M A R I A LUIZ A V I L L A N O V A C O U T O

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1 M A R I A LUIZ A V I L L A N O V A C O U T O MANUAL DE AVES SILVESTRES Amostragem de aves silvestres encontradas na região de Bragança Paulista Itatiba SP

2 M A R I A LUIZ A V I L L A N O V A C O U T O MANUAL DE AVES SILVESTRES Amostragem de aves silvestres encontradas na região de Bragança Paulista Monografia apresentada como requisito para avaliação final no curso de Especialização em Clínica Médica e Cirúrgica de Animais Selvagens e Exóticos da Universidade Castelo Branco. Orientação Profª Drª Viviani Gomes. Itatiba SP

3 M A R I A LUIZ A V I L L A N O V A C O U T O MANUAL DE AVES SILVESTRES Amostragem de aves silvestres encontradas na região de Bragança Paulista Monografia apresentada como requisito para avaliação final no curso de Especialização em Clínica Médica e Cirúrgica de Animais Selvagens e Exóticos da Universidade Castelo Branco. Orientação Profª Drª Viviani Gomes. Nota Data / / Assinatura do Professor

4 Dedico este trabalho a Théo e Hugo, meus filhos, em razão do significado que eles dão a minha vida.

5 AGRADECIMENTOS Ao Prof. Eduardo Amaral Carneiro, pelo brilho especial nos olhos quando o assunto é fauna e flora. À Profª Drª Viviani Gomes por ter aceitado, incondicional e urgentemente, a orientação desta monografia; pela incansável atenção a mim dispensada; pelo trabalho de ler e corrigir os originais, bem como fornecer valiosas sugestões de pesquisa e apresentação do material que compõe esta monografia. À Profª Drª Mariane Bernadete Compri Nardy pelas preciosas indicações, incentivo e exemplo de profissional competente, capaz e rara personalidade. Aos professores do curso de Especialização em Clínica Médica e Cirúrgica de Animais Selvagens e Exóticos da Universidade Castelo Branco, em especial ao Coordenador Luiz Paulo Cobra Monteiro Filho, pela competência e incrível paciência durante todo o curso. Aos que direta ou indiretamente contribuíram para a realização e sucesso desta pesquisa. A todos, muito obrigada.

6 R E S U M O O objetivo deste trabalho é a análise de algumas aves silvestres observadas em Bragança Paulista. O foco de observação poderá permitir que curiosos e amantes da natureza tracem novos perfis dessas espécies regionais, despertando o amor pela natureza e respeito pelas diferentes peculiaridades de cada exemplar. Neste trabalho fizemos uso de informações científica, acadêmica e popular para conhecer a região e as espécies; fomos a campo para in loco observar e analisar as informações sobre as aves mais significativas da região. O resultado desse trabalho foi a seleção de trinta e uma espécies de pássaros, cuja taxonomia apresentamos, seguindo a seguinte estrutura: nomes vulgar e científico, tamanho, características gerais, reprodução, alimentação, habitat e distribuição. Desse modo, esperamos que esta monografia seja útil para cientistas, acadêmicos, observadores e amantes das aves brasileiras. Palavras-chave: aves silvestres, Bragança Paulista, avifauna, Mata Atlântica.

7 A B S T R A C T The object of this project is to analyze some wild birds observed in Bragança Paulista. The focus of the observation will permit that curious and nature s lovers draw up a profile of the species awakening love for nature and respect for different peculiarities of each sample and this project we used scientific, and popular information to now the region and its specie; we went to the field for in loco observer and analyzer the information about the most significant birds of the region. The result of this project was the selection of thirty-one birds species, which taxonomy we present, following the structure: common and scientific names, size, general characteristics, reproduction, food, habitat and distribution. Thus, we wish that this work will be useful for scientists, academics, observers and lovers of Brazilian birds. Key-words: wild birds, Bragança Paulista, avifauna, Mata Atlântica.

8 S U M Á R I O 1. INTRODUÇÃO MATERIAL E MÉTODOS AVES OBSERVADAS ANU-BRANCO ANU-PRETO ASA-BRANCA BICO-DE-LACRE BEM-TE-VI BESOURINHO-DE-BICO-VERMELHO CAMBACICA CANÁRIO-DA-TERRA COLEIRINHO CORRUÍRA CORUJA-BURAQUEIRA GATURAMO-VERDADEIRO GARÇA-BRANCA GRANDE GAVIÃO-CARIJÓ JOÃO-DE-BARRO MARTIM-PESCADOR-GRANDE PERIQUITÃO-MARACANÃ PICA-PAU-DO-CAMPO QUERO-QUERO ROLINHA SABIÁ DO CAMPO SABIÁ-LARANJEIRA SANHAÇO-CINZENTO SERIEMA SUINDARA

9 3.26. TESOURA TICO-TICO TIZIU TUCANO TUIM URUBU DISCUSSÃO CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 93

10 LISTA DE FIGURAS Figura 1: As 15 Ecorregiões do Complexo Mata Atlântica Figura 2: A Ecorregião Florestas do Alto Paraná Figura 3: Localização do Município de Bragança Paulista SP Figura 4: Anu-Branco (Guira guira) Figura 5: Anu-preto (Crotophaga ani) Figura 6: Asa-branca (Columba picazuro) Figura 7: Bico-de-lacre (Estrilda astrild) Figura 8: Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus) Figura 9: Besourinho-de-bico-vermelho (Chlorostilbon aureoventris) Figura 10: Cambacica (Coereba flaveola) Figura 11: Canário-da-terra (Sicalis flaveola) Figura 12: Coleirinho (Sparophiloc aurulescens) Figura 13: Corruíra (Troglodytes (aedon) musculus) Figura 14: Coruja-buraqueira (Athene (Speotyto) cunicularia) Figura 15: Gaturamo-verdadeiro (Euphonia violacea) Figura 16: Garça-branca-grande (Casmerodius albus) Figura 17: Gavião-carijó (Rupornis magnirostris) Figura 18: João-de-barro (Furnarius rufus) Figura 19: Martim-pescador-grande (Ceryle torquatus) Figura 20: Periquitão-maracanã (Aratinga leucophthalmus) Figura 21: Pica-pau-do-campo (Colaptes campestris) Figura 22: Quero-quero (Vanellus chilensis) Figura 23: Rolinha (Columbina talpacoti)

