DESLORATADINA. Antialérgico

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1 DESLORATADINA Antialérgico Vantagens: Não provoca sonolência, que é um dos efeitos colaterais mais desagradáveis causados por medicamentos desse tipo. Age mais rápido, combate a obstrução nasal e praticamente não causa reação adversa. A desloratadina apresenta efeito anti-histamínico (combate a histamina, substância presente no organismo e associada ao processo alérgico) e antiinflamatório. Por isso reduz também problemas como nariz entupido, com os quais o alérgico costuma conviver mesmo quando não está em crise. Fórmula Estrutural: H N N Cl Fórmula Molecular: C19H19ClN2 Peso Molecular: g/mol DCB: CAS: Sinonímia: Desloratadine Nome químico: descarboethoxyloratadine Finalidade terapêutica:

2 DESLORATADINA é um insumo que age como um antialérgico, ou seja, impede que a histamina (substância causadora da alergia ) consiga agir e, portanto, que provoque os sintomas da rinite alérgica e de outras alergias. A desloratadina é o principal metabólito ativo da loratadina. A desloratadina é um antagonista não sedante da histamina, de ação prolongada, com potente atividade antagonista seletiva de receptores H1. A desloratadina tem demonstrado atividade antialérgica, anti-histamínica e antiiflamatória. Toxicologia pré-clínica: Os estudos pré-clínicos conduzidos com a desloratadina e a loratadina demonstraram que não há diferenças qualitativas e quantitativas entre os quadros de toxicidade da desloratadina e da loratadina em relação aos níveis semelhantes de exposição da desloratadina. A desloratadina não apresenta risco carcinogênico no ser humano, com base nos dados disponíveis da loratadina. A desloratadina não mostrou efeitos mutagênicos nos estudos de mutagênese in vitro e in vivo. Não há um efeito generalizado sobre a fertilidade da rata, a uma exposição 34 vezes maior que a exposição no ser humano resultante da administração da dose clínica recomendada. A desloratadina não foi teratogênica em ratas ou coelhos em exposições 228 e 864 vezes maiores, respectivamente, que a exposição no ser humano na dose clínica recomendada. Farmacologia clínica: Propriedades farmacodinâmicas: Depois da administração oral, a desloratadina bloqueia seletivamente os receptores periféricos da histamina H1, pois o agente é excluído eficazmente na entrada do sistema nervoso central (SNC). Além da atividade anti-histamínica, a desloratadina tem demonstrado uma atividade antialérgica e antiinflamatória em vários estudos in vitro (realizados principalmente em células humanas) e in vivo. Estes estudos têm demonstrado que a desloratadina inibe a grande cascata de eventos que inicia e propaga a inflamação alérgica, entre eles: a liberação das citocinas pró-inflamatórias, dentre elas IL-4, IL-6, IL-8, IL-13; a liberação de importantes quimiocinas pró-inflamatórias, como RANTES (regulador da atividade normal de célula T expressa e secretada); produção do ânion superóxido pelos neutrófilos polimorfonucleares ativados; adesão e quimiotaxia de eosinófilos;

3 a expressão de moléculas de adesão, como a P-selectina; a liberação de histamina, prostaglandina (PGD2) e leucotrieno (LTC4) dependentes de IgE; a resposta broncoconstritora alérgica aguda e a tosse alérgica em modelos animais. Em um estudo clínico com doses múltiplas, na administração diária de até 20 mg de desloratadina durante 14 dias não foram observados efeitos cardiovasculares estatística ou clinicamente significativos. Em um estudo farmacológico em que a desloratadina foi administrada numa dose de 45 mg diariamente (nove vezes a dose clínica) durante dez dias, não foi observado um prolongamento do intervalo QTc. A desloratadina não penetrou facilmente no sistema nervoso central. Na dose recomendada de 5 mg diária, não houve uma incidência excessiva de sonolência em comparação ao placebo. Até uma dose de 7,5 mg diária, a desloratadina não afetou o desempenho psicomotor nos estudos clínicos. Não foram observadas alterações clinicamente significativas nas concentrações plasmáticas da desloratadina no estudo de interações farmacológicas de doses múltiplas realizado com cetaconazol e eritromicina. Nos estudos farmacológicos clínicos, a administração concomitante de álcool não aumentou o prejuízo do desempenho induzido pelo álcool, nem aumentou a sonolência. Não houve diferenças significativas nos resultados de provas psicomotores entre os grupos que receberam a desloratadina e o placebo, administrados isoladamente ou com o álcool. As avaliações da qualidade de vida nos estudos clínicos indicaram que a rinite alérgica sazonal produz uma carga uniforme de enfermidade e que as melhoras nas respostas terapêuticas se associaram às melhoras de vários aspectos da qualidade de vida, entre eles, a vitalidade e o funcionamento social. Propriedades farmacocinéticas: As concentrações plasmáticas de desloratadina podem ser detectadas dentro de 30 minutos da sua administração. O agente é bem absorvido, conseguindo concentrações máximas dentro de aproximadamente 3 horas, a meia-vida da fase terminal é de aproximadamente 27 horas. O grau de acúmulo da desloratadina corresponde com a sua meia-vida (aproximadamente 27 horas) e uma freqüência de administração de uma vez ao dia. A biodisponibilidade da desloratadina foi proporcional nas doses entre os limites de 5 e 20 mg. A desloratadina conjuga-se moderadamente (83 a 87%) com as suas proteínas plasmáticas. Não

