REGULAMENTO DE ARBITRAGEM Câmara de Arbitragem Digital CAD. CAPÍTULO I. Sujeição ao Presente Regulamento e Princípios

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1 REGULAMENTO DE ARBITRAGEM Câmara de Arbitragem Digital CAD CAPÍTULO I. Sujeição ao Presente Regulamento e Princípios Art. 1º. As partes que avençarem, mediante convenção de arbitragem, submeter qualquer litígio à Câmara de Arbitragem Digital CAD, doravante denominada simplesmente CAD, aceitam e ficam vinculadas ao presente Regulamento. Parágrafo Único As alterações realizadas pela CAD ao presente Regulamento terão aplicação imediata em todos os processos em curso. Art. 2º. As partes não poderão fazer alterações no presente Regulamento. Art. 3º. O processo será orientado pelos critérios de mediação eletrônica, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação. CAPÍTULO II Sede, Objeto e Composição da CAD Art. 4º. A CAD tem sede em São Paulo, Capital e, portanto, pode proferir sentenças válidas para todo o território nacional da República Federativa do Brasil. Art. 5º. O objeto da CAD é processar e sentenciar, em processos exclusivamente eletrônicos, as causas de arbitragem que lhe forem submetidas. Art. 6º. A CAD é composta por um Presidente, nomeado pelos sócios da CAD Ltda., e pelos demais árbitros. 1º Os árbitros serão nomeados, exclusivamente, por decisão singular do Presidente. 2º Os árbitros serão excluídos, exclusivamente, por decisão singular do Presidente. 3º O Presidente poderá, a seu exclusivo critério, destituir o árbitro de qualquer causa, em qualquer fase de seu procedimento, para que outro lhe seja determinado, por decisão singular. CAPÍTULO III Procedimento Arbitral III. 1. Fase de Pedidos ( postulatória )

2 Art. 7º. A arbitragem será iniciada com o envio, pelas partes, do Compromisso Arbitral padronizado da CAD, devidamente preenchido e assinado, por meio do próprio site da CAD. Parágrafo Único Toda comunicação com as partes, incluindo todas as intimações, será feita por meio dos endereços eletrônicos fornecidos pelas próprias partes no Compromisso Arbitral, bem como por avisos no publicados no site da CAD. Art. 8º. O sistema eletrônico da CAD distribuirá a causa para o árbitro competente, sempre singular, sem atuação ou oportunidade de escolha de nenhum tipo para as partes. 1º. A CAD só fará julgamentos monocráticos. Em nenhuma hipótese serão realizados julgamentos colegiados. 2º. Fica resguardado às partes, tão logo tomem conhecimento do árbitro escolhido, a oposição de exceção de impedimento ou suspeição, nos termos do art. 20 da Lei 9.307/96. 3º. Se o árbitro, com ou sem a exceção, se declarar suspeito ou impedido, outro será nomeado pelo sistema eletrônico da CAD. 4º. Se o árbitro não se declarar suspeito ou impedido, a exceção será decidida, em caráter definitivo, pelo Presidente da CAD. Se o Presidente julgar procedente a exceção, outro árbitro será nomeado pelo sistema eletrônico da CAD; se a julgar improcedente, o árbitro originariamente escolhido permanecerá como competente para o caso. Art. 9º. O árbitro para o qual a causa for distribuída analisará a regularidade do Compromisso Arbitral e definirá, de imediato, se a causa pode ou não ser julgada pela CAD e, se necessário, determinará as providências cabíveis para eventual regularização do Compromisso Arbitral. Parágrafo Único É de livre escolha das partes fazerem ou não uso de representação por advogado. Art. 10º. Estando correto ou tendo sido corrigido o Compromisso Arbitral, o árbitro determinará que as partes depositem o valor devido por cada uma. Assim que for confirmado o depósito de ambas, será determinado ao autor que encaminhe sua petição inicial no prazo de 5 dias, juntamente com os documentos e provas que considerar necessários. Parágrafo Único Da petição inicial será exigido, somente, que explique de maneira compreensível quais são os fatos e qual é o pedido do autor.