11 Figura 24: Sabiá-do-campo (Mimus saturninus) Figura 25: Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) Figura 26: Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca) Figura 27: Seriema (Cariana cristata) Figura 28: Suindara (Tyto alba) Figura 29: Tesoura (Tyrannus savana) Figura 30: Tico-tico (Zonotrichia capensis) Figura 31: Tiziu (Volantinia jacarina) Figura 32: Tucano (Ramphastos toco) Figura 33: Tuim (Forpus xanthopterygius) Figura 34: Urubu (Coragyps atratus)

12 INTRODUÇÃO. Nos últimos anos, as organizações que atuam em prol da conservação da biodiversidade procuraram ampliar a escala territorial na qual promovem o planejamento e a implantação de suas ações. Algumas delas passaram a trabalhar na escala de ecorregião unidade relativamente grande de terra ou água contendo um conjunto distinto de comunidades naturais que compartilham grande parte de suas espécies, dinâmicas e condições ambientais (WWF, 2000). Visto que a maior parte dos processos ecológicos e evolutivos que sustentam a biodiversidade ocorre nesta escala, a ecorregião se revelou uma unidade adequada para o planejamento e implantação de ações de conservação. Dentro desses parâmetros, a Mata Atlântica não é propriamente uma ecorregião, mas um complexo de quinze ecorregiões terrestres que abrange as bacias do Paraná, Uruguai, Paraíba do Sul, Doce, Jequitinhonha e São Francisco. Estende-se ao longo da costa Atlântica do Brasil para o interior, em direção oeste, passando pelas montanhas costeiras do Brasil até a bacia do Rio Paraná, no Paraguai e na Argentina (Figura 1). A biodiversidade desse complexo não é homogeneamente distribuída visto que as diferentes combinações de temperatura, altitude, solos, precipitação e distância do oceano ao longo de sua extensão criaram condições para a ocorrência de grupos únicos de espécies em áreas específicas (DI BITETTI et al., 2003). Originalmente e enquanto foram habitadas exclusivamente por povos nativos, essas quinze ecorregiões eram cobertas por um continuum de florestas tropicais e subtropicais que compartilhavam a mesma história biogeográfica, além de inúmeras espécies e comunidades. Há indícios de que esses nativos, vivendo em baixas e médias densidades, causaram impactos moderados no ambiente. Com a chegada de espanhóis e portugueses no início dos anos 1500 e outros europeus no século XVI, entretanto, começou a ocorrer uma transformação mais dramática do ambiente nessas ecorregiões da Mata Atlântica (DEAN, 1995 citado por DI BITETTI et al., 2003). Como foi a primeira parte do Brasil a ser colonizada pelos portugueses no início do século XVI, o Complexo Mata Atlântica tornou-se o centro populacional do país. Nos séculos XVII e XVIII, a cana-de-açúcar, a criação de gado e o desmatamento descontrolado para a exploração da madeira de algumas poucas espécies arbóreas foram as principais atividades

13 13. econômicas que começaram a transformar a Mata Atlântica em pastos e monoculturas (DI BITETTI et al., 2003). Figura 1: As 15 Ecorregiões do Complexo Mata Atlântica Fonte: World Wildlife Found, 2000.

14 14. No século XIX, as plantações de café tornaram-se cada vez mais comuns no centro e no sul da Ecorregião. No século XX, as atividades industriais, principalmente a produção de aço, iniciaram o consumo crescente de madeira como combustível (DEAN, 1995 citado por DI BITETTI et al., 2003). Plantações de eucaliptos e de outras monoculturas florestais exóticas, para construção, papel, lenha, carvão e outros produtos madeireiros, substituíram enormes extensões de Mata Atlântica. Mais recentemente e especialmente mais ao sul, a soja, o trigo, o milho e outras monoculturas anuais transformaram definitivamente o que era uma vasta floresta contínua numa paisagem altamente fragmentada, onde pequenas manchas de floresta sobrevivem numa matriz de monoculturas, pastos, estradas e cidades (DI BITETTI et al., 2003). Conseqüências semelhantes de destruição da floresta ocorreram em todos os Estados brasileiros cobertos pelo Complexo de Ecorregiões da Mata Atlântica, apesar das diferenças nas atividades econômicas principais e do ritmo de destruição desta floresta. Hoje em dia, três quartos da população de 170 milhões de brasileiros vivem na Mata Atlântica e 80% do PIB brasileiro é produzido nesta região. O estado de São Paulo, por exemplo, tinha praticamente toda sua extensão coberta por Mata Atlântica. A superfície total remanescente é estimada entre 1% e 5% da extensão original (BRASIL, 2003). Neste Estado, os grandes proprietários começaram a explorar a floresta muito cedo na história do Brasil e, na atualidade, a maior parte das terras está nas mãos de poucas pessoas (DI BITETTI et al., 2003). Apesar do altíssimo nível de fragmentação em que se encontra, o Complexo Mata Atlântica ainda é um ecossistema bastante biodiverso, contendo cerca de 7% de todas as espécies do mundo, inclusive as mais raras. No que ainda resta do bioma original da Mata Atlântica são encontradas matas de altitude, como a Serra do Mar (1.100m) e Itatiaia (1.600m), onde a neblina é constante. Destacam-se ainda espécies imponentes de árvores como o Jequitibá-rosa (Cariniana legalis), que pode chegar a quarenta metros de altura e quatro metros de diâmetro e outras espécies como Pinheiro-do-paraná (Araucária angustifólia), Cedro (Cedrela fissilis), Figueira (Fícus carica), Ipês (Tabebuia), Braúna (Melanoxylon brauna) e Pau-brasil (Caesalpinia echinata) (BRASIL, 2003). Paralelamente à riqueza vegetal, a fauna é o que mais impressiona na região. A maior parte das espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção é originada do Complexo Mata Atlântica, como os micos-leões (Leontopithecus rosália), a lontra (Lontra longicaudis), a onça pintada (Panthera onca), o tatu-canastra (Prodonte maximus) e a arara-azul-pequena

