TURMA EXTENSIVA DE TRABALHO SEMANAL Prof.: Marcos Dias Disciplina: Processo do Trabalho Data: 19/02/2009. Material disponibilizado pelo Professor:

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1 Material disponibilizado pelo Professor: 1.3. COMISSÕES DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA A Lei n , de 12 de janeiro de 2000, que entrou em vigor 90 dias após sua publicação, altera e acrescenta artigos à Consolidação das Leis do Trabalho, dispondo sobre as comissões de conciliação prévia e permitindo a execução de títulos executivos extrajudiciais na Justiça do Trabalho. A grande inovação trazida pela lei foi a criação de comissões de conciliação prévia que poderão ser constituídas no âmbito dos sindicatos ou no das empresas, independentemente do número dos empregados. TIPOS DE COMISSÕES Extrai-se da lei que são quatro os tipos de comissão de conciliação prévia, a saber: a) de empresa; b) por grupo de empresas; c) empresa/sindicato; d) intersindical. a) CONCEITO A comissão de conciliação prévia abriga procedimento que, sem recorrer à jurisdição estatal, configura negócio jurídico que se caracteriza por concessões recíprocas dos sujeitos da relação de emprego, pondo fim conflitos de interesses e impedindo, assim, que atinjam a fase de reclamação trabalhista. É ESPÉCIE DE MEDIAÇÃO (conciliação obtida a partir de conciliadores) OBS 1: É meio de composição de conflito que se aplica a qualquer dissídio, de natureza individual ou coletiva? Lei fala em qualquer demanda de natureza trabalhista (artigo 625-D); Entendimento é que se refere aos dissídios individuais, até porque para as demandas de direito coletivo já existe a solução pela via da convenção ou acordo coletivo de trabalho. OBS 2: Há vedação expressa na lei para que existam ao mesmo tempo comissão da empresa e comissão sindical? Uma não é excludente da outra, ou seja, a lei não veda que sejam organizadas com a mesma finalidade as duas comissões. Com a nova redação do artigo 625-D, 4º da CLT, havendo duas comissões, de empresa e sindical, cabe ao interessado optar por uma delas para submeter a sua demanda, sendo competente aquele que primeiro conhecer do pedido. OBS 3: Ocasiona a SUSPENSÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL: Artigo 625-G da CLT: O prazo prescricional será suspenso a partir da provocação da comissão de conciliação prévia, recomeçando a fluir pelo que lhe resta a partir da tentativa frustrada de conciliação ou do esgotamento do prazo previsto no artigo 625-F. Suspenso o prazo ele não flui e só começa a correr a partir do momento em que a lei estabelece a sua retomada. AQUI NÃO HÁ LIMITAÇÃO QUANTO AOS PEDIDOS. (não há que se falar em identidade de pedidos Súmula 268 do c. TST, pois esta Súmula trata de interrupção). Mesmo diante do disposto no artigo 625-D da Comissão de Conciliação Prévia (que fala em demanda, que deverá ser reduzida a termo, conforme 1º do artigo 625-D da CLT) b) NATUREZA JURÍDICA - EXTRAJUDICIAL O resultado nas comissões de conciliação prévia é sempre atingido sem a intervenção do poder decisório do Estado, a jurisdição. Por isso possuem as comissões referidas a natureza extrajudicial, tendo em vista que o procedimento se instaura, desenvolve e esgota-se sem necessidade de recurso ao Poder Judiciário. - CONCILIATÓRIA, SEM PODER DECISÓRIO - 1

2 As comissões não têm poder decisório, mas tão-só atribuição conciliatória. A finalidade é tentar, tanto quanto possível, uma solução rápida da controvérsia surgida entre o empregado e o empregador. OBS 1: É PRESSUPOSTO PROCESSUAL ou CONDIÇÃO DA AÇÃO? 1ª POSIÇÃO: É PRESSUPOSTO PROCESSUAL DE VALIDADE OBJETIVO Ives Gandra da Silva Martins Filho. 2ª POSIÇÃO: É UMA CONDIÇÃO DA AÇÃO Júlio César Bebber. José Afonso Dallegrave Neto. Faltaria interesse de agir. OBS: Entretanto, mesmo alguns autores que se posicionam neste particular, entendem que trata-se de uma condição da ação que pode se implementar no curso do processo. Assim quando as partes reiteram a impossibilidade de acordo, fim precípuo das aludidas comissões, o juiz deve prosseguir no julgamento da demanda. 3ª POSIÇÃO: NÃO É REQUISITO PARA AJUIZAMENTO DA DEMANDA Jorge Luiz Souto Maior (porque não há penalidade na lei). Mauro Schiavi Súmula 2 do TRT/SP: COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA. EXTINÇÃO DO PROCESSO. O comparecimento perante a Comissão de Conciliação Prévia é uma faculdade assegurada ao obreiro, objetivando a obtenção de um título executivo extrajudicial, conforme previsto no art. 625-E, parágrafo único da CLT, mas não constitui condição da ação, nem tampouco pressuposto processual na reclamatória trabalhista, diante do comando emergente do art. 5º, XXXV da Constituição Federal. rtigo 5º, inciso XXXV da Constituição da República, que assim estabelece: A Lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. TST: Tem apresentado divergência: NOTÍCIAS DE 12/06/2007 Comissão de Conciliação Prévia gera decisões opostas no TST A obrigatoriedade de submeter demanda trabalhista às Comissões de Conciliação Prévia (CCP), como condição para o ajuizamento de ação na Justiça do Trabalho, ensejou decisões diferentes por duas Turmas do Tribunal Superior do Trabalho, em processos julgados no mesmo dia (30 de maio). Em uma das decisões, noticiada neste site ontem (11), a Quarta Turma aprovou, por unanimidade, voto do ministro Ives Gandra Martins Filho, que extinguiu processo sem julgamento do mérito, sob o fundamento de que a norma da CLT que prevê a submissão de qualquer demanda às Comissões de Conciliação Prévia, quando existentes na localidade, é pressuposto processual negativo para o ajuizamento da reclamação na Justiça do Trabalho. O ministro enfatiza que a lei determina essa condição em termos imperativos: será submetida, e não poderá ser submetida. Já a Primeira Turma, também por unanimidade, aprovou voto sobre a mesma matéria, de autoria do ministro Vieira de Melo Filho, que resultou em decisão em sentido oposto. Trata-se de processo movido por uma ex-empregada contra a Gerenciamento e Construções Ltda. Tendo sido negado o provimento de recurso pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro), a empresa apelou ao TST com o mesmo objetivo, ou seja: a extinção do processo sem julgamento do mérito, sob o argumento de que não houve submissão à Comissão de Conciliação Prévia. O ministro Vieira de Melo Filho inicia sua fundamentação registrando que tem externado entendimento sobre essa questão no sentido de que o provimento jurisdicional, a fim de atender aos ditames da justiça social, deve ser adequado, ou seja, apto a corrigir o problema levado à consideração do Poder Judiciário. Ele avalia que, no caso, a eventual extinção do processo sem julgamento do mérito não atingiria o fim a que se destina, que é a promoção do consenso entre as partes, na medida em que, conforme consta dos autos, a reclamada recusou-se perante a Vara do Trabalho a - 2

3 estabelecer entendimento com a reclamante para resolver o litígio. Vieira de Melo destaca que submeter a empregada a uma nova tentativa de conciliação não seria adequado, tampouco razoável, pois isso aumentaria ainda mais o tempo de espera para o recebimento da prestação jurisdicional que, notoriamente, se revela morosa. Para ele, a exigência de submeter a demanda à Comissão de Conciliação Prévia, como condição do exercício do direito de ação, constitui obstáculo à garantia constitucional. Assim, avalia, a norma da CLT que rege essa questão requer interpretação compatível com os princípios da inafastabilidade do controle jurisdicional e do devido processo legal da Constituição da República. Daí porque a tentativa de composição das partes, perante Comissão de Conciliação Prévia, não comportar o caráter imperativo que se lhe quer emprestar, nem ser causa de extinção do feito sem resolução do mérito, apenas porque a certidão da negociação frustrada não acompanha a petição da ação trabalhista, defende o relator. O ministro considera que a norma celetista, criada para facilitar a conciliação extrajudicial dos conflitos e para aliviar a sobrecarga do Judiciário Trabalhista, tem gerado impactos positivos, mas decretar a extinção de um processo nas circunstâncias propostas pelo recurso em análise contraria os princípios da economia e da celeridade processuais. Ele ressalta também os enormes prejuízos tanto para a parte autora como para a Administração Pública ante o desperdício de recursos materiais e humanos já despendidos na tramitação da causa. Vieira de Melo esclarece que seu voto se orienta no seguinte sentido: o que se almeja com a conciliação prévia é fomentar a solução extrajudicial dos conflitos, as soluções negociadas, e que não há nenhuma utilidade em remeter o processo à Comissão de Conciliação quando já se verificou a recusa ou a resistência de uma ou de ambas as partes em negociar. Para concluir, o ministro assegura que o interesse maior da norma legal é o de que o processo siga sua marcha, a fim de evitar-se o desperdício da prova, de todo o material processual já produzido, sendo de considerar-se, inclusive, a possibilidade de não haver mais condições de se produzirem provas, ante o decurso do tempo. (RR-924/ ) 2. HETEROCOMPOSIÇÃO Consiste na solução do conflito trabalhista por um terceiro que decide com força obrigatória sobre os litigantes, que, assim, são submetidos à decisão. Não é forma de solução direta, porque a decisão é SUPRAPARTES. Principais formas são a ARBITRAGEM e a JURISDIÇÃO 2.1. ARBITRAGEM A) HISTÓRICO Ordenações Filipinas (Livro III, Título XVI, parágrafo terceiro, poderão as partes tomar por seu juiz árbitro o Juízo ordinário, ou delegado ). Constituição Imperial de Art Nas cíveis e nas penais civilmente intentadas, poderão as partes nomear juízes árbitros. Suas sentenças serão executadas sem recurso, se assim o convencionarem as mesmas partes. Código Comercial de 1850 (artigos 245, 194 e arbitragem nas questões de locação mercantil e arbitragem obrigatória entre sócios de sociedades comerciais, diante da existência legal ou referentemente à liquidação e partilha), 302, 5º (da obrigatoriedade da arbitragem nas dívidas sociais), 736 e 739 (arbitragem nos naufrágios e salvamentos), 750 (arbitragem nos danos causados por abalroação) e 846 (arbitragem nas quebras). O Regulamento n. 737, de 1850, no aspecto processual diferencia no artigo 411 a arbitragem obrigatória da facultativa, reservando à primeira as causas comerciais e a esta as demais. PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA: Estados modernos passaram a editar seus CPCs e a arbitragem recebeu um tratamento processual diversificado em cada unidade da federação. Assim, alguns continuaram a adotar o sistema de arbitragem obrigatória para certas operações comerciais. Fortalecimento da Arbitragem: 3ª ONDA DE ACESSO À JUSTIÇA (Mauro Cappelleti) = busca pelos ADRs (alternative dispute resolutions). Lei 9.307/96: dispõe expressamente sobre a arbitragem. CR de 1988 (artigo 114, 2º da CR - trouxe expressa a adoção da arbitragem e o incremento da arbitragem facultativa nos dissídios coletivos). B) CONCEITO IRINEU STRENGE conceitua esse instituto como: Arbitragem é instância jurisdicional, praticada em função de regime contratualmente estabelecido, para dirimir controvérsia entre pessoas de direito privado ou público, com procedimento próprio e força executória perante tribunais estatais. - 3

