RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL

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1 RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL - RIMA - Dragagem para Adequação das Bacias de Evolução e do Canal de Acesso para os Terminais Aquaviários das Ilhas Comprida e Redonda - Baía de Guanabara Dezembro de 2010

2 ÍNDICE Neste Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) você poderá conferir os principais resultados alcançados pelo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da dragagem no TAIC e TAIR. O RIMA tem como objetivo divulgar as informações para todos os interessados e possibilitar uma ampla discussão sobre esse empreendimento. Ele foi elaborado conforme apresentado: Apresentação para que você conheça, em linhas gerais, o que é o projeto de dragagem no TAIC e TAIR. Empreendimento e suas principais características, as alternativas, suas justificativas e objetivos. Diagnóstico Ambiental onde são apresentadas as características de todo o meio ambiente da área de influência. Avaliação de Impactos sobre o meio ambiente e socioeconômico durante a obra de dragagem. Programas Ambientais mostrando como estão estruturadas as medidas para evitar, diminuir, reparar e/ou eliminar os impactos. Conclusão mostrando que com o cumprimento das medidas recomendadas, se haverá ou não comprometimento qualidade ambiental do ambiente pelo empreendimento. Equipe Técnica responsável pela consultoria ambiental. 2

3 APRESENTAÇÃO O RIMA foi elaborado de acordo com o que determina a Instrução Técnica DECON Nº 11/2008, em 3 de agosto de 2008 pela Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente - FEEMA, atual Instituto Estadual do Ambiente - INEA, órgão responsável pelo licenciamento de atividades que podem afetar o meio ambiente e a população no Estado do Rio de Janeiro. O empreendimento refere-se à dragagem das áreas dos Terminais Aquaviários das Ilhas Comprida e Redonda para adequar suas bacias de evolução e canal de acesso para a manobra e atracação de navios. Faz parte desse empreendimento o correto transporte e descarte de sedimento dragado em local apropriado. A PETROBRAS será a responsável pelas obras de dragagem no TAIC e TAIR Baía de Guanabara. Razão Social: Petróleo Brasileiro S.A. Petrobras CNPJ: / Endereço: Ilha Redonda, s/n. Baía de Guanabara. Rio de Janeiro RJ. CEP: A empresa MINERAL Engenharia, de São Paulo, foi contratada, pela PETROBRAS, para elaborar o Estudo de Impacto Ambiental e este Relatório de Impacto Ambiental do empreendimento (EIA/RIMA). Razão Social: MINERAL Engenharia e Meio Ambiente Ltda. CNPJ: / Registro Legal: CREA-SP: Endereço: Rua Mourato Coelho, 90. São Paulo/SP. CEP: Telefone/Fax: (11) Representante Legal e Contato: Marcos Eduardo Zabini Telefone/Fax: (11)

4 EMPREENDIMENTO Justificativas e Objetivos A construção do Terminal Aquaviário da Ilha Comprida (TAIC) e melhorias no Terminal da Ilha Redonda (TAIR) é um dos projetos integrantes do PLANGAS* e promoverá o escoamento do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) produzido no Terminal de Cabiúnas (TECAB) e na Refinaria Duque de Caxias (REDUC), pertencentes à Petrobras. Para a consolidação e operação da infraestrutura desses terminais, bem como do sistema de escoamento e transferência de GLP, é fundamental que haja profundidade suficiente, para o ingresso de navios pressurizados (semi-refrigerados e refrigerados) até os Terminais Aquaviários TAIC e TAIR. Para isso será realizada uma dragagem de sedimento para o recebimento desses navios, numa área denominada de canal de acesso e bacias de evolução até uma profundidade de 12 metros no TAIC e de 10 metros no TAIR. A formação dessas áreas permitirão que os navios façam manobras e atraquem com segurança nos respectivos atracadouros. *Plano de Antecipação da Produção de Gás 4

5 EMPREENDIMENTO ÁREA DE DRAGAGEM Localização Os Terminais Aquaviários das Ilhas Comprida TAIC e Redonda (TAIR), localizam-se no interior da Baía de Guanabara entre a Ilha do Governador e São Gonçalo. O Canal de acesso possui cerca de 100 m de comprimento por 150m de largura. O Conjunto do canal e bacia TAIC-TAIR possui uma área aproximada de 184 mil m 2 Volume a ser dragado: 139 mil m 3 ÁREA DE BOTA-FORA A Área do Bota-Fora (BF-2) do material dragado está localizada aproximadamente a 8 km da entrada da barra da Baía de Guanabara, entre as ilhas Rasa e do Pai. A distância das áreas de dragagem e a Área BF-2 é de 28 km. 5

6 EMPREENDIMENTO Localização Localização dos Terminais Aquaviários das Ilhas Comprida TAIC e Redonda TAIR, dentro da Baía de Guanabara e as áreas das bacias de evolução a serem dragada: TAIR TAIC TAIR 12 metros 10 metros TAIC Localização da Área BF-2, destinada ao descarte de sedimento. BF-2 Está previsto o descarte de maneira rotativa, em subáreas, de maneira a minimizar o impacto num único ponto, conforme avaliado em estudos de modelagem de dispersão do sedimento realizado. LOCALIZAÇÃO DA DRAGAGEM E DO BOTA-FORA 6

7 EMPREENDIMENTO Execução dos Serviços A draga a ser utilizada no serviço deverá ser uma auto transportadora do tipo Hopper, conforme exemplo abaixo. 7 Tipo Auto Transportadora de Sucção Comprimento 124m Boca 19m Pontal Moldado 7,3m Calado máximo 6,5m Velocidade 14 a 15 nós Capacidade da Cisterna m 3 Capacidade de Carga ton Profundidade max. de dragagem 33m Tubos de sucção 2 Ø Bombas de Dragagem 2 x 1000 kw Propulsão 5290 kw

8 EMPREENDIMENTO Sistemas de Sinalização e Controle Ambiental Serão providenciadas bóias luminosas provisórias, devidamente posicionadas de acordo com a Capitania dos Portos no perímetro externo da área a dragar de forma a prevenir acidentes de navegação e permitir o aviso a outras embarcações, da presença da draga e a demarcação da área em obras. Deverão ser seguidas, para localização, tipos de bóias e sinais luminosos, as orientações técnicas quanto à sinalização, utilizada pelo Centro de Sinalização Náutica Alte. Moraes Rego (CAMR) da Marinha Brasileira. As embarcações usadas para a atividade de dragagem contarão com sistemas de controle ambiental operante na draga, cujo objetivo é a separação, transporte e destinação final apropriadas de resíduos sólidos (lixos) e efluentes (sanitários) para prevenir problemas de poluição no meio ambiente, atendendo às normas legais vigentes. 8

9 EMPREENDIMENTO Duração da dragagem A draga trafegará por 28 km, entre as áreas de dragagem até a área de descarte (BF-2) do sedimento, localizado fora da Baía de Guanabara. Essa rota será efetuada somente pelo canal de acesso marítimo do Porto do Rio de Janeiro, atendendo-se às normas da Autoridade Portuária. A velocidade média da draga será de 13 nós. Para a execução de toda a dragagem são estimados 55 dias efetivos. Considerando paradas de manutenção da draga, a dragagem ocorrerá em um período de 63 dias. Meses Atividade LICENCIAMENTO Emissão LP Emissão LI DRAGAGEM Contratação dos Serviços Detalhamento da Batimetria Projeto de Detalhamento Mobilização Execução da Dragagem Monitoramento Batimetria Final Relatório Final da Dragagem 9

