NOIVA DE ALUGUEL KISSES TO GO. Irene Peterson

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "NOIVA DE ALUGUEL KISSES TO GO. Irene Peterson"

Transcrição

1

2 NOIVA DE ALUGUEL KISSES TO GO Irene Peterson Ele jamais perdia seu coração... O conde Ian Wincott tem coisas mais importantes a fazer do que perder tempo com namoricos. O que ele precisa, é arranjar, e com uma certa urgência, uma mulher livre e descompromissada que tope se passar por sua noiva por alguns dias e que o ajude a receber um importante empresário americano em sua mansão. Assim ele poderá concretizar um importante negócio. E Abby Porter parece ser a pessoa ideal... afinal ela é bonita, divertida... Embora tenha de admitir que Abby atrai muita atenção. E isso faz seu sangue azul esquentar... Coisa que, obviamente, ela adora! Ian é que não gosta nem um pouco. Será possível que ele esteja com ciúmes? Ou... apaixonado?!... DIGITALIZAÇÃO: SILVIA REVISÃO: ANA PAULA SOBRE A AUTORA Irene Peterson sempre acalentou o sonho de se tornar escritora, e se considera afortunada por ter conseguido publicar seus livros. Seu romance Paixão ou Vingança, publicado no Brasil pela Editora Nova Cultural na edição Sabrina 1544, foi vencedor do prêmio Golden Leaf ("Folha de Ouro").

3 Depois de flagrar seu namorado com outra mulher, Abby decide viajar para a Inglaterra e faz uma reserva para duas semanas de hospedagem na casa de um conde. Tudo corre bem, até ela ficar conhecendo o dono da casa e se envolver com ele numa tremenda de uma confusão... TRADUÇÃO Gabriela Machado Copyright 2007 by Irene Peterson Originalmente publicado em 2007 pela Kensington Publishing Corp. PUBLICADO SOB ACORDO COM KENSINGTON PUBLISHING CORP. NY, NY - USA Todos os direitos reservados. Todos os personagens desta obra são fictícios. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas terá sido mera coincidência. Proibida a reprodução, total ou parcial, desta publicação, seja qual for o meio, eletrônico ou mecânico, sem a permissão expressa da Editora Nova Cultural Ltda. TÍTULO ORIGINAL: KISSES TO GO EDITORA: Leonice Pomponio ASSISTENTES EDITORIAIS: Patricia Chaves Paula Rotta EDIÇÃOTEXTO: Tradução: Gabriela Machado Revisão: Giacomo Leone ARTE: Monica Maldonado ILUSTRAÇÃO: IMAGE SOURCE KEYDISC MARKETINGCOMERCIAL: Andrea Riccelli PRODUÇÃO GRÁFICA: Sonia Sassi PAGINAÇÃO: Estúdio Editores.com 2008 Editora Nova Cultural Ltda. Rua Paes Leme, º andar CEP São Paulo - SP Premedia, impressão e acabamento: RR Donnelley

4 Capítulo I Dê-me um empurrão, Lutrelle. Tenho de ver por mim mesma. A drag queen de um metro e oitenta e cinco meneou a cabeça. Ah-ah, garota. Acredite você não vai querer ver o que está acontecendo lá. Abby Porter levou as mãos aos quadris, tremendo inteira. Por favor, Lutrelle ela implorou. Eu... eu lhe dou minha bolsa de miçangas se você me ajudar. Com as mãos capazes de empalmar uma bola de basquete, Lutrelle segurou Abby pela cintura e ergueu-a até que alcançasse o painel de vidro reforçado sobre a porta de metal do loft. Quando Abby encostou o nariz ao vidro, seus olhos quase saltaram das órbitas; ela parou de respirar. Lance estava lá dentro, de pé em frente à bancada de trabalho de aço inoxidável, completamente nu, de costas para a porta trancada. Suas nádegas tremiam, gingando para frente e para trás. E as solas de dois pés pequenos, definitivamente pés femininos, sacudiam-se sobre seus ombros. Viu o suficiente, baby? Lutrelle perguntou, num tom suave de contralto. Abby fez que sim com a cabeça, incapaz de pronunciar uma palavra. O amigo colocou-a no chão, e Abby perdeu o equilíbrio, os joelhos cedendo. Lutrelle sustentou-a. Abby respirou fundo, sentindo algo destroçar-se em seu peito. E, num impulso, atirou-se contra a porta de aço, aos chutes e socos, berrando palavrões que fariam um morto enrubescer. Vou picá-lo! Cortá-lo em pedacinhos! Ah, quando eu o pegar! Vou... vou... pregar suas bolas na mesa! Seu cachorro! Seu pulha vagabundo! Calma, garota. Ele não vale nada e agora você sabe por quê. O travesti passou o braço pelos ombros da amiga e levou-a até seu apartamento. Sinto muito, senhorita, mas é tarde demais para receber o dinheiro de volta pela segunda passagem a mulher do balcão de check in disse a Abby. O avião está na pista. Abby encarou-a, incrédula. Não tinha dinheiro nenhum. Seu talão de cheque e o cartão de poupança estavam no loft, por trás daquela porta trancada. Oooh! Lance e sua queridinha poderiam estar transando em cima de suas economias de uma vida inteira naquele exato momento. As únicas notas em sua bolsa eram as que tinham sobrado da breve passagem pelo shopping quando estava a caminho de casa quando fora pegar o passaporte no centro da cidade. Talvez seu cartão do banco também estivesse ali. Talvez. Como era idiota!

5 Deveria ter contado a Lance sobre a viagem surpresa à Inglaterra. Mas com o novo emprego e a mostra de Lance, ela estava ocupada, ele estava ocupado. Na verdade, não ficavam realmente Juntos fazia meses. Como pudera ser tão estúpida? Estúpida, estúpida, estúpida! Deveria ter chamado a polícia e mandado arrombar a porta do apartamento. Lance não tinha o direito de trancá-la para fora! Por outro lado, o apartamento estava no nome dele, certo? Ele que pagasse o aluguel. E comprasse a própria comida. Contudo, isso a deixava sem alternativa no momento. Não telefonaria aos pais, pedindo ajuda depois de todos os avisos acerca de Lance. Não tinha amigos com quem contar também. Exceto Lutrelle. O "grande ponto de mutação" chegara. Os Porter haviam sobrevivido a coisas muito piores. Ela não deixaria aquele imbecil impedi-la de partir e aproveitar a Inglaterra. De jeito nenhum. E assim, lá estava ela no aeroporto, com pouco dinheiro, um passaporte e uma enorme sacola plástica com seus pertences. As coisas poderiam piorar? A atendente disse: Claro, podemos transferir seu bilhete para a primeira classe. Primeira classe? Temos um assento vago na primeira classe. Fico com ele. Minutos depois, Abby subia a bordo do enorme jato. Todos os assentos estavam ocupados, ela percebeu, a não ser um logo na frente. A comissária inclinou-se para conversar com o homem sentado ao lado da janela. Era evidente que ele não gostara da idéia de ter de tirar seus papéis do assento ao lado. Levantou-se e enfiou a papelada toda no bagageiro. Só então deu uma olhada na direção de Abby. De cabeça erguida, costas eretas, ela se aproximou de olhos fixos no terno perfeito, sem fitá-lo nenhuma vez. Seus papéis podem ser importantes, mas isto ela tocou o traseiro é tão importante quanto e, além do mais, tem um bilhete. Assim dizendo, tirou o casaco de couro e colocou-o junto com a sacola de plástico no bagageiro. Em seguida, acomodou-se na poltrona confortável e macia da primeira classe. Sentiu o calor da ira do passageiro ao lado irradiar-se. Um raio de percepção a fulminou. Ô, raça! Não seria mais usada e abusada, com homens roubando seu dinheiro e seu orgulho. Talvez agora soubesse reconhecer um aproveitador. Talvez agora fosse capaz de mandar qualquer metido para o inferno se ele tentasse, apenas tentasse, tirar vantagem dela. Lição aprendida. Finalmente. Ian sabia que algo estava errado no momento em que viu a comissária de bordo parar a seu lado. Maldição! Ele sabia, sabia que a mulher iria pedir para que tirasse seus papéis da poltrona. Desculpe-me, mas receio que este assento não esteja mais vago, senhor Eu sempre peço um lugar vago.

