Rio Grande (RS), Junho de 2004 Aprovado pelo Conselho Deliberativo (Ata n 02/2004)

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1 DIRETORIA EXECUTIVA Prof. Luiz Carlos Krug Diretor Executivo Prof. Volnei Damasceno - Secretário Econ. Hélio Cortinhas Soldera - Tesoureiro Rio Grande (RS), Junho de 2004 Aprovado pelo Conselho Deliberativo (Ata n 02/2004) 1

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4 FUNDAÇÃO DE APOIO À UNIVERSIDADE DO RIO GRANDE DIRETORIA EXECUTIVA Prof. MSc. Luiz Carlos Krug Diretor Executivo Prof. Volnei Damasceno - Secretário Econ. Hélio Cortinhas Soldera - Tesoureiro CONSELHO DELIBERATIVO Prof. Carlos Rodolfo Brandão Hartmann Reitor (Presidente) Profa. MSc. Maria Elisabeth Gomes da Silva Itusarry Vice-Reitora Prof. José Carlos Henrique Duarte Santos Pró-Reitor de Graduação Prof. Dr. Milton Lafourcade Asmus Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Profa. Maria Antonieta Lavoratti Pró-Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários Prof. Dr. Humberto de Camargo Picolli Pró-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento Eng. Carlos Kalikowski Weska Pró-Reitor de Administração Prof. Dr. Everton das Neves Gonçalves Chefe Departamento Ciências Jurídicas Prof. Dr. Carlos Hartmann Chefe Departamento de Geociências Prof. Dr. Cláudio Renato Rodrigues Dias Chefe Departamento Materiais e Construção Prof. Dr. Cléber Palma Silva Chefe Departamento de Ciências Morfo-Biológicas Profa. MSc. Eli Sinnot Silva Chefe Departamento de Ciências Fisiológicas Prof. MSc. Ernesto Luiz Casares Pinto Chefe Departamento de Física Profa.Dr. Valéria Lerch Lunardi Chefe Departamento de Enfermagem Profa. Dra. Ivalina Porto Chefe Departamento Educação e Ciências do Comportamento Prof. Luiz Antonio Dapuzzo Spotorno Chefe Departamento de Materno Infantil Prof. MSc. José Luiz de Lima Azevedo Diretor Colégio Téc Industrial Prof. Mário Alquati Prof. José Rafael Rodrigues Schiavon Chefe Departamento de Matemática Prof. Dr. Luiz Antonio de Almeida Pinto Chefe Departamento de Química Prof. Dr. Luiz Henrique Torres Chefe Departamento de Biblioteconomia e História Profa. Dra. Maura Dumont Huttner Chefe Departamento de Medicina Interna Prof. Dra. Sandra Crippa Brandão Chefe Departamento de Cirurgia Prof. Dr. Fernando D Incao Chefe Departamento de Oceanografia Prof. Dr. Paulo Renato Lessa Pinto Chefe Departamento de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis Profa. Dra. Marilei Resmini Grantham Chefe Departamento de Letras e Artes Profa. MSc. Vera Regina Mendonça Signorini Chefe Departamento de Patologia CONSELHO FISCAL Prof. Ildefonso Mario Caminha Poester - Departamento Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis Prof. José Vanderlei Silva Borba - Departamento Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis Prof. Claudinei Terra Brandão - Departamento Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis 4

