Logística Reversa e Adequação às Legislações Ambientais de Resíduos Sólidos: o Caso da Cadeia de Equipamentos Eletromédicos no Brasil

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1 Logística Reversa e Adequação às Legislações Ambientais de Resíduos Sólidos: o Caso da Cadeia de Equipamentos Eletromédicos no Brasil Resumo Roberto Gardesani Marilia T. Mazon Daniela Moreira Marina C. Tapetti - Marco A. Silveira No ano 2006, com o objetivo de reduzir os resíduos gerados na cadeia produtiva de equipamentos eletro-eletrônicos entrou em vigor na União Européia a diretiva WEEE (Waste of Electro-Electronic Equipments). Com os mesmos objetivos, surgiu no Brasil a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), por meio da Lei Nº /2010, que responsabiliza, de forma compartilhada, empresas e participantes da cadeia produtiva pela destinação final de seus produtos. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo identificar as necessidades do setor de equipamentos eletromédicos para a adequação à PNRS e à Diretiva WEEE, utilizando como instrumento de adequação técnicas de logística reversa. A indústria de equipamentos eletromédicos foi escolhida por ser um dos setores representativos do complexo eletrônico brasileiro, intensivo em tecnologia, e composto por empresas que buscam atender ao mercado nacional e internacional, existindo, por isso, interesse de grande parte dessas empresas em se adequar à WEEE/ PNRS. A metodologia utilizada foi do tipo exploratória, realizada a partir de um questionário semi-estruturado sobre as técnicas da logística reversa e a diretiva WEEE/PNRS, direcionadas para nove executivos representantes de empresas fabricantes de equipamentos do setor eletromédico. As questões procuraram identificar o potencial de exploração da logística reversa das empresas; o comprometimento e consciência dos produtores e consumidores em relação aos impactos ambientais dos produtos, após o término de sua vida útil; as características e amplitude do processo de rastreabilidade dos produtos; a política das empresas sobre o retorno dos produtos no pós-consumo e o relacionamento com as empresas responsáveis pela reciclagem dos produtos ou dos componentes descartados ou defeituosos. Os principais resultados foram os seguintes: 100% das empresas fabricam produtos com vida útil real superior à vida útil oficial e não possuem canal de comunicação com os recicladores; 85% das empresas não possuem experiência ou estratégia para o retorno de produtos após o fim de sua vida útil, mas rastreiam seus produtos até o consumidor final; 30% entregam os produtos sem conserto a empresas de reciclagem, sem orientação específica; 15% apresentam histórico de devolução do produto após o fim de sua vida útil, pretendem planejar o descarte, informam no manual sobre a necessidade de retornar o produto ao fabricante no fim da vida útil e informam sobre o descarte em local apropriado. A partir dessas informações, foi elaborado um plano contendo 18 ações voltadas à adequação das empresas brasileiras do setor de eletromédicos à PNRS e à diretiva WEEE. As ações propostas geraram evidências de que, por meio de inovações ambientais nos processos produtivos, é possível as empresas preservarem o meio ambiente e gerarem oportunidades de inclusão nos mercados globais. Palavras-chave: Logística Reversa; Resíduos Sólidos; Equipamentos Eletromédicos. 1. Introdução Recentemente a questão ambiental tem sido mais um elemento nas discussões sobre a promoção do crescimento econômico tanto no Brasil, quanto no mundo. Na indústria

2 eletroeletrônica, existe uma preocupação com o descarte ambientalmente correto em razão da intensificação da produção e do consumo, aliado à estratégia de obsolescência planejada. Esse contexto tem motivado o surgimento de leis e diretivas em todo o mundo, visando reduzir o teor das substâncias tóxicas encontradas nos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE), viabilizar a reciclagem desses equipamentos e dar-lhes uma destinação correta ao final de sua vida útil. Podemos, por exemplo, citar a diretiva européia Waste of Electro- Electronic Equipments (WEEE), referência mundial, que define ações para minimizar a quantidade de REEE e tratá-los de maneira ambientalmente correta. No Brasil, a regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), através do decreto N 7404/2010, segue a tendência mundial. Com a regulamentação da PNRS, a posição ambientalmente correta das empresas, além de garantir vantagem competitiva, passa a ser fator de exigência legal. A lei estabelece que o destino dos resíduos gerados após o ciclo de vida dos produtos passe a ser feito de forma compartilhada, responsabilizando assim, fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares do serviço de limpeza urbana ou manejo de resíduos. Diante desta realidade, as empresas começaram a buscar novos processos de produção e de gestão sustentáveis, a fim de garantirem sua sobrevivência em tempos de escassez de recursos e demanda por produtos ambientalmente corretos (TACHIZAWA, 2008). De acordo com Polonsky (1994) existem cinco razões para as empresas adotarem esse tipo de gestão, que são: a percepção do novo processo como atributo de vantagem competitiva; a obrigação moral de serem