Bens do domínio público e bens culturais: regime actual e proposta de lei

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Bens do domínio público e bens culturais: regime actual e proposta de lei"

Transcrição

1 Disciplina: Instrumentos de Protecção do Património em Portugal Professor: Prof. Paulo Pereira Aluna: Maria João Monteiro Torres da Silva (mjtorresilva at sapo.pt) 2.º Semestre Bens do domínio público e bens culturais: regime actual e proposta de lei Resumo O presente trabalho consiste numa análise da questão dos bens do domínio público, considerando a existência de bens culturais que também são bens do domínio público. Procede-se a um enquadramento sumário da evolução histórica do conceito e do seu regime, designadamente do tratamento que, em Portugal, foi sendo ao dado ao domínio público cultural. Analisa-se mais detalhadamente o regime vigente relativamente a estes bens e a proposta de lei a submeter pelo Governo à Assembleia da República sobre a mesma matéria, neste momento disponível para consulta pública. Palavras-chave Domínio público, bens, bens culturais, monumento nacional, utilidade pública. Introdução O Dicionário Jurídico da Administração Pública define domínio público, como «o conjunto de coisas que, pertencendo a uma pessoa colectiva de direito público de população e território 1, são submetidas por lei, dado o fim de utilidade pública a que se encontram afectadas, a um regime jurídico especial caracterizado fundamentalmente pela sua incomerciabilidade, em ordem a preservar a produção dessa utilidade pública» (Fernandes, 1991, 166). Pela sua relevância, esta categoria de bens é objecto de uma protecção jurídica especial (idem, pág. 175), que se caracteriza essencialmente por os mesmos estarem fora do comércio jurídico privado, isto é, serem «insusceptíveis de redução à propriedade particular, inalienáveis, imprescritíveis, impenhoráveis e não oneráveis pelos modos de Direito privado» (Caetano, 1986, pág. 891). A problemática dos bens do domínio público interessa ao património cultural não só porque no elenco constante do Decreto-Lei n.º 477/80, de 15 de Outubro, são 1 Estado, regiões autónomas e autarquias locais (actualmente município e freguesia). 1

2 mencionados bens que são bens culturais (cf. alínea m) do artigo 4.º do diploma), como também porque a Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro 2 atribuindo ao património cultural o valor de «instrumento primacial de realização da dignidade da pessoa humana, objecto de direitos fundamentais, meio ao serviço da democratização da cultura e esteio da independência e da identidade nacionais» (n.º 2 do artigo 3.º) confere manifesta (e relevante) utilidade pública aos bens que o integram. Após quase duas décadas de desinteresse, a matéria dos bens do domínio público do Estado suscita actualmente grande atenção do legislador. Com efeito, em 7 de Agosto de 2007 foi publicado o Decreto-Lei n.º 280/2007, que aprovou o regime jurídico da gestão dos bens imóveis do domínio público do Estado, das regiões autónomas e das autarquias locais e dos bens imóveis do domínio privado do Estado e dos institutos públicos. Por outro lado está, neste momento (Novembro de 2008), disponível para consulta pública uma proposta de lei (a apresentar pelo Governo à Assembleia da República) sobre o regime geral dos bens do domínio público que não só revoga o artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 477/80, de 15 de Outubro, como revoga também, o capítulo que o Decreto-Lei n.º 280/2007, publicado há pouco mais de um ano, dedicou à gestão daqueles bens. O presente trabalho ocupa-se da problemática de uma categoria de bens do domínio público que são os monumentos nacionais, cuja utilidade pública radica, para além do estatuído na Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro, no «seu valor de símbolo. É essa a sua mais valia, é esse o seu papel, um papel de comunicação no seio da linguagem dos homens e da paisagem construída pelos homens» (Pereira, 2005, pág. 82). Os bens do domínio público e o seu regime O direito romano já colocava fora do comércio (extra commercium) grande parte das coisas hoje consideradas como integrando o domínio público (Moreira, 1931, pág. 55), como o ar, a água corrente, o mar, as estradas ou as ruas. Para os romanos eram coisas públicas não só as coisas (por natureza) insusceptíveis de apropriação individual, mas também as destinadas ao uso do público (idem, pág. 58). Mais recentemente, o Código Civil português de 1867 continha uma enumeração das «coisas públicas». Assim, eram «públicas as coisas naturais ou artificiais, apropriadas ou produzidas pelo estado e corporações públicas e mantidas debaixo da sua administração, das quais é lícito a todos individual ou colectivamente utilizar-se, com as restrições impostas pela lei, ou pelos regulamentos administrativos» (artigo 380.º do Código). A noção era ainda imprecisa (Fernandes, 1991, pág. 167), já que o 2 Lei que estabelece as bases da política e do regime de protecção e valorização do património cultural. 2

3 conceito moderno de bens de domínio público estava ainda em formação. Às coisas públicas opunham-se as «coisas particulares», ou seja, «aquelas cuja propriedade pertence a pessoas singulares ou colectivas, e de que ninguém pode tirar proveito, senão essas pessoas ou outras com o seu consentimento» (artigo 382.º do Código), sendo certo que os entes públicos, como o Estado ou os municípios eram «capazes de propriedade particular». Porque essa distinção permanece, importa distinguir os bens do domínio público, dos bens do domínio privado do Estado (aqui no sentido amplo que lhe dá o artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 477/80, de 15 de Outubro, isto é, abrangendo os demais entes públicos). Assim, os bens do domínio privado são aqueles bens do Estado que, «por não se encontrarem integrados no domínio público, estão, em princípio sujeitos ao regime de propriedade estatuído na lei civil» (Fernandes, 1991, pág. 160). Este domínio privado do Estado divide-se em domínio privado indisponível e domínio privado disponível (artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 477/80, de 15 de Outubro). Os bens do domínio privado indisponível, que têm um regime aproximado ao dos bens do domínio público (Fernandes, 1991, pág. 161), são os bens (do domínio privado) afectos a fins de utilidade pública (cf. n.º2 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 477/80, de 15 de Outubro, a contrario), designadamente os bens indispensáveis ao funcionamento dos serviços, como são, desde logo, as dependências onde os mesmos se encontram instalados (Fernandes, 1991, pág. 161), sejam esses serviços integrados na Administração directa do Estado (cf. alínea a) do n.º2 do artigo 7.º do mesmo diploma) ou na Administração indirecta (cf. alínea c) n.º2, do mesmo artigo 7.º), como é o caso dos institutos públicos. No que se refere aos bens do domínio público em geral, a Constituição de 1933 (diferentemente da de 1976, como se verá), continha um artigo, o 49.º, 3 que elencava as categorias de bens do domínio público do Estado, e cujo o n.º 8.º remetia para a lei a possibilidade de sujeitar (outros) bens ao regime do domínio público. A Constituição proibia ainda a alienação dos bens (do domínio privado) do Estado que «interessem ao seu prestígio ou superiores conveniências nacionais» (artigo 51.º) e colocava sob a protecção do Estado «os monumentos artísticos, históricos e naturais, e os objectos artísticos oficialmente reconhecidos como tais, sendo proibida a sua alienação em favor de estrangeiros» (artigo 52.º). Antes da Constituição de 1933, todavia, várias leis foram sujeitando ao domínio público certos bens, como o Decreto de 31 de Dezembro de 1864, que estabeleceu a 3 Integrando o Título XI da Parte I da Constituição intitulada «Das Garantias Fundamentais». 3

