagem cooperativa, embora esta não seja uma prática abrangente nem generalizada. 4. Compromisso da escola para dar continuidade e/ou aprofundar o trabalho já realizado. É manifesta a intenção de dar continuidade aos eixos de melhoria identificados no Programa de Acompanhamento, com realce para o aperfeiçoamento dos procedimentos / instrumentos, que sustentam um desenvolvimento curricular adequado ao contexto específico do Agrupamento e às necessidades dos seus alunos, e para a operacionalização das competências previstas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e nas Aprendizagens Essenciais. Data: 9 novembro 2018 A Equipa Inspetiva: Helena Afonso e Rosa Micaelo 7
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