socialmente responsáveis; o incentivo governamental via isenções, subsídios ou compras públicas verdes ; a pressão competitiva para atividades relacionadas ao marketing ambiental; o fator custo, pertinente a disposição de resíduos e redução de material utilizado nos processos. Dessa forma, a logística reversa ganha importância por ser uma atividade direcionada para o planejamento e controle do que pode ser chamado de cadeia de suprimentos reversa, envolvendo o processo de retorno do bem para seu descarte ou reaproveitamento (LEITE, 2003). Apesar do planejamento logístico muitas vezes priorizar apenas o estudo do fluxo de produtos no sentido empresa-cliente, Bowersox e Closs (2001) ressaltam a importância de também se olhar o fluxo reverso, considerando assim todo o ciclo de vida dos produtos. Seja devido a recalls (retirada dos produtos de circulação) efetuados pela própria empresa, ao vencimento de produtos, à responsabilidade pelo correto descarte de produtos perigosos, a produtos defeituosos e devolvidos, à desistência da compra por parte do cliente ou à legislação que proíbe o descarte indiscriminado e incentiva a reciclagem, o fato é que o fluxo reverso é um fator importante no planejamento da estratégia logística das empresas: A logística reversa não serve necessariamente para aprimorar a produtividade logística. No entanto, o movimento reverso é justificado sobre uma base social e deve ser acomodado no planejamento do sistema logístico. [...]. O ponto importante é que a estratégia logística não poderá ser formulada sem uma consideração cuidadosa dos requerimentos da logística reversa. (BOWERSOX; CLOSS, 2001, p.51). Os enfoques da logística reversa tendem a variar entre delimitações que enfatizam a operação logística em si, seu papel em relação ao meio ambiente e a vantagem competitiva que seu uso pode trazer à empresa. De todo modo, tem como foco a atuação no equacionamento do retorno

3 de produtos consumidos ou não, dando-lhes o devido encaminhamento para a revalorização e reutilização. Em suma, agregar valor e recuperar ativos através de um canal eficiente de logística reversa pode gerar resultados que se destacam como benefícios econômicos e de marketing, que atendem a pressões legislativas e protegem os ativos ao evitar que componentes importantes da produção sigam para outros mercados ou concorrentes. O presente estudo se mostra pertinente, pois, apesar do diferencial estratégico que pode ser adquirido com a adoção de técnicas de logística reversa, pouco tem sido feito no Brasil no setor de equipamentos eletroeletrônicos, cujo descarte indevido é de grande risco ao meioambiente e à saúde humana em razão de substâncias tóxicas encontradas nesses materiais, entre elas, os metais pesados. Uma iniciativa do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), apoiada pelos Ministérios de Ciência e Tecnologia (MCT), Meio Ambiente (MMA) e de Desenvolvimento da Indústria e Comércio (MDIC) tem como objetivo promover o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, voltadas à inovação de produtos, processos, modelos de gestão e componentes e materiais eletroeletrônicos. Intitulado AMBIENTRONIC, o projeto visa também criar no país a infraestrutura necessária para auxiliar o complexo eletrônico nas ações de adequação às normas ambientais e a outros requisitos igualmente importantes para agregar valor aos produtos nacionais. Dentro do AMBIENTRONIC está sendo desenvolvido um projeto piloto com empresas do setor de equipamentos eletromédicos que tem entre seus objetivos facilitar o sucesso das ações voltadas para redução dos impactos ambientais. Visando atender as demandas iniciais do AMBIENTRONIC, o artigo tem o objetivo de identificar as necessidades desse setor para adequação à PNRS/WEEE, utilizando como instrumento técnicas de logística reversa. 2. Fundamentação Teórica 2.1. Introdução à Legislação e aos Requisitos Ambientais A partir da década de oitenta, paralelamente ao acirramento da concorrência de mercado, a legislação ambiental brasileira passou a atuar de forma cada vez mais impositiva - principalmente após a promulgação da Convenção de Basiléia pelo Brasil, em 1993, que estabeleceu regras para o movimento transfronteiriço de resíduos perigosos. Deriva desse paradigma, a necessidade crescente das empresas de reduzirem custos de forma conciliada à adequação a normas ambientais. Como pretendemos elucidar nesse artigo, as exigências do cumprimento desses requisitos legais, ao incentivar a criação de uma nova cultura empresarial, atuam como catalisadoras da inserção das empresas no mercado de forma competitiva, através da adoção de estratégias inovativas. Isso decorre do conceito de sustentabilidade estar atrelado a transformações de produção e consumo de bens e serviços, no sentido de respeitar o equilíbrio do planeta nas dimensões social, ambiental e econômica (triple bottom line), sem que as necessidades e práticas de melhoria do presente, prejudiquem as gerações futuras nessas três dimensões (BELLEN, 2007). Assim, [...] a restrição ambiental tende a ser vista cada vez menos como uma fonte de custos e mais como uma fonte de oportunidades tecnológicas para a criação de assimetrias que confiram vantagens competitivas (ANSANELLI, 2008, p. 12).

