O Ensino do Espanhol no Sistema Educativo Brasileiro. Edição Bilíngüe

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1 O Ensino do Espanhol no Sistema Educativo Brasileiro Álvaro Martínez-Cachero Laseca Edição Bilíngüe

2 Colección Orellana Nº 19 Coleção Orellana

3 Co l e c c i ó n Orellana Co l e ç ã o Álvaro Martínez-Cachero Laseca O Ensino do Espanhol no Sistema Educativo Brasileiro Edição Bilíngüe 2008 Embajada de españa en brasil

4 Director de la Colección M385e Martínez-Cachero Laseca, Álvaro O ensino do espanhol no sistema educativo brasileiro = La enseñanza del español en el sistema educativo brasileño / Álvaro Martínez-Cachero Laseca; tradução de Elaine Elmar Alves Rodrigues. Brasília: Thesaurus, p. (Colección Orellana, 19 : Coleção Orellana, 19) 1. Língua Espanhola 2. Espanhol estudo e ensino, Brasil 3. Educação, Brasil I. Título CDU 806.9(81) CDD MINISTERIO DE EDUCACIÓN POLÍTICA SOCIAL Y DEPORTES Edita: Secretaría General Técnica. Centro de Publicaciones EMBAJADA DE ESPAÑA EN BRASIL CONSEJERÍA DE EDUCACIÓN NIPO: ISBN: Impresión: THESAURUS EDITORA DE BRASÍLIA

5 Su m á r i o Agradecimentos... 7 I -Introdução... 9 Ii - O Sistema Educativo Brasileiro...26 A) Estrutura...26 B) População Escolar...29 C) Indicadores Educativos...31 D) Características...31 D.1) Qualidade...32 D.2) Eqüidade...42 Iii - O Ensino de Línguas Estrangeiras no Brasil...51 A) O Início...51 B) Reforma Francisco de Campos C) Reforma Capanema D) A Primeira Ldb E) A Segunda Ldb F) A Terceira Ldb Iv - A Lei Do Espanhol...60 A) Antecedentes...60 B) Conteúdo...64 V - As Dificuldades a Serem Superadas pela Lei...70 A) Quantos professores de espanhol são necessários?...73 A.1) Variáveis a Considerar...76 A.2) Resultado...82 B) De onde saem os professores de espanhol necessários?...88 B.1) Requisitos Legais...88 B.2) Problemática...91 B.3) Conclusões...95 Vi - A Situação do Espanhol na Atualidade...96 A) O Espanhol no sistema universitário brasileiro...97 A.1) Situação por Regiões A.2) Situação por Estados B) O Espanhol no Sistema Paraeducativo Brasileiro...103

6 B.1) O espanhol nos centros de línguas B.2) O espanhol nas escolas de idiomas B.3) Escolas de fronteira e Unila B.4) O Espanhol no Vestibular C) O Espanhol no Sistema Educativo Brasileiro C.1) Situação Geral C.2) Regiões do Brasil Região Centro-Oeste Região Nordeste Região Norte Região Sudeste Região Sul C.3) Estados Acre Alagoas Amapá Amazonas Bahia Ceará Distrito Federal Espírito Santo Goiás Maranhão Mato Grosso Mato Grosso do Sul Minas Gerais Pará Paraíba Paraná Pernambuco Piauí Rio Grande do Norte Rio Grande do Sul Rio de Janeiro Rondônia Roraima Santa Catarina São Paulo Sergipe Tocantins Vii - Conclusões...235

7 Ag r a d e c i m e n to s Teria sido impossível elaborar este livro sem a colaboração direta ou indireta, desejada ou não, de muitas pessoas. Procede portanto dar-lhes os oportunos agradecimentos, na rigorosa ordem alfabética brasileira. Alfredo Nieto Ana Casarotti Ana María López Ángeles Vas Antonio Giocondi Carmen Gimeno Celia Navarro Conchita Palanca Delia Hilda Ortiz Edson Melo Elena Haz Fátima Rech Herivelto dos Santos Jane de Oliveira José Valdez de Lima Juan Manuel Oliver Labriza Globig Magdalena Paramés Marcos Amado María das Graças Nobre Marisela Ribas Pedro Alcantara Ana Beatriz Barreto Ana María Gómez Ángel Altisent Antoni Lluch Asunción Maoño Carmen Sainz Carmen Daher María Cristina González Dina Guedes Elaine Rodrigues Elías Serra Fortunato Castro Isabel Blecua Jesús Martín José Luis Rodríguez Juan Pablo Martín Luciana Freitas Manuel Calderón Margareth Alencar María Aparecida dos Santos Paco Niclós Pilar Iglesias 7