15 15. (Anodorhynchus lear). Apesar da devastação sofrida, a riqueza das espécies animais e vegetais que ainda se abrigam na Mata Atlântica é espantosa. Em alguns trechos remanescentes da floresta os níveis de biodiversidade são considerados os maiores do planeta (BRASIL, 2003). No que respeita a diversidade da avifauna, devemos considerar primeiramente que o Brasil apresenta um conjunto de espécies de aves dos mais interessantes do mundo, com um total de 1677 espécies, que inclui aves residentes e visitantes. O total de nossa avifauna corresponde a aproximadamente 17% das 9700 espécies conhecidas em todo o mundo e cerca de 52% das 3200 da América do Sul (ROMA, 2000). Os estudos sobre o assunto têm apontado que essa diversidade de aves deve-se à presença de ecossistemas bastante variados, tais como: as florestas de várzea, igapó e terra firme da Amazônia; as florestas úmidas de planícies e montanhas da Mata Atlântica; a Caatinga nordestina; os diversos hábitats do Cerrado do Brasil central; o Pantanal Matogrossense; os campos da Região Sul e as praias e manguezais da costa (ROMA, 2000). Quando se fala no "número de espécies de aves no Brasil", contudo, há que se fazer algumas ressalvas importantes. A primeira delas é que há ainda grandes porções de nosso território praticamente desconhecidas em termos ornitológicos. A medida em que o conhecimento acerca das áreas é ampliado, registram-se novidades para a listagem de aves brasileiras. Embora a Classe Aves seja bem estudada sob o ponto de vista sistemático, vez ou outra novas espécies são descobertas no Brasil. Isto nos permite inferir que novos estudos possam apontar o Brasil como o país de maior diversidade do mundo, opinião compartilhada por alguns dos melhores especialistas no assunto (ROMA, 2000). Outro aspecto relevante da avifauna brasileira é o elevado número de espécies encontradas exclusivamente em nosso País, definidas como "espécies endêmicas". Apesar da elevada diversidade de espécies e de endemismos, nem todos os dados são favoráveis: apresentamos 103 espécies ameaçadas de extinção; desmatamentos, alterações de hábitats; caça indiscriminada e tráfico de animais, contribuindo à extinção de espécies nativas dos diferentes ambientes brasileiros (ROMA, 2000). Dentre as quinze ecorregiões que compõem o Complexo Mata Atlântica, cabe ressaltar a ecorregião denominada Florestas do Alto Paraná (Figura 2). Originalmente a floresta que cobria esta ecorregião era a mais extensa ( km²) dentre todas as demais do Complexo,

16 16. estendendo-se desde a encosta oeste da Serra do Mar, no Brasil, até o leste do Paraguai e a Província de Misiones, na Argentina. A Florestas do Alto Paraná faz fronteira, ao norte, com a Ecorregião Cerrado; a oeste encontra o Pantanal e o Charco Úmido; ao sul faz fronteira com uma área de pradarias. Finalmente, a leste, mistura-se à ecorregião Florestas de Araucárias. Figura 2: A Ecorregião Florestas do Alto Paraná. Fonte: Di Bitetti et al., 2003.

17 17. A fronteira com a ecorregião Florestas de Araucárias não é claramente definida, sendo muitas vezes difícil identificar onde uma começa e a outra acaba. Ambas ecorregiões têm sido classificadas como apenas uma. Com exceção de algumas poucas espécies que caracterizam a Ecorregião Florestas de Araucárias, tais como duas coníferas, o dominante Pinheiro-doparaná ou pinheiro-macaco (Araucaria angustifolia) e o Podocarpus sp, além de um pequeno grupo de espécies associadas a estas espécies, como o chupim (Leptasthenura setaria), muitas delas ocorrem em ambas ecorregiões (DI BITETTI et al., 2003). De modo geral, a vegetação predominante na ecorregião Florestas do Paraná é a floresta estacional semidecidual. A maioria das florestas remanescentes foi explorada para obtenção de madeira e algumas são florestas secundárias que regeneraram depois do desmatamento. Os fragmentos florestais, portanto, são compostos tanto por florestas primárias como por secundárias, em diferentes estádios de sucessão (DI BITETTI et al., 2003). A ecorregião tem clima subtropical. A temperatura média anual varia de 16 a 22ºC e tem relativamente alta amplitude anual. A precipitação da ecorregião fica na faixa de a mm por ano e é geralmente menor na parte norte do que na parte sul. As chuvas não são uniformemente distribuídas no ano e em algumas partes da ecorregião ocorrem períodos secos de até cinco meses, normalmente no inverno. O aumento das chuvas nos anos de El Niño ocasiona grandes variações na precipitação anual. A precipitação e a forte característica sazonal em termos de temperatura e luminosidade determinam um padrão estacional na produtividade primária da floresta. Nesta Ecorregião ocorre grande variação sazonal na disponibilidade de alimentos para espécies folífagas, frugívoras e insetívoras. Folhas novas, frutas e insetos são mais abundantes nos meses da primavera, de setembro a dezembro As características naturais da região formam um habitat extremamente rico, abrigando inúmeras espécies de plantas e animais (DI BITETTI et al., 2003). A ecorregião Florestas do Alto Paraná apresenta diferenças significativas na demografia e no número de unidades políticas. Nela vive hoje cerca de 25 milhões de pessoas. Desse total, 18,6 milhões são classificadas como urbanas e 6,4 milhões como população rural. Essa área se estende por sete estados brasileiros (Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), dividindo-se em municípios.

18 18. Muitas das causas da degradação e fragmentação da biodiversidade e das florestas são o que se pode chamar de causas aproximadas. As raízes da degradação e das perdas florestais na ecorregião incluem: altas taxas de crescimento populacional (tanto devido à alta taxa de nascimento, como também de imigração), altas taxas de analfabetismo e altas taxas de mortalidade infantil indicadores sociais que constituem componentes críticos da crise ambiental e sócio-econômica nesta ecorregião. O baixo valor dado pela maioria das pessoas às florestas nativas, que historicamente é visto como impedimento ao desenvolvimento. Falta de capacidade de fiscalizar e fazer cumprir a legislação, devido à fragilidade das instituições governamentais, à falta de treinamento dos servidores públicos, ao uso ineficiente dos recursos, ou simplesmente devido à corrupção generalizada. Falta de consciência do público sobre os problemas ecológicos da ecorregião, que se intensifica devido às altas taxas de analfabetismo, à falta de alternativas econômicas e conhecimento de práticas de uso sustentável da flora e da fauna (DI BITETTI et al., 2003). O município de Bragança Paulista está localizado na região sudeste do Estado de São Paulo, na Serra da Mantiqueira, sendo um dos municípios da ecorregião Florestas do Alto Paraná. Mais especificamente, Bragança está situada na chamada região cristalina do norte do Estado de São Paulo fronteira com o Estado de Minas Gerais (Figura 3). O clima dominante é francamente subtropical. A hidrografia é dominada pelos rios Jaguari e Atibaia, parte da grande bacia do Paraná. A vegetação é constituída, em parte, por formações arbóreas secundárias (BRAGANÇA PAULISTA SP, 2007). O relevo de Bragança Paulista pode ser esquematizado da seguinte maneira: bossas cristálias, denominadas popularmente por serras ou picos, com altitudes entre 1200m a 1330m, suportando pastagens, pecuária extensiva e cafezais decadentes, embora a predominância caiba aos pastos; áreas amorreadas, em média a 900m, com café, cultura de substância (milho) e culturas comerciais (tomate, batata inglesa); várzeas quartenárias, planícies de nível base, altitude inferiores a 900m, mas superiores a 750m, ocupadas com a rizicultura e a horticultura. O município é em geral montanhoso. Entres as serras principais deparam-se a leste (lado de Minas Gerais) a serra do Lopo, o Morro dos Souzas e do Guaripocaba. Ao Sul, o morro da Botina. Ao norte e nordeste, as serras do Pântano, de Araras e Anhumas (BRAGANÇA PAULISTA SP, 2007).