4 RENE DAVID conceitua a arbitragem como: A técnica que tem por objetivo dar solução à questão que interessa às relações entre duas ou várias pessoas, confiando-a a uma ou mais pessoas, o árbitro ou árbitros, que têm poderes, derivados de convenção privada e que decidem, na base da convenção feita, sem estarem investidos, pelo Estado, nessa missão. Estas definições trazem em si a própria controvérsia quanto à natureza jurídica da arbitragem. C) NATUREZA JURÍDICA C.1) TEORIA JURISDICIONALISTA (PUBLICISTA) Para esta teoria, ao árbitro eleito é consagrado o poder de aplicar o direito ao caso concreto, em lugar dos juízes estatais, resolvendo conflitos daqueles que estão em litígio. No desempenho de sua função, o árbitro deve proceder com imparcialidade e independência (artigo 13, 6º da Lei n /96), impossibilitado de atuar em várias hipóteses de impedimento aplicáveis aos magistrados em geral e no que couber será regido pelos mesmos deveres e responsabilidades destes (artigo 14 da Lei n /96). A obrigatoriedade de cumprimento pelas partes litigantes do que restar decidido pela sentença arbitral independe de homologação pelo Juiz estatal (artigo 18 da Lei n /96) importando na demonstração de soberania da arbitragem. A sentença arbitral, para os defensores desta teoria, é a aplicação do direito ao caso concreto realizada por um juiz não estatal, mas por um terceiro eleito pelas partes, que aos olhos da lei é um juiz de fato e de direito e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou homologação pelo Poder Judiciário. Se a parte não cumprir o compromisso arbitral e resolver propor diretamente a ação junto ao Poder Judiciário poderá a outra parte argüir a exceção de compromisso arbitral com a conseqüente extinção do processo sem julgamento de mérito, de acordo com as regras processuais contidas nos artigos 267, VII, 3º e 301, IX, 4º do CPC. SENTENÇA ARBITRAL é título executivo judicial: artigo 475-N, IV do CPC. É exclusivo do Judiciário tão-somente a jurisdição judicial, mas não a jurisdição propriamente dita. O Senado Federal exerce a jurisdição na hipótese de julgamento do Presidente da República por crime de responsabilidade, consoante regra do artigo 52, I da Constituição Federal. Portanto, para os publicistas, na arbitragem exerce-se jurisdição. O árbitro fará incidir o direito aplicável, podendo utilizar ainda a eqüidade. C.1) TEORIA CONTRATUALISTA (PRIVATISTA) Artigo 18 da Lei 9.307/96: O árbitro juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário. Artigo 8º da Lei 9.307/96: Caberá ao árbitro decidir de ofício, ou por provocação das partes, as questões acerca da existência, validade e eficácia da convenção de arbitragem e do contrato que contenha a cláusula compromissória. A teoria contratualista tem sua origem em razão da cláusula compromissória firmada de forma contratual entre as partes antes mesmo de qualquer litígio. CHIOVENDA ensina: implica una renuncia al conocimiento de una controversia por la autoridad judicial. Si una de las partes compromitentes citase a la otra ante el juez, el demandado puede impedir su examen. Del fondo mediante la excepción de compromisso, que no es ni de incompetencia ni de litispendencia, sino de renuncia al procedimiento de conocer por la autoridad judicial. Lo que las partes sustituyen al proceso es afínal proceso en su figura lógica, es una definición de controversias mediante un juicio ajeno, pero el árbitro no es funcionario del Estado, no tiene jurisdicción ni delegada, no actúa la ley, no obra, sus facultades derivan del a voluntad del as partes expresadas de conformidad con la ley; su decisión es irrevocable por voluntad del as partes pero nos es ejecutiva ( ). Para ACLIBES BURGARELLIi: a arbitragem materializa-se na atividade dos árbitros e estes reunidos de conformidade com a previsão e faculdade da lei, forma o juízo arbitral que, apesar do nome, não guarda qualquer relação funcional, administrativa ou hierárquica com o Poder Judiciário, exatamente porque não é órgão do Poder Judiciário. O árbitro é juiz particular, de fato e de direito existentes por causa do que se apôs no contrato. Contrato celebrado pelas partes e no qual foi feita a inserção de outra avença, denominada compromisso, pela qual se previu a possibilidade de solução particular, extrajudicial, a respeito de eventual conflito de interpretação de cláusulas originárias. CRÍTICAS DA TEORIA PRIVATISTA (CONTRATUAL) À JURISDICIONALISTA: Árbitro não tem poderes de executividade. Este é o principal ponto de distanciamento entre a sentença estatal e a sentença arbitral. Sentença arbitral não pode ser objeto de ação rescisória, mas de ação anulatória (artigo 33, da Lei 9.307/96). - 4

5 A decretação da nulidade da sentença arbitral também poderá ser feita na ocasião da oposição de embargos do devedor ( 3º do artigo 33, da Lei 9.307/96) C.3) TEORIA INTERMEDIÁRIA ou MISTA A sentença arbitral tem como escopo básico compor litígios e sua decisão adquire força de coisa julgada. Sua função teleológica e efeitos são iguais aos conferidos à sentença estatal (artigo 31 da Lei n /96). A competência do juiz estatal é delimitada por lei. A sua cognição nos graus de intensidade, cognição vertical ou de amplitude, cognição horizontal, são mais amplas não podendo as partes limitar a sua atuação. No caso da arbitragem a cognição do árbitro está restrita aos exatos limites do termo de compromisso. É o juízo arbitral um negócio jurídico processual que visa a declaração e ao acertamento das relações entre as partes, mediante poderes conferidos para tal fim a um terceiro, o árbitro. A sentença arbitral constitui-se em verdadeiro julgamento, sendo uma sentença em sentido técnico e moral. Como é proferida por um juiz privado não investido da função jurisdicional estatal, tem essa decisão força executória independente de sua homologação por juiz estatal. Decorre das assertivas anteriormente explanadas a natureza jurídica híbrida da arbitragem. Suas bases assentamse em um contrato privado onde são fixadas desde as regras para a sua criação, até as restrições dos poderes conferidos aos árbitros. A natureza jurisdicional e contratual encontram-se em um processo de fusão. O poder conferido ao árbitro é o resultado da combinação das duas naturezas, criando um processo com origem em um contrato, cujos reflexos permeiam muitas das características do processo judicial público. ARBITRAGEM TEM DUAS FASES: 1ª FASE = CONTRATUAL, é ato das partes, assenta-se na cláusula compromissória, refletindo o acordo de vontades. 2ª FASE = JURISCIONAL, ato do árbitro, o contencioso do juízo arbitral, fundamenta-se na sentença arbitral, em decisão de mérito. CONSTITUCIONALIDADE DA LEI n /96 NÃO HÁ INCONSTITUCIONALIDADE: SÃO AS PARTES QUE ELEGEM OS ÁRBITROS, NÃO É A LEI QUE VEDA O ACESSO AO JUDICIÁRIO. SE 5.206, DJ 19/12/2001, Informativo de Jurisprudência do STF 254: Concluído o julgamento de agravo regimental em sentença estrangeira em que se discutia incidentalmente a constitucionalidade da Lei n /96 Lei de Arbitragem. O Tribunal, por maioria, declarou constitucional a Lei n /96, por considerar que a manifestação de vontade da parte na cláusula compromissória no momento da celebração do contrato e a permissão dada ao juiz para que substitua a vontade da parte recalcitrante em firmar compromisso não ofendem o art. 5º, XXXV, da CF ( a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito ). Vencidos os Ministros Sepúlveda Pertence, relator, Sydney Sanches, Néri da Silveira e Moreira Alves, que, ao tempo em que emprestavam validade constitucional ao compromisso arbitral quando as partes de uma lide atual renunciam à via judicial e escolhem a alternativa da arbitragem para a solução do litígio, entendiam inconstitucionais a prévia manifestação de vontade da parte na cláusula compromissória dada a indeterminação de seu objeto e a possibilidade de a outra parte, havendo resistência quanto à instituição da arbitragem, recorrer ao Poder Judiciário para compelir a parte recalcitrante a firmar o compromisso, e, conseqüentemente, declaravam, por violação ao princípio do livre acesso ao Poder Judiciário, a inconstitucionalidade dos seguintes dispositivos da Lei n /96: 1) o parágrafo único do art. 6º; 2) o art. 7º e seus parágrafos; 3) no art. 41, as novas redações atribuídas ao art. 267, VII e art. 301, inciso IX do Código de Processo Civil; 4) e do art. 42. O Tribunal, por unanimidade, proveu o agravo regimental para homologar a sentença arbitral. (SE n Espanha (AgRg), rel. Min. Sepúlveda Pertence, (SE-5.206) CLAÚSULA COMPROMISSÓRIA x COMPROMISSO ARBITRAL Há diferença entre compromisso arbitral e cláusula compromissória. O compromisso arbitral é o negócio jurídico pelo qual as partes se submetem à decisão do árbitro nomeado por elas. O compromisso arbitral tem lugar após já nascida a lide, dando imediata origem ao juízo arbitral. A Lei n /96, em seu artigo 9º, faz uma singela definição do instituto: o compromisso arbitral é a convenção através da qual as partes submetem um litígio à arbitragem de uma ou mais pessoas, podendo ser judicial ou extrajudicial. X A cláusula compromissória ou pactum de compromitendo faz nascer uma obrigação de fazer cujo objeto é a realização do compromisso arbitral e está prevista no artigo 4º da Lei de Arbitragem, nos seguintes termos: - 5