8 O ENSINO DO ESPANHOL NO SISTEMA EDUCATIVO BRASILEIRO Purificación Martínez Redinalva Silva Wilko Martínez-Cachero Rafael Fernández Suzana Mancilla 8

9 I - In t r o d u ç ã o A aprovação em 2005 da Lei , conhecida como Lei do espanhol, veio a culminar um longo processo histórico seguido pelo ensino do espanhol no Brasil, ao mesmo tempo, supôs um ponto de partida para toda uma série de iniciativas de conteúdo educativo, cultural, político e econômico. Não existe nenhum país no mundo com as dimensões do Brasil que tenha incluído em seu sistema educativo a obrigação de as escolas oferecerem o ensino do espanhol no Ensino Médio. Em 2007 a Consejería de Educación da Embaixada da Espanha no Brasil decidiu abordar a situação do espanhol no sistema educativo brasileiro na qual cabiam distintas aproximações ao tema. A primeira delas era a que se havia realizado anteriormente no Mapa Lingüístico de la Lengua Española en Brasil, publicado pela Consejería entre 1992 e 1995 ou no Datos y Cifras, também publicado pela Consejería em Nessas publicações, tentou-se apresentar de forma pormenorizada (nome, endereço, professores, número de alunos) as escolas brasileiras nas distintas etapas educativas que ministravam espanhol. Entendemos que, afortunadamente, esse tipo de publicação, que em seu momento supôs um ímprobo esforço, é hoje impossível de se realizar devido ao grande desenvolvimento que o ensino do espanhol teve no Brasil na última década. Uma segunda possibilidade era centrarmos em alguma etapa educativa, desse modo, nos pareceu a mais adequada a do Ensino Médio por ser a etapa na que o espanhol deverá ser oferecido com caráter obrigatório. Entretanto, vimos que muitos Estados brasileiros só haviam iniciado e muito tenuamente o caminho que 9

10 O ENSINO DO ESPANHOL NO SISTEMA EDUCATIVO BRASILEIRO lhes permitirá fazer frente às obrigações estabelecidas na Lei para Por isso, entendemos que retratar sua situação em 2008 era oferecer somente uma visão parcial do assunto. Pensamos também que apresentar dados sem maior explicação não permitiria à maior parte dos leitores compreender uma série de elementos que são absolutamente necessários para poder explicar a situação e perspectivas do ensino do espanhol no Brasil. Por tudo isso, decidimos finalmente trabalhar com o seguinte esquema: publicar em 2008 uma introdução ao ensino do espanhol no sistema educativo brasileiro; analisar em 2009 a situação do espanhol no ensino universitário, já que daí sairão os profissionais que irão ministrar o espanhol; e deixar para 2010 a situação concreta no ensino não universitário. Esse esquema teria a vantagem de ser compatível com o disposto na Lei , visto que a mesma dá um prazo de cinco anos para sua aplicação, isto é até 2010, com o que a totalidade de medidas adotadas pelas autoridades educativas brasileiras já poderiam ser reunidas na última das publicações. No momento de preparar a primeira publicação, decidimos que seria conveniente fazê-la em edição bilíngüe espanhol/ português, para que a mesma seja compreendida tanto pela parte brasileira como pelos leitores hispanos, permitindo dessa forma uma maior difusão. Por último, consideramos que em uma introdução ao ensino do espanhol no sistema educativo brasileiro não deveriam deixar de constar os seguintes elementos: O próprio sistema educativo brasileiro: sua estrutura e sua problemática, já que isso nos permite situar corretamente o ensino do espanhol e ver os problemas que deverão ser enfrentados. 10

