DIVISÕES DO SISTEMA NERVOSO

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1 DIVISÕES DO SISTEMA NERVOSO Sistema nervoso é um todo, sendo que nenhuma parte do funciona independente das outras, já que correlacionam do ponto de vista morfológico e funcional. Sua divisão em partes tem um significado exclusivamente didático: SNC Encéfalo: (1) Cérebro Medula Espinal (2) Cerebelo SNP Nervos: (1) Cranianos Gânglios (3) Tronco Encefálico: (a) Mesencéfalo (2) Periféricos Terminações Nervosas (b) Ponte (c) Bulbo ou Medula Oblonga O Sistema Nervoso Central (SNC) se localiza dentro do esqueleto axial (crânio e coluna vertebral), onde está protegido e o periférico se localiza fora desse esqueleto. Nesse modelo, o Sistema Nervoso Periférico (SNP) funciona como um sistema de entrada e saída de estímulos para o abastecimento dos estímulos ao SNC e a transmissão de mensagens de saída que controlam órgãos efetores, como músculos e as glândulas. Neuroliga UIT Página 1

2 O tecido nervoso contém dois tipos de célula: neurônios e células de sustentação. NEURÔNIOS: são as células funcionais do SN, altamente excitáveis que formam conexões funcionais (sinapses) com outras células. Encontram se divididos em: corpo celular, dendrito e axônios. O corpo celular é o centro metabólico do neurônio. Os dendritos são múltiplas extensões ramificadas do corpo da célula nervosa, os quais conduzem informações na direção do corpo celular. Já os axônios são processos eferentes longos e finos que se projetam do corpo celular para fora da célula. A maioria dos neurônios apresenta um só axônio, mas, podem ocorrer na forma de ramificações múltiplas. Vale ressaltar a existência de dois sistemas de transporte axonal, um lento e um rápido, estes que podem ser anterógrado ou retrógrado em relação ao corpo que movimentam moléculas (neurotransmissores, neuromoduladores e neuroormônios) a partir do corpo celular através dos axônios até seus terminais. Um exemplo de transporte axonal é a transposição dos hormônios antidiurético e a ocitocina a partir de neurônios hipotalâmicos através de seus axônios para a hipófise posterior, onde os hormônios são liberados no sangue. Os neurônios podem ser aferentes e eferentes. Os aferentes ou sensoriais transmitem informações do SNP ao SNC, ou seja, relaciona o organismo com o meio ambiente. Já os neurônios eferentes ou motoneurônios, transmitem sinais a distância a partir do SNC gerando movimentos voluntários. Dentro desse contexto, há também o SN Visceral, que se relaciona com a inervação e controle das estruturas viscerais. É de suma importância para a integração das diversas vísceras no sentido da manutenção da constância do meio interno. É composto por uma parte aferente (conduz impulsos originados de vísceroceptores à áreas específicas no SN) e outra eferente (denominado SN Autônomo: leva impulsos originado em certos centros nervosos até as vísceras. Pode ser subdividido em simpático e parassimpático). CÉLULAS DE SUSTENTAÇÃO: são as células de Schwann e células satélites do SNP e os diversos tipos de células gliais do SNC dão proteção e suporte metabólico aos neurônios. Os astrócitos junto com as células endoteliais intimamente ligadas dos capilares do SNC contribuem para o que se chama de BARREIRA HEMATOENCEFÁLICA, termo empregado para enfatizar a impermeabilidade do sistema nervoso a moléculas grandes ou potencialmente prejudiciais. Neuroliga UIT Página 2

