Nivaldo Vieira. Oncologista Clínico

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1 Nivaldo Vieira Oncologista Clínico

2 Câncer de Colo de Útero Terceira causa mais comum de câncer das mulheres Desenvolve-se a partir de lesões prémalignas Altamente prevenível Doença das regiões pobres do mundo

3 Mortalidade pelo Câncer de Colo do Útero Dados Globais Taxa ajustada de mortalidade\ 100 mil > < 2.4 Sem dados Não se aplica ,3 4,1 mortes em (Taxa bruta) países menos % desenvolvidos Brasil EUA 3,8 3,6 Alemanha Espanha 2x maior que a de países desenvolvidos 3,6 3,3 3,1 França (urbana) Itália Reino Unido Referência: GLOBOCAN Disponível em: < Acessado em Junho de 2015.

4 O câncer de colo do útero atinge no Brasil grupo que representa 63% mulheres economicamente ativas N Casos Idade > ,6% ,4% 0,2% ,9% > Referências: Thuler LCS, et al. Revista Brasileira de Cancerologia (3): Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mulher no mercado de trabalho: Perguntas e Respostas. Pesquisa Mensal de Emprego PME. 08 de Março ,9% anos

5 Câncer de Colo do Útero 1 morte a cada 90 min no Brasil 90 minutos ano Referência: INCA, 2013 mortes

6 Ca de cérvix Cenário Brasileiro No Brasil, morre 1 mulher a cada 90 min Acomente mulheres jovens e em fase produtiva, idade média 49 anos Em 2016 haverá um aumento de 4,8% nos casos novos ( x ) Terceiro mais frequente no Brasil

7 Trajeto do Câncer de Cérvix Prevenção Rastreamento Tratamento

8 Trajeto do Câncer de Cérvix Prevenção Rastreamento Tratamento

9 Prevenção Vacina para o HPV Uso de preservativo Controle dos fatores de risco

10 Prevenção Vacina para o HPV 70% das mulheres terão contato com HPV Quadrivalente: 6, 11, 16, 18 Uso de preservativo Instituida no Brasil desde 2012 Ampliação para meninos em Controle dos fatores de risco 2017 Cobertura vacinal ainda BAIXA

11 Prevenção Vacina para o HPV Seu uso reduz o contágio do HPV Além do contato sexual: Uso de preservativo Roupas intimas Sabonetes Controle dos fatores de risco Instrumentos medicos Canal do parto

12 Prevenção Vacina para o HPV Uso de preservativo Tabagismo Multiplas gestações Primeira gestação muito jovem Historia familia Promiscuidade Controle dos fatores de risco

13 Trajeto do Câncer de Cérvix Prevenção Rastreamento Tratamento

14 Papanicolau Detecta lesão em até 80% da vezes Brasil está melhorando Aumentando a Cobertura Melhorando a adesão Resultados precisam ser mais confiáveis

15 Papanicolau Estamos prontos para a educação?

16 Pesquisa Câncer de Colo de útero 171 pacientes Internet 2015 (4 meses)

17 Faixa Etária > de 60 anos 4% Até 19 anos 1,1% 20 a 29 anos 17% 40 a 59 anos 35% 59% 30 a 39 anos 42%

18 Estado de Residência AL; 0,60% AC; 1,20% N = 167 Am,1,80% BA; 4,19% CE; 1,20% DF; 0,60% ES; 0,60% GO; 3,59% MA; 0,60% MT; 0,60% MG; 5,99% SP; 36,53% PA; 2,40% PB; 0,60% PR; 5,99% PE; 1,80% PI; 0,60% SC; 6,59% RO; 0,60% RJ; 13,17% RS; 9,58% RN; 1,20%

19 Fazia Exame Papanicolau (Rastreamento) 24,7% Nunca fez; 15,2% Não lembro; 9,5% Sim, anualmente; 52,4% Sim, a cada 3 anos; 22,9%

20 Você sabia da relação do Ca de Colo do Útero x HPV? Sim; 42,6% Não; 57,4%

21 Onde o Tratamento é Realizado Plano de saúde SUS e e particular; particular; 10,5% 4,7% SUS e plano de saúde; 3,5% Particular; 8,7% Plano de saúde; 27,9% SUS; 44,8%

22 Educação!

23 Trajeto do Câncer de Cérvix Prevenção Rastreamento Tratamento

24 Tratamento - Cirurgia Para os cânceres menos localizados Histerectomia bem como alguns dos tecidos circundantes.

25 Tratamento - Radioterapia Utiliza raios-x de alta energia para matar as células cancerosas. A Radiação interna ou braquiterapia, utiliza material radioativo que é inserido no fundo da vagina, encostado no colo de útero.