4 Nesse contexto, foi publicada a norma ABNT NBR ISO 14001:1996, que concilia a preocupação das organizações com lucratividade e impactos ambientais por meio da gestão efetiva e prioritária do uso e disposição de recursos (sistemas de gestão ambiental). A certificação com essa norma, internacionalmente aceita, traz benefícios corporativos e financeiros, desde o upgrade do relacionamento dos agentes envolvidos até a redução de custos através da otimização do uso de recursos. Evidentemente, as diversas abordagens do conceito sustentabilidade e a relevância do tema incitaram em um conjunto de normas específicas, por exemplo, as referentes ao tratamento de resíduos sólidos e, dentro dessa categoria, o caso dos resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos (REEEs). No Brasil são gerados por ano, aproximadamente, 680 mil toneladas de REEE (FEAM, 2010). O descarte incorreto desses materiais gera problemas ambientais sérios, não só pelo volume e pelo tempo que os resíduos levam para se decompor, mas também pela presença de metais pesados em sua composição, altamente prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente. De acordo com diagnóstico elaborado pela Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais (FEAM), com a progressão de descartes desse tipo, o Brasil terá acumulado, aproximadamente, 22 milhões de toneladas de REEE para disposição, no período de 2001 a Dada a relevância do tema, algumas das discussões na Comunidade Européia (CE) culminaram, no ano de 2003, em duas diretivas voltadas à gestão desses resíduos: a WEEE 1 (Waste of Electro-Electronic Equipments) e a RoHS 2 (Restriction of the use of Certain Hazardous Substances). A WEEE estabelece como prioridade a prevenção da geração de resíduos, seguida da reutilização, reciclagem e outras formas de recuperação para reduzir a disposição final. Inclui também a melhoria do desempenho ambiental de todos os envolvidos no ciclo de vida dos eletroeletrônicos, ou seja, a diretiva incentiva o desmonte e a valorização dos componentes do produto. Assim, está previsto na WEEE, o dever dos fabricantes de informar à sociedade a respeito dos componentes e materiais usados em seus produtos; assegurar que os REEE sejam entregues aos fabricantes sem encargos; instalar e explorar sistemas de coleta individuais ou coletivos; criar sistemas para tratar os REEE utilizando as melhores técnicas de tratamento, valorização e reciclagem; identificar soluções consorciadas ou compartilhadas com outros geradores de resíduos; fabricar embalagens com materiais que propiciem a reutilização ou a reciclagem; disponibilizar pontos de entrega de resíduos reutilizáveis e recicláveis. Já a Diretiva RoHS, proíbe a produção de bens que utilizem cádmio (Cd), mercúrio (Hg), cromo hexavalente (Cr(VI)), bifenilos polibromados (PBBs), éteres difenil-polibromados (PBDEs) e chumbo (Pb). Deve-se ressaltar, que o atendimento à diretiva está estabelecido sob o critério de auto-declaração, ou seja, não existem orientações detalhadas sobre como os produtores podem atendê-la, assim como não há um procedimento universal para que a cadeia de fornecimento estabeleça a conformidade. Em suma, ambas as diretivas passam a controlar o fluxo de substâncias perigosas em aparelhos eletro-eletrônicos novos, responsabilizando os produtores e responsáveis pela 1 Diretiva 2002/96/EC. 2 Diretiva 2002/95/EC.