5 INTRODUÇÃO A Fundação de Apoio à Universidade do Rio Grande FAURG foi instituída em 28 de outubro de 1998 com o objetivo básico de apoiar a Fundação Universidade Federal do Rio Grande na consecução de seus objetivos, no âmbito do ensino, da pesquisa e da extensão. De fato, entretanto, a FAURG passou a atuar a partir de 1 de outubro de 1999, quando da escolha dos membros da primeira Diretoria Executiva (Ata n 01/99). Em 18 de 0utubro do mesmo ano foi firmado um Protocolo de Cooperação entre a Universidade e a Fundação, garantindo o amparo jurídico necessário aos programas e projetos desenvolvidos pelas cooperadas. Tendo assumido em 09 de março de 2001 (Ata n 01/01), a atual Diretoria Executiva da FAURG, composta pelo Prof. Luiz Carlos Krug (Diretor Executivo), pelo Prof. Volnei Costa Damasceno (Secretário) e pelo Econ. Hélio Cortinhas Soldeira (Tesoureiro), foi reconduzida para um novo mandato de dois anos em (Ata n 01/03). Neste terceiro ano de gestão a Diretoria Executiva enfrentou uma série de dificuldades, oriundas do crescimento acelerado da quantidade e complexidade dos projetos administrados, que obrigaram a uma alteração profunda nos procedimentos até então adotados, de forma a evitar a perda do controle do processo de gerência de tais projetos. Ao assumir a tarefa de conduzir a Fundação, a atual Diretoria constatou que era prática manter um registro das receitas e despesas dos projetos em planilhas eletrônicas (Microsoft Office Excel), uma espécie de contabilidade paralela a oficial, que servia de referência para os usuários. Assim, toda vez que o responsável por um determinado projeto queria saber sua situação financeira, recebia cópia da referida planilha, impressa ou encaminhada por meio eletrônico, a partir da qual tomava decisões sobre a aplicação dos recursos disponíveis. Apesar de entender que este sistema era falho, uma vez que muitos lançamentos efetuados pela contabilidade não eram registrados nas planilhas, a Diretoria se viu 5

6 obrigado a mantê-lo, por falta de uma alternativa que pudesse orientar minimamente os responsáveis de projetos. Entretanto, já na negociação com o Escritório Amaral Contabilidade S/C Ltda., que assumiu a contabilidade da FAURG a partir de abril de 2001, ficou definido que seria buscada uma forma de disponibilizar aos usuários, via internet, uma informação mais precisa, fosse através do acesso aos dados contábeis do próprio Escritório ou mesmo através de um sistema paralelo mais eficiente, que pudesse ser fiscalizado rotineiramente pelos usuários. A complexidade do programa utilizado pelo Escritório Amaral Contabilidade S/C Ltda inviabilizou a primeira alternativa. Apesar de ser montado um sistema de transmissão periódica dos dados contábeis para a Fundação, não havia como interpreta-los de maneira completa para repassar as informações para os usuários. Após consultar diferentes prestadores deste tipo de serviços, a Diretoria optou por firmar uma parceria com a empresa Vetorial.net, que se propôs a desenvolver um programa que pudesse repassar, via internet, as informações financeiras aos usuários. Em final de 2002 começou a ser estruturado o Sistema de Controle Financeiros de Projetos SCFP. Em abril de 2003 o Diretor Executivo da Fundação foi convidado a participar de uma reunião com a Comissão Permanente do Vestibular - COPERVE, quando foi informado da existência de uma série de falhas e omissões na execução do Processo Seletivo Ficou ali evidente que o processo que vinha sendo adotado na execução dos projetos não era adequado. As ordens de pagamentos eram verbais em grande parte, as liquidações eram executadas em qualquer momento e não havia uma fiscalização eficiente por parte dos usuários. Era preciso mudar os procedimentos. Ao longo dos três meses seguintes a Diretoria Executiva, com o auxílio dos funcionários da Fundação, revisou todos os procedimentos até então adotados e promoveu as mudanças necessárias. Ao mesmo tempo, com o auxílio do Escritório de Contabilidade, revisou a contabilidade paralela de todos os projetos, fazendo os ajustes 6

7 necessários. A Diretoria decidiu, ainda, implantar o Sistema de Controle Financeiro de Projetos, que foi disponibilizado através da página da Fundação em Foi necessário também renovar e ampliar o quadro de funcionários, dada a quantidade de novas tarefas burocráticas que foram incorporadas a rotina da entidade. Foi um período difícil, em face das cobranças e incompreensões de toda a ordem, mas que resultou em ganhos extraordinários para a Fundação. Hoje os procedimentos são claros, seguidos à risca, garantindo a igualdade de tratamento e a transparência dos atos da Diretoria. As informações sobre a situação financeira dos projetos podem ser consultadas através da página da Fundação, com o SCFP sendo atualizado diariamente. O Conselho Fiscal da FAURG vinha manifestando, em diferentes oportunidades, a posição de que deveria ser atendido o disposto no artigo 22 do Estatuto da FAURG, que prevê o controle dos atos do Diretor Executivo por auditoria permanente, designada pelo Conselho Fiscal. A contratação desta auditoria vinha sendo postergada pela Diretoria, uma vez que representava um custo adicional para a Fundação. No entanto, as dificuldades enfrentadas levaram a Direção a tratar de implantar esta exigência estatutária ainda na metade de Em , o Conselho Deliberativo aprovou a CENTEC Centro Técnico Contábil para exercer a auditoria externa, empresa indicada pelo Conselho Fiscal, através do Of. 004/2003, de (Ata N 04/2003). Além de implantar a auditoria externa, a Diretoria adotou a prática de submeter à apreciação do Conselho Deliberativo balancetes periódicos. Assim, em o Conselho analisou e aprovou o Balancete relativo ao 1 semestre de 2003 (Ata N 04/2003), sendo que o relativo ao 3 trimestre foi analisado e aprovado somente em (Ata N 01/2004). A Diretoria, no entanto, não passou o ano de 2003 só corrigindo aquilo que estava errado. Ao contrário, foram tomadas iniciativas que tinham como objetivo ampliar e consolidar o papel da Fundação 7