4 dominialidade dos leitos e margens, incluindo as praias, e dos caminhos de ferro públicos, ou a Lei das Águas de , que primeiro regulou o domínio público hídrico 5. O Decreto-Lei n.º de 12 de Fevereiro de 1934, para o efeito da organização do cadastro (dos bens do Estado), classificou os bens do domínio público e privado do Estado. No elenco dos bens do domínio público incluiu bens a que hoje a Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro 6, chama «bens culturais», isto é «bens móveis e imóveis que (...) representem testemunho material com valor de civilização e cultura» (n.º1 do artigo 14.º desta lei). Os bens culturais estavam ausentes do elenco constitucional mas dada a remissão para a lei ordinária efectuada pelo n.º8 do artigo 49.º da Constituição de 1933 era possível sujeitá-los ao regime do domínio público. Sujeição que era, aliás, concordante, com o que os citados artigos 51.º e 52.º da Constituição de 1933 dispunham com relevância para o património cultural. Assim, nos termos do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º de 12 de Fevereiro de 1934, o cadastro dos bens do domínio público do Estado compreendia (no que se refere aos bens culturais): os museus nacionais e as bibliotecas (alínea c) do artigo 1.º do diploma) 7 ; os palácios nacionais referidos no artigo 66.º do Decreto-Lei n.º de 24 de Junho de , isto é, os Palácios Nacionais da Ajuda, Mafra, Pena, Queluz e Sintra (primeira parte da alínea d) do artigo 1.º do diploma); os palácios nacionais «escolhidos pelo Presidente da República para a sua residência e das pessoas de sua família» 9 (segunda parte da alínea d) do artigo 1.º do diploma); e os monumentos nacionais «não pertencentes aos corpos administrativos ou a particulares» 10 (alínea e) do artigo 1.º do diploma). 4 Decreto com força de Lei n.º III de 10 de Maio de Citados por Caetano, 1986, págs. 902 e Lei que estabelece as bases da política e do regime de protecção e valorização do património cultural. 7 Os museus e bibliotecas eram considerados imóveis, mas a dominialidade abrangia o seu recheio, que era considerado «um todo indivisível» (cf. único do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º ). 8 Que reorganizou os serviços da Direcção-Geral da Fazenda Pública e das tesourarias da Fazenda Pública, mas também introduziu algumas alterações na administração dos Palácios Nacionais (preâmbulo do diploma), designando por «conservador» a pessoa incumbida da «guarda, conservação e administração dos palácios nacionais da Ajuda, Mafra, Pena, Queluz e Sintra» e exigindo, para o futuro, que os conservadores fossem habilitados com «o curso das escolas de belas-artes ou a licenciatura em ciências históricas pelas Faculdades de Letras» (artigo 66.º do diploma). 9 Por força do disposto no artigo 77.º da Constituição de 1933, o Presidente da República podia «escolher duas propriedades do Estado que dese[jasse] utilizar para a Secretaria da Presidência e para sua residência e das pessoas de sua família». 10 Nos termos do disposto no artigo 125.º da Constituição de 1933 «corpos administrativos» eram «as câmaras municipais, as juntas de freguesia e os concelhos de província». 4

5 A actual Constituição portuguesa, de 1976, apenas passou a conter uma norma relativa aos bens do domínio público com a revisão constitucional de Antes dela o Decreto-Lei n.º 477/80, de 15 de Outubro (que cria o Inventário Geral dos Bens do Estado), estabeleceu um elenco dos bens do domínio público do Estado para os efeitos daquele inventário, revogando o Decreto-Lei n.º de 12 de Fevereiro de As três alíneas, supra citadas, do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º de 12 de Fevereiro de 1934, são transformadas, no Decreto-Lei n.º 477/80, de 15 de Outubro, numa única, que integra no domínio público do Estado «os palácios, monumentos, museus, bibliotecas, arquivos e teatros nacionais, bem como os palácios escolhidos pelo Chefe do Estado para a Secretaria da Presidência e para a sua residência e das pessoas da sua família» (alínea m) do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 477/80, de 15 de Outubro). Este diploma tem algumas diferenças relativamente ao estatuído no Decreto-Lei n.º Assim, passam a integrar o domínio público do Estado, sem distinção, os palácios nacionais, os monumentos nacionais, os museus nacionais, as bibliotecas nacionais, os arquivos nacionais e os teatros nacionais. Apenas estes últimos correspondem a uma categoria inteiramente nova, pois relativamente aos arquivos já se considerava que os «arquivos gerais, quer Nacional da Torre do Tombo, quer distritais» (Caetano, 1986, pág. 914) estavam integrados no domínio público já que «as mesmas razões que ditam a dominialidade das bibliotecas impõem, talvez com maior vigor, o carácter dominial dos arquivos» (idem). Relativamente às restantes categorias, passam a integrar o domínio público: os palácios nacionais; os monumentos nacionais sem distinção quanto ao proprietário, isto é, sejam eles propriedade do Estado, das Regiões autónomas ou das autarquias locais. Com a revisão constitucional de 1989, foi aditado um artigo novo ao texto constitucional, o artigo 84.º, (da Parte II, relativa à Organização Económica) que enumera as categorias de bens pertencentes ao domínio público, sem mais uma vez integrar no domínio público quaisquer bens culturais. Todavia, o elenco constitucional deste tipo de bens não é fechado, pois, à semelhança da Constituição de 1933, a alínea f) do n.º1 do artigo 84.º da actual Constituição prevê que a lei classifique outros bens como tal. Sobre a integração dos bens culturais no elenco dos bens do domínio público, importa notar que, segundo Fernandes (1991, pág. 178), e a propósito da delimitação do objecto do domínio público, há dois grupos de coisas actualmente classificadas como 5

6 públicas: aquelas que são como tal classificadas pela generalidade das legislações dos países com sistema jurídico semelhante ao português, e aquelas que apenas o são em algum ou alguns deles. Da circunstância da generalidade dos países classificar uma categoria de coisas como públicas, ressalta «a prevalência objectiva da utilidade pública dessas coisas» (idem). Da análise efectuada por aquele autor resultou que há apenas três categorias de coisas unanimemente classificadas como públicas: as coisas relativas ao domínio da circulação (como as estradas, as linhas férreas, as redes de abastecimento, etc.), essenciais à sobrevivência e funcionamento do Estado; as coisas ao dispor das forças armadas (domínio público militar) 11, essenciais à defesa nacional e as coisas do «domínio cultural», pela sua «relevância especial e insubstituível para a definição da própria identidade cultural» (idem, pág. 179) 12. O que, quanto a este último ponto, é concordante com o valor que a Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro, atribui ao património cultural. O interesse de uma categoria de bens constar do elenco constitucional dos bens do domínio público está, essencialmente, em que, quando isso acontece, o estatuto de dominialidade não pode ser afastado por lei ordinária, mas apenas por via da revisão constitucional (Caetano, 1986, pág. 897). Assim, em Portugal existem actualmente duas categorias de coisas do domínio público (Fernandes, 1991, pág. 184), as que o são por força da Constituição e as que o são com fundamento na lei ordinária, estando as primeiras «mais protegidas que as segundas, pois não podem, como estas ser privatizadas pela simples lei ordinária» (idem). Note-se que esta «privatização» pode significar aqui a mera integração no domínio privado do Estado e não (necessariamente) a alienação a particulares, pois, como se viu há bens do domínio privado do Estado que são indisponíveis. Quanto à caracterização da figura, para além do que já foi dito, importa referir ainda que os bens do domínio público podem ser objecto de um uso comum ou de um uso privativo (Fernandes, 1996, págs ). O uso comum é aquele que «sendo conforme com o destino principal da coisa pública é facultado a todos directa ou indirectamente» (idem, pág. 575) e o uso privativo é aquele que «é consentido a alguém com base num título jurídico individual» (idem), ficando esse alguém «com o direito de privar qualquer outra pessoa da utilização que lhe foi permitida» (Caetano, 1986, pág. 937). O uso privativo que seja do exclusivo interesse do particular a quem é permitido é, normalmente, «outorgado a curto prazo e com carácter precário» 11 Que para Caetano (1986, pág. 917) «é muito mais amplo que o civil, quanto aos tipos de bens abrangidos: por exemplo enquanto os edifícios públicos em geral pertencem ao domínio privado, as instalações militares são do domínio público». 12 Embora estas tenham passado, na generalidade dos casos, a integrar o domínio público bastante mais tarde que as restantes categorias (em Portugal desde 1934, como se viu). 6

7 (Fernandes, 1996, pág. 576), através de uma licença. Se o uso, sendo privativo, corresponder a um interesse público, será atribuído pela via de uma concessão (de uso privativo) 13, que é constitutiva de direitos (Caetano, 1996, pág. 939). Em 7 de Agosto de 2007 foi publicado o Decreto-Lei n.º 280/2007, estabelecendo disposições gerais e comuns sobre a gestão dos bens imóveis do domínio público do Estado, das regiões autónomas e das autarquias locais e dos bens imóveis do domínio privado do Estado e dos institutos públicos (artigo 1.º do diploma). O primeiro traço que ressalta do regime estatuído por este diploma (que não revogou o artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 477/80, de 15 de Outubro) relativamente aos bens do domínio público, é o facto da lei estabelecer um regime uniforme da gestão destes bens, independente portanto da categoria a que os mesmos pertençam. Por outro lado, o diploma estabelece expressamente a regra de que dos bens do domínio público apenas podem ser titulares 14 o Estado, as Regiões Autónomas e as autarquias locais (artigo 15.º do diploma). Seguindo o tratamento tradicional da figura, o diploma considera estes bens: inalienáveis, ou seja, «estão fora do comércio jurídico, não podendo ser objecto de direitos privados ou de transmissão por instrumentos de direito privado» (artigo 18.º do diploma); imprescritíveis, ou seja, «não são susceptíveis de aquisição por usucapião» (artigo 19.º do diploma) e impenhoráveis (artigo 20.º do diploma). Nos termos do artigo 23.º, o uso dos bens do domínio público pode ser cedido a título precário a outras entidades públicas (que não o seu titular), podendo também ocorrer mutações dominiais, isto é, podendo a titularidade do bem ser «transferida, por lei, acto ou contrato administrativo, para a titularidade de outra pessoa colectiva pública territorial» (artigo 24.º). Sem densificar grandemente os conceitos, o diploma estabelece como títulos de utilização privativa do domínio público, a licença e a concessão de uso privativo (artigo 27.º e 28.º), o que também não constitui novidade, uma vez que são essas as figuras tradicionais (Caetano, 1986, pág. 938). Este regime de gestão dos bens imóveis do domínio público do Estado estará em vias de ser alterado uma vez que foi disponibilizada para consulta pública, uma proposta de lei (a apresentar pelo Governo à Assembleia da República) que revoga o artigo 4.º do 13 Que difere da concessão de exploração do domínio público em que apenas é transferida a gestão do bem, permanecendo comum o seu uso (Caetano, 1986, pág. 938). 14 Seja no sentido de proprietários (Fernandes, 1991, pág. 173), para quem considere que ainda está em causa um direito de propriedade privada, embora destituído da maior parte das faculdades que fazem o conteúdo deste direito (desde logo o poder de disposição) ou no sentido de titulares de um direito de propriedade público (Caetano, 1986, págs ), ou seja, de um direito de propriedade com conteúdo específico, sendo este último, aparentemente, o sentido da lei. 7

