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1 E D I T A L N. 29/2011 CURSO DE ATUALIZAÇÃO DE SERVIDORES E FUNCIONÁRIOS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS O Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, Desembargador SEBASTIÃO COSTA FILHO, o Coordenador Geral da, Juiz ALBERTO JORGE CORREIA DE BARROS LIMA e o Coordenador de Cursos para Servidores e funcionários da Justiça, Juiz JOÃO DIRCEU SOARES MORAES, tornam público, para conhecimento dos interessados, que estarão abertas as inscrições para o CURSO DE ATUALIZAÇÃO sobre o tema: Curso de Capacitação de Mediadores e Conciliadores em conflitos de interesses no Poder Judiciário I. DESTINAÇÃO DO CURSO: O Curso é destinado aos servidores, funcionários e conciliadores do Poder Judiciário do Estado de Alagoas, respeitando quadro de vagas (80 vagas), e terá carga horária de 95hs/aula. II. DAS INSCRIÇÕES: As inscrições serão realizadas exclusivamente, por telefone, através do número (82) (secreataria ) no período de 20 de outubro a 03 de novembro de OBJETIVOS GERAL DO CURSO: Capacitar Servidores, Funcionários e Conciliadores que atuam no Poder Judiciário, proporcionando os fundamentos teóricos e práticos necessários para a atuação na conciliação e mediação de conflitos, com os requisitos exigidos pela Resolução 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). IV. OBJETIVOS ESPECÍFICOS DO CURSO: Estudar os conceitos de conciliação e mediação em peculiaridades, na expectativa de sua utilização como instrumentos de gestão de conflitos no âmbito do Poder Judiciário; Conscientizar sobre a política pública de tratamento adequado de conflitos; Ampliar aptidões na área da Comunicação; Cientificar acerca do cenário nacional e internacional dos elementos alternativos de solução de conflitos, bem como dos métodos existentes; Ensinar de solução de conflitos e sua aplicação prática.

2 V. VAGAS: 80 (oitenta) vagas distribuídas da seguinte forma: VAGAS (POR LOCAL) LOCAL TOTAL DE VAGAS 02 VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL VARA DE SUCESSÕES DA CAPITAL 0 03 CONCILIADORES DE CADA JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DA CAPITAL TRIBUNAL DE JUSTIÇA CENTRAL DE CONCILIAÇÃO E NÚCLEO DE FILIAÇÃO 18 VI.METODOLOGIA: O curso será dividido em duas etapas distintas, porém interligadas entre si: a parte teórica e a prática, conforme Art. 12, 3º, da Resolução 125/2010 do CNJ. Na primeira etapa, serão ministrados três módulos teóricos, computando-se 5 : o primeiro com 13 horas (hora/aula de 50 minutos); o segundo com 16 horas (hora/aula de 50 minutos); e o terceiro com 16 horas (hora/aula de 50 minutos). As aulas serão ministradas por profissionais com experiência na área de conciliação e mediação de conflitos. O conteúdo programático das aulas será de acordo com a Resolução 125/2010 do CNJ. As aulas serão presenciais, interativas e expositivas, com exercícios, através das de simulação de casos e exercícios para fixação dos conceitos apreendidos, além da elaboração de relatórios. A segunda etapa estará voltada para a prática, ou seja, para o estágio supervisionado por um profissional da área jurídica, devendo ser computada uma carga horária de 50 horas. Ao término, deverá ser elaborado um Relatório de Estágio.

