Mauro Medeiros Gerente de Licenciamento de Recursos Hídricos Créditos: Geol. Elisa Fernandes Geol.

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1 Mauro Medeiros Gerente de Licenciamento de Recursos Hídricos Créditos: Geol. Elisa Fernandes Geol. Alexandre Cruz 1

2 Documentos Emitidos Autorização Ambiental para Perfuração de Poço Autorização Ambiental para Tamponamento de Poço Outorga de água subterrânea, superficial e de lançamento de efluentes em corpo hídrico Certidão Ambiental de Uso Insignificante de recurso hídrico subterrâneo, superficial e lançamento Certidão Ambiental de Reserva Hídrica (Outorga Preventiva) 2

3 O QUE É A OUTORGA DE DIREITO DE USO DE RECURSOS HÍDRICOS? Do ponto de vista legal: A outorga do direito de uso dos recursos hídricos é um dos instrumentos de gestão recursos hídricos, previsto na Lei 3239/9999 e tem como principal objetivo gerenciar o controle quali-quantitativoquantitativo dos usos da água e o efetivo exercício dos direitos de acesso a ela. É o ato administrativo mediante o qual o poder público outorgante (União, Estado ou Distrito Federal) faculta ao outorgado (requerente) o direito de uso de recurso hídrico, por prazo determinado (máx. 35 anos), nos termos e nas condições expressas no respectivo ato administrativo. No Estado do Rio de Janeiro o ato normativo utilizado para emissão das outorgas denomina-se Ato de Outorga. Cabe à Diretoria de Licenciamento Ambiental do INEA a edição do Ato de Outorga cujo extrato é publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro. 3

4 POR QUE OUTORGAR? Para garantir a todos os usuários o acesso à água, visando o uso múltiplo e a preservação das espécies da fauna e flora endêmicas ou em perigo de extinção (Art.19 da Lei nº 3.239/99). 4

5 POR QUE OUTORGAR? Minimizar os conflitos entre os diversos setores usuários e evitar impactos ambientais negativos aos corpos hídricos. 5

6 DOMINIALIDADE E1 E2 E3 R1 O2 O3 R3 R4 O6 O1 R2 O4 O5 CONCEITOS 1. As águas dos rios R2 e R4 são FEDERAIS 2. As águas dos rios R1 e R3 são ESTADUAIS COMPETÊNCIA 1. As outorgas O2 e O6, são ESTADUAIS 2. As outorgas O1, O3, O4 e O5, são FEDERAIS Águas Subterrâneas?

7 Bacia Hidrográfica

8 PRINCIPAIS MARCOS LEGAIS QUE ORIENTAM O SERVIÇO DE OUTORGA 1934 CÓDIGO DAS ÁGUAS 1934 DECRETO FEDERAL / POLÍTICA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE LEI FEDERAL 6.938/1981 CONSTITUIÇÃO FEDERAL CONSTITUIÇÃO ESTADUAL POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS LEI FEDERAL 9.433/1997 Resolução CONAMA nº 237/ POLÍTICA ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS LEI ESTADUAL 3.239/1999 Resolução CNRH nº 16/2001 LEI DE COBRANÇA PELO USO DE RECURSOS HÍDRICOS LEI ESTADUAL 4.247/2003 Decreto Estadual nº /2006 CRIAÇÃO DO INSTITUTO ESTADUAL DO AMBIENTE LEI ESTADUAL 5.101/ implementado em 12/01/ Decreto /09 Portaria SERLA nº 555/2007; nº567/2007 e nº 591/2007 LEI DE SANEAMENTO BÁSICO LEI FEDERAL /2007 Regulamentada pelo Decreto 7.217/10 8

