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1 D I R E T O R D E S E G U R I D A D E PLANO MISTO DOCAS - Ações tomadas/articulações junto aos Ministérios e Secretarias/posição atual - Benefícios (vantagens) - Aceitação pelas Patrocinadoras/porquê sua aprovação deve ser feita através do Ministério dos Transportes/DEST - Responsabilidade do Ministério dos Transportes e da União Federal - Proposta para o equacionamento da situação do PORTUS PLANO DE CUSTEIO AUDITORIAS Dr. Adrei Antonio Degásperi

2 AÇÕES TOMADAS/ARTICULAÇÕES JUNTO AO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES E SECRETARIAS CONSTITUIÇÃO DO GRUPO DE TRABALHO - Foi constituído um Grupo de Trabalho GT, paritário entre representantes das Patrocinadoras e representantes dos Participantes e Assistidos, composto por 10 membros. Os técnicos do Grupo de Trabalho foram qualificados através de curso de formação básica em Previdência Complementar, através da empresa contratada GLOBALPREV Consultores Associados. O Novo Plano de Benefício (Contribuição Definida), elaborado e aprovado pelo Grupo de Trabalho paritário, foi encaminhado para análise e aprovação às Patrocinadoras em fevereiro de Somente a Companhia Docas do Estado de São Paulo CODESP, respondeu, aprovando-o. A aprovação das regras do Novo Plano de Benefícios (Contribuição Definida) pelas Patrocinadoras, passo essencial para a continuidade das demais etapas tem que ser efetuada através da convocação dos Diretores Presidentes das Companhias Docas, Patrocinadoras do Portus, para reunião conjunta com representantes das Entidades Representativas dos Participantes do Portus (Federação Nacional dos Portuários e União Nacional das Associações de Participantes do Portus) e Diretores do Portus. Tal convocação, através do Ministério dos Transportes, já foi solicitada em diversas oportunidades, através de comunicações do Instituto, solicitação do Grupo Interministerial e em reunião realizada no mês de abril de 2005 com as entidades representativas dos participantes do Portus e duas Deputadas Federais.

3 BENEFÍCIOS (VANTAGENS) DO NOVO PLANO -> SALDAMENTO DO PLANO VIGENTE Atualmente não existe garantia real, nem para os Participantes, tampouco para os Assistidos do Governo Federal continuar pagando os benefícios supletivos quando a disponibilidade financeira terminar. Com o saldamento, tanto os Assistidos como os Participantes estarão garantidos até o final de suas vidas. -> PLANO MELHOR ESTRUTURADO Ao contrário do plano anterior, não deve ocorrer fatos que impliquem no aumento de reservas, dado que o nível de benefícios será ajustado automaticamente com a situação financeira da entidade. -> CONGELAMENTO NO VALOR DAS CONTRIBUIÇÕES O percentual estabelecido no Novo Plano, de 8,5% é definitivo. Enquanto que o plano atual, pela avaliação atuarial de 2004, as contribuições das Patrocinadoras, Participantes e Assistidos deverão sofrer um ajuste de 105%.

4 PORQUÊ A APROVAÇÃO DO NOVO PLANO É RECOMENDÁVEL QUE SEJA FEITA EM CONJUNTO COM O MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES? Embora alguns participantes do Grupo de Trabalho entendam de forma diferente, a aprovação das regras do novo plano deve incluir o comprometimento da Patrocinadora no saldamento do plano de benefícios atual. Isto é, cada Patrocinadora que aprovar as regras do novo plano também estará se comprometendo no pagamento proporcional do valor estabelecido necessário para o saldamento do plano vigente, em torno de R$ 1,200 bilhão. Nenhuma Patrocinadora tem capacidade financeira, mesmo a longo prazo, 20 anos, de bancar tal cifra. Somente o Ministério dos Transportes e/ou a União Federal podem equacionar o saldamento. Desta forma, a aprovação do Novo Plano e do Saldamento do Atual, devem ser efetuados em reunião no Ministério dos Transportes, com a participação de representante do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais DEST, além das Entidades mencionadas anteriormente.

5 RESPONSABILIDADE DO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES E DA UNIÃO FEDERAL A Lei Complementar nº 109/2001, que dispõe sobre o Regime de Previdência Complementar, estabeleceu em seu artigo 21, que : O resultado deficitário nos planos ou nas entidades fechadas será equacionado por patrocinadores, participantes e assistidos, na proporção existente entre as suas contribuições, sem prejuízo de ação regressiva contra dirigentes ou terceiros que deram causa a dano ou prejuízo à entidade de previdência complementar O Governo Federal, como acionista controlador das Patrocinadoras, e o Ministério dos Transportes como representante do Governo Federal junto às Companhias Docas, são responsáveis pelo déficit atuarial, se estas Patrocinadoras não tiverem condições financeiras de honrar seus compromissos com a Entidade de Previdência Complementar de seus empregados.

