PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTOS NS037 POÇOS DE VISITA TIPOS 3A, 3B e 3C Revisão: 03 Abr.

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1 SUMÁRIO 1. Objetivo e campo de aplicação Referências Definições Condições para início dos serviços Materiais e equipamentos necessários Métodos e Procedimentos de Execução Câmara de trabalho Laje de Transição ou Excêntrica Câmara de Acesso ou Chaminé Verificação Medição Observações Registros Histórico das Alterações Anexos Poço de Visita tipos 3A, 3B e 3C Perfil de Montagem Poço de Visita tipos 3A, 3B e 3C Planta Baixa...8 Elaboração Revisão Data da revisão Aprovado (ou Aprovação) Data aprovação Jorge Konrad L.F.Albrecht 17/04/2012 Airana R. Canto 23/04/2012 Página 1 de 8

2 1. Objetivo e campo de aplicação A presente Norma Técnica destina-se à especificação de serviço para execução de Poços de Visita Tipos 3A, 3B e 3C nos Coletores tronco e Interceptores e Emissários por gravidade de esgotos sanitários os quais deverão ser executados em conformidade com o previsto nas Normas Técnicas de Projetos do DMAE. 2. Referências Além das Normas Técnicas DMAE para elaboração de projetos e de especificação de Materiais, devem ser atendidas as Normas da ABNT pertinentes, relacionadas a seguir: NBR 9649/86 Projeto de Redes Coletoras de Esgoto Sanitário NBR 12207/92 Projeto de interceptores de esgoto sanitário NBR 14486/00 Sistemas enterrados para condução de esgoto sanitário Projeto de redes coletoras em tubo de PVC NBR 6118/03 Projeto de estruturas de concreto - Procedimentos 3. Definições Coletor: tubulação subterrânea da rede coletora que recebe contribuição de esgotos em qualquer ponto ao longo de seu comprimento, também chamado coletor público. Coletor Principal: coletor de esgotos de maior extensão dentro de uma mesma bacia. Coletor Tronco: tubulação do sistema coletor que recebe apenas as contribuições de outros coletores. Emissário: canalização que deve receber esgoto exclusivamente em sua extremidade de montante, pois se destina apenas ao transporte das vazões reunidas. Interceptor: canalização que recolhe contribuições de uma série de coletores de modo a evitar que deságüem em uma área a proteger. Câmara de Trabalho (balão): parte do PVde maior dimensão em planta, onde situam-se as canaletas e almofadas ou banquetas Canaletas canais em meia-seção circular de diâmetro equivalente aos das tubulações que se ligam ao PV, destinados a propiciar o escoamento do esgoto no interior do mesmo; podendo ser retas ou curvas Banqueta - correspondente à área do fundo não ocupada pelas calhas com declividade no sentido das calhas. Página 2 de 8

3 Câmara de acesso (chaminé): situada sobre a câmara de trabalho (balão), possui secção circular, de dimensão em planta inferior à da câmara de trabalho e situada excentricamente em relação a esta. Laje Excêntrica (ou redução): interpõe-se entre o balão e chaminé, reduzindo o diâmetro e proporcionando excentricidade. Em certos casos pode ficar praticamente à superfície, constituindo-se diretamente em entrada do PV. Laje de Fixação do Tampão: laje de cobertura dos Poços de Visita, possui moldura para fixação do Tampão de dimensões variáveis Caixilho e Tampão: colocado diretamente sobre a laje excêntrica ou chaminé, com tampa articulada, em ferro, nos diâmetros 600mm, 1000mm e 1200mm. A cota superior do tampão deve coincidir com o greide e suportar as cargas acidentais do tráfego. Tubo de Queda: dispositivo instalado no PV de modo a permitir que o trecho de coletor a montante deságüe no fundo do poço. 4. Condições para início dos serviços - Sinalização colocada - Escavação da vala a jusante concluída - Conferir cotas de projeto e nivelamento - Materiais e peças pré-moldadas 5. Materiais e equipamentos necessários - Retro escavadeira - Caminhão Guindaste - Betoneira - Ferramentas de pedreiro - Rompedores 6. Métodos e Procedimentos de Execução Obedecendo o tipo de poço de visita definido no projeto deverão ser tomados os procedimentos a seguir descritos para a sua correta construção. 6.1 Câmara de trabalho A partir do eixo da rede lançada deverá ser feita a locação do poço de visitas, conforme medidas e amarrações do projeto. A escavação e escoramento do serviço Página 3 de 8

