Superior Tribunal de Justiça

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Superior Tribunal de Justiça"

Transcrição

1 RECURSO ESPECIAL Nº RS (2014/ ) RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES RECORRENTE : TABACOS MARASCA LTDA ADVOGADO : RÍSCLIF MARTINELLI RODRIGUES E OUTRO(S) RECORRIDO : FAZENDA NACIONAL ADVOGADO : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA JURÍDICA - IRPJ. MERCADO DE DERIVATIVOS. MERCADO DE RENDA VARIÁVEL. OPERAÇÕES DE SWAP (PERMUTA). FINALIDADE DE HEDGE (COBERTURA DE RISCO). REGIME DE TRIBUTAÇÃO. LEGALIDADE DA LIMITAÇÃO DE DEDUÇÃO PREVISTA NO ART. 772 DO RIR-99 (DECRETO N /99). CUMPRIMENTO DE DETERMINAÇÃO PREVISTA NO ART. 77, 3º, DA LEI N /95 E, APÓS O ADVENTO DO ART. 5º, DA LEI N /99, CUMPRIMENTO DO ART. 76, 4º, DA LEI N / No regime do art. 29, da Lei n /92, para os contratos de swap e outros derivativos, indiferente haver o objetivo de cobertura de risco (hedge) ou não, vigia o regime de tributação em separado que submetia o resultado positivo (ganho líquido) a uma alíquota de 25% (vinte e cinco) por cento de Imposto de Renda, excluindo o ganho líquido do Lucro Líquido para efeito de apuração do Lucro Real, e impedia que o resultado negativo (perda líquida) das aludidas operações fosse deduzida do Lucro Real. 2. Com o advento do art. 77, V e 3º, da Lei n /95, as diversas operações realizadas no mercado de derivativos (inclusive as de swap) que tivessem o objetivo de cobertura (hedge) tiveram seus rendimentos e "ganhos líquidos" compondo o Lucro Real, em exceção à regra geral de tributação com retenção na fonte e abatimento na declaração de ajuste vigente para as demais operações financeiras prevista nos arts. 72 a 74 e 76, da Lei n /95. Quanto a isso, de observar que a lei não falou em "perdas líquidas". Desse modo, somente houve autorização para levar ao Lucro Real os resultados positivos das operações, nunca os resultados negativos, da mesma forma que no regime anterior. 3. A superveniência do art. 5º, da Lei n /90 apenas confirmou essa constatação ao inserir na regra geral de tributação vigente para as demais operações financeiras prevista nos arts. 72 a 74 e 76, da Lei n /95, os rendimentos auferidos nas operações de cobertura (hedge), chamando a aplicação do art. 76, 4º, da Lei n /95, que trata "Das Disposições Comuns à Tributação das Operações Financeiras ", e que determinou que as perdas apuradas nas operações realizadas no mercado de derivativos somente poderiam ser dedutíveis na determinação do Lucro Real até o limite dos ganhos auferidos nas mesmas operações, ou seja, reforçou que somente houve autorização para levar ao Lucro Real os resultados positivos das operações, nunca os resultados negativos. 4. Desse modo, considerando que em nenhum dos regimes mencionados houve autorização para levar ao Lucro Real os resultados negativos das operações, é lícita a aplicação da limitação prevista no art. 772, do RIR-99 às operações de swap que tenham o objetivo de cobertura (hedge). Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 14/12/2015 Página 1 de 13

2 5. Recurso especial não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos esses autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas taquigráficas, o seguinte resultado de julgamento: "A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)." As Sras. Ministras Assusete Magalhães (Presidente), Diva Malerbi (Desembargadora convocada do TRF da 3a. Região) e os Srs. Ministros Humberto Martins, Herman Benjamin votaram com o Sr. Ministro Relator. Brasília (DF), 03 de dezembro de MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES, Relator Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 14/12/2015 Página 2 de 13

3 RECURSO ESPECIAL Nº RS (2014/ ) RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES RECORRENTE : TABACOS MARASCA LTDA ADVOGADO : RÍSCLIF MARTINELLI RODRIGUES E OUTRO(S) RECORRIDO : FAZENDA NACIONAL ADVOGADO : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES (Relator): Cuida-se de recurso especial manejado por TABACOS MARASCA LTDA, com fundamento na alínea "a" do permissivo constitucional, contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região que, por unanimidade, negou provimento ao apelo consoante a seguinte ementa (e-stj fls. 101/108): TRIBUTÁRIO. IRRF. OPERAÇÕES DE HEDGE. ARTIGO 5º DA LEI 9.779/ O art. 5º da Lei n /90 estabelece que os rendimentos auferidos em aplicação ou operação financeira de renda fixa, mesmo as firmadas com cobertura hedge realizadas por meio de swap, são sujeitas à incidência de imposto de renda. 2. Conforme já considerado na jurisprudência, até a edição da MP 1.788/98, por força do art. 77 da Lei 8.981/95, os ganhos obtidos nos contratos com finalidade de hedge estavam dispensados apenas da retenção do imposto de renda na fonte, a que sujeitas as demais aplicações financeiras, devendo compor a base de cálculo do lucro do exercício, sobre a qual, então, incidiria o tributo. Com o advento, em , da MP (convertida na Lei 9.779, de ), porém, suprimiu-se o tratamento excepcional conferido pela Lei 8.981/95 às transações para fins de hedge, submetendo-se as quantias nelas auferidas à retenção na fonte - assegurado sempre o direito ao reconhecimento de eventuais perdas incorridas no final do exercício, via dedução do lucro. Posteriormente, em 26/03/1999, foi editado o Decreto 3.000/99, regulamentando o imposto de renda e em especial, o art 772, regulamentou as deduções das perdas apuradas nas operações de hedge. Ou seja, não há qualquer ilegalidade do decreto na supressão do tratamento excepcional antes concedido às transações para fins de hedge. 3. Precedentes do e. STJ e desta Turma. Opostos embargos de declaração, foram acolhidos, sem efeitos modificativos, resumidos da seguinte forma (e-stj fls. 195/200): OPERAÇÕES DE HEDGE. PERDAS. LIMITE NA DETERMINAÇÃO DO LUCRO REAL. É indevida a pretensão de que as perdas com operações de hedge sejam consideradas ilimitadamente na apuração do lucro real, uma vez é dado à legislação tributária estabelecer restrições aos custos, despesas, encargos, perdas, entre outros, para efeito de determinação do lucro tributável. Nas razões recursais a recorrente alega violação ao art. art. 77, V, da Lei nº 8.981/95. Sustenta, em síntese, possuir o direito de não se submeter à limitação prevista no art. 772 do Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 14/12/2015 Página 3 de 13