11 Álvaro Martínez-Cachero Laseca A evolução histórica que o ensino de idiomas teve no Brasil, aspecto que nos permite conhecer o passado e a situação atual das línguas estrangeiras no Brasil. Uma análise da denominada Lei do Espanhol que nos sirva para saber o que é que diz com exatidão e a que obriga, já que em muitos casos a mesma foi mal interpretada em ambos os lados do Atlântico. As dificuldades que enfrentará a citada Lei para sua efetivação, especialmente no que concerne ao corpo docente necessário para sua execução, tanto em número como em origem. Um visão da situação atual do espanhol no sistema educativo brasileiro regular e não regular. Antes de entrar nesses aspectos, nos parece adequado expor sobre o auge que o ensino do espanhol no Brasil tem na atualidade. Nos últimos quinze anos, cresceu a níveis nunca vistos a demanda do espanhol, não só no âmbito estritamente educativo, mas também no empresarial. Prova disso é que a notícia da aprovação da Lei teve e continua tendo uma amplíssima repercussão no Brasil, na América do Sul e na Espanha, dando lugar a numerosos artigos e publicações que analisam o tema a partir das mais variadas perspectivas. Em alguns casos, entendemos que se parte de premissas não suficientemente fundamentadas, o que levou a conclusões no mínimo discutíveis. Procuraremos, com caráter prévio, analisar as mesmas e apresentar elementos que permitam esclarecer o complexo panorama do espanhol no sistema educativo brasileiro. Uma das premissas mais comuns é a que considera algo absolutamente lógico e normal que o Brasil tenha introduzido o ensino do espanhol no seu sistema educativo. As argumentações a respeito são variadas: o Brasil é uma nação ibérica, sem 11

12 O ENSINO DO ESPANHOL NO SISTEMA EDUCATIVO BRASILEIRO que saibamos muito bem em que consiste esta característica; o Brasil está rodeado de países de língua espanhola; a criação do MERCOSUL; os fortes investimentos realizados pela Espanha na última década; o número de hispanofalantes já existentes no Brasil; a importância do espanhol no mundo sob os pontos de vista econômico e cultural; etc. Todas elas têm parte de razão, embora em muitos casos cabe apresentar matizações importantes. Na prática, mais do que uma única razão, o auge do espanhol no Brasil é conseqüência da soma de todas elas. No que diz respeito ao primeiro dos elementos, o fronteiriço, se costuma mencionar insistentemente como fator de aproximação ao espanhol o fato inegável de que o Brasil tem fronteira com sete países nos que o espanhol é a língua oficial: Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Ninguém parece reparar que essas fronteiras existem desde há muito tempo e, no entanto, o interesse do brasileiro pelo espanhol foi escasso e o dos habitantes dos países mencionados pelo português, nulo. Pensamos que o dado fronteiriço deve ser avaliado em função das dimensões territoriais do Brasil. Assim, é preciso considerar que estamos falando do maior país da América do Sul, com 20,8% do território americano e 47,7% do Sul-americano, sendo o quinto país do mundo em extensão territorial, somente superado pela Rússia, Canadá, China e Estados Unidos. São km de fronteiras, sendo km marítimas e km terrestres. Todos os países sul-americanos, com exceção do Equador e do Chile, têm fronteira com o Brasil. Esses dados frios não permitem, muitas vezes, compreender as dimensões do país, talvez usando referências possam ser melhor entendidas. Podemos ver que entre os extremos norte e sul a distância é de 4.394,7 km (algo inferior a que existem entre 12