10 concentração EMPREENDIMENTO Qualidade do Sedimento Dragado Antes do início de qualquer atividade na área a ser dragada é necessário conhecer a qualidade físico-química do sedimento, bem como do local onde o mesmo será descartado. Assim, campanhas para avaliar a qualidade do sedimento e a água foram realizadas em fevereiro de 2009 e julho de Principais Resultados Os sedimentos nas áreas de dragagem têm predomínio de areia muito fina até média, bem como argila. Os resultados indicaram somente contaminação acima do permitido pela legislação (Nível 1), dos seguintes elementos: Metais (chumbo, cobre, zinco) e alguns compostos químicos presentes em óleos orgânicos aromáticos (HPAs). Nível 2 Nível 1 limite acima do qual prevêse um provável efeito desfavorável à biota limite do qual prevê-se baixa probabilidade de efeitos desfavoráveis à biota concentração permitida pela CONAMA 344 A legislação que estabelece os procedimentos para essa avaliação é a Resolução CONAMA Nº 344/04, que prevê a análise de diversos elementos e compostos químicos presentes nos sedimento. 10

11 EMPREENDIMENTO Análise das Alternativas As alternativas estudadas estiveram concentradas nos tipos de dragas que poderiam ser utilizadas e, principalmente, nos locais onde o material dragado (sedimento) poderiam ser disposto (bota-fora) de maneira a diminuir ao máximo os impactos ambientais dessa atividade. Tipos de Dragas Categoria Tipo de Draga Exemplo Alcatruz Mecânica Caçamba Escavadeiras Sucção Hidráulica Sucção com desagregadores 11 Auto-transportadoras (Hopper) (ALTERNATIVA ESCOLHIDA) A seleção do tipo de draga e sua operação dependem dos seguintes fatores: Granulometria do sedimento (argila a areia grossa, por exemplo); Quantidade do material a ser dragado; Profundidade do local e volume a ser dragado; Distância entre a área de dragagem e o bota-fora; Nível de contaminação dos sedimentos; Disponibilidade da draga no mercado, bem como o seu custo.

12 EMPREENDIMENTO Análise das Alternativas Disposição do Material Dragado Considerando o volume aproximado ( m 3 ) de sedimento que será dragado e a qualidade físico-química desse material, foram pesquisadas alternativas de disposição. Existem muitas alternativas para a disposição descarte bem como tratamento do material dragado. Mas, atualmente, o consenso é de que não existe uma solução para o gerenciamento dos sedimentos contaminados que não envolva riscos ambientais. Portanto, devem-se avaliar as alternativas disponíveis em relação ao grau de contaminação que o material a ser dragado apresenta. Alternativas Aterro Industrial Classe 1 Áreas Confinadas por Dique Essa tecnologia é internacionalmente conhecida como Confined Disposal Facilities CDF Tubos Geotêxteis Descarte em Mar Aberto (ALTERNATIVA ESCOLHIDA) Avaliação O sedimento dragado deverá ser separado da água e essa, para seu descarte, deverá ser tratada. Este material deverá ser analisado e classificado segundo a legislação. Todo o transporte marítimo/terrestre deverá ser devidamente autorizado e licenciado para transportar o resíduo Classe 1 até o aterro contratado. É uma técnica que vem sendo largamente utilizada em regiões portuárias da Europa e Estados Unidos para o descarte dos materiais dragados com elevado nível de contaminação. O CDF é recoberto por uma camada de sedimentos (areia descontaminada) capaz de confinar o material contaminado, evitando contato com o ambiente. É semelhante a um grande saco de tecido resistente, onde o sedimento dragado é bombeado para dentro de tubos, permitindo que a água saia pelas aberturas de filtração do geotêxtil, restando apenas o material sólido. Esse sistema necessita de uma grande área para sua instalação; proximidade do local de dragagem e da área de repouso dos tubos, além de tratamento do efluente. O sedimento será levado pala draga e descartado ao largo da Baía de Guanabara, em área previamente estudada para esse fim, e que fará parte de um Programa de Monitoramento Ambiental. Dentre as alternativas estudadas para este empreendimento, a disposição em mar aberto é a alternativa mais aceitável* visto que o volume do material a ser dragado é pequeno e o material possui uma contaminação moderada. * quesitos levantados: aceitabilidade ambiental, viabilidade técnica e econômica. 12

13 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Áreas de Influência A definição das Áreas de Influência das obras de dragagem no TAIC e TAIR basearam-se nas ações do empreendimento e suas consequências sobre os meios físico, biótico e atividades socioeconômicas. Como os impactos ambientais têm efeitos diferenciados, dependendo do meio sobre o qual atuam e da forma como acontecem, foram definidas categorias de Áreas de Influência: Área Diretamente Afetada (ADA), Área de Influência Direta (AID) e Área de Influência Indireta (AII). Área de Influência Indireta (AII): Para os Meios Físico e Biótico corresponde ao círculo com raio de 5 km ao redor das áreas de dragagem e bota-fora, acrescidas das plumas de sedimentos. Para o Meio Socioeconômico são os municípios atingidos pelo raio de 5 km (Rio de Janeiro, São Gonçalo e Niterói) a partir da área a ser dragada e do bota-fora, além das plumas de dispersão de sedimentos; toda a Baia de Guanabara e demais municípios que possuem entidades vinculadas a atividade pesqueira (Duque de Caxias, Magé, Itaboraí e Guapimirim). AII Área de Influência Direta (AID): Para os Meios Físico e Biótico são a áreas de dragagem e bota-fora, acrescidas das áreas de círculo de raio de 400m aos seus redores e das plumas de sedimentos. Para o Meio Socioeconômico corresponde a área de dragagem, acrescida de uma zona de segurança de 500m ao seu redor; a rota marítima entre as áreas de dragagem; a área de bota-fora acrescida da área de círculo de raio de 400m ao redor e as plumas de dispersão de sedimentos. AID Área Diretamente Afetada (ADA): Corresponde à área onde haverá intervenção efetiva do empreendimento, ou seja, é as áreas que serão dragadas e a área de bota-fora* ADA 13 *local onde será descartado o sedimento dragado.

14 ÁREAS DE INFLUÊNCIA 14

15 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Buscou-se caracterizar a qualidade do meio ambiente e a estrutura das comunidades da Baía de Guanabara e seu entorno, em relação aos seus principais componentes ecossistêmicos (terrestres, estuarinos e marinhos) e socioeconômicos, privilegiando, sempre que possível, as informações nas áreas de interesse, ou seja, a área de Dragagem e do Bota-fora. CLIMA O Estado do Rio de Janeiro apresenta um ambiente climático bastante diversificado, com duas estações bem definidas durante o ano: verão e inverno. Na região predomina o clima tropical semi-úmido, com chuvas abundantes no verão e invernos secos. A temperatura média anual é de 24ºC e o índice pluviométrico (quantidade de chuva) chega a 1250 mm/ano. O mês mais chuvoso é dezembro (170 mm) e o menos chuvoso é agosto (55 mm), sendo a média anual em torno de 100 mm. Os ventos de norte a leste são observados nos meses de janeiro a março, com uma intensidade maior no mês de janeiro (verão=2,2 m/s). No período de abril a junho a predominância ainda é dos ventos de nordeste, mas com ocorrência de ventos de sul (outono e inverno=1,2m/s). Para o período de julho a dezembro (primavera=2,4m/s), predominam os ventos de leste e nordeste ao longo de todos os meses e com menor ocorrência dos ventos de sul. i Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Temp Med (ºC) Temp Max (ºC) Temp Min (ºC) Temp Max Absol (ºC) Temp Min Absol (ºC) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Temp Med (ºC) Temp Max (ºC) Temp Min (ºC) Temp Max Absol (ºC) Temp Min Absol (ºC) Precipitação (mm) Prec. Máxima 24 h (mm) Umidade (%) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Temperatura e Precipitação (chuva) ao longo do ano na região

16 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL OCEANOGRAFIA A Baía de Guanabara lembra a forma de uma concha em leque, onde na porção mais estreita (entrada) é mais profunda (20-30m) e à medida que se alarga torna-se mais rasa. A entrada da Baía tem quase 1,7 km entre as pontas de São João e Santa Cruz e, 30 km entre seu maior eixo de direção (N-S) até o fundo da baía onde ocorre um alargamento (na direção E-O) até o máximo de 28 km. Fonte: Marcelle Sampaio, 2003 As correntes na Baía da Guanabara são influenciadas pela ação de diversos fatores, sendo o principal a maré, além das descargas de rios (fluvial) e chuvas (pluvial) e ventos. Na porção mais interna da Baía, a circulação é menor ao se comparar com a região de canal e entrada, o que a torna mais vulnerável à poluição. 16