8 Decreto-Lei n.º 477/80, de 15 de Outubro (estabelecendo, portanto, um novo elenco legal dos bens do domínio público) e as normas que têm vindo a ser citadas do Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de Agosto (ínsitas no seu Capítulo II). No que se refere ao regime dos bens do domínio público que são, simultaneamente, bens culturais, esta proposta de lei introduz alterações (algumas delas profundas) relativamente ao regime actualmente vigente. Referem-se as duas mais evidentes. O diploma, diferentemente dos anteriores, distingue o domínio público do Estado, das regiões autónomas, dos municípios e das freguesias (cf. artigo 3.º da proposta de lei). De acordo com esta distinção, só integram o domínio público do Estado os monumentos nacionais 15 que sejam sua propriedade (cf. subalínea xiv) da alínea a) do n.º3 do artigo 3.º da proposta de lei). Volta-se, neste ponto, à regra do Decreto-Lei n.º de 12 de Fevereiro de 1934, modificando o regime do Decreto-Lei n.º 477/84, de 15 de Outubro, em que os monumentos nacionais pertenciam ao domínio público do Estado independentemente da pessoa colectiva territorial que fosse sua proprietária. Contudo, também não integra no domínio público das regiões autónomas, dos municípios ou das freguesias, os monumentos nacionais que sejam propriedade destes, pois os bens culturais do domínio público das regiões autónomas e dos municípios, são apenas os bens culturais (móveis) incorporados em museus, respectivamente, das regiões autónomas ou dos municípios, incluindo os dependentes destas entidades (cf., respectivamente, subalínea vii) da alínea b) e subalínea vii) da alínea c) do n.º3 do artigo 3.º da proposta de lei). Deste modo, os monumentos nacionais, propriedade das regiões autónomas ou das autarquias locais, são excluídos do domínio público. Integrando o domínio privado disponível ou indisponível dos respectivos titulares consoante os casos (isto é consoante estejam, ou não, afectos a fins de utilidade pública, conforme se referiu, supra), situação em que já estavam (agora como no anterior regime jurídico) os imóveis de interesse público, o que configura uma assinalável mudança do regime daqueles bens. Outra alteração de monta é o facto da lei, a título excepcional, admitir a existência de bens do domínio público que não são objecto de um direito de propriedade pública, isto é, separando a titularidade do bem, da sua propriedade (n.º2 do artigo 5.º da proposta de lei), já que «os bens do domínio público somente podem estar na titularidade do Estado, das regiões autónomas e das autarquias locais» (n.º1 do artigo 15 A lei usa a expressão «monumentos classificados de interesse nacional», ora nos termos do n.º3 do artigo 15.º da Lei n.º 107/2001, nesta categoria de bens (imóveis) incluem-se apenas os monumentos nacionais. 8

9 4.º da proposta de lei), modificando, neste ponto particular, um aspecto constante da disciplina dos bens do domínio público. Os bens culturais são, precisamente, uma das categorias de bens em que se admite essa dissociação entre titularidade e direito de propriedade. Atendendo a que, no que se refere aos bens culturais imóveis, só estão integrados no domínio público os monumentos nacionais que sejam propriedade do Estado ficam algumas dúvidas relativamente ao alcance desta norma, Designadamente se o que a mesma prevê é que o direito de propriedade (que é do Estado) sobre os monumentos nacionais, possa vir a ser alienado mantendo-se o vínculo da dominialidade. Assim parece ser uma vez que o artigo 22.º (cujo n.º 1 é particularmente confuso) da proposta de lei determina que quando se dissocie a titularidade da propriedade, que como se viu poderá acontecer, teoricamente, em todos os monumentos nacionais que sejam propriedade do Estado, o «titular do bem dominial fica com a faculdade de o alienar ou onerar, pelos meios e formas de direito privado 16, sem prejuízo da manutenção do vínculo real de destinação». A ser assim, o Estado poderia, em teoria e para dar dois exemplos grotescos, vender a Torre de Belém ou hipotecar o Palácio da Pena, mantendo-os, todavia, no domínio público. Mesmo que não se venham a colocar estas situações e que os monumentos nacionais propriedade do Estado não sejam vendidos ou onerados pelas vias do direito privado, mantendo a integralidade do seu regime de domínio público, os mesmos podem, à semelhança dos demais bens do domínio público, ser objecto dos usos privativos que lei prevê para estes. Um aspecto relevante desse regime do uso privativo, no caso dos monumentos nacionais 17, é o facto de quando o mesmo seja atribuído pela via da concessão, conferir ao seu titular a faculdade de construir e transformar o bem, embora sem dispensa de apresentação do pedido de licença ou da comunicação prévia (artigo 53.º e n.º3 do artigo 54.º da proposta). É, por outro lado, o concessionário, a entidade responsável por todos os «estudos, projectos e obras de construção, reabilitação, requalificação, reparação, modificação e conservação dos bens que integram o estabelecimento da concessão» (n.º1 do artigo 54.º da proposta). Tudo aspectos susceptíveis de suscitar os problemas relacionados com a adaptação dos monumentos a novos usos (Pereira, 2005, pág ). Finalmente, apesar da proposta de lei não distinguir especificamente, quanto a este aspecto, os bens culturais, a aplicação do o seu regime e designadamente o regime de concessão de uso privativo (para o qual a proposta não estabelece um prazo 16 Ou seja, de o colocar no comércio jurídico privado. 17 Que não é específico deles, mas coloca no seu caso, questões particulares. 9

10 máximo, apenas determinado que o mesmo terá de ser certo cf. artigo 51.º) não pode deixar de ser compatibilizado com o estabelecido na Lei n.º107/2001, de 8 de Setembro, designadamente com o facto da fruição dos monumentos nacionais, cuja utilidade pública (enquanto bens do domínio público) é inerente aos valores culturais «de significado para a Nação» (números 3 e 4 do artigo 15.º da Lei n.º 107/2001) de que são portadores, constituir (n.º1 do artigo 7.º da mesma lei) um direito de «todos», a harmonizar (apenas) com as suas «exigências de funcionalidade, segurança, preservação e conservação». Conclusão Os bens culturais imóveis de maior relevância, como os monumentos nacionais têm uma utilidade pública que lhes advém do seu valor cultural e que motivou a sua integração na categoria dos bens do domínio público. Bens que estão fora do comércio privado, são imprescritíveis e impenhoráveis. Assim é actualmente em Portugal, como na generalidade de países de sistema semelhante. A proposta de lei, relativa ao regime dos bens do domínio público, a apresentar pelo Governo à Assembleia da República, apenas considera do domínio público os bens culturais imóveis que sejam, simultaneamente, monumentos nacionais e propriedade do Estado, subtraindo-se, assim, ao regime da dominialidade os monumentos nacionais propriedade das demais pessoas colectivas territoriais. Os monumentos nacionais que permanecem como bens do domínio público, ficam sujeitos, enquanto bens culturais que são, a um regime diferenciado da maior parte dos bens do domínio público. A proposta admite que os mesmos possam ser objecto de um uso privativo (como outros bens do domínio público), mas também admite a sua venda e oneração pelas vias do direito privado. O que constitui uma mudança radical no regime destes bens, que antes estavam, em absoluto, fora do comércio jurídico privado. Dada a utilidade pública específica dos bens culturais e designadamente dos monumentos nacionais, é de questionar a oportunidade e a justificação desta mudança de regime tanto mais que a mesma acontece pouco mais de um ano depois de ser publicada regulamentação sobre a mesma matéria e de sentido diverso, que agora se revogará. 10

11 Referências bibliográficas Caetano, Marcello. «Manual de Direito Administrativo», vol. II, 10ª Edição (3ª reimpressão), revista e actualizada por Diogo Freitas do Amaral, Livraria Almedina, Coimbra,1986. Fernandes, José Pedro. «Domínio Privado», in Dicionário Jurídico da Administração Pública, vol. IV, s.e., Lisboa Fernandes, José Pedro. «Domínio Público», in Dicionário Jurídico da Administração Pública, vol. IV, s.e., Lisboa Moreira, José Carlos Martins. «Do domínio público», vol. I «Os bens dominiais», Coimbra Editora, Coimbra, Pereira, Paulo. Património Edificado, Pedras angulares. Col. «Aura Ensaios», Aura, Todos os diplomas legais posteriores a 1960, podem ser consultados em A proposta de lei a apresentar pelo Governo à Assembleia da República pode ser consultada em 11

NOTA JURÍDICA. corresponde a 343,28. Consequentemente, o valor referido no artigo em apreço equivale a mil vezes o dito índice 100, ou seja, 343.280.