6 A cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem-se a submeter à arbitragem os litígios que possam vir, a surgir relativamente a tal contrato. Esta cláusula apenas exterioriza a intenção das partes em instituir árbitros para resolução de eventual lide futura, que talvez sequer apareça. ARBITRAGEM NOS DISSÍDIOS INDIVIDUAIS DO TRABALHO Artigo 1º da Lei n /96 dispõe: As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis. No âmbito coletivo não há dúvida quanto ao cabimento da arbitragem, pois a Constituição em seu artigo 114, 2º, já a prevê de forma facultativa quando malograda a negociação direta entre as partes. E nos dissídios individuais do trabalho? 1ª corrente: IMPOSSIBILIDADE Juiz Antônio Umberto de Souza: A arbitragem, agora renovada com o advento da Lei n /96, é técnica milenar de solução de conflitos, antecessora da jurisdição estatal. À luz do texto constitucional brasileiro, a arbitragem, mesmo voluntária, só é autorizada para dirimir controvérsias trabalhistas de índole coletiva. A hipótese de instituição do juízo arbitral por instrumento de negociação coletiva não afasta o vício de inconstitucionalidade, pois a delegação constitucional e legal recebida pelo sindicato não pode extravasar a esfera de interesses do trabalhador para atingir suas prerrogativas como cidadão. Ademais, sua estrutura é incompatível com os princípios e normas trabalhistas, sendo inconveniente a sua adoção como método alternativo de solução de dissídios individuais trabalhistas. Revista ANAMATRA, Brasília, n. 31, págs. 11/21, abril/junho de WAGNER GIGLIO, assim se posiciona: De fato, deixar à escolha do julgador por conta dos interessados parece ensejar a imposição, pelos empresários, de elementos favoráveis a seus interesses, posto que o trabalhador, subordinado, não teria liberdade para escolher o árbitro. E sendo lícito ao empregador escolher (leia-se impor) árbitro favorável a seus interesses, não deixaria de fazê-lo para se submeter à decisão de um juiz neutro e isento de ânimo, integrante da magistratura trabalhista. ANTÔNIO LAMARCA, de seu turno: Não é de tradição do nosso Direito o juízo arbitral nem apresenta esse dispositivo chance alguma de vingar. O brasileiro não acredita em árbitros e faz muito bem, porque na maioria dos casos são venais. Para SÉRGIO PINTO MARTINS, a arbitragem é alternativa e faculdade para dissídios coletivos do trabalho, mas para dissídios individuais a Constituição Federal não faz referência a ela. E aduz: Nos conflitos individuais haveria a impossibilidade da arbitragem diante da irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas. Apenas alguns direitos trabalhistas poderiam ser renunciados como o aviso prévio concedido pelo empregador quando o empregado tiver outro emprego (Enunciado 276 do TST). O aviso prévio dado pelo empregado pode ser dispensado pelo empregador, mas outros direitos não. Seria necessária lei determinando a possibilidade da utilização da arbitragem para solucionar conflitos individuais do trabalho, de maneira que não se aplicasse o artigo 1º da Lei nº JORGE LUIZ SOUTO MAIOR também trilha o mesmo pensamento, sustentando que o Direito do Trabalho não se enquadra perfeitamente à previsão do art. 1º da Lei nº 9.307/96, inviabilizando a arbitragem como mecanismo de solução dos conflitos individuais do trabalho. 2ª corrente: POSSIBILIDADE NO CASO DE DIREITOS DISPONÍVEIS Pelo segundo posicionamento, o Direito do Trabalho tem como um de seus mais importantes princípios a irrenunciabilidade dos direitos, admitindo, entretanto, a transação. - 6

7 A Lei n /96 possibilita dirimir litígios através de árbitros relativos a direitos patrimoniais disponíveis. DIREITO DO TRABALHO = normas cogentes que consagram direitos indisponíveis. A indisponibilidade, contudo, comporta graus. Assim, pode ser absoluta ou relativa. A primeira, envolve situações excepcionalíssimas, tais como o direito à vida, à personalidade e ao trabalho livre. A indisponibilidade relativa atinge a uma gama significativa de direitos e garantias: alimentos, registro do contrato de emprego na CTPS, salários, estabilidade e garantia no emprego, depósitos do FGTS, horas extras, adicional de insalubridade, de periculosidade e noturno, férias, repouso semanal remunerado, aviso prévio e intervalo para descanso. Alguns exemplos dessa relatividade emergem de textos legais e constitucionais ou de sólidas e reiteradas jurisprudências: I Redução de salários, possível pela negociação coletiva (artigo7º, VI da Constituição Federal). Antes o era até por decisão judicial em dissídio individual (Lei n /65); II Aviso prévio renunciável desde que o empregado tenha obtido novo emprego. (Súmula 276/TST); III Supressão unilateral pelo empregador de horas extras e do adicional noturno habitual, mesmo que integrados no patrimônio do empregado por longo tempo (Súmulas 265 e 291/TST); Além das hipóteses de indisponibilidade relativa, a dinâmica das relações de emprego e de trabalho gera diversos direitos e verbas não tipificadas em lei. Em regra, esses efeitos patrimoniais estão presos apenas à esfera privada de seu titular. RAIMUNDO SIMÃO DE MELO entende ser possível a arbitragem de dissídios individuais trabalhistas pelo compromisso arbitral (artigo 9º da Lei n /96), não como regra porém por exceção, embora reconheça que na prática isto será muito difícil a não ser em se tratando de altos empregados, pessoas mais esclarecidas e capazes de escolher o árbitro de sua confiança. Mas em hipótese alguma, é possível estabelecer previamente a arbitragem dos conflitos individuais no contrato de trabalho, por meio da cláusula compromissória (artigo 4º da Lei n /96). ( A arbitragem como mais uma alternativa à solução dos conflitos trabalhistas, Revista da Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região, Campinas, vol. I, págs. 39/47, dezembro de 1998). ALEXANDRE NERY RODRIGUES DE OLIVEIRA: Tenho defendido não ser aceitável a inserção de cláusula compromissória de arbitragem no seio de contratos individuais de trabalho relativamente a controvérsias quaisquer e notadamente deles decorrentes, por permitir a configuração de abusos e a própria imposição da vontade do patrão contratante sobre o trabalhador, que a par das vezes já se submete a apenas aderir ao ajuste proposto pelo detentor do capital e pretenso remunerador do trabalho a ser desempenhado. Em tais casos, inequivocamente haveria a possibilidade do decreto judicial de nulidade de tal cláusula compromissória. No entanto, nada impede que a cláusula compromissória de arbitragem venha inserida em acordo ou convenção coletiva de trabalho, onde a participação do sindicato generaliza a norma para toda a categoria ou grupo. Neste sentido, a plena aplicabilidade da cláusula compromissória no âmbito da categoria ou grupo decorreria do apoio no artigo 7º, inciso XXVI, da Constituição, que enuncia o amplo reconhecimento de acordos e convenções coletivas de trabalho. A tal modo, então, poderia passar a arbitragem a ser aplicada como instrumento de solução extrajudicial de conflitos individuais de trabalho. Sendo assim, a cláusula inserida no contrato individual que apenas fosse referência à cláusula coletiva não teria vício algum de nulidade, reafirmando apenas a vontade individual das partes a tal modo de solução dos conflitos concernentes ao contrato de trabalho, embora a inclusive por desnecessária, ante a existência de norma de maior envergadura, de caráter coletivo (artigo 4º). Arbitragem e Justiça do Trabalho Análise da Lei n /96, in Revista Teia Jurídica, n. 37, novembro de A jurisprudência é pacífica no sentido da impossibilidade da fixação da cláusula compromissória por ocasião da contratação, mas tem oscilado quando vier inserida em acordo ou convenção coletiva de trabalho. Dentre as mais abalizadas citamos: JURISPRUDÊNCIA CONTRÁRIA: A Lei n /96 trata especificamente dos litígios que envolvem direitos patrimoniais disponíveis. Não pode, via de conseqüência, ser aplicada no âmbito das normas trabalhistas, que reúnem garantias mínimas imperativas das quais o empregado não pode renunciar (artigo 444 da CLT). A inclusão em convenção coletiva de cláusula impondo a sujeição dos empregados à referida arbitragem extrapola os limites dos artigos 611 e 613, inciso V ambos da CLT, gerando ainda obstáculo ao livre acesso ao Poder Judiciário, em detrimento ao inciso XXXV, do artigo 5º da CF. A Lei n /2000 não limita o direito de ação do empregado, que pode dirigir-se, ou não, à comissão, e mesmo quando celebrada a conciliação é possível a ressalva de eventuais direitos que pretenda discutir via reclamatória - 7

8 trabalhista (artigo 625-E da CLT).(TRT/2ª Região. RO , Ac , Rel. Juiz Roberto Barros da Silva, 6ª Turma, j , DOE/SP ). 1. Solução arbitral. Impropriedade. Flexibilização de direitos fundamentais não chegou a ponto de resolver a inadimplência do empregador por meios estranhos às relações de trabalho. Se é instituída através de convenção coletiva de trabalho, obstando o acesso à Justiça do Trabalho, revela-se nula de pleno direito. A cláusula compromissória, como parte do contrato de trabalho, substituindo a Justiça do Trabalho por um tribunal de arbitragem é nula de pleno direito, na medida em que implica em desvirtuar e impedir a aplicação dos princípios protecionistas da legislação do trabalho (CLT, art. 9º). (...) (TRT/2ª Região. AC Rel. Juiz José Carlos da Silva Arouca, 8ª T., j , DOE/SP ). Contrato de trabalho. Cláusula de arbitragem privada. Solução alternativa de conflito incompatível com direito do trabalho. Ineficácia do pacto. A assinatura do empregado de contrato de trabalho escrito com cláusula compromissória, ou de documento apartado, comprometendo-se a submeter a solução de eventual litígio decorrente do contrato à arbitragem privada (arts. 3º e 4º, Lei n /96), é ineficaz, em relação à cláusula, não ficando abstraído o controle jurisdicional sobre o litígio, ante a qualidade de irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas e, por conseguinte, da tutela jurisdicional desta Justiça Especializada. Não há dúvida que a arbitragem privada, como forma alternativa de solução de litígios versando sobre direitos patrimoniais disponíveis, é medida que deve ser incentivada e estimulada, porém, introduzi-la como forma de solução de conflitos trabalhistas sem o controle sindical direto, no ato da conciliação, não pode ser aceita. (TRT/15ª Região. RO 23539, Ac /2001. Rel. Des. Juiz José Antonio Pancotti, 5ª T., j , DOE/SP ). JURISPRUDÊNCIA FAVORÁVEL: Juízo arbitral na solução de conflitos trabalhistas. Sentença arbitral. Coisa julgada. Cumpridas todas as exigências legais, e desde que respeitadas as garantias mínimas previstas no ordenamento jurídico trabalhista é possível a solução dos conflitos individuais trabalhistas pela utilização da arbitragem, ainda mais quando assistido o reclamante pelo sindicato, ou quando houver norma coletiva dispondo a respeito. Todavia, até que a matéria seja amadurecida no âmbito das relações laborais, entendo, por enquanto, que a sentença arbitral não pode fazer coisa julgada no processo do trabalho, devido, principalmente, ao princípio da irrenunciabilidade dos direitos laborais, dependendo cada caso dos seus contornos fáticos e jurídicos, cabendo ao magistrado dar-lhe o valor que entender devido, como equivalente jurisdicional de solução dos conflitos.(trt/3ª Região. RO 14832/2001, Rel. Juiz Maurílio Brasi, 1ª T., j , DJMG ). OBS: Em relação aos trabalhadores portuários? Há arbitragem obrigatória? Artigo 29 da Lei 8.630/93 SIM, segundo o Ministro Maurício Godinho Delgado. NÃO em recente julgado do TST: NOTÍCIAS DO TST DE 17/01/2006 Arbitragem não é obrigatória em conflitos envolvendo portuários A controvérsia entre trabalhador portuário e o intermediador de mão-de-obra pode ser submetida diretamente à Justiça do Trabalho, independentemente de submissão prévia do conflito a um juízo arbitral. O entendimento foi firmado pela Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao deferir recurso de revista a um portuário paulista, garantindo-lhe o exame de reclamação trabalhista formulada contra o Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários em Geral do Estado de São Paulo (SINTRAPORT) e a Companhia Docas do Estado de São Paulo CODESP. A primeira instância havia negado o exame da demanda feito pelo trabalhador diante da previsão inscrita no art. 29 da Lei nº de O dispositivo estabelece que deve ser constituída, no âmbito do órgão de gestão de mão-de-obra, Comissão Paritária para solucionar litígios decorrentes da aplicação das normas, instituídas pela chamada Lei de Modernização dos Portos. O entendimento inicial, confirmado em seguida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (com sede na cidade de São Paulo), foi o de que a controvérsia entre as partes teria de obrigatoriamente passar pela arbitragem da Comissão Paritária. Somente se frustrada a tentativa de composição, as partes poderiam submeter a discussão ao Judiciário, a exemplo do que acontece nas Comissões de Conciliação Prévia. No TST, os ministros Lélio Bentes Corrêa (relator) e Emmanoel Pereira seguiram tese diferente. Segundo ambos, a submissão da controvérsia ao juízo arbitral representa uma faculdade das partes. É que o texto da Lei nº 8.630/93 não impõe qualquer sanção em caso de não observância de seu dispositivo (art. 23), como ocorre, ao contrário, com as Comissões de Conciliação Prévia, afirmou Emmanoel - 8