19 19. Figura 3: Localização do Município de Bragança Paulista SP. Fonte: Prefeitura do Município de Bragança Paulista SP. O povoado fundado em 15 de dezembro de 1763 e reconhecido em 13 de fevereiro de 1765 com o nome de Distrito de Paz e Freguesia da Conceição do Jaguary, desliga-se de Atibaia em 17 de outubro de 1797, recebendo o nome de Vila Nova Bragança. Em 30 de novembro de 1944, para se diferenciar da cidade do Pará que tem o mesmo nome, passou a se chamar Bragança Paulista. Em virtude de seu clima, em 28 de outubro de 1964, foi elevada à categoria de Estância Climática e em 29 de novembro de 1984, Bragança foi reconhecida como Sede de Região do Governo do Estado de São Paulo, composta por 16 municípios vizinhos que formam hoje a Região Bragantina *. Dados demográficos fornecidos pela Prefeitura Municipal de Bragança Paulista, referentes ao qüinqüênio , mostram que o Município ocupa uma área de 489 km², apresenta uma população de habitantes, grau de urbanização de 92,02% e taxa anual de crescimento de 2,29% ao ano. No ano de 2004, a taxa de natalidade foi de 14,86 por mil * A Região Bragantina SP, é formada pelos seguintes municípios: Águas de Lindóia, Amparo, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Joanópolis, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pinhalzinho, Piracaia, Serra Negra, Socorro, Vargem e Tuiuti.

20 20. habitantes, a de mortalidade infantil foi de 14,78 por mil nascidos vivos e a de mortalidade geral foi de 9,07 por mil habitantes (BRAGANÇA PAULISTA SP, 2007). Quanto às condições de vida no Município, os índices paulistas de responsabilidade social referentes ao biênio nas dimensões riqueza (58 e 47 pontos), longevidade (59e 63 pontos) e escolaridade (43 e 56 pontos) permitem classificar o Município no grupo dos que, embora com níveis de riqueza elevados, não exibem bons indicadores sociais. No mesmo período, o índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM)f oi de 0,82 pontos, classificando o Município de Bragança Paulista em 61º lugar no Ranking Municipal (BRAGANÇA PAULISTA SP, 2007). Com o crescimento dos movimentos de preservação da biodiversidade na ecorregião Florestas do Alto Paraná e a demarcação de áreas de preservação ambiental baseadas na proteção das nascentes de diversos rios desta ecorregião, a preocupação com o meio ambiente passou a fazer parte da agenda de trabalho do governo do Município há pouco mais de uma década.os resultados foram legislações municipais específicas sobre os índices de impacto ambiental permitidos nas políticas públicas e particulares e a delimitação de áreas de preservação ambiental. Apesar de tais medidas terem propósitos altamente justificáveis do ponto de vista da conservação, para as comunidades locais determinou restrições econômicas significativas, como por exemplo, em relação ao uso da terra e de práticas agrícolas que se tornam desafios a serem resolvidos (MOREIRA et al., 1997). Nesse sentido, pode-se inferir que as áreas protegidas estão se tornando ilhas na medida em que as áreas silvestres à sua volta e mesmo no seu interior são degradadas por diversas pressões humanas, deixando claro que a sua efetiva conservação não ocorrerá por simples dispositivos ou pressões legais. É necessário, então, uma perspectiva que vá além dos limites das áreas protegidas, proporcionando políticas públicas adequadas e programas que incluam as comunidades humanas envolvidas (MACHADO e OLIVEIRA, 2006). Criar projetos que propiciem o desenvolvimento de uma cidadania ecológica entre os diferentes segmentos sociais é uma tarefa urgente e necessária para preservar a biodiversidade e, conseqüentemente, conter a degradação do meio ambiente. Faz-se necessário observar também que os desmatamentos não são os únicos responsáveis pela degradação e fragmentação da biodiversidade e das florestas. Outras atividades humanas como a caça predatória e a captura de exemplares na natureza para

21 21. servirem de animais de estimação também são contribuintes à extinção de espécies. Acreditase, aliás, que o tráfico de animais silvestres seja a terceira atividade ilegal que mais movimenta recursos em todo o mundo, sendo superada apenas pelo tráfico de drogas e pelo de armas, o que fornece uma dimensão deste problema (ROMA, 2000). Esta monografia tem como objetivo analisar trinta e um exemplares das aves silvestres nativas e exóticas observados na região urbana de Bragança Paulista no período de outubro de 2007 a fevereiro de Nessa análise procuramos fazer uso de terminologias científicas e informações cujos conceitos já fazem parte da linguagem popular, bem como de recursos visuais que, facilitando a identificação através de visualização direta, permitam ao cidadão o desenvolvimento de atitudes de conservação dos recursos naturais formadores dos diversos hábitats terrestres e aquáticos das espécies. A escolha da temática avifauna justifica-se no fato de que é necessário que a população brasileira participe de forma mais direta na fiscalização de nossos recursos naturais. Um caminho nesse sentido seria reforçar a conscientização de que ao comprar um animal de estimação obtido na natureza, pode-se estar até mesmo contribuindo para a extinção da espécie num futuro próximo. Quanto à apresentação em formato cartilha, tal escolha justifica-se no fato de muitas vezes nossa passividade em torno das questões ambientais decorre, sobretudo, de uma generalizada falta de informações mais acessíveis. No que se refere a avifauna, grande parte do conhecimento existente está restrito a livros especializados de ornitologia ou escritos em outros idiomas, o que os torna, muitas vezes, inacessíveis à maioria dos cidadãos. Assim, o presente estudo poderá assumir um caráter pedagógico, ao apresentar a descrição de trinta e uma espécies de aves silvestres encontradas na cidade de Bragança Paulista, destinada ao atendimento de estudantes e cidadãos, contribuindo para a difusão do conhecimento sobre nossas aves e, conseqüentemente, para a preservação de nossa fauna.