13 Álvaro Martínez-Cachero Laseca Helsinque e Islamadad, no Paquistão), e entre este e oeste é de 4.319,4 (uns 200 km mais que Madri-Moscou). A questão tem sua importância do ponto de vista lingüístico já que quando se fala que o Brasil faz fronteira com sete países de língua espanhola, muitas vezes o fazemos aplicando dimensões físicas européias, sem considerar que essas fronteiras existem, mas estão muito longe das principais cidades brasileiras. Assim, um habitante do Rio de Janeiro poderia percorrer km em qualquer direção sem encontrar alguém que não fale português, em comparação, um habitante de Berlim encontraria em um raio de km uns 30 países e um número quase similar de línguas. A isso é necessário unir a forma de colonização do Brasil, limitada durante quase três séculos a enclaves costeiros sem penetração no imenso interior do país. Isso implicou que o brasileiro não tivesse a necessidade de falar espanhol para relacionar-se com seus vizinhos, basicamente porque esses vizinhos estavam muito longe e porque o olhar das classes dirigentes brasileiras se dirigia mais para Europa e para os Estados Unidos e, no caso de ter que falar, sempre tinha o portunhol. Só o incremento das relações com seus países vizinhos fez compreender que para fazer negócios ou fechar acordos, é útil falar ou pelo menos entender o espanhol. Vejamos, portanto, em uma tentativa de explicar o auge do espanhol, quais são as relações comerciais do Brasil com os países que falam espanhol. De acordo com os dados oficiais o volume dos intercâmbios comerciais entre o Brasil e os países de língua espanhola no que se refere ao MERCOSUL é o seguinte : 13

14 O ENSINO DO ESPANHOL NO SISTEMA EDUCATIVO BRASILEIRO ANO INTERCÂMBIOS COMERCIAIS DO BRASIL COM O MERCOSUL * IMPORTAÇÕES EXPORTAÇÕES IMPORTAÇÕES EXPORTAÇÕES %** % VOLUME VOLUME ,6 15, ,6 10, ,8 10, Fonte: MDIC/SECEX (dados em US$ milhões) * Os dados do MERCOSUL não incluem a Venezuela nem a Bolívia. ** Sobre o comércio total Brasil-mundo. Causa certa surpresa ver que a porcentagem do que supõe o intercâmbio comercial entre o Brasil e o resto do MERCOSUL com respeito ao total de intercâmbios foi diminuindo progressivamente na última década, de 15% até os atuais 10%, tanto em importações como em exportações, se bem é certo que as exportações brasileiras quase dobraram seu volume, enquanto que as importações permanecem quase inalteráveis. Nos interessa, portanto, ver o quadro geral de para onde o Brasil exporta e de onde o Brasil importa. É o seguinte: PRINCIPAIS REGIÕES DE DESTINO DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS (dados de 2006 em US$ milhões) País ou Bloco Econômico Valor Variação em % % com respeito ao total ALADI* ,9 22,8 Mercosul ,4 10,1 Outros (exceto Mercosul) ,8 12,7 União Européia ,0 22,1 Estados Unidos ,8 18,0 Ásia ,4 15,1 África ,0 5,4 Oriente Médio ,7 4,2 Europa Oriental ,9 3,3 *Associação Latinoamericana de Integração, formada por 12 países, todos de língua espanhola, exceto o Brasil. 14

15 Álvaro Martínez-Cachero Laseca PRINCIPAIS REGIÕES DE ORIGEM DAS IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS (dados de 2006 em US$ milhões) País ou Variação em % % com respeito Valor Bloco Econômico ao total Ásia ,8 25 União Européia ,8 22 ALADI ,7 17,9 Mercosul ,2 9,9 Outros (exceto Mercosul) ,2 8,0 Estados Unidos ,5 16,2 África ,5 8,8 Oriente Médio ,9 3,5 Europa Oriental ,6 1,7 Fonte: MDIC/SECEX Como se pode ver, a porcentagem de importações e exportações do Brasil com países cuja língua é o espanhol supõe em torno de 20% do total de suas importações e de 25% de suas exportações 1. São porcentagens importantes, mas não muito distantes de seus intercâmbios com a Ásia, Estados Unidos ou a União Européia. Portanto, por si só não explicam o interesse pelo espanhol. Um terceiro fator mencionado é o número de hispanofalantes já existentes no Brasil. Neste caso, é preciso diferenciar entre não brasileiros e brasileiros. No que diz respeito aos não brasileiros, de acordo com os dados da Polícia Federal 1,2 milhões de estrangeiros vivem legalmente no Brasil. Os países que têm mais cidadãos vivendo no Brasil são Portugal (280 mil), Japão (95 mil), Itália (70 mil), Espanha (60 mil) e Argentina (40 mil). Resumindo, os países da União Européia representam a maioria 1. Aos intercâmbios comerciais com ALADI é necessário somar os realizados com a Espanha que são aproximadamente de 2% das exportações brasileiras e 1% das importações. (Fonte: Estacom [ICEX]). 15