9 Pereira ao manifestar sua concordância com o relator do recurso. (RR /1999.6) OBS: CONCILIAÇÃO A conciliação como figura da autocomposição de conflitos de interesse é característica do processo trabalhista, sendo sempre utilizada com vistas à solução mais ágil das lides submetidas ao Judiciário. O próprio espírito do processo do trabalho embrionariamente assumiu esta feição, inspirado pela consecução da celeridade de procedimento. Advirta-se, entretanto, com Süssekind, ao referir-se à conciliação judicial, que: (...) as transações ocorridas na Justiça do Trabalho, sob a forma de conciliação, são consideradas sempre válidas, eis que operadas sob a vigilância e a tutela da própria Magistratura especializada. O ajuizamento do dissídio individual revela a configuração, não só da res dubia, mas também da res litigiosa, sendo legítima a composição das partes mediante recíproca transação de questionados direitos. Aliás, o parágrafo único do art. 831 da CLT prescreve que nos casos de conciliação, o termo que for lavrado valerá como decisão irrecorrível, o que significa que somente poderá ser anulada por meio de ação rescisória. ARTIGO 831 da CLT: termo de conciliação vale como decisão irrecorrível, menos para a União Federal (em razão das contribuições previdenciárias). A conciliação judicial trabalhista é, portanto, ato judicial, através do qual as partes litigantes, sob interveniência da autoridade jurisdicional, ajustam solução transacionada sobre matéria objeto de processo judicial. Embora próxima às figuras da transação e da mediação, delas distingue-se em três níveis, conforme leciona MAURÍCIO GODINHO: - no plano subjetivo, em virtude da interveniência de um terceiro e diferenciado sujeito, a autoridade judicial; - no plano formal, em virtude de realizar-se no corpo de um processo judicial, podendo extingui-lo parcial ou integralmente; - no plano de seu conteúdo, em virtude de poder a conciliação abarcar parcelas trabalhistas não transacionáveis na esfera estritamente privada. Existe algum limite à homologação de acordos na Justiça do Trabalho? NOTÍCIAS DO TST DE 01/03/2006 TST: não há conluio em acordo que parcelou verbas rescisórias A Subseção 2 Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SDI-2) julgou improcedente um pedido de ação rescisória movido pelo Ministério Público do Trabalho de Campinas (15ª Região), que pretendia desconstituir a homologação de acordo entre a Avisco Avicultura Comércio e Indústria S/A e um ex-funcionário da empresa. A SDI-2 entendeu que não havia fundamentos para a invalidação da sentença. A alegação do Ministério Público era a de que o acordo havia sido firmado entre as partes com o objetivo de fraudar a lei. O pedido rescisório concedido pelo Tribunal Regional do Trabalho de Campinas resultou de uma investigação do MPT para apurar denúncia de ajuizamento de ações trabalhistas em fraude à lei. A denúncia envolvia a Avisco, situada na cidade de Mococa (SP), que vendeu uma de suas unidades à Granar Agrícola e Comercial Ltda., que, por sua vez, a locou à Granja Rassi Ltda. Segundo o MPT, no processo de sucessão, todos os empregados da Avisco tiveram seus contratos de trabalho rescindidos e fizeram acordos para o recebimento parcelado das verbas rescisórias, e vários deles foram recontratados pela Granja Rassi no dia seguinte à rescisão contratual. De acordo com as apurações, a Avisco teria combinado com o Sindicato dos Trabalhadores o ajuizamento de ações trabalhistas em nome dos trabalhadores com o único objetivo de obter a homologação judicial dos acordos. A alegação de colusão (ou conluio) estaria caracterizado pelo fato de a iniciativa do ajuizamento das ações não ter partido dos empregados, mas sim do sindicato profissional. Para a Procuradoria, não havia conflito que justificasse a ação, e as partes teriam simulado a reclamação e se utilizado do Judiciário para obter a quitação do contrato de trabalho que, na realidade continuaria existindo, para a granja que sucedeu a Avisco. Na reclamação trabalhista que deu origem ao processo julgado pela SDI-2, o ex-empregado, com quase oito anos de trabalho para a Avisco, recebeu, conforme os termos do acordo homologado, a quantia de R$ 3.549,94 em oito parcelas, enquanto a empresa obteve a ampla quitação do extinto contrato de trabalho. Além desta ação, outras semelhantes foram propostas, mas a Vara do Trabalho recusou-se a homologar os acordos sob o entendimento de que não havia interrupção nos contratos. O TRT de Campinas acatou a tese da existência de colusão e julgou procedente a ação rescisória movida pelo MPT, declarando extinta a ação originária, sem julgamento do mérito invalidando, assim, o acordo. Dessa decisão, tanto a Avisco quanto o ex-empregado recorreram ao TST. Ambos sustentavam que não - 9

10 houve ajuste ou consenso nem mesmo prévio entendimento entre as partes imbuídas do propósito fraudatório. O relator do recurso ordinário em ação rescisória, ministro José Simpliciano Fernandes, deu provimento ao recurso, por entender que não era pertinente a alegação de colusão entre as partes. Se houve fraude à lei, no caso, ou foi em prejuízo de um dos participantes da colusão, que não poderia se beneficiar da própria torpeza, ou houve defeito ou vício de consentimento na celebração do acordo, afirmou. Para invalidar a decisão judicial que homologou o acordo originário, é necessário que haja prova inequívoca de defeito ou vício de consentimento, observou o relator em seu voto. Constata-se dos autos, contudo, que o acordo foi claro na questão do pagamento parcelado das verbas rescisórias, bem como em relação à quitação integral dos pedidos e do contrato de trabalho. O ministro Simpliciano ressaltou ser irrelevante o argumento de que a iniciativa para o ajuizamento da ação não tenha partido do empregado, e sim do sindicato, já que o reclamante, que é maior e capaz, participou da audiência em que foi celebrado o acordo e, ao ser citado para responder à ação rescisória, deu procuração ao mesmo advogado do sindicato que o havia representado na ação trabalhista, atitude que demonstra a confiança no advogado, bem como que o empregado estava ciente dos termos do acordo. Certamente, se o empregado entendesse que o acordo então celebrado havia sido de todo prejudicial, não outorgaria novos poderes ao mesmo advogado. (ROAR 613/ ) COMPETÊNCIA MATERIAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO I COMPETÊNCIA MATRIZ: AÇÕES ORIUNDAS DA RELAÇÃO DE TRABALHO 1) RELAÇÃO DE TRABALHO Quadro comparativo entre a antiga redação do artigo 114 da CR e a atual redação: ANTIGA REDAÇÃO NOVA REDAÇÃO Art. 114 Compete à Justiça do Trabalho conciliar e julgar os dissídios individuais e coletivos entre trabalhadores e empregadores, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta dos Municípios, do Distrito Federal, dos Estados e da União e, na forma da lei, outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, bem como os litígios que tenham origem no cumprimento de suas próprias sentenças, inclusive coletivas. Art. 114 Compete à Justiça do Trabalho I As ações oriundas da relação de trab direito público externo e da administraçã União, dos Estados, do Distrito Federal e d Artigo 114, I da CR: Apresenta o conceito de Relação de Trabalho. CONCEITOS DA DOUTRINA: MAURÍCIO GODINHO DELGADO: Todas as relações jurídicas caracterizadas por terem sua prestação essencial centradas em uma obrigação de fazer, consubstanciada em trabalho humano. ARNALDO SUSSEKIND: A relação de trabalho corresponde ao vínculo jurídico estipulado, expressa ou tacitamente, entre um trabalhador e uma pessoa física ou jurídica que o remunera pelo serviço prestado. Ela vincula duas pessoas, sendo que o sujeito passivo da obrigação há de ser uma pessoa física, em relação à qual o contratante tem o direito subjetivo de exigir o trabalho ajustado. (in As Relações Individuais e Coletivas de Trabalho na Reforma do Poder Judiciário, pág. 20) CARLOS HENRIQUE BEZERRA LEITE: Relação de trabalho é aquela que diz respeito, repise-se a toda e qualquer atividade humana em que haja prestação de trabalho, como a relação de trabalho: autônomo, eventual, de empreitada, avulso, cooperado, doméstico, de representação comercial, temporário, sob a forma de estágio, etc... Há pois, a relação de trabalho pela presença de três elementos: o prestador do serviço, o trabalho (subordinado ou não) e o tomador de serviço. (in Curso de Direito Processual do Trabalho, ed. LTr). CORRENTES ACERCA DO CONCEITO RELAÇÃO DE TRABALHO Basicamente, três correntes têm interpretado o conceito de relação de trabalho: 1ª CORRENTE: NEGATIVISTA Relação de Emprego = Relação de Trabalho; Artigo 7º da CR: utiliza o termo relação de trabalho, mas é unânime a acepção que o Constituinte quis se referir à relação de emprego. CLT: várias vezes alude ao conceito de contrato de trabalho, vide, por exemplo, artigo 442 da CLT. Arcabouço Principiológico da Justiça do Trabalho: Princípio Protetor + Especialização. - 10

