correas UNIPLY Funcionamento das Correias Elevadoras Componentes de um Elevador de Correias a Canecas Referências:

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1 Funcionamento das Correias Elevadoras Componentes de um Elevador de Correias a Canecas Os elevadores de correias a caçambas são os equipamentos mais comuns e econômicos para o movimento vertical de materiais a granel. As caçambas (ou canecas) são os recipientes que contêm o material, pegando-o na parte inferior do sistema e virando-o na parte superior. Para isto é preciso ter uma configuração adequada. As caçambas vão montadas sobre a correia que é a que transmite o movimento do tambor de acionamento e a que deve absorver os esforços provocados por esta transmissão, além do peso efetivo do material elevado e o peso das caçambas. As correias utilizadas devem possuir uma grande resistência transversal para garantir a fixação dos parafusos da caçamba. As mesmas devem ser selecionadas em função do cálculo a ser realizado de acordo com as características de cada elevador. Referências: Figura Correia 2 - Caçambas 3 - Tambor de Acionamento 4 - Tambor de Retorno 5 - Cabeça do Elevador 6 - Pernas 7 - Pé do Elevador 8 - Portas de Inspeção 9 - Unidade de Acionamento 10 - Esticador 11 - Freio Automático (contra recuo) 12 - Descarga do Elevador 13 - Calha de Alimentação 14 - Porta de Limpeza DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES Unidade Acionadora Se encontra localizada na parte superior do elevador, está constituída por um motor e um redutor que pode estar ligado diretamente ao eixo do tambor acionador ou através de um acoplamento elástico. Toda a unidade é sustentada por uma plataforma construída para esse fim. Tambor de Acionamento É o encarregado de transmitir o movimento à correia. Normalmente é fabricado em fundição ou chapa de aço. Podem ter uma dupla conicidade com o objetivo de centralizar a correia, sempre e quando a caçamba o permita. É altamente recomendável o recobrimento do mesmo com borracha para protegê-lo do desgaste produzido pela grande quantidade de pó que gera o sistema. Este recobrimento evita também o desgaste prematuro da correia e torna eficiente o uso da poténcia, economizando energia. O diâmetro do mesmo se calcula em função da descarga e da velocidade para obter uma operação eficiente.

2 Cabeça do Elevador Também localizada na parte superior do elevador, é uma estrutura metálica que contém o tambor acionador, formando parte da mesma, a unidade de acionamento, o freio e a calha de descarga. O capô da cabeça ou momento em que se produz a descarga. Esta trajetória depende de vários fatores como por exemplo, o tipo de caçamba, a velocidade da correia e o diâmetro do tambor acionador. Freio É um sistema ligado ao eixo do tambor acionador. Permite o livre movimento no sentido de elevação. Se por qualquer motivo o elevador parar com as caçambas carregadas, este sistema impedirá o retrocesso da correia, evitando assim que o material contido nas mesmas seja descarregado no fundo do elevador. Os dispositivos mais usados são: o de reboque ou o de esteira. Ramal de Subida Junto com o ramal de baixada une a cabeça com o pé do elevador. Normalmente fabricado em chapa dobrada e soldada de construção modular. Cada corpo se une ao seguinte com parafusos. Seu comprimento depende da altura do elevador. Sua dimensões devem permitir a passagem da correia e das caçambas com determinada folga. Este ramal (também determinado "perna") contém a correia e as caçambas carregadas em seu movimento ascendente. Sobre o mesmo normalmente se encontra localizada a porta de inspeção. Ramal de Baixada Cabem as mesmas considerações gerais indicadas para o ramal de subida. Este ramal (também denominado "perna"), contém a correia e as caçambas vazias em seu movimento descendente. Tambor de Reenvio Está localizado na parte inferior do elevador. Sobre o eixo do mesmo se encontra montado normalmente o dispositivo de estiramento. É recomendável que sua construção seja alada ou tipo "gaiola" para evitar que o material derramado seja introduzido entre o tambor e a correia, provocando danos a mesma. Seu diâmetro é geralmente igual ou menor que o tambor de acionamento. Dispositivo de Estiramento Como seu nome indica, este dispositivo permite a tensão da correia obtendo um perfeito funcionamento do sistema. Este dispositivo pode ser de dois tipos: a parafuso (o mais usual) ou automático (para elevadores de grandes capacidades). Boca de Descarga El nombre indica su función. Pé do Elevador Está localizado na parte inferior do elevador e contém o tambor de reenvio. São partes integrantes do mesmo, o recipiente de alimentação (Calha) e o dispositivo de estiramento. Esta parte da estrutura encontra-se regularmente munida de portas de inspeção e de limpeza. Calha de Descarga Calha de Alimentação

