DIVERGÊNCIAS NACIONAIS RELATIVAS AO SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO - SNE. Maria Beatriz Mandelert Padovani

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1 DIVERGÊNCIAS NACIONAIS RELATIVAS AO SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO - SNE Maria Beatriz Mandelert Padovani

2 FONTES DE DEBATES: 1. Texto MEC - Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país; 2. PLP PÁTRIA EDUCADORA; 3. RETOMADA DA DISCUSSÃO DO PLP 413/2014.

3 1 -Texto MEC - Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país Concepção - estruturação do SNE por meio de um conjunto articulado de quatro dimensões, levando a uma nova forma de organização da educação nacional: alterações na LDB;

4 1 -Texto MEC - Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país regulamentação do Artigo 23 da Constituição Federal - ou a Lei de Responsabilidade Educacional; adequação das regras de financiamento; adequação dos sistemas de ensino às novas regras nacionais.

5 1 -Texto MEC - Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país Capitulo a ser inserido na LDB: a) uma base nacional comum que oriente a formação docente e os processos de avaliação de aprendizagem; b) a estrutura e o funcionamento de estabelecimentos escolares;

6 1 -Texto MEC - Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país c) a valorização profissional e a avaliação institucional; e d) a gestão democrática, no seu sentido amplo, incluindo o funcionamento de conselhos, fóruns, instâncias de negociação e as conferências de educação.

7 1 -Texto MEC - Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país Regulamentação do Artigo 23 da Constituição Federal. Proposta inovadora

8 1 -Texto MEC - Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país Percebe-se uma significativa diferença em relação às demais concepções defendidas, sendo apresentada uma proposta de REGULAMENTAÇÃO para o inciso V do artigo 23 da Constituição Federal que originaria uma Lei de Responsabilidade Educacional.

9 1 -Texto MEC - Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país Esta Lei de Responsabilidade Educacional trataria das normas de cooperação obrigatórias para dar sustentação à nova forma de organização da educação nacional. Na proposta em exame, tais normas devem ser regras claras de supletividade vinculadas aos referenciais de qualidade, trazendo na sua base o princípio da interdependência e da cooperação.

10 1 -Texto MEC - Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país Adequação das regras de Financiamento Necessidade de encontrar soluções para o financiamento da educação, considerando as falhas e a terminalidade do FUNDEB, num contexto nacional marcado por severas desigualdades.

11 1 -Texto MEC - Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país Valor Aluno Ano (VAA) deve refletir o conceito de Custo Aluno Qualidade (CAQ), permitindo uma maior responsabilização dos dirigentes na promoção de padrões nacionais básicos de oferta. Vale destacar que essa ação termina corrigindo o principal elemento negativo do FUNDEB, que é o estabelecimento do custeio da educação básica nacional a partir do mínimo legalmente arrecadado sem qualquer vinculação ao custo da qualidade que se pretende implementar.

12 1 -Texto MEC - Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país Adequação dos sistemas de ensino às novas regras nacionais. Mesmo cuidando de propor a constituição de instâncias de participação e pactuação com participação dos entes federados, incluindo uma sedutora colocação quanto a tornar obrigatório, por meio da Lei de responsabilidade educacional, o funcionamento dos Conselhos de Educação, a proposta governamental em estudo prioriza o acatamento da idéia da cooperação, deixando a colaboração em segundo, senão em terceiro plano.

13 1 -Texto MEC - Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país Adequação dos sistemas de ensino às novas regras nacionais. O REGIME DE COLABORAÇÃO, para a estruturação do SNE, é concebido, apenas, como a adequação dos sistemas de ensino às novas regras nacionais.

14 2 -PLP PÁTRIA EDUCADORA; O Sistema Nacional de Educação é constituído pela integração do Sistema Federal, dos Sistemas Estaduais, do Sistema Distrital e dos Sistemas Municipais de Ensino. Os sistemas de ensino incluem os entes da Administração Pública Indireta sob vinculação ou tutela administrativa do Ministério da Educação, das Secretarias Estaduais, Distritais e Municipais de Educação.

15 2 -PLP PÁTRIA EDUCADORA; Os sistemas de ensino são organizados com autonomia e liberdade por lei específica de cada ente da Federação, observados o regime de colaboração estabelecido nesta Lei e as disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

16 2 -PLP PÁTRIA EDUCADORA; Compete à União coordenar a política nacional de educação e articular os diferentes níveis e sistemas de ensino. O regime de colaboração inclui medidas de compensação financeira aos estados e aos municípios nas hipóteses em que ente da Federação assumir a prestação dos serviços de responsabilidade de outro.