6 Esta é uma alteração de última hora, senhor. Sinto muito, mas o passageiro está esperando... Já voei por esta companhia dezenas de vezes, senhorita, e sempre tenho o assento extra. O passageiro tem um bilhete. Tenho certeza de que o senhor compreende que precisamos destinar a ele uma poltrona disponível; a qual, neste caso, acontece de ser a que está ao seu lado. Ian teve vontade de socar a mulher. Lançou um olhar cortante para o passageiro que esperava o lugar. Uma mulher. Claro. E, pela roupa, americana... Levantou-se, recolheu seus papéis, deixando o assento vago. Enfiou as planilhas no bagageiro, junto com a pasta, apertou os lábios numa linha firme, e retomou ao seu lugar. A mulher, depois de fazer um comentário rude a respeito de seu traseiro ter um bilhete, sentou-se com a delicadeza de um elefante. Americana típica! O perfume da passageira intrometeu-se em suas narinas. Um aroma suave, ligeiramente floral, porém limpo e sem exagero. Pelo menos não teria de suportar um odor sufocante durante o vôo! O avião estava prestes a decolar, e Ian recostou-se, sentindo o impulso dos motores poderosos. A mulher ao lado deixou escapar um gemido de dor, ele pensou. Ou de medo. Que chateação! Um rápido olhar, mostrou que ela segurava com tanta força os braços da cadeira que os nós dos dedos estavam brancos. Olhou-a outra vez. Cabelos loiros com um toque avermelhado, pele clara. Vira os olhos por um breve instante. Eram de uma nuance incomum de azul, talvez verde. Formas elegantes, contudo. De jeans justos e um suéter azul. Nada mau. Uma imagem da desconhecida nua em sua cama coruscou como um raio por sua mente. Será que fazia tanto tempo que não tinha uma mulher que cogitava em levar para a cama aquela criatura patética? Preciso de ajuda, resmungou no íntimo, ao se acomodar para o longo e enfadonho percurso aéreo. Um fungada veio do assento ao lado. Pelo canto do olho, Ian viu a primeira lágrima deslizar pela face pálida da passageira. Oh, Senhor! Ela está chorando! Sentiu que virava um mingau por dentro. Que diabos ele deveria fazer? Chorando! Uma mulher se derramando em lágrimas sentada perto dele por umas sete horas! Tarde demais, percebeu-se sugado para dentro daquele miasma emocional. Fez o que qualquer cavalheiro inglês faria. Tirou um lenço imaculado do bolso e colocou-o na mão da americana. Seis horas e meia de vôo. Seis horas e meia de absoluto inferno.

7 Abby passou pela inevitável imigração e pela alfândega. Ela não tinha nada a declarar, a não ser a sacola de plástico, aquele vestidinho preto, as sandálias elegantes e a lingerie que comprara no shopping. O atendente a encarou com ar de tédio. Qual é seu destino? Alguém deve me encontrar aqui para me levar a Glastonbury. Ficarei lá por duas semanas. Muito bem, senhorita. Pode passar. Abby endireitou os ombros e dirigiu-se à saída. Os outros passageiros lutavam para pegar suas malas na esteira giratória, e um homem alto, de bela aparência, carregando uma pequena valise e vários rolos de papel chamou sua atenção. Era o camarada do avião. Com um sobressalto, ela enfiou a mão no bolso do jeans e tirou o lenço que ele lhe emprestara. Espere! chamou. Senhor, estou com seu... Cabeças voltaram-se em sua direção. No mesmo instante, recordou-se das cinco regras básicas que lera num dos guias de viagem sobre o que não se deveria fazer na Inglaterra: Não erguer a voz: Rir alto; Chamar; Xingar. Não se vangloriar os Estados Unidos não são o único país do mundo que tem grandes coisas. Não fazer perguntas pessoais. Não falar sobre assuntos íntimos: Operações ou doenças; Sexo; Problemas familiares específicos; Dinheiro. Não dizer "desculpe" ou "perdão". Isso é reservado para arrotar ou soltar traques e ninguém realmente quer ouvir desculpas diante de tal grosseria. Abby sonhava em viajar para a Inglaterra desde adolescente. Era um lugar de cultura e refinamento. As pessoas eram classudas. Precisava comportar-se adequadamente. Seu companheiro de assento já sumira pela porta em que se lia "estacionamento". Ela apertou o lenço na mão. E notou um pequeno emblema, com um dragão vermelho ou um cão horroroso no centro. Havia algumas palavras, pequenas demais para se ler. Com um suspiro, enfiou o lenço no bolso do casaco. Umas poucas pessoas carregando cartazes com nomes andavam de um lado para o outro do saguão. Uma delas tinha na mão uma pequena placa com o nome "Porter" escrito. Um imenso alívio a invadiu. Sou eu disse ela, assim que chegou perto do homem. Senhorita Abigail Porter, de Nutley, New Jersey? Ela concordou.

8 Julguei que haveria um cavalheiro acompanhando a senhorita o senhor distinto disse. Abby recordou-se da "lista" e meneou a cabeça. É uma longa história. Realmente, uma longa história. Por aqui, senhorita ele disse, imperturbável. Olhou ao redor, procurando a bagagem. Abby deu de ombros. Isso é parte da história. Andar num Bentley com chofer tinha de ser o modo mais luxuoso de se viajar, Abby disse a si mesma. Ela, porém, sucumbira ao sono logo depois que o carro deixara o aeroporto. E acordara ao senti-lo parar. Uma leve batida á janela a assustou. A mais linda jovem de cara lavada que já vira lhe sorriu. E, de repente, ela sentiu-se amarrotada e exausta. Olá disse a jovem quando abriu a porta do carro. Bem-vinda a Bowness Hall. Sou Letícia Wincott. E você deve ser Abigail Porter. Abby correspondeu ao sorriso e ia descer quando o enorme focinho de um cachorro apontou dentro do carro. Uma farejada rápida, uma sacudida de rabo, um beijo molhado, e o cachorro recuou, deixando-a sair do Bentley. Deixe a moça em paz, Tugger! Letícia puxou o cão de caça para trás. Sou Abigail Porter mesmo. O bom é que adoro cães. Sinto muito. Ele é inofensivo. Então, seremos bons amigos. Abby riu. Passou a mão pelo rosto, e depois alisou as calças, tentando parecer tão despreocupada quanto Letícia. A garota fez um ar de indagação. Pensei que traria um amigo. É uma longa história ela murmurou. Não iria lavar a roupa suja diante nos pilares magníficos do palácio à sua frente. Puxa. Isto é... impressionante. Atrás de si, ouviu uma tossidela. Esta é a sra. Duxbury, srta. Porter. É a governanta de Bowness Hall disse a mocinha. Que bom que pôde vir para ficar conosco disse a dama magra, grisalha, frágil e elegante num impecável vestido preto e avental branco. Obrigada, sra. Duxbury. Estou encantada por estar aqui. John, o chofer, sugeriu que ela poderia querer ver o quarto e se refrescar depois do longo vôo. E, ao entrar pelas imponentes portas da frente, ela estacou, deslumbrada. No teto, anjos e deusas brincavam em cores pastéis de arco a arco, e figuras masculinas em antigas armaduras douradas desfilavam em carruagens. O foyer, maior que a casa inteira dos Porter em New Jersey, tinha peças elegantes de mobília, algumas jardineiras imensas e várias pinturas a óleo em grossas molduras douradas. O chão, de mármore branco com veios de um rosado suave, contrastava de um modo soberbo com o intenso azul da cerâmica Wedgwood das paredes.

9 Tudo cheirava a riqueza para Abby. Riqueza, elegância e... antigüidade. E, pela primeira vez na vida, ela ficou muda. Gosta? sua anfitriã indagou. Incrível. Que modo glorioso de se entrar numa casa. Ficarei feliz em mostrar tudo a você mais tarde. Os olhos azuis de Letícia faiscaram. Posso ajudá-la a desarrumar as malas também emendou. Então, como se lembrasse que Abby não tinha "malas", ela bateu os cílios e abaixou a cabeça. Seguiram pelo corredor, deixando o chofer e a governanta na imensa entrada. Oh, céus murmurou a sra. Duxbury. E o rapaz? John Duxbury meneou a cabeça lentamente. Não sei, Duckie. Ela estava sozinha no aeroporto e, quando perguntei, me disse que era uma longa história. Aposto que o sujeito a deixou no altar ou algo assim. Ela vai querer o dinheiro de volta. Quem sabe a srta. Tish dá um jeito nisso. Isso não é nada bom, é, John? Duckie apertou os lábios. Não se preocupe. Vamos resolver de alguma forma. Abby e sua anfitriã passaram por porta após porta ao seguirem pelo corredor atapetado. Pararam diante de uma delas. Letícia abriu a de um quarto amplo e arejado. Fazendo um gesto para que Abby entrasse, ela dirigiu-se à janela mais próxima e puxou as cortinas. Abby inspecionou o aposento. A cama alta tomava uma parede inteira. Cortinas corriam pelo dossel, recolhidas por um cordão, deixando à mostra a colcha de um rosa provençal com um lindo fundo em vinho. Um suave tom rosado emprestava calor às paredes, destacando a cor das cortinas e da colcha. A madeira era escura e antiga. Abby correu a mão pelo criado-mudo, apreciando a textura do móvel. Este é o Quarto Rosa, srta. Porter. Tem um aposento anexo, com banheiro e chuveiro também, com tudo de que precisar. É realmente adorável, srta. Wincott. Obrigada. Abby sentou-se na cama. Era muito mais alta que qualquer uma em que já dormira. Chutou fora os sapatos. Pode me chamar de Abby, por favor Não estou acostumada a ser chamada de "srta. Porter" e é provável que não responda sem precisar pensar. Oh, Abby, pode me chamar de Tish, se não se importa. Não gosto nada de meu nome e só o uso quando preciso. Vou deixá-la à vontade. Posso voltar em, digamos, uma hora, e levá-la para aquele tour. Os olhos de Letícia faiscaram de ansiedade. Abby queria um banho. Não tenho relógio desculpou-se. Mas quando você voltar, estarei pronta. Quando Tish saiu do quarto, ela julgou ter ouvido um gritinho de triunfo, e depois o eco de passos correndo pelo corredor. Bela garota disse, e rumou para o banheiro.

