MAPEAMENTO DOS PONTOS DE DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DEMOLIÇÃO EM GOIÂNIA.

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1 MAPEAMENTO DOS PONTOS DE DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DEMOLIÇÃO EM GOIÂNIA. Goiânia, 2007/1 Caroline França Cavalcante 1 Osmar Mendes Ferreira 2 Universidade Católica de Goiás Departamento de Engenharia Engenharia Ambiental. Av. Universitária, Nº 1440 Setor Universitário Fone (62) CEP: Goiânia - GO. Resumo O crescimento populacional conduz ao incremento da construção de habitações o que contribui para a geração de Resíduos da Construção Civil (RCC) ou Resíduos da Construção e Demolição (RCD) ou popularmente conhecido como entulho. A disposição irregular dos RCC impacta o meio ambiente, gera custos ao setor público de coleta, constituem pontos de proliferação de insetos, roedores e outros organismos vetores de doenças, poluição de rios e córregos com conseqüente obstrução dos canais de drenagem, etc. São dispostos sem nenhum tipo de segregação em áreas de bota-fora, áreas protegidas por lei e vias públicas. Goiânia ainda não possui o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, e os resíduos da construção ainda permanecem sendo depositados em áreas ilegais. Este trabalho é voltado para a identificação dos pontos de disposição dos RCC no município e conseqüente identificação das áreas mais afetadas bem como seus impactos no meio ambiente, na sociedade e para os cofres públicos. Para obtenção dos dados foram realizadas visitas in loco, consultas bibliográficas e legislações pertinentes, arquivos fotográficos, laudos técnicos, imagens de satélite. Constatou-se que 64 % das disposições estão localizadas em Zonas de Proteção Ambiental. Palavras-chave: entulho, irregular, áreas, construção civil. Abstract The population growth leads to the increment of the construction of habitations what it contributes for the generation of Residues of Construction Civil (RCC) or Residues of the Construction and Demolition (RCD) or popularly known as rubbish. The irregular disposal of the RCC impact the environment, generates costs to the public sector of collection, constitutes points of proliferation of insects, rodents and other organisms vectors of illnesses, pollution of rivers and streams with consequent blockage of the draining canals, etc. Are made use without no type of segregation in areas of boot-outside, areas protected for law and public ways. Goiânia not yet possesss the Integrated Plan of Management of Residues of the Civil Construction, and the residues of the construction still remain being deposited in illegal areas. This work is come back toward the identification of the points of disposal of the RCC in the city and consequence identification of the affected areas more as well as its impacts in the environment, the society and for the public coffers. For attainment of the data visits had been carried through in lease, bibliographical consultations and pertinent laws, photographic archives, findings technician, images of satellite. One evidenced that 64% of the disposals are located in Zones of Ambient Protection. Keywords: rubbish, irregular, areas, civil construction 1 Acadêmica de Engª Ambiental da Universidade Católica de Goiás. 2 Profº do Dep. de Engª da Universidade Católica de Goiás - UCG.

2 1 1 INTRODUÇÃO Os Resíduos da Construção Civil (RCC) são popularmente conhecidos por entulhos ou Resíduos de Construção e Demolição (RCD) e tecnicamente são definidos pela Resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA de 5 de julho de 2002 como todos os resíduos provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultados da preparação e a escavação de terrenos. A ocorrência dos RCC no meio urbano os definem como resíduos sólidos urbanos, e sua constituição pode ser variável em função de sua origem. Tais resíduos podem ser originados basicamente de três formas: de novas construções, de reformas e demolições (ABES, 2006). Segundo Pinto (2003), é aceitável a afirmação de que a perda varia entre 20 e 30% da massa total de materiais para a construção empresarial (construção residencial em edifícios), a depender do nível tecnológico do construtor. Estudos desenvolvidos e apresentados por Pinto (2003), estimou que nas cidades brasileiras de médio e grande porte, a massa de resíduos gerados da construção civil varia entre 41% (quarenta e um por cento) a 70% (setenta por cento) da massa total de resíduos sólidos urbanos. Esse quantitativo é muito relevante quando pensamos em locais adequados para dispor desse resíduo. O que nem sempre as grandes cidades, como Goiânia, possuem. Os resíduos da construção civil, de acordo com a Resolução 307 (BRASIL, 2002) não poderão ser dispostos em aterros de resíduos domiciliares, em áreas de "bota fora", em encostas, corpos d`água, lotes vagos e em áreas protegidas por lei. Porém, essas recomendações não são de fato aplicadas. As Áreas de Preservação Permanentes, denominadas APP s e protegidas por lei, são as que mais sofrem com a degradação ambiental ao serem ocupadas por material inerte às suas margens, prática comum realizada pelos moradores para fins de nivelamento de terreno e construção de habitações. Diante desse cenário, o objetivo principal dessa pesquisa fundamenta-se na identificação das áreas que funcionam como ponto de descarga irregular do entulho, principalmente áreas próximas a mananciais, servindo como instrumento de auxílio aos órgãos públicos para o desenvolvimento de ações e incrementar a fiscalização nessas áreas de forma a evitar a deposição, assim como o incentivo à implementação do Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil no município de Goiânia.