22 MATERIAL E MÉTODOS. A seleção das espécies estudadas teve como critério a inclusão das aves observadas nas áreas urbana e rural do município de Bragança Paulista. Para a compilação das espécies utilizamos como fonte primária, as informações contidas nos estudos Ornitologia Brasileira (SICK, 1997), Aves no Campus (HÖFLING e CAMARGO, 1993), Avifauna na região de Bragança Paulista (DEVELEY, 1993) Guia Interativo de Aves Urbanas (SANTIAGO, 2006, 2007, 2008). Como fonte secundária, fizemos uso dos estudos Ecoetologia do sábia-docampo (ARGEL-DE-OLIVEIRA, 1989), Nomes Populares de Aves Brasileiras (STRAUBE et al., 2007) e Guia de Campo das Aves da Grande São Paulo (DEVELEY e ENDRIGO, 2004). Além desses trabalhos, consultamos ainda as informações da Organização não Governamental World Wildlife Found do Brasil, Fundação Parque Zoológico de São Paulo e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Quanto à ordem sistemática e às nomenclaturas (científica e popular), optou-se por utilizar como base o livro Ornitologia Brasileira, que abrange todas as 1677 espécies listadas para o Brasil. Outros livros serviram para o levantamento de informações, complementados por relatos de ocorrência fornecidos pelos moradores e por observações pessoais. Para estas utilizamos as observações visual e auditiva no sentido de identificar as espécies e compará-las entre si. Os instrumentos aqui utilizados foram olhar simples, binóculos, câmera digital e imagens via internet. Para cada espécie buscou-se a inclusão das seguintes informações: a. Nomes populares: dadas às dimensões continentais do Brasil, nossa riqueza cultural e a vasta área de ocorrência de algumas aves, muitas delas recebem vários nomes populares, os quais variam de acordo com a região. Dessa forma, buscou-se a adoção de um nome de referência e a inclusão de diversos outros identificados. De modo complementar, foram utilizados os livros Nomes Populares das Aves do Brasil (ANDRADE, 1985), Nomes Gerais para as Aves Brasileiras (WILLIS e ONIKI, 1991) e os dados fornecidos pela Lista de Aves do Brasil (versão de 18/08/2007) do COMITÊ BRASILEIRO DE REGISTROS ORNITOLÓGICOS.

23 23 b. Nome científico (em latim): nos casos em que os textos utilizados como fonte apresentavam variações, optou-se pela manutenção do nome proposto no livro Ornitologia Brasileira (SICK, 1997). Apesar de à primeira vista parecer complicado para cidadãos e estudantes, o nome científico é extremamente útil, pois permite que pessoas do mundo inteiro refiram-se à mesma espécie, independente de falarem idiomas diferentes. O nome latino (científico) é, pois, o único verdadeiramente internacional; c. Tamanho médio obtido por informações constantes nos livros de Ornitologia Brasileira (SICK, 1997), Aves no Campus (HÖFLING e CAMARGO, 1993) e Birds of the World (HARRISON e GREENSMITH, 1993). d. Tipos de hábitats ou os ambientes em que a espécie vive, bem como o estrato em que pode ser encontrada foram informações encontradas nas obras acima referenciadas e complementadas com informações advindas da EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA (EMBRAPA, 2008). e. Informações simples sobre abundância: se a espécie é comum, rara, localmente comum * ; f. Se a espécie vive solitária, aos pares ou em grupos, e neste último caso se os bandos são da mesma espécie ou de espécies diferentes, formando os chamados "bandos mistos"; g. Alimentação e métodos utilizados para conseguir alimento; h. Dados sobre reprodução: o tipo de ninho, como o constrói, quantos ovos são postos a cada ciclo reprodutivo e de que cor. i. Outras informações, como curiosidades, dimorfismo sexual e parentesco. Para atender a metodologia proposta, utilizamos os seguintes equipamentos: binóculos Nikon 8x42 Monarch Waterproof, para observação das aves; câmera digital Nikon Coolpix L13, para registro de imagens das aves; * Para as informações arroladas neste item e nos demais que seguem foram utilizadas diversas obras de referência, além das já mencionadas. Elas estão presentes, quando necessárias, na descrição de cada espécie e nas Referências bibliográficas.

24 24. micro computador Positivo P4M , processador x86 Family 15 Model 4 Stepping 1 GenuineIntel ~2800 Mhz, memórias de25600 MB e virtual 2,00 GB com sistema operacional Microsoft Windows XP Home Edition, para consulta, armazenamento e estruturação das informações; impressora Hewlett-Packard Deskjet 840, para impressão desta monografia. Pautados por aqueles critérios e com estes equipamentos, foram selecionadas trinta e uma espécies que foram compiladas à luz da literatura científica e confrontadas com as nossas observações e relatos da população.

25 AVES OBSERVADAS. Selecionamos trinta e uma espécies de aves que apresentaram incidência nos últimos cinco anos nas áreas urbana e rural do município de Bragança Paulista. Nossas observações pessoais dessas espécies no período envolvendo a primavera de 2007 e o início do verão foram acrescidas pelos relatos da população em geral e investigadas à luz da literatura cientifica. As informações sobre cada espécie observada foram reunida em verbetes, cuja orientação contemplou imagem identificadora da espécie e descrição de suas características. Esta descrição, por sua vez, segue a seguinte formatação: nomes vulgar e científico da espécie, tamanho, características gerais, alimentação, reprodução, habitat e distribuição. Por fim e para uma visualização melhor de cada espécie, optou-se pela apresentação da imagem ampliada da espécie.

26 ANU-BRANCO. Nome vulgar: Anu Branco, Anu Galego. Nome científico: Guira guira Tamanho: 38cm. Características gerais: corpo franzino, cor castanho branca, preto e branco, amarelado e acinzentado no maduro. Cauda comprida com ponta branca. Bico forte e curvo. Penas da cabeça constantemente eriçadas. Alimentação: alimenta-se de gafanhotos, percevejos, aranhas, centopéias, lagartas peludas e urticantes, formigas de correição, lagartixas, filhos de outras aves e camundongos. Costuma pescar em águas rasas. Na busca de alimento adota apenas a técnica "procuradora". Reprodução: Semelhante ao Anu preto (Crotophaga ani), vive em bandos de 6 a 15 indivíduos e é extremamente sociável. O ninho situa-se geralmente na forquilha de árvores e a cerca de cinco metros do solo. Põe de cinco a sete ovos verde-marinhos, revestidos de uma rede calcária branca e em alto relevo em ninhos que podem ser individuais ou comunitários. Nidifica no Pinheiro-do-Paraná (Araucária angustifolia). Antes de voar, os filhotes saem do ninho e são cuidados pelos adultos por mais algumas semanas. Habitat e distribuição: Os anus são atingidos pela ação funesta dos inseticidas, fato lamentável por serem muito úteis à lavoura. Presente no Sudeste do Amapá e do Estuário Amazônico à Bolívia; Argentina e Uruguai. Falta na região de florestas da Amazônia. Mais recentemente está se distribuindo em todas as regiões não florestais do Brasil. Essa espécie é beneficiada pelo desaparecimento da mata alta. Emigram para regiões onde antigamente eram desconhecidos e tornam-se as aves mais comuns ao longo das estradas. Devido ao seu vôo lerdo e fraco, são freqüentemente atropelados nas estradas.

