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1 relatório e contas 2012

2 índice 005 Principais Indicadores da Atividade 009 Mensagem do Presidente do Conselho de Administração 011 História do Banco BIC Português 013 Órgãos Sociais 018 Estrutura Organizativa 021 Acionistas 027 Enquadramento Macroeconómico 035 Evolução da Atividade 059 Gestão de Riscos 071 Análise Financeira 081 Proposta de Aplicação de Resultados 085 Demonstrações Financeiras 091 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de dezembro de Certificação Legal das Contas 181 Relatório e Parecer do Conselho Fiscal 184 Adoção das Recomendações do Financial Stability Forum (FSF) e do Committee of European Banking Supervisors (CEBS) relativas à Transparência da Informação e Valorização de Ativos

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5 PRINCIPAIS INDICADORES DA ATIVIDADE (pro-forma) Var. (%) Ativo total líquido ,02% Volume de negócios ,06% Crédito a Clientes (bruto) ,70% Garantias prestadas e créditos documentários abertos ,93% Recursos de Clientes ,10% Aplicações em instituições de crédito ,23% Recursos de instituições de crédito e de bancos centrais ,62% Situação líquida ( ) 170,54% Rendibilidade Margem financeira ,48% Produto bancário ,10% Produto bancário / Ativo líquido 2,64% 1,79% 47,34% Produto bancário por Colaborador ,78% Prejuízo do exercício (7.959) (95.425) 91,66% Rendimento integral do exercício 74 (96.388) 100,08% Rácios de eficiência Custos de estrutura / produto bancário 114% 161% -28,95% Custos com o pessoal / produto bancário 52% 82% -36,38% Capital Rácio de adequação de fundos próprios 17,1% (a) Rácio Core Tier I 12,0% (a) Qualidade do crédito Rácio de crédito com incumprimento (1) 3,49% 9,98% 186,01% Rácio de crédito em risco (1) 7,31% 16,92% 151,80% Rácio de crédito em risco, líquido (1) 1,20% 9,58% 771,30% Rácio de cobertura de crédito com incumprimento (1) 177,32% 81,32% 117,89% Rácio de cobertura de crédito em risco (1) 84,59% 47,95% 76,26% Número de Agências, Gabinetes de Empresas e Centros de Private Banking ,66% Número de Colaboradores ,85% (a) Em 31 de dezembro de 2011, os rácios de fundos próprios apresentavam valores negativos. (1) Rácios calculados de acordo com a Instrução n.º 16/2004, do Banco de Portugal. 005

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9 MENSAGEM DO PRESIDENTE do conselho de administração Começámos em 2008 com as linhas de negócio da Banca de Empresas, Banca correspondente de Bancos Angolanos e Private Banking. Na altura, a Banca de Retalho assumia apenas uma dimensão complementar a essas linhas de negócio. Em conjunto com o nosso irmão gémeo, o Banco BIC, S.A. (Angola), conseguimos desde logo atingir uma posição privilegiada de apoio aos diferentes agentes económicos, no atual panorama de negócios entre Portugal e Angola. Com a aquisição em 2012 do ex-bpn passámos a ter no nosso banco uma Rede de Retalho operando à escala nacional, com um funding que permite reforçar a nossa aposta no financiamento das PME e das empresas exportadoras com boas perspetivas no domínio qualidade-risco. Estamos agora num ambiente macroeconómico extremamente difícil para a economia portuguesa em condições de reforçar o nosso papel de operador bancário no apoio à nossa economia e às relações económicas Portugal Angola. Continuamos a contar com uma sólida estrutura acionista e com um corpo de Colaboradores altamente qualificados e experientes. Esperamos assim continuar a merecer em 2013 a renovada confiança dos nossos Clientes. O Presidente do Conselho de Administração Fernando Mendes Teles 009

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11 História do Banco BIC Português Motivados pela vontade de aumentar as relações de investimento e de comércio entre Portugal e Angola, os acionistas do Banco BIC, S.A. (Angola) apostaram na constituição de um Banco de Direito Português, em Portugal. O Banco BIC Português, S.A. foi assim constituído em janeiro de A sua sede situa-se em Lisboa, onde foi fixado também o primeiro Gabinete de Empresas/Agência, tendo aberto ao público no final do mesmo ano um Gabinete de Empresas/Agência no Porto. Em 2009, surgem os Gabinetes de Empresas/Agências nas cidades de Viseu, Aveiro, Leiria e Braga e, em 2010, uma Agência em Alvarenga, a primeira com uma dedicação exclusiva ao negócio de retalho. No mesmo ano, o Banco BIC foi registado como intermediário financeiro na CMVM, o que permitiu desenvolver o negócio de Private Banking em articulação com o Núcleo de Mercado de Capitais. Em 2012, a aquisição do Banco Português de Negócios por parte dos acionistas do Banco BIC e a consequente fusão das duas entidades, permitiu ao Banco BIC dispor de uma rede de Agências para operar à escala nacional, tendo o Banco passado a agregar aos vetores que já lhe eram reconhecidos a dimensão de banco de retalho, conferida pelo aumento significativo da sua rede comercial que conta agora com mais de duas centenas de novas Agências e Gabinetes de Empresas. As duas grandes linhas de negócios que marcaram o arranque do Banco BIC Banca de empresas e Banco correspondente de Bancos angolanos são agora complementadas com uma oferta mais diversificada e abrangente de produtos e serviços, adequada às exigências do mercado. Com uma estrutura acionista idêntica ao Banco BIC, S.A. (Angola), o Banco BIC Português integra acionistas de referência no mercado empresarial português, nomeadamente no setor bancário, bem como na vida económica e financeira angolana. A esta equipa junta-se um conjunto de profissionais com larga experiência no sistema financeiro, não só em Portugal, mas também noutros países do continente Africano, Brasil e Espanha. 011

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13 Órgãos sociais ASSEMBLEIA GERAL Pedro Canastra de Azevedo Maia (Presidente) Francisco Manuel Constantino Pinto (Vice-Presidente) Jorge Manuel de Brito Pereira (Secretário) CONSELHO FISCAL Henrique Camões Serra (Presidente) Abílio Morgado (Vogal Efetivo) Maria Ivone Santos (Vogal Efetivo) Célia Custódio (Vogal Suplente) CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Fernando Teles (Presidente) Isabel dos Santos Américo Amorim Luís Mira Amaral Jaime Pereira Carlos Traguelho Diogo Barrote Artur Marques Rui Pedras REVISOR OFICIAL DE CONTAS (quadriénio 2012/2015) Sociedade de Revisores Oficiais de Contas Deloitte e Associados, SROC, S.A., representada por: José António Barata, ROC n.º 1210 Carlos Loureiro, ROC n.º 572 (Suplente) COMISSÃO EXECUTIVA Luís Mira Amaral (Presidente) Jaime Pereira (Vice-Presidente) Carlos Traguelho Diogo Barrote Artur Marques Rui Pedras divulgação de informação quantitativa No cumprimento do disposto no art.º 3.º da Lei n.º 28/2009, de 19 de Junho e do disposto no n.º 2 do art.º 17.º do Aviso do Banco de Portugal n.º 10/2011, publicado em 9 de janeiro de 2012, divulgamos de forma agregada e individual a composição e as remunerações auferidas no Exercício de 2012 pelos Conselhos de Administração e Conselho Fiscal, antes e após a fusão jurídica dos dois Bancos: órgão nº de elementos montante de remunerações Conselho de Administração 13 (a) Conselho Fiscal 6 (a) Mesa da Assembleia Geral TOTAL (a) Inclui todos os membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal que exerceram funções ao longo de todo o ano de 2012 no Banco BIC Português, S.A. e no BPN Banco Português de Negócios, S.A., neste, antes e depois da reprivatização. 013

14 órgão nome cargo CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Norberto Emílio Sequeira da Rosa Vice-Presidente do Conselho de Administração (1) (2) montante das remunerações montante da participação nos lucros pagos em 2012 referentes ao exercício de 2011 * Pedro Manuel de Oliveira Cardoso Vogal do Conselho de Administração (1) (2) Rui Manuel Correia Pedras Vogal do Conselho de Administração (2) (3) Mario Manuel Garcia Faria Gaspar Vogal do Conselho de Administração (2) Jorge Antonio Beja Pessoa Vogal do Conselho de Administração (2) Fernando Leonídio Mendes Teles Presidente do Conselho de Administração (4) - - Américo Ferreira Amorim Administrador Não Executivo (4) - - Isabel José dos Santos Administrador Não Executivo (4) - - Luís Fernando de Mira Amaral Presidente da Comissão Executiva (4) Jaime Pedro Galhoz Pereira Vice-Presidente da Comissão Executiva (4) Carlos Prieto Traguelho Administrador Executivo (4) Diogo Vasco Ramos Barrote Administrador Executivo (4) Artur de Jesus Marques Administrador Executivo (5) TOTAL CONSELHO FISCAL Carlos Manuel Durães da Conceição Vogal (2) Maria Helena Maio Ferreira de Vasconcelos Vogal (2) Henrique Manuel Camões Serra Presidente do Conselho Fiscal (4) Maria Ivone de Freitas Pereira dos Santos Vogal (4) Gracinda Augusta Figueiras Raposo Vogal (6) Abílio Manuel Pinto Rodrigues de Almeida Morgado Vogal (7) TOTAL MESA DA ASSEMBLEIA GERAL Pedro Canastra de Azevedo Maia Presidente da Mesa (8) ** - Francisco Manuel Constantino Pinto Vice-presidente da Mesa (8) ** - Jorge Manuel de Brito Pereira Secretário (8) ** - TOTAL TOTAL * Diz apenas respeito a Administradores executivos oriundos do Banco BIC Português, S.A. ** Pagamentos processados em 2013 mas referentes a 2012 (1) Acréscimo remuneratório por acumulação de funções de gestão (2) As funções foram exercidas até à data de (3) Eleição para novas funções em (4) Eleição para iniciar funções no BPN em (5) Eleição em (6) Cessou funções em (7) Eleição em (8) Eleição em

15 ÓRGÃOS SOCIAIS Ainda no cumprimento do disposto nos n. os 2 e 3 do art.º 17.º do Aviso do Banco de Portugal n.º 10/2011, publicado em 9 de janeiro de 2012, divulgamos de forma agregada e discriminada por área de atividade as remunerações dos Colaboradores que cumpriram alguns dos critérios previstos no n.º 2 do art.º 1.º do mesmo Aviso, antes e após a fusão jurídica dos dois Bancos. Para efeitos de delimitação dos Colaboradores a que respeita esta informação considerou-se que o universo de Colaboradores relevantes corresponde aos que ocuparam durante todo o ano de 2012 os quadros diretivos dos órgãos que desempenham funções de controlo, a saber, Direção de Auditoria Interna, Direção de Análise de Risco de Crédito, Gabinete de Risco e Gabinete de Compliance, bem como aqueles que preencheram algum dos outros critérios previstos no n.º 2 do art.º 1.º do Aviso 10/2011. remuneração anual montante da participação nos lucros pagas em 2012 referentes ao exercício de 2011 * órgão n.º de colaboradores montante n.º de colaboradores montante novas contratações ocorridas em 2012 Funções de controlo Outras funções TOTAL * Diz apenas respeito a Administradores executivos oriundos do Banco BIC Português, S.A. Não ocorreu, em 2012, qualquer pagamento por rescisão antecipada de contrato de trabalho, sendo de realçar que, em resultado da fusão jurídica dos dois Bancos, no final do ano de 2012, dos 13 Colaboradores indicados no quadro acima apenas 8 permaneciam naquele universo. divulgação anual sobre a política de remuneração Durante o Exercício de 2012, o Banco BIC Português, S.A., na sua atual configuração, passou por várias fases, havendo que proceder à distinção de 3 realidades: Primeiro trimestre de 2012, em que o BPN Banco Português de Negócios, S.A. ainda era uma entidade nacionalizada e em que o Banco BIC Português, S.A. tinha assinado com o Estado Português um Acordo-Quadro em dezembro de 2011 para aquisição das ações do BPN detidas por este; De abril a novembro de 2012, em que existiam duas entidades jurídicas distintas, o Banco BIC Português, S.A. e o BPN Banco Português de Negócios, S.A. já reprivatizado; Desde 7 de dezembro de 2012, após fusão jurídica daquelas duas entidades. Até à fusão jurídica das duas entidades, o BPN não dispunha de uma Política de Remuneração formalmente aprovada. Após a fusão, os Administradores então nomeados foram remunerados apenas pelo Banco BIC, pelo que, os princípios gerais da Política de Remuneração a seguir referenciados dizem respeito à Política de Remuneração em vigor em 2012 no Banco BIC Português S.A. antes da fusão jurídica e aplicável aos seus Órgãos Sociais e Colaboradores: 1. Política de Remuneração dos Órgãos Sociais 1.1. A Política de Remuneração dos Órgãos Sociais do Banco BIC Português, S.A. em vigor no Exercício de 2012, foi aprovada pela Assembleia Geral em 29 de março de 2011, sob proposta do Conselho de Administração. 015

16 1.2. Na definição da Política de Remuneração não participaram quaisquer consultores externos nem existia uma Comissão de Remunerações A Política de Remuneração consubstanciou-se no pagamento de uma remuneração fixa aos Administradores Executivos, definida por Assembleia Geral, não sendo devida qualquer componente variável Deste modo, a Política de Remuneração em 2012 foi compatível com os interesses de longo prazo do Banco e não incentivou a assunção excessiva de riscos Os Administradores não Executivos não beneficiam de qualquer remuneração fixa ou variável Os membros do Conselho Fiscal beneficiam apenas de remuneração fixa proposta pela Comissão de Remunerações e aprovada pela Assembleia Geral, paga 12 vezes ao ano Em caso de destituição de um Administrador, sem justa causa, a indemnização a pagar rege-se pelo disposto no Artigo 403º do Código das Sociedades Comerciais, isto é, não excederá o montante das remunerações que presumivelmente aquele receberia até ao final do mandato. Em caso de destituição por inadequado desempenho, não será paga qualquer compensação ou indemnização, nem existem quaisquer pagamentos previstos em caso de cessação por acordo Remuneração dos membros da Comissão Executiva: a) Todos os membros da Comissão Executiva auferem uma remuneração fixa paga 14 vezes ao ano; b) Em 2012 não foi atribuída qualquer remuneração variável, sistema de prémios ou qualquer outro benefício não pecuniário àqueles membros; c) Em março de 2012, a Assembleia Geral do Banco BIC Português, S.A. aprovou uma participação nos lucros a distribuir pelos membros da Comissão Executiva equivalente a um mês de remuneração como forma de reconhecimento pelo empenho na consolidação dos resultados do Banco. d) Anualmente, a Assembleia Geral procede à avaliação da Administração, considerando o cumprimento dos objetivos, os resultados quantitativos e qualitativos alcançados bem como a sua origem e natureza, a sustentabilidade ou ocasionalidade dos mesmos, o risco associado à obtenção daqueles, o cumprimento normativo, o valor acrescentado para os Acionistas e a forma como a instituição se relacionou com outros stakeholders; e) Os membros da Comissão Executiva não beneficiam de regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada Remuneração dos membros do Conselho Fiscal: Os membros do Conselho Fiscal auferem apenas de uma remuneração fixa paga 12 vezes ao ano Remuneração dos membros não executivos do Conselho de Administração: Os membros não executivos do Conselho de Administração não beneficiam de qualquer tipo de remuneração Remuneração dos Membros da Mesa da Assembleia Geral: Os membros da Mesa da Assembleia Geral auferem uma senha de presença, de valor fixo, por cada participação nas reuniões da Assembleia Geral definida e aprovada por esta Assembleia. 2. Política de Remuneração dos Colaboradores (conforme definido no n.º 2 do artigo 1.º do Aviso do Banco de Portugal, n.º 10/2011, de 9 de janeiro de 2012) 2.1. A avaliação de desempenho dos Colaboradores é anual e realizada pelo respetivo superior hierárquico e dos resultados daquela não depende a atribuição de qualquer componente variável da remuneração. 016

17 ÓRGÃOS SOCIAIS 2.2. Os Colaboradores que mantêm uma relação jurídico-laboral com o Banco através de contrato de trabalho abrangido pelo Acordo de Empresa, não beneficiam de outras formas de remuneração que não as que decorram da normal aplicação do Acordo de Empresa ou do direito do trabalho, não beneficiando de nenhum sistema de prémios anuais ou de quaisquer outros benefícios não pecuniários, sem prejuízo de eventualmente auferirem uma participação nos lucros conforme referido em Os Colaboradores abrangidos pelo Acordo de Empresa beneficiam de um plano complementar de pensões, de contribuição definida, para o qual concorrem, em percentagens iguais sobre a respetiva remuneração, os Colaboradores e o Banco Os Colaboradores beneficiam apenas de uma remuneração fixa definida nos respetivos contratos de trabalho ou de prestação de serviços Em março de 2012, a Assembleia Geral do Banco BIC Português, S.A. aprovou uma participação nos lucros a distribuir pelos seus Colaboradores com base no mérito avaliado pela Comissão Executiva e na antiguidade no Banco como forma de recompensar o esforço, competência, profissionalismo e dedicação na fase de consolidação do Banco. 017

18 ESTRUTURA ORGANIZATIVA CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Fernando Teles (Presidente) Isabel dos Santos Américo Amorim Luís Mira Amaral Jaime Pereira Carlos Traguelho Diogo Barrote Artur Marques Rui Pedras Comissão Executiva LUÍS MIRA AMARAL (PRESIDENTE) JAIME PEREIRA (VICE-PRESIDENTE) CARLOS TRAGUELHO (ADMINISTRADOR) DIOGO BARROTE (ADMINISTRADOR) ARTUR MARQUES (ADMINISTRADOR) RUI PEDRAS (ADMINISTRADOR) Direção de Sistemas de Informação (DSIT) Direção Coordenadora Empresas Sul (DCES) Direção de Auditoria Interna (DAI) Direção de Suporte Operacional (DSO) Direção Coordenadora Empresas Norte (DCEN) Direção Coordenadora Agências Sul (DCAS) (2) Direção de Marketing e Comunicação (DMKC) Direção Coordenadora Agências Sul (DCAS) (1) Direção de Análise de Risco de Crédito (DARC) Direção de Recursos Materiais (DRM) Direção Coordenadora Agências Norte (DCAN) Gabinete de Organização (GO) Dir. de Canais Alternativos e Meios de Pagamento (DCAMP) Dir. de Contabilidade, Planeamento e Controlo de Gestão (DCP) Gabinete de Risco (GR) Gabinete Angola Portugal (GAP) Gabinete de Dinamização Comercial (GDC) Direção de Private Banking (DPB) Direção Internacional e Financeira (DIF) Gabinete de Compliance (GC) Gabinete de Mercado de Capitais (GMC) Dir. Jurídica e Recuperação de Crédito (DJRC) Direção de Recursos Humanos (DRH) (1) Direções Regionais: Cascais, Lisboa, Margem Sul, Alentejo e Ilhas, e Algarve (2) Direções Regionais: Leiria, Ourém, Rio Maior e Almeirim 018

19 Da esquerda para a direita: Diogo Barrote, Jaime Pereira, Luís Mira Amaral, Carlos Traguelho, Artur Marques, Rui Pedras 019

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21 acionistas Em 31 de dezembro de 2012, o capital do Banco é detido pelos seguintes acionistas: 2011 estrutura acionista % capital n.º de ações montantes em euros Amorim Projectos, SGPS, S.A. 25% Santoro Financial Holding, SGPS, S.A. 25% Fernando Leonídio Mendes Teles 20% Ruasgest, SGPS, S.A. 10% Luís Manuel Cortez dos Santos 5% Manuel Pinheiro Fernandes 5% Sebastião Bastos Lavrador 5% Outros acionistas 5% % Em 31 de dezembro de 2011, o BPN era detido pelo Estado Português, seu acionista único. O Banco foi reprivatizado em 2012, tendo os acionistas do Banco BIC adquirido a totalidade do seu capital, o que veio a concretizar-se no primeiro semestre de Neste contexto, em junho de 2012, o grupo de acionistas que passou a deter e controlar o BPN e o Banco BIC deliberou, por questões de racionabilidade económica, incorporar este naquele, mediante a concretização de uma fusão por incorporação, com a consequente extinção do Banco BIC. A 7 de dezembro de 2012, após a aprovação do Banco de Portugal, foi registada a referida fusão por incorporação na Conservatória do Registo Comercial, com efeitos retroagidos a 1 de julho de Na mesma data, o BPN alterou a sua denominação social para Banco BIC Português, S.A.. Conforme previsto no projeto de fusão, foi realizado um aumento do capital do Banco BIC em 1 milhão de Euros, mediante a emissão de 200 mil novas ações totalmente subscritas e realizadas pelos seus acionistas, de acordo com as respetivas participações. Na sequência da fusão, e conforme aprovado pelo Banco de Portugal, o Banco procedeu à reposição dos níveis de capitalização previstos no âmbito do Acordo Quadro e do Contrato de Compra e Venda, tendo para o efeito realizado uma redução do capital no montante de m para cobertura de prejuízos, e no montante de m por alteração do valor nominal da ação de 5 Euros para 3,94 Euros. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, o Banco BIC tinha aprovado um plafond global de descobertos em depósitos à ordem no montante de m, a um conjunto de empresas detidas direta ou indiretamente pelo Senhor Comendador Américo Ferreira de Amorim. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, estes plafonds encontravam-se utilizados da seguinte forma: Gierlings Velpor Veludo Português, S.A Amorim Cork Research, Lda Amorim Serviços e Gestão, S.A OSI Sistemas Informáticos e Electrotécnicos, Lda Amorim Viagens e Turismo, Lda

22 Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, o Banco BIC havia concedido os seguintes financiamentos à empresa Cotarco Comércio Internacional, Lda., divulgada em razão do seu capital social ser detido em 33% pelo Senhor Dr. Luís Manuel Cortez dos Santos, também acionista do Banco: financiamento concedido saldo saldo Operação de médio e longo prazo Facilidade em conta corrente TOTAL De referir que, pese embora a percentagem de participação acima referida, o Senhor Dr. Luís Manuel Cortez dos Santos não detém o controlo da empresa Cotarco. Nas mesmas datas, encontrava-se aprovado um plafond para emissão de garantias bancárias no montante total de 300 m, do qual se encontravam utilizados, em 31 de dezembro de 2012 e 2011, por 250 m. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, os seguintes membros dos Órgãos Sociais detinham um número de ações do Banco BIC como segue: n.º de ações conselho de administração Fernando Leonídio Mendes Teles Diogo Vasco Ramos Barrote

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27 ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO economia mundial O ano de 2012 foi um período difícil para a economia mundial com recessão em vários países da zona euro a propagar os seus efeitos para zonas e com intensidade não previstas. Em 2012, o PIB da economia mundial cresceu 3,2%, abaixo do valor registado em 2011 (3,9%). Na verdade sob pressão da acumulação dos desequilíbrios das balanças de pagamentos - a crise do euro evoluiu para áreas para além das esferas das dívidas soberanas e dos setores bancários. A recuperação da economia mundial que parecia estar em marcha em 2011 foi travada pela crise do euro, obrigando a grandes ajustamentos em amplas zonas da economia mundial e a enorme reversão dos movimentos internacionais de capitais. Nas economias avançadas, as incertezas e riscos que dificultam o crescimento têm a ver com a necessidade de consolidação fiscal e com a necessidade de reformar o setor financeiro. Em 2012, os fluxos de capital privados para os países da periferia continuaram a ser substituídos por fundos públicos do BCE, FMI e União Europeia. A contração nos países em crise influíram no mundo via redução de importações e aumento de incerteza, o que levou ao declínio dos fluxos de capital privado não só para esses países mas também para as economias emergentes do Leste Europeu, América Latina e Ásia e o seu desvio para destinos seguros dos EUA, Alemanha, Suíça e Japão. A continuação da incerteza na zona euro adiou muitos investimentos privados levando à quebra acentuada da procura de bens duráveis. O comércio internacional conheceu em 2012 apreciável abrandamento do seu crescimento. O comércio mundial cresceu 2,8% contra 5,9% em A maior quebra de ritmo registou-se nas importações dos países avançados, facto que, conjugado com a dinâmica das exportações, levou a uma melhoria da balança comercial destes países e a uma deterioração da balança comercial dos países emergentes. Na verdade, a queda no crescimento das importações deu-se nos países avançados de 4,6% em 2011 para 1,2% em 2012; nas economias emergentes foi de 8,4% em 2011 para 6,1% em No caso das exportações, os países avançados registaram uma desaceleração do crescimento de 5,6% para 2,1% em 2012 enquanto nas economias emergentes se passou de 6,6% em 2011 para 3,6% em A política monetária expansionista seguida nos EUA e mais moderadamente na zona euro desde o início da crise teve um novo impulso nas duas regiões em 2012 com o anúncio de compras ilimitadas de obrigações no fim do verão. Esta liquidez poderá provocar o aparecimento de bolhas nos vários mercados de ativos devido ao suscitar do sentimento de menor independência dos bancos centrais e reduzir a confiança no prosseguimento do objetivo de 2% das taxas de inflação. As taxas de juro, globalmente, estagnaram a níveis historicamente baixos nos países avançados. Devido a este facto, e à geral expansão monetária, houve uma realocação dos fundos abandonando baixas remunerações e provocando a subida das cotações nos mercados bolsistas em todo o mundo. As principais bolsas tiveram valorizações entre 8,1% (FTSE 100) e 15,8% (Nikkei 225). Nos EUA a recuperação da crise financeira de tem sido firme mas muito lenta. O PIB cresceu 2,3% a seguir ao crescimento de 1,8% registado em Houve viragem no mercado de habitação com melhoria dos balanços das famílias com melhoria clara do consumo. No entanto, embora a consolidação fiscal tenha sido adiada os futuros cortes na defesa e educação criaram perspetivas negativas que se podem concretizar em Muitas famílias estão ainda a reduzir as suas dívidas para níveis mais confortáveis. A lentidão e dificuldade da recuperação da crise levou o presidente Obama a anunciar o firme empenhamento na concretização de uma zona de comércio livre entre os EUA e a União Europeia (TAFTA). A inflação baixou de 3,9 % em 2011 para 2,2% em

28 O Japão não conseguiu ainda escapar à estagnação de longo prazo que conhece desde O PIB do Japão cresceu 2,0% em 2012 depois de, em 2011, ter registado uma quebra da atividade de 0,6%. As recentes pressões recessivas do fim do ano 2012 foram contrariadas por subsídios ao setor automóvel, estímulos fiscais e política monetária expansiva. Embora a quebra de 2011 se possa atribuir ao tremor de terra, o arrefecimento do fim de 2012 deve-se à quebra da procura mundial e aos problemas derivados da disputa territorial com a China e decorrentes dos boicotes verificados. A inflação foi negativa em 2012 (-0,1%) contra -0,3% em Nos países emergentes e em desenvolvimento registou-se, em 2012, um aumento global do PIB de 5,1% depois de forte crescimento de 6,3% em O crescimento verificado foi suportado por estímulos estatais, possíveis devido à margem ainda permitida pela relativamente baixa dívida pública. No entanto, os estímulos não conseguem compensar suficientemente a fraqueza da procura externa dos países avançados. economia da zona euro O ano 2012 viu o regresso da recessão à Europa tendo-se registado uma contração da atividade de 0,4 %. A taxa de desemprego foi em média de 11,4% em A taxa de inflação está em declínio passando de 3,0% em setembro de 2011 para 2,2% em dezembro de A economia europeia viveu ainda em 2012 sob o espectro da crise das dívidas soberanas dos países periféricos. Embora os prémios de risco tenham decrescido significativamente, os seus níveis continuam altos e superiores aos níveis de antes da crise. Apesar da melhoria verificada em setembro de 2012, não desapareceram as preocupações com o futuro do euro e os respetivos riscos cambiais e de perturbações graves nos mercados financeiros. Registou-se uma melhoria na resposta política à crise com redução de riscos e melhoria das condições financeiras. Mas esta melhoria foi também acompanhada de atrasos na transmissão da queda dos spreads soberanos e da melhoria da liquidez do setor bancário às condições de crédito ao setor privado. Em março de 2012 o BCE lançou a segunda ronda de facilidades de refinanciamento, a 3 anos (LRTO). Em seguimento da cimeira europeia de junho de 2012, tomaram-se algumas medidas de acalmia na segunda metade do ano. Foi decidido em julho que a Espanha teria acesso, para apoio ao setor bancário, a 100 biliões do fundo ESM. O BCE decidiu o programa de compra ilimitada de obrigações soberanas dos países necessitados (Transações Monetárias Diretas); o BCE, se necessário, comprará obrigações soberanas emitidas pelos países comprometidos em programas de ajustamento estrutural e cujos juros sejam considerados pelo BCE como exagerados. Outras decisões como a aprovação do mecanismo do ESM pelo Tribunal Constitucional alemão e os resultados das eleições holandesas reduziram o risco do euro e diminuíram o prémio de risco nos mercados de dívida soberana. Em julho de 2012 o BCE cortou 25 pontos base para 0,75% na taxa de juro para operações open market. Em julho de 2012 foi também reduzida para 0% a taxa de juro nos depósitos overnight junto do BCE provocando substancial redução destes depósitos e o aumento substancial da liquidez em circulação. Em resultado destes movimentos as taxas de juro no mercado monetário interbancário registaram grande redução em 2012, chegando a ser negativas para as operações a 3 meses com garantia (Eurepo) e atingindo o nível de 0,2% para operações da mesma maturidade sem garantia (Euribor). Estes movimentos arrastaram o prémio de risco no mercado monetário para níveis a escassos pontos base acima dos níveis em que se situavam antes do rebentamento da bolha imobiliária nos EUA, representando uma quebra durante 2012 de cerca de 120 pontos base. Esta expansão monetária provocou a redução das taxas de juro nos novos empréstimos às empresas e consumidores entre 30 e 90 pontos base, com forte incidência nos países do centro da zona euro, mas reduzido efeito sobre a sua periferia em crise devido à persistência do prémio de risco nestas economias. Porém, o volume dos empréstimos ao setor privado decresceu globalmente. 028

29 ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO Esta diminuição dos empréstimos ao setor privado foi compensada pelo aumento dos empréstimos ao setor público acomodando assim a expansão monetária atrás referida a qual, em 2012, usando o indicador M3, cresceu 3,5%. Em setembro de 2012 o BCE anunciou a intervenção no mercado da dívida soberana nos montantes considerados necessários para estabilizar a situação o que teve como resultado a queda acentuada dos prémios de risco das dívidas soberanas. Na verdade, em resposta à subida das taxas espanholas e italianas, o BCE sinalou o compromisso de compra de títulos soberanos dos países que sigam programas de consolidação fiscal, prenunciando uma política monetária muito expansionista. Da mesma forma, a Reserva Federal dos EUA anunciou novo reforço da expansão monetária em resposta à fraqueza do mercado de trabalho: compra sem limites prévios de títulos representativos de dívida imobiliárias. Igualmente os bancos de Inglaterra e do Japão seguiram políticas equivalentes. No entanto, as condições de financiamento e a política monetária mais expansionista foram insuficientes para dinamizar a procura nos países em crise suscitando respostas diferenciadas entre os países. A diminuição das importações e aumento das exportações foi bem conseguida pela Irlanda através da redução dos seus preços relativos, estando em marcha uma saída firme da crise. Os restantes países, embora com situações diferenciadas, ainda não atingiram este limiar devido à rigidez dos preços e salários e à baixa inflação nos países do centro. O aumento rápido do desemprego não foi acompanhado por movimentos correspondentes nos preços e nos salários. A ligeira melhoria que alguns países registaram deveu-se principalmente à redução da procura interna provocada pela recessão e menos pelo ajustamento dos preços que tarda a verificar-se. Os países em crise iniciaram ajustamentos estruturais nas áreas das finanças públicas, mercados de trabalho e de bens e serviços bem como nos sistemas de pensões de saúde e de educação. Estes ajustamentos, visando o saneamento das finanças públicas, a competitividade e o crescimento no longo prazo, causam, porém, efeitos de curto prazo depressivos pouco compreendidos e mal suportados pelas populações. Estes efeitos foram particularmente fortes em todos os países de crise à exceção da Irlanda, país que iniciou o processo de ajustamento há mais tempo e é o único que já conseguiu estabilizar o desemprego. Não obstante a política monetária expansionista do BCE, as condições financeiras do setor privado nos países de crise permanecem muito mais desfavoráveis do que nos países do centro. A diferenciação das condições de crédito entre o centro e a periferia acentuou-se, devido à manutenção de prémios de risco elevados na periferia. Apesar da acalmia e descida das taxas de juro provocadas pelos compromissos do BCE, da decisão do Tribunal Constitucional alemão de apoio aos fundos de resgate europeus e da decisão da União Europeia em apoiar o setor bancário espanhol, a crise da dívida dos países da periferia não está resolvida e está dependente de políticas estruturais que melhorem a competitividade dos países em crise. economia portuguesa A economia portuguesa conheceu, em 2012, uma quebra muito acentuada da atividade económica devido a três causas principais. Primeiro, o continuado impacto dos problemas estruturais da oferta ainda não resolvidos e que se tendem a agravar perante o avolumar da concorrência internacional. Segundo, a política de austeridade empreendida desde 2011 para dar resposta à crise da dívida soberana. Terceiro, a quebra da atividade na economia mundial e em especial nos nossos parceiros da zona euro, conforme é referenciado nos parágrafos acima; globalmente, o PIB dos Clientes de Portugal caiu 0,3% com especial destaque para a zona euro onde a quebra atingiu os 0,6%. O PIB caiu 3,2% em 2012, contra a queda de 1,6% em Os valores da contração têm vindo a piorar ao longo do ano 2012, atingindo no 4º trimestre o valor de 3,8%, a partir de 2,3% no 1º trimestre. O PIB português caiu, em termos reais, 5,7% desde 2007 e está agora ao nível do valor registado em

30 A taxa de inflação situou-se, em 2012, nos 2,7% contra 3,6% em Estes valores representam ainda valores superiores aos da zona euro, significando situação desfavorável à competitividade. No entanto, é nítida uma visível aproximação aos valores médios da zona euro, sobretudo a partir do 4º trimestre de A quebra do consumo privado acentuou-se, passando de uma variação negativa de 3,8% em 2011 para uma evolução também negativa de 5,6% em A contração do consumo foi particularmente acentuada nos bens duradouros cuja quebra atingiu 23,0% (-18,5% em 2011) a comparar com a quebra de 3,9% (-2,1% em 2011) nas despesas em bens não duradouros e serviços (alimentar e não alimentar). De destacar que, no conjunto destes bens, o consumo alimentar teve, pela primeira vez, uma redução embora ligeira, de 0,4%, contra uma variação nula em Os bens não duradouros não alimentares tiveram uma quebra superior, e em agravamento, de 4,9% em 2012 contra a quebra de 2,7% em O consumo reduziu, em ternos reais, 9,2% entre 2012 e 2010, ano em que atingiu o seu maior valor. Em valores reais, o consumo está agora ao nível de 2003, tal como ocorre para o valor global do PIB. O valor do consumo privado em percentagem do PIB fixou-se em 2012 em 66,3% constituindo uma ligeira redução em relação a 2011 (66,5%) e representando um valor ainda muito próximo do máximo de 66,8% atingido em A dívida privada em proporção do PIB atingiu, no 3º trimestre de 2012, valor de 249,0% contra 250% no 3º trimestre de 2011 quando atingiu o máximo. A taxa de poupança das famílias, que passara de 10,1% em 2010 para 9,2% em 2011, teve, em 2012, uma recuperação significativa. Situou-se no 3º trimestre em 11,2% e aproximou-se do máximo dos últimos 10 anos (11,5% em 2003). A queda do investimento (FBCF) acentuou-se em 2012, registando uma variação negativa de 16,2% (contra -10,0% em 2011). Esta aceleração da queda do investimento deveu-se, principalmente, à quebra de compras de Equipamento de Transporte (-25,5% em 2012 e -14,7% em 2011) e da parcela da Construção (-18,5% em 2012 e -10,2% em 2011). As compras de Máquinas e Equipamentos foram as menos afetadas tanto em 2012 (-7,7%) como em 2011 (-7,8%). As vendas de cimento e de veículos caíram a um ritmo muito acelerado. As vendas de cimento reduziram 26,7% em 2012 contra uma redução de 15,3% em Por sua vez, as vendas de veículos ligeiros e pesados caíram 54,1% em 2012 (-23,7% em 2011) e os veículos pesados viram as vendas diminuir 30,1% em 2012 (contra -16,2% em 2011). O desemprego médio foi, em 2012, de 15,7% e atingiu um máximo histórico no 4º trimestre de 2012 com uma taxa de 16,9% (14,9% no 1º trimestre do ano). O número total de desempregados aumentou 21,8% em 2012 (contra um acréscimo de 17,2% em 2011). Desde 2008 perderam-se empregos líquidos representando uma quebra do emprego de 13,3%. Também o emprego acelerou a sua queda (-4,2% em 2012 e -2,8% em 2011). Os indicadores qualitativos de emprego do INE mostram que o setor menos atingido é a indústria transformadora, com quebras nitidamente abaixo da construção e do setor dos serviços. A remuneração média mensal do trabalho, de acordo com os salários declarados, caiu 0,4% em 2012 contra um aumento de 3,5% em Esta queda acentuou-se nos últimos 4 meses com valores próximos de uma redução de 1,5%. Adicionalmente, o indicador do INE remunerações pagas para toda a economia aponta para uma quebra dos salários muito superior, com valores próximos de uma quebra de 5,0% no final de O saldo da balança corrente e de capital (equivalente à antiga Balança de Transações Correntes BTC) atingiu em 2012 valor ligeiramente positivo de 0,8% do PIB. Em 2011 o valor fora ainda significativamente negativo (-5,8%). Esta evolução favorável foi possível, sobretudo, devido à melhoria dos saldos das balanças externas de bens e serviços e dos rendimentos primários. Esta melhoria da balança corrente e de capitais resultou quer da contração da procura interna consumo e investimento - levando à redução das importações, quer do aumento das exportações. A competitividade-preço teve um papel mais mitigado, embora já visível e em crescendo a partir dos últimos meses de

