Cadeia produtiva da bovinocultura leiteira no Brasil

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1 Cadeia produtiva da bovinocultura leiteira no Brasil BOVINOCULTURA LEITEIRA Importância Sócio-Econômica do Leite Em 2007, as exportações do agronegócio totalizaram US$ 58,4 bilhões, um crescimento de 18,2% em relação a O superávit comercial do setor foi de US$ 49,7 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Estes dados, por si só, reforçam a grande importância do agronegócio para e economia brasileira. Quando analisada isoladamente, verifica-se que a pecuária leiteira tem grande importância econômica e social para o Brasil. A produção de leite está presente em todos os estados brasileiros, e dos municípios existentes no país, 83,0% produziram mais de litros/dia no ano de 2006 (IBGE, 2006). De acordo com dados da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), em 2007 o leite ocupou o sexto lugar em relação ao valor bruto da produção (VBP) agropecuária brasileira, correspondendo a 7,8% do VBP (Quadro 1). Considerando, apenas a agricultura familiar, que respondia por 52,0% do VBP brasileira de leite, a pecuária leiteira representa 13,3% deste valor, sendo o principal produto na composição da renda desta categoria (Rigo e Carvalho, 2003). No estado de Minas Gerais, maior produtor do país, o leite foi o principal produto agropecuário, representando 18,8% do valor bruto da produção agropecuária em Com relação ao emprego de mão-de-obra, o Conselho Regional de Economia de São Paulo, citado por Gomes (1999), indicou que a cadeia do leite gerou 3,5 vezes mais empregos que a construção civil; 3,02 mais que a siderurgia; e 4,77 mais que a indústria automobilística. Segundo estimativas do INDI (1998), pessoas estão diretamente envolvidas na produção, no transporte e no processamento de leite de vaca no Brasil. Martins e Guilhoto (2001) usando dados da matriz Insumo-Produto do IBGE (1996), formada por 42 setores que retratam a economia brasileira, demonstraram o potencial de multiplicação do emprego do sistema agroindustrial do leite. Uma elevação da demanda final por produtos lácteos em R$ 1 milhão leva a uma geração de 116,28 empregos diretos e indiretos, e a uma geração de 196,82 empregos totais permanentes, por um período de 12 meses. Considerando os empregos totais gerados, a Indústria de Laticínios ocupa a 12 a posição, à frente, por exemplo, de Comércio, Construção Civil, Indústria Têxtil, Siderurgia, dentre outros. A cada aumento na demanda final de lácteos de R$ 5.080,78, um emprego permanente é gerado na economia; ou quando R$ 5.080,78 em lácteos deixam de ser importados, um emprego Marcos Veiga dos Santos Médico Veterinário, CRMV-SP nº9252, Professor Associado da Universidade de São Paulo - USP Francisco Palma Rennó Médico Veterinário, CRMV-SP nº11604, Professor Doutor da USP Luís Felipe Prada e Silva Engenheiro Agrônomo, CREA-SP nº , Professor Doutor da USP Endereço para correspondência: Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Av. Duque de Caxias Norte, 225, CEP , Pirassununga - SP Luis Fernando Laranja da Fonseca Médico Veterinário, CRMV-SP nº 6511, Instituto Ouro Verde - Alta Floresta - MT. 9

2 Quadro 1 - Valor bruto da produção agropecuária no Brasil nos anos de 2006 e Valores corrigidos para outubro de Fonte: Adaptado de CNA, é preservado no sistema agroindustrial (Martins e Guilhoto, 2001). Além disso, segundo os autores, o montante de capital necessário para estruturar uma planta industrial de laticínios é de menor vulto e menos complexo que uma planta automobilística, por exemplo. Estas observações permitem afirmar que políticas públicas voltadas para a geração de empregos no Brasil, devem considerar o sistema agroindustrial do leite como um setor prioritário. Crescimento da produção de leite Segundo a Pesquisa Pecuária Municipal do IBGE (2006), a produção de leite no Brasil cresceu 75,3% Quadro 2 - Produção de Leite (milhões litros/ano), vacas ordenhadas (mil