14/03/2017 DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIA PRÉ-IMPLANTACIONAL, NIDAÇÃO E EMBRIOGÊNESE PROFª MSC. TATIANE DA SILVA POLÓ 1ª E 2ª SEMANAS DE DESENVOLVIMENTO

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1 DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIA PRÉ-IMPLANTACIONAL, NIDAÇÃO E EMBRIOGÊNESE PROFª MSC. TATIANE DA SILVA POLÓ 1ª E 2ª SEMANAS DE DESENVOLVIMENTO 1

2 FECUNDAÇÃO Fusão dos pronúcleos = ZIGOTO ATIVAÇÃO DA MITOSE CLIVAGENS 1ª clivagem ou segmentação Consiste em divisões mitóticas repetidas do zigoto, resultando em um rápido aumento no número de células ZONA PELÚCIDA BLASTÔMERO 2

3 CLIVAGENS blastômeros = 2 células-filhas iguais 2 em 2 Tornam-se menores a cada divisão = sem crescimento celular Volume embrionário constante Células totipotentes 3

4 CLIVAGENS MÓRULA Latim = amora Quando o número de células se tornam incontáveis 16 = mamíferos MÓRULA Massa celular externa Mais compactas Tight junctions Junção celular Massa celular interna gap junctions (comunicação intercelular) passagem de íons, metabólitos, 2º mensageiros, regulação de Ca2+, ph, camp Senger, P.L. Pregnancy and Parturition 4

5 MÓRULA Bomba de Na + ativa nas células do exterior da mórula Na + bombeado para os espaços intercelulares H2O osmoticamente acompanha; H2O se difunde através da ZP para o embrião = acúmulo de líquido dentro da mórula = formação de uma cavidade (blastocele). Senger, P.L. Pregnancy and Parturition COMPACTAÇÃO DA MÓRULA Células exteriores diferenciam-se = epitélio firmemente unido = superfície mais lisa Bovinos = mais tarde = 16 a 32 células Suínos = mais cedo = 8 células 5

6 BLASTOCISTO BLASTULAÇÃO Formação de uma cavidade repleta de líquido no centro do embrião = BLASTOCELE Diferenciação celular em 2 populações celulares distintas: Massa celular interna embrioblasto = embrião Células externas Trofoblasto ou trofectoderma = parte embrionária da placenta ECLOSÃO DO BLASTOCISTO Aumento da pressão interna do embrião sobre a ZP: mitoses contínuas produção de liquido contração e relaxamento do embrião (pulso de pressão) produção de enzimas proteolíticas pelo trofoblasto (trofoectoderma) Ruptura da Zona Pelúcida = passagem do Blastocisto = embrião livre no lúmen = desenvolvimento totalmente dependente no ambiente uterino 6

7 ECLOSÃO DO BLASTOCISTO ALONGAMENTO DO BLASTOCISTO Em suínos e ruminantes, o blastocisto sofre alongamento= tornase filamentoso. EMBRIÃO EQUINO: Apresentam uma cápsula de glicoproteína entre a Zona Pelúcida e o trofoblasto (trofoectoderma). Proteção até o momento da implantação no útero. 7

8 BLASTOCISTO CAMADA DE RAUBER MCI TROFECTODERMA POLAR HIPOBLASTO TROFECTODERMA MURAL TRANSPORTE EMBRIONÁRIO 8

9 TRANSPORTE EMBRIONÁRIO MIGRAÇÃO INTRAUTERINA Contrações moduladas peristálticas do miométrio estimuladas pelo embrião É raro em ovinos e bovinos Equinos = 13 migrações ao dia entre os dias 10 e 16 da gestação, podendo ocorrer até o 30º dia Essencial para a sobrevivência embrionária nas espécies com grande número de filhotes 9

10 IMPLANTAÇÃO UTERINA CENTRICA O embrião expande para um tamanho grande antes da implantação, em seguida, permanece no centro do útero Trofoblasto com grande contato, mas sem penetração = embrião fixado à superfície endometrial interna Carnívoros, ruminantes, cavalos e porcos. EXCÊNTRICA Epitélio luminal é invadido pelas células do trofoblasto Ratos, hamsters e camundongos INTRÍNSECA Embrião penetra no endotélio NIDAÇÃO Implantação do blastocisto no epitélio endometrial Polo embrionário 10

11 NIDAÇÃO Profileração e diferenciação do trofoblasto: Citotrofoblasto = camada interna de células Sinciciotrofoblasto = camada externa formada por uma massa multinucleada (fusão de células) PROLIFERAÇÃO E DIFERENCIAÇÃO DO TROFOBLASTO Sinciciotrofoblasto = prolongamentos digitiformes = invasão do estroma endometrial Enzimas proteolíticas = erosão dos tecidos maternos Nutrição a partir do tecido endometrial erodido = células deciduais (acumula glicogênio e lipídios) Produção de hormônio (hcg) 11