31 ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO As exportações aumentaram 3,3% (7,2% em 2011) contra uma queda das importações de 6,9% (-5,9% em 2011). A taxa de cobertura das importações de bens pelas exportações continuou a melhorar em 2012, situando-se em 80,6% contra 72,4% em 2011 e 63,5% em O tradicional saldo negativo da balança externa de bens e serviços (balança comercial) registou uma forte redução para atingir um ligeiro saldo negativo de 0,5% do PIB contra -4,3% em 2011 e -7,7% em Os custos unitários do trabalho sofreram em 2012 uma redução de 0,4% contra um aumento de 2,7% no período O ano 2012 conheceu uma melhoria da competitividade-preço. A variação dos preços dos produtos industriais foi favorável: verificou-se em Portugal um aumento dos preços de +2,0%, contra +3,0% na zona euro. Em 2011 a evolução ainda fora desfavorável: 7,3% em Portugal contra 6,8% na zona euro. A taxa de crescimento das quotas de exportação de Portugal nos mercados mundiais conheceu uma melhoria de 3,8% (contra quebra de -1,1% no período ), representando a 2ª melhor performance da UE a seguir à Eslováquia. A receita do Estado conheceu, em 2012, uma redução de 6,8%. Os impostos diretos caíram 9,5% (-7,6% no IRS e -17,3% no IRC) e os impostos indiretos reduziram 4,7%. A despesa primária (sem juros da dívida pública) do Estado diminuiu 1,2% (-6,1% se se corrigissem as despesas pontuais não repetíveis de pagamentos de dívidas de anos anteriores relativas ao Serviço Nacional de Saúde). Em 2012 o défice em contabilidade nacional foi de 6,0% do PIB (4,9% considerando os efeitos pontuais entre o quais a receita de venda da ANA). Em 2011 o défice fora de 7,4% do PIB (-4,4% com efeitos pontuais). Os objetivos previstos para o défice no programa da Troika eram de 5,0% em 2012 e 5,9% em Em contabilidade pública o défice foi em 2012 de 8,4 mil milhões de euros contra 7,3 mil milhões em A dificuldade de cumprimento dos objetivos acordados com a Troika aumentou significativamente de 2011 para 2012 (estes objetivos eram de 9,0 mil milhões de Euros em 2012 e 10,3 milhões de Euros em 2011). O limite do défice excessivo está agora programado para se atingir em 2015 em vez de Os limites acordados com a Troika para o défice público têm vindo a ser sucessivamente flexibilizados. O objetivo de 2012 que era de 4,5% no início do programa (maio de 2011) passou para 5,0% em setembro de Para 2013 o objetivo começou por ser 3,0% em maio de 2011, passando a 4,5% em setembro de 2012 e 5,5% em março de Para 2014 era de 2,3% em maio de 2011 e passou para 2,5% e 4,0%, respetivamente, em setembro de 2012 e março de Finalmente, para 2015, o objetivo era de 1,9% em maio de 2011 e setembro de 2012 e foi fixado em 2,5%, em março de Tudo isto mostra a dificuldade de redução do défice numa conjuntura recessiva em que o forte aumento de impostos, designadamente do IVA, e o arrefecer da economia, não gera as receitas fiscais previstas, enquanto do lado da despesa, o agravamento do desemprego gera pressões significativas sobre as prestações sociais, nomeadamente o subsídio de desemprego. Em linha com o agravamento do saldo global das contas públicas (de 4,4% para 4,9%), a evolução do saldo primário também foi negativa passando de -0,3% para -0,5%. A dívida pública continuou a aumentar, atingindo 177 mil milhões de Euros em 2012 contra 168 mil milhões de Euros em Os objetivos eram 180 em 2012 e 176 em Em proporção do PIB a dívida pública atingiu 124,0% em 2012 contra 108,0% em 2011 e 93,5% em Com a continuação de défices elevados, a dívida pública continua a aumentar e com a queda significativa do PIB que a austeridade tem provocado, o rácio dívida pública/pib atinge esses valores expressivos. Em resultado da política de austeridade prosseguida pelo governo e das decisões de política monetária tomadas pelo Banco Central Europeu - e apesar do agravamento da dívida pública - a taxa de juro das obrigações soberanas a 10 anos caiu de 15% no início do ano para menos de 6% atualmente, perspetivando-se a possibilidade em 2013 de regresso aos mercados com emissões de títulos de 10 euros. 031

32 Em 2012 o crédito à economia continuou a contrair-se. Em 2012 melhorou o acesso ao crédito pelo Estado e pelas grandes empresas. Mas as PME continuaram a encontrar grandes dificuldades, suportando ainda taxas muito elevadas relativamente às praticadas nos países do centro do euro. A persistência do risco soberano nos países periféricos, como Portugal, é assim um grande fator de desvantagem competitiva no acesso ao financiamento pelas nossas empresas face aos países do centro da europa. Em 2012 o crédito total (saldo em dezembro) ao setor privado não financeiro diminuiu 2,2% (contra -2,1% em 2011). A redução do crédito às sociedades não financeiras foi muito ligeira (0,7%) sendo mais elevada a quebra do crédito concedido aos particulares (4,4%). Os empréstimos concedidos ao setor privado não financeiro diminuíram 4,2% em 2012 (-4,5% em 2011). Por subsectores, a variação foi de -3,9% para sociedades não financeiras e -4,4% para particulares. Os depósitos bancários do setor privado não monetário diminuíram 3,4% em 2012 (valores de dezembro de 2012). Em 2012, para operações ativas, a taxa de juro média sobre saldos de empréstimos a sociedades não financeiras foi de 4,53%, enquanto que para os empréstimos a particulares para aquisição de habitação foi de 1,59% e para consumo foi de 8,32%. Por sua vez para operações passivas, a média das taxas fixaram-se em 2,87% e 3,04%, respetivamente, para saldos de depósitos com prazo até 2 anos e com prazo superior a 2 anos. Na sequência de estar praticamente terminado o processo de desalavancagem dos grandes bancos (tendo-se atingido o objetivo de 120% no rácio de transformação dos depósitos em crédito), conjugado com a evolução positiva que se está a verificar no aumento dos depósitos e com o apoio do BCE, as restrições de liquidez para o financiamento das empresas com boa qualidade de risco de crédito, designadamente boas empresas exportadoras, reduziram-se significativamente. Persiste no entanto para elas o problema do princing associado ao risco soberano, risco esse que, como já dito, fragmentou aquilo que devia ser um mercado único financeiro duma União Monetária. Onde o problema persiste na dificuldade de acesso ao crédito é em empresas financeiramente desequilibradas e muito dependentes de um mercado doméstico em contração. Aqui não se trata de um problema de liquidez mas sim de um problema de risco de crédito, pois falta a essas empresas, mercado e capitais próprios para terem acesso ao crédito bancário. 032

33 ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 033

34 034

35 EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE A aquisição do BPN em 2012, permitiu apresentar aos Clientes e ao mercado uma nova entidade bancária capitalizando todos os valores e competências associadas à marca Banco BIC. O Banco, assim renovado e redenominado, passou a agregar à marca Banco BIC e aos vetores que já lhe eram reconhecidos - banco correspondente de bancos angolanos, corporate e private banking - a dimensão de banco de retalho, conferida pelo aumento significativo da rede comercial a funcionar sob a marca única Banco BIC. A aliança entre a solidez financeira, a experiência internacional e de empresas do Banco BIC e a cobertura nacional, com mais de duas centenas de Agências sob a mesma marca, permitiu que o Banco se assumisse e apresentasse como uma nova entidade, dotada de rigorosos rácios e de modernos recursos operacionais. Teve assim início o lançamento do Banco BIC à escala nacional, numa lógica de retalho bancário. O objetivo é agora expandir a quota de mercado nos particulares e nas PME, apoiando o desenvolvimento de negócios com cash flow, com uma muito particular atenção aos empresários e empreendedores que estejam ou queiram estar envolvidos no processo de modernização económica de Angola. Do processo de aquisição resultou uma efetiva fusão das equipas comerciais dos dois Bancos, tendo sido, desde logo, definida uma estrutura organizativa que permitisse potenciar as sinergias associadas à integração das duas instituições. Mantendo a distinção entre a rede de Agências, orientada para o negócio dos particulares e pequenos negócios, e os Gabinetes de Empresas, vocacionados para as PME e grandes empresas, a rede comercial manteve também a sua segmentação por área geográfica. rede de empresas Sob a dependência direta da estrutura responsável pelo acompanhamento das empresas no Norte do País ficaram a Direção da Banca de Empresas (estrutura originária do Banco BIC), com 4 Centros de Empresas a Norte (Braga, Porto, Aveiro e Viseu) e os 7 Gabinetes de Empresas do ex-bpn (Braga, Paredes, Porto 1, Porto 2, Aveiro, Coimbra e Viseu). Para não existir duplicação de estruturas na mesma zona geográfica de atuação, desapareceram funcionalmente algumas das unidades supra indicadas, tendo a Direção Coordenadora de Empresas Norte (DCEN) encerrado o exercício de 2012 com 6 Gabinetes de Empresas: Braga, Paredes, Porto, Aveiro, Coimbra e Viseu. A Direção Coordenadora de Empresas Sul (DCES), cuja área de atuação se estende de Leiria a Setúbal, contou com 5 Gabinetes de Empresas, dotados de um total de 41 Colaboradores, e sob a sua tutela está também o Gabinete de Protocolos com 3 Colaboradores e uma atuação a nível nacional. Com equipas reforçadas, concentraram-se esforços no crescimento sustentado do Volume de Negócios, explorando e beneficiando daqueles que são alguns dos pontos fortes do Banco BIC, como a liquidez, a ligação a Angola e a segurança, e também a já existente Rede Netpay. A imagem que a marca Banco BIC possui no mercado, permitiu restabelecer a confiança dos Clientes, abrindo caminho e eliminando barreiras existentes desde a nacionalização. Por outro lado, a integração do Banco BIC permitiu aumentar, num curto espaço de tempo, a base de Clientes, mantendo o nível de qualidade de serviço prestado, fruto do acompanhamento próximo e dedicado dos 50 Colaboradores da rede norte e dos 41 da rede sul N.º de Clientes (DCEN) N.º de Clientes (DCES) TOTAL

36 Sendo o Banco uma Instituição de Crédito Portuguesa, a sua carteira é maioritariamente composta por Clientes nacionais ainda sem qualquer ligação a Angola. Contudo, e porque o Banco BIC tem como uma das suas missões assumir um papel preponderante no fortalecimento e desenvolvimento das relações económicas entre Portugal e Angola, foram potenciadas (com a base alargada de Clientes e usufruindo da relação existente com o Banco BIC, S.A., em Angola) operações que possibilitam a dinamização dos fluxos entre os dois países, apoiando o tecido empresarial Português na sua estratégia de internacionalização para aquele país. Para tal, contribuiu também o apoio prestado pelo Gabinete Angola Portugal em operações montadas entre os dois países e na identificação de potenciais Clientes a abordar pela estrutura comercial. Mesmo num contexto económico adverso, a integração das estruturas dos dois bancos permitiu o aumento do volume de negócios que passou de M em 2011 para 2.106,7 M em volume de negócios Δ Recursos ,3 Crédito (incluindo crédito especializado e por assinatura) ,1 TOTAL ,2 UNIDADE: Euros Uma nota muito positiva para a evolução dos recursos, tendo-se conseguido no final de 2012, chegar aos 382,8 M. Este nível de recursos foi em grande medida possível devido ao desaparecimento da marca BPN e à confiança percebida pelos Clientes na marca Banco BIC, invertendo a tendência de fuga de depósitos que vinha sendo notória desde finais de 2008 e início de Em termos do crédito, o valor alcançado fixou-se nos 1.723,9 M. Este resultado foi alcançado num contexto marcado por profundas mudanças estruturais internas (com a fusão das duas Instituições) e uma envolvente nacional menos favorável que exige (ou pelo menos recomenda) uma maior seletividade na concessão de crédito, balizando os objetivos de crescimento segundo o binómio risco/rendibilidade. Foi, de resto, assumida como sendo de particular relevância a adoção de critérios prudenciais na alocação do crédito, dada a conjuntura difícil que o país atravessa, reflexo da menor capacidade interna em acomodar e reagir ao choque que a crise económica e financeira, a nível mundial, provocou nos mercados. Não obstante o acompanhamento próximo e proativo efetuado à carteira de crédito, com o objetivo de conseguir assegurar um crescimento sustentado, assistiu-se a uma evolução negativa do rácio de crédito vencido/incobrável, que ascendeu a 3,9% em 31/12/2012. Rácio de crédito vencido/incobrável 0,3% 3,9%

37 EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE Mesmo assim, o rácio de crédito vencido/incobrável continua a ser mais baixo do que a média do setor para o segmento das empresas. Quanto à composição da carteira de crédito, as tipologias de crédito com maior peso a 31/12/2012 foram os mútuos e as contas correntes/financiamentos externos, seguidas do crédito por assinatura (garantias prestadas/créditos documentários). 0,46% 1,31% 2,93% 22,12% 28,83% 1,90% 39,72% 2,72% 39,72% Mútuos 28,83% Contas correntes/ Financiamentos Externos 22,12% Garantias prestadas/ Créd. Documentários 2,93% Papel Comercial 2,72% Livranças/ Remessas/ Letras 1,90% Descobertos 1,31% Crédito especializado 0,46% Outros Dentro dos mútuos, destacamos os financiamentos protocolados, através das linhas especiais criadas pelo Estado ao abrigo do QREN, produto que deverá continuar a ser dinamizado pela rede, para que as PME sintam cada vez mais o Banco BIC como um parceiro na condução do seu negócio. A 31/12/2012, o valor destes apoios ainda não era muito significativo em termos de valor absoluto (pouco acima dos 14 M, cerca de 0,8% do total do crédito e 2,1% do total dos mútuos). Efetuando a análise do crédito concedido, tendo em atenção a dimensão dos Clientes e utilizando como critério a faturação dos mesmos, constata-se que a maioria dos Clientes empresa apresenta uma faturação que não excede 50 M. De 2011 para 2012, o seu peso no total do crédito diminuiu ligeiramente mas continuam a representar mais de 70% do total Empresas com faturação até 50 M ,3% ,6% Empresas com faturação superior a 50 M ,7% ,4% TOTAL ,0% ,0% UNIDADE: Euros 037

38 Efetuando uma análise média por cliente, constata-se que o crédito concedido ronda os 225 m N.º de Clientes Crédito (incluindo créd. Especializado e por assinatura) TOTAL UNIDADE: Euros Os Gabinetes de Empresas adotaram uma estratégia de maior seletividade em termos de concessão de crédito, desenvolvendo esforços no sentido de explorar o potencial de crescimento existente no universo dos atuais Clientes por forma a que parte do crescimento de crédito fosse suportado pelo aprofundamento da relação comercial com empresas de bom risco já integradas nas suas carteiras. A par dessa abordagem, foi também lançada uma campanha interna de angariação de novos Clientes, conduzida com sucesso pelas equipas comerciais, tendo sido captados 390 novos Clientes no decurso de Clientes Novos (DCEN) Clientes Novos (DCES) TOTAL Destaque ainda, no final do ano, para a campanha de instalação de novos terminais Netpay, tendo terminado o ano com mais de terminais Netpay ativos, em mais de seis centenas de Clientes. rede de agências Das 197 Agências que constituem a rede atual, 105 estão localizadas na zona norte e 92 na zona centro e sul do país com duas Agências no arquipélago da Madeira. As 105 Agências sob a coordenação da Direção Coordenadora de Agências Norte (DCAN) estão distribuídas pelos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu, Aveiro, Guarda, Coimbra e Castelo Branco, com 482 Colaboradores distribuídos por 9 Direções Regionais. Da Direção Coordenadora de Agências Sul (DCAS), fazem parte 92 Agências, afetas a 8 Direções Regionais e distribuídas pelos distritos de Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Évora, Faro e arquipélago da Madeira. A DCAN gere uma carteira de 1,4 mil milhões de Euros de negócio financeiro, com a componente de recursos de Clientes a representar 73% do volume de negócios. Verifica-se uma taxa de transformação de depósitos em crédito de apenas 34%. Este indicador, que reflete uma modesta conversão, traduziu um crescimento dos recursos de Clientes desde Abril, em cerca de 236 milhões de Euros, enquanto o crescimento do crédito registou uma variação positiva de apenas 0,7 milhões de Euros, no mesmo período. O modesto crescimento do crédito traduz o facto da carteira ter ainda um peso de 68,7% de operações de médio e longo prazo, nomeadamente mútuos e crédito habitação, cujo capital registou em 9 meses uma redução de 6 M, mas também o facto das iniciativas de captação de Clientes de crédito e enquadramento dos mesmos terem habitualmente um tempo de maturação mais longo, devendo tal impacto fazer-se sentir na evolução do crédito ao longo de No sul, o volume de negócios da DCAS em termos de crédito registou uma variação de 15,7 M representando um crescimento de 2,83%, essencialmente alocado a Clientes empresa. 038

39 EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE Com efeito, o crédito ao Cliente particular manteve uma evolução negativa, fruto da sua normal e corrente amortização: o crédito habitação teve um decréscimo de cerca de 3,5% e o decréscimo no crédito pessoal cifrou-se em aproximadamente 28%, dos quais cerca de 51% dizem respeito a crédito pessoal contratado por valores inferiores a 75 m. No que respeita aos recursos, a variação foi mais significativa: 205,2 M atingindo cerca de 33,75%. No final de 2012 a DCAS apresentava um crescimento do número de Clientes. Contudo, está ainda em curso uma estratégia de saneamento da carteira de Clientes, da qual continuará a decorrer o encerramento de contas inativas há mais de um ano, cuja manutenção constitui um custo acrescido para o Banco sem o correspondente benefício. Fruto do encerramento dessas contas decorreu também o consequente cancelamento dos cartões a elas associados, razão por que o n.º de cartões ativos reduziu em , com maior impacto ao nível dos cartões de débito (19.421), representando em termos globais um decréscimo de cerca de 28%. Em termos líquidos, a carteira da DCAS variou positivamente 1.391, denotando um acréscimo de aproximadamente 1,10% face a rede de promotores A Rede de Promotores Externos é uma rede complementar às redes comerciais tradicionais de Empresas e Pequenos Negócios e Particulares. Esta rede assenta no desenvolvimento de protocolos e parcerias com agentes externos e em 2012 foi responsável pela captação de cerca de novos Clientes que representaram um volume de negócios de 14,7 M, contando, no final do ano transato, com 623 promotores externos ativos e uma carteira sob gestão de aproximadamente 200 M. rede netpay Em 2012 o Banco BIC focalizou-se na reorganização do parque de Terminais de Pagamento Automático (TPA) da Rede Netpay e na implementação de estratégias com vista à adoção das melhores práticas, otimização de propostas de produtos e serviços, rentabilização da carteira e na obtenção de ganhos de eficiência com redução substancial dos custos operacionais. Foi com base nesta aposta que foram implementadas ações como o Programa Defesa da Margem, que permitiu economizar custos na ordem dos 30% (-1,79 M ) e consistiu, entre outros, na revisão de contratos com fornecedores. O mesmo programa alavancou os proveitos por via da eliminação dos Negócios de Risco. Identificaram-se segmentos pouco atrativos e sensibilizou-se a estrutura comercial para a necessidade de reduzir a exposição do Banco a este tipo de negócios. Deste projeto destaca-se o trabalho desenvolvido no segmento de Comerciantes com rentabilidade negativa, o que permitiu aumentar os proveitos Netpay em cerca de 190 m. Também a eliminação de TPA inativos há demasiado tempo e atualização das TSC praticadas em gasolineiras conforme revisão das Interchange Fees contribuiu para o aumento dos proveitos. Relativamente à faturação, registou-se um decréscimo de 19%, resultante, em grande parte, da quebra da confiança dos consumidores portugueses e da redução do consumo, consequências da crise económico-financeira instalada em Portugal. No final do ano de 2012, o número de estabelecimentos aderentes à Rede Netpay fixou-se nos , totalizando terminais. Apesar da conjuntura e da reorganização da carteira que provocaram uma diminuição do n.º de TPA, a Margem Bruta, manteve-se praticamente inalterada comparativamente a

40 A utilização de soluções integradas passou a ser cada vez mais comum. Os comerciantes procuram a fusão do software de gestão e TPA, não só por imposição legal mas também devido à rapidez no tratamento da informação e das várias funcionalidades que permitem gerir diariamente os negócios. Atualmente, a Rede Netpay tem a possibilidade de promover diversas soluções integradas, sendo os seus equipamentos compatíveis com vários softwares de gestão. A Rede Netpay manteve a sua aposta no lançamento de soluções específicas para nichos de mercado, criando packages adequados à especificidade de cada negócio, de que é exemplo o lançamento do TPA IPA280. canais alternativos O tráfego online é significativo, com o site do Banco a ganhar protagonismo. O número de internautas tem vindo a crescer, alcançando os utilizadores em 2012, mais 25% do que no ano transato, proporcionando assim cada vez mais operações. Em média, por mês, movimentaram-se através do Interactivo cerca de 75 M. No final do ano, o serviço contava com contratos de adesão, com uma performance de 961 novas adesões por mês, o que corresponde a uma taxa de penetração de aproximadamente 22%. A carteira registou uma ligeira redução (0,29%), face ao período homólogo, fruto das ações de desativação de contratos, cujas contas de suporte se encontravam inativas. Cientes de que os Clientes de canais online estão cada vez mais a usar o internet banking como o principal canal de interação com o seu Banco, o Contact Center, que tem como atividade central o suporte aos utilizadores do site, procurou assegurar elevados padrões de qualidade na resposta a todas as questões relacionadas com o serviço e respetivo backoffice, criando mais eficiência e controlo na gestão do Contact Center. Outra das preocupações incidiu sobre as infra-estruturas de suporte à atividade e à necessidade de reduzir custos ao mesmo tempo que se disponibilizam mais funcionalidades ao Cliente, com consequente otimização de proveitos. Para o efeito, ao longo do ano foram realizados diversos estudos e consulta a fornecedores com o objetivo de relançar os Canais Alternativos em Transversal à gestão da Direção de Canais Alternativos e Meios de Pagamento (DCAMP), é de sublinhar a manutenção da certificação NP EN ISO 9001:2008 no que respeita ao Sistema da Qualidade associado à conceção e gestão dos Canais Alternativos e Meios de Pagamento (canais, cartões de débito e crédito, ATM e Netpay). Esta certificação é o reconhecimento da aplicação de um conjunto de normas internacionais, que estabelecem um modelo de gestão da qualidade que, consequentemente, contribui para a melhoria dos processos internos, maior aptidão dos Colaboradores e a verificação da satisfação dos Clientes, num processo contínuo de melhoria do sistema de gestão. No seguimento da implementação da Norma ISO 9001:2008 e da obtenção do Selo de Qualidade da APCC, foi implementada a Norma I5838:2009 Customer Contact Centres Requirements for service provision. A implementação desta norma é uma recomendação de Bruxelas, no que se refere à prestação dos serviços disponibilizados pelos Contact Centers, sendo este, o 1º no nosso país, a merecer a chancela de conformidade com a norma. Deste modo, foi possível alcançar a qualidade mínima do atendimento e manter as certificações de qualidade obtidas, destacando-se a área de canais do Banco, pela sua importância e potencial de crescimento, devendo a aposta noutros canais alternativos, como o mobile/sms Banking e tablet banking, ser uma prioridade em 2013, com vista a acompanhar a tendência do mercado e garantir a sua continuidade. 040

41 EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE cartões Na sequência do registo da fusão jurídica entre o BPN e o Banco BIC, a imagem dos Cartões foi substituída e deu-se início, em dezembro, à emissão dos novos cartões, com novas funcionalidades, bem como ao processo de substituição do parque existente. Em termos de segmentação, distinguem-se os cartões de débito com uma representação de 87%, assumindo os cartões de crédito, os restantes 13% da carteira. O valor das transações com cartões, em 2012, totalizou os 952 M. O número de transações, por sua vez, ultrapassou os 18 milhões. Estes indicadores revelam, também nesta vertente do negócio de meios de pagamento, quebras face ao período homólogo 11% e 7%, respetivamente sustentadas, mais uma vez, quer pelo atual contexto económico, quer pela reestruturação da carteira de Clientes do Banco. Ainda assim, o valor de compra média, com cartões de crédito, situou-se próximo dos 80, substancialmente acima dos valores médios da rede SIBS (63 ). A vertente de débito registou médias quase pela metade, na ordem dos 45. rede ATM Em sintonia com a estratégia delineada para as restantes áreas de negócio da DCAMP, foram levadas a cabo ações de monitorização dos equipamentos instalados, quer ao nível da sua performance, quer da sua rentabilidade, com especial enfoque nas ATM instaladas fora das Agências. Para tal, foram envolvidas as estruturas comerciais, que mensalmente avaliaram a continuidade dos contratos, tendo por base indicadores de movimentação, receitas geradas pelas ATM e produto bancário do Cliente. À posição de final de ano, o parque de ATM era constituído por 262 terminais em Agências e 73 em Clientes - representando uma quota de mercado de 2%. Foram realizadas, em média, mais de 1,2 milhões de operações por mês, sendo mais de 8% dessas transações realizadas com cartões do Banco. Ao contrário do efeito verificado na utilização de Cartões e na sua aceitação em TPA, a utilização das ATM do Banco verificou um aumento de quase 1% (7,8 M ) no que respeita ao montante anual movimentado face ao ano anterior. Já ao nível das quantidades, o comportamento revelou-se inverso, com um decréscimo residual de 0,36%, menos transações. Das transações realizadas em 2012, 50% correspondem a levantamentos, fixando-se o valor médio dos mesmos em aproximadamente 65. gabinete Angola Portugal Para a dinamização do negócio bilateral entre Portugal e Angola, assegurando a gestão dos fluxos financeiros entre os dois países e apoiando os empresários portugueses e angolanos na sua atividade de internacionalização, foi criado, em maio, o Gabinete Angola Portugal (GAP), que trabalha em articulação com o Gabinete de Portugal, do Banco BIC S.A. sediado em Luanda. Alinhado com a estratégia comercial do Banco, o objetivo deste Gabinete é estreitar cada vez mais as relações comerciais entre os dois países assegurando os níveis de excelência e profissionalismo exigidos. Para tal, o GAP: apoia localmente a atividade financeira corrente das empresas de ambos os países; presta informação sobre as especificidades de cada mercado; 041

42 disponibiliza serviços de financiamento às exportações; garante rapidez no tratamento e processamento das transações, com pricing competitivo; garante excelência de serviço e atendimento personalizado, através de uma rede alargada de Gabinetes de Empresas e Agências em ambos os países; monitoriza e acompanha o fluxo gerado entre os dois países; detecta potencial de negócio; dinamiza a atividade da rede comercial; disponibiliza apoio legal e processual à rede comercial e ao universo de atuais e potenciais Clientes. private banking O exercício de 2012 manteve o crescimento sustentado do Private Banking do Banco BIC enquanto veículo autónomo de distribuição de soluções de investimento aos Clientes de elevados rendimentos. Neste período conturbado, no que se refere a mercados financeiros, o Private Banking manteve como principal objetivo, a sustentada preservação do património dos Clientes em detrimento de performance, em linha com o perfil de risco identificado para cada Cliente. A imagem de marca do Private Banking do Banco continua a ser a confidencialidade e a pronta disponibilidade nos interesses dos nossos Clientes. Em 2012 continuou-se a privilegiar o enfoque especial na atenção que é devida ao Cliente, designadamente no seu perfil, nas suas necessidades e na sua especificidade, dando especial importância à oferta de serviço de elevada qualidade, primando pela excelência e pela discrição. Assim, para o ano 2013 defende-se a manutenção do crescimento e a consolidação da atividade, essencialmente pautada por: Aumento da vinculação dos Clientes existentes e captação de novos Clientes, inovando na tipologia de serviços e produtos oferecidos; Acompanhamento constante dos Clientes por uma equipa de profissionais idóneos e experientes; Expansão do raio de atuação da atividade do Private Banking no País, aproveitando a nova realidade geográfica do Banco BIC; Afirmação de uma imagem própria que só por si constitua fator de diferenciação e de preferência. mercado de capitais A implementação de uma proposta de valor específica a disponibilizar aos Clientes, a assessoria e formação especializada à rede de Agências e à captação de Clientes, continuam a constituir os grandes vetores de atuação do Gabinete de Mercado de Capitais. O Gabinete de Mercado de Capitais continuará a proporcionar um leque alargado de soluções de investimento adequadas ao perfil dos Clientes, com o objetivo de proporcionar retornos consistentes no médio prazo. 042

43 EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE O ano de 2012 pautou-se então pelos seguintes aspetos mais relevantes: 1. O registo de depósitos de valores mobiliários de Clientes ascende a 3.715,9 M ; 2. Obteve-se, a autorização da CMVM, no segundo semestre do passado ano, para constituir o Fundo Banco BIC Investimento - Fundo de Investimento Mobiliário Aberto Misto de Obrigações; 3. O Sub-Fundo de investimento Nevafunds Global Fixed Income, apresentou uma rentabilidade anual positiva de 8,24% na sua classe institucional; 4. O Fundo Banco BIC Tesouraria fechou 2012 com uma rentabilidade positiva de 9,6% que representa a melhor marca do ano no mercado português, de um universo concorrente de dezoito fundos, de acordo com informação da APFIPP; 5. Continuidade na aposta de formação à rede comercial e áreas de suporte do Banco BIC. Banco BIC tesouraria Em 31 de Dezembro de 2012, o montante sob gestão do Fundo ascendia a EUR, sendo o valor da unidade de participação da categoria A de 5,6036 EUR e de 7,4002 USD para a categoria B. As unidades de participação em circulação das categorias A e B eram respetivamente e No que se refere às unidades de participação em circulação e seu correspondente valor unitário, o quadro seguinte apresenta o seu valor no final dos últimos exercícios: categoria A - EUR Número de UP Valor das UP 5,6036 EUR 5,1102 EUR categoria B - USD Número de UP Valor das UP 7,4002 USD 6,9350 USD Desde o início do Fundo o valor das unidades de participação da categoria A teve a seguinte evolução: Evolução da UP da Categoria A - EUR 5,630 5,6036 5,530 5,430 5,330 5,230 5,130 5,030 4,

44 Durante o ano de 2012 as comissões de gestão e de depósito ascenderam respetivamente a EUR e EUR. O quadro seguinte apresenta a evolução, desde o início do fundo, do volume sob gestão: Volume Total sob Gestão EUR EUR De seguida apresentam-se as medidas de rendibilidade e risco do Fundo ao longo da sua atividade: ano rendibilidade risco nível de risco Categoria A - USD ,66% 1,62% 2 Banco BIC Brasil Em 31 de dezembro de 2012, o montante sob gestão do Fundo ascendia a USD, sendo o valor da unidade de participação de 106,9786 USD e havendo em circulação unidades de participação. No que se refere às unidades de participação em circulação e seu correspondente valor unitário, o quadro seguinte apresenta o seu valor no final dos últimos exercícios: Número de UP Valor das UP 106,9786 USD 99,6262 USD Desde o início do Fundo o valor da unidade de participação teve a evolução que é descrita pelo gráfico seguinte: Valor da UP - USD , Durante o ano de 2012 as comissões de gestão e de depósito ascenderam respetivamente a USD e USD. O quadro seguinte apresenta a evolução, desde o início do fundo, do volume sob gestão: Volume Total sob Gestão USD USD ano rendibilidade volatilidade nível de risco ,38% 2,01% 2 044

45 EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE De seguida apresentam-se as medidas de rendibilidade e risco do Fundo ao longo da sua atividade: Acresce referir que, dando cumprimento ao disposto no art.º 87.º do Regulamento n.º 15/2003 da CMVM: a) a rendibilidade divulgada representa dados passados, não constituindo garantia de rendibilidade futura, porque o valor das unidades de participação pode aumentar ou diminuir em função do nível de risco que varia entre 1 (risco mínimo) e 6 (risco máximo); b) as rendibilidades mencionadas têm como base os valores das unidades de participação calculados no último dia de cada ano e apenas seriam obtidas se o investimento fosse efetuado durante a totalidade do período de referência. nevafunds global fixed income Em 31 de dezembro de 2012, o montante sob gestão do Fundo ascendia a USD. Desde o início do Fundo o valor das unidades de participação da categoria A USD teve a evolução descrita pelo gráfico seguidamente apresentado: Valor da UP Cat A - USD ,34 Durante o ano de 2012 a comissão de gestão (fixa e variável) ascendeu a USD. O quadro seguinte apresenta a evolução, desde o início do fundo, do volume sob gestão: Volume Total sob Gestão USD USD De seguida apresentam-se as medidas de rendibilidade e risco do Fundo ao longo da sua atividade: ano rendibilidade risco nível de risco Categoria A - USD ,08% 2,49% 2 045

46 perspetivas para 2013 Aumentar o volume sob gestão nos fundos de investimento, nomeadamente no Banco BIC Investimento com a captação de novos Clientes; Criar e desenvolver novas soluções de investimento; Dotar a área de todas as ferramentas e recursos necessários para os desafios da nova realidade do Banco BIC; Acompanhar a evolução desta área de negócio no processo de internacionalização do Banco BIC, S.A. (Angola). área internacional e financeira Gestão de Tesouraria A gestão da tesouraria do Banco centrou-se no cumprimento das reservas mínimas de caixa e na adequação eficiente das disponibilidades de liquidez às necessidades decorrentes da atividade do Banco. O risco de liquidez e o risco de taxa de juro mantiveram-se como aspetos fundamentais na gestão da tesouraria do Banco, com análises periódicas destes riscos, que são apresentadas e discutidas em sede de Comité de Gestão de Ativos e Passivos. Adicionalmente, o Banco mantém níveis conservadores de liquidez disponível de curto prazo, capazes de fazer face a necessidades não previstas. O Banco dispõe ainda de linhas de financiamento disponíveis e não utilizadas. Em 31 de dezembro de 2012, a tesouraria do Banco inclui investimentos em aplicações financeiras de curto prazo no mercado monetário interbancário (MMI) no montante de M e tomadas de fundos de outras instituições de crédito no montante de 668 M. Em alternativa aos investimentos no MMI, e com o objetivo de otimizar a liquidez disponível, no 046

47 EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE segundo semestre de 2012, o Banco efetuou aplicações de médio prazo (Euro Medium Term Notes, com Put options) junto de instituições financeiras no montante de 130 M e participou ativamente em leilões de programas de papel comercial, tendo em 31 de dezembro de 2012 subscrito cerca de 228 M. O Banco mantinha ativo um Programa de Papel Comercial no montante global de 400 M com maturidade em março de Ao abrigo deste Programa o Banco emitiu, em outubro de 2012, o montante de 150 M pelo prazo de 364 dias. Mercado Cambial Em 2012, o comportamento do Euro no mercado cambial manteve-se condicionado pela evolução da crise na zona euro, com a cotação face ao dólar a variar entre um máximo próximo de 1,35 dólares por euro em fevereiro e um mínimo de 1,2040 dólares por euro no final do mês de julho. Evolução do Câmbio EUR/USD Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez No primeiro semestre do ano, a crise da dívida soberana europeia voltou a afetar o euro, com destaque para as eleições na Grécia e para as previsões mais pessimistas de saída deste país da zona euro. Os receios de que Espanha e Itália viessem a necessitar de programas de ajuda financeira pressionaram ainda mais o euro que no final de julho atingia os níveis mínimos do ano face ao dólar. A resposta do Banco Central Europeu em defesa do sistema financeiro e da moeda única, com o anúncio decisivo por parte do Presidente Mario Draghi de intervenções ilimitadas ao abrigo dos programas de financiamento de longo prazo (LTRO) e de compra em mercado secundário de dívida soberana dos estados membros (OMT) veio inverter esta situação, com o mercado cambial a aliviar a pressão sobre a moeda única. O lançamento por parte da Reserva Federal de uma terceira série de medidas expansionistas quantitativas Q3 (compra de ativos em larga escala) e os receios de um impasse fiscal nos EUA permitiram a recuperação do euro para níveis próximos de 1,32 no final do ano. 047

48 Gestão da Posição Cambial Em 2012, o Banco manteve uma política de risco cambial tendencialmente nulo, sendo os lucros cambiais resultantes da cobertura das transações efetuadas com Clientes. No exercício findo em 31 de dezembro de 2012, o volume de divisas transacionadas pela Sala de Mercados ascendia ao equivalente a cerca de M. % de Divisa Transacionada em ,10% 1,86% 3,93% 93,11% USD CHF JPY Outras Em 2012, os resultados cambiais ascenderam a M, incluindo cerca de M de lucros cambiais apurados no primeiro semestre de 2012 pelo Banco BIC Português, antes da fusão por incorporação. O aumento dos resultados cambiais no ano de 2012 resulta do incremento da atividade com a fusão por incorporação do Banco BIC Português. marketing e comunicação Na área de Marketing e Comunicação o Banco prosseguiu a sua ação, num contexto renovado, focando-se inicialmente num processo de rebranding das mais de 200 Agências que traçam o seu novo mapa comercial. Este processo fez parte de um plano operacional que privilegiou a urgência na remoção da antiga marca, presente em vários elementos e plataformas, comunicando assim ao mercado e aos Clientes o início de uma nova relação bancária. Esta ação inseriu-se no processo de integração do BPN com o Banco BIC Português, processo que se concretizou de forma gradual, sendo a alteração de identidade um dos pontos de execução mais relevantes que dotou as Agências, não só da nova sinalética no exterior, mas também de outros elementos estruturais e essenciais relacionados com a marca. O site corporativo foi atualizado, estando agora disponível em com acesso a ambos os serviços de netbanking, BICnet e Interactivo. Também os cartões, a intranet, os aplicativos informáticos, estacionário, formulários e impressos foram reformulados de acordo com a nova identidade. 048