5 comercialização, pela eliminação de substâncias nocivas e pela coleta e reciclagem dos aparelhos colocados no mercado. Frente ao quadro de internacionalização dos mercados, as medidas da Comunidade Européia passaram a sensibilizar, tanto política quanto economicamente, diversos outros países. Na China, desde 2006, vigora o China RoHS, similar à diretiva RoHS européia. Nos Estados Unidos, regem duas leis acerca dos REEE s: o Decreto de Reciclagem de Eletrônicos (baseado na WEEE e na RoHS, em vigor desde 2003) e a Electronic Equipment Collection, sancionada em 2008, a qual delibera a responsabilidade dos produtores de submeter o plano de manejo do lixo à prefeitura e proíbe o descarte de equipamentos eletrônicos em aterros sanitários. Já no Japão, a Home Appliance Recycling Law, em vigor desde 1998, visa abolir o uso de substâncias tóxicas na fabricação dos produtos, aumentar o índice de reciclabilidade e proibir o seu depósito inadequado; o financiamento parcial fica a cargo do consumidor ao descartar o produto eletroeletrônico, o Estado fica responsável pelo sistema de coleta e logística reversa e, ao produtor fica delegado reciclar e neutralizar os componentes tóxicos dos equipamentos. No caso brasileiro, como mencionado anteriormente, destaca-se a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Apesar de incluir a gestão dos resíduos eletroeletrônicos a PNRS é mais abrangente. Tem entre seus princípios o da responsabilidade compartilhada, diferente daquele pelo qual a WEEE é regida, a saber, o da responsabilidade do produtor. Já em linhas gerais, a Lei e a Diretiva apresentam objetivos próximos, como a ordem de prioridade de não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos; o desenvolvimento de tecnologias limpas e a redução do volume e da periculosidade dos resíduos. A PNRS também estabelece prioridade nas aquisições e contratações governamentais para: a) produtos reciclados e recicláveis; b) bens, serviços e obras que adotem tecnologias compatíveis com padrões de consumo social e ambientalmente sustentáveis. Assim, dentre os avanços da PNRS incluem-se a previsão de elaboração de diagnósticos da situação atual dos resíduos sólidos; a proposição de cenários, incluindo tendências internacionais e macroeconômicas; metas para o aproveitamento energético dos resíduos e metas para a eliminação e recuperação de lixões (Lei 12305/2010). Diante disso, estudos relacionados à cadeia reversa ganham destaque, dado o aumento do passivo ambiental e da oportunidade de negócio representada por esse Cadeia Reversa de Pós-Consumo A cadeia reversa envolve a integração das atividades de coleta, de produção reversa (desmontagem e reuso) e de distribuição. A atividade de coleta refere-se à busca e gerenciamento de recursos materiais após seu uso ou devolução, visando seu reaproveitamento na produção; já as atividades de distribuição referem-se à oferta e gerenciamento dos bens coletados que, depois de desmontados, são encaminhados aos produtores (BALLOU, 2001). Assim, a cadeia reversa pode ser definida como a área que atua no gerenciamento de processos físicos e das informações relacionados aos bens descartados pela sociedade, que através de canais de distribuição reversos retornam ao ciclo produtivo. A cadeia reversa tem como estratégia agregar valor a um produto logístico, formado por bens inservíveis ao produtor, os quais foram descartados por terem alcançado o final de sua vida útil ou por serem resíduos sólidos industriais. Os produtos de pós-consumo podem gerar bens duráveis ou descartáveis, podendo ser reutilizados, através da reciclagem ou desmanche. Cabe, então, ao estudo da cadeia reversa analisar o fluxo de retorno dos produtos ou de seus materiais constituintes, classificados em função de seu ciclo de vida e origem, condições de

6 uso, fim de vida útil e dos resíduos sólidos industriais (LEITE, 2003), a fim de atenuar o desequilíbrio entre as quantidades de materiais descartados e reaproveitados no meio ambiente. Como mencionado acima, a legislação ambiental (PNRS/WEEE) incentiva a atuação mais incisiva das empresas na responsabilização pelo retorno e tratamento de seus produtos. A legislação tem, portanto, como principal objetivo regulamentar a produção, identificando quais produtos não são agressivos ao meio ambiente, classificando aqueles de pós-consumo e estabelecendo quais podem ser depositados em aterros sanitários. Simultaneamente a essas exigências regulatórias há, por outro lado, a manutenção da competitividade dessas organizações via exploração do instrumental da cadeia reversa, seja pelos benefícios econômicos de redução de custos - por exemplo, a diminuição dos altos custos do correto descarte de resíduos-, seja por razões estratégicas como diferenciação por serviço, limpeza do canal de distribuição, proteção de margem de lucro e recuperação de ativos (LAMBERT, STOCK & VANTINE, 1998; ROGERS & TIBBEN-LEMBKE, 1999). Vale ressaltar, entretanto, que a nova concorrência entre as cadeias de suprimentos não se baseia na eficiência dos elos individuais, e sim na integração de todos os elos da cadeia produtiva (TAYLOR, 2006) Logística Reversa A logística reversa relaciona o processo de planejamento, de execução e de controle do fluxo de bens e informações, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com a finalidade de atender às necessidades das indústrias e as exigências dos consumidores (COUNCIL OF LOGISTICS MANAGEMENT APUD BALLOU, 2001). Faz-se necessário elucidar, em razão de algumas confusões conceituais, que a cadeia de suprimento abrange um escopo maior de processos e funções que a logística. A logística reversa, segundo Leite (2003), envolve o planejamento e o controle do que pode ser chamado de cadeia de suprimentos reversa, envolvendo o retorno do bem para o seu descarte ou reaproveitamento. Neste processo, as informações logísticas correspondem à junção de quatro atividades básicas: aquisição, movimentação, armazenagem e entrega de produtos. Gaither e Frazier (2004) e Ritzaman e Krajewski (2004) afirmam que a logística atua no fluxo envolvido entre diferentes empresas, englobando desde a matéria prima até o cliente final, ou seja, toda a produção e distribuição. Como o estudo específico de processos e modelos para o fluxo reverso da logística é relativamente recente, o termo logística reversa tem sido empregado com significados bastante variados. Os enfoques tendem a transitar entre delimitações que enfatizam a operação logística em si, seu papel em relação ao meio ambiente e a vantagem competitiva que seu uso pode trazer à empresa. Pohlen e Farris (1992 apud FLEISCHMANN 2001, p.5), enfatizam a idéia da criação de um canal de distribuição que permita o fluxo de bens dos consumidores em direção aos produtores. Rogers e Tibben-Lembke (1999) fazem referência à definição de logística convencional do Council of Logistics Management, afirmando que logística reversa envolve planejar, implementar e controlar o fluxo de materiais e informações de seu ponto de consumo até seu ponto de origem, tendo por objetivo não mais a conformidade com as demandas do consumidor, mas reagregar valor ao produto, ou descartá-lo de maneira apropriada.