3 Os envoltórios de muitas camadas de mielina de células de Schwann do SNP e a oligodendróglia do SNC produzem as bainhas de mielina que servem para aumentar a velocidade da condução dos impulsos nervosos dos axônios. A mielina possui um alto teor lipídico, o que lhe confere uma coloração esbranquiçada, e o nome substância branca é dado às massas de fibras mielinizadas da medula espinal e do cérebro. A mielina é também de suma importância para os processos neuronais maiores, pois secreta compostos neurotróficos. Em algumas condições patológicas como ocorre na esclerose múltipla no SNC e na síndrome de Guillain-Barré no SNP, a mielina pode sofrer degeneração ou ser destruída, deixando uma parte do processo axonal sem mielina. O axônio finalmente morre, a menos que haja remielinização. Céls de Sustentação do SNP as células de Schwann e as células-satélites são os dois tipos de célula de sustentação no SNP. Os corpos celulares nervosos do SNP estão agrupados em gânglios. Cada um dos corpos celulares e dos processos dos nervos periféricos encontra-se separados do arcabouço de tecido conjuntivo do gânglio por uma única camada de células capsulares achatadas, denominadas células-satélites. As células de Schwann se alinham ao longo do processo neural e cada uma delas forma seu próprio segmento de mielina. As células de Schwann sucessivas são separadas por segmentos de líquido extracelular, denominados nódulos de Ranvier, onde não existe mielina e os canais de sódio estão concentrados permitindo o desenvolvimento do impulso nervoso de forma saltatória, o que possibilita o aumento da condução nervosa, uma vez que é de grande importância o tempo de reação seja curto nos nervos periféricos com distâncias longas para a condução entre o SNC e os órgãos efetores distais. Cada umas das células de Schwann ao longo de um nervo periférico encontra-se encapsulada em um tubo contínuo de membrana basal, circundado por uma bainha multicamada de tecido conjuntivo frouxo conhecida como endoneuro, essencial a regeneração dos nervos periféricos. A bainha do endoneuro não penetra no SNC, e a ausência de bainhas do endoneuro é um fator importante na regeneração axonal limitada dos nervos do SNC, quando comparados com o SNP. As bainhas do endoneuro formam feixes com os vasos sanguíneos, constituindo pequenos feixes ou conjunto de nervos denominados fascículos. No nervo, os fascículos, constituído em feixes de fibras nervosas, são circundados por uma outra cobertura protetora chamada perineuro. E, em geral, vários fascículos são adicionalmente circundados pela bainha do epineuro pesada e protetora do nervo periférico. Centralmente, as camadas de tecido conjuntivo continuam-se ao longo das raízes dorsais e ventrais do nervo, e se fundem com as meninges que circundam a medula espinal e o cérebro. Neuroliga UIT Página 3

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5 Céls. de sustentação do SNC as células de sustentação do SNC consistem na oligodendróglia, astróglia, micróglia e células ependimárias. As células da oligodendróglia formam a mielina do SNC, em vez de formar uma cobertura para um único axônio, essas células formam prolongamentos, cada um se enrolando ao redor de vários axônios diferentes formando um segmento de mielina de várias camadas. Um segundo tipo de célula da glia, a astróglia é particularmente proeminente na substância cinzenta do SNC. Essas células grandes apresentam muitos prolongamentos, algumas alcançando a superfície dos capilares (proporciona um mecanismo de troca de oxigênio, dióxido de carbono e metabólitos), outros alcançando a superfície das células nervosas e outras ainda, preenchendo a maior parte do espaço intercelular do SNC. Um terceiro tipo de célula da glia é a micróglia, uma pequena célula fagocítica que se encontra disponível para limpeza de resíduos após lesão celular, infecção ou morte celular. O quarto tipo de célula da glia são as ependimárias que formam o revestimento da cavidade do tubo neural, o sistema ventricular. Em algumas áreas, essas células combinam-se com uma rede vascular rica, formando o plexo coróide, onde ocorre o líquido cefalorraquidiano (LCR). Neuroliga UIT Página 5

6 NECESSIDADE METABÓLICA DO TECIDO NERVOSO O tecido nervoso apresenta um alto índice metabólico. Embora o cérebro compreenda apenas 2% do peso corporal, recebe aproximadamente 15% do débito cardíaco em repouso e consome 20% de oxigênio. O cérebro não pode estocar oxigênio e nem se envolver no metabolismo anaeróbico. Sem oxigênio as células nervosas continuam a funcionar por aproximadamente dez segundos. A inconsciência ocorre quase simultaneamente à parada Neuroliga UIT Página 6