11 SÉRGIO BERMUDES: A Emenda Constitucional usa a expressão relação de trabalho para indicar relação de emprego (...) Não se interprete, pois, o inciso I do artigo 114, na sua proposição as ações oriundas da relação de trabalho, como norma que entrega à Justiça do Trabalho o julgamento de todas as pretensões decorrentes de um contrato de atividade, sem característica fundamental da relação de emprego, que é a prestação de serviços continuados, num regime de subordinação. Essa especiosa interpretação levaria para os juízos e tribunais trabalhistas os litígios decorrentes da prestação de serviços dos profissionais liberais, dos empreiteiros, dos autônomos em geral. Interpretação incompatível com a própria natureza da Justiça do Trabalho. Ramo especializado do Poder Judiciário, a sua competência é matéria de interpretação restritiva e haverá de ser delimitada pelos fins a que se destina tal segmento da função jurisdicional. (A Reforma do Judiciário pela Emenda Constitucional 45, Forense, página 81-82). SALVADOR FRANCO DE LIMA LAURINO: O alargamento da competência não foi tão longe a ponto de abranger qualquer espécie de prestação de serviços, posto que serviços, posto que interpretação sistemática mostra que a expressa relação de trabalho abrigada no inciso I do art. 114 tem apenas significado de relação de emprego. (A Competência da Justiça do Trabalho: o significado da expressão relação de trabalho no art. 114 da Constituição e as relações de consumo. Revista LTr /551). 2ª CORRENTE: RESTRITIVA Admitem a ampliação da competência, mais no entanto, fixam algum critério restritivo no conceito de relação de trabalho. Estes critérios podem ser: - DEPENDÊNCIA ECONÔMICA; - PARASSUBORDINAÇÃO Relações parassubordinadas: são relações de trabalho de natureza contínua, nas quais os trabalhadores desenvolvem atividades que se enquadram nas necessidades organizacionais dos tomadores de seus serviços, tudo conforme estipulado em contrato, visando colaborar para os fins do empreendimento. - PESSOALIDADE; - CONTINUIDADE DA PRESTAÇÃO; Nesta corrente estão os autores que excluem as relações de consumo do âmbito da competência da Justiça do Trabalho. ATHOS GUSMÃO CARNEIRO: Nossa opinião, a uma primeira vista, e não podendo desprezar os critérios de tradição e conveniência, inclina-se pela competência da Justiça do Trabalho, salvo nas lides entre profissional liberal e seus clientes, pois nestes últimos casos a própria natureza de relacionamento, marcado pela autonomia do profissional, indica e impõe a competência da Justiça Comum. Parece claro, de outra parte, que passa à Justiça do Trabalho a competência para o julgamento de questões atinentes a trabalhadores informais, a contratos para serviços eventuais, a empreitadas contratadas diretamente com o trabalhador pessoa física, causas que versem prestação laboral efetuada por estagiários, por integrantes de cooperativas de trabalho etc.. (in Jurisdição e Competência, página 216/217) CÁSSIO MESQUITA BARROS: Parece, contudo, que o sentido da redação pouco precisa do preceito constitucional objetivou incorporar à competência da Justiça do Trabalho o julgamento das ações oriundas da relação de trabalho atípica para abranger o trabalhador eventual, do avulso, temporário, trabalhador autônomo, distinguindo-se em relação a este último entre o trabalhador autônomo que mantém o poder de direção da própria atividade e o trabalhador autônomo que mantém o poder de direção da própria atividade e o trabalhador que não mantém. A distinção entre as empreitadas está feita no art. 652, III, da CLT, que se refere aos dissídios resultantes de contratos de empreitada em que o empreiteiro seja operário ou artífice (...). (A Reforma Judiciária da Emenda Constitucional nº 45, Revista LTr., São Paulo, página 282/283, março de 2005). 3ª CORRENTE: AMPLIATIVA Não vê qualquer restrição na ampliação: toda e qualquer relação de trabalho estaria abarcada na competência da Justiça do Trabalho, mesmo as relações de consumo. EDILTON MEIRELLES: Encontra-se acobertado pela definição da relação de trabalho, assim todo e qualquer tipo de contrato de atividade em que o prestador de serviço seja uma pessoa física. Nesta categoria, portanto, incluem-se os contratos de emprego, de estágio, de trabalho voluntário, de trabalho temporário, de atleta não profissional (inciso II do parágrafo único do art. 3º da Lei 9615/1998), de prestação de serviço, de empreitada, de depósito, de mandato, de comissão, de agência e distribuição, de corretagem, de mediação, de transporte, de representação comercial e outros porventura existentes. (A Nova Justiça do Trabalho - Competência e Procedimento, pág. 63) - 11

12 MANOEL ANTÔNIO TEIXEIRA FILHO: Agora entretanto, o texto constitucional, em sede de competência da Justiça do Trabalho, alude aos conflitos de interesses emanantes da relação de trabalho. Faz-se oportuno lembrar que a relação de trabalho é gênero do qual a relação de emprego constitui espécie. Em termos concretos, isto significa que esse ramo do Poder Judiciário poderá apreciar e solucionar não apenas lides envolvendo trabalhadores e empregadores, senão que lide nas quais, de um lado, figure como parte um trabalhador, lato sensu, independentemente da natureza jurídica do contrato a que esteja vinculado, e, de outro, o tomador dos seus serviços, mesmo que não seja o empregador. Sob essa nova perspectiva, poderão figurar doravante, em um dos pólos da relação jurídica processual, na esfera da Justiça do Trabalho, trabalhadores autônomos em geral, como: contadores, contabilistas, consultores, engenheiros, arquitetos, eletricistas, jardineiros, pintores, pedreiros, carpinteiros, mestres-de-obra, decoradores, costureiras, manicuras, personal trainer, corretores, representantes comerciais, apenas para nomear alguns. (in A Justiça do Trabalho e a Emenda Constitucional 45/2004, Revista LTr, São Paulo, v. 69, n. 1, página 14). 1ª JORNADA DE DIREITO MATERIAL E PROCESSUAL DO TRABALHO: Enunciado 23: COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. AÇÃO DE COBRANÇA DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. AUSÊNCIA DE RELAÇÃO DE CONSUMO. A Justiça do Trabalho é competente para julgar ações de cobrança de honorários advocatícios, desde que ajuizada por advogado na condição de pessoa natural, eis que o labor do advogado não é prestado em relação de consumo, em virtude de lei e de particularidades próprias, e ainda que o fosse, porque a relação consumerista não afasta, por si só, o conceito de trabalho abarcado pelo artigo 114 da CF. Enunciado 64. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO POR PESSOA FÍSICA. RELAÇÃO DE CONSUMO SUBJACENTE. IRRELEVÂNCIA. Havendo prestação de serviços por pessoa física a outrem, seja a que título for, há relação de trabalho incidindo a competência da Justiça do Trabalho para os litígios dela oriundos (CF, art. 114, I), não importando qual o direito material que será utilizado na solução da lide (CLT, CDC, CC etc). ASPECTOS DO CONCEITO DE RELAÇÃO DE TRABALHO 1) NUM DOS PÓLOS: PESSOA FÍSICA - Pessoa física: quem gasta energia; Pessoa jurídica, não (observadas, obviamente, as fraudes); X CONTRA: JÚLIO CÉSAR BEBBER; ROBERTO NORRIS; Para eles, a CR não limita quem deve ser ou não prestador ou tomador de serviço. 2) PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS POR CONTA ALHEIA No sentido daquele trabalho que se presta A OUTREM, a quem cabem os resultados; Independentemente dos riscos serem do prestador, do tomador ou de ambos. O elemento da relação de trabalho há de ser: - um contrato de atividade; - um contrato de fim, com obrigações de meios; Mas há quem critique este entendimento: Isto porque o trabalhador autônomo, presta serviços por conta própria, e estaria incluído no conceito de relação de trabalho. 3) PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS A UM TOMADOR QUE ADQUIRE ESSA ENERGIA DE TRABALHO Qualquer prestação de serviços? RELAÇÃO DE TRABALHO x RELAÇÃO DE CONSUMO Artigo 3º, parágrafo 2º do CDC: Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e secundária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. 3.A) TODA E QUALQUER RELAÇÃO QUE ENVOLVA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, MESMO A DE CONSUMO Argumentos: - CR (art. 114, I CR) prevalece sobre o CDC (art. 3º, parágrafo 2º do CDC); - Constituição da República não exclui competência para as lides que envolvem relações de consumo; - Na Justiça do Trabalho não vigora o princípio protetor próprio do Direito do Trabalho (vide lides entre Sindicatos, execuções fiscais, entre Sindicatos patronais e empresas). Portanto não há choque de princípios entre o Direito do Consumidor (vulnerabilidade do consumidor) e Direito do Trabalho (princípio protetivo). EDILTON MEIRELLES; MÁRCIO TULIO VIANA; JÚLIO CESAR BEBBER; - 12