3 VII. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: O material didático será fornecido aos participantes pela. Modulo I DISCIPINA CARGA HORÁRIA Introdução aos meios alternativos de solução de conflitos 13 EMENTA Conscientização sobre a política pública de tratamento adequado de conflitos; reflexão acerca dos conflitos e seus vários aspectos; panorama nacional e internacional dos meios alternativos de solução de conflitos e principais métodos existentes. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1) Política Pública de Tratamento Adequado de Conflitos. a) Princípios Constitucionais: Princípio do acesso à Justiça e pacificação social. Princípio da dignidade de pessoa humana; b) Importância da capacitação. c) Mudança de mentalidade: papel do CNJ, Tribunais e Instituições públicas e privadas. 2) Comunicação e Conflito: a) Teoria da Comunicação. Axiomas da comunicação. Escuta ativa. Comunicação nas pautas de interação e no estudo do interrelacionamento humano: aspectos sociológicos (ilusórios/imaginários, paradigmas e preconceitos) e aspectos psicológicos (identidade, interesses, necessidades, interrelações e contrato psicossocial tácito; interrelações pessoais, profissionais e sociais); b) Teoria Geral do Conflito. Conceito e estrutura. Aspectos objetivos e subjetivos. Formas de resolução dos conflitos: adversariais e não adversariais. 3) Métodos Alternativos de Solução de Conflitos (MASCs): a) Histórico. Panorama nacional e internacional. Cultura de Paz; b) Noções gerais e diferenciação entre os principais métodos de resolução de conflitos: judicial, negociação, conciliação, mediação e arbitragem. c) Diferenças e Semelhanças entre Conciliação. ) Enfoque normativo e ético da conciliação e aplicações no Poder Judiciário. a) Legislação brasileira sobre conciliação-mediação e Juizados Especiais. Resolução do CNJ. Provimentos dos Tribunais; b) O terceiro facilitador: funções, postura, atribuições, limites de atuação, imparcialidade X neutralidade, ética, Código de Ética, remuneração e supervisão. METODOLOGIA Método: aulas presenciais, interativas e expositivas, com exercícios, através das de simulação de casos e exercícios para fixação dos conceitos aprendidos. Recursos materiais: Data Show; DVD e filmes; apostilas; cadeiras móveis; sonorização. Avaliação: Assiduidade; apresentação de relatório; participação nas aulas.

4 Modulo II DISCIPINA CARGA HORÁRIA Conciliação e 16 EMENTA Técnicas autocompositivas de solução de conflitos e sua aplicação prática CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1) Introdução a) Conceito e filosofia. Conciliação judicial e extrajudicial; b) Conciliação ou mediação?; c) Negociação. Conceito. Integração e distribuição do valor das negociações. Técnicas básicas de negociação (a barganha de posições; a separação de pessoas de problemas; concentração em interesses; desenvolvimento de opções de ganho mútuo; Critérios objetivos; melhor alternativa para acordos negociados). Técnicas intermediárias de negociação (estratégias de estabelecimento de rapport; transformação de adversários em parceiros; comunicação efetiva). 2) Conciliação e : a) Etapas (planejamento da sessão, apresentação ou abertura, esclarecimentos ou investigação das propostas das partes, criação de opções, escolha da opção, lavratura do acordo); b) Técnicas (re-contextualização, identificação das propostas implícitas, afago, escuta ativa, espelhamento, produção de opção, acondicionamento das questões e interesses das partes, teste de realidade). ) Finalização da conciliação: a) Formalização do acordo. Dados essenciais do termo de conciliação (qualificação das partes, número de identificação, natureza do conflito...). Redação do acordo: requisitos mínimos e exequibilidade; b) Encaminhamentos e estatística. 5) O papel do conciliador e sua relação com os envolvidos no processo de conciliação: a) Os operadores do Direito (o magistrado, o promotor, o advogado, o defensor público, etc.) e a mediação. b) Papel e Resistência. Técnicas para estimular advogados a atuarem de forma eficiente na conciliação c) Contornando as dificuldades: descontrole emocional, embriaguez, desrespeito. METODOLOGIA Método: aulas presenciais, interativas e expositivas, com exercícios, através das de simulação de casos e exercícios para fixação dos conceitos aprendidos. Recursos materiais: Data Show; DVD e filmes; apostilas; cadeiras móveis; sonorização. Avaliação: assiduidade; apresentação de relatório; participação nas aulas.