12 PROLIFERAÇÃO E DIFERENCIAÇÃO DO TROFOBLASTO Citotrofoblasto = células com um núcleo Mitoses = novas células = vão em direção ao sinciciotrofoblasto = se fundem (perdem membranas) 12

13 DIFERENCIAÇÃO DO EMBRIOBLASTO Formação de um Disco Embrionário Bilaminar achatado com dois folhetos embrionários: EPIBLASTO HIPOBLASTO DIFERENCIAÇÃO DO EMBRIOBLASTO EPIBLASTO Camada espessa de células colunares altas Forma o assoalho e origina a cavidade amniótica Mesoderma (extraembrionário e embrionário) Ectoderma (do âmnio e embrionário) Endoderma (do embrião) Processo notocordal 13

14 DIFERENCIAÇÃO DO EMBRIOBLASTO HIPOBLASTO Constituído por células pequenas cuboides Forma o teto da cavidade exocelômica e está em continuidade com a membrana exocelômica = saco vitelino primitivo CAVIDADE AMNIÓTICA POR CAVITAÇÃO forma-se uma pequena cavidade na camada das células do epiblasto (primatas). POR PREGUEAMENTO formam-se pregas amnióticas no trofoblasto, que se fusionam e formam a cavidade amniótica (ruminantes, carnívoros, suínos, equinos). 14

15 CAVIDADE AMNIÓTICA Amnioblastos = células do epiblasto que se separaram e organizaram uma membrana delgada (âmnio), que reveste a cavidade amniótica; SACO VITELINO PRIMITIVO HIPOBLASTO = formam membrana exocelômica = circunda a blastocele e reveste a superfície interna do citotrofoblasto Membrana exocelômica + cavidade exocelômica saco vitelino primitivo Não contém vitelo = realiza transferência seletiva de nutrientes para o disco embrionário 15

16 IMPLANTAÇÃO COMPLETA DO EMBRIÃO Epitélio do endométrio se regenera e recobre o tampão formado inicialmente (coágulo) 16

17 FORMAÇÃO DE LACUNAS surgem as lacunas = cavidades isoladas no sinciciotrofoblasto se comunicam com capilares endometriais rompidos + restos celulares das glândulas endometriais erodidas EMBRIOTROFO Passa por difusão até o disco embrionário = nutrição CIRCULAÇÃO ÚTERO-PLACENTÁRIA PRIMÁRIA União das lacunas = rede Flui sangue materno Sangue artérias endometriais ( O2) lacunas veias endometriais removem sangue ( O2) e metabólitos 17

18 MESODERMA EXTRA-EMBRONÁRIO Ocorre aparecimento de novas células entre o citotrofoblasto e o saco vitelino primitivo forma-se tecido conjuntivo frouxo exocelômica MESODERMA EXTRA-EMBRONÁRIO Tecido conjuntivo frouxo = circunda e preenche o espaço entre o trofoblasto e a cavidade amniotica e o saco vitelino 18

19 CELOMA EXTRA-EMBRIONÁRIO OU CAVIDADE CORIÔNICA mesoderma extraembrionário cresce = surgem espaços isolados que se fundem = grande cavidade = celoma extra-embrionário Saco vitelino Cavidade amniótica Cavidades no mesoderma extra-embrionário cavidade preenchida por fluido= envolve a cavidade amniótica e cavidade vitelina = exceção da área aderida ao citotrofoblasto = pedículo de conexão pedículo Cavidade coriônica Vilosidades coriônicas 19

20 Células do citotrofoblasto crescem para dentro do sinciciotrofoblasto formando colunas = vilosidades coriônicas primárias futuras vilosidades coriônicas da placenta= pontos de aderência da placenta no endométrio pedículo Cavidade coriônica Vilosidades coriônicas ou cavidade coriônica Redução do tamanho do saco vitelino = deslocamento de parte de sua parede 20

21 ou cavidade coriônica Mesoderma extra-embrionário divide em duas camadas: mesoderma somático extraembrionário: reveste o trofoblasto, cobre o âmnio mesoderma esplâncnico extraembrionário: envolve a vesícula umbilical. ou cavidade coriônica mesoderma somático extraembrionário associa-se com as duas camadas de trofoblasto = córion 21

22 SACO CORIÔNICO Parede: mesoderma extra-embrionário + 2 camadas do trofoblasto (cito e sinciciotrofoblasto) citotrofoblasto PLACA PRÉ-CORDAL Disco embrionário bilaminar = em uma área específica, algumas células hipoblásticas tornam-se colunares = forma uma área circular espessada = a placa precordal Futuro local da boca e um importante centro organizador da região da cabeça 22

23 23

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