16 O ENSINO DO ESPANHOL NO SISTEMA EDUCATIVO BRASILEIRO com 510 mil, enquanto que o número de estrangeiros procedentes de paises americanos de língua espanhola é de 400 mil. Questão distinta é o número de imigrantes ilegais. Segundo estimativas do Serviço Pastoral dos Migrantes, há no Brasil pelo menos 600 mil imigrantes ilegais que em sua grande maioria são bolivianos, paraguaios, peruanos, chilenos, argentinos e colombianos. Isto é, de língua espanhola. Entretanto, os cálculos oficiais são muito inferiores. Segundo o Ministério do Trabalho, o total estaria em torno a 180 mil. Outra cifra, sem dúvida importante, é a da emigração espanhola para o Brasil. Segundo os dados do Ministério do Trabalho e Imigração da Espanha 2 ao redor de espanhóis emigraram para a América, deles o Escritório de Trabalho e Assuntos Sociais da Embaixada da Espanha no Brasil calcula que cerca de ingressaram no Brasil 4. É conveniente salientar que o fato de que ingressaram no Brasil nem sempre significa que ficaram no Brasil, podendo passar depois a outro destino na América. A maioria dessa emigração se produziu em três décadas concretas: entre 1889 e 1899 entraram espanhóis; na década de 1904 a 1914 ingressaram e o terceiro ciclo migratório ocorreu entre 1951 e 1961 com espanhóis. A partir desse momento o número de emigrantes cai progressivamente e nos últimos anos é insignificante e formado em sua maioria por executivos de empresas espanholas e suas famílias, com caráter temporário. Na atualidade, segundo os dados consulares de dezembro de , existem no Brasil espanhóis inscritos em seus registros, aproximadamente dois terços em São Paulo. De acordo com um estudo realizado em 2003, pela Fundação Como comparação, 1,5 milhões de italianos ou alemães. 4. Período Nos últimos anos foram modernizados os registros consulares e o resultado disso é uma diminuição do número de inscritos. 16

17 Álvaro Martínez-Cachero Laseca Getúlio Vargas, existem que são emigrantes puros, sendo o resto filhos e netos de espanhóis com a dupla nacionalidade. Quanto à sua origem, 65% são galegos (95% em Salvador e 90% no Rio), 15% catalães e valencianos; 10% andaluzes e 10% das demais regiões. Isso quer dizer que o número de pessoas não brasileiras que falam espanhol no Brasil pode ser estimado ligeiramente superior a um milhão ( espanhóis sul-americanos ilegais sul-americanos legais = de pessoas). A quantidade pode parecer elevada, mas na realidade supõe ao redor de 0,6% da população total do Brasil. Com respeito ao número de brasileiros que fala espanhol, é muito complicado dar uma cifra. O MEC/INEP carece de estatísticas sobre o número de estudantes de espanhol pelo que qualquer número se baseia em estimativas sujeitas a erro. O Atlas de la lengua española en el mundo, publicado pela Fundación Telefónica em 2007, dá a cifra de pessoas que formariam o que se denomina Grupo de Domínio Nativo (GDN). De acordo com o os critérios utilizados, o GDN está composto por aquelas pessoas que dominam o espanhol como língua nativa ou quase-nativa, incluindo os emigrantes de países de língua espanhola. De acordo com os dados que vimos anteriormente, para nós, o GDN do espanhol no Brasil ascende a pessoas. A mesma publicação indica que existem pessoas no Grupo de Competência Limitada (GCL), grupo integrado por aqueles que aprenderam espanhol em um contexto bilíngüe ou multilíngüe no qual o espanhol não é a língua de maior presença social. Um terceiro Grupo é o de aprendizes de língua estrangeira (GALE), neste caso, o espanhol. O Instituto Cervantes em sua Enciclopedia del español en el mundo (2006), dá a cifra de um milhão de estudantes de espanhol no Brasil, se bem que o estudo é uma mescla de conjeturas e dados. 17