6 PROPOSTA PARA O EQUACIONAMENTO DA SITUAÇÃO DO PORTUS As Companhias Docas se encontram em situação muito difícil do ponto de vista econômico financeiro, principalmente após a concordância com as contratações das dívidas pendentes, Reserva de Tempo de Serviço Anterior RTSA e Paridade Contributiva dos Assistidos (Acórdão do Tribunal de Contas da União nº 169/2005), tendo que implementar um profundo programa de recuperação com vistas a sanear as empresas e permitir que desempenhem seu importante papel para a economia do país. Uma solução simplista de apenas concordar com a assunção pelas empresas dos valores do passivo que lhes cabe, algo em torno de R$ 1,2 bilhão, irá determinar uma continuidade da situação na qual as empresas não conseguem cumprir seus compromissos. Se, por um lado, o Governo Federal, por meio das empresas, precisam realizar investimentos para modernização e provimento de infra-estrutura de forma a tornar mais ágil e produtivo o processo de operação e, por conseguinte, alavancar as exportações brasileiras, tornando-as, inclusive, mais competitivas, por outro lado, é necessário que o PORTUS, possa retomar seus níveis de liquidez e solvência a fim de que possa cumprir os compromissos com os beneficiários dos planos da entidade, ou seja, participantes ativos, assistidos e dependentes, aliás todos oriundos dos quadros de pessoal das empresas portuárias. A assunção, pela União ou pelo Ministério dos Transportes, como incentivo à migração para um novo plano de benefícios na modalidade de Contribuição Definida, da totalidade do passivo do plano, poderá ser efetivada através o oferecimento de títulos, ao longo de no mínimo 10 anos, de forma equacionada e com rentabilidade real 6% a.a., com base em estudo atuarial. Deve-se deixar bem claro no processo que, para as Patrocinadoras, Ministério dos Transportes e Governo Federal, o melhor caminho não é o da liquidação do PORTUS, que teriam que arcar com o pagamento à vista dos fundos necessários para manter as suplementações dos Participantes (Resolução MPAS/CPC Nº 06. de 07/04/1988), além, do que é pior, da imagem negativa da liquidação de uma Entidade de cerca de 25 mil beneficiários. Muito melhor saldar o Plano de Benefícios atual, com títulos do Governo Federal com vencimentos em até 20 anos.

7 PLANO DE CUSTEIO Através da CARTA-PRESID/Nº080/04, de 14 de junho de 2004, encaminhamos ao Secretário Executivo do Ministério dos Transportes, o Resultado da Avaliação Atuarial de 2003 do Plano de Benefícios PORTUS 1 PBP1, para conhecimento e posterior encaminhamento ao Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais DEST. Conforme demonstrado na Nota Técnica de Avaliação Atuarial e no Demonstrativo dos Resultados da Avaliação Atuarial DRAA, de 2003, tornava-se imperativo, naquela oportunidade, rever de imediato, o Plano de Custeio vigente, de sorte que se restabelecesse o equilíbrio atuarial entre as receitas e despesas futuras previstas, evitando-se o agravamento do déficit verificado. Tal plano foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do Portus, através da Deliberação nº 006/04, de 09/06/2004. Naquela oportunidade, as contribuições seriam corrigidas em torno de 42%. De acordo com o Demonstrativo dos Resultados da Avaliação Atuarial DRAA, de 2004, em decorrência da não aprovação no ajuste anterior, as contribuições terão que sofrer uma correção de 105%. Cabe ressaltar, que mesmo com o reajuste de 105%, as contribuições do plano atual estarão sujeitas a novas correções, em razão de sua modalidade de benefício definido.

8 AUDITORIAS Estão em curso, dois trabalhos de auditoria no sistema de seguridade. Um para testar, por amostragem de 500 benefícios, se os benefícios suplementares concedidos pelo Portus estão adequados perante a legislação e regulamento. Outro trabalho de auditoria, com a mesma empresa (Globalprev) foi necessário para complementar às revisões de 626 benefícios referentes ao buraco negro, determinado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar PREVIC. Estamos mantendo entendimentos com a CODESP Cia. Docas do Estado de São Paulo, objetivando a realização de exames, através de sua Auditoria Interna no Portus. Trabalho que deverá ser o primeiro de uma série, por parte das Auditorias Internas das Patrocinadoras. Para a entidade, é um acontecimento histórico em razão da qualidade dos auditores das Patrocinadoras, do custo zero para o Portus e principalmente da ligação técnica entre as Auditorias Internas das Patrocinadoras e a Controladoria Geral da União CGU e o Tribunal de Contas da União TCU, que indiretamente fiscalizarão o pagamento das contribuições no prazo de vencimento.

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