49 EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE No período que antecedeu a conclusão do processo de fusão jurídica das duas instituições, o que exigiu uma especial atenção à gestão dos Clientes e da oferta de produtos e serviços dos dois Bancos que convivem ainda em paralelo, merecem relevo algumas ações pensadas para minimizar o impacto desta situação nos Clientes. Assim, tendo em conta as contingências decorrentes dos sistemas informáticos permanecerem ainda distintos, o que se reflete ao nível da uniformização da oferta, destacamos: - Lançamento do CAO Centro de Apoio Operacional que permitiu garantir o atendimento dos Clientes Banco BIC originais em qualquer Agência ex-bpn, disponibilizando o acesso a um conjunto de produtos e serviços mais amplo e a realização das operações mais frequentemente requisitadas. O objetivo foi garantir o mesmo nível de serviço a todos os Clientes, independentemente da Agência à qual se dirigissem, contribuindo para uma experiência uniforme e integrada no relacionamento com a nova marca Banco BIC. No âmbito da gestão do portfólio de produtos para captação e aplicação de recursos de Clientes, destacam-se as seguintes ações: - Lançamento do depósito a prazo Depósito BIC Mais - o primeiro produto sob a marca Banco BIC, lançado no final do mês de julho, ainda antes da fusão jurídica, com o objetivo de materializar a nova realidade do Banco perante os Clientes. O produto tem como elemento diferenciador a flexibilidade na escolha do prazo, entre 183 e 365 dias, oferecendo o Banco a mesma taxa independentemente do prazo. - Estruturação da oferta de produtos de passivo para aplicação de poupanças das famílias com a criação de um package de produtos Poupança BIC no âmbito da celebração do Dia Mundial da Poupança. Pretendeu-se assim contribuir para incentivar a criação de poupança, com destaque para produtos com definição de planos de entregas programadas; - Dinamização de iniciativas de captação de recursos, associadas ao evento patrocinado pelo Banco 74.ª Volta a Portugal em Bicicleta tendo o Banco BIC assumido o estatuto de Banco Oficial do evento. Este patrocínio marca ainda o posicionamento do Banco BIC como entidade socialmente responsável, que apoia e pretende continuar a apoiar a prática do desporto, seja por razões competitivas ou meramente recreativas. No quadro dos apoios que foram sendo concedidos às PME portuguesas, e por forma a permitir o acesso ao crédito bancário em condições mais favoráveis, o Banco manteve a disponibilidade de acesso às seguintes linhas de financiamento, em 2012: Linha de Crédito Apoio ao Empreendedorismo Linha de Crédito Agrícola curto prazo Linha de Crédito de Apoio ao Turismo Linha de Crédito PME Investe III FACCE (Fundo Autónomo de Apoio à Concentração e Consolidação de Empresas) Linha Export Investe Linha de Crédito PME Crescimento, com aumento de dotação em julho, de M para M Linha QREN Investe, disponível desde 2010 e encerrada em agosto de 2012 Com o intuito de assumir um papel relevante no setor dos seguros e com o propósito de desenvolver uma oferta inovadora, completa e diferenciada para os seus Clientes, o Banco BIC iniciou ainda em 2012 o projeto BIC Seguros. Através de um Mediador profissional vocacionado exclusivamente para a gestão dos seguros do Banco BIC, este deverá assegurar não apenas a gestão da carteira de seguros do Banco, como também a formação e dinamização da equipa comercial e a conceção dos produtos e soluções que valorizem a oferta do banco na área seguradora. BIC Seguros será o nome da oferta que se pretende implementar, desenvolver e afirmar como uma marca própria de seguros e cuja comercialização terá início em

50 Do processo de integração dos dois bancos decorreu necessariamente a análise da base de Clientes e da oferta existente para os diferentes segmentos de mercado de uma forma integrada com vista à sua consolidação. Conclui-se existirem novas oportunidades, decorrentes quer do processo de fusão quer do atual contexto do mercado e situação económica do país, para abordar de forma diferenciada novos segmentos e reformular a atual segmentação, tirando partido das vantagens competitivas do Banco BIC e adaptando a oferta ao longo do ano de Particulares Recursos > 250 mil PRIVATE BANKING Recursos > 25 mil AFFLUENTS Crédito < 25% do negócio Crédito >= 25% do negócio JUNIORES JOVENS ADULTOS AFORRADORES MASS MARKET ADULTOS DEVEDORES MASS MARKET SENIORES 0-17 anos anos anos 55 + anos Empresas / Outros Clientes - ENI - PME (com vocação para a exportação) - Empresas As principais opções estratégicas do Banco e os grandes desafios que se colocam à gestão da instituição financeira são diversos, tendo por esse motivo havido a necessidade de os expor ao universo de Colaboradores que em 2012 integrou os quadros do Banco. A respetiva apresentação e debate sobre a posição atual e o futuro da instituição teve lugar em Santarém e juntou cerca de 300 Colaboradores de todas as áreas de atuação do Banco, naquele que foi o 2.º encontro de quadros de 2012 após a aquisição do BPN. No que respeita à relação com Angola, mereceu destaque a presença, já habitual, do Banco BIC Português na FILDA Feira Internacional de Luanda, um evento multissetorial de exposição e negócios que junta anualmente, empreendedores nacionais e de países de África, América, Europa e Ásia para exposição de produtos e serviços, bem como o estabelecimento de contactos para potenciais parceiros. Como entidade socialmente responsável, apoiante da prática do desporto, apostado em crescer com os Clientes e em afirmar a sua dimensão nacional, o Banco BIC foi o Banco Patrocinador da Taça da Liga e o Banco Oficial da Taça de Portugal, dois dos mais importantes eventos desportivos nacionais do futebol. O Banco testemunha assim às comunidades que acolhem os jogos, a sua disponibilidade enquanto parceiro de todos aqueles que acreditam nas suas capacidades, desenvolvendo negócios competitivos nos locais onde residem ou à escala nacional e global. A marca está presente em todos os estádios onde, para além da publicidade, se aproxima e relaciona com o público através das diversas atividades que promove. 050

51 EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE sistemas de informação Após a aquisição do BPN, a área de Sistemas de Informação deu início à operação conjunta das duas entidades, assegurando a operacionalidade mútua e iniciando os trabalhos necessários de consolidação, cuja prioridade foi planear a migração aplicacional e a fusão operacional. A migração operacional (bases de dados e softwares aplicacionais do Banco BIC para o sistema ex-bpn) foi objeto da preparação de concurso técnico para a condução do projeto, que acabou por conduzir à decisão de não adjudicar esta tarefa a qualquer dos concorrentes, assegurando as equipas internas da DSIT a sua condução, incorporando sob seu controlo direto a Exictos, fornecedor do Core Bank. Esta tarefa, de uma vastidão e complexidade notáveis, iniciou-se finalmente no último trimestre de Em simultâneo com o projeto de migração aplicacional deu-se início ao projeto de fusão operacional, do qual a componente mais importante iniciada no terceiro trimestre de 2012 foi o desenvolvimento de todo o procedimento de transferência, transformação e gestão dos serviços de Data Center a prestar pela IBM. A análise da infraestrutura de comunicações, antiquada e sem capacidade de suportar as novas tecnologias de suporte ao negócio, decorreu ao longo do ano Foi elaborado todo o planeamento de transformação e consolidação dos contratos existentes com a Portugal Telecom, no Banco BIC e BPN, de maneira a consolidar uma rede de nova geração, permitindo a convergência de comunicações e unificação de tecnologias, baseada do uso generalizado de FO (fiber optic) e adequadas larguras de banda em todas as Agências. A voz e vídeo estarão disponíveis em toda a extensão na nova rede. Foi também renegociado e otimizado, com um único operador móvel, um contrato flat fee que permitiu reduzir substancialmente o custo associado a este serviço. Apesar da necessidade de se congelarem, por motivos de lógica funcional, todos os desenvolvimentos normais e pedidos de trabalho de suporte ao negócio, foram obviamente mantidas e cumpridas as necessidades especiais, derivadas de imperativos legais ou de solicitações indispensáveis ao desenvolvimento do negócio. recursos humanos No arranque do segundo trimestre do ano de 2012, iniciou-se um processo de reorganização de estruturas e integração de sistemas, pessoas e metodologias de trabalho, na sequência da aquisição do BPN. O Banco BIC havia definido como condição de compra do BPN a celebração de um Acordo de Empresa que substituísse o ACT Bancário e que aproximasse e uniformizasse as condições resultantes da regulamentação coletiva que vinculava o Banco BIC. Assim, com a entrada em vigor do Acordo de Empresa no início do segundo trimestre de 2012, a Direção de Recursos Humanos (DRH) procedeu a: - Reformulação de normativos internos, implementação de processos e procedimentos; - Adaptação do sistema informático de Gestão de Recursos Humanos; - Reenquadramento profissional dos Colaboradores do ex-bpn, Sobre este desígnio, a atividade de Recursos Humanos foi determinante para a empresa, neste momento muito particular de mudança, num novo ciclo em que se revelou decisivo assegurar uma reestruturação plena e eficaz das estruturas integrantes e das suas equipas. 051

52 Coube naturalmente à DRH assumir o seu papel no processo de integração, realocação e adaptação dos Recursos Humanos, participando ativamente num conjunto de ações, garantindo que esta transição se executasse de forma tranquila e colaborativa, com a envolvência das áreas e respetivas hierarquias. Para aquele propósito, o conhecimento e apoio à área comercial é fundamental, e constitui um passo imprescindível na criação de instrumentos que possibilitem uma gestão apoiada em critérios de racionalidade no que concerne ao reforço de novos recursos, bem como a um enfoque muito especial na retenção e fidelização dos já existentes. Assim, foi iniciado em 2012 um apoio direto à área comercial com o levantamento das suas necessidades e constrangimentos para o desenvolvimento estratégico da sua atividade. A aferição do cumprimento das regras oficiais, prudenciais e comportamentais e levantamento dos perfis de risco, são outros dos objetivos que a DRH se impôs concretizar ao implementar o apoio direto à área comercial de modo a elevar os níveis de confiança dos seus recursos humanos que, quando motivados, são o meio através do qual se produzem resultados. O êxito de qualquer organização está diretamente relacionado com a qualidade do seu capital humano. E essa qualidade depende também de uma análise, descrição e qualificação de funções que está intimamente relacionada com todos os processos de recursos humanos, o que se pretende desenvolver com a participação direta dos seus intervenientes. O Banco BIC está ciente que as pessoas não são apenas mais um recurso, são elas o verdadeiro recurso, e que apostando no desenvolvimento das pessoas, terá como resultado o desenvolvimento da organização. Por isso e para prosseguir este desiderato, tendo em conta as necessidades presentes e apesar de todos os condicionalismos e da atipicidade própria do momento, o Banco levou a cabo, entre abril e dezembro de 2012, várias iniciativas formativas, instrumento imprescindível e fundamental na Gestão de Recursos Humanos (GRH). Deste modo, tiveram lugar diversas ações de Formação Interna e Externa: Tipo de Participação Ações Participantes Horas Externa Interna 052

53 EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE Em função da metodologia adotada, em Formação Presencial e Formação em e-learning, bem como, relativamente à tipologia, as ações de formação realizadas tiveram a seguinte distribuição: Tipologia de Formação Ações Participantes Horas Desenvolvimento Integração/Acolhimento Aperfeiçoamento e Reciclagem Com as ações realizadas procurámos dar resposta a necessidades transversais e específicas, no âmbito da formação técnica especializada (Análise de Risco de Crédito, Auditoria Bancária, Crédito Habitação-Novas Regras), de Compliance (Recirculação da Nota Euro, Workflow de Gestão das Reclamações, PEI Plano de Emergência Interno), da formação em produtos/ serviços a comercializar pelo Banco BIC (Fundos Banco BIC, Depósito a Prazo BIC Mais) e, formação de natureza instrumental (Inglês financeiro, informática na ótica do utilizador). No final de 2012, envolvemos nestas ações, 472 Colaboradores, em 561 presenças registadas, num total de horas de formação realizadas Ações Participantes Horas e-lerning Presencial 053

54 O quadro de Colaboradores do Banco BIC, em 31 de dezembro de 2012, é composto na sua maioria por Colaboradores com contrato sem termo, sendo residuais os vínculos precários (existência de apenas 7 Colaboradores com contrato a termo certo). tipo de vínculo total Estágios 1 Efetivos Contratos a termo 7 Contratos a termo incerto 3 Prestação de serviços 4 TOTAL Dos Colaboradores, 512 são do género feminino e 825 são do género masculino, situando-se a média etária nos 40 anos. distribuição etária por género género total Idade Homens Mulheres Até 24 anos a a a a a a a e mais TOTAL distribuição etária Idade 60 e mais 55 a a a a a a a 29 Até 24 anos

55 EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE Quanto às categorias profissionais, 5% dos Colaboradores estão enquadrados em cargos de direção, 16% em cargos técnicos, cerca de 43% com funções específicas de enquadramento, na sua maioria na rede comercial, existindo aproximadamente 35% de Colaboradores com funções administrativas. Apenas 1% dos Colaboradores têm funções indiferenciadas. categorias rede comercial serviços centrais total Administrativas Apoio 8 8 Diretivas Específicas de Enquadramento Técnicas TOTAL GERAL Verifica-se um rácio entre Colaboradores afetos aos serviços centrais e à rede comercial de 3,34. Cerca de 50% dos Colaboradores apresentam habilitações académicas de nível superior. Distribuição por Habilitações Literárias 47,54% 49,28% 3,17% Ensino Secundário Ensino Superior Outras recursos materiais No âmbito das suas atividades, a Direção de Recursos Materiais teve como prioridade máxima, para além da concentração dos Serviços Centrais de Lisboa no edifício da atual sede do Banco, a mudança de imagem de todas as instalações, nomeadamente substituição dos reclamos e de outros elementos alusivos ao BPN, que marcou uma nova era na vida deste Banco. Tratando-se de um ano atípico, em que ocorreu a reprivatização do Banco, e fortemente condicionado pela fusão jurídica ter ocorrido apenas em dezembro, a Unidade de Compras, Gestão de Contratos e Logística (UCGCL), teve como prioridade criar as condições de base para preparar o lançamento de vários concursos para o fornecimento de bens e serviços, que esperamos, venham a proporcionar um significativo impacto positivo nos custos futuros, sendo o seu impacto mais notório, na prestação de serviços de manutenção de instalações e reabilitação das mesmas que, pela falta de investimento nos últimos anos se degradaram fortemente. Apesar da coexistência de dois sistemas de suporte administrativo às compras, gestão de stocks e pagamentos, foi possível assegurar, sem quebra significativa no nível de serviço, toda a operacionalidade da rede comercial bem como dos serviços 055

56 centrais, sem esquecer os nossos tradicionais fornecedores, cuja compreensão para o processo complexo que vivemos, não pode deixar de ser relevado. Relevante foi também, com a fusão jurídica, a capacidade em substituir em tempo recorde todo o estacionário e impressos existentes no Banco. Em meados de 2012, foi criada uma Unidade de Prevenção e Segurança, até à data integrada na Unidade de Instalações, e que se justifica principalmente no período que a economia atravessa, com degradação do nível económico da sociedade que naturalmente provoca um aumento da criminalidade. Já no último semestre de 2012, com a aquisição da carteira de Leasing e Crédito ao Consumo da BPN Crédito, foram reforçadas as competências da Unidade de Gestão de Imóveis passando a contemplar também a gestão de viaturas e equipamentos recuperados e a denominar-se Unidade de Gestão de Imóveis, Viaturas e Equipamentos Recuperados (UGIVE). compliance Um dos pilares do sistema de controlo interno do Banco BIC Português S.A. é o respeito pelas disposições legais e regulamentares aplicáveis, vulgarmente chamados de objetivos de Compliance. O Gabinete de Compliance é responsável por exercer de forma permanente e independente a função de Compliance, coordenando, acompanhando e apoiando o exercício desta função, bem como o cumprimento e a correta aplicação das disposições legais, regulamentares, estatutárias e éticas e das recomendações e orientações emitidas pelas entidades de supervisão e outras autoridades competentes. Este Gabinete tem como principais funções: Elaboração do Plano Anual de Compliance com o principal objetivo de assegurar a conformidade de atuação do Banco relativamente às disposições legais, regulamentos, recomendações e orientações das entidades reguladoras e supervisoras aplicáveis; Colaboração no parecer sobre a Política de Remuneração do Banco; Acompanhamento e divulgação da legislação publicada, no dia-a-dia do Banco, pelas diferentes entidades de supervisão e regulamentares; Gap-analyse entre os procedimentos/regras introduzidas pela nova legislação e os procedimentos/regras em vigor no Banco; Proposta de soluções que visem colmatar as não conformidades identificadas; Participação na conceção de novos produtos e de publicidade numa ótica de compliance; Elaboração, sempre que se justifique, de relatórios de não conformidades que resultam do trabalho de análise dos procedimentos do Banco à luz da legislação em vigor; e Elaboração e atualização da matriz de responsabilidades do Banco perante entidades terceiras (entidades de supervisão, administração tributária, autoridade para as condições de trabalho, entre outras), que lhe permite controlar o cumprimento destas obrigações por parte do Banco. No ano de 2012, o Gabinete de Compliance elaborou e divulgou o novo Código de Conduta do Banco BIC Português, S.A.. 056

57 EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE Prevenção do Branqueamento de Capitais e do Financiamento do Terrorismo O Banco BIC tem envidado todos os esforços para implementar os meios necessários à prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo, nomeadamente através da definição de políticas e procedimentos internos que assegurem que o negócio bancário é realizado no respeito pela legislação em vigor. A metodologia de trabalho aplicada assenta em cinco ferramentas principais sendo quatro delas informáticas. Estes recursos, compõem o programa AML (Anti-Money Laundering) do Banco que se pode definir como o conjunto de princípios e técnicas utilizadas para mitigar os riscos de existência de situações de branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo de acordo com requisitos legais e best practices internacionalmente aceites. Este Gabinete assegura, em colaboração com a Direção de Recursos Humanos, que a todos os Colaboradores do Banco é ministrada formação em matéria de prevenção de branqueamento de capitais e de financiamento ao terrorismo. 057

58 058

59 GESTÃO DE RISCOS enquadramento Até à privatização do BPN, a função de gestão de riscos encontrava-se distribuída pelos seguintes órgãos da estrutura orgânica: Direção de Análise de Risco (DAR), Projeto Basileia Risco de Crédito, Gabinete de Risco Operacional (GRO), Gabinete de Compliance (GC), Direção Internacional e Financeira (DIF) e Unidade de Riscos de Mercado (URM). No Banco BIC as mesmas funções encontravam-se repartidas pelo Núcleo de Gestão de Riscos (GOR), Direção Financeira e Contabilidade (DFC) e Núcleo de Risco de Compliance (CPL). Após 30 de março de 2012, no âmbito da privatização do BPN e subsequente processo de fusão com o Banco BIC, foram definidas novas estruturas orgânicas com funções na gestão de riscos, designadamente: Gabinete de Risco (GR), Direção de Análise de Risco de Crédito (DARC), Gabinete de Compliance (GC) e Direção Internacional e Financeira (DIF). A gestão dos diferentes riscos é assegurada da seguinte forma: O risco de compliance e o risco de reputação é assegurado pelo Gabinete de Compliance (GC); O risco de crédito é assegurado pela Direção de Análise de Risco de Crédito (DARC); Os riscos de liquidez, de taxa de juro e cambial são geridos pela Direção Internacional e Financeira (DIF), competindo ao Gabinete de Risco efetuar o seu acompanhamento através de análise no Comité ALCO; A gestão de riscos numa perspetiva integrada e o risco operacional são assegurados pelo Gabinete de Risco (GR). O risco de sistemas de informação, apesar de integrado no Sistema de Mediação e Gestão do Risco Operacional é gerido pela Direção de Sistemas de Informação e Tecnologia (DSIT). O Gabinete de Risco (GR) integrou as funções do Gabinete de Risco Operacional e da Unidade de Riscos de Mercado do BPN e parte das funções do Núcleo de Gestão de Riscos do Banco BIC. estratégia prosseguida A privatização do BPN e a sua fusão com o Banco BIC ocorridas no ano de 2012 tiveram forte impacto na função de gestão de riscos. Nesse contexto, o GR teve como prioridade assegurar a continuidade de funções e tarefas relativamente aos órgãos absorvidos, no sentido de evitar qualquer tipo de descontinuidade, assim como assegurar condições para que fossem regularizadas e cumpridas todas as exigências regulamentares de reporte que se enquadrassem dentro das competências do Gabinete. Assegurados esses objetivos, iniciou-se um processo de evolução das metodologias de aferição e controlo dos riscos. No âmbito do processo de fusão e integração operacional, o GR procurou selecionar e adotar as metodologias e ferramentas de gestão de risco mais sofisticadas entre as disponíveis nas duas entidades, sendo de destacar do lado do BPN a manutenção do Sistema de Gestão e Medição do Risco Operacional e do lado do Banco BIC a adoção das metodologias e ferramentas de realização dos exercícios de ICAAP e Stress Tests. A nível do risco operacional a prioridade foi assegurar o funcionamento dos workflows geridos pelo antigo Gabinete de Risco Operacional, designadamente de Risco Operacional e o de Notas Internas, com especial destaque para este último dada a sua relevância para o funcionamento da rede comercial. O impacto foi especialmente sentido a nível das atualizações necessárias pelas alterações verificadas nas estruturas orgânicas e mudanças de Colaboradores. Uma vez assegurado esse objetivo iniciou-se uma nova fase de revisão dos mapeamentos e de avaliação dos riscos das novas estruturas. No que diz respeito às funções asseguradas pela antiga URM, existiu a preocupação de assegurar a assimilação das respetivas tarefas e metodologias, seguiu-se uma fase de evolução daquelas funções, que tiveram reflexo num significativo 059

60 reforço dos procedimentos de controlo interno em áreas críticas, como seja o carregamento e controlo de limites de contraparte e o controlo de perfis de acessos à Sala de Mercados. Em termos da carteira de títulos passou-se, pela primeira vez a efetuar o cálculo do VaR da carteira do BPN. Aproveitando a metodologia de quantificação desenvolvida para o risco operacional, o GR adotou a componente qualitativa do mesmo (Scorecard) para obter uma primeira aferição do risco reputacional, gerido pelo Gabinete de Compliance. No que diz respeito aos exercícios de Stress Tests e ICAAP, foi privilegiada a opção que permitia, com menores custos e maior rapidez, dotar o Banco de condições técnicas para dar resposta aos referidos requisitos regulamentares. Assim, optou-se pela revisão e upgrade das metodologias e ferramentas existentes no Banco BIC, no sentido de assegurar a sua operacionalidade face à dimensão e características do novo balanço. Na área do controlo interno foram formalmente estabelecidos os princípios de coordenação entre as estruturas com responsabilidades no sistema de controlo interno (Direção de Auditoria e Inspeção, Gabinete de Risco, Gabinete de Compliance e Direção de Análise de Risco de Crédito). O GR, uma vez concretizado o objetivo de elaboração do Relatório de Controlo Interno dentro dos prazos acordados com os supervisores, concentrou os seus esforços no acompanhamento da regularização das fragilidades detetadas, com especial enfoque nas situações classificadas de risco elevado, junto dos diferentes órgãos de estrutura interna. Em termos de Plano de Continuidade de Negócio, a dimensão e profundidade das alterações verificadas obrigaram ao início de um novo ciclo de planeamento de continuidade de negócio, tendo sido definido como prioritária a revisão da parametrização da aplicação de suporte do processo e a realização de novos Business Impact Analysis (BIAs) em cada estrutura orgânica do Banco. controlo e gestão de riscos No âmbito do controlo e gestão de riscos associados à sua atividade, o Banco tem vindo a consolidar políticas e procedimentos específicos que visam uma avaliação, acompanhamento e controlo dos diferentes tipos de risco a que se encontra exposto Risco Operacional O Sistema de Gestão e Medição do Risco Operacional (SGMRO) assenta num modelo descentralizado, situação que melhor se adapta à natureza do risco, designadamente a sua abrangência e disseminação. Na sua função de gestão de risco operacional, o GR é coadjuvado por uma rede de Coordenadores Locais de Risco Operacional afetos às diferentes unidades da estrutura orgânica do Banco, a quem, para além das suas habituais funções, são atribuídas tarefas específicas no âmbito do SGMRO. O SGMRO é suportado por um conjunto de ferramentas informáticas destinado a garantir a sua qualidade e eficiência, designadamente: Aplicação Risco Operacional, que se encontra disponível a todas as unidades da estrutura orgânica do Banco e que é composta pelo Módulo de Mapeamento, Registo e Aprovação de Eventos, Módulo de Avaliação de Riscos e Módulo de Controlo dos Riscos; Aplicação de Gestão de Informação de Risco Operacional, desenvolvida com a finalidade de permitir o tratamento dos dados, elaborar diferentes tipos de reportes e efetuar o controlo global sobre o funcionamento do sistema; 060

61 GESTÃO DE RISCOS Ferramenta de modelização (LDA e Scorecard), desenvolvida por uma empresa internacional de consultoria para quantificação do risco operacional. Durante o ano de 2012, a atuação do GR a nível do risco operacional, centrou-se em assegurar o funcionamento dos workflows (WF) de Risco Operacional e Notas Internas, tendo em conta as alterações ocorridas a nível das estruturas orgânicas e da movimentação de Colaboradores entre diferentes estruturas, no âmbito da fusão dos dois Bancos. Estes workflows assumem grande relevância, nomeadamente, no tratamento de situações específicas que carecem de uma análise e decisão dentro de cada estrutura hierárquica. No caso do WF de Risco Operacional, este permite o carregamento, validação, aprovação e contabilização dos eventos de risco operacional, submetidos diretamente pelos diferentes órgãos da estrutura orgânica sempre que ocorram situações que originem eventos de perda. O WF de Notas Internas permite o tratamento desmaterializado de um vasto número de assuntos que requerem autorização por parte da hierarquia comercial, onde se inclui, entre outros, o tratamento de comissões e despesas e a regularização/correção de movimentos. O GR, em colaboração com as novas estruturas orgânicas procedeu à revisão dos mapeamentos de risco operacional, de forma a manter atualizado o mapa global de atividades e riscos de acordo com a nova realidade, procurando capturar as exposições materiais ao risco operacional. Este mapeamento é um fator essencial para o SGMRO, dado que o registo de eventos e a avaliação dos riscos são efetuados com base no mesmo. Deu-se também início ao processo de autoavaliações de risco operacional (self-assessment), que consiste na avaliação qualitativa dos riscos e na inventariação dos controlos-chave associados, permitindo identificar os riscos com maior severidade e, por conseguinte, a tomada de medidas mitigadoras de forma a reduzir a exposição do Banco ao risco. A nível do sistema de reporte, procurou-se introduzir melhorias nos relatórios de risco operacional, nomeadamente no relatório de síntese mensal, de forma a incluir um maior nível de detalhe relativo aos eventos registados na aplicação e a facilitar a apreciação e a tomada de medidas adequadas para a mitigação dos riscos identificados. No âmbito do processo de acompanhamento e controlos de riscos foi também efetuada a monitorização dos Indicadores de Risco (KRI s), no módulo de controlo de riscos da Aplicação de Risco Operacional, que fornece a cada momento a situação dos indicadores face aos limites estabelecidos. Sempre que algum dos indicadores atinge ou ultrapassa o limite definido são despoletados alertas no sentido de se avaliar a situação e tomar as medidas para a redução do nível de risco. Na prossecução da atuação do antigo Gabinete de Risco Operacional, o GR procurou prosseguir o esforço de implementação de uma cultura interna sensível ao risco, procurando que os processos implementados de gestão e medição do risco operacional se traduzam numa efetiva gestão de risco. Neste sentido, por iniciativa do GR foram tomadas medidas concretas para solucionar/mitigar algumas das fragilidades identificadas no âmbito do sistema de controlo interno, da análise dos eventos registados e das avaliações de risco efetuadas, visando dar valor acrescentado ao Banco pela redução da exposição ao risco, redução das perdas e pela melhoria da qualidade dos serviços e eficiência organizacional. Em finais de 2012, o GR iniciou um novo ciclo de planeamento da continuidade de negócio com a realização de BIAs (Business Impact Analysis) às diferentes unidades da estrutura orgânica do Banco BIC Gestão Integrada de Riscos Testes de Esforço De acordo com a Instrução n.º 4/2011 do Banco de Portugal os testes de esforço (Stress Tests) destinam-se a avaliar os efeitos potenciais na condição do Banco de alterações em fatores de risco em função de acontecimentos excecionais, mas plausíveis. Em 2011 foram introduzidos no Banco BIC, no âmbito dos testes de esforço, os Reverse Stress Tests, um exercício complementar que faz parte da metodologia de testes de esforço do Banco. 061

62 A condução dos Reverse Stress Tests envolve dois passos do ponto de vista operacional. Em primeiro lugar, as instituições devem proceder à identificação dos pontos críticos na respetiva situação financeira a partir dos quais estaria comprometida a viabilidade ou a sustentabilidade do modelo de negócio. Em segundo lugar, as instituições devem avaliar o grau de severidade do cenário e/ou dos choques sobre os fatores de risco suficiente para atingir os referidos pontos críticos. Este processo deve permitir identificar as condições que comprometem o modelo de negócio da instituição, tendo em vista identificar as vulnerabilidades do mesmo. A responsabilidade última pela incorporação dos testes de esforço na gestão do risco da instituição é do Órgão de Administração. Contudo, aquele órgão pode delegar, funcionalmente, algumas das suas competências, no âmbito dos testes de esforço. No caso do Banco BIC Português, S.A., o Órgão de Administração delegou no Gabinete de Risco. Em Fevereiro de 2012 foi efetuado para o Banco BIC o reporte relativo à análise de cenários, análises de sensibilidade e Reverse Stress Tests com referência a 31 de dezembro de 2011 (efetuado pelo Núcleo de Gestão de Riscos). O BPN esteve dispensado da realização de tais análises até ao momento da sua privatização. As análises de sensibilidades com referência a 30 de junho foram efetuadas de forma individualizada para ambas as entidades por parte do Gabinete de Risco. A inclusão do ex-bpn nos referidos exercícios obrigou à revisão e atualização das ferramentas de suporte ao exercício, com especial destaque para a ferramenta de ALM (Gestão de Ativos e Passivos) que o Banco BIC possuía. Esses trabalhos preparatórios permitiram assegurar condições internas para a realização do exercício regulamentar de análise de cenário, análises de sensibilidade e Reverse Stress Tests, a realizar no primeiro trimestre de ICAAP O ICAAP Processo de Auto Avaliação da Adequação do Capital Interno está regulamentado pela Instrução n.º 15/2007 do Banco de Portugal, e cumpre os objetivos do Pilar II do Acordo de Basileia II, no sentido de garantir que os riscos a que as instituições se encontram expostas são corretamente avaliados e que o capital interno de que dispõem é adequado face ao respetivo perfil de risco. O objetivo é dotar o Banco de um processo que permita avaliar periodicamente a adequabilidade de capital da instituição face ao perfil de risco definido e face à regulamentação atualmente em vigor, efetuar uma gestão pró-ativa das necessidades de capital interno e adicionalmente responder a um requisito regulamentar. Até à sua privatização, o BPN encontrava-se dispensado da realização do exercício de ICAAP, pelo que o exercício de ICAAP com referência a 31 de dezembro de 2011 foi apenas efetuado para o Banco BIC e foi enviado ao Banco de Portugal em março de Não obstante tal dispensa, em dezembro de 2012, o Banco BIC (incluindo BPN) efetuou internamente o seu primeiro exercício de ICAAP no sentido de testar a metodologia e ferramentas provenientes do Banco BIC. Neste exercício de ICAAP, para além das melhorias introduzidas na ferramenta de suporte ao exercício, foram também introduzidas algumas melhorias a nível metodológico, sendo de destacar as melhorias verificadas na projeção de cash-flows previsionais. Risco de Concentração No seguimento da Instrução n.º 5/2011 do Banco de Portugal foram elaborados os relatórios sobre risco de concentração do Banco BIC e do BPN, com dados de referência de 31 de dezembro de No caso do BPN o Gabinete de Risco procedeu ainda à elaboração do relatório relativo ao ano de 2010, que se encontrava em falta. O Gabinete de Risco tem prevista a execução de análises trimestrais ao risco de concentração. 062

63 GESTÃO DE RISCOS risco de crédito O Risco de Crédito é considerado um dos riscos mais relevantes da atividade das instituições financeiras. Materializa-se nas perdas e na incerteza quanto a retornos futuros gerados pela carteira de crédito, pela possibilidade de incumprimento dos tomadores dos empréstimos (e do seu garante, se existir) ou de um emissor de um título ou da contraparte de um contrato. Devido ao processo de aquisição do BPN, o ano de 2012 ficou assinalado por duas realidades distintas até 31 de março: a atividade do Banco BIC e a atividade do BPN, sendo que nos dois Bancos, as áreas de risco estiveram envolvidas no processo de seleção dos créditos quer na vertente de escolha das operações, quer na vertente da cessão. A atividade da DAR (Direção de Análise de Risco do BPN) até 31 de março de 2012 centrou-se, essencialmente, na gestão corrente das operações de crédito dos vários workflows do Banco e na análise e decisão de operações de reestruturação oriundas da Parvalorem (decorrentes da primeira cessão ocorrida no final de 2010). A DAR esteve também envolvida no projeto da segunda cessão de créditos para a Parvalorem, que incluiu um levantamento exaustivo não só dos créditos como das garantias associadas: reais e pessoais. A partir de 1 de abril, com a integração das duas áreas de risco de crédito, a função de gestão de Risco de Crédito ficou sob a responsabilidade da DARC, órgão de 1.º nível da estrutura. Contudo, uma vez que ainda não ocorreu a fusão operacional, na gestão de crédito ainda se mantêm ativos dois sistemas em paralelo. A gestão e acompanhamento do risco de crédito regem-se pelos princípios e regras de concessão e acompanhamento dos créditos concedidos, definidos no Regulamento de Crédito. 063

64 O processo de decisão do crédito a Clientes encontra-se repartido por dois segmentos: Empresas e Retalho, existindo quatro escalões de decisão, definidos em função da natureza, do montante da operação, do prazo, da exposição do Grupo Económico e do rating da empresa (no caso do segmento empresas). Este processo de decisão encontra-se automatizado em aplicações informáticas (workflow de crédito, para operações oriundas da antiga rede BPN e Pearson, para as operações oriundas da rede original do Banco BIC). A DARC prepara os Relatórios de Crédito, sempre que existem operações a serem aprovadas em sede de Conselho de Crédito. Estes Relatórios são parte integrante do Workflow de Crédito, uma vez que são extraídos automaticamente do mesmo. Este processo, proporciona ao analista de crédito mais uma ferramenta de análise, com toda a informação sistematizada em documento único. Existem ainda processos de avaliação distintos para tipologias de crédito específicas, como sendo: Financiamento à Construção: para além das ponderações já referidas, ainda é complementado com uma análise relativa a projetos concluídos (informação histórica); obras em curso; projeto a financiar (mapa de exploração, plano financeiro, descrição do projeto, licenças necessárias para a sua concretização, etc); Crédito à Habitação e Cartões de Crédito: existem workflows específicos com modelos de scoring (baseados em informação estatística, sem carácter vinculativo), com o objetivo de melhorar a eficiência da classificação dos Clientes particulares e de estabelecer critérios objetivos e coerentes de aceitação ou rejeição das propostas. Com forte vocação de crédito às PME, no Banco BIC os dois segmentos acima referidos têm vindo a ter produções residuais. Para finalizar, todo o processo de análise inclui a valorização dos colaterais. Sendo que no caso específico de créditos com garantia real hipotecária, os imóveis são avaliados por técnicos certificados, no momento da concessão de crédito, e posteriormente, seguindo as regras do Banco de Portugal referentes à valorização de imóveis. Integrado no processo de acompanhamento de crédito, a Unidade de Análise de Risco de Crédito, efetua periodicamente, uma revisão das provisões económicas dos Clientes que acompanha. acompanhamento e gestão do crédito O acompanhamento do crédito concedido inicia-se no momento após a contratação e prolonga-se até ao reembolso total, de forma a garantir o seu cumprimento. A Gestão de Risco de Crédito no Banco BIC assenta no acompanhamento sistemático da carteira de crédito, onde se avalia continuamente, se os fatores de risco se mantêm consistentes com a estratégia definida. I) VIGILÂNCIAS ESPECIAIS De forma a tornar mais evidente esta linha de atuação, o Banco dispõe de um Sistema de Vigilâncias Especiais, que permite a toda a estrutura conhecer os Clientes (ou operações) que evidenciam alertas, hierarquizados de ligeiro até ao mais gravoso. Este sistema, pretende mitigar o impacto de situações de incumprimento, quer através do reforço de garantias ou da redução de responsabilidades. O Sistema incorpora também as classificações decorrentes da nova legislação de proteção de devedores. 064

65 GESTÃO DE RISCOS II) SISTEMA INTERNO DE NOTAÇÃO DE RISCO O modelo interno de notação de risco é baseado em: Elementos Financeiros do Cliente, sendo estes inseridos na aplicação informática calculando os rácios e, posteriormente, atribuindo um grau de rating em termos quantitativos; Preenchimento de um questionário pela área comercial (podendo este ser revisto em qualquer momento pela DARC) compreendendo informação qualitativa que definirá o grau de risco. Este deverá espelhar o verdadeiro valor em termos qualitativos da empresa. Trata-se de um modelo genérico para Sociedades não financeiras e Empresários em Nome Individual, que através de uma média ponderada (tendo em conta a antiguidade da relação do Cliente com o Banco), atribui uma Nota Final de Risco. Existem 9 Notas de Risco, distribuídas por três níveis de Risco: Baixo, Médio e Elevado. Todas as propostas têm sempre um rating atribuído (a validação é efetuada pelo próprio workflow, que não permite a elaboração de proposta sem rating). Por uma questão de acompanhamento e gestão de situações de incumprimento, existem ainda quatro ratings de Contencioso (PP Particular em Pré-Contencioso; EP Empresa em Pré-Contencioso; PC Particular em Contencioso e EC Empresa em Contencioso). Como fator adicional à análise efetuada, o Banco utiliza a avaliação de crédito da Coface, entidade reconhecida como ECAI pelo Banco de Portugal. III) ACOMPANHAMENTO DO CRÉDITO CONCEDIDO No âmbito do acompanhamento do crédito concedido, relativamente ao crédito em situação irregular, a DARC implementou um sistema de monitorização, que mensalmente, se inicia com a divulgação dos Clientes com crédito vencido há mais de 30 dias, superior a pelas várias Direções Coordenadoras e Direção Jurídica e de Recuperação de Crédito, onde são recolhidos pontos de situação e diligências efetuadas para a regularização, culminando nas Reuniões de Crédito Vencido, onde estão representantes das áreas intervenientes e da Comissão Executiva. Reforçou-se ainda o acompanhamento das reestruturações de crédito, não só com a automatização da identificação como reestruturação no WF de Crédito, procurando mitigar o risco de concessão de novos créditos, como também pelo trabalho de recuperação do histórico de operações reestruturadas, tendo em vista o cumprimento da Instrução n.º 18/2012 do Banco de Portugal. A gestão de colaterais foi desenvolvida para funcionar de forma contínua, promovendo a manutenção da cobertura do crédito concedido. Por esse motivo, foi criada na DARC uma estrutura de controlo das garantias recebidas em caução, tendo em conta o disposto nos avisos n.º 3/95 e n.º 5/2007 do Banco de Portugal, no que diz respeito às necessidades de reavaliação dos imóveis. IV) MANUTENÇÃO DOS GRUPOS E CÍRCULOS ECONÓMICOS O Banco avalia as exposições agregadas dos Clientes, para efeitos de avaliação de risco de crédito, através da exposição global ao Grupo Económico. Assim, a existência de uma base de dados de Grupos Económicos que esteja atualizada e bem constituída é fundamental para a atividade primordial da análise e concessão de crédito. 065