17 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL QUALIDADE DA ÁGUA Duque de Caxias Ilha do Governador São Gonçalo Segundo o Plano Diretor de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara, a baixa qualidade da água dos rios está extremamente relacionada à ocupação humana e ao uso do solo no seu entorno. A deficiência na infra-estrutura básica de saneamento acarreta em despejos dos lixos e esgotos diretamente ou próximo aos mananciais. As consequências imediatas disso são a poluição das águas, os comprometimentos da saúde e da qualidade do meio ambiente. Rio de Janeiro Niterói A Baía de Guanabara sofre a descarga de esgoto das atividades industriais presentes em todo o seu entorno ou ao longo dos rios que ali deságuam. A Baía pode ser dividida em cinco setores de acordo com as condições químicas das águas e grau de poluição: Setor 1: Área que apresenta melhor qualidade das águas, delimitada pelo canal central de circulação, a qual é promovida por correntes de maré. Setor 2: Enseadas sujeitas à forte poluição orgânica, apesar de estarem próximas à entrada da baía. Setor 3: Área de avançado nível de deterioração devido à influência de várias formas de poluição, inclusive das zonas portuárias. Setor 4: Região sob influência dos rios menos comprometidos (a leste). 17 Setor 5: Área que apresenta o mais avançado estado de deterioração ambiental.

18 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL QUALIDADE DO SEDIMENTO Nas áreas mais rasas da Baía da Guanabara os sedimentos superficiais são essencialmente lamosos (argila e silte) e está diretamente associados à influência dos rios, que depositam sedimentos numa região de baixa ação de correntes, marés e ondas. Na região de canal (mais profundo), o sedimento é mais arenoso em função das ações das correntes. Sedimentos da Baía de Guanabara Estudo sobre a qualidade do sedimento foram realizadas em fevereiro de 2009 na área da dragagem. A Resolução CONAMA Nº 344/04 prevê a análise de diversos elementos e compostos químicos presentes nos sedimentos para a atividade de dragagem. Os resultados das análises dos sedimentos dessas áreas indicaram contaminação por metais, óleo acima do permitido pela legislação, são eles: chumbo, cobre, zinco e alguns compostos presentes em HPAs. 18

19 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL ECOSSISTEMAS O Estado do Rio de Janeiro, originalmente coberto por Mata Atlântica, tem atualmente apenas 17% de cobertura vegetal, pois o processo de desmatamento foi muito acentuado nos últimos 40 anos. Apesar de grandes modificações sofridas ao longo dos anos, a Baía de Guanabara e sua área circunvizinha ainda apresentam habitats nos quais se encontram populações vegetais e animais de numerosas espécies. Mesmo submetidos ao impacto do desenvolvimento urbano, que os mantém sob ameaça constante, esses habitats ostentam flora e fauna de incalculável valor científico, educativo, econômico, paisagístico, turístico ou voltado para o lazer. Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos em espécies do mundo. Estima-se que existem mais de espécies vegetais, além de centenas de espécies de anfíbios, répteis, aves e mamíferos. 19 Foto: André A. Gonçalves

20 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL A região de Influência Indireta da Dragagem no TAIC integra parcelas de três zonas da Mata Atlântica: a Floresta Ombrófila Densa, a Floresta Estacional Semidecidual e as Formações Pioneiras (Manguezal, Restinga e Brejo). Foram também diagnosticados as Áreas Urbanas, Pastagens e Culturas, Ilhas e Praias e Costões Rochosos. No entanto, sem sombra de dúvidas, o ecossistema mais importante e mais ameaçado, pertencente à Baía de Guanabara propriamente dita, é o ecossistema de manguezal, que hoje cobre apenas 31% da área ocupada originalmente, além de ser o ambiente mais afetado pela poluição da bacia de drenagem e da própria baía. Na área de influência deste empreendimento são observadas importantes áreas de Mata Atlântica preservadas, seja em Unidades de Conservação ou em áreas de difícil acesso nas encostas da Serra do Mar. Contudo, há um predomínio evidente de fragmentos florestais empobrecidos biologicamente (capoeiras), cercados por uma paisagem predominantemente urbana-rural. Muitos desses remanescentes de mata encontram-se em estágio avançado de degradação, devido ao próprio isolamento e pela extração seletiva de espécies de árvores ao longo dos anos, como pela caça e a captura da fauna nativa para o comércio ilegal, entre outras. As espécies vegetais características são o ipê, o maricá, a candiúba, a caroba branca, entre outras. Dentre a fauna, são observadas várias espécies mais resistentes às modificações feitas pelo homem, como pintassilgo, sabiás, sanhaços, gaviões, andorinhas, além de outros exemplares, como o gambá, o sagüi e o caxinguelê, além do lagarto teiú e da cobraverde. Dentre as espécies mais sensíveis e com maior dificuldade de sobreviver em um ambiente já modificado, temos o jacuaçu, a preguiça, o cachorro-do-mato entre tantas outras. 20

21 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Os manguezais ocorrem na desembocadura dos rios que deságuam na Baía de Guanabara, principalmente em Guapimirim, Magé e Duque de Caxias. A vegetação típica é composta de mangue-branco e em menor escala, o mangue-preto e o manguevermelho, aroeira, samambaia-do-brejo, palmeira-espinhosa e embaúba A fauna é diversa, com várias espécies de aves, como as garças-branca (grande e a pequena), os socós, os martim-pescadores, o biguá e a figuinha-do-mangue. Ocorrem algumas espécies de caranguejos, como chama-maré, uca e o guaiamum. Na Praia de Ipiranga/Magé, próximo à foz do Rio Estrela existe um amplo cenário de degradação, onde podem ser encontrados diversos troncos, principalmente de mangue-branco. Os brejos e áreas alagadas possuem formações arbustivas menores nos trechos mais úmidos, e de médio porte nas áreas mais secas. No fundo da Baía de Guanabara, próxima à REDUC, é comum a presença do capim-navalha, da erva-dobrejo, da taboa, do lírio-do-brejo e do aguapé, que cresce em grandes extensões em canais e rios que recebem os esgotos. 21 Nesse ambiente são encontradas espécies de frango-d águaazul, a saracura-preta, a saracura-sanã e algumas espécies de garças e marrecos; além de mamíferos como a cuíca-d água e o rato-do-brejo. É o habitat também de algumas rãs, pererecas e cobras.

22 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL AMBIENTES ESTUARINO E MARINHO Os estuários são conhecidos pela sua riqueza e quantidade de espécies, e são considerados berçários para muitas que as utilizam como áreas de alimentação, proteção e reprodução. Nesses ambientes ocorrem comunidades de organismos que possuem denominações diferentes, dependendo de sua capacidade de locomoção e de sua posição na coluna d água: Comunidade planctônica: vivem na superfície da coluna d água. Possuem nenhuma ou limitada capacidade de locomoção. Comunidade nectônica: podem se deslocar ativamente contra as correntes e possuem grande capacidade de locomoção. Comunidade bentônica: vivem no fundo do mar ou aderido a substratos como rochas. 22

23 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Comunidade Planctônica No estuário da Baía de Guanabara, a distribuição e quantidade da comunidade planctônica tende a ser maior na região da boca da Baía e zona de canal central, ao se comparar com a região do fundo da Baía. Essa comunidade é composta de: Fitoplâncton: são plantas microscópicas de espécies tipicamente estuarinas ou oceânicas. Algumas são indicadoras de poluição orgânica (esgotos). Zooplâncton: são pequenos organismos ou representantes jovens de organismos maiores como larvas de camarão, por exemplo. Ictioplâncton: são representados por ovos e larvas de peixes que desovam na Baía ou entram nesse estuário pela ação de correntes e marés, utilizando esse ambiente em busca de proteção e alimento. 23