7 cardíaca, e a morte das células cerebrais começa em quatro a seis minutos. A interrupção do fluxo sanguíneo leva ao acumulo de metabólitos que são tóxicos ao tecido neural. A glicose é a principal fonte de energia para o sistema nervoso, mas os neurônios não podem estocar glicose. As cetonas podem prover as necessidades de energia provisoriamente e de forma limitada; entretanto, estas fontes são rapidamente consumidas. Diferentemente das células musculares, os neurônios não possuem estoques que glicogênio e precisam depender da glicose sanguínea ou dos estoques de glicogênio das células gliais de sustentação. COMUNICAÇÃO DAS CÉLULAS NERVOSAS Os neurônios caracterizam-se pela habilidade de se comunicarem um com os outros através de sinais elétricos pulsados, denominado impulsos. Um impulso, ou potencial de ação, representa o movimento de cargas elétricas ao longo da membrana axonal. Esse fenômeno denominado condutância, baseia-se no fluxo rápido de íons com carga através da membrana. No tecido excitável, íons como o sódio, potássio e cálcio, movem-se através dos canais de membrana e transportam cargas elétricas. Os potenciais de ação podem ser divididos em três fases: repouso ou estado polarizado, despolarização e repolarização. A fase de repouso é o período sem perturbação do potencial de ação durante o qual o nervo não está transmitindo impulsos. Essa fase perdura até que algum evento químico ou físico atinja o potencial limiar e provoque o aumento da permeabilidade da membrana ao sódio. Os canais de sódio encontram-se ou totalmente abertos ou totalmente fechados (tudo ou nada). A despolarização corresponde ao fluxo de íons com carga elétrica. A membrana nessa fase encontra-se subitamente permeável aos íons sódio que produzem correntes locais tornado assim, a face interna da membrana positiva. A repolarização é a fase durante a qual a polaridade do potencial de membrana em repouso é reestabelecida com o fechamento dos canais de sódio e a abertura dos canais de potássio. O fluxo de saída dos íons potássio de carga positiva através da membrana retorna o potencial para a negatividade. As membranas das células excitáveis devem ser repolarizadas suficientemente antes que possam ser reexcitadas. Durante a repolarização a membrana permanece refratária, ou seja, não aciona, até que a repolarização esteja completa até um terço, isto é, ocorre período refratário. TRANSMISSÃO SINÁPTICA Os neurônios comunicam uns com os outros através das chamadas sinapses. Existem dois tipos de sinapses no sistema nervoso: químicas e elétricas. As sinapses elétricas permitem a passagem dos íons transportadores através das junções comunicantes que penetram na junção celular das células vizinhas e permitem que a corrente elétrica atravesse nas duas direções. Neuroliga UIT Página 7

8 O tipo mais comum de sinapse é a sinapse química, que envolve estruturas especiais na membrana pré e pós-sináptica, separadas por uma fenda sináptica. O terminal pré-sináptico secreta uma molécula mensageira química e freqüentemente várias (neurotransmissores ou neuromoduladores) através da fenda. Os neurotransmissores difundem-se para fenda e se unem aos receptores sobre a membrana pós-sináptica, causando excitação ou inibição do neurônio pós-sináptico por meio da produção de hiperpolarização ou hipopolarização da membrana pós-sináptica. A hipopolarização aumenta a excitabilidade do neurônio póssináptico, por trazerem o potencial de membrana para mais próximo do potencial limiar, de forma que é necessário um estímulo subseqüente menor para provocar o acionamento do neurônio. Por outro lado, a hiperpolarização leva o potencial de membrana para mais distante do limiar e apresenta o efeito oposto, produzindo o efeito inibitório e diminuindo a probabilidade de um potencial de ação ser gerado. Diferentemente da sinapse elétrica a sinapse química funciona como um retificador, permitindo a comunicação apenas em um sentido. As sinapses químicas são os componentes mais lentos na comunicação progressiva através de uma seqüência de neurônios, como um reflexo espinal. Muitos dos neurônios do SNC possuem milhares de sinais na sua superfície dentríticas e somáticas, e cada uma pode produzir excitação ou inibição parcial no neurônio pós-sináptico. Quando a combinação de um neurotransmissor com um sítio receptor provoca a despolarização parcial da membrana pós-sináptica, dá-se o nome de potencial pós-sináptico excitatório (PPSE). Em outras sinapses a combinação de um neurotransmissor com um sítio receptor é inibitória, uma vez que leva a membrana local a se tornar hiperpolarizada e menos estável. Esse fenômeno recebe o nome de potencial pós-sináptico inibitório. Neuroliga UIT Página 8