cabeças) e produtividade (litros/vaca/ano) no Brasil, no período Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, Pesquisa da Pecuária Municipal, no período compreendido entre os anos de 1990 e 2006 (Quadro 2), passando de um volume total de 14,5 bilhões para 25,4 bilhões de litros/ano, o que caracteriza um crescimento expressivo, na casa dos 4,7% ao ano. Essa é uma das maiores taxas de crescimento da produção de leite do mundo, quando se consideram os países de maior expressividade nessa atividade pecuária. Para uma análise mais detalhada, é interessante distribuir os dados de produção por região geográfica do país e por estado da federação para uma interpretação mais qualitativa (Quadro 3). Verifica-se que em termos porcentuais a região Norte (N) foi a que apresentou o crescimento mais expressivo, com uma variação de 206,1% de crescimento da produção no período. Ainda na casa da centena, a região Centro-Oeste (CO) apresentou aumento da produção naquele período de 119,1%. Na região Sudeste (SE) onde se encontravam os dois maiores estados produtores de leite no ano de 1990, São Paulo e Minas Gerais. Nessa região o aumento da produção foi de apenas 40,6% no período de 16 anos considerado neste estudo. Essa dinâmica fez com que a região Sudeste passasse a representar 38,3% do total da produção de leite brasilei- 10

3 ra em 2006, enquanto sua participação era de 48,0% em Já a participação das regiões N e CO somadas representava apenas 15,5% da produção brasileira em 1990, passando para uma participação de 19,2% em Isso indica que houve deslocamento da produção do Sudeste para o Sul, Centro-Oeste e Norte (Quadros 3 e 4). Com base nesses dados, é possível inferir que está havendo uma forte mudança da produção leiteira em direção às novas fronteiras agrícolas localizadas nas regiões N e CO. Nesse sentido, faz-se necessária uma análise das alterações da produção em cada estado brasileiro (Quadros 5). Chama a atenção o fato de que o estado que apresentou a maior variação porcentual na produção leiteira no transcurso dos anos de 1990 a 2006 foi o Acre, com um incremento de produção da ordem de 366,6%, seguido em ordem decrescente pelos estados de Rondônia, Pará, Mato Grosso e Maranhão, com taxas de crescimento de 303,1%, 199,1%, 172,4% e 168,5% respectivamente. Curiosamente, os cinco estados com as maiores taxas de crescimento da produção estão todos localizados nas regiões definidas como Amazônia Legal (Quadro 6). Deve-se salientar que o volume total da produção de leite no Acre é muito pequeno, porém o mesmo não ocorre com os demais quatro estados. É importante salientar que o estado de Goiás era o 5 º maior produtor de leite em 1990, passando para a 4 ª posição em Já Rondônia, Pará e Mato Grosso eram classificados em 15ª, 13ª e 14ª, respectivamente, em 1990 e passaram, em 2006, para a 9ª, 8ª e 11ª posição, nessa ordem. Digno de nota, certamente, é a situação do estado de São Paulo que apresentou uma variação negativa de 11,0% na produção no período , passando da 2ª para 5ª posição dos estados com maior produção de leite, bem como o desempenho de Minas Gerais, maior estado produtor, que mantém a liderança inquestionável, com crescimento médio de 65,3% no período de 1990 a Quadro 3 Variação da produção leiteira, por região, no período de 1990 a 2006 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, Pesquisa da Pecuária Municipal, Quaddro 4 Participação porcentual da produção leiteira, por região, no período Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, Pesquisa da Pecuária Municipal, 2006 Nesta análise, é fundamental que se destaque o desempenho da região Sul, que apresentou incremento de produção de 115,7% no período , sendo que os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná tiveram crescimento total de 80,7%, 162,9% e 133,0%, respectivamente. Dentre as possíveis razões para o incremento de produção em novas bacias leiteiras, destacam-se dois aspectos fundamentais: as mudanças