ONU JR Um modelo para Crescer

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2 XII ONU Jr. A Autoridade Nacional Palestina e a questão dos assentamentos e fronteiras com Israel [4º Comitê da Assembleia Geral Políticas Especiais e Descolonização] (SPECPOL) Guia de Estudos Elaborado por: Iago Drumond Flavia Barros Gabriel Cruz Thamires Souza 2014

3 INDICE 1. CARTA AOS DELEGADOS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS A Organização das Nações Unidas A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas O Comitê de Política Especial e Descolonização O HISTÓRICO DA QUESTÃO O Judaísmo, a revolução monoteísta e a região da Palestina A Península Arábica, a revelação e a expansão muçulmana A Palestina do Império Omíada Árabe até o Protetorado Britânico O Movimento Sionista, o Holocausto e suas consequências O UNSCOP e a criação do Estado de Israel OS CONFLITOS árabe-israelenses e suas consequências A organização para libertação da palestina E A AUTORIDADE NACIONAL PALESTINA A QUESTÃO DOS ASSENTAMENTOS E DO MURO ISRAELENSE QUESTÕES QUE UMA RESOLUÇÃO DEVE CONTER POSIÇÃO DOS BLOCOS ANEXO I - MAPAS O mapa da região na época do Rei Davi e a proposta da ONU de O mapa da região após a Guerra de Independência ( ) O mapa da região após a Guerra dos Seis Dias (1967) O mapa de Israel após os acordos de Camp David (1978) Mapa da extensão do muro na região da Cisjordânia Mapa dos assentamentos e da divisão das áreas conforme estabelecido pelos Acordos de Oslo (1993) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

4 1. CARTA AOS DELEGADOS Senhores delegados, Em primeiro lugar, sejam muito bem-vindos ao 4º Comitê da Assembleia Geral das Nações Unidas do XII ONU Jr.! O presente Guia de Estudos é o resultado de um longo trabalho de pesquisa e dedicação por parte de nós, diretores. Sendo assim, esperamos que os se - - senhores que o Guia serve apenas como uma orientação dos seus estudos. Espera-se, portanto, que os senhores aprofundem-se no tema e busquem novas informações, visando uma melhor preparação. Desde o início de nossa trajetória sabíamos que seria uma tarefa dura tornar realidade um comitê que retratasse uma questão de extrema relevância para a atualidade. Assim, gostaríamos de agradecer, desde já, o apoio de todo o Secretariado do XII ONU Jr. que sempre nos apoiou em todas as questões que foram necessárias para que tal comitê se tornasse realidade e confiou em nós a confiança para que estivéssemos presentes em um momento muito especial da história do evento, a simulação da Assembleia Geral das Nações Unidas. Lembramos aos senhores que caso tenham qualquer tipo de dúvida não hesitem em nos procurar através do nosso institucional Os s serão respondidos o mais rápido possível. Nos vemos no dia 19 de Novembro de 2014! Atenciosamente, Os Diretores do Quarto Comitê da Assembleia Geral das Nações Unidas Flavia Barros, Gabriel Cruz, Iago Drumond e Thamires Souza 2

5 2. ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS A primeira organização internacional universal foi a Liga das Nações, que existiu, juridicamente, entre 1919 e Os seus criadores arquitetaram uma estrutura onde todos os Estados soberanos faziam parte da composição de todos os seus quadros. Dessa forma, não se estabeleceu no Pacto da Sociedade das Nações 1, a carta constitutiva da Liga, qualquer tipo de critérios de poder, tamanho e região (HERZ; HOFFMANN, 2004). A sua criação foi estabelecida no primeiro artigo do Tratado de Versalhes 2, dando fim à Primeira Guerra Mundial. Estabeleceu-se um órgão executivo, denominado Conselho. Esse Conselho foi, inicialmente, formado por quatro membros permanentes (Reino Unido, França, Itália e Japão) e quatro membros rotativos. Entretanto, posteriormente a Alemanha e a União Soviética foram incorporadas como membros permanentes e o número de membros rotativos passou a ser de nove (Ibidem). Outro órgão criado pelo Pacto foi a Assembleia Geral. Nesse órgão todos os Estados membros teriam direito ao voto. Embora, originalmente, tenha-se estabelecido que as reuniões da Assembleia seriam realizadas a cada quatro anos, em sua primeira reunião, no dia 15 de novembro de 1920, decidiu-se que as reuniões passariam a ser realizadas anualmente. As decisões a serem tomadas pela Liga só seriam aprovadas caso houvesse uma unanimidade nas duas instâncias, o que expressava a proteção do princípio basilar do Pacto, a soberania (Ibidem). A grande inovação para o Sistema Internacional trazido pela Liga das Nações foi o conceito de segurança coletiva que teve a sua primeira formulação jurídica nos artigos 10, 11 e 16 do Pacto. Tal conceito, desde então, vem sido utilizado com frequência no Sistema Internacional para justificar diversas ações. O principal objetivo do sistema de segurança coletiva era fazer com que uma ameaça localizada fosse tratada como uma ameaça direta à paz internacional. Desse modo, a ocorrência de uma agressão à qualquer Estado ou grupo de Estados deveria gerar uma resposta automática por parte de uma coalizão de Estados, que poderiam utilizar sanções diplomáticas, políticas e econômicas e meios militares para conter tal agressão (Ibidem). A Liga das Nações, idealizada como um mecanismo fundamental para a preservação da paz mundial, não obteve êxito em sua proposta. O seu sistema de votação tornava praticamente 1 Pacto da Sociedade das Nações. Disponível em: <http://advonline.info/vademecum/2008/htms/pdfs/inter/pacto_sociedade_na ES.PDF> Acesso em: 22 out Tratado de Versalhes. Disponível em: <http://avalon.law.yale.edu/subject_menus/versailles_menu.asp>. Acesso em: 22 out

6 impossível a aplicação de qualquer medida contra um Estado infrator. Dessa forma, na prática, durante os anos que a Liga existiu não houve registros da aplicação do conceito de segurança coletiva A Organização das Nações Unidas O N õ U f u P E U A é, Franklin D. Roosevelt, e foi utilizado pela primeira vez no dia 1º de janeiro de Naquele momento, em plena Segunda Guerra Mundial, os representantes de 26 nações aprovaram a D N õ U, u qu u g gu lutando juntos contra as forças do Eixo 3 (NACIONES UNIDAS, 2009). Em 1945, os representantes de 50 países se reuniram em São Francisco, na Conferência das Nações Unidas sobre Organização Internacional, para redigir a Carta das Nações Unidas 4. A carta foi assinada em 26 de junho de 1945 pelos representantes desses 50 países. A Polônia, que não esteve representada na Conferência, a assinou mais tarde e o número de Estados fundadores passou a ser de 51. Dessa forma, a Organização nasceu, oficialmente, em 24 de outubro de 1945 (Ibidem). De acordo com os princípios estabelecidos pela Carta, todos os Estados amantes da paz que aceitem as obrigações deliberadas na Carta e que sejam capazes e estejam dispostos a cumprilas poderão se tornar Membros das Nações Unidas (Ibidem). Os seis órgãos principais das Nações Unidas, estabelecidos pela Carta, são a Assembleia Geral, o Conselho de Segurança, o Conselho Econômico e Social, o Conselho de Tutela, a Corte Internacional de Justiça e o Secretariado (Ibidem). O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas é eleito pela Assembleia Geral e tem como função ser o porta-voz dos interesses dos povos do mundo, atuando sempre de forma diplomática e igualitária. Segundo a Carta das Nações Unidas, o Secretário-G é fu á O g enção do Conselho de Segurança para qualquer assunto que, em sua opinião, possa colocar em perigo a manutenção da gu (I ) O u S á -Geral da Organização é o sulcoreano Ban-Ki-Moon. Atualmente a ONU conta com 193 Estados-Membros. 3 Eixo Denominação da aliança militar entre a Alemanha, Itália e Japão durante o período da Segunda Guerra Mundial. 4 Carta das Nações Unidas. Disponível em: <http://unicrio.org.br/img/cartadaonu_versointernet.pdf>. Acesso em: 22 out