10 Abby acordou com a batida à porta, desorientada com o ambiente estranho. Srta. Porter? Abby? Humm, pode entrar disse, ao sentar-se, meio tonta. A porta não está trancada. Tish apontou a cabeça pela fresta. Olá disse, os olhos brilhando de alegria. Vim para levá-la àquele passeio. Apaguei Abby desculpou-se. Tomei uma ducha e fui ver se a cama era macia e confortável como parecia e... Bum! A próxima coisa que sei é de você batendo à porta. Jet lag. Li numa revista que um cochilo resolve, compensa o fuso horário. Não sei se é verdade. Esta é minha primeira viagem ao exterior Abby confessou. É mesmo? Pensei que... estava acostumada a viajar com pouca bagagem... pronta para ir a qualquer parte... Bem, não sou uma viajante experiente para a Europa, mas conheço todos os Estados Unidos. Quando era criança, meus pais nos levavam a visitar os Estados, nas férias de verão. Ah, que maravilha! Eu gostaria... Tish calou-se antes de completar o pensamento. Abby levantou-se da cama, ajeitou o suéter e correu os dedos pelos cabelos. E aquele tour que você prometeu? Bowness Hall tinha noventa e três quartos. Tish conduziu Abby por dezenas de portas de carvalho em arco, e, ocasionalmente, abriu uma para mostrar o ambiente. Parava de vez em quando para apontar um objeto em particular ou alguma pintura. Esta é a galeria de retratos. Antigamente, os músicos tocavam para os convidados daqui. Aqui estão os retratos de todos os condes de Bowness. Do outro lado, a parede se erguia apenas a um metro e vinte do chão. Abby aproximou-se e espiou pela beirada. Lá embaixo, estendia-se o saguão principal da mansão. Enfeitado com estandartes e pendões, e antigas tapeçarias, tinha uma longa mesa rústica flanqueada por grandes cadeiras maciças. Abby soltou um assobio de admiração. Vinte... não, vinte duas de cada lado! Diante de cada cadeira havia um serviço de porcelana que reluzia ao sol da tarde. Abby imaginou um menu adequado ao local, daqueles de cinema. Mas logo voltou à realidade. Você é chefe de cozinha nos Estados Unidos, não é? Estava imaginando cavalheiros reunidos em tomo da mesa? Tish soltou uma risadinha marota. Abby enrubesceu. Só sonhando com o cardápio para a refeição, junto com o vinho que acompanharia confessou.

11 Temos duas cozinhas em Bowness Hall. Uma é imensa, separada da casa principal originalmente e depois anexada conforme a construção foi modernizada no século dezenove. Claro, recebeu novos equipamentos. Quer ver? Abby hesitou, lembrando da "lista" e não querendo ser intrometida. Tish, porém, continuou o tour pelo longo corredor, apontando os vários condes e citando nomes. Todos os quadros mostravam feições semelhantes. Algumas de face raspada, outras de barbas e bigodes, de acordo com o estilo da época. Babados nos pescoços, roupas de cores sóbrias ao vibrante vermelho. Quando chegaram ao fim da galeria, Abby parou diante de uma pintura de origem mais recente, de um jovem. Tinha longos cabelos escuros, usava a camisa aberta no colarinho e calças jeans. Uma das mãos repousava no focinho de um cavalo baio. Quem é? indagou curiosa. Ian. O conde atual. É bem jovem, não? E bonito. Tish pareceu pesar as palavras. Ele é um pouco mais velho. Esse retrato foi feito há vários anos. Provavelmente se tomara um homem de deixar qualquer moça babando, Abby pensou. Talvez fosse por isso que sua guia parecia estranha. Tem uma queda por ele, Tish? A garota deixou escapar uma risada cristalina. Acho que gosto dele. Afinal, ele é meu irmão. A surpresa quase provocou em Abby uma desagradável paranóia. Ela estava conversando com a irmã do conde de Bowness, ou, mais apropriadamente, com lady Letícia. Como deveria se comportar diante disso? Oh, não me olhe desse jeito, Abby. Já vi esse olhar antes. Sou apenas uma pessoa comum. Não ligamos muito para títulos por aqui. Não é grande coisa. Como assim? Fui filha e irmã de um conde durante toda a minha vida. Acredite, não quer dizer muito. Talvez para Ian faça diferença, mas ninguém por aqui me trata como alguém especial. E não gosto. O que quer dizer, não gosta? Deveria se orgulhar disso. É bobagem, eu acho. Talvez quando eu ficar mais velha eu escreva um livro sobre como é ser a filha de um conde e depois irmã de um. Mas agora, não significa coisa nenhuma. Tish virou-se, e seguiram por outro corredor interminável. Subiram e desceram vários lances de escadas e, agora, estavam num local escuro. Quando Tish acendeu as luzes, contudo, Abby sentiu que não estavam mais sozinhas. Armaduras! Ela riu, inquieta, quando a luz se refletiu no metal. Foram usadas em uma ocasião ou outra pelos Wincott explicou Tish. Esta aqui data do tempo de Henrique VIII.

12 A armadura exibia um elmo emplumado, cujo visor, uma mera fenda, tinha uma aparência sinistra. Mas não prendeu a atenção de Abby tanto quanto a de couro e bronze num manequim. Aquilo era dez vezes melhor que um museu. Abby não resistiu e tocou o bronze antigo da couraça de peito. Um zunido soou em sua cabeça, e ela sentiu-se compelida a pousar a palma nos pequenos elos quadrados. Ao contato, sua mente encheu-se de imagens de sangue e selvageria. Como se levasse um choque, tirou a mão depressa. Olhou para a guia, encabulada. Qual é a idade deste castelo? Faz quinze séculos que este é o lar dos Bowness. Agora venha por aqui chef Abigail. Vamos ver as cozinhas disse Tish já saindo pela porta. Um som agudo de sirene arrancou Abby do sono. E ela ergueu-se nos cotovelos e olhou para o relógio do criado-mudo. Oito da manhã. O que era aquele barulho horrível? Em passos arrastados, seguiu para o banheiro e, depois de lavar o rosto com água fria, olhou-se no espelho. O que viu foi uma figura pálida, com marcas de lençol pela face, cabelos arrumados como um batedor de ovos. O ruído estridente parou. Rapidamente usou o banheiro e foi se vestir. E já que sua opção de roupas era limitada, enfiou-se, com relutância, nas calças jeans. Seguiu pelos corredores e, por fim, congratulou-se ao chegar ao que chamavam de cozinha. A porta estava aberta. Ao ouvir o que parecia a voz de Tish, Abby foi até a soleira da porta. A chuva tomava o cenário cinzento e pesado. No gramado,as portas abertas de uma ambulância esperavam para receber a maca. Um arquejo escapou-lhe ao reconhecer a sra. Duxbury. Tish se apoiava ao braço de John, o chofer, as lágrimas escorrendo pelas faces. As mãos de John tremiam. John vai acompanhá-los, Duckie ela anunciou, enquanto o pessoal da ambulância colocava a maca no veículo. Não se preocupe com nada. Tudo ficará bem aqui. Quando as portas se fecharam, a ambulância saiu devagar do pátio. Tish ficou olhando a ambulância afastar-se e então, em passos lentos, como se o peso do mundo estivesse em seus ombros, seguiu para a porta onde sua hóspede se postara. Duckie caiu esta manhã. Tenho quase certeza de que quebrou o tornozelo, mas receio que o quadril possa estar deslocado. Oh, nossa! Espero que não seja tão ruim assim. Receio que seja pior... para nós. Sou uma péssima cozinheira. Abby não pensara nisso. Claro, não teriam uma cozinheira para as refeições. Mas isso não era realmente um problema. Se estiver com fome, faço uma boa omelete, e me arranjo bem numa cozinha. Não se importa? Só por enquanto?