18 O ENSINO DO ESPANHOL NO SISTEMA EDUCATIVO BRASILEIRO Conseqüentemente, poderíamos pensar, que o número total de pessoas que residem no Brasil capazes de se desenvolver com certa fluidez em espanhol, deve ser algo superior a dois milhões de pessoas, a metade deles porque é sua língua nativa e a outra metade por tê-la estudado ou residir em zonas fronteiriças. Não obstante, existem outras cifras. O Instituto Cervantes chegou a mencionar a cifra de 30 milhões de brasileiros que falavam espanhol 6. Em nossa opinião, nos parecem cifras excessivas já que isso suporia que a sexta parte dos brasileiros fala espanhol, se bem devemos reconhecer que nos baseamos mais em apreciações pessoais, fruto de viver no Brasil quatro anos, do que em dados concretos 7, e em todo caso, deveria ser precisado o que se entende por falar espanhol. Outro fato freqüentemente mencionado é o dos investimentos espanhóis no Brasil. Na última década, as relações comerciais entre o Brasil e a Espanha experimentaram o momento mais intenso da sua história. A participação de capitais espanhóis no processo de privatização dos setores de telecomunicação e de energia do Brasil, assim como sua entrada no mercado bancário, supôs que a Espanha alcançasse no ano 2000 a posição de segundo investidor estrangeiro no Brasil, atrás só dos Estados Unidos. De acordo com os dados do Escritório Comercial da Embaixada da Espanha no Brasil, os investimentos espanhóis neste país, que tradicionalmente eram muito escassas (só 26 milhões de Euros em 1994), disparam a partir de 1998 superando nesse ano os quatro bilhões de Euros e alcançando seu teto em 2000 com mais de quatorze bilhões de Euros de investimento bruto. Isto é, em apenas seis anos o investimento espanhol no Brasil se multiplicou por quase 550. É conveniente destacar que isso supôs que a participação espanhola nas privatizações brasileiras A título de orientação só o 5,7% dos estudantes universitários de Letras consideram que falam, lêem e escrevem bem em espanhol (ENADE, 2005). 18

19 Álvaro Martínez-Cachero Laseca fosse de 15% do total geral e 34% se somente contabilizamos a participação estrangeira. Posteriormente, o volume de investimentos descende de uma forma significativa, mantendo-se nos últimos anos em cifras ao redor de 1 bilhão de Euros de investimento bruto, embora em 2007 se registrou uma certa subida que não parece continuar no presente Elaboração própria de acordo com os dados do Escritório Comercial da Espanha no Brasil Acreditamos que esse importantíssimo volume de investimento teve como conseqüência um incremento no valor que se dá no Brasil ao espanhol, passando a ser considerado como uma língua que abre possibilidades de trabalho e econômicas a quem a conhece, o que não deixa de gerar um efeito positivo no âmbito educativo e paraeducativo. É importante não esquecer que em determinadas áreas do Brasil (zonas fronteiriças do Norte e do Centro-Oeste) o espanhol não gozava de alta consideração ao estar associado a emigrantes de fala hispânica, procedentes de países mais pobres. No que diz respeito aos motivos, de diversa índole que se costuma dar para aprender espanhol, a Web do Colégio Miguel de Cervantes (hispano-brasileiro), em São Paulo 8, sem dúvida

20 O ENSINO DO ESPANHOL NO SISTEMA EDUCATIVO BRASILEIRO o centro mais prestigioso para o ensino do espanhol no Brasil, contém um documento onde se enumeram uma série de razões para que um brasileiro estude espanhol. São as seguintes: Porque estudar espanhol? Porque atualmente é a língua materna de mais de 420 milhões de pessoas. Porque muitas pessoas a usam como meio de comunicação nos negócios, nos estudos, no turismo, nas ciências, na literatura e na tecnologia. Porque é língua oficial de 21 países no mundo e é falada por um grande número de habitantes de outros países, por exemplo, os EEUU, onde 19 milhões de pessoas falam espanhol. Porque é a língua oficial de trabalho nas organizações internacionais mais importantes como a ONU (Organização das Nações Unidas) ou a União Européia. Porque em 7 países com os quais o Brasil faz fronteira se fala espanhol. Porque as línguas do MERCOSUL são o português e o espanhol. Porque é a segunda língua internacional mais falada no mundo. Porque a indústria de livros na Espanha e em outros países de língua espanhola é uma das primeiras do mundo em qualidade e quantidade, o que significa que praticamente não há livros que não estejam escritos ou traduzidos em espanhol. Porque a literatura na língua espanhola de um e outro lado do Atlântico conta com 11 Prêmios Nobel e segundo muitos críticos norte-americanos, ingleses, franceses e brasileiros é a mais importante do mundo em qualidade, originalidade e força expressiva. Porque sabendo português e espanhol, podemos nos comunicar com 10% dos seres humanos. 20