27 27. Figura 4: Anu-Branco (Guira guira). Fonte:

28 ANU-PRETO. Nome vulgar: Anu preto, Anum, Carrapatero comum. Nome científico: Crotophaga ani. Tamanho: 37cm. Características gerais: plumagem preta. Aparece com freqüência sobre o gado bovino, fato esse que se induz a acreditar que se alimente de carrapatos. Tem o hábito de andar em círculos pelo gramado. Alimentação: alimenta-se de frutas, coquinhos, sementes, artrópodes, rãs e filhotes de outras aves. Desce ao chão em bandos para se alimentar, adotando as técnicas procuradora e senta e espera (AMBIENTEBRASIL, 2008), Reprodução: O ninho, que é feito com pequenos ramos e folhas, mede cerca de 30cm de diâmetro por 13cm de profundidade e abriga ovos de várias fêmeas; cada uma põe de quatro a sete ovos, podendo atingir um total de vinte ovos. Cada um destes mede cerca de 35mm por 25 mm, é de cor azul-esverdeada e recoberto por uma crosta calcária. As incubações duras de 13 a 16 dias e os filhotes deixam o ninho com cinco dias de idade. Como o anu-branco, antes de voar os filhotes permanecem em torno do ninho, subindo pelos galhos com auxílio do bico e os pés. Habitat e distribuição: Comum na região sudeste assim como em todo o Brasil. Vive sempre em grupos e em paisagens abertas, moitas, capões, pastos e jardins.

29 29. Figura 5: Anu-preto (Crotophaga ani). Fonte:

30 ASA-BRANCA. Nome vulgar: Asa-branca. Nome científico: Columba picazuro. Tamanho: 34cm. Características gerais: quando em vôo observa-se uma faixa branca no lado superior da asa. Alguns anos atrás esta espécie de pomba só era encontrada em campos, caatingas, cerrados e áreas rurais, mas a cada dia se torna mais comum nas cidades brasileiras e tem aumentado não só sua distribuição, favorecida pelo desmatamento, mas também sua abundância em várias localidades, sendo considerada por muitos uma praga agrícola (SANTIAGO, 2006). Realiza migrações locais em algumas regiões, especialmente na região Nordeste. Alimentação: ave granívora alimenta-se de sementes e frutos. Ingerem os grãos inteiros, sem quebrá-los. Por não triturar as sementes, é um importante dispersor de plantas (ARGEL-DE- OLIVEIRA, 1993), mas igualmente é facilmente envenenada por sementes tratadas com inseticidas. Reprodução: durante o cortejo o macho faz reverências diante da fêmea, os parceiros acariciam-se na cabeça, alimentando-se mutuamente com uma massa regurgitada do papo, sobretudo momentos antes da cópula. Faz ninhos ralos, pouco elaborados e não resistentes, construído com gravetos em árvores altas. Geralmente, põem dois ovos equipolares de cor branca pura. O período de incubação é de 16 a 19 dias. Os filhotes são nidícolas, sendo alimentados pelos pais com leite de papo, massa queijosa composta pelo epitélio digestivo do papo, que é fortemente desenvolvido em ambos os sexos durante a época de criação (SICK, 1997). Habitat e distribuição: vive em cerrados, caatingas, capoeiras, matas ciliares, campos com árvores, áreas cultivadas e áreas urbanas. Freqüentemente é encontrada no solo. Ocorre do Nordeste ao Rio Grande do Sul; também na Bolívia, Argentina e Paraguai.

31 31 Figura 6: Asa-branca (Columba picazuro). Fonte:

32 BICO-DE-LACRE. Nome vulgar: Bico de Lacre. Nome científico: Estrilda astrild. Tamanho: 10cm. Características gerais: é um pássaro de pequeno porte, originário da África Meridional, e trazido ao Brasil pela Corte Portuguesa como animal de estimação e, posteriormente, introduzido a fim de melhorar a qualidade de nossas pastagens. Por conta disto, as aves que escaparam encontraram uma fonte de alimento farta e familiar. Anda em grupos de 5 a 15 indivíduos. Quando em vôo alterna batidas rápidas das asas com pequenas pausas. Costuma vocalizar enquanto voa, produzindo um som muito característico quando o bando está se deslocando. Apresenta coloração em tons de bege com finas estriações mais escuras. O bico e a região ao redor dos olhos são vermelhos ou alaranjados. Alimentação: aprecia sementes de capim alto, como a do Colonião (Panicum maximum), gramínea trazida da parte meridional da África. A ave adulta vive exclusivamente de sementes desse capim. Seu tamanho e peso reduzidos permitem se equilibrar até as extremidades das hastes de gramíneas com sementes, que são sua principal fonte de alimento. Reprodução: o casal constrói o ninho em arbustos fechados (Buganvília e Cerca Viva). Esse é esférico ou oval, possui paredes grossas e resistentes feitas de fibras de gramíneas cuidadosamente entrelaçadas e algumas penas de galinha ou algodão. É comum haver uma entrada virada para baixo, impedindo que alguém veja o ninho de cima, e uma outra falsa mais exposta, provavelmente para despistar predadores. A postura de 3 a 5 ovos ocorre durante o ano inteiro, exceto durante os meses mais frios. Os ovos são incubados por cerca de 11 dias, e os filhotes permanecem no ninho por aproximadamente 18 dias. Habitat e distribuição: vive em formações campestres e em terrenos baldios próximos às cidades de onde fugiram originalmente. No Sudeste, onde esta ave já está há muito tempo em liberdade, a espécie já está bem difundida. Prefere áreas semi-urbanas, dominadas por capinzais.