4 Regulamento do Imposto de Renda, haja vista o teor do art. 77, V, da Lei nº 8.981/85, eis que o art. 5º da Lei nº 9.779/99 somente teria submetido as operações de hedge ao imposto de renda na fonte, mas não teria revogado o art. 77, V, da Lei nº 8.981/85. Requer o conhecimento e provimento do recurso especial (e-stj fls. 206/217). Contrarrazões às e-stj fls. 224/227. Admitido o recurso especial na origem, subiram os autos a esta Corte e vieram-me conclusos (e-stj fls. 230). É o relatório. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 14/12/2015 Página 4 de 13

5 RECURSO ESPECIAL Nº RS (2014/ ) EMENTA TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA JURÍDICA - IRPJ. MERCADO DE DERIVATIVOS. MERCADO DE RENDA VARIÁVEL. OPERAÇÕES DE SWAP (PERMUTA). FINALIDADE DE HEDGE (COBERTURA DE RISCO). REGIME DE TRIBUTAÇÃO. LEGALIDADE DA LIMITAÇÃO DE DEDUÇÃO PREVISTA NO ART. 772 DO RIR-99 (DECRETO N /99). CUMPRIMENTO DE DETERMINAÇÃO PREVISTA NO ART. 77, 3º, DA LEI N /95 E, APÓS O ADVENTO DO ART. 5º, DA LEI N /99, CUMPRIMENTO DO ART. 76, 4º, DA LEI N / No regime do art. 29, da Lei n /92, para os contratos de swap e outros derivativos, indiferente haver o objetivo de cobertura de risco (hedge) ou não, vigia o regime de tributação em separado que submetia o resultado positivo (ganho líquido) a uma alíquota de 25% (vinte e cinco) por cento de Imposto de Renda, excluindo o ganho líquido do Lucro Líquido para efeito de apuração do Lucro Real, e impedia que o resultado negativo (perda líquida) das aludidas operações fosse deduzida do Lucro Real. 2. Com o advento do art. 77, V e 3º, da Lei n /95, as diversas operações realizadas no mercado de derivativos (inclusive as de swap) que tivessem o objetivo de cobertura (hedge) tiveram seus rendimentos e "ganhos líquidos" compondo o Lucro Real, em exceção à regra geral de tributação com retenção na fonte e abatimento na declaração de ajuste vigente para as demais operações financeiras prevista nos arts. 72 a 74 e 76, da Lei n /95. Quanto a isso, de observar que a lei não falou em "perdas líquidas". Desse modo, somente houve autorização para levar ao Lucro Real os resultados positivos das operações, nunca os resultados negativos, da mesma forma que no regime anterior. 3. A superveniência do art. 5º, da Lei n /90 apenas confirmou essa constatação ao inserir na regra geral de tributação vigente para as demais operações financeiras prevista nos arts. 72 a 74 e 76, da Lei n /95, os rendimentos auferidos nas operações de cobertura (hedge), chamando a aplicação do art. 76, 4º, da Lei n /95, que trata "Das Disposições Comuns à Tributação das Operações Financeiras ", e que determinou que as perdas apuradas nas operações realizadas no mercado de derivativos somente poderiam ser dedutíveis na determinação do Lucro Real até o limite dos ganhos auferidos nas mesmas operações, ou seja, reforçou que somente houve autorização para levar ao Lucro Real os resultados positivos das operações, nunca os resultados negativos. 4. Desse modo, considerando que em nenhum dos regimes mencionados houve autorização para levar ao Lucro Real os resultados negativos das operações, é lícita a aplicação da limitação prevista no art. 772, do RIR-99 às operações de swap que tenham o objetivo de cobertura (hedge). 5. Recurso especial não provido. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 14/12/2015 Página 5 de 13

6 VOTO O EXMO. SR. MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES (Relator): Consoante registra a petição inicial, a empresa contribuinte atua no ramo de exportação de tabacos cru e/ou processado, em folhas e/ou manocados, sendo que, visando a minimizar os riscos decorrentes da variação cambial, inerentes às operações de comércio exterior, firmou, com instituições financeiras, contratos de swap (permuta) a fim de obter hedge (cobertura de risco), isto é, contratos de troca de índices de ativos e passivos que visam à proteção contra eventuais perdas decorrentes das oscilações da taxa de câmbio. Esses contratos se encontram acostados às e-stj fls. 15/34. O contrato de swap é definido como sendo um dos tipos de contrato realizado no mercado de derivativos. O mercado de derivativos é assim chamado porque nele são realizados contratos que derivam a maior parte de seu valor de uma dada taxa de referência, índice ou de um ativo subjacente que pode ser físico (v.g. café, ouro, etc.) ou financeiro (v.g. ações, taxa de juros). O mercado de derivativos é considerado mercado de renda variável porque a remuneração ou retorno de capital ali obtido não pode ser dimensionado no momento da aplicação. Dentro do mercado de derivativos são realizados os contratos a termo, contratos futuros, opções de compra e venda, operações de swap, entre outros. O hedge (cobertura de risco) é qualificação que pode ser dada a qualquer um desses contratos realizados no mercado de derivativos e decorre da finalidade desses contratos. Se o objetivo do contrato é meramente especulativo, não há hedge. Se o objetivo é a cobertura de riscos à atividade operacional da empresa, seus direitos ou obrigações, há hedge. Desse modo, sendo o swap um contrato derivativo, como todos os demais, pode ser usado para proteção (hedge), ou como investimento especulativo. Pois bem, para os contratos de swap e outros derivativos, indiferente haver o objetivo de cobertura de risco (hedge) ou não, vigia o regime de tributação em separado estabelecido no art. 29, da Lei n /92, que submetia o ganho líquido a uma alíquota de Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 14/12/2015 Página 6 de 13