8 como entidade de apoio à Universidade. A criação em , através da Deliberação N 01/2003, do Fundo de Bolsas, foi um passo fundamental para a regularização da situação de professores, técnicos administrativos e estudantes que desenvolvem atividades junto à FAURG. Constituído por contribuições aportadas por projetos de ensino, pesquisa e extensão, por doações de entidades públicas e privadas e, ainda, por receitas próprias destinadas a esta finalidade, o Fundo de Bolsas instituiu as modalidades de Bolsa de Ensino (destinada à complementação educacional e profissional de seus beneficiários); de Bolsa de Pesquisa (destinada a incentivar talentos em potencial e estimular a investigação cientifica); de Bolsa de Extensão (destinada a apoiar a participação em projetos cujo objetivo é tornar acessível à sociedade os conhecimentos científicos e tecnológicos produzidos pela FURG); de Bolsa de Pós- Graduação (destinadas a estudantes matriculados em curso de pósgraduação da FURG e para docentes e técnicos administrativos e marítimos matriculados em cursos de pós-graduação fora da sede); e de Bolsa Estágio (destinada a estudantes regularmente matriculados em cursos da FURG ou do Colégio Técnico Industrial "Prof. Mário Alquati"). A Deliberação N 02/2003, de , definiu, para o período abril de 2003 a março de 2004, os valores máximos das bolsas instituídas pelo Fundo de Bolsas. O Conselho Departamental da FURG, como resultado de um longo processo de discussão, que envolveu a Diretoria e o Conselho Deliberativo da Fundação e a Administração Superior, a Assessoria Jurídica e os Conselhos Superiores da Universidade, aprovou em a Deliberação N 019/2003, que dispõe sobre a execução de serviços solicitados pela comunidade que utilizem a infra-estrutura física e funcional da Universidade e dá outras providências. O Artigo 12 da citada norma faculta a participação de Fundações de Apoio, devidamente credenciadas pelo Poder Público e que mantenham relacionamento de cooperação com a Universidade, na execução de tais serviços. A mencionada Deliberação, que substitui a Deliberação N 8

9 027/99, , estabeleceu uma série de procedimentos que devem ser observados quando da proposição de projetos de prestação de serviços. Os novos procedimentos, que em grande parte já vinham sendo observados pela FAURG, foram implementados de imediato, de forma a evitar conflitos com órgãos de controle externo, particularmente o Tribunal de Contas da União TCU, que vem mantendo fiscalização rígida sobre os recursos públicos administrados pelas Fundações de Apoio. A Deliberação N 019/2003 também definiu a questão do ressarcimento devido à Universidade por conta do disposto no Artigo 6 da Lei n 8.958, de Em seu Artigo 18, a nova norma prevê a incidência de uma parcela de 5% (cinco por cento) a ser destinada ao Fundo Geral de Desenvolvimento Acadêmico da Universidade - FGDAU, cuja aplicação caberá ao Conselho Departamental. A FAURG, conforme já fartamente mencionado nos Relatórios de Gestão e Prestação de Contas de 2001 e 2002, já adotara esta prática desde a posse da atual Diretoria Executiva, fato ocorrido em , de forma que manteve o mesmo procedimento. Entretanto, é preciso esclarecer que esta retenção incide somente sobre o montante arrecadado por projetos privados, uma vez que há vedação expressa a este tipo de retenção na maior parte dos convênios/contratos firmados com órgãos públicos, que constituem os denominados projetos públicos. A Deliberação em tela previu, ainda, no Inciso VI de seu Artigo 17, o ressarcimento integral à Universidade pela utilização de suas instalações, equipamentos e pela participação de outros servidores que não aqueles inicialmente autorizados a desenvolverem os serviços de que trata a norma, na conformidade de parâmetros estabelecidos pelas Pró- Reitorias de Administração e de Planejamento e Desenvolvimento. A definição de tais parâmetros ainda não foi efetuada. Entretanto, é preciso ter presente que a FAURG, baseada na sua natureza jurídica, adota como prática doar para a Universidade, mediante Termo de Doação específico, todos os bens patrimoniais adquiridos ou instalações construídas com os recursos financeiros de projetos 9