33 33. Figura 7: Bico-de-lacre (Estrilda astrild). Fonte:

34 BEM-TE-VI. Nome vulgar: Bem-te-vi. Nome científico: Pitangus sulphuratus. Tamanho: 22cm. Características gerais: ave de vocalização onomatopaica. A maioria dos outros pássaros ao redor, se mantém silenciosa enquanto o Bem-te-vi canta. Sua coloração é parda no dorso e amarelada no ventre; possui sobrancelhas brancas muito visíveis na grande cabeça e uma lista no alto da coroa, que varia do amarelo claro ao laranja vivo. Impressiona por sua vivacidade. É visto amiúde na beira d água para pescar, habita os campos de cultura e, em cidades, pousa em edifícios. A habilidade apresentada pela espécie para identificar itens alimentares ausentes de ambientes mais naturais e para explorar recursos com distribuição imprevisível no tempo e no espaço, lhe confere uma flexibilidade alimentar que possivelmente contribui para sua eficiência em colonizar ambientes urbanos. É territorialista e investe contra outras aves que tentem invadir seu território. Alimentação: come todo tipo de comida, é insetívoro, devorando centenas de insetos, mas também come frutas e flores, ovos de outros pássaros, minhocas e outros animais (inclusive cobras). Freqüentemente é observado alimentando-se de ração para cães. A observação dos pais alimentando um filhote Bem-te-vi em cativeiro revelou que a dieta fornecida consistiu, maiormente, de insetos, sendo complementada com materiais elaborados pelo ser humano, restos de comida, pellets de ração animal e polpa de fruto (ARGEL-DE-OLIVEIRA e PASSERINI, 1998). Reprodução: na época da reprodução o casal constrói um ninho globular com cerca de 25 cm de diâmetro, tipicamente em árvores altas e sem folhas. O ninho é construído com fibras vegetais, mas em áreas urbanas já foram encontrados todos os tipos de materiais possíveis no ninho (SANTIAGO, 2007). A incubação é de 14 a 15 dias e os filhotes abandonam o ninho após 25 ou 26 dias. Habitat e distribuição: nas três Américas ocupa todos os tipos de paisagem. No Brasil, aparece desde as praias de todo litoral até a Floresta Amazônica, podendo ser encontrado em áreas abertas, jardins e bordas de mata.

35 35. Figura 8: Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus). Fonte: Antonio C. B. C. Lopes.

36 BESOURINHO-DE-BICO-VERMELHO. Nome vulgar: Besourinho-de-bico-vermelho. Nome científico: Chlorostilbon aureoventris. Tamanho: 8,5cm. Características gerais: nesta espécie, macho e fêmea possuem plumagens diferentes: o macho é todo verde brilhante com bico de base vermelho vivo e ponta negra; a fêmea possui a parte de baixo do corpo toda cinza clara, mesma cor da listra acima do olho até a nuca, máscara escura e restante da plumagem de um verde apagado, com o bico levemente avermelhado. Nos dois sexos, a cauda é preta, sendo a da fêmea com a ponta branca e penas mais externas branca, o que facilita sua identificação quando é possível vê-la. Por ser pequeno é facilmente afastado das flores por outros beija-flores maiores. Em árvores muito atrativas, como nos Ingá (Inga sp) e Cambará (Moquinia polymorpha) floridos, procura ficar na parte com mais folhas, facilitando sua fuga. Em vôo possui um chamado rápido, parecido ao som produzido pela corda de um brinquedo de mola. Alimentação: 90% néctar e o restante artrópodes. Os beija-flores têm boa facilidade de se orientar, capacidade que os ajuda a achar flores melíferas das quais são dependentes. Ocorrem migrações relacionadas com as estações do ano, tomando o rumo de Sul a Norte e vice-versa. São capazes de se deslocarem 30km em um só dia, com diferença de altitude de 450m, isto é, uma área de alimentação bem extensa. Reprodução: durantes as exibições pré-nupciais o macho desce em vôos rasantes sobre a fêmea pousada, passando de um lado ao outro e piando continuamente. Põe ovos alongados em número de dois, excepcionalmente três. Os ovos são do tamanho de um feijão branco. A mãe vomita o alimento diluído, introduzindo o bico profundamente na garganta, chegando até o papo. Os filhotes nascem num estado pouco desenvolvido, são nus ou esparsamente cobertos de penugem e seu bico é curto. Os filhotes deixam o ninho com três semanas. Habitat e distribuição: é uma das espécies mais comuns no leste do país e um dos menores (pesa cerca de três gramas). Habita a capoeira clara e jardins. Ocorre do Maranhão ao Rio Grande do Sul.

37 37. Figura 9: Besourinho-de-bico-vermelho (Chlorostilbon aureoventris). Fonte:

38 CAMBACICA. Nome vulgar: Cambacica. Nome científico: Coereba flaveola Tamanho: 10cm. Características gerais: É uma das espécies mais comuns e abundantes do Brasil, deixa-se observar a pouca distância. Vive solitária ou aos pares e é bastante ativa. Seu canto é relativamente forte, simples e monótono, e emitido incansavelmente. Muito briguentas, as cambacicas chegam a cair engalfinhadas no solo, onde continuam a lutar. É importante na função polinizadora. Destaca-se pela larga risca branca superciliar, garganta acinzentada branca e barriga amarelo limão. Na procura por alimentos, realiza manobras acrobáticas, pendurando-se de ponta-cabeça. Alimentação: é nectarívora e também se alimenta de pequenos insetos; possui bico curvo, extremamente agudo com o qual perfura o cálice das flores cujos nectários não pôde atingir diretamente. É vista agarrada a canudos de garrafas em lugares freqüentados pelo homem. Por causa do contato freqüentemente com o líquido pegajoso do néctar, esta espécie toma banho muitas vezes ao dia. Reprodução: faz dois tipos de ninhos esféricos: um é construído pelo casal para reprodução e o outro serve para descanso e pernoite. O primeiro é bem acabado, relativamente alto, de parede grossa e compacta. É feito de palhas, folhas, capins e teias de aranhas. O acesso à câmara incubatória é pequeno, superior e dirigido para baixo, coberto às vezes por palha. O segundo tipo é menor, mais achatado e de parede frouxa, com entrada larga e baixa. Põe dois ou três ovos brancos, com pontos pardo-amarelados e uma coroa de manchas azulacinzentadas. Habitat e distribuição: vive em todos os tipos de mata secundária, e em uma grande variedade de ambientes abertos e semi-abertos onde existam flores, inclusive em quintais. Distribui-se por todo o Brasil em áreas florestadas, em ambientes urbanos com pouca arborização; pode estar ausente de regiões extensivamente florestadas como no oeste e centro da Amazônia. É encontrada desde o México, e em todos os países da América do Sul, com exceção do Chile.