17 2 -PLP PÁTRIA EDUCADORA; O Conselho Nacional de Secretários de Estado da Educação CONSED e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação UNDIME são reconhecidos como entidades de utilidade pública representativas dos entes estaduais, distrital e municipais para tratar de matérias referentes à educação. Os sistemas de ensino tem como órgãos normativos e deliberativos os Conselhos de Educação, instituídos por lei específica de cada ente da Federação.

18 2 -PLP PÁTRIA EDUCADORA; Os sistemas de ensino tem os Fóruns de Educação como órgãos de consulta, mobilização e articulação com a sociedade, instituídos por regulamento específico de cada ente da Federação.

19 2 -PLP PÁTRIA EDUCADORA; Comissões de Cooperação Federativa: são instâncias permanentes de negociação e cooperação entre os entes da Federação, instituídas no âmbito nacional, estadual e local para organização da oferta dos serviços de educação pelos sistemas de ensino, conforme prevê o artigo 7º, 5º e 6º, do PNE.

20 2 -PLP PÁTRIA EDUCADORA; Organizam-se em três âmbitos: a Comissão Tripartite de Cooperação Federativa, em nível federal; as Comissões Bipartes de Cooperação Federativa, em nível estadual; e as Comissões dos Pólos Regionais de Educação, de escopo local.

21 2 -PLP PÁTRIA EDUCADORA; ESTABELECE AINDA: Instrumentos do federalismo cooperativo: a avaliação e planejamento da educação; os mecanismos de redistribuição de recursos e de assistência técnica e financeira; a colaboração e apoio entre os entes da Federação para gestão da educação.

22 2 -PLP PÁTRIA EDUCADORA; Recursos públicos destinados ao financiamento da educação: I.receita de impostos próprios da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; II.receita de transferências constitucionais e outras transferências; III.receita do salário-educação e de outras contribuições sociais;

23 2 -PLP PÁTRIA EDUCADORA; IV. receita de incentivos fiscais; V. recursos dos royalties e participação especial sobre exploração de recursos naturais definidos em lei; VI. recursos do Fundo Social FS decorrentes da exploração e a produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos, conforme definidos em lei; VII. recursos de outras fontes destinados à compensação financeira de desonerações de impostos e auxílio financeiro aos Estados e Municípios; VIII. outros recursos previstos em lei.

24 2 -PLP PÁTRIA EDUCADORA; Custo Aluno-Qualidade (CAQ) como padrão nacional de referência para o financiamento anual de todas as etapas e modalidades da educação básica, que deve ser observado e considerado pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. (PNE 20.8)

25 2 -PLP PÁTRIA EDUCADORA; A função redistributiva é exercida, prioritariamente, por intermédio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação FUNDEB.

26 2 -PLP PÁTRIA EDUCADORA; A função supletiva da União é exercida, prioritariamente, pelos programas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE. À União compete, na forma da lei, a complementação de recursos financeiros a todos os Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não conseguirem atingir o valor do CAQ. (PNE 20.8)

27 2 -PLP PÁTRIA EDUCADORA; Gestão colaborativa dos serviços públicos de educação - conjunto articulado de ações voltado ao desenvolvimento da cooperação federativa e gestão compartilhada dos serviços e recursos financeiros da educação pelos entes da Federação incentivo a formação de consórcios públicos.

28 2 -PLP PÁTRIA EDUCADORA; Mobilização Federativa pela Educação: A atuação da Mobilização Federativa pela Educação se dará por solicitação dos Estados ou Municípios interessados. A atuação se dará com absoluta prioridade no apoio e assistência técnica e financeira aos sistemas de ensino em situação de desempenho crítico, conforme critérios estabelecidos pela Comissão Tripartite de Cooperação Federativa.

29 3- PLP 413/2014 O Sistema Nacional de Educação, expressão do esforço organizado, autônomo e permanente do estado e da sociedade brasileira compreende o Sistema Federal, os Sistemas Estaduais, do Distrito Federal e dos Municípios constituídos em lei dos respectivos entes federados.

30 3- PLP 413/2014 1º Caberá à União a coordenação da política nacional de educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo função normativa, distributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais. 2º Os sistemas de ensino terão liberdade de organização nos termos desta Lei e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

31 3- PLP 413/2014 PROPOSTA DE ESTRUTURAÇÃO VERTICALIZADA E UNIFORME DOS SISTEMAS DE EDUCAÇÃO

32 3- PLP 413/2014 O Sistema Nacional de Educação tem como órgão coordenador o Ministério da Educação. O Sistema Nacional de Educação tem como órgão formulador e normativo o Conselho Nacional de Educação de composição tripartite em relação aos entes da federação e paritário entre a representação do Poder Público e da sociedade civil na forma da lei.