9 Os potenciais de ação não se originam na membrana adjacente à sinapse, e sim no segmento inicial do axônio na zona de gatilho. Esse segmento inicial do axônio é mais excitável do que o resto do neurônio. As correntes locais resultantes de um PPSE geralmente são insuficientes para alcançar o limiar e provocar a despolarização do segmento inicial do axônio. Por isso, se ocorrem vários PPSE simultaneamente, a área de despolarização poderá se tornar grande o suficiente para exceder o potencial limiar e iniciar um potencial de ação. Esse somatório de área despolarizada denomina-se somatório espacial. Os PPSE poderão se somar e provocar um potencial de ação, se ocorrerem em sucessão rápida. Tal aspecto temporal da ocorrência de dois PPSE ou mais é chamado de somatório temporal. Os PPSI também podem sofrer adição espacial e temporal entre si e também com o PPSE, reduzindo a eficácia deste por um somatório algébrico. Se a soma do PPSE e PPSI mantiver a despolarização no segmento inicial abaixo de níveis limiares, a geração de um potencial de ação não irá ocorrer. MOLÉCULAS MENSAGEIRAS Os neurotransmissores (NT) são moléculas de mensageiros químicos no sistema nervoso. O processo de neurotransmissão envolve a síntese, estocagem e liberação de um neurotransmissor; a reação do neurotransmissor com receptor; e o término da ação do receptor. Os neurotransmissores são sintetizados no citoplasma do axônio terminal. Após a síntese, as moléculas dos NT são estocadas no terminal axônico em minúsculos sacos ligados a membrana, denominado vesículas sinápticas. Pode haver milhares de vesículas estocadas em um único terminal, cada uma contendo 10 mil a 100 mil moléculas transmissoras. A vesícula protege os NT contra a destruição enzimática no terminal nervoso. A chegada de um impulso em um terminal nervoso leva a vesícula a se movimentar para a membrana da célula e liberar suas moléculas de transmissores na fenda sináptica. Os NT exercem suas ações através de proteínas específicas, denominadas receptores, na membrana pós-sináptica. Em cada caso a interação entre um transmissor e um receptor resulta em uma resposta fisiológica específica. Por exemplo, acetilcolina é excitatória, quando liberada em uma junção mioneural, e inibitória, quando liberado no nodo sinoatrial no coração. A remoção rápida de um NT é necessária para manter o controle preciso da transmissão neural. O transmissor liberado pode ter entre um e três destinos: pode ser degradado até substâncias inativas por enzimas; pode ser captado de volta ao neurônio pré- sináptico em um processo denominado recaptação; ou pode se difundir no líquido intercelular, até que sua concentração esteja excessivamente baixa para influenciar a excitabilidade pós-sináptica. Acetilcolina, por exemplo, é degradada rapidamente pela acetilcolinesterase até ácido acético e colina, sendo a colina tomada de volta no neurônio présináptico para a reutilização na síntese de Ach. ANATOMIA MACROSCÓPICA DA MEDULA ESPINAL É o órgão mais simples do SN, onde o tubo neural foi menos modificado. Neuroliga UIT Página 9

10 Cranialmente a medula se limita com o bulbo, aproximadamente ao nível do forame magno do osso occipital. O limite caudal da medula tem importância clínica e no adulto situa-se geralmente na 2ª vértebra lombar. Na medula, a substância cinzenta se localiza por dentro da substância branca e apresenta forma de borboleta. No centro da substância cinzenta, se localiza o canal central da medula que é o resquício da luz do tubo neural. A substância branca é formada por fibras, a maioria delas mielínicas, que sobem e descem na medula e que podem ser agrupadas de cada lado em três funículos: anterior, lateral e posterior. Existem 31 pares de nervos espinais aos quais correspondem 31 segmentos medulares assim distribuídos: 8 cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e, geralmente um coccígeo. No adulto, após o término da medula no nível de L2, contém apenas as meninges e as raízes nervosas dos últimos nervos espinais, que, dispostas em torno do cone medular e filamento terminal, constituem em conjunto, a cauda eqüina. Devido à diferença de crescimento entre a coluna vertebral e a medula espinal após o 4º mês de via intra-uterina, no adulto, as vértebras T11 e T12 não estão relacionadas com os segmentos medulares de mesmo nome, mas sim com os segmentos lombares. Assim uma lesão na vértebra T12, pode afetar medula lombar. Entre os níveis das vértebras C2 e T10, adiciona-se 2 ao numero do processo espinhoso da vértebra e tem-se o número do segmento medular subjacente. Aos processos espinhos T11 e T12, correspondem os 5 segmentos lombares, enquanto L1 corresponde aos 5 sacrais. Neuroliga UIT Página 10