3 2 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Goiânia, capital do estado de Goiás, fundada em 24 de outubro de 1933, em substituição a antiga capital - Cidade de Goiás. Sua população estimada em 2005 era de habitantes (IBGE, 2006) o que a torna a 2 maior e mais populosa cidade da região Centro-Oeste, perdendo apenas para Brasília. A sustentabilidade na construção civil hoje é um tema de extrema importância, já que a indústria da construção causa um grande impacto ambiental ao longo de toda a sua cadeia produtiva. Esta inclui ocupação de terras, extração de matérias-primas, produção e transporte de materiais, construção de edifícios e geração e disposição de resíduos sólidos (SPOSTO, 2006). Embora outras indústrias, além da indústria da construção civil, tenham problemas semelhantes, a ineficiência em alguns dos processos produtivos, e principalmente o seu tamanho, faz com que a construção seja reconhecidamente uma grande geradora de resíduos. Estes aparecem tanto na construção informal quanto na formal (SOUZA et al, 2004). A Norma Brasileira Registrada - NBR da Associação Brasileira de Normas Técnicas (2004a) classifica os resíduos sólidos e envolve a identificação do processo e atividade que lhes deu origem e de seus constituintes e características e a comparação destes constituintes com listagens de resíduos e substâncias cujo impacto à saúde e ao meio ambiente é conhecido. A mesma, classifica os resíduos sólidos em: a) resíduos classe I - Perigosos; b) resíduos classe II Não perigosos; resíduos classe II A Não inertes. resíduos classe II B Inertes. Ainda com relação às normas da ABNT, foram produzidas recentemente diversas normas referentes à gestão de RCD, pelo CB2 Comitê Brasileiro da Construção Civil, listadas a seguir: a) Norma NBR Áreas de Transbordo e Triagem de RCD (ABNT, 2004b) b) Norma NBR Aterro de Resíduos da Construção Civil (ABNT 2004c): apresenta normas para o licenciamento e operação de Aterros de Resíduos da Construção Civil; c) Norma NBR Áreas de Reciclagem de Resíduos da Construção Civil (ABNT 2004d): apresenta normas para o licenciamento e operação de áreas de reciclagem de

4 3 RCD; d) Norma NBR Uso de agregado reciclado de resíduos de construção em camadas de pavimentação (ABNT 2004e); e e) Norma NBR Utilização de agregado reciclado de resíduos de construção em pavimentação e preparo de concreto não estrutural (ABNT 2004f). A Resolução Conama 307 (BRASIL, 2002) que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, assim definidos em seu artigo 2, I - Resíduos da construção civil: são os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha. A referida Resolução, ainda, classifica os resíduos da construção civil da seguinte forma: Classe A - são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como: a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infra-estrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem; b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto; c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de obras; Classe B - são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros; Classe C - são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais como os produtos oriundos do gesso; Classe D - são os resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros. A Lei Federal (BRASIL, 1998) Lei da Vida, Lei de Crimes Ambientais que dispõe sobre as sanções civis, penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente e seu respectivo Decreto 3.179/1999 que especifica sanções

5 4 pecuniárias, para tais atividades como o lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos que causam poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora. Grande parte dos resíduos originados na construção civil é depositada clandestinamente em terrenos baldios, várzeas e taludes de cursos de água, provocando impactos ao meio ambiente. Alguns destes impactos são plenamente visíveis e provocam comprometimento a paisagem urbana e transtornos ao trânsito de veículos e pedestres. Quando não removidos pelo poder público, terminam por induzir a deposição de outros tipos de rejeitos como os originados de poda de árvores, objetos de grande volume, como móveis e pneus e eventualmente resíduos domiciliares. Possibilitam a proliferação de vetores de contaminação e quando levados pelas águas superficiais, obstruem as canalizações de drenagem. Como a maioria dos municípios não possui áreas destinadas à recepção destes resíduos, estes são, muitas vezes, dispostos nas margens de importantes cursos d água, ocasionando enchentes e prejuízos para a sociedade. Por outro lado, quando destinados pelo poder público a aterros sanitários, terminam por reduzir a vida útil destes (PINTO, 2003). É comum também, que os resíduos da construção venham acompanhados de materiais perigosos como latas de tinta e de solventes, lâmpadas fluorescentes e outros resíduos que deveriam receber tratamento específico, antes de sua destinação final. A remoção dos entulhos dispostos irregularmente nas áreas de bota-fora das cidades, os transtornos sociais causados pelas enchentes e os danos ao meio ambiente, representam custos elevados para o poder público e para a sociedade, apontando para a necessidade do estabelecimento de novos métodos para a gestão pública de resíduos da construção e demolição (PINTO, 2003). Na cidade de Goiânia a coleta dos resíduos sólidos domiciliares é satisfatória em termos quantitativos. Além do lixo despejado na água pelos ribeirinhos, há muito lançamento clandestino de resíduos industriais em leitos de córregos, barrancos, lotes baldios, áreas verdes e logradouros públicos em geral. A geração de entulho, resíduo gerado na construção civil (que cresce muito em Goiânia), seja pelo desperdício nas construções, seja pelas demolições, apesar de melhor regulado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente - SEMMA, ainda constitui um grande fator de degradação ambiental (MARTINS JÚNIOR, 1996). De acordo com a Resolução 307 (BRASIL, 2002), os resíduos da construção civil