10 privados. O Relatório de Gestão mostra que em 2001 a FURG recebeu, na forma de equipamentos e de construções, 12,83% dos recursos efetivamente executados pelos projetos privados, enquanto os projetos públicos propiciaram a incorporação, na forma de equipamentos, bens de terceiros e construções, de 61,89% dos recursos efetivamente executados (Ver: Relatório de Gestão e Prestação de Contas fls. 31 a 38). Já em 2002, estes percentuais ficaram respectivamente em 12,84% e em 53,75%, não incluídos neste último os recursos investidos em construção, que foram repassados pela própria Universidade (Ver: Relatório de Gestão e Prestação de Contas fls. 32 a 41). É evidente que este aporte patrimonial é uma forma de ressarcimento que a FAURG faz para a Universidade, que por certo deverá ser tomado em conta quando da definição dos parâmetros mencionados na Deliberação N 019/2003. Em relação ao exercício de 2002, cabe destacar que o Ministério Público, através da Portaria N 138/03-PF, de , declarou aprovadas sem ressalvas as contas apresentadas pela FAURG. É conveniente destacar que em 2003, pela primeira vez, foi submetido à apreciação do Conselho Universitário o Relatório de Gestão e Prestação de Contas da FAURG (Ata n 324, de ). Esta iniciativa atende o disposto no Artigo 3, Inciso III, da Lei N 8.958, de , que prevê o controle finalístico e de gestão pelo órgão máximo da Instituição Federal de Ensino, quando se tratar de execução de convênios, contratos, acordos e/ou ajustes que envolvam a aplicação de recursos públicos por parte de Fundações de Apoio. Em 2003 a FAURG, em face dos recursos repassados em 2002 pela Universidade para o cumprimento de diversos objetivos, teve suas relações com a Universidade auditadas pela Controladoria Geral da União. A maior parte das impropriedades relacionadas no Relatório de Auditoria da Corregedoria-Geral da União foi sanada, restando divergência sobre a participação de Professores com Dedicação Exclusiva na administração da 10

11 Fundação e ainda a natureza de alguns contratos, que no entendimento daquele órgão de controle não objetivam apoio a projetos de pesquisa, ensino e extensão e de desenvolvimento institucional, científico e tecnológico. Por certo estas matérias precisam ser pacificadas, sem o que a Fundação poderá enfrentar problemas em futuro próximo. Em 2003 a FAURG também passou por uma vistoria in loco por parte do Ministério Público, que manifestou, no Relatório de Inspeção datado de , que Pela vistoria realizada constata-se que a Fundação de Apoio à Universidade do Rio Grande atende, na íntegra, as finalidades para as quais foi constituída, razão pela qual a continuidade desta afigura-se amplamente favorável em face dos interesses da comunidade.. É, portanto, um indicador de que a Fundação vem conseguindo resolver de forma satisfatória as questões atinentes ao cumprimento de suas finalidades. A quantidade e complexidade dos projetos administrados em 2003, assim como o número crescente de pessoas que trabalham e que buscam diariamente a Fundação, levaram a constatação de que a entidade necessitava com urgência de um espaço físico mais adequado para o desenvolvimento de suas atividades. A opção foi pela construção de um espaço próprio junto ao Centro de Convivência do Campus Carreiros. Para tanto, foi firmado com a Universidade, em , o Contrato Administrativo N 035/2003 (Processo n / ), cujo objeto é a permissão de uso de espaço físico de uma área de 224,95 m² pela FAURG por um prazo de 18 anos. A obra, projetada para ser construída em duas etapas (Figura 1), teve iniciada sua construção na metade de 2003, sendo que estava em fase adiantada de conclusão da sua primeira etapa no final do Exercício (Figuras 2). Para cobrir os custos da nova sede, foi buscada a parceria do Banco do Brasil, uma vez que a FAURG mantém depositado nesta instituição financeira o montante total dos recursos captados pelos projetos que administra. As negociações, que no início se mostravam promissoras, 11