7 A Carta das Nações Unidas apresentou uma grande inovação em relação ao Pacto da Sociedade das Nações. De acordo com a Carta, as decisões da Assembleia Geral são de caráter recomendatório e as suas decisões são tomadas por uma maioria de dois terços. De forma contrária ao estabelecido pelo Pacto da Sociedade das Nações, a Carta das Nações Unidas prevê que as decisões do Conselho de Segurança são de caráter obrigatório (MORGENTHAU, 2003) A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas A Assembleia Geral (AG) é o principal órgão deliberativo de todo o sistema das Nações Unidas. Todos os Estados-Membros possuem representatividade na AG tal como o direito a um voto. A maioria de dois terços dos votos são necessários para a aprovação de resoluções acerca de questões relevantes, como o ingresso de novos Membros, orçamento e assuntos ligados à paz e à segurança. Nas demais questões a aprovação é dada por maioria simples (NACIONES UNIDAS, 2009). A Assembleia Geral é composta por 6 Comitês Principais: Primeiro Comitê Comitê de Desarmamento e Segurança Internacional Segundo Comitê Comitê de Assuntos Econômicos e Financeiros Terceiro Comitê Comitê de Assuntos Sociais, Humanitários e Culturais Quarto Comitê Comitê de Política Especial e Descolonização Quinto Comitê Comitê de Assuntos Administrativos e Orçamentários Sexto Comitê Comitê Jurídico O período de sessões ordinárias da Assembleia Geral começa na terça-feira da terceira semana, considerando a primeira semana aquela que tenha tido pelo menos um dia útil, do mês de Setembro. A eleição do presidente da AG e dos 21 vice-presidentes e presidentes dos seus 6 Comitês Principais ocorrem pelo menos 3 meses antes do início das sessões. A presidência da Assembleia, visando dar maior rotatividade ao cargo, é eleita anualmente entre cinco grupos de Estados-Membros: Estados da Europa ocidental e Caribe, Estados da África, Estados da Europa oriental, Estados da Ásia e Estados da América Latina e Caribe (Ibidem). O período de sessões ordinárias da Assembleia Geral ocorre com um debate geral sobre os temas mais atuais onde todos os Chefes de Estados fazem o seus pronunciamentos. Entretanto, é possível que a AG reúna-se em sessões extraordinárias caso o Conselho de Segurança o demande. Tal situação também é possível caso uma maioria dos Membros o requisite ou caso apenas um Estado o faça e a maioria esteja de acordo (Ibidem). 5

8 O Comitê de Política Especial e Descolonização O Comitê de Política Especial e Descolonização da Assembleia Geral das Nações Unidas (SpecPol) lida com diversas temáticas que não são abordadas pelos demais comitês e, em especial, com descolonização e as suas consequências. A sua origem está ligada à criação de Comitês de Política Especial de forma ad hoc 5 para lidar com problemas relacionados à segurança e política internacional a partir do ano de 1947 (CALVOCORESSI, 2009). No ano de 1978 o SpecPol deixou de ser um comitê ad hoc após uma decisão da Assembleia Geral transformando-o em seu 4º Comitê. Após as Nações Unidas terem determinado qu é 1990 Dé I E C S P passou a ganhar grande destaque e notoriedade no cenário internacional (Ibidem). O SpecPol é, primeiramente, um comitê com a função de assessorar e recomendar as ações do Conselho de Segurança das Nações Unidas, agências especializadas, organizações internacionais e organizações internacionais (ONGs). Além disso, o SpecPol não possui o poder de tomar nenhuma ação de caráter militar nem de adotar qualquer tipo de resolução com efeito vinculativo (Ibidem). 3. O HISTÓRICO DA QUESTÃO 3.1. O Judaísmo, a revolução monoteísta e a região da Palestina Antigamente, os homens acreditavam que o mundo era dominado por diversos deuses, onde cada um representava uma força da natureza diferente. Dessa forma, os homens buscavam agradar essa grande diversidade de deuses ao mesmo tempo utilizando-se de diversas técnicas, que uí g é fí u No cruzamento de uma importante via comercial e militar que ligava o Egito e a Mesopotâmia, os dois grandes polos do Oriente Médio antigo, encontra-se a região da Palestina, situada na margem oriental do Mar Mediterrâneo (DEMANT, 2011). Por conta dessa posição privilegiada, a região sofreu diversos ataques de invasores, fazendo com que populações da região migrassem em massa. Em uma dessas migrações o pastor hebreu Abraão 6 migrou da região sul da Mesopotâmia para a região de Canaã, que compreende atualmente o Estado de Israel, inclusive a região das Colinas de Golan. Diferentemente dos seus contemporâneos, o pastor Abraão acreditava em 5 Ad hoc, P u f íf 6 Ibrahim, em árabe. 6

9 somente um Deus, que segundo ele era mais forte e benevolente do que os demais. Em pouco tempo Abraão conseguiu reunir diversos seguidores e se tornou o primeiro dos patriarcas. Nesse momento, surgiu o monoteísmo (Ibidem). Embora a era dos patriarcas possa ser considerada como mitológica, por não haver qualquer tipo de evidência textual ou arqueológicas que a comprove, ela é, normalmente, localizada entre 1800 e 1700 a.c. É datado em torno de 1300 a.c. o êxodo dos hebreus do Egito, descendentes dos patriarcas, sob a liderança do profeta Moisés. De modo análogo, acredita-se que a conquista de Canaã e o assentamento tenham ocorrido poucas décadas depois (Ibidem). Quando Deus supostamente teria entregado aos homens os 10 mandamentos no Sinai, que formalizaram os padrões de conduta para os hebreus, constituiu-se o mito formativo do monoteísmo ético. Além disso, criou-se a divisão entre o Bem e o Mal, demarcou-se o território dos hebreus e estabeleceu- u ê D u (I ) Com tal revelação, fundou-se um tipo de relação entre os hebreus onde todos possuem deveres e direitos. Dessa forma, os hebreus passaram a seguir a lei sagrada e transformaram-se em um povo sacerdotal. Sendo assim, ao invés da veneração de diversos deuses, que possuíam diversos tipos de natureza, os hebreus passaram a venerar somente um Deus, onipotente, onipresente e de natureza boa (Ibidem). A relação conflituosa com outros povos fez com que as tribos hebraicas colonizadoras promovessem um processo de unificação política na região em, aproximadamente 1025 a.c. Anos mais tarde uma disputa fez com que a comunidade se dividisse em dois reinos, sendo o Reino da Judeia o mais importante e que perdurou até a conquista babilônica no ano de 586 a.c. e que perdurou até 522 a.c (Ibidem). Durante o exílio o povo judeu começou a fomentar um desejo de volta e de restauração do Templo Sagrado, que havia sido construído pelo último monarca antes da separação em dois reinos, Salomão, e que havia sido destruído pelos babilônios na invasão. Nesse contexto de descontentamento dos judeus, surgiu a ideia de quem um Messias surgiria para realizar essa transformação política na região. Ciro, o rei dos medas, que destruiu o Império Babilônio possibilitando a volta dos judeus para sua terra, foi durante muito tempo considerado como Messias (Ibidem). Entre, aproximadamente, o século V a.c. e o ano 70 d.c. o povo judeu viveu o período do Segundo Templo. Entretanto, o judaísmo tomou rumos distintos do seu modelo original, sendo, de certo modo, influenciado por ideias vindas da Pérsia. Dessa forma, houve uma intensa disputa interna na religião que opunha o particularismo ao universalismo (Ibidem). 7

10 Durante grande parte da sua história Israel e o povo judeu viveram dominados por potências externas. Entre os séculos I e II d.c. os romanos tentaram impor aos judeus a sua cultura. Nesse contexto, insatisfeitos com a imposição do Império Romano, os judeus lutaram em favor dos seus direitos tendo sido influenciados por elementos patriotas, religiosos e, mais uma vez, com a crença em um Messias (Ibidem). Os romanos derrotaram os judeus sem grandes obstáculos e destruíram o Templo e aboliram as liberdades existentes na região. Além disso, no século II houve um genocídio que expulsou os judeus sobreviventes da região, que anteriormente era chamada de Judeia e passou a se chamar Palestina. Apenas uma pequena comunidade judaica conseguiu sobreviver na Galileia, que passou a ser dominada por cristãos, até meados do século VII (Ibidem). Tal episódio ficou amplamente conhecido como Diáspora A Península Arábica, a revelação e a expansão muçulmana A Península Arábica é, tradicionalmente, conhecida com u África e a Ásia uma vez que a sua área é em grande parte dominada pelas areias do deserto. Devido a essa dificuldade geográfica os habitantes da região se dividiam em tribos, urbanas e nômades, e agrupavam-se, em sua maior parte, perto de áreas férteis, os oásis e as regiões do litoral (HOYLAND, 2001). Entre os séculos VI e VII a Península Arábica encontrava-se entre a Pérsia e o Império Bizantino, as duas grandes potências da época. O Império Bizantino surgiu após a divisão do antigo Império Romano em Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente, em 330 d.c. Em 335 o Império Bizantino transformou o cristianismo na religião oficial do Império. Desse modo, a autoridade da Igreja sobrepôs-se à do Estado (DEMANT, 2011). Por causa de inúmeras disputas envolvendo a religião e o controle pela Rota da Seda os mercadores da região viram-se forçados a estabelecer novas rotas comerciais. Como consequência desse processo as diversos portos na Síria, especialmente o de Hijaz, tornaram-se importantes uma vez que a nova rota estabelecia uma ligação entre a Pérsia e o Mar Vermelho (Ibidem). Além dessa região, a cidade de Meca, que tradicionalmente é um centro de peregrinação devido à presença da Pedra Negra um fragmento de meteoro com cerca de 30 centímetros de diâmetro que é considerado como sagrado e da Caaba uma construção em forma de cubo erguida em volta da Pedra Negra visando protege-la também se beneficiou economicamente do trânsito de mercadores na região (Ibidem). 8