39 39. Figura 10: Cambacica (Coereba flaveola). Fonte:

40 CANÁRIO-DA-TERRA. Nome vulgar: Canário-da-terra. Nome científico: Sicalis flaveola. Tamanho: 13cm. Características gerais: fêmea e imaturo são de coloração básica bege com as partes superiores pardo oliváceas com densa estriação parda e por baixo esbranquiçada com estriação pardacenta (padrão carijó ).O macho maturo é territorial e muito agressivo com machos rivais; apresenta porte alto, plumagem amarelada e coroa alaranjada presente especialmente na época reprodutiva; dispõe ainda de um canto de madrugada, territorial extenso, áspero e fraseado, que surpreende pela complexidade da melodia e pelo fôlego do animal. As virtudes física e canora do macho tornam-no uma ave cobiçada pelos passarinheiros; já sua agressividade deu origem a uma das práticas mais condenáveis: a briga de canário. Em estado de natureza, é comum aparecer junto com o Gaudério (Molothrus bonariensis), sendo mais arisca e desconfiada. Alimentação: A maioria é predominantemente granívora, especialização considerada como evolução recente. Em termos alimentares, apresenta uma adaptação vantajosa: sensibilidade reduzida em relação à sensação de amargo das sementes, que lhes permite ingerir sementes extremamente amargas. É considerada mais predadora que dispersora, pois sua alimentação se faz por esmagamento das sementes. Como andam em bandos podem causar sérios prejuízos a certas culturas de grãos. Reprodução: o ninho é uma tigela rasa feita a base de palha e penas e costuma ser construído em cavidades como ninhos abandonados do joão-de-barro ou locais abrigados como frestas entre telhas de construções rurais. Chegam a chocar três vezes o mesmo ninho e podem ser criados em cativeiro com certa facilidade. Habitat e distribuição: Na natureza vive em pequenos grupos, ciscando no solo de campos, cerrados e outras formações abertas. É abundante nos locais onde não é caçada. É muito conhecido no Brasil extra-amazônico.

41 41. Figura 11: Canário-da-terra (Sicalis flaveola). Fonte: Antonio C. B. C. Lopes.

42 COLEIRINHO. Nome vulgar: Coleirinho Nome científico: Sporophila caerulescens. Tamanho: 11cm. Características gerais: uma das aves mais popular do grupo dos papa-capins e mais comumente criada em cativeiro. Apresenta dimorfismo sexual: o macho possui as partes superiores cinza escuros, às vezes com toques esverdeados; face, garganta anterior e faixa sobre o papo pretas; estria malar, nódoa na garganta posterior e barriga brancas ou amarelas. A fêmea é parda amarelada, sendo muito parecida com outras fêmeas do mesmo grupo. A facilidade de criação em cativeiro permite que a espécie seja bastante capturada por armadilhas..na natureza é uma ave de comportamento gregário, vivendo em grupos de 6 a 20 indivíduos majoritariamente compostos por fêmeas e imaturos; às vezes forma, inclusive, grupos mistos com outras espécies de papa-capins. Alimentação: espécie granívora, cujo peso e tamanho reduzidos permitem alcançar as sementes de gramíneas trepando pela haste das plantas. Assim como outras aves, a espécie foi beneficiada pela introdução de algumas gramíneas africanas, especialmente da braquiária, que parece ser a base de sua alimentação em áreas alteradas pelo homem. Reprodução: o ninho, feito à base de gramíneas e outras fibras vegetais é construído em forma de tigela rasa sobre arbustos há poucos metros do solo. A fêmea põe geralmente dois ovos, que são incubados por cerca de duas semanas. Os filhotes abandonam o ninho após mais duas semanas e atingem a maturidade sexual logo no primeiro ano de vida. Quando em cativeiro, o casal pode procriar até quatro vezes ao ano. Habitat e distribuição: vive em campos de cultura e capinzais. As populações mais meridionais são migratórias e se deslocam para latitudes mais baixas nos meses mais frios. Tem-se observado que nos últimos anos há uma população remanescente no estado, mesmo em pleno inverno, o que pode ser conseqüência das mudanças climáticas que vem afetando nosso mundo nas últimas décadas. Devido aos hábitos alimentares começou a aparecer em áreas como o Distrito Federal. Do grupo dos papa-capins é a espécie mais abundante na maioria dos locais onde ocorre..

43 43. Figura 12: Coleirinho (Sparophiloc aurulescens). Fonte: Antonio C. B. C. Lopes.

44 CORRUÍRA. Nome vulgar: Corruíra, Caxambirra. Nome científico: Troglodytes (aedon) musculus. Tamanho: 12cm. Características gerais: passeriforme de comportamento hiperativo e inconfundível em ambientes alterados pelo homem. Da mesma família do Uirapuru (Cyphorhinus aradus), apresenta vocalização muito complexa e melodiosa. É uma ave bem pequena, de coloração parda, asas e cauda com finas faixas transversais pretas, dorso pardo uniforme e lado inferior pardacento claro ligeiramente rosado. Pode destruir ovos de outras espécies de aves sem nem mesmo alimentar-se deles. Este comportamento pode estar relacionado à eliminação de competidores de outras espécies. * Alimentação: alimenta-se de pequenos insetos que procura em folhagens baixas nos cantos dos jardins, saltitando pelo chão e lembrando um camundongo daí musculus. Também pode saltar de galho em galho com a mesma velocidade, porém raramente se alimenta muito distante do solo. Reprodução: constrói seu ninho em locais improváveis, utilizando materiais vegetal e animal e aproveitando material antrópico disponível no ambiente em que habita. Põe de três a seis ovos, que eclodem após cerca de duas semanas. Os pais se revezam nos cuidados com os filhotes, provavelmente porque estes demoram quase o dobro do tempo de incubação para abandonar o ninho. Habitat e distribuição: habita os cerrados, a caatinga, borda de matas de banhados e centros urbanos. Possui ampla distribuição, ocorrendo desde o Canadá até o sul da Argentina, Chile e em todo o Brasil. Até recentemente a espécie Troglodytes aedon tinha sua distribuição registrada em todo o continente americano, exceto acima do Círculo Polar Ártico. Após uma série de estudos, no entanto, as populações ao sul do México passaram a ser consideradas como uma espécie distinta, renomeada como Troglodytes aedon. * Conforme Simone Inês CRISTOFOLI e Martin SANDER (2007), ainda há carência de informações sob diversos aspectos da biologia da Corruíra, bem como detalhes sobre seu ninho.

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