21 Álvaro Martínez-Cachero Laseca Deixando à margem algumas das razões que possam ser matizadas, optamos por incluir este raciocínio por nos parecer similar a muitos dos que foram elaborados nos últimos anos por autoridades ou empresas de países de língua espanhola para tentar vender o espanhol no mundo, mas adaptado ao mercado brasileiro. È necessário considerar que o Brasil, no momento de expandir o espanhol, conta com umas circunstâncias um tanto peculiares com relação a outros países. Por um lado, não há nação no mundo com tantos países ao seu redor que falem espanhol, nada menos que sete. Outro fato peculiar é que em qualquer organização regional na que participe, o Brasil se dará conta de que todos ou quase todos os sócios da mesma são países hispanofalantes cujas negociações políticas, comerciais ou culturais se vêem facilitadas por esse fato, sendo eles os únicos que falam outra língua. Uma terceira circunstância é semelhança entre as línguas. Em princípio, um brasileiro ou um hispanofalante pode se comunicar com uma pessoa que fale o outro idioma sem excessivas dificuldades, só à medida que a conversa ou o trato se aprofunda, surgem os problemas. Parece que todas essas circunstâncias deveriam ajudar a propagar o espanhol no Brasil e de fato assim é. Entretanto, não podemos obviar que também existiu certo preconceito com relação ao espanhol em algumas zonas do Brasil. Este fato, que para alguns pode resultar surpreendente, é facilmente explicável é sua origem é a mesma que nos EEUU ou em alguns países da Europa: a emigração. Não devemos esquecer que em alguns estados brasileiros existem emigrantes de países de língua hispânica, principalmente da Bolívia, Peru, Colômbia ou Venezuela, com as características próprias da maioria da emigração no mundo, isto é, pessoas de baixo nível social, educativo ou econômico disposta a ocupar os postos de trabalho mais humildes. Isso ocasiona que, ao menos 21

22 O ENSINO DO ESPANHOL NO SISTEMA EDUCATIVO BRASILEIRO nos estados de Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tenha existido uma certa rejeição, não ao espanhol, mas a considerar a língua espanhola como um complemento formativo. Algo completamente lógico. É difícil fazer entender que o espanhol abre portas econômicas e comerciais quando se vê que aqueles que o falam ocupam os estratos inferiores de seu sistema social. É indubitável que essa tendência está mudando. Na verdade, vários dos Estados mencionados se encontram, como veremos posteriormente, entre aqueles que mais impulsionaram o ensino do espanhol na última década e essa mudança vem da mão da cada vez maior consideração do valor econômico que se dá ao espanhol no Brasil. Na verdade, os motivos mencionados na Web do Colégio Miguel de Cervantes são corretos, mas a ninguém escapa que as línguas se expandem e são aprendidas fundamentalmente por interesses econômicos, porque aos cidadãos se lhes abrem novas oportunidades de trabalho, de melhorar suas rendas e porque os Estados e as empresas têm mais facilidades para negociar e abrir mercados. Hoje, o espanhol no Brasil não só cresce em seu sistema educativo como também em outros muitos âmbitos do mundo dos negócios e assim, assistimos à proliferação de cursos relacionados com o turismo, o comércio, o direito, a pesquisa, etc. Não existem, ou ao menos não conhecemos, estudos sobre que melhora retributiva supõe para um brasileiro falar espanhol, mas parece claro que se as pessoas o estudam é porque existe. Por último, devemos nos referir ao que, possivelmente, seja o fator que mais contribuiu para a expansão do espanhol no Brasil. Estamos nos referindo ao MERCOSUL. Em 26 de março de 1991, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai firmam o Tratado de Assunção, que adota o nome de MERCOSUL, lhe dão uma estrutura institucional básica e estabelecem uma área 22