13 Com um sorriso, ela enrolou as mangas do suéter e fez uma rápida inspeção pela cozinha, procurando o que precisava, abrindo gavetas e armários. Assumira o pedaço. Que coisa inusitada, pensou Abby. Lá estava ela, falida, numa terra estranha, andando de cabriolé com a irmã de um conde. Usava roupas emprestadas que, felizmente, eram quase do tamanho certo, cedidas a ela por uma verdadeira dama inglesa. As ruas enxameavam de gente. Era Sexta-Feira Santa, feriado. Era evidente que os ingleses não estavam na igreja batendo no peito, ou a cidadezinha de Glastonbury não fervilharia de tanta atividade. Algumas pessoas acenavam para Tish. Normalmente venho de carro, mas fui multada a semana passada e todos na cidade sabem disso. Preciso tomar cuidado antes que alguém conte a meu irmão. Espero que não se importe de andar de charrete. Claro que Abby não se importava. A cidade era antiga e os prédios provavelmente da Idade Média. As datas nos frontispícios eram de quando a América nem mesmo fora descoberta pelos espanhóis. As lojas, no entanto, ostentavam bandeiras nas cores do arco-íris. Sobre as portas pendiam signos de madeira com anúncios de cristais da Nova Era e espadas arturianas, enquanto figuras exóticas passeavam vestidas com costumes ao estilo do lendário Rei Arthur. Uma mulher saiu de uma lojinha e acenou. Loira, de olhos claros, enormes. Sem conhecer uma alma na Inglaterra, Abby virou-se para perguntar a Tish quem era, mas a garota estava ocupada estacionando o cabriolé. Quando virou-se outra vez, a mulher sumira. Por que não dá uma volta pelas lojas enquanto eu cuido de um assunto desagradável? Tish saltou do cabriolé e amarrou o pônei. Abby não hesitou; seguiu direto para uma das lojas. Entrou na loja. Os balcões exibiam pedras e cristais, livros e bijuterias. O cheiro pesado de incenso pairava no ar. Uma mulher saiu de trás de uma área fechada por cortinas. Bem-vinda, viajante. Abby sorriu. Olá. Posso dar uma olhada? Claro. Se encontrar algo que desperte sua fantasia, me avise. Como se ela pudesse gastar algum dinheiro. Mas olhar não custava, ora. Cartas de tarô, cristais pendentes, braceletes, bolas de mármore com dragões em torno. Parou diante dos pendentes de cristal. A mulher saiu de trás do balcão. Cada um tem um significado, você sabe. Tome. Sinta. Ponha em sua mão. Quando o cristal tocou a palma de sua mão, começou a vibrar. Pelo menos, foi o que ela achou que sentia. Esquisito. É lindo, mas não tenho dinheiro. Sua aura é muito forte, mas tenho certeza de que sabe disso. Você faria objeção a uma leitura? Grátis? Abby não sabia o que era uma "leitura", mas a curiosidade a espicaçou.

14 Por que não? Duas cadeiras e uma mesa desgastada de madeira ocupavam o espaço além da cortina. Para seu desapontamento, não havia uma bola de cristal, só um lenço vermelho em cima da mesa e um punhado de pedras. Não leio a palma da mão nem olho em bolas de cristal, minha cara. Abby sobressaltou-se. A mulher lia mentes? Em resposta, a estranha riu. Se eu lhe disser que às vezes posso ler mentes, você acreditaria? Acho que teria de acreditar. Por favor, sente-se e relaxe. Fica mais fácil fazer minha... leitura. Abby sentou-se, comprimindo os lábios para não rir. O que vai "ler"? Ao sentar-se na outra cadeira, a mulher esticou a mão e deslizou-a no ar, a uma curta distância do rosto e dos ombros de Abby. Sua aura. Ora, não se encolha. Tem muita energia, querida. Abby meneou a cabeça. Não sou forte. As pessoas sempre pisam em mim. Ah, mas as coisas mudaram. Você deu um grande passo. Você é talentosa, mas precisa saber disso. Tem uma alma antiga. E habilidades a desvendar Era ótimo saber disso. Quando chegasse em casa, enfrentaria um novo desafio. Estremeceu. O tom de voz da mulher abaixou-se. Você vai se apaixonar por um príncipe. Você é aquela que pode domar dragões. Que força! Você tem poder em suas mãos, em seu ser, apenas ainda não o reconhece. Mas vai descobri-lo. E o reconhecerá. Não tenho poder algum. E gostaria que a parte do príncipe aconteça logo. Continuo beijando sapos. Acredite. Seu coração lhe mostrará o caminho. Claro que seria ótimo ter um príncipe para adicionar à sua lista de fracassos íntimos, mesmo que terminasse como todos os outros. Contudo, nunca poderia domar um dragão, literal ou figurativamente. Obrigada. Espero estar á altura de suas previsões. A leitora de aura levantou-se e abriu a cortina para Abby. Tenha toda a confiança em você, querida. Siga seu coração. Apertou a mão de Abby com força. Só na calçada foi que Abby se deu conta de que a mulher enfiara o pendente de cristal em sua mão. Fitou o objeto por um instante. Por que a lojista fora tão gentil? Então, enfiou o cristal no bolso da jaqueta. Tish alcançou-a a poucos passos depois da loja e juntas seguiram até a abadia de Glastonbury. Ao ver-se diante das ruínas do convento que abrigara os monges no século doze, Abby de repente, sentiu um calafrio percorrer seu corpo. Um leve zunido ressoou em seus ouvidos, substituído por um mais alto. Vertiginoso. Impressionante. Zonza, cambaleou até a grade.

15 Saia daqui! Saia daqui! Ela afastou-se e só quando passou além das ruínas de pedra, o zunido cessou. O que estava acontecendo? Tish alcançou-a e continuaram a andar em silêncio até chegarem a uma placa de ferro. Aqui jaz o Rei Arthur e sua Lady Guinevere Abby leu, em voz alta. Virou-se para a acompanhante. Ele não está realmente enterrado aqui, está? Assim dizem. Quase novecentos anos atrás, o abade de Glastonbury resolveu ampliar sua capela e, quando os monges faziam as fundações, descobriram uma pedra enorme. Escavaram ao redor e içaram a pedra. Embaixo, encontraram uma cruz de chumbo com o nome "Arthur" inscrito. E, sob ela, os restos mortais de um homem e uma mulher Como sabiam que era o verdadeiro Arthur, se é que ele existiu? A única coisa concreta era o nome Arthur na cruz, que foi levada a Londres, é claro, e depois desapareceu. Mas funcionou como publicidade. O abade conseguiu sua nova igreja, o objetivo da coisa toda. Ah, entendo. Não houve como provar se era o corpo de Arthur, e nem como negar também. Exato. E você acredita que seja o túmulo de Arthur e Guinevere? Se conheço História, nos tempos antigos esta região inteira costumava ficar inundada. A lenda diz que Arthur foi para a ilha de Avalon. O outeiro é o ponto mais alto aqui. Se a área inundava, o local seria como uma ilha, não seria? Humm... Não sei. Mudando de assunto, Abby indagou. Alguma vez você se sentiu estranha quando veio aqui, Tish? O que quer dizer? Como se estivesse zunindo. Ressoando por dentro. Elétrica. Não, nunca. E você? É só uma pergunta idiota de turista. Esqueça. Na manhã seguinte, quando Abby entrou na cozinha, amarrando o cinto do vestido na cintura, o aroma de especiarias a recebeu. Faminta, abriu a porta da geladeira, examinando o conteúdo. Ouviu passos se aproximando e, então, dois braços fortes a agarraram por trás e a puxaram. Uma voz profunda de homem soou a seus ouvidos, e uma cabeça se afundou em seu pescoço. Ah, Duckie, meu amor! Que milagres você está prestes a conjurar? Abby soltou um berro. Os braços a largaram no mesmo instante. E ela virou-se, apavorada. E se viu de frente com a face do... sujeito do avião. Você! ele exclamou. Você! Abby berrou.

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

História Para as Crianças. A menina que caçoou

História Para as Crianças. A menina que caçoou História Para as Crianças A menina que caçoou Bom dia crianças, feliz sábado! Uma vez, do outro lado do mundo, em um lugar chamado Austrália vivia uma menina. Ela não era tão alta como algumas meninas

Leia mais

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a João do Medo Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a mamãe dele. Um dia, esse menino teve um sonho ruim com um monstro bem feio e, quando ele acordou, não encontrou mais

Leia mais

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997.

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. 017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. Acordei hoje como sempre, antes do despertador tocar, já era rotina. Ao levantar pude sentir o peso de meu corpo, parecia uma pedra. Fui andando devagar até o banheiro.

Leia mais

Tenho um espelho mágico no porão e vou usá-lo.

Tenho um espelho mágico no porão e vou usá-lo. Capítulo um Meu espelho mágico deve estar quebrado Tenho um espelho mágico no porão e vou usá-lo. Jonah está com as mãos paradas em frente ao espelho. Está pronta? Ah, sim! Com certeza estou pronta. Faz

Leia mais

MEU TIO MATOU UM CARA

MEU TIO MATOU UM CARA MEU TIO MATOU UM CARA M eu tio matou um cara. Pelo menos foi isso que ele disse. Eu estava assistindo televisão, um programa idiota em que umas garotas muito gostosas ficavam dançando. O interfone tocou.

Leia mais

Solidão PROCURA-SE MULHER PROCURA-SE MULHER

Solidão PROCURA-SE MULHER PROCURA-SE MULHER Edna estava caminhando pela rua com sua sacola de compras quando passou pelo carro. Havia um cartaz na janela lateral: Ela parou. Havia um grande pedaço de papelão grudado na janela com alguma substância.

Leia mais

O dia em que parei de mandar minha filha andar logo

O dia em que parei de mandar minha filha andar logo O dia em que parei de mandar minha filha andar logo Rachel Macy Stafford Quando se está vivendo uma vida distraída, dispersa, cada minuto precisa ser contabilizado. Você sente que precisa estar cumprindo

Leia mais

PORQUE É QUE NÃO DANÇAM?