7 O propósito de reagregação de valor envolvido nesse processo é de suma importância para que as empresas se adequem às legislações ambientais sem, no entanto ter a competitividade comprometida. Aliás, uma administração logística eficiente interpreta cada atividade na cadeia de suprimentos como contribuinte do processo de geração de valor. Torna-se questionável a própria existência da atividade, quando pouco valor pode ser agregado (BALLOU, 2006). Stock (1998) segue linha de pensamento semelhante, porém adota duas perspectivas para definir a logística reversa: a primeira envolve o aspecto mercadológico, onde o termo se refere ao papel da logística nas operações de devolução de mercadorias, redução e descarte de resíduos, reciclagem, reuso de materiais, e também nos processos de reforma, reparo e remanufatura de produtos passíveis de reinserção no mercado. A segunda perspectiva é a da engenharia logística, ou administração da logística reversa, onde o termo logística reversa se refere a um modelo de negócios sistemático, visando aplicar as modernas práticas de modelos logísticos e administração no sentido de lucrar com as práticas de logística reversa. Na literatura internacional, a logística reversa é frequentemente denominada de closed loop supply chain (ciclo fechado) e open loop supply chain (ciclo aberto). O ciclo fechado refere-se ao retorno dos produtos que voltam para seus fabricantes originais, para que eles possam descartar, reciclar, revender ou incorporar os produtos novamente no processo produtivo. Já o ciclo aberto significa que os produtos retornados irão para outros participantes do mercado, que não os produtores originais (DE BRITO, 2003). A principal diferença entre os dois ciclos refere-se ao valor de mercado. Nos ciclos fechados, o valor do material reciclado não sofre muitas flutuações de preços, pois retorna ao fabricante original. Em geral, esses materiais não sofrem degradação das características iniciais e, com isso, voltam integralmente ao ciclo produtivo ou ao processo, proporcionando vantagens econômicas aos fabricantes. Em contrapartida, os ciclos abertos sofrem oscilações nos preços dos materiais reciclados (CARLINI, 2002). De imediato, as empresas ao se depararem com um produto que não possui mercado, dedicamse a desenvolver formas de reciclarem esses materiais para que estes se tornem economicamente viáveis. Em suma, a logística reversa, por meio de sistemas operacionais diferentes em cada categoria dos fluxos reversos, objetiva tornar possível o retorno dos bens ou de seus materiais constituintes ao ciclo produtivo ou de negócios. Agrega valor econômico, ambiental, legal e de localização ao planejar as redes reversas e as respectivas informações e, ao operacionalizar o fluxo desde a coleta dos bens de pós-consumo ou de pós-venda, por meio dos processamentos logísticos de consolidação, separação e seleção, até a reintegração ao ciclo. 3. Metodologia Com o propósito de trazer ganhos de conhecimento para dar o devido andamento ao projeto AMBIENTRONIC e de acrescentar aos pesquisadores maior familiaridade com o objeto de estudo, realizou-se, nessa fase prévia de avaliação, uma pesquisa do tipo exploratória. O intuito foi o de identificar as práticas atuais das empresas e relacioná-las às necessidades de adequação à legislação apresentadas pelas teorias quanto: ao potencial de exploração da logística reversa das empresas como estratégia de adequação; ao comprometimento e consciência dos produtores e consumidores em relação aos impactos ambientais dos produtos após o término da sua vida útil; às características e amplitude do processo de rastreabilidade

8 dos produtos; à política das empresas sobre o retorno dos produtos no pós-consumo e, ao relacionamento com as empresas responsáveis pela reciclagem dos produtos ou componentes descartados ou defeituosos. Inicialmente, foi realizado um levantamento de dados secundários sobre o setor brasileiro de equipamentos eletromédicos, visando identificar seu perfil característico. Em paralelo, foi feita uma busca preliminar das tecnologias e dos principais desafios enfrentados pelo setor. Foi realizada uma pesquisa exploratória, que abarcou um questionário semi-estruturado focado em coletar as informações relacionadas às estratégias de logística reversa. É válido ressaltar que os representantes das empresas se inscreveram voluntariamente nessa primeira fase do projeto. As nove empresas tinham suas plantas localizadas no estado de São Paulo, sendo quatro na capital e cinco em diversas cidades do interior. Os produtos fabricados eram bem diversificados, entre eles, bisturi cirúrgico eletrônico, ventilador pulmonar, incubadora, mesa cirúrgica, equipamento estético, bomba de infusão e inalador. Cada empresa escolheu um produto do seu portfólio como objeto para este estudo Resultados Com base nas informações obtidas nas entrevistas identificou-se que 100% das empresas fabricam produtos com vida útil oficial de 5 anos, porém devido a comercialização para