3 Art. 11. Recebida a petição inicial e pagas as custas, o árbitro determinará a realização de eventuais correções ou esclarecimentos na petição inicial. Art. 12. Estando correta ou tendo sido corrigida petição inicial, o árbitro dará conhecimento desta ao réu e determinará que este encaminhe sua contestação no prazo de 5 dias, juntamente com os documentos e provas que considerar necessários, bem como fará uma primeira tentativa de levar as partes a um acordo. 1º. Da contestação será exigido, somente, que explique de maneira compreensível quais são os fatos e qual é o pedido do réu. 2º. É vedado ao réu fazer pedido contraposto. Se tiver pedido que exceda à simples negativa do pedido do autor, deverá o réu instaurar seu próprio processo arbitral. Art. 13. O árbitro não concederá, nem buscará obter junto ao Poder Judiciário, nenhum tipo de tutela de urgência. Entendendo haver necessidade desse tipo de tutela, o árbitro deverá orientar a parte para que a busque diretamente perante o Poder Judiciário. III. 2. Fase Instrutória ( produção de provas ) Art. 14. Estando correta ou tendo sido corrigida a contestação, o árbitro dará prazo de 5 dias para que as partes apresentem as provas de que ainda disponham e, se desejarem, manifestações finais, oportunidade em que fará nova tentativa de levar as partes a um acordo. Parágrafo Único. Eventual decisão a respeito de inversão do ônus da prova deverá ser tomada pelo árbitro neste ato processual. Art. 15. Eventual prova testemunhal deverá ser produzida por meio de gravação de vídeo, que será enviado como documento para o processo da CAD, em que a testemunha exporá seu conhecimento sobre os fatos. Parágrafo Único. Com vistas a manter a simplicidade do procedimento da CAD e a rapidez dos seus julgamentos, o tempo máximo de duração dos vídeos utilizados como prova será, somando-se todos os vídeos, de quinze minutos para cada parte.

4 Art. 16. Eventual prova pericial deverá ser produzida mediante declaração do perito e declaração sucinta de suas qualificações, e juntada com a petição inicial ou com a contestação, ou na fase de produção de provas, conforme o art. 13. Parágrafo Único Será aceita a declaração também sob o formato de gravação de vídeo, em que o perito exporá seu conhecimento sobre os fatos. III. 3. Fase Decisória ( julgamento ) Art. 17. O árbitro proferirá sentença nos exatos termos da Lei 9.307/96. Art. 18. O árbitro terá poderes para julgar por equidade (Lei 9.307/96, art. 2º), usando a legislação federal brasileira de forma complementar e subsidiária. Art. 19. Os prazos indicados no presente Regulamento são meramente indicativos, mas não poderão ser reduzidos. O árbitro nomeado terá, portanto, amplo poder para dilatá-los, uma ou mais vezes, ao seu exclusivo critério, conforme julgar necessário e justo, mas não poderá reduzi-los. Art. 20. As formas previstas no presente Regulamento podem ser alteradas pelo árbitro nomeado, desde que sempre respeitados os princípios do devido processo legal, em especial a igualdade e o contraditório. Art. 21. O árbitro formará livremente seu convencimento, mas fundamentará sua decisão, inclusive no que tange a valoração das provas, ônus de provar e revelia. Art. 22. Da sentença constará, também, se for o caso, a responsabilidade das partes por eventuais custos administrativos, honorários de peritos, despesas e honorários advocatícios. Art. 23. Não caberá nenhum recurso da sentença arbitral, exceto o pedido de correção de erro material, omissão, contradição ou obscuridade ( dúvida ) previsto no art. 30 da Lei 9.307/96, no prazo de 5 dias.

5 CAPÍTULO III Determinações Finais Art. 24. Quaisquer casos não previstos no presente Regulamento serão decididas, em caráter irrecorrível, pelo Presidente da CAD. Art. 25. Os julgamentos da CAD serão públicos, e públicas serão suas sentenças. Art. 26. Os árbitros poderão submeter ao Presidente da CAD consulta quanto à interpretação dos dispositivos deste Regulamento.

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