PORQUE É QUE NÃO DANÇAM? PORQUE É QUE NÃO DANÇAM? Na cozinha, ele serviu se de mais uma bebida e olhou para a mobília de quarto de cama que estava no pátio da frente. O colchão estava a descoberto e os lençóis às riscas estavam

Leia mais

Meninas Nhe nhe. Eu Aff Chegando lá. Eu Gente estou com um mau pressentimento

Meninas Nhe nhe. Eu Aff Chegando lá. Eu Gente estou com um mau pressentimento Eu e umas amigas íamos viajar. Um dia antes dessa viagem convidei minhas amigas para dormir na minha casa. Nós íamos para uma floresta que aparentava ser a floresta do Slender-Man mas ninguém acreditava

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA DESENGANO FADE IN: CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA Celular modelo jovial e colorido, escovas, batons e objetos para prender os cabelos sobre móvel de madeira. A GAROTA tem 19 anos, magra, não

Leia mais

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação...

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação... Sumário Agradecimentos... 7 Introdução... 9 1 - Um menino fora do seu tempo... 13 2 - O bom atraso e o vestido rosa... 23 3 - O pequeno grande amigo... 35 4 - A vingança... 47 5 - O fim da dor... 55 6

Leia mais

Mandei um garoto para a câmara de gás em Huntsville. Foi só um. Eu prendi e testemunhei contra ele. Fui até lá con versar com ele duas ou três vezes.

Mandei um garoto para a câmara de gás em Huntsville. Foi só um. Eu prendi e testemunhei contra ele. Fui até lá con versar com ele duas ou três vezes. I Mandei um garoto para a câmara de gás em Huntsville. Foi só um. Eu prendi e testemunhei contra ele. Fui até lá con versar com ele duas ou três vezes. Três vezes. A última foi no dia da execução. Eu não

Leia mais

JANEIRO DE 2013,SEXTA FEIRA DIA 11. escrito por: Antפnio Carlos Calixto. Filho. Personagens: Dana de. Oliveira uma moça. simples ingênua morena

JANEIRO DE 2013,SEXTA FEIRA DIA 11. escrito por: Antפnio Carlos Calixto. Filho. Personagens: Dana de. Oliveira uma moça. simples ingênua morena OSUTERBOS DE 2013,SEXTA FEIRA DIA 11. JANEIRO escrito por: Antפnio Carlos Calixto Filho Personagens: Dana de Oliveira uma moça simples ingênua morena olhos pretos como jabuticaba,1.70a,sarad a cabelos

Leia mais

Rosie. DE ACADEMIA A Charlie olhou para o letreiro e sorriu.

Rosie. DE ACADEMIA A Charlie olhou para o letreiro e sorriu. Rosie DANÇA DE ACADEMIA A Charlie olhou para o letreiro e sorriu. Estava finalmente numa verdadeira escola de dança. Acabaram as aulas de dança no gelado salão paroquial. Acabaram as banais aulas de ballet

Leia mais

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor capítulo um Belo reparo Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas preciosas com ouro. O resultado é uma peça que nitidamente foi quebrada,

Leia mais

Atividades Lição 5 ESCOLA É LUGAR DE APRENDER

Atividades Lição 5 ESCOLA É LUGAR DE APRENDER Atividades Lição 5 NOME: N º : CLASSE: ESCOLA É LUGAR DE APRENDER 1. CANTE A MÚSICA, IDENTIFICANDO AS PALAVRAS. A PALAVRA PIRULITO APARECE DUAS VEZES. ONDE ESTÃO? PINTE-AS.. PIRULITO QUE BATE BATE PIRULITO

Leia mais

Anexo II - Guião (Versão 1)

Anexo II - Guião (Versão 1) Anexo II - Guião (Versão 1) ( ) nº do item na matriz Treino História do Coelho (i) [Imagem 1] Era uma vez um coelhinho que estava a passear no bosque com o pai coelho. Entretanto, o coelhinho começou a

Leia mais

Olga, imigrante de leste, é empregada nessa casa. Está vestida com um uniforme de doméstica. Tem um ar atrapalhado e está nervosa.

Olga, imigrante de leste, é empregada nessa casa. Está vestida com um uniforme de doméstica. Tem um ar atrapalhado e está nervosa. A Criada Russa Sandra Pinheiro Interior. Noite. Uma sala de uma casa de família elegantemente decorada. Um sofá ao centro, virado para a boca de cena. Por detrás do sofá umas escadas que conduzem ao andar

Leia mais

Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido.

Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido. Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido. Assim que ela entrou, eu era qual um menino, tão alegre. bilhete, eu não estaria aqui. Demorei a vida toda para encontrá-lo. Se não fosse o

Leia mais

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES:

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES: Atividades gerais: Verbos irregulares no - ver na página 33 as conjugações dos verbos e completar os quadros com os verbos - fazer o exercício 1 Entrega via e-mail: quarta-feira 8 de julho Verbos irregulares

Leia mais

- Você sabe que vai ter que falar comigo em algum momento, não sabe?

- Você sabe que vai ter que falar comigo em algum momento, não sabe? Trecho do romance Caleidoscópio Capítulo cinco. 05 de novembro de 2012. - Você sabe que vai ter que falar comigo em algum momento, não sabe? Caçulinha olha para mim e precisa fazer muita força para isso,

Leia mais

Tia Pri Didáticos Educação Cristã PROIBIDA REPRODUÇÃO,CÓPIA OU DISTRIBUIÇÃO POR QUALQUER MEIO tiapri@tiapri.com (47) 3365-4077 www.tiapri.

Tia Pri Didáticos Educação Cristã PROIBIDA REPRODUÇÃO,CÓPIA OU DISTRIBUIÇÃO POR QUALQUER MEIO tiapri@tiapri.com (47) 3365-4077 www.tiapri. Tia Pri Didáticos Educação Cristã PROIBIDA REPRODUÇÃO,CÓPIA OU DISTRIBUIÇÃO POR QUALQUER MEIO tiapri@tiapri.com (47) 3365-4077 www.tiapri.com Página 1 1. HISTÓRIA SUNAMITA 2. TEXTO BÍBLICO II Reis 4 3.

Leia mais

O porco é fisicamente incapaz de olhar o céu. ( 7 )

O porco é fisicamente incapaz de olhar o céu. ( 7 ) O porco é fisicamente incapaz de olhar o céu. Isso o Ricardo me disse quando a gente estava voltando do enterro do tio Ivan no carro da mãe, que dirigia de óculos escuros apesar de não fazer sol. Eu tinha

Leia mais

Carnaval 2014. A Sociedade Rosas de Ouro orgulhosamente apresenta o enredo: Inesquecível

Carnaval 2014. A Sociedade Rosas de Ouro orgulhosamente apresenta o enredo: Inesquecível Carnaval 2014 A Sociedade Rosas de Ouro orgulhosamente apresenta o enredo: Inesquecível Nesta noite vamos fazer uma viagem! Vamos voltar a um tempo que nos fez e ainda nos faz feliz, porque afinal como

Leia mais

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele O Plantador e as Sementes Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele sabia plantar de tudo: plantava árvores frutíferas, plantava flores, plantava legumes... ele plantava

Leia mais

Fantasmas da noite. Uma peça de Hayaldo Copque

Fantasmas da noite. Uma peça de Hayaldo Copque Fantasmas da noite Uma peça de Hayaldo Copque Peça encenada dentro de um automóvel na Praça Roosevelt, em São Paulo-SP, nos dias 11 e 12 de novembro de 2011, no projeto AutoPeças, das Satyrianas. Direção:

Leia mais

Lucas Zanella. Collin Carter. & A Civilização Sem Memórias

Lucas Zanella. Collin Carter. & A Civilização Sem Memórias Lucas Zanella Collin Carter & A Civilização Sem Memórias Sumário O primeiro aviso...5 Se você pensa que esse livro é uma obra de ficção como outra qualquer, você está enganado, isso não é uma ficção. Não

Leia mais

O Convite. Roteiro de Glausirée Dettman de Araujo e. Gisele Christine Cassini Silva

O Convite. Roteiro de Glausirée Dettman de Araujo e. Gisele Christine Cassini Silva O Convite Roteiro de Glausirée Dettman de Araujo e Gisele Christine Cassini Silva FADE OUT PARA: Int./Loja de sapatos/dia Uma loja de sapatos ampla, com vitrines bem elaboradas., UMA SENHORA DE MEIA IDADE,

Leia mais

Apoio: Patrocínio: Realização:

Apoio: Patrocínio: Realização: 1 Apoio: Patrocínio: Realização: 2 CINDERELA 3 CINDERELA Cinderela era uma moça muito bonita, boa, inteligente e triste. Os pais tinham morrido e ela morava num castelo. A dona do castelo era uma mulher

Leia mais

Chantilly, 17 de outubro de 2020.

Chantilly, 17 de outubro de 2020. Chantilly, 17 de outubro de 2020. Capítulo 1. Há algo de errado acontecendo nos arredores dessa pequena cidade francesa. Avilly foi completamente afetada. É estranho descrever a situação, pois não encontro

Leia mais

MARK CARVALHO. Capítulo 1

MARK CARVALHO. Capítulo 1 MARK CARVALHO Capítulo 1 Mark era um menino com altura média, pele clara, pequenos olhos verdes, cabelos com a cor de avelãs. Um dia estava em casa vendo televisão, até que ouviu: Filho, venha aqui na

Leia mais

Assim nasce uma empresa.