11 Nesse contexto, em 570 nasceu, o profeta fundador do Islã, Maomé 7. Nascido em Meca e pertencente a um influente, pequeno e rico clã, o profeta causou-se com 25 anos com Khadija, uma viúva rica e bem mais velha. Seguindo a tradição familiar, Maomé tornou-se um mercador e durante as viagens conheceu árabes judaicos e cristãos. De acordo com a tradição, aos 40 anos o profeta começou a receber visões e ouvir vozes, que de acordo com ele seriam do anjo Gabriel 8, que lhe mandou recitar alguns versos que mais tarde se tornariam os versos mais antigos do Corão, o livro sagrado do Islã (Ibidem). Maomé, embora tenha se assustado com tal experiência, foi encorajado pela sua esposa e continuou a receber revelações. Tais revelações introduziram-no a um Deus onipotente e único, ao qual os seres humanos deveriam venerar e se submeter. Dessa forma surge a palavra Islã, que quer dizer submissão, em português (Ibidem). Após receber mensagens continuamente, Maomé acreditou ter sido escolhido por Deus como meio transmissor de sua mensagem e assumiu o papel de profeta. Em pouco tempo Maomé conseguiu converter a sua esposa e alguns amigos próximos à nova fé. Embora o seu primeiro número de ouvintes tenha sido reduzido, tal número foi capaz de causar incômodos na elite comercial de Meca, que tinha sua renda baseada no turismo religioso politeísta, que o profeta e seus ouvintes insistiam em destruir as imagens dos diversos deuses presentes na cidade (Ibidem). Em pouco tempo a elite de Meca iniciou uma repressão a essa primeira comunidade muçulmana e fez com que, em 622, Maomé e seus seguidores fugissem para Iatreb (atualmente conhecida como Al-Medina), que se situa 300 quilômetros ao norte de Meca. Tal episódio é conhecido como hégira 9 e, desde então, marca o início do calendário muçulmano (Ibidem). Mesmo em Iatreb a primeira comunidade muçulmana enfrentou forte oposição, mas após algumas lutas conseguiu impor a sua superioridade militar e estabeleceu na região o primeiro Estado muçulmano. Nesse momento, Maomé expulsou os derrotados da área e converteu novos fiéis comprometidos com a expansão da fé islâmica, que ficaram conhecidos como muslimins 10 (Ibidem). Dessa forma, o Profeta transformou a fraternidade tribal, presente na região há séculos, u f, umma 11. Sendo assim, em pouco tempo, Maomé transformou-se em um líder político, militar e religioso prestigiado. Por conta do seu carisma e excelente oratória, conseguiu agregar um número de tribos cada vez maior à nova fé. Em pouco tempo, o Profeta e seus seguidores conseguiram 7 Muhammad, em árabe. 8 Jibril, em árabe. 9 Hijra, em árabe. 10 Termo árabe que pode ser traduzido para o português como submetidos. 11 Termo árabe que é comumente traduzido para o português com o sentido de comunidade islâmica. 9

12 derrotar a elite coraixita 12 que dominava Meca. Dessa forma, no ano de sua morte, 632, grande parte da Arábia Central já se encontrava sobre a fé muçulmana (Ibidem). Após a morte de Maomé iniciou-se um processo de expansão do Islã, onde o Alcorão, que é a compilação de todas as revelações dadas ao Profeta, foi essencial. Além disso, teve-se o início o período do Califado 13 no qual a fé islâmica propagou-se, partindo da região norte do continente africano, chegando à regiões como o Oriente Médio, Ásia Central e, até mesmo, algumas partes da Europa. Com o passar do tempo as disputas dinásticas foram crescendo e diversas dificuldades para controlar o Império, que com as expansões tornava-se cada vez mais multiétnico, extenso e multicultural. Dessa forma, os árabes sofreram com diversas invasões em seus territórios: britânicos, curdos, franceses e turcos. Entretanto, as tradições linguísticas e religiosas não foram afetadas com as invasões. Sendo assim, quando os invasores perderam a sua influência na região houve uma reaproximação entre os árabes (CALVOCORESSI, 2009) A Palestina do Império Omíada Árabe até o Protetorado Britânico Entre os anos de 661 e 750 houve um período de transição da nascente comunidade religiosa muçulmana para um Estado, de facto, onde o poder era exercido pelos árabes. Dessa forma, a dinastia omíada governou um extenso Império que se estendia desde a atual Espanha até o rio Indo. Nesse momento, devido à presença de mercadores não árabes que foram povoando diversas regiões surgiram grandes e importantes cidades como Bagdá, Kairouan 14, entre outras (DEMANT, 2011). Com o passar do tempo, o povo árabe foi se integrando com as comunidades colonizadas e houve um aumento da influência das elites locais na vida dos árabes. Dessa forma, o Império Omíada passou a receber forte influências persas e gregas. Por conta desse processo, por volta dos anos 740, houve um profundo descontentamento por parte dos novos muçulmanos. Abu al-abbas, que se dizia um parente distante do Profeta Maomé, liderou a revolta e derrotou os omíadas e tomou posse dos territórios, fundando o Império Abássida que perduraria até o ano de 1258 (Ibidem). 12 Quraysh, em árabe. 13 O termo Khalifat vem do árabe e significa representante e é comumente compreendido como bem-guiado. O Profeta morreu sem deixar nenhuma indicação clara sobre o seu sucessor. Desse modo, houve uma tensão inicial entre duas tendências dentro da comunidade islâmica. Uma minoria pretendia que o sucessor de Maomé fosse Ali ibn Abi Talib, casado com Fátima, filha do Profeta. Entretanto, a maioria preferia que o seu sucessor fosse Abu Bakr, um velho companheiro de Maomé. Então, houve um consenso acerca da figura de Abu Bakr, que tinha a seu favor o fato de ter consolidado o poder muçulmano sobre os árabes, que o tornou o primeiro Califa (DEMANT, 2011). 14 Al Qayrawan, em árabe. 10

13 Durante os seus dois primeiros séculos de existência, o Império Abássida viveu um período de intensa prosperidade econômica e cultural nunca antes visto na civilização muçulmana. Tal fato faz com que o período seja recorrentemente lembrado como a era de ouro muçulmana. Além disso, o Califado se manteve estável e se firmou como um dos alicerces da paz interna do Império. Tais fatos ajudam a explicar os motivos do Império Abássida ter sido considerado o mais avançado da sua época (Ibidem). Entretanto, durante a metade do século XIII exércitos mongóis começaram a avançar pelo planalto iraniano em direção à Bagdá, a capital do Império Abássida. O exército mongol, que era comandado por Hulegu, um dos netos de Gêngis Khan, tinha como intenção inicial a destruição de uma seita de assassinos. Dessa forma, incialmente, os abássidas não se preocuparam com a aproximação dos mongóis. Entretanto, no final do ano de 1257, Hulegu e seu exército adentraram a região da Pérsia e, no começo de 1258, capturaram a cidade de Bagdá e, em um ato simbólico, estrangularam o Califa al-mutasim, dando fim ao Império Abássida (LOPES, 2004). O final do século XIII foi marcado pelo surgimento de um dos maiores impérios da história da humanidade. Tendo o seu nome derivado do seu fundador, Otman I, o Império Turco-Otomano surgiu após o estabelecimento de ramos turcos na região da Anatólia. Ao longo do século XIV tal Império se expandiu pela região e tomou territórios do Império Bizantino, que encontrava-se em decadência. Nesse processo, após o século XVI a região da palestina passou a ser controla pelos otomanos (DEMANT, 2011). Em seu auge o Império Turco-Otomano tinha territórios que iam desde Veneza até a Península Arábica. Entretanto, após a sua derrota na Primeira Guerra Mundial o Império Turco- Otomano chegou ao seu fim e o seu espólio foi dividido entre a Tríplice Entente 15. Com a criação da Liga das Nações a região da Palestina passou a ser um protetorado britânico. Nesse momento, o Movimento Sionista passou a ganhar força em grande parte das comunidades judaicas presentes na Europa (CALVOCORESSI, 2009) O Movimento Sionista, o Holocausto e suas consequências Durante o fim do Império Turco-Otomano diversos judeus imigraram para a região da Palestina. Em 1917 o Conde Balfour, na época secretário para assuntos exteriores do Reino Unido, 15 Aliança militar entre Estados Unidos, Reino Unido e França na I Guerra Mundial. 11