9 PRINCIPAIS MARCOS LEGAIS QUE ORIENTAM O SERVIÇO DE OUTORGA 2006 DECRETO ESTADUAL Nº /2006 Estabelece os procedimentos técnicos e administrativos para a regularização dos usos de água superficial e subterrânea, bem como, para ação integrada de fiscalização com os prestadores de serviço de saneamento básico, e dá outras providências Art As águas superficiais ou subterrâneas, de domínio estadual, utilizadas como soluções alternativas de abastecimento, situadas em áreas abrangidas por serviço de abastecimento público, não poderão ser misturadas com a água, cuja competência de distribuição é deste último. 9

10 PRINCIPAIS MARCOS LEGAIS QUE ORIENTAM O SERVIÇO DE OUTORGA 2006 Art Continuação DECRETO ESTADUAL Nº / CONTINUAÇÃO IV - proibição de utilização da água provida pelo sistema alternativo para consumo e higiene humana; Usos Permitidos Rega de jardins e pátios Lavagem de veículos Máquinas de lavar roupa Sanitários Piscinas Usos Proibidos Dessedentação humana Preparação de alimentos Banho Pias em geral V - proibição de utilização de água provida pelo sistema alternativo para comercialização; 10

11 PRINCIPAIS MARCOS LEGAIS QUE ORIENTAM O SERVIÇO DE OUTORGA 2006 DECRETO ESTADUAL Nº / CONTINUAÇÃO Art Nas outorgas de uso da água para abastecimento industrial, em áreas que contem com sistema de abastecimento público, o atendimento às exigências expressas nos incisos III e IV do art. 11 deste Decreto poderá ser dispensado a critério da SERLA. Usos Industriais Permitidos Indústria de alimentos Indústria de bebidas Indústria de remédios e produtos farmacêuticos Parágrafo único - A mistura das águas oriundas do sistema alternativo com águas oriundas do sistema público deverá ser precedida de um dispositivo onde, inequivocamente, seja conhecida a separação desses dois sistemas, eliminando-se os riscos de o sistema alternativo alcançar pontos anteriores ao dispositivo de separação. 11

12 Características da outorga de direito de uso de recursos hídricos 1. Autorização precária (pode ser suspensa a qualquer momento) 2. Prazo variável, não excedendo 35 anos, renovável 3. O direito de uso é inalienável (não pode vender) 4. Pode transferir para outro desde que seja exatamente nas mesmas condições da outorga original 5. Se o novo usuário quiser fazer alguma alteração, deverá solicitá-la 6. Pode haver condicionantes de diversas naturezas 7. Está sujeita à fiscalização e à cobrança pelo uso de recursos hídricos 12

13 Condições de suspensão e revogação 1. Não cumprimento dos termos da outorga 2. Ausência de uso por três anos 3. Necessidade premente de água para atender a situações de calamidade 4. Necessidade de se prevenir ou reverter degradação ambiental 5. Necessidade de se atender a usos prioritários, de interesse coletivo, para os quais não se disponha de fontes alternativas 6. Necessidade de serem mantidas as características de navegabilidade 7. Indeferimento ou cassação da licença ambiental 13

14 QUE USOS DEPENDEM DE OUTORGA? O Art. 22 da Lei nº 3.239/9999 determina o seguinte: Estão sujeitos à outorga os seguintes usos de recursos hídricos: I - derivação ou captação de parcela da água existente em um corpo de água, para consumo; II - extração de água de aqüífero; III - lançamento, em corpo de água, de esgotos e demais resíduos líquidos ou gasosos, tratados ou não, com o fim de sua diluição, transporte ou disposição final; IV - aproveitamento dos potenciais hidrelétricos; e V - outros usos que alterem o regime, a quantidade ou a qualidade da água existente em um corpo hídrico. 14