66 Em termos de avaliação dos Grupos Económicos, são considerados para efeitos de avaliação de risco: A notação de risco das diversas entidades que compõem o Grupo Económico; O limite regulamentar de exposição do Grupo Económico no âmbito dos Grandes Riscos e do seu peso nos fundos próprios; V) MODELO DE IMPARIDADE De acordo com a IAS 39, a carteira de crédito deve ser sujeita regularmente a testes de imparidade. O Banco tem implementada uma metodologia de cálculo das perdas por imparidade, que prevê que a avaliação da carteira de crédito seja efetuada por dois métodos de análise: análise individual e análise coletiva. Para os créditos individualmente significativos, o cálculo da imparidade é efetuado considerando um conjunto de fatores relativos ao devedor, às características das operações de crédito e seus colaterais, que devem ser adequadamente justificados. Segundo os critérios definidos, os casos que não são objeto de análise individual serão avaliados numa base coletiva, tendo para isso sido definidos segmentos homogéneos que permitam agrupar ativos com características de risco semelhantes e assim extrair uma amostra representativa da carteira, que será avaliada através do preenchimento de questionários. novas iniciativas No âmbito da gestão de risco de crédito, pretende-se avançar para as seguintes iniciativas: Validação do Modelo de Rating interno (trabalho a ser desenvolvido por entidade externa); Calibração e implementação de um modelo de risco para pequenos negócios; Revisão da aplicação de Grupos Económicos; Melhorias no Sistema de Avaliação da Imparidade. controlo interno e supervisão 1.1. Controlo Interno Em cumprimento da Instrução n.º 20/2008 do Banco de Portugal e de acordo com art.º 25º do Capítulo VII do Aviso do Banco de Portugal n.º 5/2008 e Regulamento n.º 27/2007, com a redação dada pelo Regulamento n.º 3/2008, ambos da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o GR coordenou a elaboração do relatório sobre o sistema de controlo interno do BPN e do Banco BIC. Na sequência da realização do Relatório de Controlo Interno, o GR, em articulação com as restantes funções de controlo, está a proceder a follow-ups bimestrais junto das diferentes unidades de estrutura orgânica, sobre o grau de resolução das deficiências inventariadas Relatório Disciplina de Mercado Em abril de 2012, o GR, com a colaboração da Direção de Contabilidade, Planeamento e Controlo de Gestão (DCP), coordenou a elaboração do Relatório Disciplina de Mercado no cumprimento do Aviso n.º 10/2007 do Banco de Portugal, para o BPN, relativo aos anos de 2011 e

67 GESTÃO DE RISCOS O Relatório Disciplina de Mercado do Banco BIC, foi realizado em abril de 2012, pelo Núcleo de Gestão de Riscos e pela Direção Financeira e Contabilidade. O Relatório Disciplina de Mercado insere-se no âmbito do Pilar III de Basileia II sobre a divulgação de informação, e tem como objetivo apresentar um conjunto de informação mais detalhada sobre a solvabilidade e a gestão de risco do Banco Política de Remuneração Em janeiro de 2012, no sentido de dar cumprimento ao estabelecido no Aviso n.º 10/2011 do Banco de Portugal, as funções de controlo procederam à revisão da política de remuneração do Banco. Desta resultou um conjunto de sugestões de ajustamentos a efetuar à proposta de Declaração de Política de Remuneração e aos respetivos procedimentos de elaboração da Declaração Anual da Política de Remuneração e da Declaração de Cumprimento da Política de Remuneração. Em abril foi publicada a Nota Informativa 001/RHU/2012, sob a epígrafe Declaração de Política de Remuneração que procurou incorporar as recomendações provindas da revisão atrás referida. No âmbito da elaboração e reporte do Relatório de Controlo Interno para o ano de 2012, as unidades de estrutura responsáveis pelo exercício das funções de controlo da instituição (Gabinete de Risco, a Direção de Auditoria e Inspeção, Direção de Análise de Risco de Crédito e o Gabinete de Compliance), procederam a uma nova avaliação da Política de Remunerações baseada no follow-up da implementação das recomendações resultantes do trabalho de revisão realizado em janeiro de Paralelamente a este trabalho, e em cumprimento de solicitação expressa da Administração, foi efetuada uma análise aos impactos da criação de uma Comissão de Remunerações na Política de Remuneração e na Declaração Anual publicada no relatório e contas. 067

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71 ANÁLISE FINANCEIRA síntese Na sequência do contrato de compra e venda das ações do BPN, celebrado em 30 de março de 2012, foi efetuada a fusão por incorporação do Banco BIC no BPN, com efeitos contabilísticos a 31 de julho de Os ativos e passivos do Banco BIC foram incorporados pelo seu valor contabilístico em 01 de julho de 2012, e o resultado líquido apurado no primeiro semestre, no montante de 3,1 milhões de Euros, foi incorporado na situação líquida. Adicionalmente, no âmbito do referido contrato de compra e venda do BPN, um conjunto de ativos e passivos que integravam o balanço do BPN em 31 de dezembro de 2011 não foram incluídos na transação realizada, tendo sido alienados pelo seu valor líquido contabilístico a entidades criadas para o efeito pelo Estado Português. Consequentemente, os elementos financeiros do Banco relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012 não são comparáveis com os apresentados em 31 de dezembro de No exercício findo em 31 de dezembro de 2012, o Banco BIC apresentou um prejuízo líquido no montante de 7,96 milhões de Euros, com um total de ativos nessa data de cerca de milhões de Euros, que incluem milhões de Euros relativo a crédito concedido a Clientes. Por outro lado, o passivo inclui um montante de milhões de Euros relativos a depósitos de Clientes. Se ao lucro líquido apurado considerarmos a valorização da carteira de títulos classificada em ativos financeiros disponíveis para venda, a qual se encontra registada em rubrica específica de capitais próprios do Banco, no exercício findo em 31 de dezembro de 2012, o Banco BIC apresenta um rendimento integral positivo de 74 mil Euros. Rendimento Integral Resultado Líquido (Unidade: Milhares de Euros) (Unidade: Milhares de Euros) 071

72 demonstrações dos resultados MARGEM FINANCEIRA Comissões líquidas Ativos avaliados ao justo valor através de resultados Lucros em operações financeiras (líquidos) Outros rendimentos e encargos operacioanais MARGEM COMPLEMENTAR PRODUTO BANCÁRIO Custos com o pessoal (54.504) (65.346) Gastos gerais administrativos (61.210) (56.712) Amortizações (3.793) (6.237) CUSTOS DE ESTRUTURA ( ) ( ) RESULTADO OPERACIONAL (15.128) (48.675) Imparidade e provisões (43.001) RESULTADO ANTES DE IMPOSTOs (4.478) (91.676) Impostos correntes (868) (1.050) Contribuição extraordinária sobre o setor bancário (2.613) (2.699) RESULTADO LÍQUIDO (7.959) (95.425) O produto bancário no final do exercício de 2012, que ascendeu a 104 milhões de Euros, é resultado do aumento do volume de negócios que se verificou após a privatização do BPN, bem como do impacto decorrente da fusão por incorporação do Banco BIC, com destaque para a evolução positiva da margem financeira, atendendo aos movimentos ocorridos na carteira de crédito, e à performance ao nível das comissões líquidas, relacionadas essencialmente com a atividade de banca correspondente. Os custos de funcionamento, em 2012, ascenderam a cerca de 120 milhões de Euros, revelando ainda níveis de eficiência não satisfatórios face ao produto bancário do Banco, embora com melhoria significativa verificada após o processo de privatização e de fusão ocorrido em

73 ANÁLISE FINANCEIRA margem financeira e complementar A margem financeira do Banco ascendeu a 56 milhões de Euros, influenciada simultaneamente quer pela redução da carteira de crédito (cerca de milhões de Euros), quer pela redução do custo de captação de recursos. Margem Financeira % % ,5% Juros e rendimentos simlares Juros e encargos simlares Margem financeira A margem complementar do Banco BIC no exercício de 2012 ascendeu a 48 milhões de Euros, incluindo o resultado das comissões líquidas, que ascenderam a 34 milhões de Euros, em resultado essencialmente dos rendimentos da atividade de Banco correspondente, tendo-se verificado uma evolução muito positiva com o processo de fusão Var. (%) Por operações extrapatrimoniais % Créditos documentários % Garantias e avales prestados % Por serviços prestados % Transferências de valores e ordens de pagamento % Gestão de cartões % Outros serviços prestados % Rendimentos de serviços e comissões % Serviços prestados por terceiros (12.148) (14.780) -18% Comissões líquidas % 073

74 Os resultados obtidos em ativos avaliados ao justo valor, que em 2012 ascenderam a cerca de 3 milhões de Euros, decorrem essencialmente da valorização verificada ao longo do segundo semestre de 2012 das unidades de participação em fundos de investimento detidos pelo Banco BIC. De realçar ainda os resultados cambiais apurados no exercício de 2012, que ascenderam a 2,7 milhões de Euros. Os resultados apurados resultam essencialmente de ganhos realizados na intermediação de compra e venda de moeda estrangeira. custos de estrutura No exercício findo em 31 de dezembro de 2012, os custos de estrutura custos com o pessoal, gastos gerais administrativos e amortizações - ascenderam a 120 milhões de Euros Var. (%) Custos com o pessoal % Gastos gerais administrativos % Custos de funcionamento % Amortizações % TOTAL % Está em curso a reorganização interna do Banco, em resultado do processo de fusão ocorrido no final do exercício de 2012, que visa melhorar a eficiência da estrutura do Banco. No entanto, já no exercício de 2012, considerando a redução dos custos de estrutura e o aumento do produto bancário, o Banco BIC evidencia uma melhoria nos seus rácios de eficiência. Custos de estrutura / produto bancário Custos com pessoal / produto bancário imparidade e provisões No exercício de 2012, os ganhos líquidos com a reversão de perdas por imparidade e provisões resultam essencialmente da reversão de perdas por imparidade para crédito concedido a Clientes em resultado da cessão de um conjunto de créditos, efetuadas no âmbito da operação de privatização do Banco. 074

75 ANÁLISE FINANCEIRA impostos A carga fiscal do Banco BIC registada na desmonstração de resultados relativa ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012 ascende a 3,5 milhões de Euros, tendo o Banco apurado um resultado negativo antes de imposto de 4,5 milhões de Euros. A elevada carga fiscal decorre essencialmente do registo da contribuição extraordinária sobre o setor bancário, estimada em aproximadamente 2,6 milhões de Euros, nos termos da Lei n.º 55-A/2010, de 31 de dezembro e da Portaria n.º 121/2011, de 30 de março, e da tributação autónoma, que ascendeu a 868 mil Euros. balanço VOLUME DE NEGÓCIO Crédito a clientes Banca de Empresas Crédito geral % % Papel comercial % % Factoring % - 0% Locação financeira % - 0% TOTAL % % Banca de Particulares Habitação % % Consumo e outros % % TOTAL % % Total crédito vincendo % % Crédito titularizado não desconhecido Crédito vencido Juros e comissões associadas ao custo amortizado Provisões específicas para crédito ( ) ( ) Carteira de crédito líquida Crédito por assinatura Recursos DE Clientes Depósitos ordem % % Depósitos prazo % % TOTAL DEPÓSITOS % % Cheques e ordens a pagar Juros a pagar TOTAL Depósitos por Naturezas Empresas % % Particulares % % TOTAL % % 075

76 Em 2012 o volume de negócio totalizou cerca de milhões de Euros, para o qual contribui o crédito (incluindo garantias) com cerca de milhões de Euros e os recursos de Clientes com milhões de Euros. Em 2012, o rácio de transformação dos depósitos em crédito fixou-se em, aproximadamente, 100%. O crédito concedido a empresas corresponde a cerca de 72% do total da carteira de crédito concedido, refletindo o posicionamento estratégico do Banco BIC no apoio às empresas, nomeadamente a pequenas e médias empresas e empresas exportadoras. Durante o ano de 2012, previamente à privatização do Banco, foram celebrados diversos contratos de cessão de créditos a favor de uma entidade designada pelo Estado Português, no montante de milhões de Euros. A Cessão de créditos foi efetuada ao valor contabilístico dos mesmos à data de cedência. Adicionalmente, em 2012, o Banco BIC adquiriu uma carteira de crédito especializado no montante de 187 milhões de Euros. Em 2012, o crédito concedido através de papel comercial inclui o montante de 222 milhões de Euros relativo a aplicações de curto prazo (até 90 dias) efetuadas em leilões de papel comercial. O crédito concedido a empresas pode ser repartido em termos setoriais como segue: Crédito a empresas por setores de atividade: crédito % crédito % Indústrias transformadoras ,4% ,3% Construção ,8% ,4% Atividades Imobiliárias ,4% ,1% Comércio, manutenção e reparação de veículos ,3% ,1% Restaurantes e hotéis ,7% ,7% Transporte, armazenagem e comunicações ,0% ,7% Atividade e intermediação financeira ,1% ,1% Consultoria, aquisição de títulos ou de créditos e respetiva gestão ,8% ,6% Outros ,5% ,9% TOTAL O Banco BIC, no final do exercício de 2012, apresenta rácios de incumprimentos e níveis de cobertura do crédito vencido confortáveis, evidenciando os critérios prudentes considerados no provisionamento da carteira de crédito atendendo à atual conjuntura do país. Neste sentido, em 2012, o Banco BIC apresentou um rácio de crédito em incumprimento de 3,49% e de crédito em risco de 7,31%, com um rácio de cobertura do crédito em incumprimento de 177% Var. (%) Rácio de crédito com incumprimento 3,49% 9,98% 186,01% Rácio de crédito em risco 7,31% 18,41% 151,80% Rácio de crédito em risco, líquido 1,21% 10,51% 771,30% Rácio de cobertura de crédito com incumprimento 177,19% 81,32% 117,89% Rácio de cobertura de crédito em risco 84,52% 47,95% 76,26% 076

77 ANÁLISE FINANCEIRA Os depósitos de Clientes observaram uma evolução muito positiva após o processo de privatização e de fusão do Banco, apresentando um crescimento total de depósitos de Clientes no montante 706 milhões de Euros, que equivale um crescimento de cerca de 42% face ao ano anterior. aplicações e recursos de instituições financeiras e bancos centrais Em 31 de dezembro de 2012, as disponibilidades e aplicações em Instituições de Crédito totalizavam cerca de milhões de Euros, representando aproximadamente 33% do total do ativo do Banco. As aplicações e recursos de Instituições de Crédito e de bancos centrais têm a seguinte repartição por moeda em 31 de dezembro de 2012: euro USD outras moedas total Aplicações em instituições financeiras Recursos de instituições financeiras e bancos comerciais As aplicações a prazo são maioritariamente de curto prazo, por norma com vencimento até 3 meses. Em 31 de dezembro de 2012, do total de aplicações a prazo, que ascendia a cerca de milhões de Euros, cerca de 78% apresenta maturidade até 3 meses e 99% com maturidade, ou opção de saída do investimento por parte do Banco BIC, até 1 ano. 077

78 carteira de títulos Em 31 de dezembro de 2012 o valor de balanço da carteira de títulos do Banco BIC, excluindo provisões para risco do país, ascende a 124 milhões de Euros, com a seguinte decomposição: Ao justo valor por resultados e detidos para negociação Ações - 79 Instrumentos derivados Instrumentos de dívida corporate Emitidas por instituições financeiras nacionais Emitidas por não residentes Unidades de Participação em Fundos de Investimento Mobiliário Emitidas em Euros Emitidas em Dólares dos Estados Unidos Disponíveis para venda Ações (registadas ao custo histórico) Títulos de dívida pública Obrigações do tesouro Instrumentos de dívida corporate Emitidas por instituições financeiras nacionais Emitidas por não residentes Unidades de Participação em Fundos de Investimento Mobiliário Detidos até à maturidade Títulos de dívida pública Obrigações do tesouro TOTAL

79 ANÁLISE FINANCEIRA Em 2012 os ativos que fazem parte do portfólio de investimentos financeiros do Banco BIC estão valorizados ao justo valor, com exceção das ações e dos títulos de dívida pública classificados como detidos até à maturidade, cujo justo valor a 31 de dezembro de 2012 ascendia a 24 milhões de Euros. composição da carteira de títulos 2% 29% 46% 22% Títulos de dívida pública Unidades de Participação em FIM Obrigações Corporate Outros investimentos No final do exercício de 2012, o investimento em instrumentos de dívida pública ascendia a 58 milhões de Euros, representativo de 46% do total da carteira de títulos nesta data. O investimento em unidades de participação de fundos de investimento mobiliário, em 31 de dezembro de 2012, ascendia a 36 milhões de Euros. No final do exercício este investimento originou uma rendibilidade anual de cerca 4,7%, não considerando o impacto cambial relativo às unidades de participação expressas em moeda estrangeira. responsabilidades representadas por títulos Em 2012 o Banco BIC efetuou a emissão de 150 milhões de Euros de papel comercial, com vencimento em outubro de 2013, ao abrigo de um programa de papel comercial em vigor até 30 de março de 2015, no montante de 400 milhões de Euros. rácio de adequação de Fundos Próprios Em 2012, o rácio de adequação de fundos próprios de base Tier I fixou-se em 12,0% e o rácio de adequação de fundos próprios atingiu os 17,1%, apresentando assim níveis confortáveis face aos mínimos exigidos pelo Banco de Portugal. 079

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81 PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS No exercício findo em 31 de dezembro de 2012, o Banco BIC Português, S.A. obteve um resultado líquido negativo de milhares de Euros. Assim o Conselho de Administração propõe que este resultado seja integralmente transferido para a rubrica de Resultados Transitados. Lisboa, 12 de março de 2013 O Conselho de Administração 081

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85 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS balanços em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (pro-forma) e em 1 de janeiro de 2011 (pro-forma) ativo notas ativo bruto provisões, imparidade e amortizações ativo líquido ativo líquido (pro-forma) ativo líquido (pro-forma) Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados (58) Ativos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Crédito a Clientes ( ) Investimentos detidos até à maturidade Ativos não correntes detidos para venda Outros ativos tangíveis (27.005) Ativos intangíveis (1.749) Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos Ativos por impostos correntes Ativos por impostos diferidos Outros ativos (8.075) total do ativo ( ) passivo e capital próprio notas (pro-forma) (pro-forma) Recursos de bancos centrais Passivos financeiros detidos para negociação Recursos de outras instituições de crédito Recursos de Clientes e outros empréstimos Responsabilidades representadas por títulos Passivos financeiros associados a ativos transferidos Derivados de cobertura Provisões Passivos por impostos correntes Passivos por impostos diferidos Outros passivos subordinados Outros passivos total do passivo Capital Prémios de emissão Reservas de reavaliação (5.695) (51) Outras reservas e resultados transitados ( ) ( ) Resultado do exercício 26 (7.959) (95.425) ( ) total do capital próprio ( ) ( ) Total do PASSIVO E DO CAPITAL PRÓPRIO

86 demonstrações dos resultados para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (pro-forma) 2011 notas (pro-forma) Juros e rendimentos similares Juros e encargos similares 27 (96.213) ( ) margem financeira Rendimentos de instrumentos de capital Rendimentos de serviços e comissões Encargos com serviços e comissões 29 (12.148) (14.780) Resultados de ativos e passivos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados Resultados de ativos financeiros disponíveis para venda (líquido) (1.382) Resultados de reavaliação cambial (líquido) Resultados de alienação de outros ativos 32 (105) (1) Outros resultados de exploração produto bancário Custos com pessoal 34 (54.504) (65.346) Gastos gerais administrativos 36 (61.210) (56.712) Amortizações do exercício 13 e 14 (3.793) (6.237) Provisões líquidas de reposições e anulações 22 (19.616) (32.955) Correções de valor associadas ao crédito a Clientes e valores a receber de outros devedores (líquidas de reposições e anulações) (9.528) Imparidade de outros ativos financeiros líquida de reversões e recuperações 22 (50) (7) Imparidade de outros ativos líquida de reversões e recuperações 22 (6.562) (511) resultado antes de impostos (4.478) (91.676) Impostos sobre lucros Correntes 16 (868) (1.050) Diferidos Contribuição extraordinária sobre o setor bancário 16 (2.613) (2.699) (3.481) (3.749) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (7.959) (95.425) Número médio de ações ordinárias emitidas Resultado por ação (Euros) (0,10) (1,26) 086

87 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS demonstrações das alterações no capital próprio para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 (pro-forma) e 2012 Saldos em 31 de Dezembro, 2010 Impacto da alteração da política contabilística relativa a pensões (Nota 2.4.) Saldos em 1 de Janeiro, 2011 (pro-forma) Transferência para reservas por aplicação do resultado de 2010 Anulação de provisões para fazer face aos capitais próprios negativos de participadas e para as responsabilidades das cartas conforto emitidas (Nota 22) Rendimento integral do exercício Saldos em 31 de Dezembro, 2011 (pro-forma) capital prémios de emissão reservas de reavaliação outras reservas e resultados transitados reserva legal outras reservas resultados transitados total resultado líquido do exercício capital próprio (51) ( ) ( ) ( ) ( ) (12.348) - (12.348) - (12.348) (51) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (5.644) (95.425) (96.388) (5.695) ( ) ( ) (95.425) ( ) Transferência para reservas por aplicação do resultado de (95.425) (95.425) Prestações acessórias Anulação de provisões e outros passivos para fazer face aos capitais próprios negativos, no âmbito do processo de recapitalização (Nota 2.18) Incorporação do BIC (Nota 2.3) (644) Redução do capital social (Nota 25) (80.772) (40.000) Rendimento integral do exercício (7.959) 74 Saldos em 31 de Dezembro (22.654) (7.959) demonstrações do rendimento integral para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (pro-forma) (pro-forma) Resultado líquido do exercício (7.959) (95.425) Reservas de reavaliação de ativos financeiros disponíveis para venda Reavaliação de ativos financeiros disponíveis para venda, líquido (5.644) Desvios atuariais e financeiros relativos a encargos com pensões (Nota 2.4.) Resultado não reconhecido na demonstração de resultados (963) Rendimento integral do exercício 74 (96.388) 087

88 demonstrações dos fluxos de caixa para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (pro-forma) fluxos de caixa das atividades operacionais (pro-forma) Recebimento de juros e comissões Rendimentos adquiridos nos ativos financeiros disponíveis para venda 37 (1.382) Pagamento de juros e comissões (95.550) ( ) Pagamentos ao pessoal e fornecedores ( ) ( ) Resultados cambiais e outros resultados operacionais Recuperação de créditos incobráveis - 34 Resultados operacionais antes das alterações nos ativos operacionais (3.869) (Aumentos) / diminuições de ativos operacionais Ativos financeiros detidos para negociação e outros ativos ao justo valor (4.251) Ativos financeiros disponíveis para venda (19.555) - Aplicações em instituições de crédito Crédito a Clientes Investimentos detidos até à maturidade Derivados de cobertura - 80 Ativos não correntes detidos para venda Outros ativos (1.703) Aumentos / (diminuições) de passivos operacionais Recursos de bancos centrais (73.902) (70.000) Passivos financeiros detidos para negociação e derivados de cobertura (18.179) Recursos de instituições de crédito ( ) ( ) Recursos de Clientes e outros empréstimos ( ) Outros passivos (97.818) ( ) ( ) ( ) Caixa líquida das atividades operacionais antes dos impostos sobre o rendimento ( ) Impostos sobre os lucros (4.876) (695) Caixa líquida das atividades operacionais ( ) fluxos de caixa de atividades de investimento Aquisição de ativos financeiros disponíveis para venda - (19.824) Aquisições de ativos tangíveis e intangíveis (4.013) (108) Vendas de ativos tangíveis e intangíveis - 4 Efeito da fusão (99.463) - Investimentos em empresas filiais e associadas - 1 Caixa líquida das atividades de investimento ( ) (19.927) fluxos de caixa das atividades de financiamento Prestações suplementares Emissão/(reembolsos) de dívida titulada e subordinada ( ) 1.000,000 Remuneração paga relativa às obrigações de caixa e outros (6.049) (31.128) Remuneração paga relativa a passivos subordinados (7.802) (8.267) Caixa líquida das atividades de FINANCIAMENTO ( ) Aumento / (diminuição) de caixa e seus equivalentes (35.841) (38.812) Caixa e seus equivalentes no início do exercício Caixa E SEUS EQUIVALENTES NO FIM DO EXERCÍCIO

89 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 089

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91 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE nota introdutória O Banco BIC Português, S.A. (adiante igualmente designado por Banco BIC ou Banco ), entidade anteriormente designada por Banco Português de Negócios S.A. (adiante designado por BPN ), é uma instituição de crédito com sede em Lisboa, que iniciou a sua atividade bancária em 1 de julho de Em novembro de 2008, todas as ações representativas do capital social do anterior BPN foram nacionalizadas ao abrigo da Lei n.º 62-A/2008, de 11 de novembro. De acordo com a referida Lei, a nacionalização foi motivada pelo volume de perdas acumuladas pelo Banco, ausência de liquidez adequada e iminência de uma situação de ruptura de pagamentos que ameaçava os interesses dos depositantes e a estabilidade do sistema financeiro. O BPN passou assim a ter a natureza de sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, sendo detido pela Direcção Geral do Tesouro e Finanças. A gestão do BPN foi atribuída à Caixa Geral de Depósitos, S.A. (CGD). No âmbito do seu processo de reestruturação, o BPN constituiu durante o exercício de 2010, as entidades Parparticipadas, SGPS,S.A. (Parparticipadas), Parvalorem, S.A. (Parvalorem) e Parups, S.A. (Parups), a quem alienou, ao valor nominal, um conjunto de ativos que se encontravam no seu balanço e de outras entidades por si detidas em 30 de novembro de No exercício de 2011, no âmbito do processo de reprivatização do Banco, foi aprovada pelo Despacho n.º 825/11 SETF de 3 de junho, a aquisição pelo Estado Português, através da Direcção Geral do Tesouro e Finanças, da totalidade das ações representativas do capital social das entidades acima referidas, operação que se concretizou em fevereiro de Durante o exercício de 2010, o Estado Português, acionista do BPN, aprovou a reprivatização do BPN através do Decreto- -Lei n.º 2/2010 de 5 de janeiro, tendo em 9 de dezembro de 2011 celebrado um Acordo Quadro com os acionistas do Banco BIC Português, S.A. (adiante igualmente designado por BIC ), através deste. Este Acordo Quadro regula as relações entre o Estado Português e o BIC no âmbito da operação de privatização, visando a aquisição por parte dos acionistas do BIC das ações representativas da totalidade do capital social e direitos de voto do BPN. O contrato de compra e venda de ações foi celebrado a 30 de março de 2012, tendo sido adquiridas a totalidade das ações do BPN pelos acionistas do BIC em junho de Neste contexto, em junho de 2012, o grupo de acionistas que passou a deter e controlar o BPN e o BIC deliberou, por questões de racionabilidade económica, incorporar este naquele, mediante a concretização de uma fusão por incorporação, com a consequente extinção do BIC. A 7 de dezembro de 2012, após a aprovação do Banco de Portugal, foi registada a referida fusão por incorporação na Conservatória do Registo Comercial, com efeitos retroagidos a 1 de julho de Na mesma data, o BPN alterou a sua denominação social para Banco BIC Português, S.A.. Conforme previsto no projeto de fusão, foi realizado um aumento do capital social do Banco BIC em 1 milhão de Euros, mediante a emissão de 200 mil ações totalmente subscritas e realizadas pelos seus acionistas, de acordo com as respetivas participações. O Banco tem sede em Lisboa, na Avenida António Augusto Aguiar N.º 132, e dedica-se à obtenção de recursos de terceiros, sob a forma de depósitos ou outros, os quais aplica, juntamente com os seus recursos próprios, em todos os setores da economia, na sua maior parte sob a forma de aplicações em instituições de crédito no País e no estrangeiro, bem como na concessão de empréstimos a Clientes empresas e particulares, prestando ainda outros serviços bancários, designadamente enquanto banco correspondente de bancos angolanos para a Zona Euro. Para a realização das suas operações, em 31 de dezembro de 2012, o Banco contava com uma rede nacional de 197 Agências, 11 Gabinetes de Empresa e 1 Centro de Private Banking. 091

92 2. bases de apresentação, comparabilidade de informação e resumo das principais políticas contabilísticas Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, as demonstrações financeiras da Sede são agregadas com as da Sucursal da Madeira, o que representa a sua atividade global (ou atividade individual). Todos os saldos e transações entre a Sede e a Sucursal foram eliminados no processo de agregação das respetivas demonstrações financeiras bases de apresentação As demonstrações financeiras do Banco foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, com base nos livros e registos contabilísticos mantidos de acordo com os princípios consagrados nas Normas de Contabilidade Ajustadas (NCA), nos termos do Aviso n.º 1/2005, de 21 de fevereiro e das Instruções n.º 23/2004 e n.º 9/2005, do Banco de Portugal, na sequência da competência que lhe é conferida pelo Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras. As NCA correspondem genericamente às Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS), conforme adotadas pela União Europeia, de acordo com o Regulamento (CE) n.º 1606/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de julho, transposto para o ordenamento nacional pelo Decreto-Lei n.º 35/2005, de 17 de fevereiro e pelo Aviso n.º 1/2005, de 21 de fevereiro, do Banco de Portugal, exceto no que se refere aos seguintes aspetos: i) Valorimetria do crédito a Clientes e valores a receber de outros devedores (crédito e contas a receber) os créditos são registados pelo valor nominal, não podendo ser reclassificados para outras categorias e, como tal, registados pelo justo valor; ii) Mantém-se o anterior regime de provisionamento do crédito e contas a receber, sendo definidos níveis mínimos de provisionamento de acordo com o disposto no Aviso do Banco de Portugal n.º 3/95, com as alterações introduzidas pelo Aviso do Banco de Portugal n.º 8/03, de 30 de junho e pelo Aviso do Banco de Portugal n.º 3/2005, de 21 de fevereiro. Este regime abrange ainda as responsabilidades representadas por aceites, garantias e outros instrumentos de natureza análoga; iii) Os ativos tangíveis são obrigatoriamente mantidos ao custo de aquisição, não sendo deste modo possível o seu registo pelo justo valor, conforme permitido pelo IAS 16 Ativos fixos tangíveis. Como exceção, é permitido o registo de reavaliações extraordinárias, legalmente autorizadas, caso em que as mais-valias resultantes são registadas em Reservas de reavaliação novas normas e interpretações, revisões e emendas adotadas pela União Europeia As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões, com aplicação obrigatória nos exercícios económicos futuros, foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, adotadas ( endorsed ) pela União Europeia: IFRS 1 (Emenda) Hiperinflação Esta emenda fornece orientações sobre como as entidades devem apresentar as suas demonstrações financeiras de acordo com as IFRS após um período em que não as puderam apresentar pelo facto da sua moeda funcional estar sujeita a hiperinflação severa. É de aplicação obrigatória em exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de IFRS 7 (Emenda) Divulgações de instrumentos financeiros Esta emenda vem exigir divulgações adicionais ao nível de instrumentos financeiros, nomeadamente informações relativamente àqueles sujeitos a acordos de compensação e similares. É de aplicação obrigatória em exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de IFRS 9 Instrumentos financeiros A nova norma utiliza uma abordagem única para determinar a contabilização de um ativo financeiro ao custo amortizado ou ao justo valor, simplificando a classificação face à IAS 39. A classificação depende 092

93 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 das caraterísticas contratuais do ativo e da forma como é efetuada a sua gestão. A norma não abrange os passivos financeiros. É de aplicação obrigatória em exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de IFRS 12 Disclosures of Interests in Other Entities - Esta norma vem estabelecer um novo conjunto de divulgações relativas a participações em subsidiárias, acordos conjuntos, associadas e entidades não consolidadas. É de aplicação obrigatória em exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de IFRS 13 Fair Value Measurement - Esta norma vem substituir as orientações existentes nas diversas normas IFRS relativamente à mensuração de justo valor. Esta norma é aplicável quando outra norma IFRS requer ou permite mensurações ou divulgações de justo valor. É de aplicação obrigatória em exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de IAS 12 (Emenda) Deferred tax: Recovery of Underlying Assets A alteração fornece uma presunção de que a recuperação de propriedades de investimento mensuradas ao justo valor de acordo com a IAS 40 será realizada através da venda. A alteração ao texto da norma é de aplicação obrigatória em exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de IAS 19 (Emenda) - Benefícios dos Empregados - Esta emenda vem introduzir algumas alterações relacionadas com o relato sobre os planos de benefícios definidos, nomeadamente: (i) os ganhos/perdas atuariais passam a ser reconhecidos na totalidade em reservas (deixa de ser permitido o método do corredor ); (ii) passa a ser aplicada uma única taxa de juro à responsabilidade e aos ativos do plano. A diferença entre o retorno real dos ativos do fundo e a taxa de juro única é registada como os ganhos/perdas atuariais; (iii) os gastos registados em resultados correspondem apenas ao custo do serviço corrente e aos gastos líquidos com juros. As alterações ao texto da norma são de aplicação obrigatória em exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de IAS 32 (Emenda) - Esta emenda vem clarificar determinados aspetos da norma devido à diversidade na aplicação dos requisitos de compensação. A alteração ao texto da norma é de aplicação obrigatória em exercícios iniciados em ou após 1 de julho de O Banco não procedeu à aplicação antecipada de qualquer destas normas nas demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de Não são estimados impactos significativos nas demonstrações financeiras decorrentes da adoção das mesmas. As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões, com aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros, não foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, adotadas ( endorsed ) pela União Europeia: IFRS 1 (Emenda) Subsídios governamentais Cria uma exceção à aplicação retrospetiva dos requisitos definidos na IAS 20 para aplicação a subsídios governamentais concedidos a taxas de juro bonificadas. É de aplicação obrigatória em exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de IFRS 9 Instrumentos financeiros - Esta norma estabelece os requisitos para a classificação e mensuração dos ativos financeiros. A norma não abrange os passivos financeiros. É de aplicação obrigatória em exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de IFRS 10, IFRS 11 e IFRS 12 (Emenda) Regras de transição Emendas às IFRS 10, IFRS 11 e IFRS 12 de modo a clarificar as regras do processo de transição para as referidas normas. É de aplicação obrigatória em exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de IFRS 10, IFRS 13 e IAS 27 (Emenda) Entidades de investimento Criam uma exceção para a preparação de demonstrações financeiras consolidadas por entidades de investimento. É de aplicação obrigatória em exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de

94 Estas normas não foram ainda adotadas ( endorsed ) pela União Europeia e, como tal, não foram aplicadas pelo Banco BIC no exercício findo em 31 de dezembro de As demonstrações financeiras do Banco em 31 de dezembro de 2012, estão pendentes de aprovação pela Assembleia Geral. No entanto, é convicção do Conselho de Administração do Banco que estas demonstrações financeiras virão a ser aprovadas sem alterações significativas. 2.3 comparabilidade da informação Conforme referido na Nota Introdutória, a 7 de dezembro de 2012 ocorreu a fusão por incorporação do Banco BIC no Banco. A fusão para efeitos contabilísticos foi reportada a 1 de julho de O Banco integrou os ativos e passivos do Banco BIC pelo seu justo valor com referência a 1 de julho de O impacto do aumento de capital realizado no âmbito da fusão reflete a incorporação do justo valor dos ativos e passivos do BIC com referência àquela data. O impato desta fusão nos capitais próprios do Banco pode ser demonstrado como segue: Capital próprio do BIC à data da fusão Transferência das reservas de reavaliação 644 Ajuste do justo valor dos ativos e passivos (2.342) Outras reservas Transferência das reservas de reavaliação (644) Aumento do capital social Impacto da fusão por incorporação No âmbito da aplicação da norma IFRS 3, o Banco ajustou o justo valor da carteira de títulos e de crédito concedido a Clientes em mil Euros e 245 mil Euros, respetivamente. Na determinação do justo valor da carteira de títulos foi utilizado o bid price divulgado por meios de difusão de informação financeira, enquanto que, para a carteira de crédito à habitação foi considerado o valor atual dos fluxos financeiros futuros (prestações), descontados a uma taxa de juro que reflete as atuais condições de mercado. Consequentemente, uma vez que o balanço e a demonstração de resultados dos períodos anteriores não foram reexpressos, os ativos, passivos, custos e proveitos do Banco em 31 de dezembro de 2012 não são diretamente comparáveis com os de 31 de dezembro de Apresenta-se de seguida um resumo por rubrica do balanço do BIC a 1 de julho de 2012 que foi incorporado no Banco nos termos atrás descritos. 094

95 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 ativo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados Ativos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Crédito a Clientes Investimentos detidos até à maturidade Outros ativos tangíveis Ativos intangíveis Ativos por impostos diferidos Outros ativos TOTAL DO ATIVO passivo e capital próprio PASSIVO Recursos de bancos centrais Recursos de outras instituições de crédito Recursos de Clientes e outros empréstimos Provisões Passivos por impostos correntes Outros passivos Total do passivo CAPITAL PRÓPRIO Capital Reservas de reavaliação ( ) Outras reservas e resultados transitados Resultado líquido do período Total do capital próprio TOTAL DO PASSIVO E DO CAPITAL PRÓPRIO UNIDADE: Euros 095

96 Apresenta-se de seguida um resumo por rubrica de demonstração dos resultados do BIC para o período compreendido entre 1 de janeiro de 2012 e 1 de julho de Juros e rendimentos similares Juros e encargos similares ( ) Margem financeira Rendimentos de serviços e comissões Encargos com serviços e comissões (92.603) Resultados de ativos e passivos ao justo valor através de resultados Resultados de ativos financeiros disponíveis para venda Resultados de reavaliação cambial Outros resultados de exploração Produto bancário Custos com o pessoal ( ) Gastos gerais administrativos ( ) Amortizações do exercício ( ) Provisões líquidas de reposições e anulações ( ) Correções de valor associadas ao crédito a Clientes e valores a receber de outros devedores (líquidas de reposições e anulações) ( ) Resultado antes de impostos Impostos Correntes ( ) Resultado líquido do período UNIDADE: Euros 2.4. APLICAÇÃO RETROSPETIVA DE ALTERAÇÃO DE POLITICAS CONTABILÍSTICAS Tal como referido na Nota 2.15, no exercício de 2012, o Conselho de Administração do Banco decidiu alterar a política contabilística, deixando de utilizar o método do corredor e passando a reconhecer os ganhos e perdas atuariais em capitais próprios, conforme permitido pela IAS 19. De acordo com a Lei n.º 64 - B/2011, relativa ao Orçamento de Estado para 2012, o impacto desta alteração será aceite em termos fiscais durante um período de 10 anos. Conforme requerido pela IAS 8, são apresentados em seguida os efeitos da alteração da política contabilística no capital próprio em 1 de janeiro de 2011, no resultado líquido do exercício de 2011 e no capital próprio de 31 de dezembro de 2011: 096