outras empresas e/ou doação a vida útil real passa a ser de 10 até 20 anos. Verificou-se, ainda, que somente 15% apresentam histórico de devolução do produto após sua vida útil e 30% delas entregam os produtos pós-venda para recicladoras, entretanto, sem nenhuma orientação específica. Embora 15% informem sobre o descarte em local apropriado, 100% das empresas responderam que não se responsabilizam pelo produto após sua destinação às empresas de reciclagem. Esses dados se justificam, pois, embora o setor eletromédico esteja contemplado na Diretiva WEEE (Anexo 1A, categoria 8 da diretiva 2002/96/CE), ainda não há obrigatoriedade no cumprimento de taxas recuperação e reciclabilidade para a categoria de eletromédicos. Constatou-se, porém, que 15% das empresas já pretendem planejar o descarte, evidenciando que algumas ações para o planejamento do descarte estão sendo consideradas. O cumprimento do setor eletromédico às exigências estabelecidas pela WEEE está previsto até 2014 (ITAMARATY, 2011) no caso das empresas exportadoras para a Europa, e, no Brasil, são esperados os acordos setoriais do setor de eletroeletrônicos para início de 2012 (FIESP, 2011). Como um facilitador do processo de aderência das técnicas da logística reversa às exigências estabelecidas pela WEEE/PNRS, tem-se que 85% das empresas rastreiam seus produtos até o consumidor final e 15% informam no manual sobre a necessidade de retornar o produto ao fabricante no fim da vida útil. 4. Conclusões e sugestões para prosseguimento do estudo Com base nesses resultados, foram delineadas ações para o encaminhamento do AMBIENTRONIC. No que confere à logística reversa e à WEEE/PNRS, as ações propostas foram direcionadas para os seguintes aspectos:

9 - Incluir no custo dos novos produtos uma taxa paga no ato da compra para ações de reciclagem no pós-consumo. - Adotar para os novos projetos o conceito do eco-design. Tal ação pode ser realizada através de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. - Buscar parcerias com empresas de reciclagem no caso do reuso, formas de geração de energia (incineração) ou identificar instituições onde o equipamento poderia ser útil; - Implantar área de P&D ou buscar parcerias com centros de pesquisas, universidades, indústrias e governo, visando o desenvolvimento de formas eficientes de conscientização e orientação sobre novos métodos ecológicos e de descarte de equipamentos e componentes individualizados considerados obsoletos. Tais ações incluem a coleta do material no local de consumo e uso, além do direcionamento de recursos em ações que facilitem a geração de cooperativas de catadores e treinamento das empresas de reciclagem; - Obedecer à ordem de prioridade de redução e reciclagem estabelecida pela WEEE/PNRS (não geração, redução, reutilização, reciclagem e outras formas de recuperação para a redução da disposição final); - Os produtores, importadores, varejistas e distribuidores do setor, em conjunto, devem identificar os principais mercados consumidores para a implantação de centros de coleta de REEE; - Quanto ao transporte, enquanto os produtos não possuírem valor agregado em relação aos processos de reciclagem que tenham intensivo trabalho e alto custo, a alternativa é identificar transportadoras que estão próximas dos centros de coleta e que, após descarregada a carga em seus destinos, precisam voltar de qualquer maneira sem carga. Este fato representa um custo baixo de transporte; - Em relação ao armazenamento, da mesma forma que no caso da coleta, em conjunto, os produtores, importadores, varejistas e distribuidores do setor devem identificar os principais mercados consumidores para a implantação de centros regionais de armazenagem, para que depois sejam transferidos de acordo com os lotes economicamente identificados para os responsáveis pela reciclagem, descarte, ou reuso; - Em conjunto, fabricantes, importadores, distribuidores e varejistas deverão investir em treinamento para as empresas responsáveis pela engenharia reversa que será responsável pelos processos de desmontagem, separação, beneficiamento e disposição final adequada dos materiais não absorvidos pelo mercado de reciclagem. Visando facilitar o procedimento, a empresa deve anexar ao produto um documento descrevendo como este deve ser desmontado; - Os fabricantes, importadores, varejistas e distribuidores devem investir em tecnologia e conscientização dos consumidores, visando à venda de produtos ambientalmente corretos; - Os novos produtos devem ser claramente marcados com o nome do fabricante e o símbolo do WEEE para indicar que não devem ser descartados na coleta de lixo municipal; - Informar às unidades de tratamento como identificar componentes e materiais específicos no equipamento que devem ser removidos; - Os fabricantes e importadores deverão periodicamente promover a formação e capacitação de recursos humanos, inclusive de catadores de resíduos, sobre os processos de logística reversa com a destinação ambientalmente adequada de seus produtos.

