Gerenciamento e Reciclagem de Resíduos de Construção & Demolição no Brasil. Dr. Eng. Sérgio Angulo (11)

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1 Gerenciamento e Reciclagem de Resíduos de Construção & Demolição no Brasil Dr. Eng. Sérgio Angulo (11)

2 PROBLEMATIZAÇÃO

3 Coleta do RCD: um problema logístico Uma empresa de coleta é mais competitiva quanto menor for a distância de transporte envolvida entre o gerador e o destino!!

4 Deposições irregulares Extraído de: PINTO, T.P. Metodologia para a gestão diferenciada de resíduos sólidos da construção urbana p. Tese (Doutorado) Escola Politécnica, Universidade de São Paulo. São Paulo, 1999

5 Clandestinidade e Custo público Mônica Cardoso (Estado de São Paulo, julho 2008): Quase metade das caçambas cadastradas pela Prefeitura em São Paulo está em situação irregular. O Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) estima que 750 empresas atuem na capital paulista, totalizando cerca de 29 mil caçambas. Dessas, 40%, quase 12 mil caçambas, estão irregulares - não renovaram o cadastro anual. E a estimativa não leva em conta as clandestinas, uma vez que não se pode ter idéia de quantas são. Por dia, a Prefeitura recolhe das ruas 3 mil toneladas de resíduos somente da construção civil - resultado de crime ambiental, ou seja, de descarte irregular. E a situação deve piorar com o avanço da construção civil e a tendência de aumento da clandestinidade entre os proprietários de caçambas.

6 Impactos ambientais

7 Botas-foras

8 Solução: proposta nacional Resolução CONAMA n. 307 Manual para implantação MINISTÉRIO DAS CIDADES (MC). Manejo e gestão de resíduos da construção civil: como implantar um sistema de manejo e gestão nos municípios. Editores: PINTO, T. P. et al. Volume 1. Brasília: CAIXA, p.

9 Resolução 307 do CONAMA Objetivos Reduzir os impactos ambientais do RCD, através do sistema de gerenciamento integrado. Reaproveitar ou reciclar o RCD neste sistema, triando-o em classes. Não destinar mais RCD recicável em botasforas ou aterro sanitários!!! CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA). Resolução nº 307. Brasília, 2002.

10 Atribuição de responsabilidades (RCD)

11 A rede de coleta torna a deposição irregular pouco atrativa WHITTON, F. O. Gestão dos resíduos da construção civil no municipio de São Paulo. Seminário Gestão e Reciclagem do RCD, Poli-USP, 2005.

12 Objetivo desta apresentação Apresentar o gerenciamento e reciclagem de RCD brasileiro, refletindo sobre as dificuldades encontradas e oportunidades para melhoria do cenário atual.

13 GERENCIAMENTO DO RCD: ENTRAVES E OPORTUNIDADES

14 IMPLANTAÇÃO

15 Qualidade dos aterros municipais Marques Neto (2009). Estudo da gestão municipal dos resíduos de construção e demolição na Bacia Hidrográfica do Turvo Grande. Tese de doutorado (EESC-USP)

16 Depende: Disseminação da Resolução CONAMA 307 Da forma de tratamento dos resíduos sólidos nos aterros municipais. Disseminação nos pequenos municípios para ter escala nacional. O Brasil é composto majoritariamente por pequenos municípios!

17 Dificuldades dos pequenos municípios Marques Neto (2009). Estudo da gestão municipal dos resíduos de construção e demolição na Bacia Hidrográfica do Turvo Grande. Tese de doutorado (EESC-USP)

18 Geradores (Informalidade) Construção (formal) 25% Reformas & Demolições 50% AutoConstrução (informal) 25% A partir de: VASCONCELLOS, F Dados de Sinduscon-SP. PINTO, T. P Tese doutorado (USP).

19 Geradores (Informalidade) Nos pequenos municípios, as reformas são geradores importantes! Construção 17% Reforma 83%

20 TRIAGEM DO RCD

21 Triagem do RCD em classes A (recicláveis como agregados) B (recicláveis para outros destinos) C (sem tecnologias de reciclagem disponíveis) D (perigosos)

22 Variabilidade do Classe A Estrutura de Concreto edifício/ponte Alvenaria de Bloco Cerâmico

23 Solos/vidrados cerâmicos deveríam ser classificados como Classe A?? Como podemos reciclar esses materiais?

24 Contaminações no Classe B? Existe resíduo perigoso na madeira? Como identificar? Como retirar o cimento das embalagens de papel?