14 enviou uma carta para o Barão Rothschild, líder da comunidade judaica britânica, demonstrando o seu apoio à causa judaica. Tal carta ficou conhecida como a Declaração de Balfour de O governo britânico sempre ambicionou promover uma reconciliação entre o povo árabe e os judeus. Dessa forma, durante o seu mandato na região diversas tentativas foram realizadas, mas ambas as partes demonstravam-se irredutíveis e alegavam que, de jure 17, a região lhes pertencia. Sendo assim todas as propostas britânicas estiveram longe da obtenção de êxito (CALVOCORESSI, 2009). Após o fracasso de uma negociação para a divisão tripartite da Palestina, em 1937, os britânicos passaram a ser pressionados pelos árabes, que reclamavam do intenso fluxo de judeus para a região. Nesse contexto, o governo britânico publicou um documento conhecido como White Paper 18 em Tal documento limitava a população de judeus à 33% da população total e, consequentemente, limitava também a imigração para a região (Ibidem). Após a publicação do White Paper os líderes do Movimento Sionista passaram a buscar respaldo e apoio financeiro no Estados Unidos da América. Como consequência desse fato, os presidentes Franklin Roosevelt e Harry Truman passaram a declarar publicamente o seu apoio ao Sionismo. Dessa forma, os Estados Unidos da América e o Reino Unido demonstravam claramente a sua oposição na questão da Palestina e do Sionismo (Ibidem). O Holocausto 19 marcou uma virada para o Movimento Sionista e seus interesses. Uma comissão mista entre os Estados Unidos e o Reino Unido foi formada para avaliar os sobreviventes de tal episódio e as suas necessidades. Tal comissão calculou que cerca de 100 mil judeus encontravam-se desabrigados na Europa e requisitou as suas transferências para a Palestina. Concomitantemente, a comissão mista repudiava quaisquer medidas que visassem limitar a compra de terras por parte de judeus (Ibidem). Com a migração em massa para a região, as antigas instabilidades foram ressaltadas e a ação de grupos sionistas paramilitares independentes passou a se intensificar. Nesse contexto, os grupos Gang Stern e o Irgun aumentaram o seu número de ataques contra civis na região, provocando um grande número de refugiados palestinos. Entretanto, as suspeitas britânicas 16 Declaração de Balfour. Disponível em inglês em: <http://avalon.law.yale.edu/20th_century/balfour.asp>. Acesso em: 13 nov Por direito, do latim. 18 White Paper. Disponível em inglês em: <http://avalon.law.yale.edu/20th_century/brwh1939.asp>. Acesso em: 14 nov Holocausto ou Shoá (em hebraico) foi o extermínio sistemático de judeus, ciganos, negros, homossexuais e outros g u f g A N E -se que 6 milhões de judeus foram mortos durante esse período. 12

15 indicavam que a Haganah, a principal força de defesa judaica, e os demais órgãos políticos tinham conhecimento dos planos de ataque (Ibidem). Todo esse contexto fez com que o Reino Unido buscasse apoio nos Estados Unidos da América e uma comissão conjunta para a região chegou a ser proposta pelos britânicos. Entretanto, temendo um desgaste de sua imagem, devido à imagem negativa dos conflitos na região, os Estados Unidos prontamente recusaram a proposta. A saída da Grã-Bretanha da região, portanto, tornava-se a cada momento mais inevitável. Dessa forma, no começo do ano de 1947 a responsabilidade da região foi passada para a recém-criada Organização das Nações Unidas (Ibidem) O UNSCOP e a criação do Estado de Israel No dia 15 de Maio a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Resolução criando, assim, o Comitê Especial das Nações Unidas para a Palestina (UNSCOP 21 ). O UNSCOP, agindo de acordo com os poderes e funções que lhe foram conferidos pela Resolução 106, elaborou uma proposta de divisão da região da Palestina 22. Tal proposta consistia em uma divisão em três partes judaicas e três partes árabes. As seis partes seriam unidas através da economia por Jerusalém, que seria uma cidade internacional. Além disso, com o intuito de controlar o grande fluxo de pessoas na região a proposta fixava parcelas de população judaica que deveria viver em território árabe e vice-versa. A proposta foi oficializada através da Resolução da Assembleia Geral no dia 29 de Novembro de Os árabes, através da Liga Árabe criada em 1945, a criação e, consequentemente, a independência de Israel como uma associação ao imperialismo do Ocidente. Dessa forma, o Egito, o Reino da Transjordânia, a Síria, o Iraque e o Líbano demonstraram-se dispostos a lutar por uma vitória na Palestina assim que Israel fosse formalmente criado (SCALERCIO, 2003). As mais importantes lideranças do Movimento Sionista se reuniram no dia 14 de Maio de 1948 para assinar a Declaração de Independência de Israel 24. Dessa forma, concretizavam-se as ambições sionistas que há anos eram relativizadas pela comunidade internacional. Em sua 20 Resolução 106 da Assembleia Geral das Nações Unidas. Disponível em inglês em: <http://unispal.un.org/unispal.nsf/0/f5a49e57095c35b685256bcf0075d9c2 >. Acesso em: 26 nov United Nations Special Committe on Palestine, em inglês. 22 Proposta de divisão da região da Palestina. Disponível em inglês em: <http://unispal.un.org/unispal.nsf/0/07175de9fa2de d3006e10f3>. Acesso em: 26 nov Resolução 181 da Assembleia Geral das Nações Unidas. Disponível em inglês em: <http://unispal.un.org/unispal.nsf/0/7f0af2bd897689b785256c330061d253>. Acesso em: 26 nov Declaração de Independência do Estado de Israel. Disponível em inglês em: <http://avalon.law.yale.edu/20th_century/israel.asp>. Acesso em: 27 nov

16 Declaração, o Estado de Israel assegurava o direito à cidadania para todos os moradores árabes da região desde que concordassem em viver em um Estado israelita. O Estado de Israel foi prontamente reconhecido pelos Estados Unidos da América e pela União Soviética. 4. OS CONFLITOS ÁRABE-ISRAELENSES E SUAS CONSEQUÊNCIAS Desde a criação do Estado de Israel ocorreram diversos conflitos envolvendo o recémcriado Estado e outras nações árabes. Tais conflitos tiveram consequências que causam reflexos no atual momento vivido pelo Líbano. Sendo assim, é extremamente importante compreender como a lógica dos conflitos e da crise que se desencadeiam no Líbano estão intrinsecamente ligados com a historiografia militar recente do Oriente Médio. O primeiro conflito envolvendo Israel e Estados árabes iniciou-se no dia seguinte à assinatura da Declaração de Independência de Israel. A Guerra de Independência, como é chamada pelos israelenses, ou A Catástrofe, como é chamada pelos árabes, encerrou-se em janeiro de 1949 com a assinatura de diversos armistícios. O Estado de Israel conseguiu sair vitorioso na luta contra o Egito, o Iraque, o Líbano e a Síria e sofreu apenas revés para a Jordânia, que tinha o exército árabe mais bem preparado, a Legião Árabe. Dessa forma, Israel ampliou o seu território e passou a contar com cerca de 700 mil refugiados árabe-palestinos em seu território (SCALERCIO, 2003). Após a nacionalização do Canal de Suez, em 1956, por parte do então presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, as lideranças francesas, britânicas e israelenses viram-se ameaçadas. Anteriormente o controle acionário da Companhia do Canal de Suez pertencia ao capital inglês, fato que gerou revolta no governo britânico. Ao assumir o controle do Canal, Nasser determinou o fechamento do golfo de Ácaba, impedindo que navios de bandeira israelenses utilizassem o Canal (CALVOCORESSI, 2009). Dessa forma, os exércitos da França, de Israel e do Reino Unido atacaram o Egito em duas frentes com a crença de uma vitória rápida. Entretanto, sob pressão dos EUA e da URSS o Conselho de Segurança, através da Resolução determinou o fim imediato das agressões e abertura do Canal, sem qualquer distinção e assegurou o direito do Egito sobre o Canal. Além disso, houve a criação da Força de Emergência das Nações Unidas 26 para a fiscalização da zona 25 Resolução 118 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Disponível em inglês e francês em: <http://www.un.org/en/ga/search/view_doc.asp?symbol=s/res/118(1956)>. Acesso em: 20 jan United Nations Emergency Force, em inglês. 14