97 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE capital próprio sem resultado líquido do exercício resultado líquido do exercício capital próprio total capital próprio total Saldos antes da aplicação retrospetiva ( ) (95.450) ( ) ( ) Impacto da aplicação retrospetiva em 01 de janeiro de 2011 Desvios atuariais acumulados em 1 de janeiro de 2011 (12.348) - (12.348) (12.348) Desvios atuariais reconhecidos em Desvios atuariais amortizados em 2011 (excesso do corredor) Efeito fiscal SALDO APÓS APLICAÇÃO RETROSPETIVA ( ) (95.425) ( ) ( ) 2.5. conversão de saldos e transações em moeda estrangeira As contas do Banco são preparadas de acordo com a divisa utilizada no ambiente económico em que operam (denominada moeda funcional ). Os resultados e posição financeira são expressos em Euros, a moeda funcional do Banco. Na preparação das demonstrações financeiras, as transações em moeda estrangeira são registadas com base nas taxas de câmbio indicativas na data em que foram realizadas. Em cada data de balanço, os ativos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira são convertidos para a moeda funcional com base na taxa de câmbio em vigor. Os ativos não monetários que sejam valorizados ao justo valor são convertidos com base na taxa de câmbio em vigor na data da última valorização. Os ativos não monetários registados ao custo histórico, incluindo ativos tangíveis e intangíveis, permanecem registados ao câmbio original. As diferenças de câmbio apuradas na conversão cambial são refletidas em resultados do exercício, com exceção das originadas por instrumentos financeiros não monetários, tal como ações, classificados como disponíveis para venda, que são registadas numa rubrica específica de capital próprio até à sua alienação instrumentos financeiros a) Crédito a clientes e valores a receber de outros devedores Valorimetria Conforme descrito na Nota 2.1, estes ativos são registados de acordo com as disposições do Aviso n.º 1/2005, do Banco de Portugal. Deste modo são registados pelo valor nominal, sendo os respetivos proveitos, nomeadamente juros e comissões, reconhecidos ao longo do período das operações, quando se tratem de operações que produzam fluxos residuais ao longo de um período superior a um mês. Sempre que aplicável, as comissões e custos externos imputáveis à contratação das operações subjacentes aos ativos incluídos nesta categoria são igualmente periodificados ao longo do período de vigência dos créditos. Desreconhecimento De acordo com a Norma IAS 39, os créditos apenas são removidos do balanço ( desreconhecimento ) quando o Banco transfere substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção. Neste âmbito, em 2011, no que respeita à operação de titularização de crédito concedido (Nota 21), no âmbito da qual foram efetuadas pelo Banco cessões de créditos nos exercícios de 2006 e 2007, o Banco não procedeu ao respetivo desreconhecimento. Assim, o montante em 097

98 dívida de créditos titularizados desde o início da operação encontrava-se registado na rubrica Créditos a Clientes, tendo sido reconhecido um passivo financeiro associado aos ativos transferidos (Notas 2.6. c) e 21). Em 2012, conforme estabelecido no Acordo Quadro e no Contrato de Compra e Venda (Nota introdutória), o Banco transferiu substancialmente todos os riscos e benefícios associados à carteira de créditos titularizados, tendo, por conseguinte, desreconhecido a respetiva carteira de crédito. Provisionamento O regime de provisionamento mínimo destes ativos corresponde ao definido no Aviso n.º 3/95, de 30 de junho, do Banco de Portugal, com as alterações introduzidas pelo Aviso n.º 8/2003, de 30 de janeiro e pelo Aviso n.º 3/2005, de 21 de fevereiro, e inclui as seguintes provisões para riscos de crédito: i. Provisão para crédito e juros vencidos Destina-se a fazer face aos riscos de realização de créditos concedidos que apresentem prestações vencidas e não pagas de capital ou juros. As percentagens provisionadas do crédito e juros vencidos dependem do tipo de garantias existentes e são função crescente do período decorrido desde a data de início do incumprimento. ii. Provisão para créditos de cobrança duvidosa Destina-se à cobertura dos riscos de realização do capital vincendo relativo a créditos concedidos que apresentem prestações vencidas e não pagas de capital ou juros, ou que estejam afetos a Clientes que tenham outras responsabilidades vencidas. Nos termos do Aviso n.º 3/95 consideram-se como créditos de cobrança duvidosa, os seguintes: As prestações vincendas de uma mesma operação de crédito em que se verifique, relativamente às respetivas prestações em mora de capital e juros, pelo menos uma das seguintes condições: (i) Excederem 25% do capital em dívida, acrescido dos juros vencidos; (ii) Estarem em incumprimento há mais de: Seis meses, nas operações com prazo inferior a cinco anos; Doze meses, nas operações com prazo igual ou superior a cinco anos mas inferior a dez anos; Vinte e quatro meses, nas operações com prazo igual ou superior a dez anos. Os créditos nestas condições são considerados vencidos apenas para efeitos da constituição de provisões, sendo provisionados de acordo com a percentagem das provisões constituídas para crédito vencido. Os créditos vincendos sobre um mesmo Cliente se o crédito e juros vencidos de todas as operações relativamente a esse Cliente, acrescidos do crédito vincendo abrangido pela alínea anterior, excederem 25% do crédito total, acrescido dos juros vencidos. Os créditos nestas condições são provisionados com base em metade das taxas de provisão aplicáveis aos créditos vencidos. iii. Provisão para risco-país Destina-se a fazer face aos problemas de realização de todos os ativos financeiros e extrapatrimoniais sobre residentes de países considerados de risco pelo Banco de Portugal, qualquer que seja o instrumento utilizado ou a natureza da contraparte, com exceção: 098

99 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Dos domiciliados em sucursal estabelecida nesse país, expressos e pagáveis na moeda desse país, na medida em que estejam cobertos por recursos denominados nessa moeda; Das participações financeiras; Das operações com sucursais de instituições de crédito de um país considerado de risco, desde que estabelecidas em Estados membros da União Europeia; Dos que se encontrem garantidos por entidades indicadas no número 1 do artigo 15º do Aviso n.º 3/95, do Banco de Portugal, desde que a garantia abranja o risco de transferência; Das operações de financiamento de comércio externo de curto prazo, que cumpram as condições definidas pelo Banco de Portugal. As necessidades de provisões são determinadas por aplicação das percentagens fixadas pelo Banco de Portugal, o qual classifica os países e territórios segundo grupos de risco. iv. Provisão para riscos gerais de crédito Encontra-se registada no passivo, e destina-se a fazer face aos riscos de cobrança do crédito concedido e garantias e avales prestados. Esta provisão é calculada por aplicação das seguintes percentagens genéricas à totalidade do crédito e garantias e avales prestados, excluindo as responsabilidades incluídas na base de cálculo das imparidades e provisões para crédito e juros vencidos e créditos de cobrança duvidosa: 1,5% no que se refere ao crédito ao consumo e às operações de crédito a particulares, cuja finalidade não possa ser determinada; 0,5% relativamente ao crédito garantido por hipoteca sobre imóvel ou operações de locação financeira imobiliária, em ambos os casos quando o imóvel se destine a habitação do mutuário; 1% no que se refere ao restante crédito concedido. O efeito da constituição desta provisão é reconhecido na rubrica Provisões líquidas de reposições e anulações, da demonstração de resultados. Tal como referido anteriormente o Aviso 3/95 de 30 de junho do Banco de Portugal define níveis de provisionamento mínimo dos créditos a Clientes. Face às especificidades da carteira de crédito do Banco, as provisões estimadas excedem as provisões mínimas. Para fazer face a potenciais problemas na recuperabilidade de créditos para os quais existem indícios de imparidade, em 31 de dezembro de 2012 e 2011, as provisões registadas acima dos mínimos exigidos pelo normativo do Banco de Portugal ascendem a meuros e meuros, respectivamente. Em 31 de dezembro de 2012, as imparidades e provisões para crédito foram apuradas da seguinte forma: Análise individual de todos os Clientes com responsabilidades globais (incluindo responsabilidades extrapatrimoniais) iguais ou superiores a (Ativos individualmente significativos), bem como de entidades que possuam uma exposição igual ou superior a e que apresentem pelo menos uma das seguintes situações de risco: i. Crédito vencido na carteira; a) Crédito em situação irregular na Central de Responsabilidades do Banco de Portugal igual ou superior a ; 099

100 ii. Afeto aos Departamentos de Contencioso ou Pré-Contencioso do Banco; iii. Créditos identificados internamente com o código de Extinção, Redução ou Reforço de Garantias ; iv. Clientes com taxa de imparidade anterior igual ou superior a 5%. Para o universo dos Clientes não sujeitos a análise individual, foi efetuada análise coletiva baseada nas respostas obtidas aos questionários de crédito enviados às áreas comerciais do Banco para uma amostra de operações de crédito, que representou 45% do total da carteira. b) Outros ativos financeiros Os outros ativos e passivos financeiros são reconhecidos e valorizados de acordo com os IAS 32 e IAS 39, sendo registados na data de contratação pelo justo valor. i) Ativos financeiros detidos para negociação Os ativos financeiros detidos para negociação incluem títulos de rendimento variável, obrigações e outros títulos transacionados em mercados ativos, adquiridos com o objetivo de venda ou recompra no curto prazo, bem como derivados. Os derivados de negociação com valor líquido a receber (justo valor positivo) são incluídos na rubrica de ativos financeiros detidos para negociação. Os derivados de negociação com valor líquido a pagar (justo valor negativo), são incluídos na rubrica de passivos financeiros detidos para negociação. Os ativos e passivos financeiros detidos para negociação são reconhecidos inicialmente ao justo valor. Os ganhos e perdas decorrentes da valorização subsequente ao justo valor são reconhecidos em resultados. Os juros inerentes aos ativos financeiros e as diferenças entre o custo de aquisição e o valor nominal (prémio ou desconto) são calculados de acordo com o método da taxa efetiva e reconhecidos em resultados na rubrica de Juros e rendimentos similares. Os dividendos são reconhecidos quando atribuídos ou recebidos. De acordo com este critério, os dividendos antecipados são registados como proveitos no exercício em que é deliberada a sua distribuição. ii) Empréstimos e contas a receber São ativos financeiros com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados num mercado ativo. Dada a restrição estabelecida no Aviso n.º 1/2005, esta categoria inclui apenas valores a receber de outras instituições de crédito. No reconhecimento inicial estes ativos são registados pelo seu justo valor, deduzido de eventuais comissões incluídas na taxa efetiva, e acrescido de todos os custos incrementais diretamente atribuíveis à transação. Subsequentemente, estes ativos são reconhecidos em balanço ao custo amortizado, deduzido de perdas por imparidade e provisões para risco-país. Reconhecimento de juros Os juros são reconhecidos com base no método da taxa efetiva, que permite calcular o custo amortizado e repartir os juros ao longo do período das operações. A taxa efetiva é aquela que, sendo utilizada para descontar os fluxos de caixa futuros estimados associados ao instrumento financeiro, permite igualar o seu valor atual ao valor do instrumento financeiro na data do reconhecimento inicial. 100

101 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 iii) Ativos financeiros disponíveis para venda Esta categoria inclui os seguintes instrumentos financeiros: Unidades de participação em fundos de investimento; Ações; Obrigações e outros títulos de rendimento fixo. Os ativos financeiros disponíveis para venda são mensurados ao justo valor, com exceção de instrumentos de capital não cotados num mercado ativo e cujo justo valor não possa ser mensurado com fiabilidade, os quais permanecem registados ao custo. Os ganhos ou perdas resultantes da reavaliação são registados diretamente em capitais próprios, em Reservas de reavaliação. No momento da venda, ou caso seja determinada imparidade, as variações acumuladas no justo valor são transferidas para proveitos ou custos do exercício, sendo registadas nas rubricas de Resultados de ativos financeiros disponíveis para venda ou Imparidade de outros ativos financeiros, líquida de reversões e recuperações, respetivamente. Para efeitos da determinação dos resultados na venda, os ativos vendidos são valorizados pelo custo médio ponderado de aquisição. Os juros de instrumentos de dívida classificados nesta categoria são determinados com base no método da taxa efetiva, sendo reconhecidos em Juros e rendimentos similares da demonstração de resultados. Os dividendos de instrumentos de capital classificados nesta categoria são registados como proveitos na rubrica Rendimentos de instrumentos de capital quando é estabelecido o direito do Banco ao seu recebimento. Justo valor Conforme acima referido, os ativos financeiros registados na categoria de Ativos financeiros detidos para negociação e Ativos financeiros disponíveis para venda são valorizados pelo justo valor. O justo valor de um instrumento financeiro corresponde ao montante pelo qual um ativo ou passivo financeiro pode ser vendido ou liquidado entre partes independentes, informadas e interessadas na concretização da transacção em condições normais de mercado. O justo valor de ativos financeiros é determinado com base em: Preços (bid prices) difundidos por meios de difusão de informação financeira; Cotação de fecho na data de balanço, para instrumentos transacionados em mercados ativos. Passivos financeiros Os passivos financeiros são registados na data de contratação pelo respetivo justo valor, deduzido de custos diretamente atribuíveis à transação. Os passivos são classificados nas seguintes categorias: i) Passivos financeiros detidos para negociação Os passivos financeiros detidos para negociação incluem instrumentos financeiros derivados com reavaliação negativa. Estes passivos encontram-se registados pelo respetivo justo valor, sendo os ganhos e perdas resultantes da sua valorização subsequente registados nas rubricas de Resultados de ativos e passivos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados. 101

102 ii) Passivos financeiros associados a ativos transferidos Em 2011, esta rubrica incluia os fundos recebidos no âmbito da operação de titularização de crédito concedido (Notas 2.6. a) e 21). iii) Outros passivos financeiros Esta categoria inclui recursos de outras instituições de crédito e de Clientes, obrigações emitidas, passivos subordinados e passivos incorridos para pagamento de prestações de serviços ou compra de ativos, registados em Outros passivos. Estes passivos financeiros são valorizados pelo custo amortizado sendo os juros, quando aplicável, reconhecidos de acordo com o método da taxa efetiva. d) Derivados e Contabilidade de Cobertura Em 31 de dezembro de 2012, o Banco não tem operações em que aplique a contabilidade de cobertura. Em 2011, o Banco realizava operações com produtos derivados no âmbito da sua atividade, com o objetivo de satisfazer as necessidades dos seus Clientes e de reduzir a sua exposição a flutuações cambiais, de taxas de juro e de cotações. Os instrumentos financeiros derivados são registados pelo seu justo valor na data da sua contratação. Adicionalmente, são refletidos em rubricas extrapatrimoniais pelo respetivo valor nocional. Subsequentemente, os derivados são registados ao justo valor, o qual é apurado: Com base em cotações obtidas em mercados ativos (por exemplo, no que respeita a futuros transacionados em mercados organizados); Com base em modelos que incorporam técnicas de valorização normalmente utilizadas no mercado, incluindo cash- -flows descontados e modelos de valorização de opções. Derivados de cobertura Trata-se de derivados contratados com o objetivo de cobertura da exposição do Banco a riscos inerentes à sua atividade. A classificação como derivados de cobertura e a utilização das regras de contabilidade de cobertura, conforme abaixo descrito, dependem do cumprimento das regras definidas na Norma IAS 39. Em 31 de dezembro de 2011, o Banco utilizou apenas coberturas de exposição à variação do justo valor dos instrumentos financeiros registados em balanço, denominadas Coberturas de justo valor. Os derivados de cobertura são registados ao justo valor, sendo os resultados apurados reconhecidos em proveitos e custos do exercício. Caso se demonstre que a cobertura é eficaz, nomeadamente através do apuramento de uma eficácia entre 80% e 125%, o Banco reflete igualmente no resultado do exercício a variação no justo valor do elemento coberto atribuível ao risco coberto nas rubricas de Resultados em ativos e passivos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados. No caso de instrumentos que incluem uma componente de juros (como por exemplo, swaps de taxa de juro) a periodificação de juros relativa ao período em curso e os fluxos liquidados são refletidos em Juros e rendimentos similares e Juros e encargos similares, da margem financeira. 102

103 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Sempre que as coberturas deixem de satisfazer os requisitos para aplicação de contabilidade de cobertura definidos na Norma, ou caso o Banco revogue a designação, a contabilidade de cobertura é descontinuada. Nestas situações, os ajustamentos efetuados aos elementos cobertos até à data em que a contabilidade de cobertura deixa de ser eficaz ou é decidida a revogação dessa designação passam a ser reconhecidos em resultados pelo método da taxa efetiva até à maturidade do ativo ou passivo financeiro. As reavaliações positivas e negativas de derivados de cobertura são registadas no ativo e passivo, respetivamente, em rubricas específicas. As valorizações dos elementos cobertos são refletidas nas rubricas de balanço onde se encontram registados esses instrumentos. Derivados de negociação Inclui todos os derivados que não estejam associados a relações de cobertura eficazes, de acordo com a Norma IAS 39, nomeadamente: Derivados contratados para cobertura de risco em ativos ou passivos registados ao justo valor através de resultados, tornando assim desnecessária a utilização de contabilidade de cobertura; Derivados contratados para cobertura de risco que não reúnem as condições necessárias para a utilização de contabilidade de cobertura ao abrigo da Norma IAS 39, nomeadamente pela dificuldade em identificar especificamente os elementos cobertos, nos casos em que não se tratem de micro-coberturas, ou pelos resultados dos testes de eficácia se situarem fora do intervalo permitido pela Norma IAS 39; Derivados contratados com o objetivo de trading. Os derivados de negociação são registados ao justo valor, sendo os resultados apurados reconhecidos em proveitos e custos do exercício, nas rubricas de Resultados de ativos e passivos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados, com exceção da parcela relativa a juros corridos e liquidados, a qual é refletida em Juros e rendimentos similares e Juros e encargos similares. As reavaliações positivas e negativas são registadas nas rubricas Ativos financeiros detidos para negociação e Passivos financeiros detidos para negociação, respetivamente. e) Imparidade de ativos financeiros Ativos financeiros ao custo amortizado O Banco efetuou uma análise de imparidade dos seus ativos financeiros registados ao custo amortizado excluindo, conforme referido na Nota 2.1, o crédito a Clientes e as contas a receber. Ativos financeiros disponíveis para venda Conforme referido na Nota 2.6. b), os ativos financeiros disponíveis para venda são registados ao justo valor, sendo as variações no justo valor refletidas em capital próprio, na rubrica Reservas de reavaliação. Sempre que exista evidência objetiva de imparidade, as menos valias acumuladas que tenham sido reconhecidas em reservas são transferidas para custos do exercício sob a forma de perdas por imparidade, na rubrica Imparidade de outros ativos financeiros, líquida de reversões e recuperações. 103

104 A Norma IAS 39 prevê os seguintes indícios específicos para imparidade em instrumentos de capital: Informação sobre alterações significativas com impacto adverso na envolvente tecnológica, de mercado, económica ou legal em que o emissor opera que indique que o custo do investimento não venha a ser recuperado; Um declínio significativo ou prolongado do valor de mercado abaixo do preço de custo. As perdas por imparidade em instrumentos de capital não podem ser revertidas, pelo que eventuais mais-valias potenciais originadas após o reconhecimento de perdas por imparidade são refletidas em Reservas de reavaliação. Caso posteriormente sejam determinadas menos-valias adicionais, considera-se sempre que existe imparidade, pelo que são refletidas em resultados do exercício. O montante de perda por imparidade apurado é reconhecido diretamente em resultados do exercício. As perdas por imparidade nestes ativos não podem igualmente ser revertidas BENS RECEBIDOS EM DAÇÃO DE CRÉDITO Os imóveis e outros bens arrematados obtidos por recuperação de créditos vencidos são registados por contrapartida da rubrica de Crédito a Clientes, quando existe a dação em cumprimento ou pela rubrica de Cheques e ordens a pagar, quando há adjudicações judiciais nas quais o Banco não é dispensado do respetivo pagamento. Os bens são subsequentemente registados nas seguintes rubricas: Nos casos em que a expectativa de venda seja altamente provável e se encontrem disponíveis para venda imediata, os bens são registados em Ativos não correntes detidos para venda, cumprindo os requisitos da Norma IFRS 5. Caso os ativos não se encontrem disponíveis para venda imediata, são registados na rubrica Outros ativos. Estes ativos não são amortizados. Periodicamente, são efetuadas avaliações dos imóveis recebidos por recuperação de créditos. Caso o valor de avaliação, deduzido dos custos estimados a incorrer com a venda do imóvel, seja inferior ao valor de balanço, são registadas perdas por imparidade. Pela venda dos bens arrematados procede-se ao seu abate do ativo, sendo os ganhos ou perdas registados nas rubricas Outros proveitos e custos de exploração. Em 31 de dezembro de 2012, o Banco não tem bens recebidos em dação de crédito ativos não correntes detidos para venda A Norma IFRS 5 Ativos não correntes detidos para venda e operações descontinuadas é aplicável a ativos isolados e também a grupos de ativos a alienar, através de venda ou outro meio, de forma agregada numa única transação, bem como todos os passivos diretamente associados a esses ativos que venham a ser transferidos na transação (denominados grupos de ativos e passivos a alienar ). Os ativos não correntes, ou grupos de ativos e passivos a alienar são classificados como detidos para venda sempre que seja expectável que o seu valor de balanço venha a ser recuperado através de venda, e não de uso continuado. Para que um ativo (ou grupo de ativos e passivos) seja classificado nesta rubrica é necessário o cumprimento dos seguintes requisitos: A probabilidade de ocorrência da venda seja elevada; O ativo esteja disponível para venda imediata no seu estado atual; Deverá existir a expectativa de que a venda se venha a concretizar até um ano após a classificação do ativo nesta rubrica. 104

105 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Os ativos registados nesta rubrica não são amortizados, sendo valorizados ao menor entre o custo de aquisição e o justo valor, deduzido dos custos a incorrer na venda. O justo valor destes ativos é determinado com base em avaliações de peritos. Caso o valor registado em balanço seja superior ao justo valor, deduzido dos custos de venda, são registadas perdas por imparidade na rubrica Imparidade de outros ativos líquida de reversões e recuperações. Em 31 de dezembro de 2012 o Banco não tem ativos classificados nesta rubrica Outros ativos tangíveis São registados ao custo de aquisição, reavaliado ao abrigo das disposições legais aplicáveis, deduzido das amortizações e perdas por imparidade acumuladas. Os custos de reparação, manutenção e outras despesas associadas ao seu uso são reconhecidos como custo do exercício, na rubrica Gastos gerais administrativos. As amortizações são calculadas numa base sistemática ao longo da vida útil estimada do bem, a qual corresponde ao período em que se espera que o ativo esteja disponível para uso, que é: Imóveis de serviço próprio 50 Obras em edifícios arrendados 10 anos de vida útil Equipamento 4 a 10 Outros ativos tangíveis 10 Os terrenos não são objeto de amortização. As despesas com obras e beneficiações em imóveis ocupados pelo Banco como locatário em regime de locação operacional são capitalizadas nesta rubrica e amortizadas, em média, ao longo de um período de 10 anos. As amortizações são registadas em custos do exercício Locação financeira As operações de locação financeira são registadas da seguinte forma: Como locatário Os ativos em regime de locação financeira são registados pelo justo valor no ativo e no passivo, processando-se as respetivas amortizações. As rendas relativas a contratos de locação financeira são desdobradas de acordo com o respetivo plano financeiro, reduzindo-se o passivo pela parte correspondente à amortização do capital. Os juros suportados são registados em Juros e encargos similares. Como locador Os ativos em regime de locação financeira são registados no balanço como Crédito a Clientes, sendo este reembolsado através das amortizações de capital constantes do plano financeiro dos contratos. Os juros incluídos nas rendas são registados como Juros e rendimentos similares. 105

106 2.11. Ativos intangíveis Esta rubrica compreende essencialmente custos com a aquisição, desenvolvimento ou preparação para uso de software utilizado no desenvolvimento das atividades do Banco. Os ativos intangíveis são registados ao custo de aquisição, deduzido de amortizações e perdas por imparidade acumuladas. As amortizações são registadas numa base sistemática ao longo da vida útil estimada dos ativos, a qual corresponde a um período de 3 anos. As despesas com manutenção de software são contabilizadas como custo no exercício em que são incorridas Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos Em 31 de dezembro de 2012 o Banco não detinha ativos registados nesta rubrica. No âmbito da recapitalização do Banco, conforme referido na nota introdutória e em conformidade com o estabelecido no Acordo Quadro, estes ativos foram alienados a sociedades controladas pelo Estado. Em 31 de dezembro de 2011, esta rubrica incluía as participações diretas em empresas nas quais o Banco exercia um controlo efetivo sobre a sua gestão corrente, de modo a obter benefícios económicos das suas atividades, as quais são denominadas filiais. Normalmente o controlo era evidenciado pela detenção de mais de 50% do capital ou dos direitos de voto. Estes ativos eram registados ao custo de aquisição, sendo objeto de análises periódicas de imparidade, de acordo com a Norma IAS 36. Aquando da existência de imparidade, o valor da balanço é ajustado pelo montante correspondente à participação nos capitais próprios das participadas (Nota 15). Nas situações em que o valor dos capitais próprios das participadas é negativo, o Banco regista adicionalmente uma provisão para a sua participação nas perdas dessas entidades na rubrica Provisões para outros riscos e encargos Impostos sobre lucros Impostos correntes O Banco BIC está sujeito ao regime geral de IRC consignado no Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (Código do IRC). As autoridades fiscais têm a possibilidade de rever a situação fiscal do Banco BIC durante um período de 4 anos, exceto nos casos de utilização de prejuízos fiscais reportáveis, em que o prazo de caducidade é o do exercício desse direito, podendo resultar devido a diferentes interpretações da legislação eventuais correções ao lucro tributável dos exercícios de 2009 a O imposto corrente é calculado com base no lucro tributável do exercício, o qual difere do resultado contabilístico devido a ajustamentos resultantes de custos ou proveitos não relevantes para efeitos fiscais, ou que apenas serão considerados noutros períodos contabilísticos. A taxa de IRC para o exercício de 2012 fixou-se em 25% sobre a matéria coletável, à qual acresce a Derrama Municipal à taxa 1,5%, prevista na Lei das Finanças Locais, aplicável sobre o lucro tributável apurado no exercício. Com a publicação da Lei n.º 12 A/2010, de 30 de junho, foi introduzida a Derrama Estadual, alterada entretanto pela Lei n.º 64-B/2011, de 30 de dezembro (Orçamento do Estado para 2012), a qual, relativamente ao exercício de 2012, deve ser paga por todos os sujeitos passivos que apurem um lucro tributável sujeito e não isento de IRC superior Euros. A Derrama Estadual corresponderá a 3% sobre a parte do lucro tributável, sujeito e não isento de IRC, superior a Euros e até Euros. À parte do lucro tributável que exceda os Euros será aplicável uma taxa de 5%. Os prejuízos fiscais reportáveis apurados em exercícios anteriores são dedutíveis no exercício de 2012 e seguintes, em 75% do respetivo lucro tributável, sem prejuízo da parte não deduzida poder ser reportada dentro dos prazos previstos na lei. 106

107 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Por outro lado, com a publicação da Lei n.º 55 - A/2010, de 31 de dezembro, o Banco passou a estar abrangido pelo regime de contribuição sobre o setor bancário. A contribuição sobre o setor bancário incide sobre: a) O passivo representativo de dívidas para com terceiros, apurado e aprovado pelos sujeitos passivos, deduzido dos fundos próprios de base (tier 1) e complementares (tier 2) e dos depósitos abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos. Ao passivo apurado são deduzidos: Elementos que segundo as normas de contabilidade aplicáveis, sejam reconhecidos como capitais próprios; Passivos associados ao reconhecimento de responsabilidades por planos de benefício definido; Passivos por provisões; Passivos resultantes da reavaliação de instrumentos financeiros derivados; Receitas com rendimento diferido, sem consideração das referentes as operações passivas e; Passivos por ativos não desreconhecidos em operações de titularização. b) O valor nocional dos instrumentos financeiros derivados fora do balanço apurado pelos sujeitos passivos, com exceção dos instrumentos financeiros derivados de cobertura ou cuja posição em risco se compensa mutuamente. As taxas aplicáveis às bases de incidência definidas pelas alíneas a) e b) anteriores são 0,05% e 0,00015%, respetivamente, em função do valor apurado. Impostos diferidos Os impostos diferidos correspondem ao impacto no imposto a recuperar / pagar em períodos futuros resultante de diferenças temporárias dedutíveis ou tributáveis entre o valor de balanço dos ativos e passivos e a sua base fiscal, utilizada na determinação do lucro tributável. Os passivos por impostos diferidos são registados para todas as diferenças temporárias tributáveis, enquanto que os impostos diferidos ativos só são reconhecidos até ao montante em que seja provável a existência de lucros tributáveis futuros que permitam a utilização das correspondentes diferenças tributárias dedutíveis ou de reporte de prejuízos fiscais. Os impostos diferidos são calculados com base nas taxas de imposto que se antecipa estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias, as quais correspondem às taxas aprovadas ou substancialmente aprovadas na data de balanço. Os impostos sobre o rendimento (correntes ou diferidos) são refletidos nos resultados do exercício, exceto nos casos em que as transações que os originaram tenham sido refletidas noutras rubricas de capital próprio (por exemplo, no caso da reavaliação de ativos financeiros disponíveis para venda). Nestas situações, o correspondente imposto é igualmente refletido por contrapartida de capital próprio, não afetando o resultado do exercício. O Banco tem registado ativos por impostos diferidos por diferenças tributáveis temporárias, até ao montante que entende ser recuperável em função dos estudos de que dispõe e que demonstram a probabilidade de obtenção de lucros fiscais no futuro Provisões e passivos contingentes Uma provisão é constituída quando existe uma obrigação presente (legal ou construtiva) resultante de eventos passados relativamente à qual seja provável o futuro dispêndio de recursos, e este possa ser determinado com fiabilidade. O montante da provisão corresponde à melhor estimativa do valor a desembolsar para liquidar a responsabilidade na data do balanço. Caso não seja provável o futuro dispêndio de recursos, trata-se de um passivo contingente. Os passivos contingentes são apenas objeto de divulgação, a menos que a possibilidade da sua concretização seja remota. 107

108 As provisões para outros riscos e encargos destinam-se a fazer face a contingências diversas do Banco. No âmbito do Acordo Quadro e do Contrato de Compra e Venda (Nota introdutória), as responsabilidades desta natureza que resultem de eventos ocorridos até 30 de março de 2012 foram transferidas para o Estado, sendo esta uma medida enquadrada no âmbito da recapitalização do Banco. Neste sentido, o Banco procedeu à reposição de provisões, por contrapartida de capitais próprios, no montante de meuros (Nota 22) Benefícios dos empregados A integração dos trabalhadores das instituições de crédito e sociedades financeiras no sistema previdencial, iniciada em 2009 com a inscrição no regime geral de segurança social dos novos trabalhadores bancários, foi prosseguida, em 2011, com a integração naquele regime, para algumas eventualidades, dos trabalhadores bancários no ativo abrangidos pelo regime de segurança social substitutivo constante de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho vigente no setor bancário. Em 31 de dezembro de 2011, foi publicado o Decreto-Lei n.º 127/2011, que determinou a transmissão das responsabilidades e ativos dos fundos de pensões de um conjunto de instituições financeiras para a Segurança Social, tendo assim promovido a assunção, pela segurança social, da responsabilidade pelas pensões em pagamento em 31 de dezembro de 2011 previstas naquele regime de segurança social substitutivo, a transmissão para o Estado da titularidade do património dos fundos de pensões, na parte afeta à satisfação da responsabilidade pelas pensões referidas anteriormente, e, bem assim, os termos do financiamento pelo Estado da responsabilidade pelas mesmas. Contudo, o referido decreto-lei não incluiu os trabalhadores do BPN, atentas as especificidades do processo, já então em curso, de alienação pelo Estado da totalidade das ações representativas do capital social deste Banco. Reunidas as condições para essa alienação, procedeu se, no primeiro semestre de 2012, de acordo com o Decreto Lei n.º 88/2012, aprovado em Conselho de Ministros de 22 de março de 2012 e promulgado a 4 de abril de 2012, à integração dos trabalhadores no ativo no regime geral de segurança social, relativamente às eventualidades de doença, invalidez e morte, e à transferência para a Caixa Geral de Aposentações, I. P. (CGA, I. P.), juntamente com os correspondentes meios financeiros, das responsabilidades com as pensões em pagamento e a atribuir no futuro àqueles trabalhadores. Assim, e de acordo com o estabelecido no âmbito do Acordo Quadro e no Contrato de Compra e Venda, em 31 de dezembro de 2012, o Banco BIC não tem responsabilidades com pensões de reforma e sobrevivência para com os seus Colaboradores, incluindo responsabilidades com o subsídio por morte. Outros benefícios pós emprego Os Colaboradores admitidos no Banco estão inscritos na Segurança Social, estando abrangidos por um plano de pensões complementar de contribuição definida e direitos adquiridos ao abrigo da cláusula 114º do Acordo de Empresa. O referido plano é financiado através de contribuições dos Colaboradores (1,5%) e do Banco (1,5%) sobre o valor da retribuição mensal efetiva. Para este efeito, cada Colaborador pode optar por um fundo de pensões aberto à sua escolha. Aplicação da IAS 19 As responsabilidades com benefícios dos empregados são reconhecidas de acordo com os princípios estabelecidos pela Norma IAS 19 Benefícios dos Trabalhadores, com as adaptações previstas nos Avisos do Banco de Portugal n.º 4/2005 e n.º 12/2005. Conforme referido anteriormente, até à sua extinção, os principais benefícios concedidos pelo Banco incluíam pensões de reforma e sobrevivência e subsídio por morte, para além dos encargos com saúde e outros benefícios de longo prazo que se mantêm em 31 de dezembro de

109 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Responsabilidades com pensões e encargos com saúde Até à referida extinção ocorrida no primeiro semestre de 2012, o Banco tinha um plano de pensões de benefício definido, o qual tinha por objetivo garantir o pagamento de pensões de reforma, invalidez e sobrevivência aos seus empregados, nos termos descritos na Nota 35. Adicionalmente, a assistência médica aos empregados no ativo e pensionistas do Banco está a cargo do Serviço de Assistência Médico-Social (SAMS). As contribuições obrigatórias para o SAMS, a cargo do Banco, correspondem a 6,5% do total das retribuições efetivas dos trabalhadores no ativo, incluindo, entre outras, o subsídio de férias e o subsídio de Natal. A responsabilidade reconhecida em balanço relativa a planos de benefício definido correspondia à diferença entre o valor atual das responsabilidades e o justo valor dos ativos dos fundos de pensões, caso aplicável, ajustada pelos ganhos e perdas atuariais diferidos. O valor total das responsabilidades era determinado numa base anual, por atuários independentes, utilizando o método Unit Credit Projected, e pressupostos atuariais considerados adequados (Nota 35). A taxa de desconto utilizada na atualização das responsabilidades reflete as taxas de juro de mercado de obrigações de empresas de elevada qualidade, denominadas na moeda em que são pagas as responsabilidades, e com prazos até ao vencimento similares aos prazos médios de liquidação das responsabilidades. Os ganhos e perdas resultantes de diferenças entre os pressupostos atuariais e financeiros utilizados e os valores efetivamente verificados no que se refere às responsabilidades e ao rendimento esperado do fundo de pensões, bem como os resultantes de alterações de pressupostos atuariais, eram diferidos numa rubrica de ativo ou passivo ( corredor ), até ao limite de 10% do valor atual das responsabilidades por serviços passados ou do valor do fundo de pensões (ou, caso aplicável, das provisões constituídas), dos dois o maior, reportados ao final do ano corrente. Caso os ganhos e perdas atuariais excedessem o valor do corredor, o referido excesso era reconhecido em resultados pelo período de tempo médio até à idade normal de reforma dos Colaboradores abrangidos pelo plano. Os desvios acima do corredor eram amortizados considerando um período médio de aproximadamente 25 anos até à reforma dos empregados ativos. O custo do exercício com pensões de reforma e encargos com saúde, incluindo o custo dos serviços correntes e o custo dos juros, deduzido do rendimento esperado, bem como a amortização de ganhos e perdas atuariais, era refletido pelo valor líquido em Custos com pessoal. No exercício de 2012 o Banco decidiu alterar a política contabilística de reconhecimento dos ganhos e perdas atuariais, deixando de adotar o método do corredor e passando a reconhecer os ganhos e perdas atuariais diretamente em capitais próprios, conforme permitido pela IAS 19. O Conselho de Administração entende que esta alteração traduz de forma mais apropriada a posição económica e financeira do Banco relativamente às responsabilidades com pensões. Esta alteração de política contabilística foi aplicada retrospetivamente, conforme requerido pela IAS 8 (Nota 2.4.). Outros benefícios de longo prazo O Banco tem ainda outras responsabilidades por benefícios de longo prazo concedidos a trabalhadores, incluindo responsabilidades com prémios de antiguidade. As responsabilidades com estes benefícios são igualmente determinadas com base em avaliações atuariais. No entanto, tal como previsto na Norma IAS 19, os ganhos e perdas atuariais não podem ser diferidos, sendo integralmente refletidos nos resultados do período. Benefícios de curto prazo Os benefícios de curto prazo, incluindo prémios de produtividade pagos aos Colaboradores pelo seu desempenho, são refletidos em Custos com pessoal no período a que respeitam, de acordo com o princípio da especialização de exercícios. 109

110 2.16. Comissões As comissões relativas a operações de crédito e outros instrumentos financeiros, nomeadamente comissões cobradas ou pagas na originação das operações, são reconhecidas ao longo do período das operações pelo método da taxa efetiva em Juros e rendimentos similares e Juros e encargos similares. As comissões por serviços prestados são normalmente reconhecidas como proveito ao longo do período de prestação do serviço ou de uma só vez, se corresponderem à compensação pela execução de atos únicos Valores recebidos em depósito Os valores recebidos em depósito, nomeadamente os títulos de Clientes, encontram-se registados em rubricas extrapatrimoniais ao valor nominal, ou ao valor de mercado, caso exista cotação Estimativas contabilísticas críticas e aspetos julgamentais mais relevantes na aplicação das políticas contabilísticas Na aplicação das políticas contabilísticas acima descritas, é necessária a realização de estimativas pelo Conselho de Administração do Banco. As estimativas com maior impacto nas demonstrações financeiras do Banco incluem as abaixo apresentadas. Determinação das imparidades e provisões para crédito As imparidades e provisões para crédito concedido são determinadas de acordo com a metodologia definida na Nota 2.6. a). Deste modo, a determinação da provisão para créditos analisados individualmente resulta de uma avaliação específica efetuada pelo Banco com base no conhecimento da realidade dos Clientes e nas garantias associadas às operações em questão. A estimativa de provisões para créditos que não foram analisados individualmente foi efetuada com base nas respostas aos questionários de crédito elaborados pelas áreas comerciais do Banco. O Banco considera que as imparidades e provisões para crédito determinadas com base nesta metodologia refletem adequadamente o risco associado à sua carteira de crédito concedido. Avaliação dos colaterais nas operações de crédito As avaliações dos colaterais de operações de crédito, nomeadamente hipotecas de imóveis, foram efetuadas no pressuposto da manutenção de todas as condições de mercado imobiliário, durante o período de vida das operações, tendo correspondido à melhor estimativa do justo valor dos referidos colaterais à data do balanço. Valorização de instrumentos financeiros não transacionados em mercados ativos De acordo com a Norma IAS 39, o Banco valoriza ao justo valor todos os instrumentos financeiros, com exceção dos registados ao custo amortizado. Na valorização de instrumentos financeiros não negociados em mercados líquidos, são utilizadas técnicas de valorização baseadas nas ofertas de compra e venda difundidas através de entidades especializadas. As valorizações obtidas correspondem à melhor estimativa do justo valor dos referidos instrumentos na data do balanço. 110