6 5 não poderão ser dispostos em aterros de resíduos domiciliares, em áreas de "bota fora", em encostas, corpos d`água, lotes vagos e em áreas protegidas por Lei. É instrumento para a implementação da gestão dos resíduos da construção civil o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, a ser elaborado pelos Municípios e pelo Distrito Federal, o qual deverá incorporar: o Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (deverá estabelecer diretrizes técnicas e procedimentos para o exercício das responsabilidades dos pequenos geradores) e projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. Os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil serão elaborados e implementados pelos geradores (não enquadram-se os pequenos geradores) e terão como objetivo estabelecer os procedimentos necessários para o manejo e destinação ambientalmente adequados dos resíduos. Pereira Júnior (2006), reafirma que a legislação estabelece que o poder público é responsável somente pela gestão dos resíduos sólidos produzidos pelos pequenos geradores. No caso dos grandes geradores, a responsabilidade é da empresa ou pessoa física que produziu os resíduos. Em Goiânia definem-se como áreas de destinação de resíduos oriundos da construção civil aquelas destinadas ao beneficiamento 3 ou à disposição final 4 de resíduos, devendo estar licenciadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente SEMMA. Conforme a Instrução Normativa 018 de 26 de dezembro de 2005 que define diretrizes, critérios e procedimentos para gestão dos resíduos da construção civil, disciplinando as ações necessárias de forma a minimizar os impactos ambientais e institui as Diretrizes Básicas para o licenciamento ambiental dos transportadores destes resíduos sólidos, reforça a disposição adequada dos resíduos no Município de Goiânia e a responsabilidade solidária entre gerador e o transportador. Ainda segundo a referida Instrução Normativa citada acima, define-se como geradores: as pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, responsáveis por atividade ou empreendimentos que gerem resíduos de construção civil e demolição; transportadores: são as pessoas, físicas ou jurídicas, encarregadas da coleta e do transporte, dos resíduos gerados entre as fontes e as áreas de destinação ou disposição final; entulho limpo: material proveniente da construção civil, mais especificamente das partes de alvenaria e telhas de barro, desprovido, como por exemplo, de matéria orgânica, plástico, amianto, tintas, solvente, 3 De acordo com a resolução 307 (CONAMA, 2002) é o ato de submeter um resíduo à operações e/ou processos que tenham por objetivo dota-los de condições que permitam que sejam utilizados como matéria-prima ou produto. 4. São áreas destinadas ao beneficiamento ou à disposição final de resíduos.

7 6 material hospitalar e outros materiais perigosos. O projeto de Gerenciamento de Resíduos Sólidos em Canteiros de Obras (PGRCC), o qual é parte do Programa de Gestão de Materiais (PGM ) idealizado pela Universidade de Brasília (Unb), com o apoio dos Sindicatos da Industrias da Construção Sinduscon do Distrito Federal e de Goiás (Comissão de Materiais e Tecnologia COMAT), da Câmara Brasileira da Indústrias da Construção (CBIC) e da Prefeitura de Goiânia no ano de 2003, teve como diretriz o gerenciamento de resíduos sólidos em canteiros de obras e fundamentou-se na integração dos principais agentes envolvidos na produção (SINDUSCON, 2006). O projeto Piloto 1 foi implantado em Goiânia nas construtoras: Construtora Toctao Engenharia, Conenge Construções e Engenharia, Construtora Moreira Ortence, Dinâmica Engenharia, TCI Construtora e Incorporadora e em Brasília nas construtoras: Construtora RV,Construtora Ipê,Construtora Vilela e Carvalho, Engenharia e Construtora Gutembergue Caetano (SINDUSCON, 2006). Pode-se citar também o Projeto Universidade Viajando que trata-se de um Projeto da Universidade de Ciências Aplicadas de Trier - Campus de Meio Ambiente de Birkenfeld, Alemanha, em parceria com o Centro Federal de Educação Tecnológica CEFET, com o objetivo nessa edição propor maneiras de se lidar com o problema dos resíduos e procurar soluções. Sendo assim, o Projeto prevê a reciclagem dos RCC através de um processo técnico, e a reciclagem dos materiais inertes pode ser usada na pavimentação e na construção de casas. Segundo dados da ASTEG (Associação das Empresas de Transportes de Entulho do Estado de Goiás), atualmente no município de Goiânia 90% do material transportado nas caçambas de recolhimento são de entulho. Destes, (20 a 25)% da prestação de serviços é direcionada a grandes geradores que são as empresas de construção. E (75 a 80) % para o pequeno gerador. Conforme Lei Complementar 031 de 29 de dezembro de 1994 que dispõe sobre o uso e a ocupação do solo nas Zonas Urbana e de Expansão Urbana do Município de Goiânia e estabelece outras providências urbanísticas, define-se como Zonas de Proteção Ambiental ZPA as Áreas de Preservação Permanente, as Unidades de Conservação e faixas contíguas às Áreas de Preservação Permanente e às Unidades de Conservação. Ainda na Lei Complementar 031 (GOIÂNIA, 1994) consideram-se Áreas de Preservação Permanente: - as faixas bilaterais contíguas aos cursos d'água temporários e permanentes, com