13 SEBASTIÃO TAVARES PEREIRA: As relações de trabalho podem ser o cerne de uma relação de consumo. Do ponto de vista da competência, diz a Constituição a partir da EC 45/2004, as ações oriundas dessas relações de trabalho devem ser levadas à JT. Relação de consumo e relação de trabalho não são mutuamente excludentes. Presente uma relação de trabalho, não pode a lei infraconstitucional ou a interpretação jurisdicional, com base numa segunda relação subjacente, por mais meritórios que sejam os argumentos, desmontar a distribuição competencial determinada pela Carta Magna. O que deve prevalecer é o comando constitucional. ANTÔNIO ALVARES DA SILVA: Agora, diante da nova redação do art. 114, I, da CF ações oriundas da relação de trabalho -, a relação de consumo de serviços foi indiscutivelmente atraída para a competência trabalhista, pois se trata de relação de trabalho que, a exemplo das demais, se enquadra na nova competência trabalhista. As vantagens dessa integração são evidentes. A vulnerabilidade do consumidor na relação de consumo não é diferente da inferioridade do empregado na relação de emprego. Ambos necessitam de tutela, para compensar-lhes o estado de desproteção social. (Pequeno Tratado da Nova Competência Trabalhista. Ed. LTr. Página 396/397). 3.B) EXCLUSÃO DAS RELAÇÕES DE CONSUMO IVES GANDRA MARTINS FILHO A relação de trabalho não se confunde com a relação de consumo (regida pela Lei 8078/90), cujo objeto não é o trabalho realizado, mas o produto ou o serviço consumível, tendo como pólos o fornecedor (art. 3º) e o consumidor (art. 2º) que podem ser pessoas físicas ou jurídicas (in A Reforma do Poder Judiciário e seus desdobramentos na Justiça do Trabalho, pág. 34) ALICE MONTEIRO DE BARROS CÁSSIO DE MESQUITA BARROS CARLOS HENRIQUE BEZERRA LEITE SÉRGIO PINTO MARTINS DALLEGRAVE NETO Este último autor apresenta critério distintivo entre a relação de trabalho e a relação de consumo: 1º CRITÉRIO: - Se o tomador contrata o prestador de serviço para viabilizar sua empresa (relação de trabalho) O tomador de serviço nunca é o usuário final do serviço. Ele utiliza a energia de trabalho do prestador para alcançar sua finalidade social; - Se o tomador contrata o prestador para usufruir de seu serviço na qualidade de destinatário final (relação de consumo) 2º CRITÉRIO: - Se o prestador de serviços é um fornecedor ao público em geral (mercado de consumidores); - Se o prestador guarda intenso grau de dependência econômica para com o contratante; (relação de trabalho) O labor do prestador, na relação de trabalho, agrega valor ao produto final oferecido a terceiros. Ex. 1. Relação entre o médico e o hospital, com ou sem subordinação (relação de trabalho); Relação entre o paciente e o Hospital (relação de consumo); Relação entre o médico e o paciente, quando aquele é contratado pessoal e diretamente (relação de consumo); Ex. 2. Contrato de transporte de pessoas (art. 734 do NCCB); Passageiro com o taxista = relação de consumo; Taxista com a Cooperativa de Taxi = relação de trabalho; Ex. 3. Empresa contrata uma pessoa jurídica ou física para fazer uma dedetização; (relação de consumo); Mas o funcionário que realiza a tarefa mantém relação de trabalho com a empresa dedetizadora, ainda que tenha sido contratado apenas para aquele serviço; Ex. 4. Cabelereira e o cliente (relação de consumo); Cabelereira e o Salão de Beleza (relação de trabalho), com ou sem subordinação, com ou sem habitualidade; 3.C) DIVISÃO DE COMPETÊNCIA: RELAÇÃO JURÍDICA BIFRONTE JOÃO ORESTE DALAZEN: Entendo que a lide propriamente da relação de consumo entre o consumidor, neste condição, e o respectivo prestador de serviço, visando a aplicação do Código de Defesa do Consumidor, escapam à competência da Justiça do Trabalho, pois aí não aflora disputa emanada de relação de trabalho. É lide cujo objeto é a defesa de direitos do cidadão na condição de consumidor de um serviço, e não, como prestador de um serviço. Afora isso, em geral, a relação de consumo traduz uma obrigação contratual de resultado, em que o que menos importa é o trabalho em si. Entretanto, sob o enfoque do prestador de serviço (fornecedor), é forçoso convir que firma ele uma relação jurídica de trabalho com o consumidor/destinatário do serviço: um se obriga a desenvolver determinada atividade ou serviço em proveito do outro mediante o pagamento de determinada retribuição, ou preço. - 13

14 Vale dizer: se não se cuida de litígio que surge propriamente da relação de consumo, mas da relação de trabalho que nela se contém, regulada pelo Direito Civil, não atino para a razão de descartar-se a competência da Justiça do Trabalho. É o que se dá, por exemplo, na demanda de pessoa física prestadora de serviços em favor de outrem pelos honorários ou preço dos serviços contratados. Assim sendo, não há consenso sobre o conceito de relação de trabalho. De toda sorte, esta expressão englobaria: - a relação de emprego; - os parassubordinados; - a relação de trabalho eventual; - a relação de trabalho avulso; - a relação de trabalho temporário; - a relação de trabalho de estágio; - a relação de trabalho voluntário. Projeto de Lei 6.542/2005: - Representante Comercial; Contratos de agenciamento e distribuição; - Cota-parte da parceria agrícola, pesqueira, pecuária, extrativa vegetal e mineral; - Cobrança de honorários decorrentes de mandato onerosos, exceto os que se qualifiquem como relação de consumo; - Créditos do corretor autônomo (seguros); - Honorários de leiloeiro; - Empreiteiro e Subempreiteiro ou qualquer destes e os danos da obra, nos contratos de pequena empreitada, sempre que os primeiros concorrerem pessoalmente com seu trabalho para a execução de seus serviços, ainda que mediante o concurso de terceiros; - Entre cooperativas de trabalho e seus associados; - De conflitos envolvendo as demais espécies: encanador, eletricista, digitador, jardineiro; - Trabalhadores portuários e operadores portuários ou OGMO; 2) SERVIDORES PÚBLICOS CLASSIFICAÇÃO MAJORITÁRIA - ESTATUTÁRIO: relação administrativa com o Estado (Lei 8112/1990) - aqui se inclui os exercentes de cargo de provimento efetivo como de cargo em comissão; Competência: Justiça Federal (União) e Justiça Estadual (Estados e Municípios); Súmula 97, STJ: Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar reclamação de servidor público relativamente às vantagens trabalhistas anteriores à instituição do regime jurídico único. Súmula 137, STJ: Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar ação de servidor público municipal, pleiteando direitos relativos ao vínculo estatutário. Súmula 218, STJ: Competência da Justiça Estadual para servidor público estadual. OJ 138 da SDI-1 do c. TST: Competência para apreciar e julgar demandas envolvendo servidores públicos para o período anterior à Lei 8.111/90. O servidor público sob regime administrativo (estatutário), ainda que presente os 5 elementos acima mencionados, não formam vínculo contratual de natureza privada, mas vínculo de natureza pública, com regime jurídico próprio, distinto da CLT. ADI STF: liminar do Ministro Jobim, confirmada pelo Plenário do STF, corroborou este entendimento. O Tribunal, por maioria, referendou liminar concedida em ação direta de inconstitucionalidade proposta pela AJUFE contra o inciso I do art 114 da CF, na redação dada pela EC 45/2004, em que o Min. Nelson Jobim, então presidente, dera interpretação conforme ao aludido dispositivo para suspender toda e qualquer interpretação que inclua, na competência da Justiça do Trabalho, a apreciação de causas que sejam instauradas entre o Poder Público e seus servidores, a ele vinculados por típica relação de ordem estatutária ou de caráter jurídico-administrativa (ADI 3395-MC, Rel. Min. Cezar Peluso, Informativo 422) Inconstitucionalidade do artigo 240 da Lei 8.112/90: "Servidores públicos estatutários: direito à negociação coletiva e à ação coletiva frente à Justiça do Trabalho: inconstitucionalidade. Lei 8.112/90, art. 240, alíneas d e e." (ADI 492, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em , DJ de ). - ESPECIAL: art. 37, IX, CR e Lei 8745/1993 (Contrato Temporário) OJ 205 TST: POSIÇÃO DO TST: - 14

15 Competência Material. Justiça do Trabalho. Ente Público. Contratação Irregular. Regime Especial. Desvirtuamento. I - Inscreve-se na competência material da Justiça do Trabalho dirimir dissídio individual entre trabalhador e ente público se há controvérsia acerca do vínculo empregatício. II - A simples presença de lei que disciplina a contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (art. 37, inciso IX, da CF/1988) não é o bastante para deslocar a competência da Justiça do Trabalho se se alega desvirtuamento em tal contratação, mediante a prestação de serviços à Administração para atendimento de necessidade permanente e não para acudir a situação transitória e emergencial. Redação antiga da OJ: Existindo lei estadual disciplinando o regime de professores contratados em caráter precário, o regime jurídico entre o Estado e o servidor é de natureza administrativa, não trabalhista. Art. 106 da CF/1967 e art. 37, IX, da CF/ CANCELAMENTO DA OJ 263 da SDI-1 do c. TST. Competência: JT (conforme recente decisão do STF): Compete à Justiça do Trabalho julgar reclamação proposta por professoras contratadas sob regime diverso do celetista denominado Designação Temporária - na qual se pleiteia o reconhecimento de vínculo empregatício e o recebimento de verbas trabalhistas, uma vez que a competência em razão da matéria é definida a partir do pedido e da causa de pedir deduzidos na ação. (CC 7165/2004, Rel. Ministro Eros Grau) Contrato por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. Típica demanda trabalhista contra pessoa jurídica de direito público. Competência da Justiça do Trabalho. Art. 114 da Constituição. (CC 7.128, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 01/04/2005). OBS: Conflito de decisão do STF: AGÊNCIAS REGULADORAS: A Turma julgou procedente reclamação trabalhista ajuizada pela Agência Nacional de Telecomunicações ANATEL para determinar a remessa dos autos da ação trabalhista em trâmite na 7ª Vara do Trabalho de Curitiba-PR, à Justiça Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal. Salientou-se que, no caso, conforme a análise dos documentos juntados, o contrato firmado entre a ora reclamante e a autora da reclamação trabalhista possuiria natureza jurídica temporária e submeter-se-ia a regime jurídico administrativo. Assim, concluiu-se que a existência de regime administrativo próprio, especificado para ser aplicado na espécie, afastaria o caráter celetista do vínculo jurídico estabelecido entre as partes. Ademais, os termos do que decidido na ADI MC/DF, a Justiça Trabalhista é incompetente para processar e julgar causas entre as entidades do Poder Público e os servidores vinculados por relação jurídico-administrativa, como ocorre na hipótese. (Reclamação 4.762, Relatora Ministra Carmen Lúcia, julgamento 02/02/2007, Informativo 457). "Reclamação. Contrato temporário. Regime jurídico administrativo. Descumprimento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n Competência da Justiça Federal. Contrato firmado entre a Anatel e a Interessada tem natureza jurídica temporária e submete-se ao regime jurídico administrativo, nos moldes da Lei n /93; do inc. XXIII do art. 19 da Lei n /97 e do Decreto n /97. Incompetência da Justiça Trabalhista para o processamento e o julgamento das causas que envolvam o Poder Público e servidores que lhe sejam vinculados por relação jurídico-administrativa. Precedentes. Reclamação julgada procedente." (Rcl 4.762, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgamento em , DJ de ). No mesmo sentido: Rcl 5.381, Rel. Min. Carlos Britto, julgamento em , Informativo 499) Posição distinta do STF: O Tribunal desproveu agravo regimental interposto contra decisão que negara seguimento a reclamação ajuizada pela Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL, em que pretendia suspender reclamação trabalhista, formalizada com o objetivo de serem reconhecidos direitos trabalhistas (...) de ex-empregados públicos. Alegava-se, na espécie, desrespeito à autoridade da decisão da Corte no julgamento da ADI MC/DF (DJ de ). Considerando o fato de terse, no caso, envolvimento de conflitos trabalhistas, tendo em conta a causa de pedir e os pedidos específicos, ligados à existência de contrato de trabalho, reputou-se improcedente o pedido formulado, haja vista que, na ADI MC/DF, apenas se afastara interpretação do inciso I do art. 114 da CF, na redação imprimida pela EC 45/2004, que pudesse implicar reconhecimento da competência da Justiça do Trabalho para examinar conflitos concernentes a regime especial de caráter jurídicoadministrativo. (Rcl AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em , Informativo 486) - 15