17 desmilitarizada e impedir que houvesse um novo bloqueio marítimo por parte do Egito (SCALERCIO, 2003). No ano de 1967 ocorreu a Guerra dos Seis Dias, o conflito árabe-israelense de menor duração. Após a percepção de uma movimentação anormal por parte do Egito e da Síria nas regiões fronteiriças, o Estado de Israel atacou preemptivamente os dois países. Além disso, Israel também atacou a Jordânia, por conta da existência de um Pacto de Defesa Mútua assinado com o Egito. Após o fim dos conflitos Israel obteve um ganho territorial considerável ao dominar a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e toda a cidade de Jerusalém. Além disso, a superioridade militar israelense ficou clara e credenciou Israel para se tornar parceiro estratégico dos Estados Unidos da América no Oriente Médio (Ibidem). Através da Resolução o Conselho de Segurança manifestou-se contrário às anexações de territórios por parte de Israel. Além disso, o documento determinava a retirada de Israel das áreas ocupadas. Entretanto, o Estado de Israel concordava em fazê-lo apenas mediante a aceitação por parte das nações árabes em aceitar negociar diplomaticamente e reconhecê-lo como um Estado soberano. Entretanto, os governos árabes rejeitaram tal proposta e a ocupação dos territórios continuou em desrespeito à Resolução 242 (Ibidem). Após três anos do final da Guerra dos Seis Dias o presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser é assassinado e o então vice-presidente, Anwar Al Sadat, toma posse como presidente. Sadat surpreendeu a todos ao iniciar uma política de aproximação com os Estados Unidos e, consequentemente, distanciar-se da União Soviética. Em 1973, após diversas mobilizações gerais em um período de menos de um ano, o Egito e a Síria iniciaram uma série de ataques à Israel, que encontrava-se despreparado por conta do dia do Yom Kippur 28 (Ibidem). Inicialmente, o Egito obteve sucesso em sua estratégia, mas após abandonar a sua cobertura antiaérea com o intuito de ajudar os exércitos da Síria e da Jordânia e lutar em campo aberto contra Israel a derrota tornou-se iminente (Ibidem). Nesse momento, o Conselho de Segurança aprovou a Resolução determinando o cessar-fogo imediato das hostilidades e o início de negociações para implementação efetiva da Resolução 242. Após 5 anos do término da Guerra do Yom Kippur, patrocinadas pelo presidente dos Estados Unidos da América, Jimmy Carter, ocorreram negociações entre o Egito e Israel. A 27 Resolução 242 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Disponível em inglês e francês em: <http://www.un.org/en/ga/search/view_doc.asp?symbol=s/res/242(1967)>. Acesso em: 21 jan O feriado do Yom Kippur é uma data extremamente importante para a religião judaica pois é considerado o dia do perdão, sendo marcado por jejum e oração. 29 Resolução 338 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Disponível em inglês e francês em: <http://www.un.org/en/ga/search/view_doc.asp?symbol=s/res/338(1973)>. Acesso em: 21 jan

18 conclusão das negociações foi a assinatura dos famosos Acordos de Camp David 30 que possibilitaram a assinatura do Tratado de Paz Israel-Egito 31 em Através de tais documentos, Israel concordou em devolver a Península do Sinai para o Egito, que reconheceu-o como um Estado legítimo e soberano e abriu canais diplomáticos regulares com o governo israelense (Ibidem). Assim, o Egito causou revolta nas lideranças dos demais países árabes e, consequentemente, foi suspenso da Liga dos Estados Árabes. Para o Estado de Israel pode-se considerar que a assinatura dos Acordos e do Tratado garantiram-lhe uma maior estabilidade, pois com a nação árabe mais importante fora dos conflitos, uma atitude militar por parte demais nações tornou-se improvável. A partir desse momento movimentos guerrilheiros, em sua maior parte palestinos, passaram a ganhar maior destaque no cenário militar do Oriente Médio (Ibidem). 5. A ORGANIZAÇÃO PARA LIBERTAÇÃO DA PALESTINA E A AUTORIDADE NACIONAL PALESTINA O ano de 1964 foi extremamente importante para os palestinos uma vez que a Organização para Libertação da Palestina (OLP) foi criada com o intuito de promover o reconhecimento da identidade nacional palestina e criar uma estrutura institucional a fim de legitimar as suas demandas, adotando-se o que ficou conhecido como a Carta Nacional Palestina de Anteriormente, o reconhecimento da identidade nacional palestina era considerado difícil uma vez qu u é fu í (MA OZ; SELA, 1997) O primeiro presidente da OLP foi Ahmad Shukeiri. Deve-se levar em conta a complexidade e heterogeneidade do movimento palestino. Dessa forma, há diversos grupos guerrilheiros dentro da OLP, que inclusive apresentam rivalidades entre si. Dentro desses grupos pode-se destacar a presença do Al Fatah, liderado por Yasser Arafat, que se destaca pela militância armada, sendo inclusive classificado como terrorista por diversos Estados, e pelo discurso de não envolvimento na política interna dos países hospedeiros (CALVOCORESSI, 2009; SCALERCIO, 2003). 30 Acordos de Camp David. Disponíveis em inglês em: <http://avalon.law.yale.edu/20th_century/campdav.asp>. Acesso em: 21 jan Tratado de Paz Israel-Egito. Disponível em inglês em: <http://avalon.law.yale.edu/20th_century/isregypt.asp>. Acesso em: 21 jan Carta Nacional Palestina de Disponível em inglês em: <http://www.un.int/wcm/content/site/palestine/pid/12363>. Acesso em: 21 jan

19 Após a Guerra dos Seis Dias o discurso agressivo contra o Estado de Israel passou a ganhar força entre os palestinos e os grupos guerrilheiros fortaleceram-se. Nesse contexto, Yasser Arafat chega ao cargo de presidente da OLP e consolida o Al Fatah como grupo palestino mais influente dentro da esfera política da organização. Nesse momento, 70% da população jordaniana era composta por palestinos devido a posse da Cisjordânia por parte da Jordânia (SCALERCIO, 2003). Dessa forma, os hachemitas, dinastia que governava a Jordânia, temiam a perda do poder em uma possível revolução palestina dentro de seu território. No ano de 1970 ocorreu o Setembro Negro, onde a Legião Árabe entrou em confronto com a Organização para Libertação da Palestina visando expulsá-la. Nesse momento, grande parte da população palestina refugiou-se no Líbano. Ao chegar no Líbano, Yasser Arafat negociou com o governo local e em troca do respeito à autoridade do governo local por parte dos palestinos, a OLP passou a ser a responsável pela administração dos campos de refugiados (Ibidem). Dessa forma, após a expulsão da Jordânia o quartel general da OLP passou a ser localizado na região sul do Líbano. Tal fato gerou grande instabilidade no equilíbrio de poder interno do Líbano por conta da divisão étnica-religiosa presente no país, que até hoje reflete em sua política interna e externa. Além disso, o governo de Israel viu-se ameaçado com a forte presença da OLP na região sul do Líbano. O resultado desse desequilíbrio de poder na região foi o conflito que ficou conhecido como a Guerra do Líbano de 1982 e teve como uma das mais importantes consequências o deslocamento da OLP para a Tunísia (Ibidem). Um grande avanço para as negociações envolvendo palestinos e israelenses se deu no ano de 1993 com a assinatura do que ficou conhecido como os Acordos de Oslo 33 mediado por Bill Clinton, então presidente dos Estados Unidos da América. Na ocasião Yitzhak Rabin, primeiroministro de Israel, e Yasser Arafat, presidente da OLP, firmaram os Acordos. Com a assinatura dos documentos criou-se a Autoridade Nacional Palestina (ANP) que teria caráter provisório, existindo até 1999, ano em que esperava-se ter todos os problemas relativos aos territórios da Faixa de Gaza e Cisjordânia envolvendo palestinos e israelenses resolvidos. Assim, estabelecia-se áreas nas quais haveria um autogoverno com a chancela da ANP (SCALERCIO, 2003). Entretanto, com o assassinato de Rabin por parte de um extremista judeu houve uma paralisação nas negociações de paz. Desse modo, houve uma rodada de negociações no início dos anos 2000 que não resultou em nenhum acordo entre as partes. Além disso, houve a ocorrência da 33 Acordos de Oslo. Disponível em inglês em: <http://avalon.law.yale.edu/20th_century/isrplo.asp>. Acesso em: 17 jun