8 7 largura mínima de 50m (cinqüenta metros), a partir das margens ou cota de inundação para todos os córregos; de 100m (cem metros) para o Rio Meia Ponte e os Ribeirões Anicuns e João Leite, desde que tais dimensões propiciem a preservação de suas planícies de inundação ou várzeas; - as áreas circundantes das nascentes permanentes e temporárias, de córrego, ribeirão e rio, com um raio de no mínimo 100m (cem metros), podendo o órgão municipal competente ampliar esses limites, visando proteger a faixa de afloramento do lençol freático; - os topos e encostas dos morros do Mendanha, Serrinha, Santo Antônio e do Além, bem assim os topos e encostas daqueles morros situados entre a BR-153 e o Ribeirão João Leite; - as faixas de 50m (cinqüenta metros) circundantes aos lagos, lagoas e reservatório d'água naturais ou artificiais como represas e barragens, desde o seu nível mais alto medido horizontalmente; - as encostas com vegetação ou partes destas com declividade superior a 40% (quarenta por cento); - todas as áreas recobertas por florestas nativas, bem como cerrado ou savana, identificáveis e delimitáveis, de acordo com o levantamento aerofotogramétrico de julho de 1975, realizado pelo Município e, também, aquelas identificadas na Carta de Risco de Goiânia de É de extrema importância que não se incorra agora, na retomada das discussões, no mesmo erro de se discutir a revisão do Plano Diretor de Goiânia somente pela ótica da Expansão Urbana, é importante agregar instrumentos e ferramentas no bojo dessa discussão que possam melhor subsidiar e qualificar a discussão com a sociedade. E um desses instrumentos é a Carta de Risco de Goiânia, que poderá ser uma ferramenta fundamental para que se cumpra os princípios que norteiam o Plano Diretor contidos no Estatuto da Cidade de torná-lo um instrumento básico da política de desenvolvimento, da expansão urbana do município, preconizando o equilíbrio entre as dimensões econômica, social, cultural e ambiental (MATTOS, 2005). A carta de risco constitui importante insumo para o bom planejamento urbano ambiental dos municípios. São utilizadas em todo o mundo e no Brasil. Capitais brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e outras têm suas Cartas de Risco e as utilizam para melhor gerir o uso e a ocupação do solo e subsidiar seus Planos Diretores (MATTOS, 2005).

9 8 3 METODOLOGIA A pesquisa foi desenvolvida no âmbito da área urbana do município de Goiânia, através do diagnóstico das áreas afetadas pela deposição irregular de resíduos da construção civil. A metodologia utilizada baseou-se em revisões bibliográficas, visitas de campo, comparação de imagens de satélite, arquivos fotográficos, laudos técnicos de órgãos municipais e entrevistas com autoridades da área. Inicialmente realizou-se um ciclo de visitas a pontos irregulares de lançamento de entulho, em várias regiões da cidade, com o objetivo de retratar "in 1oco" a disposição dos RCC. Estes pontos foram aos poucos sendo catalogados e mapeados. Posteriormente um mapa fornecido pelo Departamento de Estudos e Projetos da Secretaria Municipal de Planejamento - SEPLAM, já com vários pontos catalogados, serviu como importante instrumento de complementação de dados. Após o mapeamento dos pontos, os mesmos foram estudados de acordo com a área de deposição em: área de proteção ambiental, área entulhada, e pontos novos. Relacionou-se a ocorrência de lançamentos irregulares a áreas de proteção ambiental, bem como foram estudados as suas fragilidades e o motivo de as mesmas serem alvo de depósito irregular. Serviram como aparato legal para toda a discussão do projeto a Carta de Risco de Goiânia, a Resolução 307 (BRASIL, 2002), a Lei Complementar 031 (GOIÂNIA, 1994) e a Instrução Normativa 018 (GOIÃNIA, 2005). 4 RESULTADOS E DISCUSSOES A destinação final adequada, conforme normas ambientais vigentes, aos resíduos gerados pelo pequeno gerador é um dos grandes problemas enfrentados pelo setor de limpeza urbana em Goiânia. Goiânia vem sofrendo com as deposições irregulares dos RCC s, principalmente em fundos de vale, áreas de recarga do lençol freático, lotes baldios, logradouros públicos e áreas em processo erosivo. Por meio do levantamento dos pontos de lançamento de Resíduos da Construção e Demolição (RCD), os mesmos foram dispostos no mapa do Município, conforme mostra a Figura 1.