NOTA JURÍDICA. corresponde a 343,28. Consequentemente, o valor referido no artigo em apreço equivale a mil vezes o dito índice 100, ou seja, 343.280. NOTA JURÍDICA 1) A MULTICENCO ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS, S.A., ora CONSULENTE, solicitou esclarecimentos sobre a seguinte questão: a celebração, entre a CONSULENTE e o MUNICÍPIO DE SETÚBAL, de contrato

Leia mais

Regulamento de Inventário e Cadastro do Património

Regulamento de Inventário e Cadastro do Património Regulamento de Inventário e Cadastro do Património União das Freguesias de Benavila e Valongo Rua 25 de Abril, 35 7480-226 BENAVILA NIF 510 835 084 Telefones: 242 434 251 / 242 434 231 Fax: 242 434 242

Leia mais

JUNTA DE FREGUESIA DE SANTA MARGARIDA DA COUTADA

JUNTA DE FREGUESIA DE SANTA MARGARIDA DA COUTADA REGULAMENTO DE INVENTÁRIO E CADASTRO DO PATRIMÓNIO Para dar cumprimento ao disposto nas alíneas f) do n.º 1 e a) do n.º 5 do artigo 34.º da lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, alterada pela Lei n.º 5-A/2002,

Leia mais

TRANSFERÊNCIA DE POSSE, SEM TRANSFERÊNCIA DE DOMÍNIO

TRANSFERÊNCIA DE POSSE, SEM TRANSFERÊNCIA DE DOMÍNIO TRANSFERÊNCIA DE POSSE, SEM TRANSFERÊNCIA DE DOMÍNIO O presente estudo tem o intuito de analisar e diferenciar brevemente os institutos da cessão de uso, concessão de uso e concessão de direito real de

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO I

DIREITO ADMINISTRATIVO I UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE DIREITO DIREITO ADMINISTRATIVO I 2.º Ano Turma B PROGRAMA DA DISCIPLINA Ano lectivo de 2011/2012 LISBOA 2011 Regente: Prof. Doutor Fausto de Quadros ELEMENTOS DE ESTUDO

Leia mais

Freguesia de Paços de Brandão

Freguesia de Paços de Brandão REGULAMENTO DE INVENTÁRIO E PATRIMÓNIO (RIP) Freguesia de Paços de Brandão PREÂMBULO Para dar cumprimento ao disposto nas alíneas f) do n.º 1, alínea d) do n.º 2 e alínea a) do n.º 5 do artigo 34.º da

Leia mais

Regulamento do inventa rio. Junta de freguesia da Carapinheira

Regulamento do inventa rio. Junta de freguesia da Carapinheira Regulamento do inventa rio Junta de freguesia da Carapinheira 24-11-2014 Índice Página CAPÍTULO I Princípios gerais Artigo 1º - Objecto 3 Artigo 2º - Âmbito 4 CAPÍTULO II Inventário e cadastro Artigo 3º

Leia mais

Norma Nr.016 / 1999 de 29/12 REVOGA AS NORMAS N.º 10/96-R E N.º 11/97-R

Norma Nr.016 / 1999 de 29/12 REVOGA AS NORMAS N.º 10/96-R E N.º 11/97-R Norma Nr.016 / 1999 de 29/12 REVOGA AS NORMAS N.º 10/96-R E N.º 11/97-R AVALIAÇÃO DOS TERRENOS E EDIFÍCIOS DAS EMPRESAS DE SEGUROS E DOS FUNDOS DE PENSÕES Considerando que, de acordo com a regulamentação

Leia mais

Regulação municipal para o uso de espaços públicos por particulares e pelo próprio Poder Público. Mariana Moreira

Regulação municipal para o uso de espaços públicos por particulares e pelo próprio Poder Público. Mariana Moreira Regulação municipal para o uso de espaços públicos por particulares e pelo próprio Poder Público Mariana Moreira Funções dos bens públicos: EM PRINCÍPIO, OS BENS PÚBLICOS DEVEM SERVIR DE SUPORTE ÀS FUNÇÕES

Leia mais

PLANO DE PORMENOR DO DALLAS FUNDAMENTAÇÃO DA DELIBERAÇÃO DE DISPENSA DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL

PLANO DE PORMENOR DO DALLAS FUNDAMENTAÇÃO DA DELIBERAÇÃO DE DISPENSA DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL FUNDAMENTAÇÃO DA DELIBERAÇÃO DE DISPENSA DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL Deliberação da Reunião Câmara Municipal de 29/11/2011 DIRECÇÃO MUNICIPAL DE URBANISMO DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PLANEAMENTO URBANO DIVISÃO

Leia mais

Regulamento de Inventário e Cadastro dos Bens da Junta de Freguesia

Regulamento de Inventário e Cadastro dos Bens da Junta de Freguesia Regulamento de Inventário e Cadastro dos Bens da Junta de Freguesia Freguesia de Paçô Arcos de Valdevez 2013 Regulamento de Inventário e Cadastro dos Bens da Junta de Freguesia Para dar cumprimento ao

Leia mais

REGULAMENTO SOBRE INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTO DE VIDEOVIGILÂNCIA

REGULAMENTO SOBRE INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTO DE VIDEOVIGILÂNCIA REGULAMENTO SOBRE INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTO DE VIDEOVIGILÂNCIA Aprovado na 14ª Reunião Ordinária de Câmara Municipal, realizada em 13 de Julho de 2006 e na 4ª Sessão Ordinária de Assembleia Municipal,

Leia mais

MANUAL DE APOIO. Processos de delimitação e de aprovação de Áreas de Reabilitação Urbana e de Operações de Reabilitação Urbana

MANUAL DE APOIO. Processos de delimitação e de aprovação de Áreas de Reabilitação Urbana e de Operações de Reabilitação Urbana MANUAL DE APOIO Processos de delimitação e de aprovação de Áreas de Reabilitação Urbana e de Operações de Reabilitação Urbana Abril de 2013 MANUAL DE APOIO Processos de delimitação e de aprovação de Áreas

Leia mais

10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores

10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores 10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns relativas

Leia mais

REGULAMENTO DE ATRIBUIÇÃO DE APOIOS ÀS COLECTIVIDADES DE CARÁCTER RECREATIVO, CULTURAL, RELIGIOSO E SOCIAL DO CONCELHO DE NORDESTE PREÂMBULO

REGULAMENTO DE ATRIBUIÇÃO DE APOIOS ÀS COLECTIVIDADES DE CARÁCTER RECREATIVO, CULTURAL, RELIGIOSO E SOCIAL DO CONCELHO DE NORDESTE PREÂMBULO REGULAMENTO DE ATRIBUIÇÃO DE APOIOS ÀS COLECTIVIDADES DE CARÁCTER RECREATIVO, CULTURAL, RELIGIOSO E SOCIAL DO CONCELHO DE NORDESTE PREÂMBULO Na sociedade cada vez mais se estabelecem parcerias e recorre-se

Leia mais

Entidade Visada: ANACOM Autoridade Nacional de Comunicações; PT Comunicações, S.A.; EDP Distribuição de Energia, S.A.