4 há evidência de acúmulo clinicamente significativo da droga depois da sua administração uma vez ao dia (a dose de 5 a 20 mg) durante 14 dias. Em um estudo de dose única de 7,5 mg de desloratadina, os alimentos (desjejum rico em gorduras, com muitas calorias) não provocaram efeitos sobre a distribuição da desloratadina. Reações alérgicas: Embora os mastócitos sejam encontrados no tecido conjuntivo e os basófilos sejam um tipo de glóbulos brancos do sangue, ambos têm algo em comum para quem sofre de alergia. Eles contêm histamina, uma arma importante no arsenal do corpo humano para a luta contra as infecções. Infelizmente, quando liberada de forma inadequada ou em doses muito altas, a histamina se torna uma substância devastadora. A cascata da reação alérgica: Após a exposição sensibilizante, demora entre uma semana e dez dias para que os mastócitos e os basófilos fiquem carregados com os anticorpos IgE. Então, se houver contato com o alérgeno novamente, este desencadeará um efeito dominó destrutivo dentro do sistema imunológico, chamado de cascata alérgica.

5 Tenha sido pela inalação de uma molécula de proteína em uma partícula de pólen da erva-desantiago, ou uma injeção da proteína do veneno da vespa, uma mesma seqüência de eventos irá ocorrer: os anticorpos IgE se fixam na parede dos mastócitos e reconhecem os alérgenos; os anticorpos IgE reagem ligando-se aos alérgenos enquanto permanecem grudados aos mastócitos ou aos basófilos; esta ligação alerta um grupo especial de proteínas, chamado de complemento, que circula no sangue.

6 Existem cerca de vinte proteínas nesta família protéica, e pelo menos nove delas estão envolvidas no mecanismo de resposta alérgica. Após o anticorpo IgE (que já está unido a um mastócito ou a um basófilo) encontrar e ligar-se ao seu alérgeno específico, a primeira proteína da seqüência do complemento se liga ao complexo. Esta alerta a próxima proteína da seqüência, que alerta a próxima e assim por diante. Quando a seqüência se completa, a célula ofensora é destruída. Isto acontece em um sistema imunológico normal, com as imunoglobulinas grudando-se à superfície das células doentes e causando a sua destruição. Mas num episódio alérgico, as células envolvidas são os mastócitos e os basófilos. Quando os mastócitos e os basófilos são destruídos, seus estoques de histamina e de outros mediadores alérgicos são liberados nos tecidos e sangue vizinhos. Isto causa a dilatação da superfície dos vasos sangüíneos e a conseqüente queda na pressão arterial. Os espaços entre as células vizinhas enchem-se com fluidos. Dependendo do alérgeno ou da parte do corpo envolvida, isto causa vários sintomas alérgicos, sendo os mais comuns: coceira (corpo, olhos, nariz); urticária; espirros; dificuldade para respirar; náusea; diarréia; vômitos.

7 Locais mais comuns onde ocorrem reações alérgicas Reatividade cruzada: Embora o mecanismo exato ainda não tenha sido compreendido, as vítimas de alergias, assim que sensibilizadas a um determinado tipo de alérgeno, também sofrem reações alérgicas quando expostas a substâncias que tenham relação com este alérgeno. Se você apresenta reação alérgica ao veneno da abelha, por exemplo, você também poderá apresentar reação de hipersensibilidade a todos os outros tipos de venenos de abelhas. Reações sistêmicas: Algumas pessoas alérgicas tornam-se sensibilizadas às proteínas contidas no pólen da erva-desantiago, do látex, de determinados alimentos e de drogas como a penicilina. Nestes casos de alergia, a reação pode envolver o corpo todo. Esta reação é chamada de reação sistêmica, e é o que o seu médico quer observar quando pede a você para aguardar um pouco após lhe aplicar uma injeção. Numa reação sistêmica, a liberação dos mediadores alergênicos (sendo o principal deles a histamina) provoca a dilatação dos vasos capilares em todo o corpo. Se esta condição