12 não avançaram nos últimos meses de 2003, o que leva a conclusão de que a Diretoria terá de abrir negociações com outras instituições bancárias. Caso não obtenha êxito, será necessária a amortização dos custos da obra em dois ou três anos. A Proposta Orçamentária de 2004 já prevê a destinação de recursos para esta finalidade, caso não se concretize a parceria com o Banco do Brasil ou outra instituição bancária. Figura 1: Planta baixa da sede da FAURG, com destaque para a parte interna da primeira etapa. 12

13 Figura 2: Vista da nova sede da FAURG em dois momentos da construção. PROJETOS EM DESENVOLVIMENTO No ano de 2003 a FAURG administrou um total de 126 projetos, sendo 23 públicos e 103 privados (Quadro I 1 ), nestes incluídos aqueles contratados em anos anteriores, mas que tiveram aporte financeiro no 1 Neste Relatório de 2003 foi alterada a forma e apresentação da listagem de projetos em andamento que vinha sendo adotada desde O Quadro I informa o nome do projeto ou convênio, o código do projeto, o número do contrato (quando houver), a data de início do projeto, o objeto do projeto, o valor contratado, a entidade ou unidade da Universidade favorecida, as unidades da Universidade envolvidas, a validade do projeto e nome do coordenador do projeto. O código é composto pelo número atribuído ao projeto, pela natureza do projeto (PU público; PR privado) e pelo dígito de controle, que identifica o ano em que o projeto foi contratado. Os projetos contratados em 2000, e que, portanto, estavam em andamento quando assumiu a atual Diretoria Executiva, receberam uma numeração a partir de 900, já que a codificação foi implantada inicialmente para os projetos assinados em período, e aqueles contratados no ano, que tiveram ou não aportes financeiros 2. A Figura 3 mostra a evolução do número de projetos públicos e privados administrados pela Fundação a partir da sua criação. Entre 2002 e 2003 houve um crescimento de 15,00% na quantidade de projetos públicos administrados, enquanto o número de projetos privados cresceu 71,67% no mesmo período. 2 O Relatório de Gestão e Prestação de Contas de 2003 não contém os dados de todos os projetos administrados pela Fundação desde o início de suas atividades. Os dados completos dos projetos em andamento, assim como dos encerrados, podem ser consultados no endereço eletrônico (http://www.faurg.furg.br). 13

14 Universidade estava despreparada para prestar. Números Anos Figura 3: Distribuição do número de projetos públicos (em verde) e privados (em azul) administrados pela FAURG no período A elevada taxa de crescimento do número de projetos privados administrados indica que tem aumentado a procura das empresas pelos serviços prestados pela Universidade. Além do crescente aporte de patrimônio, representado pelos equipamentos adquiridos e pelas áreas físicas construídas, e de novas receitas financeiras, oriundas da cobrança da Taxa de Indenização, o aumento no número de projetos pode ser interpretado como um indicador da qualidade do trabalho que vem sendo desenvolvido pela Universidade. É este trabalho de qualidade que faz com que as empresas, e a sociedade em geral, busquem a FAURG para a execução de serviços que até a poucos anos a Já a quantidade de projetos públicos não tem crescido com a mesma taxa verificada entre os privados, possivelmente em razão do reduzido volume de recursos que tem sido disponibilizado para ciência e tecnologia nos últimos anos, tanto pelos órgãos federais como estaduais de fomento. Acrescente-se a isto, o número cada vez maior de pesquisadores de alto nível do País, nas mais variadas áreas do conhecimento, o que tem provocado uma competição cada vez mais acirrada pelos parcos recursos públicos disponíveis. As Tabelas I A e I B discriminam os valores contratados e recebidos a cada ano pelos projetos privados e públicos administrados pela FAURG desde o início de suas atividades. A Figura 4 mostra os valores totais contratados por projetos públicos e privados no período Em 1999 não foram contratados projetos públicos. 14

