Proposta de recuperação de área degradada: O caso do IFMG- GV

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Proposta de recuperação de área degradada: O caso do IFMG- GV"

Transcrição

1 Proposta de recuperação de área degradada: O caso do IFMG- GV Celso de Freitas Guimarães 5º Período do Curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do IFMG, campus Governador Valadares, Daniela Martins cunha Professora Msc. Do IFMG, campus Governador Valadares, RESUMO O uso da terra de forma indiscriminada vem causando impactos que na maioria das vezes provocam degradações. Como os recursos são finitos, há de se preocupar com a futura escassez dos mesmos. Na encosta localizada aos fundos da área construída do IFMG / GV (Instituto Federal de Minas Gerais / Governador Valadares), a situação é análoga, portanto, carente de cuidados para preservar e recuperar tais recursos. Diante destes fatos, este trabalho vem propor a recuperação da referida área através da sua revegetação. Portanto, este trabalho visa apresentar de forma descritiva a caracterização física da área onde está localizada a encosta compreendida no terreno do IFMG/GV, bem como uma proposta, segundo dados obtidos no IEF (Instituto Estadual de Florestas), de revegetação da referida área. Foram utilizados como recursos metodológicos: pesquisas literárias, consulta à legislação vigente e ao IEF, testes de densidades do solo, trabalho de campo na área para fotografar, coletar amostra e realizar perfil do solo, além da realização de mapeamento através do uso de arquivo vetorial no formato CAD (Computer Aided Design) cedidos pelo IFMG-GV, do uso de GPS (Global Position System) e do SIG (Sistema de Informações Geográficas) ArcGis 10. Assim, como principais resultados da pesquisa chegou-se, dentre outros, aos mapas de altimetria e declividade que reafirmam junto aos dados de densidade do solo a necessidade de recuperação da área, a qual conforme sugestão do órgão estadual consultado deve ser realizada com o replantio de árvores de mudas nativas da região. Palavras-chave: erosão, encosta e revegetação. ABSTRACT The careless land use is causing impacts that most often cause degradation. As resources are limited, there is the concern about future shortages. Located on the hillside to the back of the building area located on IFMG / GV (Instituto Federal de Minas Gerais / Governador Valadares), the situation is analogous, therefore, lacking in care to preserve and restore these resources. Given these facts, this paper proposes the recovery of that area through their re-vegetation. Therefore, this paper presents a descriptive characterization of the physical area where the slope is located on the IFMG / GV grounds, as well as a 1

2 proposal, according to data obtained in IEF (Instituto Estadual de Florestas), which proposes the re-vegetation of that area. Methodological resources were used such as: literary research, consultation with current legislation and the IEF testing, soil bulk density, field work in the area to collect photographs, collect samples and perform soil profile, besides conducting mapping through the use of documents in CAD (Computer Aided Design) format, ceded by IFMG-GV, the use of GPS (Global Position Sistem) and GIS (Geographic Information System) ArcGIS 10 software. Thus, the conclusion of the main research results, among others, the altimetry maps and slopes, reaffirm within the data of density of the soil, the necessary of area recovery, which as suggested by state organ consulted must be undertaken with the replanting of trees of native plants of the region. Keywords: erosion, slope and re-vegetation. 1. INTRODUÇÃO O solo, como a água, é um recurso vital para a humanidade, todavia somente 11% da área mundial são agricultáveis, o restante apresenta limitações como clima muito seco com 28%, muito úmido 10%, desequilíbrios químicos críticos 23%, muito rasos 22% e 6% estão permanentemente congelados (FAO apud ARAUJO et. al, 2005, p. 19). Desde que o homem deixou de ser nômade e consequentemente passou a explorar o solo para cultivar, iniciou as alterações, que por sua vez causaram impactos e degradações. Nos últimos séculos, com o aumento da população, estas mudanças se tornaram mais agressivas ao meio ambiente. Com a migração do homem para as grandes cidades, o cultivo da terra teve que se mecanizar para suprir as necessidades, que agora não eram mais apenas para a subsistência, aumentando ainda mais o uso intensivo da terra e consequentemente o processo de degradação. Degradação de um solo se dá quando são modificadas suas características físicas, químicas e biológicas. Esta modificação pode ser por compactação, erosão, esgotamento etc. Grande parte da erosão é causada pela água que lava a camada superficial do solo. Outro fator a ser considerado é o cultivo sucessivo sem períodos de pousio suficientes ou sem reposição de nutrientes com culturas de cobertura, esterco ou fertilizantes, que pode vir a esgotar os nutrientes do solo (ARAUJO et.al, 2005). Ainda segundo Tavares et 2

3 al (2008, p. 2), podem ocasionar degradação, o desmatamento, o superpastejo, as atividades agrícolas entre outros. A literatura técnica e os textos de legislações ambientais brasileira em vários níveis deixam dúvidas e contradições sobre definições exatas dos termos recuperação e restauração que em muitos casos são tratados como diferentes e em outros como sinônimos, mas há certo consenso que recuperação é o retorno do sitio degradado a uma forma de utilização de acordo com um plano pré-estabelecido para uso do solo, visando uma estabilidade do meio ambiente. Já restauração refere-se à obrigatoriedade do retorno ao estado original da área, antes da degradação (TAVARES et. al. 2008, p. 5). Uma das formas de se recuperar uma área erodida ou em processo é através da revegetação, a qual consiste em replantar espécies da flora regional, na tentativa de deixa-la da forma o mais próximo possível de como era originalmente. Conforme Araujo et. al, A forma mais comum de erosão é a perda da camada superficial do solo pela ação de água e/ou do vento. O escoamento superficial da água carrega a camada superior do solo; isso ocorre sob a maioria das condições físicas e climáticas. [...] A perda dessa camada de solo reduz a fertilidade por que: (a) conforme o solo se torna mais denso e fino, fica menos penetrável às raízes e pode tornar superficial demais a elas; (b) reduz-se a capacidade de o solo reter água e torná-la disponível às plantas, e (c) os nutrientes para as plantas são levados com as partículas do solo erodidas. (ARAUJO et al, 2005, p24). O processo de erosão pode ser agravado por vários fatores, dentre eles o formato das encostas. As encostas são áreas com inclinação, podendo ser natural quando são produtos da evolução natural, ou antropogênicas quando causada pela ação do homem. As encostas são alvo de preocupação maior, posto que devido sua inclinação, estarão mais sujeitas a maior ou menor perda de rendimentos pela ação de precipitações, entre outros fatores. A legislação brasileira através da Lei nº /maio de 2012, em seu Art. 4º, Inciso V, considera Área de Preservação Permanente (APP), em zonas rurais ou urbanas, portanto passiva de proteção da cobertura vegetal, encosta com inclinação superior a 45º, equivalente a 100%, na linha de maior declive. Na região de Governador Valadares, MG, predomina a pecuária, e com isso observa-se que extensas áreas de gramíneas com o pastoreio extensivo 3

4 propiciam o processo de degradação O superpastoreio destrói a cobertura do solo, causando compactação e aceleração de espécies arbustivas indesejáveis (ARAUJO et al, 2005, p32). São causadores de degradação, pelo uso de pecuária, o desmatamento, condução de gados, entrada excessiva de água/drenagem insuficiente, excesso de fertilização ácida e reduzido tempo de pousio. Existem ainda fatores naturais como topografia, textura e composição do solo, cobertura vegetal, regimes hidrográficos, chuvas fortes, alagamentos e ventos fortes (FAO apud ARAUJO, 2005). Ainda, segundo Tavares, (2008, p. 110) o solo apresenta vocações ou aptidões distintas para utilização, seja agricultura, engenharia (estradas, usinas, prédios, etc), lazer, reflorestamento, etc. Quando tais vocações não são respeitadas, com uso inadequado de manejo, ocorre a degradação, principalmente através da erosão. Na região de Governador Valadares, pela sua ocupação histórica, vários tipos de manejos foram utilizados, mas principalmente a pecuária intensiva e a indústria madeireira, que pelo tipo de solo da região, se mostraram inadequados (DIAS, 2003). Estudos comprovam que para uma eficiente recuperação de terrenos em processo de degradação, são necessárias pesquisas geomorfológicas, análise dos componentes do solo, pesquisas sobre as espécies a serem inseridas, grau e tipo de degradação, fatores causadores, impactos no ambiente proveniente da degradação, etc. (ARAUJO et. al. 2005; CURY et. al. 2011; WADT 2003). Através destes estudos pode-se optar pelos tipos de processos a serem utilizados na recuperação do solo. Considerando a inclinação da encosta e o grau de degradação apresentado na mesma, situado dentro das dependências do IFMG, surgiu a proposta de recuperar a flora para amenizar futuros problemas como a erosão. Portanto, este trabalho tem como objetivo apresentar de forma descritiva a caracterização física da área onde está localizada a encosta compreendida no terreno do IFMG/GV, bem como uma proposta, segundo dados obtidos no IEF, de revegetação da referida área. 4

5 2. METODOLOGIA 2.1 Caracterização da área de estudo IFMG, Campus Governador Valadares A área em estudo, está localizada no município de Governador Valadares, Minas Gerais, entre as coordenadas 41 58'27.71" e 41 58'39.63" Oeste e 18 49'46.32" e 18 49'58.25" Sul, (Mapa 01). Sua dimensão é de ,35 m 2, sendo que a área a ser recuperada, mede ,00 m 2. Mapa 01 Localização. O campus do IFMG Governador Valadares é construído em um terreno de relevo irregular, com encostas de morro em processo de degradação (Fig. 01 e 02). A cobertura vegetal deu lugar a pastagens, deixando o terreno à mercê de intempéries, podendo vir a ocorrer erosão, o que além de piorar a situação, assorear a lagoa existente no sopé da encosta em períodos chuvosos, o qual se dá na região de Governador Valadares de outubro a março (VIANELLO apud Cupolillo, 2008). 5