7 25% (vinte e cinco) por cento, excluindo o ganho líquido do Lucro Líquido para efeito de apuração do Lucro Real, e impedia que o resultado negativo (perda líquida) das aludidas operações fosse deduzida do Lucro Real. Transcrevo: Lei n /92 SEÇÃO V Imposto Sobre a Renda Mensal Calculado Sobre Rendas Variáveis Art. 29. Ficam sujeitas ao pagamento do imposto sobre a renda, à alíquota de 25%, as pessoas jurídicas, inclusive isentas, que auferirem ganhos líquidos em operações realizadas, a partir de 1 de janeiro de 1993, nas bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas. 1 Considera-se ganho líquido o resultado positivo auferido nas operações ou contratos liquidados em cada mês, admitida a dedução dos custos e despesas efetivamente incorridos, necessários à realização das operações. 2 O ganho líquido será: a) no caso dos mercados à vista, a diferença positiva entre o valor da transmissão do ativo e o seu custo de aquisição, corrigido monetariamente; b) no caso do mercado de opções, a diferença positiva apurada na negociação desses ativos ou no exercício das opções de compra ou de venda; c) no caso dos mercados a termo, a diferença positiva apurada entre o valor da venda à vista na data da liquidação do contrato a termo e o preço neste estabelecido; d) no caso dos mercados futuros, o resultado líquido positivo dos ajustes diários apurados no período. 3 O disposto neste artigo aplica-se também aos ganhos líquidos auferidos na alienação de ouro, ativo financeiro, fora de bolsa, bem como aos ganhos auferidos na alienação de ações no mercado de balcão. 4 O resultado decorrente das operações de que trata este artigo será apurado mensalmente, ressalvado o disposto no art. 28 da Lei n 8.383, de 30 de dezembro de 1991, e terá o seguinte tratamento: I - se positivo (ganho líquido), será tributado em separado, devendo ser excluído do lucro líquido para efeito de determinação do lucro real; II - se negativo (perda líquida), será indedutível para efeito de determinação do lucro real, admitida sua compensação, corrigido monetariamente pela variação da Ufir diária, com os resultados positivos da mesma natureza em meses subseqüentes. 5 O imposto de que trata este artigo será: I - definitivo, não podendo ser compensado com o imposto sobre a renda apurado com base no lucro real, presumido ou arbitrado; II - indedutível na apuração do lucro real; III - convertido em quantidade de Ufir diária pelo valor desta no último dia do mês a que se referir; IV - pago até o último dia útil do mês subseqüente ao da apuração, reconvertido para cruzeiros pelo valor da Ufir diária vigente no dia anterior ao do pagamento. Isto significa que para os contratos de swap e outros derivativos, indiferente haver o objetivo de cobertura de risco (hedge) ou não a legislação anterior já previa que as perdas Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 14/12/2015 Página 7 de 13

8 líquidas em cada tipo de operação não podiam ser deduzidas do Lucro Real (art. 29, 4º, II, da Lei n /92. Posteriormente, com o advento da Lei n /95, foi alterada a sistemática de tributação em separado prevista na Lei n /92, para os contratos firmados no mercado de renda variável, e foi inserido regime jurídico de tributação mediante retenção na fonte a uma alíquota de 10% (dez) por cento sobre o ganho líquido e posterior dedução do imposto retido na fonte do imposto apurado pelo Lucro Real na declaração de ajuste. No caso das operações de swap, houve previsão expressa, in litteris: Lei n /95 Art. 74. Ficam sujeitos à incidência do Imposto de Renda na fonte à alíquota de dez por cento, os rendimentos auferidos em operações de swap. 1º A base de cálculo do imposto das operações de que trata este artigo será o resultado positivo auferido na liquidação do contrato de swap. 2º O imposto será retido pela pessoa jurídica que efetuar o pagamento do rendimento, na data da liquidação do respectivo contrato. 3º Somente será admitido o reconhecimento de perdas em operações de swap registradas no termos da legislação vigente. A previsão foi acompanhada de uma regra geral prevista no art. 76 da Lei n /95 que disciplinou genericamente o tratamento de todas as operações financeiras, de renda fixa e de renda variável, estabelecendo em seu 4º que as perdas líquidas apuradas nas operações realizadas no mercado de renda variável não poderiam ser dedutíveis do Lucro Real. O objetivo foi evitar fraudes em tais operações, para reduzir o pagamento do imposto, e evitar a dedução de perdas que não podem ser consideradas como despesas necessárias às atividades operacionais da pessoa jurídica, verbo ad verbum : Lei n /95 SEÇÃO III Das Disposições Comuns à Tributação das Operações Financeiras Art. 76. O imposto de renda retido na fonte sobre os rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa e de renda variável, ou pago sobre os ganhos líquidos mensais, será: (Redação dada pela Lei nº 9.065, de 1995) I - deduzido do apurado no encerramento do período ou na data da extinção, no caso de pessoa jurídica submetida ao regime de tributação com base no lucro real; II - definitivo, no caso de pessoa jurídica não submetida ao regime de tributação com base no lucro real, inclusive isenta, e de pessoa física. 2º Os rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa e de renda variável e os ganhos líquidos produzidos a partir de 1º de janeiro de 1995 integrarão o lucro real. 3º As perdas incorridas em operações iniciadas e encerradas no mesmo dia Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 14/12/2015 Página 8 de 13

9 (day-trade), realizadas em mercado de renda fixa ou de renda variável, não serão dedutíveis na apuração do lucro real. 4º Ressalvado o disposto no parágrafo anterior, as perdas apuradas nas operações de que tratam os arts. 72 a 74 somente serão dedutíveis na determinação do lucro real até o limite dos ganhos auferidos em operações previstas naqueles artigos. Esses dispositivos legais foram acompanhados de um outro que determinou que os ganhos líquidos nas operações realizadas no mercado de derivativos com o objetivo de cobertura de risco (hedge) que, no regime da Lei n /92 eram tributados em separado (a lei anterior não discriminava o hedge), deveriam agora se submeter ao Lucro Real, por representarem mecanismos de proteção contra riscos inerentes à própria atividade operacional das empresas, a saber: Lei n /95 Art. 77. O regime de tributação previsto neste Capítulo não se aplica aos rendimentos ou ganhos líquidos: V - em operações de cobertura (hedge) realizadas em bolsa de valores, de mercadoria e de futuros ou no mercado de balcão. 1º Para efeito do disposto no inciso V, consideram-se de cobertura (hedge) as operações destinadas, exclusivamente, à proteção contra riscos inerentes às oscilações de preço ou de taxas, quando o objeto do contrato negociado: a) estiver relacionado com as atividades operacionais da pessoa jurídica; b) destinar-se à proteção de direitos ou obrigações da pessoa jurídica. 2º O Poder Executivo poderá definir requisitos adicionais para a caracterização das operações de que trata o parágrafo anterior, bem como estabelecer procedimentos para registro e apuração dos ajustes diários incorridos nessas operações. 3º Os rendimentos e ganhos líquidos de que trata este artigo deverão compor a base de cálculo prevista nos arts. 28 ou 29 e o lucro real. Sendo assim, com o advento do art. 77, V, da Lei n /95, as diversas operações realizadas no mercado de derivativos (inclusive as de swap) que tivessem o objetivo de cobertura (hedge) teriam seus rendimentos e ganhos líquidos compondo o Lucro Real. Quanto a isso, de observar que a lei não falou em "perdas líquidas". Desse modo, somente houve autorização para levar ao Lucro Real os resultados positivos das operações, nunca os resultados negativos, como pretende a empresa contribuinte. De observar que os conceitos de "ganhos líquidos" e "perdas líquidas" estão bem definidos no art. 29, 4º, I e II, da Lei n /92, a saber: Lei n /92 Art O resultado decorrente das operações de que trata este artigo será Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 14/12/2015 Página 9 de 13