10 Figura 1: Mapa de localização dos pontos de lançamento de resíduos da construção civil. Fonte: Departamento de Estudos e Projetos da Secretaria Municipal de Planejamento SEPLAM 9

11 10 Foram identificados um total de 64 pontos de disposições irregulares. Como mostra a Figura 2. Sendo 64% deles localizados em Zonas de Proteção Ambiental. Os 36 % das áreas irregulares constituem-se de lotes baldios, logradouros públicos e também de áreas que já foram entulhadas e que atualmente são áreas com moradias ou com outras atividades. Os pontos novos constituem-se de locais onde existem pequenas quantidades de entulho, porém com o passar do tempo pode vir a ser um ponto com maiores dimensões. Disposição dos RCC em Goiânia 36% 64% RCC localizados em Zonas de Proteção Ambiental Áreas já entulhadas e pontos novos Figura 2: Disposição dos pontos de lançamento irregular no município de Goiânia. aos RCD: Durante as visitas in loco obteve-se a confirmação da seguinte realidade, quanto - São lançados sem nenhum tipo de triagem dos materiais; - São utilizados para fins de nivelamento de áreas íngremes, que posteriormente serão utilizadas por moradores para fins diversos; - Constituem pontos de proliferação de insetos, roedores e outros organismos vetores de doenças; - Constituem riscos para a comunidade vizinha que fica exposta à insegurança; - Causam prejuízos aos cofres públicos devido às despezas gastas com limpeza de áreas e córregos e remoção de entulhos, controle de zoonozes e combate de vetores, destinação final; - Assoreamento e poluição de rios e córregos;

12 11 - Poluição visual; - Ocupação de vias e logradouros públicos com resíduos ocasionando a degradação da paisagem urbana; - Obstrução dos canais de drenagem com conseqüentes enchentes. As áreas entulhadas e que atualmente atuam como base de ocupações, no passado também foram pequenos pontos de deposição irregular de entulhos. Mas devido ao descuido do poder público em fiscalizá-las, as mesmas tornaram-se pontos freqüentes de disposição de resíduos. Outro ponto a ser considerado é o fato de proprietários de áreas íngremes terem interesse em nivelá-las, liberando-as para deposição de entulhos. Com o intuito de redução de custos (despezas com combustível, manutenção do veículo, otimização do tempo para mais coletas, etc.) os transportadores optam pela disposição em uma área mais acessível e próximo do local gerador a ter que levar os resíduos até locais autorizados para o lançamento. Estima-se que os gastos com limpeza urbana variam entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão com recolhimento de entulho disposto irregularmente, em municípios acima de 1 milhão de habitantes como no caso do município de Goiânia (SINDUSCON, 2006). Isso, segundo John e Agopyan (2003, p. 4), tem um custo médio de R$10/hab/ano (transporte e disposição). A Prefeitura de Goiânia por meio da COMURG realiza a coleta dos resíduos sólidos urbanos provenientes de quatro origens: Cortes de podas de árvores chamados de galhagens ; Remoção de lançamentos irregulares por grandes geradores e empresas transportadoras de entulho; Coleta de entulho proveniente de pequenos geradores, volume até 1,5 m 3 ; Remoção de médios volumes de resíduos, utilizados por carroceiros e pequenos geradores. Só em Goiânia de acordo com estimativa da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, 1,5 mil toneladas de entulhos da construção civil são produzidas diariamente. Segundo dados do Departamento de Coleta da COMURG (apud IEL, 2007), referente a dados do ano de 2006, em média de 60 mil toneladas por mês, consideram-se a seguinte divisão dos resíduos: 10% galhagens, que são coletadas exclusivamente pelos caminhões de carroceria. Dos 90 % restantes, 45% são entulhos da construção civil. Entretanto, o Sindicato da Construção Civil de Goiás - SINDUSCON apresenta índices diferentes, baseados em pesquisa encomendada pela entidade ao Instituto Euvaldo