15 QUE USOS DEPENDEM DE OUTORGA? Quadro 1 do Requerimento 15

16 TIPOS DE INTERFERÊNCIA EM CORPOS D ÁGUA: CAPTAÇÃO DE ÁGUA SUPERFICIAL 16

17 TIPOS DE INTERFERÊNCIA EM CORPOS D ÁGUA: EXTRAÇÃO DE ÁGUA SUBTERRÂNEA 17

18 TIPOS DE INTERFERÊNCIA EM CORPOS D ÁGUA: LANÇAMENTO DE EFLUENTES LÍQUIDOS 18

19 BARRAGEM DE RIBEIRÃO DAS LAJES 19

20 TRANSPOSIÇÃO Sistema de Geração de Energia (LIGHT) 20

21 FINALIDADES Geração de Energia Elétrica Uso Industrial Saneamento Aquicultura Uso Agrícola 21

22 QUE USOS INDEPENDEM DE OUTORGA? Segundo a Lei 4.247/03 (alterada pela lei 5.234/08): O uso de recursos hídricos para a satisfação das necessidades de pequenos núcleos populacionais, ou o de caráter individual, para atender às necessidades básicas da vida, distribuídos no meio rural ou urbano. As derivações, captações, extrações, lançamentos e acumulações da água em volumes considerados insignificantes. Limites de uso considerados insignificantes: Derivações e captações com vazões até 0,4 litros por segundo e volume máximo diário de litros, com seus efluentes correspondentes ; Extrações de água subterrânea inferiores ao volume diário equivalente a (cinco mil) litros e respectivos efluentes. (inserido pela Lei 5.234/08) O cálculo do volume insignificante se dá pela multiplicação da VAZÃO MÁXIMA INSTANTÂNEA com o TEMPO DE BOMBEAMENTO DIÁRIO. 22

23 USO INSIGNIFICANTE DE RECURSOS HÍDRICOS Para captações superficiais, o limite é de 0,4 litros por segundo e litros por dia e em extrações de água subterrânea o limite é de até litros por dia, salvo se tratar de produtor rural para usos agropecuários, caso em que se mantém o volume de litros por dia. RESOLUÇÃO INEA Nº 63 DE 27 DE NOVEMBRO DE 2012 Nos casos em que um requerente possuir mais de um PI subterrâneo, será enquadrado como uso insignificante, se a soma do volume de todos os PI s não ultrapassar os mil litros por dia (PRODUTOR RURAL l/d) Nos casos em que um requerente possuir mais de um PI superficial, será enquadrado como uso insignificante, se a soma do volume de todos os PI s não ultrapassar litros por dia. Caso o requerente possua tipos de interferências diferentes (PI subterrâneo e PI superficial) e qualquer um deles não se enquadrar como uso insignificante, deverão ser abertos dois processos administrativos distintos (um para cada tipo de interferência) para emissão de uma Certidão Ambiental e uma Outorga de direito de uso. 23

24 USO INSIGNIFICANTE DE RECURSOS HÍDRICOS Todos os pontos de interferência de um mesmo empreendimento deverão constar na mesma declaração do Cadastro Nacional de Recursos Hídricos (CNARH), independente se os pontos se enquadrarem como outorga ou uso insignificante; Para empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental pelo INEA em que haja apenas o tipo de interferência superficial de lançamento de efluentes em corpo hídrico, não será emitida Certidão Ambiental de uso insignificante. O requerente deverá preencher o CNARH, que será validado pelo INEA e anexado ao processo de licença; Para empreendimentos que não estão sujeitos ao licenciamento ambiental pelo INEA, assim como para pessoa física, será necessário a abertura de um processo administrativo específico de Outorga de Direito de Uso, apenas para o ponto de lançamento; Casos possíveis de intervenção em APP estão dispostos na Lei /

25 USO INSIGNIFICANTE DE RECURSOS HÍDRICOS Documentos Específicos para abertura de processo de Certidão Ambiental de uso insignificante de água: Extração de Água Subterrânea e Captação de Água Superficial: a) Relatório Técnico para Requerimento de Certidão Ambiental de Uso Insignificante preenchido e assinado (Apêndice II); a) Declaração de Potabilidade e Responsabilidade Técnica (Apêndice III), assinada pelo responsável técnico do processo de produção, no caso de abastecimento de estabelecimentos industriais, situados em áreas abrangidas por serviço de abastecimento público, que desejam utilizar o recurso hídrico destinado a abastecer um processo industrial, o qual exija um nível de tratamento desta água que a torne adequada para o consumo humano, também para consumo e higiene humana.. 25