6 Fig Vista panorâmica do IFMG Fonte: Autor 2013 Fig Terreno íngreme com solo exposto Fonte: Autor 2013 O clima talvez seja o mais importante componente do ambiente natural. Ele afeta os processos geomorfológicos, da formação dos solos e o crescimento e desenvolvimento das plantas [...] O clima e as variações climáticas exercem grande influência sobre a sociedade. O impacto do clima e das variações climáticas sobre a sociedade pode ser positivo (benéfico ou desejável) ou negativo (maléfico ou indesejável). (AYOADE, 1996, p. 286 e 288). 6

7 O Clima da região de Governador Valadares é Tropical, Quente, com temperatura média superior a 18º, Semi-úmido, com seca de quatro a cinco meses. (IBGE, 2002). Ainda, o clima da bacia do Rio Doce é influenciado pela dinâmica atmosférica regional, que atua no estado de Minas Gerais, e pela larga escala que atua no Brasil (CUPOLILLO, 2008). Na região sudeste do Brasil, devido ao posicionamento latitudinal, caracteriza-se como uma região de transição entre os climas quentes de latitudes baixas e os climas mesotérmicos de tipo temperado das latitudes médias, que apresenta uma sazonalidade responsável por duas estações distintas e bem definidas, um verão úmido e quente e um inverno seco e ameno entremeados por duas transições, primavera e outono (NIMER apud CUPOLILLO, 2008, p 26). 2.2 Revisão de literatura e pesquisa de campo Para elaboração deste estudo foram feitas pesquisas bibliográficas sobre conceitos, formas de recuperação de terrenos em processo de degradação e métodos de replantio, análise do solo, utilização de imagens fotográficas, pesquisas sobre o clima da região, mapeamento espacial do terreno, bem como identificação declividade do terreno. Foram feitas fotografias do terreno, utilizando-se uma câmera digital não profissional da marca Canon, a data de 30 de agosto de 2012 e em 16 de julho de E para fazer a localização geográfica foi utilizado um GPS, (Global Positioning System) Sistema de Posicionamento Global, marca Garmin 76S. Foi feito ainda, pesquisa/entrevista junto a órgãos públicos em busca de possíveis parcerias além de orientação sobre formas de plantio e sobre as espécies da flora da região. O IEF, com conhecimento empírico disponibilizou apoio técnico, além de fornecimento de mudas para o replantio pelo. Também foram realizadas consultas à legislação brasileira em vigor, para comprovação da necessidade da implantação do presente projeto. 7

8 2.3 Análise do solo Para análise do solo, foram feitas 4 (quatro) escavações em forma de trincheiras, em locais preestabelecidos, sendo o P01 de 50 cm, os P02 e P03 com 73 cm e o P04 com 67 cm. A localização foi determinada levando-se em conta a distribuição espacial, e a profundidade, levando-se em conta a necessidade de verificação das tonalidades dos solos, para comparação com a literatura. Foram analisados, de acordo com Oliveira, (1992). Ainda foram recolhidas amostras do solo para análise de densidade do solo conforme metodologia da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agripecuária), Apud TAVARES 2008, (Torrão parafinado), Que consiste em separar um torrão, arredonda-lo com auxilio de um instrumento cortante, pesar o torrão seco, envolve-lo em parafina, coloca-lo em um becker de volume conhecido com água, para medir o deslocamento da água, assim chegando-se ao volume do torrão, e pela fórmula (D=M/V), chega-se à densidade (EMBRAPA apud Tavares, 2008, p. 35). 2.4 Levantamento altimétrico e elaboração de mapas Para elaboração dos mapas foram utilizadas plantas de origem do próprio IFMG - Governador Valadares, que foram processadas no ArcGis 10, para conseguir imagens do relevo, área do local, altimetria, declividade e localização geográfica, conforme segue: Elevação: as curvas de nível foram inseridas, e com auxílio da ferramenta 3DAnalist, criando um TimDatabase, que posteriormente são determinados os números de classes, valores das classes e cores das mesmas, sabendo que os valores correspondem a altitudes em metros. Para declividade, efetivados os mesmos procedimentos, com a adição do procedimento (Face Slope), para determinação da declividade, e que os valores das classes, correspondem à declividade em porcentagens. Para calculo da área foi criado um polígono sobre a área alvo, em seguida foi convertida em shipefile, através do atributo, cria-se nova coluna para inserir área em (m2), foi dado o comando para calcular geometria, resultando na área desejada em m2. 8

9 3. RESULTADO E DISCUSSÃO 3.1 Recuperação Florestal Para recuperação da área degradada, deverão ser utilizadas plantas para cobertura do solo com técnicas a serem seguidas de acordo com a geomorfologia, análise do solo e clima. Recomenda-se a utilização de espécies da flora nativa da região, conforme orientação de profissionais do IEF tanto quanto às espécies quanto à densidade de plantio. Existem várias técnicas de plantio, de acordo com a tipologia do terreno e o resultado desejado, como cercamento para evitar invasão de animais, acero, para evitar invasão de fogo, limpeza do terreno, corveamento, etc. Conforme Araujo et. al. (2005), é recomendado um estudo das formas da encosta, côncava, convexa e retilínea, que como se pode observar, nas encostas côncavas, com a presença de precipitação, as águas tendem a se acumular e escorrer por espaços mais estreitos, aumentando assim a velocidade e a capacidade de erodir o terreno, bem como da sua declividade e do seu comprimento. Também é recomendado identificar quais os principais tipos de solos existentes, bem como suas propriedades físicas e químicas, que podem ter um peso importante no processo de degradação e recuperação. Por fim a compreensão da dinâmica dos processos atuantes que deram origem à degradação, que podem ser relacionados à presença de erosão dos solos ou então de movimentos gravitacionais de massa. Para recuperação florestal em áreas de pastagens antigas, como é o caso em estudo, o potencial de regeneração natural é considerado de nível médio, com algumas técnicas simples, ou seja: Supressão do fogo, controle de erosões, descompactação do solo, controle de gramíneas invasoras e plantio ou semeadura de espécies de rápido crescimento e tolerantes ao sol (CURY et al 2011). A Resolução 429 de 02 de março de 2011 do CONAMA estabelece que a recuperação de APP (Área de Preservação Permanente), possa ser feita pelos seguintes métodos: Condução da regeneração natural de espécies nativas, plantio de espécies nativas e plantio de espécies nativas conjugado 9

10 com a condução da regeneração natural de espécies nativas. E que devem ser observados os seguintes itens: proteção das espécies nativas mediante isolamento ou cercamento da área a ser preservada, medidas de controle e erradicação de espécies exóticas invasoras, medidas de prevenção e combate ao fogo, medidas de controle da erosão se necessário. Assim, uma APP, que de acordo com a Lei /2012, Art. 3º Inciso II, é uma área protegida coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas. No Inciso I do Artigo 6º da referida lei, é previsto como área de preservação permanente ainda, quando for destinada a conter erosão do solo e mitigar riscos de enchentes e deslizamentos de terra e rocha. Algumas barreiras à regeneração natural podem ocorrer, e, portanto é necessário identifica-las para neutralizá-las, são elas: solos compactados e/ou erodidos; presença de gramíneas agressivas; ausência de matas preservadas próximas que podem diminuir a chegada de sementes; ambiente desfavorável à germinação e o crescimento das mudas, com excesso de luminosidade, pouca umidade e nutrientes no solo (CURY et al. 2011, p. 31). Algumas técnicas para distribuição das mudas são apresentadas, entre elas, em linha intercaladas com espécies pioneiras (espécies mais rústicas, de rápido crescimento e formação de copa) e espécies não pioneiras (espécies diversas, como frutíferas, árvores de porte baixo e/ou de crescimento mais lento) (CURY, et al 2011, p. 39). No Plano Diretor da prefeitura de Governador Valadares, são previstas medidas ambientais visando a preservação e recuperação de áreas degradas. O Inciso IX do Art. 39 do referido Plano Diretor visa promover a recuperação das áreas ambientalmente degradadas nas áreas urbanas que apresentarem problemas de erosão. 10

11 3.2 Levantamentos Altimétrico e Clinográfico Com auxilio da ferramenta ArcGis 10, um arquivo no formato CAD oferecido pelo IFMG Governador Valadares, foi processado fornecendo informações importantes para a conclusão dos trabalhos, a saber: Área total do estudo; área reservada para plantio das mudas; elevação do terreno; conforme modelo tridimensional do terreno (mapa 02), obtido do levantamento altimétrico do campus. Pode-se observar que as altitudes variam de 182 a 254 m, concentrando a parte mais acentuada na porção sul, ou seja, nos fundos da área construída do campus. Mapa 02 Altimetria. Fonte: Autor, 2013 Nas áreas de maior altitude do terreno também é possível localizar as áreas de maior declividade do terreno, principalmente aquelas cuja encosta tem inclinação superior mais acentuada, declividade esta mostrada nas cores mais escuras, Mapa

12 Mapa 03 Declividade. Fonte: Autor, Análise do solo Analisado o solo pela coloração, pode-se conhecer, até mesmo pela região onde ele se insere que as amostras P01, P02 e P03 (Figuras 03, 04 e 05) tratam-se de Latossolo vermelho-amarelo, cujas características principais são a coloração vermelho-amarelos, profundos ou muito profundos de sequência de horizontes A-Bw-C, com aparência relativamente bem individualizada, devido à distinção de cor, especialmente entre os horizontes A e B. O horizonte A mais comum é o moderado enquanto o B pode apresentar ampla variação de cor. Já a amostra P04 (Figura 06) foi considerada Cambissolo, que compreende solos minerais não hidromórficos, com drenagem variando de acentuada até imperfeita, horizonte A seguido de B incipiente. São solos desde rasos a profundos possuindo sequência de horizontes A-Bi-C, com diferenciação de horizontes usualmente modesta e apresenta diversidade de cores, mais frequentemente de tonalidades amareladas, (Oliveira, 1992, p. 104 e 159). 12