13 12 Lodi IEL, referentes a participação dos resíduos da construção e demolição em relação aos resíduos sólidos urbanos para o município de Goiânia no ano de Aproximadamente 1003,1 ton/dia das 1200 ton/dia de Resíduos Sólidos Urbanos são rejeitos gerados pela construção civil o que equivale 41,7 % do total. Percebe-se que há uma diferença de informações quanto ao quantitativo de resíduos da construção civil gerados na cidade. Nesse sentido, é notório a necessidade de um estudo mais aprofundado e tomada de decisões enérgicas com relação à disposição correta destes resíduos. A resolução 307 (BRASIL, 2002) é a primeira ação consolidada para a regulamentação do Gerenciamento dos Resíduos Sólidos da Construção e Demolição (RCD). Ela visa a caracterização, triagem, acondicionamento, transporte, destinação final adequada, diferenciação dos resíduos em classe A,B, C e D (conforme quadro 1), adoção da reciclagem e da reutilização dos RCD. De acordo com a Resolução, os municípios deveriam implementar seus planos de gestão até junho de 2004, enquanto os grandes geradores de RCD deveriam apresentar planos de gestão de resíduos ao submeterem suas obras a licenciamento, a partir de janeiro de Quadro 1: Classificação dos resíduos da construção civil segundo a resolução 307 (CONAMA, 2002). Classe Resíduos Destinação A Componentes cerâmicos, argamassas, Reutilizar ou reciclar como agregados ou encaminhar a concretos, solos etc. Aterros de Resíduos de Construção, de modo a permitir B Resíduos Recicláveis para outras atividades :plástico, papel e papelão, metais, vidros, madeiras e outros. C Gesso e outros sem tecnologia de recuperação ou aplicações em outras D atividades (lixas, manta asfáltica etc). Resíduos Perigosos proveniente da construção: tintas, solventes, óleos e outros resíduos contaminados provenientes de obras em instalações industriais, clinicas radiológicas e outras. a sua utilização ou reciclagem futura. Reutilizar, reciclar ou encaminhar a áreas de armazenamento temporário, de modo a permitir sua utilização ou reciclagem futura Armazenar, transportar e destinar conforme normas técnicas. Armazenar, transportar, reutilizar e destinar conforme normas técnicas. As obrigações definidas na Resolução 307 apesar de impor aos geradores a obrigatoriedade da redução, reutilização e reciclagem, quando, prioritariamente, a não geração dos resíduos não puder ser alcançada, e o desenvolvimento e implementação dos Planos Integrados de Gerenciamento, que possibilitem a definição das responsabilidades dos gerados, não se consolidaram. Tais ações em Goiânia ainda não foram totalmente cumpridas, considerando que já existem planos de redução de geração de RCC em canteiros de obras de algumas construtoras, devido a informações necessárias das características dos diversos

14 13 componentes e classificação dos resíduos, identificação dos agentes envolvidos e dos fluxos ocorrentes nas áreas urbanas. Os resíduos da construção civil e demolição, conforme constatado, são lançados sem nenhum tipo de critério de seleção dos materiais incluindo aí todos os resíduos de classe A, B, C e D e também resíduo doméstico, conforme apresenta a Figura 3: Figura 3: RCC misturados com resíduo doméstico sendo depositados em áreas irregulares. A situação atual das áreas irregulares de disposição de resíduos da construção civil no município de Goiânia encontra-se caótica, pois vem ocorrendo de maneira indiscriminada e clandestina, em áreas inadequadas. Esta condição tem provocado vários problemas ambientais, sociais e econômicos que necessitam de soluções da administração municipal, do pequeno e grande gerador, além da sociedade como um todo. A constituição dos rejeitos da construção civil é heterogênea e dependente das características de cada construção e do grau de desenvolvimento da indústria em uma determinada região. Via de regra, é composto por uma mistura de brita, areia, concreto, argamassa, tijolos cerâmicos e blocos de concreto, restos de madeira, caixas de papelão, gesso, ferro e plástico (SCHENINI, 2004). A resolução 307 do CONAMA estabelece diretrizes e competências quanto a elaboração do Plano de Gerenciamento de RCC, conforme mostra o quadro 2. Quadro 2: Determinações da Resolução 307 quanto ao Plano de Gerenciamento de RCC para grandes e pequenos geradores. Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil a ser elaborado pelos municípios e pelo Distrito Federal Grandes Geradores Pequenos Geradores Projetos de Gerenciamento de RCC serão Programas Municipais de Gerenciamento de RCC será elaborado, elaborados e implementados pelos implementado e coordenado pelos municípios e pelo Distrito

15 14 geradores. Comprovar destinação adequada em ATT s 5 ou aterros Federal. Oferecer pontos de entrega e aterros O município ainda não possui um Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil e está em fase de estudos para a seleção de uma área adequada para a implementação das atividades de transbordo e triagem. Bem como estão em estudos quatro áreas destinadas à instalação dos Ecopontos, que serão pontos de entrega voluntária dos resíduos oriundos dos pequenos geradores, ou seja, até um 1 m 3 (um metro cúbico) de RCC s. Encontra-se também em fase de estudo a instalação de Centros de Reciclagem junto aos Ecopontos. Desse modo, os resíduos seriam, simultaneamente em uma mesma área, passados pela triagem e os resíduos cabíveis de reciclagem ou reaproveitamento já seriam encaminhados ao Centro de Reciclagem. Uma vez ocorrendo a triagem adequada dos resíduos, os de Classe A, conforme definidos anteriormente pela Resolução 307, podem ser utilizados em projetos de recuperação de erosões. Considerando, porém, que toda a área a montante esteja com suas águas pluviais redirecionadas. Este trabalho encontra-se em fase experimental pela SEMMA, mas devido à falta de compromisso das empresas transportadoras a área selecionada para tal teve que ser fechada, pois o padrão de resíduos estabelecido pela Secretaria e que poderia ser lançado resíduo Classe A, entulho limpo (conforme já definido anteriormente), não estava sendo atendido. Tal ação não obteve o resultado esperado além de agravar o processo erosivo, uma vez que os lançamentos de resíduos diversos, sem passar pela triagem, podem causar poluição do solo e das águas. O Plano Diretor de Goiânia, elaborado em 2006, prevê a implementação de uma gestão dos resíduos sólidos (domésticos, hospitalares, industrial e entulhos da construção civil), melhorando o manejo e os índices de limpeza urbana (principalmente nos bairros mais periféricos); diminuição da poluição e degradação ambiental e melhoria da qualidade de vida da população e da paisagem urbana local. A SEMMA por meio de seu corpo técnico elaborou a Instrução Normativa 018, conforme já citado. Porém não é o suficiente para coibir as deposições irregulares pela cidade. É preciso ações que visem uma maior fiscalização das áreas afetadas bem como o licenciamento de todas as transportadoras de entulho, conforme Legislação vigente, como forma de disciplinar as ações de deposição. 5 Áreas de transbordo e triagem de resíduos oriundos da construção civil.

