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1 284 Conservação de aves migratórias neárticas no Brasil LAGO DA HIDRELÉTRICA DE ITAIPU José Flávio Cândido-Jr. 1 João Carlos Barbosa da Silva 2 1 Laboratório de Zoologia de Vertebrados e Biologia da Conservação, CCBS UNIOESTE, Rua Universitária, 2069, Jd. Universitário, , Cascavel, PR, Brasil; 2 UNIOESTE Extensão Santa Helena, C. P. 150, , Santa Helena, PR, Brasil; Informações Gerais Nome da área: Lago da hidrelétrica de Itaipu Coordenadas geográficas centrais: 25º00 S e 54º35 W Estado: Paraná Municípios: O lago de Itaipu banha 16 municípios: Diamante do Oeste, Entre Rios do Oeste, Foz do Iguaçu, Guaíra, Itaipulândia, Marechal Cândido Rondon, Medianeira, Mercedes, Missal, Mundo Novo, Pato Bragado, Santa Helena, Santa Terezinha, São José das Palmeiras, São Miguel do Iguaçu e Terra Roxa. Altitude: 220 m Limites: O lago de Itaipu encontra-se na fronteira do Brasil com o Paraguai. No lado brasileiro, o lago localiza-se no oeste do estado do Paraná, chegando até o município de Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul. O lago está localizado entre as coordenadas 24º02 42 e 25º27 34 S; 54º13 03 e 54º45 30 W. Área total: O lago de Itaipu possui km², mas as áreas com as praias artificiais são bem menores. As praias, existentes em oito localidades, possuem extensões que variam de 400 a 1500 m, com largura variável de 10 a 30 m. Situação de conservação: As praias artificiais existentes no lago de Itaipu estão localizadas em Áreas de Preservação Permanente (APP) (Conama 2002). Descrição geral A região onde se encontra o lago de Itaipu era coberta inicialmente pela Floresta

2 lago da hidrelétrica de itaipu 285 Estacional Semidecidual, com clima subtropical úmido. A partir da década de 1930, a vegetação original foi intensamente substituída por áreas de plantios. Hoje, apenas fragmentos dessa formação vegetacional persistem na região. Os verões são quentes, com médias acima de 22ºC, e invernos pouco intensos, com geadas raras. As chuvas se concentram no verão e o inverno corresponde à estação seca (Vazzoler et al. 1997). Formado em 1982, o lago da hidrelétrica de Itaipu tem área de km 2, sendo 770 km 2 no lado brasileiro e 580 km 2 no lado paraguaio. A profundidade média do reservatório é de 22 m, podendo alcançar 170 m nas proximidades da barragem. O lago possui também 66 pequenas ilhas, das quais 44 estão na margem brasileira e 22 na paraguaia. A margem brasileira tem uma extensão de km. Terminais turísticos foram erguidos às margens do lago nos municípios de Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Itaipulândia, Missal, Entre Rios do Oeste, Marechal Cândido Rondon e Santa Helena, no estado do Paraná, e Mundo Novo, no Mato do Grosso do Sul. Nesses locais, foram construídos ancoradouros, marinas e parques, além de praias artificiais que são utilizadas não só por turistas, mas também por aves migratórias e residentes. As terras ao redor dessas praias são utilizadas principalmente para a agricultura, com predomínio de culturas de milho, soja e trigo (Piacenti et al. 2003) e criação de porcos e galinhas. As praias artificiais recebem anualmente aporte de areia, o que compensa a remoção provocada pela ação da água nas margens do lago. Além disso, alguns municípios, como é o caso de Santa Helena, têm ampliado o tamanho dessas praias para melhor receber os turistas. Essa situação disponibiliza ambiente praieiro para o uso de aves aquáticas que utilizam o local para descanso e alimentação. Espécies Migratórias A observação de aves migratórias em praias artificiais do lago de Itaipu começou em setembro de 2006 e se estendeu até novembro de 2007, com interrupção em dezembro de 2006, constituindo, provavelmente, o primeiro registro científico neste tipo de ambiente no Brasil. Em 2007, as observações se concentraram no município de Santa Helena. Durante este período, foram observadas quatro espécies, todas da família Scolopacidae (Tabela 1). Todas as aves observadas estavam pousadas nas praias artificiais.