10 apurado mensalmente, ressalvado o disposto no art. 28 da Lei n 8.383, de 30 de dezembro de 1991, e terá o seguinte tratamento: I - se positivo (ganho líquido), será tributado em separado, devendo ser excluído do lucro líquido para efeito de determinação do lucro real; II - se negativo (perda líquida), será indedutível para efeito de determinação do lucro real, admitida sua compensação, corrigido monetariamente pela variação da Ufir diária, com os resultados positivos da mesma natureza em meses subseqüentes. Aliás, de registrar que as "perdas líquidas" também não eram dedutíveis do Lucro Real no regime anterior de tributação em separado previsto na Lei n /92. Ou seja, nem no regime atual, nem no regime anterior é possível a dedução do Lucro Real do resultado negativo das operações de cobertura (hedge). A superveniência do art. 5º, da Lei n /90 apenas confirmou essa constatação ao inserir na regra geral de tributação vigente os rendimentos auferidos nas operações de cobertura (hedge), in litteris: Lei n /90 Art. 5. Os rendimentos auferidos em qualquer aplicação ou operação financeira de renda fixa ou de renda variável sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte, mesmo no caso das operações de cobertura (hedge), realizadas por meio de operações de swap e outras, nos mercados de derivativos. (Vide Lei nº , de 2004) Parágrafo único. A retenção na fonte de que trata este artigo não se aplica no caso de beneficiário referido no inciso I do art. 77 da Lei nº 8.981, de 1995, com redação dada pela Lei nº 9.065, de 20 de junho de Essa inserção na regra geral de tributação, por interpretação sistemática provoca também a aplicação de todo o regime jurídico específico para as operações realizadas no mercado de renda variável, notadamente o suso citado art. 76, 4º, da Lei n /95, que trata "Das Disposições Comuns à Tributação das Operações Financeiras ", a determinar que as perdas apuradas nas operações no mercado de renda variável somente serão dedutíveis na determinação do lucro real até o limite dos ganhos auferidos em operações previstas naqueles artigos, ou seja, somente migra para o Lucro Real o resultado positivo (ganhos líquidos), nunca o resultado negativo (perdas líquidas), como o sempre foi previsto na legislação, quer no regime atual, quer no regime anterior. Para corroborar o raciocínio desenvolvido, transcrevo abaixo trechos da Exposição de Motivos n. 443/MF, de 30 de dezembro de 1994, que acompanhou a Medida Provisória n. 812/94, ipsis verbis: Em relação ao mercado de renda variável, tributado de acordo com o previsto na Seção II deste Capítulo (arts. 72 a 75), o anteprojeto prevê isenção Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 14/12/2015 Página 10 de 13

11 do imposto sobre os ganhos líquidos em operações realizadas no mercado à vista de bolsa e com ouro ativo financeiro, cujo valor das alienações realizadas em cada mês seja igual ou inferior a UFIR. Tal previsão objetiva isentar os pequenos investidores que atuam nesse mercado e se aplica apenas às pessoas físicas. Ainda em relação as operações de que trata a Seção II deste capitulo, há previsão expressa para a tributação das operações de "swap", que apresentam características de renda variável. Para evitar situações de simulação de prejuízos nessas operações, somente será admitido o reconhecimento de perdas em "swap" registrado nas condições previstas pelo Banco Central do-brasil. Estão previstas, no art. 76. as regras sobre o regime de apropriação dos rendimentos auferidos em operações financeiras de renda fixa e de renda variável e o tratamento dado ao imposto de renda retido na fonte ou pago sobre os referidos rendimentos. No caso de pessoa física e de pessoa jurídica não tributada com base no lucro real é mantido o regime atual, em que os rendimentos financeiros não são computados na declaração, sendo tributados de forma definitiva. Para a pessoa jurídica tributada com base no lucro real é restabelecido o regime que vigorou até 1992, qual seja, dos rendimentos das operações financeiras integrarem o lucro real e o imposto retido na fonte ou pago mensalmente ser deduzido daquele apurado na declaração. É importante salientar que, embora se determine tratamento unificado para a tributação dos rendimentos financeiros com os operacionais, existem dispositivos que limitam a compensação das perdas incorridas em operações financeiras com o lucro operacional. Tal limitação, alem de desestimular fraudes em tais operações, para reduzir o pagamento do imposto, atinge perdas que não podem ser consideradas como despesas necessárias às atividades operacionais da pessoa jurídica. Nos artigos 65 a 82 estão previstas as regras sobre a tributação, pelo imposto de renda, das operações financeiras realizadas nos mercados de renda fixa e de renda variável, destacando-se a eliminação da tributação em separado dos rendimentos derivados dessas operações, no caso de pessoa jurídica tributada com base no lucro real. O art. 77 excepciona do regime geral de tributação das operações financeiras, entre outros, os rendimentos em renda fixa auferidos pelas instituições financeiras, tendo em vista estarem eles compreendidos no próprio objeto social dessas instituições. Os resultados das demais operações relacionadas no referido dispositivo já estavam previstos na legislação como integrantes do lucro real, com exceção das operações de hedge, que recebem esse tratamento por representarem mecanismos de proteção contra riscos inerentes à própria atividade operacional. Desse modo, sem razão o contribuinte que pretende levar para o Lucro Real o resultado negativo de suas operações no mercado de derivativos com a finalidade de cobertura (hedge), sendo lícita a limitação disposta no art. 772, do RIR-99, assim colocada: Decreto n /99 - (RIR-99) Art Ressalvado o disposto no artigo anterior, as perdas apuradas nas Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 14/12/2015 Página 11 de 13

12 operações de que tratam os arts. 761, 764, 765, e 766 somente serão dedutíveis na determinação do lucro real até o limite dos ganhos auferidos em operações previstas naqueles artigos (Lei nº 8.981, de 1995, art. 76, 4º). Parágrafo único. Na hipótese de que trata este artigo, a parcela das perdas adicionadas poderá, em cada período de apuração subseqüente, ser excluída na determinação do lucro real, até o limite correspondente à diferença positiva apurada em cada período, entre os ganhos e perdas decorrentes das operações realizadas (Lei nº 8.981, de 1995, art. 76, 5º, e Lei nº 9.430, de 1996, art. 1º). Ante o exposto, NEGO PROVIMENTO ao presente recurso especial. É como voto. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 14/12/2015 Página 12 de 13