Entidade Visada: ANACOM Autoridade Nacional de Comunicações; PT Comunicações, S.A.; EDP Distribuição de Energia, S.A. Processo: R-36/04 Entidade Visada: ANACOM Autoridade Nacional de Comunicações; PT Comunicações, S.A.; EDP Distribuição de Energia, S.A. Assunto: Ordenamento do território servidões administrativas propriedade

Leia mais

RECOMENDAÇÃO N.º 6 /A/2013 (artigo 20.º, n.º 1, alínea a), da Lei n.º 9/91, de 9 de abril, na redação da Lei n.º 17/2013, de 18 de fevereiro)

RECOMENDAÇÃO N.º 6 /A/2013 (artigo 20.º, n.º 1, alínea a), da Lei n.º 9/91, de 9 de abril, na redação da Lei n.º 17/2013, de 18 de fevereiro) A S. Exa. o Secretário de Estado da Cultura Palácio Nacional da Ajuda 1300-018 LISBOA V.ª Ref.ª V.ª Comunicação Nossa Ref.ª Proc. Q-777/12 (A1) RECOMENDAÇÃO N.º 6 /A/2013 (artigo 20.º, n.º 1, alínea a),

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA Julho de 2013

CÓDIGO DE CONDUTA Julho de 2013 CÓDIGO DE CONDUTA Julho de 2013 1 ÍNDICE INTRODUÇÃO...3 I. Âmbito de Aplicação e Princípios Gerais...4 Artigo 1.º Âmbito Pessoal...4 Artigo 2.º Âmbito Territorial...4 Artigo 3.º Princípios Gerais...4 Artigo

Leia mais

REGULAMENTO DE COMPENSAÇÕES POR NÃO CEDÊNCIA DE TERRENOS PARA EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS VERDES PÚBLICOS DECORRENTE DA APROVAÇÃO DE OPERAÇÕES URBANÍSTICAS

REGULAMENTO DE COMPENSAÇÕES POR NÃO CEDÊNCIA DE TERRENOS PARA EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS VERDES PÚBLICOS DECORRENTE DA APROVAÇÃO DE OPERAÇÕES URBANÍSTICAS REGULAMENTO DE COMPENSAÇÕES POR NÃO CEDÊNCIA DE TERRENOS PARA EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS VERDES PÚBLICOS DECORRENTE DA APROVAÇÃO DE OPERAÇÕES URBANÍSTICAS 1. O Regulamento referente à compensação pela não

Leia mais

MUNICÍPIO DE MACHICO REGULAMENTO DO LICENCIAMENTO ZERO 1

MUNICÍPIO DE MACHICO REGULAMENTO DO LICENCIAMENTO ZERO 1 MUNICÍPIO DE MACHICO REGULAMENTO DO LICENCIAMENTO ZERO 1 Nota Justificativa A simplificação do exercício de atividades decorrente da publicação e entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 48/2011, de 1 de abril

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º 219/VIII

PROJECTO DE LEI N.º 219/VIII PROJECTO DE LEI N.º 219/VIII CONSIDERA O TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO NA CATEGORIA DE AUXILIAR DE EDUCAÇÃO PELOS EDUCADORES DE INFÂNCIA HABILITADOS COM CURSOS DE FORMAÇÃO A EDUCADORES DE INFÂNCIA PARA EFEITOS

Leia mais

Lei de Minas REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Lei nº 14/2002, de 26 de Junho

Lei de Minas REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Lei nº 14/2002, de 26 de Junho Lei de Minas REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Lei nº 14/2002, de 26 de Junho Os recursos minerais da República de Moçambique, quando racionalmente avaliados e utilizados, constituem um factor

Leia mais

Regulamento de Inventário e Cadastro do Património da Junta de Freguesia de Creixomil- Guimarães

Regulamento de Inventário e Cadastro do Património da Junta de Freguesia de Creixomil- Guimarães Página 1 de 7 Regulamento de Inventário e Cadastro do Património da Junta de Freguesia de Creixomil- Guimarães CAPÍTULO I Princípios gerais Artigo 1.º Âmbito de aplicação 1 - O presente Regulamento estabelece

Leia mais

CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA GABINETE DE APOIO AO VICE-PRESIDENTE E AOS VOGAIS

CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA GABINETE DE APOIO AO VICE-PRESIDENTE E AOS VOGAIS PARECER Assunto: Projecto de Portaria que aprova o Regulamento do Procedimento de Seleção de Mediadores para prestar serviços nos Julgados de Paz e nos Sistemas de Mediação Familiar, Laboral e Penal. 1.

Leia mais

Pareceres Jurídicos CCDRAlentejo - http://www.ccdr-a.gov.pt

Pareceres Jurídicos CCDRAlentejo - http://www.ccdr-a.gov.pt Título: DOMÍNIO PÚBLICO MUNICIPAL. CONCESSÕES. Data: 24-11-2015 Parecer N.º: 50/2015 Informação N.º: 173-DSAL/2015 Sobre o assunto mencionado em título, solicitou o Município de... a esta Comissão de Coordenação

Leia mais

M1 DIRECTIVA DO CONSELHO de 10 de Setembro de 1984 relativa à publicidade enganosa e comparativa. (JO L 250 de 19.9.1984, p. 17)

M1 DIRECTIVA DO CONSELHO de 10 de Setembro de 1984 relativa à publicidade enganosa e comparativa. (JO L 250 de 19.9.1984, p. 17) 1984L0450 PT 12.06.2005 002.001 1 Este documento constitui um instrumento de documentação e não vincula as instituições B M1 DIRECTIVA DO CONSELHO de 10 de Setembro de 1984 relativa à publicidade enganosa

Leia mais

Portaria n.º 378/94 de 16 de Junho

Portaria n.º 378/94 de 16 de Junho Portaria n.º 378/94 de 16 de Junho Considerando o disposto no Decreto-Lei n.º 477/80, de 15 de Outubro, sobre a organização e actualização do inventário geral dos elementos constitutivos do património

Leia mais

FI CHA DOUTRINÁRIA. Diploma: Código do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis/Estatuto dos Benefícios Fiscais

FI CHA DOUTRINÁRIA. Diploma: Código do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis/Estatuto dos Benefícios Fiscais FI CHA DOUTRINÁRIA Diploma: Código do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis/Estatuto dos Benefícios Fiscais Artigo: Assunto: 49.º EBF Fundos de Investimento Imobiliário e Isenção de

Leia mais

Portaria n.º 827/2005, de 14 de Setembro Estabelece as condições de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM)

Portaria n.º 827/2005, de 14 de Setembro Estabelece as condições de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM) Estabelece as condições de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM) O Decreto-Lei n.º 134/2005, de 16 de Agosto, que permite a venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM)

Leia mais

Decisão sobre as regras de elaboração do inventário do património afeto à concessão dos CTT

Decisão sobre as regras de elaboração do inventário do património afeto à concessão dos CTT Decisão sobre as regras de elaboração do inventário do património afeto à concessão dos CTT O n.º 1 da Base XIV das Bases da concessão do serviço postal universal (concessão), aprovadas pelo Decreto-Lei

Leia mais

MUNICÍPIO DE OLEIROS. Câmara Municipal

MUNICÍPIO DE OLEIROS. Câmara Municipal REGULAMENTO MUNICIPAL DE INSPECÇÃO DE ASCENSORES, MONTA-CARGAS, ESCADAS MECÂNICAS E TAPETES ROLANTES Preâmbulo O Decreto-Lei nº. 320/02, de 28 de Dezembro, transfere para as câmaras municipais a competência

Leia mais

ACORDO SOBRE PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES CELEBRADO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E A ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL PARA AS MIGRAÇÕES.

ACORDO SOBRE PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES CELEBRADO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E A ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL PARA AS MIGRAÇÕES. Resolução da Assembleia da República n.º 30/98 Acordo sobre Privilégios e Imunidades Celebrado entre o Governo da República Portuguesa e a Organização Internacional para as Migrações, assinado em Lisboa

Leia mais

CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS

CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS Edição de Bolso 8.ª EDIÇÃO ACTUALIZAÇÃO N. 1 1 CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS EDIÇÃO DE BOLSO Actualização n. 1 ORGANIZAÇÃO BDJUR BASE DE DADOS JURÍDICA EDITOR EDIÇÕES

Leia mais

REGISTO COMERCIAL. Isabel Quinteiro. Adjunta da Conservadora na Conservatória do Registo Predial e Comercial de Montemor-o-Velho

REGISTO COMERCIAL. Isabel Quinteiro. Adjunta da Conservadora na Conservatória do Registo Predial e Comercial de Montemor-o-Velho REGISTO COMERCIAL Isabel Quinteiro Adjunta da Conservadora na Conservatória do Registo Predial e Comercial de Montemor-o-Velho Outubro de 2010 Introdução IRN, IP É um instituto público integrado na administração

Leia mais

FUNDOS FECHADOS DE SUBSCRIÇÃO PÚBLICA

FUNDOS FECHADOS DE SUBSCRIÇÃO PÚBLICA FUNDOS FECHADOS DE SUBSCRIÇÃO PÚBLICA ASPECTOS FUNDAMENTAIS 1 F U N D O S F E C H A D O S D E S U B S C R I Ç Ã O P Ú B L I C A ASPECTOS FUNDAMENTAIS RE GIM E JURÍDICO O enquadramento jurídico dos Fundos

Leia mais

Goodyear Primavera 2014. Bases legais

Goodyear Primavera 2014. Bases legais Goodyear Primavera 2014 Bases legais I. DURAÇÃO A campanha: GOODYEAR PRIMAVERA 2014 tem por destinatários os utilizadores finais e uma duração apenas válida para compras efectuadas entre o dia 17 de Março

Leia mais

REGULAMENTO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DA UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA. Preâmbulo

REGULAMENTO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DA UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA. Preâmbulo REGULAMENTO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DA UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA Preâmbulo Tendo em conta que a UFP: É titulada pela Fundação Ensino e Cultura Fernando Pessoa, sua entidade Instituidora e a quem