4 devem seguir as normas do DMAE NS 009, NS 010 e NS 011. Tal escavação deverá ser feita com uma profundidade de 40 cm abaixo da cota da geratriz inferior do coletor de jusante. Conferida a profundidade da cava, deverá ser executada uma camada de 10,0cm de concreto magro para apoio da Coroa, sendo que a mesma deverá ser executada com pedra de granito 20 x 20cm, assentadas com argamassa de cimento e areia, traço 1:4. As juntas deverão ter espessura máxima de 2cm e o assentamento deverá ser contrafiado. A coroa de pedras será executada até sobrepor a geratriz externa superior do coletor de montante com acabamento na borda perfeitamente nivelado para o assentamento dos anéis que comporão a câmara de trabalho. Sobre a laje de fundo deverão ser moldadas as calhas de escoamento obedecendo o coletor de maior diâmetro e em perfeita concordância entre as tubulações de chegada e de jusante. As almofadas formadas por este trabalho devem ter caimento para o eixo do poço sendo constituídos de argamassa de cimento e areia com traço 1:3. A coroa de pedras deverá ser rebocada internamente com argamassa de cimento e areia com traço 1:3 espessura mínima de 15 mm. Os anéis que comporão a câmara de trabalho serão assentes sobre a coroa rejuntados com argamassa de mesmo traço, a superfície das peças deve ser previamente molhada. 6.2 Laje de Transição ou Excêntrica Após a montagem dos anéis que compõe a câmara de trabalho deverá ser fundida uma laje para dar suporte à chaminé de acesso do PV. A laje de transição será executada em conformidade com as medidas de projeto. O concreto deverá possuir fck 30MPa. Serão aceitas peças pré-moldadas desde que cumpram todos os pré-requisitos de projeto e norma de concreto NBR 6118/ Câmara de Acesso ou Chaminé Concluída a laje de transição, serão assentados os anéis que comporão a câmara de acesso rejuntados com argamassa de cimento e areia com traço 1:3 até atingir a altura necessária para receber o tampão de ferro fundido ou de concreto armado. O tampão de acesso deve estar perfeitamente solidário ao pavimento final da via. Para que tal situação aconteça é fundamental o planejamento da execução do PV tomando com rigor as diferenças de nível entre o fundo do PV e o pavimento da via por Página 4 de 8

5 ocasião da confecção da coroa. Medidas de valor intermediário que coincidam com altura dos anéis poderão ser supridas quando da execução da coroa e na correta definição da altura da laje de transição deixando medidas mais exatas para serem preenchidas com os anéis pré-moldados que compõem a chaminé e a própria espessura do tampão de acesso. 7. Verificação Item aferido Método Critério Amostragem Registro Cotas de fundo Conferência com Nível Erro < 0,2cm Totalidade Diário de Obras Nível das Paredes Mínimo 2 Conferência com Erro < 0,2% prumadas por Nível coroa executada Diário de Obras Verificação do Perfeito revestimento interno acabamento e Visual e confecção das linhas Totalidade Diário de Obras banquetas concordantes Armaduras e Mínimo de 50% Verificação da laje de dimensões Visual dos PVs nesta transição conforme padrão situação DMAE Diário de Obras Verificação do Verificação do perfeito nivelamento acabamento da de em concordância com cobertura e Tampão o pavimento Erro < =1,0cm Totalidade Diário de Obras 8. Medição O presente serviço será medido por unidade, constando no preço unitário todos os serviços necessários para execução de cada tipo de Poço de Visita. Não está incluído no preço unitário do PV o fornecimento dos tampões que serão pagos em separado 9. Observações Cada tipo de poço de visita deverá ter um orçamento levando em consideração pelo menos três faixas de altura para a composição de seus preços unitários. Atualmente não existe o valor unitário definido para o atual PV tipo 3 ou PV tipo emissário. Esses valores passarão a fazer parte do padrão de orçamento de redes de esgoto do DMAE. 10. Registros Diário de obras Página 5 de 8

6 11. Histórico das Alterações 00-23/05/2008 Criação do documento 01-27/10/2008 Revisão geral do documento e adequação do item /02/2009 Inclusão dos anexos 03 17/04/ Atualização de layout e validação. 12. Anexos Página 6 de 8

7 12.1 Poço de Visita tipos 3A, 3B e 3C Perfil de Montagem Página 7 de 8

8 12.2 Poço de Visita tipos 3A, 3B e 3C Planta Baixa Página 8 de 8

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