Política Nacional de Resíduos Sólidos

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1 Política Nacional de Resíduos Sólidos Plano de ações para incrementar a reciclagem de embalagens pósconsumo de produtos não perigosos

2 PILARES DOS ACORDOS SETORIAIS Os acordos setoriais devem promover a melhoria contínua das cadeias de reciclagem no país, respeitando as conquistas históricas do setor Devemos evitar ações que criem instabilidade nas cadeias e prejudiquem o amadurecimento das cooperativas de catadores Os acordos não devem gerar problemas de competitividade para as empresas

3 Queremos continuar o caminho que estamos construindo Apoio a Cooperativas PEV s 800 mil catadores no Brasil 650 cooperativas/associações registradas 60 mil catadores organizados

4 Logística reversa de embalagens pós-consumo de produtos não perigosos RECICLADORES CONSUMIDOR PREFEITURAS PEV s Cooperativas Porta-a-porta APARISTAS OU SUCATEIROS LEGALIZADOS EMPRESAS PEV s Cooperativas

5 Obrigatoriedade i d de Logística Reversa A Lei de Resíduos Sólidos determinou a obrigatoriedade de empresas desenvolverem sistemas para coleta de suas embalagens; A Lei deu a possibilidade das empresas desenvolverem esses sistemas através de: Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) Apoio às cooperativas de catadores. A Lei contemplou em seu espírito o modelo de cooperativas de catadores tripé da sustentabilidade

6 Coalizão Empresarial pela Governança da PNRS

7 Workshops CEMPRE construindo a governança

8 PROPOSTA COALIZÃO CEMPRE A Coalizão/CEMPRE tem uma proposta de modelo de governança que endereça todos os pontos levantados pelas empresas durante o workshop. A proposta tem por base o modelo consolidado no país, contemplado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e referência internacional reconhecida pelo PNUMA, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. O desafio está na articulação das ações setoriais, que atualmente são desconectadas, e não em fontes de financiamento, que já são disponíveis e suficientes para cumprimento dos objetivos e meta.

9 Governança Organograma precisa ser construído com participação de CNI e CNC. Deverão estar incluídos produtores, usuários, distribuidores, catadores, municípios e recicladores/sucateiros.

10 Importante É absolutamente t desnecessária acriação de entidade d gestora/centralizadora. O CEMPRE não receberá recursos dos membros da coalizão para execução de quaisquer itens previstos no plano de ações, salvo em casos excepcionais. O relatório a ser gerado deverá contabilizar as ações encadeadas executadas individualmente por cada membro da coalizão.

11 PROPOSTA COALIZÃO CEMPRE O Plano Nacional de Resíduos Sólidos, lançado pelo Governo Federal em setembro de 2011 prevê a implantação da coleta seletiva em todos os municípios brasileiros, priorizando-se, inicialmente, os municípios de maior porte ou aqueles que integram Regiões Metropolitanas, RIDEs ou Aglomerações Urbanas, bem como municípios sede da Copa 2014 e Olimpíadas de 2016

12 PROPOSTA COALIZÃO CEMPRE Como primeira etapa (doravante chamada Fase 1) para o acordo setorial de embalagens pós-consumo de produtos não perigosos, a Coalizão/CEMPRE sugere a priorização(*) dos investimentos nas 12 cidades da Copa 2014, com extensão para a as regiões metropolitanas ta as Esta iniciativa permitirá analisar os principais obstáculos e delinear, com assertividade, estratégias de intervenção em nível nacional (Fase 2) Com a experiência adquirida na Fase 1 estará pavimentado o caminho para expansão em nível nacional (Fase 2) O impacto das ações serão dimensionados pelo incremento da reciclagem da fração seca do lixo urbano (em toneladas) (*)não excluindo outros municípios/regiões da federação

13 RS nas Cidades Sede da Copa do Mundo de 2014 A quantidade de resíduos sólidos gerados diariamente pelas 12 cidades sede da Copa do Mundo de 2014 representa cerca de 22%(*) em peso do lixo urbano do país Somando-se as regiões metropolitanas, o total pula para cerca de 38%(*) (*): 50% fração seca + rejeitos

14 Em busca da meta Fase 1 EMPRESAS Triplicar o número e/ou capacidade das cooperativas nas 12 cidades sede, com possível extensão para regiões metropolitanas; Investimentos da ordem de 70 milhões de reais para o setor privado PEV s Cooperativas

15 Em busca da meta Fase 1 EMPRESAS Fortalecimento da parceria indústria/varejo para ampliação e consolidação dos PEV s; Instalação de no mínimo 1 PEV em cada loja do varejo desde que obedecidos os critérios técnicos e operacionais descritos no slide a seguir; PEV s Cooperativas