20 Intifada de 2000, uma revolta por parte dos palestinos que foi repreendida pelas autoridades de Israel e deixou milhares de civis feridos e mortos (Ibidem). Por conta das dificuldades de negociação existentes entre as partes a ANP, que, inicialmente, tinha caráter provisório acabou se transformando em um instrumento permanente de reinvindicação e política interna e externa dos palestinos através dos seus ramos legislativos e executivos (Ibidem). As divisões do povo palestino acabam influenciando na política da ANP e a tradicional oposição entre Hamas e Al-Fatah faz-se presente dentro da política dos palestinos. No dia 26 de novembro de 2012 a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a o Projeto de Resolução A/67/L que concedeu à ANP o status de Estado observador nãomembro da ONU. 6. A QUESTÃO DOS ASSENTAMENTOS E DO MURO ISRAELENSE Com os Acordos de Oslo foram estipuladas 3 tipos de regiões nos territórios ocupados por Israel no período após a Guerra dos Seis Dias, de 1967, como forma de iniciar uma negociação de paz e, possivelmente, um processo de transição. Tais áreas seriam divididas da seguinte forma: Área A: Inteiramente controlada e governada pela Autoridade Nacional Palestina. Área B: O controle das questões civis compete à Autoridade Nacional Palestina e as questões de segurança e militares competem às Forças de Defesa de Israel. Área C: Inteiramente controlada e governada pelo Governo Israelense. Com o advento da Intifada de 2000 e o fracasso dos processos de negociação existentes entre israelenses e palestinos o governo de Israel argumentou que para a proteção da população palestina contra ataques terroristas era necessário construir uma gu T barreira consiste em um muro de mais de 650 quilômetros na Cisjordânia com checkpoints onde patrulhas israelenses fazem o monitoramento da entrada e saída de pessoas dessas regiões (BACKMANN, 2012). Em sua maioria, o muro contorna as áreas classificadas como A, cujo controle compete, de jure 35, à Autoridade Nacional Palestina. Além disso, o governo israelense passou a adotar uma política de incentivo à colonos israelenses nas regiões ocupadas desde O governo do Estado de Israel argumenta que a prática visa realocar famílias sem-terra com o intuito de propiciar um lar aos seus habitantes. Por 34 Projeto de Resolução A/67/L.28. Disponível em inglês em: <http://unispal.un.org/unispal.nsf/0/181c72112f4d0e ac500515c6c>. Acesso em: 17 jun Do latim, por direito. 18

21 outro lado, os palestinos argumentam que a prática tem como grande propósito assegurar a permanência israelenses nas regiões ocupadas. Após o início da construção do muro e a sua estabilização houve um intenso número de reclamações por parte dos palestinos de que suprimentos essenciais para a manutenção da vida em suas cidades estavam sendo bloqueados ao tentarem passar pelos checkpoints (BACKMANN, 2012). Tal fato fez com que houvesse um aumento no nível geral de preços da economia palestina e houvesse uma escassez em diversos produtos, como gasolina e água. Nesse contexto, a Corte Internacional de Justiça, em 2003, emitiu um parecer 36 condenando a existência do muro que envolve as áreas de controle da ANP e a existência dos checkpoints e barreiras à produtos para os palestinos. 7. QUESTÕES QUE UMA RESOLUÇÃO DEVE CONTER Como fazer com que o processo de paz existente anteriormente seja novamente discutido entre os líderes israelenses e palestinos? Quais devem ser as medidas a serem tomadas com o intuito de promover um fortalecimento da Autoridade Nacional Palestina frente às suas divisões internas, que podem ser interpretadas como fraquezas institucionais e podem prejudicar futuros acordos de paz? Como o SpecPol pode agir frente aos bloqueios de suprimentos e mercadorias às regiões que são contornadas pelo muro existente na Cisjordânia e quais práticas devem ser tomadas para mitigar os efeitos desses bloqueios? As regiões ocupadas por parte do Estado de Israel desde 1967 devem ser reintegradas aos Estados árabes? Como deve se dar esse processo? 36 Parecer da Corte Internacional de Justiça sobre a questão do muro nas regiões ocupadas. Disponível em inglês em: <http://www.icj-cij.org/docket/files/131/1497.pdf>. Acesso em: 19 jun

22 8. POSIÇÃO DOS BLOCOS África do Sul Desde o fim do apartheid 37 a política externa sul-africana vem sendo pautada no respeito aos Direitos Humanos. Além disso, historicamente, a África do Sul possui relações estreitas com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), uma vez que Nelson Mandela e Yasser Arafat mantinham um bom relacionamento. Por conta desse bom relacionamento a África do Sul já tentou promover negociações para que se tenha um efetivo processo de paz e estabilização duradouro entre Israel e Palestina que seja respeitado por ambos os lados. Alemanha Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a criação do Estado de Israel, a República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental) começou a cooperar em diversas áreas com o Estado de Israel. Após a unificação da República Federal da Alemanha e da República Democrática Alemã (Alemanha Oriental), tais relações se intensificaram e a Alemanha hoje, é o 2º maior parceiro comercial do Estado de Israel, tendo inclusive programas de desenvolvimento estratégicos conjuntos. Apesar da boa relação com o Israel, a Alemanha possui uma política externa que tem em suas bases o respeito ao Direito Internacional. Dessa forma, pode-se esperar que a Alemanha utilize da sua boa relação com a Alemanha na condução das negociações entre Israel e Palestina nas questões que dizem respeito aos assentamentos e à construção do muro nas regiões ocupadas por Israel. Arábia Saudita A Arábia Saudita não possuiu qualquer tipo de relações diplomáticas com o Estado de Israel. Assim, historicamente, a Arábia Saudita sempre apoiou as ambições palestinas no que diz respeito à criação de um Estado soberano palestino. Desse modo, a Arábia Saudita irá utilizar de sua influência política e econômica para tentar chegar à negociações que favoreçam os palestinos. Entretanto, vale lembrar que o grande parceiro estratégico da Arábia Saudita são os Estados Unidos da América, fator que causa muita polêmica na comunidade internacional uma vez que os EUA também são aliados do Estado de Israel. 37 O apartheid foi um regime de segregação racial que ocorreu na África do Sul entre os anos de 1948 e Durante tal regime a minoria de origem europeia (branca) se instaurou no poder do país e passou a promover o cerceamento de direitos civis e sociais da maioria da população (negra), que tem origem em diversas tribos locais. Com as eleições de 1994 e a chegada de Nelson Mandela ao poder o regime de segregação racial chegou ao seu fim. 20

23 Argentina A comunidade judaica da Argentina, é a maior comunidade judaica de toda a América do Sul, fato que influencia as relações entre o Estado de Israel e da Argentina, fazendo com que os dois Estados sejam parceiros comercias e políticos em diversos aspectos historicamente. Entretanto, em 2010 a Argentina anunciou o reconhecimento da Palestina como um Estado livre e independente, tal como fizera o Brasil anteriormente. Tal fato fez com que as relações entre Israel e Argentina ficassem um pouco desgastadas. Desse modo, a Argentina buscará conciliar os seus interesses comerciais e econômicos, que são primordiais em tempos de crise vivida no país, com os interesses políticos, podendo atuar como um bom mediador das negociações sobre as questões mais polêmicas envolvendo o Estado de Israel e da Palestina. Austrália As relações entre a Austrália e o Estado de Israel são consideradas fortes no aspecto político, econômico e, inclusive, militar. Entretanto, a Austrália é crítica à postura israelense adotada frente às questões relacionadas às demandas do povo palestino. Assim, a Austrália condena a presença de assentamentos israelenses em territórios ocupados e que de acordo com tratados anteriormente firmados deveriam estar sobre a autoridade integral da Palestina. Bielorrússia A Bielorrússia mantém relações diplomáticas com o Estado de Israel mas não possuiu nenhum grande interesse na região do Oriente Médio. Além disso, a Bielorrússia mantém relações diplomáticas com a Palestina desde 1988, sendo um dos primeiros Estados a promover tal atitude. A política externa bielorrussa é baseada principalmente na ideia de autodeterminação dos povos e respeito incondicional aos Direitos Humanos. Assim, a Bielorrússia pode buscar atuar como negociadora na questão territorial envolvendo Israel e Palestina. Brasil O Brasil possui uma posição particular nas questões que envolvem o Estado de Israel e a Palestina. Motivado por uma busca de maior inserção e relevância nas relações diplomáticas e de poder no Sistema Internacional, o Brasil busca ser protagonista nas negociações entre ambos os lados. Tal fato ocorre pois o Brasil tem a sua política externa sendo baseada no respeito ao Direito Internacional, autodeterminação dos povos, respeito à soberania e busca pela paz. 21