111 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Benefícios dos empregados Conforme referido na Nota 2.15., as responsabilidades do Banco por benefícios pós-emprego e outros benefícios de longo prazo concedidos aos seus empregados são determinadas com base em avaliações atuariais. Estas avaliações atuariais incorporam pressupostos financeiros e atuariais relativos a mortalidade, invalidez, crescimentos salariais e de pensões, rendibilidade dos ativos e taxa de desconto, entre outros. Os pressupostos adotados correspondem à melhor estimativa do Banco e dos seus atuários do comportamento futuro das respetivas variáveis. Impostos diferidos ativos O Banco reconheceu impostos diferidos ativos nas demonstrações financeiras referentes a diferenças temporárias tributáveis, na medida em que dispõe de estudos que demonstram a probabilidade de obtenção de lucros fiscais no futuro que possibilitam a recuperação dessas diferenças. Continuidade de operações As demonstrações financeiras estatutárias do Banco relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, apresentavam capitais próprios negativos no montante de meuros, situação que punha em causa a continuidade das operações do Banco. Em 15 de fevereiro de 2012, o anterior acionista do Banco procedeu à realização de prestações acessórias pecuniárias e não onerosas no montante de meuros. Adicionalmente, a 30 de março de 2012 o Banco foi reprivatizado dando sequência ao aprovado durante o exercício de 2010, pelo Estado Português, anterior acionista do BPN, através do Decreto-Lei n.º 2/2010 de 5 de janeiro, e conforme o Acordo Quadro celebrado em 9 de dezembro de Reconhecimento dos efeitos da alienação da Parvalorem, Parups, Parparticipadas e da anulação de passivos No âmbito do seu processo de recapitalização, o BPN constituiu durante o exercício de 2010, as entidades Parparticipadas, Parvalorem e Parups, a quem alienou, ao valor nominal, um conjunto de ativos que se encontravam no seu balanço e de outras entidades por si detidas em 30 de novembro de No exercício de 2011, no âmbito do processo de reprivatização do Banco, foi aprovada pelo Despacho n.º 825/11 SETF de 3 de junho, a aquisição pelo Estado Português, através da Direção Geral do Tesouro e Finanças, da totalidade das ações representativas do capital social das entidades acima referidas, operação que se concretizou em fevereiro de Com a aprovação deste despacho, as entidades Parvalorem e Parups passaram, durante o exercício de 2011, a integrar o Setor Institucional das Administrações Públicas, nos termos do código do Sistema Europeu de Contas Nacionais e Regionais, tendo o Conselho de Administração do BPN, refletido nas demonstrações financeiras do exercício de 2011, o reconhecimento dos efeitos da alienação destas participadas, através da reversão, por capitais próprios, das provisões constituídas em 2010 para as responsabilidades cobertas pelas cartas-conforto prestadas e para os capitais próprios negativos daquelas entidades, no montante total de meuros. Em 2012, com o reconhecimento da alienação da Parparticipadas, o Banco reverteu provisões, por capitais próprios, no montante de meuros (Notas 22 e 26). Adicionalmente, e conforme estabelecido no Acordo Quadro e no Contrato de Compra e Venda, no âmbito da recapitalização do Banco foram anuladas, por capitais próprios, um conjunto de responsabilidades que se encontravam provisionadas na rubrica provisões para riscos e encargos (Nota 2.14) e registadas em outros passivos, no montante de meuros (Notas 22 e 26) e meuros (Nota 26), respetivamente. O Conselho de Administração do Banco considerou que estas operações se trataram de medidas de recapitalização, similar a um aumento de capital, motivo pelo qual entendeu registar em capitais próprios e não em resultados, os respetivos efeitos contabilísticos. 111

112 3. caixa e disponibilidades em bancos centrais Esta rubrica tem a seguinte composição: Em 31 de dezembro de 2011, a rubrica Caixa incluía o montante de relativo a moedas comemorativas do Europeu de futebol - Euro 2004, que foram alienadas no âmbito do Acordo Quadro a uma entidade controlada pelo Estado, durante o exercício de A rubrica Depósitos à ordem em Bancos Centrais no estrangeiro corresponde a depósitos mantidos no Banco Central Europeu e visam satisfazer as exigências de reservas mínimas do Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC). Estes depósitos são remunerados à taxa de 0,75% e correspondem a 2% dos depósitos e títulos de dívida com prazo até dois anos, excluindo os depósitos e os títulos de dívida de instituições sujeitas ao regime de reservas mínimas do SEBC (pro-forma) Caixa Depósitos à ordem em Bancos Centrais no estrangeiro Depósitos à ordem no Banco de Portugal Juros a receber disponibilidades em outras instituições de crédito Esta rubrica tem a seguinte composição: Disponibilidades sobre instituições de crédito no País Os cheques a cobrar correspondem a cheques sobre Clientes de outros bancos enviados para compensação. Estes valores são cobrados nos primeiros dias do exercício subsequente, geralmente não permanecem nesta conta por mais de um dia útil (pro-forma) Depósitos à ordem Cheques a cobrar Disponibilidades sobre instituições de crédito no estrangeiro Depósitos à ordem Cheques a cobrar ativos financeiros detidos para negociação Esta rubrica tem a seguinte composição: Instrumentos de capital Em 31 de dezembro de 2012, os derivados referem-se a operações forward contratadas com Clientes (pro-forma) De não residentes - 79 Instrumentos derivados com justo valor positivo (Nota 10) Provisão para risco país (Nota 22) - (8)

113 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados Em 31 de dezembro de 2012, esta rubrica tem a seguinte composição: Instrumentos de dívida De outros residentes Dívida não subordinada De outros não residentes Dívida não subordinada Outros instrumentos financeiros Unidades de participação De residentes De não residentes Provisões Para risco pais (nota 22) (58) Em 31 de dezembro de 2012, a rubrica Instrumentos de dívida inclui os seguintes títulos: descrição De outros residentes: Dívida não Subordinada quantidade valor de mercado fair value juros acrescidos valor de balanço CAIXA GERAL DE DEPO CXGD /13/ , BCPPL /23/ , De outros não residentes: Dívida não Subordinada PORTUGAL TEL FIN PORT EL 6 04/30/ , NBI BOND # FEB , Em 31 de dezembro de 2012, a rubrica Outros instrumentos financeiros inclui as seguintes unidades de participação: natureza moeda quantidade valor de mercado montante (USD/EUR) BIC Tesouraria USD , BIC Brasil USD , Nevafund Class I USD , Contravalor em euros Nevafund Class I EUR , BIC Tesouraria EUR , Imparidade (Nota22) (58)

114 7. ativos financeiros disponíveis para venda Esta rubrica tem a seguinte composição: instrumentos de dívida (pro-forma) De outros emissores nacionais De dívida pública De outros emissores internacionais instrumentos de capital Ações Valorizadas ao custo histórico Unidades de participações Valorizadas ao justo valor Valorizadas ao custo histórico - 50 imparidades (Nota 22) Instrumentos de capital Ações - (22.369) Unidades de participação - (463) - (22.832) Em 31 de dezembro de 2011, a rubrica Instrumentos de capital Valorizadas ao custo histórico inclui ações da Galilei, SGPS, S.A. (anteriormente denominada por Sociedade Lusa de Negócios, SGPS, S.A.). No exercício de 2010, o Banco adquiriu a um Cliente ações a um preço unitário de 3,04 Euros, após este ter exercido uma opção de venda que detinha. No exercício de 2012, estas ações foram alienadas a uma entidade controlada pelo Estado. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011 a reserva de justo valor apresenta a seguinte composição (Nota 26): Mais-valias potenciais Instrumentos de dívida (pro-forma) Instrumentos de capital 1 51 Menos-valias potenciais Instrumentos de dívida (73) (5.740) Instrumentos de capital - (6) (73) (5.746) (5.695) 114

115 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Em 31 de dezembro de 2012, o detalhe dos títulos classificados nesta rubrica é o seguinte: instrumentos de dívida De outros emissores nacionais custos de aquisição juros a receber positiva negativa total valor de balanço CGD 8% 09/ De dívida pública O.T. PGB 4,2% 10/16/ (30) (30) O.T. PGB 5,45% 09/23/ (70) (70) O.T. PGB 5,45% 09/23/ O.T. PGB 6,4% 15/02/ O.T. PGB 4,35% outubro De outros emissores internacionais reserva de justo (100) Portel 5,875% 4/ Portel 5,625% 2/ Santander 3,381 01/ EDP Finance BV 3,25% 03/ instrumentos de capital Ações Valorizadas ao custo histórico PME Capital de Risco, S. A PME Investimentos SIBS SWIFT SWIFT Unidades de participação valorizadas ao justo valor Banco BIC Brasil - F. Esp. Investimento Aberto (100)

116 8. aplicações em instituições de crédito Esta rubrica tem a seguinte composição: Aplicações em instrumentos de crédito no país (pro-forma) Aplicações a muito curto prazo Outras aplicações Empréstimos Aplicações em instituições de crédito no estrangeiro Aplicações a muito curto prazo Outras aplicações Empréstimos juros a receber De aplicações em instituições de crédito no país De aplicações em instituições de crédito no estrangeiro Provisão para risco país (Nota 22) - (3) Em 31 de dezembro de 2012, a rubrica Aplicações em instituições de crédito no país - Empréstimos inclui um montante de cerca de 114 milhões de Euros de valores a receber de entidades controladas pelo Estado, no âmbito do Acordo Quadro e do Contrato de Compra e Venda. Em 31 de dezembro de 2011, a rubrica Aplicações em instituições de crédito no estrangeiro - Outras aplicações inclui o montante de meuros referente a um contrato de cessão de créditos celebrado com o BPN (Cayman) Limited, ao abrigo do qual as aplicações mantidas junto de dois bancos angolanos foram adquiridas pelo BPN durante o exercício de Estas aplicações encontravam-se colaterizadas por depósitos de um banco central mantidos junto do BPN (IFI), S.A. no montante de meuros. No âmbito do Acordo Quadro referido na Nota Introdutória, durante o exercício de 2012, estas aplicações foram alienadas a uma entidade controlada pelo Estado. O movimento nas provisões para aplicações em instituições de crédito durante os exercícios de 2012 e 2011 é apresentado na Nota 22. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, os prazos residuais das aplicações em instituições de crédito têm a seguinte classificação: Até três meses De três meses a um ano De um a cinco anos Mais de cinco anos

117 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE crédito a clientes Esta rubrica tem a seguinte composição: Crédito interno (pro-forma) Empréstimos Créditos em conta corrente Outros créditos Descontos e outros créditos titulados por efeitos Operações de locação financeira Descobertos em depósitos à ordem Créditos tomados - factoring Crédito ao exterior Outros créditos Empréstimos Créditos em conta corrente Operações de locação financeira 49 - Descobertos em depósitos à ordem 7 16 Outros créditos e valores a receber Papel comercial Crédito titularizado não desreconhecido (Nota 2.6. a) Créditos e juros vencidos Juros a receber, líquidos de proveitos diferidos e comissões Provisões para crédito (Nota 22) Provisões para crédito vencido (23.306) ( ) Provisões para crédito de cobrança duvidosa ( ) (93.127) Provisões para risco-país (119) (62) ( ) ( ) Durante o exercício de 2012, o Banco celebrou diversos contratos de cessão de créditos com uma entidade controlada pelo Estado, uns pelo valor contabilístico e outros pelo valor nominal dos créditos, nos montantes de meuros e meuros, respetivamente. O valor em dívida dos créditos cedidos ao valor contabilístico ascendia a meuros. Tendo transmitido todos os riscos e benefícios associados a estes créditos, o Banco procedeu ao seu desreconhecimento contabilístico e à utilização e reversão das imparidades que haviam sido registadas, no montante de meuros e meuros, respetivamente (Nota 22). 117

118 Em fevereiro de 2012, o Banco adquiriu uma carteira de crédito especializado a uma entidade controlada pelo Estado no montante de meuros. Em 31 de dezembro de 2011, as rubricas Crédito interno - créditos em conta corrente, Crédito ao exterior - empréstimos e Crédito e juros vencidos, incluíam operações de crédito no montante de meuros e meuros, respetivamente, prometidos vender à Parvalorem entre 2012 e 2014, no âmbito do contrato celebrado com esta entidade (Nota 24). Em 31 de dezembro de 2010, as provisões para estas operações de crédito encontravam-se registadas na rubrica Provisões para outros riscos e encargos, no âmbito da carta-conforto prestada a esta entidade, tendo sido revertida, com a cessão desta, nas demonstrações financeiras do exercício de 2011 (Nota 24). O apuramento das provisões estimadas para crédito em Clientes foi efetuado de acordo com a metodologia descrita na Nota 2.6. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, as provisões estimadas têm a seguinte composição: (pro-forma) Análise individual Provisões apuradas na extrapolação efetuada com base nos questionários de crédito Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, estas provisões encontram-se refletidas da seguinte forma: Provisões para crédito vencido e Clientes de cobrança duvidosa (Nota 22) Provisões para riscos gerais de crédito (Nota 22) Provisões para garantias e compromissos assumidos (Nota 22) O movimento nas provisões durante os exercícios de 2012 e 2011, é apresentado na Nota 22. Em 31 de dezembro de 2011, a rubrica Crédito titularizado não desreconhecido, correspondia ao valor nominal dos créditos cedidos referentes à operação de securitização Chaves SME CLO Nº1, concretizada em 2006 pelo montante total de meuros (Nota 21). Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, os prazos residuais do Crédito a Clientes têm a seguinte decomposição: Até três meses De três meses a um ano De um a cinco anos Mais de cinco anos

119 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, a antiguidade do Crédito vencido apresentava a seguinte estrutura: Até três meses De três a seis meses De seis a um ano De um a três anos Mais de três anos Juros vencidos a regularizar Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, o crédito concedido a Clientes apresentava a seguinte estrutura por setores de atividade: Agricultura, silvicultura, caça e pescas Indústrias extrativas Indústrias transformadoras alimentação, bebidas e tabacos Têxteis Madeira e cortiça Papel, artes gráficas e editoras Químicas e atividades conexas Produtos minerais não metálicos Máquinas, equipamento e metalúrgicas de base Fabricação de mobiliário e outras indústrias transformadoras Eletricidade, água e gás Construção e atividades imobiliárias Comércio, manutenção e reparação de veículos Restaurantes e hóteis Transporte, armazenagem e comunicações Atividade e intermediação financeira Consultoria, aquisição de títulos ou de créditos e respetiva gestão Particulares Outros

120 10. derivados Em 31 de dezembro de 2012, o montante nacional dos forwards cambiais, de compra e venda, e o respetivo valor contabilístico registado nas rubricas Ativos detidos para negociação e Passivos detidos para negociação, ascendiam a meuros e meuros, respetivamente, e a 13 meuros e 1 meuros, respetivamente. Estas operações apresentam prazos residuais inferiores a 3 meses. Em 31 de dezembro de 2011, estas operações encontravam-se valorizadas de acordo com os critérios descritos na Nota 2.6. d). Nestas datas, o seu montante nocional e o valor contabilístico apresentavam a seguinte desagregação: derivados de negociação montante nocional derivados de cobertura ativos detidos para negociação (nota 5) valor contabilístico passivos detidos para negociação derivados de cobertura passivos total total swaps Swaps cambiais 1 (1) - - Compras Vendas Interest rate swaps Swaps (18.045) (97) Compras Vendas futuros Operações cambiais a prazo Forwards (37) - (37) Compras Vendas (18.083) (97) Em 31 de dezembro de 2011, o derivado de cobertura destinava-se a cobrir o risco de taxa de juro de uma aplicação mantida junto do BPN Crédito IFIC. A distribuição das operações com instrumentos financeiros derivados do Banco em 31 de dezembro de 2011 por prazos residuais apresentava o seguinte detalhe: < = 3 meses > 3 meses > 6 meses > 1 ano > 5 anos total operações cambiais a prazo Forwards cambiais Compras Vendas swaps Swaps cambiais Compras Vendas Interest rate swaps Compras Vendas

121 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 A distribuição das operações com instrumentos financeiros derivados do Banco em 31 de dezembro de 2011, por tipo de contraparte apresenta o seguinte detalhe: operações cambiais a prazo Forwards cambiais valor nocional valor contabilístico Clientes (37) swaps Swaps cambiais Instituições Financeiras Interest rate swaps Instituições Financeiras (12.272) Clientes Em 31 de dezembro de 2011, as contrapartes da rubrica Interest rate swaps - Clientes dividem-se da seguinte forma: tipo de contraparte Entidades do setor dos transportes com capitais públicos Clientes investimentos detidos até à maturidade Em 31 de dezembro de 2012, esta rubrica tem a seguinte composição: natureza e espécie dos títulos valor nominal valor de balanço valor de mercado títulos emitidos por residentes Instrumentos de dívida De dívida pública portuguesa: PORTUGUESE OT s PGB /15/ PORTUGUESE OT s PGB /23/ PORTUGUESE OT s PGB 4 (3/8) 06/16/ Juros a receber 283 Amortização prémio/desconto (1.243)

122 12. ativos não correntes detidos para venda Em 31 de dezembro de 2011, esta rubrica tem a seguinte composição: Imóveis Participações financeiras Imparidade (Nota 22) Imóveis (3.994) Participações financeiras (150) (4.144) Em 31 de dezembro de 2011, a rubrica Imóveis tinha a seguinte composição: imóvel valor de aquisição imparidade valor contabilístico em Prédio U 2970 Concelho Cascais Freguesia Cascais (399) Prédio U 634 Concelho Peso da Régua Freguesia Peso da Régua (1.080) Rua Pinhal, Freguesia Água Santas, Concelho Maia 740 (290) 450 Prédio U 2653 Concelho Condeixa a Nova Freguesia Ega 518 (123) 395 Vale da Proa, Semide, Miranda do Corvo; Vale Escuro, Semide, Miranda do Corvo Prédio U 3562 Concelho Matosinhos Freguesia Leça da Palmeira 433 (58) 375 Prédio U 1156 Concelho Alcobaça Freguesia Bárrio Prédio U 633 Concelho Peso da Regua Freguesia Peso da Régua (775) 310 Rua Eugénio de Castro, Ramalde, Porto 357 (57) 300 Carvalhais de Cima, Freguesia de Assafarge 350 (200) 150 Prédio U 5883 Concelho Loulé Freguesia Loulé Prédio Urbano, Freguesia de S. Martinho da Gândara, Oliveira de Azemeis Prédio U 393 Concelho Paredes Freguesia Madalena 240 (69) 171 Rua Moinho do Gato, Quinta do Vale da Moura, Várzea de Sintra, Sintra 445 (202) 243 Prédio U 7380 Concelho Gondomar Freguesia Gondomar (S.Cosme) 236 (78) 158 Prédio U F Concelho Vila Nova de Famalicão Freguesia Vale (S.Martinho) Prédio U D Concelho Amadora Freguesia Reboleira 160 (58) 102 Prédio U 1495 Concelho Caldas da Rainha Freguesia Foz do Arelho Prédio U 3897 Concelho Leiria Freguesia Colmeias Prédio U 201 Concelho Ponte de Lima Freguesia Seara Prédio U 2745-G Concelho Santa Maria Feira Freguesia Lourosa Prédio U 6182 Concelho Sintra Freguesia Sintra Prédio U 1144 Concelho Gondomar Freguesia Valbom Prédio U 9219 Concelho Seixal Freguesia Fernão Ferro 135 (35) 100 Avª dos Banhos, 466 e Rua Latino Coelho, º Dtº, Povoa Varzim Imóvel Concelho Gondomar Freguesia Valbom CRP n.º (116) 122 Prédio U 6775 Concelho Coimbra Freguesia Santo António dos Olivais 122 (17)

123 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 imóvel valor de aquisição imparidade valor contabilístico Prédio R Concelho Leiria Freguesia Colmeias Prédio U 632 Concelho Peso da Regua Freguesia Peso da Régua 347 (227) 120 Avª dos Banhos, 466 e Rua Latino Coelho, º Esqº, Povoa Varzim Prédio U 15222/3 Cabo Verde 134 (30) 104 Prédio U Concelho Seixal Freguesia Fernao Ferro 115 (25) 90 Prédio U 1794 Concelho Coimbra Freguesia Eiras Prédio U 7602 Concelho Albufeira Freguesia Albufeira 124 (45) (3.884) Outros imóveis cujo valor contabilístico é inferior a 100 meuros (110) (3.994) No âmbito do Acordo Quadro referido na Nota Introdutória, durante o exercício de 2012, os imóveis registados nesta rubrica foram alienados a uma entidade controlada pelo Estado. Em 31 de dezembro de 2011, a rubrica Participações financeiras apresentava o seguinte detalhe: entidade % de participação custo de aquisição imparidade Parparticipadas, SGPS, S.A. 100% 50 (50) - Parvalorem, S.A. 100% 50 (50) - Parups, S.A. 100% 50 (50) - valor de balanço 150 (150) - Os dados financeiros obtidos das demonstrações financeiras provisórias e não auditadas destas empresas em 31 de dezembro de 2011, podiam ser resumidos da seguinte forma: entidade sede % de participação capitais próprios (a) resultado líquido Parparticipadas, SGPS, S.A. Portugal 100% ( ) (93.241) Parvalorem, S.A. Portugal 100% ( ) ( ) Parups, S.A. Portugal 100% ( ) ( ) (a) Os capitais próprios incluem o resultado líquido do exercício. Em 31 de dezembro de 2011, a comparação entre o capital próprio das empresas filiais e associadas com os respetivos custos de aquisição apresentava o seguinte detalhe: entidade sede Provisões para outros riscos % de capitais custo de e encargos participação próprios (a) aquisição imparidade (Notas e 22) Parparticipadas, SGPS, S.A. Portugal 100% ( ) 50 (50) ( ) Parvalorem, S.A. Portugal 100% ( ) 50 (50) - Parups, S.A. Portugal 100% ( ) 50 (50) - (a) Os capitais próprios incluem o resultado líquido do exercício. 123

124 A rubrica Imparidade diz respeito à imparidade constituída pelo Banco para as participações acima referidas e é relativa à diferença entre o valor de balanço de cada participação e o montante correspondente à participação nos capitais próprios dessas participadas. No âmbito do seu processo de recapitalização, o BPN constituiu durante o exercício de 2010, as entidades Parparticipadas, Parvalorem e Parups, a quem alienou, ao valor nominal, um conjunto de ativos que se encontravam no seu balanço e de outras entidades por si detidas em 30 de novembro de No exercício de 2011, no âmbito do processo de reprivatização do Banco, foi aprovada pelo Despacho n.º 825/11 SETF de 3 de junho, a aquisição pelo Estado Português, através da Direção Geral do Tesouro e Finanças, da totalidade das ações representativas do capital social das entidades acima referidas, operação que se concretizou em fevereiro de Com a aprovação deste despacho, as entidades Parvalorem e Parups passaram, durante o exercício de 2011, a integrar o Sector Institucional das Administrações Públicas, nos termos do código do Sistema Europeu de Contas Nacionais e Regionais, tendo o Conselho de Administração do BPN, refletido nas demonstrações financeiras do exercício de 2011, o reconhecimento dos efeitos da alienação destas participadas, através da reversão, por capitais próprios, das provisões constituídas em 2010 para as responsabilidades cobertas pelas cartas- -conforto prestadas e para os capitais próprios negativos daquelas entidades, no montante total de meuros. O Conselho de Administração do Banco considerou que esta operação se tratou de uma medida de recapitalização, similar a um aumento de capital, motivo pelo qual entendeu registar em capitais próprios e não em resultados, os efeitos da alienação destas participadas (Notas 1 e 22). Durante o exercício de 2012, as participações financeiras registadas nesta rubrica foram alienadas ao Estado. 124

125 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE outros ativos tangíveis O movimento ocorrido nas rubricas de Outros ativos tangíveis durante os exercícios de 2012 e 2011 foi o seguinte: saldo em fusão BIC saldo em alienações e abates valor bruto amortizações acumuladas perdas por imparidades acumuladas (nota 22) valor bruto amortizações acumuladas adições valor bruto amortizações amortizações do exercício constituição líquida de imparidade (nota 22) utilização de imparidade no exercício (nota 22) valor bruto amortizações acumuladas valor líquido Imóveis de serviço Terrenos Edifícios (1.592) (150) (149) (1.891) Obras em imóveis arrendados (18.739) (983) - (22.431) (358) (3.512) (1.160) 965 Equipamento Mobiliário e material de escritório (3.103) (180) (167) (3.450) 451 Máquinas e ferramentas (6.910) (106) (3.141) (1.829) (917) (6.701) Equipamento informático (8.611) (515) (135) (9.261) 155 Instalações interiores (2.431) - 1 (1) (122) (2.554) 398 Material de transporte 342 (321) (51) 51 (11) (281) 10 Equipamento de segurança (1.567) - 63 (20) (35) (1.622) 69 Outro equipamento 1 (1) - 2 (2) (3) - Ativos em locação financeira Equipamento (11.116) (61) - (14.655) (746) (2.810) (74) Ativos tangíveis em curso Outros ativos tangíveis (8) (3.821) (4.664) (8) (54.399) (3.821) (2.018) (44.942) (3.552) (6.287) (27.005) No exercício de 2012, o Banco procedeu, no âmbito do Acordo Quadro, ao abate de obras em edifícios arrendados, no valor de meuros, e à alienação de património artístico (classificado em Outros ativos tangíveis ) a uma entidade controlada pelo Estado pelo valor de meuros. Adicionalmente, o Banco procedeu ao abate de terminais POS obsoletos (que se encontravam classificados em Máquinas e ferramentas e Ativos em locação financeira ), no valor de meuros. 125

126 saldo em saldo em valor bruto amortizações acumuladas perdas por imparidades acumuladas (nota 22) adições abates amortizações do exercício constituição de imparidade no exercício (nota 22) valor bruto amortizações acumuladas perdas por imparidades acumuladas (nota 22) valor líquido Imóveis de serviço próprio Terrenos Edifícios (1.463) (129) (1.592) Obras em imóveis arrendados (17.234) - - (19) (1.491) (18.739) Equipamento Mobiliário e material de escritório (3.109) (3.103) - 15 Máquinas e ferramentas (6.136) (6) (774) (6.910) Equipamento informático (5.838) (1) (8.611) - 3 Instalações interiores (2.415) (16) (2.431) - 43 Material de transporte 344 (335) - 4 (6) (9) (321) - 21 Equipamento de segurança (1.508) (77) (1.567) - 61 Outro equipamento 1 (1) (1) - - Ativos em locação financeira Equipamento (10.957) (2.931) (11.116) Outros ativos tangíveis (8) (3.821) (8) (49.004) (3.821) 107 (31) (5.422) (54.399) (3.821) ativos intangíveis O movimento ocorrido nas rubricas de Ativos intangíveis durante os exercícios de 2012 e 2011 foi o seguinte: saldo em fusão BIC 2012 saldo em abates Sistema de tratamento automático de dados (Software) valor bruto amortizações acumuladas valor bruto amortizações acumuladas adições valor bruto amortizações acumuladas amortizações do exercício valor bruto amortizações acumuladas (9.970) (1.474) 4 (10.100) (222) (1.569) 102 valor líquido Outros ativos intangíveis (2.439) 384 (133) - (2.439) (19) 384 (152) 232 Ativos intangíveis em curso (28) (28) (12.409) (1.635) 66 (12.539) (241) (1.749)

127 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 saldo em saldo em valor bruto amortizações acumuladas amortizações do exercício valor bruto amortizações acumuladas Sistema de tratamento automático de dados (Software) (9.155) (815) (9.970) 130 Outros ativos intangíveis (2.439) (2.439) - valor líquido (11.594) (815) (12.409) investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos Em 31 de dezembro de 2011 esta rubrica apresentava a seguinte composição: No exercício de 2011, o BPN alienou a participação detida na BPN Participações Financeiras SGPS, Lda., à Parparticipadas pelo montante de 1 Euro, tendo reconhecido uma menos-valia de 50 meuros, registada na rubrica Resultados de alienação de outros ativos (Nota 30) e revertido provisões por resultados de igual montante que se encontravam registadas na rubrica Imparidade para investimentos em filiais e associadas e provisões no montante de meuros, registadas na rubrica Provisões para outros riscos e encargos para fazer face aos capitais próprios negativos desta participada (Nota 22). No âmbito do Acordo Quadro referido na Nota Introdutória, durante o exercício de 2012, os investimentos registados nesta rubrica foram alienados a uma entidade controlada pelo Estado. Empresas no país participação direta valor bruto imparidade valor de balanço BPN Serviços, ACE 63% impostos sobre o rendimento Os saldos de ativos e passivos por impostos sobre o rendimento em 31 de dezembro de 2012 e 2011 eram os seguintes: Ativos por impostos correntes (pro-forma) Imposto sobre o rendimento a recuperar Ativos por impostos diferidos Passivos por impostos correntes Imposto sobre o rendimento a recuperar (3.074) (1.027) Passivos por impostos diferidos (637) - (2.196) (887) 127

128 Os custos com impostos sobre lucros registados em resultados, bem como a carga fiscal, medida pela relação entre a dotação para impostos sobre lucros e o resultado líquido do exercício antes de impostos, podem ser apresentados como se segue: Impostos correntes (pro-forma) Do exercício (1.403) (1.051) Correções relativas a exercícios anteriores (líquido) (868) (1.050) Contribuição extraordinária sobre o setor bancário (2.613) (2.699) (3.481) (3.749) Não obstante o resultado antes de imposto negativo verificado em 2012 e 2011, o Banco incorreu numa carga fiscal de meuros e meuros, respectivamente. A reconciliação entre a taxa nominal e a taxa efetiva de imposto nos exercícios de 2012 e 2011 pode ser demonstrada como segue: taxa imposto taxa imposto Resultado antes de impostos - (4.478) - (91.676) Imposto apurado com base na taxa nominal -26,50% ,50% Derrama estadual -2,50% 112-2,50% Contribuição extraordinária sobre o setor bancário 58,35% (2.613) 2,94% (2.699) Imposto diferido ativo não reconhecido 29,00% (1.299) 29,00% (26.586) Tributação autónoma 31,33% (1.403) 1,15% (1.051) Correções relativas a exercícios anteriores (líquido) -11,95% 535 0,00% 1 Imposto registado em resultados n.a. (3.481) n.a. (3.749) O imposto corrente registado em resultados diz respeito a tributação autónoma essencialmente de custos com viaturas e ajudas de custo. Com a publicação da Lei n.º 55-A/2010, de 31 de dezembro (Lei do Orçamento do Estado), o Banco passou a estar abrangido pelo regime de contribuição sobre o setor bancário, tendo as condições de aplicação desta contribuição sido definidas através da Portaria n.º 121/2011, de 30 de março. Nos exercícios de 2012 e 2011, o Banco estimou os montantes de meuros e meuros, respetivamente. De acordo com o IAS 12 Impostos sobre lucros, o Banco tem registado os impostos diferidos ativos até ao montante em que, de acordo com os estudos efetuados, a existência de lucros tributáveis futuros permitam a utilização das correspondentes diferenças tributárias dedutíveis e prejuízos fiscais (Nota 2.13). Em 31 de dezembro de 2012, o Banco tem prejuízos fiscais reportáveis no montante de meuros, dos quais meuros foram objeto de reclamação graciosa, na sequência das liquidações adicionais de imposto efetuadas pela Autoridade Tributária e Aduaneira no âmbito dos trabalhos de inspeção aos exercícios de 2008 a

129 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE outros ativos Esta rubrica tem a seguinte composição: Outros ativos (pro-forma) Outros Ouro, metais preciosos, numismática e medalhística - 18 Devedores e outras aplicações Setor público administrativo Devedores por operações sobre futuros e opções Devedores diversos Outros devedores diversos Bonificações a receber Despesas com encargo diferido Compromissos irrevogáveis Seguros Outras Responsabilidades com pensões e outros benefícios (nota 35) Operações ativas a regularizar Outras operações ativas a regularizar Operações de bolsa a liquidar Posição cambial a prazo Posição cambial à vista Bens recebidos em dação de crédito Imparidade (nota 22) Outros devedores ( ) ( ) Bens recebidos em dação de crédito - ( ) ( ) ( ) Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, o saldo da rubrica Operações ativas a regularizar Operações de bolsa a liquidar, refere-se a operações de títulos de Clientes que aguardam a liquidação financeira. Estes montantes foram regularizados na sua maioria no início de 2013 e 2012, respetivamente. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, a rubrica Outros ativos Outros diz respeito a montantes a receber de devedores diversos provenientes essencialmente do Banco Insular, SARL. Este montante encontra-se totalmente provisionado na rubrica Imparidade Outros devedores. Em 31 de dezembro de 2012, a rubrica Devedores diversos Outros devedores diversos refere-se essencialmente a valores a receber do Estado no âmbito do Acordo Quadro e do Contrato de Compra e Venda. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, o saldo da rubrica Devedores e outras aplicações Devedores diversos Bonificações a receber, diz respeito a bonificações de juros a receber, que se encontram ao abrigo do programa PME Investimentos e cujo pagamento será efetuado pelo FINOVA (Fundo de Apoio ao Financiamento à Inovação). Em 31 de dezembro de

130 e 2011, o Banco tem constituída uma provisão para as bonificações a receber no montante de 197 meuros registada na rubrica Provisão para outros riscos e encargos (Nota 22). Conforme descrito na Nota 2.7, o Banco regista na rubrica Bens recebidos em dação de crédito os bens obtidos por recuperação de crédito. O movimento nestes bens durante o exercício de 2011 foi o seguinte: Bens recebidos em dação de crédito Saldo em Saldo em valor bruto imparidade acumulada adições imparidade valor bruto imparidade acumulada Obras de arte (1.535) (23) (1.558) Outros (1.535) (23) (1.558) No exercício de 2012, estes bens foram alienados a uma entidade controlada pelo Estado pelo correspondente valor contabilístico (Nota 22). Em 31 de dezembro de 2011, a rubrica Bens recebidos em dação de crédito Obras de arte incluía o montante de meuros referente a obras de arte do pintor Joan Miró recebidas em dação por recuperações de créditos concedidos pelo Banco. O Banco dispunha de uma imparidade de meuros para estes ativos. No exercício de 2011, as aquisições ocorridas na rubrica Bens recebidos em dação de crédito Obras de arte diziam respeito a obras de arte de outros autores que foram recebidas em dação por recuperação de créditos concedidos pelo Banco. O movimento na imparidade e provisões para outros ativos durante os exercícios de 2012 e 2011 é apresentado na Nota recursos de bancos centrais e de outras instituições de crédito Esta rubrica tem a seguinte composição: (pro-forma) Recursos de bancos centrais Depósitos e outros recursos Recursos de instituições de crédito no país Depósitos e outros recursos Empréstimos Recursos de muito curto prazo Recursos de instituições de crédito no estrangeiro Recursos de muito curto prazo Empréstimos Depósitos e outros recursos Juros a pagar De bancos centrais De instituições de crédito no país De instituições de crédito no estrangeiro

131 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Em 31 de dezembro de 2011, a rubrica Recursos de instituições de crédito no país incluía financiamentos concedidos pela CGD nos montantes de meuros. De acordo com a lei nº 6-A/2008 de 11 de novembro, as operações de crédito ou de assistência de liquidez que sejam realizadas pela CGD, a favor do Banco no contexto da nacionalização e em substituição do Estado, até à data da aprovação dos objetivos de gestão previstos no nº 7, beneficiavam de garantia do Estado. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, os prazos residuais dos recursos de outras instituições de crédito apresentam a seguinte estrutura: Até três meses De três meses a um ano Mais de cinco anos recursos de clientes e outros empréstimos Esta rubrica tem a seguinte composição: (pro-forma) Depósitos de poupança Outros débitos Depósitos a prazo Depósitos à ordem Outros recursos Cheques e ordens a pagar Outros Juros a pagar Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, os prazos residuais dos recursos de Clientes e outros empréstimos apresentam a seguinte estrutura: À vista Até três meses De três meses a um ano De um a cinco anos Mais de cinco anos

132 20. responsabilidades representadas por títulos Esta rubrica tem a seguinte composição: (pro-forma) Papel Comercial Juros a pagar Nos exercícios de 2012 e 2011, o Banco realizou diversas emissões de papel comercial garantidas pela República Portuguesa, subscritas integralmente pela Caixa Geral de Depósitos, S.A. e que apresentam as seguintes condições: descrição montante data de emissão 2012 data de reembolso remuneração Papel Comercial BPN /10/12 25/10/13 2,384% descrição montante data de emissão 2011 data de reembolso remuneração Papel Comercial BPN Dezembro ª emissão /12/11 25/05/12 3,315% Papel Comercial BPN Dezembro ª emissão /12/11 28/06/12 3,408% Papel Comercial BPN Outubro ª emissão /10/11 27/04/12 3,535%