16 15 Conforme afirma Karla Maria Silva de Faria, Técnica da Divisão de Licenciamento Ambiental da SEMMA, em levantamento feito recentemente, existem na capital um total de 45 (quarenta e cinco) empresas transportadoras de entulho que atualmente encontram-se na seguinte situação da Figura 4: Situação e quantitativo das empresas transportadoras de entulho da capital Empresas já notificadas quanto à renovação da Licença Ambiental Empresas com Licença Ambiental regularizada Empresas não licenciadas e que ainda não foram notificadas. Figura 4: Situação e quantitativo das empresas transportadoras de entulho existentes em Goiânia quanto à Licença Ambiental. Em caráter emergencial, por meio de um acordo firmado com o Ministério Público de Goiás através de parceria entre a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e a COMURG, o aterro Sanitário do Município foi disponibilizado por um período de 04 meses para o Depósito dos Resíduos Sólidos de Construção Civil, até que se completasse os estudos para definição do Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. O prazo já está se esgotando. Todas as empresas transportadoras de entulhos estariam autorizadas a direcionarem seus resíduos para o Aterro, desde que os RCC chegassem ao local com apenas 10% de impurezas, ou seja, com 90 % de resíduos Classe A. O município tem estudado o procedimento para o licenciamento do setor da construção, considerando a relevância dos impactos por esta atividade. Os serviços de limpeza urbana de Goiânia são de responsabilidade da Companhia de Urbanização de Goiânia - COMURG, sendo os serviços de: varrição limpeza de terrenos baldios, limpeza de vias públicas e outros, a coleta e transporte de resíduos domiciliares urbanos e resíduos sólidos especiais urbanos. A Prefeitura faz a remoção destes resíduos descartados inadequadamente (em torno de 45 mil toneladas por mês) por motivo de preservação da saúde pública (PREFEITURA DE GOIANIA, 2007).

17 16 Após a coleta destes resíduos a COMURG os leva para pontos autorizados pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente SEMMA, onde é feita a triagem ou separação do resíduo. Somente os resíduos classe A são depositados nas áreas autorizadas, sendo o restante levado para ser depositado no Aterro Sanitário. Somente os caminhões da COMURG adentram as dependências dos locais autorizados para disposição final. O Assessor Técnico Alzírio Francisco Barbosa do Departamento de Coleta da Comurg, informa que, estão autorizadas pela SEMMA 3 (três) áreas para disposição final, dos resíduos classe A: Residencial Humaitá, Aterro I Rodovia GO-060 Km 03, Chácara São Joaquim saída para Trindade e Aterro II Fazenda Vale das Pomba Rodovia GO-020 saída para Bela Vista Km 5,5.Nestes locais é feita a triagem dos materiais não inertes por funcionários da COMURG e levados ao Aterro I (Aterro Sanitário de Goiânia). Na Figura 5 abaixo é apresentada uma área localizada na Região Leste às margens do Rio Meia ponte, em área de Proteção Ambiental, conforme Lei Complementar 031 de 29 de dezembro de 1994 que dispõe sobre o uso e a ocupação do solo nas Zonas Urbana e de Expansão Urbana do Município de Goiânia. A área é utilizada como depósito de entulhos e é caracterizada segundo a Carta de Risco de Goiânia, como sendo Terraço Fluvial da Bacia do Rio Meia Ponte, ou seja, são depósitos Alúvio-coluviais suspensos em relação às planícies atuais do Rio Meia Ponte e Ribeirão João Leite. Possui solos aluvionais, inconsistentes. São também áreas de Fundo de Vale, ao longo de todo o sistema de drenagem onde se acentuam as declividades. Possui grande complexidade de depósitos e exposições rochosas. Declividade chegando a mais de 40%. Presenças de Latossolos, cambissolos e pedzólicos. São áreas impróprias à ocupação urbana, destinados à recuperação e Preservação. Jardim Novo Mundo Figura 5: Área localizada às margens do Rio Meia Ponte, na região Leste da capital, impactada pela deposição irregular de RCC. Coordenadas: S/ W. i