mercadológicas e tecnológicas do setor lácteo e a política fundiária dos últimos governos. Sobre o primeiro ponto, destaca-se a mudança no perfil de consumo do leite fluído no Brasil, que migrou significativamente do leite pasteurizado para o leite longa vida. Somado a isso, tem-se o crescimento sustentado do consumo de queijos, cuja produção é responsável pela demanda de cerca de 34,0% da produção brasileira de leite (Conejero et al., 2006). Essa situação viabilizou a expansão das bacias leiteiras para regiões mais distantes do grande pólo consumidor de lácteos no Brasil que é a região Sudeste, notadamente o eixo Rio-São Paulo. Se adicionar a isso um ganho significativo na área de logística nos últimos 20 anos, pode-se explicar a viabilidade mercadológica da expansão da fronteira do leite. Por outro lado, verifica-se enorme crescimento de produção leiteira em estados que apresentaram os maiores contingentes de assentamentos rurais da reforma agrária nas últimas duas décadas, como Pará, Rondônia, Maranhão e Mato Grosso. Nestes estados ocorreu forte correlação entre crescimento da produção leiteira e a da pequena propriedade familiar, uma vez que a bovinocultura leiteira é uma das atividades mais disseminadas nas propriedades rurais brasileiras. 11

4 Mudança regional das bacias leiteiras Outra questão igualmente importante no que se refere ao crescimento da produção leiteira no Brasil é a mudança regional das bacias leiteiras dentro dos próprios estados produtores, ou seja, a dinâmica do leite dentro das antigas fronteiras agrícolas. Para tanto, se procedeu a análise de produção leiteira nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, justamente os cinco maiores produtores excluindo-se Goiás, que para efeito desta análise foi considerado como sendo uma nova fronteira agrícola, cuja expansão significativa ocorreu na década de 90. O estado de Minas Gerais apresentou aumento de 65,3% na produção de leite no período 1990 a 2006, similar à média brasileira, sendo atualmente responsável por 27,9% da produção. Ao se detalhar a dinâmica da produção leiteira nas diferentes mesorregiões geográficas desse estado, observa-se forte tendência da migração da produção para o Oeste, justamente nas áreas de cerrado e de ocupação mais recente, em detrimento de uma desaceleração da produção nas bacias leiteiras tradicionais. Nesse sentido, verifica-se o aumento de 99,8% da produção no período analisado, na produção das mesorregiões do Noroeste de Minas, Central Mineira e Triângulo Mineiro/ Alto Paranaíba. Essas três mesorregiões eram responsáveis por 31,1% da produção leiteira do estado em 1990 e passaram a responder por 37,6% da produção em Já as tradicionais bacias leiteiras representadas pelas mesorregiões da Zona da Mata, Campo das Vertentes e Sul de Minas Quadro 5 - Estados que tiveram maior crescimento da produção leiteira, no período Quadro 6 Variação dos principais estados produtores de leite no período de 1990 a 2006 Quadro 7 Variação (%) da produção de leite em regiões de MG, no período Quadro 8 Variação (%) da produção de leite em regiões de SP, no período Quadro 9 Variação (%) da produção de leite em regiões do PR, no período Quadro 10 Variação (%) da produção de leite em regiões de SC no período 12

5 Quadro 11 Variação (%) da produção de Quadro leite em 2 regiões - Níveis do de RS garantia no período suplemento 2006, enquanto (por kg do a sua produto) participação era de 42,1% em Já no outro extremo tem-se as mesorregiões do Centro Oriental Rio-Grandense e Metropolitana de Porto Alegre, que abrigam tradicionais bacias leiteiras e que conjuntamente tiveram um crescimento negativo de 2,1% no período de 16 anos perdendo expressão na produção de leite do estado, representando apenas 14,8% do total produzido em 2006 enquanto sua participação era de 26,2% em As análises feitas nestes cinco estados apontam para uma migração da produção de leite rumo à região Oeste em todos eles, com as bacias leiteiras afastando-se