13 CERTIDÃO DE JULGAMENTO SEGUNDA TURMA Número Registro: 2014/ REsp / RS Número Origem: PAUTA: 03/12/2015 JULGADO: 03/12/2015 Relator Exmo. Sr. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES Presidente da Sessão Exma. Sra. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES Subprocuradora-Geral da República Exma. Sra. Dra. SANDRA VERÔNICA CUREAU Secretária Bela. VALÉRIA ALVIM DUSI RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO AUTUAÇÃO : TABACOS MARASCA LTDA : RÍSCLIF MARTINELLI RODRIGUES E OUTRO(S) : FAZENDA NACIONAL : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: DIREITO TRIBUTÁRIO - Impostos - IRPJ / Imposto de Renda de Pessoa Jurídica - Retido na fonte CERTIDÃO Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão: "A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)." As Sras. Ministras Assusete Magalhães (Presidente), Diva Malerbi (Desembargadora convocada do TRF da 3a. Região) e os Srs. Ministros Humberto Martins, Herman Benjamin votaram com o Sr. Ministro Relator. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 14/12/2015 Página 13 de 13

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO RECURSO ESPECIAL Nº 1.575.381 - ES (2015/0320103-6) : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES : COOPERATIVA DE ECONOMIA DE CREDITO MUTUO DOS SERVIDORES DO DEPARTAMENTO DE

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON : IA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA TRIBUTÁRIO - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVISTA NO ART. 22, 1º, DA LEI 8.212/91 - EXIGÊNCIA DAS CORRETORAS DE SEGUROS - PRECEDENTE. 1.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.409.688 - SP (2013/0336707-5) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL ADVOGADO : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECORRIDO : EDS ELECTRONIC DATA SYSTEMS

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL PROCURADOR : LUIZ FERNANDO JUCÁ FILHO E OUTRO(S) RECORRIDO : ANA CRISTINA CANET OSÓRIO DE ALMEIDA ADVOGADO : ADILSON GABARDO EMENTA TRIBUTÁRIO.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA EMENTA TRIBUTÁRIO. TAXA DE LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. LICENÇA. RENOVAÇÃO. LEGITIMIDADE. 1. É legítima a cobrança da taxa de localização e funcionamento para a renovação

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 750.290 - MG (2015/0180435-4) RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES AGRAVANTE : LÍDER TÁXI AÉREO S/A - AIR BRASIL ADVOGADOS : ANDRÉIA SANGLARD ANDRADE RESENDE

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON EMENTA TRIBUTÁRIO IMPOSTO DE RENDA SOBRE VERBAS INDENIZATÓRIAS TRÂNSITO EM JULGADO FAVORÁVEL AO CONTRIBUINTE LEVANTAMENTO DE DEPÓSITO POSSIBILIDADE. 1. Reconhecida, por

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.039.784 - RS (2008/0055814-3) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : CORCEL CORRETORA DE SEGUROS LTDA ADVOGADO : JOSÉ FRANCISCO SASSONE EDOM RECORRIDO : FAZENDA NACIONAL

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA EMENTA PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. SAT. ATIVIDADE PREPONDERANTE. SERVIÇO PÚBLICO. ATIVIDADE BUROCRÁTICA. MUNICÍPIO. PREFEITURA. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. ART. 17,

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.191.881 - RJ (2010/0080549-7) RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES RECORRENTE : RECOMEX REPRESENTAÇÃO E COMÉRCIO EXTERIOR LTDA ADVOGADO : ALBERTO DAUDT DE OLIVEIRA E OUTRO(S)

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.064.596 - SP (2008/0122681-2) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN AGRAVANTE : COMERCIAL CABO TV SÃO PAULO LTDA AGRAVANTE : FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGRAVADO :

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.515.569 - PR (2015/0031773-9) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL RECORRIDO : HUGO ARNALDO JAEGER ADVOGADOS : JOSIEL VACISKI BARBOSA E OUTRO(S) FABRICIO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça EDcl no AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.046.929 - RS (2008/0077453-0) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS EMBARGANTE : CRISTAL FORM INDUSTRIA E COMERCIO DE EMBALAGENS LTDA ADVOGADO : EDISON FREITAS DE SIQUEIRA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 494.366 - PE (2002/0172296-0) RELATOR : MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA RECORRENTE : COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS GRUPO MATERNO INFANTIL DE PERNAMBUCO ADVOGADO : CARLOS ALBERTO AQUINO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.536.854 - PR (2015/0134414-8) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : PHILIP MORRIS BRASIL S/A ADVOGADOS : MARCELO REINECKEN DE ARAUJO FÁBIO BASSO BARICHELLO RAFAEL DE PAULA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 538.235 - RJ (2003/0086882-4) RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON RECORRENTE : BANCO CENTRAL DO BRASIL PROCURADOR : FRANCISCO SIQUEIRA E OUTROS RECORRIDO : REGINALDO REIS MENEZES ADVOGADO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECORRIDO : SIAM ALIMENTOS LTDA E OUTRO : MARCELO DE LIMA CASTRO DINIZ E OUTRO(S) EMENTA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 893.036 - SP (2006/0221290-0) RELATOR : MINISTRO TEORI ALBINO ZAVASCKI EMENTA ADMINISTRATIVO. SERVIÇOS DE TELEFONIA. DEMANDA ENTRE CONCESSIONÁRIA E USUÁRIO. INEXISTÊNCIA DE LITISCONSÓRCIO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.241.305 - RS (2011/0045666-6) RELATORA RECORRENTE RECORRIDO : MINISTRA NANCY ANDRIGHI : MARILENE MARCHETTI : GENÉZIO RAMPON : SEGURADORA LÍDER DOS CONSÓRCIOS DO SEGURO DPVAT S/A :

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 908.764 - MG (2006/0268169-1) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS RECORRENTE : MUNICÍPIO DE SANTA LUZIA ADVOGADO : JOSÉ RUBENS COSTA E OUTRO(S) RECORRIDO : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 893.145 - PB (2006/0218478-3) RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON PROCURADORES : MARIA CLÁUDIA GONDIM CAMPELLO E OUTRO(S) EMENTA TRIBUTÁRIO - IMPOSTO SOBRE A RENDA - REDUÇÃO DE 50% DO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.054.847 - RJ (2008/0099222-6) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO REPR. POR RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO LUIZ FUX : TEREZINHA FUNKLER : LÍDIA MARIA SCHIMMELS E OUTRO(S) : BANCO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 396.320 - PR (2001/0148955-2) RELATOR RECORRENTE RECORRIDO : MINISTRO FRANCISCO PEÇANHA MARTINS : FAZENDA NACIONAL : SANDRA DE CÁSSIA VIECELLI JARDIM E OUTROS : BANESTADO S/A CORRETORA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.094.735 - PR (2008/0223408-4) RELATOR : MINISTRO FRANCISCO FALCÃO RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL PROCURADOR : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECORRIDO : ADELSON BARBOSA DOS