Assim nasce uma empresa. Assim nasce uma empresa. Uma história para você que tem, ou pensa em, um dia, ter seu próprio negócio. 1 "Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam" (Sl 115,1) 2 Sem o ar Torna-te aquilo

Leia mais

Palavras do autor. Escrever para jovens é uma grande alegria e, por que não dizer, uma gostosa aventura.

Palavras do autor. Escrever para jovens é uma grande alegria e, por que não dizer, uma gostosa aventura. Palavras do autor Escrever para jovens é uma grande alegria e, por que não dizer, uma gostosa aventura. Durante três anos, tornei-me um leitor voraz de histórias juvenis da literatura nacional, mergulhei

Leia mais

Patrícia Engel Secco Ilustrações Christian Held

Patrícia Engel Secco Ilustrações Christian Held Patrícia Engel Secco Ilustrações Christian Held Projeto Gráfico Ilustra Online Revisão Trisco Comunicação Uma história de amor pelo nosso planeta. Coordenação Editorial Ler é Fundamental Produções e Projetos

Leia mais

Arthur de Carvalho Jaldim Rubens de Almeida Oliveira CÃO ESTELAR. EDITORA BPA Biblioteca Popular de Afogados

Arthur de Carvalho Jaldim Rubens de Almeida Oliveira CÃO ESTELAR. EDITORA BPA Biblioteca Popular de Afogados Arthur de Carvalho Jaldim Rubens de Almeida Oliveira O CÃO ESTELAR EDITORA BPA Biblioteca Popular de Afogados Texto e Pesquisa de Imagens Arthur de Carvalho Jaldim e Rubens de Almeida Oliveira O CÃO ESTELAR

Leia mais

Na área frontal da arena estava presentes o Grande Mestre do Santuário, também conhecido como Papa, sua função era ser o porta voz da Deusa o mais

Na área frontal da arena estava presentes o Grande Mestre do Santuário, também conhecido como Papa, sua função era ser o porta voz da Deusa o mais Dois anos se passaram desde os últimos acontecimentos, o Santuário de Atena começava a se anunciar diante de seus novos cavaleiros, era apresentado a nova geração de honrados e guerreiros, era uma tarde

Leia mais

HERÓIS SEM ROSTOS - A Saga do Imigrante para os EUA Autor: Dirma Fontanezzi - dirma28@hotmail.com

HERÓIS SEM ROSTOS - A Saga do Imigrante para os EUA Autor: Dirma Fontanezzi - dirma28@hotmail.com HERÓIS SEM ROSTOS - A Saga do Imigrante para os EUA Autor: Dirma Fontanezzi - dirma28@hotmail.com TRECHO: A VOLTA POR CIMA Após me formar aos vinte e seis anos de idade em engenharia civil, e já com uma

Leia mais

MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO Equipe Dia/mês/ano Reunião nº Ano: Tema: QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO Acolhida Oração Inicial

MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO Equipe Dia/mês/ano Reunião nº Ano: Tema: QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO Acolhida Oração Inicial MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO Equipe Dia/mês/ano Reunião nº Ano: Local: Tema: QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO Acolhida Oração Inicial Esta é uma história de mudança que ocorre em um labirinto em que quatro personagens

Leia mais

este ano está igualzinho ao ano passado! viu? eu não falei pra você? o quê? foi você que jogou esta bola de neve em mim?

este ano está igualzinho ao ano passado! viu? eu não falei pra você? o quê? foi você que jogou esta bola de neve em mim? viu? eu não falei pra você? o quê? este ano está igualzinho ao ano passado! foi você que jogou esta bola de neve em mim? puxa, acho que não... essa não está parecendo uma das minhas... eu costumo comprimir

Leia mais

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar 1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar nosso amor 4. Porque a gente discute nossos problemas

Leia mais

...existe algum motivo legal que impeça a sentença de ser pronunciada?

...existe algum motivo legal que impeça a sentença de ser pronunciada? Levante-se o réu. 6 ...capítulo um Fiquei de pé. Por um momento vi Glória de novo, sentada no banco no píer. A bala acabara de atingir a sua cabeça, de lado, o sangue ainda nem tinha começado a escorrer.

Leia mais

Dormia e me remexia na cama, o coração apertado, a respiração ofegante. Pensava:

Dormia e me remexia na cama, o coração apertado, a respiração ofegante. Pensava: Não há como entender a ansiedade sem mostrar o que se passa na cabeça de uma pessoa ansiosa. Este texto será uma viagem dentro da cabeça de um ansioso. E só para constar: ansiedade não é esperar por um

Leia mais

Lição. História Bíblica II Timóteo 3:16; II Pedro 1:20, 21; Salmos 119:4 Na lição de hoje, as crianças aprenderão que a

Lição. História Bíblica II Timóteo 3:16; II Pedro 1:20, 21; Salmos 119:4 Na lição de hoje, as crianças aprenderão que a FRUTOS-1 Descoberta Lição 1 4-6 Anos História Bíblica II Timóteo 3:16; II Pedro 1:20, 21; Salmos 119:4 Na lição de hoje, as crianças aprenderão que a CONCEITO CHAVE A Bíblia é o livro de Deus e nós sabemos

Leia mais

Trecho do livro Nora Webster (Companhia das Letras), de Colm Tóibín Tradução de Rubens Figueiredo. Capítulo Um

Trecho do livro Nora Webster (Companhia das Letras), de Colm Tóibín Tradução de Rubens Figueiredo. Capítulo Um Trecho do livro Nora Webster (Companhia das Letras), de Colm Tóibín Tradução de Rubens Figueiredo Capítulo Um Você deve estar de saco cheio deles. Será que nunca vão parar de vir aqui? Tom O Connor, seu

Leia mais

O Boneco de Neve Bonifácio e o Presente de Natal Perfeito

O Boneco de Neve Bonifácio e o Presente de Natal Perfeito O Boneco de Neve Bonifácio e o Presente de Natal Perfeito Era uma vez um boneco de neve chamado Bonifácio, que vivia numa terra distante onde fazia muito frio. Ele era um boneco especial, porque podia

Leia mais

Três Marias Teatro. Noite (Peça Curta) Autor: Harold Pinter

Três Marias Teatro. Noite (Peça Curta) Autor: Harold Pinter Distribuição digital, não-comercial. 1 Três Marias Teatro Noite (Peça Curta) Autor: Harold Pinter O uso comercial desta obra está sujeito a direitos autorais. Verifique com os detentores dos direitos da

Leia mais

Sal, Pimenta, Alho e Noz Moscada.

Sal, Pimenta, Alho e Noz Moscada. Sal, Pimenta, Alho e Noz Moscada. Cláudia Barral (A sala é bastante comum, apenas um detalhe a difere de outras salas de apartamentos que se costuma ver ordinariamente: a presença de uma câmera de vídeo

Leia mais

Roteiro para curta-metragem. Aparecida dos Santos Gomes 6º ano Escola Municipalizada Paineira NÃO ERA ASSIM

Roteiro para curta-metragem. Aparecida dos Santos Gomes 6º ano Escola Municipalizada Paineira NÃO ERA ASSIM Roteiro para curta-metragem Aparecida dos Santos Gomes 6º ano Escola Municipalizada Paineira NÃO ERA ASSIM SINOPSE José é viciado em drogas tornando sua mãe infeliz. O vício torna José violento, até que

Leia mais

Fortaleza digital 6 MM 08.08.07 10:37 Page 3 FORTALEZA DIGITAL. Dan Brown

Fortaleza digital 6 MM 08.08.07 10:37 Page 3 FORTALEZA DIGITAL. Dan Brown Fortaleza digital 6 MM 08.08.07 10:37 Page 3 FORTALEZA DIGITAL Dan Brown Fortaleza digital 6 MM 08.08.07 10:37 Page 5 Para meus pais... meus mentores e heróis Fortaleza digital 6 MM 08.08.07 10:37 Page

Leia mais

Titulo - VENENO. Ext Capital de São Paulo Noite (Avista-se a cidade de cima, forrada de prédios, algumas luzes ainda acesas).

Titulo - VENENO. Ext Capital de São Paulo Noite (Avista-se a cidade de cima, forrada de prédios, algumas luzes ainda acesas). Titulo - VENENO Ext Capital de São Paulo Noite (Avista-se a cidade de cima, forrada de prédios, algumas luzes ainda acesas). Corta para dentro de um apartamento (O apartamento é bem mobiliado. Estofados

Leia mais

Só que tem uma diferença...

Só que tem uma diferença... Só que tem uma diferença... Isso não vai ficar assim! Sei. Vai piorar. Vai piorar para o lado dela, isso é que vai! Por enquanto, só piorou para o seu, maninho. Pare de me chamar de maninho, Tadeu. Você

Leia mais

- Papá, é hoje! É hoje, papá! Temos que montar o nosso pinheirinho de Natal. disse o rapaz, correndo na direção de seu pai.