24 Canadá O Canadá na questão envolvendo o Estado de Israel e da Palestina, opta por se manter neutro no assunto. Entretanto, apesar de neutro, o Canadá visa buscar a estabilização da região pois a considera como estratégica para a sua economia. Desse modo, o Canadá irá buscar reafirmar os compromissos que já foram firmados entre Israel e Palestina com a intenção de fazer com que eles, de fato, sejam cumpridos e mediar as negociações em aspectos fundamentais para o processo de paz da região. Chile O Chile possui uma relação econômica e militar com o Estado de Israel bastante ativa. Entretanto, no que diz respeito à questão dos palestinos o Chile declara não apoiar as atitudes israelenses. Assim, o Chile apoia todas as demandas palestinas relativas ao estabelecimento de um Estado legitimamente soberano e, próprio para os palestinos e a retirada dos assentamentos israelenses das terras ocupadas tal como a destruição do muro. Colômbia Tradicionalmente, a Colômbia adota uma postura crítica frente às ações do Estado de Israel em relação aos palestinos. O governo colombiano critica a presença dos assentamentos israelenses em território palestino, tal como a construção do muro na Cisjordânia e Jerusalém Oriental e, as ofensivas israelenses na Faixa de Gaza e as formas de controle exercidas em solo palestino, alegando que tais atos desrespeitam acordos anteriores e prejudicam o processo de paz e estabilização política interna e externa da região. Ao mesmo tempo, o governo colombiano também critica a postura de alguns grupos palestinos armados, em especial o Hamas. Assim sendo, pode-se esperar que a Colômbia possa exercer um papel de negociador entre ambos os lados da questão. Egito Desde os acordos de Camp David, o Egito vem mantendo uma relação pacífica com o Estado de Israel. Por conta desses acordos, houve um maior avanço no tratamento dado às questões relativas ao povo palestino e as suas reivindicações. Por conta disso, o governo egípcio tem como tradição a busca por propiciar negociações entre o governo de Israel e representantes do povo palestino que favoreçam o cumprimento de acordos pré-estabelecidos e possam promover a efetiva autoridade dos representantes palestinos dentro da Faixa de Gaza e dos territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Dessa forma, o Egito poderá utilizar de seu prestígio e 22

25 histórico com o Estado de Israel para por em evidência questões de interesse da Palestina e ajudar para que tais questões sejam contempladas em uma resolução da Assembleia Geral. Estados Unidos da América Os Estados Unidos da América possuem o Estado de Israel como o seu maior aliado estratégico na região do Oriente Médio. Tal parceria estratégica se reflete em diversos aspectos, sendo o mais notável o acesso israelense à tecnologia militar de última geração produzida nos EUA. Por conta dessa parceria, as Forças de Defesa de Israel constituem a Força Armada mais bem equipada e treinada de toda a região do Oriente Médio. Desse modo, é de se esperar que os Estados Unidos da América apoiem o Estado de Israel a defender a tese de que a construção do muro na região da Cisjordânia e Jerusalém Oriental se justifica por causa da presença e do discurso ofensivo de líderes radicais. A retórica estadunidense se justifica por conta da guerra contra o terror iniciada após os atentados de 11 de Setembro de Em relação à questão dos assentamentos, os EUA já manifestaram a sua posição contrária à presença israelense. Entretanto, diversas vezes que a questão foi levada para o Conselho de Segurança os EUA utilizaram-se do seu poder de voto especial para que uma resolução sobre a questão não fosse aprovada com base na alegação de que tal fato apenas atrasaria o estabelecimento definitivo de uma solução para a questão dos palestinos. Federação Russa As relações entre a Federação Russa e o povo palestino iniciaram-se na época da União Soviética. Por conta da forte presença dos Estados Unidos na Região do Oriente Médio, em especial a relação entre os EUA e o Estado de Israel, a URSS viu-se motivada a impedir que o Estado de Israel se tornasse o ator hegemônico 38 da região. Assim sendo, a URSS sempre apoiou militarmente e em foros multilaterais os países árabes e suas aspirações. É nesse contexto que se iniciaram as relações entre o povo palestino e a URSS. Após o fim da URSS a Federação Russa continuou atuando em defesa do povo palestino com o intuito de assegurar o cumprimento das propostas que foram firmadas com os Acordos de Oslo. Por conta dos recentes acontecimentos envolvendo a Rússia e a Ucrânia e, consequentemente, as sanções aplicadas pelos Estados Unidos da América e União Europeia podese dizer que a Rússia buscará se opor firmemente às posições de Israel e Estados Unidos. O 38 Pode-se entender como ator hegemônico o ator político que seja superior em diferentes esferas (política, econômica e militar) do que os demais atores de tal forma que nenhum outro ator ou coalizão de atores é capaz de superá-lo nessas esferas. 23

26 discurso russo tem como base alegações de que tanto o muro na região dos territórios ocupados e os assentamentos israelenses representam violações dos Direitos Humanos, tratados e resoluções anteriores das Nações Unidas e prejudicam a qualidade de vida dos palestinos. França A França possui uma aliança histórica com o Estado de Israel e interesses especiais na região do Oriente Médio. Desde o episódio da Crise de Suez, em 1956, o governo francês estreitou as suas relações com o governo israelense, fato que levou os dois Estados a cooperarem estreitamente em diversas áreas, incluindo a área militar. Entretanto, com a chegada de François Hollande em 2012, a França passou a adotar uma postura mais crítica frente às posições israelenses em relação ao mundo árabe em geral. O criticismo expresso por Hollande também atinge as atitudes e programas de governo israelenses ligadas às questões palestinas. Portanto, a França poderá servir como uma mediadora nas negociações entre os lados da questão uma vez que possuiu uma relação histórica com Israel e demonstra-se preocupada com a questão dos palestinos e o respeito aos tratados anteriormente firmados. Índia A Índia possuiu uma política externa bem peculiar no que diz respeito à Israel e Palestina. Ao mesmo tempo que expressa o seu apoio aberto à causa palestina, fato que incluiu a criação, de facto, de um Estado soberano, o governo indiano mantém uma relação bastante forte e próxima com o Estado de Israel. Por conta disso, a política externa indiana é considerada como pragmática, uma vez que no momento de tomar decisões sobre questões mais polêmicas, a Índia, historicamente, prefere abster-se de tomar qualquer partido. Nesse contexto, a Índia poderá atuar como um negociador nas questões menos vitais e polêmicas que envolvem Israel e a Palestina com o intuito de manter a sua boa relação com ambos os atores. Irã No jogo geopolítico da disputa pela hegemonia na região do Oriente Médio, o Irã é o maior e mais ameaçador oponente do Estado de Israel. Dessa forma, o Irã sempre busca meios de enfraquecer politicamente e militarmente Israel, como forma de tentar se tornar o ator preponderante da região. Um exemplo de ação promovida pelo governo iraniano, é o apoio financeiro declarado ao grupo Hamas. Nesse contexto, por diversas vezes o Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, promoveu discurso de ódio em relação ao governo israelense e aos seus 24

27 aliados estadunidenses e europeus. Assim sendo, o Irã irá defender os direitos do povo palestino e enfrentará os argumentos utilizados por Israel e seus aliados. Israel Desde a sua criação o Estado de Israel enfrenta forte oposição em questões territoriais envolvendo o povo palestino. Em diversos casos a escalada das tensões levou à conflitos entre as Forças de Defesa de Israel e grupos armados palestinos. Por conta da existência desses grupos armados, o Estado de Israel promoveu a construção do muro na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental e promove pontos de bloqueios para checagem da população que transita nesses locais. A alegação do governo israelense é de que existe uma ameaça crível contra a segurança dos moradores da região, sejam eles israelenses ou palestinos. Assim sendo, apesar da condenação por parte do Corte Internacional de Justiça, Israel mantém a construção do muro e dos postos de checagem. Israel conta com o apoio do seu principal aliado, Estados Unidos da América, para defender o seu discurso de securitização dos territórios palestinos com o intuito de evitar possíveis ataques terroristas na região. Itália A Itália possuiu uma relação muito estreita e estável com o Estado de Israel. A cooperação entre ambos os Estados pode ser observada nos campos políticos, educacionais, culturais e de defesa. A Itália é um dos principais atores europeus preocupados com a segurança contra terroristas em toda a Europa. Dessa forma, a Itália defendeu a entrada do grupo palestino Hamas na lista de organizações consideradas como terrorista pela União Europeia. Entretanto, apesar da boa ligação e histórico com o governo israelense, a Itália também acredita que os palestinos devem ter os seus direitos respeitados em todos os âmbitos já acordados. Dessa forma, a Itália poderá agir como um negociador nas questões mais polêmicas entre Israel e Palestina, uma vez que goza do prestígio israelense e acredita no respeito aos direitos essenciais do povo palestino. Japão O Japão vem buscando mais espaço no Sistema Internacional e na resolução de conflitos, uma reestruturalização de sua política e um grande crescimento econômico. Seguindo a linha da cooperação entre as nações e possuidor de uma postura pacifista, o Japão preza para que os problemas sejam resolvidos através do diálogo diplomático. Vale ressaltar ainda a estreita parceria com os Estados Unidos da América, tanto no âmbito político quanto no econômico, já desde o 25