13 Fig. 03: Perfil 01 - Latossolo Fig. 04: Perfil 02 Latossolo Fonte: Autor, 2013 Fonte: Autor, 2013 Fig. 05: Perfil 03 - Latossolo Fig. 06: Perfil 04 Cambissolo Fonte: Autor, 2013 Fonte: Autor, 2013 Deve-se observar que as amostras de solos P01, P02 e P03 apresentam uma coloração um pouco mais escura devido a umidade presente nas amostras, considerando que se encontravam sob vegetação, enquanto a P04 em solo descoberto, apresentando a coloração mais próxima da realidade. Para análise de densidade, foram recolhidas amostras, nos mesmos locais das amostras de perfis de solo. As amostras foram arredondadas com auxilio de uma faca, secada ao sol, pesada, e posteriormente envolvida em parafina, em seguida colocada em um recipiente (Becker), com água, medindose o deslocamento da água, e da parafina utilizada, para se chegar ao volume 13

14 do torrão, pela fórmula de densidade, (D=V/M), onde D=Densidade (g/cm 3 ), V=Volume (cm 3 ) e M=Massa (g). Os torrões, denominados T 01 a T04, coluna 1 são amostras do terreno, na segunda coluna são apresentadas as massas das amostras, secas, conforme métodos apresentados, na terceira coluna apresentam-se o volume que correspondem ao deslocamento da água no recipiente, demonstrando o volume ocupado pela amostra, sendo descontado o volume da parafina, e na última coluna, os resultados, que correspondem à densidade aparente das amostras, Fig. 07, 08 e 09 e Tabela 01. Fig. 07 Torrões naturais Fonte: Autor, 2013 Fig. 08 Impermeabilização do torrão Fonte: Autor, 2013 Fig. 09 Torrão parafinado Fonte: Autor, 2013 Torrão Massa Torrão (g) Vol. Líq. (cm 3 ) D=M/V (g/cm3) T ,5 220,99 1,808 T ,5 270,74 1,801 T ,5 381,99 1,821 T ,5 435,23 1,816 Tabela 01 Densidade do solo Segundo Reinert, o crescimento normal das plantas de cobertura ocorre até o limite de densidade de 1,75 Mg m-3. Entre a faixa de 1,75 e 1,85 Mg m-3, ocorre restrição com deformações na morfologia das raízes em grau médio e, acima de 1,85 Mg m-3, essas deformações são significativas, com grande engrossamento, desvios no crescimento vertical e concentração na camada mais superficial. 14

15 Pela identificação visual das classes de solo do local e a densidade do solo não há empecilho para o plantio de espécies da mata atlântica. 3.4 Proposta de Recuperação segundo o IEF Um questionário foi feito ao representante do IEF Instituto Estadual de Florestas, o qual forneceu subsídios técnicos e logísticos como segue descrição: Foi informado que representante do Instituto visitou a área, portanto a conhece a qual mencionou como medida de área total de ,65 m2, sendo a área para plantio de 4,2 ha, com presença de pastagem de capim Colonião e Brachiária. Ao ser questionado sobre a quantia de espécies a serem introduzidas na referida área, bem como a diversidade das mesmas, foi mencionado que deveriam ser utilizados espaçamentos de cerca de 3m x 3m e que cerca de 10 (dez) espécies nativas da mata atlântica, deveriam ser usadas, conforme tabela 2. Nome popular Nome científico Familia Angico vermelho Anadenanthera macrocarpa Fabaceae-Mimosoideae Angico branco Chloroleucon tortum Fabaceae-Mimosoideae Ipê amarelo Handroanthus albus Bignoniaceae Ipê mulato Handroanthus avellanedae Bignoniaceae Ipê rosa Handroanthus avellanedae Bignoniaceae Ipê roxo Handroanthus avellanedae Bignoniaceae Açaí Euterpe Oleracea Arecaceae Caju Anacardium occidentale L. Anacardiaceae Cajá manga Spondias dulcis Anacardiaceae Jequitibá rosa Cariniana estrellensis Lecythidaceae Pau brasil Caesalpiniaechinata Lam. Fabaceae-Caesalpinioideae Pau d alho Gallesiaintegrifolia Phytolaccaceae Sapucaia Lecythis pisonis Cambess Lecythidaceae Tabela 02: Sugestão de mudas a serem plantadas conforme IEF Fonte: (IEF, 2013). Sobre a melhor época para plantio foi respondido que com as experiências sobre a região, deveria ser no início da estação chuvosa, a qual 15

16 ocorre no mês de novembro e replantio para janeiro. Perguntado sobre a ocorrência de enxurradas que poderia carrear a terra revolvida causando perdas significativas no trabalho de plantio, foi nos respondido que poderíamos sim ter problemas, pois parte da área tem declividade acentuada, assim poderiam ser utilizadas técnicas para minimização do problema, mas que seriam muito onerosas, e, portanto inviáveis. As técnicas recomendadas, assim como as literaturas indicam, consistem em Isolamento da área com cercas para evitar continuação do processo de degradação pelo pisoteio de gado, controle de pragas, que no caso são as formigas cortadeiras, especialmente as do gênero Acromyrmex Atta, Quem-quem e Saúvas respectivamente, que são considerados predadores, principalmente na fase inicial, quando as mudas ainda são tenras e a quantidade de folhas ainda é pequena, podendo dizimar as plantas. Roçada manual seletiva que consiste na roçada das plantas competidoras com uso de uma foice ou motoroçadeira com cuidado para não cortar as espécies arbustivas e arbóreas existentes na área de acordo com a necessidade especificada no cronograma. Assim faz-se também o coroamento manual que consiste na diminuição da competição entre lianas, cipós e gramíneas com uso de enxadas, devendo ser realizado num raio de 50 cm, e após deve distribuir a vegetação cortada ao redor da planta não permitindo que o mato encoste-se ao colo da planta. As covas deverão ser feitas com medidas em torno de 40 x 40 x 40 cm, com espaçamento de 3 x 3 m. para a adubação foi indicado uma análise do solo para uma correta aplicação, mas, de forma generalizada pode-se usar uma porção de 100g de NPK (Nitrogênio Fósforo e Potássio), sendo a formulação definida pelo IEF, adicionado a 3 Kg de esterco de gado bem curtido por cova. O replantio, ainda como recomendação do IEF, deverá ser feito quando houver perdas significativas, estimado em cerca de 10% do plantio. Deverá ser dada manutenção até dois anos após o plantio, pois não adianta escolher boas espécies, preparar a área e plantar na época adequada se não houver um bom manejo, todo projeto pode dar em nada. Ainda foi recomendado que no primeiro ano após o plantio fosse feito quatro retornos para procedimentos de tratos culturais, sendo: controle de formigas, replantio, roçada manual seletiva 16

17 e coroamento das mudas. No segundo ano a recomendação é: Roçada manual, controle de formigas e coroamento.. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS A implantação da referida proposta é de suma importância para, além da recuperação da flora do espaço em estudo, haja também recuperação indireta da fauna, que certamente retornará ao habitat, repovoando em parte o que antes era um ambiente rico. Ainda há de se considerar a beleza cênica que representa uma área reflorestada com espécies naturais e regionais da mata atlântica. No que diz respeito ao microclima do espaço, é de considerável importância o repovoamento da flora. Se considerarmos outros benefícios, como diminuição da erosão, minimização do assoreamento dos corpos hídricos a jusante, infiltração da água no solo, entre outros, chega-se a um número considerável, pois os benefícios são imensuráveis. Considerando os resultados dos estudos e de acordo com contato visual do local, pode-se concluir que a recuperação se dará em pouco tempo pois a terra local é aparentemente rica em nutrientes considerando observações de brotos de plantas que nascem espontaneamente no local, a terra é pouco densa o que facilita o crescimento das raízes, a recuperação natural de algumas espécies demonstra que com a intervenção o processo será mais ágil. Há de se considerar que acima da divisa da Instituição de ensino, existe terreno com elevação superior e com inclinação, que deve ser considerada a necessidade de estudos, uma vez que, levando-se em conta a topografia, problemas com chuvas mais densas podem resultar em enxurradas capazes de prejudicar os trabalhos. Diante do exposto, pode-se afirmar que o projeto em pauta deve ser considerado de importância vital para o local. 17

18 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARAUJO, G. H. de S.; ALMEIDA, J. R. de; GUERRA, A. J. T. Gestão Ambiental de Áreas Degradadas. 5. Ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, AYOADE, J. O. Introdução à Climatologia para os trópicos. 4ª Ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, BRASIL, Resolução Nº 429 CONAMA. De 28 de fevereiro de Dispõe sobre a metodologia de recuperação das Áreas de Preservação Permanente APPs. DOU nº 43 Brasil, 02 de março de BRASIL, Lei , de 25 de maio de Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nºs 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e , de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nºs 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória nº , de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Diário Oficial da União Brasil, 25 de maio de CUPOLILLO, F.; Diagnóstico hidroclimatológico da bacia do Rio Doce. Tese de doutorado. Instituto de Geociências da UFMG CURY, R. T. S.; JR. O. C. Manual para Restauração Florestal. 5. Ed. Canarana: DIAS, G. V. Delimitação e análise das características sócio-ambientais da região de atuação do mestrado profissionalizante em meio ambiente e sustentabilidade do Leste Mineiro GOVERNADOR VALADARES, Lei Complementar nº 095 de 27 de dezembro de Institui o Plano diretor de Desenvolvimento do município de Governador Valadares Minas Gerais e dá outras providências. Quadro de Publicações Prefeitura de Governador Valadares, 27 de dezembro de Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE, Mapa de Clima do Brasil, Diretoria de Geociências, Rio de janeiro, Disponível em LORENZI, H. Árvores brasileiras. 5. Ed. Câmara Brasileira do Livro, SP, MINAS GERAIS, Lei , de 19 de junho de Dispõe sobre as Políticas Florestal e de Proteção à Biodiversidade no Estado. Diário Executivo Minas Gerais, 19 de junho de OLIVEIRA, J. B. de; JACOMINE, P. K. T.; CAMARGO, M. N. Classes gerais de solos do Brasil. Jaboticabal: FUNEP, REINERT, D. J.; ALBURQUEQUE, J. A.; REICHERT, J. M.; AITA, Celso; ANDRADA, Martín María Cubilla. Limites críticos de densidade do solo para o crescimento de raízes de plantas de cobertura em argissolo. R. Bras. Ci. Solo, 32: , TAVARES, Silvio Roberto de Lucena, MELO Adoildo da Silva, ANDRADE, Aluisio Granato de, ROSSI, Celeste Queiroz, CAPECHE, Claudio Lucas. Curso de recuperação de áreas degradadas. 1 Ed. Rio de Janeiro: Embrapa Solos WADT, Paulo Guilherme Salvador. Práticas de Conservação do Solo e Recuperação de Áreas Degradadas. 1. Ed. Rio Branco: Embrapa Acre,

