Lei Orgânica do VII Governo Constitucional

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1 Decreto-Lei n.º 28/81, de 12 de Fevereiro (Aprova a orgânica do VII Governo Constitucional) Lei Orgânica do VII Governo Constitucional Criação do Ministério da Qualidade de Vida (MQV) (Transferência da DGD e do FFD do Ministério da Educação para o MQV) Decreto-Lei n.º 28/81, de 12 de Fevereiro...1 Do Governo...2 Artigo 1.º...2 Artigo 2.º...2 Artigo 18.º...2 Disposições finais e transitórias...2 Artigo 25.º...2 Artigo 27.º...3 Decreto-Lei n.º 71/81 de 7 de Abril...3 Artigo 1.º...3 Artigo 2.º...4 Artigo 3.º...4 Artigo 4.º...4 Artigo 5.º...5 Artigo 6.º...5

2 O actual Governo mantém no essencial a estrutura orgânica do I Governo da Aliança Democrática, na qual, no entanto, se introduziram algumas alterações. Assim, em substituição da anterior Secretaria de Estado do mesmo nome, é criado o Ministério da Reforma Administrativa, dada a reconhecida necessidade de acelerar os trabalhos de modernização e desburocratização da Administração Pública e de redefinição do regime jurídico dos seus funcionários e agentes. É igualmente criado o Ministério da Integração Europeia, ao qual caberá orientar e coordenar, sem prejuízo da competência do Ministro dos Negócios Estrangeiros e das competências próprias dos restantes Ministros, os trabalhos visando a próxima adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia, que se considera uma das prioridades essenciais da acção governativa. Finalmente, a crescente importância dos problemas ligados à comunicação social, ao ordenamento e ambiente e à ocupação dos tempos livres explica a criação do novo Ministério da Qualidade de Vida, através do qual estas matérias e outras afins encontrarão um tratamento integrado e uma mais adequada coordenação. Nestes termos: O Governo decreta, nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 201.º da Constituição, o seguinte: I Do Governo Artigo 1.º O Governo é constituído pelo Primeiro-Ministro, Ministros, Secretários e Subsecretários de Estado. Artigo 2.º O Governo compreende os seguintes Ministros:... q) Ministro da Qualidade de Vida;... Artigo 18.º O Ministério da Qualidade de Vida compreende as seguintes Secretarias de Estado: a) Comunicação Social; b) Ordenamento e Ambiente; c) Desportos.... III Disposições finais e transitórias 2 São extintas as seguintes Secretarias de Estado: d) Juventude e Desportos; Artigo 25.º......

3 ... Artigo 27.º O pessoal dos departamentos desdobrados, transferidos ou fundidos por este diploma transita para os departamentos que passam a deter as correspondentes atribuições, independentemente de qualquer formalidade e sem prejuízo dos direitos adquiridos.... Nota: A transferência da DGD e do FFD do Ministério da Educação e Ciência para o Ministério da Qualidade de Vida seria operada através do Decreto-Lei n.º 71/81, de 7 de Abril. O VIII e o IX Governos Constitucionais viriam a manter a Secretaria de Estado do Desporto compreendida no Ministério da Qualidade de Vida. Em 1985 (IX Governo Constitucional), através do Decreto-Lei n.º 279-A/85, de 19 de Julho, o MQV é extinto, ficando a Secretaria de Estado do Desporto integrada na Presidência do Conselho de Ministros e colocada na dependência do Vice Primeiro-Ministro. Com o X Governo, através do Decreto-Lei n.º 497/85, de 17 de Dezembro, a Secretaria de Estado do Desporto é extinta e a DGD e o FFD voltam a ficar compreendidos no Ministério da Educação e Cultura. Decreto-Lei n.º 71/81 de 7 de Abril (Transfere a Direcção-Geral dos Desportos e o Fundo de Fomento do Desporto do Ministério da Educação e Ciência para o Ministério da Qualidade de Vida) Considerando que a Secretaria de Estado dos Desportos, na estrutura orgânica do Governo, ficou compreendida no novo Ministério da Qualidade de Vida; Considerando que a Direcção-Geral dos Desportos e o Fundo de Fomento do Desporto são, pela sua natureza, serviços dependentes daquela Secretaria de Estado; Considerando a necessidade de assegurar a articulação daqueles serviços com o novo Ministério da Qualidade de Vida, por transferência do Ministério da Educação e Ciência; O Governo decreta, nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 201.º da Constituição, o seguinte: Artigo 1.º A Direcção-Geral dos Desportos, compreendendo os serviços e organismos referidos nos n. os 1 e 2 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 553/77, de 31 de Dezembro, ratificado pela Lei n.º 63/78, de 29 de Setembro, e o Fundo de Fomento do Desporto são integrados no Ministério da Qualidade de Vida. Nota: A Lei Orgânica do Ministério da Qualidade de Vida foi aprovada pelo Decreto-Lei n.º 49/83, de 31 de Janeiro. No seu artigo 14.º estabelecem-se as atribuições da Direcção-Geral dos Desportos: "Artigo 14.º 1- A Direcção-Geral dos Desportos é um serviço que tem por objectivos o fomento e a orientação da prática gimnodesportiva e a criação de condições técnicas e materiais necessárias ao seu desenvolvimento, ao qual incumbe: a) Fomentar e coordenar todas as áreas da actividade gimnodesportiva; b) Promover o associativismo desportivo;