16 Este último julgado expressa a assertiva de se analisar a competência da Justiça do Trabalho in status assertionis. Explica-o CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO: A Determinação Da Competência: Elementos da Demanda e do Processo (in statu assertionis) Para determinar o órgão jurisdicional competente em cada caso, é nos elementos da demanda a propor e do processo a instaurar que o constituinte e o legislador foram buscar critérios norteadores. (...) A determinação da competência faz-se sempre a partir do modo como a demanda foi concretamente concebida quer se trate de impor critérios colhidos nos elementos da demanda (partes, causa de pedir, pedido), quer relacionados com o processo (tutelas diferenciadas: mandado de segurança, processos nos juizados especiais cíveis etc.), quer se esteja na busca do órgão competente originariamente ou para os recursos. Não importa se o demandante postulou adequadamente ou não, se indicou para figurar como réu a pessoa adequada ou não (parte legítima ou ilegítima), se poderia ou deveria ter pedido coisa diferente da que pediu etc. Questões como essa não influem na determinação da competência e, se algum erro dessa ordem houver sido cometido, a conseqüência jurídica será outra e não a incompetência. Esta afere-se invariavelmente pela natureza do processo concretamente instaurado e pelos elementos da demanda, in statu assertionis. (...) Os fundamentos jurídicos invocados na petição inicial, ou seja, o enquadramento dos fatos narrados em categorias de direito material (...), atuam em setores variados da problemática da competência, servindo pra determinar (a) a Justiça competente (a Justiça comum é incompetente, p. ex., se a relação invocada for de direito do trabalho: Const., art. 114) (..) A natureza da tutela jurisdicional postulada (natureza do provimento) concorre para a determinação da competência na medida em que o pedido inicial do autor é sempre responsável pela determinação da espécie de processo a ser realizado e do procedimento que em cada caso observará. (...) 1 (Instituições de Direito Processual Civil, 3 a ed., São Paulo: Malheiros Editores, 2003, p.p. 421/426). - TRABALHISTA: Lei 9962/2000 (Administração Direta); artigo 173, parágrafo 1º, II CR (Administração Indireta); Súmula 390 do c. TST. Artigo 39 da CR: FIM DA OBRIGATORIEDADE DE REGIME JURÍDICO ÚNICO (Emenda Constitucional 19/1998) INFORMATIVO STF 474/2007 Em conclusão de julgamento, o Tribunal deferiu parcialmente medida liminar em ação direta ajuizada pelo Partido dos Trabalhadores - PT, pelo Partido Democrático Trabalhista - PDT, pelo Partido Comunista do Brasil - PC do B, e pelo Partido Socialista do Brasil - PSB, para suspender a vigência do art. 39, caput, da Constituição Federal, com a redação que lhe foi dada pela Emenda Constitucional 19/98 ( A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. ), mantida sua redação original, que dispõe sobre a instituição do regime jurídico único dos servidores públicos v. Informativos 243, 249, 274 e 420. Entendeu-se caracterizada a aparente violação ao 2º do art. 60 da CF ( A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros. ), uma vez que o Plenário da Câmara dos Deputados mantivera, em primeiro turno, a redação original do caput do art. 39, e a comissão especial, incumbida de dar nova redação à proposta de emenda constitucional, suprimira o dispositivo, colocando, em seu lugar, a norma relativa ao 2º, que havia sido aprovada em primeiro turno. Esclareceu-se que a decisão terá efeitos ex nunc, subsistindo a legislação editada nos termos da emenda declarada suspensa. Vencidos os Ministros Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Nelson Jobim, que indeferiam a liminar. ADI 2135 MC/DF, rel. orig. Min. Néri da Silveira, rel. p/ o acórdão Min. Ellen Gracie, (ADI-2135) OBSERVAÇÃO 1: MUNICÍPIOS QUE ADOTARAM A CLT COMO ESTATUTO JURÍDICO ÚNICO: Competência da Justiça do Trabalho (entendimento já assentado no TST e no STF). Instituído pelo Município como regime jurídico dos seus servidores o estabelecido pela CLT, fica evidente a competência da Justiça especializada para processar e julgar a reclamação. (CC , relator Ministro Anselmo Santiago, DJU 03/02/1997). OBSERVAÇÃO 2: REGIME HÍBRIDO DA LEI 9962/2000 (que acabou abandonado em razão do retorno do RJU) - Administração direta, autárquica e fundacional; - Regidos pela CLT; - Empregos criados por lei específica; - Não se aplica ao cargo público de provimento em comissão; - Não se aplica a servidores já regidos pela Lei 8112/1990; - Mantém obrigatoriedade do concurso público; - Rescisão Unilateral pela AP: a) falta grave; b) acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções; - 16

17 c) necessidade de redução de quadro de pessoal por excesso de despesas; d) insuficiência de desempenho; OBSERVAÇÃO 3: CONFLITOS COLETIVOS DE SERVIDORES PÚBLICOS: Justiça do Trabalho tem competência para julgar ação anulatória em face do Sindicato de Servidores e Entes Públicos (Estados/Municípios/Administração Direta), mesmo regido este Servidor por estatuto próprio? (servidor estatutário) TST decidiu que SIM: ROAA /1999; Ministro Gelson Azevedo: A competência da Justiça do Trabalho decorre do fato de se pretender estabelecer por meio de acordo coletivo de trabalho condições de trabalho os servidores públicos do município de Cornélio Procópio. 1ª JORNADA DE DIREITO MATERIAL e PROCESSUAL DO TRABALHO: ENUNCIADO 24 - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. CONFLITOS INTER E INTRA-SINDICAIS. Os conflitos inter e intra-sindicais, inclusive os que envolvam sindicatos de servidores públicos (estatutários e empregados públicos), são da competência da Justiça do Trabalho. OBS 4: MEIO AMBIENTE DO TRABALHO SÚMULA 736 do TST: "Compete à Justiça do Trabalho julgar as ações que tenham como causa de pedir o descumprimento de normas trabalhistas relativas à segurança, higiene e saúde dos trabalhadores". O Tribunal julgou improcedente reclamação ajuizada pelo Estado do Piauí contra decisão proferida em ação civil pública promovida pelo Ministério Público do Trabalho, em que se alegava ofensa à autoridade da decisão tomada pelo Supremo na ADI 3395 MC/DF (DJU de ), na qual se fixara orientação no sentido de que o disposto no art. 114, I, da CF, não abrange as causas instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico-estatutária. Entendeu-se não contrariado o que decidido na referida ADI, haja vista que a ação civil pública em questão teria por objeto exigir o cumprimento, pelo Poder Público piauiense, das normas trabalhistas relativas à higiene, segurança e saúde dos trabalhadores, no âmbito do Instituto de Medicina Legal do Estado - IML (...). (Rcl 3.303, Rel. Min. Carlos Britto, julgamento em , Informativo 489) 3) CONFLITOS ORIUNDOS DA RELAÇÃO DE TRABALHO 3.1) AÇÃO ENVOLVENDO COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA Artigo 202, parágrafo 2 o da CR: As contribuições do empregador, os benefícios e as condições contratuais previstas nos estatutos, regulamentos e planos de benefícios das entidades de previdência privada não integram o contrato de trabalho dos participantes, assim como, à exceção dos benefícios concedidos, não integram a remuneração dos participantes nos termos da lei. Argumentos a favor da competência da JT: 1) A EC 20/98 teve a intenção de ampliar a competência da JT, incluindo as contribuições previdenciárias; 2) O artigo 202 não versa sobre Competência da JT, nem está inserido no título DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES, onde se distribuem as competências. Insere-se no capítulo da Previdência Social, mas não mantém matéria de competência ou de processo judiciário; 3) Mesmo se fosse matéria processual, as leis processuais alteram atos e fatos da mesma natureza (processual), MAS NÃO MODIFICAM A NATUREZA DA OBRIGAÇÃO, que é fato contratual, de direito material. - 17

18 POSIÇÃO NO TRT/RJ É PELA COMPETÊNCIA: COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. A alteração do artigo 202, parágrafo 2o da Constituição Federal, introduzida pela Emenda Constitucional n. 20, publicada no Diário Oficial da União de 16/12/98, não afastou a competência da Justiça do Trabalho para a solução dos conflitos envolvendo suplementação de aposentadoria decorrentes exclusivamente da relação de emprego. (TRT 1ª Região, 8ª Turma, Rel. Juiz Maria de Lourdes Sallaberry, RO 351/2003, publicado no D. O. E. R. J de 20/01/2004, Seção II, Parte III, pág. 285). Posição do STF é quanto à competência da Justiça do Trabalho: RE , 1 a Turma, Rel. Ministro Moreira Alves, DJU 26/08/1994. RE , 2 a Turma, Rel. Ministro Carlos Velloso, DJU 29/11/1994. AI AgR, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 11/03/2005. ATENÇÃO: ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA aberta : Competência. Complementação de aposentadoria. Entidades de previdência privada. Controvérsia de caráter cível decorrente do contrato firmado com a entidade privada de previdência. Competência da justiça comum. Precedentes. Agravo conhecido e convertido em recurso extraordinário para declarar competente a justiça comum. (AI , Relator Ministro Gilmar Mendes, DJ de 01/12/2006) 3.2) SEGURO DESEMPREGO Súmula 389 do c. TST: Seguro-desemprego. Competência da Justiça do Trabalho. Direito à indenização por não-liberação de guias. I Inscreve-se na competência material da Justiça do Trabalho a lide entre empregado e empregador tendo por objeto indenização pelo não-fornecimento das guias do seguro-desemprego. II O não-fornecimento pelo empregador da guia necessária para o recebimento do seguro-desemprego dá origem ao direito à indenização. 3.3) INDENIZAÇÃO PIS Súmula 300 do TST: Competência da Justiça do Trabalho. Cadastramento no PIS. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar ações de empregados contra empregadores, relativas ao cadastramento no Plano de Integração Social (PIS). 3.4) ATLETA PROFISSIONAL DE FUTEBOL Artigo 29, da Lei 6.354/76: somente serão admitidas reclamações à Justiça do Trabalho depois de esgotadas as instâncias da Justiça Desportiva, a que se refere o item III do art. 42, da Lei 6251/75, que proferirá decisão final no prazo máximo de 60 dias contados da instauração do processo. O referido artigo não foi recepcionado pelo parágrafo 1 o do artigo 217 da CR: o Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva, regulada por lei. Justiça do Trabalho pode examinar diretamente a demanda. "JOGADOR DE FUTEBOL NÃO ACIONADA A JUSTIÇA DESPORTIVA A Justiça do Trabalho é competente para apreciar reclamação de jogador de futebol, sem que antes seja acionada a Justiça Desportiva, eis que a esta, pelo que se verifica dos dispositivos constantes da Lei nº 6.354/76, cabe decidir matéria que envolva a ordem e a disciplina esportivas, não parcelas eminentemente trabalhistas" (TRT 8ª R. PA RO 1.395/88 Ac. 65/89 Relª Juíza Lygia Simão Luiz de Oliveira Publ ). OBSERVAÇÃO 1: ATLETAS DE OUTRAS MODALIDADES ESPORTIVAS Se demandam vínculo de emprego, a competência é da Justiça do Trabalho. Lei 9.615, de : Art. 28: A atividade do atleta profissional, de todas as modalidades desportivas, é caracterizada por remuneração pactuada em contrato formal de trabalho, firmado com entidade de prática desportiva, pessoa jurídica de direito privado que deverá conter, obrigatoriamente, cláusula penal para as hipóteses de descumprimento, rompimento ou rescisão unilateral. 1º: Aplicam-se ao atleta profissional as normas gerais da legislação trabalhista e da seguridade social, ressalvadas as peculiaridades expressas nesta Lei ou integrantes do respectivo contrato de trabalho. - 18