133 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE passivos financeiros associados a ativos transferidos Em dezembro de 2006, o Banco procedeu à venda de parte da sua carteira de crédito no montante de meuros, através de uma operação de titularização denominada Chaves SME CLO No.1. Em 31 de dezembro de 2011, os passivos financeiros associados a esta operação ascendiam a meuros. Em 31 de dezembro de 2011, os passivos financeiros associados a ativos transferidos incluiam 911 meuros, relativos a créditos amortizados no último dia do ano e ainda não compensados nas responsabilidades titularizadas. Os créditos foram vendidos pelo seu valor nominal (contabilístico) à Sagres Sociedade de Titularização de Créditos, S.A. ( Sagres ), na qual o BPN não detinha qualquer participação direta ou indireta. O BPN continua a efetuar a gestão dos contratos, entregando à Sagres todos os montantes recebidos ao abrigo dos contratos de crédito. Como forma de financiamento, a Sagres emitiu obrigações com diferentes níveis de subordinação e de rating e, consequentemente, de remuneração. Em 31 de dezembro de 2011, estas obrigações apresentavam as seguintes características: rating (1) dívida emitida 2011 Moody s S&P data de reembolso remuneração Class A Secured Floating Rate Notes A1 AAA- novembro de 2034 Euribor 3 m + 0,18% Class B Secured Floating Rate Notes Baa3 AA- novembro de 2034 Euribor 3 m + 0,25% Class C Secured Floating Rate Notes Caa2 BBB novembro de 2034 Euribor 3 m + 0,45% Class D Secured Floating Rate Notes Ca BB novembro de 2034 Euribor 3 m + 0,55% Class E Secured Floating Rate Notes C B- novembro de 2034 Euribor 3 m + 0,60% Montante liquidado ( ) (1) Corresponde ao rating na data de emissão do título. Adicionalmente foi emitida uma Tranche F, adquirida pelo Banco no momento inicial e alienada à Parups, que foi utilizada como um fundo de reserva da carteira e para fazer face a despesas iniciais. Esta tranche constitui o equivalente ao capital do Fundo, motivo pelo qual o crédito se encontrava no balanço. Esta tranche não foi reconhecida nesta rubrica. Em 31 de dezembro de 2011, os montantes liquidados correspondiam à amortização de créditos ocorrida nos meses de dezembro de cada um dos exercícios. Conforme previsto nas condições de emissão, este montante foi compensado no dia 20 dos meses seguintes, tendo o Banco transferido da rubrica Crédito vivo para a rubrica Crédito titularizado, o montante de capital necessário para garantir o valor total das obrigações emitidas. No âmbito do Acordo Quadro e do Contrato de Compra e Venda, estes passivos foram desreconhecidos do balanço do Banco (Notas 2.18 e 9) 133

134 22. provisões e imparidade O movimento ocorrido nas provisões e na imparidade do Banco durante os exercícios de 2012 e 2011 foi o seguinte: 2012 reposições e anulações saldo em fusão BIC reforços por resultados por capitais próprios (nota 2.18) utilizações diferenças de câmbio saldo em Provisões para riscos gerais de crédito (Nota 9) Provisões para encargos com benefícios de empregados Provisões para garantias e compromissos assumidos (Nota 9) Provisões para outros riscos e encargos Provisões para risco-país de aplicações em instituições de crédito (Nota 8) Provisões para crédito a Clientes (Nota 9) Imparidade de ativos financeiros disponíveis para venda (Nota 7) Provisões para risco-país de ativos financeiros detidos para negociação (Nota 5) Provisões para risco-país de outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados (Nota 6) Imparidade de outros ativos tangíveis (Nota 13) Imparidade de outros ativos (Nota 17) Imparidade de ativos não correntes detidos para venda (Nota 12) (13.277) (32) (4.406) ( ) (6.405) (17.715) ( ) (6.405) (5) ( ) - ( ) ( ) - ( ) (22.832) (8) (1) (9) - (22.832) (952) - (10.108) (30) - (1.559) (7) (150) - (4.444) (1.132) - (16.111) (7) ( ) ( ) ( ) (7)

135 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 reposições e anulações 2011 saldo em reforços por resultados por capitais próprios utilizações diferenças de câmbio saldo em Provisões para riscos gerais de crédito (Nota 9) Provisões para outros riscos e encargos Provisões para risco-país de aplicações em instituições de crédito (Nota 8) Provisões para crédito a Clientes (Nota 9) Imparidade de ativos financeiros disponíveis para venda (Nota 7) Provisões para risco-país de ativos financeiros detidos para negociação (Nota 5) Imparidade para investimentos em filiais e associadas (Nota 5) Imparidade de outros ativos tangíveis (Nota 13) Imparidade de outros ativos (Nota 17) Imparidade de ativos não correntes detidos para venda (Nota 12) (6.429) (81.160) ( ) (2.816) (30) (87.589) ( ) (2.816) (30) (118) ( ) - (3.689) ( ) - (3.689) (16) (12) (12) - (16) (50) (4) - (20.850) (54) - (20.850) ( ) ( ) (27.371) (19)

136 Em 31 de dezembro de 2012, no âmbito do estabelecido no Acordo Quadro e no Contrato de Compra e Venda, o Banco constituiu provisões para benefícios de longo prazo concedidos a colaboradores no montante de meuros. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, o saldo da Provisão para outros riscos e encargos apresenta a seguinte decomposição: Provisões para contingências de investimentos em filiais e associadas: Parparticipadas (Nota 12) Outras provisões: Provisão para eventual recompra de produtos financeiros a Clientes Provisão para contingências na BPN Internacional e na BPN Participações Financeiras, SGPS, S.A Provisão para fraudes identificadas em diversos balcões do Banco Provisões para perdas potenciais em ativos tangíveis Provisões para contingências fiscais do BPN Serviços, ACE Provisão para títulos de investimento estruturado colocados como capital garantido junto de Clientes Provisão para processos judiciais desfavoráveis (Nota 42) Provisões para garantias e compromissos assumidos Outras No exercício de 2012, foram constituídas provisões para perdas financeiras no montante de cerca de 14 milhões de Euros, conforme estabelecido no âmbito do Acordo Quadro e do Contrato de Compra e Venda. Em 31 de dezembro de 2011, a rubrica Outras provisões Outras destina-se a fazer face a risco crédito e a bonificações a receber. No exercício de 2011, as reposições por capitais próprios na rubrica Provisões para outros riscos e encargos, no montante de meuros, diz respeito a provisões que foram constituídas no exercício de 2010 e que apresentam o seguinte detalhe: Reversão de provisões constituídas no exercício de 2010 para as cartas conforto prestadas Reversão de provisões constituídas no exercício de 2010 para fazer face aos capitais próprios negativos da Parvalorem, S.A. e Parups, S.A (Nota 2.18) Provisões para o passivo da BPN Creditus Brasil, constituídas ao abrigo das cartas conforto prestadas e que foram alocadas aos capitais próprios negativos da Parparticipadas, SGPS, S.A. ( ) No exercício de 2011, o Banco procedeu à reversão da provisão relativa que estava registada na rubrica Provisão para custos a incorrer com a liquidação de uma empresa do Grupo, referente à estimativa de custos a incorrer com a provável liquidação da BPN Créditus Brasil - Promotora de Vendas, ltda., uma vez que que esta entidade foi adquirida pela Parparticipadas. 136

137 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE outros passivos subordinados Esta rubrica tem a seguinte composição: (pro-forma) Obrigações subordinadas perpétuas BPN Obrigações de caixa subordinadas BPN Obrigações de caixa subordinadas BPN Obrigações de caixa subordinadas - BPN (SFE) Obrigações de caixa subordinadas BPN Juros a pagar As condições das principais emissões podem ser resumidas da seguinte forma: taxa de juro nominal em: obrigação Obrigações subordinadas perpétuas BPN 2008 Obrigações de caixa subordinadas BPN (SFE) 2003 Obrigações de caixa subordinadas BPN 2003 Obrigações de caixa subordinadas BPN 2003 Obrigações de caixa subordinadas BPN 2005 valor nominal data de reembolso remuneração Perpétuo Euribor 6 meses + 2% 2,437% 3,746% /5/13 Euribor 6 meses + 2% 2,358% 3,685% /6/13 Euribor 6 meses + 2% 2,317% 3,669% /6/13 Euribor 6 meses + 2% 2,317% 3,669% /12/15 Euribor 6 meses + 1,15% 1,819% 3,167% cláusula de reembolso antecipado No final do décimo ano de vida do empréstimo e posteriormente em cada data de pagamento de juros subsequente, o Banco poderá proceder ao reembolso antecipado do empréstimo apenas na sua totalidade, mediante autorização do Banco de Portugal. Nos últimos cinco anos, mediante autorização do Banco de Portugal, o Banco poderá proceder ao reembolso antecipado do empréstimo, total ou parcialmente. Nos últimos cinco anos, mediante autorização do Banco de Portugal, o Banco poderá proceder ao reembolso antecipado do empréstimo, total ou parcialmente. Nos últimos cinco anos, mediante autorização do Banco de Portugal, o Banco poderá proceder ao reembolso antecipado do empréstimo, total ou parcialmente. Nos últimos cinco anos, mediante autorização do Banco de Portugal, o Banco poderá proceder ao reembolso antecipado do empréstimo, total ou parcialmente. 137

138 24. outros passivos Esta rubrica tem a seguinte composição: (pro-forma) Credores e outros recursos Encargos a pagar Outros encargos a pagar Juros de outros recursos Receitas com rendimento diferido Outras contas de regularização Outras operações passivas a regularizar Operações de bolsa a regularizar Posição cambial à vista 69 - Posição cambial a prazo Outras operações a liquidar Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, a rubrica Credores e outros recursos inclui os montantes de 946 meuros e meuros, respetivamente, referentes a depósitos efetuados que servem de caução a operações contratadas com Clientes. Em 31 de dezembro 2011, esta rubrica Credores e outros recursos incluía o montante de meuros, pago antecipadamente pela Parvalorem, referente aos contratos de promessa de venda de operações de crédito. Em 2012, este montante foi sendo desreconhecido com a cedência das operações de crédito. Em 31 de dezembro de 2012, a rubrica Encargos a pagar Outros encargos a pagar inclui, essencialmente, uma estimativa de encargos com benefícios de longo prazo concedidos a Colaboradores, férias e subsídio de férias e encargos com despesas de saúde. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, o saldo da rubrica Outras contas de regularização Outras operações passivas a regularizar, inclui movimentos às contas dos correspondentes de depósitos à ordem, nomeadamente em moeda estrangeira ou de pagamentos em terminais, realizado pelos Clientes do Banco, e que ficam a aguardar a data-valor do movimento para serem realizados. Em 31 de dezembro de 2012, o saldo da rubrica Outras contas de regularização Operações de bolsa a regularizar, refere- -se a operações de títulos de Clientes que aguardam a liquidação financeira. Estes montantes foram regularizados na sua maioria no início de

139 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE capital Em 31 de dezembro de 2012, o capital do Banco é detido pelos seguintes acionistas: estrutura acionista % capital n.º de ações montantes em euros Amorim Projectos, SGPS, S.A. 25% Santoro Financial Holding, SGPS, S.A. 25% Fernando Leonídio Mendes Teles 20% Ruasgest, SGPS, S.A. 10% Luís Manuel Cortez dos Santos 5% Manuel Pinheiro Fernandes 5% Sebastião Bastos Lavrador 5% Outros acionistas 5% % Em 31 de dezembro de 2011, o Banco era detido pelo Estado, seu acionista único. Conforme referido na nota introdutória, o Banco foi reprivatizado em 2012, tendo os acionistas do Banco BIC adquirido a totalidade do seu capital, o que veio a concretizar-se no primeiro semestre de Neste contexto, em junho de 2012, o grupo de acionistas que passou a deter e controlar o BPN e o Banco BIC deliberou, por questões de racionabilidade económica, incorporar este naquele, mediante a concretização de uma fusão por incorporação, com a consequente extinção do Banco BIC. A 7 de dezembro de 2012, após a aprovação do Banco de Portugal, foi registada a referida fusão por incorporação na Conservatória do Registo Comercial, com efeitos retroagidos a 1 de julho de Na mesma data, o BPN alterou a sua denominação social para Banco BIC Português, S.A.. Conforme previsto no projeto de fusão, foi realizado um aumento do capital social do Banco BIC em 1 milhão de Euros, mediante a emissão de 200 mil ações totalmente subscritas e realizadas pelos seus acionistas, de acordo com as respetivas participações. Na sequência da fusão, e conforme aprovado pelo Banco de Portugal, o Banco procedeu à reposição dos níveis de capitalização previstos no âmbito do Acordo Quadro e do Contrato de Compra e Venda, tendo para o efeito realizado uma redução do capital no montante de meuros para cobertura de prejuízos, e no montante de meuros por alteração do valor nominal da ação de 5 Euros para 3,94 Euros. 139

140 26. reservas, resultados transitados e resultado líquido do exercício Em 31 de dezembro de 2012 e 2011 as rubricas de reservas e resultados transitados têm a seguinte composição: (pro-forma) Prémios de emissão Reservas de reavaliação Reserva de justo valor (Nota 7) Mais valias potenciais Menos valias potenciais (73) (5.746) Outras reservas e resultados transitados (5.695) Outras reservas Reserva legal Resultados transitados (Nota 2.18) (22.654) ( ) ( ) Resultado líquido do exercício (7.959) (95.425) ( ) Nos termos da Portaria n.º 408/99, de 4 de junho, publicada no Diário da República I Série B, n.º 129, os prémios de emissão não podem ser utilizados para a atribuição de dividendos nem para a aquisição de ações próprias. Em 15 de fevereiro de 2012, o Estado Português através da Direcção Geral do Tesouro e Finanças procedeu ao reforço de capital próprio no montante de meuros, mediante a realização de prestações acessórias pecuniárias e não onerosas, as quais ficam sujeitas ao regime jurídico das prestações suplementares, conforme estabelecido no artigo 287º conjugado com os artigos 210º a 213º, todos do Código das Sociedades Comerciais. A reserva legal só pode ser utilizada para cobrir prejuízos ou para aumentar o capital. A legislação portuguesa aplicável ao sector bancário, nomeadamente o artigo 97º do Decreto-Lei n.º 298/92, de 31 de dezembro, exige que a reserva legal seja anualmente creditada com pelo menos 10% do lucro líquido anual, até à concorrência do capital social. As reservas de reavaliação representam as mais e menos valias potenciais, líquidas de imparidades reconhecidas em resultados no exercício ou em exercícios anteriores, relativas à carteira de títulos classificados como Ativos financeiros disponíveis para venda. 140

141 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE juros e rendimentos e juros e encargos similares Estas rubricas têm a seguinte composição: juros e rendimentos similares (pro-forma) Juros de disponibilidades em bancos centrais Juro de disponibilidades em instituições de crédito Juros de aplicações em instituições de crédito No país No estrangeiro Juros de crédito a Clientes Crédito interno Crédito ao exterior Outros créditos e valores a receber Juros de ativos titularizados não desreconhecidos Juros de ativos financeiros detidos para negociação Juros de outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados Juros de ativos financeiros disponíveis para venda Juros de crédito vencido Outros juros e rendimentos similares Juros de investimentos detidos até à maturidade Comissões recebidas ao custo amortizado juros e encargos similares (pro-forma) Juros de depósitos De outros residentes De não residentes Do setor público De emigrantes Juros e recursos de instituições de crédito No país No estrangeiro Juros de responsabilidades representadas por títulos Juros de responsabilidades representadas por ativos não desreconhecidos de operações de titularização Juros de passivos financeiros de negociação Juros de passivos subordinados Outros juros e encargos similares Juros de recursos em bancos centrais Comissões pagas ao custo amortizado

142 28. rendimentos de instrumentos de capital Nos exercícios de 2012 e 2011, esta rubrica diz respeito a dividendos recebidos de instrumentos de capital registados na rubrica Ativos financeiros disponíveis para venda. 29. rendimentos e encargos com serviços e comissões Estas rubricas têm a seguinte composição: rendimento de serviços e comissões (pro-forma) Por serviços prestados Por garantias prestadas Outras operações realizadas por conta de terceiros Por compromissos assumidos perante terceiros Outros encargos com serviços e comissões Por serviços bancários prestados por terceiros Por garantias recebidas Por compromissos assumidos por terceiros Por operações realizadas por terceiros Nos exercícios de 2012 e 2011, a rubrica Encargos com serviços e comissões por compromissos assumidos por terceiros diz respeito às comissões pagas à Caixa Geral de Depósitos pela subscrição de papel comercial. Nos exercícios de 2012 e 2011, a rubrica Encargos com serviços e comissões por garantias recebidas diz respeito às comissões pagas ao Estado Português pela garantia prestada por este nas emissões de papel comercial. 142

143 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE resultados de ativos e passivos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados Esta rubrica tem a seguinte composição: Resultados em ativos e passivos detidos para negociação (pro-forma) Instrumentos derivados Instrumentos de capital - (40) Resultados em outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados Instrumentos de dívida Outros Resultados em operações de cobertura e elementos cobertos Correções de valores de ativos que sejam objeto de operações de cobertura (112) 77 Derivados de cobertura 97 (80) (15) (3) resultados de ativos financeiros disponíveis para venda Esta rubrica tem a seguinte composição: Ganhos em ativos financeiros disponíveis para venda Instrumentos de dívida (2) 5 Instrumentos de capital Perdas em ativos financeiros disponíveis para venda (pro-forma) Instrumentos de capital (155) (13) Instrumentos de dívida - (1.374) (155) (1.387) 37 (1.382) No exercício de 2011, a rubrica Perdas em ativos financeiros disponíveis para venda Instrumentos de divida, inclui meuros referente a menos-valias obtidas na alienação de bilhetes do tesouro. 143

144 32. resultados de alienação de outros ativos Esta rubrica tem a seguinte composição: (pro-forma) Perdas na alienação de créditos a Clientes (7) (129) Perdas em investimentos em filiais (Nota 15) - (50) Ganhos e perdas em outros ativos não financeiros - (12) Ganhos e perdas em ativos não correntes detidos para venda (138) 170 Ganhos e perdas em outros ativos tangíveis Ganhos na alienação de créditos a Clientes - 5 (105) (1) 33. outros resultados de exploração Estas rubricas têm a seguinte composição: Outros proveitos de exploração (pro-forma) Rendas de locação operacional Ganhos em rendimentos operacionais Recuperação de crédito Ganhos em operações descontinuadas Reembolso de despesas - - Rendimentos de prestações de serviços diversos Outros Indemnizações contratuais - 37 Outros Outros custos de exploração Impostos indiretos Contribuições para o FGD e FGCAM Quotizações e donativos Impostos diretos 1 33 Outros

145 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE custos com pessoal e número médio de empregados Esta rubrica tem a seguinte composição: (pro-forma) Remunerações dos órgãos de gestão e de fiscalização Remuneração de empregados Fundo de pensões (Nota 35) Outros encargos relativos a remunerações Outros encargos sociais obrigatórios Outros custos com o pessoal O número efetivo de empregados em 31 de dezembro de 2012 e 2011, por tipo de funções, foi o seguinte: Técnicos Administrativos Chefias Auxiliares 9 14 Direção pensões de reforma e outros benefícios dos empregados Até 31 de dezembro de 1997 o Banco ainda não tinha aderido ao acordo coletivo de trabalho para o setor bancário. Por essa razão, e até essa data, os seus empregados estavam enquadrados no esquema de reformas da Segurança Social. Durante o ano de 1998, o Banco celebrou com os Sindicatos dos Bancários do Norte, Centro e Sul e Ilhas e com o Sindicato dos Quadros e Técnicos Bancários, Acordos de Adesão ao acordo coletivo de trabalho. Esses acordos preveem que o Banco assegure as responsabilidades com pensões de reforma por velhice, invalidez e sobrevivência relativamente à totalidade do seu pessoal abrangido pelo acordo coletivo de trabalho a partir de 31 de dezembro de Com o objetivo de cobrir as responsabilidades com pensões de reforma então assumidas foi constituído o Fundo de Pensões do Banco gerido pela Real Vida Seguros, S.A. As responsabilidades com pensões de reforma por velhice, invalidez e sobrevivência assumidas pelas subsidiárias do setor financeiro, estavam igualmente cobertas pelo Fundo de Pensões acima referido. Em 31 de dezembro de 2011, foi publicado o Decreto-Lei n.º 127/2011, que determinou a transmissão das responsabilidades e ativos dos fundos de pensões de um conjunto de instituições financeiras para a Segurança Social, tendo assim promovido a assunção, pela segurança social, da responsabilidade pelas pensões em pagamento em 31 de dezembro de 2011 previstas naquele regime de segurança social substitutivo, a transmissão para o Estado da titularidade do património dos fundos de pensões, na parte afeta à satisfação da responsabilidade pelas pensões referidas anteriormente, e, bem assim, os termos do financiamento pelo Estado da responsabilidade pelas mesmas. 145

146 Contudo, o referido decreto-lei não incluiu os trabalhadores do Banco, atentas as especificidades do processo, já então em curso, de alienação pelo Estado da totalidade das suas ações representativas do capital social. Reunidas as condições para essa alienação, procedeu se, no primeiro semestre de 2012, de acordo com o Decreto Lei n.º 88/2012, aprovado em Conselho de Ministros de 22 de março de 2012 e promulgado a 4 de abril de 2012, à integração dos trabalhadores no ativo no regime geral de segurança social, relativamente às eventualidades de doença, invalidez e morte, e à transferência para a Caixa Geral de Aposentações, I. P. (CGA, I. P.), juntamente com os correspondentes meios financeiros, das responsabilidades com as pensões em pagamento e a atribuir no futuro àqueles trabalhadores. Assim, e de acordo com o estabelecido no âmbito do Acordo Quadro e no Contrato de Compra e Venda, em 31 de dezembro de 2012, o Banco BIC não tem responsabilidades com pensões de reforma e sobrevivência e com o subsídio por morte. Pensões de reforma e subsídio por morte após a idade da reforma O plano de pensões de benefício definido do Banco seguia o estipulado no Acordo Coletivo de Trabalho do Setor Bancário (ACT). Em 31 de dezembro de 2011, o plano de pensões de benefício definido do Banco era um plano substitutivo e independente dos regimes públicos de Segurança Social para os Colaboradores admitidos antes de 1 de março de Os Colaboradores admitidos após esta data encontram-se inscritos no Regime de Segurança Social, sendo que o Banco suportava o complemento à pensão definida pela Segurança Social até ao limite da pensão definida pelo ACT. O plano de pensões do Banco não era considerado um plano contributivo, uma vez que as contribuições efetuadas pelos participantes decorriam do estabelecido do ACT do Setor Bancário. Estes participantes, e apenas para os admitidos no setor bancário após 1 de janeiro de 1995, efetuavam contribuições de 5% da sua retribuição mínima mensal para o fundo de pensões. O Banco assegurava o esforço contributivo necessário para a cobertura das suas responsabilidades por pensões através do Fundo de Pensões. As pensões pagas são função do tempo de serviço prestado pelos trabalhadores e da respetiva retribuição à data da reforma, sendo atualizadas com base nas remunerações vigentes para o pessoal no ativo. Determinação das responsabilidades com pensões de reforma e subsídio por morte após a idade da reforma Para determinação das responsabilidades com pensões de reforma em pagamento e por serviços passados dos empregados no ativo, com referência a 31 de dezembro de 2011 foram efetuados estudos atuariais por entidades especializadas. As hipóteses e bases técnicas utilizadas foram as seguintes: método atuarial projected unit credit Tábua de mortalidade TV 88/90 Tábua de invalidez EVK 80 Taxa de desconto 5,50% Taxa de rendimento dos ativos dos fundos 5,50% Taxa de crescimento dos salários 2,50% Taxa de crescimento das pensões 1,75% Tabela de saídas 0% 146

147 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Nos estudos efetuados em 2011, foi considerado que a idade normal de reforma ocorrerá aos 65 anos. A comparação entre os pressupostos atuariais e financeiros utilizados na determinação dos custos com pensões para o exercício de 2011 e os valores efetivamente verificados é apresentada no quadro seguinte: pressupostos real Taxa de rendimento 5,50% 0,36% Taxa de crescimento dos salários 2,50% 0,00% Taxa de crescimento das pensões 1,75% 0,00% Em 31 de dezembro de 2011 os saldos em balanço relativos ao fundo de pensões, eram os seguintes (Nota 17): Valor do Fundo de Pensões Valor das responsabilidades com Fundo de Pensões (92.747) Diferencial Em 2011 os custos relativos a pensões foram os seguintes (Nota 34): Custo serviço corrente Rendimento esperado (6.168) Custo dos juros Em 31 de dezembro de 2011, as responsabilidades com serviços passados de acordo com os estudos atuariais efetuados, assim como o fundo de pensões para cobertura das mesmas, ascendiam a: número de pessoas responsabilidades Responsabilidades por serviços passados Fundos de pensões Nível de financiamento 126,80% Em 31 de dezembro de 2011, o número de beneficiários dividia-se da seguinte forma: Ativos abrangidos pelo ACT Ativos abrangidos pela Segurança Social 86 Ativos abrangidos pela SS admitidos no Setor Bancário após 1 de janeiro de Ativos a termo certo 19 Reformados 9 Pensionistas viuvez / orfandade

148 O movimento no valor do fundo de pensões durante o exercício de 2011 foi o seguinte: Saldos em 31 de dezembro de Contribuições para o Fundo Dos empregados 863 Pensões pagas (208) Rendimento esperado do fundo de pensões Desvios de rendimento (6.368) Saldos em 31 de dezembro de Em 31 de dezembro de 2011, o Fundo de Pensões do Banco era gerido pela Real Vida Seguros, S.A.. Conforme previsto no contrato constitutivo, o fundo de pensões poderia contratar com uma seguradora um ou mais seguros, com o objetivo de garantir os benefícios em caso de morte ou invalidez dos participantes. No entanto, em 31 de dezembro de 2011, não existiam contratos de seguros para garantir estes benefícios. O movimento nas responsabilidades por serviços passados pode ser demonstrado da seguinte forma: Responsabilidades no início do exercício Desvios atuariais (11.049) Pensões pagas pelo fundo de pensões (208) Contribuições de empregados 863 Custo de serviço corrente Custo dos juros Responsabilidades no final do exercício Em 31 de dezembro de 2011, as responsabilidades por serviços futuros ascendiam a meuros. Desvios atuariais e financeiros diferidos Com a alteração da política contabilística os desvios atuariais foram registados por contrapartida de capitais próprios (2.4. e 2.15.). Encargos com Saúde A assistência médica aos empregados no ativo e pensionistas do Banco está a cargo dos Serviços de Assistência Médico- -Social (SAMS). Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, a contribuição anual do Banco para os SAMS corresponde a 6,50% do total das retribuições efetivas dos trabalhadores no ativo. Em 31 de dezembro de 2011, as responsabilidades para o SAMS sobre as pensões, a pagar no futuro, encontravam-se incluídas no fundo de pensões do Banco. Em 31 de dezembro de 2012, o correspondente passivo encontrava-se registado em Outros passivos e ascende a meuros. 148

149 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Outros benefícios de longo prazo O Banco paga um prémio a todos os trabalhadores que completem quinze, vinte e cinco e trinta anos de efetivo serviço, nesse ano, de valor igual a um, dois ou três meses da sua retribuição mensal efetiva. Adicionalmente, é pago um prémio aos trabalhadores que se encontrem numa situação de passagem à situação de invalidez ou invalidez presumível de valor proporcional àquele de que beneficiaria se continuasse ao serviço até reunir os pressupostos do escalão seguinte. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011 o correspondente passivo encontrava-se registado em Outros passivos e ascendia a meuros e meuros, respetivamente. Em 31 de dezembro de 2012, os pressupostos demográficos e financeiros considerados na determinação das responsabilidades com encargos com saúde e outros benefícios de longo prazo foram os seguintes: método atuarial projected unit credit Tábua de mortalidade TV 88/90 Tábua de invalidez EVK 80 Taxa de desconto 4,50% Taxa de crescimento dos salários 2,50% Taxa de crescimento das pensões 0,00% Tabela de saídas 0% Revalorização dos salários até 2001 e crescimento da RMM 2,00% Revalorização dos salários após ,125% No exercício de 2012 a contribuição efetuada pelo Banco para o plano de contribuição definida referido na Nota ascendeu a 420 meuros. 149

150 36. gastos gerais administrativos Esta rubrica tem a seguinte composição: (pro-forma) Rendas e alugueres Com fornecimentos e serviços externos Com serviços especializados Informática Avenças e honorários Informações Judiciais, contencioso e notariado Mão-de-obra eventual Segurança e vigilância Outros serviços especializados Comunicações Seguros Deslocações Conservação e reparação Publicidade Formação de pessoal Transportes Outros serviços BPN Serviços, ACE Outros Nos exercícios de 2012 e 2011, a rubrica BPN Serviços, ACE corresponde à refaturação ao Banco de despesas incorridas por esta entidade, incluindo, entre outras, as despesas de comunicação, trabalhos especializados, publicidade e propaganda e limpeza. A 10 de fevereiro de 2012, foi assinado um contrato de prestação de serviços com a Parvalorem (entidade controlada pelo Estado), mediante o qual esta entidade presta serviços especializados em vários domínios. Em 31 de dezembro de 2012 os montantes incluídos na rubrica Outros Serviços Outros referem-se essencialmente a serviços prestados pela Parvalorem. No exercício de 2012, a rubrica Com Serviços especializados Outros serviços especializados inclui os montantes de 239 meuros e 285 meuros, relativos a honorários de revisão legal das contas e de outros serviços de garantia de fiabilidade, respetivamente, faturados pelo Revisor Oficial de Contas durante o exercício de 2012 e divulgados para efeitos do cumprimento da alteração introduzida pelo Decreto-Lei n.º 185/2009, de 12 de agosto, ao Artigo 66º- A do Código das Sociedades Comerciais. 150

151 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE passivos contingentes e compromissos Os passivos contingentes associados à atividade bancária encontram-se registados em rubricas extrapatrimoniais e apresentam o seguinte detalhe: passivos contigentes e compromissos Passivos eventuais Garantias, avales prestados Residentes Não residentes Créditos documentários abertos Ativos dados em garantia Compromissos Compromissos revogáveis Linhas de crédito revogáveis Facilidades de desconto em conta Contratos a prazo de depósitos Linhas de crédito Responsabilidades a prazo de contribuições anuais para o FGD Responsabilidades por serviços prestados Depósito e guarda de valores De cobrança de valores Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, a rubrica Ativos dados em garantia inclui títulos dados em garantia ao Banco Central Europeu nos montantes de meuros e meuros, respetivamente. 38. relato por segmentos Para cumprimento dos requisitos da Norma IFRS 8, o Banco adotou os seguintes segmentos de negócio: Negociação e vendas: compreende a atividade bancária relacionada com a gestão da carteira própria de títulos, operações de mercado monetário e cambial, receção e transmissão de ordens em relação com um ou mais instrumentos financeiros e execução de ordens por conta de Clientes; Banca de retalho: compreende a atividade bancária junto dos particulares e empresários em nome individual, tais como a receção de depósitos e de outros fundos reembolsáveis, empréstimos, concessão de garantias e assunção de outros compromissos. Inclui também o montante total devido à Instituição pelo Cliente ou grupo de Clientes ligados entre si; Banca comercial: atividade creditícia e de captação de recursos junto de empresas, bem como a tomada de fundos para fazer face aos compromissos com a concessão de crédito; Outros: compreende todos os segmentos de atividade que não foram contemplados nas linhas de negócio anteriores. 151

152 A distribuição dos principais ativos, passivos e rubricas de resultados por linhas de negócio e mercados geográficos nos exercícios de 2012 e 2011 é a seguinte: LINHAS DE NEGÓCIO negociação e vendas banca de retalho 2012 banca comercial outros total Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados Ativos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Investimentos detidos até à maturidade Crédito a Clientes (líquido) Outros Ativo líquido total Recursos de bancos centrais Recursos de outras instituições de crédito Recursos de Clientes e outros empréstimos Responsabilidades representadas por títulos Outros passivos subordinados Outros Passivo Total negaciação e vendas banca de retalho banca comercial outros total Margem financeira estrita (7.819) (21.551) Rendimentos de instrumentos de capital Rendimentos de serviços e comissões Encargos de serviços e comissões (1.907) - - (10.241) (12.148) Resultados de ativos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados (líquido) Resultados de ativos financeiros disponíveis para venda (líquido) Resultados de reavaliação cambial (líquido) Resultados de alienação de outros ativos (105) (105) Outros resultados de exploração Produto Bancário (1.508) (19.263) Outros custos e proveitos ( ) Resultado líquido do exercício (7.959) 152

153 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE (pro-forma) negociação e vendas banca de retalho banca comercial outros total Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Aplicações em instituições de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Ativos financeiros disponíveis para venda Ativos não correntes detidos para venda Crédito a Clientes Outros Ativo líquido total Recursos de outras instituições de crédito Recursos de Clientes e outros empréstimos Responsabilidades representadas por títulos Outros Passivo Total (pro-forma) negociação e vendas banca de retalho banca comercial outros total Margem financeira estrita (34.652) (27.160) (596) Rendimentos de instrumentos de capital Rendimentos de serviços e comissões Encargos com serviços e comissões (2.527) (12.241) - (12) (14.780) Resultados de ativos e passivos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados Resultados de ativos financeiros disponíveis para venda (1.382) (1.382) Resultados da reavaliação cambial Resultados da alienação de outros ativos (1) (1) Outros resultados de exploração Produto bancário (27.778) (32.359) Outros custos e proveitos ( ) Resultado líquido do exercício (95.425) Os principais critérios de alocação utilizados pelo Banco na construção destes mapas foram os seguintes: Para as rubricas Crédito a Clientes e Recursos de Clientes e outros empréstimos, detalhou a informação entre Particulares e Empresas, tendo alocado os respetivos saldos a Banca de retalho e Banca comercial, respetivamente. A rubrica Recursos de instituições de crédito e Recursos de bancos centrais, foram alocadas a Banca comercial dado que a finalidade é serem utilizados na atividade normal do Banco. Os outros ativos e passivos foram considerados em Outros, dado a impossibilidade de alocação segmental. 153

154 Mercados Geográficos 2012 portugal união europeia outros total Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados Ativos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Crédito a Clientes (líquido) Investimentos detidos até à maturidade Ativos não correntes detidos para venda Outros Ativo líquido total Recursos de bancos centrais Recursos de outras instituições de crédito Recursos de Clientes e outros empréstimos Responsabilidades representadas por títulos Outros passivos subordinados Outros Passivo total portugal união europeia outros total Margem financeira estrita (1.171) (6.258) Rendimentos de instrumentos de capital Rendimentos de serviços e comissões Encargos de serviços e comissões (12.148) - - (12.148) Resultados de ativos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados (líquido) Resultados de ativos financeiros disponíveis para venda (líquido) (2) Resultados de reavaliação cambial (líquido) Resultados de alienação de outros ativos (105) - - (105) Outros resultados de exploração Produto bancário (5.822) Outros custos e proveitos ( ) Resultado líquido do exercício (7.959) 154

155 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE (pro-forma) portugal resto da união europeia outros total Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Aplicações em instituições de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Ativos financeiros disponíveis para venda Crédito a Clientes (líquido) Outros Ativo líquido total Recursos de outras instituições de crédito Recursos de Clientes e outros empréstimos Responsabilidades representadas por títulos Outros passivos subordinados Outros Passivo total (pro-forma) portugal união europeia outros total Margem financeira estrita Rendimentos de instrumentos de capital Rendimentos de serviços e comissões Encargos com serviços e comissões (14.780) - - (14.780) Resultados de ativos e passivos financeiros avaliados ao justo valor através de resultados Resultados de ativos financeiros disponíveis para venda (1.365) (11) (6) (1.382) Resultados da reavaliação cambial Resultados da alienação de outros ativos (1) - - (1) Outros resultados de exploração Produto bancário Outros custos e proveitos ( ) Resultado líquido do exercício (95.425) 155

156 39. entidades relacionadas Em 31 de dezembro de 2012, eram consideradas entidades relacionadas do Banco as seguintes entidades e pessoas singulares: participação direta (%) participação efetiva (%) acionistas Amorim Projectos, SGPS, S.A. 25% 25% Santoro Financial Holding, SGPS, S.A. 25% 25% Fernando Leonídio Mendes Teles 20% 20% Ruasgest, SGPS, S.A. 10% 10% Luís Manuel Cortez dos Santos 5% 5% Manuel Pinheiro Fernandes 5% 5% Sebastião Bastos Lavrador 5% 5% Outros inferiores a 5% 5% 5% membros do conselho de administração Fernando Leonídio Mendes Teles 20% 20% Isabel José dos Santos - 25% Américo Ferreira de Amorim - 25% Luís Fernando de Mira Amaral - - Jaime Pedro Galhoz Pereira - - Carlos Prieto Traguelho - - Diogo Vasco Ramos Barrote - 1% Artur de Jesus Marques - - Rui Manuel Correia Pedras - - outras entidades relacionadas Banco BIC, S.A. (Angola) - - Amorim Holding Financeira, SGPS, S.A. - - Amorim Holding II, SGPS, S.A. - - Gierlings Velpor - Veludo Português, S.A. - - Amorim Serviços e Gestão, S.A. - - Amorim Global Investors, SGPS, S.A. - - OSI Sistemas informáticos e Electrónicos, Lda. - - Amorim Desenvolvimento, SGPS, S.A. - - Amorim Viagens e Turismo, Lda. - - Amorim Investimentos e Participações, SGPS, S.A. - - Amorim Cork Research, Lda. - - Cotarco Comércio Internacional, Lda

157 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Em 31 de dezembro de 2012, as demonstrações financeiras do Banco incluíam os seguintes saldos e transações com entidades relacionadas: outras entidades relacionadas aplicações crédito recursos garantias linha não utilizada custos proveitos Banco BIC, S.A. (Angola) Amorim Holding Financeira, SGPS, S.A Amorim Holding II, SGPS, S.A Gierlings Velpor Veludo Português, S.A Amorim Serviços e Gestão, S.A Amorim Global Investors, SGPS, S.A OSI Sistemas informáticos e Electrónicos, Lda Amorim Desenvolvimento, SGPS, S.A Amorim Viagens e Turismo, Lda Amorim Investimentos e Participações, SGPS, S.A Amorim Cork Research, Lda Cotarco Comércio Internacional, Lda Em 31 de dezembro de 2012 não havia crédito concedido a membros do Conselho de Administração. Em 31 de dezembro de 2011, eram consideradas entidades relacionadas do Banco, a Direcção Geral do Tesouro e Finanças (acionista), outras entidades do Estado Português, o Fundo de Pensões do Banco, as empresas controladas pelo Grupo BPN e os órgãos de gestão do Banco. sede participação direta (%) participação efetiva (%) empresas participadas BPN Serviços ACE Portugal 63,0% 95,0% Parparticipadas, SGPS, S.A. Portugal 100,0% 100,0% Parvalorem, S.A. Portugal 100,0% 100,0% Parups, S.A. Portugal 100,0% 100,0% outras entidades do grupo BPN Gestão de Participações Sociais BPN Participações Financeiras, SGPS, Lda. Portugal - 100,0% BPN Internacional, SGPS, S.A. Portugal - 100,0% BPN Madeira, SGPS, S.A. Portugal - 100,0% BPN Participações Brasil Ltda Brasil - 93,7% Crossco (738) Ltd Reino Unido - 49,0% Pay Up Holding BV Holanda - 76,4% PR&A - Investimentos, SGPS, S.A. Portugal - 26,1% Lugab - Gestão e Participações, S.A. Portugal - 38,5% 157