AVALIAÇÃO DO USO DA TERRA NO PROJETO DE ASSENTAMENTO CHE GUEVARA, MIMOSO DO SUL, ESPÍRITO SANTO

AVALIAÇÃO DO USO DA TERRA NO PROJETO DE ASSENTAMENTO CHE GUEVARA, MIMOSO DO SUL, ESPÍRITO SANTO AVALIAÇÃO DO USO DA TERRA NO PROJETO DE ASSENTAMENTO CHE GUEVARA, MIMOSO DO SUL, ESPÍRITO SANTO Natália Aragão de Figueredo 1, Paulo Henrique Dias Barbosa 2, Thiago Dannemann Vargas 3, João Luiz Lani 4

Leia mais

EFEITO DE SISTEMAS DE CULTIVO E MANEJO NA CONSERVAÇÃO DO SOLO E PRODUTIVIDADE DAS CULTURAS PARA AGRICULTURA DE SEQUEIRO

EFEITO DE SISTEMAS DE CULTIVO E MANEJO NA CONSERVAÇÃO DO SOLO E PRODUTIVIDADE DAS CULTURAS PARA AGRICULTURA DE SEQUEIRO EFEITO DE SISTEMAS DE CULTIVO E MANEJO NA CONSERVAÇÃO DO SOLO E PRODUTIVIDADE DAS CULTURAS PARA AGRICULTURA DE SEQUEIRO Nielson Gonçalves Chagas, João Tavares Nascimento, Ivandro de França da Silva & Napoleão

Leia mais

ESTUDO DE EROSÃO DOS SOLOS NA ÁREA DO MÉDIO ALTO CURSO DO RIO GRANDE, REGIÃO SERRANA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

ESTUDO DE EROSÃO DOS SOLOS NA ÁREA DO MÉDIO ALTO CURSO DO RIO GRANDE, REGIÃO SERRANA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ESTUDO DE EROSÃO DOS SOLOS NA ÁREA DO MÉDIO ALTO CURSO DO Calderano Filho, B. 1 ; Carvalho Júnior, W. 2 ; Calderano, S.B. 3 ; Guerra, A.J.T. 4 ; Polivanov, H. 5 ; 1 EMBRAPA_CNPS Email:bccalder@gmail.com;

Leia mais

GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 23 O CERRADO

GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 23 O CERRADO GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 23 O CERRADO Como pode cair no enem? (UNESP) Leia. Imagens de satélite comprovam aumento da cobertura florestal no Paraná O constante monitoramento nas áreas em recuperação do

Leia mais

PROPOSTA PARA RECUPERAÇÃO DA ÁREA LOCALIZADA EM MATA CILIAR E REGULARIZAÇÃO DE APP ÁS MARGENS DO CÓRREGO PITANGA

PROPOSTA PARA RECUPERAÇÃO DA ÁREA LOCALIZADA EM MATA CILIAR E REGULARIZAÇÃO DE APP ÁS MARGENS DO CÓRREGO PITANGA PROPOSTA PARA RECUPERAÇÃO DA ÁREA LOCALIZADA EM MATA CILIAR E REGULARIZAÇÃO DE APP ÁS MARGENS DO CÓRREGO PITANGA Luana Auxiliadora de Resende (1) Graduanda em Gestão Ambiental pelo IFSULDEMINAS Campus

Leia mais

USO E COBERTURA DAS TERRAS NA ÁREA DE ENTORNO DO RESERVATÓRIO DA USINA HIDRELÉTRICA DE TOMBOS (MG)

USO E COBERTURA DAS TERRAS NA ÁREA DE ENTORNO DO RESERVATÓRIO DA USINA HIDRELÉTRICA DE TOMBOS (MG) USO E COBERTURA DAS TERRAS NA ÁREA DE ENTORNO DO Calderano Filho, B. 1 ; Carvalho Junior, W. 2 ; Prado, R.B. 3 ; Calderano, S.B. 4 ; 1 EMBRAPA - CNPS Email:braz.calderano@embrapa.br; 2 EMBRAPA- CNPS Email:waldir.carvalho@embrapa.br;

Leia mais

Erosão e Voçorocas. Curso: Arquitetura e Urbanismo Disciplina: Estudos Ambientais Professor: João Paulo Nardin Tavares

Erosão e Voçorocas. Curso: Arquitetura e Urbanismo Disciplina: Estudos Ambientais Professor: João Paulo Nardin Tavares Erosão e Voçorocas Curso: Arquitetura e Urbanismo Disciplina: Estudos Ambientais Professor: João Paulo Nardin Tavares O que é erosão? A erosão caracteriza-se pela abertura de enormes buracos no chão pela

Leia mais

MAPEAMENTO FLORESTAL

MAPEAMENTO FLORESTAL MAPEAMENTO FLORESTAL ELISEU ROSSATO TONIOLO Eng. Florestal Especialista em Geoprocessamento OBJETIVO Mapear e caracterizar a vegetação visando subsidiar o diagnóstico florestal FUNDAMENTOS É uma ferramenta

Leia mais

Especialização em Direito Ambiental. 3. As principais funções das matas ciliares são:

Especialização em Direito Ambiental. 3. As principais funções das matas ciliares são: Pedro da Cunha Barbosa. Especialização em Direito Ambiental. Área do conhecimento jurídico que estuda as relações entre o homem e a natureza, é um ramo do direito diferenciado em suas especificidades e,

Leia mais

Plano de Restauro Florestal. IBF Instituto Brasileiro de Florestas

Plano de Restauro Florestal. IBF Instituto Brasileiro de Florestas Plano de Restauro Florestal IBF Instituto Brasileiro de Florestas 28 de setembro de 2011 Plano de Recuperação Local do plantio da Floresta da Embaixada Alemã: Área para plantio A área do IBF onde são plantadas

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS

GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS LEGISLAÇÃO E PROCEDIMENTOS PARA COMPENSAÇÃO DE RESERVA LEGAL. De acordo com o Art. 1.º da Lei 4.771/1965, As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação, reconhecidas de

Leia mais

PRESERVANDO NASCENTES E MANANCIAIS

PRESERVANDO NASCENTES E MANANCIAIS PRESERVANDO NASCENTES E MANANCIAIS A água é um recurso natural insubstituível para a manutenção da vida saudável e bem estar do homem, além de garantir auto-suficiência econômica da propriedade rural.

Leia mais

O MEIO AMBIENTE E A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA. Restrições x Oportunidades

O MEIO AMBIENTE E A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA. Restrições x Oportunidades O MEIO AMBIENTE E A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA Restrições x Oportunidades Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável SDS Dr. Gilney Amorim Viana ASPECTOS REGULATÓRIOS RELEVANTES Código Florestal:

Leia mais

ETAPAS PARA O PLANEJAMENTO E IMPLEMENTAÇÃO DE UM PROJETO DE RAD

ETAPAS PARA O PLANEJAMENTO E IMPLEMENTAÇÃO DE UM PROJETO DE RAD ETAPAS PARA O PLANEJAMENTO E IMPLEMENTAÇÃO DE UM PROJETO DE RAD Departamento de Engenharia Florestal/DEFl/DEF Lab. de Conservação de Ecossistemas e Recuperação de Áreas Prof. Israel Marinho Pereira imarinhopereira@gmail.com

Leia mais

IMPLANTAÇÃO E MANEJO DE GRAMÍNEAS EM ESTRADAS E RODOVIAS 1. INTRODUÇÃO

IMPLANTAÇÃO E MANEJO DE GRAMÍNEAS EM ESTRADAS E RODOVIAS 1. INTRODUÇÃO IMPLANTAÇÃO E MANEJO DE GRAMÍNEAS EM ESTRADAS E RODOVIAS Carlos Henrique A. Affonso & Luiz Gustavo Bento de Freitas Eng. Agrônomos; Verdyol Hidrosemeadura Ltda; São Paulo SP. vhl@uol.com.br 1. INTRODUÇÃO

Leia mais

SUMÁRIO CUIDADOS DO JARDIM NO VERÃO 1 Adubação: 1 Irrigação: 1 Poda: 1 CUIDADOS DO JARDIM NA PRIMAVERA 1

SUMÁRIO CUIDADOS DO JARDIM NO VERÃO 1 Adubação: 1 Irrigação: 1 Poda: 1 CUIDADOS DO JARDIM NA PRIMAVERA 1 SUMÁRIO CUIDADOS DO JARDIM NO VERÃO 1 Adubação: 1 Irrigação: 1 Poda: 1 CUIDADOS DO JARDIM NA PRIMAVERA 1 Adubação: 1 Irrigação: 1 Poda: 2 Limpeza: 2 CUIDADOS DO JARDIM NO OUTONO 2 Limpeza: 2 Adubação:

Leia mais

Fundação SOS Mata Atlântica. Relatório Programa Florestas do Futuro Parceria Química Amparo / Ypê.