25 Classe D (perigosos) Cimento amianto tem sido triado nas áreas de triagem e usinas de reciclagem? Existe risco quando fragmentado ou britado?

26 Síntese A reforma, somada ou não a autoconstrução, é a principal fonte geradora de RCD (setor informal) A maior responsável pelo problema não são as construtoras (setor formal) Os instrumentos legais para o controle dos agentes informais são pouco efetivos.

27 Síntese Implantação do CONAMA processo lento, porque depende da demanda progressiva dos agentes envolvidos Estudos podem ser viabilizados por: Uso do manual do Ministério das Cidades. Consórcios municipais/bacias hidrográficas. Programa PATEM (SD/GESP), desde que a demanda possa ser priorizada.

28 RECICLAGEM DO RCD: ENTRAVES E OPORTUNIDADES

29 CENÁRIO

30 Cenário econômico A distância de transporte entre produção/aplicação da brita natural representa 2/3 do seu custo. A brita reciclada reduz pela pela metade a distância de transporte entre produção/aplicação, reduzindo até 30% no custo em relação a brita natural

31 Número acumulado (un) Usinas inauguradas (un) Crescimento das usinas numero de usinas 5 20 total acumulado de usinas numero acumulado de usinas públicas 4 número acumulado de usinas privadas Situação em Anos 0

32 Características das usinas Distribuição por setor 61% pública 39% privada Usinas públicas Produção descontínua (50% parada) 65% delas gerenciamento municipal de RCD Mercado interno das prefeituras Não foca num produto específico

33 DESENVOLVIMENTO & IMPLANTAÇÃO

34 É preciso Selecionar tecnologia de reciclagem mais adequada técnica e economicamente para se atingir um produto com qualidade aceitável. Dependendo da qualidade do RCD e uso desejado no município (pavimentação, argamassa, concreto), algumas alternativas podem não ser viáveis.

35 Selecionar o produto Qual seria o mercado mais apropriado? Estradas rurais (revestimento primário) Subbases e Bases de pavimentos urbanos Elementos pré-moldados de concreto (blocos, bancos, postes de iluminação, etc). Argamassa Concreto magro Concreto estrutural?

36 Compor amostra representativa

37 Homogeneizar a amostra homogeneização retomada das extremidades redistribuição das extremidades 2 bags (1m 3 ) após redistribuição das extremidades

38 Simular rotas de processo no laboratório

39 Simular rotas de processo no laboratório

40 Teste do produto (Revestimento primário de vias)

41 Britadores são necessários para usos em argamassas e concretos Britador de Mandíbula Britador de Impacto

42 Britadores: e como fica a escolha? Depende da dimensão máxima (alimentação e produto), definindo o número de estágios! Os britadores usuais não influenciaram a qualidade da brita de RCD! Decisão: Aquisição ($) x Manutenção ($)!

43 Brita para concreto com qualidade constante Parâmetros Teor de não minerais (%) Teor de finos (%) Absorção de água(%) Substituição da brita natural pela reciclada (%) ,00 0,40 0,80 1,20 1,60 2,00 2,40 2,80 3,20 3,60 4,00 1,00 2,90 4,80 6,70 8,60 10,50 12,40 14,30 16,20 18,10 20,00 0,50 2,45 4,40 6,35 8,30 10,25 12,20 14,15 16,10 18,05 20,00

44 Brita de alta qualidade para concreto 1a camada 2a camada 3a camada 4a camada

45 Síntese Não existe rota pré-definida...depende da qualidade pretendida e dimensão do resíduo. Usinas nacionais: pouca preocupação com a tecnologia ou rota de processo empregado. Existem alternativas simples para se viabilizar a reciclagem de RCD. Uso de tecnologias pode melhorar muito a qualidade do material.

46 E... Se não forçarmos os agentes envolvidos a reciclarem, seremos meros selecionadores de resíduos.

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