das regiões metropolitanas, deslocando-se para áreas de ocupação mais recentes pela agricultura, e, nos três estados do Sul, consolidando-se a produção leiteira sobre regiões típicas de propriedades familiares. Essa dinâmica das bacias leiteiras dos estados do Sul e Sudeste está associada ao intenso desbravamento de novas fronteiras agrícolas nos últimos 30 anos e ocupação mais efetiva do cerrado brasileiro, provocado pela transformação fundiária do país, tanto pelos projetos de reforma agrária como por projetos de colonização privada ou por ocupação privada de novos territórios. que em 1990 respondiam por 36,7% da produção leiteira do estado, tiveram um crescimento médio de apenas 32,0% em 16 anos e passaram a representar apenas 30,8% da produção, num movimento exatamente inverso às bacias emergentes (Quadro 7). No estado de São Paulo ocorre fenômeno muito similar (Quadro 8). Como um todo, o estado apresentou uma redução de 11,0% na produção de leite no período de 1990 a 2006, passando de 2 º para 5 º lugar na classificação dos estados produtores. Das 15 mesorregiões geográficas mais importantes em termos de produção, as que se destacaram em crescimento real na produção de leite foram as de São José do Rio Preto e Araçatuba, que em média cresceram 6,8% no período, passando a responder por 27,0% da produção total do estado em 2006, contra 22,5% em Já as bacias leiteiras tradicionais como Vale do Paraíba e Campinas apresentaram um decréscimo médio de 13,0% no período, o que manteve o percentual de participação de 24,6%, já que o crescimento total do estado foi negativo. No estado do Paraná fenômeno semelhante ocorreu (Quadro 9). Enquanto a produção média do estado aumentou 133,1% entre 1990 e 2006, a produção das mesorregiões do Oeste e Sudoeste cresceu em media 255,3% aumentando a sua participação na produção dentro do estado de 32,2% em 1990 para 49,2% em No caso do PR, o crescimento das bacias leiteiras emergentes do oeste do estado só não é maior devido à grande representatividade da mesorregião Centro Oriental que abriga a região de influência de Castro e Carambeí, cujo incremento da produção no período foi de 220,7%. A migração da produção de leite para o Oeste também é verificada em Santa Catarina (Quadro 10), um estado que teve crescimento da produção leiteira de 162,9% no período, figurando atualmente como o 6 º maior estado produtor do país. Um dos destaques no Estado é o fenomenal crescimento da produção na mesorregião Oeste, cujo incremento de produção atingiu a cifra de 351,7% no período analisado passando a responder por 71,2% da produção total do estado em 2006, enquanto respondia por 42,5% em N outro extremo pode-se apontar a quase completa estagnação da produção nas bacias leiteiras tradicionais da mesorregião do Vale do Itajaí, cujo aumento da produção foi de modestos 33,7% em 16 anos, representando em 2006 apenas 10,9% da produção do estado, enquanto representava 22,3% em Por fim, a análise do estado do Rio Grande do Sul (Quadro 11), que possui a 3ª maior produção de leite entre os estados brasileiros e apresentou crescimento de 80,8% entre 1990 e 2006, também tem a exploração leiteira se deslocando para o Oeste do estado. No período analisado a mesorregião do Noroeste Rio- Grandense apresentou um expressivo crescimento da produção leiteira de 165,1%, passando a representar 61,6% da produção do estado em BOVINOCULTURA LEITEIRA Evolução da Produção de Leite no Mundo No Quadro 12 são apresentados os dados da produção de leite, número de vacas e produtividade, por vaca, nos principais países produtores, em A União Européia, constituída por 25 países, se destaca como o maior produtor mundial de leite, com 27,5% da produção mundial, se- 13