19 2º: O vínculo desportivo do atleta com a entidade contratante tem natureza acessória ao respectivo vínculo empregatício, dissolvendo-se, para todos efeitos legais, com o término da vigência do contrato de trabalho. OBSERVAÇÃO 2: ÁRBITROS E AUXILIARES DE ARBITRAGEM Artigo 88, parágrafo único Lei 9.615/98: "os árbitros e seus auxiliares não têm qualquer vínculo empregatício com as entidades desportivas diretivas onde atuarem, e sua remuneração como autônomos exonera tais entidades de quaisquer outras responsabilidades trabalhistas, securitárias e previdenciárias, independentemente da constituição de sociedades ou entidades". Princípio da Primazia da Realidade. Competência da Justiça do Trabalho? Se a pretensão é baseada em relação de emprego, não há dúvida. 3.5) TRABALHADORES DE CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS Artigo 236 da CR/88: Serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado por delegação do Poder Público. Lei 8935/1994, artigo 20: Estabelece que os prepostos do cartório são escreventes e outros, contratados sob o regime da legislação do trabalho. Competência da Justiça do Trabalho. É a posição do STF: Decisão clássica do STF (Pleno, Ac /110, Ementa , Rel. Ministro Néri da Silveira, DJ 10/04/1992). É a posição do TST: COMPETÊNCIA Justiça do Trabalho. Empregado de cartório extrajudicial. O regime adotado pelos cartórios extrajudiciais para a contratação de auxiliares e escreventes, mesmo antes da L /94, era o celetista. Isso porque o art. 236 da CF de 1988 encerrando norma auto-aplicável, que dispensa, pois, regulamentação por lei ordinária dispõe em seu caput, que "Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público". A expressão "caráter privado" revela nitidamente a exclusão do Estado como empregador. O titular do cartório, no exercício de delegação estatal, contrata, assalaria e dirige a prestação laboral, equiparando-se ao empregador comum, ainda mais porque aufere renda decorrente da exploração do cartório. Assim, é competente esta JT para conhecer e julgar reclamação ajuizada por empregado de cartórios extrajudiciais, pois a relação jurídica existente entre as partes tem a natureza mencionada no art. 114 da CF, ou seja, foi estabelecida entre trabalhador e empregador. (TST RR / ª T. Rel. Min. Maria Cristina Irigoyen Peduzzi DJU ) MAS ATENÇÃO COM POSIÇÃO DO STJ: DUPLO VÍNCULO JURÍDICO RMS ADMINISTRATIVO SERVENTUÁRIO DE CARTÓRIO EXTRA JUDICIAL DEMISSÃO A atual legislação específica estabelece que a relação entre o titular do cartório e o serventuário é definido pela CLT. De outro lado, a Constituição da República (art. 236) comanda: "Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, para delegação do poder público". Há, assim, duplo vínculo jurídico. Conseqüentemente, dois conteúdos. Logo, possibilidade de o Poder Judiciário exercer a fiscalização (Constituição, artigo 236, parágrafo 1 o ). Não faz sentido o Judiciário disciplinar e não poder aplicar normas disciplinadoras. A Corregedoria não é mera espectadora do comportamento dos serventuários. O Judiciário pode demitir, como o titular da serventia pode rescindir o contrato de trabalho. (STJ RMS 7.419/SP ª T. Rel. Min. Luiz Vicente Cernicchiaro DJU ) 3.5) AÇÕES POSSESSÓRIAS Mesmo antes da EC 45/2004, autores já admitiam a competência da JT para apreciar e julgar ações possessórias. Assim: JOÃO ORESTE DALAZEN, ISIS DE ALMEIDA, TOSTES MALTA, WAGNER GIGLIO, ATHOS GUSMÃO CARNEIRO. Mas é importante CONHECER A NATUREZA DO TÍTULO QUE AUTORIZA O EMPREGADO A OCUPAR O IMÓVEL: se decorre de um contrato de trabalho, a competência é da JT. Até mesmo autores como NAGIB SLAIBI FILHO: "Não se exclua a competência constitucional da Justiça do Trabalho para dirimir o dissídio entre trabalhador e empregador quando o seu objeto for a extinção da locação". (Comentários à nova Lei do Inquilinato, nota de rodapé às fls. 257) EX 1. Quando a habitação é fornecida como salário in natura; EX 2. Quando a habitação é concedida como mera utilidade; EX 3. Quando tem por objeto bem móvel do empregado (como ferramentas e utensílios) utilizadas em serviço e retidas pelo empregador, ou vice-versa. X Corrente contrária: Lei 8.245/1991: Artigo 47, inciso II: Imóvel pode ser retomado em decorrência da extinção do contrato de trabalho, se a ocupação do imóvel pelo locatário estiver relacionada com o seu emprego. Empregador = inquilino comum. - 19

20 Mas, STF decidiu que: "Justiça do Trabalho: competência. Const., art. 114: ação de empregado contra empregador, visando à observância das condições negociais da promessa de contratar formulada pela empresa em decorrência de relação de trabalho. 2. À determinação da competência da Justiça do Trabalho não importa que dependa a solução da lide de questões de direito civil, mas sim, no caso, que a promessa de contratar, cujo alegado conteúdo é o fundamento do pedido, tenha sido feita em razão da relação de emprego, inserindo-se no contrato de trabalho."(conflito de Jurisdição, nº , Rel. Desig. Min. Sepúlveda Pertence, decisão por maioria, DJU , ementário nº ). 3.6) FGTS - Autorização para saque do FGTS: Decorre da relação de trabalho. Pouco importa que haja interesse do órgão gestor (CEF). 1ª POSIÇÃO: Competência: não se restringe aos dissídios individuais e coletivos entre trabalhadores e empregadores. Compreende: ações derivadas da relação de trabalho, mesmo que inexistente dissídio entre empregado e empregador. JUSTIÇA DO TRABALHO: Competência em razão da matéria (Competências da Justiça Federal e dos Estados são residuais em relação à competência da JT). Artigo 109, I da CR: exclui da competência da Justiça Federal comum, a matéria sujeita à Justiça do Trabalho. ENUNCIADO 63 DA 1ª JORNADA DE DIREITO MATERIAL e PROCESSUAL DO TRABALHO: COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. PROCEDIMENTO DE JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA. LIBERAÇÃO DO FGTS E PAGAMENTO DO SEGURO-DESEMPREGO. Compete à Justiça do Trabalho, em procedimento de jurisdição voluntária, apreciar pedido de expedição de alvará para liberação do FGTS e de ordem judicial para pagamento do seguro-desemprego, ainda que figurem como interessados os dependentes de ex-empregado falecido. Súmula 176 do c. TST: A Justiça do Trabalho só tem competência para autorizar o levantamento do depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na ocorrência de dissídio entre empregado e empregador. CANCELADA PELA RESOLUÇÃO 130/2005. X 2ª POSIÇÃO: Artigo 114, da CR, mesmo com a Emenda 45/2004, prevê a competência da Justiça do Trabalho para o julgamento de ações e outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, o que sugere uma competência apenas no âmbito da jurisdição contenciosa propriamente dita. Súmula 161 do STJ: É da competência da Justiça Estadual autorizar o levantamento dos valores relativos ao PIS/PASEP e FGTS, em decorrência do falecimento do titular da conta. Súmula 82 do STJ: Compete à Justiça Federal, excluídas as reclamações trabalhistas, processar e julgar os feitos relativos à movimentação do FGTS. 3.7) TRABALHO DO PRESO CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. JUÍZOS DAS VARAS DE EXECUÇÃO PENAL E TRABALHISTA. REMUNERAÇÃO POR TRABALHO PRESTADO NA CONDIÇÃO DE CONDENADO PERANTE ESTABELECIMENTO PRISIONAL. EMENDA CONSTITUCIONAL 45/2004. LEI 7.210/1984. COMPETÊNCIA DA VARA DE EXECUÇÃO PENAL. 1. Compete ao Juízo da Vara de Execução Penal pronunciar-se acerca de situação em que se estabeleça conflito entre o Estado e o apenado, como no caso de cobrança de remuneração relativa ao trabalho prestado pelo condenado perante estabelecimento prisional. 2. Aplicação do art. 28, 2º, da Lei 7.210/ A Emenda Constitucional 45/2004, ao alterar a competência da Justiça Obreira, não incluiu as relações decorrentes do trabalho do preso à apreciação do Juízo Trabalhista, por se tratar de relação institucional entre o condenado e o Estado, a qual é regida por direito público, qual seja, pela LEP. 4. Conflito conhecido para declarar-se competente o Juízo de Direito da 3ª Vara Criminal de Dourados-MS, o suscitante. (CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº MS (2007/ ) RELATOR : MINISTRO JORGE MUSSI) 3.8) PASTOR DE IGREJA EVANGÉLICA (que não postula relação de emprego) CONFLITO DE COMPETÊNCIA. IGREJA E PASTOR. SERVIÇOS PRESTADOS. EXCLUSÃO SUMÁRIA. PEDIDO DE INDENIZAÇÃO. - A competência em razão da matéria é definida em razão do pedido e da causa de pedir declinadas na inicial. - Se o pedido formulado pelo autor, pastor em igreja evangélica, é de indenização pelos serviços prestados, a competência é da Justiça do Trabalho. (CONFLITO DE - 20

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