4 c) Prestar às estruturas do desporto federado o auxílio técnico, material e financeiro necessário ao desenvolvimento das suas funções e objectivos de forma a garantirem também o fomento das actividades desportivas; d) Prestar a todas as entidades que visem a promoção, difusão e propaganda da prática gimnodesportiva, em estreita colaboração e coordenação, o apoio necessário à prossecução das competências que lhe estão cometidas; e) Acolher e proceder à divulgação, coordenação e execução dos princípios do desporto para todosdesporto recreação, de acordo com o espírito da Carta Europeia do Desporto para Todos; f) Prestar apoio às estruturas e praticantes do desporto de alta competição de forma a dignificar as representações desportivas nacionais, individuais e colectivas, sem prejuízo da autonomia própria das federações e do Comité Olímpico Português; g) Promover, orientar e apoiar a formação e actualização profissional de técnicos, monitores e dirigentes desportivos, bem como estimular a realização de estudos técnicos, obras didácticas e actividades de investigação no âmbito do desporto; h) Promover o lançamento de campanhas de sensibilização das populações para a prática desportiva e para os seus valores éticos, culturais e convivenciais, com relevo para o combate à violência no desporto; i) Assegurar aos praticantes de actividades físicas, nomeadamente através de centros de medicina desportiva devidamente apetrechados, um controle médico eficaz para que da sua prática se possam retirar os melhores benefícios; j) Garantir o acompanhamento e a fiscalização médica nas competições desportivas oficiais, através da realização dos exames e das análises laboratoriais adequados, bem como propor a sua definição e regulamentação, e assegurar a execução do controle anti-doping; l) Promover as campanhas pedagógicas necessárias, em colaboração com as estruturas e organismos interessados, para o combate ao doping em provas desportivas; m) Disciplinar a prática da actividade desportiva, através da elaboração e actualização sistemática do respectivo quadro normativo, e zelar pela sua efectivação; n) Propor a celebração de acordos e convenções internacionais e participar nas actividades dos organismos que se ocupem de assuntos relacionados com as suas atribuições. 2- Dependem da Direcção-Geral dos Desportos: a) O Instituto Nacional dos Desportos; b) O Estádio Nacional; c) Os centros de estágio; d) As escolas desportivas." Artigo 2.º As instalações, os equipamentos e o mobiliário pertencentes aos serviços e organismos referidos no artigo anterior continuam, para todos os efeitos, com dispensa de quaisquer formalidades, afectos aos mesmos, sem prejuízo da sua utilização pelo Ministério da Educação e Ciência, nas suas acções escolares e recreativas. Artigo 3.º 1- O pessoal dos serviços e organismos referidos no artigo 1.º transita, independentemente de quaisquer formalidades e sem prejuízo dos direitos adquiridos, para o departamento que passa a deter as correspondentes atribuições. 2- Mantêm-se as situações funcionais daquele pessoal, nomeadamente as de destacamento, requisição e comissão de serviço, bem como as referentes a pessoal de outros departamentos que exerça funções nos organismos e serviços mencionados no artigo 1.º. Artigo 4.º No ano em curso, os encargos relativos aos serviços ou organismos que transitam para o Ministério da Qualidade de Vida, incluindo os de pessoal, serão processados por conta das verbas que lhe estão atribuídas no Orçamento Geral do Estado para 1981.

5 Artigo 5.º O Fundo de Fomento do Desporto continuará a subsidiar no presente ano lectivo os encargos necessários à prossecução das actividades do desporto escolar no âmbito do Ministério da Educação e Ciência, sem prejuízo dos critérios de distribuição das verbas daquele Fundo, a definir por portaria conjunta dos Ministros da Educação e Ciência e da Qualidade de Vida. Artigo 6.º As dúvidas suscitadas na execução do presente diploma serão resolvidas por despacho conjunto dos Ministros da Educação e Ciência e da Qualidade de Vida ou dos Ministros das Finanças e do Plano, da Educação e Ciência, da Reforma Administrativa e da Qualidade de Vida, consoante a natureza da matéria a que respeitam. Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 12 de Março de Francisco José Pereira Pinto Balsemão. Promulgado em 27 de Março de Publique-se. O Presidente da República, ANTÓNIO RAMALHO EANES.

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