11 Como todo o sistema nervoso central, a medula é envolvida por membranas conjuntivas fibrosas denominadas meninges. As superfícies da medula espinal, do cérebro e dos nervos segmentares estão cobertas por uma delicada camada de tecido conjuntivo denominado pia-máter. Os vasos sanguíneos da superfície bem como os que penetram no cérebro e na medula espinal estão encapsulados nessa camada tissular protetora. Uma segunda camada avascular, muito delicada e à prova de água, denominada aracnóide, engloba todo SNC. O líquido cefalorraquidiano (LCR) está contido no espaço subaracnóide. Externamente à aracnóide encontra-se uma bainha contínua de tecido conjuntivo forte, a dura-máter, que promove a principal proteção para o cérebro e a medula espinal. Ela envolve toda a medula formando um saco dural e termina em um fundo de saco ao nível da vértebra S2. A dura craniana freqüentemente se divide em duas camadas, servindo a camada externa como o periósteo da superfície mais interna do crânio. A camada interna da dura forma duas dobras principais, a primeira uma dobra longitudinal denominada foice cerebral, separa os hemisférios cerebrais e funde-se com uma segunda dobra transversa, chamada tentório cerebelar. O tentório cerebelar age como uma rede, sustentando os lobos occipitais acima do cerebelo. O tentório e a foice do cérebro normalmente sustentam e protegem o cérebro, que flutua no LCR dentro do espaço fechado. Entretanto, durante traumatismo extremo, as bordas agudas de tais dobras podem lesar o cérebro. As lesões que ocupam espaço, como os tumores e hematomas que apresentam crescimento, podem esmagar o cérebro contra essas bordas ou através da incisura do tentório. Como conseqüência, o tecido cerebral pode ser comprimido, contundido ou destruído, freqüentemente provocando déficits permanentes. Sabe-se que o saco dural e a aracnóide acompanhada por ele terminam em S2, enquanto a medula termina mais acima, em L2. Não havendo perigo de lesão medular, é entre estes dois níveis que é a área ideal para a introdução de uma agulha no espaço subaracnóideo, o que é feito com as seguintes finalidades: (1) retirada de líquor para fins terapêuticos ou de Neuroliga UIT Página 11

12 diagnóstico; (2) medida da pressão de líquor; (3) introdução de substâncias que aumentam o contraste das radiografias; (4) introdução de anestésicos nas chamadas anestesias raquidianas. SISTEMA VENTRICULAR E LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO (LCR) O sistema ventricular é uma série de cavidades preenchidas com LCR no cérebro. O LCR é o líquido de sustentação que proporciona sustentação e proteção no qual o cérebro e a medula espinal flutuam. O LCR ajuda a manter um meio iônico constante, que funciona como um meio para difusão dos nutrientes, eletrólitos e produtos metabólicos finais no líquido extracelular que circunda os neurônios do SNC e as células da glia. Como preenche o espaço subaracnóide ao redor do SNC, uma força física direcionada para o crânio ou a coluna é, até certo ponto, dispersada e amortecida. O revestimento dos ventrículos e do canal central da medula espinal é denominado epêndima. O LCR é produzido por minúsculas massas avermelhadas de capilares especializados, oriundos da pia-máter, denominados plexo coróide, que se projetam nos ventrículos. O LCR é um ultrafiltrado do plasma sanguíneo, composto de 99% de água com outros constituintes, tornando o semelhante à composição do líquido extracelular cerebral. Os seres humanos secretam aproximadamente 500 ml de LCR por dia. Entretanto, apenas aproximadamente 150 ml são encontrados no sistema ventricular em determinado momento, significando que o LCR é continuamente absorvido. A reabsorção do LCR nos sistema vascular ocorre ao longo das laterais do seio sagital superior na fossa anterior e fossa média. Essa reabsorção ocorre por meio de um gradiente de pressão. Neuroliga UIT Página 12