Leia mais

ESTATUTO DOS BENEFÍCIOS FISCAIS. Decreto-Lei n.º 215/89, de 1 de Julho (Revisto pelo Decreto-Lei n.º 198/2001, de 3 de Julho)

ESTATUTO DOS BENEFÍCIOS FISCAIS. Decreto-Lei n.º 215/89, de 1 de Julho (Revisto pelo Decreto-Lei n.º 198/2001, de 3 de Julho) ESTATUTO DOS BENEFÍCIOS FISCAIS Decreto-Lei n.º 215/89, de 1 de Julho (Revisto pelo Decreto-Lei n.º 198/2001, de 3 de Julho) Artigo 2.º Conceito de benefício fiscal e de despesa fiscal e respectivo controlo

Leia mais

ASPECTOS FUNDAMENTAIS

ASPECTOS FUNDAMENTAIS FUNDOS ESPECIAIS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO ASPECTOS FUNDAMENTAIS 1 F U N D O S M I S T O S ASPECTOS FUNDAMENTAIS RE GIM E JURÍDICO O enquadramento jurídico dos Fundos de Investimento Imobiliário (FII)

Leia mais

TURISMO NO ESPAÇO RURAL LEGISLAÇÃO MANUAL

TURISMO NO ESPAÇO RURAL LEGISLAÇÃO MANUAL TURISMO NO ESPAÇO RURAL LEGISLAÇÃO MANUAL Índice 1. Turismo no espaço rural: tipologias.2 2. Exploração e funcionamento.... 5 3. Legislação aplicável.17 Bibliografia. 18 1 1.Turismo no espaço rural: tipologias

Leia mais

ASSEMBLEIA DO POVO. Lei n.º 19/91 De 25 de Maio

ASSEMBLEIA DO POVO. Lei n.º 19/91 De 25 de Maio ASSEMBLEIA DO POVO Lei n.º 19/91 De 25 de Maio A grande maioria dos imóveis existentes no país constitui propriedade estatal, quer por reversão, ao abrigo do artigo 1.º, n.º 1 da Lei n.º 43/76, de 19 de

Leia mais

Alteração do Estatuto da Aposentação Corpos e Carreiras Especiais O PROJECTO DO GOVERNO

Alteração do Estatuto da Aposentação Corpos e Carreiras Especiais O PROJECTO DO GOVERNO Alteração do Estatuto da Aposentação Corpos e Carreiras Especiais O PROJECTO DO GOVERNO No quadro das iniciativas destinadas a reforçar a convergência e a equidade entre os subscritores da Caixa Geral

Leia mais

REGULAMENTO MUNICIPAL DE INSPECÇÃO DE ASCENSORES, MONTA-CARGAS, ESCADAS MECÂNICAS E TAPETES ROLANTES. Preâmbulo

REGULAMENTO MUNICIPAL DE INSPECÇÃO DE ASCENSORES, MONTA-CARGAS, ESCADAS MECÂNICAS E TAPETES ROLANTES. Preâmbulo REGULAMENTO MUNICIPAL DE INSPECÇÃO DE ASCENSORES, MONTA-CARGAS, ESCADAS MECÂNICAS E TAPETES ROLANTES Preâmbulo O Decreto-Lei n. 295/98, de 22 de Setembro, que transpôs para o direito interno a Directiva

Leia mais

Regulamento geral das zonas de estacionamento privativo para veículos automóveis em domínio público PREÂMBULO

Regulamento geral das zonas de estacionamento privativo para veículos automóveis em domínio público PREÂMBULO Regulamento geral das zonas de estacionamento privativo para veículos automóveis em domínio público PREÂMBULO De acordo com as disposições combinadas previstas na alín. u), do nº1, alín. f), do nº2 e na

Leia mais

Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo

Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo LEONARDO COSTA SCHÜLER Consultor Legislativo da Área VIII Administração Pública ABRIL/2013 Leonardo Costa Schüler 2 SUMÁRIO O presente trabalho aborda

Leia mais

ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 1/2010

ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 1/2010 ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 1/2010 APROVADA POR DELIBERAÇÃO DA COMISSÃO DIRECTIVA DE 19-03-2010 Altera o nº 4 da Orientação de Gestão nº 7/2008 e cria o ANEXO III a preencher pelos Beneficiários para registo

Leia mais

Lei do património cultural. Lei n.º 107/2001 de 8 de Setembro

Lei do património cultural. Lei n.º 107/2001 de 8 de Setembro Lei do património cultural Lei n.º 107/2001 de 8 de Setembro Lei do património cultural...4 Dos princípios basilares...4 Objecto...4 Conceito e âmbito do património cultural...4 Tarefa fundamental do Estado...4

Leia mais

Regulamento de inventario e cadastro do património da Câmara de Vila Nova de Cerveira Nota justificação

Regulamento de inventario e cadastro do património da Câmara de Vila Nova de Cerveira Nota justificação Regulamento de inventario e cadastro do património da Câmara de Vila Nova de Cerveira Nota justificação Para cumprimento do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 51.º e alíneas d). f) e g) do n.º 2

Leia mais

DECRETO-LEI Nº 122/2000, DE 4 DE JULHO

DECRETO-LEI Nº 122/2000, DE 4 DE JULHO DECRETO-LEI Nº 122/2000, DE 4 DE JULHO O presente diploma transpõe para a ordem jurídica interna a directiva do Parlamento Europeu e do Conselho nº 96/9/CE, de 11 de Março, relativa à protecção jurídica

Leia mais

Regulamento de Inventário e Cadastro do Património da Junta de Freguesia da Vila de Prado, concelho de Vila Verde

Regulamento de Inventário e Cadastro do Património da Junta de Freguesia da Vila de Prado, concelho de Vila Verde Regulamento de Inventário e Cadastro do Património da Junta de Freguesia da Vila de Prado, concelho de Vila Verde Índice Introdução... 1 CAPITULO I - Princípios Gerais... 1 Lei habilitante... 1 Âmbito

Leia mais

1372-(6) Diário da República, 1.ª série N.º 44 3 de Março de 2008

1372-(6) Diário da República, 1.ª série N.º 44 3 de Março de 2008 1372-(6) Diário da República, 1.ª série N.º 44 3 de Março de 2008 inferior a 0,8 m 1,2 m, ou, caso se trate de operação urbanística em fracção já existente, confinante com arruamento ou espaço de circulação

Leia mais

Artigo 1.º Imunidade de jurisdição e insusceptibilidade de busca, apreensão, requisição, perda ou qualquer outra forma de ingerência

Artigo 1.º Imunidade de jurisdição e insusceptibilidade de busca, apreensão, requisição, perda ou qualquer outra forma de ingerência Resolução da Assembleia da República n.º 21/2002 Decisão dos Representantes dos Governos dos Estados- Membros da União Europeia, reunidos no Conselho, de 15 de Outubro de 2001, Relativa aos Privilégios

Leia mais

F O R M A Ç Ã O. ÓRGÃOS das

F O R M A Ç Ã O. ÓRGÃOS das F O R M A Ç Ã O ÓRGÃOS das AUTARQUIAS JORGE GASPAR AUTARQUIAS LOCAIS Noção e enquadramento As autarquias locais são pessoas colectivas territoriais, dotadas de órgãos representativos, que visam a prossecução

Leia mais

ARTIGO 29.º - Grupo de Protecção de Dados Pessoais

ARTIGO 29.º - Grupo de Protecção de Dados Pessoais ARTIGO 29.º - Grupo de Protecção de Dados Pessoais 12054/02/PT WP 69 Parecer 1/2003 sobre o armazenamento dos dados de tráfego para efeitos de facturação Adoptado em 29 de Janeiro de 2003 O Grupo de Trabalho

Leia mais

Requisitos do Contrato de Arrendamento

Requisitos do Contrato de Arrendamento Requisitos do Contrato de Arrendamento Tendo sido aprovado o Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), pela Lei n.º 6/2006, de 27 de Fevereiro, importa publicar os diplomas necessários à sua completa

Leia mais

Regulamento da CMVM n.º 97/11 Critérios de Avaliação e Peritos Avaliadores dos Imóveis dos Fundos de Investimento Imobiliário

Regulamento da CMVM n.º 97/11 Critérios de Avaliação e Peritos Avaliadores dos Imóveis dos Fundos de Investimento Imobiliário Não dispensa a consulta do diploma publicado em Diário da República Regulamento da CMVM n.º 97/11 Critérios de Avaliação e Peritos Avaliadores dos Imóveis dos Fundos de Investimento Imobiliário O Decreto

Leia mais

Ministério da Indústria

Ministério da Indústria Ministério da Indústria Lei de Alteração à Lei das Privatizações ASSEMBLEIA NACIONAL Lei n.º 8/03 de 18 de Abril Considerando que da interpretação e aplicação dos artigos 2.º e 3.º da Lei n.º 19/91, de