Fundação SOS Mata Atlântica. Relatório Programa Florestas do Futuro Parceria Química Amparo / Ypê. Fundação SOS Mata Atlântica Relatório Programa Florestas do Futuro Parceria Química Amparo / Ypê. Itu SP / novembro de 2014 1. Introdução. O aumento da preocupação social com o destino dos fragmentos florestais

Leia mais

RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS

RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS Instituto Estadual do Ambiente - INEA Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas - DIBAP Gerência do Serviço Florestal - GESEF ESTRUTURA DA APRESENTAÇÃO Conceitos /

Leia mais

TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 25. Profº André Tomasini

TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 25. Profº André Tomasini TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 25 Profº André Tomasini Localizado na Região Centro-Oeste. Campos inundados na estação das chuvas (verão) áreas de florestas equatorial e tropical. Nas áreas mais

Leia mais

Disciplina: Introdução à Engenharia Ambiental. 5 - Poluição e Degradação do Solo. Professor: Sandro Donnini Mancini.

Disciplina: Introdução à Engenharia Ambiental. 5 - Poluição e Degradação do Solo. Professor: Sandro Donnini Mancini. Campus Experimental de Sorocaba Disciplina: Introdução à Engenharia Ambiental Graduação em Engenharia Ambiental 5 - Poluição e Degradação do Solo Professor: Sandro Donnini Mancini Setembro, 2015 Solo camada

Leia mais

Implantação de espécies nativas em área de preservação no IFMG - Câmpus Bambuí José Augusto Melo de RESENDE¹; Maria Carolina Gaspar BOTREL²;

Implantação de espécies nativas em área de preservação no IFMG - Câmpus Bambuí José Augusto Melo de RESENDE¹; Maria Carolina Gaspar BOTREL²; Implantação de espécies nativas em área de preservação no IFMG - Câmpus Bambuí José Augusto Melo de RESENDE¹; Maria Carolina Gaspar BOTREL²; ¹ Aluno do curso de Agronomia e bolsista do Programa Institucional

Leia mais

Como recuperar nascentes

Como recuperar nascentes Como recuperar nascentes O passo a passo para que a água brote limpa e em quantidade na propriedade rural. O Código Florestal Brasileiro - Lei na 4.771, de 15/09/65 - determina no artigo 2 0 como Áreas

Leia mais

CONFLITO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO EM APPs DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO ESTRELA DO NORTE- ES

CONFLITO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO EM APPs DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO ESTRELA DO NORTE- ES CONFLITO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO EM APPs DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO ESTRELA DO NORTE- ES Franciane L. R. O. Louzada 1, Alexandre R. Santos 2 1 UFES/Departamento Engenharia Florestal, Programa

Leia mais

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DE FLORESTA

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DE FLORESTA RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DE FLORESTA Londrina, 19 de janeiro de 2012 INTRODUÇÃO A proposta de trabalho desenvolvida em 2011 voltada a realização de compensação de emissões de CO 2 por meio do plantio

Leia mais

Manejo Sustentável da Caatinga. Lucas Fonseca Menezes Oliveira Analista Eng. Agrônomo

Manejo Sustentável da Caatinga. Lucas Fonseca Menezes Oliveira Analista Eng. Agrônomo Manejo Sustentável da Caatinga Lucas Fonseca Menezes Oliveira Analista Eng. Agrônomo Fortaleza / CE 2015 Semiárido» Nordeste: 1,56 milhões de km²;» Semiárido: 982.563 km²;» Chuva concentrada em poucos

Leia mais

INUNDAÇÕES NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTES EM GOIÂNIA-GO FLOODS IN PERMANENT PRESERVATION AREAS IN GOIÂNIA-GO

INUNDAÇÕES NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTES EM GOIÂNIA-GO FLOODS IN PERMANENT PRESERVATION AREAS IN GOIÂNIA-GO INUNDAÇÕES NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTES EM GOIÂNIA-GO FLOODS IN PERMANENT PRESERVATION AREAS IN GOIÂNIA-GO Thalyta Lopes Rego Mestranda em Geografia, Universidade Federal de Goiás Instituto de

Leia mais

PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA PRAD: RECUPERAÇÃO AMBIENTAL DE ÁREA DEGRADADA NA FAZENDA DA BRIGADA MILITAR PF

PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA PRAD: RECUPERAÇÃO AMBIENTAL DE ÁREA DEGRADADA NA FAZENDA DA BRIGADA MILITAR PF Salvador/BA 25 a 28/11/2013 PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA PRAD: RECUPERAÇÃO AMBIENTAL DE ÁREA DEGRADADA NA FAZENDA DA BRIGADA MILITAR PF Joel avier dos Santos (*), Naiara Robusto Gonçalves

Leia mais

Mata ciliar Nascentes Lençol Freático Cobertura Vegetal Recuperação Ambiental Preservação Ambiental Revegetação Degradação Erosão Assoreamento

Mata ciliar Nascentes Lençol Freático Cobertura Vegetal Recuperação Ambiental Preservação Ambiental Revegetação Degradação Erosão Assoreamento glossário Mata ciliar Vegetação existente nas margens de córregos, rios e nascentes, também chamada de matas riparias ou matas de galeria; Nascentes Locais onde a água brota da terra, também chamadas de

Leia mais

Novo Código Florestal: as Falhas do Cadastro Ambiental Rural e os Possíveis Meios de Burla

Novo Código Florestal: as Falhas do Cadastro Ambiental Rural e os Possíveis Meios de Burla Novo Código Florestal: as Falhas do Cadastro Ambiental Rural e os Possíveis Meios de Burla Joelson de Souza Passos Estudante de Graduação Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Brasil Resumo O código

Leia mais

Sumário. 1 Características da propriedade 2 1.1 - Cobertura vegetal 2. 1.2 Hidrografia 2. 1.3 Topografia 2. 1.4 - Área de reserva florestal legal 3

Sumário. 1 Características da propriedade 2 1.1 - Cobertura vegetal 2. 1.2 Hidrografia 2. 1.3 Topografia 2. 1.4 - Área de reserva florestal legal 3 Sumário Pág. 1 Características da propriedade 2 1.1 - Cobertura vegetal 2 1.2 Hidrografia 2 1.3 Topografia 2 1.4 - Área de reserva florestal legal 3 1.5 Acesso 3 2 Objetivo Geral 4 3 Metodologia 5 3.1

Leia mais

Licenciamento Ambiental Manejo Arbóreo na cidade de São Paulo

Licenciamento Ambiental Manejo Arbóreo na cidade de São Paulo Licenciamento Ambiental Manejo Arbóreo na cidade de São Paulo Engº Agrº José Daniel Barbosa de Barros Conceitos e Definições Meio Ambiente: conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem

Leia mais

Biomas Brasileiros I. Floresta Amazônica Caatinga Cerrado. Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos

Biomas Brasileiros I. Floresta Amazônica Caatinga Cerrado. Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos Biomas Brasileiros I Floresta Amazônica Caatinga Cerrado Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos Floresta Amazônica Localizada na região norte e parte das regiões centro-oeste e nordeste;

Leia mais

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Professor: Josiane Vill Disciplina: Geografia Série: 1ª Ano Tema da aula: Dinâmica Climática e Formações Vegetais no Brasil Objetivo da aula: conhecer a diversidade

Leia mais

RESPOSTA D LISTA DE EXERCÍCIOS. 1) Analise o diagrama e as afirmativas a seguir.

RESPOSTA D LISTA DE EXERCÍCIOS. 1) Analise o diagrama e as afirmativas a seguir. 1) Analise o diagrama e as afirmativas a seguir. LISTA DE EXERCÍCIOS I) A partir de critérios geomorfológicos, os planaltos corrrespondem às regiões do relevo onde predomina o processo erosivo; neste compartimento

Leia mais

AVALIAÇÃO DE RISCO DE ALAGAMENTO NO SETOR HABITACIONAL VICENTE PIRES.

AVALIAÇÃO DE RISCO DE ALAGAMENTO NO SETOR HABITACIONAL VICENTE PIRES. AVALIAÇÃO DE RISCO DE ALAGAMENTO NO SETOR HABITACIONAL VICENTE PIRES. Taynara Messias Pereira da Cunha Universidade Católica de Brasília, graduanda em Engenharia Ambiental. Com experiência em resíduos

Leia mais

LEVANTAMENTO DE ÁREAS DEGRADADAS NA MICROBACIA DO CÓRREGO HERMES NO MUNICÍPIO DE COLORADO DO OESTE-RO

LEVANTAMENTO DE ÁREAS DEGRADADAS NA MICROBACIA DO CÓRREGO HERMES NO MUNICÍPIO DE COLORADO DO OESTE-RO Goiânia/GO 19 a 22/11/2012 LEVANTAMENTO DE ÁREAS DEGRADADAS NA MICROBACIA DO CÓRREGO HERMES NO MUNICÍPIO DE COLORADO DO OESTE-RO Dany Roberta Marques Caldeira¹ Engenheira Florestal, professora do ensino

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA N 5, de 08 de setembro de 2009.