18 17 Fazendo-se uma comparação das imagens percebe-se claramente a modificação da paisagem, pela deposição irregular de RCC às margens do Rio Meia Ponte. Na Figura 6, pode ser observado o grande volume de RCC depositado na área citada acima. Figura 6: Grande volume de RCC depositado em área de proteção ambiental do Rio Meia Ponte. A Figura 7 abaixo, mostra a deposição irregular de RCC a montante da rede de drenagem direcionada para o Córrego Santa Rita, na região Sudoeste da capital. A montante do local existia uma erosão provocada pela ação das águas pluviais e houve a tentativa de recuperação por meio da deposição de entulho. Dois erros estão presentes nesta ação: primeiramente, não houve o disciplinamento das águas pluviais a montante e secundariamente o resíduo da construção civil sem sua correta segregação não é adequado à recuperação de erosões. Neste local a rede foi obstruída pelo resíduo, devido ao carreamento pelas águas pluviais e contribuiu para o assoreamento do manancial, ampliando os riscos de enchentes e deslizamento de encostas, além de aumentar os custos municipais com limpeza urbana e com obras de infra-estrutura. Figura 7: Disposição irregular de RCC localizados a montante de rede de drenagem direcionada para o manancial.

19 18 Neste outro caso comprovado pela pesquisa, como mostra a Figura 8, pode-se observar o que acontece com o curso normal do manancial quando suas margens são tomadas por RCC. Figura 8: Disposição irregular de RCC às margens do córrego Macambira. O ponto acima de coordenadas S / W localiza-se ás margens do córrego Macambira na região Sudoeste. É um local utilizado para disposição de entulhos a fim de aterrar a área. Observa-se que o material foi carreado pela força das águas, ocasionando o assoreamento do leito do córrego e alterando seu curso natural. Como no município ainda não existe um Programa de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, as ações empregadas em relação aos RCC são apenas corretivas com realização de limpezas emergenciais dos locais onde ocorrem deposições ilegais. Porém na ausência de soluções definitivas satisfatórias, muitos destes locais, como citado acima, acabam se firmando como bota-foras não oficiais, tornando rotineiras as limpezas emergenciais. O que não resolvem em nada a situação, pois no dia seguinte as mesmas áreas se tornam alvos fáceis para deposição ilegal. É preciso haver um trabalho de conscientização ambiental dos pequenos e grandes geradores, bem como de toda a sociedade quanto à disposição irregular de RCD, priorizando a redução da geração de resíduos. Nesse sentido, o município atua somente como agente corretivo, tendo que arcar com custos que poderiam ser evitados, caso as políticas e ações municipais preventivas contras as disposições irregulares fossem implantadas realmente. O transportador ou as empresas transportadoras que depositam irregularmente RCC em vias e logradouros públicos próximos da região de geração minimiza seus custos de transporte e evita custos de deposição regular, transferindo estes para o poder público, ou seja,

20 19 para a sociedade. Esta situação possibilita a oferta de menores custos do que os praticados pelo transportador que destina seus resíduos em distantes áreas licenciadas. Face à concorrência desleal, é grande a possibilidade dos transportadores cadastrados passarem à ilegalidade. Conforme instrução normativa 018, o descarte, mesmo que provisório, em áreas diferentes das autorizadas pelo órgão ambiental competente acarretará na cassação da licença ambiental do Transportador, além de outras penalidades previstas na legislação vigente. A falta de um Plano de Gerenciamento dos RCC aliado a uma fiscalização ineficaz, contribui para permanência do ciclo vicioso de deposições ilegais e limpeza pelo órgão público responsável. Enquanto isso perde-se ou altera-se as características ambientais peculiares das áreas de Proteção Ambiental, pela presença de RCC. Ainda considerando o potencial existente em termos de reciclagem dos resíduos sólidos da construção civil, bem como o provável esgotamento dos recursos naturais e matérias primas em um futuro próximo, como por exemplo, o cascalho e a areia, um Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Indústria da Construção torna-se obrigatório neste momento. Estudos nacionais e internacionais demonstram que 60% dos resíduos da construção constituem-se por resíduos classe A (classificação da Resolução 307 do CONAMA,), ou seja, predominantemente alvenaria, concreto, argamassas e materiais cerâmicos, os quais uma vez processados, pelo simples processo de britagem, são potencialmente reutilizáveis e recicláveis, principalmente como substitutos do cascalho usado como base e sub-base de pavimentação. As pesquisas realizadas por Furnas Centrais Elétricas S.A. com o apoio da Universidade Federal de Goiás confirmam a aplicação do agregado reciclado classe A (PROGRAMA DE GESTÃO DE MATERIAIS, 2004). A construção é um dos maiores empregadores e grande alanvacador da economia nacional. São muitos os desafios a serem assumidos num cenário em que a complexidade dos processos leva ao envolvimento de vários agentes ( setor produtivo, setor público e terceiro setor) no compartilhamento das responsabilidades pelo gerenciamento dos resíduos sólidos. As dificuldades vão além da necessidade de informações a respeito de quantidade, da qualidade e até mesmo da identificação da estrutura de gestão dos resíduos gerados (BLUMENSCHEIN, 2004). 5 CONCLUSAO O incremento da geração dos RCC aliado à ausência de políticas públicas

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