33 3- PLP 413/2014 O Sistema Federal de Educação tem como órgão normativo o Conselho Federal de Educação de composição tripartite entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios e paritário entre a representação do Poder Público e da sociedade civil, na forma da lei.

34 3- PLP 413/2014 Os Sistemas Estaduais de Educação têm como órgão normativo o Conselho Estadual de Educação de composição bipartite entre o Estado e os Municípios e paritário entre a representação do Poder Público e da sociedade civil, na forma da lei.

35 3- PLP 413/2014 Os Sistemas Municipais de Educação têm como órgão normativo o Conselho Municipal de Educação de composição paritária entre o Poder Público e a sociedade civil, na forma da lei.

36 3- PLP 413/2014 Ao Conselho Federal, aos Conselhos Estaduais e Conselhos Municipais de Educação compete a normatização relativa ao funcionamento, credenciamento e recredenciamento de instituições, à autorização e reconhecimento de cursos, à organização curricular e ao assessoramento ao órgão executivo no âmbito de seu sistema, além de outras atribuições na forma da lei.

37 3- PLP 413/2014 Ao Conselho Nacional de Educação, entre outras incumbências na forma da lei, compete privativamente: a apreciação de recursos sobre normas emanadas do Conselho Federal, de Conselho Estadual ou Municipal, na forma de regulamento.

38 3- PLP 413/2014 Contempla previsão de Fóruns de Educação nos âmbitos Nacional, Estadual, Distrital e Municipal.

39 3- PLP 413/2014 Fórum Nacional. coordenar as Conferências Nacionais de Educação; acompanhar a execução do PNE e o cumprimento de suas metas; promover a articulação das Conferências Nacionais com as Conferências Estaduais e Municipais que as precederem.

40 3- PLP 413/2014 Fóruns Estaduais, Distrital e Municipais de Educação. coordenar as Conferências de Educação; acompanhar a execução dos planos decenais de educação e o cumprimento de suas metas.

41 3- PLP 413/2014 Comissão Tripartite Permanente de Pactuação Federativa A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios atuarão em regime de colaboração, visando ao alcance das metas e à implementação das estratégias objeto deste Plano. Será criada uma instância permanente de negociação e cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.

42 3- PLP 413/2014 Função Supletiva: O apoio técnico ou financeiro prestado em caráter suplementar pela União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios visa assegurar o padrão mínimo de oportunidades educacionais a todo estudante brasileiro da educação obrigatória e será feito mediante a pactuação de Plano de Ações Integradas PAIS, tendo em vista a competência prioritária de cada ente da federação.

43 3- PLP 413/2014 Função Supletiva - Condicionantes: Para o cumprimento do disposto neste artigo, a União terá acesso a todos os dados e informações necessários de todos os estabelecimentos e órgãos educacionais.

44 3- PLP 413/2014 Função Supletiva - Condicionantes: A assistência financeira da União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como a dos Estados aos Municípios, fica condicionada ao cumprimento do artigo 212 da Constituição Federal e dispositivos constitucionais e legais próprios pertinentes de sua competência.

45 3- PLP 413/2014 Função Supletiva - Condicionantes: A ação supletiva da União ao Estado é exercida exclusivamente se a manutenção de instituição de ensino superior estadual for efetuada com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino.

46 3- PLP 413/2014 Custo anual do aluno: A União, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, estabelecerá padrão nacional de oportunidades educacionais para a educação obrigatória, baseado no cálculo do custo anual por aluno capaz de assegurar educação de qualidade.

47 3- PLP 413/2014 Custo anual do aluno: O custo anual por aluno será calculado ao final de cada ano, com validade para o ano subsequente, considerando variações regionais no custo dos insumos e as diversas modalidades de ensino.

48 3- PLP 413/2014 Custo anual do aluno: A fórmula de cálculo do custo anual por aluno será de domínio público, resultante da consideração dos investimentos necessários para a qualificação e remuneração dos profissionais da educação, em aquisição, construção e conservação de instalações e equipamentos necessários ao ensino e em aquisições de material didático escolar, transporte do escolar, alimentação escolar e outros insumos indispensáveis ao processo de ensino-aprendizagem definidos em regulamento.

49 Muito obrigada!

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