13 BARREIRA HEMATOENCEFÁLICA (BHE) A BHE depende das características únicas dos capilares cerebrais. As células endoteliais dos capilares cerebrais estão ligadas por junções impermeáveis contínuas. Além disso, a maioria dos capilares cerebrais é completamente circundada por uma membrana basal e pelos processos das células de sustentação do cérebro, os astrócitos. A BHE permite a passagem de substâncias essenciais, embora exclua materiais indesejáveis. Os sistemas de transporte reverso removem os materiais oriundos do cérebro. As moléculas grandes, como proteínas e os peptídeos, são praticamente excluídas da BHE. As lesões cerebrais agudas, como traumatismos e infecções, aumentam a permeabilidade da BHE e alteram as concentrações cerebrais de proteínas, água e eletrólitos. A BHE impede que muitas drogas penetrem no cérebro. Por outro lado, muitas moléculas solúveis em lipídios atravessam as camadas lipídicas da barreira hematoencefálica com facilidade. Algumas drogas são muito solúveis, como o cloranfenicol, álcool, nicotina e a heroína penetram prontamente no cérebro. Os capilares cerebrais são muito mais permeáveis ao nascimento do que na idade adulta, e a BHE desenvolve-se durante os primeiros anos de vida. Em lactentes intensamente ictéricos, a bilirrubina pode atravessar a BHE imatura, e produzir lesão cerebral. Nos adultos, a barreira madura impede que a bilirrubina penetre no cérebro, e o sistema nervoso não é afetado. Neuroliga UIT Página 13

14 TRONCO ENCEFÁLICO O tronco encefálico interpõe entre a medula e o diencéfalo, situando-se ventralmente ao cerebelo. Na sua constituição entram corpos de neurônios que se agrupam em núcleos e fibras ervosas, que, por sua vez, se agrupam em feixes denominados tractos, fascículos ou lemniscos. Muitos dos núcleos do tronco encefálico recebem ou emitem fibras nervosas que entram na constituição dos nervos cranianos. Dos 12 pares de nervos cranianos, 10 fazem conexão com o tronco encefálico. Divide-se em bulbo (caudalmente), mesencéfalo (cranialmente) e ponte situada entre ambos. CEREBELO Órgão do sistema nervoso supra-segmentar, deriva da parte dorsal do mesencéfalo e fica situado dorsalmente ao bulbo e à ponte, contribuindo para a formação do tecto do quarto ventrículo. Está separado do lobo occipital do cérebro por uma prega de dura-máter, denominada tenda do cerebelo É constituído por um centro de substância branca, o corpo medula do cerebelo, revestido externamente por uma fina camada de substância cinzenta, o córtex cerebelar. Difere fundamentalmente do cérebro porque funciona sempre em nível involuntário e inconsciente, sendo sua função exclusivamente motora. O estudo dos principais sintomas que ocorrem quando o cerebelo é lesado é muito importante. Esses sintomas podem ser agrupados em três categorias: (1) incoordenação motora ataxia; (2) perda do equilíbrio; (3) diminuição do tônus da musculatura esquelética hipotonia. Obs: Efeito tóxico que o álcool exerce sobre as células de Purkinje Neuroliga UIT Página 14