16 PEVs Critérios Operacionais Parâmetros: Legislação Considerações: - PEV s devem considerar e estar preparados para os diferentes tipos de resíduos previstos na logística reversa da PNRS. - Atualmente, em municípios onde a legislação local já obriga a coleta de lâmpadas, óleos, pilhas e baterias e outros, é comum receber estes tipos de resíduos junto com as embalagens nos PEV s. Tipo e Formato de loja Área/ Espaço de implantação do PEV Parâmetro de operação - Lojas com salão de vendas igual ou superior a 4 mil m² de área e estacionamento com o mínimo de 115 vagas próprias (relação de 1 vaga a cada 35 m² de salão de vendas). - Hipermercado: principal formato de loja que pode ter um PEV. - Área mínima de 4m² e máxima de 8m² (considerando área de circulação para disposição dos resíduos). - Localização / acesso: preferencialmente no estacionamento, no trajeto do cliente entre a entrada do estacionamento até a entrada da loja. - Considerar parâmetros legais referentes a vigilância sanitária e uso e ocupação do solo. - Segurança da instalação: não pode estar dentro da loja (área de venda), não pode estar do lado externo da loja (rua / calçada) ou na divisa com a calçada. - Segurança do usuário: estar em local bem iluminado, movimentado, de fácil acesso e grande visibilidade. Raio de atuação - Lojas de uma mesma empresa, independentemente do formato, dentro de um raio menor ou igual a 8 km entre elas precisam ter PEV em apenas 1 delas.

17 Em busca da meta Fase 1 EMPRESAS PEV s Cooperativas Garantia de compra direta de todos os materiais recicláveis triados por cooperativas de catadores, respeitando critérios mínimos de volume e qualidade Priorizar o pagamento às cooperativas - individualmente ou organizadas em rede - do melhor preço praticado pelo mercado

18 Em busca da meta Fase 1 EMPRESAS Investimento em campanhas de conscientização da população TV, rádio, cinema e outras midias As campanhas serão anuais e os investimentos serão da ordem de R$ 5 milhões/ano (mínimo). PEV s Cooperativas

19 Em busca da meta Fase 1 PREFEITURAS Incremento da coleta seletiva municipal atingindo 100% da população p nas cidades sede e no mínimo 70% em cada uma das cidades que compõem a região metropolitana PEV s Cooperativas

20 Diagnóstico sobre as 12 cidades da Copa 2014

21 Total Brasil: 160 mil ton/dia Média de 1kg/hab/dia (capitais) Dados populacionais: Censo IBGE 2010 Dados coleta seletiva: Pesquisa Ciclosoft Cempre 2010

22 Rio de Janeiro Existe coleta seletiva? População: sim Modelo: Coleta: (x) Porta a Porta a (x) Prefeitura (x) PEVs ( ) Empresa Privada (x) Cooperativas (x) Cooperativas População atendida: Volume coletado: 35% 606 ton/mês Catadores informais? Catadores organizados? Cooperativas de Catadores: Órgão público: 33 Comlurb

23 São Paulo Existe coleta seletiva? População: sim Modelo: Coleta: (x) Porta a Porta a ( ) Prefeitura (x) PEVs (x) Empresa Privada (x) Cooperativas (x) Cooperativas População atendida: Volume coletado: 25% 3100 ton/mês Catadores informais? Catadores organizados? Cooperativas de Catadores: Órgão público: 62 Limpurb

24 Brasília Existe coleta seletiva? População: sim Modelo: Coleta: (x) Porta a Porta P t (x) Prefeitura (x) PEVs ( ) Empresa Privada (x) Cooperativas (x) Cooperativas População atendida: Volume coletado: 10% 1330 ton/mês Catadores informais? Catadores organizados? Cooperativas de Catadores: Órgão público: 7 SLU

25 Belo Horizonte Existecoleta seletiva? População: sim Modelo: Coleta: (x) Porta a Porta (x) Prefeitura (x) PEVs (x) Empresa Privada ( ) Cooperativas ( ) Cooperativas População atendida: Volume coletado: 14% 900 ton/mês Catadores informais? Catadores organizados? não estimado 400 Cooperativas de Catadores: Órgão público: 11 SLU

26 Curitiba Existecoleta seletiva? População: sim Modelo: Coleta: (x) Porta a Porta P t ( ) Prefeitura (x) PEVs (x) Empresa Privada (x) Cooperativas (x) Cooperativas População atendida: Volume coletado: 100% ton/mês Catadores informais? Catadores organizados? Cooperativas de Catadores: Órgão público: 9 Limp.Pub.SMMA

27 Manaus Existe coleta seletiva? População: sim Modelo: Coleta: (x) Porta a Porta P (x) Prefeitura (x) PEVs (x) Empresa Privada (x) Cooperativas (x) Cooperativas População atendida: Volume coletado: 6% 95 ton/mês Ctd Catadores informais? i Ctd Catadores organizados? não estimado 190 Cooperativas de Catadores: Órgão público: 6 Semulsp

28 Cuiabá Existe coleta seletiva? População: não População atendida: Volume coletado: (*) 116 ton/mês Catadores informais? Catadores organizados? não estimado 20 Cooperativas de Catadores: Órgão público: 2 SMADES *o município i tem triagem no aterro sanitário i sem coleta seletiva porta a porta

