III Congresso Nacional de Meio Ambiente

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1 Centro de Tecnologia Mineral Ministério da Ciência e Tecnologia Coordenação de Apoio Tecnológico a Micro e Pequena Empresa - CATE III Congresso Nacional de Meio Ambiente Aproveitamento dos Rejeitos Sólidos Gerados no Processo de Beneficiamento de Rochas Ornamentais de Santo Antônio de Pádua/RJ Eduardo Augusto de Carvalho Marília Stella Vaz Costa Antônio Rodrigues de Campos Carlos C. Peiter Júlio C.G. Correa Roberto C.C. Ribeiro Flávio Erthal Ricardo Rocha José C. Rocha Rio de Janeiro Outubro/2004 CT Trabalho publicado nos Anais do III Congresso Nacional de Meio Ambiente, realizado de 11 a 17 de outubro de 2004 em Salvador (BA), p

2 ANAIS Salvador,11 a 17 Outubro de 2004 Bahia Othon Hotel e Escola Politécnica da UFBA

3 III Congresso Nacional de Meio Ambiente na Bahia PROMOÇÃO: Espaço Cultural EXPOGEO Universidade Federal da Bahia Centro de Recursos Ambientais Universidade Estadual de Feira de Santana Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis/BA Centro Federal de Educação Tecnológica/BA TEMÁTICA CENTRAL PRODUÇÃO LIMPA: UMA QUESTÃO DE ÉTICA Salvador, Bahia 11 a 17 de outubro de 2004

4 Aproveitamento dos Rejeitos Sólidos Gerados no Processo de Beneficiamento de Rochas Ornamentais de Santo Antônio de Pádua/RJ Eduardo A. Carvalho Marília S. V. Costa ), Júlio C. G. Correa ), Roberto C. C. Ribeiro Carlos C. Peiter Antônio R. Campos - CETEM; José C. Rocha (INT, Flávio Erthal Ricardo Rocha - DRM/RJ; Santo Antônio de Pádua é o principal pólo produtor de rochas de revestimento no Estado do Rio de Janeiro. A extração teve grande impulso na última década, ocupando segundo lugar brasileiro na comercialização de rochas decorativas rústicas. As t produzidas em 2003 representam cerca de 77% da produção fluminense de rochas ornamentais e 3% da brasileira. No entanto, técnicas obsoletas de extração e beneficiamento provocam a geração de expressiva quantidade de rejeitos causadores de impacto ambiental. Na extração da rocha, são produzidos blocos (50x50x50cm), desdobrados em lajes de (50x50x5cm), com desperdício de 40%. Nas serrarias, essas lajes são transformadas em oito blocos (11,5x23x4cm), através de corte com discos diamantados refrigerados a água. O rejeito grosso (sobras das lajes) é acumulado em caçambas ou pilhas, e em lajinhas de (11,5x23x1,5cm). A perda é de 30% (SILVA,1999), gerando aproximadamente t/ano de rejeitos. Os blocos são transformados manualmente em lajinhas através de golpes na direção de foliação da rocha, gerando também quantidade apreciável de resíduos grossos, oriundos da fratura por impactos mal dimensionados ou por atingirem alguma região de clivagem. O corte produz uma quantidade grande de pó de rocha, disperso na água lançada sobre os discos. Esse efluente, após tratamento em tanques de sedimentação, representa o rejeito sólido fino (CARVALHO,2003). Este estudo investigou alternativas tecnológicas para utilização dos resíduos do beneficiamento das rochas ornamentais de S. A. de Pádua, como matéria-prima para produção de argamassas industriais, cerâmica vermelha e asfalto. As características do resíduo fino (constituído de biotita, quartzo e feldspatos; inerte; 85%<44µm; d 50 =26µm) permitem seu uso como substituto da cal em argamassas industriais (mistura a seco de cimento, cal e areia). Na fabricação de cerâmica vermelha, devido 534