15 DIENCÉFALO Juntamente com o telencéfalo forma o cérebro. O cérebro é a porção mais desenvolvida e mais importante do encéfalo, ocupando cerca de 80% da cavidade craniana. O diencéfalo compreende as seguintes partes: tálamo, hipotálamo, epitálamo e subtálamo, todas em relação com o III ventrículo. Tálamo são duas massas volumosas de substância cinzenta; o hipotálamo é uma área relativamente pequena, situada abaixo do tálamo com importantes funções, relacionado principalmente com o controle da atividade visceral; o epitálamo limita posteriormente o III ventrículo, acima do sulco hipotalâmico, seu elemento mais importante é a glândula pineal; o subtálamo compreende a zona de transição entre o diencéfalo e o tegmento do mesencéfalo. TELENCÉFALO Compreende os dois hemisférios cerebrais. Os dois hemisférios são incompletamente separados pela fissura longitudinal do cérebro. A superfície do cérebro apresenta depressões denominadas sulcos, que delimitam os giros. A existência dos sulcos permite considerável aumento da superfície sem grande aumento do volume cerebral e sabe-se que cerca de dois terços da área ocupada pelo córtex cerebral estão escondidos nos sulcos. Em cada hemisfério cerebral, os dois sulcos mais importantes são o sulco lateral e o sulco central. De modo geral, as áreas situadas adiante do sulco central relacionam-se com a motricidade, enquanto as situadas atrás deste sulco relacionam-se com a sensibilidade. O córtex cerebral é a fina camada de substancia cinzenta que reveste o centro branco medular no cérebro. No córtex cerebral chegam impulsos provenientes de todas as vias da sensibilidade que ai se tornam conscientes e são interpretadas. Do córtex saem os impulsos nervosos que iniciam e comandam os movimentos voluntários e com ele estão relacionados os fenômenos psíquicos. A divisão anatômica em lobos não corresponde a uma divisão funcional ou estrutural, pois em um mesmo lobo temos áreas corticais de funções e estruturas muito diferentes. Do ponto de vista funcional, as áreas corticais não são homogêneas, como se acreditava no século XIX. A primeira comprovação desse fato foi feita pelo cirurgião francês Broca, que pôde correlacionar Neuroliga UIT Página 15

16 lesões em áreas restritas do lobo frontal com a perda da linguagem falada. Depois disso, alguns autores fizeram assim o primeiro mapeamento da área motora do córtex, estabelecendo assim pela primeira vez o conceito de somatotopia das áreas corticais, ou seja, que existe correspondência entre determinadas áreas corticais e certas partes do corpo. As várias áreas funcionais do córtex foram inicialmente classificadas em dois grandes grupos: áreas de projeção e áreas de associação. As de projeção são as que recebem ou dão origem a fibras relacionadas diretamente com a sensibilidade e com a motricidade (áreas primárias). As demais áreas são consideradas de associação e de modo geral, então relacionadas a funções psíquicas complexas (áreas secundárias e terciárias). Para representar a somatotopia, dois autores imaginaram um homúnculo sensitivo de cabeça para baixo no giro pós-central. Essa somatotopia é fundamentalmente igual para a área motora. Neuroliga UIT Página 16

17 VASCULARIZAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL E BARREIRAS ENCEFÁLICAS Não existe circulação linfática, que no tecido nervoso é substituída por circulação liquórica. O fluxo sanguíneo cerebral é muito elevado, sendo superado apenas pelo do rim e do coração. O fluxo é diretamente proporcional a pressão arterial e inversamente proporcional a resistência cérebro vascular. Verificou-se que o fluxo sanguíneo é maior nas áreas mais ricas em sinapse, de tal modo que, na substância cinzenta, ele é maior que na branca, o que obviamente está relacionado com a maior atividade metabólica da substância cinzenta. O encéfalo é irrigado pelas artérias carótidas internas e vertebrais (subclávia), originadas no pescoço, onde, entretanto, não dão nenhum ramo importante. Na base do crânio estas artérias formam um polígono anastomótico, o polígono Arterial-Encefálico ou de Willis, de onde saem às principais artérias para a vascularização cerebral, as artérias cerebrais. Elas têm de um modo geral, paredes finas e este é um fator que torna as artérias cerebrais especialmente propensas às hemorragias. No homem, há quase uma independência entre as circulações arteriais intracraniana e extracraniana. Entretanto, é de grande importância a anastomose entra a artéria angular, derivada da carótida externa, e a artéria nasal, ramo da artéria oftálmica, que por sua vez deriva da carótida interna. Esta anastomose pode manter a circulação da órbita e de parte das vias ópticas em casos de obstrução da carótida interna. O polígono arterial-encefálico é sede de muitas variações, que tornam imprevisível o seu comportamento diante de um determinado quadro de obstrução vascular. Existem três artérias cerebrais, a cerebral anterior, média e posterior. Cada uma delas é responsável pela vascularização de um território cortical: Artéria Cerebral Anterior dirige-se para diante e para cima, ganha a fissura longitudinal do cérebro. Distribui-se também para a parte mais alta da face súpero-lateral de cada Neuroliga UIT Página 17