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 553.725 - RS (2014/0183030-0) RELATOR AGRAVANTE ADVOGADOS AGRAVADO ADVOGADO : MINISTRO HERMAN BENJAMIN : VOLKSWAGEN LOGISTICS GMBH E CO OHG : ARTHUR ROCHA BAPTISTA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 897.536 - MG (2006/0167711-9) RELATOR : MINISTRO TEORI ALBINO ZAVASCKI EMENTA TRIBUTÁRIO. IRPJ. ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING ). VALOR RESIDUAL IRRISÓRIO. DESCARACTERIZAÇÃO DO CONTRATO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 673.231 - SP (2004/0111102-8) RELATOR : MINISTRO HAMILTON CARVALHIDO RECORRENTE : OCTET BRASIL LTDA ADVOGADO : CARLOS HENRIQUE SPESSOTO PERSOLI E OUTROS RECORRIDO : JONH GEORGE DE CARLE

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 628.046 - MG (2004/0007362-1) RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA RECORRENTE : TASK SOFTWARE LTDA ADVOGADO : JOSÉ FRANCISCO DE OLIVEIRA SANTOS E OUTROS RECORRIDO : ESTADO DE MINAS GERAIS

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.340.604 - RJ (2012/0141690-8) RELATOR RECORRENTE PROCURADOR RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES : ESTADO DO RIO DE JANEIRO : ALEX CORDEIRO BERTOLUCCI E OUTRO(S) :

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.100.912 - RJ (2008/0238340-8) RELATOR : MINISTRO SÉRGIO KUKINA RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL PROCURADOR : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECORRIDO : ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS DO

Leia mais

LUIZ ANTONIO SOARES DESEMBARGADOR FEDERAL RELATOR

LUIZ ANTONIO SOARES DESEMBARGADOR FEDERAL RELATOR Apelação Cível - Turma Espec. II - Tributário Nº CNJ : 0100686-34.2014.4.02.5006 (2014.50.06.100686-0) RELATOR : LUIZ ANTONIO SOARES APELANTE : PARANÁ GRANITOS LTDA ADVOGADO : EDGAR LENZI E OUTROS APELADO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.451.602 - PR (2014/0100898-3) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS AGRAVANTE : MTD COMÉRCIO LTDA ADVOGADOS : CHRISTIANO MARCELO BALDASONI CRISTIANO CEZAR SANFELICE

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.079.644 - SP (2008/0172654-7) RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON RECORRENTE : VELLOZA GIROTTO E LINDENBJOM ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C ADVOGADO : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO E OUTRO(S)

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA AGRAVANTE : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA INTERES. : MARIA DE HOLANDA E SILVA E OUTROS EMENTA ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.522.679 - PR (2015/0065254-6) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS AGRAVANTE : ESTADO DO PARANÁ PROCURADOR : FLÁVIO LUIZ FONSECA NUNES RIBEIRO E OUTRO(S) AGRAVADO : ROSANGELA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.087.601 - GO (2008/0199580-8) RELATOR : MINISTRO MASSAMI UYEDA RECORRENTE : RANDON ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA ADVOGADO : ROBERTA BASSO CANALE E OUTRO(S) RECORRIDO : ARNO BRUNO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 875.388 - SP (2006/0175502-5) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX EMBARGANTE : UNIMED CAMPINAS COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADVOGADO : JOAREZ DE FREITAS HERINGER E OUTRO(S)

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.117.258 - PR (2009/0008836-2) RELATOR RECORRENTE PROCURADOR RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO HERMAN BENJAMIN : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA : VALDEZ ADRIANI

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.194.905 - PR (2010/0090634-1) RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON EMENTA RECURSO ESPECIAL MATRÍCULA EM ESTABELECIMENTO PÚBLICO DE ENSINO CRITÉRIO DE GEORREFERENCIAMENTO PONDERAÇÃO INTERPRETAÇÃO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.428.381 - SC (2014/0001798-7) RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES AGRAVANTE : H E C COMERCIAL EXPORTADORA E IMPORTADORA LTDA ADVOGADOS : ALCIDES WILHELM DIEGO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 467.343 - PR (2002/0105069-3) RELATOR : MINISTRO RUY ROSADO DE AGUIAR RECORRENTE : ADILSON OTTMAR DE SOUZA ADVOGADO : SANDRO BALDUINO MORAIS E OUTRO RECORRIDO : LUIZ EDMUNDO GALVEZ

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.403.771 - RS (2013/0308213-3) RELATOR AGRAVANTE AGRAVADO INTERES. : MINISTRO OG FERNANDES : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL : PIO CERVO : PIO CERVO (EM CAUSA PRÓPRIA) : FAZENDA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.313.969 - SC (2012/0051118-5) RELATOR RECORRENTE PROCURADOR RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO BENEDITO GONÇALVES : FAZENDA NACIONAL : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL : SANT'ANA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 32.453 - MT (2010/0118311-2) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : VIVO S/A ADVOGADO : SACHA CALMON NAVARRO COELHO RECORRIDO : ESTADO DE MATO GROSSO PROCURADOR

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.353.891 - RJ (2012/0109074-7) RELATORA : MINISTRA NANCY ANDRIGHI RECORRENTE : FUNDAÇÃO REDE FERROVIÁRIA DE SEGURIDADE SOCIAL - REFER ADVOGADO : ANDRÉA PICCOLO BRANDÃO E OUTRO(S) RECORRIDO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.153.218 - SP (2009/0135019-3) RELATORA : MINISTRA NANCY ANDRIGHI EMENTA PROCESSO CIVIL. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. CÓPIA DE PROCURAÇÃO. INSTRUMENTO PÚBLICO. PRESUNÇÃO DE VALIDADE.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA AGRAVANTE : ONDREPSB LIMPEZA E SERVIÇOS ESPECIAIS LTDA ADVOGADO : IVAR LUIZ NUNES PIAZZETA E OUTRO(S) AGRAVADO : FAZENDA NACIONAL PROCURADORES : ANGELA T GOBBI ESTRELLA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 426.242 - RS (2013/0370295-0) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN EMENTA PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. COFINS. EMPRESAS CORRETORAS DE SEGUROS. MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 660.284 - SP (2004/0071142-4) RELATORA RECORRENTE RECORRIDO : MINISTRA NANCY ANDRIGHI : PANAMERICANO ARRENDAMENTO MERCANTIL S/A : MANUEL MAGNO ALVES E OUTROS : ALEXANDRE ALMADA DANTAS

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça EDcl nos EDcl nos EDcl no AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.028.835 - DF (2008/0027734-2) RELATOR EMBARGANTE EMBARGADO ADVOGADO : MINISTRO LUIZ FUX : UNIÃO : JUCELIA PEREIRA DOS SANTOS E OUTROS : FRANCISCO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 35.825 - MG (2011/0218191-2) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS AGRAVANTE : BIANCA REIS DE SOUZA E OUTROS ADVOGADO : ALICE NETO F DE ALMEIDA E OUTRO(S) AGRAVADO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATORA S : MINISTRA NANCY ANDRIGHI EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO DE APELAÇÃO INTERPOSTO APÓS O TÉRMINO DO EXPEDIENTE FORENSE. INTEMPESTIVIDADE. ARTS. 172, 3º,