26 26

27 27

28 Déficit de Radioterapia

29 Tratamento - Quimioterapia Quimioterapia é o tratamento sistêmico A medicação se espalha por todo o corpo Medicamentos que matam células cancerosas

30 Políticas Públicas no Brasil: Câncer de Colo do Útero Intensificação das políticas a partir de Diretrizes para o Cuidado das Pessoas com Doenças Crônicas nas Redes de Atenção à Saúde Fortalecimento do Sistema de Informação do Câncer do Colo do Útero (SISCOLO) ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO PREVENÇÃO PRIMÁRIA SECUNDÁRIA TERCIÁRIA Incorporação da vacina contra HPV no SUS Referência: Ministério da Sáude do Brasil Qualificação Nacional em Citopatologia (QualiCito) - - Portaria n 189/ Diagnóstico e Tratamento de Lesões Precursoras do Câncer do Colo do Útero (SRC) -

31 Políticas Públicas no Brasil: Câncer de Colo do Útero Estimativa de redução dos casos de Câncer de Colo do útero daqui a pelo menos 20 anos1 ATENÇÃO PRIMÁRIA PREVENÇÃO ATENÇÃO SECUNDÁRIA ATENÇÃO TERCIÁRIA Sem vacinação Incidência estimada do câncer de colo do útero Vacinação de rotina relacionado ao HPV16/18 (por 100,000 por ano) Vacinação de rotina e 16 atualização Anos desde a introdução do programa de vacinação 0? Referência: Kawai K. et al. BMC Infect Dis

32 Políticas Públicas no Brasil: Câncer de Colo do Útero PREVENÇÃO ATENÇÃO PRIMÁRIA ATENÇÃO SECUNDÁRIA ATENÇÃO TERCIÁRIA 79,4% das mulheres de 25 a 64 anos já realizaram o exame preventivo para câncer de colo de útero nos últimos três anos (Papanicolaou)1 Referência: IBGE QualiCito No. 32

33 Políticas Públicas no Brasil: Câncer de Colo do Útero PREVENÇÃO ATENÇÃO PRIMÁRIA ATENÇÃO SECUNDÁRIA Ampliação e Qualificação da Capacidade Instalada, através de incentivos financeiros do governo federal (R$ ,00/SRC*) 60% adicionais no financiamento de procedimentos pré definidos *SRC: Serviço de Referência para Câncer de Colo do Útero Referência: Portaria MS n.189/2014 ATENÇÃO TERCIÁRIA

34 Políticas Públicas no Brasil: Câncer de Colo do Útero PREVENÇÃO ATENÇÃO PRIMÁRIA ATENÇÃO SECUNDÁRIA ATENÇÃO TERCIÁRIA O acesso à saúde integral da mulher, incluindo opções inovadoras de tratamento, é elemento estratégico para a inclusão social2 2. ABC do câncer : abordagens básicas para o controle do câncer / Instituto Nacional de Câncer. Rio de Janeiro : Inca, p. : il

35 Acesso à saúde integral da mulher* Parte essencial para inclusão social A melhoria do tratamento do Câncer de Colo do Útero Fortalecimento do sistema público de saúde e das estratégias já iniciadas pelo governo brasileiro *Referencia: Portaria 874/ Política Nacional para a prevenção e controle do Câncer na rede de atenção a saúde das pessoas com doenças crônicas PNPM Plano Nacional de Políticas para as Mulheres

36 Câncer de Colo do Útero no Brasil Aumento dos casos e estabilidade da mortalidade 20% das mulheres com câncer de colo do útero apresentam resposta terapêutica inadequada 77% das mulheres já são diagnosticadas em estágio avançado e não se beneficiam com medidas de prevenção Referência: Nogueira-Rodrigues et al, Gynecol Oncol. 2014

37 18 Evolução da sobrevida do Câncer de Colo do Útero Avançado 10 anos sem novas opções de tratamento Meses ,4 8,3 8,4 9,7 9, Referências: Thigpen et al.,1989; Omura et al., 1997; Bloss et al., 2002; Moore et al., 2004; Long et al.,

38 HIV

39 Hepatites

40 Taxa ajustada Brasil Mortalidade pelo Câncer de Colo do Útero Brasil: Mortalidade estável pelos últimos 23 anos 7 6 5,22 5,62 5,33 5, , ,23 Referências: TEIXEIRA, Luiz Antonio. Hist. cienc. saude-manguinhos [online]. 2015, vol.22, n.1, pp MS/SVS/DASIS/CGIAE/Sistema de Informação sobre Mortalidade SIM. MP/Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. MS/ INCA/ Conprev/ Divisão de Vigilância 2013

41 Câncer de Colo de Útero? Modernizar os tratamentos HOJE

42 Pontos que merecem atenção: Papanicolaou X Vacina X câncer de colo de utero Capacitação de profissionais Diagnósticos avançados mudar essa realidade Tratamento da paciente com metástase Ausência de PCDT

43 SINAIS E SINTOMAS NEGLIGENCIADOS FALTA INFORMAÇÃO DE QUALIDADE PRECONCEITO TRATAMENTO PESADO DEMORA PARA DIAGNOSTICAR

44 Obrigado

45

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