- Papá, é hoje! É hoje, papá! Temos que montar o nosso pinheirinho de Natal. disse o rapaz, correndo na direção de seu pai. Conto de Natal Já um ano havia passado desde o último Natal. Timóteo estava em pulgas para que chegasse o deste ano. Menino com cara doce, uma tenra idade de 10 aninhos, pobre, usava roupas ou melhor,

Leia mais

Este testemunho é muito importante para os Jovens.

Este testemunho é muito importante para os Jovens. Este testemunho é muito importante para os Jovens. Eu sempre digo que me converti na 1ª viagem missionária que fiz, porque eu tinha 14 anos e fui com os meus pais. E nós não tínhamos opção, como é o pai

Leia mais

Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa

Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa Olhando as peças Histórias de Deus:Gênesis-Apocalipse 3 a 6 anos Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa História Bíblica: Gênesis 41-47:12 A história de José continua com ele saindo da prisão

Leia mais

por ano para trocar o sangue. Page leu todos os livros do Aleister Crowley. Em 1977, eles já tinham se tornado a banda definitiva de iniciação.

por ano para trocar o sangue. Page leu todos os livros do Aleister Crowley. Em 1977, eles já tinham se tornado a banda definitiva de iniciação. O Led Zeppelin sempre foi complicado. Esse era o problema inicial deles. Os shows deles sempre tinham violência masculina. Isso foi um desvio nos anos 1970, que foi uma época muito estranha. Era uma anarquia

Leia mais

LEITURA ORIENTADA NA SALA DE AULA

LEITURA ORIENTADA NA SALA DE AULA LEITURA ORIENTADA NA SALA DE AULA Uma Aventura na Serra da Estrela Coleção UMA AVENTURA Atividades Propostas Leitura em voz alta de um ou dois capítulos por aula. Preenchimento das fichas na sequência

Leia mais

Nada de telefone celular antes do sexto ano

Nada de telefone celular antes do sexto ano L e i n º1 Nada de telefone celular antes do sexto ano Nossos vizinhos da frente estão passando uma semana em um cruzeiro, então me pediram para buscar o jornal e a correspondência todos os dias, enquanto

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO Código Entrevista: 2 Data: 18/10/2010 Hora: 16h00 Duração: 23:43 Local: Casa de Santa Isabel DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS Idade

Leia mais

ENTRE FERAS CAPÍTULO 16 NOVELA DE: RÔMULO GUILHERME ESCRITA POR: RÔMULO GUILHERME

ENTRE FERAS CAPÍTULO 16 NOVELA DE: RÔMULO GUILHERME ESCRITA POR: RÔMULO GUILHERME ENTRE FERAS CAPÍTULO 16 NOVELA DE: RÔMULO GUILHERME ESCRITA POR: RÔMULO GUILHERME CENA 1. HOSPITAL. QUARTO DE. INTERIOR. NOITE Fernanda está dormindo. Seus pulsos estão enfaixados. Uma enfermeira entra,

Leia mais

MEDITAÇÃO SALA LARANJA SEMANA 16 QUEDA E MALDIÇÃO Nome: Professor: Rebanho

MEDITAÇÃO SALA LARANJA SEMANA 16 QUEDA E MALDIÇÃO Nome: Professor: Rebanho MEDITAÇÃO SALA LARANJA SEMANA 16 QUEDA E MALDIÇÃO Nome: Professor: Rebanho VERSÍCULOS PARA DECORAR ESTA SEMANA Usamos VERSÍCULOS a Bíblia na PARA Nova DECORAR Versão Internacional ESTA SEMANA NVI Usamos

Leia mais

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história.

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Nem um sopro de vento. E já ali, imóvel frente à cidade de portas e janelas abertas, entre a noite vermelha do poente e a penumbra do jardim,

Leia mais

Em um campo inabitado, cheio de flores, em

Em um campo inabitado, cheio de flores, em Para onde foi o meu dinheiro? A fábula das abelhas. Em um campo inabitado, cheio de flores, em uma terra distante, havia uma colméia diferente das demais. Tudo nessa colméia era muito bem organizado, limpo

Leia mais

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus Ensino - Ensino 11 - Anos 11 Anos Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus História Bíblica: Mateus 3:13 a 17; Marcos 1:9 a 11; Lucas 3:21 a 22 João Batista estava no rio Jordão batizando as pessoas que queriam

Leia mais

I. Complete o texto seguinte com as formas correctas dos verbos ser ou estar. (5 pontos)

I. Complete o texto seguinte com as formas correctas dos verbos ser ou estar. (5 pontos) I. Complete o texto seguinte com as formas correctas dos verbos ser ou estar. Hoje. domingo e o tempo. bom. Por isso nós. todos fora de casa.. a passear à beira-mar.. agradável passar um pouco de tempo

Leia mais

Era um peixe tão feio que nem parecia um peixe. Uma pedra

Era um peixe tão feio que nem parecia um peixe. Uma pedra Era um peixe tão feio que nem parecia um peixe. Uma pedra feita de carne fria musgosa e invasiva, salpicada de verde e branco. A princípio não o vi, mas depois encostei a cara ao vidro e tentei ficar mais

Leia mais

Transcriça o da Entrevista

Transcriça o da Entrevista Transcriça o da Entrevista Entrevistadora: Valéria de Assumpção Silva Entrevistada: Ex praticante Clarice Local: Núcleo de Arte Grécia Data: 08.10.2013 Horário: 14h Duração da entrevista: 1h COR PRETA

Leia mais

RUA SAUDADE. Roteiro de Curta-Metragem EXT. CALÇADA/EM FRENTE AO PORTÃO DA CASA DE DOLORES DIA

RUA SAUDADE. Roteiro de Curta-Metragem EXT. CALÇADA/EM FRENTE AO PORTÃO DA CASA DE DOLORES DIA RUA SAUDADE Roteiro de Curta-Metragem São as últimas horas da madrugada., senhora viúva com mais de setenta anos, passa pelo portão da rua de sua casa no Bexiga. Carrega um carrinho de feira consigo. Sai

Leia mais

Efêmera (título provisório) Por. Ana Julia Travia e Mari Brecht

Efêmera (título provisório) Por. Ana Julia Travia e Mari Brecht Efêmera (título provisório) Por Ana Julia Travia e Mari Brecht anaju.travia@gmail.com mari.brecht@gmail.com INT. SALA DE - DIA. VÍDEO DE Números no canto da tela: 00 horas Vídeo na TV., 22, com seus cabelos

Leia mais

L0NGE, atrás em monte, sol cair e céu ficar em fogo. Fraco, Eu

L0NGE, atrás em monte, sol cair e céu ficar em fogo. Fraco, Eu 5 L0NGE, atrás em monte, sol cair e céu ficar em fogo. Fraco, Eu subir monte, pés d Eu molhados em erva fria. Não haver erva em cima em monte. Só haver terra, em volta, monte como cabeça de homem sem cabelo.

Leia mais

Sei... Entra, Fredo, vem tomar um copo de suco, comer um biscoito. E você também, Dinho, que está parado aí atrás do muro!

Sei... Entra, Fredo, vem tomar um copo de suco, comer um biscoito. E você também, Dinho, que está parado aí atrás do muro! Capítulo 3 N o meio do caminho tinha uma casa. A casa da Laila, uma menina danada de esperta. Se bem que, de vez em quando, Fredo e Dinho achavam que ela era bastante metida. Essas coisas que acontecem

Leia mais

O mar de Copacabana estava estranhamente calmo, ao contrário

O mar de Copacabana estava estranhamente calmo, ao contrário epílogo O mar de Copacabana estava estranhamente calmo, ao contrário do rebuliço que batia em seu peito. Quase um ano havia se passado. O verão começava novamente hoje, ao pôr do sol, mas Line sabia que,

Leia mais

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak Entrevista com Ezequiel Quem é você? Meu nome é Ezequiel, sou natural do Rio de Janeiro, tenho 38 anos, fui

Leia mais

MERGULHO de Betina Toledo e Thuany Motta

MERGULHO de Betina Toledo e Thuany Motta MERGULHO de Betina Toledo e Thuany Motta Copyright Betina Toledo e Thuany Motta Todos os direitos reservados juventudecabofrio@gmail.com Os 13 Filmes 1 MERGULHO FADE IN: CENA 1 PRAIA DIA Fotografia de

Leia mais

A DIVERSIDADE NA ESCOLA

A DIVERSIDADE NA ESCOLA Tema: A ESCOLA APRENDENDO COM AS DIFERENÇAS. A DIVERSIDADE NA ESCOLA Quando entrei numa escola, na 1ª série, aos 6 anos, tinha uma alegria verdadeira com a visão perfeita, não sabia ler nem escrever, mas

Leia mais

A PINTORA Era madrugada, fumaça e pincéis estampavam a paisagem interna de um loft. Lá fora uma grande lua pintava as ruas semi-iluminadas com um fantasmagórico prateado. Uma mão delicada retocava a gravata

Leia mais

DOCE BALANÇO. Novela de Antonio Figueira. Escrita por. Antonio Figueira. Personagens deste capítulo: DIANA PADRE MARCOS D. SANTINHA BEATA 1 BEATA 2

DOCE BALANÇO. Novela de Antonio Figueira. Escrita por. Antonio Figueira. Personagens deste capítulo: DIANA PADRE MARCOS D. SANTINHA BEATA 1 BEATA 2 DOCE BALANÇO Novela de Antonio Figueira Escrita por Antonio Figueira Personagens deste capítulo: DIANA PADRE MARCOS D. SANTINHA BEATA 1 BEATA 2 DOCE BALANÇO CAPÍTULO 10 PÁGINA 1 DOCE BALANÇO CAPÍTULO 10

Leia mais

Morte no Nilo. Vais passar à História! Anda na diversão MAIS ASSUSTADORA da TerrorLândia.