INSTRUÇÃO NORMATIVA N 5, de 08 de setembro de 2009. INSTRUÇÃO NORMATIVA N 5, de 08 de setembro de 2009. Dispõe sobre os procedimentos metodológicos para restauração e recuperação das Áreas de Preservação Permanentes e da Reserva Legal instituídas pela Lei

Leia mais

Licenciamento Ambiental no Estado de São Paulo

Licenciamento Ambiental no Estado de São Paulo Licenciamento Ambiental no Estado de São Paulo Aspectos relacionados com a Legislação Florestal / Mineração LEI FEDERAL 12651/12 Engª Amb. Adriana Maira Rocha Goulart Divisão de Apoio e Gestão dos Recursos

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA Procedência: 10º GT Restauração e Recuperação de Áreas de Preservação Permanente-APPs Processo n Nº 02000.002082/2005-75 Assunto: Definir

Leia mais

Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Cerrado no Estado, e dá providências correlatas

Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Cerrado no Estado, e dá providências correlatas LEI Nº 13.550, DE 02 DE JUNHO DE 2009 Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Cerrado no Estado, e dá providências correlatas O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que

Leia mais

Fonte: Rondônia Rural Disponível em: Rondônia Rural.com

Fonte: Rondônia Rural Disponível em: Rondônia Rural.com I. INTRODUÇÃO O estado de Rondônia está localizado na região Norte do Brasil, a região Norte é a maior das cinco regiões do Brasil definidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Leia mais

Planejando o Uso da Propriedade Rural I a reserva legal e as áreas de preservação permanente

Planejando o Uso da Propriedade Rural I a reserva legal e as áreas de preservação permanente Planejando o Uso da Propriedade Rural I a reserva legal e as áreas de preservação permanente Ricardo D. Gomes da Costa 1 Marcelo Araujo 2 A rápida destruição de ambientes naturais, juntamente com a redução

Leia mais

Marcio S. Suganuma Escola de Engenharia de São Carlos EESC/ USP. marciosuganuma@gmail.com

Marcio S. Suganuma Escola de Engenharia de São Carlos EESC/ USP. marciosuganuma@gmail.com Marcio S. Suganuma Escola de Engenharia de São Carlos EESC/ USP marciosuganuma@gmail.com Área de preservação permanente (artigos 2 o e 3 o ) Reserva Legal (artigos 16 e 44) Área de preservação permanente

Leia mais

01- O que é tempo atmosférico? R.: 02- O que é clima? R.:

01- O que é tempo atmosférico? R.: 02- O que é clima? R.: PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA BANCO DE QUESTÕES - GEOGRAFIA - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================= TEMPO ATMOSFÉRICO

Leia mais

ANÁLISE DO USO DO SOLO EM ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO ALTO CURSO DA BACIA DO RIO COTEGIPE, FRANCISCO BELTRÃO - PR

ANÁLISE DO USO DO SOLO EM ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO ALTO CURSO DA BACIA DO RIO COTEGIPE, FRANCISCO BELTRÃO - PR ANÁLISE DO USO DO SOLO EM ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO ALTO CURSO DA BACIA DO RIO COTEGIPE, FRANCISCO BELTRÃO - PR Lucas Ricardo Hoenig Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE Campus de

Leia mais

Tarefa online 8º ANO

Tarefa online 8º ANO Tarefa online 8º ANO 1) Estabelecendo-se correlações entre a exploração florestal no Globo e as Zonas Climáticas, pode-se inferir que: 2) O Domínio morfoclimático das pradarias é uma área marcada: a) pelo

Leia mais

RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS. Giselda Durigan Floresta Estadual de Assis - Instituto Florestal

RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS. Giselda Durigan Floresta Estadual de Assis - Instituto Florestal RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS Giselda Durigan Floresta Estadual de Assis - Instituto Florestal POR QUE ESTAMOS AQUI HOJE? Não queremos mais... EROSÃO ASSOREAMENTO AGRICULTURA EM APP POR QUE ESTAMOS AQUI?

Leia mais

LICENCIAMENTO AMBIENTAL. Autorização para supressão de vegetação nativa e intervenções em Áreas de Preservação Permanente - APP

LICENCIAMENTO AMBIENTAL. Autorização para supressão de vegetação nativa e intervenções em Áreas de Preservação Permanente - APP LICENCIAMENTO AMBIENTAL Autorização para supressão de vegetação nativa e intervenções em Áreas de Preservação Permanente - APP Engª Adriana Maira Rocha Goulart Gerente Divisão de Apoio e Gestão dos Recursos

Leia mais

Monocultura do eucalipto e o conflito ambiental na Bacia do Canabrava, no Norte de Minas Gerais.

Monocultura do eucalipto e o conflito ambiental na Bacia do Canabrava, no Norte de Minas Gerais. Monocultura do eucalipto e o conflito ambiental na Bacia do Canabrava, no Norte de Minas Gerais. Bruno Alves Nobre Bolsista da FAPEMIG bruno.nobre13@gmail.com Marcos Esdras Leite Professor Dr. Dep. de

Leia mais

"Protegendo as nascentes do Pantanal"

Protegendo as nascentes do Pantanal "Protegendo as nascentes do Pantanal" Diagnóstico da Paisagem: Região das Cabeceiras do Rio Paraguai Apresentação O ciclo de garimpo mecanizado (ocorrido nas décadas de 80 e 90), sucedido pelo avanço das

Leia mais

Código Florestal Brasileiro Lei Federal 12.651/12. 4º Ecologia 28/09/2015

Código Florestal Brasileiro Lei Federal 12.651/12. 4º Ecologia 28/09/2015 1 Código Florestal Brasileiro Lei Federal 12.651/12 4º Ecologia 28/09/2015 Motivação para criação 2 Conservação de ecossistemas naturais é interessante! Única lei nacional que veta a ocupação urbana ou

Leia mais

PRÁTICAS SILVICULTURAIS

PRÁTICAS SILVICULTURAIS CAPÍTULO 10 PRÁTICAS SILVICULTURAIS 94 Manual para Produção de Madeira na Amazônia APRESENTAÇÃO Um dos objetivos do manejo florestal é garantir a continuidade da produção madeireira através do estímulo

Leia mais

LIMPEZA DA ÁREA LIMPEZA DA ÁREA LIMPEZA DA ÁREA MATA CILIAR. Áreas de Preservação Permanente RESERVA LEGAL

LIMPEZA DA ÁREA LIMPEZA DA ÁREA LIMPEZA DA ÁREA MATA CILIAR. Áreas de Preservação Permanente RESERVA LEGAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA DE MEDICINA VETERINÁRIA DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO ANIMAL ESPECIALIZAÇÃO EM PRODUÇÃO DE BOVINOS FORMAÇÃO E MANEJO DE PASTAGENS (IMPLANTAÇÃO DE PASTAGENS) EDGAR FRAGA

Leia mais

DESMATAMENTO DA MATA CILIAR DO RIO SANTO ESTEVÃO EM WANDERLÂNDIA-TO

DESMATAMENTO DA MATA CILIAR DO RIO SANTO ESTEVÃO EM WANDERLÂNDIA-TO DESMATAMENTO DA MATA CILIAR DO RIO SANTO ESTEVÃO EM WANDERLÂNDIA-TO Trabalho de pesquisa em andamento Sidinei Esteves de Oliveira de Jesus Universidade Federal do Tocantins pissarra1@yahoo.com.br INTRODUÇÃO

Leia mais

https://www.youtube.com/watch?v=ejyyhuxkn8y

https://www.youtube.com/watch?v=ejyyhuxkn8y https://www.youtube.com/watch?v=ejyyhuxkn8y Definição é a camada superficial da crosta terrestre formada por quatro elementos principais: a, o, a e os. Possui importância fundamental para variadas atividades

Leia mais

LEGISLAÇÃO FLORESTAL APLICADA. Docentes Eng. Ftal. Irene Tosi Ahmad Eng. Agr. Renata Inês Ramos

LEGISLAÇÃO FLORESTAL APLICADA. Docentes Eng. Ftal. Irene Tosi Ahmad Eng. Agr. Renata Inês Ramos LEGISLAÇÃO FLORESTAL APLICADA Docentes Eng. Ftal. Irene Tosi Ahmad Eng. Agr. Renata Inês Ramos Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Cerrado no Estado de São Paulo Artigo 1º

Leia mais

INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015

INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015 INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015 1. INTRODUÇÃO A estação do verão inicia-se no dia 21 de dezembro de 2014 às 20h03 e vai até as 19h45 do dia 20 de março de 2015. No Paraná, historicamente, ela é bastante

Leia mais

PLANEJAMENTO AMBIENTAL DOS RECURSOS HÍDRICOS NA BACIA DO RIBEIRÃO ANHUMAS, MUNICÍPIO DE ANHUMAS SP.

PLANEJAMENTO AMBIENTAL DOS RECURSOS HÍDRICOS NA BACIA DO RIBEIRÃO ANHUMAS, MUNICÍPIO DE ANHUMAS SP. 213 PLANEJAMENTO AMBIENTAL DOS RECURSOS HÍDRICOS NA BACIA DO RIBEIRÃO ANHUMAS, MUNICÍPIO DE ANHUMAS SP. Bruno Magro Rodrigues 1, Ana Paula de Lima Costa 1, Marcos Norberto Boin 2. 1 Discente do curso de

Leia mais

COMPARTIMENTAÇÃO MORFOPEDOLÓGICA E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS DA BACIA DO CÓRREGO AMIANTO, MINAÇU GO

COMPARTIMENTAÇÃO MORFOPEDOLÓGICA E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS DA BACIA DO CÓRREGO AMIANTO, MINAÇU GO COMPARTIMENTAÇÃO MORFOPEDOLÓGICA E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS DA BACIA DO CÓRREGO AMIANTO, MINAÇU GO Uhênia Caetano PEREIRA Universidade Federal de Goiás (uhenea@hotmail.com) Cláudia Valéria LIMA

Leia mais

DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DAS NASCENTES DO CÓRREGO SARAIVA, BETIM-MINAS GERAIS

DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DAS NASCENTES DO CÓRREGO SARAIVA, BETIM-MINAS GERAIS DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DAS NASCENTES DO CÓRREGO SARAIVA, BETIM-MINAS GERAIS Emerson Chaves Ferreira Gomes (*), Natalia Nogueira de Oliveira, Luiz Gonçalves Junior, Felipe Gonçalves dos Santos Cabral (*)