29 Recife Existecoleta seletiva? População: sim Modelo: Coleta: (x) Porta a Porta (x) Prefeitura (x) PEVs ( ) Empresa Privada (x) Cooperativas (x) Cooperativas População atendida: Volume coletado: 62% 200 ton/mês Catadores informais? Catadores organizados? não estimado 140 Cooperativas de Catadores: Órgão público: 7 Emlurb

30 Natal Existe coleta seletiva? População: sim População atendida: Volume coletado: 36% 216 ton/mês Catadores informais? Catadores organizados? não estimado não estimado Cooperativas de Catadores: Órgão público: 4 URBANA

31 Fortaleza Existe coleta seletiva? População: não Modelo: Coleta: (x) Porta a Porta a ( ) Prefeitura (x) PEVs (x) Empresa Privada (x) Cooperativas (x) Cooperativas População atendida: Volume coletado: coleta incipiente coleta incipiente Catadores informais? Catadores organizados? não estimado não estimado Cooperativas de Catadores: Órgão público: 17 (associações) Emlurb

32 Salvador Existecoleta seletiva? População: sim Modelo: Coleta: (x) Porta a Porta ( ) Prefeitura (x) PEVs (x) Empresa Privada (x) Cooperativas (x) Cooperativas População atendida: Volume coletado: 20% 460 ton/mês Catadores informais? Catadores organizados? Cooperativas de Catadores: Órgão público: 11 Limpurb

33 Porto Alegre Existe coleta seletiva? População: sim Modelo: Coleta: (x) Porta a Porta P t (x) Prefeitura ( ) PEVs (x) Empresa Privada (x) Cooperativas ( ) Cooperativas População atendida: Volume coletado: 100% ton/mês Catadores informais? Catadores organizados? Cooperativas de Catadores: Órgão público: 15 DMLU

34 Prognóstico

35 Cidade Pop. atendida pela coleta seletiva 2010 Pop. atendida pela coleta seletiva 2014 Coops + PEVs 2010 Coops + PEVs 2014 Impacto em % da fração seca desviada do aterro (formal e informal) Rio 35% 100% 15PEVs;33Coops 45PEVs;99Coops 2 9 São Paulo 25% 100% 149PEVs;62Coops 447PEVs;186Coops 7 37 Curitiba 100% 100% 6PEVs;9Coops 18PEVs; 27Coops 9 42 Cuiabá - 100% 1PEVs;2Coops 3PEVs;6Coops 1 7 Belo Horizonte 14% 100% 5PEVs;11Coops 15 PEVs;33Coops Porto Alegre 100% 100% 0PEVs;15Coops 3PEVs;45Coops Manaus 6% 100% 0PEVs; 6Coops 3PEVs;18Coops 6 30 Salvador 20% 100% 3PEVs;11Coops 9PEVs; 33Coops 6 29 Recife 62% 100% 8PEVs;7Coops 24PEVs;21Coops 1 7 Natal 36% 100% 0PEVs;4Coops 3PEVs;12Coops 2 25 Brasília 25% 100% 11PEVs;7Coops 33PEVs;21Coops 3 69 Fortaleza - 100% 17PEVs;17Coops 51PEVs; 51Coops 8 39

36 Considerações 1. Número de cooperativas pode ser substituído por aumento da capacidade instalada das atuais 2. Volume medio triado por cooperativa = 50 ton/mês 3. Não considerado incremento da participação popular nos programas (foi considerado o nível atual de participação) 4. Difícil qualificar o que as cooperativas e/ou sucateiros beneficiam i tendo como origem: coleta seletiva municipal, PEVs e coleta informal

37 Considerações 5. Os PEVs implantados e mantidos exclusivamente pelo setor empresarial não devem ser considerados para avaliação da abrangência da coleta seletiva operada pelos municípios

38 Resultado milhões de toneladas de recicláveis desviados dos aterros sanitários anualmente; % de incremento à reciclagem no país (as cidades da Copa representam juntas cerca de 22% do lixo urbano gerado); 4. U% de redução de emissões atmosféricas de carbono equivalente e Y% de redução do consumo de energia (estudo a ser realizado com o CETEA) novas cooperativas (ou aumento equivalente de capacidade) = postos de trabalho gerados 6. 30% de incremento na renda dos catadores organizados em cooperativas (renda media nacional atual = R$ 450,00) 7. Incremento do PIB da reciclagem em x%

39 Investimentos (Usuários + Varejo/PEVs) 2012/ Cooperativas = 376 x R$ = R$ (Usuários) 2. Novos (e melhoria dos atuais) PEVs a partir de 2012 = R$ x 600 = R$ (inclui atacado, quando aplicável) (Varejo/Usuários) 3. Educação ambiental/midia = R$ x 3 anos = R$ (todos) 4. Relatório COALIZÃO = R$ x 3 (2012, 2013, 2014) = R$ (inclui estudo sobre emissões a ser realizado com o CETEA ou FGV) (todos) 5. Apoio jurídico Demarest = R$ (redação do acordo) + R$ x 36 meses = R$ (acompanhamento mensal) (todos) 6. Produtores de embalagens = garantia de compra de todo o material triado pelas cooperativas (ao melhor preço de mercado) e entram no rateio do item 5 com os demais (produtores)

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