24 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Comunidade Nectônica Peixes: Na Baía de Guanabara, os peixes que utilizam esse ambiente podem ser considerados dependentes, que necessitam do estuário em períodos de seu ciclo de vida, como para reprodução, por exemplo, ou oportunistas, que entram no estuário somente para se alimentar. Os peixes mais abundantes são a corvina, o bagre-marinho, a tainha, o coió, a cabrinha, a cocoroca, entre outros. Mamíferos: Ainda é relativamente comum a presença do boto-cinza durante todo o ano na Baía de Guanabara. Estes animais utilizam a Baía como uma área de alimentação, concentrando-se no canal principal, onde se encontram as melhores condições de qualidade da água. Fonte: Projeto Maqua/UERJ 24

25 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Aves: As aves normalmente encontradas nesse estuário são o atobá, a fragata, o biguá e várias espécies de gaivotas. A Baía de Guanabara e seu entorno são de grande importância para as aves migratórias. A região recebe aves que migram do Hemisfério Norte e da região circumpolar ártica, como as batuíras, os maçaricos, os trinta-réis e outras espécies. No período de abril a setembro observam-se algumas espécies migratórias tais como a marrecacolheira e as cargueijas, que vêm do sul da América do Sul. Durante o período de setembro a abril chegam do hemisfério norte procurando abrigo e alimento o falcão peregrino, várias espécies de maçaricos, nacerjas, batuíra-de-bando e o savacu-de-coroa. 25

26 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Comunidade Bentônica Os organismos que vivem sobre o fundo ou dentro do sedimento são chamados de bentos. Os organismos bentônicos formam um grupo muito variado, as algas são chamadas de fitobentos e os animais de zoobentos. Na Baía de Guanabara, os organismos predominantes são os caramujos, conchas, siris, camarões, cracas, anêmonas, algas, entre outros. A distribuição desses organismos está relacionada ao estado de degradação da Baía. A maior diversidade (número e quantidade de espécies) ocorre na região da entrada, diminuindo em direção ao fundo da Baía, que possui níveis mais acentuados de poluição. Na área de dragagem foi realizado um estudo sobre caracterização da comunidade zoobentônica e os moluscos foram os animais mais abundantes de todos os encontrados, seguido de poliquetas (vermes marinhos), nematódeos e crustáceos. Na área de descarte de sedimento, fora da Baía, moluscos e poliquetas também foram os mais abundantes. 26

27 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL UNIDADES DE CONSERVAÇÃO As Unidades de Conservação (UCs) destinam-se, em especial, a proteger a fauna e a flora. Dividem-se em dois grupos: Unidades de Proteção Integral, cujo objetivo é preservar a natureza sem a interferência humana direta Unidades de Uso Sustentável, cujo objetivo é conservar a natureza, permitindo o seu uso pelo homem, mas, de forma disciplinada, sem causar danos à UC. Na Área de Influência Indireta (AII) do empreendimento foram identificadas 18 Unidades de Conservação (UCs - SNUC Lei Nº 9.985/00) e outras áreas protegidas por legislação. O empreendimento (área de dragagem e bota-fora) está inserido em somente 5 Unidades de Conservação, seja diretamente ou dentro das respectivas zonas de amortecimento*. Dentre estas destacamos duas: 1ª) Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) da Baía de Guanabara 2ª) Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras 27 *Zona de amortecimento é o entorno de uma unidade de conservação, onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade.

28 UNIDADES DE CONSERVAÇÃO E ÁREAS PROTEGIDAS 28

29 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL MUNICÍPIOS E POPULAÇÃO INDICATIVO DE DESENVOLVIMENTO Os municípios de Rio de Janeiro, São Gonçalo e Niterói fazem parte da Área de Influência para o meio social e econômico. Estes municípios pertencem à Região Metropolitana do Rio de Janeiro - RMRJ, que é composta por municípios extremamente populosos e elevada densidade demográfica (de habitantes por cada km 2 ). São muitos os fatores que determinam as condições em que vive uma população. O IDH - Índice de Desenvolvimento Humano, utiliza três áreas de informações: Educação, Longevidade e Renda. Este índice varia de zero até um. Quando o IDH se situa abaixo de 0,500, o desenvolvimento humano do local estudado é considerado baixo; valores entre 0,500 e 0,799 são considerados médios; a partir de 0,800 o IDH é considerado alto. A capital Rio de Janeiro e Niterói apresentam alto desenvolvimento humano, com destaque para Niterói, na 1ª posição na classificação estadual e na 2ª posição na classificação brasileira. São Gonçalo apresenta médio desenvolvimento humano. 29 PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

30 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL ECONOMIA E USO DO SOLO A economia da região é determinada pelos setores secundário (indústria) e terciário (comércio e serviços). É muito pequena a participação do setor primário (agricultura, pecuária e extrativismo) na geração de riqueza e na oferta de empregos da região. Ao longo do tempo, as atividades econômicas, agrícola, pecuária e industrial deixaram graves marcas de degradação ambiental nas águas da Baía de Guanabara. O acelerado crescimento da população, a chegada de muitas pessoas (migração) nas áreas mais urbanizadas e o descontrole do uso e ocupação do solo têm contribuído para a criação de favelas na região. Os principais usos de recursos ambientais e fontes de poluição na região da Baía de Guanabara são: desmatamento de manguezais e várzeas, aterro e corte de manguezais, ocupações desordenadas da orla, inclusive em Área de Preservação Permanente (mangues); expansão urbana desordenada; precária destinação de resíduos sólidos (lixo) e falta de tratamento dos efluentes domésticos e industriais (esgoto). 30

31 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL TRÁFEGO MARINHO E PORTUÁRIO Na Baía de Guanabara circula uma grande variedade de tipos de embarcações, como barcos da polícia marítima e da capitania dos portos, navios da Marinha, navios tipo Lash (doca de barcaças) e porta-contêineres, barcas e catamarãs de transporte de passageiros, rebocadores, transatlânticos de turismo, barcos de pesca (traineiras, barcos a remo, etc), veleiros, dentre tantos outros. Na Baía de Guanabara existem terminais portuários públicos e privados, de grande, médio e pequeno porte, que estão voltados ao atendimento das necessidades sociais e econômicas da região. 31

32 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL ATIVIDADE TURÍSTICA O município do Rio de Janeiro é o principal pólo turístico e o que recebe o maior número de turistas visando o lazer ou negócios, o que gera empregos e contribui para a economia da região. Com as exceções dos municípios do Rio de Janeiro e Niterói, os outros municípios da Baía de Guanabara não têm tradição turística, apesar de alguns possuírem muitas potencialidades, tanto em patrimônio natural, quanto histórico e de áreas com possibilidade de uso de recreação e de lazer. Para o desenvolvimento do turismo nos municípios confluentes à Baía de Guanabara são necessárias diversas melhorias, como: instalações e serviços de alojamento e hospedagem, de restauração (bares, restaurantes, quiosques, barracas, trailers), de comércio típico e serviços complementares (lojas de artesanato, lojas de roupas específicas para o visitante, serviços de informações ao turista) e de entretenimento (parques temáticos, danceterias, áreas de eventos, aluguéis de caiaques). Esses municípios também são muito carentes de infraestruturas urbana e de saneamento básico, como, rodovias, tratamento de água e esgotos, energia elétrica, dentre outros. As principais Ilhas com atividades turísticas na Baía de Guanabara são a Ilha de Paquetá e a Ilha Fiscal. 32