8 prosseguir até um ponto perigoso, nós a chamamos de anafilaxia. Se ele prossegue ainda mais, a vítima passa a apresentar o choque anafilático. Choque anafilático: O tempo de reação à exposição pode variar dependendo do seu organismo (como ele lida com a exposição) e do alérgeno a que você foi exposto. Numa reação branda, você poderá sofrer uma coceira ou inchaço moderados. Numa reação grave, após a exposição ao antígeno desencadeador, pode-se repentinamente desenvolver urticária em grandes áreas do corpo e começar a ter dificuldades respiratórias, acompanhada de uma queda de pressão arterial rápida e grave. Além disso, numa reação grave, o pensamento se torna confuso porque o cérebro e outros órgãos vitais sentem necessidade de oxigênio. O cérebro e os rins são especialmente vulneráveis neste tipo de reação e podem ficar permanentemente danificados mesmo se a vítima sobreviver. Para piorar as coisas, os fluidos das células jogados para dentro dos tecidos da garganta podem fechá-la por causa do inchaço, levando ao choque anafilático e à morte em apenas três ou quatro minutos após a exposição ao antígeno ou do começo dos sintomas. Nos Estados Unidos, centenas de pessoas morrem anualmente de choque anafilático. Atualmente, o único tratamento eficaz para a anafilaxia é uma injeção intramuscular de adrenalina, um hormônio produzido naturalmente pelo corpo através das glândulas supra-renais. A adrenalina neutraliza os sintomas da anafilaxia contraindo os vasos sangüíneos e abrindo as vias respiratórias. O lado ruim é que o efeito dura apenas de 10 a 20 minutos por injeção, possui efeitos colaterais potencialmente graves e, para ser eficaz, deve ser administrado corretamente durante ou antes do início dos sintomas. Indicações: Alívio rápido dos sintomas associados com a rinite alérgica sazonal, entre eles: Espirro e prurido nasal (coceira no nariz); Coriza (corrimento nasal); Congestão nasal; Ardor e prurido ocular (coceira nos olhos); Lacrimejamento; Vermelhidão dos olhos; Coceira do palato; Tosse; Urticária (alergia de pele) e outras alergias da pele.

9 Dosagem: Cápsulas: Adultos e adolescentes (maiores de 12 anos de idade): Tomar uma cápsula, por via oral, de 5 mg de desloratadina uma vez por dia, independente da alimentação. Para uso oral. Xarope: Em crianças de 2 a 5 anos de idade: 2,5 ml (1,25 mg) de xarope de desloratadina uma vez por dia, independentemente da alimentação. Em crianças de 6 a 11 anos de idade: 5 ml (2,5 mg) de xarope de desloratadina uma vez por dia, independentemente da alimentação. No caso de esquecimento de alguma dose, tomar a medicação assim que possível e mantenha este mesmo horário de ingestão até o término do tratamento. Reações adversas: As reações adversas mais freqüentes foram: fadiga, boca seca e cefaléia (dor de cabeça). Casos raros de reações de alergia, incluindo anafilaxia (reação alérgica grave) e erupções cutâneas (manchas na pele), também podem ocorrer. Interações medicamentosas: Utilizar a desloratadina administrada concomitantemente com álcool, não potencializa os efeitos de prejuízo do desempenho devidos ao álcool. Não houve alteração na distribuição da desloratadina na presença de alimentos ou suco de grapefruit (tipo de fruta cítrica). Contra-indicações: Crianças com menos de 2 anos de idade. Precauções:

10 Uso durante a gravidez e a lactação Não foram observados efeitos da desloratadina sobre a fertilidade em rata. Não foram observados efeitos teratogênicos, nem mutagênicos nos estudos realizados em animais com a desloratadina. Como não há dados clínicos de gravidez com exposição à desloratadina, o uso sem risco da desloratadina ante a gravidez não foi estabelecido. A desloratadina não deve ser usada durante a gravidez a menos que apropriadamente indicado. A desloratadina passa ao leite materno, deste modo, não se recomenda que mulheres durante a lactação que tomam desloratadina amamentem o seu bebê. Não foram observados efeitos sobre a capacidade de conduzir automóveis e de operar máquinas. Referências: Fabricante

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