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.072.988 - MG (2008/0153048-9) RELATOR : MINISTRO SIDNEI BENETI RECORRENTE : CATALÃO VEÍCULOS LTDA ADVOGADO : ANALUCIA COUTINHO MALTA E OUTRO(S) RECORRIDO : CLEUZA MARIA BORGES ADVOGADO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 905.986 - RJ (2006/0261051-7) RELATOR : MINISTRO ALDIR PASSARINHO JUNIOR RECORRENTE : T B G E OUTROS ADVOGADO : ARMANDO SILVA DE SOUZA E OUTRO(S) RECORRIDO : M K DA S G ADVOGADO : SABRINA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 907.718 - ES (2006/0266103-0) RELATORA : MINISTRA NANCY ANDRIGHI RECORRENTE : LUCIANO DA SILVA MAYRINK ADVOGADO : LUCIANA MARQUES DE ABREU JÚDICE E OUTRO(S) RECORRIDO : ASSOCIAÇÃO DE

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 919.527 - SP (2007/0014498-9) RELATOR : MINISTRO BENEDITO GONÇALVES AGRAVANTE : FAZENDA NACIONAL REPDO : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS AGRAVADO : TRANS-TERRALHEIRO

Leia mais

PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL AGRAVO INTERNO (AC/RN: 0079391-19.2012.8.19.0021) AGRAVANTE: MUNICÍPIO DE DUQUE DE CAXIAS AGRAVADA: HOCHTIEF DO BRASIL S.A.

PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL AGRAVO INTERNO (AC/RN: 0079391-19.2012.8.19.0021) AGRAVANTE: MUNICÍPIO DE DUQUE DE CAXIAS AGRAVADA: HOCHTIEF DO BRASIL S.A. PODER JUDICIÁRIO PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL AGRAVO INTERNO (AC/RN: 0079391-19.2012.8.19.0021) AGRAVANTE: MUNICÍPIO DE DUQUE DE CAXIAS AGRAVADA: HOCHTIEF DO BRASIL S.A. R E L A T Ó R I O Trata-se de agravo interno

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 32.617 - MT (2010/0131496-9) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO PROCURADOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN : ANTÔNIO MÁXIMO GOMES DE SANTANA : ANA LÚCIA RICARTE : ESTADO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.423.457 - PR (2013/0400739-4) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS AGRAVANTE : ZR IMPORTAÇÕES LTDA ADVOGADOS : CRISTIANO LISBOA YAZBEK E OUTRO(S) FERNANDO SOLÁ SOARES TAILANE

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON EMENTA PROCESSUAL CIVIL AGRAVO REGIMENTAL MANDADO DE SEGURANÇA REQUISITOS NÃO DEMONSTRADOS INDEFERIMENTO. 1. Não restaram configurados os requisitos para a concessão da

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.279.961 - MT (2011/0171600-5) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO SIDNEI BENETI : RODOBENS ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA : FLÁVIO LOPES FERRAZ E OUTRO(S)

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.371.922 - SP (2013/0060257-8) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS AGRAVANTE : FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROCURADOR : DENISE FERREIRA DE OLIVEIRA CHEID E OUTRO(S) AGRAVADO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 728.029 - DF (2005/0030981-2) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO REPR. POR : MINISTRO LUIZ FUX : ITATIAIA SEGUROS S/A : FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA E OUTRO : INSTITUTO NACIONAL

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 1.420.880 - PE (2011/0125824-8) RELATOR : MINISTRO NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO AGRAVANTE : FAZENDA NACIONAL : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGRAVADO : ACUMULADORES

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.111.189 - SP (2009/0030752-0) RELATOR : MINISTRO TEORI ALBINO ZAVASCKI RECORRENTE : THEREZA SANTOS GALO E OUTROS ADVOGADO : LEONARDO ARRUDA MUNHOZ E OUTRO(S) RECORRIDO : INSTITUTO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 41.796 - MS (2013/0100701-0) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS RECORRENTE : MARGARETH DE MIRANDA VIDUANI ADVOGADO : PATRÍCIA CONTAR DE ANDRADE RECORRIDO : ESTADO DE

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 340.091 - RS (2013/0142183-2) RELATOR AGRAVANTE AGRAVADO : MINISTRO LUIS FELIPE SALOMÃO : METILDE CASAGRANDE SOUZA E OUTROS : CLARISSA ASSUNÇÃO VIEIRA E OUTRO(S) FLÁVIO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO RECORRENTE : EDUARDO JORGE PENHA DE SOUZA ADVOGADO : JOSÉ ALFREDO FERREIRA DE ANDRADE E OUTRO(S) RECORRIDO : MARIA DO PERPÉTUO SOCORRO RODRIGUES PENHA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.093.501 - MS (2008/0208968-4) RELATOR : MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA RECORRENTE : BV FINANCEIRA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADVOGADO : MARIANA DE CÁSSIA GOMES GOULART

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.453.802 - SP (2014/0109774-1) RELATORA : MINISTRA LAURITA VAZ AGRAVANTE : ROSEMEIRE CARFARO AGRAVADO : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA AGRAVO REGIMENTAL.

Leia mais

RECURSO ESPECIAL Nº 1.092.605 - SP (2008 0214562-8)

RECURSO ESPECIAL Nº 1.092.605 - SP (2008 0214562-8) Superior Tribunal de Justiça Revista Eletrônica de Jurisprudência RECURSO ESPECIAL Nº 1.092.605 - SP (2008 0214562-8) RELATORA : MINISTRA NANCY ANDRIGHI RECORRENTE : CENTERLESTE EMPREENDIMENTOS COMERCIAIS

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.279.941 - MT (2011/0167277-9) RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES RECORRENTE : ESTADO DE MATO GROSSO PROCURADOR : PATRYCK DE ARAUJO AYALA E OUTRO(S) RECORRIDO : VALDECIR AUGUSTO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.434.491 - MG (2012/0121695-4) RELATOR : MINISTRO PAULO DE TARSO SANSEVERINO RECORRENTE : LAPA INCORPORAÇÕES EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS E SERVIÇOS S/A ADVOGADO : RAIMUNDO FREITAS

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 777.906 - BA (2005/0144695-7) RELATOR RECORRENTE RECORRIDO : MINISTRO JOSÉ DELGADO : ADALTRO FERRERA DE SOUZA : YOLANDA SANTOS DE SANTANA E OUTROS : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF :

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 37.688 - MG (2012/0080829-7) RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES RECORRENTE : JOEL JORGE DAMASCENO ALVES E OUTRO ADVOGADO : HÉLIO SILVA DA COSTA E OUTRO(S) RECORRIDO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 897.205 - DF (2006/0235733-6) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS RECORRENTE : VOLKSWAGEN LEASING S/A - ARRENDAMENTO MERCANTIL ADVOGADO : VINICIUS OLLIVER DOMINGUES MARCONDES E OUTROS

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.133.495 - SP (2009/0065395-1) RELATOR RECORRENTE RECORRIDO : MINISTRO MASSAMI UYEDA : JOAQUIM GANÂNCIA DOS SANTOS E OUTRO : ROBERTO SUGAYA E OUTRO : ERNESTO PEREIRA E OUTROS : SEM

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 627.970 - RJ (2004/0015047-6) RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON EMENTA TRIBUTÁRIO - ICMS - IMPORTAÇÃO - DESEMBARAÇO ADUANEIRO - COMPROVANTE DE RECOLHIMENTO, ISENÇÃO OU NÃO-INCIDÊNCIA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 1.218.980 - RS (2009/0152036-0) RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA EMENTA PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL. VIOLAÇÃO DO ART. 535, INCISO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO ARNALDO ESTEVES LIMA EMENTA PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO EXERCIDO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS. COMPROVAÇÃO POR MEIO DE FORMULÁRIO PRÓPRIO. POSSIBILIDADE ATÉ

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.099.480 - MG (2008/0230045-4) RECORRENTE : CONSTRUTORA E INCORPORADORA TERRANOVA LTDA ADVOGADO : JOSÉ CESAR PALACINI DOS SANTOS E OUTRO(S) RECORRIDO : OFICIAL DO CARTÓRIO DE REGISTRO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 202.733 - PR (2012/0144391-7) RELATOR AGRAVANTE ADVOGADOS AGRAVADO AGRAVADO AGRAVADO ADVOGADO : MINISTRO SIDNEI BENETI : BANCO BRADESCO S/A : MATILDE DUARTE GONÇALVES DANIEL

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº 106.421 - SP (2009/0126372-1) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN AGRAVANTE : ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA : MARCO ANTÔNIO OLIVA AGRAVADO : CAIO CÉSAR FERRACIOLI FERREIRA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.316.149 - SP (2012/0059884-0) RELATOR : MINISTRO PAULO DE TARSO SANSEVERINO EMBARGANTE : ÁFRICA SÃO PAULO PUBLICIDADE LTDA ADVOGADOS : ANDRÉ LUIZ SOUZA DA SILVEIRA RODRIGO

Leia mais

RELATÓRIO. Após regularmente processados, vieram-me conclusos os autos por distribuição por sucessão, em abril de 2015.

RELATÓRIO. Após regularmente processados, vieram-me conclusos os autos por distribuição por sucessão, em abril de 2015. PROCESSO Nº: 0802480-48.2014.4.05.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO RELATOR(A): DESEMBARGADOR(A) FEDERAL IVAN LIRA DE CARVALHO (CONVOCADO) - 2ª TURMA RELATÓRIO O EXMO. DESEMBARGADOR FEDERAL IVAN LIRA DE CARVALHO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.374.048 - RS (2013/0073161-8) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO HUMBERTO MARTINS : FAZENDA NACIONAL : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL : EMERSON DA SILVA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 342.463 - SC (2014/0101370-3) RELATOR EMBARGANTE EMBARGADO : MINISTRO BENEDITO GONÇALVES : IPB CORRETORA DE SEGUROS LTDA : RAPHAEL DOS SANTOS BIGATON

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 97.253 - MT (2011/0227337-3) RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES AGRAVANTE : MUNICÍPIO DE CUIABÁ PROCURADOR : JOSÉ ADELAR DAL PISSOL E OUTRO(S) AGRAVADO : VEGA CONTABILIDADE

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA ADVOGADO : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(S) EMENTA DIREITO SINDICAL. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL. ART. 8º, IV, DA CF/88. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PUBLICAÇÃO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 31.637 - CE (2010/0030412-1) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO PROCURADOR : MINISTRO CASTRO MEIRA : FRANCISCO BEZERRA CAVALCANTE : SCHUBERT DE FARIAS MACHADO E OUTRO(S)

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA (Relator): Trata-se de recurso especial interposto contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assim ementado: "Exceção

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 712.998 - RJ (2004/0180932-3) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROCURADOR : MARIANA RODRIGUES KELLY E SOUSA E OUTRO(S) RECORRIDO : ADELINO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 928.265 - RS (2007/0037294-0) RELATOR : MINISTRO JOSÉ DELGADO RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL PROCURADOR : RODRIGO PEREIRA DA SILVA FRANK E OUTRO(S) RECORRENTE : PAULO ROBERTO MOLON ADVOGADO

Leia mais

04/12/2012 PRIMEIRA TURMA : MIN. DIAS TOFFOLI EVENTOS LTDA EMENTA

04/12/2012 PRIMEIRA TURMA : MIN. DIAS TOFFOLI EVENTOS LTDA EMENTA Ementa e Acórdão Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 04/12/2012 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 817.257 PARANÁ RELATOR AGTE.(S) ADV.(A/S) AGDO.(A/S) PROC.(A/S)(ES) : MIN. DIAS TOFFOLI

Leia mais

Coordenação Geral de Tributação

Coordenação Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação Geral de Tributação Solução de Consulta nº 48 Data 19 de fevereiro de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ LUCRO PRESUMIDO. GANHO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO HUMBERTO GOMES DE BARROS RECORRENTE : METALMÓOCA COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA ADVOGADO : BRUNO MARCELO RENNÓ BRAGA E OUTROS RECORRIDO : NOVA AMÉRICA FACTORING LTDA ADVOGADO : MAURÍCIO PERUCCI

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 860.442 - PE (2006/0125468-1) RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROCURADOR : FERNANDA LAPA DE BARROS CORREIA E OUTROS RECORRIDO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.190.426 - SP (2010/0068750-3) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO HUMBERTO MARTINS : MUNICÍPIO DE SÃO JOÃO DA BOA VISTA : JOÃO FERNANDO ALVES

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.045.616 - DF (2008/0069652-2) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADA : MINISTRO ALDIR PASSARINHO JUNIOR : NEUZA JOSE RIBEIRO : MARCOS ATAIDE CAVALCANTE E OUTRO(S) : BRB CLUBE

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 772.818 - RS (2005/0132229-4) RELATOR : MINISTRO CASTRO FILHO RECORRENTE : LUCIANA GHELLER LUQUE ENGEL ADVOGADO : PAULO RICARDO DUARTE DE FARIAS E OUTRO RECORRIDO : BOURBON ADMINISTRAÇÃO

Leia mais