33 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL ATIVIDADE PESQUEIRA Atualmente, o Estado do Rio de Janeiro é o terceiro produtor pesqueiro marítimo nacional e tem em seu litoral importantes pontos de embarque e desembarque de pescado. Durante muitas décadas, o Estado do Rio de Janeiro foi o principal produtor de pescado do país, vendendo sua produção fresca para consumo imediato ou para a indústria de enlatados. Na área de estudo são realizados vários tipos de pesca marítima: Pesca Artesanal de Subsistência > principalmente para obtenção de alimento, utilizando técnicas rudimentares (simples), pouca finalidade comercial, baixa produção e comercialização direta pelo pescador. Pesca Artesanal Comercial ou de Pequena Escala > combina a obtenção de alimento com a finalidade comercial. Utiliza embarcações de médio porte, com motor ou não, bem como embarcações construídas pelos próprios pescadores. Utilizam na maioria equipamentos básicos de navegação, em embarcações geralmente de madeira, capazes de produzir volumes pequenos ou médios de pescado. Forma a maior porção da frota brasileira e acredita-se responder por aproximadamente 60% do volume das capturas nacionais. Pesca Industrial Costeira > realizada por embarcações de maior autonomia, capazes de operar em áreas mais distantes da costa. Apresenta mecanização a bordo para operar os petrechos de captura; propulsão a motor (diesel) de potência mais elevada; equipamento eletrônico de navegação e detecção; o material do casco pode ser de aço ou madeira. Voltada à captura dos principais recursos em volume ou valor da produção. Pesca Industrial Oceânica > ainda no começo no Brasil, envolve as embarcações que têm condições de operar em toda a ZEE (Zona Econômica Exclusiva), incluindo áreas oceânicas mais distantes, mesmo em outros países. É constituída de embarcações de grande autonomia, podendo, inclusive, industrializar o pescado a bordo, com sofisticados equipamentos de navegação e detecção de cardumes e de ampla mecanização. Pesca Amadora/Esportiva > finalidade de turismo, lazer ou desporto, e o produto da atividade não pode ser comercializado ou industrializado. 33

34 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL PESCA ARTESANAL Na Baía de Guanabara, a atividade pesqueira artesanal é realizada através da: pesca de subsistência e da pesca comercial de pequena escala que efetuam suas pescarias com pequenas e médias embarcações, em regiões costeiras e estuarinas; pesca comercial de média escala que abrange, além das áreas costeiras dos municípios de origem, outras regiões mais distantes, como a região oceânica fluminense. Através do estudo realizado (EIA), pode-se verificar que, apesar do evidente declínio, a pesca artesanal ainda é bastante praticada na Baía de Guanabara e, desta forma, tem desempenhado um importante papel social. Porém, cada vez mais, este setor vem se desestruturando e perdendo espaço como atividade econômica. Segundo os dados do levantamento de campo nas Colônias e Associações de Pescadores existe um total de embarcações atuando na área de estudo. A Praia de Olaria em Magé, com 600 embarcações e Jequiá, na Ilha do Governador, com 1.000, representam quase a metade deste número. 34

35 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL PESCA ARTESANAL Na pesquisa realizada com Colônias e Associações de Pescadores, as espécies mais capturadas são: Na Baía de Guanabara: corvina, tainha, bagre, enchova, espada, parati, sardinha boca torta, sardinha laje, sardinha verdadeira, savelha, xerelete, linguado, pescadas amarela e branca, pescadinha, papa terra, robalo e camarão. Na área oceânica: bonito, garoupa, dourado, sardinha verdadeira, enchova, espada, goete, serra, corvina, linguado, pescadas branca e amarela, robalo, xerelete e camarão. As artes de pesca mais utilizadas pela pesca artesanal na Baía de Guanabara são as redes de emalhe (espera, velada, deriva, caída, caçuá), redes de arrasto (rasca, arrasto de fundo, parelha), redes de cerco e tarrafas. Dentre as linhas, destacam-se as linhas de fundo e superfície (boiadas), espinhéis, garatéia e zangareio. Apesar de proibidos por lei, na Baía de Guanabara ainda utiliza-se muito a pesca de curral. Acredita-se que existam cerca de 500 currais na região. As cavadeiras são muito utilizadas para a retirada dos mexilhões dos costões rochosos e das ilhas. O arpão é usado pela pesca de mergulho. Na região oceânica da área de estudo os principais petrechos utilizados são as rede de espera, as linhas de fundo e superfície e os espinhéis. 35

36 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL PESCA INDUSTRIAL A pesca industrial na área de estudo atua na região oceânica. Apesar da Baía de Guanabara não ser a área preferencial de pesca desta modalidade, diversas frotas realizam seus desembarques na Ilha da Conceição e nas indústrias situadas na baía. A pesca industrial na área de estudo se divide em duas modalidades: industrial costeira e oceânica. As principais espécies de peixes capturadas pela frota industrial no Rio de Janeiro são: sardinha-laje, sardinha-boca-torta, bonito-listrado, sardinhaverdadeira, cavalinha, xerelete, albacora-laje, corvina e peixe-sapo. O principal crustáceo capturado é o camarão-rosa e o molusco é a lula. A pesca industrial no Estado o posiciona como o maior produtor de pescado da região sudeste, tendo registrado um crescimento na produção de pescado de 5,1% em

37 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Colônias e Associações de Pescadores Segundo o levantamento de campo são pescadores atuando diretamente na atividade pesqueira artesanal. Deste total as maiores parcelas, da ordem de pescadores estão nas localidades de Ramos, Ilha do Governador e Magé. Na Baía de Guanabara, os pescadores estão associados a cinco colônias de pesca. Muitas vezes as colônias atuam diretamente na comercialização do pescado, como é o caso da Z-8, em Niterói. Todas as cinco colônias são filiadas à FEPERJ. Na região oceânica da área de estudo atuam 2 colônias, que também são associadas a FEPERJ. A estrutura de relacionamentos se completa pela existência de Associações locais, filiadas à Federação das Associações de Pesca Artesanal do Estado do Rio de Janeiro - FAPESCA ou independentes. Os municípios de São Gonçalo e Itaboraí não possuem colônias e alguns pescadores são filiados à Colônia Z-8. 37

38 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Colônias e Associações de Pescadores Colônias de Pescadores - Pesca Artesanal Z-10 - Colônia de Pescadores da Ilha do Governador Jequiá - bairro Zumbi Z Colônia de Pescadores Praia de Ramos Z-12 - Colônia de Pescadores do Caju Caju Z-13 - Colônia de Pescadores de Copacabana Praia de Copacabana - Posto 6 Z-8 - Colônia de Pescadores de Niterói e São Gonçalo Centro - Niterói Z- 7 - Colônia de Pescadores de Itaipu Praia de Itaipu Z-9 - Colônia de Pescadores de Mauá Praia de Olaria Federação dos Pescadores do Estado do Rio de Janeiro - FEPERJ Centro - Niterói Associações e Cooperativas de Pescadores - Pesca Artesanal Associação dos Pescadores Livres de Tubiacanga - APELT Tubiacanga - Ilha do Governador Associação dos Pescadores de Bancários Bancários - Ilha do Governador Cooperativa de Pescadores de Marcílio Dias LTDA - MARCOOP Penha Cooperativa Mista dos Pescadores da Colônia Caju Ltda - COOPESCAJU Caju Associação dos Pescadores da Quinta do Caju Quinta do Caju Associação dos Pescadores do Porto da Chacrinha Chacrinha - Duque de Caxias Associação Homens do Mar da Baía de Guanabara - AHOMAR Ipiranga - Magé Associação dos Trabalhadores Pesca de Magé e Guapimirim - ATPM Surui - Magé Associação dos Pescadores de Itambi - ITAPESCA Itambi - Itaboraí Associação dos Pescadores e Escarnadeiras de Siri da Praia da Luz - APESCASIRILUZ Praia da Luz - Itaóca São Gonçalo Associação dos Pescadores e Escarnadeiras de São Gabriel Praia de São Gabriel - Itaóca - São Gonçalo Associação de Pescadores da Praia das Pedrinhas - APPP Praia das Pedrinhas - Boa Vista - São Gonçalo Associação de Pescadores Livres do Gradim e Adjacências - APELGA Gradim - SG Associação de Moradores e Pescadores do Porto Velho - AMPOVEP Pontal - Porto Velho - São Gonçalo Associação de Pescadores e Amigos da Praia Grande Praia Grande - Centro - Niterói Associação de Pescadores e Amigos de São Pedro Terminal Rodoviário João Goulart - Centro - Niterói Associação Livre dos Maricultores de Jurujuba - ALMARJ Jurujuba - Niterói Federação das Associações de Pescadores Artesanais do Estado do Rio de Janeiro - FAPESCA Jurujuba - Niterói Federação dos Aquicultores e Pescadores Artesanais do RJ - FAPA Centro - Niterói 38