28 final da Segunda Guerra Mundial, teve a sua reconstrução financiada pelos Estados Unidos da América. Jordânia A Jordânia compreende que o conflito entre Israel e palestina, só alcançará um caminho para a paz caso não haja um braço intervencionista. No entanto, este Estado mantém um grande interesse na situação, tendo em vista a enorme quantidade de palestinos refugiados em seu território. O Reino Hachemita da Jordânia possui em seu histórico uma posição de ajuda aos palestinos, porém em 25 de Julho de 1994, assinou um Tratado de Paz, documento o qual busca o fim de hostilidades para com Israel. Desde a assinatura do acordo, a Jordânia vem tentando manter a paz em sua região, através das vias diplomáticas. Mali O Mali possui grande preocupação em relação aos conflitos que se dão tanto em sua região e Estados fronteiriços, quanto àqueles que transpassam aproximação territorial. Mantém uma política externa pró-ocidental e uma notável cooperação política com os Estados Unidos da América. Assim, a resolução dos confrontos entre Estados é uma das prioridades deste país. México Possuidor de fortes ligações econômicas com os Estados Unidos da América, sendo este inclusive seu principal parceiro comercial, o México traça uma linha específica sobre como os conflitos do Sistema Internacional devem ser tratados. Defensor de princípios como a autodeterminação dos povos, a não intervenção e a igualdade jurídica Estatal, o país segue tentando equilibrar seus princípios com as ações de seu maior aliado comercial, buscando assim não ferir sua economia. Países Baixos Buscando a paz, a liberdade, e a prosperidade no mundo, os Países Baixos, que são membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte, defendem sempre o diálogo para o fim de qualquer tipo de conflito. Possui uma política externa que dá grande valor a democracia e aos direitos humanos, além de ser bastante focada na cooperação com seus países vizinhos. Sendo assim, os Países Baixos representam uma esperança para o diálogo entre as partes deste conflito israelo-palestino. 26

29 Palestina Uma das principais protagonistas deste conflito, a Palestina exige a devolução de seu território, que tem sido ocupado por Israel através de assentamentos cada vez maiores e mais frequentes. Tendo em seu histórico uma grande luta para ser reconhecida como um Estado perante o Sistema Internacional, a Palestina vê agora o seu território se tornar cada vez mais escasso e a relação com Israel cada vez mais instável. O conflito transpassou o âmbito politico e atingiu o povo palestino, que vê a situação como uma causa de extrema urgência, que não pode esperar muito mais tempo para uma resolução. Tendo como constante parte de seu discurso a autodeterminação dos povos, a Palestina busca através das vias diplomáticas, dar voz a esta questão territorial e busca por uma solução concreta de urgência, pois entende que seu povo está sendo expulso por Israel de seu próprio território. Paquistão Desde o seu reconhecimento como Estado-nação, o Paquistão vem mantendo relações político-econômicas estreitas com os Estados Unidos da América, além de uma notável cooperação militar e apoio em programas de combate ao terrorismo. Assim como os Estados Unidos, o Paquistão também afirma buscar a resolução de conflitos no Sistema Internacional é ú u Reino Unido Comprometido com um forte diálogo e cooperação com os Estados Unido da América, o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte demonstrou diversas vezes o seu anseio de exercer um papel de protagonista no Oriente Médio, região pela qual possui grande interesse econômico. Preocupa-se com valores tais como a segurança internacional, a estabilidade dos Estados e as relações econômicas. República Centro Africana Passando por enormes conflitos internos, a República Centro Africana se encontra entre os dez países mais pobres do mundo e tenta buscar a estabilidade civil em seu interior. O Estado certamente consegue se relacionar com a situação palestina em certos quesitos, já que também passa por um grande deslocamento populacional e necessita de uma solução urgente para os seus conflitos, fato que faz com que a República Centro Africana apoie as demandas da Palestina. República da Coreia 27

30 A República da Coreia possui relações militares e econômicas muito estreitas com os Estados Unidos da América. Tal relação começou por conta do final da Segunda Guerra Mundial, da Guerra da Coreia ( ) e da Guerra Fria. Os EUA facilitaram o início das relações econômicas e militares entre o Estado de Israel e a República da Coreia. Assim, hoje a Republica da Coreia é considerada como um dos maiores aliados israelenses na Ásia. República Democrática do Congo E 2012, ONU P u E O Não-M, R ú Democrática do Congo se absteve, demonstrando rejeição a um apoio explícito a delegação palestina. De tal forma, foi em direção contrária a maioria esmagadora dos países africanos que apoiaram a decisão. Assim, especula-se que o Congo, apesar de reconhecer as vantagens econômicas da relação com Israel, manifesta certo apoio a autodeterminação da Palestina. República Democrática Popular da Coreia Em 1970, tiveram início às relações da Coreia do Norte com a OLP (Organização de Libertação da Palestina). Kim II-Sung e Yasser Arafat tinham um relacionamento muito forte, com a ajuda norte-coreana no envio de pequenas quantidades de armas e ajuda militar. Entretanto, após o fim da URSS, o envolvimento da Coreia do Norte no conflito em Gaza foi reduzido, o apoio à causa Palestina permanece, mas sem a exportação de aparatos militares. A República Democrática Popular da Coreia reconhece a soberania Palestina sobre o território mantido em Israel e manifesta total apoio à autodeterminação dos árabes palestinos em expulsar os invasores israelenses de seu território. República Popular da China A China apoia fortemente o processo de paz no Oriente Médio e também suporta uma paz duradoura entre ambos os palestinos e os israelenses. Por diversas vezes, a China manifestou apoio à busca da Palestina por seus direitos legítimos e suas reivindicações, mesmo com os EUA e o Israel do lado contrário a tais proposições. A China rejeita toda ação militar baseada na violência, que resulta na morte de civis. Na sua visão, as negociações de paz são a melhor saída para que ocorra uma solução. Assim, crê que sem um cessar-fogo e o respeito entre as partes, não será possível o acordo necessário. Também crê que a ajuda humanitária a Gaza seja fundamental, e função da comunidade internacional neste contexto de conflitos. Entretanto, apesar de toda essa 28

31 propaganda, a China se nega a aceitar qualquer condenação, imposição de sanções ou acusação de crime de guerra a Israel. Síria Israel e Síria já travaram três guerras: A Guerra de Independência (1948), a Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Yom Kippur (1973). Os dois países não tem relações diplomáticas estabelecidas. Em 48, a Síria lutou contra a divisão da Palestina. Entretanto, na guerra civil síria, ocorrida em 2011, o cenário se inverteu e, o Hamas perdeu o apoio de Bashar El Assad, ao associar-se aos rebeldes sírios. Dessa forma, o regime de Assad rompeu com o Hamas, e a Síria passou a ter conivência com o lado israelense. Somália A política de governo da Somália é baseada no apoio pleno a autoridade Palestina. O governo acredita que o derramamento de sangue em Gaza deve parar imediatamente, e a comunidade internacional não deve medir forças para tal fato. O bombardeio a Gaza e o assassinato de mulheres e crianças pelo exército israelense são inaceitáveis sob o direito internacional e devem ser encerrados. Turquia As relações diplomáticas entre Israel e Turquia são bastante desgastadas. Em 2010, a marinha israelense interceptou uma frota que transportava milhares de toneladas de recursos de ju u á G, F G 39 N qu à f, 9 u foram mortos, o que gerou revolta no país, as relações militares com Israel foram suspensas, diplomatas israelenses graduados foram expulsos do país, e a campanha pelo reconhecimento do Estado Palestino na ONU aumentou, o que gerou tensão constante entre as duas partes. Posteriormente, devido a um apelo da comunidade internacional para uma reconciliação, os países entraram em acordo quanto ao processo de paz, e os laços bilaterais foram reestabelecidos, com o perdão oficial por Israel, condição imposta pelo lado turco. 39 Para mais informações acesse: <http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2010/05/31/israel-atacabarcos-que-tentavam-furar-bloqueio-a-gaza-e-mata-dezenas-ataque-repercute-no-mundo.htm>. Acesso em: 2 set

32 Venezuela O país condena, energicamente, a resposta militar do povo de Israel contra o Estado Palestino, definindo a mesma como desproporcional e ilegal. Acima de tudo, deve-se manter o respeito pela dignidade humana com a ideia de fim das agressões por parte do governo de Israel. Recentemente, a Venezuela enviou um avião militar com dezenas de toneladas em ajuda humanitária à Gaza, demonstrando, de tal forma, a solidariedade do povo venezuelano com a questão na faixa de Gaza. 30

33 ANEXO I - MAPAS 1. O mapa da região na época do Rei Davi e a proposta da ONU de Disponível em: <http://escola.britannica.com.br/assembly/177457/as-fronteiras-da-palestina-tem-mudado-aolongo-dos-anos>. Acesso: 26 nov

34 2. O mapa da região após a Guerra de Independência ( ) CALVOCORESSI, Peter. World politics since ed. Harlow: Pearson Education, p

35 3. O mapa da região após a Guerra dos Seis Dias (1967) Ibidem. 33

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