Leia mais

Aplicação do Regulamento «Reconhecimento Mútuo» a suplementos alimentares

Aplicação do Regulamento «Reconhecimento Mútuo» a suplementos alimentares COMISSÃO EUROPEIA DIRECÇÃO-GERAL DAS EMPRESAS E DA INDÚSTRIA Bruxelas, 1.2.2010 - Documento de orientação 1 Aplicação do Regulamento «Reconhecimento Mútuo» a suplementos alimentares 1. INTRODUÇÃO O presente

Leia mais

Proposta de alteração do regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho Posição da CAP

Proposta de alteração do regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho Posição da CAP Proposta de alteração do regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho Posição da CAP Em Geral Na sequência da publicação do novo Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA Na defesa dos valores de integridade, da transparência, da auto-regulação e da prestação de contas, entre outros, a Fundação Casa da Música,

Leia mais

REGULAMENTO MUNICIPAL

REGULAMENTO MUNICIPAL REGULAMENTO MUNICIPAL REALIZAÇÃO DE ESPECTÁCULOS DE NATUREZA DESPORTIVA E DE DIVERTIMENTOS PÚBLICOS NAS VIAS, JARDINS E DEMAIS LUGARES PÚBLICOS AO AR LIVRE REALIZAÇÃO DE ESPECTÁCULOS DE NATUREZA DESPORTIVA

Leia mais

O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA

O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA PARECER SOBRE O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA (Proposta de Regulamento sobre o Estatuto da AE e Proposta de Directiva que completa o estatuto da AE no que se refere ao papel dos

Leia mais

- ÁREAS DE REABILITAÇÃO URBANA -

- ÁREAS DE REABILITAÇÃO URBANA - - ÁREAS DE REABILITAÇÃO URBANA - ARU do Centro Histórico de Beja ARU do Centro Histórico de Beja II ARU do Bairro Social de Beja ARU da Rua da Lavoura - Beja ESCLARECIMENTOS E INSTRUÇÕES PARA OS INTERESSADOS

Leia mais

Incentivos fiscais à reabilitação urbana e legislação relacionada. Tatiana Cardoso Dia 18 de Setembro de 2013 Lisboa

Incentivos fiscais à reabilitação urbana e legislação relacionada. Tatiana Cardoso Dia 18 de Setembro de 2013 Lisboa Incentivos fiscais à reabilitação urbana e legislação relacionada Tatiana Cardoso Dia 18 de Setembro de 2013 Lisboa Incentivos fiscais à Reabilitação Urbana e Nova Lei das Rendas Introdução Como instrumento

Leia mais

Regulamento n.º 1/2008, de 12 de Maio de 2008

Regulamento n.º 1/2008, de 12 de Maio de 2008 Regulamento n.º 1/2008, de 12 de Maio de 2008 Fundos de Investimento Imobiliário Registo e Autorização de Peritos Avaliadores B.O n.º 18 - I Série Regulamento nº 1/2008 12 de Maio Fundos de Investimento

Leia mais

Lei n.º 18/2004, de 11 de Maio

Lei n.º 18/2004, de 11 de Maio Lei n.º 18/2004, de 11 de Maio Transpõe para a ordem jurídica nacional a Directiva n.º 2000/43/CE, do Conselho, de 29 de Junho, que aplica o princípio da igualdade de tratamento entre as pessoas, sem distinção

Leia mais

Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia e, nomeadamente, o n. o 1 do seu artigo 175. o,

Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia e, nomeadamente, o n. o 1 do seu artigo 175. o, 25.6.2003 L 156/17 DIRECTIVA 2003/35/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 26 de Maio de 2003 que estabelece a participação do público na elaboração de certos planos e programas relativos ao ambiente

Leia mais

Regulamento de Inventário e Cadastro do Património da Junta de Freguesia de Polvoreira CAPITULO I PRINCIPIOS GERAIS. Art.º 1º.

Regulamento de Inventário e Cadastro do Património da Junta de Freguesia de Polvoreira CAPITULO I PRINCIPIOS GERAIS. Art.º 1º. 1 Regulamento de Inventário e Cadastro do Património da Junta de Freguesia de Polvoreira CAPITULO I PRINCIPIOS GERAIS Art.º 1º. Lei habilitante O presente regulamento é elaborado no uso das competências

Leia mais

O artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de Abril, estabelece como estando abrangidos pelo SCE os seguintes edifícios:

O artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de Abril, estabelece como estando abrangidos pelo SCE os seguintes edifícios: Regime Jurídico da Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE) Departamento de Imobiliário 12 de Janeiro de 2009 O Decreto-Lei n.º 78/2006 de 4 de Abril aprovou o Sistema

Leia mais

O DIREITO DE AUTOR E A DISPONIBILIZAÇÃO DE OBRAS AO PÚBLICO ATRAVÉS DAS REDES DIGITAIS. Cláudia Trabuco

O DIREITO DE AUTOR E A DISPONIBILIZAÇÃO DE OBRAS AO PÚBLICO ATRAVÉS DAS REDES DIGITAIS. Cláudia Trabuco O DIREITO DE AUTOR E A DISPONIBILIZAÇÃO DE OBRAS AO PÚBLICO ATRAVÉS DAS REDES DIGITAIS Cláudia Trabuco Centro Português de Fotografia, Porto, 30.10.2007 Plano da exposição 1. Direitos de autor e direitos

Leia mais

Decreto n.º 94/03, de 14 de Outubro

Decreto n.º 94/03, de 14 de Outubro Decreto n.º 94/03, de 14 de Outubro Página 1 de 30 Na sequência da aprovação do estatuto orgânico do Ministério do Urbanismo e Ambiente, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 4/03, de 9 de Maio, no qual se prevê

Leia mais

DELIBERAÇÃO Nº 41 /2006 Aplicável aos tratamentos de dados no âmbito da Gestão da Informação dos Serviços de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho

DELIBERAÇÃO Nº 41 /2006 Aplicável aos tratamentos de dados no âmbito da Gestão da Informação dos Serviços de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho DELIBERAÇÃO Nº 41 /2006 Aplicável aos tratamentos de dados no âmbito da Gestão da Informação dos Serviços de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho Por força do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º

Leia mais

REGIME JURÍDICO GERAL DOS ARQUIVOS

REGIME JURÍDICO GERAL DOS ARQUIVOS REGIME JURÍDICO GERAL DOS ARQUIVOS Lei nº 42/VI/2004 de 10 de Maio Por mandato do Povo, a Assembleia Nacional decreta, nos termos da alínea b) do artigo 174º da Constituição, o seguinte: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES

Leia mais

REGULAMENTO DO ESPAÇOS INTERNET DA PRAÇA DE SANTIAGO E DO CENTRO CULTURAL VILA FLOR EM GUIMARÃES. Nota Justificativa

REGULAMENTO DO ESPAÇOS INTERNET DA PRAÇA DE SANTIAGO E DO CENTRO CULTURAL VILA FLOR EM GUIMARÃES. Nota Justificativa REGULAMENTO DO ESPAÇOS INTERNET DA PRAÇA DE SANTIAGO E DO CENTRO CULTURAL VILA FLOR EM GUIMARÃES Nota Justificativa A aposta do Município de Guimarães nas novas tecnologias de informação, tem sido uma

Leia mais

REGULAMENTO DE ESTACIONAMENTO DO MUNÍCIPIO DE VILA NOVA DE GAIA

REGULAMENTO DE ESTACIONAMENTO DO MUNÍCIPIO DE VILA NOVA DE GAIA REGULAMENTO DE ESTACIONAMENTO DO MUNÍCIPIO DE VILA NOVA DE GAIA 2 Preâmbulo Considerando que o progressivo aumento do parque automóvel e, consequentemente, da procura de estacionamento para satisfação

Leia mais

Alterações à primeira versão do Anteprojecto de Regime Especial para. a Definição da Titularidade de Bens Imóveis. (Lei de Terras)

Alterações à primeira versão do Anteprojecto de Regime Especial para. a Definição da Titularidade de Bens Imóveis. (Lei de Terras) REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE MINISTÉRIO DA JUSTIÇA AlteraçõesàprimeiraversãodoAnteprojectodeRegimeEspecialpara adefiniçãodatitularidadedebensimóveis (LeideTerras) AprimeirafasedeConsultaPúblicasobreoAnteprojectodeLeideTerrasteveinícionodia12

Leia mais

Ordenamento da ocupação do espaço litorâneo em áreas da União

Ordenamento da ocupação do espaço litorâneo em áreas da União Ordenamento da ocupação do espaço litorâneo em áreas da União Seminário Nacional de Gerenciamento Costeiro Brasília, 4 de novembro de 2014 Reinaldo Redorat A área pública não é do Estado e sim, de todos!