15 Tabela I - A: Projetos privados contratados pela FAURG entre 1999 e 2003, destacando os valores contratados e recebidos a cada ano. Projetos Privados 1999 Valor Contratado Recebido/2000 Recebido/2001 Recebido/2002 Recebido/2003 Não Codificado (COLÉGIO JOANA D ARC) 750,00 750,00 0,00 0,00 0,00 Não Codificado (CRECHE SÃO JOSÉ DO NORTE) 1.500, ,00 0,00 0,00 0, PR - 00 (DIREITO PENAL) 3.650,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Total (do ano de 1999) 5.930, ,00 0,00 0,00 0,00 Projetos Privados 2000 Valor Contratado Recebido/2000 Recebido/2001 Recebido/2002 Recebido/2003 Não Codificado (MUSEU OCEANOGRÁFICO) 8.000,00 292,50 0,00 0,00 0, PR - 00 (AGUAAN) , , ,48 0,00 0, PR - 00 (COPERVE/ VESTIBULAR 2001) , ,50 0,00 0,00 0, PR - 00 (CRICTE) , , ,00 0,00 0, PR - 00 (CTI) , ,00 0,00 0,00 0, PR - 00 ( MATEMÁTICA) 5.040, , , , , PR - 00 (DMC - SUPRG) , ,00 600,00 0,00 0, PR - 00 (ECOLOGIA AQUÁTICA COSTEIRA) 800,00 795,00 390,00 0,00 0, PR - 00 (EDUCAÇÃO BRASILEIRA) , , ,61 0,00 0, PR - 00 (EDGRAF) 9.000, , ,33 0,00 0, PR - 00 (GESTÃO EMPRESARIAL) , , ,96 0,00 0, PR - 00 (GESTÃO SOC., POL. E CULT.) 9.800, , , , , PR - 00 (MONITORAMENTO AMBIENTAL) , , ,88 0,00 0, PR - 00 (MAR DE DENTRO) , , ,00 0,00 0, PR - 00 (DRAGAPORT II) , , ,00 0,00 0, PR - 00 (DRAGAPORT III) , , ,00 0,00 0, PR - 00 (CASA DO ESTUDANTE) , , ,37 0,00 0, PR - 00 (ANÁLISE MICROBIOLÓGICA) 8.000, , ,56 0,00 0, PR - 00 (PROF. LEIGOS Sta. VITÓRIA PALMAR) , , , , , PR - 00 (PROF. LEIGOS SÃO JOSÉ DO NORTE) , , , , , PR - 00 (SUL QUÍMICA) 7.560,00 0, ,00 0,00 0, PR - 00 (TSC I) , , ,00 0,00 0, PR - 00 (TSC II) , ,34 350,00 0,00 0, PR - 00 (UNITRABALHO) , , , ,00 0, PR - 00 (SEBRAE) 5.000,00 880,00 0,00 0,00 0, PR - 00 (INGLÊS PARA O VESTIBULAR) 8.000, ,00 0,00 0,00 0, PR - 00 (PESCA ARTESANAL) 5.000, ,94 0,00 0,00 0,00 Não Codificado (ANÁLISE COMPORTAMENTAL) 220,00 220,00 0,00 0,00 0,00 Não Codificado (OGMO) 2000, ,00 0,00 0,00 0,00 Não Codificado (ESANTAR/FROTA) 1.668, ,00 0,00 0,00 0,00 Total (do ano de 2000) , , , , ,80 15