6 guido pelos EUA, com 14,9%. Somando os dois, percebe-se a grande concentração da produção de leite no mundo, onde 42,4% da produção de leite estão nas mãos de apenas 12,0% da população mundial. Em 2004 o Brasil ocupava a quinta colocação na produção mundial de leite, com milhões de toneladas, representando 4,50% da produção mundial. A produção brasileira vem crescendo a uma taxa superior a produção mundial, o que explica o aumento da participação do Brasil. Como exemplo, em 1995 a participação brasileira na produção mundial era de 3,60% e o País era o sexto maior produtor. A dinâmica de crescimento da produção de leite nos principais países produtores entre os anos de está apresentada na Quadro 13. Observa-se que as taxas de crescimento da produção da UE-25 e dos EUA foram menores que da produção mundial. Já os países em desenvolvimento, como a China, Índia, Brasil, México vem apresentando maiores taxas de crescimento, demonstrando que está em curso uma mudança geográfica da produção mundial de leite, com tendência de maior participação dos países em desenvolvimento, de menor consumo per capita de lácteos e com maior população. O Brasil cresceu a uma taxa média de 3,50% ao ano, sendo a 4 a maior taxa de crescimento entre os 14 maiores produtores mundiais. Interessante notar que a dinâmica de crescimento da produção de leite no País se deve ao aumento da produtividade por vaca, que registrou a maior taxa de crescimento, isto é, 4,94% ao ano, entre os 14 maiores produtores. Este maior crescimento da produtividade por vaca, no Brasil, pode ser creditado a, pelo menos, dois fatores: a) a redução da margem bruta do produtor brasileiro e do aumento do preço da terra, o que pressionou os produtores a melhorar a eficiência no uso dos fatores de produção; b) Menor produtividade por vaca em relação aos principais produtores, o que implica em maior espaço para crescimento. Quadro 12 Produção de leite, número de vacas e produtividade por vaca em 2004 *25 países; Fonte: Adaptado de FAO e Anualpec(2005). 14

7 Quadro 13 Porcentagens anuais de crescimento da produção de leite, do número de vacas e da produtividade por vaca, entre os anos de 1995 a 2004 Fonte: FAO, Referências Bibliográficas TABELA 1. COMPLICAÇÕES E FATORES DE RISCO RELACIONADOS COM A CASTRAÇÃO DE EQÜINOS ÁLVAREZ, G.A., et al. Perspectivas para o cooperativismo de leite no Brasil. In: Gestão ambiental e políticas para o agronegócio do leite. Juiz de Fora : Embrapa Gado de Leite, p ANUALPEC - Anuário da Pecuária Brasileira. São Paulo: FNP Consultoria & Comércio: Editora Argos, BRANDÃO, A.S.P. Comparações internacionais e cenários nacionais. In: Gestão ambiental e políticas para o agronegócio do leite. Juiz de Fora : Embrapa Gado de Leite, disponível em Acesso em abril de CNA Confederação nacional da Agricultura.. Acesso em 29/04/08. CONJERO, M.A., CÔNSOLI, M.A., NEVES, M.F. O setor agroindustrial do leite no Brasil. In: CÔNSOLI, M.A., NEVES, M.F. (Org.). Estratégias para o Leite no São Paulo : Atlas, P FAO Food and Agriculture Organization of the United Nations. Disponível em: acesso em agosto de GOMES, A.P. Impactos das transformações da produção de leite no número de produtores e requerimentos de mão-de-obra e capital.viçosa, 1999,161p. Tese de Doutorado (Economia Rural) UFV. IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa da Pecuária Municipal Disponível em: home/estatistica/economia/ppm/2006/default.shtm INSTITUTO de DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL de MINAS GERAIS INDI. A indústria de laticínios brasileira e mineira em números. Belo Horizonte: p. MARTINS, P.C. & GUILHOTO, J.J. M. Leite e derivados e a geração de emprego, Renda e ICMS no contexto da economia brasileira. In Agronegócio do Leite no Brasil Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2001, p RIGO, C.A., CarValho, L.M.C. Produção familiar, emprego e agregação de valor na atividade leiteira no Brasil. In: Gestão ambiental e políticas para o agronegócio do leite. Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2003, p SEBRAE-MG/FAEMG. Diagnóstico da pecuária leiteira do Es- tado de Minas Gerais. Relatório de Pesquisa. Belo Horizonte, MG. 102p

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