39 AVALIAÇÃO DE IMPACTOS Para a identificação e avaliação dos impactos ambientais sobre o meio ambiente e a população local, foram analisadas não somente a atividade de dragagem, mas a qualidade do sedimento e o local onde o mesmo será descartado. Foram usados critérios para análise dos impactos ambientais, os quais são apresentados abaixo. CRITÉRIOS Interação Qualificação Incidência Abrangência Duração Reversibilidade Temporalidade Efeito Magnitude Importância Significância DEFINIÇÃO Efetivo: relacionado com as atividades normais da obra. Potencial: relacionado a um acidente ou impactos de ocorrência incerta. Positivo: quando resulta na melhoria ambiental. Negativo: quando resulta em perda da qualidade ambiental. Direto: quando a alteração acontece diretamente de uma atividade do empreendimento. Indireto: quando a alteração acontece de um impacto direto. Local: cujo efeito se faz sentir apenas nas imediações ou no próprio local onde se dá a ação. Regional: cujo efeito se faz sentir além das imediações do local onde acontece a ação. Estratégico: cujo efeito tem interesse coletivo ou se faz sentir em nível nacional. Cíclico: cujo efeito se manifesta em intervalos de tempo determinados. Temporário: cujo efeito tem duração limitada. Permanente: quando, uma vez executada a ação, o efeito não cessa de se manifestar por um período de tempo. Reversível: quando cessada a ação a condição natural, social ou econômica é restabelecida, com ou sem medidas de controle. Irreversível: quando não é restabelecida a condição original. Curto prazo: quando se dá no instante da ação causadora. Médio prazo: quando ocorre após o término da ação causadora. Longo prazo: quando se dá em um intervalo de tempo consideravelmente afastado do instante imediato da ação causadora. Indutor: quando o impacto induz ou potencializa outro(s) impacto(s). Sinérgico: quando exerce um efeito multiplicador sobre um processo ecológico, econômico ou social. Baixa: quando altera de maneira pouco expressiva um determinado fator de sensibilidade. Média: quando altera de maneira expressiva um determinado fator de sensibilidade. Alta: quando altera de maneira muito expressiva um determinado fator de sensibilidade. Baixa: quando a interferência é local, alterando o fator de sensibilidade de modo pouco expressivo ou expressivo, ou quando se manifesta regionalmente, só que de modo pouco expressivo. Média: quando as interferências sobre os fatores de sensibilidade se manifestam das seguintes formas: 1) no local, alterando-os de modo muito expressivo; 2) na região e de modo expressivo e 3) em nível estratégico, mas com pouca expressão. Alta: quando altera de maneira muito expressiva um determinado fator de sensibilidade em nível regional ou estratégico. Definida pela relação combinada entre magnitude e importância, podendo ser de baixa, média ou alta significância. Foram identificados 14 impactos que poderão ocorrer durante a dragagem, dos quais três são positivos e estão relacionados ao meio socioeconômico. Dos 11 impactos negativos, todos são reversíveis por ações de controle ambiental e pela adoção das medidas previstas de segurança. As medidas de controle e ajuste que serão adotadas visam, no mínimo, à manutenção da qualidade ambiental, social e econômica, por meio de ações para evitar, diminuir, reparar e/ou eliminar os impactos negativos e maximizar os impactos positivos. 39

40 AVALIAÇÃO DE IMPACTOS Sobre o Meio Socioeconômico /1/ Geração de expectativas Estabelecer previamente um canal de comunicação com a sociedade, através do Programa de Comunicação e Responsabilidade Social, esclarecendo dúvidas quanto ao empreendimento, em relação às contratações, datas e as medidas adotadas para minimizar os impactos. As principais expectativas da sociedade em relação ao empreendimento estão focadas em questões socioeconômicas, como a perspectiva de geração de emprego, mas principalmente, sobre a interferência e/ou restrição de áreas de pesca e navegação, além dos aspectos impactantes sobre o meio ambiente, como a atividade de dragagem propriamente dita e o descarte de sedimento no mar. Este impacto é considerado negativo, direto, regional, de curto prazo, temporário, reversível, de média magnitude e importância e, portanto, de média significância. /2/ Geração de empregos Será contratada uma empresa especializada e qualificada em serviços de dragagem e, por esse motivo, espera-se que haja a contratação ou mesmo a manutenção de postos de trabalho já usados pela empresa, que deve ser em torno de 25 profissionais atuando diretamente nos setores administrativos, de controle e manutenção e operação. Este impacto é considerado positivo, direto/indireto, regional, de curto prazo, temporário, reversível, de baixa magnitude, média importância e, portanto, de baixa significância. Informar antecipadamente a sociedade, através do Programa de Comunicação e Responsabilidade Social, sobre as restrições quanto ao tipo e quantidade de mão-deobra que deverá ser utilizada na atividade. 40

41 AVALIAÇÃO DE IMPACTOS /4/ Interferência sobre a atividade pesqueira e ao uso do espaço marítimo 41 Esclarecer as reais demandas existentes através da execução do Programa de Comunicação e Responsabilidade Social, com o objetivo principal de evitar expectativas que esse tipo de empreendimento possa gerar na região. São atividades que inevitavelmente terão sobreposição durante algum momento, porém num curto período na área de dragagem/botafora, haja visto que a dragagem, será realizada em 63 dias (considerando os dias de manutenção da draga). As áreas de restrição* serão delimitadas por segurança às atividades presentes na região, seja por navegação ou pesca. Serão providenciadas sinalizações náuticas para minimizar qualquer interferência e acidentes causados por essa dragagem. Este impacto é considerado negativo, direto, local, de curto prazo, temporário, reversível, de baixa magnitude, de média importância e baixa significância. Sobre o Meio Socioeconômico /3/ Dinamização da economia e geração de tributos Como é prevista a contratação de uma empresa especializada em dragagem, haverá pouca demanda externa para o fornecimento de bens e serviços diretos, exceto pela necessidade daquelas de suprimentos para a draga (abastecimento e provisões), que podem contribuir mesmo de forma modesta para melhorar a dinâmica da economia dos municípios polarizadores*, através de circulação de mercadorias e capitais e consequentemente arrecadação de impostos. Este impacto é considerado positivo, direto/indireto, regional, de curto prazo, temporário, reversível, de baixa magnitude, média importância e de baixa significância. * Rio de Janeiro e/ou Niterói pela possibilidade de oferta de empresas capacitadas para serviços dessa natureza. Recomenda-se fazer uso intensivo das ações do Programa de Comunicação e Responsabilidade Social, comunicando ao Setor Pesqueiro e Capitania dos Portos/DHN sobre a atividade e executar o Programa de Monitoramento das Possíveis Interferências sobre a Atividade Pesqueira. * As áreas de restrição correspondem a um raio ou faixa de 500 m de largura no entorno da draga durante sua atividade de dragagem, transporte e no local de descarte do material.