23 Álvaro Martínez-Cachero Laseca de livre comércio entre si. Em junho de 1992, em Las Leñas, se estabeleceu o cronograma definitivo para a constituição do mercado comum e em 17 de dezembro de 1994 firmou-se o Protocolo de Ouro Preto, que pôs em marcha o MERCOSUL e o constituiu como pessoa jurídica de Direito Internacional. Com base no Protocolo de Outro Preto, firmado em 17 de dezembro de 1994 e vigente desde 1 de janeiro de 1995, o MERCOSUL tem uma estrutura institucional básica composta por: 1. O Conselho do Mercado Comum (CMC), órgão supremo do MERCOSUL, criado em O Grupo Mercado Comum (GMC), órgão executivo, criado em O Parlamento, constituído em 2005, começou a atuar em 7 de maio de 2007 em substituição à Comissão Parlamentar Conjunta. 4. A Comissão de Representantes Permanentes do MERCOSUL (CRPM) e seu Presidente, criada em O Presidente da CRPM representa o MERCOSUL ante terceiros. 5. A Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM), órgão encarregado da gestão aduaneira e alfandegária, criando em O Tribunal Permanente de Revisão do MERCOSUL (TPRM), com sede em Assunção e criado em Posteriormente, alguns Estados americanos procederam a associar-se ou a ser Estados membros do MERCOSUL. Os primeiros foram o Chile 9 e a Bolívia 10 em 1996; em 2003 Peru Acordo de Complementação Econômica MERCOSUL-Chile 10. Acordo de Complementação Econômica MERCOSUL-Bolívia. No final de 2006 formalizou seu pedido de admissão como membro pleno. 11. Acordo de Complementação Econômica MERCOSUL-Peru 23

24 O ENSINO DO ESPANHOL NO SISTEMA EDUCATIVO BRASILEIRO se associou; em 2004 é a vez da Colômbia, Equador e Venezuela 12 ; e, finalmente, a Venezuela se integra como estado membro com plenos direitos e deveres em A criação do MERCOSUL supôs a participação do Brasil em uma entidade que aspira a ser um Mercado Comum. Se bem que o presente e o futuro do MERCOSUL seja objeto de forte controvérsia, é indubitável que, do ponto de vista do espanhol no Brasil, sua mera existência é um passo muito importante. O fato de negociar, reunir-se e fechar acordos com outros países, todos eles de fala hispânica, foi um fator que potenciou a presença do espanhol no Brasil com caráter geral. Igualmente, no âmbito estritamente educativo, gerou interessantes iniciativas que, no contexto do denominado MERCOSUL-Educacional, analisaremos mais adiante. Como se pode comprovar, a cada vez maior presença do espanhol no Brasil, tanto no campo educativo como na vida cotidiana, é conseqüência de uma soma de fatores. Sem dúvida, o que tem maior peso é o MERCOSUL, mas não convém esquecer nenhum dos mencionados. E tampouco convêm esquecer que, por surpreendente que a alguns possa parecer, o espanhol foi até uma época relativamente recente um idioma quase ignorado no Brasil. Como exemplo, o livro publicado pelo Grêmio Espanhol de Socorros Mútuos e Instrução, de Belo Horizonte, em comemoração dos seus noventa anos, narra a história de quando a instituição decidiu organizar um curso de espanhol na década dos 50, curso gratuito para os espanhóis e acessível para os brasileiros. Contrataram um professor, conseguiram materiais e abriram a matrícula. Não apareceu ninguém. A história pode ser considerada como uma mera anedota de há meio século, mas menos anedótico e talvez mais representativo 12. Acordo de Complementação Econômica MERCOSUL-Colômbia, Equador e Venezuela. 13. Protocolo de adesão ao MERCOSUL de 4 de julho de

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