Leia mais

Sistemas de manejo do solo

Sistemas de manejo do solo Sistemas de manejo do solo Introdução Uso e preparo do solo O arado. Evolução dos conhecimentos de uso e manejo do solo. O Ecossistema tropical Temperatura elevada e solos muito imteperizados 1 Sistemas

Leia mais

Sensoriamento remoto e SIG

Sensoriamento remoto e SIG Multidisciplinar Sensoriamento remoto e SIG aplicados ao novo Código Florestal Allan Arnesen Frederico Genofre Marcelo Curtarelli Matheus Ferreira CAPÍTULO 3 Mapeamento de APP e Reserva Legal APP de corpos

Leia mais

Apps de Topo de Morro. Ministério Público de São Paulo CAO Cível e de Tutela Coletiva

Apps de Topo de Morro. Ministério Público de São Paulo CAO Cível e de Tutela Coletiva Apps de Topo de Morro Ministério Público de São Paulo CAO Cível e de Tutela Coletiva Funções Ambientais das Áreas de Preservação Permanente (espaço territorial especialmente protegido: art.225 CF; Lei

Leia mais

DESEMPENHO DE MUDAS CHRYSOPOGON ZIZANIOIDES (VETIVER) EM SUBSTRATO DE ESTÉRIL E DE REJEITO DA MINERAÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO

DESEMPENHO DE MUDAS CHRYSOPOGON ZIZANIOIDES (VETIVER) EM SUBSTRATO DE ESTÉRIL E DE REJEITO DA MINERAÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO Belo Horizonte/MG 24 a 27/11/2014 DESEMPENHO DE MUDAS CHRYSOPOGON ZIZANIOIDES (VETIVER) EM SUBSTRATO DE ESTÉRIL E DE REJEITO DA MINERAÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO Igor Fernandes de Abreu (*), Giovane César

Leia mais

2. METODOLOGIA DE TRABALHO

2. METODOLOGIA DE TRABALHO TRAÇADO DE ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP) UTILIZANDO FERRAMENTAS DE GEOPROCESSAMENTO COMO TÉCNICA AUXILIAR NA RECUPERAÇÃO AMBIENTAL DE ÁREAS DEGRADADAS Autores: Adriana Gomes de Souza Pesquisadora

Leia mais

FORMAÇÃO VEGETAL BRASILEIRA. DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS Aziz Ab`Saber. Ipê Amarelo

FORMAÇÃO VEGETAL BRASILEIRA. DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS Aziz Ab`Saber. Ipê Amarelo FORMAÇÃO VEGETAL BRASILEIRA DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS Aziz Ab`Saber Ipê Amarelo Fatores que influenciam na distribuição das formações vegetais: Clima 1. Temperatura; 2. Umidade; 3. Massas de ar; 4. Incidência

Leia mais

XV COBREAP CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS IBAPE/SP 2009

XV COBREAP CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS IBAPE/SP 2009 XV COBREAP CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS IBAPE/SP 2009 ESTIMATIVA DE CUSTOS PARA RECUPERAÇÃO DA VEGETAÇÃO EM ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E RESERVA LEGAL NO ESTADO DE SANTA

Leia mais

Palavras-chave: Semiárido. Arborização Urbana. Sertânia

Palavras-chave: Semiárido. Arborização Urbana. Sertânia Considerações Sobre a Gestão de Áreas Verdes Com Foco na Arborização de Sertânia - PE Edmaylson Jóia Leandro 1 Maria Betânia Moreira Amador 2 RESUMO Face a necessidade de implantação de espécies vegetais

Leia mais

ANÁLISE AMBIENTAL DE UMA BACIA HIDROGRÁFICA NO MUNICÍPIO DE VERÍSSIMO - MG: ELABORAÇÃO DO MAPA DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

ANÁLISE AMBIENTAL DE UMA BACIA HIDROGRÁFICA NO MUNICÍPIO DE VERÍSSIMO - MG: ELABORAÇÃO DO MAPA DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO ANÁLISE AMBIENTAL DE UMA BACIA HIDROGRÁFICA NO MUNICÍPIO DE VERÍSSIMO - MG: ELABORAÇÃO DO MAPA DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO Kedson Palhares Gonçalves - kedsonp_gonçalves@hotmail.com Instituto Federal do Triângulo

Leia mais

PROSPOSTA DE METODOLOGIA PARA CARACTERIZAÇÃO FÍSICA SINTETIZADA DE ÁREA DEGRADADA PELA MINERAÇÃO DE CARVÃO

PROSPOSTA DE METODOLOGIA PARA CARACTERIZAÇÃO FÍSICA SINTETIZADA DE ÁREA DEGRADADA PELA MINERAÇÃO DE CARVÃO PROSPOSTA DE METODOLOGIA PARA CARACTERIZAÇÃO FÍSICA SINTETIZADA DE ÁREA DEGRADADA PELA MINERAÇÃO DE CARVÃO Autores: Jonathan J. Campos, William de O. Sant Ana, Jefferson de Faria, Maria G. R. de Souza,

Leia mais

Governo do Estado da Bahia Governador Jaques Wagner

Governo do Estado da Bahia Governador Jaques Wagner Cartilha 2007 Governo do Estado da Bahia Governador Jaques Wagner Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos SEMARH Secretário Juliano Matos Chefe de Gabinete Adolpho Ribeiro Netto Diretor Geral Wesley

Leia mais

QUANTIFICAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DA PRODUÇÃO DE ÁGUA NA BACIA HIDROGRAFICA DO PIRACICABA

QUANTIFICAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DA PRODUÇÃO DE ÁGUA NA BACIA HIDROGRAFICA DO PIRACICABA QUANTIFICAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DA PRODUÇÃO DE ÁGUA NA BACIA HIDROGRAFICA DO PIRACICABA - MONITORAMENTO DA EVOLUÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS DE UMA MICROBACIA HIDROGRÁFICA, EXTREMA, MINAS GERAIS -

Leia mais

Diagnós(co Ambiental e Plano de. Restauração Florestal da ZPEC - Suape

Diagnós(co Ambiental e Plano de. Restauração Florestal da ZPEC - Suape Diagnós(co Ambiental e Plano de Coordenação geral: Prof. Dr. Ricardo Ribeiro Rodrigues Prof. Dr. Felipe Melo Eng. Agr. Dr. André Gustavo Nave Biólogo Michel Metran da Silva Restauração Florestal da ZPEC

Leia mais

BIOLOGIA. BIOMAS Jogo: Biomas mundiais CADERNO DE PISTAS HEMISFÉRIO SUL

BIOLOGIA. BIOMAS Jogo: Biomas mundiais CADERNO DE PISTAS HEMISFÉRIO SUL 1 BIOLOGIA BIOMAS Jogo: Biomas mundiais CADERNO DE PISTAS HEMISFÉRIO SUL 11 TABELA DE CONVERSÃO SUL Hemisfério Sul Oeste Coordenadas Coord. 1 2 3 4 5 6 7 H 14 11 8 40 12 57 56 G 21 18 20 50 47 17 F 24

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA DE BIODIVERSIDADE E FLORESTAS NÚCLEO DOS BIOMAS MATA ATLÂNTICA E PAMPA PROJETO MATA ATLÂNTICA GCP/BRA/O61/WBK

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA DE BIODIVERSIDADE E FLORESTAS NÚCLEO DOS BIOMAS MATA ATLÂNTICA E PAMPA PROJETO MATA ATLÂNTICA GCP/BRA/O61/WBK MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA DE BIODIVERSIDADE E FLORESTAS NÚCLEO DOS BIOMAS MATA ATLÂNTICA E PAMPA PROJETO MATA ATLÂNTICA GCP/BRA/O61/WBK Relatório Metodológico do Mapeamento de Uso do Solo

Leia mais

CAPÍTULO 13 OS CLIMAS DO E DO MUNDOBRASIL

CAPÍTULO 13 OS CLIMAS DO E DO MUNDOBRASIL CAPÍTULO 13 OS CLIMAS DO E DO MUNDOBRASIL 1.0. Clima no Mundo A grande diversidade verificada na conjugação dos fatores climáticos pela superfície do planeta dá origem a vários tipos de clima. Os principais

Leia mais

UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS LIVRES DA WEB, PARA O MONITORAMENTO DE ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE O RIO MEIA PONTE, GO: UM ESTUDO DE CASO.

UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS LIVRES DA WEB, PARA O MONITORAMENTO DE ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE O RIO MEIA PONTE, GO: UM ESTUDO DE CASO. UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS LIVRES DA WEB, PARA O MONITORAMENTO DE ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE O RIO MEIA PONTE, GO: UM ESTUDO DE CASO. Patrícia Pinheiro da Cunha 1, Magda Beatriz de Almeida Matteucci

Leia mais

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA Atividade de Ciências 5º ano Nome: ATIVIDADES DE ESTUDO Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA FLORESTA AMAZÔNICA FLORESTA ARAUCÁRIA MANGUEZAL PANTANAL CAATINGA CERRADO

Leia mais

EPB0733 USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NAS ÁREAS DE APP DA SUB- BACIA DO RIBEIRÃO DA PEDRA NEGRA, TAUBATÉ/SP, POR MEIO DE GEOTECNOLOGIAS

EPB0733 USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NAS ÁREAS DE APP DA SUB- BACIA DO RIBEIRÃO DA PEDRA NEGRA, TAUBATÉ/SP, POR MEIO DE GEOTECNOLOGIAS XV Encontro de Iniciação Científica XI Mostra de Pós-graduação V Seminário de Extensão II Seminário de Docência Universitária 18 a 22 de outubro de 2010 DESAFIOS DO SABER PARA UMA NOVA SOCIEDADE EPB0733

Leia mais

VII Reunião de Atualização em Eucalitptocultura

VII Reunião de Atualização em Eucalitptocultura VII Reunião de Atualização em Eucalitptocultura Planejamento da Propriedade Agrícola (APP e RL) Eng o. F tal. Msc. João Carlos Teixeira Mendes Dept o. Ciências Florestais ESALQ/USP Estação Experimental

Leia mais

O Código Florestal como ferramenta para o Planejamento Ambiental na Bacia Hidrográfica do Córrego do Palmitalzinho - Regente Feijó/ São Paulo

O Código Florestal como ferramenta para o Planejamento Ambiental na Bacia Hidrográfica do Córrego do Palmitalzinho - Regente Feijó/ São Paulo O Código Florestal como ferramenta para o Planejamento Ambiental na Bacia Hidrográfica do Córrego do Palmitalzinho - Regente Feijó/ São Paulo INTRODUÇÃO Aline Kuramoto Gonçalves aline587@gmail.com Graduada

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE TAPEJARA SECRETARIA DE AGRICULATURA E MEIO AMBIENTE

PREFEITURA MUNICIPAL DE TAPEJARA SECRETARIA DE AGRICULATURA E MEIO AMBIENTE PREFEITURA MUNICIPAL DE TAPEJARA SECRETARIA DE AGRICULATURA E MEIO AMBIENTE AUDIÊNCIA PÚBLICA - ESTUDOS TÉCNICOS MACRODRENAGEM E APP S EM ÁREAS URBANA CONSOLIDADA PROPOSTA DE CONDICIONANTES E RESTRIÇÕES

Leia mais

Dr. Sergius Gandolfi sgandolf@esalq.usp.br - LERF/LCB/ESALQ/USP

Dr. Sergius Gandolfi sgandolf@esalq.usp.br - LERF/LCB/ESALQ/USP Conferência 09 Dinâmica de Florestas e Recuperação de Áreas Degradadas 19º. Congresso de Biólogos do Conselho Regional de Biologia - 01 30/07/2009 (11:00 12:00h) São Pedro, SP. Dr. Sergius Gandolfi sgandolf@esalq.usp.br

Leia mais

Domínios Morfoclimáticos

Domínios Morfoclimáticos Domínios Morfoclimáticos Os domínios morfoclimáticos representam a interação e a integração do clima, relevo e vegetação que resultam na formação de uma paisagem passível de ser individualizada. Domínios

Leia mais

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a 1. INTRODUÇÃO Muitas e intensas transformações ambientais são resultantes das relações entre o homem e o meio em que ele vive, as quais se desenvolvem num processo histórico. Como reflexos dos desequilíbrios

Leia mais

ANÁLISE E MAPEAMENTO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO MUNICÍPIO DE ALFENAS MG.

ANÁLISE E MAPEAMENTO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO MUNICÍPIO DE ALFENAS MG. VI Seminário Latino Americano de Geografia Física II Seminário Ibero Americano de Geografia Física Universidade de Coimbra, Maio de 2010 ANÁLISE E MAPEAMENTO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO

Leia mais

Suscetibilidade à erosão dos solos ao longo da RJ-165 (Estrada Paraty-Cunha) e na sua área de influência

Suscetibilidade à erosão dos solos ao longo da RJ-165 (Estrada Paraty-Cunha) e na sua área de influência Suscetibilidade à erosão dos solos ao longo da RJ-165 (Estrada Paraty-Cunha) e na sua área de influência Silva, L.F.T.C. (UFRJ) ; Martins, M.B. (UFRJ) ; Guerra, A.J.T. (UFRJ) RESUMO Um dos conflitos existentes

Leia mais

Propriedades físicas de um Cambissolo submetido a períodos de pastejo rotacionado

Propriedades físicas de um Cambissolo submetido a períodos de pastejo rotacionado Propriedades físicas de um Cambissolo submetido a períodos de pastejo rotacionado Rostirolla, P. 1 ; Miola, E. C. C. 2 ; Suzuki, L. E. A. S. 1 ; Bitencourt Junior, D. 3 ; Matieski, T. 1 ; Moreira, R. M.

Leia mais

METODOLOGIA DE MAPEAMENTO E INTERPRETAÇÃO DE TRILHA: TRILHA DO MIRANTE (PARANAPIACABA) Marcos Timóteo Rodrigues de Sousa * ABSTRACT

METODOLOGIA DE MAPEAMENTO E INTERPRETAÇÃO DE TRILHA: TRILHA DO MIRANTE (PARANAPIACABA) Marcos Timóteo Rodrigues de Sousa * ABSTRACT Science in Health 2010 mai-ago; 1(2): 111-6 METODOLOGIA DE MAPEAMENTO E INTERPRETAÇÃO DE TRILHA: TRILHA DO MIRANTE (PARANAPIACABA) METHOD OF MAPPING AND INTERPRETATION OF TRAIL: TRILHA DO MIRANTE (PARANAPIACABA)

Leia mais

Distinguir os conjuntos

Distinguir os conjuntos A UU L AL A Distinguir os conjuntos Nesta aula, vamos acompanhar como os geógrafos distinguem conjuntos espaciais diferenciados na superfície da Terra. Vamos verificar que tais conjuntos resultam de diferentes

Leia mais

MODELAGEM DA PRODUÇÃO DE SEDIMENTOS USANDO CENÁRIO AMBIENTAL ALTERNATIVO NA REGIÃO NO NOROESTE DO RIO DE JANEIRO - BRAZIL

MODELAGEM DA PRODUÇÃO DE SEDIMENTOS USANDO CENÁRIO AMBIENTAL ALTERNATIVO NA REGIÃO NO NOROESTE DO RIO DE JANEIRO - BRAZIL MODELAGEM DA PRODUÇÃO DE SEDIMENTOS USANDO CENÁRIO AMBIENTAL ALTERNATIVO NA REGIÃO NO NOROESTE DO RIO DE JANEIRO - BRAZIL SEDIMENT YIELD MODELING USING AN ALTERNATIVE ENVIRONMENTAL SCENARIO IN NORTHWESTERN

Leia mais

Floresta Mediterrânea Europeia. Falésias

Floresta Mediterrânea Europeia. Falésias Floresta Mediterrânea Europeia A4 Sombreiros na Floresta Mediterrânea. Foto: Algefoto/Shutterstock.com O clima mediterrâneo é caracterizado por verões secos e invernos chuvosos, com uma média anual de

Leia mais

D1.3. Uso agrícola ------- vai para o item A1.3. Uso da área a ser restaurada para o cultivo de espécies agrícolas anuais ou perenes.

D1.3. Uso agrícola ------- vai para o item A1.3. Uso da área a ser restaurada para o cultivo de espécies agrícolas anuais ou perenes. 1 Chave para escolha de métodos de restauração florestal Uma forma de fazer essa associação entre o diagnóstico e as ações de restauração é por meio de um modelo semelhante a chaves dicotômicas usadas

Leia mais

Impacto das Alterações do Código Florestal: Quais Políticas de Conservação no Pós Código?

Impacto das Alterações do Código Florestal: Quais Políticas de Conservação no Pós Código? Impacto das Alterações do Código Florestal: Quais Políticas de Conservação no Pós Código? Dr. Sergius Gandolfi IV Simpósio sobre RAD - Ibt 16/11/2011-14h- Capital (SP) Biólogo, Laboratório de Ecologia

Leia mais

Praticando seus conhecimentos sobre desertificação

Praticando seus conhecimentos sobre desertificação Praticando seus conhecimentos sobre desertificação O fenômeno de desertificação pode ocorrer através de um processo natural ou pela ação humana. O manejo inadequado do solo para agricultura, atividades

Leia mais

MAPEAMENTO DE FRAGILIDADE DE DIFERENTES CLASSES DE SOLOS DA BACIA DO RIBEIRÃO DA PICADA EM JATAÍ, GO

MAPEAMENTO DE FRAGILIDADE DE DIFERENTES CLASSES DE SOLOS DA BACIA DO RIBEIRÃO DA PICADA EM JATAÍ, GO MAPEAMENTO DE FRAGILIDADE DE DIFERENTES CLASSES DE SOLOS DA BACIA DO RIBEIRÃO DA PICADA EM JATAÍ, GO Régia Estevam ALVES (UFG/Campus Jataí - E-mail: regiaestevam@gmail.com). Raquel Maria de OLIVEIRA (Profa.

Leia mais

Causas humanas Prejuízos ao ser humano Formas de evitar

Causas humanas Prejuízos ao ser humano Formas de evitar EROSÃO A erosão é um processo de deslocamento de terra ou de rochas de uma superfície. A erosão pode ocorrer por ação de fenômenos da natureza ou do ser humano. Causas naturais No que se refere às ações

Leia mais

Mesquita, M. 1 ; Silva Neto, J.C.A. 2 ; Aleixo, N.C.R. 3 ; Email:natachaaleixo@yahoo.com.br;

Mesquita, M. 1 ; Silva Neto, J.C.A. 2 ; Aleixo, N.C.R. 3 ; Email:natachaaleixo@yahoo.com.br; SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA APLICADAS À ANÁLISE DA Mesquita, M. 1 ; Silva Neto, J.C.A. 2 ; Aleixo, N.C.R. 3 ; 1 UEA Email:nsacj@hotmail.com; 2 UEA Email:joaokandido@yahoo.com.br; 3 UEA Email:natachaaleixo@yahoo.com.br;

Leia mais

Edição: Agosto de 2014. Coordenação: Lucas Carvalho Pereira. Redação: Roberto Ulisses Resende

Edição: Agosto de 2014. Coordenação: Lucas Carvalho Pereira. Redação: Roberto Ulisses Resende protocolo CARBON FREE Critérios para recomposição florestal Reserva Ecológica do Guapiaçu (REGUA), em Cachoeiras de Macacu (RJ), onde existem projetos de reflorestamento com o Carbon Free Roberto Resende

Leia mais