18 hemisfério, onde se limita com o território da cerebral média. A obstrução de uma das artérias cerebrais anteriores causa paralisia e diminuição da sensibilidade do membro inferior do lado oposto (somatotopia). Artéria Cerebral Média percorre o sulco lateral em toda sua extensão, distribuindo ramos que vascularizam a maior parte da face súpero-lateral de cada hemisfério. Este território compreende áreas corticais importante, como a área motora, a área somestésica, o centro da palavra falada e outras. Artéria Cerebral Posterior dirigem-se para trás, contornando o pedúnculo cerebral e, percorrendo a face inferior do lobo temporal, ganham o lobo occipital. Irriga a área visual situada no lobo occipital. As veias do encéfalo, de um modo geral, não acompanham as artérias. Drenam para os seios da dura-máter, de onde o sangue converge para as veias jugulares internas. O leito venoso do encéfalo é muito maior que o arterial Denomina-se dermátomo o território cutâneo inervado por fibras de uma única raiz dorsal. O dermátomo recebe o nome da raiz que o inerva. Conhecendo-se o território cutâneo de distribuição dos nervos periféricos e o mapa dos dermátomos, pode-se, diante de um quadro Neuroliga UIT Página 18

19 de perda de sensibilidade cutânea, determinar se a lesão foi em um nervo periférico, na medula ou nas raízes espinais. SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO A habilidade de manter a homeostase e realizar as atividades da vida diária em um meio em constante mudança física está bastante envolvida com o sistema nervoso autônomo (SNA), o qual opera ao nível subconsciente e está envolvido na regulação, ajuste e coordenação das funções viscerais vitais, como a pressão arterial e o fluxo sanguíneo, temperatura corporal, respiração, digestão, metabolismo e eliminação. Ruborização, palidez, palpitação, boca seca, mãos úmidas são diversas expressões emocionais mediadas através do SNA. Assim como ocorre com o sistema nervoso somático, o SNA é representado tanto no SNC quanto no SNP. Tradicionalmente, o SNA é definido como um sistema eferente geral que inerva os órgãos viscerais. O fluxo eferente do SNA tem duas divisões: sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. As informações aferentes para o SNA são proporcionadas por neurônios aferentes viscerais, geralmente não considerados parte do SNA. As funções do SN simpático consistem na manutenção da temperatura corporal bem como ajuste do fluxo sanguíneo e da pressão arterial. O sistema simpatoadrenal também pode secretar como uma unidade, quando existe uma ameaça crítica à integridade do indivíduo, ou seja resposta de luta e fuga. Durante uma situação de estresse, a freqüência cardíaca aumenta; a pressão arterial aumenta; o fluxo sanguíneo passa do trato gastrointestinal e da Neuroliga UIT Página 19

20 pele para os músculos esqueléticos e o cérebro; a glicose sanguínea aumenta; os bronquíolos e as pupilas dilatam; os esfíncteres do estômago, do intestino, bem como o interno da uretra contraem-se; a taxa de secreção das glândulas exócrinas envolvidas na digestão diminui. Diferentemente do SN simpático, as funções do SN parassimpático estão relacionadas à conservação de energia, reposição e estocagem de recursos (anabolismo), bem como a manutenção das funções dos órgãos durante os períodos de atividade mínima. O SN parassimpático desacelera a freqüência cardíaca; estimula a função gastrointestinal e da bexiga; bem como contrai a pupila. As duas divisões do sistema nervoso autônomo são tidas como antagônicas e opostas, com exceção das funções como transpiração e a regulação do diâmetro dos vasos sanguíneos arteriolares que são exclusivamente regulados pelo simpático. Os neurônios do sistema nervoso simpático localizam-se basicamente nos segmentos torácicos e lombares superiores (T1 a L2) da medula espinal divisão toracolombar do SNA. Já as fibras pré-ganglionares do sistema nervoso parassimpático, também conhecida como divisão craniossacral do SNA, originam-se em alguns segmentos do tronco cerebral e segmentos sacrais da medulas espinal. Neuroliga UIT Página 20

21 Neuroliga UIT Página 21

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