5 Módulo DISCIPINA CARGA HORÁRIA 16 EMENTA Técnicas autocompositivas de solução de conflitos e sua aplicação prática CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1) A sua origem: a) Introdução histórica; b) Panorama mundial; 2) As Escolas ou Modelos de Mediação: a) Os diferentes modelos e ferramentas: Harward ou facilitativo, transformativo, circular-narrativo, avaliativo; b) A negociação cooperativa de Harward (posições e interesses, aspectos emocionais que envolvem a negociação, solução ou soluções parciais ou totais). 3) : a) Conceito e filosofia. Mediação judicial e extrajudicial, prévia e incidental; b) Etapas Pré-mediação e Mediação propriamente dita (acolhida, declaração inicial das partes, planejamento, esclarecimentos dos interesses ocultos e negociação do acordo); c) Técnicas ou ferramentas (co-mediação, re-contextualização, identificação das propostas implícitas, formas de perguntas, escuta ativa, produção de opção, acondicionamento das questões e interesses das partes, teste de realidade ou reflexão). ) Áreas de utilização da mediação: a) empresarial, familiar, civil, penal e Justiça Restaurativa. b) o envolvimento com outras áreas do conhecimento. 5) A mediação judicial: a) Vinculação ao Poder Judiciário? b) O gerenciamento do processo e os Centros de Resolução de Disputas; c) A Cultura de Paz (Política Pública e a necessidade de mudança de mentalidade). d) Código de ética do mediador. METODOLOGIA Método: aulas presenciais, interativas e expositivas, com exercícios, através das de simulação de casos e exercícios para fixação dos conceitos aprendidos. Recursos materiais: Data Show; DVD e filmes; apostilas; cadeiras móveis; sonorização. Avaliação: Assiduidade; apresentação de relatório; participação nas aulas.

6 V. LOCAL E DATA DA REALIZAÇÃO DO CURSO: CRONOGRAMA DO MÓDULO TEÓRICO Mês Módulo Dia/horário Local Aula Carga horária I Introdução 6.5 Dia 0 aos meios 13:00 às alternativos 17:0 h de solução I II II II Dia 0 18:30 às 22:0 h Dia 05 07:30 às 12:00 h Dia 18 13:00 às 17:0 h Dia 18 18:30 às 22:0 h Dia 19 07:30 às 12:00 h Dia 25 13:00 às 17:0 h Dia 25 18:30 às 22:0 h Dia 26 07:30 ás 12:00h de conflitos Introdução aos meios alternativos de solução de conflitos Conciliação e Conciliação e Conciliação e Horas/aula Professor Ana Dantas Ana Florinda Dantas Florinda Maria de Fátima Pirauá Lavínia Lavínia Marcos Erhrart Marcos Erhrart Marcos Erhrart Marcos Erhart

7 CRONOGRAMA DA PARTE PRÁTICA: Carga Horária: 50hs Supervisor (a): Paula Fazio Dias: 07 a 11 novembro Dias: 1 a 18 novembro Dias: 21 a 25 novembro Dias: 28 novembro a 02 Dezembro Dias 05 a 09 dezembro IX. SISTEMA DE AVALIAÇÃO DO CURSISTA:: O aluno terá que frequentar 75% das horas direcionadas às aulas teóricas e da prática. Além da frequência, será avaliada a participação do cursista em sala de aula. Assim, ao término de cada módulo, o professor deverá preencher um formulário distribuído pela, avaliando assiduidade, pontualidade e a postura de integração no grupo, com os conceitos Ótimo, Bom e Razoável. O professor de cada módulo poderá propor trabalhos em grupo ou individuais, relatórios, bem como discussões acerca dos temas trabalhados em sala de aula. No estágio supervisionado, o aluno terá que apresentar um Relatório de Estágio, com os critérios e instruções exigidos pela. Caso isso não aconteça, receberá apenas certificado de frequência. X. Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria da. Maceió, 19 de outubro de Desembargador Sebastião Costa Filho Diretor Geral da

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