26 CARRO PIPA Deliberação INEA nº 23 NOI INEA 04 19/06/2012 Não regulariza a atividade de CARRO PIPA, mas sim a captação de água; Para empresas que tenham a finalidade consumo e higiene humana serão acrescidas as seguintes exigências: Garantir que tanques, válvulas e equipamentos dos veículos transportadores sejam apropriados e de uso exclusivo para o armazenamento e transporte de água potável; Manter registro com dados atualizados sobre o fornecedor e a fonte de água; Manter registro atualizado das análises de controle da qualidade da água; Assegurar que a água fornecida contenha um teor mínimo de cloro residual livre de 0,5 mg/l; Garantir que o veículo utilizado para fornecimento de água contenha, de forma visível, a inscrição "ÁGUA POTÁVEL" e os dados de endereço e telefone para contato. 26

27 PROCEDIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE OUTORGA DE DIREITO DE USO Informações administrativas do requerente Cópia do CNARH (Cadastro Nacional de Recursos Hídricos) preenchido. 27

28 PROCEDIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE OUTORGA DE DIREITO DE USO CNARH Preenchimento e Principais Erros Encontrados 28

29 PROCEDIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE OUTORGA DE DIREITO DE USO CNARH Preenchimento e Principais Erros Encontrados 29

30 PROCEDIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE OUTORGA DE DIREITO DE USO CNARH Preenchimento e Principais Erros Encontrados 30

31 PROCEDIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE OUTORGA DE DIREITO DE USO CNARH Preenchimento e Principais Erros Encontrados DESCREVER NO CAMPO DE OBSERVAÇÃO A FINALIDADE DE USO DA ÁGUA DO POÇO 31

32 PROCEDIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE OUTORGA DE DIREITO DE USO CNARH Preenchimento e Principais Erros Encontrados 32

33 PROCEDIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE OUTORGA DE DIREITO DE USO CNARH Preenchimento e Principais Erros Encontrados 33

34 PROCEDIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE OUTORGA DE DIREITO DE USO CNARH Preenchimento e Principais Erros Encontrados 34

35 ASPECTOS A OBSERVAR DURANTE VISTORIA Caracterização e descrição geral do empreendimento. Observação das cercanias fontes potencialmente poluidoras ou utilização de água por meio de poços ou corpo hídrico. Há captações através de corpos hídricos, nascentes ou poços no local. Há poços inoperantes no local. Há lançamento de efluentes domésticos ou industriais em corpo hídrico. Finalidade do uso da água no empreendimento. Se a localidade do usuário é abastecida por concessionária de abastecimento público de água, se positivo informar se há a segregação entre os sistemas. Demanda diária de água do empreendimento e quais as formas de abastecimento. Condições de reservação e métodos de tratamento de água aplicados, se for o caso. Presença de hidrômetros e horímetros (UI) ou barriletes de controle operacional (outorga). Ver se tem Licença Ambiental ou solicitação da mesma (protocolo). 35

36 Histórico da Produção do SEORH Outorgas, UI, Reserva Hídrica e Autorizações para Perfuração e Tamponamento 36

37 Tipologia das outorgas emitidas em

38 Outorgas concedidas nas Regiões Hidrográficas do RJ 38

39 Balanço Hídrico no Guandu 39

40 Área total de km² 190 km² 346 km² km² 40

41 41

42 MENSAGEM A OUTORGA é um instrumento disciplinador, que busca o ordenamento dos usos e usuários de água dentro de uma lógica sistêmica (bacia hidrográfica), de modo a evitar conflitos e a garantir o múltiplo uso das águas, sua acessibilidade, sustentabilidade e racionalidade. 42

43 43

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