3 Porta de Inspeção Porta de Limpeza Correia Estruturalmente e em termos gerais, as correias utilizadas em elevação são iguais às utilizadas em transporte. Entretanto, se deve ter muito em conta no momento de sua seleção, a maior robustez que deve possuir. Não esqueçamos que sua resistência longitudinal será afetada pelas perfurações a que é submetida para a colocação das caçambas através dos parafusos e deve possuir maior resistência transversal para obter uma parágrafo anterior, não é somente importante realizar o cálculo de tensão da correia, é também importante saber que a mesma deverá dimensionar-se em função de sua robustez, de sua capacidade para suportar o arrebatamento das caçambas, de sua porcentagem de estiramento e também da forma de estirar-se em função do tempo de uso, de sua resistência química e física, de sua capacidade para dissipar a energia estática sempre presente nestes sistemas de elevação, de sua necessidade de ignifugação, e de qualquer modelo de correia possui uma resistência nominal ao arrebatamento das caçambas que se expressa numa projeção máxima que os mesmos devem ter. Este é um dado que fornece o fabricante como também o da porcentagem máxima de estiramento e a forma de produzí-lo através do tempo de uso. Em função deste último ponto é sempre recomendável a utilização da correia com urdidura (sentido longitudinal) de poliéster, produz nos primeiros meses de uso, depois a correia já não se estira. Com relação às dimensões da correia, recomenda-se observar os seguintes requisitos quanto a largura da mesma: deve ser de 10 mm a 25 mm mais larga que a caçamba de cada lado (entre 20 mm a 50 mm mais larga no total que o comprimento da caçamba). A distância da borda da correia até a lateral da "perna", deve ter no mínimo 50 mm para elevadores também importante ressaltar o diâmetro mínimo de tambor que a correia suporta como elevadora e que também é um dado fornecido pelo fabricante para cada modelo. Durante o processo de perfuração da correia para o alojamento dos parafusos da caçamba, é importante que os orifícios sejam do mesmo diâmetro dos parafusos a serem utilizados e que devem estar alinhados e esquadrados (ângulo de 90 ) em relação a linha central da correia, para evitar distorções no funcionamento (vaivém). Caçambas Dentro do sistema de elevação, são os elementos que alojam a carga em seu trajeto ascendente. Segundo sua construção, podem ser metálicas de chapa soldada ou estampadas, de material plástico, de formatos e dimensões, cada fabricante de elevadores normalmente conta com um desenho particular. Existem também grandes fábricas de caçambas de diferentes materiais e com desenho standard. As seleção das mesmas, é aconselhável seguir as indicações do fabricante no que diz respeito à velocidade da correia e ao desenho do capô ou chapéu do elevador, fundamentalmente nos elevadores centrífugos onde o "momento" de descarga da caçamba é fator determinante da e ao desenho do capô indicados.

4 porção embutida que permita o alojamento da cabeça do parafuso e da correia para que dita cabeça não como também a perda da aderência ao tambor de comando quando este se encontra revestido. Figura 3 Figura 4 De acordo com a montagem das caçambas, desenho das mesmas e velocidade do sistema, os elevadores são a) Elevadores de descarga centrífuga Como seu nome indica, a descarga da caçamba se efetua por força centrífuga ao momento de girar a correia efetua normalmente pelo dragado do material depositado no pé do elevador. A velocidade da correia é alta (entre 1,2 e 4 m/seg). A "passagem" entre as caçambas normalmente é de 2 a 3 vezes a sua projeção. Existe uma variante a este sistema, onde as caçambas são "sem fundo" e o espaçamento é mínimo (entre 10% e 11% de sua fundo. Com este último sistema se consegue uma verdadeira "coluna" de material que permite desenhar elevadores de menores dimensões para uma mesma capacidade de elevação. Estes elevadores são utilizados b) Elevadores de carga por gravidade As caçambas estão instaladas em forma contínua, sem espaçamento entre elas e a descarga se efetua por gravidade utilizando a parte inferior da caçamba precedente como chute de descarga. A carga se realiza diretamente por esse recipiente (e não por dragado). A velocidade da correia é baixa (entre 0,5 a 1,0 m/seg). Estes elevadores são utilizados para materiais frágeis, úmidos ou de alta granulometria (café, argila, ração). Alinhamento da Correia Num sistema de elevação, a falta de alinhamento da correia provocará problemas como ruptura e arrebatamento das caçambas, ruptura da correia e danos estruturais no elevador. As causas do não alinhamento da correia mais comuns num sistema de elevação são: - Uniões de correias fora do esquadro. - Fixação de caçambas fora de esquadro - Carga do elevador descentralizada. A dupla conicidade de tambores de comando pode ser um auxiliar importante no alinhamento da correia, mas poderá ser utilizada somente nos casos onde a caçamba o permita.

5 Uniões da Correia uniões básicas: Dados requeridos para a Correta Seleção de uma Correia Elevadora Em função do já exposto, a seguir detalhamos os dados indispensáveis para a correta seleção de uma correia elevadora: 1)Material transportado - Denominação do Produto - Descrição - Densidade - Granulometria - Presença de óleos ou gorduras e químicos - Temperatura do produto - Necessidade de resistência ao fogo e anti-estático - Umidade - Grau de Abrasão - Temperatura Ambiente 2) Capacidade Máxima de Elevação 3) Largura da Correia 4) Distância entre Centros de Tambores 5) Diâmetro do Tambor de Comando (Comando e Reenvio) 6) Superfície do Tambor de Comando (Com ou sem revestimento) 7) Tipo de Sistema Tensor 8) Caçambas - Comprimento - Profundidade - Projeção - Peso - Capacidade de Carga - Numero de Fileiras - Número de Unidades por Metro 9) Velocidade da Correia 10) Potencia Instalada 11) Sistema de Carga - Direto do Recipiente (chute) - Dragado - Dragado + Recipiente 12) Horas de Trabalho por dia 13) Sistema de Emenda da Correia 14) Mínima Temperatura Média Ambiente

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