16 Projetos Privados 2001 Valor Contratado Recebido/2001 Recebido/2002 Recebido/ PR - 00 (SAÚDE DA FAMÍLIA) ,00 00, , , PR - 01 (LEITURA DE TEXTO EM INGLÊS) 4.000, , ,00 0, PR - 01 (FAPEU) 6.948, ,50 0,00 0, PR - 01 (ESANTAR) , , , , PR - 01 (IDENT. TAX. VEG., ALGAS E FUNGOS) 8.000,00 0,00 0,00 0, PR - 01 (AUTOCAD) 660,00 600,00 0,00 0, PR - 01 (CAMARÃO) , , , , PR - 01 (ESPENSUL) , ,50 0,00 0, PR - 01 (VESTIBULAR 2002) , ,00 0,00 0, PR - 01 (PREFEITURA. - CONSULTORIA SMF) , ,00 0,00 0, PR - 01 (CONGRESSO - OCEANO) , ,00 0,00 0, PR - 01 (JAPONÊS I) 2.500, ,00 490,00 0, PR - 01 (CEEE) , , , , PR - 01 (LABORATÓRIO DE HIDROQUÍMICA) 6.000, ,00 940, , PR - 01 (CONC. SANTA VITÓRIA DO PALMAR) 5.000, ,00 0,00 0, PR - 01 (MUSEU II) , , , , PR - 01 (OFICINA DE PAPEL RECICLADO) 400, ,00 952,40 830, PR - 01 (DBH - ESPECIALIZAÇÃO) , , ,56 0, PR - 01 (CURSO TV ESCOLA) , , ,30 0,00 Total (do ano de 2001) , , , ,35 Projetos Privados 2002 Valor Contratado Recebido/2002 Recebido/ PR - 01 (ESTUDO DA PESCA) , , , PR - 02 (VIA PÚBLICA) , ,00 0, PR - 02 (ECOSUD) , , , PR - 02 (CTI PREFEITURA) , , , PR - 02 (ITALIANO) 5.500, , , PR - 02 (CTI - 5 DISTRITO NAVAL) ,00 0,00 0, PR - 02 (LET S SPEAK ENGLISH) 2.800,00 0,00 0, PR - 02 (NID QUALIFICAÇÃO) , , , PR - 02 (VESTIBULAR 2003) , ,12 0, PR - 02 (CURSO RÁDIO E TV/FURG) , ,50 415, PR - 02 (CURSO DE FÍSICA) 750,00 225,00 220, PR - 02 (ANÁLISE FÍSICO-QUÍMICA DE ÁGUAS) 8.000,00 0,00 0, PR - 02 (CURSO AUTOCAD SEARG) 3.000, , , PR - 02 (TV FURG 02) , , , PR - 02 (SEBRAE - CTI) , , , PR - 02 (INTRODUÇÃO À ENERGIA EÓLICA) 1.000,00 0,00 0, PR - 02 (CURSO DE DESENHO) 1.200,00 120,00 0,00 16

17 Projetos Privados 2002 (continuação) Valor Contratado Recebido/2002 Recebido/ PR - 02 (CURSO DE MERGULHO SUBMARINO) 5.150, , , PR - 02 (TRATAMENTO DE EFLUENTES) ,00 0,00 0, PR - 02 (CTI RELAÇÕES EMPRESARIAIS) , , , PR - 02 (DMC CAIS DO PORTO NOVO) , , , PR - 02 (PROPESQ AMOSTRA) , ,00 0, PR - 02 (KODAK) ,00 0, , PR - 02 (CURSO MESTRADO ENFERMAGEM) 5.500,00 0, , PR - 02 (DAER) , , , PR - 02 (GLOBALLAST) , , , PR - 02 (CURSO FORMAÇÃO DE PROFESSORES) , , , PR - 02 (CURSO MESTRADO EM LITERATURA) 3.000,00 0, , PR - 02 (CORSAN AGUAAN) , , , PR - 02 (SAMAE AGUAAN) ,00 0,00 0, PR - 02 (SANEPAR AGUAAN) ,00 0,00 0, PR - 02 (ANÁLISE MICROBIOLÓGICA) 8.900, , , PR - 02 (CURSO ESP. ECOLOGIA AQ. COSTEIRA) 1.000, ,00 580, PR - 02 (EDIGRAF) 2.000, , , PR - 02 (SUL QUIMICA) 3.153, , , PR - 02 (ESPECIALIZAÇÃO EDUCAÇÃO BRASILEIRA) 6.200, , , PR - 02 (APOIO IMP. NOV. MET. OCEANOGRÁFICA) ,00 0,00 0, PR - 02 (LABORATÓRIO GEOCIÊNCIAS) ,00 0,00 0, PR - 02 (GERENC. AMBIENTAL PORTUÁRIO) 8.969,19 0,00 0, PR - 02 (CURSO ESP. GESTÃO EMPRESARIAL) , , , PR - 02 (CURSO ESP. ENFERMAGEM) 400, , , PR - 02 (CURSO PG EDUCAÇÃO AMBIENTAL) 5.010,00 0, , PR - 03 (GESTAÇÃO DE RISCO) , , ,50 Total (do ano de 2002) , , ,90 Projetos Privados 2003 Valor Contratado Recebido/ PR - 03 (FEIRA DO LIVRO) , , PR - 03 (SISTEMA GESTÃO ATLÂNTICO SUL ) 993, , PR - 03 (FROTA ESANTAR) , , PR - 03 (RÁDIO UNIVERSIDADE) , , PR - 03 (ESP. GESTÃO PORTUÁRIA) , , PR - 03 (SABESP) , , PR - 03 (CURSO DURABILIDADE DO CONCRETO) 250,00 140, PR - 03 (PÓS-GRADUAÇÃO EM MATEMÁTICA) 6.700, , PR - 03 (AVALIAÇÃO QUALIDADE VEGA) 1.155, , PR - 03 (PETROBRÁS TESTES DE TOXIDADE) , ,00 17