10 Os principais conceitos da logística reversa, permitiram identificar o abrangente processo de planejamento, implementação e controle do fluxo de materiais e informações voltados para o descarte e o reaproveitamento de forma a atender as exigências legais, agregando, simultaneamente, valor econômico e ambiental ao produto. As ações delineadas baseadas na PNRS estão voltadas para a responsabilidade compartilhada, envolvendo desde a concepção do produto até o seu retorno e descarte ambientalmente correto, além da conscientização de consumidores e dos demais envolvidos no processo. Considerando que no desenvolvimento do estudo, outras praticadas foram identificadas, pôde-se também, delinear um plano contendo outra ações gerenciais, operacionais e tecnológicas que poderão auxiliar as empresas do setor diante da necessidade de adequação. São elas: - Buscar a inclusão, além dos fabricantes, os governos, varejistas e distribuidores, para criar um sistema de coleta seletiva, transporte, armazenamento e reciclagem dos produtos em áreas de comum acesso, através do estudo de técnicas de logística reversa; - Promover a trocar informações entre fabricantes e redes de fornecimento na busca de respostas imediatas às mudanças de alternativas do mercado (visão institucional) para otimizar o uso de energia e recursos naturais dos processos de produção e da logística da empresa, e reduzir custos e emissões; - Implantar ou implementar o processo de rastreabilidade do produto final, por exemplo, através da utilização de código de barras/ RFID (Radio - frequency Identification); - Para a implantação de sistema coletivo de descarte, nos moldes da WEEE, uma das idéias é a criação de um fundo de reciclagem ou seguro de reciclagem, que arcaria com as despesas de operação do sistema. Esse fundo seria custeado por uma pequena taxa cobrada dos consumidores na compra de aparelhos eletroeletrônicos; - Procurar parcerias com o governo, na busca de um processo de reciclagem com demanda contínua, gerando, assim, redução de custos, estabelecendo uma economia por trás da indústria da reciclagem dos resíduos eletroeletrônicos - conforme a realidade das latas de alumínio que, devido a uma questão social, transformaram-se em um negócio lucrativo ou, dos países da UE, onde a gestão dos resíduos do setor eletroeletrônico promoveu o surgimento de novos negócios. Tais ações, complementam àquelas relacionadas à WEEE/PNRS foco do estudo, aumentando a eficiência do processo e atendem ao princípio da responsabilidade estendida do produtor quanto à geração dos resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos, especificamente. As exigências legais- especificamente, a WEEE e a PNRS- contribuem para a redução do nível de incerteza nas tomadas de decisão relacionadas aos investimentos ambientais, além de atuarem como sinalizadoras de possíveis ineficiências de recursos e aperfeiçoamento tecnológico, como sugerido pela teoria da logística reversa explicitada no artigo e tratam-se de importante fator no direcionamento da inovação. Tais propostas foram analisadas por meio da realização de três painéis de discussão envolvendo aproximadamente duzentos profissionais de setenta diferentes instituições empresariais, da academia e governamentais, entre elas, Ministérios da Ciência e Tecnologia; Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Meio Ambiente; Planejamento, Orçamento e Gestão; ABDI; ANVISA; APEX; BNDES; FINEP e INMETRO.