158 Atividade Bancária sede participação direta (%) participação efetiva (%) Banco Efisa, S.A. Portugal - 100,0% BPN Brasil Banco Múltiplo, S.A. Brasil - 86,5% BPN Cayman Ilhas Caimão - 100,0% BPN IFI, S.A. Cabo Verde - 100,0% Fundos BPN Acções Europa - Fundo de Investimento Aberto Portugal - 80,9% BPN Acções Global - Fundo de Investimento Aberto de Ações Internacionais Portugal - 68,6% CLIP Multi-Strategy Luxemburgo - 100,0% BPN Conservador - Fundo de Investimento Aberto de Obrigações a Taxa Variável Portugal - 78,6% BPN Diversificação - Fundo Especial de Investimento Aberto Portugal - 100,0% BPN GA Valorização Patrimonial - Fundo de Capital de Risco Portugal - 94,1% BPN Imoglobal - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Portugal - 93,1% BPN ImoMarinas - Fundo de Investimento Imobiliário Portugal - 100,0% BPN Imonegócios - Fundo de Investimento Imobiliário Portugal - 99,2% BPN Imoreal - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Portugal - 94,8% BPN Optimização - Fundo de Investimento Aberto Misto de Obrigações Portugal - 81,1% BPN Real Estate - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Portugal - 50,0% BPN Taxa Fixa Euro - Fundo de Investimento Aberto de Obrigações de Taxa Fixa Portugal - 49,1% BPN Tesouraria - Fundo de Investimento Aberto de Tesouraria Portugal - 48,5% BPN Valorização - Fundo de Investimento Aberto Misto de Ações Portugal - 63,8% Fundo de Capital de Risco Banco Efisa - Dinamização e Competitividade Empresarial Portugal - 30,0% Mercapital - Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado Portugal - 0,5% Segurador Real Vida Seguros, S.A. Portugal - 100,0% Crédito Especializado BPN Crédito, IFIC, S.A. Portugal - 100,0% Gestão de Ativos BPN Gestão Activos, SGFIM, S.A. Portugal - 100,0% BPN Imofundos, SGFII, S.A. Portugal - 100,0% Imobiliário Candal Parque - Sociedade Imobiliária, S.A. Portugal - 99,1% Investimentos Dominiais Anglo Portugueses, S.A. Portugal - 100,0% Astroimóvel - Imobiliária, S.A. Portugal - 93,1% Monte da Quinta - Propriedades, Lda. Portugal - 93,1% 158

159 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 sede participação direta (%) participação efetiva (%) Outras Entidades ALC Leasing, S.A.R.L. Moçambique - - BPN Créditus Brasil - Promotora de Vendas, Ltda Brasil - 100,0% Calzeus - Calçado e Acessórios de Moda, S.A. Portugal - 89,9% Censosf - Centro de Saúde Ocupacional de S. Francisco, S.A. Portugal - 33,8% Centro Hospitalar de S. Francisco, S.A. Portugal - 48,3% CHSF - Centro de Cardiologia de S. Francisco, S.A. Portugal - 48,3% CHSF - Centro de Imagiologia, Lda Portugal - 48,3% CHSF - Consultoria de Gestão, Lda Portugal - 48,3% CHSF - Health Club, Lda. Portugal - 48,3% Concretope - Fábrica de Betão Pronto, S.A. Portugal - - Controlauto - Controlo Técnico Automóvel, S.A. Portugal - 38,9% Ecoleiria - Ecografia de Leiria, Lda. Portugal - 48,3% Ergorent - Aluguer e Comércio de Equipamentos e Serviços, S.A. Portugal - 20,0% Imagran - Laboratório de Imagiologia da Marinha Grande, Lda. Portugal - 43,5% Imalis - Meios de Diagnóstico de Imagiologia de Leiria, Lda. Portugal - 66,8% Labicer - Laboratório Industrial Cerâmico, S.A. Portugal - 83,9% Locagest - Aluguer e Participações, Lda. Portugal - 20,0% Nascimento & Sousa, Lda. Portugal - 68,2% Nearent - Aluguer e Comércio de Equipamentos, S.A. Portugal - 20,0% Pay Up Desenvolvimento de Negócios, S.A. Portugal - 54,2% Pay Up Holding BV (ex-dumpfe) Holanda - 76,4% Pay Up Iberia, S.A. Espanha - 76,4% Pay Up Polska, S.A. Polónia - 27,7% Pay Up Romania, S.A. Roménia - 54,2% Pay Up Servia Sérvia - 76,4% Precore II - Betão Pronto, S.A. Portugal - 47,1% Quimiceram - Químicos e Minerais, S.A. Portugal - 94,1% Sobrissul - Sociedade de Britas Seleccionadas do Sul, S.A. Portugal - 23,5% Valorceram - Subprodutos Cerâmicos, S.A. Portugal - 83,9% ZenRegra - Unipessoal, Lda Portugal - 25,0% acionistas do banco Direção Geral de Tesouro e Finanças outras entidades do estado português membros do conselho de administração do banco Pedro Manuel de Oliveira Cardoso Mário Manuel Faria Gaspar Jorge António Beja Pessoa Rui Manuel Correia Pedras Norberto Emílio Sequeira da Rosa fundo de pensões do banco 159

160 Em 31 de dezembro de 2011, as demonstrações financeiras do Banco incluíam os seguintes saldos e transações com entidades relacionadas: direção geral do tesouro e Finanças outras entidades do estado português associadas membros do conselho de administração Ativos Aplicações em instituições de crédito Títulos e instrumentos financeiros derivados de negociação Crédito a Clientes Passivos Recursos de instituições de crédito Recursos de Clientes e outros empréstimos Títulos e instrumentos financeiros derivados de negociação Passivos subordinados Garantias prestadas Proveitos Juros e rendimentos similares Ganhos em operações financeiras Rendimentos de serviços e comissões Custos Juros e encargos similares Perdas em operações financeiras Comissões Outros custos de exploração Em 31 de dezembro de 2011, as demonstrações financeiras incluíam os seguintes saldos e transações com entidades relacionadas, excluindo os órgãos de gestão: entidades filiais, associadas e outras empresas do grupo aplicações crédito recursos garantias proveitos custos Banco Efisa BPN - IFI, S.A BPN Brasil Banco Múltiplo, S.A BPN Cayman BPN Crédito, IFIC BPN Imofundos, SGFIM, S.A BPN Internacional BPN Madeira BPN Serviços ACE BPN, Gestão Activos, SGFIM, S.A Parparticipadas, SGPS, S.A Parups, S.A Parvalorem, S.A

161 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE gestão de capital O Banco dispõe de uma elevada solidez financeira consubstanciada na manutenção de um rácio de adequação de fundos próprios relação entre os Fundos Próprios Elegíveis e os ativos ponderados pelo risco acima de 10%, ou seja, acima dos mínimos estabelecidos para instituições financeiras em Portugal. No quadro seguinte resume-se a composição do capital regulamentar e rácios prudenciais do Banco em dezembro de 2012: A - FUNDOS PRÓPRIOS DE BASE (TIER I) Capital Elegível Reservas e Resultados Elegíveis Impactos de transição IAS (regime transitório) - Outros Elementos / Deduções aos Fundos Próprios de Base (23.444) B - FUNDOS PRÓP. COMPLEMENTARES (TIER II) Passivos subordinados com vencimento indeterminado Passivos subordinados com vencimento determinado elegíveis Reservas de reavaliação 1 Outros Elementos / Deduções aos Fundos Próprios Complementares 0 C - DEDUÇÕES AOS FUNDOS PRÓPRIOS TOTAIS 0 D - TOTAL DE FUNDOS PRÓPRIOS ELEGIVEIS (A+B+C) E - REQUISITOS DE FUNDOS PRÓPRIOS RÁCIOS TIER I [A/(E*12,5)] 11,9% B CORE CAPITAL 11,9% TIER I [B/(E*12,5)] 5,2% RÁCIO DE ADEQUAÇÃO DE FUNDOS PRÓPRIOS [D/(E*12,5)] 17,1% UNIDADE: milhões de Euros As demonstrações financeiras estatutárias do Banco relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, apresentavam capitais próprios negativos no montante de meuros (Nota 2.18). 41. prestação de serviços de mediação de seguros Nos exercícios de 2012 e 2011, o total de remunerações referentes à prestação de serviços de mediação de seguros ascendem a 61 meuros e 49 meuros, respetivamente, dizendo respeito na sua totalidade a comissões recebidas sob a forma de numerário. As remunerações do exercício decorrem integralmente da prestação de serviços de mediação junto da Real Vida Seguros, S.A. (empresa do Grupo), correspondendo integralmente à comercialização de produtos do ramo Vida. As comissões recebidas pela mediação de produtos do ramo Vida da Real Vida Seguros, S.A. através da sua rede comercial eram integralmente reconhecidas pelo Banco em resultados do exercício no momento da sua originação, encontrando-se contabilizadas na rubrica de Rendimentos de serviços e comissões (Nota 29). 161

162 Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, o Banco não apresenta saldos a receber junto da Real Vida Seguros, S.A. relativos a comissões de mediação. No âmbito da sua atividade de mediador, o Banco não exerce qualquer atividade de cobrança junto de Clientes relacionados com pagamentos associados a contratos de seguros. 42. contingências Em 31 de dezembro de 2011, existiam sobre o Banco um conjunto de processos judiciais e laborais, cuja decisão final por parte dos respetivos tribunais ainda não tinha sido proferida. O montante total reclamado pelos autores das diversas ações judiciais era o seguinte: Processos de natureza judicial Processos de natureza laboral Para a grande maioria dos processos, com base nos pareceres dos advogados internos e externos, o Banco considerava que a decisão lhe será favorável. Para fazer face a contingências decorrentes dos processos que o Banco considera que a decisão poderá vir a ser desfavorável, registou em 31 de dezembro de 2011, uma provisão no montante de meuros na rubrica Provisões para outros riscos e encargos (Nota 22). Em 31 de dezembro de 2011, os processos de natureza judicial incluíam uma ação interposta por um cliente relacionada com uma opção de venda de ações da Galilei, SGPS, S.A., que era detida por este. O Banco, baseado em pareceres jurídicos obtidos em 2010, não registou a responsabilidade na aquisição de um lote adicional de ações detidas por aquele cliente. No âmbito do Acordo Quadro e do Contrato de Compra e Venda, o Banco não tem responsabilidades com potenciais contingências por eventos imputáveis a data anterior a 30 de março de Em 31 de dezembro de 2012, não existem quaisquer processos judiciais ou extrajudiciais e/ou quaisquer outras responsabilidades contingentes que de alguma forma possam afetar ou ter reflexo sobre a atividade ou situação financeira do Banco. 43. divulgações relativas a instrumentos financeiros Políticas de gestão do risco Risco de Taxa de Juro O risco de taxa de juro pode ser definido como o impacto nos resultados e nos capitais próprios de uma variação adversa das taxas de juro de mercado. O Banco incorre na assunção de risco de taxa de juro sempre que, no desenvolvimento da sua atividade, contrata operações com fluxos financeiros futuros sensíveis a eventuais variações da taxa de juro. O Banco monitoriza regularmente o risco estrutural de taxa de juro com base em análises de sensibilidade da margem financeira e dos fundos próprios prudenciais face a uma subida instantânea e paralela da curva de taxas de juro em 200 pontos base. Esta avaliação é efetuada com base na técnica de gap analysis, segundo a qual todos os ativos e passivos sensíveis a variações na taxa de juro e não associáveis às carteiras de negociação são distribuídos de acordo com as suas 162

163 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 maturidades ou datas de repricing residuais. Esta análise segue as recomendações do Comité de Supervisão Bancária de Basileia e da Instrução n.º 19/2005 do Banco de Portugal. A política adotada visa minimizar o impacto de um eventual choque adverso na margem e nos fundos próprios prudenciais. Risco de Liquidez O risco de liquidez é o risco de uma instituição não possuir recursos suficientes para financiar os seus ativos ou para honrar os seus compromissos sem incorrer em perdas inaceitáveis. A gestão do risco de liquidez baseia-se na análise dos prazos residuais de maturidade dos diferentes ativos e passivos do balanço, evidenciando, para cada um dos intervalos considerados, os volumes de cash inflows e cash outflows esperados, bem como os respetivos gaps de liquidez. O controlo e reporte do risco de liquidez para o Banco de Portugal é efetuado mensalmente ao abrigo de um exercício de monitorização descrito na Instrução n.º 13/2009. Risco de Mercado O risco de mercado é o risco da existência de perdas decorrentes da variação adversa de valor de um instrumento financeiro como consequência da variação de fatores de risco, nomeadamente taxa de juro, taxa de câmbio, spreads de crédito, preços de ações e preços de mercadorias. O risco de mercado é medido diariamente em termos de sensibilidade a variações nos fatores de risco, como sejam a taxa de juro (basis point value) e as taxas de câmbio. Os limites de exposição são controlados diariamente por um órgão distinto da área de negócio, no respeito pelo princípio da segregação de funções. Risco Cambial O risco cambial representa o risco de perdas devido a variações adversas nas taxas de câmbio. Em termos de negociação encontram-se definidos limites à exposição a cada moeda e a todas as moedas globalmente, os quais são estabelecidos de forma a minimizar o risco tendo em conta as restrições operacionais. 163

164 Natureza e extensão dos riscos resultantes de instrumentos financeiros Risco de liquidez Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, os cash-flows previsionais (não descontados), dos instrumentos financeiros, de acordo com a respetiva maturidade contratual, apresentam o seguinte detalhe: Ativo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Aplicações em instituições de crédito Outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados Investimentos detidos até à maturidade Ativos financeiros disponíveis para venda Crédito a Clientes (saldo bruto) Passivo Recursos de bancos centrais Recursos de outras instituições de crédito Recursos de Clientes e outros empréstimos Responsabilidades representadas por títulos Outros passivos subordinados até 1 mês de 1 mês a 3 meses de 3 meses a 6 meses de 6 meses a 1 ano 2012 prazos residuais contratuais de 1 ano a 3 anos de 3 anos a 5 anos de 5 anos a 10 anos mais de 10 anos Indeterminado total Diferencial (28.064) ( ) ( )

165 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Ativo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Aplicações em instituições de crédito Ativos financeiros detidos para negociação e ao justo valor através de resultados Ativos financeiros disponíveis para venda Crédito a Clientes (saldo bruto) Passivo Recursos de outras instituições de crédito Recursos de Clientes e outros empréstimos Responsabilidades representadas por títulos Outros passivos subordinados até 1 mês de 1 mês a 3 meses de 3 meses a 6 meses de 6 meses a 1 ano 2011 prazos residuais contratuais de 1 ano a 3 anos de 3 anos a 5 anos de 5 anos a 10 anos mais de 10 anos Indeterminado total Diferencial ( ) ( ) ( ) Em 31 de dezembro de 2011, na elaboração deste mapa, não foram incluídos juros projetados nem saldos relativos a derivados. 165

166 Risco de taxa de juro Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, o desenvolvimento do valor nominal dos instrumentos financeiros com exposição a risco de taxa de juro, em função da sua maturidade ou data de refixação, é apresentado no quadro seguinte: 2012 datas de refixação / datas de maturidade Ativo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Aplicações em instituições de crédito Outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados Investimentos detidos até à maturidade Ativos financeiros disponíveis para venda Crédito a Clientes (saldo bruto) < = 7 dias > 7 dias < = 1 mês > 1 mês < = 3 meses > 3 meses < = 6 meses > 6 meses < = 12 meses > 12 meses < = 3 anos > 3 Anos não remunerado total Passivo Recursos de bancos centrais Recursos de outras instituições de crédito Recursos de Clientes e outros empréstimos Responsabilidades representadas por títulos Outros passivos subordinados - ( ) (91.254) (1) ( ) ( ) (99.891) (46.621) (74.502) - - (22.747) (15.283) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (53.691) (7.809) (61.554) ( ) ( ) ( ) - - (94.500) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (53.691) (30.557) (76.838) ( ) Exposição líquida ( ) ( )

167 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE datas de refixação / datas de maturidade Ativo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Aplicações em instituições de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Ativos financeiros disponíveis para venda Crédito a Clientes (saldo bruto) < = 7 dias > 7 dias < = 1 mês > 1 mês < = 3 meses > 3 meses < = 6 meses > 6 meses < = 12 meses > 12 meses < = 3 anos > 3 Anos indeterminado total Passivo Recursos de outras instituições de crédito ( ) ( ) (4.139) ( ) Recursos de Clientes e outros empréstimos (61.547) ( ) ( ) ( ) ( ) (44.502) (30.706) ( ) ( ) Responsabilidades representadas por títulos Outros passivos subordinados ( ) ( ) - - (95.062) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (44.502) (30.706) ( ) ( ) Derivados (Valor nocional) Interest Rate Swaps (IRS) (7.406) ( ) (6.942) (47.430) (1) (7.406) ( ) (6.942) (47.430) (1) Exposição líquida ( ) ( ) (20.048) ( )

168 Os pressupostos utilizados na elaboração deste mapa foram os seguintes: A rubrica Crédito a Clientes (saldo bruto) não inclui crédito vencido; Em 31 de dezembro de 2011, a rubrica Ativos financeiros detidos para negociação não inclui os saldos relativos à reavaliação positiva dos derivados, dado serem apresentados em rubrica separada, no caso dos Interest rate swaps (IRS); Em 31 de dezembro de 2011 este mapa incluía juros corridos. Risco de crédito Qualidade do risco de crédito Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, as aplicações em instituições de crédito apresentam a seguinte composição de acordo com o rating de referência utilizado pelo Banco: 2012 portugal angola brasil outros total AA- (Rating Standard & Poor s) B (Rating Fitch) F3 (Rating Fitch) R-2 (mid) (Rating DBRS) Sem rating As aplicações em instituições de crédito com rating de curto prazo R-2 (mid) referem-se a aplicações nos Grupos Caixa Geral de Depósitos, Espírito Santo e BCP. As aplicações em instituições de crédito sem rating, em Portugal, referem-se a entidades controladas pelo Estado Português. portugal restante união europeia brasil outros total Sem rating

169 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Em 31 de Dezembro de 2012 e 2011, os títulos de dívida apresentam a seguinte composição de acordo com o rating de referência utilizado pelo Banco: portugal 2012 restante união europeia outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados R-2 (mid)(rating DBRS) Ba2 (Rating Moody s) Sem rating Emitidos por: Corporates Instituições financeiras Outros emitentes ativos financeiros disponíveis para venda BB- (Rating Standard & Poor s) BB (Rating Standard & Poor s) BB+ (Rating Standard & Poor s) BBB (Rating Standard & Poor s) Emitidos por: Corporates Governos e outras autoridades locais Instituições financeiras investimentos detidos até à maturidade BB (Rating Standard & Poor s) Emitidos por: Governos e outras autoridades locais portugal restante união europeia total Menor que A Sem rating Emitidos por: Corporates Governos e outras autoridades locais total 169

170 Exposição máxima ao risco de crédito Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, a exposição máxima ao risco de crédito por tipo de instrumento financeiro, excluindo os títulos em carteira, pode ser resumida como segue: Patrimoniais Crédito a Clientes Disponibilidades em outras instituições de crédito Aplicações em instituições de crédito Extrapatrimoniais Garantias prestadas Compromissos revogáveis e irrevogáveis Risco de mercado O risco de mercado corresponde ao risco de variação do justo valor ou dos cash-flows dos instrumentos financeiros em função de alterações nos preços de mercado, incluindo os seguintes riscos: taxa de juro, cambial e de preço. Risco de Taxa de juro Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, o impacto no justo valor dos instrumentos financeiros sensíveis a risco de taxa de juro de deslocações paralelas na curva das taxas de juro de referência de 50, 100 e 200 basis points (bp), respetivamente, pode ser demonstrado pelos seguintes quadros: bp -100 bp -50 bp +50 bp +100 bp +200 bp Caixa e disponibilidades em bancos centrais Aplicações em instituições de crédito (2.980) (5.960) Carteira de títulos De negociação Outros (887) (1.774) (3.548) Crédito a Clientes (saldo bruto) (7.397) (14.794) Total ativo sensível (6.076) (12.151) (24.303) Recurso de outras instituições de crédito (7.257) (3.628) (1.814) Recursos de Clientes e outros empréstimos (15.255) (7.628) (3.814) Responsabilidades representadas por títulos (2.145) (1.073) (536) Outros passivos subordinados (1.382) (691) (346) Total passivo sensível (26.040) (13.020) (6.510) (1.737) (869) (434)

171 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE bp -100 bp -50 bp +50 bp +100 bp +200 bp Caixa e disponibilidades em bancos centrais (11) (21) (43) Aplicações em instituições de crédito (2.165) (4.329) Carteira de títulos De negociação Outros (247) (493) (986) Crédito a Clientes (saldo bruto) (6.640) (13.280) Total ativo sensível (4.660) (9.319) (18.638) Recurso de outras instituições de crédito (1.058) (529) (265) Recursos de Clientes e outros empréstimos (8.708) (4.354) (2.177) Responsabilidades representadas por títulos (10.100) (5.050) (2.525) Outros passivos subordinados (1.389) (694) (347) Total passivo sensível (21.255) (10.627) (5.314) Extrapatrimoniais (21) (42) (83) (2.534) (1.266) (633) No quadro seguinte é apresentado o efeito na margem financeira projetada para os exercícios de 2013 e 2012, respetivamente, de uma deslocação paralela das curvas de taxas de juro de 50, 100 e 200 bp que indexam os instrumentos financeiros sensíveis a variações na taxa de juro: projeção margem financeira - exercício de bp -100 bp -50 bp +50 bp +100 bp +200 bp Proveitos com juros (62.752) (31.376) (15.688) Custos com juros (11.946) (23.892) (47.784) Margem financeira (14.968) (7.484) (3.742) projeção margem financeira - exercício de bp -100 bp -50 bp +50 bp +100 bp +200 bp Proveitos com juros (79.761) (39.880) (19.940) Custos com juros (15.209) (30.417) (60.834) Margem financeira (18.927) (9.463) (4.731)

172 Risco Cambial Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, os instrumentos financeiros apresentam o seguinte detalhe por moeda: 2012 moeda euros dólares norte americanos libra esterlina iene outras moedas total Ativo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados Ativos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Investimentos detidos até à maturidade Crédito a Clientes (saldo bruto) Outros ativos (saldo bruto) Passivo Recursos de instituições de crédito e bancos centrais ( ) ( ) (2.397) (11) (853) ( ) Recursos de Clientes e outros empréstimos ( ) ( ) (16.733) (10) (964) ( ) Responsabilidades representadas por títulos ( ) ( ) Passivos subordinados ( ) ( ) Outros passivos (71.584) (368) - - (2) (71.954) ( ) ( ) (19.130) (21) (1.819) ( ) Exposição líquida (97.938) (102)

173 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE moeda euros dólares norte americanos libra esterlina iene outras moedas total Ativo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Ativos financeiros detidos para negociação Aplicações em instituições de crédito Ativos financeiros disponíveis para venda Crédito a Clientes (saldo bruto) Outros ativos Passivo Recursos de instituições de crédito e bancos centrais ( ) ( ) (1.766) (1.854) (463) ( ) Recursos de Clientes e outros empréstimos ( ) (14.583) (3.506) (32) (1.410) ( ) Responsabilidades representadas por títulos ( ) ( ) Passivos subordinados ( ) ( ) Outros passivos ( ) (6.685) (7.183) (820) (2.700) ( ) ( ) ( ) (12.455) (2.706) (4.573) ( ) Operações cambiais a prazo Exposição líquida Em 31 de dezembro de 2011, na elaboração deste mapa, a rubrica Ativos financeiros detidos para negociação não inclui os saldos relativos à reavaliação positiva dos derivados, dado serem apresentados em rubrica separada. Justo Valor A comparação entre o justo valor e o valor de balanço dos principais ativos e passivos registados pelo custo amortizado, em 31 de dezembro de 2012 e 2011, é apresentado como se segue: 2012 saldos analisados valor de balanço justo valor diferença Ativo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Aplicações em instituições de crédito Investimentos detidos até à maturidade Crédito a Clientes (87.335) (86.201) Passivo Recursos de bancos centrais Recursos de outras instituições de crédito Recursos de Clientes e outros empréstimos Responsabilidades representadas por títulos (13.271) Outros passivos subordinados (53.324) (44.249) 173

174 saldos analisados 2011 saldos não analisados valor de balanço justo valor diferença valor de balanço valor total de balanço Ativo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Aplicações em instituições de crédito Crédito a Clientes ( ) ( ) Passivo Recursos de Clientes e outros empréstimos (943) Responsabilidades representadas por títulos Outros passivos subordinados ( ) ( ) Os pressupostos utilizados na elaboração deste mapa foram os seguintes: As rubricas Caixa e disponibilidades em Bancos Centrais, Disponibilidades em outras instituições de crédito e Aplicações em instituições de crédito : dado tratarem-se de aplicações à vista ou de muito curto prazo, o Banco considera que o valor contabilístico é uma aproximação razoável do seu justo valor; As operações de crédito analisadas foram sujeitas ao desconto dos cash flows futuros (capital e juros) para as datas de referência, à taxa de juro média ponderada pelo montante para créditos concedidos nos 3 meses anteriores (em 31 de dezembro de 2011 considerou-se nos 6 meses anteriores), para cada segmento analisado, sendo que para as operações sem plano financeiro definido (créditos em conta corrente e descobertos em depósitos à ordem), foi assumido um cash flow futuro em 31 de janeiro pela totalidade do capital vincendo e juros até essa data; Recursos de Clientes: do total de recursos de Clientes mantidos junto do Banco em 31 de dezembro de 2012, o montante de meuros corresponde a recursos à vista. Para estes, o Banco considera que o valor contabilístico é uma aproximação razoável do seu justo valor, uma vez que a sua política de pricing dos depósitos se manteve constante ao longo do ano. Para os restantes, que ascendem em 31 de dezembro de 2012, a meuros, o Banco aplicou a taxa média das operações contratadas nos últimos três meses; Responsabilidades representadas por títulos e passivos subordinados: no caso destas responsabilidades foi efetuado o desconto dos fluxos futuros, considerando na determinação da taxa de desconto como proxy do risco de crédito do Banco o CDS (Credit Defaul Swap) de uma instituição de crédito do setor financeiro português. Em 31 de dezembro de 2011, devido ao facto de as emissões de papel comercial registadas na rubrica Responsabilidades representadas por títulos terem maturidades até seis meses, o Banco considerava que o valor contabilístico era uma aproximação razoável do seu justo valor. Adicionalmente, relativamente aos passivos subordinados, em 31 de dezembro de 2011, não existindo mercado, a emissão de obrigações subordinadas considerou-se um preço de 65% do valor nominal. Para as obrigações perpétuas considerou-se um preço de 42% do valor nominal. 174

175 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Em 31 de dezembro de 2012, as taxas médias utilizadas e os segmentos considerados com base nas operações iniciadas nos 3 meses anteriores foram os seguintes: segmento valor de balanço (euros) taxa média ponderada por montante Contas correntes e descobertos ,38% Crédito comercial ,19% Crédito habitação ,90% Outros créditos ,74% Crédito pessoal especializado n.d. 9,32% Para o crédito especializado, uma vez que não existem novas operações, utilizou-se como proxy a taxa média do produto Particulares - Mútuos Crédito Rendas. O justo valor foi apurado através da fórmula Cfn / [(1+i)^n/365], sendo n o número de dias que medeiam entre 31 de dezembro e a data do cash flow considerada, e sendo i a taxa de juro média ponderada pelo montante para créditos concedidos nos últimos 3 meses, para cada segmento analisado. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, a forma de apuramento do justo valor dos instrumentos financeiros refletidos nas demonstrações financeiras, pode ser resumida como se segue: Outros ativos financeiros ao justo valor através de resultados custo histórico cotações de mercado 2012 inputs observáveis de mercado fontes externas Ativos financeiros disponíveis para venda total custo histórico cotações de mercado 2011 inputs observáveis de mercado fontes externas Ativos financeiros detidos para negociação Ativos financeiros disponíveis para venda Derivados de cobertura Passivos financeiros de negociação total 44. eventos subsequentes Não existem eventos subsequentes a relevar. 175

176 176

177 Certificação legal das contas Deloitte & Associados, SROC S.A. Inscrição na OROC nº43 Registo na CMVM nº231 Edifício Atrium Saldanha Praça Duque de Saldanha, 1 6º Lisboa Portugal Tel.:+(351) Fax.:+(351) Introdução Certificação Legal das Contas (Montantes expressos em Milhares de Euros meuros) 1. Examinámos as demonstrações financeiras anexas do Banco BIC Português, S.A. (Banco), (entidade anteriormente denominada Banco Português de Negócios, S.A.), as quais compreendem o balanço em 31 de Dezembro de 2012 que evidencia um total de meuros e capitais próprios de meuros, incluindo um resultado líquido negativo de meuros, as demonstrações dos resultados, do rendimento integral, das alterações nos capitais próprios e dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data e o correspondente Anexo. Responsabilidades 2. É da responsabilidade do Conselho de Administração do Banco a preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do Banco, os resultados e o rendimento integral das suas operações, as alterações nos seus capitais próprios e os seus fluxos de caixa, bem como a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado. A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião profissional e independente, baseada no nosso exame daquelas demonstrações financeiras. Âmbito 3. O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções materialmente relevantes. Este exame incluiu a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e informações divulgadas nas demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação. Este exame incluiu, igualmente, a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias, a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade das operações e a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras. O nosso exame abrangeu também a verificação da concordância da informação financeira constante do Relatório de Gestão com as demonstrações financeiras. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião. Opinião 4. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras referidas no parágrafo 1 apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira do Banco BIC Português, S.A. em 31 de Dezembro de 2012, bem como os resultados e o rendimento integral das suas operações, as alterações nos seus capitais próprios e os seus fluxos de caixa no exercício findo nesta data, em conformidade com as Normas de Contabilidade Ajustadas emitidas pelo Banco de Portugal (Nota 2). A expressão Deloitte refere-se à Deloitte Touche Tohmatsu, uma Swiss Verein, ou uma ou mais entidades da sua rede de firmas membro, sendo cada uma delas uma entidade legal separada e independente. Para aceder à descrição detalhada da estrutura legal da Deloitte Touche Tohmatsu e suas firmas membro consulte Tipo: Sociedade civil soba a forma comercial Capital Social 500,000,00 Euros Matrícula C.R.C. de Lisboa NIPC Sede: Ediício Atrium Saldanha, Praça Duque de Saldanha, 1 6º, Lisboa Porto: Bom Sucesso Trade Center, Praça do Bom Sucesso 61 13º, Porto Member of Deloitte Touche Tohmstsu 177

178 Deloitte & Associados, SROC S.A. Inscrição na OROC nº43 Registo na CMVM nº231 Ênfases 5. Em 9 de Dezembro de 2011 foi assinado entre os accionistas do Banco BIC Português, S.A. (Banco BIC) e o Estado Português um Acordo Quadro (Acordo) relativo à aquisição da totalidade do capital social do Banco Português de Negócios, S. A. (BPN), operação que se concretizou em 30 de Março de No anexo às demonstrações financeiras é apresentada informação mais detalhada sobre os impactos contabilísticos do Acordo. 6. Conforme referido na Nota 1, em 7 de Dezembro de 2012, após aprovação do Banco de Portugal, procedeuse à fusão por incorporação do Banco BIC no BPN, com efeitos contabilísticos reportados a 1 de Julho de Posteriormente o BPN alterou a sua denominação social para Banco BIC Português, S.A.. Conforme descrito na Nota 2.3, o impacto da fusão correspondeu a um aumento dos capitais próprios do ex- BPN no montante de meuros, o qual já reflecte o efeito da aplicação do justo valor à carteira de títulos e de crédito, nos montantes de meuros e 245 meuros, respectivamente, nos termos da Norma IFRS Até 31 de Dezembro de 2011, inclusivé, o Banco utilizava o método do corredor previsto no parágrafo 92 do IAS 19 - Benefícios a Empregados, para o reconhecimento dos desvios actuariais e financeiros relacionados com os benefícios pós-emprego dos empregados - Plano de benefícios definidos. De acordo com este método, o Banco reconhecia o valor acumulado líquido (após 1 de Janeiro de 2005) dos desvios actuariais e financeiros no balanço, como um activo ou passivo, sendo estabelecido um corredor para absorver as perdas e ganhos actuariais e financeiros acumulados que não excedessem o maior de entre: (i) 10% do valor actual das responsabilidades com serviços passados; ou (ii) 10% do valor dos activos do fundo de pensões. Os desvios actuariais e financeiros superiores ao limite do corredor eram amortizados em resultados durante o período de tempo médio até à idade esperada de reforma dos colaboradores abrangidos pelo plano. No exercício de 2012, o Banco alterou esta política contabilística e passou a utilizar o método de reconhecimento dos desvios actuariais e financeiros directamente nos capitais próprios (Rendimento integral) no período em que ocorrem, conforme permitido pelo parágrafo 93A do IAS 19. De acordo com os requisitos do IAS 8 - Políticas Contabilísticas, Alterações nas Estimativas e Erros, quando existe uma alteração voluntária numa política contabilística é necessário proceder à aplicação retrospectiva da nova política nas demonstrações financeiras ( reexpressão ), com referência ao primeiro período comparativo apresentado nas demonstrações financeiras do exercício em que se verifica a alteração, ou seja, 1 de Janeiro de Neste sentido, as demonstrações financeiras do exercício de 2011 apresentadas em anexo são contas pró-forma, tendo o impacto desta reexpressão consistindo numa diminuição do capital próprio do Banco em 1 de Janeiro de 2011 e em 31 de Dezembro de 2011 nos montantes de meuros e meuros, respectivamente e num aumento do resultado líquido negativo do exercício de 2011 no montante de 25 meuros (Nota 2.4). A expressão Deloitte refere-se à Deloitte Touche Tohmatsu, uma Swiss Verein, ou uma ou mais entidades da sua rede de firmas membro, sendo cada uma delas uma entidade legal separada e independente. Para aceder à descrição detalhada da estrutura legal da Deloitte Touche Tohmatsu e suas firmas membro consulte Tipo: Sociedade civil soba a forma comercial Capital Social 500,000,00 Euros Matrícula C.R.C. de Lisboa NIPC Sede: Ediício Atrium Saldanha, Praça Duque de Saldanha, 1 6º, Lisboa Porto: Bom Sucesso Trade Center, Praça do Bom Sucesso 61 13º, Porto Member of Deloitte Touche Tohmstsu 178

179 Certificação legal das contas Deloitte & Associados, SROC S.A. Inscrição na OROC nº43 Registo na CMVM nº231 Edifício Atrium Saldanha Praça Duque de Saldanha, 1 6º Lisboa Portugal Tel.:+(351) Fax.:+(351) As demonstrações financeiras pro-forma relativas ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2011 são apresentadas pelo Banco de forma a dar cumprimento aos requisitos de publicação de contas. As demonstrações financeiras estatuárias relativas ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2011, que não incluem a reexpressão descrita no parágrafo acima, foram por nós examinadas e o respectivo Relatório de Auditoria, datado de 28 de Março de 2012, incluía uma reserva por limitação no âmbito do nosso trabalho pelo facto de não termos obtido respostas suficientes aos nossos pedidos de confirmação de saldos por parte de clientes com depósitos no Banco e títulos depositados. Em 2012 os resultados dos procedimentos que desenvolvemos relativamente a esta mesma situação foram satisfatórios. Relato sobre outros requisitos legais 9. É também nossa opinião que a informação financeira de 2012 constante do Relatório de Gestão é concordante com as demonstrações financeiras do exercício. Lisboa, 22 de Março de 2013 Deloitte & Associados, SROC S.A. Representada por José António Mendes Garcia Barata A expressão Deloitte refere-se à Deloitte Touche Tohmatsu, uma Swiss Verein, ou uma ou mais entidades da sua rede de firmas membro, sendo cada uma delas uma entidade legal separada e independente. Para aceder à descrição detalhada da estrutura legal da Deloitte Touche Tohmatsu e suas firmas membro consulte Tipo: Sociedade civil soba a forma comercial Capital Social 500,000,00 Euros Matrícula C.R.C. de Lisboa NIPC Sede: Ediício Atrium Saldanha, Praça Duque de Saldanha, 1 6º, Lisboa Porto: Bom Sucesso Trade Center, Praça do Bom Sucesso 61 13º, Porto Member of Deloitte Touche Tohmstsu 179

180 180

181 RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL Relatório e parecer do conselho fiscal Senhores Accionistas do Banco BIC Português, S.A. Mod. BBIC/G/ MA 1. Nos termos da lei e em conformidade com o mandato que nos foi conferido, apresentamos o Relatório sobre a actividade fiscalizadora por nós desenvolvida, bem como o Parecer sobre os documentos de prestação de contas apresentados pelo Conselho de Administração do Banco BIC Português, S.A. (Banco) relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de Para efeitos de enquadramento da actividade fiscalizadora deste Orgão, importa referir que foi assinado entre os Accionistas do Banco BIC Português, S.A. e o Estado Português um Acordo Quadro relativo à aquisição da totalidade do capital social do Banco Português de Negócios, S.A., operação que se concretizou em 30 de Março de Este Conselho Fiscal foi nomeado em 2 de Abril de 2012 como órgão social do Banco Português de Negócios, S.A., tendo iniciado as suas funções a partir dessa data. 4. Em 7 de Dezembro de 2012, após aprovação do Banco de Portugal, procedeu-se à fusão por incorporação do Banco BIC Português, S.A. no Banco Português de Negócios, S.A., com efeitos contabilísticos reportados a 1 de Julho de 2012, tendo a denominação deste sido alterada para Banco BIC Português, S.A.. 5. Considerando o referido nos pontos anteriores, no decurso do exercício acompanhámos, com a periodicidade e a extensão que considerámos adequada, a evolução da actividade do Banco, a regularidade dos registos contabilísticos e o cumprimento das normas legais e estatutárias aplicáveis. Obtivemos do Conselho de Administração e dos diversos serviços do Banco as informações e os esclarecimentos solicitados. 6. Nos termos e para os efeitos do disposto no n.º 2 do artigo 452.º do Código das Sociedades Comerciais, analisámos o conteúdo de Certificação Legal das Contas emitida pela Sociedade de Revisores Oficiais de Contas Deloitte & Associados, SROC S.A., com a qual declaramos concordar, dando-a aqui como integralmente reproduzida. 7. No âmbito das nossas funções, examinámos o Balanço em 31 de Dezembro de 2012, a Demonstração de Resultados, as Demonstrações do Rendimento Integral, as Demonstrações das Alterações no Capital Próprio e a Demonstração Banco BIC Português, S. A. - Sede Av. António Augusto de Aguiar, 132, Lisboa-Portugal - Matriculado na Conservatório do Registo Comercial de Lisboa com o número único de matrícula e de Pessoa Coletiva Capital Social ,00 181

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