Morte no Nilo. Vais passar à História! Anda na diversão MAIS ASSUSTADORA da TerrorLândia. Morte no Nilo Vais ficar como uma Múmia Vais passar à História! Anda na diversão MAIS ASSUSTADORA da TerrorLândia. Foge da Terrorlândia Morte no Nilo Vais ficar como uma Múmia Vais passar à História! Anda

Leia mais

ano Literatura, Leitura e Reflexão Se m e s t re A r ua de José Ricardo Moreira

ano Literatura, Leitura e Reflexão Se m e s t re A r ua de José Ricardo Moreira 2- Literatura, Leitura e Reflexão 2- ano o Se m e s t re A r ua de s o n s o d o t José Ricardo Moreira PEI_LLR_2ano_2S_H1.indb 1 12/06/2012 18:18:06 Capítulo 1 A sua rua tem calçada? A minha tem! A sua

Leia mais

O livro. Todos diziam que ele era um homem só e evasivo. Fugia de tudo e de todos. Vivia

O livro. Todos diziam que ele era um homem só e evasivo. Fugia de tudo e de todos. Vivia O livro Vanderney Lopes da Gama 1 Todos diziam que ele era um homem só e evasivo. Fugia de tudo e de todos. Vivia enfurnado em seu apartamento moderno na zona sul do Rio de Janeiro em busca de criar ou

Leia mais

Fui, não: fui e sou. Não mudei a esse respeito. Sou anarquista.

Fui, não: fui e sou. Não mudei a esse respeito. Sou anarquista. Tínhamos acabado de jantar. Defronte de mim o meu amigo, o banqueiro, grande comerciante e açambarcador notável, fumava como quem não pensa. A conversa, que fora amortecendo, jazia morta entre nós. Procurei

Leia mais

-Ui! -e o tatu saltou e correu.

-Ui! -e o tatu saltou e correu. Clara vive no Rio Negro, nas montanhas da Colômbia. Ela tralha no sítio de café da sua família e freqüenta a escola. Sua parte favorita da escola é quando Carolina e Hilma da Fundação Natura ensinam sua

Leia mais

RECUPERAÇÃO DE IMAGEM

RECUPERAÇÃO DE IMAGEM RECUPERAÇÃO DE IMAGEM Quero que saibam que os dias que se seguiram não foram fáceis para mim. Porém, quando tornei a sair consciente, expus ao professor tudo o que estava acontecendo comigo, e como eu

Leia mais

UNIFORMES E ASPIRINAS

UNIFORMES E ASPIRINAS SER OU NÃO SER Sujeito desconfiava que estava sendo traído, mas não queria acreditar que pudesse ser verdade. Contratou um detetive para seguir a esposa suspeita. Dias depois, se encontrou com o profissional

Leia mais

UM SOL ALARANJADO. Roteiro de Eduardo Valente, a partir de argumento e com a colaboração de Rubio Campos. SEQUÊNCIA 1 - INTERIOR - DIA QUARTO

UM SOL ALARANJADO. Roteiro de Eduardo Valente, a partir de argumento e com a colaboração de Rubio Campos. SEQUÊNCIA 1 - INTERIOR - DIA QUARTO SEQUÊNCIA 1 - INTERIOR - DIA UM SOL ALARANJADO Roteiro de Eduardo Valente, a partir de argumento e com a colaboração de Rubio Campos. Por uma janela, vemos o sol nascendo ao fundo de uma série de casas

Leia mais

Copyright. Le Livros. http://lelivros.com

Copyright. Le Livros. http://lelivros.com Copyright Esta obra foi postada pela equipe Le Livros para proporcionar, de maneira totalmente gratuita, o benefício de sua leitura a àqueles que não podem comprála, ou aos que pretendem verificar sua

Leia mais

Perdão. Fase 7 - Pintura

Perdão. Fase 7 - Pintura SERM7.QXD 3/15/2006 11:18 PM Page 1 Fase 7 - Pintura Sexta 19/05 Perdão Porque, se vocês perdoarem as pessoas que ofenderem vocês, o Pai de vocês, que está no Céu também perdoará vocês. Mas, se não perdoarem

Leia mais

Conto n.o 5: A minha mãe é a Iemanjá 24.07.12. Ele ficava olhando o mar, horas se o deixasse. Ele só tinha cinco anos.

Conto n.o 5: A minha mãe é a Iemanjá 24.07.12. Ele ficava olhando o mar, horas se o deixasse. Ele só tinha cinco anos. Contos Místicos 1 Contos luca mac doiss Conto n.o 5: A minha mãe é a Iemanjá 24.07.12 Prefácio A história: esta história foi contada por um velho pescador de Mongaguá conhecido como vô Erson. A origem:

Leia mais

A Última Carta. Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. (The Walking Dead)

A Última Carta. Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. (The Walking Dead) A Última Carta Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. (The Walking Dead) E la foi a melhor coisa que já me aconteceu, não quero sentir falta disso. Desse momento. Dela. Ela é a única que

Leia mais

Não é o outro que nos

Não é o outro que nos 16º Plano de aula 1-Citação as semana: Não é o outro que nos decepciona, nós que nos decepcionamos por esperar alguma coisa do outro. 2-Meditação da semana: Floresta 3-História da semana: O piquenique

Leia mais

Afonso levantou-se de um salto, correu para a casa de banho, abriu a tampa da sanita e vomitou mais uma vez. Posso ajudar? perguntou a Maria,

Afonso levantou-se de um salto, correu para a casa de banho, abriu a tampa da sanita e vomitou mais uma vez. Posso ajudar? perguntou a Maria, O Afonso levantou-se de um salto, correu para a casa de banho, abriu a tampa da sanita e vomitou mais uma vez. Posso ajudar? perguntou a Maria, preocupada, pois nunca tinha visto o primo assim tão mal

Leia mais

PÉROLAS SÃO UM INCÔMODO

PÉROLAS SÃO UM INCÔMODO PÉROLAS SÃO UM INCÔMODO 1 É bem verdade que eu não estava fazendo nada naquela manhã, exceto ficar olhando para uma folha de papel em branco na minha máquina de escrever e pensando em redigir uma carta.

Leia mais

Brincar às guerras. Está muito calor para jogar basquete. Vamos fazer outra coisa sugeriu Luke.

Brincar às guerras. Está muito calor para jogar basquete. Vamos fazer outra coisa sugeriu Luke. Brincar às guerras Está muito calor para jogar basquete. Vamos fazer outra coisa sugeriu Luke. Os amigos sentaram-se à sombra do salgueiro a decidir o que fazer. Tens mais balões de água? perguntou Danny.

Leia mais

PERDOAR E PEDIR PERDÃO, UM GRANDE DESAFIO. Fome e Sede

PERDOAR E PEDIR PERDÃO, UM GRANDE DESAFIO. Fome e Sede PERDOAR E PEDIR PERDÃO, UM GRANDE DESAFIO HISTÓRIA BÍBLICA: Mateus 18:23-34 Nesta lição, as crianças vão ouvir a Parábola do Servo Que Não Perdoou. Certo rei reuniu todas as pessoas que lhe deviam dinheiro.

Leia mais

Restaurante Top 5. 10 passos para deixar seus convidados mais felizes sem gastar um centavo a mais

Restaurante Top 5. 10 passos para deixar seus convidados mais felizes sem gastar um centavo a mais Restaurante Top 5 10 passos para deixar seus convidados mais felizes sem gastar um centavo a mais Mensagem do Restaurante Olá, Sabemos que é momento de comemorar. E se não fosse uma data ou momento especial,

Leia mais

RECADO AOS PROFESSORES

RECADO AOS PROFESSORES RECADO AOS PROFESSORES Caro professor, As aulas deste caderno não têm ano definido. Cabe a você decidir qual ano pode assimilar cada aula. Elas são fáceis, simples e às vezes os assuntos podem ser banais

Leia mais

Índice Geral. Índice de Autores

Índice Geral. Índice de Autores Victor Fernandes 1 Índice Geral A perua-galinha 3 A vida de um porco chamado Ricky 4 Um burro chamado Burro 5 O atrevido 6 O Burro que abandonou a família por causa de uma rã 7 A burra Alfazema 8 Índice

Leia mais

COLACIO. J SLIDES APRESENTA

COLACIO. J SLIDES APRESENTA COLACIO. J SLIDES APRESENTA A LIÇÃO RECEBIDO POR E-MAIL DESCONHEÇO A AUTORIA DO TEXTO: CASO VOCÊ CONHEÇA O AUTOR, ENTRE EM CONTATO QUE LHE DAREI OS DEVIDOS CRÉDITOS Éramos a única família no restaurante

Leia mais