42 AVALIAÇÃO DE IMPACTOS Sobre o Meio Socioeconômico Informar antecipadamente a sociedade, a Capitania e DHN, através do Programa de Comunicação e Responsabilidade Social, sobre a rota de transporte, o número de viagens/dia e a sinalização náutica necessária. /6/ Risco durante a retirada de pedras do fundo marinho /5/ Interferência sobre o tráfego de embarcações A Baía de Guanabara já apresenta um intenso tráfego marítimo devido às várias atividades desenvolvidas, como os transportes marítimos (carga e passageiros), a náutica de recreação e a pesqueira. As interferências que podem ocorrer será somente na rota de transporte marítimo entre a bacia de evolução no TAIC - área de dragagem, passando pelo canal de navegação até a área do bota-fora, localizada ao largo da entrada da Baía de Guanabara. Este impacto é considerado negativo, direto, local, de curto prazo, temporário, reversível, de baixa magnitude e importância e, portanto, de baixa significância. No caso de existirem pedras enterradas na área, até o momento não identificadas, a retirada das mesmas é um procedimento chamado de derrocagem. Atualmente, o método de fragmentação e desmonte de pedras é efetuado com detonação, ou de maneira mecânica e hidráulica para sedimentos compactados (argilas rijas). Estas atividades podem apresentar riscos capazes de causar danos ao patrimônio em geral e à vida, se não forem bem conduzidas. Este impacto é considerado negativo, direto, local, de curto prazo, reversível, de baixa magnitude, média importância e, portanto, de baixa significância. Avaliar a capacitação da empresa e funcionários para proceder a atividade. Executar rigorosamente os procedimentos, isolando e sinalizando a área. Utilizar do aviso aos navegantes quanto ao horário das atividades. 42

43 AVALIAÇÃO DE IMPACTOS Sobre o Meio Socioeconômico /7/ Viabilização do Escoamento de GLP para outros mercados Manter a Bacia de Evolução no TAIC com profundidade de 12 metros e do TAIR com 10 metros, para o recebimento de navios de GLP. A dragagem do TAIC e TAIR é uma etapa do Projeto GLP que tem como objetivo a viabilização do escoamento de GLP produzido no Terminal de Cabiúnas (TECAB) e na Refinaria Duque de Caxias (REDUC), por navios de GLP de maior porte. Este impacto é considerado positivo, direto, estratégico, de longo prazo, permanente, irreversível, de média magnitude, média importância e, portanto, de média significância. Sobre o Meio Físico /8/ Alterações na qualidade dos sedimentos As principais modificações físicas que ocorrem no ambiente, quando se trata de obras de dragagem são, obviamente, as alterações na profundidade local, na textura/granulometria do fundo marinho e desses locais. O impacto químico refere-se aos contaminantes que podem estar nos sedimentos da Baía da Guanabara (metais pesados, por exemplo) que são ressuspendidos e liberados na água. Este impacto é considerado negativo, direto, local, de médio prazo, temporário, reversível, de baixa magnitude, alta importância e de média significância. 43 Avaliar as características físico-químicas do sedimento, através da execução do Programa de Monitoramento da Qualidade da água, Sedimento e Biota, antes e após a dragagem. As características do sedimento deverão atender das condições estabelecidas pela Resolução CONAMA Nº 344/04 e DZ-1845-R3.

44 AVALIAÇÃO DE IMPACTOS Sobre o Meio Físico /9/ Alterações na qualidade das águas Avaliar as características físico-químicas da água, através da execução do Programa de Monitoramento da Qualidade da Água, Sedimento e Biota, antes e após a dragagem. A ressuspensão de sedimento para a coluna d água aumenta a turbidez das águas superficiais próximas ao local de dragagem e na área de botafora. Essa turbidez é devido a partículas de sedimentos fino (argila e silte), que apresentam contaminantes, e que permanecem suspensos por mais tempo na água, do que sedimentos compostos de areias que rapidamente se depositam no fundo. Este impacto é considerado negativo, direto, local, de curto prazo, temporário, reversível, de média magnitude e importância e, portanto, de média significância. /10/ Geração de ruídos e alteração na qualidade do ar Os impactos da geração de ruído e a emissão de poluentes atmosféricos são previsíveis, sendo causados pela embarcação (draga), com suas máquinas a combustão e equipamentos ruidosos, que se somarão ao cenário ambiental atual da Baía. Importante considerar o efeito do ruído no ambiente aquático, que pode promover uma alteração comportamental (fuga) em golfinhos que ocasionalmente utilizam essa região. Efetuar o controle de ruído dos equipamentos, conforme especificados pelos fabricantes, obedecendo as Normas brasileiras. Efetuar manutenção preventiva dos motores e demais equipamentos a combustão. Este impacto é considerado negativo, direto, local, de curto prazo, temporário, reversível, de baixa magnitude e importância e, portanto, de baixa significância. 44

45 AVALIAÇÃO DE IMPACTOS Sobre o Meio Físico /11/ Risco de acidentes ambientais durante as atividades de dragagem Seguir o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e Plano de Ação de Emergência (PAE). Cumprir as normas de navegação. Fazer a manutenção periódica dos equipamentos. Verificar condições do tempo para operações. As causas acidentais avaliadas que podem comprometer a qualidade do ambiente* estão relacionadas à possibilidade de ocorrência de vazamento de óleo combustível marítimo, e a outra é o descarte inadequado de sedimento. Ambas as causas apresentam hipóteses, cenários e falhas próprias, bem como consequências distintas devido ao tipo de produto derramado (óleo e sedimento). Este impacto é considerado negativo, direto, local, de curto prazo, temporário, reversível, de baixa magnitude, média importância e, portanto, de baixa significância. * Principalmente a contaminação da água e seus efeitos sobre espécies marinhas. Sobre o Meio Biótico /12/ Eliminação e/ou soterramento de ambientes e da biota aquática O fundo marinho na área de dragagem apresenta uma baixa diversidade* de espécies da fauna bentônica, dominada por moluscos e poliquetos (vermes aquáticos) e será impactada pela remoção do sedimento. Na área de bota-fora, a fauna encontrada, também considerada de baixa diversidade, será soterrada pelo descarte de sedimento. Este impacto é considerado negativo, direto, local, de curto prazo, temporário, reversível, de baixa magnitude, alta importância e de média significância. 45 * Comunidade composta por pouca variedade e quantidade de espécies. Avaliar as características da estrutura e diversidade da biota, através da execução do Programa de Monitoramento da Qualidade da Água, Sedimento e Biota, antes e após a dragagem. Estabelecer condições para que os resultados dos monitoramentos ambientais possam ser comparados.

46 AVALIAÇÃO DE IMPACTOS Sobre o Meio Biótico /13/ Exposição da biota a sedimentos contaminados Avaliar as características da estrutura e diversidade da biota no local do bota-fora, através da execução do Programa de Monitoramento da Qualidade da Água, Sedimento e Biota, antes, durante e após a dragagem. Estabelecer condições para que os resultados dos monitoramentos possam ser comparados. É um impacto considerado como potencial, ou seja, com chance de ocorrer. O sedimento a ser dragado apresentou contaminação, principalmente de metais acima do nível 1 e, como esse sedimento será descartado na região costeira, haverá a formação de uma pluma de sedimento em suspensão, onde os organismos filtradores como moluscos (ex. mexilhões) poderão absorver esses contaminantes. Este impacto é considerado negativo, direto, local, de longo prazo, temporário, reversível, de média magnitude e importância e, portanto, de média significância. /14/ Interferências sobre unidades de conservação e área protegidas Na área de influência do empreendimento foram identificadas 18 Unidades de Conservação (UCs) e ambientes protegidos por legislação. Destas, uma sofrerá intervenção direta pelo empreendimento, ou seja, pela dragagem propriamente dita, que é a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) da Baía de Guanabara e outra pelo fato da área do Bota-fora BF-2 estar dentro da zona de amortecimento (10 km) do Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras. Este impacto é considerado negativo, direto, local, de curto prazo, temporário, reversível, de baixa magnitude, alta importância e, portanto, de média significância. Executar as ações dos Programas de Comunicação Social e de Educação Ambiental para os Trabalhadores, visando à conscientização da população, dos operários e técnicos envolvidos na dragagem. 46