18 Projetos Privados 2003 (continuação) Valor Contratado Recebido/ PR - 03 (VESTIBULAR 2004) , , PR - 03 (CONTEÚDOS DE FÍSICA I E II) 250,00 270, PR - 03 (PETROBRÁS CULTIVO DE MICROALGAS) , , PR - 03 (ESPANHOL P/ VESTIBULAR) 1.200,00 700, PR - 03 (APOIO À ADMINISTRAÇÃO) , , PR - 03 (TV FURG III) , , PR - 03 (CURSO DE LÍNGUA RUSSA) 2.400, , PR - 03 (PETROBRÁS - ESTUDO IMPACTO AMBIENTAL) , , PR - 03 (RANÁRIO EXPERIMENTAL) 100,00 100, PR - 03 (INDÚSTRIA DE ALIMENTOS) 1.000,00 254, PR - 03 (DRAGAPORT 2003) , , PR - 03 (ESTATÍSTICA. APLICADA OCEAN. E BIOLOGIA) 1.350,00 200, PR - 03 (SERVIÇOS TECNOLÓGICOS DMC) , , PR - 03 (PROCOBRE) , , PR - 03 (PEIXE BOI) , , PR - 03 (MOSTRA DA PRODUÇÃO UNIVERITÁRIA) , , PR - 03 (GESTÃO FACULDADES ATLÂNTICO SUL) ,15 993, PR - 03 (CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LIMNOLOGIA) 5.250,00 0, PR - 03 (DCJ - SEMANA JURÍDICA) , , PR - 03 (PISCICULTURA UNISOL) , , PR - 03 (PRODUÇÃO & PLOTAGEM) 1.000,00 220, PR - 03 (RESGATANDO A LÍNGUA ESPANHOLA) 164,00 350, PR - 03 (POLICAB - ENSAIOS DE CABOS PETROBRÁS) , , PR - 03 (ANÁLISE DE CAPAS) 8.000,00 0, PR - 03 (DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO DE RG) , , PR - 03 (CAPTURA DE AEROFOTOGRAFIAS) 7.939, , PR - 03 (SOBRE-ESPESSURA EM GASODUTOS) , , PR - 03 (NUDESE) ,31 0, PR - 03 (SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE) ,20 0, PR - 03 (COM. EXTERIOR E TÓPICOS PORTUÁRIOS) , , PR - 03 (ACOMP. FUNCIONÁRIOS DA SMEC) 3.125, , PR - 03 (LEVANTAMENTO AÉREO DIGITAL) , , PR - 03 (CURSO BÁSICO DE SINAIS) 2.000,00 200, PR - 03 (ASSESSORAMENTO GERAL DA AMÉRICA LATINA) ,00 0, PR - 03 (ANÁLISE FÍSICO-QUÍMICA E SENSORIAL) 9.100,00 0, PR - 03 (MUSEU III) , , PR - 03 (FEIRA DO LIVRO 2004) , , PR - 03 (MICROCONTAMINANTES ORGÂNICOS) , , PR - 03 (GESTÃO DE EFLUENTES LÍQUIDOS) , , PR - 03 (ATLANSAT) 9.000,00 0,00 18

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