3 286 Conservação de aves migratórias neárticas no Brasil Tabela 1 Espécies, local, número de indivíduos e época do ano que foram registradas aves migrantes neárticas em praias artificiais do lago de Itaipu, Paraná, Brasil. A ordenação taxonômica, bem como a nomenclatura científica e os nomes em português, estão de acordo com o CBRO (2009). Nome do Táxon (nome em português) Local 1 Indivíduos Mês 2 /Ano SCOLOPACIDAE Actitis macularius (maçarico-pintado) Santa Helena 2 out/2006 São Miguel do Iguaçu 2 out/2006 Tringa solitaria (maçarico-solitário) Santa Helena 2 set/2006 Santa Helena 2 dez/2006 Tringa flavipes (maçarico-de-perna-amarela) Santa Helena 30 abr/2007 Santa Helena 1 nov/2007 Calidris melanotos (maçarico-de-colete) Santa Helena 3 out/ Santa Helena - 24º51 36 S e 54º19 58 W; São Miguel do Iguaçu - 25º20 52 S e 54º14 16 W. 2. Foram usadas apenas as três iniciais dos meses de registro. Ameaças e Recomendações A formação do lago de Itaipu provocou mudanças não só no clima de toda a região (Stivari et al. 2005), mas também em condições ecológicas específicas, como a formação das praias artificiais. Embora a utilização de praias artificiais por aves seja conhecida em outros países (e.g. Natuhara et al. 2005, WWF Australia 2007), aparentemente não há registros sobre o uso de praias artificiais por aves migratórias no Brasil. A compreensão da importância desses novos ambientes para as aves é uma prioridade, uma vez que estudos recentes sugerem que as áreas de parada ou descanso são ainda mais importantes para o sucesso da migração do que se acreditava (Bechard et al. 2006). Aliado à migração, tem-se também a dispersão ativa, e as aves migratórias neárticas devem, a exemplo de outras espécies, buscar constantemente novas áreas para seu uso. Assim, as praias artificiais do lago de Itaipu podem vir a se tornar um importante ponto de parada e

4 lago da hidrelétrica de itaipu 287 descanso. Para isso, é necessário que sejam monitorados os ambientes e o uso deles por essas espécies. Finalmente, o monitoramento dessas espécies na região é importante não só para se conhecer a biologia das mesmas, mas também para a planificação de cenários epidemiológicos de doenças, como a influenza aviária e a febre do Nilo ocidental, em uma região que apresenta um grande número de aviários comerciais (SEAB 2007). Referências Bibliográficas Bechard, M.J., J.H. Sarasola e B. Woodbridge A re-evaluation of evidence raises questions about the fasting migration hypothesis for Swainson s Hawk (Buteo swainsoni). Hornero 21: CBRO - Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos Listas das aves do Brasil. Vrersão 9/08/2009. Disponível em: <http://www.cbro.org.br>. Acesso em: 25/01/2010. CONAMA Resolução nº 303, de 20 de março de Disponível em: <http://www.mma.gov.br/ port/conama/res/res02/res30302.html>. Acesso em: 25/10/2007. Natuhara, Y., M. Kitano, K. Goto, T. Tsuchinaga, C. Imai, K. Tsuruho e H. Takada Creation and adaptive management of a wild bird habitat on reclaimed land in Osaka Port. Landscape and Urban Planning 15: Piacenti, C.A., J.F. Lima, L.R. Alves, C. Karpinski e M. Piffer Apontamentos sobre a economia dos municípios atingidos pelas hidrelétricas de Salto Caxias e Itaipu Binacional. Revista Paranaense de Desenvolvimento 104: SEAB Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná Evento discute controle sanitário e potencial da produção de aves do Paraná. Disponível em: <http://www.seab.pr.gov.br/modules/ noticias/article.php?storyid=2644>. Acesso em: 25/10/2007. Stivari, S.M.S., A.P. De Oliveira e J. Soares On the climate impact of the local circulation in the Itaipu Lake area. Climatic Change 72: Vazzoler, A.E.A.M., A.A. Agostinho e N.S. Hahn A Planície de inundação do alto rio Paraná: aspectos físicos, biológicos e socioeconômicos. EDUEM: Nupélia, Maringá. WWF Australia - Shorebird Conservation Conserving Shorebird Habitat: The Kakadu Beach Artificial Wader Roost Project. Disponível em: <http://wwf.org.au/publications/shore _kakadu_qld/>. Acesso em: 26/10/2007.

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