47 AVALIAÇÃO DE IMPACTOS Síntese sobre a avaliação dos impactos Esta avaliação permitiu correlacionar importantes conceitos desta análise, apresentando uma tendência quanto à significância dos impactos onde, entre os qualificados como negativos (11 impactos), todos são reversíveis, e destes, 6 (54,5%) são de média significância e 5 (45,5%) são de baixa significância. Dentre os impactos positivos (3 impactos), dois (2) foram considerados de baixa significância e reversíveis: Geração de emprego Dinamização da economia e Geração de Tributos; e um (1) de média significância e irreversível, que está relacionado a Viabilização do escoamento de GLP para outros mercados. QUALIFICAÇÃO: POS - Positivo NEG - Negativo SIGNIFICÂNCIA: ASIG - Alta Significância MSIG - Média Significância BSIG - Baixa Significância 47

48 PROGRAMAS AMBIENTAIS Sistema de Gestão Ambiental (SGA) O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) visa promover mecanismos eficientes para o empreendimento, garantindo a execução e o controle das ações planejadas nos Programas Ambientais, no que se refere aos procedimentos ambientais, mantendo-se um elevado padrão de qualidade. O SGA será apoiado por dois Programas: Programa de Comunicação e Responsabilidade Social e Programa de Educação Ambiental para os Trabalhadores. Os demais Programas e Planos foram assim agrupados: Programas de Controle das Atividades de Dragagem e Programas de Monitoramento das Atividades Dragagem. Sistema de Gestão Ambiental (SGA) Programa de Comunicação e Responsabilidade Social Programa de Educação Ambiental para os Trabalhadores Programa de Controle das Atividades de Dragagem Programa de Monitoramento das Atividades de Dragagem Plano de Dragagem Programa de Controle da Poluição Programa de Gerenciamento de Riscos Programa de Monitoramento da Qualidade Água, Sedimento e Biota Programa de Monitoramento das Possíveis Interferências sobre a Atividade Pesqueira Plano de Ação de Emergência 48

49 PROGRAMAS AMBIENTAIS Programa de Comunicação e Responsabilidade Social Esse Programa visa difundir e monitorar as informações sobre o empreendimento, com transparência, constância e compromisso, eliminando boatos e eventuais distorções de notícias que poderiam gerar expectativas negativas entre os diversos segmentos públicos. Nesse sentido, objetiva-se informar e orientar a todos os envolvidos nas Áreas de Influência do empreendimento, prestando à coletividade um serviço essencial, sem jamais perder de vista o respeito, a atenção e o direito à informação que deve ser garantido a todo cidadão. Programa de Educação Ambiental para os Trabalhadores O Programa tem como objetivos adequar o comportamento dos trabalhadores envolvidos nas atividades de dragagem no TAIC, através do desenvolvimento de atitudes responsáveis em relação QSMS* e a preservação dos recursos naturais. Contribuir para o desenvolvimento de uma consciência ambiental individual e coletiva visando o equilíbrio ambiental e a sustentabilidade econômica através da participação social da comunidade da área de influência nos processos decisórios sobre o melhor uso do espaço e dos recursos naturais. 49 * Qualidade, Segurança, Meio ambiente e Saúde

50 PROGRAMAS AMBIENTAIS PROGRAMAS DE CONTROLE DAS ATIVIDADES DE DRAGAGEM Plano de Dragagem Este Plano tem por objetivo desenvolver linhas básicas e diretrizes a serem consolidado pela empresa contratada, responsável pela dragagem, onde são definidos Entre diversos quesitos, os equipamentos que serão empregados na dragagem, o transporte e disposição dos sedimentos. Assim, o plano de dragagem consolidará os procedimentos e requisitos mínimos a serem seguidos pela empresa executante durante as atividades de dragagem, compatíveis com a minimização de interferências ao meio ambiente, com a qualidade de vida de seus empregados e com os demais interesses de uso do espaço marítimo. Programa de Controle da Poluição São objetivos desse Programa estabelecer os critérios de gerenciamento para separação, coleta, classificação, acondicionamento, armazenamento, transporte, transbordo, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final adequada dos resíduos sólidos, bem como o correto tratamento e disposição final dos efluentes líquidos gerados na atividade. São apresentadas as diretrizes para os procedimentos a serem desenvolvidos e aplicados pela empresa executora da dragagem, as quais serão analisadas e aprovadas pelos responsáveis pela gestão ambiental do empreendimento. 50

51 PROGRAMAS AMBIENTAIS PROGRAMAS DE CONTROLE DAS ATIVIDADES DE DRAGAGEM Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR O PGR tem por objetivo definir os procedimentos a serem adotados durante as atividades de dragagem, para redução dos riscos inerentes à atividade, visando à preservação da integridade do meio ambiente e da segurança dos funcionários e da população que utiliza a região afetada pela dragagem. O PGR visa auxiliar o gerenciamento dos processos considerados perigosos, através da prevenção da ocorrência ou minimização da consequência de vazamentos inesperados de produtos (e neste caso, de sedimentos) que possam contaminar a água, a linha da costa ou até mesmo a coluna d água. 51 Plano de Ação de Emergência - PAE O Plano de Ação de Emergência é parte integrante do Programa de Gerenciamento de Risco e tem como objetivo reduzir os danos causados por acidentes. O PAE tem como objetivo fornecer um conjunto de diretrizes, dados e informações que propiciem as condições necessárias para a adoção de procedimentos lógicos, técnicos e administrativos, estruturados para serem desencadeados rapidamente em situações de emergência, para a minimização de impactos à população e ao meio ambiente.

52 PROGRAMAS AMBIENTAIS PROGRAMAS DE MONITORAMENTO DAS ATIVIDADES DE DRAGAGEM Programa de Monitoramento da Qualidade da Água, Sedimento e Biota Objetiva avaliar a qualidade física, química e tóxica da água e sedimento na área da dragagem e bota-fora, bem como da estrutura das comunidades planctônicas e bentônicas. Antes, durante e após a dragagem será monitorada a diversidade da comunidade planctônica e bentônica, avaliando-as em conjunto com a qualidade da água e sedimento desses locais. É fundamental que haja um acompanhamento dessas áreas a fim de que sejam, primeiramente, estabelecidos procedimentos de coleta/análise padronizados, de forma a permitir comparações dos indicadores ambientais selecionados para as dragagens de manutenção futuras. Programa de Monitoramento das Possíveis Interferências sobre a Atividade Pesqueira Este Programa visa atender aos pescadores artesanais que utilizam as áreas de dragagem e bota-fora e aqueles que possam vir a ser diretamente afetados através de acidentes com embarcações e/ou petrechos de pesca. Tem como objetivo geral monitorar as possíveis interferências sobre a atividade pesqueira em função da área de influência direta das atividades de dragagem, principalmente relacionadas à restrição temporária do uso do espaço marítimo. 52

53 53 CONCLUSÃO

54 EQUIPE TÉCNICA Supervisão Geral Marcos E. Zabini Eng. de Minas e Gestor Ambiental IBAMA: Coordenação Técnica Raquel C. Argentino Bióloga, MSc Oceanografia IBAMA: Coord. Meio Físico/Biótico/RIMA André A. Gonçalves MSc. Oceanólogo IBAMA: Coordenação Meio Socioeconômico/RIMA Adriana S. Ibagy MSc. Oceanóloga IBAMA: Meio Socioeconômico (Dados de Campo) Sérgio P. de Lima Técnico Ambiental IBAMA: Meio Socieconômico (Apoio Técnico) Eduardo M. Rodrigues Geógrafo IBAMA: Coord. de Amostragem (físico/químico/biológico) Bauer R. F. Rachid Oceanógrafo IBAMA: Amostragem (físico/químico/biológico) Fabrício M. Mendes Oceanógrafo IBAMA: Amostragem (físico/químico/biológico) Lílian A. Marconato Oceanógrafa IBAMA: Modelagem Matemática Roberto F. C. Fontes PhD Oceanógrafo IBAMA: Cartografia Paulo C. P. Menezes Geógrafo IBAMA: Revisão da APP Monica M. Torres Eng. Ambiental IBAMA:

55 Dragagem para Adequação das Bacias de Evolução e do Canal de Acesso para os Terminais Aquaviários das Ilhas Comprida e Redonda - Baía de Guanabara Dezembro 2010

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