Leia mais

Regulamento do Conselho Municipal de Educação do Fundão. Preâmbulo

Regulamento do Conselho Municipal de Educação do Fundão. Preâmbulo REGULAMENTO DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO FUNDÃO Publicação II SÉRIE N.º 98 20 de Maio de 2010 Regulamento do Conselho Municipal de Educação do Fundão Preâmbulo A Lei de Bases do Sistema Educativo

Leia mais

C Â M A R A M U N I C I P A L D E M O U R A. Regulamento de Saneamento do Concelho de Moura

C Â M A R A M U N I C I P A L D E M O U R A. Regulamento de Saneamento do Concelho de Moura Regulamento de Saneamento do Concelho de Moura Preâmbulo Os problemas ambientais, devido ao seu directo reflexo na qualidade de vida das populações, e a legislação entretanto publicada pelo Governo Central

Leia mais

Índice Vol. I. Lei nº 85/III/90, de 6-10-Define e regula as bases do estatuto dos titulares de cargos políticos 5

Índice Vol. I. Lei nº 85/III/90, de 6-10-Define e regula as bases do estatuto dos titulares de cargos políticos 5 Índice Vol. I CARGOS POLÍTICOS Lei nº 85/III/90, de 6-10-Define e regula as bases do estatuto dos titulares de cargos políticos 5 Lei nº 28/V/97, de 23-6 Regula estatuto remuneratório dos titulares de

Leia mais

Definição do conceito fiscal de prédio devoluto

Definição do conceito fiscal de prédio devoluto Definição do conceito fiscal de prédio devoluto A dinamização do mercado do arrendamento urbano e a reabilitação e renovação urbanas almejadas no Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), aprovado pela

Leia mais

2 - Aos programas de computador que tiverem carácter criativo é atribuída protecção análoga à conferida às obras literárias.

2 - Aos programas de computador que tiverem carácter criativo é atribuída protecção análoga à conferida às obras literárias. PROTECÇÃO JURÍDICA DE PROGRAMAS DE COMPUTADOR - DL n.º 252/94, de 20 de Outubro Contém as seguintes alterações: - Rectif. n.º 2-A/95, de 31 de Janeiro - DL n.º 334/97, de 27 de Novembro O presente diploma

Leia mais

Lei Orgânica da Provedoria de Justiça

Lei Orgânica da Provedoria de Justiça Lei Orgânica da Provedoria de Justiça Decreto-Lei n.º 279/93, de 11 de Agosto (alterado pelo Decreto Lei N.º15/98, de 29 de Janeiro) (alterado pelo Decreto-Lei n.º 195/2001, de 27 de Junho) (alterado pelo

Leia mais

Eliminação de processos e documentos de arquivo

Eliminação de processos e documentos de arquivo Eliminação de processos e documentos de arquivo OT-05 1 Enquadramento legal e objetivo da eliminação: A eliminação de documentos de arquivo é um ato de gestão que tem por objetivo, libertar o arquivo de

Leia mais

O Novo Regime Jurídico dos Fundos de. investimento imobiliário em Angola. 15 de novembro de 2013. angola@vda.pt

O Novo Regime Jurídico dos Fundos de. investimento imobiliário em Angola. 15 de novembro de 2013. angola@vda.pt 15 de novembro de 2013 angola@vda.pt Foi publicado o Decreto Legislativo Presidencial n.º 7/13 ( Decreto 7/13 ) que veio consagrar o Regime Organismos de Coletivo ( OIC ) 1 e, entre estes, dos Imobiliário

Leia mais

Direito Administrativo

Direito Administrativo Olá, pessoal! Trago hoje uma pequena aula sobre a prestação de serviços públicos, abordando diversos aspectos que podem ser cobrados sobre o assunto. Espero que gostem. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS O

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 9º. Enquadramento - Concessão do Direito de Construção, Gestão e Exploração Comercial, em Regime de Serviço Público, da Plataforma Logística. Processo:

Leia mais

Deliberação n.º 156/09

Deliberação n.º 156/09 Deliberação n.º 156/09 Princípios aplicáveis aos tratamentos de dados pessoais no âmbito de Gestão de Informação com a finalidade de Prospecção de Opções de Crédito A Comissão Nacional de Protecção de

Leia mais

Titulação de Actos sujeitos a Registo Predial

Titulação de Actos sujeitos a Registo Predial Titulação de Actos sujeitos a Registo Predial Forma Legal e Desmaterialização Olga Barreto IRN,I.P. Os actos sujeitos a registo predial podem ser titulados: Escritura pública Documento particular autenticado

Leia mais

BREVE REFERÊNCIA À LEI N.º 32/2007, DE 13 DE AGOSTO E AOS ESTATUTOS DA CONSULENTE

BREVE REFERÊNCIA À LEI N.º 32/2007, DE 13 DE AGOSTO E AOS ESTATUTOS DA CONSULENTE FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 9º Entidade sem fins lucrativos e de utilidade pública Processo: nº 2155, despacho do SDG dos Impostos, substituto legal do Director - Geral, em 2011-06-28.

Leia mais

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES Decreto Legislativo Regional n.º 19/2011/A de 16 de Junho de 2011

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES Decreto Legislativo Regional n.º 19/2011/A de 16 de Junho de 2011 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES Decreto Legislativo Regional n.º 19/2011/A de 16 de Junho de 2011 Regula o exercício da actividade dos profissionais de informação turística na Região

Leia mais

UTILIZAÇÃO PARTICULAR DE BEM PÚBLICO

UTILIZAÇÃO PARTICULAR DE BEM PÚBLICO UTILIZAÇÃO PARTICULAR DE BEM PÚBLICO Autoria: Sidnei Di Bacco Advogado Particular pode utilizar, com exclusividade, loja pertencente à prefeitura municipal localizada no terminal rodoviário? Há necessidade

Leia mais

MODIFICAÇÕES MAIS RELEVANTES INTRODUZIDAS PELA NOVA LEI DO INVESTIMENTO PRIVADO

MODIFICAÇÕES MAIS RELEVANTES INTRODUZIDAS PELA NOVA LEI DO INVESTIMENTO PRIVADO MODIFICAÇÕES MAIS RELEVANTES INTRODUZIDAS PELA NOVA LEI DO INVESTIMENTO PRIVADO Sofia Vale Agosto de 2015 Foi publicada recentemente a nova Lei do Investimento Privado 1 (doravante A Nova LIP ), que contém

Leia mais

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PROJECTO DE LEI N.º 499/VIII REGIME JURÍDICO DO LICENCIAMENTO MUNICIPAL DAS OPERAÇÕES DE LOTEAMENTO, DAS OBRAS DE URBANIZAÇÃO E DAS OBRAS PARTICULARES (ALTERA O DECRETO-LEI N.º 177/2001, DE 4 DE JUNHO)

Leia mais

CONCORDATA ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A SANTA SÉ

CONCORDATA ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A SANTA SÉ Resolução da Assembleia da República n.º 74/2004 Concordata entre a República Portuguesa e a Santa Sé, assinada em 18 de Maio de 2004 na cidade do Vaticano Aprova, para ratificação, a Concordata entre

Leia mais

Avisos do Banco de Portugal. Aviso nº 2/2007

Avisos do Banco de Portugal. Aviso nº 2/2007 Avisos do Banco de Portugal Aviso nº 2/2007 O Aviso do Banco de Portugal nº 11/2005, de 13 de Julho, procedeu à alteração e sistematização dos requisitos necessários à abertura de contas de depósito bancário,

Leia mais

Proposta de Alteração Normas Municipais de Apoio Social para Melhorias Habitacionais

Proposta de Alteração Normas Municipais de Apoio Social para Melhorias Habitacionais Proposta de Alteração Normas Municipais de Apoio Social para Melhorias Habitacionais Preâmbulo Uma habitação condigna representa um dos vectores fundamentais para a qualidade de vida do ser humano, sendo,

Leia mais

PARECER Nº, DE 2008. RELATORA: Senadora MARINA SILVA RELATOR ad hoc: Senador ANTONIO CARLOS JÚNIOR

PARECER Nº, DE 2008. RELATORA: Senadora MARINA SILVA RELATOR ad hoc: Senador ANTONIO CARLOS JÚNIOR PARECER Nº, DE 2008 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, em decisão terminativa, ao Projeto de Lei do Senado nº 238, de 2007, que transfere ao domínio do Estado do Amapá terras pertencentes

Leia mais

O Acto Administrativo: Conceito, estrutura, objecto e conteúdo

O Acto Administrativo: Conceito, estrutura, objecto e conteúdo Filipa Rente Ramalho O Acto Administrativo: Conceito, estrutura, objecto e conteúdo Trabalho para a Disciplina de Direito Administrativo Orientador: Professor António Francisco de Sousa UNIVERSIDADE DO

Leia mais

Transporte de mercadorias

Transporte de mercadorias Transporte de mercadorias A portaria 161/2013 de 23 de Abril vem estabelecer novas regras para a comunicação dos dados de transporte que constam do Regime de Bens em Circulação. Esta entra em vigor desde

Leia mais