11 Entende-se que o objetivo desta fase inicial do estudo foi alcançado já que, pôde-se identificar as necessidades do setor de equipamentos eletromédicos para adequação à WEEE/PNRS, utilizando técnicas de logística reversa como instrumento. Com a validação da proposta, pretende-se avançar para uma próxima etapa, com a proposição de intervenções e testes das hipóteses, ao mesmo tempo em que se implementa e acessa as mudanças conforme definido por, (Joe 1998; Linda & Karen 1999; Peters & Robinson 1984 e Thiollent 1997 apud Holanda & Riccio, 2001). Por se tratar de um tema relativamente recente, na linha de propostas para futuros estudos, fazse necessário identificar na logística reversa e na WEEE/PNRS os possíveis indicadores de sustentabilidade ambiental que possam auxiliar no melhor direcionamento de ações nas organizações, como também outras avaliações de maior abrangência por meio de um estudo quantitativo. Finalizando, entende-se que o estudo poderá contribuir de modo significativo na viabilização do desenvolvimento sustentável, tanto das empresas do setor alvo, como dos demais setores pertencentes ao complexo eletrônico brasileiro, por meio do aumento da competência no país, da visão comparativa frente às forças competitivas dos vários setores, do incremento da inovação tecnológica, de ferramentas para o sucesso do reuso em geral, da geração de novas atividades produtivas, da diminuição dos impactos ambientais e da possibilidade de inserção de pequenas e médias empresas em novos mercados. 5. Referências Bibliográficas ANSANELLI, S. L. M. Os impactos das exigências ambientais européias para equipamentos eletroeletrônicos sobre o Brasil. Campinas: Tese de doutorado (doutorado em economia), Universidade de Campinas, BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos. 5.ed. Porto Alegre: Bookman, BALLOU, R. H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: planejamento, organização e logística empresarial. 4ª ed. Porto Alegre: Bookman, Basel Convention on the Control of Transboundary Movements of Hazardous Wastes and Their Disposal. Disponível em: em:11/06/2011. BELLEN, H. M. V. Indicadores de Sustentabilidade: uma análise comparativa. Rio de Janeiro: FGV, 2007 BOWERSOX, D. J.; CLOSS, D. J. Logística Empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento. São Paulo: Atlas, CARLINI, R. C. O. Logística reversa: elementos facilitadores e inibidores. São Paulo: Dissertação (Mestrado em Administração), Universidade Presbiteriana Mackenzie, DE BRITO, M. Managing reverse logistics or reverse logistics management?. Erasmus Research Institute of Management. PhD thesis. Rotterdam, The Netherlands, Erasmus University: 69, 2003.

12 DIRETIVA 2002/96/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 27 de Janeiro de 2003: Relativa aos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE), in Jornal Oficial da União Européia de DIRECTIVE 2002/95/EC of the European Parliament and of the council of 27 January 2003 on the restriction of the use of certain hazardous substances in electrical and electronic equipment. Official Journal of the European Union. FEAM. Fundação Estadual do Meio Ambiente. Inventário de resíduos sólidos industriais e minerários: ano base Belo Horizonte: FEAM, FIESP. Indústria avança em logística reversa antes de acordo setorial em 2012.Disponível em:http://www.fiesp.com.br/agencianoticias/2011/06/02/industria_logistica_reversa_acordo_s etorial.ntc. Acesso em: 15/06/2011. FLEISCHMANN, M. Quantitative models for reverse logistics. Berlin, Heidelberg, New York: Springer-Verlag, GAITHER, N.; FRAZIER, G. Administração da Produção e Operações. 8. ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, HOLANDA, V. B. ; RICCIO, E. L. A utilização da pesquisa-ação para perceber e implementar sistemas de informações empresariais. In: 13th Asian Pacific, 2001, Rio de Janeiro, Disponível em: Acesso: 18/01/2011. ITAMARATY. Seminário discute adequação de equipamentos de saúde a normas ambientais européias. Disponível em: Acesso em: 9/06/2011. ISO 14001:2004. Sistemas de gestão ambiental: requisitos com orientações para uso. ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro, KIRSCHNER, M. RoHS/WEEE Regulations and Standards: RoHS in China. Anual Guide, Disponível em: Acesso em: 27 de junho de LACERDA, F.S.; PEREIRA, A. L. A. R.; SILVA, L. F. G.; SOARES, L. F. Lixo eletrônico: impactos e soluções. Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, Disponível em: Acesso em: 05 de junho de LAMBERT, D. M.; STOCK, J. R.; VANTINE, J. G.. Administração estratégica da logística. São Paulo: Vantine, LEITE, P. R. Logística Reversa: meio ambiente e competitividade. São Paulo: Prentice Hall, POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS. Lei , de 2 de agosto de Disponível em: Acesso em: 11/06/2011. POLONSKY, M. J. An Introduction To Green Marketing.Electronic Green Journal Disponível em: <http://escholarship.org/uc/item/49n325b7#page-3>. Acesso em: 12 mai RITZAMAN, L. P.; KRAJEWSKI, L. J. Administração da produção e operações.1.ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004.

13 ROGERS, D. S.; TIBBEN-LEMBKE, R.S. Going backwards: reverse logistics trends and practices. Reno, Nevada: University of Nevada, STOCK, J. R. Reverse logistics programs. Council of Logistics Management, TACHIZAWA, T. Gestão Ambiental e Responsabilidade Social Corporativa: Estratégias de Negócios Focadas na Realidade Brasileira. São Paulo: Atlas, 5ª. ed TAYLOR, David A. Logística na cadeia de suprimentos. 1.ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2006.

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