5 à quantidade de feldspato, quartzo e mica existente, estudou-se a aplicação como desplastificante, objetivando redução da quantidade de água necessária para conformação das peças, facilitando a secagem (VIEIRA, 2003). Para o resíduo grosso foi estudada viabilidade do uso na preparação de asfalto (95% de brita e 5% de cimento asfáltico de petróleo-cap), sendo avaliada a adsorção entre CAP e brita (22x11mm) gerada pela cominuição dos resíduos grossos em britadores de mandíbulas (RIBEI- RO, 2004). Para avaliação da qualidade dessa brita, foram verificadas densidade, porosidade, absorção de água, abrasão Los Angeles e compressão uniaxial. Os resultados obtidos demonstram que o rejeito fino é capaz de substituir a cal nas argamassas. A redução da quantidade de água necessária para consistência padrão de (16% para 14%) permite uma menor fissura da argamassa durante a retração do produto, após cura. O aumento do teor de ar incorporado (7% para 10%) não proporcionou mudança significativa na resistência à compressão, após 28 dias (12,7MPa para 12,4MPa). A redução na capacidade de retenção (94% para 91%) não prejudicou a qualidade da argamassa. O uso de 30% do resíduo, na massa cerâmica produzida com argilas de Campos(RJ), diminui a plasticidade, evitando retrações. A menor retração permite redução da quantidade de água necessária para extrusão das peças. A adição de 30% de resíduo possibilitou enquadramento da massa cerâmica na região de extrusão ótima, o que não foi possível sem adição do resíduo. O resíduo grosso apresentou adsorção CAP-brita praticamente idêntica ao padrão, atingindo máximo de 4,5mg/g de adsorção para 16mg/l de CAP. Os resultados de densidade (2,7g/cm 3 ), porosidade (0,65%), absorção de água (0,24%), abrasão Los Angeles (54%) e compressão uniaxial (111MPa) atendem às especificações da ASTM e do DNER para pavimentos asfálticos. Os estudos realizados mostraram viabilidade de uso do rejeito fino como matéria-prima para fabricação de argamassa a industrial e cerâmica vermelha, sem comprometer a qualidade dos produtos. A argamassa apresentou propriedades semelhantes às do mercado. Já na cerâmica vermelha, houve redução da plasticidade, permitindo que fosse atingida a região de extrusão ótima. Os ensaios realizados com os resíduos grossos mostraram potencialidade desses como matéria-prima para fabricação de pavimento asfáltico. Os recursos do CT-Mineral/MCT, alocados pela FINEP/CNPq, possibilitaram estes estudos e continuam financiando investigações para utilização dos resíduos grossos na fabricação de pisos reconstituídos e dos finos na agricultura, buscando redução do impacto ambiental da atividade e diversificação das atividades das micro-empresas locais. A região é considerada Arranjo Produtivo Local e está submetida a Termo de Ajustamento Ambiental para regularização das atividades e licenciamento. Como resultado geral, é importante ressaltar a difusão de conceitos de responsabilidade social e ambiental, pela utilização racional do bem mineral e da água no processo produtivo. 535

6 REFERÊNCIAS: SILVA, R. E. C. Estudo geológico-técnico-ambiental de uma pedreira de rocha ornamental em S.A. Pádua, RJ p. Tese (Mestrado em Geologia Regional e Econômica) UFRJ, CARVALHO, E. A.; CAMPOS, A. R.; PEITER, C. C. Aprovechamiento de los resíduos del corte de la piedra natural de Santo Antônio Pádua. In: REUNIÓN ANUAL DE MESMIN, 11., 2003, San Juan, AR. Anais...San Juan, AR, VIEIRA, C. M. F. Efeito da adição de resíduo do corte de granito de Santo Antônio de Pádua-RJ, em cerâmica vermelha. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CE- RÂMICA, 47., 2003, João Pessoa. Anais...João Pessoa, PB, RIBEIRO, R. C. C. Aplicação de resíduos de serrarias de rochas ornamentais em materiais para construção civil e asfalto visado as tecnologias limpas. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CARBONO, 2., 2004, Vitória. Anais...Vitória, ES,

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